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Jornal FATO

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Sabor do verão VEM DO JAPÃO José Rubens Brumana

12 A culinária japonesa ganhou destaque em Marataízes

MORTE BATE À PORTA Assassinos chamam vítima em casa e atiram quando ela atende a porta, mesmo na presença da família

Conexão As maiores enchentes do Itapemirim histórico mostra as vezes, em 150 anos, em que MANSUR Apanhado as águas do Rio invadiram a cidade que lhe deu as costas Edgard Baião

Enchente de 1937 Fotos: Coleção Gil Gonçalves

Enchente de 2010

5a8 Enchente de 1934

Segurança 'máxima' NÃO IMPEDE FUGAS

Assassinado NA BEIRA RIO Numa das avenidas mais movimentadas de Cachoeiro, homem é morto a tiros página 11

Ladrão ameaça GESTANTE COM faca na barriga página 11

MARATAÍZES

11 Michael Alves Costa Ataíde, Paulo Pires da Luz e Roberto Carlos Teixeira fugiram da penitenciária de Cachoeiro

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Água: reajuste gera polêmica Saae aumenta valor em Marataízes em até 35%, mesmo sem a aprovação do poder público página 3

IPTU COMEÇA A SER ENTREGUE EM CACHOEIRO

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2 GERAL

ES DE FATO, SÁBADO, 8 DE JANEIRO DE 2011

Começa a entrega dos carnês do IPTU Servidores da prefeitura vão entregar 54.722 mil carnês este ano Divulgação/PMCI

Os carnês do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de 2011 começam a ser entregues na segunda-feira, em Cachoeiro de Itapemirim. Os primeiros bairros a receberem o talão são Village da Luz, Rubem Braga, Bom Pastor e Nossa Senhora de Fátima. A entrega para outros bairros e distritos será feita a partir de fevereiro, conforme cronograma da Secretaria Municipal de Fazenda (Semfa). Vinte e quatro servidores da secretaria vão percorrer todas as regiões do município para fazer a entrega de 54.722 mil carnês. A previsão é de que esse trabalho seja concluído até a segunda quinzena de março. Quem não receber o talão dentro desse prazo vai poder reti-

rar a segunda via pela internet, no site da prefeitura (www.cachoeiro.es.gov.br), ou na sede da Semfa, gratuitamente. O pagamento do imposto em cota única (valor integral) garante descontos ao contribuinte: 20% para quem quitar até 15 de abril, 15% até 17 de maio e 10% até 15 de junho. Quem pagou o IPTU 2010 até 30 de setembro já vai receber o boleto com um abatimento de 30%. O tributo também poderá ser parcelado, em até quatro vezes, sem direito a desconto. Os vencimentos são: 15 de abril, 17 de maio, 15 de junho e 15 de julho. Quem não pagar o IPTU 2011, além de estar sujeito à cobrança judicial, perde a redução de

30% no valor do imposto no ano seguinte. O titular do imóvel que não estiver inscrito na dívida ativa e efetuar o pagamento do tributo até 30 de setembro garante a redução de 30% no exercício de 2012. A gerente de Avaliação e Controle da Semfa, Edith Calabrez, ressalta a importância do pagamento do IPTU. "O dinheiro do IPTU é devolvido à população por meio dos investimentos em saúde, educação e obras de infraestrutura. Quem quita o imposto colabora, portanto, com a melhoria do sistema educacional e de saúde e com obras que garantem qualidade de vida aos moradores", explica.

Mais de 5,6 mil moradores isentos Este ano, 5.670 pessoas estão isentas do pagamento do IPTU. O benefício é garantido aos proprietários de imóveis cujo padrão de construção foi classificado em D ou E e cujo valor venal não ultrapassa R$ 16 mil.

O benefício também pode ser requerido pelo titular do imóvel que se enquadrar nos seguintes critérios: ser pensionista ou aposentado, possuir apenas um imóvel, não ser sócio de empresas e ter imóvel com valor venal de até R$ 20 mil.

A isenção deve ser solicitada após o recebimento do carnê, na Secretaria Municipal de Fazenda, que fica na rua 25 de Março, nº 26. O proprietário tem até o dia 30 de junho para fazer o requerimento.

EDITAL DE PROCLAMAS Faço saber que pretendem contrair matrimônio: WESLEY RIBEIRO CARREÇO, empresário, filho de AGUILAR CARREÇO e NADIR RIBEIRO CARREÇO e MAYARA PERIM COSTA, auxiliar financeiro, filha de PAULO SÉRGIO DA COSTA e MARIA ANGELA PERIM DA COSTA. Sendo ambos solteiros, naturais deste estado, e residentes nesta cidade. Se alguém souber de algum impedimento, oponhao na forma da lei. Cachoeiro de Itapemirim, ES, 04 de janeiro de 2011 Jamile Valadão Missi - Oficiala do Registro Civil

COMUNICADO S. VIEIRA, torna-se público que requereu e obteve da SEMMA a Licença Prévia LP nº 186/2010, com validade até 30 de março de 2011, para atividade 26.07: lavagem de veículos, situada à Av. Mauro Miranda Madureira, 591, Coramara - Cachoeiro de Itapemirim/ES.


ES DE FATO, SÁBADO, 8 DE JANEIRO DE 2011

POLÍTICA 3

ÁGUA MAIS CARA GERA REAÇÕES

José Rubens Brumana

JOSÉ RUBENS BRUMANA

MARATAÍZES - Desde dezembro entrou em vigor um aumento escalonado das taxas cobradas pelos serviços de distribuição de água e coleta de esgoto nos municípios de Itapemirim e Marataízes. Ambos são atendidos pelo mesmo Sistema Autônomo de Água e Esgoto (Saae). O reajuste vai dos 20% iniciais, a até 35%, subindo mês a mês até março. As novas tarifas, entretanto, são polêmicas, principalmente para a população de Marataízes onde, ao contrário do vizinho Itapemirim, os vereadores não votaram qualquer reajuste. O advogado Edmilson Gariolli, especialista em direito social e administrativo pondera que a mudança foi autorizada apenas no município de Itapemirim e por isso não pode ser estendida a Marataízes sem que obedecidos os princípios que regem a administração pública, especialmente legalidade. "No final do ano passado o gestor dos serviços de água e esgoto assinou um "contrato de prestação de serviços" com o município de Marataízes, tendo como signatário o chefe do Executivo, no qual ficou estabelecido, dentre outros pontos, que o aumento ocorreria em março de cada ano, obedecidas as peculiaridades que o contrato específica", explica o advogado. O assunto pode chegar às esferas judiciais. O prefeito de Marataízes, Jander Nunes Vidal foi incisivo ao afirmar que a autarquia não pode aumentar uma tarifa baseado em aumento de uma Casa de Leis do município vizinho. Já pediu um parecer jurídico à sua Procuradoria para tomar "severas atitudes cabíveis em lei sobre o aumenta nas tarifas. Não concordo com esse aumento que feri o bolso dos mais necessitados. O percentual de 35% é absurdo e a atitude tomada é um ultraje a soberania política e jurídica de Marataízes", reforça.

Há precedentes favoráveis ao prefeito maratimba. Em tempos passados, a mesma atitude foi rechaçada pelo Ministério Público que somente depois da Câmara de Marataízes votar o aumento das tarifas retirou a Ação Civil Pública movida contra o SAAE. "Não se pode ignorar o direito do gestor em sua remuneração adequada, mas esse ponto tem que ser objeto de análise técnica pelo poder concedente- no caso o município de Marataízes", mensura Gariolli. SAAE O diretor da SAAE Jackson Cuzzuol diz que foi realizado um estudo de viabilidade econômica e a conclusão foi que se não houver reajustes a "SAAE vai para o buraco". A maioria das residências gasta em média 10 m3 de água e, conforme ele, as tarifas praticadas pela empresa são das menores do Estado. Cuzzol lembra que já se passaram três anos sem o reajuste nas tarifas e que os insumos, a parte operacional e os direitos trabalhistas, neste ritmo, levariam à falência a instituição em no máximo quatro anos. "Temos de zelar pelo nosso equilíbrio financeiro e continuar investindo para melhorar o abastecimento de água e esgoto nos municípios de Itapemirim e Marataízes". O diretor argumento que somente o município de Marataízes é responsável 85% do fluxo de moradias servidas pela empresa. Assegurou que com investimentos está garantido um verão sem risco de falta d'água. "Só temos problema em Boa Vista do Sul por ser final de rede". Disse ainda que os prefeito Jander Nunes Vidal e Norma Ayub são parceiros nos investimentos e que são esperados para 2011 um investimento de 2 milhões para garantir o aumento da população já previstos com os futuros empreendimentos na região e o aumento vertiginoso do fluxo de turistas na região.

O diretor da SAAE Jackson Cuzzuol diz que foi realizado um estudo de viabilidade econômica e a conclusão foi que se não houver reajustes a "SAAE vai para o buraco"

Governador e ministro visitam ÁREAS AFETADAS PELAS CHUVAS Thiago Guimarães / Secom

O governador e o ministro conferiram os estragos causados pelo desmoronamento de uma encosta, onde havia duas residências

O governador Renato Casagrande e o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, visitaram, na manhã e tarde de ontem os municípios de Itaguaçu, Itarana e Santa Maria de Jetibá, que foram atingidos pelas fortes chuvas que caíram no Espírito Santo no final do ano passado. O ministro foi recebido pelo governador no Aeroporto de Vitória. O Ministro disse que veio "trazer o abraço da presidente Dilma Roussef ao povo capixaba, em especial às pessoas atingidas pelas chu-

vas, ao governador Renato Casagrande. Após visitar três municípios e constatar in loco a situação, vamos nos reunir com a equipe do governo para definir como apoiaremos o governo do Espírito Santo nesta hora. As medidas de assistência já foram tomadas pelo governador Casagrande com rapidez e eficiência, e ele já nos informou que a recuperação e construção de pontes é uma prioridade. Após a visita o governador e o ministro se dirigiram a Vitória, onde se reúnem no Palácio Anchieta com 38 prefeitos de cidades atingidas pelas chuvas.

