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Edicao895

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PALMEIRA DOS INDIOS

extra Ex-prefeito James Ribeiro rebate acusações do sucessor e garante que dívidas do município são antigas P/18

SEM MORDOMIA

Após as críticas, deputados de Alagoas trocam cardápio regado a lagosta e camarão por sarapatel e salsichão P/2

www.novoextra.com.br

R 3,00

MACEIÓ - ALAGOAS ANO XVIII - Nº 905 - 13 A 19 DE JANEIRO DE 2017

FARRA DAS HORAS EXTRAS Desembargadores e juízes terão que devolver mais de R$ 300 mil

Elisabeth Carvalho será a primeira a restituir dinheiro recebido ilegalmente P/6 e 7 MARECHAL DEODORO

Ostentação da noiva gera críticas ao ex-prefeito Cristiano Matheus

P/16 e 17

CRIMINALIDADE

Alagoas tem 27 cidades entre as mais violentas do país; Murici lidera matança P/14 e 15

COLÉGIO BATISTA

PF investiga denúncia da venda irregular de patrimônio

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MACEIÓ, ALAGOAS - 13 A 19 DE JANEIRO DE 2017

“Jornalismo é oposição. O resto é armazém de secos e molhados” (Millôr Fernandes)

Denúncia grave

O poder da toga

O

semanário EXTRA foi condenado a pagar uma indenização de R$ 50 mil à desembargadora Elisabeth Carvalho por danos morais. O crime atribuído ao jornal foi ter divulgado que a então presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas usou a influência do cargo para receber seu precatório milionário, na frente dos demais servidores.

Denúncia provada

Assinada pelo jornalista Fernando Araújo, a matéria provou que na época da certificação do crédito, pela PGE, a desembargadora não tinha a idade mínima de 60 anos para receber atendimento prioritário, como manda a lei. Também não era portadora de doença grave ou terminal, nem qualquer outro fator que autorizasse furar a fila de pagamento dos precatórios.

Precatório milionário

O único erro do jornal foi informar que a desembargadora receberia um valor líquido em torno de R$ 500 mil. Na verdade, Elisabeth Carvalho recebeu R$ 1.226.376,60 em duas parcelas de igual valor, já descontados os impostos e a comissão de advogados e demais atravessadores.

Tráfico de influência

Para condenar o jornal, a desembargadora fez valer sua influência como presidente do TJ não só junto aos juízes do processo, mas também junto à Secretaria Estadual da Fazenda e ao próprio CNJ. Na Sefaz, Elisabeth Carvalho conseguiu uma certidão graciosa que falseou a verdade dos fatos, e ao CNJ confessou ter recebido o precatório, mas de forma regular, o que não condiz com a verdade. A então corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, acreditou na lorota da amiga.

A coluna recebeu informação de que existe magistrado no Tribunal de Justiça de Alagoas tirando empréstimo bancário em nome dos servidores do gabinete. Quem se recusar perde o emprego. A denúncia é grave e merece uma investigação do CNJ

Renan blinda PMDB Renan Calheiros já começou a se mexer para ordenar que ninguém do PMDB são 19 senadores, a maior bancada - se lance candidato além de Eunício Oliveira, o escolhido pelo alagoano para ser seu sucessor.

Kátia Born

A ex-prefeita de Maceió, Kátia Born, é a nova secretária de Saúde de Palmeira dos Índios. Nos últimos anos exerceu o mesmo posto em Rio Largo, no governo de Toninho Lins. Espera-se que ela continua nessa maratona, se distanciando de Maceió a cada eleição. Dos tempos em que governou a capital ficou só a lembrança da prefeita que mergulhou nas águas poluídas do riacho Salgadinho para garantir sua reeleição.

Novos ricos

Tudo que o que o ex-deputado Cristiano Matheus não precisava era atrair os holofotes para sua condição de ex-prefeito de Marechal Deodoro, de onde saiu com um caminhão de processos nas costas.

Doentes terminais

O fato é que a desembargadora recebeu seu precatório milionário sem ter que enfrentar a fila dos 20 mil servidores estaduais com direito a esses créditos. Muitos deles, portadores de doenças terminais, já faleceram, enquanto outros tantos morrerão sem ver a cor do dinheiro. E viva o poder da toga. Mais ainda em Alagoas.

COLUNA SURURU DA REDAÇÃO

Ostentação

Sumido da mídia desde que foi afastado do cargo, o ex-prefeito volta às manchetes das redes sociais graças à ostentação da noiva/esposa Mayanne Sousa que divulgou fotos do casal com cara de riqueza, na Ilha de Caras, Angra dos Reis, Paquetá e outros endereços chiques frequentados por novos ricos e estrelas globais.

Enriquecimento ilícito

Cristiano Matheus certamente não seguiu o exemplo de Toninho Lins, outro jovem político também afastado do cargo de prefeito sob acusações de enriquecimento ilícito. Aconselhado por advogados, o ex-prefeito de Rio Largo sumiu da cidade e da mídia. E ninguém fala mais nas dezenas de processos que ele responde na Justiça.

Poder de saia

Duas mulheres assumiram o comando do Tribunal de Contas do Estado prometendo botar ordem na casa. Espera-se que a nova presidente Rosa Albuquerque e sua vice Maria Cleide façam melhor que seus antecessores de calça.

Novo menu

A polêmica em torno da licitação para o buffet dos deputados estaduais de Alagoas foi tão grande que a Assembleia Legislativa voltou atrás e cancelou a tomada de preços que chamou a atenção da mídia nacional. Conclusão: o variado e sofisticado cardápio que incluia lagosta e camarão e outras caras delícias da cozinha nacional e internacional agora será regional. Os deputados vão ter de se contentar com sarapatel e salsichão ao longo do ano.

Lava Jato salva o país Deu no Estadão: Affonso Celso Pastore mostra que a Lava Jato está salvando a economia. “Em vez de inibir o crescimento econômico, a operação Lava Jato vem criando as condições para que os empresários parem de investir em conexões políticas vantajosas e se concentrem na busca do aumento da eficiência, elevando a produtividade e conduzindo à aceleração do crescimento (…). A corrupção pode elevar os benefícios privados de quem a pratica, mas os reduz para a sociedade. O que se quer nas concessões é que os empresários reduzam os custos do projeto sem prejuízo da qualidade. Porém, na medida em que a renegociação se transforma em um instrumento para estabelecer o seu equilíbrio financeiro, não vêm razões para reduzir os custos, caindo a eficiência. Ou seja, são estimulados a investir em relações com lobistas que melhorem suas conexões políticas, ocupando o lugar de empresas mais eficientes que se negam a proceder desta forma, gerando um caso clássico de seleção adversa. Por isso, é extremamente bem vinda a ação do Ministério Público investigando os atos de corrupção e informando o Poder Judiciário no seu julgamento (…). Há um extenso caminho à frente para que o crescimento brasileiro se beneficie dos investimentos em infraestrutura, mas ele não inclui a inibição ao desenvolvimento da operação Lava Jato”.

EDITORA NOVO EXTRA LTDA - CNPJ: 04246456/0001-97 Av. Aspirante Alberto Melo da Costa - Ed. Wall Street Empresarial Center, 796, sala 26 - Poço - MACEIÓ - AL - CEP: 57.000-580

EDITOR: Fernando Araújo CHEFE DE REDAÇÃO: Vera Alves

CONSELHO EDITORIAL

Luiz Carnaúba (presidente), Mendes de Barros, Maurício Moreira e José Arnaldo Lisboa

SERVIÇOS JURÍDICOS

Rodrigo Madeiros

ARTE Fábio Alberto - 98711-8478 REDAÇÃO - DISK DENÚNCIA

FAX - 3317.7248 IMPRESSÃO Jornal do Commercio E-mail: contato@novoextra.com.br

As colunas e artigos assinados não expressam necessariamente a opinião deste jornal


MACEIÓ, ALAGOAS - 13 A 19 DE JANEIRO DE 2017

JORGE OLIVEIRA

O antijornalismo da Veja Barra de S. Miguel, AL - Os mais de novecentos mil leitores teimosos de Veja estão, como eu, surpresos com a capa da revista da semana passada. Ela estampa a fotografia de Marcela, mulher de Temer, como a pessoa que vai salvar o governo dele dos péssimos índices de popularidade. A matéria com a primeira-dama, com informações fúteis lá dentro da revista, é a prova de que o jornalismo precisa se reciclar se realmente quer sobreviver à mídia digital que enterra impiedosamente a imprensa escrita que teima em não se reinventar. A cada ano menos jornais e revistas circulam no Brasil. Agonizam pela falta de leitores e por problemas econômicos crônicos. “Marcela Temer, a aposta do governo”, o título da matéria, leva o assinante da revista a pensar que o governo acabou, pois precisa de uma luz no final do túnel para enfrentar as intempéries de 2017. E essa luz, segundo a revista, a assessoria de Temer enxerga no programa “Criança Feliz” que a primeira-dama começa a desenvolver. Quanta pretensão desse governo, gente, quando se sabe que existem oito milhões de crianças abandonadas no Brasil, das quais dois milhões perambulando pelas ruas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Ilustrada com sete fotografias, a matéria (especial) mostra Marcela em momentos de descontração quando jovem se preparando para os concursos de miss em São Paulo. Em outras, no convívio com a família. A reportagem é uma das mais banais já produzidas por uma revista informativa no país. Deixa em quem a lê uma dúvida quanto à honestidade do seu conteúdo. Tem cara e formato de um release da assessoria de imprensa da presidência que leva o leitor a pensar maldosamente que foi fabricada para bajular o Temer. E também a refletir sobre o que disse certa vez o jornalista Roberto Marinho: “Um jornal morre dez anos antes”. A Veja pode estar a caminho do óbito. Antes tão combativa, a revista tem circulado com matérias fracas, desinteressantes e caducas. Não consegue entregar aos leitores informações diferentes das publicadas pelos jornais diários e divulgadas nos telejornais durante a semana. Parece que padece lentamente ao deixar de apostar no jornalismo investigativo para se preocupar com as abobrinhas como essas da Marcela, que, em outra fase da revista, estariam registradas em uma coluna qualquer de futilidades. Os editores não entenderam ainda que o assinante é um leitor exigente, que paga por informações exclusivas e inéditas. Enfurnados na redação, eles não perceberam que a notícia no mundo é divulgada em tempo real. Ou seja: a informação quando acontece em qualquer lugar do planeta é registrada pelas redes sociais ao vivo e a cores. Portanto, o assinante que paga pela assinatura ou o leitor que compra a revista nas bancas não quer ser confundido como um alienado.

arapiraca@yahoo.com Siga-me: @jorgearapiraca

Futilidade

Como se não bastasse a informação vazia da capa, a revista ainda passou um atestado de incompetência quando não trouxe à luz nada de novo que o brasileiro já não conhecesse sobre a primeira-dama. Deixou-a, inclusive, em maus lençóis ao publicar a futilidade das suas declarações sobre seu futuro trabalho: “É uma honra ser primeira-dama do Brasil e poder ajudar meu marido. Acho que o governo está indo muito bem, está no caminho certo. Como esposa quero dar minha contribuição. A forma que encontrei de ajudar o governo foi ser voluntária, auxiliando no desenvolvimento de nossas crianças”.

Pobreza

É com essas declarações que a revista acredita que a primeira-dama vai tirar o governo do seu marido do marasmo, do ostracismo, dos menos de 10% de popularidade, como a própria revista registra. Que me perdoem a franqueza, mas as declarações de Marcela foram redigidas por um assessor primário, um redator infantil, que a deixa embaraçada quando diz, entre outras coisas, que ela “vai auxiliar no desenvolvimento de nossas crianças”. Além disso, como já disse antes, pobre do presidente que precisa se escudar na beleza da própria mulher para alimentar o sonho de melhorar a sua popularidade.

Organização

Fantástica! Esta é a palavra que bem definiria a tão sofisticada rede criminosa montada pela Odebrecht em vários países. Todos os órgãos de informações do mundo, principalmente os dos Estados Unidos, o país onde se concentram os maiores crimes financeiros, são unânimes em afirmar que a empreiteira brasileira é a maior rede de corrupção que já apareceu no universo. Não à toa, para continuar sobrevivendo no mercado, ela e a Braskem, empresa do grupo, estão desembolsando mais de 7 bilhões de reais, uma espécie de mea culpa, para não acabar de vez, já que, nessa altura do campeonato, ela respira com auxílio de aparelho pelo seu grande endividamento no mercado financeiro.

O mafioso

Marcelo Odebrecht, aquele rapaz bem-afeiçoado, então presidente da empresa, é o líder da organização criminosa que envolveu presidentes, políticos e empresários pelo mundo afora. No Brasil, manteve durante décadas uma lista com os nomes de mais de duzentos políticos. E no topo dela, uma conta em aberto em nome de Lula, administrada por seu amigo Antônio Palocci, o ex-ministro da Fazenda, preso na Lava Jato. Era a contrapartida para o ex-presidente, que se transformou no maior lobista da empresa aqui e no exterior quando esteve no poder e fora dele, sacar a descoberto.

Quadrilha

Nem o tráfico de drogas conseguiu organizar um sistema tão requintado voltado para o crime como o da Odebrecht. Por trás de uma empreiteira organizada, eficiente e financeiramente saudável, existia uma quadrilha com as mesmas qualidades cujo principal objetivo era atrair agentes públicos do mundo para o seu staff de criminosos. Como um polvo, espalhou seus tentáculos para dentro do Parlamento, do Executivo e do Judiciário em vários países. Conseguiu driblar, por muito tempo, até mesmo o mais eficiente sistema de rastreamento de lavagem de dinheiro dos Estados Unidos.

Internacional

Sabe-se agora que a impressionante fortuna acumulada desde 1944, ano da fundação do grupo, que manteve a empresa no ranking das mais bem-sucedidas do mundo, não foi fruto apenas das obras gigantescas que realizou, mas também de um esquema com o poder que lhe permitiu se agigantar nos governos militares a partir de 1969. E o que pouca gente sabe é que a ascensão do grupo começou à época, ironicamente, pelas mãos de um político. O ex-governador da Bahia, Antônio Carlos Magalhães, foi um dos maiores colaboradores de Emílio, o patriarca da família, quando esteve à frente da Eletrobras no governo Geisel, no final da década de 1970.

Ajudinha

A Odebrecht passava por dificuldades quando ACM decidiu ajudar o conterrâneo no setor elétrico. Foi o principal lobista para que a empreiteira liderasse o consórcio que iria construir as usinas nucleares de Angra dos Reis. Dali para frente, como dois siameses, voaram juntos em céu de brigadeiro durante muito tempo com a empresa baiana comandando quase todas as obras do setor elétrico aqui e lá fora (81 usinas hidrelétricas, 17 usinas térmicas, duas usinas nucleares). Como se vê, os Odebrecht sempre estiveram a reboque dos políticos no país para liderar o mundo obscuro das concorrências públicas.

Baianos unidos

Não é de se estranhar que os marqueteiros baianos também estiveram a serviço da organização criminosa nessas últimas décadas, pois passava pela Odebrecht o pagamento das campanhas dos políticos mais promissores do país. A operação era muito simples: a Odebrecht elegia seus políticos preferidos, elevando-os ao maior patamar do Executivo e do Parlamento. Para isso financiava os marqueteiros da sua terra a peso de ouro. Garantia, assim, em muito casos, a vitória dos seus candidatos e a eternização no poder. Essa sofisticada operação é fruto da cabeça de Marcelo, o principal executivo da empresa, desde que assumiu o comando do grupo. A megalomania do executivo é que transformou a Odebrecht no maior covil de criminosos do universo só comparado, do ponto de vista financeiro, aos cartéis das drogas.

Manipulador

Com a genialidade que Marcelo teve, de manipular com eficiência essa rede de corrupção pelo mundo, você ainda tem dúvidas quanto à permanência dele na cadeia? A delação do fim do mundo, onde quase uma centena de executivos da sua empresa entregou espontaneamente a contabilidade da empresa, é uma estratégia ardilosa de Marcelo para protelar as investigações e deixar a cadeia antes de cumprir os seus quase vinte anos de prisão. Quem viver, verá.

