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MACEIÓ - ALAGOAS ANO XIX - Nº 947 - 10 A 16 DE NOVEMBRO DE 2017
R 3,00
CRIME NO SERTÃO PRESIDENTE DA CÂMARA DE BATALHA, NEGUINHO BOIADEIRO É ASSASSINADO A TIROS P/10
Usina de álcool de R$ 1 bilhão pode virar sucata
PARALISADA HÁ QUASE DOIS ANOS, BIOFLEX BUSCA NOVA TECNOLOGIA PARA SALVAR PROJETO PIONEIRO
P/6 E 7
VIOLÊNCIA
LIVRO SOBRE CABO HENRIQUE REVELA QUE GOVERNO PODERIA TER EVITADO A MATANÇA P/13
BANCO DOS RÉUS CNJ INTERROGA WASHINGTON LUIZ DIA 22 SOBRE LIGAÇÕES COM O EX-PREFEITO CRISTIANO MATHEUS P/5
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MACEIÓ, ALAGOAS - 10 A 16 DE NOVEMBRO DE 2017
Desmonte do Estado
“Jornalismo é oposição. O resto é armazém de secos e molhados”
1 - O desmonte da economia alagoana começou há 30 anos com o Acordo dos Usineiros, que isentou as usinas de pagarem o antigo ICM sobre a “cana própria” e ainda receberam indenização milionária pelo imposto recolhido 10 anos antes. Na época, o setor açucareiro respondia por mais de 60% da receita própria e a renúncia fiscal praticamente quebrou o Estado.
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- Pelo acordo de cavalheiros, as usinas ganharam isenção do antigo ICM e uma indenização de 100 milhões de dólares, que seriam pagos pelo Estado ao longo de 10 anos através da compensação de créditos fiscais. Corridos pelo maior índice do mercado, esses créditos foram multiplicados por 10, elevando a indenização a mais de R$ 1 bilhão.
(Millôr Fernandes)
Reprise
Quem acompanha a novela da massa falida do Grupo João Lyra pode prever o futuro das usinas e empresas ligadas à Cooperativa dos Usineiros que - O acordo transformou Alagoas no paraíso fiscal dos entraram em concordata. Antes usineiros por mais de uma década. Além das usinas da falência, o Grupo JL passou e destilarias, a isenção do imposto foi estendida a outras alguns anos em regime de reempresas ligadas às indústrias do setor, como revendas cuperação judicial, não pagou de automóveis e empresas agropecuárias. Fazendas e as dívidas nem recuperou as até boutiques entraram na farra que lesou o Estado em empresas. Até hoje só alguns alguns bilhões de reais. credores privilegiados receberam seus créditos, enquanto Mais lesivo que o acordo em si – assinado no Gomilhares de fornecedores de verno Collor – foi a sua execução, que ficou a cargo cana e 12 mil trabalhadores das próprias usinas, sem interferência da Secretaria da demitidos nunca viram a cor Fazenda. Tudo era feito na Cooperativa dos Usineiros, das indenizações. que corrigia os créditos fiscais fictícios pelo maior índice de correção do mercado, sugando tudo que podia de um estado já em dificuldades. E mais grave: com o aval e a conivência da Procuradoria-Geral do Estado.
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Fora de combate
Ao prorrogar o afastamento do desembargador Washington Luiz para 15 de março de 2018, o CNJ atropelou seu plano de se candidatar no próximo ano e tentar retomar o comando político do Sertão. É que o prazo de filiação partidá- Antes – no Governo Suruagy – eterno pau-manria - que caiu de um ano para 6 dado do setor, os usineiros já haviam quebrado o Produban, banco oficial do Estado, cujo espólio esconde meses com a nova legislação eleitoral – termina no dia 2 de a história de outra roubalheira praticada pelas usinas e abril de 2018. outros setores empresariais, até hoje não resolvida. Com o novo afastamento para - Agora, a Justiça concede regime de recuperação 15 de março, Washington judicial a 7 usinas de açúcar e duas empresas ligadas Luiz terá apenas 15 dias para à Cooperativa dos Usineiros, coroando o pacto para es- providenciar filiação partidária poliar o Estado. Com essa medida, as indústrias evitam e outras medidas para viabiliações judiciais de cobrança e consolidam o calote contra zar uma candidatura, o que é milhares de credores, entre trabalhadores, plantadores praticamente impossível. de cana, prestadores de serviços e o próprio Tesouro Resumo da ópera: se não conEstadual. Era a pá de cal que faltava para enterrar de seguir se livrar das acusações vez qualquer chance de desenvolvimento do Estado. de improbidade a que responde no CNJ, o desembargador – Que os deuses salvem Alagoas de suas elites dará adeus à magistratura e predadoras. Se ainda é possível. dificilmente retornará à política. - Quinze anos depois, os usineiros foram beneficiados com outro acordo lesivo que selou de vez o desmonte da economia alagoana. Dessa vez no Governo “socialista” de Ronaldo Lessa, que anistiou outro débito fiscal do setor, à época acima de meio bilhão de reais. E de novo com a conivência da PGE.
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COLUNA SURURU DA REDAÇÃO
Urucubaca
Alagoas parece viver em plena vigência da Lei de Murphy, tantos são os sucessivos acontecimentos negativos com graves prejuízos para o Estado. Segundo a famigerada lei, “qualquer coisa que possa ocorrer mal, ocorrerá mal, no pior momento possível”.
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É o que vem ocorrendo nos últimos anos em Alagoas, com fechamento de usinas e desemprego em massa de trabalhadores. Depois da falência do Grupo João Lyra e concordata coletiva de 9 indústrias ligadas à Cooperativa dos Usineiros, vem a má notícia de que a usina de etanol de segunda geração – primeira do Hemisfério Sul – corre o risco de virar pó.
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Trata-se da Bioflex, em São Miguel dos Campos, que custou R$ 1 bilhão e anunciada como primeira usina do hemisfério a fabricar etanol a partir da palha de cana-de-açúcar. A tecnologia usada na planta industrial não funcionou e a indústria corre o risco de virar sucata.
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Mais que uma usina de álcool, a Bioflex é um projeto pioneiro que deveria introduzir novo conceito de produção de etanol no País e que iria revolucionar o setor sucroalcooleiro e colocar Alagoas na vanguarda da tecnologia mundial. Apesar de paralisada há quase dois anos, ainda é tempo de evitar o pior.
Os caminhos de Lula O site JOTA - de informações jurídicas – analisa a situação de Lula e conclui que ele pode ser candidato, mesmo que o TRF-4 mantenha sua condenação. Veja os rumos que a candidatura de Lula podem tomar:
Candidatura
“Ministros do TSE, ex-ministros, advogados dos mais diversos partidos e técnicos do tribunal admitem que Lula pode, facilmente, chegar às eleições como candidato mesmo que o TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) mantenha a condenação do ex-presidente a nove anos e meio de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá, pena imposta pelo juiz federal Sérgio Moro.
Registro de chapa
O trâmite do processo de registro, as possibilidades de recurso contra eventual indeferimento da candidatura, inclusive ao Supremo Tribunal Federal, e o curto prazo entre o pedido de registro – até 15 de agosto – e o fechamento das urnas eletrônicas já com os nomes dos candidatos – na primeira semana de setembro – explicam a avaliação geral de que dificilmente Lula, mesmo condenado pelo TRF, teria o pedido de registro definitivamente indeferido até as eleições.
Ganha mas não leva
Há tantos outros questionamentos e desdobramentos dessa situação. Por exemplo: se Lula disputar as eleições, for eleito e tiver o registro de candidato definitivamente indeferido antes da diplomação, ele não assume o cargo.
Novo poste
Ou ainda há outros elementos a se analisar: se for condenado pelo TRF, Lula pode recorrer ao Superior Tribunal de Justiça e, adicionalmente, pedindo que os efeitos da condenação fiquem suspensos enquanto o recurso não for julgado. E não é incomum que isso ocorra. Mais: Lula pode iniciar a campanha como candidato e, 20 dias antes das eleições, indicar alguém para seu lugar se perceber que eventual condenação pelo TRF o impedirá de assumir o cargo”.
EDITORA NOVO EXTRA LTDA - CNPJ: 04246456/0001-97 Av. Aspirante Alberto Melo da Costa - Ed. Wall Street Empresarial Center, 796, sala 26 - Poço - MACEIÓ - AL - CEP: 57.000-580
EDITOR Fernando Araújo CHEFE DE REDAÇÃO Vera Alves
CONSELHO EDITORIAL
Luiz Carnaúba (presidente), Mendes de Barros, Maurício Moreira e José Arnaldo Lisboa
SERVIÇOS JURÍDICOS
Rodrigo Medeiros
ARTE Fábio Alberto - 98711-8478 REDAÇÃO - DISK DENÚNCIA
IMPRESSÃO Jornal do Commercio E-mail: contato@novoextra.com.br
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MACEIÓ, ALAGOAS - 10 A 16 DE NOVEMBRO DE 2017
JORGE OLIVEIRA arapiraca@yahoo.com Siga-me: @jorgearapiraca
Barra, cidade sem lei e sem ordem, entregue à especulação imobiliária Barra de São Miguel, AL - Em pouco mais de quatro anos, a Barra de São Miguel deixou de ser um lugar aprazível para se morar e passear para se transformar numa cidade sem ordem e sem lei, onde a especulação imobiliária passou a ocupar todos os espaços, destruindo nascentes e interrompendo o percurso dos rios. Os morros estão sendo devastados pelas incorporações para aterrar loteamentos à beira mar. As ruas, sem pavimentação, viraram depósito de lixo e as praias vivem sujas. Os serviços públicos não funcionam e frequentemente a cidade fica às escuras em seguidos blecautes. O que se comete na Barra de São Miguel é um terrível crime ambiental acobertado pela administração local, que despreza totalmente o apelo popular e faz ouvido de mercador para as reclamações sobre os danos que se pratica contra a cidade, que já não ostenta mais o título de uma das melhores para se morar. Há dois anos iniciaram-se as obras de um Centro de Convenções às margens da estrada que dá acesso a cidade. De lá para cá nada andou. No local, raros operários passam o dia fingindo que trabalham para alimentar o sonho de um empreendimento
dispensável, já que todos os setores sociais da cidade são precários, não funcionam a contento. Portanto, esse elefante branco é dinheiro público jogado fora. As ruas acumulam sujeira e lama nos dias de chuva. Poças d’água atraem o mosquito da dengue, levando risco à população local. No verão – que começa agora – as ruas empoeiradas, sem pavimentação, atormentam os moradores e afastam os turistas que se sentem incomodados com a falta de limpeza da cidade e acúmulo de lixo nas ruas. O Rio Niquim, uma das atrações da Barra de São Miguel, para onde vão dezenas de pessoas para piquenique de fins de semana, sofre agora com um grande loteamento liberado pela IMA (Instituto do Meio Ambiente), cujos diretores deveriam se envergonhar em autorizar tamanha área para especulação e ainda ter o nome do órgão ao lado da placa do incorporador Ouro Verde Praia. Esse loteamento, o maior até hoje da Barra de São Miguel, chegou a ser embargado, mas não se sabe quais os motivos que levaram o IMA liberar a área para a venda de terrenos. Com o aterro do loteamento, dificilmente o Rio Niquim sobreviverá a essa ação predatória da especulação com a cumplicidade dos órgãos
governamentais. Como se tudo isso não bastasse, os tarados sitiaram a cidade de tal forma que as mulheres hoje têm medo de passear pela praia do Barra Mar, próximo ao Kenoa. Na falta de policiamento, os bandidos estão atacando jovens e senhoras que fazem caminhada matinal pela areia da praia da cidade. Há, inclusive, registro de estupros e agressões a turistas naquela faixa da praia, entre a cidade e a pousada internacional. Não existe policiamento e nem os apelos dos moradores são atendidos para acabar com essa indecência num dos locais mais procurados e bonitos de Alagoas. Não é difícil concluir que a administração municipal não funciona e nem o governo está preocupado com a imagem do estado lá fora quando faz vista grossa para crimes como esses à luz do dia.
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Recuperação sob suspeita
É
triste, mas é verdade. A recuperação judicial de várias usinas de açúcar ligadas à extinta Cooperativa dos Usineiros está sob suspeita. E a suspeita vem exatamente do órgão que tem combatido com rigor as organizações criminosas no estado de Alagoas. Quando o Ministério Público alerta sobre isso é porque sabe, junto aos seus integrantes, que coisa suja pode ter acontecido nos bastidores da Justiça envolvendo vários personagens. Se é verdade, ninguém sabe. Mas que a suspeita existe, isso sim. Quando o MP desconfia existe coisa no ar além dos aviões de carreira. E isso é o que está acontecendo no processo de recuperação judicial. O mais grave é que as investigações apontam jogo de carta marcada, com registro de notas em um cartório da cidade narrando episódios grotescos dessa possível armação. Quem estiver por trás disso tudo deve pagar caro pela petulância de tentar arrancar muito dinheiro para uns e grandes prejuízos para outros. Que o Ministério Público, com seu pessoal especializado contra o crime organizado, tenha sucesso e coloque, se mesmo existirem safadezas, esses pilantras na cadeia.
No rastro do crime O Ministério Público está a mil na investigação sobre suspeita de maracutaia na recuperação judicial das usinas de açúcar. Já tem gente que tem esvaziado a farmácia de lexotan e pode vir a ser presa a qualquer momento.
Quebradeira
Esta quebradeira das usinas vai ter trazer graves prejuízos para a economia alagoana e muito dinheiro para os bolsos de alguns. Se depender da disposição do Ministério Público os que se acham espertos não irão ter muita facilidade nesse processo de recuperação.
Sem esperança
Os milhares de trabalhadores com crédito na falida Laginha Agroindustrial, estão perdendo as esperanças de receberem o que têm direito. As propostas efetivas não estão sendo levadas a efeito e as usinas cada vez mais sucateadas. A Usina Cambuí, por exemplo, fez uma proposta de R$ 85 milhões, mas não foi aceita. Para os trabalhadores, a cada dia que passa as usinas se desvalorizam cada vez mais. “É melhor receber menos do que nada”, disse um trabalhador que passa por sérias dificuldades.
Revolta
De um ex-trabalhador da Laginha sobre a venda para pagar o que lhes deve: “Não quero saber por quanto vão vender as usinas falidas. Quero que vendam. Quero meu dinheiro por que estou passando dificuldades”.
Na força
Os deputados estaduais envolvidos em supostos desvios de recursos na Assembleia Legislativa podem passar por outros constrangimentos. Se não atenderem a nova intimação, poderão ser conduzidos coercitivamente pela Polícia Federal. O pedido já está pronto na gaveta do delegado que está à frente do caso.
O rombo
Nos primeiros levantamentos dos desvios de recursos da Assembleia, o rombo já ultrapassa os R$ 15 milhões. A deputada Thaíse Guedes foi a primeira a depor e será indiciada. Enquanto isso, a Assembleia contabiliza o prejuízo e o presidente Luiz Dantas lava as mãos: “Quem errou que se explique”, vaticinou.
GABRIEL MOUSINHO gabrielmousinho@bol.com.br
Os fantasminhas
Não é de agora que alguns deputados metem os pés pelas mãos na Assembleia Legislativa. Faz muito tempo que se ouve falar em funcionários fantasmas, mas ninguém foi punido até o momento. Espera-se que desta vez a coisa mude, com o inquérito instaurado pela Polícia Federal.
Feriadão
Algumas empresas imprensaram a sexta-feira por conta do feriado do Dia de Finados, mas outras desde quarta-feira que não dão um dia de serviço. É o caso do Tribunal Regional do Trabalho que folgou cinco dias, a exemplo do que ocorre durante o carnaval.
Federal ou suplente?
O secretário Fábio Farias que se notabilizou no governo por ser o principal interlocutor do governador Renan Filho, parece que foi picado pela mosca azul. Pessoas ligadas a ele dizem que Fábio deverá sair candidato em 2018, só que desta vez para deputado federal com ajuda do governo. Não se sabe se o senador Renan Calheiros vai abrir mão dele para sua suplência.
Na boca do cofre
Um conhecido dono de uma factoring de Maceió tem dado plantão em uma prefeitura da Zona da Mata. Com um crédito de pelo menos R$ 3 milhões, quer receber centavo por centavo. Talvez por isso mesmo os servidores não estejam recebendo seus salários em dia. O débito, dizem as más línguas, foi contraído durante a campanha para prefeito no ano passado.
