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Edicao928

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extra www.novoextra.com.br

MACEIÓ - ALAGOAS ANO XVIII - Nº 928 - 30 DE JUNHO A 06 DE JULHO DE 2017

SOCIALISTA NO BOTEQUIM

DEPUTADO RONALDO LESSA DIZ QUE RENAN FILHO TEM MAIS A OFERECER, MAS FICA COM RUI PALMEIRA P/5

R 3,00

ZAQUEU DAS ALAGOAS

GEORGE SANTORO IMPÕE POLÍTICA FISCAL DE TERRA ARRASADA; ENDIVIDADAS, EMPRESAS TEMEM QUEBRADEIRA P/2

CNJ AFASTA WASHINGTON LUIZ POR MAIS 140 DIAS

HÁ 1 ANO FORA DO CARGO, DESEMBARGADOR AGORA SERÁ INVESTIGADO POR CONVERSAS COM FERNANDO TOURINHO SOBRE CRISTIANO MATHEUS P/6 e 7

TJ acata ação do MP que acusa Cícero Almeida de comandar Máfia do LixoP/10

Sebastião Pereira, pai de Beto

CASO LUIZ PEDRO Servidor morre sem realizar sonho de ver matador do filho na cadeia

P/8 e 9

ÁLCOOL DOS EUA

Importação de etanol com tarifa zero ameaça quebrar o que resta do setor açucareiro

P/14


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MACEIÓ, ALAGOAS - 30 DE JUNHO A 05 DE JULHO DE 2017

Reduto da corrupção

“Jornalismo é oposição. O resto é armazém de secos e molhados”

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- O advogado Antônio Carlos Gouveia enfrenta forte resistência para acabar com o último reduto da corrupção no Detran-Alagoas.

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- Após moralizar o órgão, que sempre foi colocado a serviço de políticos inescrupulosos, Antônio Carlos aponta agora sua metralhadora para os fabricantes de placas de veículos.

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– Sem nenhum controle do poder público, essas empresas tornaram-se alvo das quadrilhas de roubo de carros e clonagem de veículos, que se multiplicam a cada mês.

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– Mas a reação é grande, visto que políticos envolvidos com o crime organizado estão pressionando o diretor-presidente do Detran-AL para deixar tudo como está.

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– Por isso o governador Renan Filho precisa dar sustentação política e carta branca ao advogado Antônio Carlos Gouveia para completar a limpeza no Detran-Alagoas. Coisa que ninguém acreditava, dada a degradação moral em que o órgão se encontrava.

(Millôr Fernandes)

COLUNA SURURU

Aguenta essa, Brasil! “Se eu for condenado, não vale a pena ser honesto no Brasil”. Luiz Inácio Lula da Silva.

Pá de cal

A decisão do governo brasileiro de importar etanol dos EUA com tarifa zero representa a pá de cal na quebradeira do setor sucroalcooleiro alagoano, já à beira da falência. A decisão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) atende a interesses escusos de distribuidores de combustíveis do Nordeste, que também são produtores de álcool.

Imperador das quentinhas

Zaqueu das Alagoas

Milhares de pequenos e médios empresários alagoanos aguardam o anúncio do programa de Parcelamento Incentivado de Débitos para regularizar sua situação fiscal junto à Fazenda, uma espécie de Refis estadual. A coluna foi informada de que o governador já teria autorizado o refinanciamento dessas dívidas, mas o secretário da Fazenda em sua fúria arrecadatória - insiste em espremer os empresários até o último centavo, tal qual um publicano. Sem o refinanciamento de seus débitos fiscais, as pequenas empresas correm o risco de fechar as portas e desempregar milhares de trabalhadores, deixando de cumprir sua função social. Com a palavra, o governandor Renan Filho, que certamente não comunga dessa política de terra arrasada imposta a ferro e fogo pelo senhor George Santoro.

O prefeito Júlio Cezar, de Palmeira dos Índios, homologou licitação para compra de quentinhas e serviços de coffee break e de buffet. Nada de anormal não fosse o valor desses serviços contratados: exatos R$ 5.705.174,10. Isto mesmo, quase 6 milhões de reais a serem gastos em cafés e quentinhas. Nem mesmo o imperador Júlio César, o verdadeiro, foi tão pródigo com o dinheiro do povo.

Assessoria esclarece Ouvida pela coluna, a assessoria do prefeito informou que os serviços licitados só serão contratados quando houver necessidade. Ah, bom!

DA REDAÇÃO

Prioridades

O governo de Alagoas pretende investir R$ 30 milhões na construção de um terminal de passageiros no Porto de Maceió para receber cruzeiros marítimos, que mínguam a cada temporada. No Ceará, o governo gastou R$ 200 milhões em um moderno terminal marítimo, que está entregue às moscas. Na falta de navios de cruzeiro e de turistas, o local virou casa de shows e eventos, como o casamento do sertanejo Wesley Safadão. Questão de prioiridade na aplicação dos recursos públicos.

Recurso negado

Francisco Oiticica Quintella Cavalcanti, o assassino do usineiro Bernardo Gondim da Rosa Oiticica, teve negado pela 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) o pedido de anulação do júri que o condenou a 18 anos pela morte do primo, ocorrida em 2003. Chiquinho, como é conhecido, está preso desde o dia 20 de abril, mas vai passar apenas 10 meses atrás das grades. É o tempo que falta para ele completar um terço da pena a que foi condenado em novembro de 2009.

Novo Refis

Enquanto Alagoas sufoca os empresários com a cobrança de dívidas fiscais impagáveis, o programa federal para quitação de impostos devidos pelas empresas ao governo (Novo Refis) traz uma série de mudanças em relação à legislação anterior, podendo contribuir, de forma assertiva para que as empresas recuperem sua saúde financeira por meio de condições favoráveis para a quitação dos débitos.

Recados ao governador

A Arquidiocese de Maceió voltou a condenar a internação de dependentes químicos em troca de votos para políticos inescrupulosos. Na linha de tiro estão a Secretaria de Prevenção à Violência e o deputado federal Givaldo Carimbão, que usa a estrutura pública como moeda de troca para barganhar apoio político. Em nota emitida no Dia Internacional de Combate às Drogas (26 de junho), a Arquidiocese também critica o Governo do Estado por não dar a devida atenção aos dependentes químicos. “Temos a convicção de que o combate não pode ser tão somente um ‘caso de polícia’ ou de ‘internação compulsória’”. Segundo a nota, a Arquidiocese já se posicionou algumas vezes contra os rumos que a Política sobre Drogas vem tomando no Estado de Alagoas. “Não podemos conceber que uma Secretaria de Estado seja apadrinhada e utilizada para fins eleitoreiros e não privilegie um corpo técnico apartidário”. “O Governo de Alagoas nem mesmo nomeou e fez funcionar o Conselho Estadual de Políticas sobre Drogas. Além disso, não é admissível fazer do usuário uma moeda de troca a barganhar voto por tratamento”, diz a nota, assinada pelo cônego Walfran Fonseca.

EDITORA NOVO EXTRA LTDA - CNPJ: 04246456/0001-97 Av. Aspirante Alberto Melo da Costa - Ed. Wall Street Empresarial Center, 796, sala 26 - Poço - MACEIÓ - AL - CEP: 57.000-580

EDITOR: Fernando Araújo CHEFE DE REDAÇÃO: Vera Alves

CONSELHO EDITORIAL

Luiz Carnaúba (presidente), Mendes de Barros, Maurício Moreira e José Arnaldo Lisboa

SERVIÇOS JURÍDICOS

Rodrigo Medeiros

ARTE Fábio Alberto - 98711-8478 REDAÇÃO - DISK DENÚNCIA

IMPRESSÃO Jornal do Commercio E-mail: contato@novoextra.com.br

As colunas e artigos assinados não expressam necessariamente a opinião deste jornal


MACEIÓ, ALAGOAS - 30 DE JUNHO A 06 DE JULHO DE 2017

JORGE OLIVEIRA

Temer encurrala Janot

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rasília - O Temer jogou água no chope do Janot. Apesar de ter apresentado um rosário de indícios que conduzem ao envolvimento do presidente ao crime de corrupção passiva, o procurador-geral da República saiu chamuscado do confronto. Ele agora terá que esclarecer que realmente não está envolvido com o ex-procurador Marcelo Miller, homem de sua confiança, que deixou o cargo para fazer os acordos de leniência da JBS do Joesley Batista que, segundo o Temer, teria embolsado milhões de reais. É a primeira vez que Janot é acusado frontalmente de favorecimento a Joesley que, depois de confessar inúmeros crimes, saiu pela porta da frente da procuradoria com o salvo conduto da impunidade. O embate entre o presidente e a procuradoria só favoreceu o Temer. Senão vejamos: Janot distribuiu seu parecer que envolve o presidente em corrupção passiva, papeis frios que chegaram à imprensa numa coletiva. Temer usou a televisão ao vivo para soltar um míssil contra Janot que vai destroçar a sua reputação e de seus procuradores caso ele não esclareça melhor que não tem nenhum envolvimento com Marcelo Miller, o procurador que deixou o cargo para trabalhar a soldo de Joesley e ajudar a aprovar os acordos de leniência que favoreceram o grupo bilionário dos Batista. A pergunta que fica no ar é a seguinte: como um procurador que chegou ao cargo por concurso público deixa o emprego vitalício tão bem remunerado para se engajar na causa dos Batista, levando com ele todos os segredos das investigações? É no mínimo esquisito, não acha? Pois é, foi por achar estranho que os assessores de Temer foram investigar o afastamento do procurador e descobriram que ele não cumpriu nem a quarentena determinada por lei para exercer outra função na iniciativa privada. E o seu envolvimento com o Joesley, coincidentemente, aconteceu no momento em que ele fazia a delação premiada que resultou em todo esse fuzuê. O lamaçal é geral. Tudo indica que dessa esculhambação generalizada não se salva ninguém. Janot, no afã de denunciar o presidente antes de deixar o cargo, não se preocupou com a retaguarda e agora deixa o órgão na UTI. Esqueceu-se que o Temer também é do ramo jurídico, como advogado e professor constitucionalista, e foi para o confronto sem as devidas precauções de zelar pela entidade que dirige, até então a mais respeitada do país. Temer evidentemente, ao partir para o ataque, não estava sozinho quando traçou a sua estratégia de encurralar Janot. Contou com alguns simpatizantes dele dentro da Justiça que fazem oposição ao trabalho do procurador, agora de saia justa. No seu parecer Janot parece ter vacilado, mesmo apresentando um rastro de documentação que comprometeria o presidente. Não conseguiu juntar provas de que o dinheiro da mala do ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, assessor do Temer, teria chegado às mãos do presidente. Usou a palavra “ilação” para apoiar as suas denúncias. Temer aproveitou-se para fazer também uma ilação entre Janot e o procurador afastado e acusá-lo de se envolver com os milhões de reais que chegaram aos bolsos do seu ex-braço direito pelo trabalho de leniência que favoreceu as empresas de Joesley. As palavras de Temer, proferidas didaticamente, como um treinado professor, ao vivo e a cores para o Brasil, chegaram como um tiro certeiro aos ouvidos de Janot que se assustou com o petardo.

Confirmou

Na réplica, Janot não foi convincente. Em nota oficial, detalhou a trajetória de seu ex-assessor na procuradoria, mas só serviu para se afundar mais ainda quando confirmou que realmente ele trabalhou nas investigações da Lava Jato até deixar o cargo e se engajar na defesa de Joesley. A situação se agrava ainda mais, quando se sabe que existe outro procurador preso por ter sido flagrado como “homem” de informação de Joesley dentro do órgão. Ou seja: o empresário contaminou todo mundo. Comprou o Executivo, o Parlamento e a Justiça. Ninguém escapa das garras afiadas de Joesley que se revela um dos mafiosos mais estratégicos do mundo. Ele compra os poderes com o mesmo dinheiro que sai dos cofres desses poderes com a conivência de quem dirige esses poderes. Que coisa genial, hein!? É de deixar os sicilianos nova-iorquinos com água na boca.

arapiraca@yahoo.com Siga-me: @jorgearapiraca

Roteiro

Os crimes de Joesley ainda não estão perfeitos para um belo roteiro de filme porque os Batista ainda não entraram no mundo das drogas, da prostituição, das jogatinas e dos assassinatos por encomendas. Mas quem viver, verá.

Gravação

A gravação feita por Joesley com o presidente Temer não tem um ritmo de um diálogo compreensivo. Os trechos estão picotados e muito da conversa não se entende bem. A Polícia Federal diz que não houve edição da gravação original, mas outros peritos contratados pela defesa de Temer contestam. Dizem, por exemplo, que existem pelo menos 26 falhas (pausas) durante a entrevista e que, por isso, a gravação não tem valor jurídico de provar alguma coisa.

A bagunça

Na verdade, o Brasil passa por uma bagunça incontrolável. Os ministros do STF abriram uma guerra contra o procurador Rodrigo Janot, acusado de ser petista e proteger as investigações que acusam a cúpula do partido de corrupção e formação de quadrilha. Alguns deles, como Gilmar Mendes, presidente do TSE, já foram para o confronto com Janot, acusando-o de botar cabrecho nos ministros do STF.

Benesses

As palavras de Gilmar Mendes estão comprometidas, porque ele também é acusado de favorecer seu instituto com verbas públicas e de compartilhar viagens com o presidente Michel Temer. Portanto, em toda essa história não existe nenhum santo. O que se sabe de verdade é que o Brasil entrou em paranoia desde que os petistas tomaram o poder e criaram a maior organização criminosa de que se tem notícia na história do país.

E agora? O que todo mundo se pergunta é quando isso vai parar. Não se passou um ano, o Brasil viu ser destronada uma petista incompetente que chegou ao poder por meio do dinheiro sujo do caixa dois de campanha. Agora, outro presidente,Temer, herança dos próprios petistas que o escolheram para vice em dois mandatos da Dilma, está na corda bamba. A perspectiva de arrumar a casa com a sua saída é praticamente nula, porque lá no Planalto chegaria o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, também enrolado na Lava Jato. É triste, mas é uma verdade: o Brasil está na merda até o pescoço.

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MACEIÓ, ALAGOAS - 30 DE JUNHO A 06 DE JULHO DE 2017

Ele é candidato

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sando a mesma estratégia quando enfrentou o deputado Cícero Almeida nas urnas para Prefeitura de Maceió, Rui Palmeira tenta atravessar as dificuldades do momento em silêncio. Prefere aguardar a prefeitura sair das dificuldades, conseguir os empréstimos que prometeu durante a campanha e aí, sim, viabilizar sua candidatura ao governo do Estado. A preocupação é tão grande do grupo dos Calheiros que lideranças consagradas na política, como o deputado Ronaldo Lessa, estão na mira do Palácio dos Martírios que enfrenta dificuldades para montar um time de primeira para as eleições de 2018. Lessa, que permanece na aliança com o prefeito Rui Palmeira, tem negado sistematicamente qualquer avanço nos contatos que tem feito institucionalmente com o governador Renan Filho e os observadores políticos avaliam que o desespero parece tomar conta do lado de lá. O grupo político do qual faz parte Rui Palmeira, não tem dúvidas de que ele enfrentará Renan Filho nas urnas. Mas somente anunciará sua disposição de disputar o governo quando estabilizar a situação difícil da prefeitura, começar a tocar obras estruturantes na capital e consolidar o apoio de novas alianças no interior. A dúvida que existia com o comportamento de Rui Palmeira com relação às eleições do próximo ano parece ter se dissipado e o prefeito continua sendo o nome mais forte para enfrentar Renan pai e Renan Filho em 2018.

Não esquece 1

As notícias de que o deputado Ronaldo Lessa estaria se atirando nos braços do governador Renan Filho para fazer uma dobradinha nas eleições do próximo ano não passam mesmo de especulações. Ronaldo não esquece a maneira como Rafael Brito, genro do irmão Otávio Lessa, foi demitido pelo governador quando era secretário do Trabalho.

Não esquece 2

A ordem de Renan Filho, naquela oportunidade, era tirar todo mundo ligado a Lessa, depois que ele decidiu apoiar o prefeito Rui Palmeira. Embora administre bem a política, Lessa ainda lembra o desconforto que passou.

Entre a cruz e a espada

O deputado Ronaldo Lessa rasgou elogios a Rui Palmeira na última entrevista que concedeu no Conversa de Botequim, do jornalista Plínio Lins, mas em contrapartida sofre pressão do irmão Otávio e Rafael Brito para abraçar a candidatura de reeleição de Renan Filho.