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MACEIÓ, ALAGOAS - 13 A 19 DE JANEIRO DE 2017

GABRIEL MOUSINHO

Fim do túnel da Laginha

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om 65 mil páginas e 23 requerimentos sem serem despachados, o processo de falência do Grupo Laginha Agroindustrial ainda deve demorar alguns anos para que tudo seja solucionado e os credores e trabalhadores recebam o que lhes devem. A maior preocupação de todos é da troca constante de juízes na Comarca de Coruripe onde corre o tumultuado processo. Cada juiz que chega terá que se inteirar de todos os conflitos existentes, enquanto o campo e os equipamentos apodrecem nos pátios das indústrias, aqui em Alagoas e em Minas Gerais. Se a Justiça andar mais rapidamente, pode ser que este ano as indenizações sejam pagas com alguns ativos vendidos e outros arrendados, a exemplo da Usina Guaxuma e futuramente a própria Laginha, localizada no município de União dos Palmares. O débito com os trabalhadores está aquém do que se diz por aí. Gira em torno de 150 milhões de reais e seria negociável com as partes, dependendo de decisões processuais e do próprio Tribunal Regional do Trabalho. Como se vê, não é coisa do outro mundo resolver o problema da falência do Grupo João Lyra, bastando que cada um faça com competência a sua parte.

Caso Mapel 1 Como tinha a penhora do prédio, a hipoteca dos terrenos e

o aval da Volkswagen, o Grupo JRCA Representações, através do empresário Epitácio Dantas, fechou o negócio. A sobra de 7 milhões de reais será destinada ao pagamento dos próprios servidores da Mapel e o restante destinado a créditos trabalhistas de outras empresas, respeitando-se os credores extra-concursais, concursais e trabalhistas.

2 Com decisão judicial, a operação da venda do ativo Ma-

pel gerou lucro para a massa falida, já que obteve a quitação de uma dívida de R$ 55.030.245,24 pelos R$ 26.325.000,00, demonstrando uma economia de aproximadamente 28 milhões de reais. Com isso, gerou a apuração do valor de 7 milhões de reais, que pagarão as indenizações trabalhistas de todos os funcionários da Mapel, evitando o surgimento de novos 77 credores, tudo nos termos da lei de falência.

3 Na venda da Mapel, também foi gerado um crédito tributário

de aproximadamente 3 milhões de reais, oriundos da compensação de créditos de IPI que verterão para a massa falida com a finalidade de compensação de tributos federais. Também gerou outro crédito tributário de aproximadamente 2,5 milhões de reais de ICMS contra o estado de Alagoas para a compensação de tributos estaduais.

4 É importante observar que os credores com garantia

real, como é o caso de JRCA, não estão por força da Lei 11.101/2005, sujeitos a rateio, tendo seu direito creditício atendido com produto da venda de certos bens sobre os quais recai a sua garantia. Assim, se a Mapel fosse vendida a qualquer terceiro, o produto dessa venda seria obrigatoriamente destinado ao pagamento do credor com garantia real que detivesse a hipoteca do bem vendido, no caso a própria Mapel.

5 A coluna teve acesso a uma série de documentos, tanto da

venda da Mapel como da massa falida, que já produziu mais de 65 mil páginas, cujo processo, por vários aspectos, não tem tido a celeridade que o caso requer. Afinal de contas, são milhares de trabalhadores que passam sérias dificuldades sem que o caso tenha uma decisão final.

gabrielmousinho@bol.com.br

Afunilando

Não será tão fácil o senador Renan Calheiros emplacar a liderança do PMDB no Senado Federal. A reação é grande de alguns próprios companheiros do partido, que acham Renan comprometido com as denúncias na Lava Jato. O senador busca apoio para ser líder do PMDB ou presidente da Comissão de Constituição e Justiça.

Injusto

Os comentários sobre a nomeação de Zara Soares, cunhada do ministro Maurício Quintella, para a assessoria do vereador Lobão, não são de se estranhar, se não fosse por essa proximidade. Zara é uma técnica conhecida e respeitada e por certo dará uma grande contribuição a Lobão, que deverá mudar seu comportamento no Legislativo na maneira de ver e realizar suas ações.

Desafio

Um dos maiores desafios do prefeito Rui Palmeira logo para esse ano é de estudar como fazer novo mercado público em Maceió. É caso de saúde pública, com esgoto a céu aberto e que afeta diretamente a toda população no principal centro de comercialização da capital.

Alianças em foco

Tanto o governador Renan Filho como o prefeito Rui Palmeira correm para arranjar novos aliados que lhes sejam fiéis nas eleições de 2018. O leque de alianças avança a cada dia que passa. Basta ver os diários do Município e do Estado.

Decepção

Mesmo marcando sob pressão e anunciando grandes investimentos na área do turismo em Palmeira dos Índios, o ministro Marx Beltrão não conseguiu emplacar o seu candidato a presidente da Câmara. O vereador Agenor Leôncio perdeu a parada para Júnior Miranda, também aliado do prefeito.

Esperança Os novos dirigentes do Tribunal de Justiça vão ter um desafio a mais nas suas gestões: desenterrar processos que há dezenas de anos dormem nos cartórios sem solução. Que o novo corregedor, Paulo Barros da Silva Lima, identifique esses problemas para corrigir injustiças.

Prestes a explodir É a situação dos presídios em Alagoas. A situação é cada vez mais preocupante e as condições dos condenados são as piores possíveis. Faz algum tempo que um início de rebelião terminou na decapitação de um dos apenados.

Consolidada O senador Benedito de Lira, pelo resultado das eleições no ano passado, é talvez o mais forte candidato à reeleição ao Senado. Biu ajudou a eleger dezenas de prefeitos no estado e aumentou seu raio de ação política fazendo novas alianças. Quando foi candidato Biu foi o senador mais votado em Alagoas.

Tumultuar Não existe a menor possibilidade de o senador Benedito de Lira voltar a disputar o governo do Estado. Ele mesmo admite isso. É candidatíssimo à reeleição e revela que seu nome preferido para o governo é o do prefeito Rui Palmeira.

Sem mordomias Ao deixar o cargo de presidente do Senado, Renan Calheiros não mais terá direito a avião da Força Aérea Brasileira e outros benefícios. Vai voltar a usar os aviões de carreira, sujeito a constrangimentos.

Reagindo O deputado JHC deve ficar mesmo longe dos grupos de Rui Palmeira e de Renan Filho, embora surgissem, no final do ano, as notícias de que ele poderia indicar pessoas para integrar o corpo administrativo do governo do Estado. Deve chegar em 2018 sozinho, fazendo carreira solo.

Apoio garantido A prefeita de Campo Alegre, Pauline Pereira, apressou-se a desmentir qualquer possibilidade de romper politicamente com o senador Biu de Lira e o deputado Arthur Lira, tio e primo, respectivamente. Os boatos saíram depois que a família Pereira decidiu se aproximar do governador Renan Filho. “Continuamos unidos”, revelou Pauline, que tem recebido muita ajuda através do senador e do deputado.

De assombrar

Declarações do procurador-geral de Justiça, Alfredo Gaspar de Mendonça, são de arrepiar. Pelo menos 200 empresas estariam sendo usadas para sonegar impostos. Todas elas laranjas, o que tem dado um prejuízo fiscal de aproximadamente 9 bilhões de reais aos cofres do governo. Vem bomba por aí.

Aumento vetado

Os deputados já não andavam muitos satisfeitos com o governador e agora a relação tende a piorar. Renan Filho já disse que vai vetar o reajuste dos deputados, que aumentaram seus subsídios de 20 mil para 25 mil reais. O governador achou que a aprovação da matéria foi ilegal.


MACEIÓ, ALAGOAS - 13 A 19 DE JANEIRO DE 2017

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CNJ cobra mais de R$ 300 mil pagos ilegalmente pelo TJ de Alagoas

FARRA DAS HORAS EXTRAS DESEMBARGADORA ELISABETH NASCIMENTO TERÁ DE DEVOLVER MAIS DE R$ 11,3 MIL DEPOIS DE TER RECURSO NEGADO PELO STF VERA ALVES veralvess@gmail.com

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enunciada pelo EXTRA ao longo de quase uma década, a farra das horas extras no Tribunal de Justiça de Alagoas ganhou esta semana um capítulo especial com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em rejeitar recurso impetrado pela desembargadora Elisabeth Carvalho Nascimento contra decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que determinara que ela devolvesse recursos recebidos ilegalmente da Corte alagoana a título de hora extra. Trata-se de decisão que irá influenciar no julgamento de outros casos idênticos, um deles já na pauta de julgamento do Conselho Nacional de Justiça envolvendo 10 magistrados – entre desembargadores e juízes – que receberam entre 2005 e 2007 mais de R$ 176 mil em valores da época e que, corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA), somam R$ 317.830,41 até a quarta, 11. Em valores de hoje, Elisabeth Nascimento terá de devolver R$ 11.342,42 referentes aos R$ 6 mil que recebeu em dezembro de 2005 quando ocupava a vice-presidência da Corte na gestão do desembargador Estácio Luiz Gama de Lima, aposentado desde 2009 e que, como ela, foi igualmente condenado pelo CNJ a devolver horas extras recebidas indevidamente durante recesso forense.

No caso do desembargador aposentado, o valor a ser restituído é maior: eram R$ 8 mil em 2005 - R$ 2 mil recebidos no mês e julho e R$ 6 mil em dezembro - e que, atualizados pelo IPCA até o dia 11 deste mês sobem para R$ 15.202,10. A atualização, contudo, não inclui juros. A desembargadora disse que vai recorrer. Elisabeth Nascimento e Estácio Gama são o alvo do Procedimento de Controle Administrativo (PCA) 000592147.2012.2.00.0000 instaurado pelo CNJ como resultado de uma inspeção feita em 2011 na Corte alagoana e que detectou o pagamento ilegal de horas extras a desembargadores, juízes, servidores e até a estagiários no período de 2005 a 2010. Em 24 de março de 2014 o parecer da relatora do PCA Luiza Cristina Fonseca Frischeisein foi aprovado na 185ª sessão ordinária do CNJ, mas a desembargadora se insurgiu contra a decisão do colegiado e entrou com mandado de segurança junto ao Supremo Tribunal Federal no dia 28 de maio do mesmo ano. Dois dias depois obteve liminar do ministro Ricardo Lewandowski sustando os efeitos da decisão do CNJ. O mérito do Mandado de Segurança 32979 somente viria a ser analisado no dia 16 de dezembro do ano passado pelo relator, o ministro Edson Fachin, que negou seguimento do recurso acatando parecer do procurador-geral da Repú-

Caio Loureiro/Ascom-TJAL

blica, Rodrigo Janot. Exarado em janeiro de 2015, o parecer de Janot confirma o parecer da relatora e rebate as alegações de Elisabeth Nascimento de que não teria havido má-fé no recebimento dos valores a título de hora-extra. “A boa-fé, na hipótese em exame, não se sustenta, restando claramente demonstrada, de forma oposta, a má-fé no recebimento dos valores. Trata-se de benefício sem previsão legal, cujo pagamento tem fundamento em legislação obviamente inaplicável aos magistrados, por decisão da própria Administração do Tribunal de Justiça de Alagoas. Confundem-se, aí, o papel do administrador, a quem compete determinar o pagamento e o dos beneficiários da verba, Presidente e Vice-Presidente da Corte. Trata-se da alta cúpula do Poder Judiciário estadual, a quem não é permitido desconhecer a lei e a Constituição Federal”. Janot refere-se ao fato de, à época dos fatos, presidente e vice-presidente do TJ haverem ignorado tanto a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Lei Complementar nº 35/79) quanto a Emenda Constitucional 45, de 2004 que tratam da remuneração de membros do Poder Judiciário, definem as hipóteses em que cabe a percepção de benefícios como hora extra e, no caso da EC, também põe fim ao chamado recesso forense nos meses de julho e dezembro. Pela legislação, presidente e vice-presidente não teriam direito ao recebimento de hora extra pela atividade exercida em plantões judiciários – caso do recesso. E, desde 2004, o recesso de meio e final de ano já havia sido abolido por força da emenda constitucional, mas não era respeitado pelo Tribunal de Elisabeth Nascimento vai recorrer da decisão do ministro Fachin Justiça de Alagoas.


MACEIÓ, ALAGOAS - 13 A 19 DE JANEIRO DE 2017

Mais 2 desembargadores e 8 juízes podem ser condenados a ressarcir erário A primeira sessão ordinária de 2017 do Conselho Nacional de Justiça terá em sua pauta mais um caso de horas extras pagas ilegalmente a magistrados pelo Tribunal de Justiça de Alagoas. Tratase do Procedimento de Controle Administrativo (PCA) 0004156-46.2009.2.00.0000 e que, a despeito de instaurado antes do PCA envolvendo os desembargadores Elisabeth Carvalho Nascimento e Estácio Luiz Gama de Lima, teve trâmite mais demorado em razão de envolver 10 magistrados alagoanos, dois deles promovidos a desembargador após o início das investigações pelo CNJ. Neste PCA, foram analisados os pagamentos de horas extras no período de 2005 a 2008 que tiveram como beneficiários os juízes de Direito e que foram detectados a partir de inspeção feita ao TJ pela Corregedoria Nacional de Justiça em 2009 e que chamaram a atenção em face dos valores idênticos e da frequência. Três anos depois, e com base nas próprias informações do TJ, ao qual foi solicitada a relação completa de todos os pagamentos feitos, a lista de magistrados que teriam recebido de forma indevida caiu para 10. Em valores da época e limitado ao anos de 2005, 2006 e 2007, foram R$ 176.219,31 pagos em horas extras aos seguintes magistrados: Alberto Jorge Correia de Barros Lima, Alcides Gusmão da Silva (desembargador), Alexandre Lenine de Jesus Pereira, André Geida Peixoto Neto, Antônio Emanuel Dória Ferreira, Edivaldo Bandeira Rios (desembargador aposentado), Geraldo Cavalcanti Amorim, Manoel Cavalcante de Lima Neto, Ney Costa Alcântara de Oliveira e Orlando Rocha Filho. Como ordenadores da despesa, já

Gil Ferreira/Agência CNJ

CNJ também investiga pagamentos a servidores e estagiários

O

volume de pagamentos ilegais de horas extras pelo Tribunal de Justiça no período de 2005 a 2010 foi tão grande que o Conselho Nacional de Justiça optou por desmembrar os procedimentos de

investigação em quatro categorias. A análise também leva em conta as mudanças na legislação estadual no que se refere aos direitos dos serventuários da Justiça. Os processos foram divididos da seguinte forma:

a) a desembargadores, em 2005 (5921-47) b) a juízes de direito, de 2005 a 2008 (4156-46) c) a estagiários, de 2005 a 2010 (5920-62) d) a servidores, nos seguintes períodos: (4158-16.2009) d.1) jan/2005 a dez/2006, quando aplicável a Lei Estadual n.º 5.350, de 8 de junho de 1992 d.2) fev/2007 a jul/2009, quando aplicável a Lei Estadual n.º 6.797, de 8 de janeiro de 2007 d.3) ago/2009 a abr/2010, quando aplicável a Lei Estadual n.º 7.082, de 31 de julho de 2009, que alterou o artigo 33 da Lei Estadual n.º 6.797/2007 O conselheiro Rogério Nascimento é o relator do procedimento

que eram os presidentes da Corte na época, também estão incluídos no PCA e portanto passíveis de punição os desembargadores Estácio Luiz Gama de Lima (gestão de 2005 e 2006, aposentado desde 2009) e José Fernandes de Hollanda Ferreira (gestão de 2007 e aposentado em 2009). O EXTRA não conseguiu ter acesso à planilha de 2008. Tendo como relator o conselheiro Rogério Nascimento, o PCA está pronto para ser analisado pelo Pleno do CNJ desde o início do ano passado e chegou a ser colocado em maio para análise dos demais conselheiros no Plenário Virtual. Devido à complexidade do caso, acabou retornando para julgamento pelo Plenário físico e chegou a constar das três últimas sessões ordinárias do colegiado.

