CMYK Foto: Wagner Santos / FATO
Caderno Especial
Cachoeiro de Itapemirim
28 de Junho de 2017
FESTA DE CACHOEIRO Município revive suas tradições na comemoração dos 150 anos
Alessandro de Paula / FATO Arquivo FATO
Arquivo FATO
Divulgação / PMCI
Dayane Hemerly / FATO
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Quarta-Feira, 28 de Junho de 2015 | Cachoeiro de Itapemirim
Caderno especial Festa de Cachoeiro
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Cachoeiro de Itapemirim é celebrada
Roberto Carlos (Cachoeirense Ausente de 1967)
Jece Valadão (Cachoeirense Ausente de 1971)
Cronista Rubem Braga (Cachoeirense Ausente de 1951)
Carlos Imperial (Cachoeirense Ausente de 1973)
CADERNO ESPECIAL DA FESTA DE CACHOEIRO 2017
Diretor: Wagner Santos wagnersantos25@hotmail.com Textos: Marcos Leão e Assessoria de comunicação Departamento Comercial - Lília Argeu Editorador - Wellington Rody
Impressão e pré-impressão: Espírito Santo de FATO. CNPJ: 06.056.026/0001-38 Contatos: (028) 3511-7481
Versão digital disponível em www.jornalfato.com.br Este suplemento especial integra a edição 3799 do jornal Espírito Santo de FATO, de 28 de Junho de 2017
ARTISTAS Na “noite glamorosa”, o salão do Caçadores já foi frequentado por ninguém menos do que Roberto Carlos (Cachoeirense Ausente de 1967), o compositor Raul Sampaio (Ausente de 1969), os atores Jece Valadão (1971) e Carlos Imperial (1973), o cantor José Lopes (1999), além do “cronista-mor” Rubem Braga (1951). No ano de 1962, porém, não houve entrega do tí-
por Marcos Leão Berço de poetas, escritores, músicos - e de muitos outros talentos, em diversas áreas do conhecimento humano -, Cachoeiro de Itapemirim completou 150 anos em 25 de Março. Mas a festa é agora, em 29 de Junho, “Dia de Cachoeiro”, quando toda “a mítica” envolvendo a cidade vem à tona. Criação do poeta Newton Braga no fim da década de 1930, a Festa de Cachoeiro teve a sua data muito bem programada. Não era conveniente fazer a comemoração no aniversário de emancipação política (25 de março) – período próximo ao Carnaval, além disso é um mês no qual o famoso “calor senegalês” da cidade torna proibitivos os ternos e vestidos que a ocasião exige. O dia escolhido então foi o de São Pedro, celebrado em 29 de junho, época em que a temperatura já está mais amena com a chegada do inverno.
tulo. Conforme publicado no livro ‘Cachoeirenses Ausentes desde 1942’, “por conta da morte do idealizador da Festa de Cachoeiro, foi prestada uma homenagem póstuma ao próprio Newton Braga, autor que registrou em verso e prosa o seu imenso amor pela terra natal”. O livro foi produzido pela Prefeitura de Cachoeiro em 2011 para celebrar o centenário de nascimento do poeta.
No ano de 1962, não houve entrega do título de Cachoeirense autente. Por conta da morte do idealizador da Festa de Cachoeiro, foi prestada uma homenagem póstuma ao próprio Newton Braga.
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O historiador José Pontes Schayder lembra que Cachoeiro foi a cidade mais importante do Estado até o fim da década de 1920.
O Baile de Gala é realizado no Caçadores Carnavalescos Clube ininterruptamente desde 1942, o evento chega à 75ª edição
BAILE DE GALA Um dos pontos altos da Festa de Cachoeiro é o baile a rigor oficial, único evento “black tie” promovido atualmente no Espírito Santo. Realizado no Caçadores Carnavalescos Clube desde 1942, chega à 75ª edição. Tradicionalmente, a música Meu Pequeno Cachoeiro - de autoria de Raul Sampaio e imortalizada na voz do rei - é cantada ao final do baile de gala, quando uma das históricas bandas
do município – a Lira de Ouro ou a 26 de Julho - faz uma performance no salão. O show costumava terminar nas ruas do Centro da cidade, com os “foliões” seguindo os músicos. Fundado em 22 de maio de 1900, o Caçadores Carnavalescos Clube completou 117 anos de história. O fato de o sofisticado evento ser promovido por quase oito décadas no centenário clube é mais uma das peculiaridades de Cachoeiro de
Itapemirim. “É o mais antigo baile de gala do Brasil. Não se tem notícia de um evento desse tipo realizado há tanto tempo”, disse Regina Grafanassi, ex-diretora social do Caçadores e a primeira mulher a ser eleita Cachoeirense Presente Nº 1, em 2000. Palco de concorridos bailes de carnaval, de debutantes, recepções de casamento e de constantes e variadas atividades culturais até o
princípio da segunda metade do século 20, o clube continua como um ponto de referência para celebrações festivas no Centro de Cachoeiro. A tradição é mantida pelo presidente Cláudio Guimarães, com o apoio de voluntários e do empresariado cachoeirense. O grande homenageado da noite é o Cachoeirense Ausente Nº 1. Há tempos o Cachoeirense Presente também é celebrado.