Indecisão

Inicialmente disposto a tentar sua reeleição para a Câmara Federal, Ronaldo Lessa pode mudar de rumo. Vê com simpatia uma candidatura ao Senado se o companheiro de chapa for forte e se Rui estiver disposto a enfrentar Renan nas urnas. A chapa majoritária poderia ficar para o Senado com Benedito de Lira, cuja possibilidade tem tirado o sono de inquilino do Palácio dos Martírios.

Retomando

O prefeito Rui Palmeira entende perfeitamente o desgaste político que tem enfrentado nos últimos meses, agravado por negar reajustes salariais dos servidores públicos, não realizar as festas de São João e enfrentar o caos na capital depois das fortes chuvas que caíram recentemente. Politicamente, Palmeira deve retomar ações na prefeitura para se manter aceso na disputa eleitoral do próximo ano

Na frente

O oposto está sendo perseguido pelo governador Renan Filho, que faz do mandato uma permanente campanha política visando sua reeleição. O governador concedeu reajuste salarial mesmo em dose pequena, anunciou concursos, bancou o São João de Maceió e chega junto aos prefeitos no interior para garantir uma boa votação dele e do pai em 2018.

Só o Biu

Candidato certo mesmo ao Senado Federal, somente Biu de Lira do grupo do prefeito Rui Palmeira. Os demais ainda patinam na dúvida, no caso da eleição majoritária, que deve analisar quem teria reais condições de enfrentar Renan Filho.

Correndo solto

Sem adversário aparente, o governador Renan Filho avança em bases no interior. Alguns prefeitos já mudaram de lado, como o do Pilar, Renato Resende, e de Traipu, Eduardo Tavares, que têm recebido atenção do chefe do Executivo estadual.

GABRIEL MOUSINHO gabrielmousinho@bol.com.br

Golpe 1

Acobertado por um escritório de advocacia cujo chefe já esteve às voltas com a Justiça, o conhecido João Multiaves, que deu um golpe em Alagoas que deixou muita gente em situação difícil, anda rindo da presepada em outros estados do Brasil. Ao quebrar pequenos criadores de avestruzes, o João botou o dinheiro no bolso e deu no pé. Até quando a Justiça vai deixar esse elemento impune?

Calote

Manoelzinho, o ex-prefeito de Jacuípe, pode ser preso logo, logo. Depois de pegar 200 mil reais emprestados para usar na última campanha, deu no pé, mas a turma da pesada está no seu encalço para recuperar a grana. A fama de caloteiro de Manoelzinho já tomou conta da região norte do estado.

Chegando junto

Derrotado fragorosamente em Arapiraca, o governador Renan Filho não tem perdido tempo. Devagarzinho tem se aproximado do prefeito Rogério Teófilo, mesmo que não tenha alguma coisa concreta para oferecer. Um assessor do prefeito, ao observar a insistência do governador, disse que “essa alma quer reza”.

Fiel da balança

O ministro Maurício Quintella deverá ser o fiel da balança nas eleições de 2018. Crescendo politicamente, já garantiu que será candidato à reeleição, mas ele tem cacife suficiente para disputar um mandato de senador ou até mesmo de governador.

Zona no trânsito

Quem transita diariamente pelas avenidas Durval de Góis Monteiro e Fernandes Lima, nota, com bastante clareza, que o trânsito ali está uma zona. Nem os ônibus se mantêm na faixa azul, nem tampouco os táxis, que mudam de faixa como mudamos de camisa todos os dias. Além do mais, carretas violam os horários estipulados para circular e com isso tornam um inferno a vida dos pobres usuários. Bem que a SMTT deveria agir com mais rigor nessa área.

Golpe 2

Mesmo longe, o João Multiaves não quer saber de dificuldades. Quer receber uma alta grana do seguro de uma lancha então de sua propriedade que pegou fogo, cujo processo está na Justiça. Há dúvidas sobre o real motivo do incêndio.

Tumulto nos bastidores

O anúncio de nova eleição para a Mesa Diretora da Câmara de Vereadores de Maceió deu muito que falar desde o início da semana. Nos bastidores a candidatura de Kelmann para o biênio 2019-2020 foi considerada como de interesse de grupos e profundo casuísmo. A oposição, até horas antes da eleição, tentava apresentar uma chapa de oposição ou, no mínimo, impedir a eleição através de medidas judiciais. A oposição alegava que o Regimento da Câmara foi frontalmente violado.

Não será a mesma

A harmonia que estava existindo na Câmara parece que não será a mesma a partir de agora. Vereadores da oposição ao atual presidente, nos bastidores, prometem fazer um “calo de sangue” na administração. Pelo visto é um sinal de que a campanha para as eleições do próximo ano já começou.

Plano Bresser 1

A Eletrobras, antiga Ceal, tem mais sessenta dias para apresentar uma proposta para pagar aos trabalhadores que lutam na Justiça há quase trinta anos para receberem o que é de direito. Parece que a pendenga está chegando ao fim. Se a empresa não apresentar proposta, o Sindicato dos Urbanitários que propôs a ação poderá fazê-lo no Tribunal Superior do Trabalho. O montante já chega próximo a 1 bilhão e 500 milhões de reais. Até agora centenas de trabalhadores já morreram sem ver a cor do dinheiro.

Plano Bresser 2

A Justiça, neste caso, parece ser falha e tardia. As centenas de recursos são consideradas pelos advogados como apenas protelatórios, evidenciando que a empresa não tem o menor interesse de pagar o que deve. Além disso, oferece um serviço de péssima qualidade na capital e no interior.


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Deputado federal respondeu às perguntas de jornalista em encontro intimista; Lessa criticou atitudes de Calheiros e Almeida nas eleições de 2016

“PMDB tem mais o que me oferecer”, diz Ronaldo Lessa

NA BERLINDA

APESAR DA AFIRMAÇÃO, DEPUTADO FEDERAL AFIRMA QUE CONTINUA AO LADO DE RUI PALMEIRA JOSÉ FERNANDO MARTINS josefernandomartins@gmail.com

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deputado federal Ronaldo Lessa (PDT) ganhou destaque na última semana por causa de um burburinho nos bastidores da política alagoana. Ele teria dedicido dar um “tchau” ao companheiro peessedebista Rui Palmeira, prefeito de Maceió, e se juntar ao clã da Família Calheiros, com Renan pai e Renan Filho. E esse foi um dos assuntos tratados pelo parlamentar e ex-governador durante participação do “Conversa de Botequim”, com o jornalista Plínio Lins, que ocorreu na segunda-feira, 26. Lessa tratou o assunto com cautela embora descartasse, pelo menos por enquanto, uma mudança de lado. O PMBD e PSDB, em Alagoas, passam por um momento delicado, uma ferida que está aberta desde a última eleição para a prefeitura de Maceió. Durante debates, os candidatos Cícero Almeida e Rui Palmeira se mostraram sedentos em ocupar a cadeira maior do Executivo municipal.

O show político contou com denúncias e farpas dos dois lados. A postura de ambos foi criticada por Ronaldo Lessa, que descreveu a atitude de Palmeira de dizer que “os Calheiros só se garantem em Murici por causa de sacos e mais sacos de dinheiro” um ato extremamente ofensivo. Por outro lado, o parlamentar também disse que achou desnecessária a carta à imprensa escrita por Renan Calheiros logo após Cícero Almeida perder o pleito de 2016. O senador disse que “foi bom Rui Palmeira ter ganhado para prefeito porque, assim, não precisaro arrumar emprego para ele em Brasília”. Calheiros ainda carcou: “Rui detestava trabalhar”. O jornalista Plínio Lins provocou questionando como ficaria o PSDB após as denúncias contra o senador Aécio Neves, que virou símbolo nacional, em 2016, por ser um possível “libertador” do Brasil das garras do PT. E é, claro que tudo não passou de ilusão. “Eu nunca me enganei”, disse

se referindo a Neves. Tanto é que, sobre apoiar o prefeito de Maceió, Lessa contou que “tentou por diversas vezes fazer com que Palmeira deixasse o PSDB”. “Já tentamos fazer com que ele traçasse outro caminho. Assim ficaríamos mais a vontade dentro do governo dele”, considerou. Contou também as diferenças de fazer política entre Renan Calheiros e Rui Palmeira. “Com Calheiros passo facilmente três a cinco horas conversando sobre política. Com Rui é diferente. Os encontros são rápidos e diretos”. Quanto à suposta mudança, Lessa destacou: “Estou com o Rui muito bem, obrigado. Mas, continuo ajudando o governador sem problemas. Renan Filho está fazendo um governo bem aprovado pelo Estado”. Quanto às próximas eleições, Lessa é enfático: só concorre ao Governo do Estado “se ganhar na loteria”. “É melhor deixar isso para a nova geração, para que os jovens comecem a assumir. Para o Senado, eu só concorro se tiver chance

efetiva. Por enquanto, sou candidato à reeleição para deputado federal”. Sobre os trabalhos em Brasília, Lessa, que é coordenadorda bancada federal de Alagoas, disse que os deputados permanecem unidos. “Apesar de nossas brigas no palanque, a bancada não tem criado problema. Conseguimos várias emendas para Estado. Já fui prefeito e governador e sei o que é briga de bancada. Hoje, o governador e o prefeito não podem reclamar de nada”. A mídia alagoana publicou que o PDT tem negociado espaço com o Governo de Renan Filho. Conforme Lessa, “li que o governador ofereceu as pastas de Saúde e Turismo para mim. Não tem nada disso. Se eu disser que estou disposto a ir (para o lado de Filho) até podemos discutir um espaço. A última vez que me encontrei com ele foi há 20 dias. Disseram que foi um jantar onde me ofereceu espaço, mas recusei. É mentira! O PDT não trabalha desse jeito e eu respeito o partido. Se fosse assim, eu estava com ele, que

tem muito mais a me oferecer do que Rui Palmeira. Pelo tamanho, pelo dinheiro, pelo espaço, por tudo. Era para eu já estar lá há muito tempo. Mas isso não existe. Trabalhamos de uma forma diferente.” BRASÍLIA Lessa também não poupou críticas ao presidente da República, Michel Temer. De acordo com o parlamentar, o peemedebista é um político experiente, mas que não governa para o povo e, sim, para os que o colocaram no cargo. O parlamentar também foi questionado se acredita na inocência do ex-presidente Lula. “Roubaram milhões e querem que Lula seja condenado por causa de um sítio. Colocar o Lula novamente na presidência não vai resolver o Brasil. O pior pecado que Lula fez, na minha opinião, foi colocar a esquerda em descrédito”. Sobre às eleições diretas, Lessa disse que só é a favor se fizer para todos os cargos políticos, recomeçando a política brasileira do zero.


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Washington Luiz passará mais 140 dias afastado

LIGAÇÕES PERIGOSAS CNJ PEDE À PF ÁUDIO DE CONVERSA ENTRE O EX-PRESIDENTE DO TJ E O DESEMBARGADOR FERNANDO TOURINHO VERA ALVES veralvess@gmail.com

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fastado há um ano, completado na quarta, 28, da presidência do Tribunal de Justiça de Alagoas e de suas funções jurisdicionais, o desembargador Washington Luiz Damasceno Freitas vai passar ao menos mais 140 dias nesta situação. A decisão é do conselheiro Arnaldo Hossepian, relator do procedimento de controle administrativo a que ele responde no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que trata das estreitas ligações entre o magistrado e o ex-prefeito de Marechal Deodoro, Cristiano Matheus da Silva e Souza. Ex-genro de Washington Luiz, Matheus responde a várias ações de improbidade propostas pelo Ministério Público Estadual mas somente veio a ser afastado do cargo por decisão da Justiça Federal. No âmbito da estadual, ele teria sido “blindado” pelo exsogro. E é para apurar esta blindagem que o CNJ pediu à Polícia Federal em Alagoas a cópia de uma gravação contendo conversas entre Washington Luiz

Há um ano afastado das funções de desembargador, Washington Luiz é investigado por possível favorecimento a Cristiano Matheus

e o também desembargador Fernando Tourinho de Omena Souza. A gravação teria sido entregue à PF por Maria Aparecida de Oliveira e trataria do retardamento da ação penal proposta pelo MP Estadual contra Matheus. Aparecida foi ouvida pelo CNJ, por videoconferência, no dia 10 de maio último, quando também foi ouvido Kleber Ma-

laquias. Este último, na semana passada, ao mesmo tempo em que o conselheiro Arnaldo Hossepian decidia pela prorrogação do afastamento do desembargador, encaminhou ao colegiado novos documentos da ligação entre o ex-presidente do Tribunal de Justiça e o ex-prefeito. Os documentos tratam do nepotismo cruzado entre Tribunal de Justiça e a Prefeitura

de Marechal Deodoro ao longo das duas gestões de Cristiano Matheus. Eleito em 2008 e reeleito em 2012, ele não terminou o segundo mandato. Foi afastado em setembro do ano passado pela Justiça Federal e a pedido do MPF, acusado de dezenas de irregularidades que teriam dado um prejuízo milionário aos cofres públicos. No âmbito da Justiça Estadual, o TJ levou nove meses para

analisar o pedido de instauração de ação penal contra o então prefeito Cristiano Matheus protocolado pelo Ministério Público Estadual no dia 12 de agosto de 2014. Trata-se da Ação Penal 0802712-11.2014.8.02.0000 cuja cópia integral também foi requerida pelo conselheiro Arnaldo Hossepian. Transcorridos quase três anos desde a denúncia do MP, o processo ainda não foi julgado.


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Ação entre amigos ou nepotismo cruzado?

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m julho de 2014, o TJ nomeou para o cargo comissionado de protocolista cartorário DS-4 a filha de Matheus, Letícia Gusmão dos Anjos e Souza. Em fevereiro do ano passado, ela foi exonerada do cargo a pedido, de acordo com o Ato nº 36/2016. No dia 19 deste mês de junho ela foi nomeada pelo governador Renan Filho para um cargo em comissão no Alagoas Previdência (assessor especial de previdência complementar). O detalhe é que a nomeação de Letícia se deu exatos 14 dias após o governador deseficacizar (tornar sem efeito) a nomeação da atual esposa do pai dela. Faltando menos de um mês para dar à luz, Mayane Souza Santos Silva havia sido nomeada para o cargo comissionado de secretária dos conselhos do Alagoas Previdência no dia 31 de maio último. Na Prefeitura de Marechal Deodoro ao menos três pessoas ligadas a Washington Luiz foram nomeadas para cargos comissionados na era Matheus. Ex-esposa do desembargador e mãe da secretária Mellina Freitas, Maria Cleide Torres Freitas esteve lotada como psicóloga da Secretaria

Municipal de Saúde de 2013 a 2015, sendo que sua ficha funcional traz duas datas de nomeação, uma em 01/02/2013 e outra em 01/07/2014. Sobrinho do desembargador, Wellington Freitas Damasceno Junior foi nomeado assessor técnico do gabinete do prefeito em 01/04/2009, mas sua passagem pela prefeitura foi curta, de menos de um mês. Nora de Washington Luiz, Leilane Leite Queiroz foi nomeada assessora técnica da Secretaria de Infraestrurura a 08/04/2015 e, de acordo com sua ficha, hoje é analista de controle interno CC-2 da Secretaria Municipal de Governo de Marechal, cargo para o qual foi nomeada em 09/02/2017. O ex-prefeito Cristiano Matheus também empregou a ex-mulher, Grazielle Lira Gusmão dos Anjos – mãe de Letícia. A 02/03/2011 ela foi nomeada assessora técnica do gabinete do prefeito. O detalhe é que residia em Pão de Açúcar, no Alto Sertão de Alagoas. Tia dele, Maria Bomfim Barbosa foi nomeada em suas duas gestões assessora técnica do gabinete do prefeito, a primeira em 01/09/2010 e a segunda em 02/01/2013.

