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Ed�orial A cada dia de nossas vidas precisamos superar situações para nos tornarmos mais fortes. Porém, até mesmo passando por problemas parecidos, cada um supera de uma forma diferente, cada um tem a sua história, forma de agir e de se comportar. Essa é a beleza de escutar do outro um relato individual, assim o ser humano é capaz de aprender com cada situação. O objetivo deste boletim é valorizar a superação que cada história traz, aqui, você vai encontrar um conteúdo que mostra a dificuldade mas também, a vitória, para inspirar e motivar os leitores. Este boletim trata-se de um gênero que revela o quanto testemunhos pessoais são relevantes para a compreensão e orientação das condutas sociais e ainda contribui para uma melhor motivação humana. Destinado a jovens e adultos, este trabalho é formado por pessoas reais que já passaram por algum tipo de superação ou que conhecem alguém que já tenha superado situações assim. Esse conteúdo é para você!
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Foto: Cleyson da Silva Martins
Mulheres relatam como superaram relacionamentos abusivos
Representação das mulheres citadas.
Humilhação, controle excessivo, invasão de privacidade e depreciação são algumas características de um relacionamento abusivo. É importante estar atento a frequência do comportamento e as intenções do indivíduo, pois não é um processo fácil, já que a pessoa abusada acata as atitudes do abusador, que manipula sentimentos, e transfere a culpa. As relações abusivas não se resumem a violência física, os abusos são mascarados por palavras que machucam, atitudes violentas e manipuladoras em nome do “amor”. Segundo dados da ONU Mulheres, uma em cada três mulheres já sofreu violência psicológica, sexual ou física praticada por seus parceiros. Lembrando que as vítimas não são sempre mulheres, porém, diferentes pesquisas apontam, que em mais de 80% dos casos o agressor é um homem e a pessoa agredida é uma mulher. No caso da estudante de Direito, Mariana*, 21, o abusador afirmava constantemente que o único amor verdadeiro era o dele. “Ele fazia eu me sentir culpada por tudo, era como se eu estivesse dificultando todo o nosso relacionamento, como se eu não quisesse estar com ele. Fazia eu me sentir um lixo por não fazer as coisas que ele queria que eu fizesse e repetia incansavelmente que eu era difícil”. Afirma também que a fase de superação foi dolorosa e complicada. Atualmente, Mariana* ainda sofre com
com resquícios desse relacionamento, relata que desenvolveu um bloqueio emocional, que ainda a impede de acreditar nas pessoas. Fernanda Zanin Aquino, psicóloga especializada em Psicologia Fenomenológica Existencial, afirma que os processos de superação nesses casos acontecem de forma particular e dependem do nível de condição emocional que a pessoa abusada se encontra. “É fundamental que exista uma rede de apoio, seja de amigos, familiares e também apoio profissional, para que essa pessoa possa ir ganhando segurança". A estudante de Psicologia, Paula*, 22, relata que não contava a ninguém o que passava com o namorado e quando estava dentro do relacionamento não percebeu que as atitudes dele eram abusivas. "Procurei saber mais sobre o comportamento das pessoas, foi aí que eu descobri”. Relatou também, sobre sua superação, que não foi fácil devido a dependência emocional que desenvolveu. Nesses casos, ajudar é um processo que requer muita paciência. Fernanda Aquino direciona alguns passos para que a rede de apoio possa ajudar corretamente. “Deve-se começar pela postura acolhedora, ou seja, sem julgamentos ou pressão. Após o acolhimento, a pessoa abusada começa a ter mais segurança e ficar mais à vontade, então é importante que a vítima acesse informações de como identificar o abuso, seja de forma online ou até observando outros relacionamentos saudáveis”. aaaaaa *Nomes Fictícios Texto por Ana Júlia Constantino
Em caso de violência física ou verbal, LIGUE: 190 - Polícia Militar 180 - Atendimento à mulher Em briga de marido e mulher se mete a colher sim! Não fique calado. Denuncie!