Segundo dados da Defesa Civil Estadual 32 municípios foram atingidos pelas chuvas. Mais de 530 mil pessoas foram afetadas. Deste total, aproximadamente 16 mil pessoas estão desalojadas. O Governo do Estado já distribuiu 2.728 cestas básicas, 981 kits limpeza, além de ter contratado patrulhas mecanizadas para auxiliar na desobstrução de estradas, rios e limpeza das cidades. Linhas de créditos especiais também estão sendo disponibilizadas pelas instituições financeiras estaduais (Banestes e Bandes).


4 SOCIAL

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POUCAS $ BOAS

Gente Nossa em destaque Jaraguá/Elyan Peçanha

AGENDA 01) REGISTROS > Hoje é Dia Nacional da Fotografia e Dia do Fotógrafo (Saudades do nosso querido pai Guilherme!) / Católicos reverenciam os Santos: Severino / Teófilo / Apolinário de Hierápolis e Antonio de Categero / Niver de famosos: 1922 Ademir Marques de Menezes, futebolista brasileiro (m. 1996); 1933 - Paulo Goulart, ator brasileiro e, em 1935, Elvis Presley, cantor e ator norte-americano (m. 1977). 02) PARABENS > Coluna cumprimenta os aniversariantes deste sábado (08/11): Dr. Olímpio Bueno Morato / A bonitona BÁRBARA, filha do casal Celinha - Luiz Gonzaga Martins de Oliveira, completa 23 anos / FLAVINHA, filhota da DM Vera Lúcia - CL Robertinho Gomes / DIOGO, filhote de DM Lucia Machado - CL Washington Luiz Farias, estes do Lions Clube "Frade e a Freira". 03) TOMEM NOTA > Deu na famosa coluna do HD que "a Cooperativa dos Fruticultores de Venda Nova e Castelo mostraram que lucra mais com o morango quem fabrica a geléia ou polpas do que o agricultor que prefere a venda direta in natura. A vantagem num quilo, por exemplo, chega a ser superior três vezes mais, o que vem estimulando a industrialização da fruta na região

CL Juarez Monteiro Albernaz e CaL Rogéria chegando de merecido e fantástico cruzeiro marítimo na próxima segunda-feira

GENTE NOSSA 01 # - O casal Débora - Wellerson, ela da Padaria Brasil e ele titular da empresa de mármores e granitos BAZSTONES, estão curtindo a temporada em sua bela vivenda na belíssima praia da Bacutia, em Guarapari. - Mas, para o carnaval, já anuncia e nos convida, para um período - mais tranqüilo - no fantástico Aroso Paço Hotel, na região da Pedra Azul. - Lá estaremos! 02 # Novo ano despontando graças a Deus - com muitas portas abertas para este modesto espaço social: vêm aí para nos apoiar, nessa temporada de verão, no painel vip de efetivos patrocinadores a Loja FABIANA, a ACISCI, a COLA Pneus, a BIRA Acessórios e o Laboratório TEUTO. 03 # As férias coletivas de seis servidões não interrompeu o bom andamento do atendimento da II CIRETRAN, órgão do DETRAN-ES nesta capital secreta. Para tanto, a diretora interina Isaura Garcia conta com as eficiências de Tânia Regina, Mesmeris, Marquinhos Bin Laden e Cláudia.

01 # Na próxima segunda-feira volta no seu horário habitual, o programa "Esporte Total" da Rádio Diocesana - AM: de segunda à quinta com apresentação de Carlos Damasceno; as sextas com Orlando Luiz e, aos sábados, sempre começando às 12h10m, o debate esportivo com as participações de Daílton Dessaune, Tadeu Lacerda e este colunista. 02 # Ontem estivemos fazendo uma visita a COLA VEICULOS, revenda autorizada da FIAT - também nossa efetiva parceira - onde tivemos a satisfação de ser recebido, com máxima fidalguia, pelo seu gerente de vendas o Cleydson Pecini Scarpe que, ao lado da esposa Patrícia, neste fim de semana, curte as delícias da Pérola do Sul. 03 # A solenidade de formatura da segunda turma do programa de Residência em Clínica Médica realizada ontem no Hospital Evangélico (HECI) contou com as presenças de autoridades médicas e da sociedade em geral; do coordenador do Programa de Residência Médica Dr. Marlus Thompson, além do presidente do Conselho Deliberativo do HECI, José Affonso Coelho e do Superintendente Geral Wagner Medeiros.

Tudo de bom para o sul OBrito News

Parceria do Governador do ES, Renato Casagrande e o Deputado Federal Camilo Cola: tudo de bom para o nosso sul do Estado

TEMPERATURA

MÁXIMA No Estádio de Sumaré, hoje às 10h00 o Luiz Carlos "Batata" de Freitas promove o XXX encontro amistoso dos atletas presentes e ausentes do Estrela do Norte Futebol Clube, contando com o efetivo apoio do Paulo Roberto "Globo". // Resgatar o verdadeiro samba de raiz é a proposta da noite do samba, que será efetivada neste sábado Coqueiral do Nativo, me Marataízes: no palco estarão o grupos 522 e o Projeto Feijoada. // Empresário Jamil Almeida almoçando ontem, em mesa de negócios, na Rio Grande. // Hermogênio Volpato cobriu o "Nelson Pereira Show" esta semana pela Rádio Sim Tupi AM: o "tremendão" volta segunda-feira. // Colunistas dos confrades chegando juntinho com esta coluna, o que muito nos envaidece. // Evanilda Bedim, no seu movimentado comércio, próximo do DPJ, é uma grande incentivadora das vendas deste ES-FATO. // Veteranos futebolistas Luiz Fumanchu e Artigas, hoje, prestigiam festa tradicional do alvinegro cachoeirense. // Alberto Moreira, gentilíssimo, mantendo contato com esta coluna: ele é chefe de gabinete do Deputado Federal Camilo Cola. // Hoje festança de aniversário de Fátima Gomes Doriquetto e do filho Allan, na Pérola do Sul. // Edes Camargo vai realizar a IV Copa do Mármore de futebol, a partir de maço, em Atílio Vivacqua. // Paulo Beleza & Zé Camarão correndo - atrás e na frente para a produção do seu "Programa de Calouros" que deverá ir ao ar a partir de março, possivelmente na TV Sul. // Colunista Hélio Dórea também abriu destaque para o fotografo alegrense José Carlos de Oliveira que teve uma foto sua publicada no calendário 2011 do American First Credit Union dos EUA. - Para ele - no Dia do Fotografo - , prezado "Zezé", nosso Bom Dia Especial. / / Elyan Peçanha (28) 9222-4621.


Edgard Baião

CONEXÃO

MANSUR Ano 4 - nº 80 As páginas desta CONEXÃO só falam sobre o Rio Itapemirim, que corre às costas da cidade, falha imperdoável não dos primeiros colonizadores, mas, sem dúvida, falha das administrações municipais de tempos mais recentes, que vieram após o crescimento da cidade, década de 1960 e, porque não admitir, falha nossa, cidadãos que temos voz e não a usamos. Falha, não pioneira, do Prefeito Attilio Vicacqua (Decreto nº 5, de 6/8/1920), que autorizou a cessão de terrenos municipais beira-rio, no centro da cidade, para construção com fundos para o rio. Falha de Conselhos Urbanos que se debruçam sobre ninharias e atecnias (p. ex., autorizações esdrúxulas para construções que não cabem nos locais propostos, como a UNES, agora invadida pela enchente). Quando a cidade deu as costas ao rio, deixamos de vê-lo todos os dias. Todos os dias, um pouco de cada vez, ele morre. Assoreado, se poluindo, perdendo peixes, perdendo a vida. Até que um dia, dia qualquer de qualquer ano e em muitos anos, ele desperta, enche e transborda. Às vezes rápida, às vezes violentamente, reconquista as margens que lhe foram tomadas e impermeabilizadas por asfalto, fundações, levando, às vezes, vidas humanas e, sempre, a economia, fruto do trabalho e patrimônio de centenas de cachoeirenses. E com o avanço cada vez maior sobre o rio, com as cada vez maiores parafernáli-

A "NOSSA" ENCHENTE Regiane Prado

as elétricas e eletrônicas, o prejuízo se multiplica – o que antes já era muito tomado do cachoeirense, agora, por vezes, é tudo que construiu para ele e família, sem falar nos empregados. A pesquisa desta CONEXÃO é fruto de labor, não para falar mal do passado, mas para alertar ao presente que o futuro será melhor se, já, começarmos a tratar bem o Rio Itapemirim, fonte da possibilidade de morarmos aqui. COISA PARA CEM ANOS. Sem o Rio não seriamos nada, com ele maltratado e esquecido, um dia talvez voltemos a ser nada, basta ele se revoltar em maior grau, quando o mau tratamento que damos a ele se juntar aos efeitos do clima que, na verdade, ao menos nas en-

chentes do rio, ainda não estão plenamente presentes. Trago exemplos de outras cidades que passam pelos mesmos problemas; trago opiniões de técnicos da área; trago levantamento não definitivo das enchentes dos últimos 150 anos, sempre pela voz de pessoas autorizadas. Às vezes opiniões sobre uma e outra enchente se chocam, especialmente sobre qual foi a maior: se a de 1933/34 ou a de 1937. A “nossa”, de 2010, parece chegou perto (Vejam as fotos anexadas). Não tive preocupação de fazer excessivas intervenções nos textos transcritos, obra a ser produzida por quem se dedique ao assunto, e que precisamos apareça. Não é possível,

com tantas escolas superiores na cidade, não haja uma ou não haja grupo universitário ou pós-universitário capaz e com coragem de enfrentar o assunto, que vai além da ciência, chega às barras do poder político inoperante ou permissivo, daí o medo. Não fiz grandes incursões. O que está nestas páginas, está nela porque está na minha estante. Certamente há muito mais o que falar, como, por exemplo, nas medidas de precipitação de chuvas, as quais algum órgão oficial deve registrar em algum lugar. Não tive acesso a elas. Informações históricas foram as que mais perto cheguei de esgotar, mas estão incompletas. Informações científicas estão bastante incompletas.