QUANTO RECEBEU CADA MAGISTRADO Com base no relatório de inspeção de 2009, o EXTRA fez um levantamento quanto ao que teria sido recebido de forma ilegal por cada um dos magistrados em valores da época

- Alberto Jorge:

R$ 3.000,00

- Alcides Gusmão:

R$ 18.673,20

- Alexandre Lenine:

R$ 39.500,00

- André Geida:

R$ 3.245,00

- Antônio Dória:

R$ 7.491,11

- Edivaldo Rios:

R$ 100,00

- Geraldo Cavalcanti:

R$ 41.000,00

- Manoel Cavalcanti:

R$ 30.000,00

- Ney Alcântara:

R$ 150,00

- Orlando Rocha:

R$ 33.060,00

Total na época:

R$ 176.219,31

Total corrigido (11/01/17):

R$ 317.830,41

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Piso dos professores tem reajuste de 7,64% e vai para R$ 2.298

NOVO VALOR

O AJUSTE DESTE ANO É MENOR QUE O DO ANO PASSADO, QUE FOI DE 11,36%. O VALOR REPRESENTA UM AUMENTO REAL, ACIMA DA INFLAÇÃO DE 2016, QUE FECHOU EM 6,29%.

AGÊNCIA BRASIL

O

piso salarial dos professores em 2017 terá um reajuste de 7,64%. Com isso, o menor salário a ser pago a professores da educação básica da rede pública deve passar dos atuais R$ 2.135,64 para 2.298,80. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (12) pelo Ministério da Educação (MEC). O piso salarial dos docentes é reajustado anualmente, seguindo as regras da Lei 11.738/2008, a chamada Lei do Piso, que define o mínimo a ser pago a profissionais em início de carreira, com formação de nível médio e carga horária de 40 horas semanais. O ajuste deste ano é menor que o do ano passado, que foi de 11,36%. O valor representa um aumento real, acima da inflação de 2016, que fechou em 6,29%. O novo valor começa a valer a partir deste mês. “Significa um reajuste acima da inflação, cumprindo a legislação”, disse

o ministro da Educação, Mendonça Filho. “É algo importante porque significa, na prática, a valorização do papel do professor, que é central na garantia de uma boa qualidade da educação. Não se pode ter uma educação de qualidade se não tivermos professores bem remunerados e motivados”, acrescenta. A lei vincula o aumento à variação ocorrida no valor anual mínimo por aluno definido no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Pela lei, os demais níveis da carreira não recebem necessariamente o mesmo aumento, o que é negociado em cada unidade federativa. CRISE Em um cenário de crise, o reajuste preocupa estados e municípios. Estudo divulgado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) mostra que o reajuste do piso salarial dos professores vai gerar um aumento de R$

Mendonça Filho anunciou reajuste em entrevista coletiva

5,08 bilhões nos gastos municipais. De acordo com a CNM, de 2009 a 2016 os gastos com a folha de magistério tiveram uma expansão de R$ 41,8 bilhões. O valor já cresceu 241,9%, muito acima da inflação relativa ao período e maior do que o próprio aumento das receitas do Fundeb.

O Fundeb é formado, na quase totalidade, por recursos provenientes dos impostos e transferências dos estados, Distrito Federal e municípios, vinculados à educação. Além desses recursos, ainda compõe o Fundeb, a título de complementação, uma parcela de recursos federais. Pelo menos 60% desses recursos devem ser

destinados a pagamento de pessoal. Segundo a CNM, atualmente, os municípios comprometem, em média, 78,4% dos recursos do Fundeb apenas com a folha de pagamento desses profissionais, de acordo com dados do Sistema de Informação sobre Orçamentos Públicos em Educação (Siope). Em 2015, mais de 70 Municípios já comprometiam 100% desses recursos. O ministro da Educação ressaltou que, ao final do ano passado, o governo antecipou o repasse de R$ 1,25 bilhão do Fundeb. “O pagamento foi honrado ainda dentro do exercício de 2016, o que não ocorria. O prazo para que o repasse fosse feito é até abril do ano subsequente”, disse. Ele acrescenta que, em 2017, os repasses aos estados e municípios serão mensais, “o que vai totalizar R$ 1,3 bilhão e ajudará o fôlego dos estados e municípios e suas respectivas folhas”, finalizou.


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Lei vaga facilita prisão de usuário de drogas

LOTAÇÃO DE PRESÍDIOS

ONG CITA EM DOCUMENTO OS MASSACRES OCORRIDOS NESTE MÊS EM PRESÍDIOS DO AMAZONAS, DE RORAIMA E DA PARAÍBA HANRRIKSON DE ANDRADE Do UOL, no Rio

O

número de adultos presos no Brasil aumentou 85% em dez anos, segundo dados disponibilizados pelo Ministério da Justiça e compilados na edição de 2017 do relatório global da ONG Humans Right Watch. Passou de pouco mais de 336 mil, em 2004, para 622 mil detentos, em 2014. No documento, divulgado nesta quinta-feira (12), a organização associa o crescimento da população carcerária à vigência da Lei de Drogas, que aumentou as penas para traficantes. Para os responsáveis pela pesquisa, a “linguagem vaga” do dispositivo penal acaba criando distorções. “Embora a lei tenha substituído a pena de prisão para usuários de drogas por medidas alternativas como o serviço comunitário - o que deveria ter

reduzido a população carcerária -, sua linguagem vaga possibilita que usuários sejam tratados como traficantes”, narra o texto. Dados do governo federal indicam que, em 2005, um ano antes de a lei entrar em vigor, 9% do total de presos no país estavam nessa condição por crimes associados às drogas (32.880 pessoas). Já em 2014, eram 28% (174.160 pessoas), de acordo com o Infopen (Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias). Somente entre as mulheres, o número foi estimado em 64% (cerca de 23 mil) do total da população carcerária feminina (36.495 detentas). O estudo elaborado pela Humans Right Watch está em sua 27ª edição e tem como objetivo analisar práticas de direitos humanos em mais de 90 países. Os pesquisadores utilizam dados oficiais relacionados à

defesa de direitos e violência urbana e, a cada versão do relatório, buscam compilar os dados mais recentes disponíveis. São diversas fontes de informação, como governos, ONGs e outras instituições. SUPERLOTAÇÃO E CASOS DE TORTURA De acordo com o Ministério da Justiça, até 2014, o número de detentos adultos ultrapassava a marca de 622 mil pessoas, o que representava 67% a mais do que a capacidade suportada pelo sistema carcerário no Brasil, que é de 371.884. Os dados são do Infopen. A ONG cita no documento os massacres ocorridos neste mês em presídios do Amazonas, de Roraima e da Paraíba, onde 99 detentos foram assassinados em uma guerra que envolve as facções PCC (Primeiro Coman-

do da Capital) e FDN (Família do Norte). Também menciona 22 mortes de presos que ocorreram em outubro do ano passado em Roraima, em Rondônia e no Acre. “Superlotação e falta de agentes penitenciários e técnicos tornam impossível às autoridades manter o controle nos estabelecimentos prisionais, deixando detentos vulneráveis à violência e às atividades de facções criminosas”, afirma a Humans Right Watch. De abril de 2015 a março do ano passado, equipes do MNPCT (Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura) --cujos membros são nomeados pelo governo federal-- fizeram uma vistoria em 17 presídios de seis Estados e ouviram relatos de “casos de tortura” e de “tratamento cruel, desumano ou degradante” em praticamente todas as unidades verifi-

cadas. Somente no Centro de Detenção de Sorocaba, em São Paulo, foram encontradas 50 pessoas em celas com capacidade para até nove detentos. Entre as unidades que receberam os membros do MNPCT está a Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, em Manaus, onde 56 presos foram assassinados no começo do ano. Antes da chacina, os fiscais que estiveram no presídio alertaram para a existência de rígidas “regras de conduta” entre os detentos, que eram separados por facção. Os que não pertenciam ao grupo dominante, a Família do Norte, ficavam em celas isoladas para que não fossem assassinados. Havia ainda, de acordo com o MNPCT, as “celas cativeiros”, onde ocorriam “sanções disciplinares” paralelas à legislação, incluindo-se “punições por morte”.


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Dívidas da Convenção Batista estão sendo investigadas

PF EM CAMPO INQUÉRITO DARÁ CONTA DAS NEGOCIAÇÕES DA VENDA DO COLÉGIO BATISTA COLOCADA SOB SUSPEITA POR PASTOR JOSÉ FERNANDO MARTINS josfernandomartins@gmail.com

C

omeçaram as diligências da Polícia Federal no inquérito que envolve as contas da Convenção Batista Alagoana que, hoje, possui uma dívida de R$ 22 milhões, valor que ameaça todo o patrimônio da instituição. A investigação está por conta do delegado Gustavo Gatto. Conforme o atual presidente da Convenção, pastor Givago Souza, as consequências da “má administração” das diretorias passadas não param de surpreender. “Chegou para nós indícios de corrupção da década de 80 que envolvem a venda de lotes de parte do Acampamento Batista. Parte do terreno foi dividida e comprada pelos próprios diretores da época por quantia abaixo do mercado. Terrenos que valiam Cr$ 130 mil foram vendidos por Cr$ 70 mil com a vantagem de parcelamento em quatro vezes”, contou o religioso à reportagem do EXTRA. Voltando ao presente, a Convenção Batista ainda precisa resolver as 103 ações que coleciona na Justiça. Recentemente, foi necessário mais uma penhora do Acampamento Batista para quitar o valor executado de R$ 190 mil. Entre os processos, estão os de antigos funcionários que lutam para receber os direitos trabalhistas e dívidas com a Receita, que somam R$ 14

milhões. “Estive na Polícia Federal em novembro onde vi que o inquérito 209/2015 foi enfim aberto. Me disseram que já começaram as diligências”, disse Souza. O inquérito é para investigar a antiga diretoria que teria usado de má fé, por exemplo, na venda do Colégio Batista. Uma auditoria chegou a ser realizada para apurar as contas da gestão uma vez presidida pelo pastor Alcides Martins. Conforme já publicado por este periódico, o procurador da República, Gino Sérgio Malta Lobo, expôs que a “Convenção Batista Alagoana e o Colégio Batista Alagoano realizaram negociatas com o objetivo de se desfazerem do patrimônio para não terem bens sujeitos à penhora nas ações fiscais propostas contra ele”. A questão-chave seria a venda do terreno do Colégio Batista que foi avaliado em R$ 19 milhões. Na época, a Convenção recebeu a proposta de compra por R$ 17 milhões, mas acabou vendendo por R$ 7 milhões para a Record Planejamento. No local hoje estão sendo construídas duas torres do condomínio Mansões do Alto, que totalizam 69 unidades distribuídas em nove pavimentos. O valor pago à Convenção foi de R$ 7 milhões, sendo R$ 3,5 milhões em dinheiro e mais 20 apartamentos para serem vendidos no futuro empreendimento.

Pastor Givago Souza afirma haver indícios de corrupção por parte das gestões passadas

Venda da Ibesa: negócio mal explicado Os motivos que levaram ao fechamento do Colégio Batista foram as dificuldades financeiras, principalmente com INSS, FGTS que levaram a instituição a responder várias ações judiciais e execuções fiscais. Outro impasse que tende a ser investigado é a venda da Faculdade Ibesa. “A carteira da nossa faculdade foi vendida por R$ 1,1 milhão enquanto a dívida do Ibesa era de R$ 261 mil. A pessoa que estava fazendo a corretagem da instituição foi a mesma que comprou. Após a negociação, a dívida passou para R$ 2,4 milhões sem nenhuma auditoria e nem prestação de contas. Foi trazido isso para o Conselho da época, que aceitou pagar a quantia. Hoje, es-

tamos pedindo na justiça a existência real desse débito”, contou o pastor. Em carta aberta, Souza declarou que “nossos terrenos e apartamentos foram penhorados. Nossos advogados já tomaram as medidas cabíveis junto a Justiça Federal, estando o processo em Recife para julgamento pelos desembargadores. É momento de nos unirmos, não de mais divisão e críticas. Primeiro para que clamemos sem cessar para que o dono dessa obra nos dê sabedoria e ousadia para que possamos tomar todas as providências necessárias de modo a conseguir preservar aquilo que é fruto do trabalho de tantas vidas que se dedicaram a construir essa obra”.

A reportagem entrou em contato com o antigo presidente da Convenção Batista Alagoana, pastor Alcides Martins, frequentador da Igreja Batista Betel. Questionado sobre as acusações da atual diretoria, Martins explicou que “já participou de oitivas no Ministério Público Federal (MPF), que não viu indícios de corrupção”. Ainda segundo Martins, ele não teme as investigações da Polícia Federal. “Podem quebrar meu sigilo bancário e telefônico. Não vão encontrar nada”, disse. Reafirmou também que toda negociação foi realizada de modo democrático e transparente, além da rescisão dos trabalhadores e da quitação de direitos trabalhistas.


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Alagoas não sabe quantos beneficiários do INSS serão convocados

OPERAÇÃO PENTE- FINO EM TODO O PAÍS, SERÃO CHAMADOS 530 MIL BENEFICIÁRIOS COM AUXÍLIO-DOENÇA QUE ESTÃO HÁ MAIS DE DOIS ANOS SEM PERÍCIA MARIA SALÉSIA com assessoria sallesia@hotmail.com

N

a segunda-feira, 16, o Programa de Revisão dos Benefícios por Incapacidade do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) será retomado graças à nova Medida Provisória 767 que autoriza o retorno da Operação Pente-fino. Embora todos os estados irão passar por esta avaliação, Alagoas ainda não sabe quantos beneficiários serão atingidos . Em todo o País, serão chamados 530 mil beneficiários com auxílio-doença que estão há mais de dois anos sem perícia. Segundo a assessoria de comunicação do órgão em Alagoas, como se trata de uma medida provisória, o estado ainda não conta com este número. No entanto, informou que Brasília dispõe de todas as informações. Vale ressaltar que o processo foi interrompido pelo vencimento da MP 739, de julho de 2016, e pela não votação do PL 6427/2016 pelo Congresso Nacional. O retorno do trabalho terá início com o levantamento dos dados dos segurados cujos benefícios serão revisados e reconfigurado o agendamento das perícias nas agências da Previdência Social. Segundo informações, a nova medida não trará novidades aparentes. Ela estabelece os mesmos termos e critérios tratados na MP de 2016, com destaque ao

Beneficiários convocados devem agendar atendimento para evitar as costumeiras filas das agências do INSS

Bônus Especial de Desempenho Institucional por Perícia Médica em Benefícios por Incapacidade, que será pago aos médicos peritos. O valor permanece o mesmo: R$ 60,00 por perícia realizada. O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA), Alberto Beltrame,

aponta que o pente-fino é uma ação primordial para redirecionar os recursos previdenciários para o assegurado que realmente precisa. “Essa medida contribui para melhor governança e gestão de recursos públicos, contribuindo com o esforço do governo federal para equilibrar as contas”, afirma.

OS NÚMEROS Os números em benefício do cofre público é bastante animador. Para se ter uma ideia, a pente-fino já gerou uma economia de R$ 220 milhões para o Fundo da Previdência. Até 31 de outubro de 2016, foram realizadas quase 21 mil perícias. Desse total, 16.782 (80,05%) benefícios foram cessados na data de realização do exame; 304 (1,45%) foram cessados, mas houve concessão de auxílio -acidente; 1.520 (7,25%) tiveram data remarcada para cessação; 954 (4,55%) foram encaminhados para reabilitação profissional e 1.289 (6,15%), transformados em

aposentadoria por invalidez. REVISÃO A convocação será feita por meio de carta com aviso de recebimento. Após o comunicado, o segurado terá cinco dias úteis para agendar a perícia pelo número 135. O beneficiário que não atender a convocação ou não comparecer na data agendada terá o benefício suspenso. Para reativar o auxílio, ele deverá procurar o INSS e agendar a perícia. Na data marcada para a realização da avaliação, o segurado deve levar toda a documentação médica como atestados, laudos, receitas e exames.


