CMYK
Caderno Especial DIA MUNDIAL DO
O O
Cachoeiro de Itapemirim
E R
P
I A T
V
I
1 de Julho de 2017
S
M
O
C !
Foto: Arquivo / FATO
Foto: Divulgação
Presidente e o balanço da OCB/ES
Moreira preside duas cooperativas
A COOPERAÇÃO FAZ A FORÇA Setor gera mais de 7,8 mil empregos no ES, com 120 cooperativas em funcionamento Foto: Lucio Bernardo Junior
Cooperativas têm voz em Brasília
Foto: Arquivo/FATO
Foto: Tati Beling
Selita tem trabalho social
Mansur defende o setor na Assembleia
CMYK
2
Sábado, 01 de Julho de 2017 | Cachoeiro de Itapemirim
Caderno especial Cooperativismo
Princípios continuam à frente do tempo Marcos Leão
Colocando em evidência os sete princípios universais que regem o setor, celebra-se hoje (primeiro sábado de julho) o Dia Internacional do Cooperativismo. São os fundamentos básicos: Livre e aberta adesão dos sócios; Gestão e controle democrático dos sócios; Participação econômica do sócio; Autonomia e independência; Educação, treinamento e informação; Parceria entre as cooperativas; Interesse pela comunidade. Diretrizes internacionais estas que foram estabelecidas há mais de 150 anos, durante a constituição da primeira cooperativa formal, na Inglaterra. Mas as bases do setor contêm temas que continuam à frente do tempo principalmente em países subdesenvolvidos, pois
são contra a discriminação social, racial, política, religiosa e sexual (de gênero). Pregam a igualdade e democracia, distribuição de riquezas, educação universal, como também o desenvolvimento sustentável e a inclusão social. A primeira comemoração do Dia do Cooperativismo, conforme registros históricos, aconteceu em 1923. Oficialmente a data só foi criada em 1994, porém. As ações dos jesuítas, segundo estudiosos do tema, deram início à atividade cooperativa no Brasil. Exemplo de uma sociedade solidária, era fundamentada no trabalho coletivo, em que o bem-estar coletivo se sobrepunha ao interesse econômico da produção. De acordo com historiadores, este movimento coopera-
tivista surgiu nos sertões do Paraná, espelhado em modelos europeus. A data é considerada CADERNO ESPECIAL COOPERATIVISMO 2017
um momento ideal para a conscientização dos jovens sobre o caráter empreendedor e o papel Diretor: Wagner Santos wagnersantos25@hotmail.com Textos: Marcos Leão Departamento Comercial - Lília Argeu Editorador - Wellington Rody
social do cooperativismo. A origem da comemoração tem também o intuito de fazer com que toda
Impressão e pré-impressão: Espírito Santo de FATO. CNPJ: 06.056.026/0001-38 Contatos: (028) 3511-7481
a sociedade conheça os benefícios, os valores e os princípios da atividade cooperativista.
Versão digital disponível em www.jornalfato.com.br Este suplemento especial integra a edição 3801 do jornal Espírito Santo de FATO, de 1 de Julho de 2017
O litoral Sul capixaba conta com uma cooperativa de 500 pequenos produtores de cana-de-açúcar. É junto deles que a Usina Paineiras celebra seus 105 anos de vitórias. Viva o cooperativismo capixaba!