A todo vapor
O senador Renan Calheiros tem deixado Brasília em segundo plano. O objetivo agora é acelerar os contatos com prefeitos e lideranças do interior do estado. Ele quer, no mínimo, repetir a votação que teve na última eleição que participou. Renan tem levado a turma no papo, já que dinheiro mesmo está difícil nos dias de hoje.
Querendo demais
O PT inventou a história de que iria pedir ao governador Renan Filho a Secretaria de Educação, hoje comandada com competência pelo vice-governador Luciano Barbosa. Bem, pedir não custa nada. O problema é atender ao pedido. Em baixa pelos últimos acontecimentos no Brasil e com o principal líder já condenado na Lava Jato, o PT Alagoas deve se contentar com cargos do segundo escalão. Se quiser.
Me engana que gosto
O presidente do PT, Ricardo Barbosa, fez a maior onda para justificar a aliança com o PMDB de Renan Calheiros. Nem precisava. O PT tinha mesmo que fazer essa composição, já que a ordem veio de cima, uma vez que o diretório, aqui, não manda em nada. A aliança veio de uma decisão do ex-presidente Lula, depois de conversar com Renan Calheiros.
Para comemorar?
Alagoas figura na estatística do anuário do Fórum de Segurança Pública, como o terceiro estado no Brasil que mais teve crime violento. Ele foi ultrapassado apenas por Sergipe e Rio Grande do Norte.
Na frente
O Piauí, que muita gente ainda pensa ser um estado atrasado, está avançando e Alagoas ficando para trás. Enquanto em Alagoas 118 mil vão à luta por uma vaga em cursos superiores, no Piauí habilitaram-se às provas do Enem 149 mil e 154 estudantes. Para quem não sabe, a população de Alagoas é de 3.375.823 habitantes, conforme o IBGE, enquanto a população do Piauí é de 3.219.257.
MACEIÓ, ALAGOAS - 10 A 16 DE NOVEMBRO DE 2017
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Washington Luiz será interrogado dia 22 em Brasília
CNJ EM AÇÃO DESEMBARGADOR PERMANECERÁ AFASTADO DO TJ ATÉ MARÇO DE 2018 VERA ALVES veralvess@gmail.com
O
desembargador Washington Luiz Damasceno Freitas vai ser interrogado no próximo dia 22, na sede do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Brasília, sobre suas ligações com o ex-prefeito Cristiano Matheus. O interrogatório será conduzido pelo conselheiro Arnaldo Hossepian, relator do Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) que investiga o provável favorecimento do magistrado ao exgenro no período em que este estava à frente da Prefeitura de Marechal Deodoro. O interrogatório de Washington Luiz, marcado na última segunda-feira, deve ser uma das últimas etapas do PAD 000333328.2016.2.00.0000 instaurado no ano passado e que foi prorrogado por mais 140 dias a contar do dia 26 de outubro último por decisão do colegiado durante a 29ª sessão do Plenário Virtual. Com isto, o desembargador permanece afastado de qualquer atividade jurisdicional pelo menos até 15 de março de 2018. No segundo revés para o ex-presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas em 15 dias, na terça, 7, o CNJ aprovou, em sua 30ª sessão do Plenário Virtual, o pedido do conselheiro Aloysio Corrêa da Veiga de prorrogação por 90 dias do PAD 0003335-95.2016.2.00.0000, no qual Washington Luiz é investigado por suspeita de envolvimento com o cartel da merenda escolar. Ministro do Tribunal Superior do Trabalho, Aloysio Corrêa foi empossado no dia 12 de setembro como conselheiro do CNJ na vaga destinada à Corte e que antes era ocupada pelo ministro Lélio Bentes Corrêa, primeiro relator do procedimento que investiga a conduta do desembargador alagoano no escândalo que ficou conhecido em Alagoas como Máfia da Merenda Escolar.
Washington Luiz é suspeito de envolvimento na Máfia da Merenda e de atuar em favor do ex-genro, acusado de improbidade
O caso remonta a 2006, quando a SP Alimentação e Serviços Ltda obteve liminar que determinou à Prefeitura de Maceió sua recontratação como fornecedora de merenda para as escolas da rede municipal. O contrato, feito sem licitação, havia sido suspenso por determinação no Ministério Público Estadual após constatação de superfaturamento e não cumprimento de cláusulas contratuais e as denúncias, em âmbito nacional, do envolvimento da empresa em um esquema que atingiu mais de 50 municípios dos estados de São Paulo e do Paraná. Washington Luiz, de acordo com a denúncia em apuração no CNJ, teria recebido R$ 400 mil para favorecer a empresa. O dinheiro teria sido depositado na conta de Morgan Campos Lisboa, figura intimamente ligada à família do desembargador em Piranhas e que no período de 1998 a 2012 trabalhava diretamente com ele no Tribunal de Justiça. Em 2013, passou a trabalhar na Câmara de Vereadores do município sertanejo, onde permanece até hoje.
O CASO CRISTIANO MATHEUS Reconduzido no dia 10 de outubro último ao cargo de conselheiro do CNJ na vaga destinada ao Ministério Público Federal, o procurador da República Arnaldo Hossepian é quem conduz as investigações sobre as suspeitas de favorecimento ao ex-prefeito de Marechal Deodoro, Cristiano Matheus, por parte do desembargador. Acusado ainda durante suas duas gestões de improbidade administrativa e denunciado pela Procuradoria Geral de Justiça, o ex-prefeito teria sido “blindado”, como ele mesmo apregoava, pelo ex-sogro a ponto de os processos contra ele adormecerem por meses no TJ. Cristiano Matheus somente foi afastado do cargo, como pedi-
ra reiteradamente o Ministério Público Estadual, em setembro do ano passado e por determinação da Justiça Federal onde foi igualmente denunciado e é réu por irregularidades em contratos de licitação e desvios de recursos públicos. Washington Luiz foi afastado de todas as suas funções no âmbito da Justiça estadual pelo CNJ em junho do ano passado, quando estava na presidência do Tribunal de Justiça. No dia 19 de setembro último, o CNJ arquivou, por falta de provas, um terceiro processo instaurado contra ele. Relatado pela conselheira Daldice Santana, o PAD 000333158.2016.2.00.0000 investi-
gou as denúncias de favorecimento a vereadores e ao ex-prefeito de Joaquim Gomes, Antônio Araújo Barros, o Toinho Batista. A relatora afirmou haver indícios de má conduta por parte do desembargador que ensejaria a pena de advertência, mas como pela Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman) a penalidade não se aplica a magistrados de segunda instância, o processo foi arquivado.
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Fiasco tecnológico interrompe sonho de Alagoas produzir etanol 2G
PIONEIRISMO BIOFLEX TENTA SUBSTITUIR PLANTA ITALIANA PARALISADA HÁ QUASE 2 ANOS POR PROBLEMAS TÉCNICOS
DA REDAÇÃO
O
que seria a primeira usina de etanol de segunda geração - de alta tecnologia - corre o risco de virar sucata e ter o mesmo destino das velhas usinas de açúcar e álcool que estão fechando em Alagoas. Inaugurada em 2015 no município de São Miguel dos Campos, a Bioflex foi saudada como início de uma nova era tecnológica para produzir álcool a partir da palha de cana, o chamado etanol de segunda geração, ou G2. Mal entrou em operação a nova usina começou a enfrentar problemas tecnológicos que levaram à sua paralisação. No início de 2016 sofreu três seguidos incêndios que devoraram toda a palha de cana estocada ao longo de vários meses para o início das operações, cujas causas ainda são desconhecidas. O maior problema, no entanto, é que a planta industrial instalada com tecnologia italiana se revelou inviável, levando à paralisação da Bioflex.
Fábrica em São Miguel dos Campos teve investimentos de R$ 1 bilhão
“Os desafios tecnológicos se mostraram maiores do que os esperados originalmente, mas a empresa mantém a confiança de que reverterá essa situação o mais rapidamente possível”, disse Allan Hiltner, vice-presidente de Negócios da GranBio, após a paralisação da unidade alagoana, em abril de 2016. Quase dois anos depois, nenhuma solução foi apresentada até agora. É o preço do pioneirismo. A planta da Bioflex em Alagoas consumiu R$ 1 bilhão em investimentos, tendo como maior investidor o BNDES, que em 2013 pagou R$ 600 milhões por 15% da GranBio, a holding do grupo baiano Gradin, que investiu R$ 400 milhões. Com o fiasco da planta italiana, a Bioflex vem desen-
volvendo esforços nos EUA em busca de novas tecnologias para o projeto. Ocorre que o grupo precisa de novos investimentos e já pediu ao BNDES um novo aporte de R$ 250 milhões para a empresa, mas o banco ainda não se manifestou. Enquanto busca nova tecnologia em outros países e tenta convencer o BNDES a injetar mais recursos no projeto, o grupo GranBio – sócio da Odebrecht – briga na Justiça para ser ressarcido dos prejuízos provocados pelo fracasso da planta italiana, calculados em R$ 200 milhões. Ocorre que a empresa italiana que instalou a planta industrial da GranBio entrou em regime de recuperação judicial e o caso deve acabar na Corte de Arbitragem de Londres.
RISCO DA INOVAÇÃO JÁ ERA PREVISTO PELA GRANBIO A produção em escala comercial do etanol de segunda geração (2G) no hemisfério sul teve início no final de setembro de 2014, tendo como matéria-prima a palha da cana-de-açúcar. “Quando anunciamos a construção da fábrica em Alagoas, em meados de 2012, assumimos o risco da inovação e do pioneirismo em um projeto com potencial transformador para as indústrias de biocombustíveis e bioquímicos”, disse na época o presidente da GranBio, Bernardo Gradin. “Mais do que a inauguração de uma fábrica, esse projeto é uma prova de que o Brasil pode liderar a indústria de biotecnologia mundial a partir de seu potencial agrícola”, destacou o empresário.
O investimento total na primeira unidade com capacidade para produzir 82 milhões de litros e gerar 61 MWhora de energia foi de US$ 265 milhões. Os recursos foram distribuídos entre a construção da fábrica, US$ 190 milhões, e o sistema de cogeração, US$ 75 milhões. Para a geração de vapor e energia elétrica o investimento foi feito em conjunto com a Usina Caeté, do grupo alagoano Carlos Lyra. A usina começou a operar com 20% da capacidade e a expectativa era alcançar uma ocupação de 50% e com isso gerar 1 milhão de litros por mês, volume que deveria aumentar paulatinamente até que a unidade atingisse a sua capacidade total, com a produção de 8 milhões de litros por mês, o que segundo o presidente da companhia, deveria ocorrer já na metade de 2015.
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Etanol de segunda geração, menos poluente, seria produzido a partir da palha da cana-de-açúcar existente em abundância em Alagoas
Mudanças no projeto
A
ntes mesmo de entrar em operação a Bioflex passou por mudanças no projeto que resultaram na ampliação da cogeração de energia e melhorias feitas a partir da experiência da usina 2G italiana Beta Renewables, parceira da GranBio e provedora da tecnologia para conversão da biomassa. As modificações fizeram com que o projeto custasse 35% mais do que o planejado. Além disso, as alterações foram acompanhadas de um período de chuvas intenso, o que provocou o adiamento da partida da planta. O tempo total de construção foi de 20 meses. Apesar do atraso, a companhia considera que o prazo foi menor do que qualquer outro empreendimento desse porte. As obras foram gerenciadas pela GranEnergia, empresa que, como a GranBio, também é controlada pela GranInvestimentos S.A, holding da família Gradin. A GranBio desenvolveu um sistema de coleta, armazenamento e processamento de palha equivalente a 400 mil toneladas por ano para a Bioflex. A fábrica utiliza a tecnologia de pré-tratamento Proesa da empresa italiana BetaRenewables (do Grupo M&G), as enzimas da dinamarquesa Novozymes e as
leveduras da holandesa DSM. A principal fonte de recursos do empreendimento foi o BNDES, que investiu R$ 600 milhões. Diretamente o banco financiou R$ 300 milhões, através do PAISS – Plano de Apoio à Inovação Tecnológica Industrial dos Setores Sucroenergético e Sucroquímico. Outros R$ 300 milhões vieram através do braço de participações do banco, o BNDESPar, que é sócio da GranBio. O etanol 2G da GranBio é o combustível produzido em escala comercial mais limpo do mundo em intensidade de carbono (CI), o que torna esse combustível produzido em larga escala no mais vantajoso para o meio ambiente e para reversão das mudanças climáticas. GRADIN É DONA DE 20,6% DA ODEBRECHT Cinco anos após investir cerca de R$ 1 bilhão em um projeto de etanol de segunda geração – que usa resíduos da cana-de-açúcar em sua produção -, a família Gradin ainda tenta fazer deslanchar o negócio, sua principal aposta para superar a saída tumultuada do dia a dia do grupo Odebrecht, no qual até hoje detém fatia de 20,6%.
A briga entre os Gradin e os Odebrecht é uma das maiores disputas societárias em curso no País. Batizada de GranBio, a empresa, que produz combustível a partir da palha da cana, sofreu reveses em série, que incluíram a paralisação da fábrica, incêndio no estoque de matéria-prima e briga com fornecedores. O projeto atrasou e agora precisa de mais dinheiro. Para isso, no entanto, os Gradin precisarão da boa vontade do governo. Está prevista para a próxima quinta-feira uma assembleia para discutir com o BNDESPar, braço de participações do BNDES, novo aporte de R$ 250 milhões na empresa. O banco é o maior investidor no projeto: pagou R$
600 milhões por 15% da GranBio em 2013. Os Gradin investiram R$ 400 milhões. Mas convencer o BNDES a colocar mais dinheiro na empresa não será fácil, afirmam fontes próximas ao banco. Procurado, o BNDES admitiu que novo aporte é necessário, mas disse não ter tomado decisão sobre o tema. PARCERIA TECNOLÓGICA Ao fundar a GranBio em 2011, Bernardo Gradin, ex -presidente da petroquímica Braskem, fechou parceria tecnológica com a italiana Mossi Ghisolfi (MG), um dos mais importantes grupos petroquímicos do mundo. Os italianos forneceriam maquinário para a usina em Alagoas. Em setembro de 2014, a fábrica começou
a rodar. Mas não tardou para ficar claro que a solução vendida não funcionava. A usina só conseguia operar por poucos dias até precisar parar para reparos. Os Gradin tentaram negociar diretamente com os donos da MG o ressarcimento, mas acabaram, segundo apurou o jornal O Estado de S. Paulo, apelando para arbitragem na Corte de Londres após a morte de Guido Ghisolfi, em 2015. Um dos herdeiros da MG, ele era o principal interlocutor dos brasileiros. Paralelamente à disputa, os Gradin abriram processo na Justiça de Alagoas para produzir provas e mostrar que a tecnologia dos italianos não funciona. Para piorar, a MG, com dívida de quase US$ 1 bilhão, entrou em outubro com pedido de concordata na Itália e nos EUA. O episódio reduz as chances de os Gradin serem indenizados pelos prejuízos à GranBio, que somam cerca de R$ 200 milhões, apurou a reportagem. Procurada, a MG não respondeu. A GranBio disse esperar uma solução viável com a MG e que vê a recuperação judicial do grupo como oportunidade. (Com informações dos jornais Estado de S. Paulo e Valor Econômico e da revista IstoÉ).