Meu esforço, dentro de minhas condições e do auxílio nas pesquisas e discussões, feitas também por e com Maria Elvira Tavares Costa, garanto: quase foram ao limite. Mais não tenho como fazer, se considerarmos que “nossa” enchente se deu há apenas uma semana e os prejuízos mal começam a ser levantados. Mas fique explícito: o esforço se fez no sentido de despertar o cidadão para que ele tome o pulso de sua cidade, principalmente quando administrações públicas últimas sequer sabem do que estou falando ou do que falam os colaboradores involuntários da CONEXÃO. Higner Mansur


6 CONEXÃO MANSUR

ES DE FATO, SÁBADO, 8 DE JANEIRO DE 2011

DE NEWTON BRAGA A ENCHENTE DE RUBEM BRAGA A“DeENCHENTE vez em quando o rio cresce so- as ruas da vila de Cachoeiro, entran- Itapemirim fez sentir com violência mai“Quando começavam as chuvas a gente ia toda manhã lá no quintal deles ver até onde chegara a enchente. As águas barrentas subiam primeiro até a altura da cerca dos fundos, depois às bananeiras, vinham subindo o quintal, entravam pelo porão. Mais de uma vez, no meio da noite, volume do rio cresceu tanto que a família defronte teve medo. Então vinham todos dormir em nossa casa. Isso para nós era festa, aquela faina de arrumar camas nas salas, aquela intimidade improvisada e alegre. Parecia que as pessoas ficavam todas contentes,

riam muito. Como se fazia café e se tomava café tarde da noite! E às vezes o rio atravessava a rua, entrava pelo nosso portão, e me lembro que nós, os meninos, torcíamos para ele subir mais e mais. Sim, éramos a favor da enchente, ficávamos tristes de manhãzinha quando, mal saltando da cama, íamos correndo para ver que o rio baixara um palmo aquilo era uma traição, uma fraqueza do Itapemirim...” (RUBEM BRAGA, “Trovões de Antigamente” – dezembro/1958 - 200 crônicas escolhidas. 24.ed. Rio de Janeiro: Record, 2005, pag. 364-365).

AULA DO PROF. MANOEL MACIEL “1873: ERA PROBIDO EDIFICAR CASA À MARGEM DO RIO: “Sessão da Câmara de 6/2/1873 – “Numa petição de Manoel Dias do Prado para edificar uma casa com frente na rua Moreira para o rio, a Câmara resolveu indeferir a este requerimento visto que tem adotado a providência qual de não deixar edificar casas do lado do rio não só porque enfeia o arruamento das margens do rio como também tira a vista aos moradores cujas casas têm frente para este.”

Passaram-se 119 anos dos velhos bons tempos em que a vista para o rio era preservada. Se Cachoeiro, em seguida a essa resolução, tivesse sido governada por homens que adotassem também a idéia, teria crescido com extensas, arejadas e alegres avenidas beira-rios. Mas, se todos os governantes fossem inteligentes, não teríamos de quem falar”. (MANOEL GONÇALVES MACIEL,”De volta ao Cachoeiro Antigo”. Vol. 1, GRACAL, 2003, pag.102).

COISAS QUE EU JÁ DISSE JANEIRO/2009: “O drama das populações ribeirinhas é resultado da calamidade pública permanente da cultura do jeitinho. As autoridades deixam o cidadão construir de qualquer maneira, fora das normas, como se lhe tivessem prestando favor ao permitirlhe economizar alguns reais na construção de seu lar. A economia que o cidadão conseguiu ontem se transforma na calamidade dos dias de hoje. O rio cresce, invade as margens, avança sobre as moradias e cobra, com juros, a economia desgraçadamente permitida, autorizada e, às vezes, incentivada pelo poder público municipal. “Que se ferre o pobre”, deve dizer a autoridade – “permito que eles descumpram a lei hoje, ganho o voto deles agora, e, no futuro, quando as águas destruírem o patrimônio de vida inteira, eles que se queixem ao bispo, ao prefeito e busquem a caridade pública”. Infelizmente, é na tragédia que adquirimos consciência das mazelas que trazem o descumprimento de leis de meio ambiente, de urbanismo e de segurança. É quando o cidadão perde tudo que ele, finalmente, desperta para o fato de que lei não deve ser descumprida. É quando uns sem-vergonhas, que nada perderam vêm dizer que tragédias são inevitáveis. São uns canalhas”. FEVEREIR0/2007: “A Cidade Permanece Invertida: Um dia desses eu estava almoçando no Restaurante Belas Artes, lá naqueles fundos do salão, bem próximo ao Rio Itapemirim, onde as pessoas se sentam acho que para conspirar, achando que não estão sendo observadas por ninguém (Santa Inocência!). Foi quando chegaram dois cidadãos de terno, advogados talvez, pareceu-me que com algum conhecimento das coisas. O mais gordo vira para o mais magro, olhando para o Rio Itapemirim e diz surpreso – “Olha, a cidade foi construída invertida”. Estava certo, Cachoeiro de Itapemirim, ao contrário das melhores cidades, está de costas para o seu rio e até hoje não atinamos para isso e, se atinamos, não estamos nem aí. É certo que construções em cima do rio só aconteceram dada à estreiteza do vale do Rio Itapemirim, na parte

onde se localizou a cidade. O espaço entre o rio e o morro é tão pequeno que os primeiros colonizadores ou faziam assim ou não faziam a cidade onde ela está. Mas isso foi no tempo antigo. Agora, não pode (ou não poderia) acontecer. Cidades civilizadas e progressistas têm de estar com o rio à sua frente, e não escondido, facilitando sua utilização como depósito de lixo, verdadeira cloaca. O Rio Itapemirim, como os rios de modo geral, tem de ser preservado como cartão de apresentação da cidade, como espaço nobre e como ponto de equilíbrio da urbanização. Uma cidade com rio sujo e nos fundos dela é e tenderá a ser sempre tão suja como o rio que não quer conservar. A matéria sequer entra na consideração de qualquer projeto de qualquer prefeito da cidade, possivelmente porque não passa pela cabeça do homem público a importância de ter um curso d’água protegido. Parece que os homens de poder de Cachoeiro, quando se trata de melhoramentos para a cidade, sequer passaram de Aracui ou da Safra. Não sabem o que acontece no mundo e a Agenda 21 não deve ser para eles mais que um livro-revista muito bem colorido e cheio de informações equivocadas, e essa última, difícil dizer se sabem. Há sim, e isso não é de se negar, uma certa preocupação poética com o rio, mas essa preocupação poética cada dia menos é, tendo pouca importância hoje, pois viver bem (a comunidade) é o tênue limite entre a realidade e a fantasia, entre o sólido e o sonho, mas isso a gente não tem percebido. Daí a pergunta: qual é mesma a importância da Agenda 21 e dos diversos grupos que fizeram o esboço do PDU (ou PDM) de Cachoeiro, aprovado em finais de 2006? A resposta é curta, grossa e rápida: a importância é nenhuma. Prova disso é que nem bem sancionada a Lei do PDM, a prefeitura já havia emendado a lei, emendas aprovadas sem que NINGUÉM tivesse levantado a voz ou, para dizer mais certo, sem que NINGUÉM soubesse delas. Emendas e mudanças sem a obrigatória aprovação do Conselho do PDM, de existência obrigatória, mas também inexistente”.

bre a cidade, brutal arrasador. A força irresistível de suas águas carrega árvores, casas, lavouras, vidas humanas. Todos o olham, então, com o temor supersticioso com que deveriam os antigos povos bárbaros receber terremotos e tempestades: ódios desencadeados e incontíveis de deuses rancorosos e vingativos. Cessam as atividades normais de cada dia. O rio está subindo. Já entrou pelas ruas. É preciso atentar no volume crescente de suas águas, registrar, através de marcas e medidas, as oscilações de seu nível, numa expectativa ansiosa. Das maiores enchentes de que há notícias, a mais antiga foi de 1873. Em março desse ano o Itapemirim invadiu

do pelas casas e armazéns, derrubando tudo que lhe obstruísse a caminhada. Para se calcularem as proporções que o rio atingiu basta saber que um dos vapores que ligava Cachoeiro a Barra de Itapemirim andou pelas ruas a auxiliar trabalhos de mudança. Dois anos depois, novamente o rio tomou as ruas, causando prejuízos enormes, tendo o nível das águas ido além do atingido na enchente anterior. Conseqüência verificável, ainda hoje, dessas enchentes, é a grande casa que existe na rua 25 de Março, fazendo esquina com a rua Machado: construída em 1876 sobre um alto muro de pedras, para evitar is efeitos das inundações. De 1900 para cá, por três vezes o

or, seu terrível poder. De 16 para 17 de janeiro de 1907 as ruas foram invadidas pelas águas, que se elevaram consideravelmente. A 30 de dezembro de 1933 o rio subiu cinco metros e trinta centímetros de seu nível médio, aumentando de 1.200 metros cúbicos por segundo a vazão de suas águas, sendo a inundação marcada por dramáticas ocorrências: vários desabamentos de casas, mortes por afogamento, centenas de mudanças, prejuízos de grande vulto. Em 1937 verificou-se nova enchente, maior que todas as anteriores, neste século”. (NEWTON BRAGA, Histórias de Cachoeiro. 2.ed. Vitória: Fundação Ceciliano Abel de Almeida / UFES e PMCI,1986. (Pag. 61-63)).

