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Caderno festa de cachoeiro 2015

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Caderno Especial

Cachoeiro de Itapemirim

27 e 28 de Junho de 2015

Festa de Cachoeiro Município celebra seu padroeiro, São Pedro, em festa que reúne cultura, história, esportes, cidadania e muitas homenagens.


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27 e 28 de Junho de 2015 | Cachoeiro de Itapemirim

NOSSA FESTA (

Era só descuidar, um segundo, e pronto. “Cadê esse menino, meu Deus!” E minha mãe convocava a família inteira pra me procurar. “Vai um pra cada lado!” - ordenava, aos prantos, quase arrancando os cabelos. (Nessa época, não havia sequestros, de modo que era uma preocupação a menos). Não era fácil encontrar alguém, ainda mais tão pequeno - quatro ou cinco anos, quando muito -, no meio da multidão. Meia hora depois, ah! que alívio! Acaba o desespero. Lá estava eu, marchando, feliz da vida, atrás da Banda de Música. (Qualquer dia desses, num Dia de Cachoeiro, como aquele, viro criança, e saio atrás da Lira de Ouro ou da 26 de Julho, marchando, feliz da vida, pela rua afora... Nem que seja na minha imaginação). Eu tinha a impressão de que Newton Braga tinha criado, em 39, esse dia só pra mim. Ignorava que ele pretendesse homenagear São Pedro, o padroeiro da cidade. Nem me passava pela cabeça que sua intenção era a de promover reencontros de cachoeirenses presentes e ausentes. E Newton marcou data pra isso: “Março é beira

de carnaval e as finanças andarão convalescentes. Em São Pedro já temos uma considerável afluência de pessoas e é tempo de férias colegiais e acadêmicas. Vamos fazer, assim, o Dia de Cachoeiro em 29 de junho”. Copiei esse trecho do livro dele. (Tem gente que troca as bolas: acha que 25 de março é que é o Dia de Cachoeiro. Nada disso. Nesse dia, no ano de 1867, houve, sim, a nossa emancipação política, quando Cachoeiro foi desmembrado da Vila de Itapemirim. Instalou-se, então, nossa primeira Câmara Municipal. Logo, dia de aniversário da cidade é uma coisa; Dia de Cachoeiro, que é sinônimo de Dia da Festa, é outra muito diferente). Na véspera, eu nem conseguia dormir direito. Já levantava da cama me enfiando no uniforme de parada: calça curta azul-marinho (calça comprida só no ginásio), sapato preto e camisa branca (ninguém dizia que era feita de saco de trigo, alvejado). O emblema do colégio era bordado em ponto cheio, no bolso, com linha azul: “QA” - Quintiliano de Azevedo. Dessa mesma cor era o casquete - um boné, sem

Caderno especial Festa de Cachoeiro

(Do livro “Eu e meu umbigo” (adaptado), Editora Gracal, 1997)

aba, meio parecido com um barquinho de papel, com bordas bem altas, na parte da frente, que iam afinando na direção da nuca. Feita do mesmo pano era a gravata, que não passava de quinze, vinte centímetros de comprimento, por seis ou sete de largura. No casquete as listras brancas, fininhas, eram verticais; na gravata, horizontais: primeiro ano, uma listra; segundo ano, duas listras... Até quatro. (Aí a gente terminava o curso primário e fazia um exame de admissão ao ginásio). Festa sem algodão doce não tinha graça. O carrinho dele ficava no final do calçadão da Praça Jerônimo Monteiro, perto dos Correios. E a gente saía lambuzando a cara pela rua. Hoje, nossa Festa (essa palavra deve ser escrita sempre com a inicial maiúscula) se concentra na nova Exposição. Com exceção do desfile escolar, praticamente tudo foi transferido para o Aeroporto. Uma pena! Se Papai do Céu permitisse que Newton Braga nos fizesse uma visita, assim de surpresa, retornando, de corpo e alma, às ruas centrais da cidade, num dia 29 de junho, certamente que ele ficaria