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MACEIÓ, ALAGOAS - 10 A 16 DE NOVEMBRO DE 2017
Setor lidera ranking de devedores trabalhistas
CRISE DAS USINAS RECUPERAÇÃO JUDICIAL, FALÊNCIA E NOVAS TECNOLOGIAS REDUZEM MERCADO DE TRABALHO EM 40%
Taquara, cujo processo de recuperação judicial não avança, é 4ª maior devedora trabalhista em Alagoas; Utinga Leão é 6ª VERA ALVES veralvess@gmail.com
É
cada vez mais preocupante o cenário para os trabalhadores da agroindústria canavieira em Alagoas que, ano após ano, veem diminuir de forma drástica as vagas no mercado. Entre falências, recuperações judiciais e adoção de novas tecnologias, pelo menos 40% dos trabalhadores de 10 anos atrás no setor perderam seus empregos, segundo avaliação do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Açúcar do Estado de Alagoas (Stiaal). A recuperação judicial de sete usinas e duas empresas ligadas à Cooperativa dos Usineiros há 15 dias trouxe novas preocupações aos trabalhadores. Até o ano passado, eram pelos menos 65 mil famílias diretamente dependentes do setor – 50 mil cortadores de cana e 15 mil empregados nas usinas – que, além das dificuldades comuns ao período da entressafra, convivem agora também com as incertezas da continuidade dos negócios de tradicionais grupos empresariais. Para se ter uma ideia da gravidade do quadro, a Laginha Agro Industrial S/A (matriz e filiais) figura na lista mais recente dos 100 maiores devedores da Justiça do Trabalho em âmbito nacional: é a 94ª. No ranking estadual,
é a primeira maior devedora de acordo com o Tribunal Regional do Trabalho da 19º Região, enquanto seu antigo proprietário, João Lyra, é o primeiro no ranking dos 100 maiores devedores pessoa física. Tão preocupante quanto a situação da falida Laginha, que está em débito com quase 10 mil trabalhadores, é a de outras usinas do estado em recuperação judicial. Caso da Usina Taquara Ltda, quarta no ranking das 100 maiores empresas devedoras no estado e que entrou em recuperação judicial em janeiro de 2013 sem que, até hoje, o plano de recuperação tenha sido votado pelo Conselho de Credores, como determina a legislação. O processo da Taquara (000004929.2013.8.02.0010) tramita na Comarca de Colônia de Leopoldina a passos lentos. Prevista para ocorrer em abril último, a assembleia de credores terminou sendo suspensa pela justiça para que a administradora judicial, a empresa pernambucana Lideres em Recuperação Judicial, Falência e Consultoria LTDA, representada por Natália Pimentel Lopes, apresente a lista atualizada dos credores. Sexta colocada no ranking estadual dos maiores devedores da Justiça do Trabalho em Alagoas, a Usina Utinga Leão (SA Leão Irmãos Açúcar e Álcool – matriz e filiais) está igualmente
em processo de recuperação judicial, só que tramitando em Pernambuco, na 25ª Vara Cível de Recife (processo nº 0083601-96.2013.8.17.0001). A Companhia Açucareira Central Sumauma (matriz e filiais) é a 34ª do ranking estadual e a ela pertence a Usina Sumauma, uma das sete usinas ligadas à Cooperativa Regional dos Produtores de Açúcar e do Álcool de Alagoas (CRPAAA, mais conhecida como Cooperativa dos Usineiros) que entrou em recuperação judicial no final de outubro. O processo (072818920.2017.8.02.0001) tramita na 4ª Vara
Cível da Capital e está sendo acompanhado pelo Ministério Público Estadual por meio de nove promotores de Justiça, seis deles integrantes do Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas- Gecoc. O ranking de maiores devedores trabalhistas inclui ainda outras usinas que, ao menos por ora, não seguiram o caminho da recuperação judicial ou pedido de falência. São elas, a Usina Bititinga (3ª), Usina Santa Clotilde S.A. (11ª), Usina Alegria- matriz e filiais (25ª) e Companhia Açucareira Usina João de Deus – matriz e filiais (82ª).
A Energisa Sergipe - Distribuidora de Energia S.A., empresa privada, concessionária de serviço público de energia elétrica, inscrita no CNPJ nº 13.017.462/0001-63, com sede na Rua Ministro Apolônio Sales, nº 81, Bairro Inácio Barbosa, cidade de Aracaju, Estado de Sergipe, torna público que requereu ao IMA/AL a prorrogação/ renovação de sua Licença de Operação para a Linha de Transmissão 69 kV Penedo/Carrapicho, cujo traçado passa pelos Municípios de Penedo/AL e Santana do São Francisco/SE. Engenheiro Juliano Ferraz de Paula Diretor Técnico e Comercial
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Carta aberta denuncia bastidores de prefeitura
INSTABILIDADE POLÍTICA EXECUTIVO E LEGISLATIVO ENTRAM EM GUERRA EM SANTA LUZIA DO NORTE
JOSÉ FERNANDO MARTINS josefeernandomartins@gmail.com
O
pequeno município de Santa Luzia do Norte, com pouco mais de 7 mil habitantes, está no meio de uma grande crise política. O Executivo, encabeçado pelo prefeito Edson Mateus (PRB), está em atrito constante com o presidente da Câmara Municipal, José Alberto Hermenegildo, o Beto Policial (Pros). E vice-versa. O vereador esteve à frente da Prefeitura entre os meses de setembro e outubro, período que Mateus foi afastado, junto com o vice José Ailton do Nascimento, pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE -AL) sob acusação de abuso de poder econômico durante as eleições de 2016. No entanto, liminar do ministro Antonio Herman de Vasconcellos e Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), autorizou seu retorno ao cargo. Para inflamar ainda mais a situação, uma carta aberta denominada “População de Santa Luzia do Norte pede socorro e clama por justiça” convida órgãos como Tribunal de Contas do Estado (TCE-AL), Ministério Público Federal e Estadual e outras entidades fiscalizadoras para que façam uma visita à sede da Prefeitura do município a fim de constatar irregularidades em processos de licitação, pagamentos de funcionários e em comprovantes sobre a entrada e saída de dinheiro dos cofres públicos.
Edson Mateus diz estar sendo perseguido pelo presidente da Câmara, Beto Policial
Vereador da cidade desde os 18 anos, Edson Mateus foi alvo de polêmica assim que ganhou as eleições municipais para prefeito no ano passado. Acusado de estupro de vulnerável, Mateus ficou detido do dia 15 de dezembro a 23 de janeiro no Quartel do Corpo de Bombeiros, em Maceió. Mesmo preso, conseguiu autorização para sair e tomar posse da Prefeitura. Quando solto, foi recebido com festa e ovações por parte da população. Conforme a carta aberta encaminhada ao EXTRA, a conduta do gestor na administração do município tem levantado suspeitas. Ele teria atrasado o pagamento de funcionários públicos e fornecedores por mais de três meses. “Deixou de pagar serviços essenciais, como saúde, educação e assistência”, relatou a denúncia, que se estende a vere-
adores da situação e equipe de secretários. Parte do staff da prefeitura de Santa Luzia do Norte é formada pelo: secretário de Finanças Marcosmand Rodrigues, secretário de Saúde Davi de Oliveira, subsecretário de administração Gédson Moreira da Silva, contador Gédson Basílio, a irmã do prefeito Juliana Mateus. Comissionados, ainda segundo a carta aberta, receberiam salários três vezes
por mês da Prefeitura. “Sem contar (...) um desvio de R$ 620 mil do Funprev – Fundo de Previdência”, destacou. O documento apontou também outras supostas irregularidades, como: pagamentos a empresas vendedoras de notas fiscais para reformas de escolas e de uma unidade básica de saúde. No entanto, a reforma teria se resumido em apenas uma pintura. A denúncia, como já mencionado, também cita vereadores aliados do gestor. É o caso de Fábio Lucena Felizado, mais conhecido como Professor Fábio, que teria sido contratado pelo município acumulando cargo público. “Além de receber os salários por diversos meses sem ter dado um dia de serviço”, destacou o documento. Outros edis são nomeados: Roberval Francisco, que seria homem de confiança de Edson Mateus. Francisco foi detido com outras pessoas, em setembro, sob suspeita de integrar um esquema de estelionato com clonagem de cartão de crédito. Também se refere ao vereador Werdley Thiago Amaral que estaria envolvido no fornecimento de merenda ao município por meio de empresa da família, além de ser dono de um imóvel alugado pela prefeitura. Além de João Maia, que na administração passada, teria exercido à função de engenheiro contratado pelo município, atestando obras de um ginásio no valor de R$ 200 mil, que conforme a carta aberta, nunca saiu do papel.
É perseguição, diz prefeito
E
m conversa com o EXTRA, o prefeito Edson Mateus negou qualquer irregularidade em sua administração. Destacou que sua eleição incomodou políticos de peso já que o eleitor resolveu eleger um “homem do povo, pobre e negro”. Sobre as acusações, ele negou qualquer desvio no fundo previdênciário do município. Disse que está sendo recolhido os repasses pontualmente. Quanto ao caso do vereador Fábio, explicou que ao saber sobre a ilegalidade de se acumular cargo, o professor deixou de integrar o funcionalismo do município. Também respondeu a questão da merenda informando não ter vínculos com empresas de parentes com o vereador. Sobre os processos que responde, informou acreditar na Justiça. E ainda questionou a credibilidade da carta aberta afirmando saber que foi escrita por uma pessoa que nem mora na cidade a mando do presidente da Câmara de Vereadores, Beto Policial, um dos seus ex-aliados políticos. À imprensa, declarou que irá denunciar o vereador ao Ministério Público Federal (MPF) por desvio de dinheiro dos cofres do Executivo durante os dias que ficou à frente da Prefeitura. Já Beto Policial contou ao EXTRA que não tem nada contra o prefeito da cidade. “Assumi o Executivo apenas por uma questão de que lei se cumpre. Mas não irei assumir a má administração dos outros”.
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Presidente da Câmara de Batalha é assassinado a tiros
CRIME NO SERTÃO EM REAÇÃO À MORTE DO PAI, FILHO DE NEGUINHO BOIADEIRO ATIRA CONTRA FILHO DO EX-PREFEITO ZÉ MIGUEL
18 ANOS DA MORTE DE ZÉ MIGUEL
DA REDAÇÃO
O
pecuarista e presidente da Câmara de Batalha, Adelmo Rodrigues de Melo, 61, conhecido como Neguinho Boiadeiro, foi assassinado com vários tiros no início da tarde desta quinta-feira,9, quando saia daquela Casa Legislativa. Envolvida em vários crimes de pistolagem, a família Boiadeiro tentou engatar na política em alguns municípios do Agreste e Sertão alagoanos, mas apenas Neguinho teve êxito elegendo-se vereador no último pleito. Ironicamente, Neguinho Boiadeiro usou em sua campanha política o slogan “Com Deus e o povo”. Antes de chegar à Casa Legislativa, em 2012 Neguinho Boiadeiro foi candidato a prefeito de Batalha, mas perdeu o páreo para Aloísio Rodrigues. A polícia apela para que quem tiver qualquer informação sobre o paradeiro do assassino ligue para o Disque-Denúncia 181 que terá identidade preserva-
Neguinho Boiadeiro foi morto na porta da Câmara e, em represália, seu filho atirou contra José Emílio (acima)
da.
Em reação à morte do vereador, o filho do ex-prefeito José Rodrigues Dantas – o Zé Miguel, assassinado pelos Boiadeiro em 1999 - José Emílio Rodrigues Dantas, teria sido baleado por um dos filhos de Neguinho Boiadeiro. O clima de tensão tomou conta da cidade e a Secretaria de Segurança Pública enviou dezenas de militares para Batalha na tentativa de acalmar os ânimos. Vídeos foram espalhados nas redes sociais, uns mostram várias viaturas do Bope se dirigindo ao local, em outros há pessoas apavoradas com tiros disparados na rua. Até helicópteros da PM foram acionados.
No total, são três vítimas, uma fatal e dois feridos – além de José Emílio, o segurança do vereador assassinado, um policial militar cujo nome não havia sido divulgado até o fechamento desta edição. Toda essa pressão e mobilização da polícia acontece para evitar outro confronto. É que a maior rivalidade na região acontece entre as famílias Dantas e Boiadeiro. Inclusive, o presidente da Assembleia Legislativa, Luiz Dantas, é irmão de Zé Miguel, assassinado em 1999 por Laércio Boiadeiro, irmão de Neguinho. O jornal EXTRA tentou contato com o presidente da Assembleia, mas uma mulher que
se identificou como esposa do parlamentar disse que não teria nada a declarar. Em nota, a SSP informou que assim que foi comunicada da situação, tomou todas as medidas necessárias. O reforço policial, conta com equipes das Polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros, Perícia Oficial e do Grupamento Aéreo da SSP. De acordo com a nota, o delegado regional de Batalha, Rômulo Monteiro, está investigando o caso. “Após tomarem conhecimento do crime, o diretor da área do Sertão, delegado Cícero Lima, e o delegado de Pão de Açúcar, Sandro Marcelo, foram para a cidade ajudar na elucidação do caso”.
O rosário de crimes da família Boiadeiro é grande, mas o que mais repercutiu foi o assassinato do ex-prefeito de Batalha, Zé Miguel, em 1999. Pelo crime, o agropecuarista José Laelson Rodrigues de Melo, conhecido como Laércio Boiadeiro, foi condenado a 35 anos de prisão pelo assassinato do ex-prefeito, que na época tinha 57 anos, e da mulher dele, Matilde Tereza Toscano de Souza, 30. Boiadeiro foi libertado em abril de 2010 pelo desembargador Orlando Manso, que entendeu haver falhas no processo. Zé Miguel foi executado dentro do seu veículo, quando seguia de Batalha para a sua propriedade, em Jaramataia, após participar de uma festa. O ex-prefeito estava na companhia da mulher e foi atingido por mais de 20 disparos de arma de fogo em um trecho da AL-220. Durante o primeiro julgamento, Laércio Boiadeiro disse que estava fora do estado no dia do crime e que soubera do duplo homicídio pela imprensa. Vale ressaltar que em junho de 2006, uma operação conjunta envolvendo as polícias Militar e Civil e o Núcleo de Combate ao Crime Organizado (NCCO) resultou na prisão de pessoas da família Boiadeiro. Na ocasião, foi realizado um cerco à casa de Adelmo Rodrigues de Melo, o Neguinho Boiadeiro. Agora, com a morte de Neguinho Boiadeiro, parece que a guerra entre as famílias Boiadeiro e Dantas está longe de acabar.
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NOVEMBRO AZUL Câncer de próstata é preocupante, mas especialista diz que o homem deve cuidar da saúde em geral
MARIA SALÉSIA COM ASSESSORIA sallesia@hotmail.com
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o mês da prevenção do câncer de próstata os dados são alarmantes, mas o médico Marcos Martins, coordenador do Programa Estadual de Saúde do Homem em Alagoas, alerta que a população masculina deve procurar uma unidade de saúde para saber como anda a saúde no geral. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer, mais de 61 mil pacientes foram diagnosticados este ano com câncer de próstata no país. Um em cada seis homens é alvo da doença, cada 7,6 minutos há um diagnóstico de câncer de próstata e é registrado um óbito por câncer de próstata a cada 40 minutos. Só em Alagoas, são 560 casos, sendo 210 em Maceió. O câncer de próstata é o segundo que mais mata homens no mundo, atrás apenas do de pulmão. O assunto é sério e ainda tabu para muitos homens. Porém, especialistas alertam que dois exames devem ser realizados de maneira concomitante após os 50 anos ou, antes disso, aos 45 anos, se houver parentes de primeiro grau (pai, irmão) com a doença: o exame do toque e o de sangue para medir o PSA. É que os dois exames, quando associados e realizados por um profissional experiente, garan-
tem um diagnóstico preciso da doença. Em Alagoas, como no resto do país, durante todo o mês de novembro a Campanha Novembro Azul promove ações voltadas para a saúde do homem. As atividades buscam mobilizar a população masculina e seus responsáveis diretos, no caso de crianças e adolescentes. Não somente para prevenir-se contra o câncer de próstata, mas ampliar o conhecimento sobre sua saúde em diferentes fases da vida, como alertou o médico. As atividades se estendem por todo o mês. Seminário, roda de conversa e oficinas acontecem durante o Novembro Azul. Inclusive, nos dias 23 e 30 deste mês, na sede da Sesau, representantes dos municípios participarão de uma oficina para implementação do Guia de Saúde do Homem. LAÇO DIFERENTE Um fato que chama a atenção no Novembro Azul é que a campanha do homem tem um diferencial no tradicional laço das mobilizações usadas mundialmente no chamamento das pessoas para cuidados com a saúde. No laço azul é fixado um bigode, também na cor azul. A ideia, que nasceu na Austrália em 1999, é deixar a barba crescer durante todo o mês como apoio à conscientização da saúde masculina.