VALORES CULTURAIS e PAISAGENS URBANAS “Com o intuito de compreender a dinâmica das paisagens ribeiras urbanas, buscamos revelar a importância dos valores ambientais, estéticos, sociais e culturais existentes nos seus espaços livres públicos. Tais valores vêm sendo descartados pelas ações das administrações públicas... Vimos que, apesar de o rio passar pelo centro histórico da cidade (...), alvo de diversas revitalizações, não existe nenhuma intervenção efetiva que proponha a integração e a valorização deste elemento da natureza com a estrutura urbana e cultural da cidade... Os resultados do trabalho reforçaram nossa convicção de que o rio é mais do que um canal de água poluída, e possui, além do valor histórico, presença fundamental na paisagem da cidade, sendo potencialmente capaz de produzir a interação adequada entre o meio natural, o meio (social) urbano e as pessoas, como já foi demonstrado em inúmeras outras paisagens ribeiras urbanas... Muitos profissionais ainda pensam mais nos aspectos físicos dos lugares e esquecem que uma das principais características do ambiente a ser construído é a qualidade de interação entre as pessoas e o lugar... A água em movimento, determinados sons e cheiros, e pequenos animais que vivem às margens dos rios, trazem o prazer de estar próximo à natureza. Deste modo, os rios e toda a paisagem que os envolve podem contribuir para o bem-estar da população nos seus espaços livres urbanos. Neste trabalho, especificamente, daremos ênfase ao tema que acreditamos que mais valoriza o potencial das paisagens ribeiras nas cidades: o uso das margens pelas diversas formas de lazer. A questão do lazer como uso dos espaços livres é um valor que historicamente está intrínseco a este elemento natural, pois suas águas e margens estão sempre relacionadas aos banhos de sol, pesca, canoagem e contemplação. As águas urbanas são utilizadas de diversas maneiras, sendo um dos melhores exemplos a oportunidade de criar um cenário panorâmico atraente com facilidades recreacionais ao ar livre e um espaço confortável para o descanso dos habitantes urbanos (Carr et all 1995). Verificamos assim que as ações do poder público estão na maioria das vezes voltadas para a imagem da cidade e ignorando muitas vezes os reais problemas urbanos. Não se chegou ao

cerne do problema da enchente, a pensá-la como um fenômeno natural dos rios na época das chuvas, que precisam de espaço às suas margens para a sua natural inundação. O desenvolvimento da cidade, mais especificamente a marginal do rio, trouxe consigo um certo desprezo com o rio, revelado principalmente pela falta de comprometimento com a qualidade de suas águas, alvo de despejo de esgotos domésticos e dos resíduos das fábricas. A cidade, então, foi progressivamente “dando as costas”ao rio, fazendo com que sua importância simbólica, como referência da origem e estruturação da cidade, e seus valores de elemento natural e de uso, como o banho e a pesca, além de seu valor paisagístico, diminuíssem... Os espaços verdes ao longo dos rios permitirão a criação dos parkways, que além de facilitarem as ligações de zonas, possibilitarão o estabelecimento de centros esportivos e de recreação ativa no seu percurso, valorizando a região, tornando-a, além disso, mais atraente. Os parkways ao longo dos córregos e nas zonas baixas inundáveis e desvalorizadas deveriam ser objeto de séria cogitação da Municipalidade, pois o benefício, a economia, a salubridade que essas áreas proporcionam à população, justificam plenamente as despesas que a Prefeitura teria com a sua aquisição e transformação em parques... Após tratar do rio como valor de lazer, percebemos que ele está intimamente associado ao seu intrínseco valor ecológico. Mais do que o lazer recreativo, o rio apresenta a possibilidade de um lazer contemplativo e bastante aprazível através da paisagem ribeira, obrigando a paisagem urbana, geralmente fechada, a se abrir e a respirar uma paisagem natural. A importância do rio e dos diversos elementos que identificam a presença da natureza na área de estudo é sempre retratada pela afeição ao lugar. Nas áreas onde o rio se apresenta fisicamente de forma mais natural, onde ele não está canalizado entre dois paredões é inevitável a citação da palavra natureza ou dos elementos que pertencem a ela como a ‘água’, o ‘ar’, o ‘tempo fresco’, e as ‘árvores’, para descrever os motivos que levam o apreço ao lugar. Animais são frequentemente lembrados no entorno do ribeirão: flamingos, capivaras, cágados e garças. Deste modo, criar áreas de lazer recreativas e contemplativas ao longo do

rio, gerando uma paisagem natural linear atravessando a área urbana, estaria contribuindo para melhorar as condições do uso e apropriação já recorrente em diversos espaços às suas margens, mas principalmente estaria criando oportunidades de prover uma melhor qualidade de vida aos diferentes grupos de usuários localizados às suas margens, bem como para a população da cidade inteira. O lazer em um ambiente natural, além de proporcionar bem-estar às pessoas, é uma maneira de socialização dos habitantes de uma comunidade, pois muitas das atividades de recreação e de esporte, que podem ser promovidas neste espaço, são desenvolvidas em grupo... Nossa pesquisa veio se juntar a outros trabalhos que têm confirmado que os rios urbanos, quando valorizados como um recurso natural nos espaços livres públicos da cidade, atraem as pessoas e, deste modo, são capazes de dar suporte a uma vida pública, e contribuir para aumentar o papel social do entorno ribeiro. Seguindo este viés, acreditamos que se a questão do lazer for levada em consideração nos processos de planejamento e desenho da cidade, pode promover e revelar valores sociais e culturais existentes na paisagem dos rios urbanos. Acreditamos que o projeto paisagístico que considera tanto os processos naturais quanto os valores de cada grupo de usuários surge como uma das formas de requalificar e valorizar o rio para a cidade, aumentando a possibilidade de uso e apropriação, além de potencializar os valores depositados nele, podendo, acima de tudo, promover a conservação da paisagem natural ribeira e assim desvendar à cidade as múltiplas paisagens que hoje se encontram invisíveis para a maioria da população. (Alessandra Soares Ghilardi e Cristiane Rose de Siqueira Duarte, in “Rios e paisagens urbanas em cidades brasileiras”, Ed. Viana & Mosley e PROURB (FAU /UFRJ), 2006. 192p., Org. por Lúcia Maria Sá Antunes Costa). (O trabalho cientifico resumidamente publicado acima, refere-se à cidade de Ribeirão Preto – SP. Para facilitação do leitor, já que as ponderações das autoras são pertinentes a qualquer cidade ribeirinha, substituímos a expressão “ribeirão preto” (rio que corta aquela cidade) por “rio” e, por extensão, nos referimos ao Rio Itapemirim).


ES DE FATO, SÁBADO, 8 DE JANEIRO DE 2011

HISTÓRICO DAS ENCHENTES Os textos abaixo são de historiadores cachoeirenses devidamente identificados. Optei por transcrevêlos, sem fazer maiores comentários, trabalho que o leitor pode fazer. Também optei por relatar referênci-

as a enchentes até o ano de 1960. Alerto que há algumas contradições entre os textos relativos ao século XIX. Como já alertei, devem existir registros técnicos sobre as enchentes deste século, como pontos físicos de me-

dida da subida das águas do rio (vide Ary Garcia Roza: “os dados coletados para essa determinação resultaram de 30 anos de observações pluviométricos do posto 46-DA (Marangoni))”.

1862 / 1863 / 1866 / 1867 / 1872 / 1873 / 1875 – “Logo que assumiu a direção da paróquia, o padre Mello preocupou-se com a construção de uma igreja decente. Em abril de 1862 já havia adquirido cem toras de madeira de lei. A enchente daquele ano, uma das maiores, levou embora todas as madeiras, para seu justo desespero... Nos terrenos onde construiriam, bem depois, a fábrica de cimento Barbará, ergueu a primeira igreja de Cachoeiro, dedicada ao Divino Espírito Santo, que foi concluída em maio de 1863. Essa igreja foi a Matriz, até 1881, quando teve de ser demolida, que sua frágil estrutura se achava abalada (os construtores usaram madeira inferior, alvo de cupins e o local de sua construção era muito baixo, atingido pelas grandes enchentes muito comuns e violentas, como as de 1863, 1872 e 75), sendo os santos transferidos para a capela de Nosso Senhor dos Passos”. (Cachoeiro, Uma História de Lutas, Vol. I, Evandro Moreira, vol. 1, pág. 68/9).

embaixo d’água e as ruas com dois e trez metros de água, causando enormes prejuízos aos moradores da dita villa. Esta enchente foi superior às dos anos de 1882, ????, 1873, que também derão àquelles moradores e aos da villa do Itapemirim prejuízos extraordinários.” (PROVÍNCIA DO ESPÍRITO SANTO – Basilio Carvalho Daemon – 1879 – Parte 6b, págs. 424. Arquivo Público do Estado do Espírito Santo – Biblioteca Digital).

reira, pág. 173).

1873 – “Em a noite do 21 de Março deste anno principia a elevaremse as águas do rio Itapemirim, continuando a assoberbarem-se no dia 22 e à noite d’esse dia tão forte era a enchente que innundava as ruas da villa de S. Pedro do Cachoeiro de um a outro lado, tendo o rio subido de seu estado natural 14 metros. Evadio cazas e armazéns causando enormes prejuízos; no entanto que, as maiores enchentes conhecidas, as de 1862, 1866, havião apenas subido do nível da rua em algumas cazas 30 a 50 centimetros. Os prejuízos causados ao commercio e em as cazas particulares quase que foi incalculável, tendo havido derrocamento de paredes e arrebatamento de peças de engenhos, paióes, moinhos e cazas. As lanchas e pranchas de grande callado navegavão pelas ruas a conduzir famílias e a salvar o que se podia. Forão os dias e noites de 22, 23 e 24 de insano trabalho, porque as águas só baixarão um pouco nos dias 23, 24 e 25 tendo no dia 26 tornando-se a elevar, não com tanta fôrça a causar temores, mas a haver prevenção. Os prédios em sua maior parte forão reconstruídos e os prejuízos de pequena monta, pois muitas ficarão embaixo d’água na Villa de Itapemirim, mormente às margens do dito rio.” (PROVÍNCIA DO ESPÍRITO SANTO – Basilio Carvalho Daemon – 1879 – Parte 6b, págs. 405. Arquivo Público do Estado do Espírito Santo – Biblioteca Digital). 1875 – “Neste ano, nos dias 25 e 26 de Janeiro, em consequencia das grandes chuvas e enchentes dos confluentes do rio Itapemirim, é inundada a villa de S. Pedro do Cachoeiro, ficando parte das casas térreas