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muito triste. Não foi essa a sua intenção. Conseguiram desvirtuar o sentido do Dia de Cachoeiro. Antes, a população inteira e mais os visitantes invadiam as calçadas, do Guandu à Baiminas; da Ilha da Luz ao Coronel Borges, durante todo o dia, num vaivém interminável. Vez por outra, a gente dava de cara com um ex-colega de colégio, um amigo de infância, que não via há muito tempo. Era gostoso aquele reencontro. E nossa memória funcionando como se fosse máquina fotográfica. Em segundos, as imagens, coloridas, se alternavam, nítidas, como se os fatos ocorridos há dezenas de anos se passassem naquele exato momento. Durante muitos anos, várias tradições foram mantidas. Como Newton planejou. Lá na Ilha da Luz, no dia 28, à noite, o marulhar das águas do Itapemirim se juntava ao som, meio surdo, de um tambor: era o Caxumbu. À frente, o mestre Zacarias, um catedrático na arte de fazer marcação de ritmos, de danças e de cânticos de origem africana. Dia 29 de junho, à meia-noite em ponto, todas as luzes se apagavam. No

Solimar Soares da Silva (da ACL) (E-mail: soares.cdi@terra.com.br) pátio da Matriz Velha, o fogueteiro Escancalha, que Muqui nos emprestava, todo ano, riscava o fósforo que desencadeava uma série de explosões e de feixes de luz. Agora, luz, muita luz. No final, pequena cortina se abria e, então, aparecia, resplandecente, a imagem de São Pedro, nosso padroeiro. A multidão

aplaudia. Disso não tenho dúvida: Dia de Cachoeiro sem folguedo popular, sem muita gente invadindo ruas e calçadas, sem algodão doce, sem folclore, sem encontros e reencontros, é a mesma coisa que criança sem sorriso, que flor sem perfume, que céu sem estrelas. Não tem graça nenhuma.

A cada dia crescendo com você. A cada dia crescendo com você.

HIFA: HÁ 44 ANOS CUIDANDO DA SAÚDE DE NOSSAS CRIANÇAS Inaugurado no governo do Prefeito Sr. Hélio Carlos Manhães e do Governador do estado Sr. Arthur Carlos Gerhardt dos Santos, o HIFA deu início a sua longa e desafiadora luta para com a saúde da infância enferma e necessitada de Cachoeiro de Itapemirim em 29 de junho de 1971. Em 2015, a instituição completa 44 anos de fundação e um estimado trabalho em prol das crianças.

www.hifa.org.br


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Cachoeiro de Itapemirim e seus museus Fotos: Ailton Weller

Museu da Ciência e Tecnologia

Um antigo casarão, na rua Moreira, bairro Coronel Borges, onde funcionava uma escola particular, é, hoje, a sede do Museu de Ciência e Tecnologia inaugurado em 2012. O prédio, adquirido pela prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim, em 2005, passou por uma ampla reforma para abrigar um acervo permanente que relata sobre o início da exploração da indústria do mármore e granito. A partir de 2013, o espaço passou a contar também com a Praça da Ciência que, com seus 28 equipamentos, propiciam aos cachoeirenses, principalmente, os estudantes da região Sul, e visitantes a oportunidade de conhecer aplicações de física e química, através de demonstrações práticas com equipamentos e experimentos criados especificamente para este fim. Segundo a coordenação da Casa, as visitas são feitas através de agendamento e

o museu já recebeu até o momento 2.875 visitantes. O local também é um dos pontos da rota de visita do Projeto Descobrindo Cachoeiro, um projeto que percorre diversos pontos turísticos de Cachoeiro de Itapemirim e conta com sala de videoconferência, além de oferecer cursos gratuitos a população. Equipamentos Os estudantes, mediante a agendamento por parte da direção das escolas, aprendem, na prática e de maneira divertida, questões relacionadas à Química e à Física. Aparelhos como Fogão Solar, Atrito Zero, Sombra Congelada, Sombra Colorida, Poço Infinito, Buraco Negro, Elevador Humano, Imã Flutuante, Teste de Nervos, Pilha Humana e Gyrotec estão entre os atrativos que simulam conceitos científicos para tornar mais fácil o aprendizado dos alunos.

Museu Ferroviário Construída em 25 de julho de 1903, a estação ferroviária de Cachoeiro de Itapemirim serviu, durante décadas, como um elo entre Vitória e Rio de Janeiro, no transporte de passageiros e cargas. Para a economia do município, a instalação do ramal foi ímpar para alavancar o desenvolvimento da cida-

de, principalmente com a ligação mais estreita com a então capital da República. Localizada na área central da cidade, no bairro Guandu, a estação mantém as principais características originais da construção. Foi desativada em 1995, com a retirada dos trilhos que cortavam a cidade. Hoje, o prédio abriga um

acervo de fotografias, documentos, móveis, além de material usado no trabalho diário dos funcionários. Criado em 2007, o Museu Ferroviário funciona em duas salas de exposições: a primeira apresenta a exposição permanente sobre a história da ferrovia de Cachoeiro de Itapemirim, com fotos, peças e docu-

mentos. A segunda serve para exposições temporárias, de no mínimo duas por ano. O espaço fica aberto a visitação de segunda a sexta-feira, das 8 às 18 horas. Nos finais de semana e feriado, é necessário realizar agendamento prévio, pelo telefone (28) 3155-5221. A entrada é franca.