HISTÓRIA O historiador José Pontes Schayder lembra que Cachoeiro foi a cidade mais importante do Estado até o fim da década de 1920. Toda a economia capixaba era baseada na cafeicultura. Cachoeiro, além de ser o maior colégio eleitoral, era o centro financeiro, político e de transporte, por compreender movimentado entroncamento ferroviário. A partir de 1930, o governo federal, exercido por Getúlio Vargas, faz intervenção no Espírito Santo, centralizando as decisões político-administrativas em Vitória.
Cachoeiro, fragilizado por causa da crise do café, não teve como competir. “A cidade começou a perder prestígio e influência, desde então vem tentando se recuperar. Percebo saudosismo, talvez o cachoeirense se ressinta de ter tido um passado tão glorioso e na atualidade, uma participação secundária no cenário estadual”, observa o historiador, para concluir: “É preciso liderança política e união, que Cachoeiro volte a ter papel de articulador na região, para que faça valer a voz do Sul do Estado”.
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A cidade que é cantada pelo Brasil
Uma legião de ícones da música brasileira gravou inspiradas obras do compositor cachoeirense Raul Sampaio Cocco, da qual fazem parte Vinicius de Moraes, Toquinho, João Bosco, Renato Russo, Elizeth Cardoso, Maria Bethânia, Martinho da Vila, Paulinho da Viola, Clara Nunes, Maysa, Nelson Gonçalves, Orlando Silva, Elza Soares, Maria Bethânia, Erasmo Carlos, entre outros. Mas em sua terra, a mais lembrada é “Meu Pequeno Cachoeiro”, que ficou nacionalmente conhecida na voz de Roberto Carlos. A música foi declarada oficialmente como o hino de Cachoeiro de Itapemirim em 28 de julho de 1966, pela Lei nº 1.072/66. Roberto Carlos fez uma pequena mudança na letra original. “O meu bom jenipapeiro/bem no centro do terreiro” deu lugar à sua própria lembrança de infância: “Meu flamboyant na primavera/que bonito que ele era”. Cachoeirense Ausente de 1969, Raul Sampaio revela que apenas a compôs pelo amor e carinho pela cidade natal, sem a pretensão de que a música se tornasse um hino. Até hoje muitos cantores, do Brasil todo, o procuram para pedir autorização para gravar “Meu Pequeno Cachoeiro”, contribuindo para manter viva a fama da cidade. “Antes de ser músico, ele é um poeta. Suas letras são muito bonitas, são verdadeiros poemas”, observa o escritor Evandro Moreira, autor da biografia de Sampaio em parceria com o pesquisador musical carioca Paulo Luna. CARREIRA Residindo no balneário de Marataízes há quase uma década, após retornar do Rio de Janeiro, Raul Sampaio está prestes a completar 89 anos. O aniversário é no próximo dia
06 de julho. Considerado um dos maiores compositores do Brasil, iniciou a vida artística na Rádio Cachoeiro, na década de 1940, como vocalista da dupla Dois Valetes (com Loé Moulin). Mais tarde, com a entrada de Yolanda (prima de Loé), o conjunto tornou-se o trio Dois Valetes e Uma Dama, formação inspirada no consagrado grupo carioca Trio de Ouro, do qual, posteriormente, Sampaio viria a fazer parte, ao lado de Herivelto Martins e Lourdinha Bittencourt (esposa de Nelson Gonçalves), no longo período em que residiu na cidade do Rio de Janeiro. O primeiro grande sucesso ocorreu em 1955. Trata-se da música “Guarda-chuva de pobre”, criada em parceria com Chico Anísio, uma marchinha gravada pelo então famoso grupo Vocalistas Tropicais. Além de Chico Anísio, os principais parceiros de Raul Sampaio nas composições foram Benil Santos, Herivelto Martins, Rubens Silva, Ivo Santos, René Bittencourt, Marino Pinto, Carlos Nobre, Haroldo Lobo e Nelson Gonçalves. Sampaio, que também é violonista, excursionou com fluidez por diversos ritmos, destacando-se nos sambas, marchinhas, boleros e sambas-canções.