Ex-esposa de Washington Luiz, Maria Cleide foi nomeada duas vezes por Matheus, em 2013 e 2014

Nomeada em junho para o Alagoas Previdência, Letícia, filha do ex-prefeito, foi nomeada para o TJ em 2014


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Servidor morre sem ver matador do filho na cadeia

UMA VIDA EM BUSCA DE JUSTIÇA SONHO DE SEBASTIÃO PEREIRA ERA VER O CABO LUIZ PEDRO ATRÁS DAS GRADES PELO ASSASSINATO DE BETO

Sebastião Pereira lutou até o fim para ver assassino do filho Beto na cadeia

MARIA SALÉSIA sallesia@hotmail.com

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morte do servidor aposentado do Detran/AL Sebastião Pereira dos Santos, 78 anos, o seu Sebastião, na manhã da terça-feira, 27, pode colocar um ponto final na trama do caso Beto. Desde agosto de 2004, quando Carlos Roberto Rocha Santos foi assassinado e teve o corpo roubado do IML, o pai lutava por justiça. Morreu e não realizou o sonho de poder enterrar o filho e ver o cabo Luiz Pedro detrás das grades. O empenho de seu Sebastião foi fundamental para que, em setembro de 2015, o ex-deputado estadual Luiz Pedro fosse condenado a 26 anos e 5 meses de prisão. A frustração, porém, foi que ele recorreu e continua em liberdade. Luiz Pedro nega a acusação. Já os capangas Adézio Rodrigues Nogueira, Laércio Pereira de Barros, Naelson Osmar Vasconcelos de Melo e Leone Lima foram condenados por homicídio

qualificado. Seu Sebastião queria apenas que a justiça fosse feita. Para se ter uma ideia de sua luta, logo após o assassinato do filho foi diagnosticado com problema hepático (mesmo sem ser adepto de bebida alcoólica ou fumar), mas encontrar o filho era sua prioridade. Segundo o filho André Rocha, o pai iniciou o tratamento, porém na fase da quimioterapia abriu mão do procedimento para “correr atrás de justiça, achar o corpo do meu irmão e colocar o assassino na cadeia. Foi um exemplo e deixou seu legado”, disse emocionado André durante velório do pai. Apesar dos problemas de saúde e a idade avançada, seu Sebastião nunca desistiu de seu filho Beto. Após o julgamento do acusado, foi até o Tribunal de Justiça de Alagoas saber como ficaria o processo do cabo Luiz Pedro. De acordo com André Rocha,

a informação na época foi de que havia erro de digitação e voltou para o Fórum. “Mas ele não teve mais força para correr atrás. Ele não queria expor a gente. No hospital ele ainda queria ir ao MP pedir ajuda no processo. Até no leito clamava por justiça”, confidenciou o filho. A morte de seu Sebastião não foi a primeira perda da família após a tragédia. Em 2011 sua esposa e mãe de Beto, Maria Tereza Rocha, faleceu; teve a saúde agravada devido ao quadro avançado de depressão. Ela não aceitava a morte do filho, a ocultação do cadáver e temia por ir de encontro “aos poderosos”. A família chegou a ser inserida no programa de proteção a testemunhas, mas preferiu voltar para Alagoas e de perto pressionar a Justiça. A busca incansável do pai do Beto por resposta teve uma trégua em 2016, quando sua saúde ficou mais fra-

gilizada e ele passou a viver mais no hospital do que em casa. Da última vez, foram mais de 30 dias de internação, sendo oito na UTI. Mas na madrugada da terça-feira, 27 de junho, às 4h25, seu Sebastião faleceu com o desejo de que a impunidade chegasse ao fim.

RELEMBRE O CASO Na madrugada do dia 12 de agosto de 2004, o servente de pedreiro Carlos Roberto Rocha Santos foi sequestrado enquanto dormia em casa, no bairro do Clima Bom, em Maceió. Foi executado com mais de 20 tiros e o crime teve requintes de crueldade. De acordo com trecho do processo, Beto foi vítima do “grupo de extermínio liderado por Luiz Pedro”. Seu corpo foi encontrado, mas sumiu do IML para nunca mais ser visto. A sede de Justiça levou

seu Sebastião a lutar para provar que Luiz Pedro era o culpado pela morte de seu filho. Seja na mídia local ou nacional, o pai do Beto aparecia e não cansava de classificar Luiz Pedro como “assassino impiedoso”. Em março de 2014, o Fantástico, da Rede Globo, mostrou um quadro sobre a violência no Brasil onde Maceió aparecia como uma das cidades mais violentas do país. Na época, o cabo Luiz Pedro era um dos alvos, citado no caso da execução de Beto. Na reportagem seu Sebastião deu depoimento mostrando indignação e clamando por justiça em rede nacional. O protesto do pai do Beto era constante. Com as fotos do filho em punho, ele se revezava nas portas da sede do governo de Alagoas, na Assembleia Legislativa, no Tribunal de Justiça, Câmara de Vereadores de Maceió e na imprensa. Vale lembrar que em 2004 o repórter do jornal EXTRA, Ródio Nogueira (falecido), foi o primeiro profissional da imprensa a entrevistar seu Sebastião. Na ocasião ele denunciou o cabo Luiz Pedro como culpado da morte do filho. Foram várias reportagem feitas pelo jornalista, que teve seu trabalho reconhecido pelo próprio Sebastião ao debruçar sobre o caixão de Ródio e aos prantos agradecer ao amigo. Em uma das entrevistas ele desabafou: “A vida segue, né? Mas eu quero deixar claro que não vou desistir. Se os culpados forem presos, a dor não vai embora, mas vai aliviar alguma coisa dentro de mim”. Não aliviou. Antes, ele também foi embora.


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Cabo Luiz Pedro diz que não poderia ter sido julgado

JUSTIÇA LERDA EX-DEPUTADO ALEGA QUE TJ NÃO ACEITOU DENÚNCIA FEITA PELO MP, PORTANTO NÃO PODERIA SEQUER TER SIDO PRONUNCIADO

UM CORPO QUE SOME

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Luiz Pedro foi condenado pela morte de Beto, cujo pai recorreu ao Conseg para apurar sumiço do corpo

VERA ALVES veralvess@gmail.com

U

m ano e 9 meses após a condenação do cabo Luiz Pedro da Silva pelo assassinato de Carlos Roberto Rocha Santos, o Tribunal de Justiça de Alagoas ainda não julgou o recurso de apelação do ex-deputado estadual e ex-vereador condenado em setembro de 2015 a 26 anos e 5 de meses de prisão pelos crimes de homicídio qualificado por motivo torpe e uso de emprego que dificultou a defesa da vítima, sequestro e formação de quadrilha. No recurso, a defesa do acusado alega que o julgamento é inválido, sob o argumento de que o Luiz Pedro sequer poderia ter sido pronunciado porque o próprio TJ teria rejeitado a denúncia ofertada pela Procuradoria Geral de Justiça na época em que ele exercia o mandato de deputado estadual.

O recurso de apelação contra o julgamento somente foi interposto em maio do ano passado junto ao TJ. Em fevereiro último, o relator, desembargador Sebastião Costa Filho, determinou a realização, pela Secretaria da Câmara Criminal, de diligências junto à 8ª Vara Criminal da Capital/ Tribunal do Júri e ao próprio tribunal tendo em vista que “não há registro nos autos do Acórdão que julgou o recurso em sentido estrito interposto por Luiz Pedro da Silva contra decisão que o pronunciou e o submeteu a julgamento popular”. Sebastião Costa Filho pediu, ainda, “cópia do inquérito policial/ação penal tramitado neste Tribunal em desfavor do ex-deputado estadual Luiz Pedro da Silva”. Os documentos foram anexados à apelação no dia 1º de junho e, de acordo com a tramitação disponível no portal do TJ, resta agora apenas o parecer do relator. A Câmara Criminal é composta, ainda, pelos desembargadores João Luiz

Azevedo Lessa (presidente), José Carlos Malta Marques e Washington Luiz Damasceno Freitas (que está afastado de qualquer função jurisdicional por determinação do Conselho Nacional de Justiça) e pelo juiz convocado Maurílio da Silva Ferraz. OS CRIMES Após dois dias de julgamento no Tribunal do Júri da 8º Vara Criminal da Capital, o cabo Luiz Pedro da Silva foi condenado em 24 de setembro de 2015 a 21 anos e 10 meses de reclusão pelo crime de homicídio, 2 anos e 4 meses pelo crime de sequestro e 2 anos e 3 meses de reclusão pelo crime de formação de quadrilha. Os acusados da autoria material do crime foram a julgamento em 10 de maio de 2012. Todos foram acusados de homicídio duplamente qualificado, sequestro, formação de quadrilha e receberam as seguintes penas: Adézio Rodrigues Pereira, 16 anos de prisão; Leone Lima, 16 anos de prisão; Naelson Omar Vas-

concelos de Melo, 16 anos de prisão; e, Laécio Pereira de Barros, 25 anos de prisão. Já Valter Paulo dos Santos, que também havia sido pronunciado, foi absolvido. Luiz Pedro foi expulso da Polícia Civil em setembro de 2010, onde havia sido nomeado em 1993 e gozou de afastamento eleitoral por ter sido eleito deputado estadual em 2002. Tentou a reeleição para a Assembleia em 2006 mas perdeu. Em 2008 foi eleito vereador em Maceió. Pretendia se candidatar novamente a deputado estadual em 2010, mas teve que desistir já que estava foragido no período determinado ao registro de candidaturas. E um detalhe: mesmo foragido, continuou recebendo normalmente o salário de R$ 9 mil da Câmara Municipal. Só reapareceu após obter um habeas corpus do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele ficou conhecido como cabo na década de 90 e passou a usar a patente como codinome na carreira política.

corpo de Carlos Roberto Rocha Santos, o Beto, jamais foi encontrado pela família. Inexplicavelmente desapareceu embora tenha dado entrada no Instituto Médico Legal (IML) Estácio de Lima. Oficialmente teria sido enterrado como indigente, mas as cinco exumações feitas por ordem da Justiça não conseguiram dar ao pai e à esposa do servente de pedreiro a chance de enterrá-lo. Em 5 de maio de 2009, o pai de Beto, Sebastião Pereira dos Santos, entrou com uma representação no Conselho Estadual de Segurança (Conseg) cobrando a apuração de responsabilidades sobre o desaparecimento do corpo do filho, morto em 12 de agosto de 2004 com ao menos 21 tiros depois de ser torturado. A família tivera acesso, em abril de 2007, a um laudo cadavérico e fotos tiradas no próprio IML que comprovavam ser de Beto um dos corpos enterrados como indigente. O problema é que no número da cova do Cemitério Divina Pastora que constava no registro do laudo 1775/2004 o corpo sepultado não era o do servente de pedreiro. O caso, contudo, somente foi analisado pelo Conseg a 22 de março de 2010 e a decisão, tomada com base no artigo 144 da Lei 5.247/91 (Regime Único dos Servidores Civis do Estado de Alagoas), foi de arquivamento sob o argumento de que, como o fato se dera há mais de cinco anos, prescrevera. Não teria prescrito se o conselho o tivesse analisado até agosto de 2009.


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Cícero Almeida agora é réu em Alagoas

MÁFIA DO LIXO JUSTIÇA ACATA AÇÃO CIVIL PÚBLICA DE PROMOTOR DA FAZENDA MUNICIPAL JOSÉ FERNANDO MARTINS josefernandomartins@gmail.com

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ete anos. Esse foi o tempo necessário para que a Justiça de Alagoas acatasse ação civil pública contra o ex-prefeito e atual deputado federal, Cícero Almeida (PMDB), acusado de participar da Máfia do Lixo, um esquema que teria desviado R$ 200 milhões dos cofres de Maceió. A ação, proposta pelo promotor da Fazenda Municipal, Marcus Rômulo, fez com que Almeida se torna-se novamente réu. O parlamentar, hoje, está na mira do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo Romulo, embora os processos sejam sobre as mesmas acusações, o ex-prefeito será julgado em âmbitos distintos. “No STF se trata da parte criminal, aqui é cível. Ele vai responder cível e criminalmente. A parte criminal foi mais rápida que a cível por incrível que pareça”, disse à reportagem do EXTRA. Porém, o promotor declarou que entende a morosidade da justiça em dar andamento ao processo. “É uma ação complicada. A petição inicial tem cerca de 200 páginas. Só o inquérito civil tinha mais de cinco mil. Isso já é um embaraço natural para qualquer juiz ler.

Deputado federal Cícero Almeida é acusado de participar de máfia que desviou mais de R$ 200 milhões dos cofres públicos de Maceió

Agora, imagina um magistrado com muitos processos. Na 14ª Vara, por exemplo, tem muitas ações na área da saúde propostas por defensores públicos para pessoas com urgências médicas. Não tem como o juiz não dar prioridade a esses casos”. Atualmente, o Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/ AL) conta com o Grupo de Combate à Improbidade Administrativa, que tem a finalidade de se debruçar em processos como o de Cícero Almeida, que são tão comuns no Estado. “Além de milhares de páginas, o processo possui doze réus, alguns que moram no Ceará, Rio de Janeiro e Bahia. E, sem contar, que são pessoas com recursos cercadas de bons advogados. Resultado: a Justiça alagoana sentiu dificuldade em notificar todos para apresentar defesa”. Em função das dificudades houve um desmembra-

mento da ação, que se refere apenas às partes encontradas dos réus. Outros quatro réus ainda estão para ser citados. “Por conta da quantidade de envolvidos houve um pedido de quebra de sigilo bancário, mas recebemos vários agravos contra. Essa foi uma das razões dos atrasos, que considerado inaceitável. Realmente, sete anos é muito tempo”. O promotor pede na ação a sanção máxima prevista da Lei de Improbidade Administrativa contra os envolvidos, como: a perda de cargo político, suspensão dos direitos políticos por até 12 anos, proibição de celebrar contratos com o poder público, de ter acesso à linha de crédito subsidiada, além de multa. A ação foi acatada pela Justiça no último dia 20. Procurado pela reportagem, Cícero Almeida foi sucinto em dizer que confia em Deus e na Justiça.

O CASO

I

nvestigações realizadas pelo Ministério Público Estadual (MP-AL), nos anos de 2005 e 2006, confirmaram que, ao invés de realizar licitação para contratação de empresa encarregada da coleta de lixo na cidade, a prefeitura forjou a renúncia da Construtora Marquise S/A do contrato vigente e fabricou uma emergência para justificar a celebração de contrato com a Viva Ambiental e Serviços Ltda. Tal contratação chamou a atenção dada a celeridade com que foi feita. No dia 15 de abril de 2005 – uma sexta-feira – foi aberto processo para contratação da nova empresa. Na segunda, 18 de abril, Almeida recebeu da Slum (Superintendência de Limpeza Urbana de Maceió) a relação de quatro empresas para substituir a Marquise e no dia seguinte todas apresentaram planilhas de custo detalhadas. No dia 20 de abril, a Viva Ambiental foi comunicada que a sua proposta fora a vencedora por ter sido a de menor preço. Nove dias depois o contrato era assinado. Contratada emergencialmente para um período de seis meses pelo valor global de R$ 8.740.213,92 a Viva Ambiental já havia recebido em quatro meses de atuação, entre maio e agosto, R$ 7.306.171,02. Em setembro, Almeida autorizou um acréscimo de mais R$ 2.183.297,45 e o valor global do contrato se elevou para R$ 10.923.511,37. Em novembro de 2005, um novo contrato – também em caráter emergencial, portanto com dispensa de licitação – foi firmado pela prefeitura com a Viva Ambiental. Mesma prestação de serviços, mesma duração, mas com valor global de R$ 15.055.178, quase o dobro do valor do primeiro contrato.


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Lei Seca completa cinco anos de atuação

SE BEBER NÃO DIRIJA AÇÕES DO DETRAN-AL REDUZEM ACIDENTES E MUDAM COMPORTAMENTO SOCIAL ASSOSSORIA

capital e do interior, fazendo os condutores refletirem sobre as consequências ao cometerem irresponsabilidades no trânsito.