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Desfile escolar aborda estações do ano

A Linha Vermelha será mais uma vez o palco do desfile cívico-escolar do Dia de Cachoeiro, comemorado na próxima segunda-feira (29). A partir das 8h00, escolas, instituições e membros da sociedade civil organizada participam do evento, um dos mais tradicionais programação da festa da cidade. Primeiro, vão se apresentar Tiro de Guerra, ex-combatentes, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Apae, Guarda Mirim, Grupo Escoteiro Baden Powell, Banda 26 de julho, Polícia Ambiental, Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, além do grupo de oração “Desperta, Débora”. Em seguida, entram em cena alunos de seis escolas municipais participantes: Professor Pedro Estellita Herkenhoff (BNH), Padre Gino Zatelli (Gilson Caroni), Jenny Guárdia (São Geraldo) Professora Gércia Ferreira Guimarães (Fé e

Raça), Maria Siloti (BNH) e Normília da Cunha dos Santos (Zumbi). Eles vão caracterizados, para a Linha Vermelha, para promover uma reflexão sobre o tema “As quatro estações”. Parte dos estudantes fará uma apresentação mostrando a importância delas para o ciclo natural da terra e a relação com o meio ambiente. Ao mesmo tempo, abordará o ciclo da vida, fazendo paralelos com o crescimento, o cuidado, a celebração e a comunhão. Cada estação do ano será representada por uma escola. Ao final, as duas unidades de ensino de educação infantil – a Normília da Cunha dos Santos e a Maria Siloti – vão desfilar, juntas, mostrando a importância de valorizar e cuidar do ambiente para o ciclo de estações ser saudável. Novidades Quem for à Linha Ver-

Divulgação / PMCI

melha neste ano vai ver um desfile mais dinâmico e mais compacto, com pelotões únicos e coreografias

que já estão sendo ensaiadas. As escolas de educação infantil vão levar para a rua uma alegoria que vai

tornar a apresentação ainda mais atraente. Em seguida, deverão se apresentar praticantes de ciclismo, skatistas

e a banda da escola Liceu Muniz Freire, também conhecida como Fanfarra Wilson Rezende.


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Liceu mantém a tradição na passarela Criada no ano de 1952, pelo então diretor da escola, professor Wilson Rezende, a banda marcial do Liceu Muniz Freire fez história na cidade, em outros municípios capixabas e estados brasileiros em competições reunindo corporações musicais. Ao completar, neste ano, 63 anos de sua fundação, a instituição, que teve o lendário maestro cabo Taveira à sua frente, tem o privilégio de ser a primeira

banda marcial escolar do Espírito Santo. Atualmente regida pelo maestro Lucas Alonso, a banda do Liceu, rebatizada de “Banda Wilson Rezende”, uma homenagem ao seu idealizador, se prepara para brilhar no tradicional desfile do dia 29, na festa do Dia de Cachoeiro. Atualmente, a corporação conta com 67 integrantes, divididos entre corpo musical (35 alunos), corpo coreográfico

(15), comissão de frente (12), balizas (3), regente mor (1). “Os alunos estão super empolgados com o desfile, pois a população sempre espera a banda Wilson Resende se apresentar. Esse ano, apresentaremos algumas músicas novas em nosso repertório. Estou à frente da corporação musical há um ano, em parceria com o projeto Fames/Sedu projeto bandas nas escolas”, conta o maestro Lucas.

Fotos: Divulgação /Liceu

Mário Sérgio Delprete, empregado da Samarco e morador de Cachoeiro de Itapemirim

Aqui a gente tem sempre boas razões para sorrir. Cachoeiro de Itapemirim está em festa, pelo dia de seu padroeiro, e a Samarco agradece a essa linda cidade pela parceria e acolhida. Compartilhar a riqueza cultural que aqui existe é também participar um pouco da história nacional e acompanhar o desenvolvimento da região é também participar de seu crescimento e da transformação da vida de sua gente. Com diálogo aberto e relações de confiança firmadas ao longo dos anos, seguimos juntos com Cachoeiro para construir o futuro. Porque é assim, juntos, que multiplicamos sorrisos que fazem a diferença. www.samarco.com