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Considerado um dos maiores compositores brasileiros, ele está prestes a completar 89 anos
: Emoções: em 1971, Roberto Carlos “cai no choro” ao interpretar a canção em sua terra natal e é consolado pelo compositor
MEU PEQUENO CACHOEIRO (LETRA ORIGINAL) Evandro Moreira é autor da biografia de Sampaio
Eu passo a vida recordando De tudo quanto aí deixei Cachoeiro, Cachoeiro Vim ao Rio de Janeiro Pra voltar e não voltei Mas te confesso, na saudade As dores que arranjei pra mim Pois todo pranto destas mágoas Inda irei juntar às águas do teu Itapemirim Meu pequeno Cachoeiro Vivo só pensando em ti Ai que saudade dessas terras Entre as serras Doce terra onde eu nasci Recordo a casa onde eu morava O muro alto, o laranjal O meu bom jenipapeiro Bem no centro do terreiro Dando sombra no quintal A minha escola, a minha rua Os meus primeiros madrigais Ai como o pensamento voa Ao lembrar da terra boa Coisas que não voltam mais
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Parabéns Cachoeiro de Itapemirim. 150 anos de história.
Há 27 anos o Sicoob Sul se orgulha de fazer parte da história de Cachoeiro de Itapemirim e de contribuir para o desenvolvimento da nossa cidade e da região sul do Espírito Santo.
O Sicoob Sul é integrante do Sistema Sicoob Espírito Santo. Central de Atendimento Sicoob - 0800 642 0000 | Ouvidoria - 0800 725 0996 - Deficientes auditivos ou de fala - 0800 940 0458 | www.ouvidoriasicoob.com.br
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Flashes da 75ª edição do baile de gala Em alto estilo, como de costume há mais de sete décadas, o centenário Caçadores Carnavalescos Clube ofereceu o baile de gala oficial da Festa de Cachoeiro de Itapemirim. A 75ª edição do concorrido evento “black tie” aconteceu no último sábado (24), animada pela Banda Alto Astral. Mantendo a tradição, a noite de gala foi fechada com a execução de “Meu Pequeno Cachoeiro”, hino da cidade, às 5h da manhã. Mas dessa vez não foi a “Lira de Ouro” ou a “26 de Julho” quem a interpretou após entrada triunfal em cena, e sim uma charanga. Confira a badalação no famoso salão do clube, capturada pelas lentes do colunista social do jornal ES de FATO Elyan Peçanha:
Prefeito Victor e Keila
Giovana e Marcelo Borges Ferri
Ausente Nº 1 Acacio Frauches com grupo de amigos
Marilene e Ronaldo Depes, os “reis da pista de danças”
Fabiana e Winston Vieira Machado - Sylvia e Acácio Frauches
A Usina Paineiras felicita os cachoeirenses pelos 150 anos de emancipação política do seu município e se orgulha de participar do seu desenvolvimento há 105 anos.
www.usinapaineiras.com.br
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Festa na “Praça Vermelha” chega à 31ª edição
Tudo começou na década de 50 do século passado. Frequentavam o local pessoas ilustres, como os irmãos Braga (Newton e Rubem). E, reza a lenda, até mesmo o escritor baiano Jorge Amado deu as caras por lá. Líderes ferroviários categoria articulada e respeitada na época -, jornalistas, políticos, estudantes, todos boêmios e ligados (ou simpatizantes) aos partidos de esquerda, reforçavam o clima de reivindicação, de contestação e de oposição ao sistema, que perdurou até por aproximadamente uma década depois da redemocratização do país. Nas imediações ainda funcionava o então maior cinema capixaba, o Cine Teatro Broadway, com capacidade para mais de mil expectadores. Considerado o principal expoente dos ferroviários,
Demisthóclides Baptista, o Batistinha, “herói da palavra” no período da ditadura militar, foi umas das personalidades cachoeirenses que mais contribuíram para a mitificação da Praça Vermelha e seu principal ponto de encontro, o bar CDM, famoso território de livre expressão, que fechou as portas no fim dos anos 90. Orgulho dos intelectuais locais, esse ponto da cidade, que nem é uma praça realmente, situa-se a poucos metros do início da Ponte de Ferro, um dos cartões-postais da região central de Cachoeiro de Itapemirim. Com o objetivo de celebrar toda essa história, relembrar os bons momentos - mantendo a tradição de liberdade e irreverência -, desde 1986 é promovido, por iniciativa do célebre Batistinha, o Encontro dos Amigos
Foto: Arquivo FATO
da Praça Vermelha, que sempre acontece durante o período da Festa de Cachoeiro. A 31ª edição do evento está marcada para a noite da próxima sexta-feira (dia 30), a partir das 19h30, com show do músico Fábio Coelho Também são escolhidos os cachoeirenses Ausente e Presente da Praça Vermelha, entre os próprios frequentadores. Em 2017, os homenageados são o engenheiro José Carlos Martins Pereira e o médico Paulo Ney Viana, respectivamente.