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Plano de saúde descumpre ordem judicial e pode ser punido

ASSEFAZ USUÁRIA DIZ QUE, MAIS UMA VEZ, VAI ENTRAR NA JUSTIÇA PARA QUE SEJA TOMADA PROVIDÊNCIA ENÉRGICA CONTRA A OPERADORA MARIA SALÉSIA sallesia@hotmail.com

O

imbróglio envolvendo planos de saúde e contratante vem de longas datas e parece que está longe de chegar ao fim. Dessa vez, a quebra de braço é entre o plano de saúde da Fundação Assistencial dos Servidores do Ministério da Fazenda Regional Alagoas (Fundação Assefaz) e a usuária Keila de Souza Oliveira que mesmo de posse de sentença judicial favorável, o plano teima em desobedecer ordem do juiz. Diante do impasse, Keila alega crime de desobediência e mais uma vez vai entrar na Justiça pedindo providências enérgicas contra a operadora de saúde. A consumidora reclama que embora em 15 de setembro de 2016 o juiz da 1ª Vara Civil da Capital (Maceió), Ivan Vasconcelos Brito Júnior, tenha proferido sentença favorável a seu pedido de liberação de exames e outros procedimentos médicos-cirúrgicos solicitados por médicos assistentes sem que seja exigido passar por auditoria, a Assefaz teima em ignorar a lei e na semana passada, quando necessitou de realizar um procedimento, o plano exigiu “a perversa auditoria médica potencializando mal a sua saúde”. Na Ação de Obrigação de Fazer nº 072525934.2014.8.02.0001 Keila

relata que ao ser diagnosticada com doença ocular (catarata) solicitou a realização do exame (Pentacam) prescrito por seu médico e indispensável para o pré-operatório da catarata foi surpreendida com a informação de que só poderia ser liberado após passar por auditoria médica-perícia, “recusando-se a custear o exame referido”. Diante da recusa, disse a paciente, ajuizou a ação pedindo ainda a confirmação de liminar e a declaração da nulidade da cláusula contratual n° 64 que estabelece a necessidade da referida auditoria médica prévia. Vale ressaltar que ao ser citada, a Assefal contestou a decisão alegando que sua “natureza jurídica é de entidade de autogestão em assistência à saúde, sem fim lucrativo restrito a um grupo fechado de associados... diferenciando assim dos demais planos de saúde existentes no mercado de consumo”. No mérito, alegou a “inexistência de ato ilícito de sua parte haja vista que a negatividade de autorização fundamentou-se na ausência de previsão do procedimento requerido no rol da ANS RN nº 319/2013”. No entanto, a paciente cita o Regulamento da Asefaz onde consta que a mesma visa “a prestação continuada de serviço de saúde entre as partes jurídicas e os particulares serão regu-

Keila Oliveira mostra decisão judicial que determina que a operadora deixe de exigir perícia

lados pelo Código de Defesa do Consumidor”. A usuária contestou ainda ao afirmar que esse veto é proibido pelos ARTS 94,97 do vigente código de ética médica e o Art. 8ºda resolução do Conselho Federal de Medicina 1.614/01. “Mas, há muitos anos e, sobretudo, após a sentença proibindo, a Assefaz continua com a brutal prática. Isto é gravíssimo e agride o estado democrático de direito”, afirmou Keila. Ela enfatizou dizendo que a Assefaz não poderá alegar que desconhece a sentença do juiz titular da 1ª Vara Civil da Capital porque em 10 de outubro de 2016 ingressou com recurso de apelação contra a sentença que determinou que

ela se abstivesse de exigir a “desumana e ilegal auditoria médica da denunciante”. Para sustentar seus argumentos, a consumidora cita o Art.536, paragráfo 3º do novo Cóodigo de Proceso Civil que criminaliza a conduta de desobediência a ordem judicial. Que diz “ No cumprimento da sentença que reconheça a exigibilidade de obrigação de fazer ou de não fazer, o juiz poderá, de ofício ou a requerimento, para efetivação da tutela específica ou obtenção de tutela pelo resultado prático equivalente, determinar as medidas necessárias à satisfação do exequente”. E mais: o parágrafo 3º deixa claro que “ o executado incidirá nas penas de litigância de má-fé quando injustificada-

mente descumpre a ordem judicial, sem prejuízo de sua responsabilização por crime de desobediência”. Levando em consideração, ainda , que o crime de desobediência está previsto no Art.330 do vigente código penal brasileiro. Keila Oliveira disse que quando a pessoa contrata o plano de saúde não pode prever qual tipo de doença poderá ser acometida, mas acredita que receberá o tratamento necessário.”Não cabe ao plano decidir qual o procedimento adequado. Ainda porque quando o paciente é submetido a auditoria médica, além de ser constrangedor por não ter uma relação de confiança, pode existir a parcialidade. O que queremos é que a decisão seja cumprida”, desabafou.


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Juiz determinou que exame seja realizado, mas plano ignora Em sua decisão, o juiz Ivan Vasconcelos Brito Júnior argumentou que “ norteado pela legislação e jurisprudência pátria consolidada, é que declaro nula a cláusula contratual que exige a submissão do paciente à Junta ou auditoria Médica - conforme previsto no Art. 64 do regulamento da ré”. E concluiu que julga procedente o pedido para confirmar os termos da decisão liminar para a autorização do exame Pentacam, indispensável para o pré-operatório da cirurgia de catarata. O juiz declarou, ainda, “nula a cláusula contratual abusiva prevista no Artigo 64, do regulamento da Assefaz, afastando a possibilidade de submeter a autora a uma Junta ou Auditoria Médica previamente à autorização de qualquer procedimento ou exame”. Como a decisão foi ignorada, Keila disse que vai entrar na Justiça para que

sejam tomadas providências enérgicas a fim de proibir em definitivamente que a Assefaz exija auditoria médica com o objetivo de autorizar ou vetar exames e procedimentos clínico-cirúrgicos. Isso porque, disse Keila, a sentença já proibiu essa prejudicial prática. “Solicitação de médico assistente deve ser autorizado na própria recepção. Não precisa passar por médico auditor. É uma situação constrangedora e abala ainda mais a saúde do paciente”, concluiu a usuária da Assefal.

Juiz Ivan Brito determinou realização de exame para a cirurgia

VIA CRUCIS Keila Oliveira iniciou o ano em uma verdadeira via crucis. No dia 3 de janeiro desse ano, foi até a sede da Assefaz para pedir autorização do exame de ecocardiograma com doppler, que foi solicitado por seu cardiologista. No entanto, a atendente, de nome Alanna, informou que a “doutora” iria

verificar e dar o ok. Depois, iria mandar a autorização por e-mail, o que não aconteceu. Keila recebeu o documento dia 5 em mãos. Ainda no dia 5 de janeiro Keila levou solicitação de sua dermatologista para ser autorizado e a mesma pessoa (Alanna) informou que a “doutora” não estava e que precisava de autorização da mesma para poder liberar e enviar por e-mail. A autorização só chegou dia 9. Mas o problema não parou por aí. No último dia 6 ela voltou à Assefaz para autorização de uma RM com contraste. Dessa vez, a mesma assistente tirou uma foto com o celular e enviou para a “doutora”. Keila disse que esperou cerca de 30 minutos pela decisão, mas Alanna informou que mandaria por e-mail. Como o exame estava marcado para o dia 7, pela manhã, e após muita insistência, conseguiu a liberação no mesmo dia.


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Alagoas tem 27 municípios entre os 150 mais violentos do País

MAPA DA VIOLÊNCIA 2016 MURICI APRESENTA NÚMERO ASSUSTADOR; DADOS SE REFEREM APENAS A HOMICÍDIOS POR ARMA DE FOGO

rava como o 4º maior exportador de armas de fogo. “De 1980 até 2014 morreram no Brasil 967.851 vítimas de disparo de arma de fogo. Se esse número já é assustador, ainda mais impactante é verificar que 830.420 dessas mortes, isto é, 85,8% do total, foram resultantes de agressão com intenção de matar: foram homicídios”.

DA REDAÇÃO

A

lagoas fechou o ano de 2016 como o estado onde mais se mata por arma de fogo no País. O Mapa da Violência, elaborado pela Flacso Brasil (Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais) e organizado pelo professor Julio Jacobo Waiselfiz, aponta que 27 dos 102 municípios alagoanos estão entre os 150 mais violentos do Brasil, ou seja, 26,5%. O destaque, negativo, fica com Murici, que ocupa o 2º lugar no ranking nacional. Maceió, por sua vez, está na 21ª colocação. Mas se tratando de capital, em 2004 estava no 4º lugar e agora pula para o 2º. O levantamento, que utiliza dados de 2014 como ano de referência, aponta uma taxa de 56,1 vítimas por 100 mil habitantes no estado. Embora os dados se refiram somente a HAF (Homicídios por Arma de Fogo), pessoas do sexo masculino, jovens com idades entre 15 a 29 anos e da cor preta ou parda lideram o número de mortos no País e por aqui não é diferente. De acordo com o Mapa, a cada 13 vítimas de homicídio em Alagoas, 12 são negras. As tabelas apresentadas no estudo mostram comparativos das taxas de HAF dos anos 2000 e 2014, onde as oito UFs (Unidades Federativas), que na virada de século ocupavam os primeiros lugares no Mapa da Violência por armas de fogo, evidenciam quedas em 2014. Em alguns casos bem significativos, como o Rio de Janeiro, que ocupava o primeiro lugar em

Campanha pelo desarmamento

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2000 e passou para o 15º. Já em relação a homicídios por armas de fogo nas capitais os índices ainda são bastantes elevados. De acordo com o estudo, “se a taxa nacional de HAF foi, em 2014, de 21,2 por 100 mil, a das capitais foi de 30,3”. O estudo avaliou ainda a quantidade de homicídios nos municípios alagoanos. Murici conseguiu ficar entre os dois do país que ultrapassam a marca dos 100 homicídios por armas de fogo a cada 100 mil habitantes. Ficando atrás apenas de Mata de São João

(102,9), na Bahia. O número foi considerado pela pesquisa como equivalente a de zonas de guerra. Vale ressaltar que para o cálculo foram consideradas as cidades com mais de 10 mil habitantes, onde aconteceram 98% dos assassinatos por arma no País, no período de 2012 a 2014. Segundo Jacobo Waiselfisz, houve uma interiorização dos crimes no Brasil, antes concentrados em grandes capitais. “Surgiram polos industriais, que são atrativos de população e de violência”, disse o sociólogo. Ele argu-

mentou que a “pandemia de violência” não foi acompanhada por incremento no aparato de segurança desses locais. Os dados são alarmantes e o comparativo não poderia ser diferente. De acordo com o levantamento, as armas de fogo mataram 123 pessoas por dia em 2014. Mais do que no Massacre do Carandiru, quando 111 presos foram mortos em São Paulo, em 1992. Importante destacar que em 2014, base de dados do levantamento, o Brasil figu-

Secretaria de Segurança Pública (SSP) de Alagoas tem feito um trabalho para tirar armas de fogo de circulação e, com isso, reduzir os homicídios. O ônibus da Campanha de Entrega Voluntária de Armas de Fogo da Secretaria de Estado de Prevenção à Violência (Seprev) recebe armas de fogo, munições e acessórios. A unidade móvel fica sempre estacionada em praças ou locais de bastante movimento para facilitar a entrega. De acordo informações da Agência Alagoas, a entrega pode ocorrer de forma anônima e a bonificação varia a depender do tipo de arma.


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Férias de Cristiano Matheus causam polêmica nas redes sociais

APÓS SUMIÇO DE R$ 102 MILHÕES EX-PREFEITO DE MARECHAL DEODORO APARECE EM IATE LUXUOSO EM ANGRA DOS REIS, NO RIO DE JANEIRO

JOSÉ FERNANDO MARTINS josefernandomartins@gmail.com

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pós o término de mandato precoce e forçado pela Justiça Federal, o agora ex-prefeito de Marechal Deodoro, Cristiano Matheus, goza férias Brasil afora. Nesta semana, fotos do político junto à esposa Mayanne Souza causaram “frisson” nas redes sociais. Acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de desviar R$ 102 milhões dos cofres públicos, a movimentação de Matheus tem sido sondada, não só pela justiça, mas também pelos eleitores e internautas mais críticos. Nas fotos compartilhadas por Mayanne no Instagram, o casal aparece curtindo Angra dos Reis (RJ) com direito a iate e viagem de jatinho particular. Não demorou muito para as fotos serem espalhadas pelas redes sociais com acusações de que as férias do ex-prefeito foram quitadas, na verdade, com o erário do povo deodorense. Com a legenda “dias maravilhosos ao lado do meu maridinho amado”, Mayanne e Matheus posam, em uma das fotos, a bordo do iate em meio à natureza beira mar angrense. Em postagem em sua fanpage no Facebook, publicada no dia 10, Mayanne, que não se sabe se já casou ou ainda é noiva do ex-prefeito, escreveu: “Deus tem piedade e misericórdia dos calunia...’dores’, difama...’dores’ e injuria...’dores’”. Matheus também escolheu o Facebook para publicar um esclarecimento, como o mesmo diz, ao povo de Alagoas. “Novamente sou vítima de calúnias e acusações. Para os poderosos que compram a tudo e a todos, é difícil entender que uma pessoa de origem humilde conseguiu fazer um bom trabalho


MACEIÓ, ALAGOAS - 13 A 19 DE JANEIRO DE 2017

sempre vai vencer”, finalizou.

Afastamento pela Justiça Federal

na prefeitura de Marechal Deodoro. Para esses, é difícil reconhecer que o batalhador de Pão de Açúcar conseguiu transformar a realidade de Marechal Deodoro. A cidade cresceu como nunca antes havia conseguido”, destacou. Ele continuou ainda informando que “as fotos com minha esposa são da viagem que fiz com meu amigo Wilder Morais, um dos maiores empresários do país. Eu o convidei para conhecer o nosso réveillon e ele veio aproveitar as belezas de nos-

so estado. Após o réveillon, Wilder me convidou para conhecer um de seus principais empreendimentos: o Hotel Nacional, um dos mais tradicionais do Rio de Janeiro. Saímos de Maceió em seu jatinho particular. De lá, fomos para Angra dos Reis e depois para a fazenda de Wilder, em Goiás”. Ele conta ainda que Wilder Morais é um dos maiores empresários do país e também é senador pelo estado de Goiás. “Nos conhecemos quando exerci meu manda-

to de deputado federal por Alagoas. Eu sempre o convido para vir a Alagoas e ele sempre me convida para ir ao seu estado. Repito: sempre respeitei os recursos públicos e enquanto fui prefeito trabalhei pelo povo. Os boatos que espalham não me atingem. Mostram apenas que essas pessoas continuam a perseguir aqueles que conseguiram superar as dificuldades impostas pela vida. Não adianta me caluniar. O povo sabe o que fiz por Marechal Deodoro. A verdade

Vale recordar que o político foi afastado em setembro do ano passado do cargo de prefeito de Marechal, que exerceu durante quase oito anos. Uma decisão da juíza federal Isabele Carvalho de Oliveira determinou ainda o afastamento de mais 21 acusados de integrar o mesmo esquema de corrupção, que envolveria vereadores e secretários municipais. Conforme o Núcleo de Combate a Corrupção do MPF, as investigações contra Matheus já ocorriam há dois anos quando houve a identificação de malversação de recursos públicos federais para investimentos na área de educação que deveriam ser destinados na manutenção e oferta de transporte público escolar. A acusação é que a Prefei-

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tura de Marechal utilizaria funcionários e equipamentos da própria prefeitura, mas que teriam sido alugados por empresas contratas pela gestão municipal. Sendo assim, o município pagava duas vezes pelo serviço. Além disso, Cristiano Matheus teria intimidado testemunhas para obstruir a investigação em curso. “Com o afastamento temporário do prefeito, é medida que se impõe sob pena de ter um prejuízo sensível à instrução processual. A necessidade da medida ora requerida evidencia-se, não só pela quantidade e gravidade dos atos ímprobos cometidos, mas, sobretudo pelo propósito já manifestado de dificultar a produção de provas desses mesmos atos. Há indicativos seguros de que o atual gestor cooptou vereadores, sonegou documentos e intimidou possíveis testemunhas”, afirmaram os procuradores.