0800 031 2303


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Caçadores celebra 115 anos com Gala e Carnaval Fotos: Divulgação / Caçadores

Os 115 anos do Caçadores Carnavalescos Clube serão comemorados em grande estilo com direito ao tradicional Baile de Gala, marca registrada desde 1942, conforme o seu atual diretor Cláudio Guimarães, e marchinhas de carnaval já no amanhecer de domingo, véspera do Dia de Cacho-

eiro. A partir da instituição da homenagem ao Cachoeirense Ausente do ano, idealizada pelo escritor cachoeirense Newton Braga, irmão do cronista Rubem, e, 1939, o evento é reeditado todos os anos. “Posso afirmar que é o único do gênero em todo o Espírito Santo e, para

ir mais longe, não temos notícia de algo parecido no Brasil. É uma reunião de famílias que marca encontros e reencontros, no caso daqueles que moram fora de Cachoeiro. Nesses salões já aconteceram muitos inícios de namoros que culminaram em casamentos na sociedade cachoeirense”,

ressalta Guimarães. Completando 25 anos à frente do clube, fundado em 22 de maio de 1900, Cláudio adiantou que a música ficará a cargo da banda Alto Astral, do Rio de Janeiro, uma das mais requisitadas em eventos no país e, para encerrar mais uma edição do baile, às 5h00, a banda

Lira de Ouro entra em ação com a execução do hino da cidade “Meu Pequeno Cachoeiro”, de Raul Sampaio, e segue com um repertório de marchinhas de carnaval para dar um toque maior de descontração aos convidados. “É o momento de relaxamento total, com todos no clima, que estare-

mos revivendo os antigos carnavais que, inclusive, fizeram parte do clube no passado”, recorda. “É uma noite para celebrar o bairrismo cachoeirense, esse sentimento tão particular de apreço às “coisas” de Cachoeiro que, certamente, apenas nós sentimos”, finaliza Cláudio Guimarães.

A Festa é de Cachoeiro. O agradecimento é nosso

Reafirmamos o nosso orgulho de fazer parte da história do município que é referência para o Espírito Santo. Agradecemos e reforçamos o nosso compromisso de levar cada vez mais qualidade de vida para as comunidades, gerar valor humano e contribuir para o desenvolvimento econômico e social de Cachoeiro.

Odebrecht Ambiental: desenvolvimento com Inovação e Sustentabilidade 0800-771-0001 | www.odebrechtambiental.com/cachoeiro-de-itapemirim


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Os personagens da festa do Dia de Cachoeiro O médico Fernando Portinho, o Cachoeirense Ausente Número 1, e o Juiz Edmilson Souza Santos, o Cachoeirense Presente, são escolhidos para representar os nascidos na cidade, mas que residem longe dela ou se destacam na sociedade local, respectivamente. Já a chamada “festa alternativa de Cachoeiro”, o Encontro dos Amigos da Praça Vermelha, que acontece na noite deste sábado (27), criada há 29 anos, também presta homenagens àqueles que representam o município em variados setores. Neste ano, o comerciante aposentado, hoje radicado em Marataízes, Fábio Magalhães, e a jornalista e escritora Célia Ferreira receberão os abraços dos amigos na confraternização popular que corre paralelamente a programação festiva pela passagem do Dia de Cachoeiro, uma criação do poeta Newton Braga, em 1939.

Fotos: Divulgação

Dr. Fernando Portinho

Fábio Magalhaes

Juiz Edmilson

Célia Ferreira


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Samba de raiz para embalar a Festa Com o repertório baseado no seu novo trabalho, “Herança Popular”, o sambista de raiz, como faz questão de ressaltar, Arlindo Cruz será a grande atração da festa de Cachoeiro, na noite deste domingo (28), a partir das 22h00, na praça Jerônimo Monteiro. A entrada é gratuita. Talento precoce, logo aos sete anos o menino ganhou o primeiro cavaquinho.

Empolgado com o instrumento, esperava ansioso o pai chegar do trabalho para aprender a tocar. Arlindo contou que carrega “com propriedade e orgulho” o legado das religiões afro-brasileiras. “Sei muito bem da magia e da riqueza que há no som dos atabaques”, afirma. Confira a entrevista, feita por e-mail, pelo FATO com o artista.