CDM Exaltando o caráter irreverente do local, a iniciativa tinha o objetivo de fazer um contraponto à eleição oficial do Ausente Nº 1, considerada elitista pelos frequentadores do CDM. Aliás, o significado do nome do antigo botequim é impublicável...
Evento em icônico point cachoeirense é realizado desde 1986
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Todas as emoções de Acacio Frauches O título de Cachoeirense Ausente Nº 1 foi criado no fim da década de 1930, pelo poeta e jornalista Newton Braga, como forma de homenagear os conterrâneos que não viviam mais no município, mas que mantinham vínculos afetivos com a terra natal, orgulhosos da imposição do destino. Mais um artista acaba de entrar para o seleto rol de homenageados, que contempla nomes de destaque em profissões variadas. Trata-se de Acacio Moraes Frauches, nascido na “Capital Secreta” em 25 de abril de 1961, na Rua Coronel
Seria possível expressar em palavras o que está sentindo? Não é possível expressar em palavras. Continuo extremamente emocionado, feliz, contente... Eu só tenho como agradecer, vou passar a vida toda agradecendo. Foi um choque quando eu recebi a ideia de que seria indicado e foi um choque ainda muito maior quando recebi a informação de meus amigos que havia sido eleito. A ficha demorou a cair, porque eu ficava lembrando da minha infância, de como isso (a concessão do título) foi importante dentro da cultura de Cachoeiro. Ficava me perguntando se eu era merecedor de tamanha honraria. Isso era uma coisa que ficava na minha cabeça durante o dia. Eu chorava, recebia ligação de amigos de todos os cantos. Vou passar a vida toda sendo um Cachoeirense Ausente. Acho que, de todos os títulos que eu conquistei na vida, esse foi o que mais me emocionou. É uma coisa que envolve família, envolve amigos, envolve adolescência, infância, envolve tantas coisas... que realmente não dá para descrever em palavras. Sou hoje um homem extremamente feliz e honrado, com muito orgulho de ter esse título
Alziro Viana, no Aquidaban, filho de José Frauches da Silva (que dá nome a escadaria no bairro) e Maria José Moraes Silva. Ele é ator, diretor de teatro, diretor de shows musicais, diretor de televisão, trabalhou nas TVs Manchete, Globo, e Bandeirantes. Se junta aos célebres cachoeirenses no ramo Jece Valadão e Carlos Imperial, que receberam a honraria em 1971 e em 1973, respectivamente. Atualmente, tem sucesso na carreira de empresário, à frente da firma Mix Gigante,
na minha vida. Algumas de suas principais lembranças da época da infância e adolescência em Cachoeiro... Meu pai tinha uma loja de sapatos, Depósito de Calçados Frauches, que ficava em frente à estação da Leopoldina, no centro da cidade. Lembro muito do Jardim de Infância, onde eu estudei, ali na praça. Tenho boas lembranças daquela época, eu era muito pequeno, tinha cinco, seis anos. Depois, estudei no Bernardino Monteiro, tenho poucas lembranças do Bernardino, dessa época. Mas tenho muitas lembranças, depois, do Polivalente. O Polivalente foi uma época que eu estava jogando futebol, fui jogar bola no infantil do Estrela. Eu também jogava basquete pelo Polivalente, participava de vários campeonatos. Minhas principais lembranças estão relacionadas ao Polivalente, com o Estrela, do qual eu sou torcedor até hoje... estão relacionadas com o basquete, que eu também aprendi a amar nessa época. Tive um grande técnico, que foi o professor Toniato, do Polivalente. E o José Américo Mignone, também Cachoeirense Ausente (em 2005). Ele
baseada em São Paulo, em um município que faz parte da Região Metropolitana de Campinas, chamado Indaiatuba. Produz cenografia para hospitais infantis, escolas infantis, brinquedoteca, parques temáticos, tanto no Brasil como no exterior: está iniciando a produção de obras nos Estados Unidos. “Moro hoje numa cidade do tamanho de Cachoeiro, ao lado do Aeroporto Internacional de Viracopos. Sou casado com Fabiana Rato, e tenho uma filha, uma menina linda chamada Elis Frauches Moraes Rato,
que me treinava, pois eu era da turma do Alexandre, filho dele. José Américo fazia questão de ir também para o ginásio. Ficávamos do outro lado, só eu e ele, treinando. Pois ele achava que eu tinha tamanho, que tinha futuro jogando basquete (os amigos conterrâneos apelidaram Acacio de “gigante” por causa da estatura avantajada). Essas são as maiores lembranças que tenho. Logo depois eu saí de Cachoeiro, com 16 anos. Estava entrando na adolescência. Fui criança, criança... adolescente, adolescente... eu vivi muito a minha idade. Era um menino muito humilde, muito simples, quando saí de Cachoeiro. Tinha sonhos, tinha vontade de alçar voos, mas era muito humilde, muito simples... Em quais escolas estudou? No Jardim de Infância, no Bernardino Monteiro até a quarta série primária. Da quinta à oitava, no Polivalente do Guandu. E o primeiro e o segundo ano do Científico, fiz no Momento II. Depois, fui para Vitória fazer cursinho. Dali, para o Rio de Janeiro. Fiz vestibular e fui estudar, fui fazer a minha vida lá. Me formei em Publicidade, mas nun-
de oito anos”, conta Acacio. Na seguinte entrevista, entre outros assuntos, o Cachoeirense Ausente de 2017 fala sobre os laços com a terra natal, suas recordações, e da emoção provocada pela homenagem.