1895 – “No dia 16 de fevereiro de 1895, sábado, desde o meio-dia, começaram a subir as águas do rio Itapemirim com extrema rapidez. Domingo, pela manhã, já era imponente a grande massa d’água que invadiu os fundos dos quintais, algumas casas e pontos da rua Moreira. As passagens eram feitas por canoas em certos trechos das ruas, pelas quais se cobravam 500 réis por pessoa. O único prejuízo, do qual se teve notícia, foi a queda de uma parede da marcenaria do Sr. Maurílio Coelho. Segunda-feira, dia 18, o nível das águas manteve-se quase estacionado. Terça-feira, baixou bastante, continuando nos dias seguintes. No mês de março do mesmo ano, o rio Itapemirim permaneceu sempre cheio e, mais de uma vez, invadiu as ruas principais da cidade, que eram ainda desprovidas de calçamento e, por isso, muito baixas em relação ao nível normal do rio. Nos dias 10 e 11 caíram fortes chuvas, e os rios das cabeceiras receberam muita água. Dia 11, pela tarde, as águas das enxurradas, não encontrando escoamento, formaram imensa lagoa, desde a residência de um tal Pereira Bastos até `a casa de uma senhora chamada Henriqueta Souza, entrando em algumas casas, principalmente no “Varejo Cachoeirense” ocasionando prejuízos. Dia 12, pela manhã, as águas obrigaram o estabelecimento de passagem em canoas, do lado Norte, por conta do Governo Municipal. As águas cobriam o assoalho da ponte do ribeirão Amarelo (onde está localizado o Centro Operário). Dia 13 começou baixar o nível das águas, e ficou a cidade livre de mais uma enchente. (Voltando ao Cachoeiro Antigo, vol.1, Manoel Gonçalves Maciel, pág. 220/221). 1907 – “Registra-se nesse ano uma das maiores enchentes do século, no rio Itapemirim.” (Cachoeiro, Uma História de Lutas, Vol. I, Evandro Moreira, pág. 68). 1910 – “O Cachoeirano de 20 de março noticiava que na noite de 11 passado desabara violento temporal, destruindo os aterros e rolando rochas enormes, danificando vários trechos da estrada de ferro, na altura de Soturno e Cobiça, principalmente. As águas do rio Itapemirim cresceram 2 metros, fazendo o povo temer nova enchente, como a de 1907.” (Cachoeiro, Uma História de Lutas, Vol. I, Evandro Mo-

1933 – “Na manhã de 29 de dezembro de 1933, o sobressalto na população. O rio começou a invadir as ruas, o Bairro Independência, o Bairro Coronel Borges, o colégio Pedro Palácios (hoje Liceu “Muniz Freire”), Rua Lafaiete (são esses lugares os primeiros atingidos por enchentes0. À tarde já a enchente se alastrava pela cidade, tomando a rua 25 de Março, Av. Operária (atual Pinheiro Júnior), a Praça Jerônimo Monteiro, Bahia e Minas e vários outros trechos urbanos. Na noite de 29 para 30, as águas subiam de modo assustador num ritmo incessante. E Cachoeiro viveu uma noite de pavor e vigília. Nas primeiras horas do dia 30, as águas continuavam a crescer, o mesmo acontecendo à tarde, ultrapassando os marcos da maior enchente até então registrada, que era de 17 de janeiro de 1907. As águas chegavam a tocar as escadas do Grupo Escolar “Bernardino Monteiro” e havia subido 1,60m acima do nível máximo da enchente de 1926, com a vazão aumentada em mais de 1.200 metros cúbicos por segundo, seu crescimento estacionou às 14 horas do dia 30, e o início do decréscimo deu-se duas horas depois.” (Voltando ao Cachoeiro Antigo, Vol. II, Manoel Gonçalves Maciel, pág. 147).

CONEXÃO MANSUR 7

Fotos: Coleção Gil Gonçalves

Em 1937 o rio assustou a cidade com a enchente que inundou muitas ruas e causou alguns danos materiais. Vê-se a Praça Jerônimo Monteiro inteiramente tomada pelas águas

Enchente de 1937

1934 – “Inicia-se o ano com o trabalho de recuperação dos prejuízos ocasionados pela enchente, nos últimos dias do ano findo, a maior já ocorrida no Itapemirim, com perdas acima de 1.000 contos de réis, obrigando o prefeito Brício Mesquita a recorrer ao governo do Estado.” (Cachoeiro, Uma História de Lutas, vol. II, Evandro Moreira, pág. 35). 1937 – “Na noite de 21 de dezembro ocorre a maior enchente já registrada na cidade, suplantando as de 16 de janeiro de 1907 e 30 de dezembro de 1933. As águas subiram 6 metros, inundando a cidade, sendo os pontos críticos no bairro Independência, rua Coronel Borges, avenida Operária (Pinheiro júnior) e o Guandu, mormente nas ruas Lafayete Bernardes e Eugênio Amorim. Não houve mortes mas grandes prejuízos materiais.” (Cachoeiro, Uma História de Lutas, Vol. II, Evandro Moreira, pág. 66). 1960 – “Ocorre nesse mês (março) nova grande enchente, inundando as ruas Lafayete Bernardes, Virgínia, Eugênio Amorim, os pontos mais baixos da Samuel Levy, Pinheiro júnior, rua Moreira, Ildefonso Viana, Urbano Cagnin, praça Benjamin Silva, além do Coronel Borges e Baiminas, desabrigando centenas de famílias.” (Cachoeiro, Uma História de Lutas, Vol. II, Evandro Moreira, pág. 140).

Enchente de 1933/1934 - A foto é de 1º de janeiro de 1934. Aparece no bote, de remo nas mãos, José Rebelo Moreira, que faleceria em março do citado ano, vítima de acidente de carro. O local é a Praça Jerônimo Monteiro, vendo-se parte de um sobrado onde atualmente - 1982 - fica o Banco Econômico, o (1º) Bar Vitória (onde está a Casa Dadalto) e o Cinema - Brasil e Bar Madureira (onde agora fica o Edifício Primus)

Enchente - foto de 1º de janeiro de 1934, vendo-se o casarão que existia na Praça Cel. Xavier - esquina da rua 25 de março, na subida para a antiga Ponte Municipal


8 CONEXÃO MANSUR

ES DE FATO, SÁBADO, 8 DE JANEIRO DE 2011

Fotos: Regiane Prado

RIOS e CIDADES “Os verões chuvosos do Brasil escancaram a cada ano as nossas disfunções urbanas. Di\em os jornais que é a “revanche dos rios”. Roubamos suas várzeas ao longo do processo de urbanização, e sua característica de sistema drenante nos responde com transbordamentos”... Essas questões são debatidas em muitos pontos do planeta, numa revisão de posturas diante da marcha crescente da urbanização e da degradação do ambiente urbano, e têm precipitado tentativas que não se constituem em soluções definitivas ou receitas a serem aplicadas universalmente, mas apontam pressupostos norteadores... Por um lado, em todo o mundo, ao longo do tempo, grande parte dos cursos d’água que se localizam no meio urbano sofreu um processo de degradação contínua, transformando-se em alvo de esquecimento e rejeição. Por outro, o meio urbano vem sendo constantemente exposto a inundações, à carência de mananciais adequados para abastecimento público, além de sofrer a desqualificação da paisagem fluvial. A preocupação com os distúrbios ambientais vem evoluindo mais significativamente a partir do final da década de 1960, com os movimentos e conferências mundiais sobre o meio ambiente... Posteriormente, de forma mais acentuada a partir dos anos 1990, tais visões se integram sistematicamente... O sentimento geral a respeito do estado dos rios nas áreas urbanizadas parece repetir sempre a mesma cantilena saudosista e nostálgica – como já forma significativos... Quantas lembranças de sua fase de balneabilidade, de quanto representavam fonte de riqueza para o desenvolvimento da sociedade e para a formação das paisagens...

A evolução da urbanização foi conseguindo eclipsá-los e anular sua importância, restringindo sua presença quase apenas aos sintomas perturbadores, ou seja: mau cheiro, obstáculo à circulação e ameaça de inundações, Chega a parecer que a situação “cidades invadindo as águas, e águas invadindo as cidades” se generalizou como irreversível, inerente ao desenvolvimento... No Brasil, de modo geral, a relação harmoniosa de encontro da população com o rio ocorreu até a metade do século XX, quando, então, ampliaram-se os conflitos entre desenvolvimento, sociedade e meio físico. E a poluição e a dificuldade de acesso às áreas ribeirinhas, foram expulsando para longe das várzeas a prática do esporte e do lazer... No Brasil, ao se tratar de paisagens urbanas relacionadas a cursos d’água, por exemplo, quando se cruza um córrego na abertura de novas ruas, é muito comum lançar-se mão de galerias para interceptá-lo, estrangulá-lo ou, ainda, embuti-lo em dutos, o que contribui para a descaracterização dos vales e para a ocorrência de inundações... A vegetação atua na prevenção de inundações. Retém a água, protege o solo contra a lixiviação e erosão, além de proteger do assoreamento as margens dos rios, assegurando a filtragem de suas águas, e evitando a compactação do solo ao redor das nascentes. Em superfícies impermeáveis, o coeficiente de escoamento superficial (“C”) varia de 90 a 95%; em áreas vegetadas com matas de árvores de folhagem permanente, “C” varia entre 5 e 50%”. (MARIA CECILIA BARBIERI GORSKI, em “Rios e Cidades - Ruptura e Reconciliação”, Ed. SENAC, 2010, 300 pág.)