Entenda o câncer de próstata
A próstata é uma glândula presente apenas no homem e é responsável pela produção de parte do sêmen. O câncer de próstata é o aumento anormal dessa glândula. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Brasil é o segundo mais comum entre os homens, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma. Em geral não apresenta sintomas e se desenvolve lentamente. Em estágio inicial, o homem pode sentir dificuldades para urinar e em casos mais avançados a doença pode causar insuficiência renal ou infecção generalizada. A recomendação médica é que os exames preventivos sejam feitos anualmente a partir dos 50 anos e, para homens com histórico familiar, a partir dos 45 anos. ATENÇÃO AOS SINTOMAS n Urinar menos que o normal n Urinar com maior frequência, especialmente à noite, pouco de cada vez n Dificuldade para urinar n Dor ou sensação de ardor n Presença de sangue ou sêmen na urina n Ejaculação dolorosa
Cássio Andreoni alerta para importância do exame de toque
Exame de toque não dói, afirma urologista Segundo o urologista Cássio Andreoni, do Hospital Israelita Albert Einstein, o exame de toque não dói, ele causa um certo desconforto que é maior quando o homem não está relaxado. O exame só dói quando o paciente tem alguma inflamação na próstata, afinal ela vai ser tocada durante o exame. Mas o processo todo é bem rápido e, quando você perceber, o exame acabou. É fundamental realizar exames de toque anualmente depois dos 50 anos (se não houver histórico de câncer na família), 45 (se houver histórico de câncer na família) e 40 (se você for negro e houver histórico de câncer na família). Desde que a cirurgia pôde ser realizada com auxílio de robôs, o índice de sequelas diminuiu muito. Segundo Andreoni, a disfunção erétil atinge cerca
de 10% dos pacientes, e a incontinência urinária não passa dos 3%. Atualmente, até os serviços públicos de saúde oferecem técnicas minimamente invasivas, que permitem ao paciente se recuperar rapidamente. Doutor Cássio Andreoni é urologista do Hospital Albert Einstein (SP); fez Pós-Graduação na Washington University; é doutor e livre-docente pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) - Escola Paulista de Medicina (EPM); é professor da disciplina de Urologia da Unifesp-EPM; atual Membro do Staff da Endourological Society; e chefe do Recognized Fellowship Program Também foi visiting urologist (urologista visitante) pelo Institut Moutualist Montsouris, Paris; e visiting urologist pelo Memorial Sloan Kettering Cancer Center, New York. Suas principais áreas de atuação são câncer de próstata, tumor da bexiga, tumores do rim e da adrenal, cirurgia robótica e cálculos renais.
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Livro sobre Cabo Henrique revela que matança poderia ter sido evitada
OMENA X CALHEIROS SARGENTO BARBOZA DIZ QUE GOVERNO DA ÉPOCA TINHA CONTROLE SOBRE SISTEMA CRIMINOSO VIGENTE, MAS NÃO TOMOU INICIATIVA PARA ESTANCAR O MATA-MATA MARIA SALÉSIA sallesia@hotmail.com
A
saga das famílias Omena e Calheiros (que assina Cavalcante Lins) que teve início no final da década de 1970, após o pai do cabo Henrique ser assassinado por Ernesto Calheiros recebe releitura com o lançamento do livro “Um policial chamado cabo Henrique”. De autoria do sargento Elias Barboza, o ensaio jornalístico narra os fatos que marcaram as mortes do pai do cabo, do sargento Adrualdo Goulart, do advogado e jornalista Tobias Granja, de Ernesto e Paulo Calheiros, entre outros que ocorreram nos anos de 1970 e meados de 1980 no estado de Alagoas. No entanto, o autor revela que matança poderia ter sido evitada se governo da época, que controlava o sistema criminoso vigente, tivesse tomado providências para coibir tal prática criminosa. E foi no jornalismo investigativo dos jornais impressos do estado que o autor da obra
buscou ferramentas para após 40 anos trazer à tona uma história de pânico, mortes, comoção social e uma infinidade de sentimentos que ainda hoje povoam o imaginário de quem viveu aquela época ou ouviu falar. Barboza revisita o passado e mostra uma Maceió que foi cenário da maioria dos episódios sangrentos promovidos pelas duas famílias. “A cumplicidade ou omissão da cúpula da segurança pública em restabelecer a lei, por vezes quebrada, era a realidade da política de segurança do estado de Alagoas”, diz trecho do livro. Barboza disse que os fatos narrados no livro não buscam expor as famílias ou parentes que foram personagens principais dos casos apresentados. Para o autor, trata-se de um novo olhar jornalístico que possibilita às novas gerações de policiais e a população alagoana jovem conhecerem o que não vivenciaram no passado de destruição de vidas. Ele critica a omissão do Estado ao afirmar que se não fosse ausente na época muitos crimes teriam sido evitados. “Foi um período de ‘guerra’ entre a família Omena e os Calheiros, que vitimou 13 pessoas. Após 40 anos estou trazendo uma releitura sobre tudo que foi publicado na época nos jornais. A omissão do poder e a covardia dos pistoleiros foram os pontos que nortearam aquela década”, relembrou Barboza ao acrescentar que a história se encarregou de fazer do cabo Henrique um justiceiro e herói. O livro de 124 páginas distribuídas em sete capítulos é de leitura fácil e emocionante. Do começo ao fim, a narrativa prende o leitor que hora se vê mergulhado num mar de emoção, medo, vingança e outra tenta desvendar o mistério que levou duas famílias a se devorarem, tudo para vingar seus entes queridos. No decorrer da obra, perce-
Livro narra histórias do conflito entre os Calheiros e os Omena
be-se que a história é fascinante e sempre será contestada. Foram muitas vítimas inocentes que perderam a vida em pleno exercício da profissão ou por mal-entendido e até mesmo porque estavam na hora e no lugar errado. E o que dizer da dor das duas famílias que vivenciaram um cenário de mortes, prisão e fugas. No primeiro capítulo “O crime da Rua Zeferino Rodrigues” o autor reporta ao assassinato do sargento Adroaldo de Freitas Goulart. É que em 1971 a guarnição que Adroaldo comandava assassinou um membro da família Calheiros. A partir daí, o sargento passou a ser inimigo dos Calheiros. Anos depois... . Bem, para saber o final do episódio só lendo o livro. E fazendo parte deste mesmo episódio tem ainda o assassinato do irmão do sargento Adroaldo, o juiz Gabriel de Freitas Soares, morto por pistoleiros contratados pela família Calheiros. O capítulo II, “Cabo Henri-
que, um homem marcado pelo desespero” vem recheado de emoções e detalhes. Nele, é narrado o porquê da morte de Silvino Henrique, pai do cabo Henrique, e de mais três pessoas mortos na mesma “trama diabólica”. A chacina teria ocorrido por que seu Silvino tinha comprado uns porcos que teriam sido roubados. No entanto, ele garantiu que não sabia e que iria devolver. Mesmo assim, foi brutamente assassinado por Enersto Calheiros. “Naquele momento, Ernesto não percebeu, mas começava então a sua sentença de morte, e estava declarada a guerra das duas famílias”, é o que relata trecho do capítulo. Um fato que não pode ficar de fora quando se trata da briga entre as duas famílias foi o assassinato de Paulo Calheiros no dia 2 de junho de 1981, três anos depois de seu irmão Ernesto ter sido assassinado pelo cabo Henrique. O crime aconteceu por volta das 13h20, no
Centro de Maceió, em frente ao antigo Bar do Chopp. Paulo foi surpreendido com um tiro na nuca enquanto conversava com um primo. O tiro fatal foi dado por Ailton Omena, irmão do cabo Henrique. Mas o que continua bem vivo na memória de quem viveu aquela época foi a fuga cinematográfica do cabo Henrique após ter assistido seu irmão Ailton ser cravado de balas no momento em que se rendia. Cabo Henrique escalou alguns telhados para se proteger, empreendendo fuga. “Quando Henrique se entregou, estava no telhado de um prédio, em frente à estação Ferroviária no Centro da capital alagoana”. A comoção toma conta no capítulo que fala sobre o assassinato do jornalista e advogado Tobias Granja. Dois homens participaram da execução, contratados pelo empresário Dagoberto Calheiros. São muitos episódios que só poderão ser desbravados com a leitura de “Um policial chamado Cabo Henrique”. “A carnificina poderia ter sido evitada. O sistema da época deu cobertura ao crime. São vítimas de um sistema que até hoje persiste “, criticou Bezerra ao acrescentar que foram os seus amigos de farda e alguns admiradores do cabo Henrique que o incentivaram a escrever a obra. No entanto, o livro não aborda a morte do cabo Henrique ocorrida num garimpo da Amazônia, e sepultado em João Pessoa (PB). Ainda hoje há quem acredite que o cabo está vivo e que seu assassinato seria uma estratégia do militar para escapar dos seus algozes. Quem quiser saber mais sobre o caso basta adquirir o livro no Quartel Geral da Polícia Militar, no Centro de Maceió, de segunda a sexta-feira, na sala da 4ª seção ou contatar pelo telefone (82) 99389-8887.
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Analista político acredita que abstenção será maior em 2018
19 ANOS DO EXTRA MARCELO BASTOS DIZ QUE ELEITORES ESTÃO DESMOTIVADOS PARA IR ÀS URNAS
MARIA SALÉSIA sallesia@hotmail.com
A
s eleições gerais batem à porta e, em particular, a corrida pelo governo do Estado de Alagoas e vaga no Senado tem dado o que falar. Neste xadrez político, que envolve cargos e poder, as regras do jogo podem mudar a qualquer momento e quem ganha ou perde vai depender das estratégias de cada grupo. No entanto, mudam as peças, mas o enredo continua sem muitas novidades. Nos 19 anos de existência, o EXTRA revisitou seu passado e em 1998 o saudoso Valmir Calheiros escreveu sobre a apatia do eleitor alagoano frente as eleições daquele ano. À época, a previsão do cientista político Eduardo Magalhães era de uma abstenção de 40% em Alagoas. A escassez de recurso e desmotivação seriam os principais entraves. Hoje, o analista político e professor Marcelo de Melo Bastos diz o que esperar das eleições do próximo ano. As eleições de 1998 deram mesmo o que falar. Em seu livro 1978-2016, Marcelo Bastos
citou fatos importantes do pleito como a votação inexpressiva de Divaldo Suruagy (antes fenômeno eleitoral para Governo do Estado) que conseguiu apenas ser o terceiro suplente da sua coligação na corrida pela Câmara Federal. Diz ainda da vitória de Ronaldo Lessa eleito em primeiro turno para o governo derrotando Manoel Gomes de Barros. E neste caso faz um comparativo onde abstenção, nulo e brancos somaram 717.401. Enquanto Lessa foi eleito com 387.021 votos, a abstenção foi de 390.465, sendo 28,22% dos eleitores. Ou seja, na prática seria o vencedor. A turbulência de 1998 e a crise política que o país atravessa na atualidade parece que não deixaram tanto requisitos em relação à disputa ao governo atual. Renan Filho (PMDB) tem agradado boa parcela dos alagoanos e Rui Palmeira (PSDB) vem impondo respeito. Pelo menos é o que revela a primeira pesquisa registrada no TRE-AL com o número 06664 para a corrida eleitoral de 2018. Renan Filho aparece com 37% das intenções de votos, com vantagem de 11% em
relação ao segundo colocado, o prefeito de Maceió. Nesse caso, tanto o governador quanto o prefeito de Maceió estão bem com seu eleitorado. Apesar da pesquisa, Marcelo Bastos diz que não há como fazer uma previsão para 2018 para o governo do Estado, pois depende de quem será candidato. Oficialmente, disse, só Renan Filho está na disputa para reeleição. Mas garantiu que não tem dúvida de que a abstenção será grande, pois as pessoas estão indignadas com tanta corrupção a exemplo da Operação Lava Jato que envolve políticos do mais alto gabarito.
Voltando ao futuro, o cientista político disse que aparentemente não há nada que desabone a imagem de Renan Filho, porém o que poderia “arranhar sua imagem seria o passado do pai” (senador Renan Calheiros). Mas pondera ao afirmar que um ponto positivo é a situação cômoda em que se encontra ao comparar Alagoas a estados como Rio de Janeiro que vive situação de penúria. E aponta ainda a apatia dos movimentos sociais em Alagoas. Segundo ele, Renan Filho deu aumento de 6% ao servidor público e nenhum sindicato protestou, pois em outros estados a situação é bem pior. Tem ainda as obras que Renan Filho vem tocando com recursos próprios, mas Bastos alerta que é preciso ter cautela. “O problema é como vai manter. Depois de tudo pronto, o Estado vai ter como sustentar hospitais e outros empreendimentos?”, indagou. Bastos apela para que o eleitor exerça a cidadania e escolha seu candidato. Para ele, a forma de protestar não indo votar não ajuda em nada. Na verdade, disse, com esta
prática o eleitor está referendando aquele que se elegeu. E fazendo uma retrospectiva das 20 últimas eleições em Alagoas, Bastos aponta que no quadro político sempre se elegem os mesmos candidatos. E este rodízio entre eles desmotiva pessoas de outros segmentos da sociedade a se candidatarem, mesmo com qualificação para exercer qualquer mandato. “De 78 para cá mudam os nomes, mas as famílias são as mesmas”, comparou. IMAGEM AJUDA Marcelo Bastos disse que um ponto positivo para qualquer candidato é a sua imagem. E relembra que nas eleições municipais de 2016, em Maceió, embora tenham sido marcadas pela crise econômica no país e o momento fosse delicado do ponto de vista ético e moral, o que prevaleceu naquela eleição foi a imagem do candidato. “Apoiado na imagem de político ético e limpo, utilizando bem as redes sociais e o guia eleitoral determinaram o primeiro lugar”, referindo-se a Rui Palmeira que saiu na frente na disputa para reeleição. Acreditando-se que o pleito de 2018 passa pelas eleições de 2016, muita água vai rolar. E se de fato Rui Palmeira se aventurar na disputa pelo Governo de Alagoas nas eleições do próximo ano, a briga será de gente grande entre o prefeito e Renan Filho. Ao eleitor, resta ir às urnas e escolher o melhor para o estado. Afinal, como diz Marcelo Bastos, “abstinência não é a melhor forma de protestar”.
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Gerônimo Ciqueira ainda rende frutos à política alagoana
19 ANOS DO EXTRA
ASSEMBLEIA Atualmente, os deficientes de Alagoas contam com a deputada Thaise Guedes (PMDB) para representar a categoria na Assembleia Legislativa. Antes de se tornar deputada, se candidatou a vereadora por Maceió pelo partido PSC, em 2008, sendo eleita como uma das mais jovens vereadoras do Brasil. Em 2010, concorreu a uma vaga na ALE, tornando-se a mais jovem parlamentar da Casa. Acabou sendo reeleita em 2014. “Desde quando fui vítima de erro médico, ainda na adolescência, tive que me adaptar à nova realidade da minha vida, adequando as limitações ao meio em que vivo e trabalho. E, inserida no âmbito público-político, tenho atuado para que a inclusão social seja pauta o ano todo, onde os Poderes e sociedade possam discutir e aprimorar as políticas públicas praticadas, a fim de prepararmos melhor nosso estado para essa realidade”, disse Thaise. “Além de sentir as dificuldades dia a dia, como representante do povo também me sinto na obrigação de lutar para garantir que seja de fato cumprida a Lei Brasileira da Inclusão, destinada a assegurar e promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e liberdades fundamentais da pessoa com deficiência, visando a sua inclusão social e cidadania”, complementou.