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DIREITO DE RESPOSTA

Ex-prefeito de Palmeira dos Índios James Ribeiro rebate acusações de Júlio Cezar ASSESSORIA

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entiras, inverdades e falsas acusações. São essas as palavras que estão pautando os primeiros treze dias da gestão do novo prefeito do município de Palmeira dos Índios, Júlio Cezar. Com acusações infundadas, o atual gestor vem, a qualquer custo, tentando denegrir a imagem e a gestão de seu antecessor, James Ribeiro, acusando-o de uma dívida de cerca de R$ 32 milhões e um município à beira de decretar calamidade pública. Segundo ressalta James Ribeiro, as acusações causam surpresa visto que, “nunca na história recente de Palmeira dos Índios, um prefeito recebeu as contas em condições tão positivas, como ocorreu nesse ano”. Não diferente dos demais municípios brasileiros, que também tiveram suas contas prejudicadas em decorrência da crise financeira nacional, a cidade enfrenta problemas, no entanto, do ponto de vista fiscal e legal, as contas foram foram deixadas equilibradas, inclusive saldos positivos. “Todo município tem problemas! Quando assumi a prefeitura também encontrei débitos, mas isso não me impediu de trabalhar e honrar compromissos. Não perdi tempo caçando culpados. Nunca na história recente de Palmeira um prefeito recebeu as contas da Prefeitura nas condições que entreguei para Júlio Cezar. No ponto de vista fiscal, as contas estão equilibradas”, afirmou James Ribeiro. Conforme explicou o ex-ges-

tor, grande parte das dívidas ainda existentes são débitos que se arrastam há quase 30 anos, como é o caso do FGTS, onde, ao contrário do que alega Júlio Cezar, não existe dívida contabilizada. O que há é uma ação, ainda em aberto na justiça, em que são contestados esses recursos por diferenças não pagas pela prefeitura na década de 1990. Consequentemente, não se trata de um débito deixado pela gestão de James Ribeiro, pois se não há decisão judicial, não há nenhuma cobrança ou valor para ser pago. Entre as inverdades lançadas à população por Júlio Cezar, outro ponto esclarecido pelo ex-prefeito diz respeito à dívida com a Eletrobras. Palmeira, ainda na gestão anterior a de James, obteve uma liminar na justiça para não pagar essa dívida, que já se acumulava em cerca de R$ 5 milhões. A mesma foi contraída pelo ex-prefeito Albérico Cordeiro, mas a negociação e o acordo para o pagamento das parcelas foi assinado pelo gestor, já que o nome do Município já se encontrava no CADIN/ CAUC, o que impediria o recebimento de recursos dos governos federal e estadual. As parcelas do acordo foram pagas, até os últimos meses, com a arrecadação da Cosip (contribuição de iluminação pública), que também custeia os pagamentos das contas atuais mensais de energia. No entanto, obviamente, as arrecadações oscilam com o passar dos meses. Quando a inadimplência aumenta, a arrecadação diminui. E foi o que ocorreu nos últimos meses, por

James Ribeiro qualifica como inverdades declarações de Júlio Cezar sobre situação de Palmeira

conta da crise em nosso país, que deverá perdurar nos próximos meses também. “É muito fácil se valer de um mandato em que o gestor se preocupa mais em proclamar mentiras do que trabalhar para colocar Palmeira pra frente. Não posso ser acusado de má gestão, pois tirei Palmeira da lama e deixei, no dia 30 de dezembro de 2016, saldos positivos em conta. Está tudo documentado. Somando todas as contas do Município, havia mais de R$ 6 milhões em caixa. E sem contar que, ainda este ano, como herança do meu governo, a nova gestão receberá mais R$ 80 milhões referentes aos precatórios do Fundef”, enfatizou o ex-prefeito. A saúde também tem sido um dos pontos abordados por Júlio Cezar. A Unidade de Pronto Atendimento (UPA), que segundo as acusações do

novo prefeito, possui um dívida de mais de R$ 3 milhões, continua funcionando em pleno vapor, inclusive sendo eleita, pelo segundo ano consecutivo, como uma das melhores empresas para se trabalhar em Alagoas, o que contraria a afirmação de que há médicos sem receber salários há sete meses. Segundo documentação, só o saldo positivo deixado nas contas existentes da Secretaria Municipal de Saúde, no período de transição dos mandatos, soma mais de R$ 3 milhões. “Nunca deixei de honrar meus compromissos, principalmente com a saúde. Área essa que, em minha gestão, sempre recebeu repasses em dia, além de convênios e vários equipamentos essenciais para o funcionamento em todos esses anos. Deixei o repasse do mês de dezembro na conta da Secretaria de Saúde, mais de

R$ 1,8 milhão, que não foi pago na data prevista por questões burocráticas bancárias, mas o dinheiro permaneceu na conta. Pagamos todos os salários em dia e mais 23 folhas de gestões anteriores. E mais, negociamos mais de 600 processos na justiça do trabalho. Em oito anos de mandato, paguei o equivalente a 10 anos de salários”, disse o ex-prefeito. James Ribeiro encerrou reforçando que a seriedade, honestidade e ações realizadas por sua gestão não serão ofuscadas ou apagadas por acusações errôneas e mentirosas, das quais não se há provas. Em um recado à população de Palmeira dos Índios, o ex-prefeito agradeceu o apoio recebido e diz aos cidadãos para não se deixarem levar acusações infundadas que tentam manchar o trabalho realizado nos últimos oito anos.


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Para refletir:

Uma verdade histórica: quanto mais pesada é a mão do governo na regulação de uma atividade econômica, mais burocrática, cara e ineficiente ela tende a ser” (Ministro dos Transportes - Mauricio Quintella)

As agruras de um prefeito Brasília- Tenho dito insistentemente que tenho um pé atrás com essa história de “herança maldita” dita e repetida por inúmeros prefeitos ao assumir o cargo, tentando jogar nas costas do seu antecessor a culpa de sua incapacidade gerencial ou mesmo sua burrice para administrar. A maioria sabia, sim, da situação que iria encontrar o município. Os senhores prefeitos e senhoras prefeitas precisam mesmo é colocar suas equipes para trabalhar, cumprir suas promessas de campanha e administrar com seriedade. Não estou mandando esquecer o passado, muito pelo contrário. Auditem as contas, aponte os erros e vícios da administração anterior e denunciem formalmente aos órgãos competentes, mas desçam do palanque, pois a campanha acabou. Como em toda regra tem exceção há realmente casos em que alguns dos atuais prefeitos receberam uma “bomba” de efeito devastador que ameaça qualquer indicativo de gestão responsável e eficiente. Será preciso muito esforço, imaginação e poder de negociação para superar a situação catastrófica deixada irresponsavelmente como um presente pela conquista do mandato. Um desses casos emblemáticos está no município de Palmeira dos Índios, onde o prefeito Júlio Cezar a cada dia se surpreende com um fato novo, um rombo a mais, uma conta para pagar. Segundo sua assessoria, a situação financeira na cidade de Palmeira beira o caos. O INSS fez um bloqueio na última terça-feira (10), equivalente a R$ 700 mil, na parcela do FPM da Prefeitura, empurrando o município para o abismo. O prefeito Júlio Cezar terá agora que cortar no osso e reduzir despesas para garantir os compromissos. O valor do FPM era de R$ 1.171.350,00. O valor do débito deixado pela gestão anterior chega à casa dos R$ 700.000,00. Com os descontos normais, a nova gestão terá que se virar para pagar as contas, porque o que restou foi pouco mais de R$174.000,00. Somam-se a este outros débitos astronômicos que levam o município literalmente a uma situação de calamidade pública e de difícil solução. Resta ao prefeito palmeirense uma luta árdua, que não pode ser em pouco tempo solucionada por conta de uma real e cruel “herança maldita”. Lista dos débitos deixados, até o momento, pelo antecessor em Palmeira dos Índios: Eletrobras – R$ 7,2 milhões; UPA – R$ 3,6 milhões; FGTS – R$ 24 milhões; Hemodiálise – R$ 1,6 milhão; Casal – R$ 740 mil; Correios – R$ 37 mil; Palmeira Prev – R$ 3 milhões; folhas de novembro, dezembro e décimo terceiro em aberto; restos a pagar não informado; precatórios, fornecedores e alugueis de imóveis; folhas de inativos, comissionados e contratados de novembro, dezembro e o décimo terceiro em aberto; dívidas com o INSS não informado; repasse patronal também não informado. (Com informações da assessoria do prefeito Júlio Cezar).

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PEDRO OLIVEIRA pedrooliveiramcz@gmail.com

Protegendo animais

A prática de maus tratos contra animais domésticos já é crime, previsto na Lei de Crimes Ambientais, e punido com detenção de três meses a um ano mais multa. Um projeto de lei pronto para votação no Plenário do Senado pune com mais rigor os atos de violência contra cães e gatos. O texto determina uma pena de prisão de até dois anos para quem matar os animais de estimação, e de até três meses pelo abandono. Para quem promover briga entre cães, a detenção pode chegar a um ano. O relator do projeto na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, senador Álvaro Dias (PV-PR), acredita que a agressão contra animais domésticos é uma conduta grave que deve ser reprimida.

Te cuida bandido

Proposta de Emenda à Constituição que põe fim ao foro privilegiado para autoridades pode ser votada pelo Plenário do Senado ainda em fevereiro. O texto foi aprovado em novembro pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e dá fim ao foro privilegiado para crimes comuns, até para o presidente da República. Pelo projeto, as autoridades continuam a ter direito ao foro privilegiado para os crimes de responsabilidade, aqueles cometidos em decorrência do cargo público, como os casos de improbidade administrativa e descumprimento de decisões judiciais, por exemplo.

Taxistas na bronca

Antes eram os velhos e manjados táxis. Muitas vezes sujos e em estado de miséria. Mais recentemente surgiu o serviço Uber com mais comodidade para os passageiros e carros em melhor estado de conservação. Deu muita confusão com protestos dos taxistas e aplausos dos usuários. O serviço funciona razoavelmente bem na maioria das capitais. Como a coisa deu resultado satisfatório e no país tudo se copia, apareceram dois novos serviços com as mesmas características do Uber: o Taxi 99 e agora está se implantando o Yet Go que está cadastrando condutores em Maceió. Com certeza vem mais confusão por aí por parte dos taxistas que estão vendo a ameaça de perderem volumoso espaço na fatia de mercado. Em parte têm razão. Pagam impostos e taxas caras enquanto o novo sistema de transporte não arca com nada disso. A informação é que o Yet Go vai também cadastrar motos para a prestação dos serviços. Vem confusão por aí.

Um super poder

O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a decisão liminar que suspende o aumento da tarifa de integração do sistema de transporte metropolitano, incluindo integração ônibus + metrô/CPTM, bilhete único 24 horas e bilhete único mensal. O reajuste foi aplicado no último domingo. Segundo o desembargador Paulo Dimas de Bellis Mascaretti “no caso presente, a decisão questionada entendeu que a redução do desconto que beneficiava significativa parcela dos usuários do transporte público metropolitano, em especial aqueles que utilizam o sistema integrado, e que resultou em reajuste bem acima dos índices inflacionários, não foi devidamente justificada”. A decisão é cômica se não fosse desastrosa. Quem esses desembargadores imaginam que são? Parentes de Deus? Querem usurpar a função do Poder Executivo de governar? É a velha e manjada ditadura das togas sujas.

A pauta de Rogério

Enquanto muitos prefeitos e prefeitas reclamam desde a posse da situação que pegaram o município e gastam seu tempo acusando seu antecessor, Rogério Teófilo dá o bom exemplo e tem uma pauta diferente. Sem se descuidar de uma auditoria criteriosa e levantamento dos possíveis crimes cometidos pela prefeita que o antecedeu, dá prioridade à implantação de uma política de austeridade e trabalha incansavelmente com sua equipe debruçado em projetos e ações que certamente irão contribuir para melhorar a vida do arapiraquense. Político e administrador experiente tem tudo para realizar uma grande administração.

A marca do novo xerife

O Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) do Ministério Público Estadual de Alagoas deflagrou esta semana sua primeira operação do ano com o objetivo de investigar uma suposta organização criminosa que teria desviado recursos públicos da Prefeitura de Santana do Ipanema. A fraude seria comandada pelo ex-prefeito José Mário da Silva e contava com a participação de outros servidores públicos e empresários. Eles teriam cometido crime de peculato durante a contratação de serviços de som e iluminação para festas promovidas pelo Poder Executivo entre os anos de 2014 e 2016. A operação é resultado do Procedimento Investigatório Criminal, instaurado na semana passada pelo procurador-geral de Justiça, Alfredo Gaspar de Mendonça Neto. É a marca do novo chefe do Ministério Público, já conhecida e aplaudida. Prefeitos corruptos cuidado. O xerife não brinca!


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CLÁUDIO VIEIRA

Mirem-se no exemplo do português

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primeira semana de 2017 consumimo-la prazerosamente, Ângela e eu, na Barra de São Miguel, hóspedes dos amigos D. Orlandina e Carlos Fortes Melro. A sextafeira, 6, foi coroada com a presença do casal Myrza e Milton Hênio Gouveia.

A esperança mesmo está em que surjam novos políticos realmente limpos, e que nós os eleitores os guindemos aos postos maiores e aos menores da nossa República, expurgando os maus. A conversa amena, circunstancial e brevemente esbordou para a política, mais especificamente na esperança de que o atual governo federal faça um 2017 mais auspicioso, cansados que estamos todas das várias facetas da

crise brasileira: a moral, a ética, a política e a econômica. Foi excelente ouvir a ponderada e sábia voz do Milton Hênio, amigo das antigas, para usar a sua própria expressão. Retornando ao dia a dia, mais uma vez converso com o Êpa (lembram-se dele?). Faço-lhe um resumo dos agradáveis “papos” daquela primeira semana de assepsia da mente cansada, agora tonificada pelo descanso em frente àquele mar de azul multifacetado. Meu amigo, porém, parece não ter se desligado da política, mesmo durante as festas do final de ano, começando o novo ano já incrédulo com os políticos. Adverte-me ele para não esperar muito da política em 2017, embora acredite que as coisas irão paulatinamente melhorar na economia, mais pela vigilância da Nação e pela necessidade de sobrevivência do governo do que pela

Açúcar voltará a brilhar em 2017

seriedade dos governantes. - Êpa, rapaz! – diz-me ele continuando a explanação com a sua preferia interjeição. – Como se pode esperar alterações morais e éticas nesse pessoal que aí está? E sem isso, sem essa mudança, qualquer refrigério atual ou em futuro muito próximo será superficial e transitório, com o risco de aprofundamento da crise logo depois. – Você está mesmo muito pessimista ¬ interrompo-o. – Eu? Pessimista? Êpa, amigo, eu sou realista, isso sim! Veja: 2017 já afogueia os políticos, o que por si prejudicará o País, pois eles deveriam estar centrados no seu trabalho, ou seja, representando o povo que os elegeu. Mas não! Alvoroçam-se em politicagens, inclusive maquinando traições,

o eterno jogo de interesses dominando a moral dúbia desses personagens. E quem serão os candidatos? Não vá muito longe, fique aqui por nossas plagas. Serão os mesmos das falcatruas, dos inquéritos da Lava Jato. E pior, com a possibilidade de serem reeleitos, mestres que são da enganação. Meu caro, aceite de uma vez: somos faltos de líderes, líderes verdadeiros, homens sérios e bem intencionados. Os nossos atuais? Ora...! A esperança mesmo está em que surjam novos políticos realmente limpos, e que nós os eleitores os guindemos aos postos maiores e aos menores da nossa República, expurgando os maus. Miremos no exemplo do português, o recém falecido Mário Soares! Êpa tem toda a razão!