www.usinapaineiras.com.br
C
M
Y
CM
MY
CY
MY
K
CMYK Caderno especial Cooperativismo
Sรกbado, 01 de Julho de 2017 | Cachoeiro de Itapemirim
3
CMYK
4
Sábado, 01 de Julho de 2017 | Cachoeiro de Itapemirim
Caderno especial Cooperativismo
Cooperativismo ganha força na política Apenas no Espírito Santo, são nove ramos diferentes em que o cooperativismo atua: agropecuária, consumo, crédito, educação, habitação, produção, saúde, trabalho e transporte. Para defender os interesses deste importante segmento da economia, o setor tem, ao longo dos anos, se organizado e ganhado força política, embora, para isso, não tenha politizado as suas atividades. Esse processo se dá pela identificação de lideranças comprometidas e aptas a representá-lo, como já ocorre no Congresso Nacional e também na Assembleia Legislativa capixaba. O deputado federal Evair de Melo (PV-ES), de Venda Nova do Imigrante, é uma dessas lideranças. Diretor da Frente Parlamentar do Cooperativismo
(Frencoop) na Câmara Federal, dedica boa parte de seus esforços para ajudar na evolução do setor, com o qual tem estreita ligação. Sua atuação, de dois anos e meio, se dá alinhada ao Sistema da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). Com isso, as pautas do cooperativismo em projetos que estão em tramitação passaram a ganhar presença e ele, a participar dos debates. Atua, por exemplo, em favor das cooperativas estruturadas e com capacidade para oferecer serviços e produtos para a administração pública em geral. A Comissão Especial do Desenvolvimento Nacional (CEDN) já aprovou o projeto que moderniza a Lei de Licitações e Contratos. O objetivo é permitir que as cooperativas possam participar de concor-
rências públicas, como as empresas tradicionais de mercado. Na área de crédito, o Projeto de Lei Complementar (PLP) 100/11, que permite aos municípios manterem folha de pagamento de servidores, movimentação financeira e outras atividades em cooperativas de crédito, ganha fôlego extra na Câmara Federal. O objetivo é fortalecer a economia localmente, por meio das cooperativas de crédito existentes. Segundo Evair, em cerca de 10% dos municípios brasileiros, não há presença dos bancos oficiais (federais e estaduais) e a cooperativa de crédito pode ser a única instituição financeira existente na ‘praça’. PROPOSTAS Proposta de autoria do deputado Evair de Melo é
FOTO: Lucio Bernardo Junior
O deputado Evair de Melo defende os interesses do setor de cooperativismo na Câmara Federal
a que permite ao Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) também organizar, administrar e executar movimentações
em cooperativas financeiras. Ele também acompanha a que estabelece alteração da legislação para garantir que os empre-
gados de cooperativas de crédito sejam equiparados aos empregados de bancos, para efeito do regime especial de jornada de trabalho.
CMYK
5
Sábado, 01 de Julho de 2017 | Cachoeiro de Itapemirim
Caderno especial Cooperativismo
Assembleia tem sua frente cooperativista FOTO: Tati Beling
Desde 2015, foi criada na Assembleia Legislativa do Estado do Espirito Santo a Comissão Permanente do Cooperativismo. Autor da resolução para sua instalação, o deputado Marcos Mansur (PSDB) a preside desde então. “É um marco politico histórico, pois reserva ao sistema cooperativista do nosso Estado a condição de ser ator privilegiado para debater as demandas de qualquer ramo de atividade constituído com o Legislativo e o Executivo”, opina Mansur. As comissões permanentes têm finalidade de deliberar sobre as proposições dentro de seus campos temáticos e de fiscalizar os atos do Poder Público. Assim, o sistema cooperativista capixaba tem na Ales espaço especifico para debater sobre todos
os ramos de atividades das cooperativas. Pelo menos 10 projetos de lei que tramitam na Assembleia Legislativa têm impacto direto sobre o setor, nas áreas de saúde, agronegócio e crédito. Em março, a comissão se envolveu em debate importante para o segmento, relativo à Lei estadual que obriga a instalação de biombos entre os caixas e os clientes em todas as instituições financeiras localizadas no Estado. A OCB/ES defende a revisão da norma por entender que, embora bem intencionada, representa impacto financeiro-orçamentário sobre as 26 cooperativas de crédito no solo capixaba. “As cooperativas de crédito têm regramentos diferentes dos bancos, por isso elas precisam ser tratadas
COOPERAR É CRESCER NO PLURAL.
conforme suas particularidades. Prestam serviços financeiros exclusivamente aos seus cooperados. O cooperativismo não visa ao lucro”, explica o assessor jurídico da OCB/ES, Haynner Batista Capettini. Outra proposta que recebe críticas é a que obriga a instalação no mínimo três câmeras de vigilância nas áreas externas dos bancos e assemelhados. Na visão da OCB, essa regra traz impacto financeiro alto com o qual as cooperativas não podem arcar, pois são instituições que não lucram como os bancos tradicionais. “O custo para as cooperativas de crédito será de aproximadamente R$ 1 milhão só para atender esse artigo da lei”. O presidente da Comissão de Cooperativismo, deputado Marcos Mansur, informou que protocolou
O deputado Marcos Mansur criou na Assembleia comissão permanente sobre cooperativismo
emenda ao projeto para excluir as cooperativas de crédito da obrigação de
instalar câmeras de vigilância nas áreas externas dos estabelecimentos e
que vai analisar com os demais parlamentares a revisão da lei 10.092/2013.