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om a importante missão de salvar vidas, diminuir estatísticas preocupantes e alertar a população sobre todos os riscos da combinação de álcool e direção, a operação Lei Seca é uma Política Pública permanente do Governo do Estado de Alagoas que na quarta-feira (28) completou cinco anos de atividade. A ação, que faz parte do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e que visa promover também a mudança no comportamento social, conquistou muitos avanços, principalmente referente ao número de abordagens, que aumentou 30% após sua implantação. Houve também uma redução de 22% no número de acidentes de trânsito, além da diminuição de 48% no número de óbitos registrados no Hospital Geral do Estado (HGE). De acordo com dados fornecidos pela coordenação da Lei Seca, de janeiro a maio deste ano foram realizadas 151 operações no Estado, 86 flagrantes foram efetuados, 11.853 veículos foram abordados e 12.882 pessoas foram submetidas ao teste do bafômetro. “O Detran/AL vem fazendo uma campanha de reeducação progressiva e esses avanços são significativos para todos nós. É como a situação do uso do cinto de segurança que na década de 1980 era inconcebível e hoje todos usam. Daqui a 15, 20 anos, vamos olhar para trás e ter a mesma atitude com as bebidas. Será inadmissível beber e dirigir”, disse o coordenador da Operação Lei Seca,

Operações da Lei Seca conseguiram resultados positivos em Maceio e cidades próximas

tenente Emanuel Costa. INTERIORIZAÇÃO Levar para outras cidades e municípios o mesmo padrão de fiscalização e abordagem foi uma determinação do governador Renan Filho, devido aos resultados positivos alcançados nas ações em Maceió e regiões litorâneas. Desde 2015, a Lei Seca passou a ser descentralizada percorrendo lugares como: Boca da Mata, Delmiro Gouveia, Piranhas, Santana do Ipanema, Anadia, Teotônio Vilela, Palmeira dos Índios, Arapiraca, Maribondo, São Miguel dos Campos, Campo Alegre, Maragogi, São Luís do Quitunde, São Miguel dos Milagres, Coruripe, Penedo, entre outros. DEDICAÇÃO Com o aumento do efetivo, atualmente a operação é formada por uma equipe de 46 inte-

grantes entre policiais militares e servidores do Detran/AL, que executam o trabalho diário com garra e determinação não só com o propósito de punir os condutores imprudentes, mas também de educar e conscientizar o infrator que está pondo em risco a sua própria vida e a de terceiros. Integrante da equipe há três anos e meio, a servidora do Detran/AL Fátima Buarque ressalta a importância e o prazer de fazer parte da fiscalização mesmo tendo que se ausentar do convívio familiar, durante boa parte dos finais de semana e feriados para salvar outras vidas. “Quando saímos de casa, não sabemos o que vai acontecer. E cada vez que paramos um condutor embriagado temos a sensação de evitar que o pior aconteça e não só punir. O meu trabalho começa dentro de

casa, conscientizando os meus filhos de que nós não somos contra quem ingere a bebida alcoólica, e sim de quem bebe e vai dirigir, aumentando o risco de acidentes no trânsito”, enfatiza a servidora. REFERÊNCIA O funcionamento eficaz de fiscalização que vem ocorrendo em Alagoas tornou a Lei Seca referência para outros estados do país. A aquisição de novos equipamentos e viaturas no último ano também contribuiu no reforço da segurança que é prioritária para o bem-estar da população alagoana. O Detran Alagoas vem promovendo campanhas educativas intensificando a realização de palestras em universidades com o objetivo de esclarecer dúvidas, além de executar também a ação “Amigo da Vez”, que já percorreu diversos bares da

MUDANÇA DE COMPORTAMENTO A decisão de nunca dirigir depois de beber vai além do dever dos bons cidadãos. É uma atitude de amor à vida. O alagoano Saul Lacerda, 30 anos, conta que já foi abordado mais de uma vez na Lei Seca e salienta a importância da blitz. “Sou totalmente a favor da fiscalização, pois, realmente as pessoas não têm noção do quanto é perigoso colocar a vida dos outros em risco quando bebem. Sempre sou o “amigo da vez” justamente por isso, é uma questão de consciência. Já perdi uma pessoa próxima em acidente de trânsito, e só quem sente a dor de uma tragédia sabe como é lamentável essa ausência”. Com a atualização do valor da multa e outras penalidades, quem for flagrado sob efeito de álcool é enquadrado no artigo 165 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB): comete infração gravíssima, com penalidade de multa (R$ 2.934,70) e suspensão do direito de dirigir por 12 meses. O veículo ainda fica retido até a apresentação de outro condutor habilitado e em condições de dirigir. Em caso de reincidência em menos de 12 meses, o valor da multa é dobrado. A Lei Seca ao longo desses cinco anos vem conseguindo cumprir o seu papel que é provocar uma mudança de comportamento na sociedade, com isso, ocorre não só a diminuição dos motoristas flagrados na blitz sob efeito de álcool, como também na diminuição de mortes


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Políticos são denunciados por agressão às esposas

LEI MARIA DA PENHA

PREFEITO DE MARIBONDO É PRESO; CRISTIANO MATHEUS EXPULSA A MULHER DE CASA

BRUNO FERNANDES Estagiário sob supervisão da Redação

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parentemente virou moda agressão de esposas por parte de políticos em Alagoas. Na manhã de quarta-feira, 28, o prefeito Leopoldo Pedrosa, da cidade de Maribondo, e Cristiano Matheus, ex-prefeito de Marechal Deodoro, foram formalmente acusados de agredir suas companheiras. Durante uma operação deflagrada pela Polícia Civil, a pedido do Ministério Público Estadual. Leopoldo foi preso e encaminhado para a sede da Deic, no bairro da Santa Amélia, em Maceió. O prefeito é acusado de violência doméstica contra a esposa, Meiry Emanuella de Oliveira Vasconcelo, da qual estava separado desde o dia 21 desse mês. Segundo a polícia, existem dois Boletins de Ocorrência contra Leopoldo referentes à violência doméstica. Um deles é de 20 de julho de 2015

Mayane e Cristiano Matheus durante férias no Rio de Janeiro

Meiry Emanuella e Leopoldo Pedrosa: prefeito está preso

e o outro de 21 de junho deste ano. Ele também já foi preso por uso de documento falso em 3 de março de 2013, quando era vereador. Na mesma quarta-feira, a atual esposa de Cristiano Matheus, Mayane Matheus o acusou de agressão.

proteção preventiva com base na Lei Maria da Penha. Ela relatou que Cristiano foi à cobertura em que mora para retirar seus móveis com o intuito de expulsá-la da residência. Para Mayanne, o ex-prefeito planejou a ação e aproveitou

Segundo ela, a violência por parte do político aconteceu um dia após dar a luz ao filho do casal enquanto ainda estava em recuperação de uma cesariana. Em conversa com o EXTRA, Mayanne contou que à Delegacia da Mulher pedir

sua ausência para retirar os objetos do imóvel. Ela contou ainda que Cristiano Matheus a ameaçou durante toda a gravidez. O EXTRA entrou em contato com Matheus pelo telefone de final 830 mas não foi atendido.


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Importação de etanol ameaça produção do Nordeste

ÁLCOOL DOS EUA

COM ALÍQUOTA ZERO, ETANOL DOS EUA DERRUBA PREÇO DO PRODUTO E AMEAÇA QUEBRAR INDÚSTRIA NORDESTINA DA REDAÇÃO

A

decisão da Câmara de Comércio Exterior (Camex), que autorizou a importação do álcool à base de milho dos Estados Unidos, mantendo em zero a alíquota referente a “álcool etílico” (etanol), foi considerada danosa à produção do biocombustível nacional, atingido, em especial, a região Nordeste. Com a tarifa zerada em 2013, a indústria nacional lutava para a volta da taxação. Neste sentido, a indústria nordestina defendia

o retorno da tarifa original de 20%, enquanto as regiões Sul e Sudeste pediam uma taxa de 16%. Por outro lado, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) emitiu uma nota técnica sugerindo taxação de 17%. Para o setor sucroenergético, a concorrência desleal do etanol de milho vindo dos EUA afeta principalmente a região Nordeste, por onde entra o biocombustível importado. Segundo o presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Alagoas (Sindaçúcar-AL), Pedro Robério Nogueira, as importações do etanol ocorrem de forma acentuada, prejudicando a produção local. “O etanol está penalizado. De um lado a redução do preço da gasolina, que reflete no biocombustível, e do outro lado o impacto das importações. Existe uma cruzada nacional contra a importação do etanol americano que está destruindo a produção nacional pela queda de preço”, afirmou

Indústria açucareira do Nordeste é a maior prejudicada com taxação zero para o etanol importado dos EUA

Nogueira. Segundo o dirigente do setor sucroenergético alagoano, o preço do milho no mercado norte americano desabou, tornando o Brasil um mercado viável para o escoamento do produto. “Além disso, o presidente Tramp não é mais um entusiasta do programa de biocombustíveis no país. Com isso, todo o milho vem sen-

do empurrado para o Brasil como um destino do produto, o etanol”, declarou. Nogueira afirmou que, apesar da crise do grão no país, os Estados Unidos vem produzindo duas safras, por ano. “Isso só pode ser pensando no mercado brasileiro. Neste momento, vivemos um cenário preocupante”, afirmou. Só entre janeiro e abril

deste ano, o Brasil gastou cerca de R$1,2 bilhão para importar 787 milhões de etanol de milho dos Estados Unidos. Enquanto isso, no mesmo período de 2014 foram adquiridos 275 milhões de litros. Apesar de poluente, o etanol de milho é subsidiado pelo governo americano, recebendo, por ano, US$19 bilhões.


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Os Pobres Diabos estreia dia 6 de julho em Maceió

SÉTIMA ARTE O DRAMA PERAMBULA POR PEQUENAS CIDADES DO SERTÃO NORDESTINO, ATÉ CHEGAR A ARACATI, NO CEARÁ

ASSESSORIA

O

Nordeste mais uma vez terá sua cultura retratada na telona. Agora, por uma obra assinada pelo dramaturgo cearense de Rosemberg Cariry. Os Pobres Diabos trata sobre a magia do circo, as dificuldades de fazer e viver da arte. O elenco é composto por atores globais como Chico Diaz e Silvia Buarque. Eles interpretam artistas de um circo pobre, que exibem alguns números que eles se vestem de lúcifer, o diabo no imaginário nordestino – por isso Os Pobres Diabos. O público poderá prestigiar o trabalho no dia 6 de julho em várias salas do cinema do país. O longa apresenta ao público o Gran Circo Teatro Americano, uma companhia mambembe e pobre, que perambula por pequenas cidades do sertão nordestino até armar a tenda em Aracati, no litoral do Ceará. No filme os Pobres Diabos, o diretor mostra-se sereno e atento aos mínimos detalhes, na condução do seu modo de fazer cinema, com um toque autoral. Embora se veja favorecido pela revolução tecnológica em curso na área, explora a sua faceta

A magia do circo e as adversidades da arte, temas do filme protagonizado por Chico Diaz e Silvia Buarque

humana, natural e artesanal. Sabe que depende sempre ainda da expressão dramática de atores e atrizes, do rigor da fotografia, da generosidade da luz solar, da criatividade diligente e inspirada da direção de arte. Sob o rigor de uma narrativa que se propõe simples, a exemplo das narrativas da literatura de cordel, o filme recria e funde artes e artimanhas, saberes e sentimentos, arquétipos e sonhos, tradições perdidas e relidas, tempo presente e pretérito, em busca de um sentido estético capaz de vencer o vazio indivi-

dualista e globalizante, na era do desfazimento de tudo, em especial, da dissolvência cultural da chamada pós-modernidade. O diretor não se preocupa em revelar um universo fechado ou pitoresco da cultura nordestina, por perceber que muitas vezes isso pode resvalar para estereótipos e clivagens muito próximas do preconceito. Para Rosemberg Cariry, “A discussão sobre o significado de cultura e especificidade cultural é um desafio para o qual devemos estar sempre atentos. Nesse sentido, como artistas de circo, os

personagens têm em comum a característica de viajantes e nômades: com o passar do tempo, eles vão adquirindo características de tantos lugares por onde passaram e/ou viveram, que já não é possível identificar de onde eles vieram, ou que lugar ou cultura representam. Esta decisão está refletida na escolha que fizemos dos atores e atrizes de Os Pobres Diabos, vindos de várias regiões do país”. Os Pobres Diabos mergulha em uma gostosa e envolvente história, já que no circo, o público também faz parte do espe-

táculo. O filme consegue reunir crítica social, pitadas de humor e um pouco também de drama. “Livre, poético e humanamente político. Poder trabalhar em um ambiente autoral e regional é um privilégio, ainda mais nos dias que correm, onde a voz única de mercado e de superfície condenam qualquer voz dissonante. Poder trabalhar em um tema que versa sobre a condição do artista, ambientado em um pequeno circo onde glória, poder, amor e arte se misturam é uma sorte”, assim fala o ator Chico Diaz sobre sua experiência nesse trabalho. Para Silvia Buarque, o filme abriu-se com um bom desafio: “Trabalhei o personagem pelo afeto e até pela compaixão mesmo, no fundo, a Creuza é uma mulher carente e infeliz. Mas a Creuza tomou corpo mesmo quando começamos a rodar o filme e o Rosemberg foi me conduzindo, com a sabedoria dos mestres, que nos conduzem entendendo e ouvindo quem somos e o que pensamos. É claro que um mês no set, convivência diária, conversas, improvisações, tudo isso foi fundamental para essa comunhão. Foi uma das experiências mais ricas na minha vida profissional no cinema”. Apesar de a obra ser uma ficção, o diretor afirma que filme é uma memória reinventada da infância nos sertões do Ceará. “Lembro-me das atrações, do leão faminto que (conforme a lenda) alimentava-se de gatos; lembro-me também da cantora de rumba, do homem forte, do palhaço que cantava pelas ruas convidando para o espetáculo. As crianças que respondiam aos bordões, acompanhando os palhaços. Éramos transformados em atores coadjuvantes do grande espetáculo. Nesse sentido, o circo tinha uma função também iniciática. O sonho de todo menino do sertão era ser palhaço, mais do que trapezista ou domador de leão”, explica.


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Maceió sedia seminário internacional

DÍVIDA PÚBLICA UNIVERSIDADES DE CINCO PAÍSES DEBATEM OS EFEITOS DO ENDIVIDAMENTO PÚBLICO, A CORRUPÇÃO E DIREITOS HUMANOS

ASSESSORIA/UFAL

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Núcleo Alagoano da Auditoria Cidadã da Dívida realizará o Seminário Internacional Dívida Pública, Crise Capitalista e Questão Social, que ocorrerá em Maceió nos dias 6 a 7 de julho, no auditório da Reitoria da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). O coordenador do Núcleo Alagoano, professor José Menezes, informa que o Seminário Internacional é um intercâmbio acadêmico de cinco universidades: Brasil, Uruguai, Argentina, Colômbia e Itália que têm como eixo as experiências de auditoria da dívida em cada pais,

INSCRIÇÃO

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s inscrições serão realizadas no auditório da Reitoria da Ufal. O evento é gratuito. Haverá entrega de certificado. PROGRAMAÇÃO: Dia 6 8h30 - Mesa de Abertura: Valéria Correia, Maria Lúcia Fattorelli, sindicatos e movimentos 10h - Mesa1: A dívida Pública, Crise capitalista e Questão social - Francesco Schettino, José Menezes Gomes - Mesa 3: A dívida pública latino americana e a Doutrina Espeche - Luis Angel Espeche – UBA - Cátedra de Deuda 14h - Mesa 2: A dívida dos Estados, Reforma da Previdência e os direitos sociais - Mária Lúcia Fattorelli bem como as temáticas da dívida pública, da crise do capitalismo e da questão social. Haverá também a Mesa da dívida pública, corrupção, democracia e direitos humanos. Cada participante irá expor a experiência em seu país. O seminário contará com a presença da coordenadora Nacional da Auditória Cidadã da Dívida Pública, Maria Lúcia Fattorelli, que teve papel importante na auditoria da dívida do Equador, resultando na anulação de 70% da dívida externa em títulos do país equatoriano. Com isso, os recursos liberados estão sendo empregados em saúde, educação e outros investimentos sociais.

TETO DE GASTO E RENEGOCIAÇÃO DA DÍVIDA Fattorelli também irá tratar de assuntos de interesse dos servidores públicos municipais, estaduais e federais, como a política do teto de gasto do estado, Fundo de Pensão dos Servidores, e o que está por trás da política de renegociação da dívida dos estados. O professor Menezes também chama a atenção quanto à liminar conquistada por Alagoas no Supremo Tribunal Federal, determinando que parte da dívida pública é ilegal. “O Governo do Estado renunciou os efeitos da liminar, renegociando a dívida por 20 anos, estabelecendo um conjunto de ações que atacam dire-

tamente os servidores, como a privatização da Casal, da Ceal, do Produban, do Cepa, o aumento da alíquota de contribuição previdenciária de 11% para 14%, a não realização de concurso público, o não investimento nos planos de carreiras dos servidores, bem como a implantação de terceirização, das Organizações Sociais, da Parceria Público-Privada (PPP)”, destaca. Menezes também informa que Alagoas pagou R$ 850 milhões no passado em serviço da dívida. Para realização do Seminário Internacional, o Núcleo Alagoano conta com o apoio do Sindfisco, do Sindjus-AL, do Sindprev, do Sintufal, do Sintietfal e da Adufal.