A enchente bateu às portas do Bernardino Monteiro, assim como em 1933 e 1937

O PDLI DE ARY GARCIA ROZA O Plano produzido pelo ESCRITÓRIO TÉCNICO do renomado cachoeirense ARY GARCIA ROZA foi contratado no Governo Nello Borelli, prosseguiu no Governo Hélio Manhães, e foi concluído no Governo Ferraço, tudo no início da década de 1970. A localização no PDLI (todas no vol.2) está nos números que introduzem os parágrafos (Cap. III / pág. 1): III / 1 a 3 – “I – ASPECTOS DA CONCEPÇÃO URBANÍSTICA ADOTADA PARA A ÁREA URBANA - 1.1 – CONDICIONANTES “O uso do solo, atualmente, é caracterizado fundamentalmente pelo desenvolvimento linear (marginal ao rio) do comércio, tanto aquele eminentemente prestador de serviços como o cotidiano de abastecimento de gêneros de primeira necessi-

dade. Há também comércio pesado e industrial, existindo ainda o uso residencial e misto. Este desenvolvimento linear, concentrando múltiplas atividades, configura um quadro negativo, uma vez que canaliza e concentra todas as atividades, gerando fluxos de veículos e de pessoas – no seu principal eixo, formado pelas ruas Bernardo Horta, Capitão Deslandes e 25 de Março, obviamente insuficientes para o atendimento das diversas funções... A falta de planejamento e legislação para as edificações permitiu construções tanto às margens do rio como no alinhamento das vias, sem a adoção, sequer, de recuo... 1.2 - REMANEJAMENTO DA ZONA CENTRAL - Quanto a este aspecto, cabe destacar a importância da participação da administração municipal, tanto na implantação como

na fiscalização das normas e regulamentos estabelecidos na Lei de Desenvolvimento. O objetivo básico a ser atingido com o remanejamento proposto é o de descongestionar a zona central da cidade, permitindo que a mesma possa desempenhar suas funções básicas de forma ordenada. A partir do diagnóstico elaborado e objetivando a implantação gradativa da legislação proposta, procura-se fundamentalmente atingir os seguintes pontos: - Dotar a zona central de áreas verdes e espaços livres, que sirvam à amenização do clima e à modificação da paisagem urbana, permitindo a criação de pontos de encontro da população local e de passagem. - Estabelecer zonas e setores que absorvam as atividades afins – comerciais, residenciais, administrativas etc.

- Permitir o remanejamento total das atividades consideradas incompatíveis com o uso do solo central, principalmente as indústrias existentes. - Estabelecer uma disciplina para a circulação de pedestres e veículos, prevendo áreas de estacionamento adequadas”. II / 49 – “6 - SEGURANÇA PÚBLICA - 6.2.2 – Enchentes (causas) - Bloqueamento do Rio Itapemirim pela ocupação total de suas margens na zona urbana; - Desmatamento das cabeceiras do Rio e das encostas do Vale do Itapemirim, que fazem do Itapemirim e sua bacia de constituição um verdadeiro dreno; - Assoreamento do Rio Itapemirim pelos diversos materiais liberados pela erosão, que aumenta a velocidade das águas, diminui a capacidade con-

tenção do seu leito, apressa-lhe a saturação e o faz transbordar; - As áreas construídas ao nível das margens do Rio Itapemirim são as primeiras a serem afetadas diretamente pelas cheias...;”. III / 65 – “O Estudo Global dos Recursos Hidráulicos efetuado pelo escritório “Engenharia Gallioli Ltda”, em 1966, permite, com certa margem de segurança, fixar a vazão máxima em 1.400 m3 /s e a mínima observada em 11m3/s. Os dados coletados para essa determinação resultaram de 30 anos de observações pluviométricos do posto 46-DA (Marangoni). O método utilizado foi o estatístico, considerando-se 28 pontos de enchentes máximas anuais com valores variáveis entre cerca de 1.000 m3/s, que se verificou em 20/12/1937, e 825 m3/s, em 9-3-1960”.


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COMUNICADO BRASGRAEX BRASIL GRANITOS E EXPORTAÇÃO LTDA; CNPJ: 07.909.808/0001-35, IE 082.386.641, torna público que obteve da SEMMA a LICENÇA DE OPERAÇÃO (LO) Nº 001/2011, para atividade: 01.04 - aparelhamento (polimento) de pedras e execução de trabalhos, sem corte, em rochas ornamentais (granitos, gnaifes, mármores, ardósia, quartzitos e outras pedras), situada na Estrada de São Joaquim X Aeroporto, S/N - Km 1.1; São Joaquim - Cachoeiro De Itapemirim, Es - Cep:29.313-290.

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10 CLASSIFICADOS

ES DE FATO, SÁBADO, 8 DE JANEIRO DE 2011

SERVIÇO NOTARIAL E REGISTRAL SERVENTIA EXTRAJUDICIAL 1° OFÍCIO - 1ª Zona

EDITAL Acham-se, nesta Serventia, à Rua Rui Barbosa n° 16, Edifício Santa Cecilia, nesta cidade, para serem protestados após a publicação deste Edital, títulos de responsabilidade das seguintes pessoas. ADNEY ESPOSTI ME CNPJ - 30.557.359/0001-25 MARIA SEBASTIANA HERZOG ME CNPJ - 10.850.692/0001-10 MUNDIAL COM DE ART DE CAMA MES CNPJ - 05.858.798/0001-20 PRUCOLI & MASSINI LTDA ME CNPJ - 11.207.442/0001-20 ROGERIO CERIZINI ZAMPIROLE CPF - 022.791.947-59 Por não ter sido possível encontrá-las, intimo-as (§ 1º art. 15 da lei 9492/97) para os fins de direito, e não sendo atendida a presente até o dia 10 de janeiro, notifico-as do protesto. Cachoeiro de Itapemirim, 08 de janeiro de 2011 Cecilia Simonato - Tabeliã Horário de pagamento das 8:00hs às 11:00hs e de 13:00hs às 18:00hs. TELEFONE: (28) 3521-0611

TABELIONATO DE PROTESTO 2ª ZONA - COMARCA DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM - ES

EDITAL Acham-se, nesta Serventia, à Praça. Jerônimo Monteiro, 73, Centro - 29.300-170 - Cachoeiro de Itapemirim - ES nesta cidade, para serem protestados após a publicação deste Edital, títulos de responsabilidade das seguintes pessoas. ALESSANDRO ANTONIO BUZAN CPF - 119.145.227-10 ALINE ALVES VIEIRA CPF - 108.174.197-05 ALPHA ESTONE GRAN E MARM LTDA ME CNPJ - 10.819.784/0001-38 ALQUIMIA PRODUTOS ALIMENTICIOS LTDA CNPJ - 36.324.614/0001-76 ART REAL MARM E GRAN LTDA CNPJ - 00.416.579/0001-78 CF ACABAMENTOS LTDA ME CNPJ - 05.643.018/0001-25 CLAUDIO MARCIO DOS REIS ME CNPJ - 04.897.180/0001-07 DIOVANI MONTEIRO DA FRANÇA CPF - 960.667.767-20 F M COMERCIO DE ROUPAS LTDA ME/MEE CNPJ - 07.755.665/0001-54 JONATAS PINTO DE CARVALHO CPF - 087.628.627-90 MONIKE FERREIRA TURQUES(4PA) CPF - 137.411.257-76 PAULO DOS SANTOS CPF - 352.071.597-04 Por não ter sido possível encontrá-las, intimo-as (§ 1º art. 15 da lei 9492/97) para os fins de direito, e não sendo atendida a presente até o dia 10 de janeiro, notifico-as do protesto. Cachoeiro de Itapemirim, 08 de janeiro de 2011 Rogério Lugon Valladão - Tabelião Horário de pagamento das 8:00hs às 11:00hs e de 13:00hs às 18:00hs. TELEFONE: (28) 3521-6720

COMUNICADO BRASGRAEX BRASIL GRANITOS E EXPORTAÇÃO LTDA; CNPJ: 07.909.808/0001-35, IE 082.386.641, torna público que requereu à SEMMA a LICENÇA DE OPERAÇÃO (LO) Nº 001/2011, para atividade: 01.04 - aparelhamento (polimento) de pedras e execução de trabalhos, sem corte, em rochas ornamentais (granitos, gnaifes, mármores, ardósia, quartzitos e outras pedras), situada na Estrada de São Joaquim X Aeroporto, S/N - Km 1.1; São Joaquim - Cachoeiro De Itapemirim, Es - Cep:29.313-290.

COMUNICADO Ilmo. Sr. Chefe da Agência da Fazenda Estadual em Cachoeiro de Itapemirim-ES. J. C. PICOLO ME, firma comercial, estabelecida na Rua Siqueira Lima, nº 11, loja 6- Praça Shopping, Bairro Centro, CEP 29.300-180, município de Cachoeiro de Itapemirim, Estado do Espírito Santo, inscrita no CNPJ nº 06.169.647/0001-28 e Inscrição Estadual nº 082.256.28-4, Vem mui respeitosamente comunicar a Perda/Extravio dos Itens relacionados abaixo devido a enchente ocorrida no dia 30.12.2010 que invadiu a empresa descrita acima, danificando o estabelecimento e tendo perdas irreparáveis: . 01 Talão de Nota Fiscal Modelo 1, numeração de 051 à 100, AIDF nº 157172 de 24/09/2010; . Mercadorias: 06 Blusas Femininas e 01 Macaquinho Feminino. Nestes termos Pede deferimento. Cachoeiro de Itapemirim-ES, 07 de janeiro de 2011. Jocelena Carvalho Pícoli J.C. PICOLI ME