TODO DIA É DIA DE COOPERAR, SEJA DIVIDINDO UM MOMENTO, SOMANDO FORÇAS OU MUDANDO UM HÁBITO. AfiNAL, QUANDO VOCÊ COOPERA, O RESULTADO É SEMPRE MELHOR PRA TODO MUNDO. 1º de julho. Dia Internacional do Cooperativismo. A Unimed é o maior sistema cooperativista de trabalho médico do mundo e também a maior rede de assistência médica do Brasil. Conheça os números da Unimed no Espírito Santo: 501.530 Clientes 53 Recursos Próprios 3.460 Cooperados 3.910 Colaboradores Diretos 610 Prestadores Procure a Unimed mais próxima de você. CUIDAR DE VOCÊ. ESSE É O PLANO.
CMYK
6
Sábado, 01 de Julho de 2017 | Cachoeiro de Itapemirim
Caderno especial Cooperativismo
“Nós só temos o que comemorar” O Sicoob (Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil) é o maior complexo financeiro cooperativo do país. Oferece aos associados conta corrente, crédito, investimento, cartões, previdência, consórcio, seguros, cobrança bancária, adquirência de meios eletrônicos de pagamento, entre outros produtos e serviços com custos menores do que os do mercado. Em Cachoeiro de Itapemirim, há quase três décadas, foi criada por 25 produtores a Cooperativa de Crédito Rural, que deu origem ao Sicoob Sul. Atualmente, a instituição tem 18 agências abertas em municípios sulinos, além da Região Norte fluminense (Campos e Itaperuna). Apenas em
Cachoeiro, funcionam três delas. A despeito dos problemas econômicos que afligem o Brasil, o Sicoob Sul tem apenas motivos para comemorar durante o Dia Internacional do Cooperativismo, segundo o presidente da instituição, Rubens Moreira. “Apesar de toda a crise, nós administramos hoje mais de 900 milhões em ativos. Estamos na casa dos 30 mil sócios... prestamos serviços hoje - na assistência creditícia, nos produtos e serviços bancários - a 30 mil pessoas e empresas. E nós estamos abrindo mais quatro agências”, enumera. O cooperativismo financeiro no Brasil, porém, se desenvolveu apenas a partir de 2006, revela o presidente do Sicoob Sul. “Ele já
Beneficente a pessoas carentes da re“Temos o Dia C – Dia gião onde atuamos. Há de Cooperar. Quando an- palestras educativas, exagariamos produtos, por mes médicos. Quando se exemplo, para crianças detecta algum problema, portadoras de câncer em encaminhamos ao HospiCachoeiro. Ano passado, tal Evangélico, referência conseguimos uma quan- na região”. tidade enorme de latas de um suplemento alimentar Dia Internacional específico. Arrecadamos, “É o período no qual se em valores aproximados, pensa na participação das R$ 60 mil. Foram mais pessoas que se juntam, se de 1,2 mil latas do pro- agrupam, para ter mais duto. Esse competitiano, estavidade nos mos fazennegócios, do a mesma N e s s e m o - vender mecampanha. lhor a sua mento de retra- produção... Costumamos realição econômica, construir a zar campaema melhor ma- própria nhas benepresa, para ficentes. A neira é a coope- que ela seja distribuiuma presração ção é no tadora de Dia Interserviço. E nacional do também no Cooperativismo. Vamos crescimento sustentável, a uma entidade carente, na inclusão social”. sem fins lucrativos, e distribuímos o que foi anAbrangência gariado. É assim que nós “É muito significante, comemoramos a data. O importante, para todos Sicoob também patrocina os países do mundo, pois projeto contra câncer de todos os países têm comama há quatro anos, operativismo. O mundo envolvendo em torno de desenvolvido há muito 500 mulheres de todas abraçou o cooperativismo. as regiões onde atuamos. No Brasil ainda é relativaAqui em Cachoeiro, nes- mente novo, cerca de 100 se dia, providenciamos anos. No mundo, o coopealimentação e transporte rativismo existe com uma
existia, mas a partir de 2006, foi dado o direito ao cooperativismo de filiar todos os segmentos sociais. Antes, era muito limitado por segmento. Podia ser uma cooperativa de crédito rural, podia ser uma cooperativa de um setor da indústria, uma cooperativa de professores, mas não podia ser uma cooperativa que atendesse a todos os segmentos”, explica. Rubens Moreira acredita que “a cooperativa de crédito pode não ser a solução de todos os problemas, mas contribui para a resolução de todos os problemas, isso com certeza”. A seguir, fala sobre as realizações do Sicoob Sul, a importân-
cia e o diferencial do cooperativo, além da comemoração do Dia Internacional com ações beneficentes, lembrando que a inclusão é uma das principais propostas do setor:
força muito grande”.