M. A. CALHEIROS

Economista

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Brasil teve exportações recordes de açúcar no ano passado. Neste ano, o cenário deverá ser ainda melhor para o país. As vendas externas de 2016 somaram 28,9 milhões de toneladas, 20% mais do que em igual

O Brasil colocou açúcar em 117 países no ano passado, mas apenas cinco deles ficaram com 36% do produto brasileiro. período anterior. Em 2013, o país havia exportado 27,2 milhões de toneladas. Para este ano, o volume a ser comercializado externamente deverá ficar próximo do de 2016, mas as receitas vão fazer a diferença. O volume exportado do ano passado rendeu US$ 10,4 bilhões, 36% mais do que em igual período anterior. Neste ano, as recei-

Advogado e escritor, membro da Academia Maceioense de Letras

tas serão maiores, uma vez que as negociações estão sendo feitas em patamares maiores. Os preços do açúcar tiveram intensa elevação no mercado de Nova York no ano passado, mas as

usinas já tinham vendido boa parte da safra. Em média, as negociações ocorreram de 14 a 15 centavos de dólar por libra-peso. Neste ano, as negociações serão feitas em patamares melhores. Com isso, a expectativa é de mais receitas com as exportações. O cenário será bom para o Brasil enquanto durar o desequilíbrio entre oferta e demandas mundiais. O Brasil colocou açúcar em 117 países no ano passado, mas apenas cinco deles ficaram com 36% do produto brasileiro. A China cedeu a liderança nas compras para a Índia, que importou 2,44 milhões de toneladas de açúcar do Brasil. Já as compras chinesas ficaram em 2,40 milhões de toneladas.Os outros três países que compõem a lista dos cinco maiores são Argélia (2,1 milhões), Bangladesh (1,9 milhão) e Emirados Árabes Unidos (1,7 milhão). As exportações de álcool recuaram para 1,8 bilhão de litros no

ano passado, 4% menos do que em 2015. Esse volume está distante dos 3 bilhões de litros de 2012. As receitas com as exportações de 2016 subiram para US$ 896 milhões, 2% mais. Os Estados Unidos permanecem como principal comprador do etanol brasileiro. Em 2015, o Brasil exportou 915,4 milhões de litros aos EUA, o equivalente a 49,2% do volume exportado naquele ano. Em 2016, foram 786,7 milhões de litros, 43,9% das exportações brasileiras do produto. Os produtos agropecuários caíram 1,16% no mês passado no atacado, conforme o Índice Geral de Preços (IGP-DI), da FGV. Com isso, o acumulado em 12 meses ficou em 9,91%. As maiores pressões dos agrícolas no mês passado vieram de cana-de-açúcar e ovos. Já os maiores alívios na taxa de inflação no atacado vieram de milho, leite, batata, café e farelo de soja.


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O sistema carcerário brasileiro

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rovavelmente é um dos piores do mundo. Claro que uma penitenciária não pode ser um hotel 5 estrelas, muito menos um espaço de lazer ou um local onde seus ocupantes tenham um tempo, inicialmente, determinado para se utilizar dele. É óbvio, também, que em um local como esse você entra e não sabe quando vai sair, se é que terá essa chance um dia. É do conhecimento de todos que nesse ambiente não tem

Cinco novos presídios já não comportam o excesso de presos de hoje, imaginem ao final de suas construções, provavelmente daqui a três ou quatro anos. Os especialistas garantem que novos presídios não é a solução. santo, mesmo que alguns que lá estejam sejam vítimas de um destino inesperado. Mais uma vez o Brasil foi surpreendido por algumas rebeliões de presos logo na passagem de um Ano Novo. Os estados do Amazonas e Roraima foram destaques negativos de uma tragédia anunciada, quando as autoridades teriam sido avisadas e permitiram que esses fatos ocorressem. Uma semana antes

de findar 2016, as autoridades já desconfiavam de uma possível rebelião, mas não fizeram nada. Ou melhor: fizeram um acordo para o bacanal do Ano Novo. Permitiram, inclusive, na passagem do ano, familiares, bebidas, comida, som, cigarro, drogas, por fim, que tudo estava permitido para a noite do dia 31 de dezembro, inclusive com os familiares dos presos dormindo na penitenciária de Manaus. Desconfiavam até que armamentos teriam sido levados para o presídio de Manaus uma semana antes, e não fizeram nada. Nem uma revista mais rigorosa por quem de direito, independente de uma empresa contratada para essa finalidade ou dos próprios órgãos de repressão dos estados. Depois da tragédia restou o jogo do empurra-empurra. O governador do Amazonas coloca a responsabilidade na empresa contratada a peso de ouro para o serviço de segurança na penitenciária, ao custo de 4 mil e 100 reais por preso, e a empresa se defende dizendo que alertou as autoridades para uma possível rebelião no final do ano, mas tudo ficou por isso mesmo. Ninguém agiu e 60 pessoas foram mortas, independente de serem presos julgados ou não, segundo dizem, vítimas do PCC do Norte, braço do Co-

A corrente do bem

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ão anos e anos de luta contra a corrupção e o uso indevido do dinheiro público! Não diria a vocês que não vejo uma luz no fim do túnel! Aqui e acolá a esperança se aloja no meu cérebro. Eles vão melhorar, diz uma voz bem suave. E, de repente, mais que de repente, acontece nova recaída e a desesperança se aloja no meu velho ser. A justiça dos homens não resolve os casos escabrosos ocorridos na Assembleia Legislativa de Alagoas. O mais

A mais recente arte do atual primeiro-secretário: pagou o décimo terceiro salário dos inativos no último dia útil do ano, feriado bancário. Quando as vítimas iam ao caixa eletrônico, o salário estava cortado. sério é o parlamento alagoano pagar salário dobrado a 800 comissionados. E ninguém diz nada! Eles criaram mais 150 cargos comissionados, os preencheram na calada da noite. Agora são 950. E ninguém diz nada! Os “taturanas” desviaram 300 mi-

lhões de reais dos cofres da nossa Assembleia. Lá se vão sete anos e ninguém foi preso ou devolveu o dinheiro público sumido. De vez em quando acontecem audiências, pessoas se expõem contando fatos conhecidos por toda a sociedade, mas nenhum deles é punido. Vi um assessor ligando para seu patrão, réu, na sala de espera da audiência, dizendo risonhamente quem estava lá para depor. Parecia peça de teatro! A Mesa atual já cometeu graves delitos e soube, através de amigos, que deve ser reconduzida totalmente. Quando penso nos que pretendem voltar, choro de tristeza. São piores, muito piores, do que os atuais! Desconto do imposto de renda em duplicidade foi um fato acontecido em 2015. Quando os servidores reclamavam, vinha a resposta: “Foi um erro da Elógika (firma encarregada pela informatização da folha de pagamento), vamos devolver”. E o dinheiro nunca voltou para ninguém. Ficou nos cofres da Mesa Diretora. A mais recente arte do atual primeiro-secretário: pagou o décimo terceiro salário dos inativos no último dia útil do ano, feriado bancário. Quando as vítimas iam ao caixa eletrônico, o salário

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JORGE MORAES Jornalista

mando Vermelho. Todos são culpados. O que se deduz é que, com o nosso sistema carcerário superlotado em três vezes na sua capacidade de receber presos, cada estado brasileiro tem uma bomba de alta potência e capacidade de destruição. Convivemos com esse perigo em toda a sua plenitude e as autoridades não se dão conta disso ou acham que tudo isso é normal e, como ocorreu em Manaus e Boa Vista, nada vai acontecer. Levantamento feito pelo Ministério da Justiça comprova isso e o governo federal acha que liberar recursos para a construção de cinco presídios - um para cada região do País - será o suficiente. Cinco novos presídios já não comportam o excesso de presos de hoje, imaginem ao final de suas construções, provavelmente daqui a três ou quatro anos. Os especialistas garantem que novos presídios não é a solução. E qual é, então, a solução? No passado se dizia que através da educação seria um bom caminho a se percorrer para a diminuição no número de presos. Hoje, com o desemprego crescendo - 12 milhões de brasileiros não fazem nada, são quase pedintes pelas ruas

-, isso sem contar aquelas pessoas que dependem do Bolsa Família, vivem do comércio informal ou ganham um salário mínimo, como garantir educação para todos? Agora, os analistas consideram tarde demais para resolver um problema tão sério só com a educação. É possível que um caminho seja a recuperação dos presos, durante cumprimento de suas penas. Oferecer cursos profissionalizantes para aqueles que cumprem penas brandas, deixando os presídios de segurança máxima para os incorrigíveis. A questão é: ao sair preparados dos presídios após o cumprimento de suas penas, encontrarão empregos aqui fora? Eis a questão. A população cobra a participação das polícias nas ruas. Exige que os bandidos, ladrões e assaltantes sejam presos. As delegacias e penitenciárias já estão com excesso de presos, várias vezes a sua capacidade, com um crescimento de 575% nos últimos dez anos. Fazer o quê para resolver essas duas questões, dos presos e das prisões? Sinceramente não vejo saída e salve-se quem puder ou que ainda tem tempo.

ALARI ROMA- TORRES Aposentada da Assembleia Legislativa

estava cortado. Tudo fechado na ALE/ AL, mas alguns diretores respondiam às presidentes das entidades da classe: “Foi erro da Elógika, mas vai ser devolvido”. Não consigo entender até onde vai a maldade dos homens que dirigem o Legislativo alagoano. Receberam uma suplementação de 8 milhões de reais, jogaram os aposentados no Alagoas Previdência sem a mínima estrutura e segurança, e ainda, soubemos pelos corredores da ALE que cada deputado recebeu 68 mil reais de agrado no fim do ano. Se é verdade, não sei, mas tenho certeza de que os velhinhos do Legislativo entraram em 2017 com o décimo terceiro cortado, apesar de terem ganho na Justiça o direito de recebê-lo integralmente. Já denunciamos a várias autoridades tudo que se passa na Assembleia; escrevemos na imprensa, na internet. E não vemos solução. Nossos apelos não são atendidos. Eles, os dirigentes, continuam inventando maneiras de prejudicar ativos e inativos.

O mecanismo é conhecido por todo mundo. Diminuir a folha de pagamento é aumentar o bolo e em consequência, as fatias de benesses. Resolvemos, então, fazer uma corrente do bem. Convidamos os alagoanos que nos leem: adiram à nossa luta; basta rezar um Pai Nosso e uma Ave Maria por vários dias, pedindo a Deus que ilumine os componentes da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Alagoas para cumprirem as leis, não perseguirem os inativos, não desviarem dinheiro público. Ainda vamos distribuir pelas ruas os folhetos da nossa corrente do bem. É nossa última tentativa: clamar pela Justiça de Deus, já que a dos homens não consegue corrigir os deputados escolhidos por seus pares para dirigirem os destinos de um dos Poderes do Estado. Que o Pai Eterno tenha pena dos pobres servidores ativos e inativos da Casa de Tavares Bastos! Os comissionados têm privilégios de salários dobrados.


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MACEIÓ, ALAGOAS - 13 A 19 DE JANEIRO DE 2017


MACEIÓ, ALAGOAS - 13 A 19 DE JANEIRO DE 2017

REPÓRTER ECONÔMICO

Cuidado com o cartão

O governo vem anunciando a redução dos juros nas compras feitas com cartão de crédito parcelado, mais especificamente no caso de amortização (pagar o mínimo) e ir rolando a dívida. Não pense que isso é alguma vantagem. Continua o prejuízo, já que são juros sobre juros, não necessariamente com taxas elevadíssimas como as atuais, mas qualquer percentual acima da inflação é prejudicial ao orçamento doméstico, podendo levar qualquer devedor ao fundo do poço. A dica da coluna continua sendo a compra à vista, ou comprar pelo cartão mas pagando o valor total da fatura. Se parcelar, pode ter certeza de que terá prejuizo. Pesquise muito antes de se decidir pela compra, já que a concorrência é muito acirrada e existem muitas promoções de mercadorias. Visite todos os pontos de vendas e converse com o vendedor, pechinchando, pedindo descontos. Lembre sempre que o País se encontra em plena recessão, com a queda continuada da produção e o aumento do desemprego.

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JAIR PIMENTEL jornalista.jairpimentel@gmail.com

Despesas extras

Janeiro é o mês das despesas extras, mas que devem ser sempre lembradas pelos pais de alunos de escolas privadas, com a compra de material escolar, fardamento, matrícula, etc. Os preços são altos, mas existe a possibilidade de descontos quando se compra à vista e depois de muita pesquisa nas livrarias e papelarias. Em fevereiro é a vez do IPTU, que também pode ser pago com desconto, desde que à vista.

Feira livre

É economicamente correto quando se faz a opção de compras de hotifrutigranjeiros em feiras livres. Os preços são bem mais baratos, embora haja o incômodo do calor, da gritaria dos vendedores. Mas vale a pena já que tudo é novo. Prefira mais os produtos comprovadamente sem agrotóxicos, encontrados em feiras livres exclusivas.

Vestuário

Sempre foi vilão da inflação, mas também pode ser vantajoso quando se compra sem a preocupação da marca de grife famosa. Pode ir ao comércio central, onde existem várias lojas de moda masculina e feminina, que vendem bem mais barato do que as de shopping, que cobram mais em função do ambiente luxuoso e do alto valor pago ao condomínio. As lojas do comércio central também são refrigeradas e com vendedores atenciosos.


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Rio São Francisco é repovoado pela Codevasf com peixes nativos

BOM JESUS DOS NAVEGANTES ESPÉCIES FORAM PRODUZIDAS NO CENTRO INTEGRADO DE RECURSOS PESQUEIROS E AQUICULTURA DE ITIÚBA, SITUADO EM PORTO REAL DO COLÉGIO ASSESSORIA

A

s águas do Baixo São Francisco se encheram de vida em mais um peixamento realizado pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) no domingo (8) durante a secular Festa de Bom Jesus dos Navegantes de Penedo (AL). Percorrendo três trechos do Rio São Francisco entre as cidades de Penedo (AL) e Neópolis (SE), o peixamento inseriu espécies nativas da bacia hidrográfica que há décadas estavam desaparecidas das águas do Baixo São Francisco, a exemplo da matrinxã e da curimatã-pioa. Num segundo momento, a população pode participar do repovoamento do São Francisco soltando peixes que estavam acondicionados em sacos plásticos. O peixamento contou com a participação de famílias de moradores de Penedo e de turistas que prestigiaram a programação da Festa de Bom Jesus dos Navegantes de Penedo. Uma delas é a família de Ana Cristina e Antônio Emanuel Tavares e os filhos Marcos Antônio e Isabela. Natural de Penedo, após o casamento, eles foram morar em Aracaju, mas todos os anos retornam à cidade natal, no segundo domingo de janeiro, para prestigiar a festa, que este ano proporcionou a participação no peixamento realizado pela Codevasf. “Essa iniciativa é importante para manutenção das espécies. Meu pai foi pescador

por muitos e muitos anos e sei que há falta de peixes. Por isso, esse peixamento é importante especialmente para eles. Sem o rio e sem o peixe, o que será da população”, afirmou Ana Cristina. Outra visitante de Penedo durante a festa que também prestigiou o peixamento foi Maria José Santos de Maceió. Todos os anos, a aposentada prestigia o domingo de Bom Jesus dos Navegantes e participa do tradicional repovoamento das águas do Baixo São Francisco com espécies nativas. “Todos os anos venho à festa e participo do peixamento, que é muito importante para o sustento dos pescadores e para os moradores de Penedo”, comemorou. Para realização dos peixamentos, que integram as ações de revitalização da bacia do rio São Francisco, a Codevasf conta com o trabalho científico e tecnológico do Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Itiúba, situado em Porto Real do Colégio (AL). No centro, são produzidas as espécies nativas utilizadas no repovoamento da bacia hidrográfica, inclusive aquelas já desaparecidas no Baixo São Francisco, como a matrinxã e a curimatã-pioa. “Todos os anos a Codevasf realiza esse trabalho aqui na Festa de Bom Jesus dos Navegantes e insere em torno de 500 mil alevinos de espécies nativas, que são reproduzidas lá no Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Itiúba, onde temos uma

Peixamento durante a tradicional festa foi acompanhado por dezenas de pessoas

estrutura de 18 hectares com viveiros e laboratórios e uma equipe multidisciplinar com engenheiros de pesca, médico veterinário, biólogo, entre outros”, explicou o engenheiro de pesca da Codevasf Paulo Pantoja, chefe do Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Itiúba. Ele também destacou que o centro tecnológico e científico em aquicultura e recursos pesqueiros está, neste momento, focado no domínio da tecnologia de reprodução artificial de espécies nativas da bacia hidrográfica do Rio São Francisco já desaparecidas da região do Baixo São Francisco, a exemplo do surubim e do pirá,

sendo o último considerado peixe símbolo do rio São Francisco. “A Codevasf tem feito um esforço imenso em fazer um plantel de reprodutores para reprodução e repovoamento da bacia do São Francisco com essas espécies, como a matrinxã que ficou décadas sem ser capturada, a pacamã, curimatãpioa, o surubim e, ultimamente, estamos trabalhando com o pirá, peixe símbolo do Rio São Francisco, do qual já temos um pequeno plantel com quinze animais. Já fizemos a primeira desova do pirá e iniciaremos a produção de alevinos. Em breve, já poderemos realizar o primeiro peixamento com o peixe

símbolo do São Francisco e que está extinto no Baixo São Francisco”, revelou o engenheiro de pesca Paulo Pantoja. O peixamento na Festa de Bom Jesus dos Navegantes de Penedo integra a programação oficial do evento e foi realizado a partir de parceria entre a Codevasf com a Prefeitura Municipal de Penedo. O prefeito de Penedo, Marcius Beltrão, foi representado no evento pelo secretário municipal de Agricultura, Ricardo Araújo. Já o superintendente regional da Codevasf em Alagoas, Antônio Nélson Oliveira de Azevedo, foi representado no evento pelo chefe do centro integrado, o engenheiro de pesca Paulo


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MEIO AMBIENTE

Continente gelado

U

m dos dez maiores iceberg do mundo pode se desprender a qualquer momento da Antártida. Uma imensa rachadura na plataforma de gelo Larsen C cresceu de tal forma em dezembro que agora apenas 20 km de gelo impedem o imenso bloco de 5.000 km² (o equivalente a 500 mil campos de futebol ou à área do Distrito Federal) de se soltar. As informações são da BBC. A Larsen C é a maior plataforma de gelo no norte da Antártida. As plataformas de gelo são as porções em que a camada de gelo está sobre o oceano, e não sobre a terra.