JOSÉ FERNANDO MARTINS josefernandomartins@gmail.com
A
lagoas estava prestes a eleger seu primeiro deputado estadual deficiente físico nas eleições de 1998. Foi o que noticiou o EXTRA na edição publicada no dia 24 de setembro daquele ano. Gerônimo Ciqueira, à época, era presidente da Associação dos Deficientes Físicos de Alagoas (Adefal). Ele concorreu a uma vaga na Casa Tavares Bastos pelo PTB, mas acabou ficando de fora. Só iria conseguir um cargo eletivo na Câmara de Vereadores de Maceió nas eleições de 2004 pelo PSB. Em 2006, o salto foi maior. Se elegeu deputado federal pelo PFL, atual Democratas, tornando-se o primeiro deficiente físico do País a tomar posse na Câmara dos Deputados. Morreu um ano depois durante o exercício do mandato no dia 11 de março de 2007 em decorrência de uma pneumonia. Gerônimo da Adefal, como era conhecido, tinha 50 anos. Até hoje é considerado um impulso para que outros deficientes físicos se sintam encorajados a disputar um cargo na política. De lá para cá, outros nomes surgiram, inclusive sendo eleitos e reeleitos, como é o caso de uma das pupilas de Gerônimo, a deputada federal Rosinha da Adefal (Avante). Rosinha elegeu-se para uma vaga na Câmara Municipal de Maceió em 2008, e dois anos depois foi eleita para o cargo de deputada federal pelo PTdoB. Na Câmara dos Deputados, presidiu
em 2011, a Frente Parlamentar do Congresso Nacional em Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência. Disputou em 2014 a reeleição para o mandato, porém ficou como primeira suplente. Voltou ao cargo em Brasília, em 2016, após a licença de Marx Beltrão (PMDB), que assumiu o Ministério do Turismo. “Durante minha trajetória de lutas, tive a oportunidade de conviver com pessoas maravilhosas, e Gerônimo Ciqueira foi uma delas. Um homem de garra, lutador e que muito me ensinou sobre os caminhos da militância
em prol das pessoas com deficiência. Vale muito ressaltar a importância da própria representação. Sou deficiente desde muito pequena e, por isso, sei como são as dificuldades enfrentadas diariamente, em todas as fases da vida. Nosso país conta com deficientes que nos representam muito bem na política, daí a importância da legitimidade e da vivência perante as dificuldades. Claro, hoje temos muitas leis que ressaltam nossos direitos, mas ainda há muito para ser feito, pois poucas delas são de fato efetivadas”, declarou Rosinha ao EXTRA.
NOVOS RUMOS Já em 2015, o vereador João Luiz Rocha (DEM) deixou a Câmara Municipal de Maceió para assumir como deputado estadual, eleito nas eleições de 2014. Sendo assim, quem ficou com a cadeira foi o suplente Luiz Carlos da Adefal (DEM), o quarto deficiente físico a passar pela vereança na capital, que já tem planos para 2018: se tornar deputado estadual. Conforme publicado pela imprensa alagoana em outubro passado, Luiz Carlos, além dos votos em Maceió, também tem influência política no interior do estado por causa das lutas pelos direitos das pessoas com deficiência. Ele foi um dos fundadores da Adefal nos anos 80, entidade que é conhecida nacionalmente pelos trabalhos sociais.
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Os perigos da
CARONA
BRUNO FERNANDES E SOFIA SEPRENY Estagiários sob supervisão da Redação
O
s 22 quilômetros que separam a unidade do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) em Satuba da cidade de Maceió fizeram com que os estudantes do instituto que residem na capital criassem uma prática muito comum de ser vista na beira da BR-316: a carona compartilhada. Em Satuba, o número de estudantes à beira da rodovia é de espantar, placas para interior, somente os dedinhos balançando, todos estão em busca da mesma
coisa: uma carona solidária ou até mesmo com um valor mais barato do que o transporte intermunicipal. Túlio Evaristo, 18 anos, estudante do Ifal e morador de Maceió relata que aprendeu essa prática no próprio instituto. “Chegamos aqui 7 horas da manhã, o ônibus da escola que nos leva de volta é somente às 17 horas e se tivermos que sair no meio da tarde é melhor pedir uma carona na via do que esperar o ônibus da escola”. Ao ser questionado em relação à segurança sobre a prática, ele diz que tem consciência do perigo, mas que nada lhe aconteceu. “Acredito que seja mais tranquilo por eu ser homem
também, nunca me aconteceu nada, mas já peguei carona com gente armada por exemplo que somente depois de entrar no carro me dei conta; são riscos que corremos”, completou o estudante. A utilização de caronas compartilhadas não é uma prática atual, e sim um costume de anos entre brasileiros e mundo afora. Seja pela contenção ou divisão das despesas, seja pela companhia, seja pela necessidade ou pela vontade de colaborar com alguém que esteja necessitando, o ato de oferecer e pegar carona é tendência mundial. Artifício utilizado há muitos anos, mas que se
deve ter cautela nos dias de hoje, diante da falta de segurança no Brasil, a pergunta que “impera” é: até que ponto oferecer ou pegar carona com desconhecidos é um risco de morte? Há duas semanas, uma jovem de 22 anos saiu da cidade de São José do Rio Preto, no interior do estado de São Paulo, e foi morta depois de oferecer carona a um desconhecido. A boa-fé em participar de um grupo de carona no WhatsApp resultou na morte da jovem. A vítima, Kelly Cristina Cadamuro, foi enforcada e morta por Jonathan Pereira do Prado, 33. O crime aconteceu a 25 quilômetros do destino da viagem
combinada em um grupo do Whatsapp. Ela iria de São José do Rio Preto, onde estudava e trabalhava, para Itapagipe, em Minas, local em que passaria o feriado prolongado com o namorado. Depois de viajar cerca de 125 quilômetros com o algoz – e a 25 quilômetros da chegada –, veio o desfecho trágico. Jonathan pediu para a moça parar o carro e anunciou o assalto, amarrou seus braços para trás com uma corda premeditadamente levada na mochila e a matou. Há suspeita ainda de que ele tenha estuprado a jovem. O crime acendeu um alerta para usuários que realizam esse tipo de atividade.
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Bruno Fernandes
Grupos de carona na capital possuem mais de 1 mil membros ativos
Ufal tem grupos criados por estudantes
E
m Alagoas, existem diversos grupos com a mesma proposta de oferecer carona. Em uma iniciativa para facilitar a mobilidade e reduzir o tempo de percurso de casa até o campus da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), em Maceió, por exemplo, estudantes universitários criaram nas redes sociais grupos de caronas para estimular a prática e reunir pessoas interessadas em oferecer e receber viagens gratuitas. Alguns grupos chegam a ter mais de 1,5 mil membros, e embora qualquer pessoa possa solicitar a entrada, antes é necessário passar por uma espécie de triagem, que na prática visa evitar casos como o de Kelly Cristina. De acordo com Francielle Alves, 28, estudante de psicologia da Ufal e administradora de um dos principais grupos de caronas de Maceió, antes de tudo as pessoas devem seguir algumas regras ao entrar no grupo. Essas regras servem tanto para quem pede, como para quem oferece carona. O grupo que já está em atividade há aproximadamente dois anos, surgiu fruto da necessidade da própria estudante em se locomover até a universidade. A página, focada em universitários e pessoas que façam parte do quadro de funcionários da Ufal, possui regras rígidas, sendo proibido oferecer outra coisa que não seja
relacionada a caronas. A ajuda de custo no combustível não pode ultrapassar o valor de uma passagem de ônibus. Embora exista o medo, ela garante que nunca houve denúncias relacionadas a assédio sexual ou outro tipo de crime. “Sempre que as pessoas desconfiam de alguém, elas vão no privado de alguns dos administradores e pedem ajuda para saber um pouco mais sobre quem está oferecendo”, esclareceu a fundadora do Caronas Ufal. Apesar do grupo nunca ter registrado membros com comportamentos suspeitos, Francielle recomenda que sempre que alguém estiver dando carona ou solicitar uma, avise a amigos e familiares as características do veículo e da pessoa. “Importante buscarmos informações de quem está oferecendo a carona, como nome, telefone pessoal, se possível redes sociais também [...] quanto mais informações a respeito desta pessoa, mais se pode minimizar o risco da carona compartilhada”. Essa prática nunca foi considerada segura, mas diante dos últimos anos, com o aumento da violência e da insensatez do ser humano, a exposição se torna ainda maior. Tendência mundial, não precisamos ir muito longe para constatar diversos casos de carona compartilhada, seja paga ou “franca”. Rayanne Barros, 17 anos, também estudante do Ifal em Satuba, relata que nada diferente já lhe aconteceu, mas que nunca parou pra pensar nos riscos que corria. “Realmente, eu normalmente observo o rosto da pessoa, e se ela não me passar confiança digo que estou indo a outro lugar”, relatou ela que tem essa prática, mas garante que seus pais não
Estudantes do Ifal de Satuba pedem carona por falta de ônibus em alguns horários
sabem. Apesar dos perigos e riscos, é um costume que têm se tornado a cada dia mais viável e alternativo para tentar driblar os problemas relacionados à mobilidade urbana e como viagem também. Os grupos de chat vão crescendo, e as práticas tendem a se fixar no dia a dia de muitas pessoas. Estudantes da Ufal também costumam oferecer caronas a outros universitários mesmo sem conhecer, para poder dividir as despesas da ida e vinda à universidade. Essa é a famosa carona tarifada, aquela na qual as despesas do transporte, como combustível, são divididas entre o proprietário e os transportados garantindo baixos custos. A estudante Ludmilla Lomba conta das experiências que teve fora do Brasil, mas diz não ter coragem de pratica-las aqui. “Quando morei no exterior, de primeira achei perigoso pegar caronas interestaduais com desconhecidos, mas depois percebi que a prática era muito comum”, relatou. Ela contou ainda que existe um aplicativo muito utilizado na Europa que se chama Bla Bla Car é um tipo de rede social que você pede e oferece as caronas e sugere preços para divisão dos gastos. A viagem que a estudante mais gostou da experiência foi de Londres, na Inglaterra, para Copenhagen na Dinamarca, cerca de 15 horas de viagem. “No caminho longo, conversamos tanto que viramos amigos, e até hoje mantemos contato. Mas realmente não descarto a possibilidade de pegar uma pessoa de gênio ruim por aí, nunca sabemos. Acredito que fui no instinto, se ao encontrar a pessoa eu sentisse que algo de ruim poderia acontecer, eu não embarcaria nessa”, conta Ludmila, sorrindo lembrando dos fatos da viagem.
IFAL É CONTRA CARONAS Em contato com o Ifal, a diretora de ensino Auxiliadora Baraldi afirmou que no manual discente existe a proibição da prática da carona devido aos perigos que envolvem. Além disso no papel de educadores, eles orientam os alunos a não pegarem caronas com desconhecidos. O Ifal, consciente da dificuldade financeira de muito alunos disponibiliza um ônibus de transporte para ida e vinda da universidade. Porém não abrange todos os alunos, além do que, diversos alunos internos com famílias no interior, durante o final de semana sem condições de pagar passagem intermunicipal se utilizam da prática para economia. NOVO APLICATIVO Atualmente, aqui em Alagoas, está sendo desenvolvido um aplicativo de caronas pelos estudantes da Ufal. O app ainda não possui data para ser lançado, porém, terá a mesma funcionalidade de oferecer caronas, de uma forma mais segura, com avaliações, e possivelmente monitoramento GPS, como Uber. POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL A PRF em âmbito nacional alerta sobre a prática das caronas afirmando que não se deve oferecer nem pegar caronas de pessoas desconhecidas, sobre as quais não se sabe nada a respeito. Caso você visualiza alguém que precisa de ajuda acione a PRF pelo telefone 191, a Polícia Rodoviária Estadual pelo telefone 190 (se for o caso) ou ainda a concessionária da rodovia, se for uma estrada sob concessão.
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Para refletir: Quando os homens são puros, as leis são desnecessárias; quando são corruptos, as leis são inúteis”
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PEDRO OLIVEIRA pedrooliveiramcz@gmail.com
O silêncio sujo do delator BRASÍLIA – Assisti parte da audiência conjunta da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da JBS e da CPI do BNDES (do Senado), quando o empresário Wesley Batista, um dos controladores do grupo J & F, se recusou a responder perguntas de deputados e senadores, usando o direito constitucional de permanecer calado. O silêncio diante das perguntas fez com que o presidente da CPMI, senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO), anunciasse que vai pedir à Justiça a revogação da delação premiada dos controladores da JBS. O senador alegou que a Lei das delações premiadas (12.850/13) obriga o delator a abrir mão do silêncio. “Vou seguir as orientações dos meus advogados e ficar calado”, insistiu Batista. Antes do interrogatório, o empresário leu um comunicado em que afirmou estar disposto a colaborar assim que for resolvido o impasse judicial relativo aos efeitos de sua colaboração premiada. Ele negou ainda ter descumprido as cláusulas do seu acordo de colaboração judicial e se disse injustiçado por estar preso enquanto as pessoas que delatou estão soltas. Wesley e o irmão Joesley Batista, assim como o executivo Ricardo Saud, perderam os benefícios legais de sua delação, entre os quais a imunidade penal, depois que foram acusados de omitir informações do Ministério Público – principalmente sobre a participação do ex-procurador da República Marcelo Miller nas tratativas relativas à colaboração. “Estamos vendo colaboradores sendo punidos e perseguidos pelas verdades que disseram. Isso fez o Brasil se olhar no espelho, mas como ele não gostou do que viu, temos delatores presos e delatados soltos”, disse Batista antes das perguntas dos integrantes das comissões. Wesley Batista disse ainda não estar arrependido de colaborar com a Justiça. Ele descreveu o processo de delação premiada como uma decisão “difícil e solitária” e classificou a reviravolta dos benefícios que obteve com a colaboração como um “retrocesso”.
Novo diretor da PF sofre restrições
O presidente Michel Temer decidiu enfim trocar o comando da Policia Federal nomeando o delegado Fernando Segóvia para o posto. Mesmo com uma lista tríplice votada por integrantes da corporação o presidente preferiu optar por outro, por indicação do ministro da Justiça. As entidades da classe se manifestaram contrárias a indicação. Mas muita gente comemorou. A troca de comando da Polícia Federal já era cogitada desde a posse do atual ministro da Justiça, Torquato Jardim – em 7 de setembro, Torquato admitiu publicamente, pela primeira vez, que promoveria a troca. No comando da PF desde 2011, Daiello era o diretor-geral mais longevo desde a redemocratização (1985) e estava à frente das operações da Lava Jato desde o início das investigações, cujas primeiras ações foram deflagradas em março de 2014. Esse fato suscitou a hipótese de que, com a troca de Daiello, Temer e demais políticos investigados passariam a procurar alguém de perfil moderado para a função. De fato, a substituição foi bem recebida pela cúpula do Palácio do Planalto, repleta de investigados: o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, e o subchefe de Assuntos Jurídicos da pasta, Gustavo Rocha – conselheiro de primeira hora de Temer –, trabalharam para que Segóvia fosse indicado ao posto. Além de Padilha, Gustavo e do próprio Temer, o ministro Moreira Franco é alvo de investigações conduzidas pela PF em parceria com o Ministério Público Federal. Comenta-se aqui em Brasília que a nomeação do novo diretor foi comemorada em alguns setores que abrigam envolvidos com a Operação Lava Jato. Tudo combinado
Desprezando o servidor
O governador Renan Filho tem se caracterizado como um perseguidor do servidor público. Falta com respeito, não atende as diversas categorias e ainda persegue aqueles que ousam criticar seu governo medíocre e vingativo. O Fundo de Valorização do Servidor que acumula milhões em sua conta (ou pelo menos deveria acumular) tem uma atuação pífia na atual gestão. A Escola de Governo Germano Santos está fechada há mais de um ano para reformas, mas suas obras estão praticamente paradas. Os servidores reclamam da falta de cursos e aperfeiçoamento. No interior do estado o governo anterior capacitou entre 2011 e 2014 mais de cinco mil servidores, atendendo a todos os municípios, com uma programação de cursos voltada para o interesse da classe que aderiu em massa à ideia de se aperfeiçoar para melhorar individualmente e também os serviços públicos. Nos três anos do governo atual nenhum curso foi levado para o interior deixando grade frustração entre os servidores que já são tão desprestigiados. Dois secretários que estiveram à frente da Secretaria de Gestão , Christian Teixeira e Fabrício Marques Santos, não fizeram nenhuma gestão positiva pelo servidor do interior. O cancelamento do reclamado “Projeto Escola de Administração”, programa com êxito absoluto em quatro anos consecutivos, foi extinto por ordem do governador Renan Filho, que não tem nenhuma consideração ou respeito pelo servidor público. Uma pergunta a se fazer e para os órgãos de controle apurar. Para onde está indo o dinheiro do Fundo que todos os meses, por obrigação legal, deveria servir para capacitação a valorização do
servidor?