VENDA

Venda de Imóveis Residenciais: Imóveis Residenciais: Ref. 2-608 – ALTO MONTE CRISTO: (casa residencial + terreno): casa c/ 2 pavimentos: 1º andar: cozinha e banheiro, 2º andar: 3 quartos, sala, escritório e banheiro. Ref. 2-651 – IBITIQUARA: casa duplex c/ 4 quartos ( suíte), sala de estar/jantar, copa/cozinha, despensa, lavabo, área de serviço, varanda e 2 vagas de garagem; Ref: 2-659 – CORAMARA: casa c/ 3 quartos (suíte), sala de estar, sala de jantar, copa, cozinha, DCE, varandas, hidromassagem, cobertura colonial. Ref: 2-665 – ALTO VILAGE: Prédio c 2 andares: Pav. Inferior c/ 3 quartos, banh. social, sala, cozinha, copa, área de serviço; Térreo c/ 3 quartos, sala, copa, cozinha, banh social, área de serviço, garagem p 2 carros e terraço c/ cobertura metálica, terreno c 350,00m2; Ref. 2-673 – ZUMBI: casa (ao lado da escola d cima) c/ 2 quartos, copa, cozinha, sala, banh. social, varanda e garagem, base p/ + andares, frente p 2 ruas; Ref. 2-682 – VILA RICA : casa c/ 3 quartos, sala, copa, cozinha, área de serv., varanda e garagem p/ 3 carros; Ref: 2-683 – IBC: 2 pav. Casa: térreo, c/ 2 quartos, sala, copa/ cozinha, banh social, varanda e garagem. 1ºandar, aptº. c/ 2 quartos(suíte), sala, copa, cozinha, banh., varandas e terraço. Ref: 2-684 – VILA RICA: apartamento c/ 2 quartos, sala, copa, cozinha, banh social, varanda de frente, fundos e lado, terraço. Ref: 2-685 – SAMUEL LEVY: 2 pav. Térreo c/ 3 quartos, sala, copa, cozinha, banh, área de serv., e vagas de garagem. 1º

andar c/ 3 quartos, sala, copa, cozinha, banh., varanda e terraço com área de serviço. Ref: 2-691 – GILBERTO MACHADO: Residencial OTTAWA ( em construção), aptº c/ 135,00 m2, 3 quartos (suíte), sala, cozinha, banh social,área de serviço, piscina, sauna, salão de festas e 2 vgs de garagem; VENDA Venda de Imóveis ImóveisComercial: Comercial: Ref.2-656 – ALTO NOVO PARQUE: Terreno c/ 820,00 m2 c/ prédio de 02 pavimentos em construção; Ref. 2-658 – CORAMARA: Loja Comercial c/ aproximadamente 340m², banheiro e escritório; VENDA Venda de Imóvel

Rural

Imóvel Rural:

Ref. 2-660 – MONTE BELO – SITIO: 600,00 m2, casa, água de nascente, energia rural, com escritura; VENDA Venda de Terrenos

Áreas: Terrenos eeÁreas: Ref. 2-474 – KM 90: lote c/ 197,00 m2 e muro; Ref. 2-605 – MORRO GRANDE: Rodovia Cachoeiro x Alegre: área comercial c/ 64.000 m2, galpão, escritório, ponte rolante, casa residencial; Ref. 2-646 – PARAISO: Lote residencial montanha c/ 1.300 m²; Ref: 2-672 – CAMPO LEOPOLDINA: terreno c/ +- 650,00 m2, plano, c/ escritura Ref: 2-681 – CORONEL BORGES: Lote de terreno c/ aproximadamente 521m². Ref. 2-665 – MARATAIZES: terreno c 240,00 m2 c/ obra inacaba-

da, frente p/ duas ruas; ALUGUEL

Aluguel de Imóveis ImóveisComerciais Comerciais Ref. 2-553 – GILBERTO MACHADO Ed. Alice (prox Posto Sena): excelente sala comercial c/ recepção, copa, banh.; Ref. 2-554 – CENTRO: casa c/ varanda, sala, 4 quartos (1 suite), cozinha, banh. social, DCE e duas vagas de garagem. Ref. 2-557 – SANTO ANTONIO: Loja Comercial c/ aproximadamente 50,00 m2, mezanino, cozinha e banh.; Ref. 2-591 – INDEPENDENCIA (próximo ao Fórum): sala térrea c/ 50,00m², cozinha, banh., garagem e estacionamento em frente; Ref. 2-592 – GUANDÚ (próximo ao supermercado Casa Grande): salas diversas, 1° andar; Ref. 2-188 – GILBERTO MACHADO ( Ed Jaraguá): 2 salas interligadas c/ 30m2, 2 banh., divisórias, interfone e piso em granito; Ref: 2-655 – CENTRO: casa comercial c/ 2 quartos, sala, copa, cozinha, banh social, área de serviço, 1 vaga de garagem; Ref: 2-559 – CENTRO: sala comercial c/ aproximadamente 20m², copa e banh.; Ref: 2-662 – BERNARDO HORTA: Ponto comercial c/ aproximadamente 95,00m²,1º andar: salão c/ mesa e cadeiras, freezer, banh., cozinha montada c/ fogão a lenha e industrial, 2º andar: salão c/ mesa e cadeiras, freezer, em funcionamento c/ boa clientela. Ref: 2-232 – CENTRO: Sala comercial 1º andar, c/ 36m², piso em paviflex, copa e banh. Ref: 2-668 – SHOPPING SUL: 02 Lojas comerciais com 40m2 cada, excelente localização. Ref. 2-680 – SHOPPING SUL: Loja comercial c/ 21m², excelente localização.

Ref. 2-686 – GILBERTO MACHADO: loja comercial c/ 35,00 m2, e banh.; Ref. 2-687 – GILBERTO MACHADO: sala/consultório c/ 20,00m2;

Aluguel de Imóveis Imóveis Residenciais: Residenciais: Ref. 2-550 – CENTRO (Ed. Sandro Paulino): apartamento c/ 1 quarto, sala, cozinha e banheiro social; Ref: 2-566 – AMARELO: Apartamento térreo c/ varanda, 2 quartos, sala estar, cozinha, banh. social, área de serviço e garagem; Ref. 2-624 – IBITIQUARA: Apartamento 1º andar: 2 quartos, sala, cozinha, banh social, área de serviço, terraço; Ref. 2-636 – VILA RICA: apartamento c/ 1 quarto, sala, cozinha, área de serviço (com móveis); Ref: 2-610 – SANTO ANTONIO: apartamento c/ 2 quartos (1 suíte), sala, banh social, copa/ cozinha, área de serviço, terraço, 1 vaga de garagem; Ref: 2-618 – SANTO ANTONIO: apartamento c/ 2 quartos, sala, copa, cozinha, banh social, área de serviço, 1 vaga de garagem; Ref: 2-654 – SAMUEL LEVY: (ED CARAVELLE) apartamento c/ 2 quartos, sala, cozinha, banh social, área de serviço, 1 vaga de garagem; Ref: 2-663 – RUBEM BRAGA: casa c/ 3 quartos, copa, cozinha, sala, banh social, área de serviço, varanda e garagem. Ref: 2-678 – AQUIDABAN : apartamento c/ 2 quartos (suíte), sala, copa/cozinha, banh social e área de serviço; Ref: 2-417 – GILBERRTO MACHADO: (ED DEL REY) apartamento c/ 2 quartos c/ armários, sala, varanda, banh. social, cozinha c/ armários, área de serviço, DCE, e 1 vaga de garagem;

COMPRA – VENDE - ALUGA E ADMINISTRA SEU IMÓVELCOM COMPETÊNCIA COMUNICADO ECOLAVE LAVANDERIA LTDA ME, torna público que requereu e obteve da SEMMA a Licença Prévia (LP) nº 001/2011, com validade até 06 de abril de 2011, para atividade 28.01 - lavanderias, situada na Av. Mauro Miranda Madureira, nº 334, Coramara, Cachoeiro de Itapemirim/ES.

COMUNICADO DECORAL STONES INDUSTRIAL DE GRANITOS LTDA ME, torna público que requereu e obteve da SEMMA a Licença de Instalação (LI) nº 002/2011, com validade até 06 de janeiro de 2013, para atividade 30.01 - movimentação de terra, situada na rua Isidoro Pessini, s/nº - Rui Pinto Bandeira - Cachoeiro de Itapemirim/ES.

CARTÓRIO FERNANDO VIEIRA 1º OFÍCIO DA SEDE DESTA EDITAL DE PROCLAMAS Faço saber que pretendem contrair matrimônio VINICIUS RIBEIRO DE FREITAS, maior, solteiro, auxiliar administrativo, natural de Santa MariaRS, residente nesta cidade, filho de Erlon Henry Jardim de Freitas e Lueci Ribeiro de Freitas; e CÁTIA REGINA BERNI PELEGRINO, maior, solteira, auxiliar administrativo, natural de Muqui-ES, residente nesta cidade, filha de Luiz Carlos de Castro Pelegrino e Neuza Maria Berni Pelegrino. Se alguém souber de alguém impedimento oponha-o na forma da lei. Cachoeiro de Itapemirim-ES, 07 de janeiro de 2011 Fernando Brandão Coelho Vieira - Oficial


ES DE FATO, SÁBADO, 8 DE JANEIRO DE 2011

POLÍCIA 11

ASSASSINATO EM DOMICÍLIO lhos, quando por volta das 22h30, quatro homens o chamaram. Ao sair de dentro de sua casa, Rodrigo foi recebido a tiros. O rapaz morreu na hora. No local do crime a Polícia Civil encontrou três cápsulas calibre 380. De acordo com a perícia técnica da PC, Rodrigo foi atingido por seis tiros. O delegado Guilherme Eugênio instaurou inquérito para apurar o caso.

WANDERSON AMORIM WACOMUNICACAO@GMAIL.COM

O topógrafo Rodrigo Andrade de Aquino (foto), 32 anos, foi morto a tiros na noite de quintafeira, na Rua João Lesqueves, no bairro Nova Brasília, em Cachoeiro de Itapemirim. De acordo com informações policiais, Rodrigo estava em casa com a esposa e dois fi-

Ladrões de motos são

Segurança 'máxima' não impede fugas PRESOS EM GUAÇUI Michael Alves, Paulo Pires da Luz e Roberto Carlos Teixeira fugiram da penitenciária de Cachoeiro WANDERSON AMORIM

A Penitenciária Regional de Cachoeiro de Itapemirim, que fica localizada no Monte Líbano é considerada de segurança máxima. Mas não foi capaz de manter em seu interior os detentos Michael Alves Costa Ataíde, Paulo Pires da Luz e Roberto Carlos Teixeira. Eles não tiveram grandes dificuldades para escapar de lá, na madrugada de quinta-feira. Os presos haviam passado a quarta-feira trabalhando em uma das oficinas da unidade, mas no final do dia eles não teriam retornado para as galerias.