ca exerci a profissão. No meio da faculdade, comecei a fazer curso de teatro, comecei a fazer teatro e televisão e larguei minha formação de publicitário. Percebe muita diferença entre o sistema de ensino vigente nas décadas de 1960 e 1970 e o atual? Na época, o Polivalente era uma escola com ensino de alto padrão, uma experiência do governo federal em várias cidades do Brasil. Inclusive, em Cachoeiro havia três: Polivalente do Aquidaban, do Coronel Borges e do Guandu. Tínhamos um ensino de excelência, totalmente de excelência, acho que o ensino daquela época tinha uma qualidade muito diferenciada mesmo. Era muito melhor, sem dúvida. A qualidade, a formação dos professores, a formação da escola... era uma coisa de primeiro mundo. O Polivalente era uma escola de primeiro mundo. Poderia estar em qualquer país, pela qualidade dos professores, pela qualidade do ensino. Obviamente, esse tipo de ensino não existe mais, seja em Cachoeiro, seja em São Paulo ou no Rio de Janeiro. Recorda-se das atividades culturais? Dos
eventos? Saí muito cedo de Cachoeiro. Eu participava das coisas que eram mais da minha idade, coisas que eu tive a oportunidade. Lembro das bandas musicais: Os Legionários, tinha o Vox Populi, o Conjunto 007... essas bandas que faziam sucesso na época. Mas não era uma época de efervescência cultural. Ao mesmo tempo era a época que grandes artistas de Cachoeiro faziam sucesso. É o caso de Sérgio Sampaio. Já curtia Sérgio Sampaio nessa época. Lembro de outros artistas, como Jece Valadão, Carlos Imperial... não me lembro se era um ou outro, mas de estar no dia em que um deles ganhou prêmio na Praça Jerônimo Monteiro. Eu tinha uns 13 anos no máximo, fiquei extremamente emocionado em ver, isso era 1972,
1973... recordo dessa festa na praça. Também me lembro de uma coisa muito bacana: na época o Capitão Aza era o grande astro infantil... meu grande ídolo era o Capitão Aza, eu sempre me lembrava dessa história. Eu estava subindo o morro do (Colégio Jesus) Cristo Rei, e lá em cima era onde acontecia a Festa de Cachoeiro, a antiga feira agropecuária. Eu estava subindo, um tumulto danado, não sabia o porquê. E, de repente, fico de frente, no meio daquela rua, mas de frente mesmo, com ele. Porque eles estavam levando o Capitão Aza para fazer um show no parque de exposições. Eu era pequeno, um moleque de 12 anos. Ele, grandão. Nunca esqueci isso, tempos depois eu fui trabalhar com grandes artistas da área infantil.