Prefeitos dão exemplo
Durante o Fórum Gestão Pública , Moral, Legal e Empreendedora vários palestrantes estiveram presentes ao evento para falar sobre controle externo e sua eficácia nas gestões administrativas e orientando como fazer o certo e o legal. Um dos pontos altos do encontro promovido pela Escola de Contas Públicas, do Tribunal de Contas e pelo Instituto Cidadão foi o painel reunindo três prefeitos que ali contaram suas histórias do primeiro ano der administração ( Júlio Cezar de Palmeira dos Índios; Eduardo Tavares , de Traipu e Claudio Filho, de Marechal Deodoro). Todos receberam as prefeituras com contas em atraso, desvios de dinheiro público, o patrimônio deteriorado e a população com evidente baixa estima. Mostraram como conseguiram , mesmo em tempos de crise, criar condições e melhorar a qualidade de vida da população, negociar dividas astronômicas, valorizar o funcionalismo e fazer transformações positivas com criatividade e respeito ao interesse público. Os prefeitos foram os mais aplaudidos do evento pelas suas histórias de estar fazendo a diferença. Que os exemplos segam.
O prefeito não para
O prefeito Rui Palmeira tem quase que inaugurado uma obra por dia na capital. Em ritmo acelerado os órgãos da administração têm cumprido ordem expressa de dar prioridade absoluta para as demandas, muitas paradas por causa das chuvas, “Agora não tem mais justificativa. Quero as obras prontas, adequadas e bem feitas para entregar a população que já estava reclamando muito, com razão”, declarou o prefeito. O ritmo de obras vai crescer e a cidade vai tomar nova visão ainda este ano. Outras obras de impacto e grande importância estão saindo do papel para se tornar realidade. Rui não quer parar até o final do ano e oferecer uma nova Maceió. Politica ou candidatura não é seu foco no momento e ele desconversa quando abordado sobre o tema. Bem avaliado politicamente na capital e interior é hoje o “fantasma” que mais assusta o atual governador que pretende ser reeleito, Mas o tempo de Rui só ele sabe e sempre se deu bem com a escolha desse tempo.
CONTA-GOTAS
PRESIDENTE DA AMA, Hugo Wanderley não tem gestão bem avaliada pelos seus colegas. “Gosta muito de viajar e pouco de trabalhar”, dizia um conhecido prefeito. MINISTROS Mauricio Quintella e Marx Beltrão estarão no mesmo palanque nas eleições do próximo ano. Formarão uma oposição forte e capaz de derrubar o poderio dos que se imaginam imbatíveis. JÁ BENEDITO de Lira precisa correr muito para não perder a cadeira de senador. Sua candidatura tem perdido consistência.
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ELIAS FRAGOSO
Repugnante O zumbi político que chefia a Nação e que o povo quer ver pelas costas, continua sua malsã caminhada rumo ao desmonte da Lava Jato (o que pode trazer de volta os “bons tempos” - para os de sempre - em que pilhar a Nação era a rotina do dia a dia). Primeiro demitiu um ministro da justiça que não aceitou trocar o comando da PF, colocando em seu lugar alguém para cumprir essa misNão se pode deixar são. Demorou um de anotar mais uma pouco, mas nesta estripulia dos nossos última quarta-feira, a missão foi cumpricongressistas. Que passaram todo o ano da: o Sr. Aiello foi demitido da chefia de 2017 inventando da instituição e foi desculpas ou propos- nomeado nada mais, tas absolutamente nada menos que um indecentes e aprovar a delegado indicado imoral e absolutamen- pelos “honoráveis” Padilha te inescrupulosa ‘nova Ministro e pelo onipresenlegislação eleitoral’. te José Sarney. É como se o dono das galinhas pedisse ao chefe das raposas para indicar o vigia do puleiro.... embora se deva dar um crédito ao Sr. Segóvia, o novo chefe da PF que ninguém
Empresário, economista, ex-secretário de Planejamento do Ministério da Agricultura, prof. da UFAL e da Universidade Católica de Brasília.
conhece. Vamos aguardar para ver o que acontece, embora os augúrios não sejam os melhores. Outro grave e indecoroso fato recente diz respeito à criminosa demanda da – pasmem! – ministra dos direitos humanos, uma tal de Luislinda Valois que ninguém sabe quem é, e que lá está apenas para que o ministério desse governo comprador de votos de congressistas tenha uma mulher como ministra (bem entre aspas visto que a tal é mais conhecida por entrar muda e sair calada das reuniões), teve o descaramento de reivindicar em documento oficial encaminhado à presidência da república que queria ganhar salário 66 mil reais e não os 33 mil reais que é o teto constitucional. E disse mais – oficialmente – que o salário que nós pagamos para essa sujeita sem compostura é salário de escravo. Que ela não tem como comprar seus perfumes, sapatos e outros absurdos. Um total acinte aos 14 milhões de desempregados do país e outros 20 milhões de pessoas que recebem um salário mínimo miserável de menos de mil reais por um mês de trabalho
Alagoas estrela radiosa
A
os trinta e três anos, Luiz Mesquita, promotor público, juiz, desembargador, professor, jornalista, deputado estadual, dando vazão à sua juventude e amor patriótico por Alagoas, escreveu belo poema que se tornou o Hino do Estado de Alagoas, Tenho frequentado grupos com música de amigos e percebo que, composta pelo após a Operação Lava Jato maestro Beneo interesse pela política dito Silva, em aumentou sobremaneira. 1894. Escreveu o Todos comentam e repu- bardo, em refediam as atitudes e com- rência ao nosso portamentos dos políticos, estado, a Estrela Radiosa inclusive dos nossos. do seu poema: “Salve, ó Terra que, entrando no templo,/Calma e ovante, da indústria te vás;/ Dando a tuas irmãs este exemplo/
De trabalho e progresso na paz”. O arroubo poético certamente encontrou fonte em homens como José Lins Vieira Cansanção de Sinimbu; os Tavares Bastos, pai e filho; José Antônio Mendonça, o Barão de Jaraguá, português de nascimento, mas aqui nas Alagoas pousado; Fernandes Lima; e tantos outros alagoanos, destacados ou anônimos que fizeram grande este pequeno estado, grandioso senão no tamanho, mas no caráter de sua gente; no labor do seu povo; na gentileza e na fraternidade. Lendo a matéria publicada por esse semanário, primoroso trabalho do jornalista José Fernando Martins, “Bancada Federal continua mal avaliada” (edição 946), fico a imaginar o que pensaria Luiz Mesquita da resposta que os políticos alagoanos da atualidade dão ao Hino alagoano de sua lavra.
árduo. O que certamente essa imbecil jamais o fez, (mal) acostumada a mordomias, salas com ar condicionado e um batalhão de assessores para fazer o trabalho por ela. Pior, o presidente zumbi sequer a admoestou. E ela continua a sua missão de defender os “direitos humanos”. Só Deus prá nos salvar de figuras indecentes como essa. E para fechar a semana, não se pode deixar de anotar mais uma estripulia dos nossos congressistas. Que passaram todo o ano de 2017 inventando desculpas ou propostas absolutamente indecentes para que ao fim e ao cabo, nos últimos dias previstos em Lei viessem a aprovar a imoral, indecente e absolutamente inescrupulosa “nova legislação eleitoral”. Que vai colocar nas mãos desses ilustres e sérios representantes do povo mais 2 bilhões de reais para que eles gastem nas eleições enganando o povo mais simples com suas lorotas desclassificadas e suas desgastadas promessas de que as “coisas vão melhorar”. Para eles...
O que eles aprovaram na verdade terá o condão de levar, de uma vez por todas, os barões da coca para dentro do congresso através do financiamento de candidatos de suas escolhas; Fará dos sindicatos “grandes eleitores” graças aos assaltantes do dinheiro público que lá estão para desviar recursos para bancar a eleição dos “seus” representantes; Fará com que o óbulo e o dízimo recolhido pelas igrejas sejam utilizados por religiosos inescrupulosos para promover a eleição da “bancada de Deus”; Facilitada ainda mais a eleição de candidatos milionários graças a uso dos seus próprios recursos para defender no Congresso seus próprios interesses e, finalmente, ajudará na eleição de figuras midiáticas desligadas de compromissos políticos. Caminhamos – mais uma vez - rumo ao preconizado naquela conhecida frase: é preciso que tudo mude para que continue tudo como está. Nesse país oligárquico liderado por figuras do naipe dos que aí estão não se pode esperar mais que isso. Repugnante.
CLÁUDIO VIEIRA Advogado e escritor, membro da Academia Maceioense de Letras
Pior: do envolvimento dos nossos representantes com inquéritos e processos por corrupção e improbidade administrativa, seja na esfera federal ou mesmo na esfera estadual. Todavia, muito pior é a falta de perspectiva para as eleições do próximo ano. Tenho frequentado grupos de amigos e percebo que, após a Operação Lava Jato o interesse pela política aumentou sobremaneira. Todos comentam e repudiam as atitudes e comportamentos dos políticos, inclusive dos nossos. Preocupa-me, porém, o desencanto com o futuro revelado por muitos, sentimento desencadeado pelas recentes decisões adotadas pelas
Cortes Superiores brasileiras, notadamente o Supremo Tribunal Federal, há pouco a grande esperança de assepsia política. Ontem mesmo (6/11), quando pregava eu que as mudanças na política cabem a nós, os eleitores, ouvi de um amigo, entre muxoxos, um renitente “então está tudo perdido!”. O desabafo foi acompanhado pelo assentimento dos circunstantes, restando-me apenas rezar para que estejam errados. Mesmo assim, ainda continuo a confiar que o eleitor, banindo da política aqueles que não honraram o voto recebido, fará a grande reforma política que Alagoas e o Brasil precisam.
MACEIÓ, ALAGOAS - 10 A 16 DE NOVEMBRO DE 2017
ALARI ROMARIZ TORRES
JORGE MORAES
Aposentada da Assembleia Legislativa
Jornalista
Estamos liquidados e sem referência
E
nquanto nossos senadores e deputados ainda argumentam em Brasília se Michel Temer devia continuar ou não na Presidência da República, mesmo com o assunto já amplamente e exaustivamente discutido e arquivado pela Câmara dos Deputados, que não aceitou o pedido feito pela Procuradoria Geral da República, na pessoa do procurador-geral Rodrigo Janot, já ao apagar das luzes de sua gestão, parece que não tem fim essa batalha travada entre situação e oposição. Seja qual for o tema da discussão, sempre vai aparecer quem continue dizendo que Temer não presta ou que Temer é bom. A ideia que a gente tem é que não existe outra coisa para se falar. Essa quebra de braço não tem dia Não tem ano para acabar. Pamelhor para inva- rece até que não dir as ruas e cobrar temos nenhum dessa gente políproblema; que a gasolina não autica que coloque menta mensala cara de fora. A que o gás maioria passa óleo mente; de cozinha chega de peroba na cara e logo, logo a 100 vai à luta. Cabe reais; que não existe desemprea você refletir go; que tudo vai qual futuro lhe às mil maravié reservado. lhas. Enfim, que Brasil é esse que vivemos? Costumo conversar com as pessoas, políticos, gestores, empresários e a expectativa de todos é a pior possível. É unânime a opinião de todos: estamos quebrados... e mal pagos. Como se a classe política não tivesse culpa por tudo isso que está acontecendo, um vereador amigo meu se disse decepcionado e preocupado com toda essa crise de gestão e financeira, da falta de identidade e comprometimento com a Nação e seu povo, de respeito, e de responsabilidade com tudo isso que estamos vivenciando. Segundo ele, a não ser essa discussão entre
parlamentares que estão mamando nas tetas do governo e os que deixaram de mamar, nada, absolutamente nada, se aproveita. E, mesmo assim, esse mesmo povo vive numa passividade impressionante. Respondi: ainda bem que esse povo é assim. Acho que em qualquer outro lugar dessa nossa América do Sul, o País estaria pegando fogo. Não digo que estou com saudade daquela bagunça que foi criada há três anos, quando tudo era Padrão FIFA, mas que essa gente precisa acordar e voltar, não tenho dúvida disso. Manifestações pacíficas sempre fizeram bem para a democracia. Decisões foram tomadas no âmbito do judiciário, do executivo e do legislativo atendendo ao clamor ordeiro das ruas, mesmo que os desonestos tenham roubado muito, mas muito mesmo, nesse meio tempo. Sinceramente, acho que nesse resto de ano não vai dar mais. Agora, mesmo com a crise de tudo, só se fala no Natal que está chegando; nas compras; nas festas e no Ano Novo que se avizinha. Por sinal, ano político, ano de eleição, ano de algumas promessas que serão cumpridas e muitas outras, numa quantidade bem maior, que ficarão perdidas na imaginação de quem as fez e cairão no esquecimento de quem as ouviu. Não tem ano melhor para invadir as ruas e cobrar dessa gente política que coloque a cara de fora. A maioria passa óleo de peroba na cara e vai à luta. Cabe a você refletir qual futuro lhe é reservado. Mesmo ainda faltando um tempinho, rogo a Deus sua proteção e preces. Como diria um velho amigo “que o Grande Arquiteto do Universo nos cubra pelo seu Manto Sagrado e salve essa nossa gente das injustiças cometidas por esses políticos corruptos que só pensam naquilo, dinheiro, muito dinheiro”. Lamentavelmente, apesar de rezar muito para um País melhor, não vejo nos nomes que nos oferecem, alguém que possa ser uma solução. Estamos liquidados e sem referência.
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Sejamos justos
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uço sempre as pessoas dizerem que o Brasil não tem solução, não mudou. Aí, comecei a fazer uma retrospectiva de nosso país desde o “mensalão”. Foram 12 anos de PT, com algumas vantagens para o povo, mas excessivo descontrole dos políticos. Alguns vieram “com muita sede ao pote”. Lula, um torneiro mecânico, presidente da República, tinha tudo para ser o eterno nome dos homens que chegaram ao mais alto posto com dignidade. Perdeu-se pelo caminho! Dilma foi um desastre: vaidosa, prepotente, grosseira. Foi deposta e deixou um rastro meio sujo. Hoje, engolimos o Temer, peemedebista, agarrado ao PT, quase responsável pela queda de sua antecessora. Denunciado por vários crimes, usa o dinheiro público para arquivar os processos que o incriminam. Recentemente, Ainda sou da teestouraram novos oria: ruim com ele, pior sem ele. escândalos com Com tantos vários deputados altos e baixos, denunciados por o Brasil está mudando desde possuírem asses“mensalão”. sores fantasmas e oGraças à ganândesviarem dinheiro cia e à coragem de Roberto Jepúblico. fferson, o Supremo Tribunal Federal julgou e puniu empresários, intermediários e políticos. Ainda hoje existem pessoas presas e outras que não podem ser candidatas a cargos públicos por causa do famoso processo. Começaram a surgir outros escândalos e, com a ação da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e Estadual e da própria Justiça, em várias instâncias, pessoas famosas foram presas, indiciadas, julgadas. Quem imaginaria o presidente da Câmara Federal cassado e na prisão há tanto tempo? Vi, pela TV, parte do depoimento de Eduardo Cunha e quase tenho pena dele. Um homem que derrubou tanta gente, afirmar publicamente: “Não tenho com que viver! Estou na miséria”. Outro exemplo gritante de que o Brasil mudou é o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. Político gran-
dioso, soube roubar bastante. A mulher dele comprou joias num valor tão alto, suficiente para pagar os aposentados daquele sofrido estado. Pois bem, está preso, humilhado, chorando e com medo do povo. Em Alagoas, poucos foram punidos. Celso Luiz, ex-presidente do Legislativo alagoano, mofa na cadeia por ter cometido crimes gravíssimos. Mas sabemos que outros, tão culpados quanto ele, encontram-se soltos. Recentemente, estouraram novos escândalos com vários deputados denunciados por possuírem assessores fantasmas, desviarem dinheiro público. Nosso pequenino estado não acompanha a mudança existente no Brasil, apesar do desempenho da PF, do MP e da Justiça. Ainda falta muito!!! Vi o José Maria Marin, homem rico, com 94 anos, preso nos Estados Unidos, indo depor coercitivamente, ou seja, “na marra”. Não imaginaria nunca que um cara daquele quilate chegasse a tal situação. Outro dirigente de entidade esportiva, Arthur Nuzman, também está preso. Usou e abusou do esporte por dezenas de anos. Vivia nababescamente, viajava pelo mundo todo. De repente, acordou com a Polícia Federal em sua porta e sua vida se transformou completamente. Então, meus amigos, o Brasil mudou. Ainda não chegou ao ponto ideal, mas já existe um certo receio dos políticos: Querem acabar com a Lava Jato, evitar que um condenado em segunda instância não possa ser candidato. Fazem miséria no Congresso Nacional, tentando salvar suas próprias peles. Ainda existem alguns corajosos que teimam em insistir no erro. Usam indevidamente o dinheiro público, possuem assessores fantasmas, perseguem os inativos, proporcionam altos salários aos companheiros. Acreditam os recorrentes que são inatingíveis e nada vai acontecer com eles. Mas, de uma maneira geral, os políticos estão amedrontados, a Justiça é lenta, a Lava Jato continua agindo, muita gente boa tem medo de acordar com o “japonês” em sua porta. E nós, pobres sofredores, continuamos lutando por dias melhores, por salários dignos, por direitos respeitados. Sejamos justos: há uma luz no fim do túnel!