A Corregedoria da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) abriu procedimento administrativo para apuração. Corregedores passaram toda

à tarde na cidade, ouvindo depoimentos de funcionários do presídio para investigar como os presos conseguiram escapar sem ninguém perceber.

Sistema de segurança não falhou O Secretário de Estado da Justiça, Ângelo Roncalli, disse que a penitenciária conta com sistemas tecnológicos de segurança e somente uma falha de operação ou facilitação podem ter permitido a ocorrência. Para entrar ou sair da instituição é uma grande burocracia, e leva em média

15 minutos. Agora resta a Justiça encontrar os responsáveis pela fuga. Os presos que fugiram são Michael Alves Costa Ataíde, Paulo Pires da Luz e Roberto Carlos Teixeira. As pessoas que tiverem informações sobre a localização dos foragidos devem entrar em contato com o disque denúncia, pelo 181.

Faca usada para assalto a grávida Uma gestante passou por momentos de aflição na quinta-feira, na Rua Raulindo de Oliveira, no Centro, em Cachoeiro de Itapemirim, durante um assal-

to. De acordo com a polícia, ele foi abordada por um homem e teve uma faca apontada para a barriga. Foi obrigada a entregar dois aparelhos de telefone

celular. Durante o roubo, o bandido ameaçou matá-la, caso gritasse ou reagisse. A Polícia Militar foi acionada, realizou buscas, mas não obteve êxito.

Agência do Banesfácil é assaltada Uma agência do Banesfácil, localizada na Rua Joaquim Vieira, no bairro Guandu, em Cachoeiro de Itapemirim, foi assaltada na quinta-feira. De acordo com o boletim de ocorrências da PM, um homem moreno, vestido com uma camisa listrada, entrou no estabelecimento usando

um capacete com a viseira aberta na cabeça e, exibindo um revólver, anunciou o assalto. O bandido roubou um malote da agência contendo R$ 4 mil em dinheiro. O criminoso fugiu do local em uma motocicleta, de cor preta, placa MQE 3914, em direção ao bairro Ilha da Luz.

Informações policiais dão conta de que a moto utilizada no crime é freqüentemente vista no bairro Valão, próximo ao local conhecido como "Favelinha". Policiais Civis da Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri) trabalham no caso.

Três rapazes (foto) foram presos na quarta e quinta-feira, pela equipe da Delegacia de Polícia (DP) de Guaçuí, acusados de participarem de vários furtos de motocicletas no município. Eles são Rodrigo Dias Barros, 19 anos, Jonathas Rodrigues da Silva, 20 anos, e Jeferson Ribeiro da Silva, 18 anos. De acordo com o delegado Fábio Teixeira Machado, nos últimos dias aconteceram cinco furtos de motocicletas no município, e após investigações, os policiais conseguiram prender na tarde desta quartafeira, Rodrigo que acabou confessando a participação no furto de moto uma moto em uma das principais avenidas da cidade.

Com base no depoimento de Rodrigo, os policiais civis conseguiram prender na quintafeira, Jonathas e Jeferson. Os acusados confessaram que participaram do furto da moto e disseram ainda que tinham vendido o veículo para uma pessoa do interior de Guaçuí. Os policiais civis foram até a região e localizaram a moto que foi recuperada. Segundo o delegado, os acusados negam a participação em outros furtos de motocicletas ocorridos em Guaçuí. "Porém há indícios muito fortes que eles estejam de fato envolvidos nos crimes", salientou o Teixeira. Os detidos foram indiciados pelo crime de furto qualificado.

Morto a tiro na Beira Rio Quando Joilson de Almeida Santos, 35 anos, foi encontrado ferido de morte com um tiro, na noite da última quinta-feira, em plena Avenida Beira Rio, o susto foi grande. A avenida é uma das mais movimentadas de Cachoeiro de Itapemirim e naquele horário, por volta das 21h30, muita gente estava na rua. Ele foi visto, já agonizante, em

frente a um restaurante. Estava deitado e foi socorrido por um médico que passava pela avenida. Dali, foi encaminhado para a Santa Casa de Misericórdia do município, mas não resistiu aos ferimentos e morreu de madrugada no hospital, por volta das 4h30 de ontem. A polícia não prendeu o autor ou autores do crime.

COMUNICADO J M G MÁRMORES E GRANITOS LTDA ME, torna público que requereu e obteve da SEMMA a Licença Prévia (LP) nº 180/2010, com validade até 21 de março de 2011, para atividade 30.01 - movimentação de terra (corte e /ou aterro), situada na Rua João Bosco Fiório, s/nº, São Lucas - Cachoeiro de Itapemirim/ES.

COMUNICADO MULTIPEL COMÉRCIO DE PAPEIS E EMBALAGENS LTDA, torna público que requereu e obteve da SEMMA a Licença Prévia LP nº 181/2010, com validade até 21 de março de 2011, para atividade 30.01 - movimentação de terra, situada na Rua Antonio Pedro Carletto, nº 28 - Vila Rica - Cachoeiro de Itapemirim/ES.


12 GERAL

ES DE FATO, SÁBADO, 8 DE JANEIRO DE 2011

COMIDA JAPONESA EM ALTA NO LITORAL

Fotos: José Rubens Brumana

Franco e Cristina Marisol: pratos saborosos e saudáveis

Ralf, Sarita e Larissa: boa comida e visual paradisíaco

Definitivamente, a culinária japonesa ganhou destaque em Marataízes

Definitivamente, a culinária japonesa ganhou destaque em Marataízes. Tendo como base os frutos do mar, principalmente os peixes atum e salmão, os amantes dos sushis, temaki, makimono, arroz com algas, hamuriki, podem se deliciar com os pratos servidos no Tsubaki, que tem a tradução poética de flor de camélia. O seu proprietário, o dentista Hugo Cocco Neto, nutria o desejo de abrir um restaurante de comida japonesa desde a época de faculdade, quando trabalhava como garçom em uma casa de tipo. "Abri depois de muita pesquisa e de encontrar um sushiman à altura. O Marcelo e a equipe fazem prato que são verdadeiras obras de arte", acrescentou ainda que o sucesso foi uma grande surpresa para ele e aponta a recuperação turística do balneário como fator fundamental para a alavancada de seu empreendimento, do qual pretende abrir uma filial depois do verão, em sua cidade natal, Cachoeiro de Itapemirim. O jovem e talentoso sushiman Marcelo Guimarães, diz que o segredo está na escolha certa

dos peixes. "O atum e salmão devem estar frescos e no tamanho ideal para o corte. A calma e o manuseio são outro fator de criar esses pratos", explica. Os pratos vêm ornamentados com réplicas de barcos e pontes retratando a arquitetura asiática. O ambiente é aconchegante e a decoração com luminárias e motivos da cultura japonesa criou um contraste agradável com o visual do alpendre da restaurante tendo a Praia Central de Marataízes como pano de fundo. O casal de médicos vindos do Acre, Franco e Cristina Marisol, diz que os pratos são saborosos, práticos e saudáveis. "Somos aficionados pela culinário japonesa. Agora temos onde ir", ressalta Cristina Marisol. Já o casal cachoeirense Ralf e Sarita Heim, acompanhada de sua irmã Larissa, enfatizam que além de apreciarem a culinária oriental o visual é um dos melhores em Marataízes. "Daqui podemos contemplar o mar e toda a sua beleza", diz Sarita. O Tsubaki está aberto à partir das 17h00 e fica em anexo ao Praia Hotel, a metros da praia Central em Marataízes.

Aproveite o verão nos parques temáticos O verão atrai todos para as praias e clubes a procura de sol, mar e distração. Mas há outras opções também. Além das praias que já se encontram bastante movimentadas, há os diversos parques temáticos presentes no Estado. As opções são variadas e servem como alternativa para quem gosta de comodidade e diversão para toda a família Durante todo o mês de janeiro os parques contam com programação especial para os visitantes e que promete agradar a todos os estilos. O visitante pode passar o dia todo no parque e conferir as atrações que vão desde o tradicional parque aquático a trilhas por trechos preservados da Mata Atlântica. O Yahoo Family Park conta com 42 atrações incluindo um parque de diversões, fazendinha, parque de aventura para os adeptos de esportes radicais e área social. Além de contar com restaurantes, estacionamento e aluguel de bóias e toalhas. O parque está localizado no município da Serra e funci-

ona todos os dias da semana. O Parque Acqua Mania, localizado em Guarapari, está dividido em oito áreas temáticas como vila, enseada dos piratas, forte, baía, corredeiras, rio, praia e mata. Cada uma delas apresenta suas atrações e características próprias. O diferencial do parque é na trilha ecológica pela área de Mata Atlântica. O parque também possui hotel e restaurante. O Parque Thermas Internacional, também localizado em Guarapari, conta com 50 chalés pra locação, destaca-se pela maior cachoeira artificial da America Latina e pelo bar molhado. Além desse atrativo, o parque conta ainda com pistas

de toboáguas em formatos de caracol ou retas, abertas ou fechadas, com e sem báias e em queda livre, disco voador robotizado, parque aquático infantil, rampa de bóias, e toda a estrutura necessária para receber seus associados e visitantes. Para as pessoas que preferem um hotel fazenda, a região de montanhas conta com o Parque do China. Localizado em Marechal Floriano, o parque possui hotel e restaurantes aconchegantes e suas atrações são parque diversões com piscinas, teleférico, pesquepague, lagos, trenzinho, passeios a cavalo, society, trilha ecológica e mini-fazendinha.

Serviços: Yahoo Family Park Rodovia ES 10 - Km 06 Estrada Vitória/Jacaraípe Trevo do Yahoo - Serra - ES. Fone: (27) 3398-0000

Thermas Internacional do Espírito Santo Rodovia do Sol - Km 29 Guarapari - ES. Fone: (27) 3329-9232 e 3299-7844

Parque Acqua Mania Rodovia do Sol - Km 32 BR 101 - Km 319, Amarelos - Guarapari - ES. Fone: (27) 3221-6666 / 3200-4600

Parque do China Rodovia BR 262 - Km 72 Santa Maria de Marechal Marechal Floriano - ES. Fone: (27) 3288-4141 / (27) 9983-6336


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