Dia7 9h - Mesa 4: A dívida Pública e a experiência colombianaDaniel Libreiros Faculdade de Direito – Universidade Nacional da Colômbia. - Mesa 5: A dívida pública na Europa e a experiência italiana - Francesco Schettino – Università della Campania/Napoli, Claudio de Fiores (Direito Constitucional) - Università della Campania/Napoli, Salvatore d’Acunto (Economista) - Università della Campania/Napoli 14h - Mesa 6: A auditoria da dívida de Alagoas e as possíveis ações judiciais Cássio Araújo, Richard Manso e Basile Christopoulos - Mesa 7: Dívida pública, corrupção, democracia e direitos humanos - Ramiro Chimuris, Maria Lúcia Fattorelli e Luis Miguel Angel Espeche


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Para refletir: Tudo parado na administração estadual. Incompetência ou safadeza mesmo?

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PEDRO OLIVEIRA pedrooliveiramcz@gmail.com

Temer ataca grupo de procurador

(BRASÍLIA) - Esta semana depois de ser denunciado por corrupção passiva no Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Michel Temer resolveu sair da defensiva e atacou o grupo do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, responsável pela denúncia, na tentativa de desqualificar a delação premiada do Grupo JBS que o levou à mais grave crise de seu governo. Repetindo por diversas vezes que tem “formação de jurista”, Temer apontou fragilidades na denúncia e mencionou um dos procuradores que, há até pouco tempo, trabalhava com Janot na Procuradoria-Geral da República (PGR) e depois foi contratado pela JBS. A reação de Temer à conduta de Janot foi preparada em um auditório do Palácio do Planalto, com transmissão ao vivo na emissora de televisão oficial do governo, a NBR. Antes de citar o nome do acusado, Temer disse que o faria porque seu nome havia sido “usado deslavadamente na denúncia”. “Marcelo Miller, homem da mais estrita confiança do senhor procurador-geral. [...] Ele abandona o Ministério Público para trabalhar na empresa que faz delação premiada com o procurador-geral!”, acusou Temer, acrescentando que Marcelo sequer cumpriu a quarentena imposta a membros do Ministério Público Federal (MPF). “Ele ganhou, na verdade, ganhou milhões em poucos meses”. Para Temer, abriu-se um precedente perigosíssimo no Direito Penal com a denúncia de Janot. “Se fosse só o aspecto jurídico, eu não estaria fazendo esse pronunciamento. Eu o faço em função da repercussão política”, reclamou o presidente, dizendo-se vítima de “ataque injurioso, infame”. “Nunca vi o dinheiro [mala de R$ 500 mil, constante da denúncia], não participei de acertos para cometer ilícitos. Onde estão as provas concretas sobre o recebimento desses valores”, ironizou, voltando a carga para Joesley Batista, o empresário que o colocou na situação de denunciado no STF. (Com informações do Congresso em Foco)

Paulão em ação

O deputado Paulão (PT/AL) tem feito muito mais por Palmeira dos Índios do que os políticos locais e à frente dos seus colegas de bancada. Na realidade, mesmo diante de sua importância eleitoral, um dos maiores colégios de votos do estado, a terra xucurus tem recebido, quando recebe, apenas migalhas dos que ali vão buscar apoio para a eleição. Em todos os anos de seu mandato, o deputado petista tem dirigido para o Hospital Regional Santa Rita significativa parcela de suas emendas parlamentares. O hospital tem vivido nos últimos anos uma situação de préfalência, mesmo com sua importância para toda a região. Nada recebe além dos repasses obrigatórios por parte do governo federal. O governo de Alagoas não dá nem um telefonema de solidariedade.

Me engana que eu gosto

Um dia depois de manter encontro reservado no Palácio República dos Palmares o deputado Francisco Tenório (PMN) teve a ideia brilhante de propor na Assembleia Legislativa um aumento de salário para o governador sob uma pífia e manjada justificativa: “Merece ter um aumento”. Na verdade não se justifica aumentar o salário polpudo do governador quando este vem alardeando que o Estado está crise. E o pior: a maneira hipócrita de tentar mostrar que foi iniciativa do deputado e não uma ordem sua para obter o aumento. Coisas da Alagoas de hoje!

A ética seletiva

O senador José Medeiros (PSD-MT) criticou a ética seletiva do PT, que questiona as palestras do procurador da República Deltan Dallagnol, mas que nada fala sobre a propina recebida pelo ex-presidente Lula por intermédio de palestras fictícias. No caso das críticas a Michel Temer feitas pela oposição, José Medeiros lembrou que foi o PT quem o escolheu para compor, na condição de vice-presidente, a chapa encabeçada por Dilma Rousseff à Presidência da República. - A saúde em todo o Brasil está arrebentada, os municípios estão quebrados, os governadores estão quebrados. Quebraram o país. E agora eu ouço um filósofo vir aqui e dizer: ‘Só tem um jeito de salvar o Brasil: é a população ir para as ruas e pedir a volta do presidente Lula. Só o presidente Lula tem capacidade’. Meu Deus do céu é cada uma que a gente tem que ouvir aqui - disse o senador. José Medeiros afirmou que falta ao PT a autocrítica necessária para reconhecer os erros cometidos durante os 13 anos de gestão do partido. Ele disse esperar que Lula participe das próximas eleições para que o projeto de poder do PT seja derrotado nas urnas.

Agindo com responsabilidade

O secretário municipal de Gestão, Reinaldo Braga, tem sido um dos destaques na administração da capital. Da linha de frente do prefeito Rui Palmeira tem conduzido a pasta com muita capacidade e também responsabilidade com a coisa pública. Competente negociador tem mantido um canal permanente com os servidores municipais, tratando as demandas com rigoroso critério, mas com o olhar voltado para a valorização dos funcionários da prefeitura em suas diversas categorias.

Fica sozinho

O deputado Ronaldo Lessa (PDT/AL) pode levar um tremendo tombo nas próximas eleições por conta de sua “instabilidade partidária”, coisa que o acomete a cada eleição. Iniciou uma suposta negociação para embarcar no navio do governador que ao que parece foi abortada por enquanto. Com seu gesto ameaçou o prefeito Rui Palmeira e seus aliados de debandar a um custo mais vantajoso e parece não conseguiu. Com eleições sempre em episódios circunstanciais já perdeu vários embates por causa de sua arrogância e pequenez política. Os principais caciques da política local têm sempre um pé atrás e não confiam no deputado que está sempre à procura de se dar bem.

Collor vem aí

Uma pessoa conversou com o senador Fernando Collor em Brasília e obteve dele a informação de que poderá, sim, disputar o governo do Estado no próximo ano. Com um carisma irretocável, imensa capacidade de “fazer votos”, principalmente entre as camadas mais pobres, disputaria com amplas chances de vitória e sem correr risco em seu mandato no Senado, onde tem cadeira cativa até 2022. Ao que se sabe encomendou pesquisa própria e os dados lhe dão confortável posição com possibilidade real de desbancar o governador do “trono”. Ai alguém completou: Com certeza não ouvirá nenhuma acusação vinda do palanque do governador, uma vez que esses estarão na mesma vitrine podre da Operação Lava Jato e até outras acusações mais graves.

CONTA GOTAS OS FRAUDADORES do mestrado da Ufal continuam mandando e bancando áreas vitais do governo. Procura-se ética e probidade. DE UM ESPECIALISTA em política: O novo é Mauricio Quintella, Rui Palmeira, Marx Beltrão. O velho é Renan Calheiros, Renan Filho e outros, pelas práticas recorrentes. Entendeu? MUITAS RECLAMAÇÕES nos serviços prestados às comunidades pela Secretaria Municipal de Saúde. É bom o prefeito ficar de olho. MILTON HÊNIO Gouveia e Antônio Carlos Gouveia. Pai e filho. Patrimônios de uma moralidade tão em falta hoje em dia. Alagoas do bem agradece.


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Abraço de afogados

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enino de cidade litorânea, nasci e cresci a não mais de mil metros da praia mais bonita de Maceió, a hoje degradada Praia da Avenida da Paz, também conhecida como Avenida Duque de Caxias. Ali meu pai ensinou-nos, aos meus irmãos e a mim,

Dos 513 deputados federais, mais ou menos 150 são investigados, alguns já acusados, por corrução, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, e o que mais o Código Penal facultar. a nadar e a respeitar as águas pois, como dizia ele, “água não tem cabelo”. Deu-nos, também, um outro conselho extremamente útil. “Não tente salvar nenhum afogado postando-se de frente para ele. Imobilize-o por trás, senão morrerão os dois. Quem está a se afogar, agar-

CLÁUDIO VIEIRA ra-se a quem dele se aproxima, e isso é perigoso para ambos”. Criança, ficava eu a imaginar como seria tal situação extrema: nadar em direção à pessoa, mergulhar quando próximo, emergir nas suas costas, e agarrá-lo pelo pescoço. Meu pai acrescentava: “Se não puder dominá-lo assim, atordoe-o com uma pancada forte na cabeça e você poderá agarrá-lo com segurança. Mas, pelo amor de Deus, não tente abraçá-lo nem se deixar abraçar”. Nunca precisei resgatar algum afogado, a não ser em piscina. Mas, já fui resgatado umas duas vezes. Essas lições do meu velho podem ser intituladas com a expressão “abraço de afogados”, muito corrente hoje em dia no meio político brasileiro, e tem-me vindo à memória ao ver as reações dos investigados pela Lava Jato. Deputados, senadores, e políticos de uma maneira geral, imagino-os procurando

A carta de Jesus

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egundo os manuscritos do Mar Morto, Jesus foi confiado aos doutores da lei aos 12 anos de idade. Na verdade, os doutores da lei eram sábios essênios. Esses o conduziram para um mosteiro na Índia, presumese que em Caxemira. Nesse mosteiro, Jesus que então se chamava José, nome de seu

Quando tua vida houver chegado ao fim, tu a encontrarás de novo no sol da manhã, ou mesmo no orvalho da noite, na canção dos pássaros, no perfume das flores, nas luzes místicas das estrelas à noite. pai biológico, foi instruído pelos monges essênios na sabedoria divina e só passou a ser chamado de Jesus após alcançar o grau de mestre. No livro A Vida Mística de Jesus, do acervo da Biblioteca Rosa Cruz, vamos encontrar a

carta de Jesus a Maria quando da morte de José. O mensageiro levou seis meses para encontrar Jesus, que então atendia pelo nome de José. Todas as referências a Jesus no Novo Testamento são revelações de apóstolos. Nada existe escrito por Jesus, salvo a carta abaixo redigida de seu próprio punho: “Querida mãe: Não sofras, pois tudo está bem com o pai, assim como contigo. Ele completou sua missão aqui na terra e o fez nobremente. Ninguém, em nenhum aspecto da vida, pode acusá-lo de falsidade, fraude ou mesmo más intenções. Em seu período de vida neste mundo, realizou várias obras e se foi dentre nós muito bem preparado para resolver os problemas que o aguardam no futuro. Nosso Deus, o Pai de todos nós, está agora com ele, como havia estado antes; e mesmo agora as hostes celestiais guardam seus passos e o protegem em seu ca-

Advogado e escritor, membro da Academia Maceioense de Letras

agarrarem-se uns aos outros, sempre que falcatruas novas são divulgadas pela mídia, o que significa dizer, diariamente. E o amiudado dessas divulgações não é simples figura de retórica, mas lamentável realidade que desassossega os brasileiros a cada manhã, ao ponto de, contraditoriamente, ligarmos a televisão ou lermos os jornais logo ao acordarmos, entre ávidos por novos percalços dos ladravazes, e saturados pela repetitividade das notícias. O fato novo é a denúncia contra o presidente Temer, apresentada pelo procurador-geral da República perante o STF. Não sei com que forças - ou com que cara - o denunciado presidente, em tom de desafio, declara à imprensa que nem ele nem seus ministros serão vencidos. Seus áulicos também apressam-se em declarações pú-

blicas, afirmam que a tal denúncia contra Temer não passará na Câmara Federal, e que eles, os parlamentares situacionistas resistirão, mandando o trabalho da PGR e da Justiça, condenáveis afrontas a Parlamento brasileiro, para o arquivo. Dos 513 deputados federais, mais ou menos 150 são investigados, alguns já acusados, por corrução, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, e o que mais o Código Penal facultar. No Senado, as coisas não são melhores: mais de um terço dos senadores também estão na mira dos policiais, dos procuradores e da Justiça. A constatação de que a caterva vai resistir à limpeza ética nada mais é, parece-me, que aquele abraço de afogados. Vamos a 2018!

HERÍLIOMACHADO Escritor, jornalista e membro da Academia Maceioense de Letras

minho. Então por que deverias, agora, chorar e sofrer? As lágrimas não poderão acabar com teu sofrimento e tua dor não poderá ser consumida por emoção alguma, do coração ou da mente. Deixa que tua alma se ocupe com a meditação e o contato com ele, que se foi e, se não estiveres ociosa, não haverá tempo para a tristeza. Quando a tristeza te pulsar no coração, e a angústia te causar dor, eleva-te a níveis superiores e entrega-te ao ministério do Amor. Teu ministério tem sido sempre o do Amor, e no seio da Fraternidade encontrarás muitas oportunidades de responder ao apelo do mundo, com mais amor ainda. Assim, deixa que o passado continue sendo passado e coloca-te acima das preocupações terrenas e dá tua vida àqueles que ainda vivem conosco aqui na Terra.

Quando tua vida houver chegado ao fim, tu a encontrarás de novo no sol da manhã, ou mesmo no orvalho da noite, na canção dos pássaros, no perfume das flores, nas luzes místicas das estrelas à noite. Pois não demorará muito e teus problemas e deveres aqui na Terra também estarão resolvidos, e, quando tudo tiver sido contado e arranjado, estarás preparada para mais vastos campos de esforços e, também, para resolver maiores problemas da alma. Procura, então, ficar contente até que eu chegue a ti, logo, e leve presentes mais ricos que quaisquer outros que já tenhas visto e maiores que aqueles feitos de ouro e pedras preciosas. Certo estou que meus irmãos olharão por ti e providenciarão o que for necessário. Estou sempre contigo em mente e espírito. Teu filho José”.


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JORGE MORAES Jornalista

Nem Rui sabe responder

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ergunte ao prefeito Rui Palmeira se é mesmo candidato a governador de Alagoas em 2018, que nem ele sabe responder. Para ele, a campanha só começa no ano que vem, mesmo que seu adversário, o governador Renan Filho, esteja solto em campanha pelo estado. Praticamente, o governador não dorme. Diariamente, está em uma ou mais cidades do interior, isso quando não recebe lideranças no Palácio do Governo ou faz campanha no reduto de seu principal concorrente, a Cidade de Maceió, com o projeto de pequenas obras e grandes soluções. Enquanto Rui Palmeira não concordou em realizar o São João da capital, alegando solidariedade aos desabrigados e alguns mortos, vítimas das últimas enchentes e quedas de barreiras,

O prefeito pode até ter suas razões e não queira misturar as coisas, mas o seu silêncio quanto ao próximo ano é o que mais preocupa ao seu grupo político e os partidos aliados da administração municipal. Renan Filho encontrou o “mote” das festas juninas: 200 Anos de Alagoas e da Solidariedade. Com isso, caiu nas graças dos artistas, dos movimentos culturais de época, dos vendedores ambulantes e dos festeiros, aqueles que não ficam em casa e fazem de tudo para “lustrar a fivela” num “grande rala bucho”. Ao mesmo tempo, como num golpe de misericórdia, anunciou um aumento de 6,29%, dividido em duas parcelas (junho e dezembro) para o funcionário público estadual, diferente do prefeito de Maceió que respondeu com 0% de aumento para o funcionário público municipal. Alegação de Palmeira: “A prefeitura está no limite e, qualquer aumento, pode atrasar o pagamento da folha, o que não seria interessante”. Com essa decisão, ganhou uma greve parcial dos colaboradores (barnabés), pois alguns secretários teriam convencido ao seu pessoal continuar no trabalho, além dos cargos comissionados que não fazem

greve. O prefeito pode até ter suas razões em não querer misturar as coisas, mas o seu silêncio quanto ao próximo ano é o que mais preocupa ao seu grupo político e os partidos aliados da administração municipal. Mesmo que muito gente, principalmente do partido do prefeito (PSDB) entenda que essa é sua vez, o próprio Rui Palmeira faz uma análise mais fria do processo, pensando com seus “botões” se vale a pena enfrentar a máquina montada do outro lado, comandada por Renan Calheiros e Renan Filho, ou se termina seu segundo mandato como prefeito de Maceió e se prepara para 2022. É por isso que, nessa hora, o prefeito não sabe responder, e, quando lhe perguntam sobre o futuro, responde com frases curtas e não definidas, como: “A eleição ainda está longe” ou “Vamos deixar para conversar isso depois”. São essas respostas que sua equipe de trabalho e correligionários não conseguem aceitar muito, mas não ameaçam questionar ou cobrar do prefeito, que, no momento, espera recuperar a cidade da situação ruim deixada com as fortes chuvas; tenta colocar em prática as promessas de campanha na reeleição; e espera aumentar a arrecadação para fazer pequenas obras e continuar pagando os salários em dia. Hoje, o quadro aponta para uma candidatura confirmada: a do governador Renan Calheiros. Quanto ao candidato de oposição, a incógnita ainda deve continuar por alguns meses. Dizem alguns entendidos que não faltarão nomes para enfrentar o governador, mesmo que isso possa tirar o sono e mexer com os nervos de muita gente. Existem, também, aqueles que preferem esperar a definição do quadro político nacional, quanto ao resultado das operações Lava Jato e JBS e o que isso pode interferir, para começar a decidir seu futuro nesse processo todo. A pergunta é: quem vai sobrar dessa avalanche toda de denúncias? Enquanto o momento ideal não chega, certo mesmo é que para o grupo da situação a campanha já começou. Já a oposição não aponta o caminho que vai trilhar e o nome apontado como a bola da vez é quem menos quer falar sobre o assunto. Ou seja: é possível que aconteça de tudo, inclusive nada.

