Ediçâo1- Número 1
INCLUSÃO ANO 1- EDIÇÃO 1
INCLUSÃO
Inclusão Escolar
Inclusão no Esporte Inclusão Social
Pessoas com deficiências têm educação garantida em escola regular O censo escolar divulgado em março de 2016 indica que 56,6% das instituições de ensino do Brasil possuem alunos com deficiências integrados em turmas regulares. Em 2008, esse percentual era de apenas 31%. Este aumento está de acordo com os desafios propostos pelo Plano Nacional de Educação (PNE), que calcula a inclusão dessa parte da população de quatro a 17 anos, nas escolas regulares. Uma prática que vem crescendo é o da educação inclusiva nos graus e categorias do ensino; trata-se do atendimento educacional de qualidade para as pessoas com deficiência. A administradora, Mariana Azevedo,43, mãe de George Henriques Azevedo de 3 anos, que tem síndrome de Down e estuda no Instituto Canção Nova, em Cachoeira Paulista- São Paulo, afirma que a integração entre escola e pais faz parte de uma mudança fundamental para a real inclusão O eixo para envolver a família num trabalho de inclusão é compreender como ela enxerga a pessoa com deficiência. Proporcionar momentos de reflexão, partilhas, questionamentos e exposição de seus medos e inseguranças, pode contribuir para que as pessoas se abram para uma possível inclusão. A partir deste ponto, o trabalho de conscientização e de valorização da pessoa além de sua deficiência, acontece, argumenta a psicóloga.
INSTITUTO CANÇÃO NOVA
TEXTO E FOTO: EUGÊNIA FRAANTE
DIA 21 A 28 DE AGOSTO COMEMORA-SE O DIA DA DEFICIÊNCIA INTELECTUAL E MÚLTIPLA “Em uma escola inclusiva todos são privilegiados para identificar e admirar a diferença, como meio de aprendizagem e respeito”, disse a mãe Josué Peixoto, de 33 anos, tem deficiência múltipla. Não fala, se arrasta, no entanto, é carinhoso e divertido, segundo a mãe Eloisa Peixoto, que não teve a oportunidade de matricular o filho em escola regular. Sua rotina escolar, por nove anos, aconteceu na Associação Pais e Amigos Excepcionais (APAE), onde foi bem cuidado, segundo a mãe, como uma extensão familiar. “A Associação Pais e Amigos Excepcionais me ajudou com o desenvolvimento do meu filho, disponibilizando os profissionais nas especialidades que o Josué necessita, os pedagogos, fisioterapeuta e fonoaudiólogo” Diretora Geral da Associação de Pais e Amigos excepcionais de Roseira-SP, Marli Lorena, observa em sua experiência que a defesa da pessoa com deficiência tem avançado. Embora, a falta de preparo adie a efetivação. Segundo ela, uma das grandes barreiras a serem derrubadas é o preconceito enraizado na sociedade relacionado a pessoa com deficiência. “Há necessidade de um trabalho efetivo que sensibilize não somente os professores, como todo corpo educacional, até atingir os pais, as pessoas entorno da escola e toda a sociedade”, defende a diretora. Marli considera a humanização, o investimento em capacitações para a equipe educacional trabalhar em conjunto, a integração da saúde, educação e pesquisa, unidas a um quadro de pessoas comprometidas e aberta a compreensão de um estudo novo que exige muita competência, são caminhos que efetiva escola considerada inclusiva.
Idosos ganham espaço no mercado de trabalho Pesquisa da Fundação SEADE- Sistema Estadual de Análise de Dados, mostrou que Região Metropolitana de São Paulo teve aumento na participação de idosos acima de 60 anos, no mercado de trabalho no biênio de 2014/15. O diferencial nessa faixa etária é das mulheres, que no biênio de 1986/87 foi 10,5% comparado com 2014/15 aumentou para 14,8%. Quanto aos homens houve diminuição de 35,3% para 34,9% nos mesmos períodos. Os fatores que contribuem para esta realidade são: a permanência e prolongamento da vida ativa, dos mais escolarizados que fizeram trabalhos de pouco esforço físico deram a eles diretamente ou indiretamente melhor condição de saúde, facilitando sua vontade de mesmo aposentado, continuar trabalhando. Manter-se no mercado de trabalho é questão de necessidade. Para o aposentado Jorge Antônio Peixoto o beneficio não dá condição financeira para assegurar um plano de saúde, comprar remédios e pagar outras despesas que aparecem com a velhice. “ Por causa das despesas de remédios que preciso comprar, para minha esposa e eu, e também para o meu filho que é especial, decidi conti Segundo dados da pesquisa o que diferenciou a participação dos idosos no trabalho foi por causa do aumento de mulheres em busca de emprego. A psicóloga e especialista em RH da ACEG - Associação Comercial e Empresarial de Guarátigueta-SP Camila Miranda, considera bom para o idoso, fazer um curriculo, bem elaborado, destacando a suas capacidades na área profissional, sua escolaridade, e experiência no tempo de trabalho, sem contar o quanto faz bem. “A auto estima o faz tornar-se melhor como pessoa... o faz se sentir ainda mais valorizado”, afirma a psicóloga.
