GRANDE FAMÍLIA
VEREADORES DE MACEIÓ
Antônio Holanda é o mais rico e Cléber Costa o mais pobre P/6 e 7
João Lyra quer filhos distantes do processo da Massa Falida P/30
extra www.novoextra.com.br
MACEIÓ - ALAGOAS ANO XVII - Nº 890 - 23 A 29 DE SETEMBRO DE 2016
R 3,00
TJ ADIA DECISÃO SOBRE OS TATURANAS; PAULÃO E CÍCERO DEVEM PERDER MANDATOS P/ 12 e 13
Prefeito de Marechal e outros 45 réus vão ter que devolver R$ 120 milhões P/ 14 e 15 CÍCERO ALMEIDA SONEGA PATRIMÔNIO MILIONÁRIO EM IMÓVEIS À BEIRA MAR P/ 10 e 11
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MACEIÓ, ALAGOAS - 23 A 29 DE SETEMBRO DE 2016
Desrespeito à vida S
em propostas para Maceió, o candidato Cícero Almeida vem criticando o prefeito Rui Palmeira por implantar o sistema eletrônico de redução de velocidade nas principais vias de Maceió. Para ele, os “pardais” são mera fonte de receita para os cofres do município. Fosse o candidato um analfabeto qualquer, até se aceitaria tamanho disparate, mas na condição de deputado federal, Almeida não pode desconhecer a violência do trânsito, que mata mais de 40 mil pessoas por ano no país - 3% delas crianças - sem falar nas centenas de mutilados. Estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) – que o candidato deveria conhecer – revela que apesar da tragédia brasileira, o trânsito tem melhorado no mundo graças aos limites de velocidade e multas pesadas para os transgressores. Criticar o controle de velocidade e a imposição de multas aos assassinos do trânsito é um ato irresponsável, que beira a criminalidade. Sobretudo partindo de um pretendente a gestor público de uma cidade com trânsito violento e motoristas criminosos. Em seu relatório, a OMS destaca ainda que a principal falha brasileira com relação à taxa de mortalidade no trânsito está nos limites de velocidade, tanto nas nas cidades como nas rodovias. Fazer campanha contra os “pardais” é incentivar ainda mais a violência no trânsito, que tantas vidas tem ceifado. E ninguém de bom senso aceita tamanho absurdo, principalmente partindo de um parlamentar.
Roupa suja
O debate entre os candidatos a prefeito de Maceió promovido pela TV Mar, se nada acrescentou para o eleitorado pelo vazio de propostas, ao menos serviu para lavagem de roupa suja dos pretensos gestores públicos. Senão vejamos: Cícero Almeida foi instado a se defender das acusações de chefiar a Máfia do Lixo, que desviou R$ 300 milhões da Prefeitura de Maceió e de esconder do Fisco o seu real milionário patrimônio imobiliário. Só declarou bens no valor de R$ 555 mil e uns quebrados. O deputado Paulão – envolvido junto com Almeida na Operação Taturana – culpou os “golpistas” pelo resultado medíocre de sua campanha. Um discurso patético que não convence nem aos próprios petistas. O jovem deputado JHC até que foi cobrado pelos adversários, mas perdeu a oportunidade de explicar a origem de seu milionário patrimônio. Questionado, desconversou: “É fruto da minha honestidade”. E nada mais disse. Excluindo Rui Palmeira - cujo governo ainda está em julgamento – os demais candidatos aproveitaram para se apresentar ao eleitorado apenas para marcar presença no embate político pela Prefeitura de Maceió.