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ELIAS FRAGOSO

Empresário, economista, ex-secretário de Planejamento do Ministério da Agricultura, prof. da UFAL e da Universidade Católica de Brasília.

Que estabilidade que nada

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resistência do putrefato sistema político brasileiro parece não ter limites. Em pouco mais de três anos toda a cúpula histórica do PT foi dizimada pela corrupção (faltam ainda o chefe e aquela que se dizia predidenta (sic!), “saídos” do poder pela articulação dos seus companheiros de rapinagem, deram lugar ao PMDB velho de guerra. E a turma da pesada não se fez de rogada: pespegaram ao país um ministério de “notáveis”. Quase a metade indiciada na Lava Jato ou no mínimo (e o mínimo aqui é muito mesmo) sob fortes suspeitas de participação em falcatruas mil. Resultado: temos uma crise ambulante na regência do país.

O que ainda pode se esperar dos políticos desse país? Certamente nada. Como sempre. Estão de costas para os 15 milhões de desempregados e para a nação, totalmente despreocupados com os destinos do Brasil. Aconteceu o mensalão e os caras – impávidos colossos – continuaram a saquear o país; A Lava Jato pôs alguns deles na cadeia e os caras – agora não mais petistas mas seus “sócios do PMBD – impávido colosso - continuaram na rapina da nação. Prendeu-se alguns deles (outros respondem processos ainda) e agora o país se depara a delação da JBS, com o rídiculo fragrante do trotinho do Sr. Loures e sua mala preta - apadrinhado “homem de absoluta confiança” segundo as próprias palavras do presidente da República, o primeiro a ser indiciado no exercício do cargo. O que ainda pode se esperar dos políticos desse país? Certamente nada. Como sempre. Estão de costas para os 15 milhões de desempregados e para a nação; totalmente despreocupados com os destinos do Brasil (que, graças à enorme dependência dos governos,

arrasta-se em deflação – que, para quem não sabe, tem efeitos muito mais delétrios e duradouros que a inflação). O presidente não governa, somente trata de livrar a cara da ameaça de impeachment; deputados e senadores se escondem, e deixam a cena para integrantes do baixo clero do Congresso fartar-se nas luzes da mídia em defesa da “estabilidade”, do lamentável status quo atual. Palavra aliás muito utilizada pelo presidente que se diz fiador dessa tal estabilidade quando na verdade o que ele e sua impopular administração faz é exatamente o contrário: gerar instabilidade. A mesma que o presidente e mais 3 outros ministros do TSE provocaram ao irem contra ao que o relator do processo de cassação da chapa Dilma/Temer classificou de “provas oceânicas”. Nada mais instável que abalar a confiança do povo na justiça. O que vejo à frente não é estabilidade. É turbulência. Um presidente nas condições do Sr. Temer que jura que não sairá do poder certamente é um risco muito, muito grande para a instável situação da economia. E mesmo que ele saia, o próximo indicado vai ter que ler na cartilha dos caciques políticos do Congresso Nacional – todos – encalacrados na Lava Jato. Já que certeiramente a condição sine qua non para vir a ser escolhido é seu compromisso de acabar com a Lava Jato. Mais instabilidade. Esse espetáculo deprimente precisa de um basta. A inação do brasileiro aos últimos acontecimentos parece uma reação tácita de conformismo aliada a um cansaço com tanta bandalha. Mas, não. A ausência de manifestação do povo no momento pode ser um mau presságio (estamos à beira do precípicio do caos social – que na verdade já está instalado nas periferias das cidades). E se essa explosão social acontecer só existe um culpado: os politicos desse país que mais e mais se apequenam com suas atitudes mesquinhas e narcisistas e “esquecem” da hecatombe social que o país vivencia. Outubro de 2018 se avizinha.


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Pode haver cobrança diferenciada para homens e mulheres?

BALADAS

A PRÁTICA É CONSIDERADA DISCRIMINATÓRIA E ABUSIVA E VOCÊ PODE EXIGIR PREÇOS IGUAIS BRUNO FERNANDES Estagiário sob supervisão da Redação

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estas e shows fazem parte da vida da maioria das pessoas em Maceió e também do Brasil. Para quem passa a semana inteira no trajeto casa, faculdade, trabalho, estágio, biblioteca, a alternativa de entretenimento é uma das mais procuradas e faz tanto sucesso quanto os botecos de esquina. O preço baixo é o grande atrativo, já que a maioria das festas oferece o esquema open bar. Porém, esses eventos têm preços desiguais no ingresso feminino e masculino, assim como em muitas casas noturnas e Pub’s de Maceió, com o famoso “Ladies Free” praticado por alguns estabelecimentos na capital. É fácil encontrar uma alteração de R$ 10, R$ 20 ou até R$ 50 no preço do ingresso e outras ‘vantagens’ como “Mulher VIP até 0h”, “Open Bar reservado para mulheres”, além de entradas com valores mais baratos para elas. Essa alteração não se restringe a pequenas festas, sendo difundida também para grandes eventos como réveillons e festivais, e isso está tão naturalizado no dia a dia das pessoas que a maioria não questiona o motivo dessa desigualdade. Para Elizianne Barros, 29, feminista e estudante de Serviço Social, a atitude não passa de uma es-

Casas de eventos e pubs cobram ingresso diferenciado para homens e mulheres, o que é reforça o machismo na sociedade

tratégia de lucro por parte dos estabelecimentos. “Fica parecendo cortesia ou boa vontade do local, mas as mulheres estão apenas sendo usadas pela casa, fazendo com que os homens, sintam-se no direito de fazer o que quiser com a gente, apenas por ter pago mais que as mulheres”, diz a estudante. ISSO É CERTO? “Não pode o empresário-fornecedor usar a mulher como ‘insumo’ para a atividade econômica, servindo como ‘isca’ para atrair clientes do sexo masculino para seu estabelecimento”. A frase é de uma decisão da juíza Caroline Santos Lima do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) sobre a cobrança de preços diferentes em ingressos para homens e mulheres em eventos.

No entendimento da magistrada, não há respaldo legal para cobrar preços diferenciados e a prática afronta a dignidade das mulheres. A decisão responde a um pedido de liminar em tutela de urgência feito por um consumidor contra a R2 Produções, empresa de eventos em Brasília, para que pagasse o mesmo valor cobrado pelo ingresso feminino. A meia-entrada masculina era R$ 220 e feminina a R$ 170. A juíza negou o pedido alegando que a urgência não se justificava, mas afirmou que é ilegal a cobrança discriminatória. Na avaliação, a cobrança diferenciada é uma afronta sutil e velada que pode parecer uma “pseudo-homenagem, prestígio ou privilégio”, mas que na realidade trata-se de ato ilícito.

Para a OAB, prática endossa o machismo

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inda não há consenso entre os órgãos de defesa do consumidor sobre a questão. Também não existe uma lei clara que proíba essa prática. Segundo a presidente da Comissão da Mulher da Ordem dos Advogados Brasileiros em Alagoas (OAB/AL), Eloina Braz, embora a prática não seja considerada ilegal por lei, ela só reafirma o machismo implantado na sociedade, utilizando as mulheres como isca para aumentar a bilhetagem dos eventos, “se nós, mulheres estamos lutando por igualdade de gênero, é errado cobrar mais caro para o homem do que para a mulher” diz a presidente, que complementa “é como se mulher fosse comercial, ou se valesse menos”. Uma das principais justificativas para exigir preços iguais está na Constituição: homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações. Nas leis, só há diferenciações entre os gêneros para garantir direitos, como a licença-maternidade, por exemplo. Assim, cobrar preços diferentes é uma prática discriminatória, segundo Eloina. Existem diversos projetos de leis em tramitação, criados por grupos feministas e pela própria OAB, para tornar essa prática de usar mulher como isca ilegal, pois a partir do momento em que qualquer evento passa a cobrar menos apenas por ser mulher, segundo as defensoras do direito da mulher, ele está a humilhando, já que a atitude não está amparada em leis que justifiquem a causa. Por lei, está amparado, por exemplo, a meia entrada para estudantes ou idosos, além de prerrogativas para gestantes ou lactantes, no exercício de determinada função ou atividade, ao contrário do que é feito nos estabelecimentos de entretenimento em Maceió. O EXTRA entrou em contato com proprietários das maiores casas de shows de Maceió, e que praticam esses tipos de promoções, porém, todos preferiram não se pronunciar sobre o assunto alegando ser algo muito sensível e que só a justiça pode falar a respeito de tais ações. Confira os preços de alguns eventos que estão para acontecer em Maceió Celebration 31/12 R$ 475,00 Feminino R$ 595,00 Masculino Eletro White 21/7 R$ 42,00 Feminino R$ 52,00 Masculino


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ECONOMIA EM PAUTA

Apple

A chinesa Foxconn deve encerrar a fabricação de produtos da Apple no Brasil até o fim de 2017, de acordo com informações da IstoÉ Dinheiro. A empresa, que possui fábricas em Manaus (AM), Santa Rita do Sapucaí (MG) e Jundiaí (SP), começou a demitir funcionários de suas linhas de montagem do iPad e iPhone em abril, e pretende fechar as fábricas que realizam esse serviço até o fim do ano. Um provável efeito dessa saída será o encarecimento dos produtos da Apple por aqui.

Bruno Fernandes – contato@obrunofernandes.com

Imóveis

Desemprego

A Eletrobras planeja reduzir em 44% o número de empregados nas atividades corporativas (corte de 2.709 empregos) ao adotar medidas como a criação de um centro de serviços compartilhados, padronização dos procedimentos de todas as subsidiárias e um plano de demissões incentivadas que já teve 900 adesões das 2,5 mil esperadas. Com as atuais adesões a redução de custos é de R$ 900 milhões. Além disso a venda das distribuidoras vai tirar 5.972 pessoas da folha de pagamento. No processo a empresa espera diminuir de 23.154 para 12.045 o número de funcionários.

Gastos

Os gastos de brasileiros em viagem ao exterior ficaram em US$ 1,496 bilhão em maio deste ano, de acordo com dados do Banco Central (BC), divulgados na terça-feira, 27. Esse é o maior valor para o mês desde 2014, quando o total ficou em US$ 2,259 bilhões. No mesmo mês do ano passado, os gastos no exterior ficaram em US$ 1,113 bilhão.

Os preços de imóveis comerciais para aluguel e venda caíram em maio, segundo o índice FipeZap Comercial, que monitora conjuntos e salas com até 200 metros quadrados. No caso de vendas, o índice mostrou queda de 0,43%, enquanto os preços dos aluguéis tiveram perda de 0,49% ante abril. No acumulado em 12 meses, os índices tiveram quedas de 4,17% e 5,82%, respectivamente. O valor do metro quadrado comercial em maio nos municípios monitorados pela pesquisa foi de R$ 9.895 para venda e de R$ 42,02 para locação.

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Cresce número de dependentes químicos menores de idade

VÍCIO QUE MATA

MENINO ACORRENTADO PELA MÃE MORREU POR CARDIOPATIA; CASO FOI EXIBIDO PELO SBT SOFIA SEPRENY Estagiária sob supervisão da Redação

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ma família de Alagoas foi destaque em programa nacional em reportagem exibida pelo SBT. A história acompanhada pelo programa Conexão Repórter desde 2012 mostra o caso de uma mãe que acorrentou seu filho de 12 anos por ser usuário de drogas e traficante. “Pra não ver ele roubando, alguém batendo nele, ele fazendo coisa ruim, eu prefiro amarrar”, afirma a mãe do jovem. Malyson usava drogas desde os 10 anos de idade, no conjunto Cidade Sorriso, no bairro do Benedito Bentes. Medidas extremas norteadas pelo desespero fizeram a mãe acorrentá-lo. Em março deste ano, após dois anos sem usar drogas, o menino morreu por cardiopatia congênita, o que fez o programa voltar lá pra relembrar a história do garoto e contar novos casos de menores dependentes químicos. Em Alagoas, somente no primeiro trimestre deste ano, 227 menores de idade foram apreendidos. Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP), 114 deles foram pegos com entorpecentes, o que representa metade do total. E conforme a Secretaria de Estado de Prevenção à Violência, em 2016 foram encaminhados para as comunidades acolhedoras credenciadas pelo Governo do Estado 467 adolescentes, entre meninas e meninos para reabilitação. MACEIÓ TEM SEIS ÁREAS MAIS VULNERÁVEIS De acordo com um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgado na última semana, 5% da população mundial consumiu algum tipo de droga em 2015, o que se traduz em

Mãe acorrentou o filho para livrá-lo das drogas; não deu certo

Integrantes do Anjos da Paz atendendo à população de rua

aproximadamente 250 milhões de pessoas, e pelo menos 190 mil morreram neste mesmo ano por causas diretas relacionadas com entorpecentes. A população de usuários de drogas é um número que dificilmente diminui. A Seprev enfatiza que é muito difícil quantificar o número de menores usuários, pois são sempre “dois entrando nas drogas e um saindo”, por exemplo. De acordo com os estudos realizados pelo Observatório de Prevenção à Violência da Seprev, os territórios de alta vulnerabilidade que concentram grande parte das ações dos programas de ajuda a jovens dependentes químicos são: Vergel do Lago, Benedito Bentes, Jacintinho, Cidade Universitária, Tabuleiro dos Martins e Clima Bom. A falta de instrução, orientação e apoio institucional deixam os familiares destes usuários muitas vezes de “mãos atadas”, o que resulta em situações apresentadas pelo programa: mães sem orientação e sem saber o que fazer amarrando seus filhos para se livrarem do vício e dos perigos do tráfico. Em contato com a assistente social Renata Amorim, ela explicou como funciona um centro de acolhimento do Estado. “A vinda

los técnicos da Reinserção Social: psicólogos e assistentes sociais, que ofertam apoio, sendo responsáveis por ministrar palestras. As famílias são orientadas e trabalhadas em relação ao limite, fundamental para prevenir o uso de drogas e auxiliar na recuperação da dependência química, tomando decisões e adotando uma postura diferente pela reflexão, tornando-se fundamental a participação da família no processo de recuperação, entendendo, conhecendo e sabendo como lidar com o seu familiar dependente químico. Ações de prevenção, recuperação e reinserção social para dependentes de álcool e outras drogas são imprescindíveis para a recuperação dos jovens. O governo de Alagoas tem algumas entidades de acolhimento para dependentes químicos. Uma delas é a Rede Acolhe que faz parte do Programa de Reinserção Social. O programa é uma iniciativa do governo que vai garantir aos dependentes químicos a inserção no mercado de trabalho. Ações deste projeto levam como base a Lei 7.865/2017, de autoria do deputado estadual Carimbão Júnior e sancionada pelo governador Renan Filho. O documento institui a política estadual de

tem que ser por livre arbítrio, então o adolescente passa por uma triagem entre assistência social, psicólogo e enfermeiro. O primeiro contato com o adolescente e o assistente social é sozinho. Por diversos fatores, alguns adolescentes ainda omitem o uso e não se sentem a vontade para falar a respeito na frente de familiares”, afirma a assistente. GRUPO DE AJUDA Por isso, em Maceió, a Superintendência de Políticas Sobre Drogas dispõe de um grupo de mútua ajuda direcionado para os familiares/cuidadores. O grupo se reúne todas as terças-feiras das 14h às 16h30 e é composto por familiares de dependentes químicos que estão nas comunidades acolhedoras e dependentes químicos em recuperação. Os temas abordados são relacionados com a necessidade apresentada pelo grupo: codependência, dependência química, drogas e seus efeitos e etc. Além disso, ocorrem oficinas artesanais visando à autonomia, geração de emprego e renda, autoestima. Há também participações de palestrantes externos – com testemunhos dos dependentes químicos em recuperação; partilhas de convivência. O grupo é acompanhado pe-

reinserção social para dependentes químicos recuperados, gerando vagas para contratos de trabalho. A Rede Acolhe oferece tratamento terapêutico gratuito para dependentes químicos em comunidades acolhedoras, onde os dependentes químicos passam até seis meses realizando o tratamento. Ao todo, as 37 comunidades acolhedoras já beneficiaram mais de 25 mil dependentes químicos, afastando-os do cenário de uso das drogas e do ambiente de vulnerabilidade social. AGENTES DA PAZ Outro programa de reinserção social é o intitulado Anjos da Paz que abrange todo o estado para também ampliar as oportunidades de emprego aos ex-acolhidos. O programa funciona com equipes compostas de assistentes sociais e psicólogos que, em visita domiciliar, oferecem orientação e ajuda às famílias e/ ou aos dependentes químicos sobre as possibilidades de recuperação, prevenção ao uso abusivo das drogas e encaminhamentos junto aos diversos equipamentos que se relacionam com o problema. Além de lidarem diretamente com o usuário, as equipes também prestam assistência aos familiares.