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Trabalhei com a Angélica Carlos. Do Sérgio Samdurante quatro anos, tra- paio, também... um artista balhei com o Balão Mági- que sempre gostei muito co durante uns três anos, de ver, muito de ouvir, com a Simony, fui diretor acompanhei algumas pardessa turma toda. Dirigi tes da vida profissional. as Chiquititas. Trabalhei São os dois, obviamente, na Bandeirantes, em São que mais marcaram para Paulo, durante um ano na mim. Sou um fã enorme TV Criança. Eu era assis- de outros artistas que tente de diretor, fazia par- Cachoeiro possui, adote do elenro todos. co, então Alguns trabalhei eu tive a com muioportunitos artisAs emoções d a d e d e tas renoconhecer transbordam no um pouco m a d o s na área mais. E meu coração infantil também e semde artistas pre me que não lembrava são tão dessa hisfamosos, tória. Váque fizerias vezes na minha vida ram sua vida fora. eu contei isso, inclusive em reportagens. Mantém contato com amigos cachoeirenses? Quais artistas da terra Sempre, sempre, semmais o marcaram? pre... Tem uma história Todo mundo é apaixona- muito bacana: há cerca do pelo Rei. Nosso eterno de três anos, perdi minha artista. mãe. Fui a Cachoeiro Vai ser lembrado daqui para o velório, lembro a mil anos, pela sua gran- de ter falado para minha diosidade. Não tenho nem esposa que o meu contao que falar do Roberto to com Cachoeiro havia
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9 Fotos: Arquivo Pessoal
Acácio Frauches ladeado pelos Amigos do Colégio Polivalente Guandu
terminado ali. Porque tinha perdido meu pai, tinha perdido minha mãe. Eu, em Cachoeiro, tinha poucos familiares... Um irmão, que eu via mais no Rio, porque hoje minha família quase toda está no Rio de Janeiro. E fui embora... logo depois, veio o Facebook, veio o WhatsApp. A gente começou a achar todos os nossos
amigos novamente. Hoje, eu frequento Cachoeiro com grande assiduidade, eu falo com meus amigos de Cachoeiro todos os dias praticamente, conheço todos os lugares, barzinhos bacanas, lugares legais... Tenho muito contato com esses meus amigos. Inclusive, agradeço a eles o fato de ter sido escolhido o Cachoeirense Ausente. Foi com a campanha deles, com o voto deles, que tenho essa honraria tão imensa, tão grande, que vou levar para a vida toda. Acompanha pela imprensa os acontecimentos na cidade? Sim, eu acompanho as notícias através dos meus amigos e através da imprensa. Temos a possibilidade hoje, com a internet, de ver isso tudo. Acompanho, por exemplo, o Higner Mansur, vereador de Cachoeiro de quem gosto muito. Apesar de não conhecê-lo pessoalmente, tenho muito carinho, acompanho o trabalho dele. Sempre estou lendo coisas referentes a Cachoeiro, sobre o momento particular que Cachoeiro está enfrentando. Que é uma coisa que não é só de Cachoeiro, que o Brasil inteiro está enfrentando. Algumas cidades, um pouco mais; outras,
um pouco menos. Aqueles acontecimentos lamentáveis quando houve a greve da polícia... estávamos todos os dias olhando. Pela internet acompanhamos e, inclusive, pelo jornal ES de FATO, que também acompanho, acompanho mesmo... se perguntar para mim: como foi o Estrela na Série B do Campeonato Capixaba? Eu te conto tudo. Por que não se classificou, quem era o técnico... Eu sei quem eram os principais jogadores, acompanho o problema que teve de segurança pública. Eu sei da banda que vai inaugurar agora a sede nova, a Lira de Ouro... E, por fim, poderia falar sobre o retorno a Cachoeiro como o “Ausente Nº 1”? Como é um ritual antigo dos cachoeirenses ausentes, essa entrada apoteótica na cidade me emocionou muito, passou um filme da minha vida toda. Não foi fácil chegar, não foi fácil conquistar, não foi fácil ter. É muito difícil a carreira que escolhi, é uma carreira ingrata. E você conseguir ter destaque, conseguir ter um retorno de prêmios, de elogios, de tudo o que aconteceu na minha vida nos últimos tempos... eu ter esse título de Cacho-
eirense Ausente, só posso dizer que não dá para descrever. Não tem como não ficar emocionado ao falar essas coisas (voz embargada). Eu chego com o coração aberto, com a alma lavada, querendo abraçar todo mundo, querendo ver todo mundo, participar de tudo, curtir cada segundo desse momento. Quero voltar de Cachoeiro me sentindo a pessoa mais feliz do mundo, porque eu tenho o que é de mais rico nessa vida, que são os meus amigos, que é a minha família, a minha esposa, tudo de bom na vida que eu conquistei. Quero comemorar, quero cantar, quero tudo, porque é uma coisa única que estou vivendo, um sentimento que vou levar para o resto da minha vida. Isso vai ser um divisor de águas na minha vida. Essas emoções... acho que vão transbordar no meu coração. Estou aproveitando essa entrevista para agradecer a cada um que torceu, que curtiu, a todos os meus amigos, ao meu Polivalente, ao meu grupo de amigos, que me abraçou, que me botou lá dentro. Quero agradecer também à minha esposa, que foi incansável, a todos da imprensa, pelo carinho. Eu só posso dizer uma coisa, pelo resto da vida: obrigado, obrigado, obrigado...