A pesquisa ainda mostrou que no biênio 2014/15, a maior parte dos idosos de 60 a 64 anos era assalariada, principalmente no setor privado com carteira de trabalho assinada (26,2%), seguido pelo setor público (10,7%), sendo que a parcela de autônomos (32,0%) era pouco menor do que a do total de assalariados do setor privado, com ou sem carteira (33,4%). Os idosos com mais de 65 anos passam a trabalhar de forma mais intensa como autônomos, talvez pela resistência das empresas em contratar pessoas dessa faixa etária, além de ser uma opção de parte dessa mão de obra pela maior flexibilidade de horário que esse tipo de atividade pode oferecer. Sendo menor do que a do total de assalariados do setor privado, com ou sem carteira (33,4%), segundo os dados da pesquisa.
JORGE NO TRABALHO DE SEGURANÇA
José Rodrigues, trabalha como segurança e sua aposentadoria está próxima. Com 64 anos considera esgotado. Os problemas de saúde chegaram junto com o cansaço. Ele aguarda ansioso a aposentadoria. “Continuar trabalhando? Eu preciso dar o lugar pra alguém mais novo, depois da aposentadoria eu quero colocar um “negocinho” na minha casa e tirar um dinheirinho extra, trabalhar como autônomo e descansar. É o meu desejo”.
TEXTO E FOTO: JAILSON BRITO
Paratleta supera acidente através do esporte André Rocha , ex policial de 39 anos, taubatiano, após um acidente de traballho que o deixou paraplégico, encontrou no esporte, força e superação. O paratletismo entrou na rotina de Andre Rocha ex policial, após ter lesionado gravemente a coluna durante uma perseguição policial em 2006, interropendo a carreira militar. Rocha se destacou na prova arremesso de peso, esporte adaptado para deficiente e hoje é recordista mundial nesta modalidade esportiva. “Enfrentei várias cirugias, com muita luta, com incentivo da minha família e ajuda de profissionais superei as dificuldades, saí de uma depressão profunda, e dei a volta por cima”, declara o esportista. O esporte serviu de motivação para recomeçar, conheceu o paratletismo através do “Projeto Esporte Para Todos”, que é voltado para prática esportiva aos deficientes, iniciativa da Secretaria de Esporte e Lazer de Taubaté - SP. Para o paratleta a inclusão ainda está longe do ideal, o deficiente é tratado como vítima. O esporte paralímpico esta ajudando a mudar essa realidade, destaca o paratleta. A nova lei Brasileira de inclusão (LBI lei13.146/15) garante mais direitos às pessoas com deficiência e prevê punições para atos descriminatórios. De acordo dados do Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que 45,6 milhões de pessoas afirmaram ter algum tipo de deficiência, o que representa 23,9% da população brasileira.
“O número de deficientes é preocupante e exige ações e conscientização na sociedade, rumo ao crescimento da inclusão e a luta contra o preconceito,” explica o coordenador do Projeto Esporte para Todos, Nelson Oliveira Dahdal. Hoje o competidor é fonte de inspiração para crianças e adultos, através de palestras motivacionais em escolas e empresas, incentivando a prática esportiva. “A cada palestra vibro de alegria, pois estou plantando a semente do bem e passando a mensagem de superação, mostrando que o esporte é transformador em todos os sentidos. É preciso apresentar o esporte à todos, é o que estou tentando fazer,” ressalta o recordista mundial de arremesso de peso. Com o apoio do projeto, André Rocha se destacou na categoria F54 no arremesso de peso, ganhou medalhas, quebrou recordes e hoje é recordista mundial. TEXTO: ROSÂNGELA LUSTOSA
Expediente: Boletim FCNews Boletim informativo experimental do 2º Período do Curso de Jornalismo da Faculdade Canção Nova. Sob responsabilidade dos professores: João Rangel, Ioná Piva e Vaniele Barreiros Disciplinas: Fotojornalismo, Produção textual e Editoração gráfica e diagramação. Diagramação: Catarina Simões, Juliana Zamilian e Nathália Cassiano Redação: Eugênia Fraante, Jailson Brito e Rosangela Lustosa
GRAN PRIX ITÁLIA - ABRIL 2016
FOTO: ARQUIVO PESSOAL
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