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Professora acusa defensora pública de prejudicá-la

EMBATE JURÍDICO

SILVANA LEÃO QUER RESSARCIMENTO DE PLANO DE SAÚDE, MAS PEDIDO FOI NEGADO

MARIA SALÉSIA sallesia@hotmail.com

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via-crucis da professora Silvana Lima Leão começou aos 16 anos após erro médico. O tratamento de acnes foi o início do drama para a então adolescente que após utilizar um creme no ponto de infecção teve o rosto “rachado”. Há anos, a economista e professora tem passado por vários procedimentos dermatológicos, mas sem muitos avanços. Na tentativa de resolver a situação, ela buscou tratamento a laser, no Rio de Janeiro. De volta a Maceió, entrou na Justiça pedindo que seu plano de saúde ressarcisse a despesa para que continuasse o tratamento. A resposta foi de que o caso era de estética e assim o pedido negado, mas ela recorreu. A professora relembra que aquele erro lhe custou vários problemas de saúde como depressão e menopausa precoce. E apesar de tantos anos silenciosa devido a uma questão familiar, no ano passado tentou processar o médico que tinha “danificado” sua face. “Meu rosto ficou um Lázaro”, reclamou. No entanto, foi informada no Conselho Regional de Medicina de Alagoas de que o tempo já tinha expirado. Mas, foi instruída a entrar com processo contra o plano de saúde Assefaz. De princípio procurou a Faculdade Estácio- FAL- que presta serviço ao 11º Juizado Civil e teve a informação de que deveria entrar com ação junto à Justiça comum. E assim, em novembro de 2016 fez o pedido e sempre acompanhou o andamento do processo. Segundo ela, em fevereiro deste ano, a peça foi devolvida para a defensora pública Norma Negrão, a fim de que enviasse à Justiça comum. Ela reclama que quando procurava a defensora se aborrecia, pois a mesma nunca se encontrava. Cansada da situação, em 25 de maio deste ano entrou com petição na ouvidoria do Ministério Público Estadual contra Norma Negrão. “Dia 6 de junho chegou na Defensoria, o defensor geral enviou para

Norma Negrão diz que faltam elementos jurídicos Silvana Leão quer que plano pague tratamento

ela (Norma), mas ela pegou minha peça que estava engavetada e devolveu para a faculdade, pedindo para eu assinar o documento”, relatou. A professora reclama ainda que na Fal foi informada que o processo já tinha dado entrada na justiça comum e que não aparecia online porque demorava. Porém, dia 16 deste mês disseram que a peça não estava gerando o número e se encontrava com a defensora. Ao chegar na Defensoria Pública mais uma vez não encontrou Norma Negrão, mas a corregedora substituta falou com a mesma por telefone que informou que já havia enviado o caso para pequenas causas e que se tratava de problema de estética. Diante da situação, em 19 de junho, Silvana entrou com manifestação nº 11.2017.00000169-7 junto ao Ministério Público Estadual. “Isso é um descaso com o ser humano. A defensora Norma Negrão fez tudo de propósito. Ela não vai com a minha cara. Sete meses se passaram e ela não enviou para a justiça comum e sim para as pequenas causas. Lá vai ser extinto e tenho que começar tudo de novo”, lamentou ao dizer que os demais defensores e toda equipe do núcleo são gentis e cordiais. No mesmo dia entrou com outra ação, dessa vez contra a funcionária (advogada da FAL) de nome Poliana. Na manifestação nº 11.2017.00000170-9, feita na ouvidoria do MP, ela diz que “apenas deseja que a funcionária

cumpra seu dever em atender em prol dos assistidos, independente de pedidos pessoais”. Pede ainda que a manifestação seja encaminhada ao diretor da faculdade para conhecimento e providências. Vale ressaltar que no dia 25 de maio deste ano Silvana já havia reclamado junto ao MP da morosidade de seu processo. Na manifestação enviada a ouvidoria de nº 11.2017.00000148-6 pede que seja encaminhada ao defensor público-geral para que “tenha conhecimento da morosidade da referida defensora e que sua petição seja protocolada.” Em pesquisa online, o jornal EXTRA encontrou informações de que Silvana Leão tem mais de 40 ações apenas em Alagoas. Inclusive, esta semana três foram extintas. O corregedor Daniel Alcoforado informou que recebeu ofício em que Silvana Leão reclamava da morosidade na tramitação do processo. Ao buscar explicação foi informado de que a defensora já havia se manifestado e encaminhado ao defensor público geral. “Não há problema na resolução, já que está dentro dos procedimentos legais. O núcleo do consumidor já submeteu o entendimento ao defensor geral que vai dizer se concorda ou não”. Ele disse ainda que Silvana sempre foi bem atendida, inclusive já a acompanhou em outras ações.

Negativa teve respaldo na lei A defensora pública Norma Negrão, titular do Núcleo de Defesa do Consumidor, afirma que, diferentemente do que diz a professora Silvana Leão, nunca houve falta de vontade ou parcialidade de sua parte em relação aos processos demandados pela assistida. Negrão disse que após analisar documentação da professora Silvana Leão, enviada pelo Núcleo de Prática Jurídica da Faculdade Estácio- FAL- (NPJ) onde pedia reembolso de valores ao plano de saúde de um procedimento de laser Co2 Ablativo Fraccionado (laser pixel) feito em clínica do Rio de Janeiro, constatou a falta de fundamentos jurídicos e por isso reenviou o documento ao NPJ da FAL para que, junto ao balcão do 11º JECC protocolasse os pedidos. Em ofício nº 41/2017/NUDECON, enviado ao defensor público geral do Estado de Alagoas, Ricardo Antunes Melro, a defensora esclarece suas razões para a negativa à solicitação da aposentada. Inclusive, no termo de responsabilidade da FAL onde primeiro foi assistida, de 28 de novembro de 2016, Silvana Leão assinou o documento de que estava ciente da “possibilidade de não acolhimento da demanda por ausência de provas suficientes”. Assim, disse Norma Negrão, para a negativa do atendimento do reembolso dos procedimentos de laser pixel foi levado em consideração o que diz a literatura médica de

que é indicado para rejuvenescimento fácil e corporal, flacidez de pele, rugas, entre outros. “Desta forma, ainda que seja um procedimento médico, feito por dermatologista, trata-se de procedimento com fins estéticos”. A defensora disse que “além do procedimento realizado pela senhora estar excluído da obrigatoriedade do serviço (art.10, II, da L. 9656/98) numa leitura inversa, a necessidade apontada pela Silvana para o procedimento também não encontra amparo no rol do procedimento obrigatório, conforme art.10, caput, da L. 9656/95).” Em outro texto apresentou que a finalidade da senhora para o uso do procedimento foi melhorar as cicatrizes de acnes que possuía no rosto. Logo, tal alegação não está relacionada à saúde de órgão ou função do seu corpo. E ainda que não há qualquer diagnóstico médico relatando a indicação de qualquer procedimento nem avaliação de que aquela condição agravava sua saúde. E concluiu que não “restou outro entendimento à esta defensoria, a não ser assegurar que tal procedimento tinha fins meramente estético e por isso fora do rol de cobertura obrigatória dos planos de saúde, não havendo como reclamar o reembolso dos seus custos ao plano de saúde”. Outro detalhe que chama a atenção é que a própria Silvana declarou que não tem mais o plano de saúde e que o seu ex-companheiro cancelou ainda em 2015. “Não há como compelir o plano a cumprir uma obrigação quando não há mais qualquer relação jurídica entre as partes”. Além do que esclarece que não há como atribuir a responsabilidade pela osteopenia (como afirma Silvana Leão) se não há nexo de causalidade entre a conduta (tratamento laser pixel) e osteopenia (baixa densidade óssea. Levando em consideração que em documentos de setembro de 2014, antes do tratamento no RJ, ela já se queixava de dores nos joelhos e nos pés. Negrão afirmou ainda que tentou informar, por diversas vezes, a situação, mas não teve sucesso, pois “é de difícil comunicação e afirma com veemência todo o direito que acredita possuir. Não houve por parte desta defensora qualquer possibilidade de convencimento.


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Nota Fiscal Cidadã concretiza desejo antigo de instituição social em Maceió

SONHO POSSÍVEL

COM PRÊMIOS DE SORTEIOS, INSTITUIÇÃO COMPRA AUTOMÓVEL PARA DESLOCAMENTO DE ASSISTIDOS TEXTO: TATYANE BARBOSA

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Secretaria de Estado da Fazenda de Alagoas (Sefaz/AL), por meio do Programa Nota Fiscal Cidadã (NFC), tem premiado 60 entidades sem fins lucrativos, em 11 meses de campanha. Uma delas é o Abrigo São Vicente de Paulo, que conseguiu adquirir um automóvel - van, um sonho antigo da instituição e que agora foi possível graças ao dinheiro recebido em três sorteios da campanha, totalizando R$ 66 mil. O abrigo é uma instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI), filantrópica, que atualmente atende 23 idosos do sexo masculino, sem família e em situação de risco ou violência doméstica. A entidade oferece uma melhor qualidade de vida aos assistidos, proporcionando cuidados com a saúde, alimentação e higiene pessoal. Cadastrada desde o início do programa, a instituição foi premiada em todos os sorteios já feitos, recebendo cerca de R$ 80 mil até hoje. Nos últimos três, decidiu juntar o valor de R$ 66 mil para aquisição de uma van, tendo em vista que há dificuldade para a locomoção dos idosos nos passeios mensais programados. De acordo com a presidente do Abrigo São Vicente, Bernadete Ferreira, foi um ganho imensurável. “Estamos sempre presentes nos eventos que envolvem a NFC. Com o veículo, será tudo mais fácil. Agora, a nossa expectativa é de continuar sendo sorteado e conseguir realizar reformas no prédio, como já fizemos a pintura com o dinheiro recebido”, ressalta. O transporte também será útil para ida às consultas mé-

dicas e atividades de lazer realizadas. “Mostrar onde estão sendo empregados os recursos é muito importante, pois colabora para que os cidadãos conheçam o trabalho desempenhado na entidade”, reforça a gerente de Educação Fiscal, Glacia Tavares, enfatizando que marcar presença é uma forma de incentivar as pessoas a ajudarem projetos de apoio aos indivíduos em vulnerabilidade social. COMO FUNCIONA O sistema da Nota Fiscal Cidadã possibilita compartilhar as notas fiscais com a instituição que desejar. Para isto, basta colocar o CPF no ato da compra e os bilhetes são gerados para as duas categorias. O prêmio de menor valor equivale a R$ 100 e o de maior R$ 30.000. Mais detalhes podem ser obtidos ao acessar o site do programa http://nfa.sefaz.al.gov. br/, ou enviando um e-mail para pef@sefaz.al.gov.br. Outra possibilidade para sanar dúvidas é comparecer ao atendimento da Gerência de Educação Fiscal, em Jacarecica, ou nos Já’s do Farol e Shopping Pátio Maceió.

Abrigo conseguiu comprar uma van para atender os idosos graças à Nota Fiscal Cidadã


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ALTA RODA

Combustíveis exigem decisões rápidas

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Brasil tem matriz energética privilegiada em relação aos combustíveis líquidos. Enquanto os países do chamado mundo desenvolvido precisam apelar para soluções caras e difíceis de implantar com resultados que podem levar décadas para apresentar redução sensível de emissões de gás carbônico (CO2), principal responsável pelo efeito estufa, o País pode contar com biocombustíveis desde já. Mudanças climáticas e aumento da temperatura do planeta previstos para este século provêm de várias origens. O setor de transporte responde por cerca de 25% do CO2 emitido mundialmente, mas as outras fontes são bem mais difíceis de controlar. Por esse motivo se fala tanto em carro elétrico. Entretanto, para recarregar baterias é necessário uma fonte de eletricidade que gere baixa emissão de CO2 e isso não parece tão simples. Energias solar e eólica são caras; energia atômica gera resíduos perigosos;

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hidroeletricidade (competitiva aqui) não contempla muitos países. Etanol de cana-de-açúcar, além de permitir cogeração de eletricidade, consegue capturar 90% das emissões de gás carbônico no ciclo de vida (do poço à roda). Mas, este setor foi marcado por uma trajetória errática ao longo de mais de quatro décadas desde o início de produção em larga escala. Estímulos e desestímulos se alternaram. A décima edição do Ethanol Summit (Cúpula do Etanol, realizada bienalmente), em São Paulo esta semana, apresentou uma convergência positiva, finalmente. Foi assinado, no evento, um memorando de entendimento entre Anfavea e Unica (esta representa mais de 50% da produção brasileira do biocombustível) para uma agenda integrada em busca de maior eficiência energética e redução de emissões na matriz de transporte veicular. O governo federal teve papel indutor em

FERNANDO CALMON fernando@calmon.jor.br

1978, quando liberou a venda dos primeiros carros a etanol, e depois em 2003 com o advento dos motores flex. Agora o acordo se dá apenas entre agentes privados e com abrangência de grande alcance. Esse novo cenário é importante porque acrescenta peso a outras duas iniciativas governamentais. Renovabio e Rota 2030 estão em gestação com metas de médio e longo prazo. Os efeitos não serão imediatos, mas pelo menos se acrescentam previsibilidade e visão estratégica, algo que no Brasil costuma rarear. Os dois programas são coordenados sob liderança do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, porém o de Minas e Energia tem exibido mais dinamismo em busca de soluções. Durante o seminário ficou claro que

há uma situação que precisa ser resolvida em curto prazo. O Brasil é o terceiro maior consumidor de combustíveis do mundo (atrás dos EUA e da China), mas entre os refinadores ocupa apenas a oitava colocação. Essa situação incomoda porque o País, embora crescente exportador de petróleo, precisará importar seus derivados cada vez mais. Como a Petrobras não tem planos para construir novas refinarias, o País precisaria aumentar a produção de etanol para, pelo menos, manter sob controle sua dependência de combustíveis do exterior. Como a utilização do etanol ajudaria nas metas de controle de gás carbônico, ajustadas no Acordo de Paris sobre mudanças climáticas, não há mais como adiar essas decisões.