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Foto: Ana Júlia O. Constantino
Superar a sia mesmo, fortaleza Superar si mesmo,da da fraqueza fraqueza à àfortaleza
Representação de uma sessão de terapia.
Problemas de saúde mental têm se tornado cada vez mais comuns em todo o mundo. A depressão, por exemplo, é considerada pela Organização Mundial da Saúde como o mal do século. Um transtorno mental que produz alterações no humor caracterizadas por baixa autoestima, uma tristeza profunda, relacionada com dor, distúrbios do sono e apetite, e até falta de concentração. Existem diversos conteúdos gerados sobre essa temática, porém, a depressão ainda é vista por boa parte da população como “frescura, falta do que fazer, ou, até mesmo falta de Deus”, para especialistas o resultado disso são pessoas sofrendo anos em silêncio. Dados OMS de 2017 relatam que o Brasil é o segundo país das Américas com maior número de pessoas depressivas, equivalentes a 5,8% da população. Com números tão alarmantes esse transtorno tem se tornado cada vez mais comum de se ver, situação que a Psicóloga Ellen Guimarães, 29 anos, conhece bem, por atualmente atender pacientes com esse diagnóstico e, pelo fato, de no passado ter sido acometida pela doença. Moradora de Ituiutaba, Minas Gerais, ela começou a ter os primeiros sintomas em 2009. “Comecei a sentir coisas típicas da depressão, falta de vontade de fazer as coisas, desânimo, mudança no humor”, declarou Ellen. O diagnóstico de transtorno mental depressivo foi obtido após muitas consultas. Nesse período, relembra Ellen, ela era uma pessoa irreconhecível. “Aquela jovem alegre, comunicativa e dinâmica já não se reconhecia”. Após um tempo, as fases foram piorando e vieram as PÁG. 3
piorando e vieram as ideias suicidas. “Estava realmente em um quadro muito grave de tristeza", lembra ela. A Psicóloga Clínica, Thaiza Sales, João Pessoa-PB, explica que a tristeza é um dos sintomas da depressão, mas, não o único. O limiar entre uma tristeza "normal" e a depressão é descrito nos manuais de diagnóstico da Psicologia e Psiquiatria, onde se pode resumir tais características em duas: duração e prejuízo causado na vida do indivíduo. Porém, nem todas as pessoas apresentam os mesmos sintomas, a gravidade, frequência e duração variam dependendo de cada condição específica. Segundo a OMS, o número de pessoas com transtornos mentais, cresce especialmente em países de baixa renda, pois a população está envelhecendo. Porém, os tratamentos evoluíram consideravelmente nas últimas décadas. Os medicamentos e as psicoterapias têm uma melhor resposta e um diagnóstico preciso aumenta a eficácia do tratamento. Etapa também vivida por Ellen, que foi acompanhada por psicólogos e psiquiatras. Entretanto, algo foi além das expectativas, depois de todo acompanhamento, foi em 2011 que ela recebeu alta e decidiu ajudar outras pessoas que passam por esse problema, se tornando psicóloga. “Tudo que vivi, me deu um impulso para ingressar na faculdade. Então, em 2013 eu iniciei o curso, e, hoje eu me sinto realizada estando nessa profissão”, declarou Ellen. Ela afirma que é grata por estar bem, ter feito faculdade e hoje ajudar pessoas através do seu trabalho. “Eu considero realmente um privilégio poder ajudar pessoas com minha profissão e de alguma forma tendo vivido a experiência, entender melhor cada caso. Por tudo que vivi, é diferente a forma como a enxergo e isso me possibilita um olhar diferente para a vivência que o paciente traz”, declarou Ellen. Texto por Cleyson Martins
Você é feliz? O professor Felipe Aquino apresenta no livro “Para ser feliz” dicas para todos aqueles que estão à procura da felicidade diariamente. “Ser feliz não é voar num céu sem tempestade, caminhar numa estrada sem acidentes, trabalhar sem fadiga e cansaço, ou viver relacionamentos sem decepções; Ser feliz é saber tirar a alegria de tudo isto e apesar de tudo isto. Ser feliz não é ter uma vida perfeita, sem dor e sem lágrimas; mas saber usar as lágrimas para regar a esperança e a alegria de viver. Ser feliz não é só valorizar o sorriso e a festa, mas saber também refletir sobre o valor da dor e da tristeza. Não é só se rejubilar com os sucessos e as vitórias, mas saber tirar as grandes lições de cada fracasso amargo.”