FATO - Quando começou sua carreira e em qual (quais) artista (s) você se inspirou? Arlindo Cruz - Comecei como músico em 75/76 tocando com o mestre Candeia, talvez o maior compositor que eu conheço, que me inspirou e ajudou a descobrir meus caminhos. Junto com ele, toquei em várias rodas de samba, com vários artistas. Nos anos 80, ingressei no Fundo de Quintal. Aí comecei a carreira como autor e como musico, tocando banjo. Logo em seguida, a dupla Arlindo Cruz e Sombrinha e, depois, carreira solo. O que você conhece de Cachoeiro de Itapemirim e dos artistas da cidade que se destacaram na música? Sem dúvida nenhuma, o grande ídolo e ícone Roberto Carlos, com quem tive o prazer de participar três anos atrás no show de final de ano dele. Me apresentou de uma

forma muito carinhosa.

cantor de samba no “Prêmio da Música Brasileira” mais uma vez.

É o seu primeiro show na cidade? Sim. Espero que agrade aos cachoeirenAcho que a muses

Qual sua avaliação da MPB nos dias de hoje sica está muito com tanBasicanovos rica, a MPB em si tos talentos mente, tem muitos rit- surgindo? qual será o repertório mos e gêneros Acho que que o caa música surgindo choeirense está muivai curtir? to rica. A Tem canMPB em si ções inéditem muitos tas? ritmos e Tem meus grandes suces- gêneros surgindo. A música sos cantados por outros ar- popular está cada vez mais tistas: o Zeca, Beth Carvalho, sendo tocada nas rádios e, Fundo de Quintal, Reinaldo, em especial, o samba, que é músicas de meus CDs DVDs o meu gênero, está sempre e, é claro, do meu último CD se renovando com novos “Herança Popular”. É um músicos. trabalho que me deu muitas Agora mesmo tem o Mosalegrias, uma vendagem quito, que chegou por aí. bem bacana e, recentemente, Tem o meu filho Arlindo me deu o prêmio de melhor Neto. Tem o filho do Péri-

cles, que é o Lucas Morato. Tem o Tiaguinho, que não deixa de ser de uma geração mais nova. Enfim, muita gente nova chegando como autor, como músico, como maestro, têm como referência a gente, da geração Cacique de Ramos: eu o Zeca Pagodinho, Fundo de Quintal, Jorge Aragão, Almir Guineto toda essa galera, ‘tá bacana, tá chegando gente boa’. É aquela história que o Nelson Sargento falou na letra do samba: “O samba agoniza, mas não morre”. Como você se define artisticamente? Sou um compositor que faz outras coisas. Sou um compositor que toco. Sou um compositor que canto. Sou um compositor que verso. Sou um compositor que ajudo apresentar um programa com a Regina Casé. Sou um compositor, em essência. Sou um compositor


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e autor, e, com esse ofício, tenho mais de 700 sambas gravados, graças aos meus parceiros que ajudam a exercer a minha profissão.

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João Batista. Rezo para a Nossa Senhora e sou um cara que gosto de rezar. Só o meu casamento foi oficiado em cinco religiões: o Budismo, a igreja Presbiteriana, igreja Católica, N o s Candomblé, igreja Mess h o w s siânica. Só para você ver você deixa como sou um cara a favor de várias transreligipareões. Mas cer a a minha força religião da sua Sou um com- oficial é o religiosipositor e autor, Candomdade. Por blé. Sou a e com esse ofi- favor de quê? Quem me que todas cio tenho mais de conhece as religi700 sambas gra- ões rezem sabe que eu sou esvados e graças juntas pela pírita, sou paz, pelas aos meus parcei- c u r a s e adepto do candomros que ajudam a p o r u m blé, mas mundo exercer a minha melhor. O frequento igreja todo importanprofissão mês, vou te é a paz. no dia 26 Grande à igreja de abraço a São Jorge. todos os Tenho devoção com São Cachoeirenses.


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Corrida tradicional atrai atletas de ponta Mais uma vez, a Corrida de São Pedro atraiu competidores de outros estados. Dentre os 600 inscritos para a 37ª edição do evento esportivo, que será promovida pela prefeitura neste sábado (27), em vias da área central de Cachoeiro de Itapemirim, há atletas de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. Alguns desses participantes são nomes de alto nível, consagrados nacionalmente, como a maratonista carioca Selma dos Reis, de 45 anos, 35 deles dedicados à modalidade. Ela disputará no percurso de 10 km, em que já venceu três vezes. Além dessas conquistas, a maratonista traz outros importantes títulos em sua trajetória: primeira campeã brasileira da Meia Maratona Internacional do Rio, em 2001, e quinta colocada da Corrida Internacional de São Silvestre, ainda no mesmo ano. “Percebo que, ano após ano, o nível da Corrida de São Pedro tem se elevado expressivamente, o que me deixa muito contente. A cada vez que participo dessa competição, noto também um aumento no número de jovens. Saber que ainda tenho fôlego para competir com eles é muito gratificante”, frisou Selma, cuja última vitória foi obtida na Corrida da Saúde, em Guarapari, no início deste mês. Superação Morador do município de Niterói, na região metropolitana do Rio