negócio, e Inovação t a m “Os homens começaram bém reem Rochdale, na cidade de c e b e m Manchester, na Inglaterra, u m a na primeira metade do particiséculo XIX, se associando pação naquilo que os seus em uma cooperativa de negócios na cooperativa consumo, foi a primeira proporcionaram. Acho cooperativa moderna do que nós temos que comemundo... Ali, eles come- morar muito isso... partiçaram o ato de cooperar, cipam da gestão da coopeo ato de cooperação... rativa, podem eleger e ser perceberam eleitos... que na époAquilo que ca, a forma o banco reque eles tiO ato de coo- verte - as nham para perar é muito no- sl uo cb rr oa s ,d oo se alimentar era con- bre... é um abra- banco, vai seguindo o banço para sempre... para custos mais queiro... em conta... que você dá no p o r q u e o i s s o s a i u cooperativismo banqueiro pelo muné o dono do. Hoje, há do banco, grandes eso acionista colas de cooperativismo, é o dono do banco... nas países como Alemanha, cooperativas, não... nas como Canadá, a França, cooperativas, os donos a Holanda, além da Ingla- somos nós, os cooperaterra, são escolas de cooperativismo... precursores do cooperativismo” Cooperativismo financeiro “O diferencial do cooperativismo é que os associados são donos do seu próprio negócio, podem acompanhar o seu próprio
O cooperativismo devia ser ensinado, inclusive, nas escolas
dos. Aquele resultado do Esse é um efeito mabanco vai para o próprio r a v i l h o s o q u e t e m o bolso do cooperado. Além c o o p e r a t i v i s m o . P o r disso, é claro que o banco que os seus recursos são vai cobrar sempre um cus- aplicados localmente”. to menor do seu próprio dono, não faz sentindo eu Juventude cobrar caro “Precisade mim mos mosmesmo... trar aos jotem todo A cooperativa vens o que esse difeé o coopede crédito pode rencial. Ser rativismo, associado não ser a solu- despertar a a uma coconsciênção de todos os cia dos jooperativa de crédito problemas, mas v e n s . E n é ato imno Dia contribui para tão, portante Internana vida de a resolução de cional, há qualquer certa todos os proble- uma cidadão”. massificamas ção para Desenisso, para volvimenalertar... O to regional cooperativismo devia Esse critério, a singu- ser ensinado, inclusive, laridade, traz no bojo nas escolas. O ato de do cooperativismo a re- cooperar é um ato muito gionalidade. O recurso nobre... considero uma que a cooperativa capta atitude que você toma ela emprega na mesma na sua vida e que não região. Com isso, con- solta nunca mais, é um tribui para o desenvol- abraço para sempre... vimento econômico e que você dá no coopesocial de sua região. rativismo”.