A vida é mais bela do que a suas dores, desafios, incompreensões e crises, mas para isso é preciso entender o seu sentido. Precisamos ter a coragem de parar diante de nós mesmos e perguntar: Eu sou feliz?
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Pedro Luca, veio do Ceará para cursar Rádio TV.
Natural de Tianguá, no Ceará, Pedro Luca de Souza Nogueira da Silva, 20, foi em busca do sonho de se especializar na área da Comunicação no interior de São Paulo, quando passou para o curso de Rádio e TV, na Faculdade Canção Nova, no final de 2019. Ele conta que o seu pai foi o grande responsável por este passo: “O meu pai viu um anúncio nas redes sociais da FCN que oferecia a bolsa de 100% junto com o estágio e foi a motivação de ter essa bolsa que me fez sair da minha cidade”. Segundo dados da pesquisa do PNAD (IBGE), a taxa de escolarização das pessoas de 18 a 24 anos, independentemente do curso frequentado, foi de 32,4% em 2019.
frequentado, foi de 32,4% em 2019. Desses jovens, 21,4% frequentavam cursos da educação superior e 4,1% já haviam completado esta etapa educacional. Em contrapartida, 63,5% não frequentavam escola e não concluíram o ensino obrigatório. O estudante conta ainda as superações que já teve em um ano e meio fora da casa dos pais, onde teve que aprender a fazer comida, a controlar os gastos e a organizar o cuidado da casa, lavar as roupas, fazer comida, ir ao banco. Ele diz que se tornou mais independente e maduro, porque não era mais aquele menino que tinha os pais para fazer tudo. Rafaela Rodrigues, psicóloga, 27, afirma que “o jovem precisa viver
afirma que “o jovem precisa viver esses desafios para que ele possa perceber em si a capacidade de lidar com a vida, uma energia própria que a sua juventude já lhe permite viver. Os pais e familiares precisam incentivar aquilo que o jovem tem como meta de crescimento e maturidade humana”. Cleyson da Silva Martins, 23, aluno da Faculdade Canção Nova, no curso de Jornalismo, conta que também enfrenta desafios na busca de sua realização profissional. Natural de Guarabira/PB, está há 10 meses longe da família. “O deixar foi fácil, mas o manter aqui foi difícil; organizar toda a minha rotina foi o mais complicado. Então, lembrar de tudo que passei até chegar aqui e pensar que se a porta se abriu é para me manter, então eu vou focando nisso”. Texto por Maria Clara Olea
Foto: Maria Clara Olea
Foto: Maria Clara Olea
Jovem deixa terra natal em busca do sonho profissional
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Cleyson Martins, paraibano, estudante de Jornalismo.
e Expediente FACULDADE CANÇÃO NOVA
Dezembro - 2021 Boletim Informativo Laboratorial produzido pelos alunos do 2º Período do curso de Jornalismo
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Textos: Ana Júlia de Oliveira Constantino, Cleyson da Silva Martins e Maria Clara Olea Projeto Gráfico e Diagramação: Ana Júlia de Oliveira Constantino Fotografias: Ana Júlia de Oliveira Constantino, Cleyson da Silva Martins e Maria Clara Olea
Disciplina Veículo: Produção Textual em Jornalismo (Profª. Ioná Piva Rangel) Disciplinas Suportes: Fotojornalismo (Profº. Marcos Jolbert), Planejamento Gráfico e Editoração (Profº. Darwin Mota) Contatos: coordjor@fcn.edu.br (12) 3186 2450