de Janeiro, Domingos Lopes, de 35 anos, competirá pela primeira vez na Corrida de São Pedro. “Estou ansioso para conhecer Cachoeiro e seus pontos turísticos. Soube que o trajeto da prova contempla paisagens muito bonitas”, disse ele, que disputa, também, no percurso de 10 km. Lopes revela, ainda, que passou a participar de disputas dessa modalidade há apenas dois anos. “Descobri o prazer da corrida durante minha dieta, por meio da qual perdi, no total, 18 quilos”, comenta.

Divulgação / PMCI

Sobre a competição Considerada uma das mais tradicionais atrações da Festa de Cachoeiro, a Corrida de São Pedro homenageará o centenário Palácio Bernardino Monteiro, um dos patrimônios históricos da cidade. A fachada do prédio estará retratada nas camisas dos competidores, nos troféus e nas medalhas. A prova, que contará com percursos de 5 e 10 quilômetros, terá largada em bloco único às 16h00, na Praça de Fátima, avenida Beira Rio. Serão premiados com troféus e dinheiro os cin-

co melhores colocados em cada categoria e percurso. Somados, os prêmios chegam a R$ 6,5 mil. Ganharão medalha de participação os atletas que completarem rigorosamente o percurso e terminarem a prova em, no máximo, uma hora e trinta minutos após a chegada do primeiro colocado. A 37ª Corrida de São Pedro é promovida pela Secretaria Municipal de Esportes e Lazer e terá apoio do Corpo de Bombeiros, Guarda Civil Municipal, Polícia Militar e Tiro de Guerra.

Confira o percurso 5 km: avenida Beira Rio; rodovia Gumercindo Moura Nunes; rua Gen. Ozires de Almeida Freitas; rua Maurílio Coelho; ponte Guadalajara (da Ilha da Luz); rua Samuel Levy; ponte Carim Tanure; rua Sete de Setembro e avenida Beira Rio. 10 km: avenida Beira Rio; rodovia Gumercindo

Moura Nunes; rua Gen. Ozires de Almeida Freitas; rua Maurílio Coelho; ponte Guadalajara (da Ilha da Luz); rua Samuel Levy; avenida Pinheiro Junior; rua Moreira; rua Cel. Borges, rua João Valdino; ponte do Arco; rua Amâncio Silva; rua 25 de Março; rua Sete de Setembro e avenida Beira Rio.


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Prédio centenário tem história resgatada

O livro “O grupo escolar Bernardino Monteiro: O projeto educativo e as práticas de escolarização do século XX”. Foi lançado nesta sexta-feira (26) na Casa da Memória, escrito pela professora Lidiane Picoli Lima e custeado com recursos da Lei Rubem Braga. A obra conta a história do prédio criado para atender às demandas de organização do ensino primário do Espírito Santo no início do século XX, que tentava instalar uma educação popular e universal, visando o desenvolvimento sadio das crianças dentro de princípios de civilização, progresso, igualdade, democracia e laicidade. O prédio, que abrigou o grupo, foi projetado no ano de 1913 e hoje figura como um dos principais edifícios públicos históricos de Cachoeiro. Por ele, passaram algumas das personalidades mais importantes para o município no início do

século XX. Hoje, mais de 100 anos depois, ele é sede da prefeitura. Para a secretária municipal de Cultura de Cachoeiro, Joana D’Arck Caetano, a iniciativa permite um exercício para a preservação da memória e da identidade do cidadão cachoeirense. “Ele resgata e ajuda a manter a memória da cidade, se configurando como um importante registro do nosso passado e fortalecendo o vínculo do cachoeirense e de sua identidade”.

Gratuito Quem gosta de pesquisar sobre a história local poderá ter acesso a exemplares, gratuitamente. Parte da edição será doada, e a população poderá encontrá-la na Biblioteca Municipal Major Walter dos Santos Paiva, que funciona de segunda a sexta, das 8h00 às 18h00, no prédio da Câmara Municipal.

Divulgação / PMCI


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