ANNA ELÍS LAURINDO meioambiente@novoextra.com.br

Mundo animal

Peixe de batom vermelho

Nativo de Galápagos, este peixe tem uma cara estranha, praticamente plana, com um nariz longo e pontudo e uma boca que parece ter recebido uma boa quantidade de batom. Essa singularidade da natureza só é encontrada em Galápagos. É um nadador lento e prefere arrastar-se no fundo do mar usando suas nadadeiras como “mãos”.

Baleia assassina

A orca Tilikum, do SeaWorld de Orlando, nos Estados Unidos, famosa pela morte de sua treinadora em 2010 e em torno da qual girou o polêmico documentário “Blackfish”, morreu aos 36 anos na sexta-feira (6). O parque Seaworld de Orlando, no centro da Flórida, ressaltou no comunicado que Tilikum “tinha sofrido problemas de saúde muito graves”, mas a “causa oficial de sua morte não será determinada até que se complete a autópsia”. O parque já tinha informado em março de 2016 que, pelo tamanho que tinha quando foi capturado em 1983, o animal estava muit

Amazônia

Entre agosto de 2015 e julho de 2016 , a Amazônia perdeu 7.989 quilômetros quadrados (km²) de floresta, a maior taxa desde 2008, segundo levantamento do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) a partir de dados oficiais divulgados pelo governo federal no fim do ano passado. O estado que mais desmatou foi o Pará, 3.025 km² de floresta a menos; seguido de Mato Grosso, que perdeu de 1.508 km² de vegetação nativa; e Rondônia, com 1.394 km² de derrubadas. Os dados analisados pelo Ipam são do Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes).

Mundo

Cuba e os Estados Unidos assinaram um acordo na segunda-feira (9) para atuar em conjunto a fim de prevenir, conter e limpar vazamentos de petróleo e outros produtos tóxicos no Golfo do México. O pacto contra o derramamento de petróleo pede que as partes preparem planos conjuntos contra desastres, testem-os e treinem funcionários, entre outras medidas. Cuba e parceiros estrangeiros perfuraram quatro poços - que estavam vazios - de petróleo no Golfo do México em 2012. Cuba diz que pretende voltar a realizar perfurações.

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Rio rosa

Na segunda-feira (9) o Rio Pratagy, que fica na entrada do povoado Boca do Rio, no Mirante da Sereia, amanhaceu rosa. Duas equipes do Instituto do Meio Ambiiente (IMA), uma de fiscalização e outra do laboratório, foram ao local para colher amostras do liquido rosa. O resultado das análises deve sair na próxima semana.

O Refúgio Biológico Bela Vista, da Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu (Paraná), registrou a primeira reprodução em cativeiro de onças-pintadas. O nascimento dos dois bebês-onças, ocorreu apenas três meses depois da aproximação entre Valente, antigo morador do Refúgio, e a recém-chegada Nena, procedente da divisa do Mato Grosso do Sul e Goiás. O Bela Vista já é referência em reprodução de outros animais, como a harpia, o veado-bororó e a anta. O nascimento das onças confirma que esta época é um período fértil no Refúgio, onde atualmente as harpias, por exemplo, estão se reproduzindo. Seis ovos estão sendo chocados.

Poluente de vida curta

Estudo publicado na segunda-feira (9) no periódico PNAS, da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, afirma que a permanência no oceano de gases como metano e ozônio contribui para o aumento do nível do mar por um tempo muito maior do que o observado em efeitos atmosféricos. O aquecimento da atmosfera causado pela emissão de gases-estufa transmite calor para as águas e eleva a temperatura dos oceanos, o que faz a água se expandir, contribuindo para o aumento do nível do mar. Inundações, abandono de cidades litorâneas, perdas na agricultura e maior vulnerabilidade a tempestades são alguns dos acompanhantes de um aquecimento desenfreado.


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Estado incorpora projetos urbanos que apostam na mobilidade sustentável

INFRAESTRUTURA

CONSTRUÇÃO DE CICLOVIAS, CALÇADAS E CANTEIROS CENTRAIS EM VIAS E RODOVIAS GARANTEM MAIS SEGURANÇA E ACESSIBILIDADE AOS ALAGOANOS RAFAELA PIMENTEL

D

e bicicleta ou até mesmo a pé, a crescente adesão do uso de transportes não-motorizados nas cidades tem mudado o modo de pensar mobilidade sustentável nos centros urbanos. Em Alagoas, o desenvolvimento da infraestrutura viária do estado já passa por um replanejamento estratégico. Isso porque, além do tráfego e escoamento da produção, o deslocamento diário da população ganha um novo protagonismo. Sejam por meio da implantação de ciclovias, calçadas ou passeios, os projetos de mobilidade dão cada vez mais espaço e, sobretudo, segurança para a incorporação destes transportes. Lideradas pela Secretaria do Estado de Transporte e Desenvolvimento Urbano (Setrand), as novas ações já desenham um cenário de acessibilidade para os alagoanos. Na rota dos principais projetos executados pelo Governo do Estado, a duplicação AL-101 Norte, a Via Azul, garantirá uma nova perspectiva de mobilidade urbana e sustentável para a população. Além de otimizar o tráfego na região e levar mais dinamismo para quem trafega pelo Litoral Norte, a via promete trazer melhorias também para os pedestres e ciclistas com a implantação de ciclovias, calçadas e canteiros centrais. Já na parte alta da capital Maceió, a recuperação da Avenida Cachoeira do Mei-

Ruy Braga

rim segue o mesmo viés de acessibilidade. Outra iniciativa que dialoga com o uso crescente de veículos nãomotorizados é a estruturação do VLT – Veículo Leve sobre os Trilhos, que facilitaria o deslocamento dos trajetos que ligam o centro da cidade ao Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares. À frente da superintendência de Transporte e Mobilidade Urbana da Setrand, Roberta Rosas ressalta que toda a infraestrutura dos projetos é pensada para dar suporte também ao tráfego de veículos não-motorizados. Desde vias urbanas a

Roberta Rosas destaca projetos implementados pela Setrand com vistas à mobilidade urbana

rodovias, as ações da pasta tentam se adequar a realidade individual de cada núcleo urbano. “O que o Estado vem fazendo atualmente é desen-

volver projetos que, junto com a construção de novas estradas, garantam a implantação de ciclovias e passeios acessíveis, por exemplo. Mesmo nas rodovias, as

quais os manuais de trânsito não aconselham que sejam dotados de calçada, tentamos entender a necessidade de cada região, já que muitas destas estradas atravessam cidades, onde as pessoas precisam ter como transitar com segurança”, explica Roberta Rosas.


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Vencedores e vencidos Em ano tão difícil como o de 2016, as preferências do consumidor não mudaram tanto. Continuou a forte aceitação de utilitários esporte compactos: cresceram 7% em um mercado que recuou 19%. A maior surpresa aconteceu entre picapes médias. A Toro, enquadrada por carregar até uma tonelada, além de garantir liderança, foi a principal razão desse segmento ter subido nada menos de 21% sobre 2015. Compactos hatches e sedãs continuam a liderar com folga a preferência dos brasileiros. Venderam-se no ano passado 1.128.309 unidades, correspondentes a 57% do total. No entanto, os SUVs divididos por essa Coluna em quatro subsegmentos responderam juntos por 14%, um resultado anos atrás quase impensável. Para se ter ideia, todos os demais segmentos de automóveis reunidos (incluindo stations, monovolumes e crossovers) representaram 10% do total comercializado. Destaques para os Mercedes-Benz liderando as três divisões em que competiu com BMW, Audi e outros. Também impressionou a posição inabalada do Corolla e o Compass, em segundo lugar, com pouco

mais de um mês de vendas em 2016. Classificação da Coluna soma hatches e sedãs da mesma família, independentemente do nome do modelo. Sedãs com entre-eixos de significativa diferença classificam-se à parte (Grand Siena, Logan, Etios e outros). Base é o Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores). Citados apenas os modelos mais representativos e pela importância do segmento. Compilação de Paulo Garbossa, da consultoria ADK. Compacto: Onix/Prisma, 19%; HB20 hatch/sedã, 15%; Ka hatch/sedã, 9%; Gol/Voyage, 7%; Palio/Fire/Siena, 6%; Sandero, 5,6%; Fox, 3,9%; up!, 3,4%; Etios hatch, 3,3%; Uno, 3%; Etios sedã, 2,64%; Grand Siena, 2,6%; Mobi, 2,5%; Logan, 2,1%; Cobalt, 2%; Versa, 1,9%; Fiesta hatch/sedã, 1,7%; March, 1,6%; City, 1,4%; C3/DS3, 1%. Dupla Onix/Prisma consolida-se. Médio-compacto: Corolla, 39%; Civic, 13%; Cruze hatch/sedã, 9,5%; Golf/Jetta, 9%; Focus hatch/sedã, 7%; Sentra, 4%; Fluence, 3%; Corolla inabalado. Médio-grande: Mercedes Classe C,

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ALTA RODA

FERNANDO CALMON fernando@calmon.jor.br

29%; BMW Séries 3/4, 26%; Fusion, 25%. Classe C é novo líder. Grande: Mercedes Classe E/CLS, 35%; Audi A6/S6/RS6, 21,6%; BMW Série 5/6, 21,3%. Mercedes mantém posição. Topo: Mercedes Classe S, 46%; BMW Série 7, 17%; A8, 15%. Líder recua só um pouco. Esportivo: Camaro 39%; TT, 34%; WRX, 12%. Camaro segurou a ponta. Esporte: 718 Boxster/Cayman, 31%; 911, 30%; BMW Z4, 14%. Equilíbrio alemão. Station: Weekend, 65%; SpaceFox, 22%; Golf Variant, 9%. Weekend sem adversárias. SUV compacto: HR-V, 28%; Renegade, 26%; EcoSport, 14%. Liderança bem disputada.

SUV médio-compacto: ix35/Tucson, 37%; Compass, 11%; Outlander, 8%. Resultado vai mudar. SUV médio-grande: SW4, 54%; Pajero Full/Dakar, 12%; XC60, 9%. Líder sem ameaças. SUV grande: Trailblazer, 26%; BMW X5/X6, 14%; Range Rover Sport/ Vogue, 10%. Com mais folga. Monovolume pequeno: Fit, 45%; Spin, 36%; C3 Aircross, 12%. Sem surpresas. Crossover: ASX, 58%; Range Rover Evoque, 24%; Freemont/Journey, 16%. Consolidação na ponta. Picape pequena: Strada, 49%; Saveiro, 28%; Montana, 12%. Strada imbatível. Picape média: Toro, 29%; Hilux, 24%; S10, 19%. Novo líder já esperado.

RODA VIVA n APESAR de vendas de automóveis e comerciais leves e pesados no último mês do ano passado terem sido animadoras (as melhores de 2016), a quarta queda anual consecutiva trouxe frustrações. Afinal, os números foram bem inferiores ao projetado no final de 2015. Exportações conseguiram se destacar: subiram 25% em volume, porém apenas 1,6% em dólares. n PARA este ano, Anfavea fez previsões conservadoras em razão da instabilidade mais política do que econômica. A entidade, entretanto, aponta números positivos para 2017: 12%, produção; 4%, mercado interno;

tocado e novo Tiguan. Maior aposta é no Gol, com mesma arquitetura do novo Polo (estreia na Europa em março). Empresa nega, mas fontes da Coluna indicam início da produção no segundo semestre. e, 7%, vendas ao exterior. Ano de 2016 terminou com apenas 26 dias de estoques totais (abaixo do normal), em parte por efeito estatístico. n CRUCIAL para o futuro da indústria as diretrizes setoriais de médio e longo prazos a serem anunciadas pelo governo federal no segundo semestre. Talvez o programa nem

se chame Inovar-Auto II, mas exige consistência, foco em inovação, competitividade e eficiência energética. n VOLKSWAGEN espera recuperar-se do seu pior ano no Brasil: perdeu 45 dias de produção em um contencioso com o grupo Prevent (fornecedor de bancos). Em 2017 terá ofensiva de lançamentos como up! re-

n NADA fácil para o Citroën C4 Lounge concorrer no segmento tão povoado como os médio-compactos, em que marcas japonesas imperam. Mas o modelo argentino se ajustou ao longo do tempo, em particular no acabamento geral e nos equipamentos de série incluíndo sistema multimídia. Motor 1,6 turboflex e câmbio automático de seis marchas são os destaques.


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JOSÉ ARNALDO LISBOA MARTINS jalm22@ig.com.br

Vou cobrar pela receita e pela cura!

E

u ainda estou bem lembrado dos remédios caseiros que a minha querida mãe Lysette “receitava”. Ela e suas amigas-comadres sempre tinham remédio para tudo. Eu lembro-me do chá

Se você perguntar a um raizeiro para que serve o chá da casca da quixabeira, ele vai dizer que é pra ‘inframação doutor’. de sabugueiro como cicatrizante e como laxante, lembro-me do chá de pitanga contra a diarreia, do óleo de rícino contra a queda de cabelo e do chá de cidreira para dor de barriga. A minha mãe era uma “competente médica” e sempre nos dava os remé-

dios que curavam as nossas dores e as nossas reclamações por causa de outros sintomas. Porque eu tomava remédios caseiros é que me habituei a não confiar só nos médicos e nos remédios de drogarias e de farmácias. Eu sempre tive uma boa saúde, mas já tive que ser operado das amígdalas e da vesícula. Há alguns anos passados, eu passei a sofrer dores na coluna, porém os médicos não resolveram meus problemas, mesmo já tendo tomado vários remédios e ter gasto bastante. Nessa época, eu era engenheiro perito avaliador do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, com atuação em todo território de Alagoas. Inclusive, fui eu que avaliei quase todas as faixas para eletrificação pela Chesf. Também atuei na Justiça Federal em Alagoas e na Justiça Estadual, como perito-avaliador. Numa

dessas avaliações, em Quebrangulo, eu estava precisando muito da liberação do dinheiro do laudo pericial e, já com o processo nas mãos, mesmo muito doente com coluna, eu resolvi fazer a viagem. Claro que fui sabendo dos perigos que passaria, sem poder dirigir com dores. Foi uma grande maluquice minha, mas felizmente cheguei. Ao chegar à fazenda, o proprietário disse que já estava com os cavalos selados, me esperando. Foi quando eu disse-lhe da minha situação, sem poder andar a cavalo. Ave Maria, andar a cavalo, nem pensar! Fui de carro até onde podia e a pé, pois andar a pé é bom. Vi cercas, vegetação, medi o que seria necessário, como casas, currais e outras benfeitorias. Depois de tudo vistoriado, ainda fui apresentado aos vizinhos do fazendeiro, satisfeitos com meus trabalhos. Depois, um topógrafo com-

pletou o que faltava. Na hora do bate-papo, o fazendeiro mandou que um seu empregado cortasse alguns galhos de quixabeira e os colocasse no meu carro. Depois, já em casa, me disse que eu tirasse a casca dos galhos e a colocasse na geladeira, com água. Disse que eu fizesse um chá e ficasse tomando o quanto desejasse, sem açúcar. Eu fiz o que ele disse e com alguns meses fiquei curado, isto já há alguns 15 anos. Outros amigos também estão curados. Se você perguntar a um raizeiro para que serve o chá da casca da quixabeira, ele vai dizer que é pra “inframação doutor”. Agora, me paguem pela receita e pela cura, tá ? Em tempo – Encontrei um grande leitor dos meus artigos, o Dr. Clivo Cardoso que me deixou muito vaidoso com tantos elogios.