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Maribondos perdidos
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ançada a pedra os maribondos saem iracundos, arpoam a tudo e a todos. Por certo, a culpa pelos doloridos ferimentos causados pelos insetos é de quem lançou a pedra contra a casa O evento morte por homicídio não é causa- deles. Não se do pela arma ou pelo fala em “mariprojétil como bradam bondos perdibandidos ideólogos do dos”. Simples e objetivo. crime institucionalizaP o r e m do. Mas sim, nos com- causa espanto bates urbanos entre o ver processapoder público dos e julgados e bandidos. judicialmente crimes “causados” pelas chamadas “balas perdidas” em razão de combates urbanos, em campo aberto. Bandidos resistindo a bala à ação do
poder público e à lei. Vidas humanas trafegam entre os projeteis deflagrados. A tragédia esta configurada, desgraça anunciada. Um transeunte, uma criança, é alvejada. Neste trágico cenário, o cinismo e a beatice política ideológica, muito apressadamente, sentenciam que a infeliz vítima estava na trajetória de uma “bala perdida”! Assim, as causas fundamentais do tiroteio perdem importância. Quem responde por tantos homicídios? A lógica formal e a lei brasileira afirmam que por qualquer crime responde quem lhe deu causa, tal qual na hipótese da pedra arremessada contra a casa dos maribondos. O evento morte por homicídio não é causado pela arma ou pelo
IRINEU TORRES
Diretor do Sindifisco.Conselheiro Emérito da Fenafisco.
projétil como bradam bandidos ideólogos do crime institucionalizado. Mas sim, nos combates urbanos entre o poder público e bandidos existe uma causa final para os homicídios em razão de “balas perdidas”, ou seja: Os crimes antecedentes ao combate urbano. Sim, acaso não houvesse o tráfico de entorpecentes, assaltos e outros crimes antecedentes, a policia jamais seria obrigada a agir em nome da lei e a paz não seria tão perturbada por repetidos combates urbanos. É certo afirmar que responde por qualquer crime quem lhe deu causa necessária e suficiente conforme já previsto em lei.
Combate entre policia e notórios bandidos, quase sem exceção, os bandidos cometem crimes antecedentes e por isso mesmo devem responder pelos homicídios e por outros crimes conseqüentes, inclusive pelas mortes de seus próprios comparsas vitimas da profusão das “balas perdidas” em função dos tiroteios entabulados em defesa do tráfico de drogas e de outros crimes precursores, antecedentes, anteriores, conexos que por si somente dão causa a inúmeros sangrentos combates urbanos entre lei e crime. Chega de impor a exceção sobre a regra. A causa formal e eficiente sobre a causa final. A ideologia paranóica sobre a lógica formal.
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Telefonia móvel em queda
de 2016.
Alagoas foi a unidade da federação com a maior redução percentual da telefonia móvel do País, apresentando variação negativa de -8,6% ou 283 mil linhas a menos, na comparação de setembro deste ano com igual período
Jovens empreendedores
O governo de Alagoas está selecionando jovens que sonham em montar o seu próprio negócio. Os interessados precisam ter entre 18 e 29 anos. Para se inscrever, basta acessar a página trabalho.al.gov.br e clicar no banner do Juventude Empreendedora.
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ECONOMIA EM PAUTA
Bruno Fernandes – contato@obrunofernandes.com
Reforma trabalhista
A partir de 11 de novembro entra em vigor a reforma trabalhista. Trabalhadores têm questionado se é possível reduzir almoço e “guardar! as horas. Segundo especialistas, o período de redução do intervalo não pode ser computado a título de banco de horas, porém acordos firmados com o sindicato da categoria continuarão prevalecendo sobre a legislação em relação a diversos aspectos, entre eles o banco de horas.
Feriadão
Segundo lista publicada pela agência de viagens CVC, Maceió está entre os 10 destinos mais baratos para se passar o feriado do dia 15 de novembro. No Hyper Feirão da Agência de Viagens Flytour, por exemplo, um dos maiores eventos de vendas de pacotes turísticos do país, Alagoas foi o segundo destino mais vendido.
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SUA SAÚDE MENTAL arnaldosanttos.psicologo@gmail.com
Possível
A partir desta semana publicarei a coluna – SUA SAÚDE MENTAL. O objetivo é expor conselhos, orientações, artigos, dicas de livros, entre outros assuntos relacionados à Psicologia, à Psicanálise e também dicas de como se deve se comportar para ter saúde mental. Não é fácil, mas é possível.
Desafio
Com o advento da mídia e especialmente as redes sociais é um desafio ter saúde mental, devido às incoerências e informações desconexas, que todos os dias somos bombardeados. Claro que todo comportamento é aprendido, principalmente na primeira infância – zero a seis anos -, quando a personalidade está sendo formada, mas a mídia pode ter uma influência nos comportamentos, de modo geral, da população.
DMS-V
Irei divulgar sobre as diversas patologias catalogadas no Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais, 5ª edição ou DSM-5, produzido pela Associação Americana de Psiquiatria. Há muita polêmica sobre o critério dessa catalogação dos transtornos. O que dizem os especialistas? Adianto que o transtorno não é a pessoa (a pessoa é muito mais do que a doença) e ela pode ressignificar a vida, apesar da doença.
Mito
Com a coluna – SUA SAÚDE MENTAL - espero contribuir para tirar um dos principais mitos sobre o trabalho dos psicólogos, ainda hoje: quem procura o trabalho do profissional seja “louco”. Pelo contrário, qualquer pessoa um dia poderá precisar do serviço e procurando, é, com certeza, uma pessoa madura intelectualmente porque tem consciência de que precisa de ajuda. Aliás, o ter consciência de que um comportamento/pensamento está incomodando e enfrenta-lo, é um dos sinais de saúde mental. Há ainda muita resistência das pessoas em procurar um psicólogo.
Livro: O alienista
Afinal de contas, o que é ser louco? O livro de Machado de Assis dá as dicas, vale a pena ler.
Vamos falar sobre depressão?
A Organização Mundial de Saúde (OMS) sugeriu para os países membros que este ano enfocassem o tema depressão. Por que? Numa pesquisa simulada acredita-se que no ano de 2020, a principal causa de ausência no trabalho será por problemas psicossociais e a depressão será a principal causa. Hoje, em algumas empresas, o transtorno já é primeira causa. Estima-se que 5% da população mundial sofra de depressão. Você sabe qual a diferença entre depressão e tristeza? Muitas pessoas confundem os dois conceitos. Tristeza é um sentimento circunstancial. Exemplo: a perda de um emprego, num divórcio, falecimento de um familiar, entre outros exemplos semelhantes. Esse sentimento é extremamente humano e faz parte do quotidiano das pessoas. Depressão é uma psicopatologia que precisa ser diagnosticada por um psicólogo ou psiquiatra. As pessoas banalizam a doença: - Você hoje está deprimido, ou, - Hoje estou com depressão. E não é bem assim. Banalizar intensifica o problema e não ajuda na hora de procurar ajuda.
Sinais da depressão
A depressão se caracteriza por vários sinais, dentre eles: profunda perda da autoestima; tristeza frequente e difusa. E o que é difusa? Sem uma causa específica. Outros sinais são: ansiedade, irritabilidade, perda da concentração, insônia e também dores no corpo, sem causa aparente. O que também caracteriza a doença é quando os sinais estão mais intensos e ocorre: negligência com a própria higiene; a pessoa apresenta deficit de memória; tem agitação difusa; pode apresentar também ataque de pânico, ou seja, medo de ter medo; além da perda de interesse pela vida, ou seja, escola/faculdade, pelo trabalho e também em lazer. O mais importante é que a pessoa, ao perceber os primeiros sinais, procure a ajuda de um psicólogo para que seja, realmente, investigado se é mesmo uma depressão, e, se confirmado, inicie uma psicoterapia imediatamente.
Amor ... “A psicanálise é, em essência, uma cura pelo amor” (Sigmund Freud)
Você sabe o que é SAP?
Um dos problemas que as famílias estão vivenciando no quotidiano é a separação de casal. Quando se tem filho(s), os problemas se agravam. E como resolver essa situação? As consequências para o(s) filho(s) são piores caso os pais não tenham maturidade para enfrentar o problema. Daí surgiu a Síndrome da Alienação Parental (SAP). O termo foi designado pelo psiquiatra norte-americano Richard Gardner (1985) para a situação em que a mãe ou o pai “treina” ou induz uma criança ou adolescente para romper os laços afetivos com o outro genitor, criando fortes sentimentos de ansiedade e temor em relação ao outro genitor. Na próxima semana irei detalhar o assunto.
Equivocação ...
A verdade surge da equivocação. (Jacques Lacan)
Arnaldo Santtos é Psicólogo Clínico CRP 15/4.132. Consultório: Rua José de Alencar, 129, Farol (atrás da Casa da Indústria), Maceió-Alagoas. E-mail: arnaldosanttos@uol.com.br ou arnaldosanttos.psicologo@gmail.com. Telefone: 9.93515851. “Só fazemos melhor aquilo que repetidamente insistimos em melhorar. A busca da excelência não deve ser um objetivo e sim um hábito”. (Aristóteles) Faça o bem e viva melhor (A.S.)
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Pesquisas apontam rodovias alagoanas como as melhores do Nordeste
MALHA VIÁRIA LEVANTAMENTO DA CNT COLOCA O ESTADO COM 64,9% DE SUAS ESTRADAS EM BOAS OU ÓTIMAS CONDIÇÕES, FICANDO ATRÁS APENAS DE SÃO PAULO
Feira Grande faz parte dos mais de 30 municípios alagoanos que integram atualmente o programa Pró-Estrada
SEVERINO CARVALHO E PETRÔNIO VIANA
D
uas pesquisas recentes apontam as rodovias alagoanas entre as melhores do Nordeste. De acordo com a 21ª edição da Pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT), divulgada na terça-feira (7), o Estado aparece em primeiro lugar na qualidade geral de rodovias do Nordeste, e em ainda em segundo lugar, atrás apenas de São Paulo, no levantamento que considera todas as unidades da Federação. Na semana passada, a pesquisa Desafios da Gestão Estadual 2017, da consultoria Macroplan, também apontou Alagoas como um dos estados com o maior número de rodovias pavimentadas e de melhor qualidade. No ano de 2015, o instituto classificou a malha estadual como a segunda melhor do país, também atrás de São Paulo. Em 2016, Alagoas seguiu entre os primeiros colocados, ocupando a terceira posição no ranking nacional. O Desafio da Gestão Estadual analisa 28 indicadores para composição de um quadro que comprara os estados nas áreas analisadas. No quesito Infraestrutura, a qualidade das estradas é medido a partir da propor-
Pró-Estrada - município Maravilha
ção de rodovias pavimentadas e o percentual de rodovias consideradas boas ou ótimas. Nesse ponto, nos dados referentes ao ano de 2015, Alagoas ficou atrás apenas do Distrito Federal. No ano seguinte, o Estado apareceu em terceiro lugar, atrás de São Paulo e do Rio de Janeiro. Nos dois anos, a qualidade das estradas alagoanas obteve o melhor resultado do Nordeste. O governador Renan Filho atribui o bom desempenho do Estado ao Programa Pró-Estrada, responsável pela recuperação de vias urbanas, acessos e implantação de novas estradas em 60 municípios. São mais de
700 km em benfeitorias viárias, quase a metade de toda a malha do Estado. “O nosso trabalho em Alagoas, por meio do Pró-Estrada, reconstrói rodovias e coloca o nosso Estado como o melhor do Nordeste, atrás apenas de São Paulo no Brasil. Isso é bastante significativo e representa trabalho sério, compromisso com a qualidade de vida do alagoano e com a segurança das pessoas que utilizam a malha rodoviária de nosso Estado. Apesar da crise que atinge o Brasil, aqui em Alagoas a gente gera emprego e oportunidades com as obras. Isso é muito importante e os resulta-
dos começam a aparecer”, declarou Renan Filho. No estudo da CNT quanto à qualidade geral das rodovias, divulgado na terça-feira (7), Alagoas teve 64,9% da malha rodoviária considerada em bom (51,6%) ou ótimo estado (13,3%). A pesquisa da CNT observa quatro pontos de análise. Com relação ao pavimento, onde foram consideradas as condições da superfície da pista principal e do acostamento, Alagoas aparece com 75,3% das rodovias classificadas como boas ou ótimas. Na sinalização das vias, onde foram observadas a presença, a visibilidade e a legibilidade
de placas ao longo das rodovias, além da situação das faixas centrais e laterais, o Estado apareceu com 47,1% em estado ótimo ou bom. Sobre a geometria da via, que aponta o tipo de rodovia (pista simples ou dupla) e a presença de faixa adicional de subida (3ª faixa), de pontes, de viadutos, de curvas perigosas e de acostamento, a pesquisa constatou que 14,2% da extensão pesquisada teve classificação ótima ou boa. A pesquisa avaliou também os pontos críticos localizados nas rodovias alagoanas, identificando dois trechos com quedas de barreira e um com erosão na pista.
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Autônomos para todos?
A
tecnologia dos carros autônomos continua a surpreender praticamente a cada semana. Muitas vezes de forma positiva, mas nem sempre. A Renault, por exemplo, acaba de fazer uma demonstração bem interessante. Desenvolveu um sistema automático capaz de desviar de um obstáculo com a mesma precisão e rapidez dos melhores pilotos de teste da companhia. Uma prova de que a inteligência artificial pode igualar ou superar a habilidade humana. Por outro lado, a Waymo, divisão do Google que cuida de automação, começou a filmar as reações de seus funcionários em testes internos e de rua. E se assustou ao notar que motoristas dormiam ao volante a 96 km/h, quando deveriam estar prontos para assumir os comandos. A empresa anunciou agora que sua tecnologia “mãos livres” – nível três na escala de 0 a 5 – será colocada de lado em favor dos estágios mais avançados. A empresa decidiu que motorista não é passageiro e deve ficar sempre atento. Um aspecto ainda duvidoso é a rapidez do avanço da tecnologia e,
além disso, os custos envolvidos tanto no automóvel quanto na infraestrutura urbana e rodoviária. Vários fabricantes já anunciaram que por volta de 2021 ou 2022 alguns modelos poderão estar circulando com independência do motorista, se as regulamentações legais estiverem aprovadas. Há, ainda, um longo caminho a percorrer no desenvolvimento do lidar, da câmera de altíssima resolução, do laser, do ultrassom e do radar. Sem contar os aplicativos, as reduções de custos e do número de sensores (carro não pode virar uma “árvore de Natal”), além do aumento da autonomia em modo autônomo. Exigirá milhões de quilômetros de testes em diferentes condições de piso e atmosféricas. Alguns analistas financeiros da Bolsa de Nova York, como Rod Lache do Deutsche Bank, estão mais otimistas quanto à rapidez de introdução ao mercado. Ele até considera que empresas gigantes, como a General Motors, dominarão a tecnologia antes da badalada Tesla, a novata marca americana dedicada a automóveis elétricos.
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ALTA RODA
FERNANDO CALMON fernando@calmon.jor.br Há, entretanto, opiniões que indicam certa prudência com o tema, mesmo no exterior. Don Walker, da sistemista Magna, prevê que em 2025 apenas 4% dos veículos novos nos EUA terão nível quatro de automação, aquele em que haverá um banco de motorista rotacional pois o veículo será autoguiável em praticamente todas as situações. O renomado físico brasileiro José Goldemberg, em recente artigo no jornal O Estado de S. Paulo, se enquadra entre os céticos. “O enorme esforço para produzir automóveis autônomos parece ser mais um esforço de marketing do que um esforço genuíno para resolver os problemas atuais que afetam o tráfego nas grandes cidades”, pontuou. Sob o título “O futuro do automóvel – desejos e realidade” também destacou ser “pouco
provável” outros métodos de locomoção virem a substituir integralmente o transporte individual e até mesmo o prazer de dirigir. Goldemberg, de 89 anos, pode ter sido um pouco ácido ou esquecido dos idosos sem condições mais de guiar. Porém, em referência ao Brasil e países assemelhados sem infraestrutura de suporte às novas tecnologias, está coberto de razão.