CMYK Caderno especial Cooperativismo
Sábado, 01 de Julho de 2017 | Cachoeiro de Itapemirim
7
Presidente destaca cunho social da Selita
Quase oito décadas de atividade; dois mil associados (a maioria, pequenos produtores), abrangendo mais de 40 municípios (no Espírito Santo e também no Rio de Janeiro e em Minas Gerais); quinze mil empregos diretos e indiretos gerados; marca forte na cabeça do consumidor por conta da comprovada qualidade, com a qual rompe fronteiras com um mix de produtos que supera 100 itens: esta é a Selita, maior cooperativa de laticínios do Espírito Santo. Diante de dados tão expressivos, Rubens Moreira, que também preside a Selita, destaca aquela que para ele é a principal particularidade da empresa: “A Selita é uma cooperativa que tem um fundo social, o cunho social é uma coisa muito importante, porque nós fazemos aquilo que muitas das empresas de laticínio não fazem, que é desenvolver o nosso quadro social, desenvolver o produtor. Temos preocupação com a sustentabilidade... isso hoje não pode desassociar da produção, a sustentabi-
lidade ”. Moreira lembra que a Selita envolve as mulheres nos projetos sustentáveis, através do Núcleo Feminino. E, por conseguinte, as novas gerações. “As mulheres têm mais facilidade de trazer os filhos, envolvê-los. Temos aqui atualmente uma quantidade razoável de mulheres praticando o cooperativismo, praticando o ato de cooperar, cuidando da sustentabilidade, cuidando da formação da família nestes atos”. Ele complementa: “hoje, há grande preocupação ambiental, com a sustentabilidade... nada melhor do que as mulheres, as mães, para ensinar aos filhos”. Frei João O presidente da cooperativa de laticínios divulga que há envolvimento da Igreja Católica nas atividades desenvolvidas em comunidades carentes compartilhadas entre Selita e Sicoob. E cita o Projeto Frei João, que atende a 260 meninos e meninas dos bairros Zumbi e Alto Eucalipto, com aulas de balé e futebol.
Foto: Arquivo FATO
CMYK
8
Sábado, 01 de Julho de 2017 | Cachoeiro de Itapemirim
Caderno especial Cooperativismo
Exemplo de força econômica no país O sistema cooperativista é exemplo de força econômica no Espírito Santo, abrangendo os ramos agropecuário, financeiro, de saúde, consumo, educacional, habitacional, de produção, trabalho, e transporte. De acordo com o último balanço divulgado pelo Sistema OCB-Sescoop/ES, o setor gera mais de 7,8 mil empregos diretos no Estado, com 120 cooperativas em funcionamento e 271,5 mil cooperados. Algumas cooperativas da região se sobressaem pela grande adesão e reconhecimento da comunidade local desde a fundação. Fazem parte deste vitorioso grupo Selita, Sicoob Sul, Unimed Sul Capixaba, Sicoob Credirochas, entre outras. Uma das razões do sucesso, além da competência dos gestores e cooperados locais, pode ser explicada pela essência das cooperativas: “uma organização de pesso-
as que se baseia em valores de ajuda mútua e responsabilidade, democracia, igualdade, equidade e solidariedade. Seus objetivos econômicos e sociais são comuns a todos os seus associados que acreditam nos valores éticos da honestidade, transparência, responsabilidade social e preocupação pelo seu semelhante”. Baseada na democracia, participação, direitos e deveres iguais para todos, sem discriminação de qualquer natureza, para todos os sócios, o cooperativismo é uma doutrina que considera as cooperativas como forma ideal de organização da humanidade. “Trabalhamos de forma equilibrada com a economia e a sociedade, atendendo os âmbitos e anseios de ambos, nos tornando assim mais fortes e competitivos diante de qualquer outro setor”, disse o presidente do Sistema OCB-Sescoop/ES, Esthério
Divulgação
“Trabalhamos de forma equilibrada com a economia e a sociedade”, diz o presidente da OCB/ES, Esthério Sebastião Colnago.
Sebastião Colnago. Refletindo sobre a crise que o país atravessa, ele questionou, no Relatório de
Gestão 2016: “mas levarmos o nome ‘cooperativismo’ na veia apenas, não nos faz melhores. Precisamos vi-
ver os princípios e valores, trabalhar para ocupar nosso espaço, nos profissionalizar, crescer e aprender cada
vez mais. A crise do país ainda não terminou e nós faremos o que para fazer a diferença?”