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ABCDO INTERIOR

Oposição em Coité

O

vereador Bueno Higino Filho (Bueninho), filho do ex-prefeito de Coité do Noia, Bueno Higino, deve ser o calo do prefeito reeleito Seninha. Para mostrar que não está brincando, Bueninho já entregou documentos às autoridades alagoanas que, segundo ele, comprovam improbidade administrativa. Pelo jeito, o prefeito Seninha deve se preocupar, até porque o vereador diz que tem em mãos um dossiê dos primeiros quatro anos e promete não descansar enquanto não afastar o prefeito. Uma das denúncias é a contratação de pessoas que moram até em outras cidades que nunca deram um dia sequer de serviço.

Eleições em Limoeiro

A população de Limoeiro de Anadia ficou surpresa ao descobrir que terá que ir às urnas novamente, ainda este ano, para eleger um novo gestor. Isso porque o juiz da 36ª Zona eleitoral, Phillippe Melo Alcântara Falcão, manteve a condenação dos candidatos eleitos, Marcelo Rodrigues (PP) e Luciano Soares (DEM), da coligação “Limoeiro no Caminho do Bem”, por propagando irregular.

Propaganda proibida

A decisão foi baseada na representação de Arthur Albuquerque (PMDB) onde denunciava que Marcelo Rodrigues estaria se utilizando de seus perfis nas redes sociais para realizar propaganda institucional em período proibido pela legislação eleitoral.

Gestão manteve site

A denúncia de Arthur Albuquerque afirmava que a Prefeitura de Limoeiro de Anadia mantinha, tanto em seu site como a página no Facebook, propagandas institucionais que estavam proibidas desde o dia 2 de julho de 2016. A decisão foi publicada no Diário Eletrônico da Justiça Eleitoral da última quarta-feira (11).

Inelegíveis

Se condenados Marcelo Rodrigues e Luciano Soares terão registros cassados e ficarão inelegíveis pelos próximos oito anos, como diz o art. 22, inciso XVI da Lei Complementar 64/90. A pena também deve se estender ao ex-prefeito James Marlan Ferreira, que é parte representada no processo.

A cara da Célia

Com algumas exceções, o secretariado do novo prefeito de Arapiraca, Rogério Teófilo, tem a cara da gestão da Célia Rocha. A maioria, a exemplo do secretário de Cultura, Silvestre Rizatto, era da cozinha da ex-prefeita arapiraquense. Em tempo: uma foto de uma reunião do prefeito com os secretários, enviada à imprensa por meio de sua assessoria de comunicação, está circulando nas redes sociais e se transformou em motivo de chacota: tiraram a foto do Rogério e da vice Fabiana Pessoa e colocaram a foto de Célia e do ex-vice-prefeito Yale Fernandes. Tem jeito?

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robertobaiabarros@hotmail.com

Calote?

Por falar na gestão de Rogério Teófilo, não há previsão para pagar o mês de dezembro, “herança maldita” da ex-prefeita Célia Rocha. Acreditam os incautos servidores que podem ser vítimas de um tremendo calote. Não entendem porque Célia não pagou, já que o dinheiro estava na conta.

Boa notícia

A assessoria de comunicação de Teófilo informa, no entanto, que na próxima semana a Prefeitura Municipal vai divulgar um calendário de pagamento dos servidores. De acordo com o jornalista Erick Balbino, a administração está realizando um levantamento orçamentário e este foi o motivo de não ter pago até o momento.

Covardia

A maioria dos servidores comissionados e contratados não vai receber o salário integral por um simples motivo. Apesar de continuarem trabalhando, a prefeita em um gesto covarde e traiçoeiro, determinou a exoneração logo no início de dezembro. Ficou claro que foi uma decisão orquestrada para deixar dinheiro em caixa para o futuro gestor.

Traipu 1

Com informações do jornalista Roberto Gonçalves: A Câmara Municipal de Traipu empossou na manhã de terça-feira (10) o suplente, Raul Emerson Teixeira Santos (Mercinho de Raul) - DEM. O novo vereador é suplente do titular Genivaldo Rosa, que assume a Secretaria de Obras do município ribeirinho, atualmente comandado pelo prefeito Eduardo Tavares (PSDB). A sessão de posse foi presidida pelo presidente da Casa, Wegnton Dias, do PRP. Marcaram presença na sessão legislativa o prefeito Eduardo Tavares Mendes e vários secretários municipais.

Traipu 2

Em Arapiraca, essa “manobra” também foi feita para dar lugar para a primeira suplente Sinielza Pessoa, irmã do deputado estadual Severino Pessoa (PSC). O parlamentar, que é esposo da vice-prefeita Fabiana Pessoa, continua mantendo o seu espaço no Legislativo e forte poder na Prefeitura de Arapiraca. Sinielza Pessoa assumiu o cargo no Legislativo de Arapiraca no período de recesso em um ato da presidente da Casa, a vereadora Graça Lisboa (PDT), em seu gabinete.

PELO INTERIOR ... Com exceções, é claro, colocaram algumas raposas para tomar conta do galinheiro. Desse jeito, Arapiraca vai dar um passo para frente e dois para trás. ... Benedito de Lira consegue, por meio de emenda, levar tratores e caminhões térmicos para produtores alagoanos. Maquinas serão entregues na próxima segunda-feira em Maceió . ... De acordo com informações da assessoria do senador alagoano, na segunda-feira, dia 16 de janeiro, no pátio da Secretaria de Agricultura em Maceió, será feita a entrega de 6 caminhões térmicos e 11 tratores aos pequenos produtores de Alagoas. ... Essas máquinas foram adquiridas por meio de emenda parlamentar de autoria do senador Benedito de Lira e importam em aproximadamente 3 milhões de reais. ... O Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Canapi (Sindscan) protocolou na Polícia Federal uma denúncia de desvio de recursos e irresponsabilidade administrativa contra o ex-prefeito interino, Genaldo Soares Vieira. ... Genaldo Vieira assumiu o cargo de prefeito após afastamento, por suspeita de desvio de recursos, do ex-prefeito Celso Luís que também seria um dos beneficiários no desvio. ... A acusação do sindicato afirma que, no dia 27 de

dezembro de 2016, Genaldo utilizou os R$ 7,5 milhões para o pagamento de várias pessoas jurídicas e físicas na contramão da decisão que autorizava a utilização dos recursos apenas para despesas enquadráveis na legislação do Fundeb. ... Uma ação conjunta das diretorias de marketing e social da Agremiação Sportiva Arapiraquense (ASA) definiu que o torcedor alvinegro que quiser assistir ao jogo treino do próximo domingo, 15, às 15 horas no estádio Municipal Coaracy da Mata Fonseca, contra a Seleção de Teotônio Vilela, precisará levar apenas 1 kg de alimento não perecível. Os alimentos arrecadados serão doados a uma instituição de caridade na cidade. ... A partida será o último teste do Alvinegro antes da estreia no Campeonato Alagoano 2017, contra o CEO, e a oportunidade do torcedor ver pela primeira vez o novo elenco do clube arapiraquense em ação na cidade. Na partida realizada em Teotônio Vilela, no último domingo (8), o Alvinegro venceu por 3 a 1, gols marcados por Diego Gois, Mazinho e Júnior Mandacaru. ... Para o estadual a diretoria Alvinegra confirmou que o valor do ingresso será único, R$ 40 inteira para qualquer setor do estádio e R$ 20 meia entrada. A outra opção é o torcedor aderir ao programa de sócio, pagando R$ 60 mensais, também valor único. ... Um ótimo final de semana para todos. Até a próxima edição. Fui!!!


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Planejamento é tudo

FÉRIAS OITO MANEIRAS DE ECONOMIZAR EM VIAGENS EM 2017 LUCAS PETERSON Uol

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conomizar com voos, hotéis e outros aspectos de viagem é uma questão de como você valoriza o seu tempo em relação ao tempo e à energia que terá que gastar. Pode virar a internet do avesso para descobrir passagens e diárias baratas, mas uma hora vai ter que parar e começara a planejar a viagem propriamente dita. Com isso em mente, aqui vão algumas maneiras muito boas e relativamente simples de fazer seu rico dinheirinho render mais no ano novo. São oito itens em que se deve pensar nesse início de 2017. Economize sem ter que pensar nisso Tudo bem gastar menos na próxima viagem – mas e se você não tiver que se preocupar nem em guardar? O aplicativo Digit tenta fazer com que a poupança para aquela próxima excursão (e guardar dinheiro de forma geral) seja uma experiência espontânea. Gratuito, ele analisa sua situação financeira e hábitos de gastos e a partir daí começa a tirar alguns dólares da sua conta de vez em quando, depositando tudo em uma poupança separada, com garantia da Federal Deposit Insurance Corp., aberta em seu nome. Você pode modificar os padrões do aplicativo, papear com ele e forçá-lo a ser mais ou menos agressivo, dependendo da velocidade com que quer chegar ao valor pretendido. (O Digit se baseia em seu algoritmo e oferece proteção contra saque a descoberto.) Embora possa parecer meio assustador ter um robô tirando dinheiro de sua conta de forma aparentemente aleatória, as resenhas dos usuários são, em geral, positivas. Viaje para o Reino Unido Nunca me sinto bem explorando a fraqueza da moeda de um país, mas no caso do Reino Unido (e Londres em particular), vocês me perdoem por não ter esse pudor. Depois que os britânicos votaram a

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favor da saída da União Europeia, a libra esterlina, que chegou a valer mais de US$1,60 há uns dois anos, caiu para US$1,17 em outubro, tornando-a assim uma das viagens mais vantajosas do mundo no momento. De repente aquele cappuccino de cinco libras na Oxford Street já deixou de ser motivo de preocupação. Uma rápida pesquisa no site Trivago mostra que há centenas de opções de hotel por diárias inferiores a 100 libras para meados de abril. Embora Londres nunca chegue a ser uma pechincha, se quiser mesmo conhecer a cidade, essa pode ser uma oportunidade imperdível. E caso se sinta culpado, pense que os dólares do turista norte-americano são exatamente aquilo de que uma economia fracote precisa. Há um verdadeiro valetudo entre as companhias aéreas Com as europeias de baixo orçamento, como a Norwegian Airlines e a Wow Air, expandindo suas rotas agressivamente, a hora é agora para viajar com aquela que oferecer mais por menos. E olha que tem promoção muito boa por aí: enquanto escrevo este artigo, a Norwegian está oferecendo passagem de ida e volta, sem escala, entre Los Angeles e Londres, por US$585 em abril – e acabei de encontrar um voo de US$306 saindo de Newark para Londres, pela Wow Air (com uma escala na Islândia), no mesmo mês. Mesmo as empresas maiores estão fazendo promoções: acabei de achar uma passagem de Boston a Pequim, via Air Canada, pela merreca de US$485. Escolha uma companhia e se mantenha fiel a ela Isso porque há um lado bom dessa moeda: às vezes, a fidelidade compensa. Com a virada do ano, o calendário reorganiza o acúmulo de milhas e os dólares que podem ser utilizados em viagens; assim, se você pretende se fidelizar para aproveitar o potencial de benefícios que a companhia tem a ofe-

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recer, janeiro é a hora. O ano novo dá até aos viajantes mais modestos a chance de conquistar algum status, por mais básico que seja, nas mais influentes. Começando agora, mesmo que você viaje com certa regularidade entre alguns destinos previsíveis, pode se qualificar para o nível mais simples de alguma das grandes empresas até o fim do ano. A viagem ida e volta a cada mês e meio entre Nova York e Los Angeles, por exemplo, pode ser suficiente para emplacar o nível prata com a Delta Air Lines. O que ele oferece? Bastante coisa: acesso gratuito ao Delta Comfort Plus, que normalmente custa US$120 em cada fase da viagem, além de embarque prioritário e direito a uma mala. (Mas não espere ser promovido para a primeira classe.) Seja flexível “Se ainda não finalizou seu plano de viagem, pesquise as regras de sua empresa aérea preferida em relação à reserva de passagens”, ensina Mark Orlowski, que contribui para o Marketplace Morning Report. Às vezes vale a pena fazer uma pesquisa e usar uma companhia diferente, mas da mesma aliança. Por exemplo, se você tem pontos do Chase e quer usá-los em um voo da United Airlines, por que não transferi-los para a Singapore Airlines? Você pode usar as milhas dessa viagem para fazer reservas

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em outras empresas da Star Alliance (incluindo a United) e, de quebra, se beneficiar das políticas de preço mais generosas da Singapore. Mudar uma passagem adquirida com as milhas da United pode chegar a custar US$125. Se fizer isso através da Singapore, a mesma operação pode sair por apenas US$20. Compare preços mesmo após a compra O Citi Price Rewind é um serviço que vai reembolsá-lo por itens de até US$500, e US$2.500 por ano, se comprar um produto de determinadas categorias (como jaquetas e sacos de dormir) com o cartão Citi e o preço cair dentro dos 60 dias seguintes. O melhor de tudo? Ele faz o acompanhamento para você automaticamente quando registrar sua compra (feita com o cartão Citi, naturalmente) nas lojas incluídas em seu banco de dados. Você também pode fazer buscas e, se encontrar um preço mais baixo, entra com um pedido de reembolso. É uma maneira descomplicada de evitar o estresse de imaginar se comprou o produto pelo melhor preço possível. (Outros cartões também oferecem proteção, mas o Citi simplifica.) Você também pode fazer o monitoramento: o site Camelcamelcamel acompanha os itens do Amazon.com e oferece dados de histórico de compra, que podem ajudá-lo a se decidir a comprar algo.

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Pense nos pontos, não nas milhas Viajantes fiéis que acumularam todas as milhas possíveis nos últimos anos aprenderam uma lição da pior maneira possível: elas (as milhas) estão perdendo o valor, e rápido. Programas de fidelidade das três principais companhias passaram por várias mudanças que deixaram os passageiros espumando, para dizer o mínimo. Se há algum lado positivo nisso é que os pontos do cartão de crédito se tornaram mais abundantes e valiosos do que nunca. “A tendência, a meu ver, é dar menos valor aos cartões de aéreas e/ou hotéis e apostar mais naqueles que oferecem pontos transferíveis, pois permitem mais flexibilidade na reserva e não têm datas restritas nem controle de capacidade”, diz Brian Kelly, fundador do site The Points Guy. Há alguns bônus incrivelmente generosos para quem está adquirindo cartão de crédito agora, incluindo ofertas de 100 mil pontos em determinados produtos do Chase e American Express. É claro que você deve sempre abrir uma linha de crédito com responsabilidade, mas a vantagem pode ser irresistível para muita gente: 100 mil pontos podem valer até US$2 mil na hora de comprar outra passagem. Confira o Project Fi Cansado de trocar o cartão SIM ou pagar uma fortuna para a operadora enquanto estiver no exterior? O Project Fi do Google cobra taxa única de US$20/mês por voz e texto ilimitados, e US$10 por gigabyte de dados. Melhor ainda, o Project Fi oferece torpedos ilimitados e não cobra pelo roaming de dados em mais de 135 países. Você pode usar o telefone normalmente, contanto que seja compatível. (Sabia que tinha alguma pegadinha, né?) Oficialmente, o Project Fi funciona apenas com o Pixel, o Nexus 6P e o Nexus 5X. Pelo menos pode transferir o seu número se você decidir fazer a troca.

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