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Exemplo que inspira gerações
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Empresário do ramo de transportes e presidente do Hospital Infantil, Winston Roberto Machado é eleito o Cachoeirense Presente Nº 1 de 2017
Cidadãos que são exemplos de vida devem ser exaltados, para que inspirem as gerações futuras. Este é um dos princípios do título de Cachoeirense Presente Nº 1. Conferido desde 1990, pela Câmara de Vereadores, a pessoas
que se destacam no dia a dia da cidade com o seu trabalho. O empresário do ramo de transportes Winston Roberto Soares Vieira Machado, com seu currículo profissional e trajetória pessoal, cumpre perfeitamente os
requisitos, pelo reconhecimento de sua atuação pautada em princípios humanitários e éticos. Além da empresa que fundou em Cachoeiro de Itapemirim há mais de 50 anos (opera na área de logística, realizando ativi-
dades de transporte, armazenagem e movimentação de cargas e equipamentos no Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e no Nordeste do país), tem desempenho elogiado à frente do Hospital Infantil “Francisco de Assis”
(Hifa). Winston Roberto preside de forma voluntária há 11 anos a instituição filantrópica que cuida da saúde das crianças do Sul do Estado. Ele nasceu na cidade vizinha Muqui, mas veio morar em Cachoeiro com apenas
três anos de idade, quando sua família se mudou para cá. Winston também recebera da Câmara Municipal, em março, o título de Cidadão Cachoeirense. Casado com Sylvia Machado, tem três filhos e quatro netos.
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Festa em notas Fotos: Divulgação
EXPOSIÇÃO AGROPECUÁRIA Pela primeira vez reunindo produtores locais com os de cidades vizinhas, o evento voltou à agenda oficial da Festa. Realizada entre os dias 21 e 24 de junho, a 70ª edição superou as expectativas, segundo os organizadores (Prefeitura e Sindicato Rural).
REABERTURA DA CASA DOS BRAGA Restaurado pelo governo estadual, o histórico imóvel cachoeirense, enfim, foi reaberto ao público, no último dia 13. Funciona de segunda a sábado, das 12h00 às 18h00. A entrada é franca.
PALCO PARA MÚSICOS DA CIDADE Até sábado, sempre das 18h às 20h30, o público pode conferir músicos locais no Palco Livre, no parque de exposições. HOJE: Alfredo Gomes e Cida & Max AMANHÃ: Oliveira Violeiro e Banda - SEXTA: Banda Diware e Banda Hiância - SÁBADO: Os Filhos de Minas.
CORRIDA DE SÃO PEDRO A expectativa é de que quase mil atletas – nas categorias adulto, kids e portadores de necessidades especiais - participem da 39ª edição da Corrida de São Pedro, que acontece sábado.
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Ascensão nacional em destaque
Cenas de desfiles realizados nos últimos anos – o da festa atual acontece nesta quinta-feira (29)
Este é o tema, com personagens e fatos marcantes, do tradicional desfile cívico escolar, nesta quinta-feira (29), na Linha Vermelha Um dos pontos altos da
festa da cidade, o tradicional desfile cívico escolar promete reunir mais de 500 estudantes da rede pública municipal de ensino na manhã desta quinta-feira
(29) para apresentação na Linha Vermelha. Em destaque, a trajetória de ascensão de Cachoeiro de Itapemirim no contexto nacional, com seus
personagens e fatos mais marcantes. O tema será abordado na avenida pelas escolas municipais Ariete Moulin Costa; Zilma Coelho Pinto;
Áurea Bispo Depes; Galdino Theodoro da Silva; e Samuel Pereira, da comunidade quilombola de Monte Alegre. Participa também o Cen-
tro Integrado de Atividades Educacionais Newton Braga, com alunos de musicalização e balizas (cursos oferecidos no contraturno escolar).
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“Não é despesa, mas investimento”
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Marcos Leão
Essa é a primeira Festa de Cachoeiro realizada pela atual administração municipal... logo a que marca 150 anos de emancipação política. Sobre a retomada da programação no Parque de Exposições Carlos Caiado Barbosa (Exposul Rural) apesar da época de “vacas magras”, o prefeito Victor Coelho é enfático: “Não vejo a Festa de Cachoeiro como despesa mas como INVESTIMENTO “Não é novidade que estamos vivendo uma crise financeira sem precedentes em todo o Brasil. O desemprego assola milhões de brasileiros e em Cachoeiro não é diferente, principalmente sabendo que nossa cidade há anos tem uma das piores rendas
investimento. E é em tempos de crise que temos que ser criativos e inovar”. As parcerias firmadas com a iniciativa privada para a programação do evento, aponta ele, geram não apenas retorno financeiro, atraem turistas e também resgatam a tradição. “E foi isso que fizemos. Com ações simples, estamos revivendo momentos que nos remetem ao objetivo original de Newton Braga: a convivência das
Conseguimos viabilizar uma programação modesta, mas que atende aos anseios da população
famílias e o reencontro de amigos”. Perguntado sobre se a coincidência de já ter trabalhado como ator e o Cachoeirense Ausente Nº 1 eleito em 2017 também ser ator pode ser interpretada como um prenúncio de que a pasta da Cultura terá atenção especial durante sua gestão, Victor Coelho respondeu: “A atenção dada à Cultura na nossa gestão não se dará pelo fato de eu ser ator. Antes disso eu sou
empresário, e na visão empresarial encaro que a Cultura tem que ser gerida como um negócio rentável e auto-sustentável”. Para o prefeito, um grande potencial em Cachoeiro que é pouco explorado é o turismo cultural. Ele revela que seu objetivo é continuar envolvendo o setor privado, através de parcerias público-privadas, para alavancar a área. Confira a seguir um balanço das realizações:
per capita do Estado. No entanto, como gestor, não posso focar nos problemas e sim nas soluções. Não vejo a Festa de Cachoeiro como despesa mas como investimento”.