RODA VIVA n CITROËN Cactus nacional será primeiro modelo (apesar das negativas da marca) com a nova arquitetura EMP2, do Grupo PSA, que dará origem a outros produtos no Brasil. Quando o modelo estrear aqui, em 2018, já terá o visual novo, sem as volumosas almofadas laterais, substituídas por apliques mais discretos na parte inferior das portas. Motor será o 1,6-L turboflex e câmbio automático 6-marchas. n PREVISÕES otimistas sobre continuidade de recuperação do mercado em 2018 estão, timidamente, em ascensão. Há apostas entre 2,4 e 2,6 milhões de unidades (incluídos veículos pesados). Até 2021, alguns executivos (em off) acreditam que o crescimento anual será de 8% a 10%. Algo perto de 3,4 milhões. Em 2022, assim, voltaríamos aos números de 2012..
n LAND ROVER Discovery venceu o desafio de dimensões tão grandes parecerem menores. Volante de direção, algo exagerado em diâmetro, está lá para advertir o motorista que o espaço interno “palaciano” exige cuidados ao mudar de faixa ou manobrar. Para os 2.223 kg de massa total, só mesmo 61,2 kgfm de torque tornam o motor diesel a escolha mais adequada. n MULTAS para pedestres e ciclistas foram, finalmente, regulamentadas pelo Contran. Era uma pendência de 20 anos do atual Código de Trânsito Brasileiro. No entanto, não ficou estabelecido como se fará a cobrança, sem a qual tudo continuará como hoje. Há abusos crescentes dos chamados “novos ciclistas”, mas essa tem todo o jeito de ser mais uma lei que não pega.
n APLICATIVOS de rotas alternativas, como Waze, são de fato uma mão na roda com perdão do trocadilho. Porém, não infalíveis. Há de fato pequenas falhas e até desarranjos graves ocasionais. Recentemente em São Paulo, cidade com maior número de usuários no mundo, o trânsito deu um nó em algumas regiões por indicações errôneas. Google, dono do app, não se manifestou.
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JOSÉ ARNALDO LISBOA MARTINS Engenheiro Civil e diretor da empresa de pesquisas Dica’s lisboamartins@gmail.com
Uns malucos estão preparando o fim do mundo
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ós estamos habituados a dizer que ninguém sabe quando o mundo vai se acabar, pois, somente a Deus cabe esse conhecimento. Tudo bem, eu também sei que é Deus o único a saber, porém nada impede que Ele resolva acabar o mundo na semana próxima, no próximo ano de 2018 ou depois de alguns Nos Estados Unidos, há poucos anos. Que tal se eu disser que poucos anos, uns caras tudo isso vai aconjogaram aviões contra tecer logo, logo, arranha-céus, matando pois, com base no que estamos testecentenas de pessoas, munhando, eu acho coisa que ninguém poque já estamos bem deria imaginar que fosse pertinho do juízo final. Vejam que alpossível. guns sinais já estão sendo dados e vão continuar sendo dados, através das enchentes, dos incêndios, crimes bárbaros, roubalheiras de políticos, prisões
de pessoas importantes, muitos atentados, homens casando com homens e mulheres casando com mulheres. O mundo virou bagunça, roubalheira pra todos os lados, autoridades ganhando fortunas, Justiça soltando criminosos, propinas sendo distribuídas descaradamente e a impunidade sendo a moda. Nos Estados Unidos, há poucos anos, uns caras jogaram aviões contra arranha-céus, matando centenas de pessoas, coisa que ninguém poderia imaginar que fosse possível. Há poucos meses, uns jovens metralharam colegas de escola e um maluco jogou uma caminhoneta conta transeuntes inocentes, matando várias pessoas que iam ao trabalho ou às compras. Antes as coisas também aconteciam, porém não era com tanta frequência, como agora. Agora, estamos vendo desastres e mais desastres na África, na Ásia, na Europa, na América do Norte, América
Central e América do Sul. Estamos assistindo o poder das águas, dos tufões, dos furacões, dos ventos, das enchentes e das secas. Tudo faz crer que o mundo vai se acabar através da água e do fogo. Muitas coisas já estão acontecendo com tanta intensidade que eu penso até que já estamos vivendo num novo “últimos dias de Pompeia”. O fogo está acabando com florestas, com edifícios, conjuntos habitacionais e supermercados. Mesmo que muitas pessoas não acreditem, seria bom que fossem logo se prevenindo, pois o negócio está feio e acontecendo muito rapidamente. Será que é normal um pai matar seu filho, uma mãe matar seu bebê ou um pai de família tocar fogo na sua casa? O mundo está muito diferente do que dizem os compêndios da História do Brasil e da História Geral. Em 1945, o mundo saiu de um conflito que envolveu vários países, inclusive o Brasil. Agora apareceu um novo Hitler, desafiando o
mundo inteiro, em nome dos Estados Unidos. Seu nome é Trump, um maluco que diariamente xinga a Coreia do Norte, como querendo uma 3ª Guerra Mundial. Sabe ele que, tanto ele como o Estados Unidos, podem destruir o mundo com suas armas atômicas, representadas por foguetes intercontinentais que já possuímos. Com sua vaidade doentia, o Sr. Trump sabe que está preparando o fim do mundo. Ele sabe que as guerras de antigamente eram decididas no murro, no tapa, com flechas e com alguns poucos canhões. Agora, elas farão com que nós, mortais, fiquemos diante de Deus para o juízo final. Em tempo – Como muito prazer eu soube que, o ex-deputado Alcides Falcão, o coronel Theodomiro Santos e o procurador Dr. Diógenes Tenório Filho são meus leitores semanais. Isso me orgulha!!!
MACEIÓ, ALAGOAS - 10 A 16 DE NOVEMBRO DE 2017
SOS Célia
Falta grana
Mesmo com apoio do senador Fernando Collor, que lhe abriu espaço na Secretaria Estadual de Agricultura, Célia encontra dificuldades para fechar alianças em cidades do Agreste simplesmente por falta de grana. Quem sabe Daniel, que não evitou que ela perdesse um patrimônio por dívidas de campanha, resolva abrir o coração e, assim, ajudar a mãe que já provou que é boa de voto ao ser eleita prefeita de Arapiraca em três oportunidades.
O sombra
O Ministério Público de Alagoas já sabe quem é o “sombra” que agia sorrateiramente, manipulando as ações do ex-prefeito de Girau do Ponciano, Fabinho Aurélio, para surrupiar dinheiro dos cofres do município. As suas artimanhas e identidade foram expostas durante uma delação de um dos envolvidos nas falcatruas. Ao que parece, a bomba deve estourar a qualquer momento, já que o depoimento do incauto cidadão foi nitroglicerina pura.
Em maus lençóis
São escabrosas as denúncia da Polícia Federal envolvendo o deputado Severino Pessoa, suspeito - com mais seis deputados, dos crimes de participação em organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro. Ao que parece, Pessoa, que é pré-candidato a deputado federal, está em maus lençóis. Lembrando que recentemente o Ministério Público de Arapiraca flagrou máquinas do PAC 2 (um trator e um caminhão) sendo utilizadas na limpeza de um terreno da sua propriedade, localizado no Alto do Cruzeiro. O caso, de acordo com o promotor Napoleão Amaral, será entregue ao Ministério Público Federal.
Em apuros
ABCDO INTERIOR
A
o contrário do filho Daniel, que financeiramente vai muito bem, obrigado, a ex-prefeita Célia Rocha está mais “lisa” do que pau de sebo, o que tem complicado suas andanças em busca de apoio a sua pré-candidatura a deputada estadual para eleições de 2018.
Ao que parece, a cultura de Arapiraca anda em apuros. É que o município figurou, em 2016, como o único do estado a ser contemplado no edital de Fortalecimento do Sistema Nacional de Cultura, que resultou na formação de dez novos Pontos de Cultura, a serem beneficiados com recursos de R$ 180 mil, cada um deles.
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robertobaiabarros@hotmail.com
Sem documentos
A medida fez vir à tona projetos criados por associações locais em benefício da comunidade em áreas ligadas ao audiovisual, cidadania, cultura afro e popular, música, dança, teatro. Mas todo o esforço empreendido pode ser em vão. A Secretaria de Cultura, Lazer e Juventude perdeu o prazo e deixou de apresentar documentos para validação do convênio com o Ministério da Cultura (MinC).
Perde dinheiro
Na prática, o município deve ficar sem receber R$ 1,2 milhão como parte do convênio com o MinC, no total de R$ 1,8 milhão, que deveriam ser distribuídos entre os dez pontos no período de três anos de realizações das ações. Apenas a primeira parcela, no valor de R$ 600 mil, chegou a ser repassada ainda na gestão da ex-prefeita Célia Rocha (PTC) – R$ 60 mil para cada ponto.
Esteve em Brasília
Para tentar reverter a situação, o prefeito Rogério Teófilo (PSDB) esteve pessoalmente em Brasília, sem sucesso na empreitada, já que para corrigir o erro precisaria voltar no tempo o sistema do Portal de Convênios do governo federal, o Siconv. O prazo para a apresentação dos documentos foi encerrado no final de agosto.
Traipu
O prefeito Eduardo Tavares ressaltou, na quarta (8), a importância do gestor público da atualidade administrar com práticas voltadas ao necessário equilíbrio fiscal. “Não se pode, em nenhuma hipótese, gastar mais do que se arrecada”, frisou. Para ele, a participação desse ente federativo (município) no bolo orçamentário é muito pequena, já que a União abocanha 70% e os estados 25% de tudo que o Brasil arrecada.
Arrecadação e despesas
“Os municípios ficam com míseros 5% dessa receita”, ressaltou o prefeito de Traipu, acrescentando que só existem duas formas de a municipalidade se desenvolver: cortando nas despesas ou aumentando a arrecadação, ou ambas as medidas. Como os municípios só podem arrecadar por meio de impostos, como IPTU, ITBI e ISSS, a situação fica difícil, sobretudo para os municípios mais pobres, que constituem a esmagadora maioria no País.
Turismo
O prefeito defendeu, também, o aumento no percentual de gasto com pessoal de 54% para 70%. “É preciso buscar soluções e se encontrar a verdadeira vocação econômica de cada município. Em Traipu, sabemos que o futuro está no turismo. Temos que agir com ética e de acordo com o que estabelece a Lei de Responsabilidade Fiscal, pugnando por uma administração fulcrada nos princípios do equilíbrio fiscal, da exatidão das contas, da transparência, dentre outros. Minha luta é para transformar Traipu em um município viável”, frisou.
PELO INTERIOR ... A sétima edição do Circuito Penedo de Cinema foi aberta oficialmente na noite de segunda-feira, 6, na presença de diversas autoridades. A solenidade aconteceu na Sala de Exibições, montada na Praça 12 de Abril, Centro Histórico da cidade. ... Mais uma vez investindo na realização do evento, um resgate histórico dos grandes festivais que Penedo realizou nas décadas 70 e 80, no Cine São Francisco, o prefeito Marcius Beltrão esteve presente, destacando a importância do evento não só para Penedo, mas para todo o estado. ... “Para mim é muita alegria estar presente mais uma vez neste evento. Uma alegria imensa fazer parte da consolidação do Circuito Penedo de Cinema. Pelo sétimo ano consecutivo nossa cidade realiza o festival e podem
ter certeza, a nossa administração continuará incentivando, investindo. Em nome do coordenador geral, Sérgio Onofre, parabenizo todos por mais uma edição”, disse o chefe do Executivo. ... Entusiasta de Penedo e amante da sétima arte, Sérgio Onofre, um dos grandes idealizadores do Circuito, agradeceu o apoio de todos e desejou uma semana proveitosa aos participantes. ... “Agradeço a participação e o envolvimentos de todos em mais uma edição. Para ser breve, desejo que tenhamos uma semana muito rica e frutífera. Que seja uma semana bastante proveitosa”. ... A mesa de abertura foi encerrada pelo vice-reitor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), José Vieira da Cruz. O professor destacou em sua fala o apoio e patrocínio dos agentes públicos
na realização dos grandes eventos. ... Conhecido mundialmente, o cineasta alagoano Carlos Diegues, o Cacá Diegues, será homenageado pela Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) com o título de Doutor Honoris Causa. A solenidade de outorga será realizada no dia 14 de novembro, às 20h, no Teatro Deodoro, no Centro de Maceió. ... O reitor da Uneal, Jairo José Campos da Costa, explica que a condecoração visa enaltecer as contribuições de Cacá Diegues para o cinema brasileiro, bem como destacar, de forma geral, personalidades alagoanas que, por sua obra, contribuem para o avanço cultural e científico da sociedade. ... Aos nossos leitores desejamos um excelente final de semana, com paz e muita saúde. Até a próxima edição!
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MEIO AMBIENTE Sofia Sepreny da Costa s.sepreny@gmail.com
São Miguel dos Milagres
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ixo e esgoto ameaçam praias de São Miguel dos Milagres (AL). De acordo com Carol Lessa, secretária Municipal de Turismo, apenas 30% do município tem acesso ao saneamento, problema que pode se tornar ainda mais grave com o boom de construção de condomínios à beira-mar. Uma das propostas da secretária é desenvolver um projeto de coleta seletiva na cidade, mas ainda não existe um prazo definido para colocá-lo em prática. Com isso, o objetivo inicial é traçar projetos que auxiliem empresários e trade na execução de ações voltadas ao turismo sustentável.
Alagoinha
Golfinhos e baleias na Dinamarca Uma patrulha feita por voluntários de junho a setembro deste ano, mostra centenas de golfinhos e baleias mortos nas Ilhas Faroé, arquipélago da Dinamarca localizado no Atlântico Norte. A operação Bloody Fjords (Fiordes sangrentos) foi organizada pela ONG Sea Shepherd. Durante o período da patrulha, nove caças aos animais foram flagradas, o que resultou na morte de 198 golfinhos e 436 baleias-piloto, um total de 634 animais.
O Ministério Público Federal em Alagoas (MPF/AL) acompanha a execução das obras do Marco Referencial no local onde ficava o antigo Alagoas Iate Clube, o Alagoinhas, na orla de Ponta Verde. A vistoria é parte da instrução do inquérito civil instaurado para apurar os impactos ambientais do projeto. Os materiais que estão sendo utilizados, bem como as fases em execução da primeira etapa da obra tiveram que ser apresentados.
Bem-estar nos hospitais Elefantes
A imagem triste de dois elefantes fugindo de uma multidão de pessoas que atearam fogo nos animais venceu o principal prêmio de competição fotográfica sobre meio ambiente da revista Sanctuary. A imagem nos leva a refletir sobre o quanto o ser humanos pode ser cruel a ponto de atear fogo contra esses animais. Não por menos, a imagem foi batizada de Hell hole, buraco do inferno.
Laranjas dos EUA A destruição dos pomares de laranja da Flórida, nos Estados Unidos, devastados pelo furacão Irma em meados de setembro, poderá beneficiar os produtores brasileiros. Para suprir a demanda, o mercado americano deve importar mais suco do Brasil, o maior produtor mundial, segundo especialistas.
Um estudo realizado pelo projeto “e-natureza” do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein, comprovou que Imagens de natureza podem ser usadas para proporcionar bem-estar em hospitais. O projeto surgiu a partir de uma pesquisa sobre estresse e autoestima realizada com mulheres que atuam como profissionais de saúde. Um dos grupos de profissionais participava de uma atividade diária de autocuidado. E essa atividade era complementada por um vídeo com música e imagens da natureza. O resultado foi positivo, pois o grupo que teve as imagens associadas apresentou melhora na autoestima.
Pesca sustentável
Um grupo de 9 pescadores do Acre participou de uma oportunidade única de aprendizado: embarcaram para o município de Tapauá, no estado do Amazonas, para participar de um intercâmbio com manejadores indígenas da etnia Paumari. A atividade fez parte do projeto Pesca Sustentável. Ao todo, 26 pescadores do Acre e do Amazonas participaram da experiência, que durou 144 horas em cinco dias de atividade. Representantes de órgãos do governo como Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Fundação Nacional do Índio (Funai) também estiverem presentes.
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