RODA VIVA n FORD tem fatiado o pré-lançamento do novo EcoSport. Na versão de topo Titanium com o conhecido motor 2-litros/176 cv (etanol), destaque para o câmbio automático convencional de seis marchas (substitui o de dupla embreagem). Apenas a parte frontal recebeu atualizações, mas o interior está muito bem cuidado, dos bancos ao sistema multimídia de última geração. n ROUPAGEM de SUV deu ao novo Peugeot 3008 o status que não tinha antes. Estilo agora é um dos pontos altos, em especial na traseira. Teto solar panorâmico, 22 cm de vão livre, porta-malas de 520 litros, bancos dianteiros com massageador, tecido no painel e laterais, além do bom motor turbo, 1,6 L/165 cv formam conjunto acima da média. Há uma única versão, bem completa e a preço competitivo para um importado: R$ 135.990. n APESAR dos 1.105 kg em ordem de marcha, Argo com o equilibrado motor 3-cilindros de 1 L/77 cv (etanol) mostra agilidade em uso urbano. Fiat

encurtou o diferencial para que em estrada o novo compacto pudesse oferecer segurança em ultrapassagens, mesmo com carga total. Ganho em consumo de combustível é a principal vantagem, além do preço menor (R$ 46.800). n PARA o Sindipeças, a frota atual de 42,9 milhões de automóveis e veículos comerciais envelhecerá nos próximos anos. Mas não há chance de redução da frota desde que as vendas anuais superem 1,72 milhão

de unidades/ano. Esse risco, portanto, está afastado. Para compensar o avanço da idade só com crescimento robusto da economia e mais crédito ao consumidor. n

RESSALVA: sobre a referência aos

motores V-4 na história dos automóveis, na coluna da semana passada, faltou citar a Lancia. A marca italiana, além de pioneira no uso dessa configuração, manteve-se fiel por mais tempo: de 1922 a 1976, segundo a Wikipedia.


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JOSÉ ARNALDO LISBOA MARTINS Engenheiro Civil e diretor da empresa de pesquisas Dica’s lisboamartins@gmail.com

Eita mentira danada!

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u ainda estou lembrado dos preparativos para que nosso Brasil tivesse uma nova Constituição. Os jatinhos não paravam de viajar para os Estados Unidos, à Europa, Ásia, África e Oceania para que os nossos senadores, deputados federais

Na teoria, a nossa Constituição é uma coisa linda, porém, na prática, é uma verdadeira mentira. É ela própria que cria as desigualdades entre os povos. e juristas fossem ver como eram as demais Constituições. Viajaram com gordas diárias, em hotéis cinco estrelas, tomaram bons whiskys e gastaram com caros presentes para seus familiares e amigos. Depois de muitas viagens e de muitos papos com juristas experientes, acharam que já po-

diam trazer muitas experiências para o Brasil. Depois de um longo caminho, acharam que já tinham conseguido encontrar uma Constituição Perfeita e que seria “a melhor de todo mundo e a mais cidadã”. Prepararam o grande dia, no qual a nossa Magna Carta seria promulgada com o nome bonito e pomposo de Constituição da República Federativa do Brasil. Por sua vez, os cobrões seriam chamados de constituintes. Depois de discussões e brigas, disseram que ela seria a mais completa, a mais moderna, a mais humana e a mais perfeita”. No dia 21 de abril de 1988 começaram os discursos enfadonhos e os foguetes estouraram. As bandas musicais entoaram hinos patrióticos, fazendo com que o povo se emocionasse e festejasse aquele dia festivo. Senadores e deputados federais se misturaram com o presidente da República, ministros, governadores, prefeitos, vereadores e com o povo para “a festa

da democracia”. Pela madrugada, ainda eram vistas pessoas embriagadas. Aconteceram choros, sorrisos, buzinaços, desfiles, canções e gritos, misturados com discursos inflamados. A Constituição americana possui, apenas, 7 artigos e só foram feitas 27 emendas. A Constituição Brasileira possui 250 artigos e 80 emendas. Já mudaram a nossa Constituição inúmeras vezes e com qualquer besteira, ela é mudada. Diz ela no 5º artigo que “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”. Ora, na teoria, a nossa Constituição é uma coisa linda, porém, na prática, é uma verdadeira mentira. É ela própria que cria as desigualdades entre os povos. É ela que pratica o racismo, quando reservando cotas nas universidades para pretos e para brancos. Afinal de contas, os pretos são ou não são iguais aos brancos pela Constituição? Também, por que os profissionais de nível superior têm direito a prisão domiciliar,

mesmo que seus crimes tenham sido hediondos? Eles são ou não são iguais perante as leis? Por que um senador ou um deputado federal tem forum privilegiado, só podendo ser julgados por tribunais especiais? Por que o pessoal do “fórum privilegiado” só gosta de ser julgado pelos tribunais superiores? É por que o julgamento é uma marmelada? Se as leis são iguais para todos, por que os presos das nossas penitenciárias, que roubaram um velho celular, ficam anos e mais anos presos, enquanto os ladrões da Petrobras que roubaram milhões, logo, logo irão ser libertados? Ora, risquem o 5º artigo e seus parágrafos da nossa Constituição. É mentira que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”. Em tempo – O meu conterrâneo, Rogens de Alencar Gouveia, me deixou satisfeito, ao dizer que é meu leitor de carteirinha. Que bom!


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Polêmica em Girau

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m apenas seis meses de gestão, o prefeito de Girau do Ponciano, David Barros, volta a se envolver em uma nova polêmica. No dia 25 de maio último, autorizou a publicação no Diário Oficial dos Municípios do Termo de Ratificação de Dispensa de Licitação para a contratação de empresas que fornecerão gêneros alimentícios destinados à merenda escolar. Os valores vão de R$ 1.078,00 a R$ 1.465.760,05.

Improbidade

O que levantou suspeitas da prática de improbidade é que do valor total do montante ultrapassa a soma de R$ 1,5 milhão e a maior parte desses valores serão pagos a dois empresários bem conhecidos na cidade por atuarem como importantes cabos eleitorais nas campanhas do prefeito David Barros (PTB), são eles: Edilson Militão e Willian da Farmácia.

Entre amigos

De acordo com reportagem do Portal Cada Minuto, Edilson Militão foi presidente do Instituto Municipal da Previdência Social (IMPS) e homem de confiança do sobrinho do ex-deputado Gilvan Barros nas gestões 2004-2008 e 2008-2012, atualmente sua família possui inúmeros empreendimentos no município. O outro empresário, mais conhecido na cidade como Willian da Farmácia, é amigo do atual gestor do município e possui grande experiência e habilidade nos negócios.

Existe limite

Ainda na reportagem do Cadaminuto, a dispensa de licitação com base no artigo 24, incisos I e II, tem seu limite vinculado a 10% do valor do convite, ou seja, R$ 8 mil para compras e R$ 15 mil para obras. Toda contratação por dispensa de licitação, sobretudo aquelas consignadas nos incisos I e II, são de caráter excepcional e de pequeno valor. Se a compra revelar-se de maior monta e, ainda, previsível, o procedimento adequado seria o da realização de licitação.

Crime de dispensa

Quanto à periodicidade das aquisições por dispensa de licitação (art. 24, II), presume-se a aplicação do princípio da razoabilidade e do bom senso: admitir a dispensa inúmeras vezes no mesmo exercício, seria o mesmo que fugir do procedimento licitatório (obrigatório por lei) por meio do subterfúgio da dispensa. Vale ressaltar que a Lei de Licitações, em seu artigo 89, enquadrou como “crime” a dispensa de licitação fora das hipóteses previstas em lei, logo, abusar da dispensa de licitação configura a utilização indevida do art. 24.

Fake do fake 1

Dirigentes do Sinteal e do comando de greve de Arapiraca vão à Polícia Federal para denunciar ataques que consideram violentos e covardes que estão sendo perpetrados contra a entidade e professores ligados ao movimento por parte de um fake criado no Facebook com o nome de Liendja Calina Oliveira. A entidade já sabe que um fake com esse nome teria sido “desativado” depois que descobriram que por trás do nome falso estava uma pessoa ligada à justiça arapiraquense e que usava o perfil para detonar a gestão da ex-prefeita Célia Rocha.

Fake do fake 2

“Eles criaram, agora, o fake do fake com a participação de uma professora, um advogado e pessoas ligadas à atual gestão municipal. Serão desmascarados e responderão pelo crime”, disse à coluna um dos diretores do sindicato que representa a categoria.

Continua fechado

O restaurante popular “Jerimum” continua fechado desde o início da gestão do prefeito Rogério Teófilo (PSDB). O não funcionamento do restaurante provoca revolta na maioria dos comerciários de Arapiraca. Implantado no centro comercial da cidade na gestão do então prefeito e atual vice-governador Luciano Barbosa (PMDB), o restaurante servia mil refeições diárias a preço simbólico de R$ 3,00 para comerciários, mototaxistas, vendedores informais e pessoas da região Agreste que se deslocavam para Arapiraca. O fechamento deixa milhares de pessoas de baixa renda sem a prestação do serviço.

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ABCDO INTERIOR

robertobaiabarros@hotmail.com

Reabertura seria em março

No inicio do ano, a coordenação de comunicação da Prefeitura de Arapiraca informou que o fechamento do restaurante seria para a realização de serviços de manutenção e que seria reaberto em março deste ano, o que não aconteceu.

Seis meses parado

Outra informação é que o fechamento tinha como objetivo realizar reparos para melhor comodidade do cidadão arapiraquense que frequenta o local diariamente e reabriria no prazo de um mês. Mas, de acordo com funcionários do comércio, quase seis meses depois, nenhuma movimentação de reforma ou reparos foi percebida no interior do restaurante.

PELO INTERIOR ... O Cômite das Bacias Hodrográficas de Alagoas tem novo comando para atuar na preservação dos recursos hídricos, no biênio 2017-2019. A solenidade de posse ocorreu no auditório da Federação da Agricultura Pecuária do Estado de Alagoas (Faeal), localizada no bairro de Jaraguá. ... Os trabalhos foram presididos pelo secretário de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Alexandre Ayres, e contaram com a participação da deputada estadual Jó Pereira; do presidente do Instituto do Meio Ambiente, Gustavo Lopes; e do representante da Associação Brasileira de Recursos Hídricos, Vladmir Caramori. .. Foram empossados os presidentes Mateus Gonzalez, da Região Hidrográfica do Complexo Estuarino Lagunar Maundaú-Manguaba (CBH CELMM); Caio Rodrigo Moura Santos, do Comitê de Bacia da Região Hidrográfica do Pratagy (CBH Pratagy); Flávio Oliveira, da região Hidrográfica do Coruripe (CBH Coruripe); Leonardo de Paulo Monteiro, da Região Hidrográfica do São Miguel (CBH São Miguel). ... Para titular da Semarh, o secretário Alexandre Ayres, mais um passo foi dado para o fortalecimento dos comitês de bacia no estado. ... A falta de quórum nas sessões ordinárias de Igaci no primeiro semestre deste ano está chamando a atenção dos moradores do município, que é considerado um dos mais importantes do Agreste. ... Por conta disso, o suplente de vereador e presidente do diretório municipal do Partido Popular Socialista (PPS), Leonardo Oliveira, disse que vai continuar acompanhando as próximas sessões.

... Ele ameaça entrar com mandado de segurança para o parlamentar que não apresentar justificativa convincente e abusar das faltas. ... Dentre os 11 vereadores que compõem o Poder Legislativo em Igaci, três já estão na mira do suplente Leonardo Oliveira, que promete acompanhar a próxima sessão. ... A notícia provocou muita preocupação entre os vereadores mais faltosos, que iniciaram a corrida em busca de atestados médicos para justificarem as frequentes ausências. ... O Conselho Estadual de Saúde de Alagoas realiza durante os dias 5 e 6 de julho a 1ª Conferência Estadual de Saúde das Mulheres, no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, no bairro de Jaraguá. ... Serão dois dias de discussão, que começam às 8 horas da manhã e tem como objetivo contribuir com propostas que possam ser inseridas na Polícia Nacional de Atenção Integral à Saúde das Mulheres dentro da realidade em que vivem, sejam negras, travestis, quilombolas, indígenas, transexuais, mulheres com deficiência, ciganas, profissionais do sexo, encarceradas, privadas de liberdade, em situação de rua, pescadoras, além de outras. ... As inscrições devem ser feitas online, pelo site do Conselho Estadual de Saúde de Alagoas, no endereço ces.al.gov.br. É importante que os conselhos municipais façam as inscrições dos delegados, nesses dias que antecedem o evento. ... Aos nossos leitores, desejamos um final de semana repleto de paz e muita saúde. Até a próxima edição!!!


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MEIO AMBIENTE Sofia Sepreny da Costa s.sepreny@gmail.com

Poluição dos solos

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Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, está chamando atenção para o problema da poluição dos solos, causada principalmente pelo excesso de produtos químicos usados na agricultura. Cerca de um terço dos solos do mundo está degradado devido a problemas de manejo. Cerca de dezenas de bilhões de toneladas de solos são perdidas por ano devido a poluição. A FAO explica que o excesso de nitrogênio e traços de chumbo, de mercúrio e de outras substâncias na terra prejudicam o metabolismo das plantações e as colheitas. Quando esses poluentes entram na cadeia alimentar, existem riscos para a segurança dos alimentos, para fontes de água e para a saúde humana e animal. A FAO destaca que combater a poluição dos solos é essencial para tratar o problema da mudança climática.

Marechal antecipa obras de esgotamento sanitário

As obras de esgotamento sanitário do Centro de Marechal Deodoro serão estendidas ao Largo da Igreja Matriz e a execução dos serviços, antecipada. O governo alegou que a obra de esgotamento sanitário de maior proporção já está em andamento, e por isso vai antecipar os serviços do Largo da Matriz, garantindo que a incorporação e antecipação da etapa que abrange o Largo da Igreja Matriz se fazem necessárias para que o Iphan inicie a revitalização do esgotamento sanitário.

Nova espécie de anfíbio em Alagoas

Uma nova espécie de anfíbio foi descoberta na Reserva Biológica (Rebio) de Pedra Talhada, entre Alagoas e Pernambuco. A perereca, de cor predominantemente verde pode chegar até 29 centímetros de comprimento. A espécie recebeu o nome científico de Sphaenorhynchus cammaeus, que significa “pedra esculpida preciosa de duas cores”. O nome faz referência à coloração do animal e ao fato de a descoberta ter sido feita na Rebio de Pedra Talhada, que é de administração do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e que é também uma das áreas com maior riqueza de anfíbios na Mata Atlântica do Nordeste do Brasil. Por enquanto, a espécie só é encontrada na lagoa do Junco, uma das áreas de vegetação mais conservada da Rebio de Pedra Talhada, a cerca de 850 metros de altitude.

Baleia encalha morta em Porto de Pedras

Uma baleia da espécie minke encalhou morta na Praia de Tatuamunha, em Porto de Pedras, na quinta-feira da semana passada (22). O mamífero, que mede aproximadamente 7,90 metros de comprimento trata-se de uma baleia fêmea filhote. Para remoção do animal do local, uma retroescavadeira foi utilizada. Foram até a área especialistas da Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais (APACC) e do Instituto Biodiversidade. O Instituto Biota de Conservação também foi acionado.

Noruega X Brasil

O governo da Noruega, depois de reduzir em 50% o dinheiro destinado ao Brasil em 2017 para ajudar na preservação ambiental, alerta que pode simplesmente suspender qualquer repasse em 2018 ou 2019 se o país não atingir as metas de redução de desmatamento. Por um acordo de 2008, a Noruega destinou já US$ 1,1 bilhão ao Brasil, para um fundo no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Mas outros US$ 500 milhões ainda seriam enviados até 2020.

Desmatamento zero no Rio Grande do Norte Comitês de Bacias em Alagoas

Os presidentes dos Comitês de Bacias Hidrográficas em Alagoas tomaram posse na manhã esta semana e garantiram atuar para preservação dos recursos hídricos no biênio 2017-2019. Foram empossados os presidentes Mateus Gonzalez, da Região Hidrográfica do Complexo Estuarino Lagunar Maundaú-Manguaba (CBH CELMM); Caio Rodrigo Moura Santos, do Comitê de Bacia da Região Hidrográfica do Pratagy (CBH Pratagy); Flávio Oliveira, da região Hidrográfica do Coruripe (CBH Coruripe); e, Leonardo de Paulo Monteiro, da Região Hidrográfica do São Miguel (CBH São Miguel).

O maior parque urbano do país sobre dunas, o Parque das Dunas, é apenas uma das principais reservas de Mata Atlântica no Rio Grande do Norte. O trabalho de preservação e conservação ambiental desses e outros trechos da Mata Atlântica em 38 municípios do RN tem rendido bons frutos. Os dados do Atlas da Mata Atlântica, referentes ao período de 2015 a 2016, mostraram que o Rio Grande do Norte atingiu a meta de desmatamento zero. O documento foi produzido pela fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).


MACEIÓ, ALAGOAS - 30 DE JUNHO A 05 DE JULHO DE 2017

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MACEIÓ, ALAGOAS - 30 JUNHO A 06 DE JULHO DE 2017


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