vos e inovar. Tenho certeza que as parcerias firmadas com a iniciativa privada para os eventos da Festa nos darão não apenas retorno financeiro - pois movimentamos uma grande cadeia produtiva, como o comércio, os restaurantes, os hotéis, os produtores rurais, os prestadores de
INOVAÇÃO “E é em tempos de crise que temos que ser criati-
“As parcerias firmadas com o setor privado não darão só retorno financeiro... além de estarmos circulando moeda na cidade, estamos atraindo turistas e também resgatando a tradição”
CMYK Caderno especial Festa de Cachoeiro
Quarta-Feira, 28 de Junho de 2015 | Cachoeiro de Itapemirim NaxMídia Fotografia
O prefeito Victor Coelho e a primeira-dama Keila Vetoraci em momento de oração durante show da banda Preto no Branco nesta segunda (26)
serviços -, mas além de estarmos circulando moeda dentro da nossa cidade, estamos atraindo turistas e também resgatando nossa tradição”. TRADIÇÃO “E foi isso que fizemos. Com ações simples, estamos revivendo momentos que nos remetem ao objetivo original de Newton Braga: a convivência das famílias e o reencontro de amigos. Foi assim na rea-
A retomada da programação no parque de exposições foi o objetivo desde o primeiro dia de gestão bertura da Casa dos Braga, na volta do chafariz na Praça Jerônimo Monteiro, na Exposul, na chegada do Cachoeirense Ausente nº
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1, no Baile de Gala e será também na Festa da Praça Vermelha, no encontro dos Amigos da Rua Ana Machado, no Desfile Escolar, na Corrida de São Pedro e nos shows com artistas locais e nacionais”. EXPOSUL RURAL “A retomada da programação no parque de exposições foi o objetivo desde o primeiro dia de gestão. E, graças ao empenho e esforço de toda equipe, con-
seguimos viabilizar uma programação modesta, mas que atende aos anseios da população. Com a Exposul, por exemplo, ganhamos um grande parceiro: o Sindicato Rural, que foi peça fundamental na organização. Junto com a Secretaria de Agricultura, priorizamos as necessidades do nosso agro e envolvemos vários municípios do Sul capixaba”.
e de nossos cachoeirenses”.
SHOWS “A programação de shows e entretenimento foi minuciosamente orçada e trabalhada para que a cidade tivesse atrações nacionais, de diferentes estilos, sem impactar nas despesas e orçamento do município, e valorizando principalmente nossos artistas locais e regionais. Cachoeiro merece a festa e faremos sempre o possível para proporcionar esse momento importante na tradição da nossa cidade
TURISMO “Temos um grande potencial em nossa cidade que é pouco explorado, que é o turismo cultural. Temos um horizonte a ser
150 ANOS “Quero que essa festa fique na nossa história como boa lembrança de um aniversário de 150 anos. Precisamos valorizar o Cachoeiro do passado, viver o presente e renovar as esperanças para o futuro”.
Temos um grande potencial em nossa cidade que é pouco explorado, que é o turismo cultural
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explorado que pode gerar emprego e renda e aumentar a receita do município. E queremos fazer isso envolvendo o setor privado através de parcerias público-privadas. Cachoeiro, além de berço de artistas, é também sede de vários centros culturais desconhecidos e poucos explorados pela população”. VALORIZAÇÃO “Às vezes, as pessoas confundem o investimento em cultura como algo supérfluo, mas nós sabemos o valor que tem uma cidade que reconhece a sua história e valoriza a sua cultura. Nossa prioridade sempre será cuidar de pessoas. Assim como as áreas da Saúde, da Educação e da Segurança Pública, a Cultura faz parte de um leque de ações planejadas que geram qualidade de vida aos cachoeirenses”.
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Quarta-Feira, 28 de Junho de 2015 | Cachoeiro de Itapemirim
Caderno especial Festa de Cachoeiro