“Jornalismo é oposição. O resto é armazém de secos e molhados” (Millôr Fernandes)
COLUNA SURURU DA REDAÇÃO
Viúvas do PT
No momento em que o Governo Temer é atacado pelas viúvas do PT – ainda mamando nas tetas da União – nada é melhor do que lembrar o exemplo deixado por Graciliano Ramos a todos os gestores públicos do Brasil. Ao prestar contas de sua gestão à frente da Prefeitura de Palmeira dos Índios, no ano de 1929, mestre Graça escreveu: “Dos funcionários que encontrei...restam poucos: saíram os que faziam política e os que não faziam coisa nenhuma. Os atuais não se metem onde não são necessários, cumprem as suas obrigações e, sobretudo, não se enganam em contas. Devo muito a eles. Não sei se a administração do Município é boa ou ruim. Talvez pudesse ser pior”. É isso o que o presidente Temer precisa fazer, e urgente. Despetizar o governo, afastando todos os petistas que “fazem política e os que não fazem coisa nenhuma”. Apenas se locupletam dos cofres públicos, sem a contrapartida em serviço. Ou alguém já viu algum petista trabalhar na vida?
Quem é o cara?
“O fascínio do farsante tem prazo de validade para sucumbir no seu próprio mar de lama. O Brasil foi traído e o mundo enganado. O cara é uma grande e bem construída farsa”. (Do publicitário Aloísio Alves).
Outro escândalo
Está para estourar um novo mar de petróleo, digo, de lama, patrocinado pela gangue do PT no tempo da Cleptocracia. Trata-se da compra da refinaria Okinawa, no Japão, pela Petrobras, que produziu um rombo bilionário. A sucata foi adquirida em 2007 e fechada em março último. Cadeia neles.
Mantega, o operador Guido Mantega, o ministro da Fazenda mais longevo da história da República, passou pouco mais de sete horas preso ontem na PF.. Dona Xepa, mulher de João Santana, disse aos investigadores da Lava Jato que recebeu pagamentos de empresários indicados por Guido Mantega. De acordo com a reportagem de O Globo, foram 10 milhões de reais não declarados à Justiça.
Laranjal de Lula
Ao analisar a segunda parte da denúncia do MPF, Sérgio Moro ressalta que Lula recebeu o triplex da OAS quando ainda estava na presidência da República. Segundo ele, todas as provas e depoimentos colhidos confirmam que o imóvel era dele, embora tenha permanecido em nome da empreiteira. A versão de que Lula e Marisa detinham apenas uma “cota parte” do Solaris e que nunca fizeram opção por qualquer apartamento também caiu por terra. Aliás, o casal deixou de efetuar pagamentos justamente quando a OAS assumiu o empreendimento. Em seu despacho, Moro fala também da rasura dos termos de adesão, das visitas de Lula e família à cobertura e dos gastos com a reforma e o mobiliário, inclusive da cozinha Kitchens encomendada por Fernando Bittar. O juiz chega à conclusão de que o modus operandi de Lula no caso do triplex é o mesmo que o do sítio de Atibaia, “consistente na colocação de propriedades em nome de pessoas interpostas para ocultação de patrimônio”. (Diogo Mainard)
PF em Rio Largo A prefeita Maria Eliza Alves (PRB) deve ter novo problema com a Justiça. A Comissão de Combate à Corrupção Eleitoral e a Polícia Federal investigam denúncia do uso da máquina pública para apoiar a candidatura de Pedro Victor (PSC) à Prefeitura de Rio Largo.
Impugnado O Ministério Público Eleitoral entrou com ação pedindo a cassação do registro da candidatura de Pedro Victor, sob a acusação de campanha antecipada, com a realização de bingos “eleitorais”. Decisão sai nesta semana.
Marajá A filha de Kil de Freitas, candidato a prefeito em União dos Palmares, foi flagrada na lista de servidores que recebem sem trabalhar no Senado. Ela está lotada no gabinete do senador Renan Calheiros, mora em Maceió e não dá expediente. Seu salário é R$ 9.791. E pode?
EDITORA NOVO EXTRA LTDA - CNPJ: 04246456/0001-97 Av. Aspirante Alberto Melo da Costa - Ed. Wall Street Empresarial Center, 796, sala 26 - Poço - MACEIÓ - AL - CEP: 57.000-580
EDITOR: Fernando Araújo CHEFE DE REDAÇÃO: Vera Alves
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MACEIÓ, ALAGOAS - 23 A 29 DE SETEMBRO DE 2016
JORGE OLIVEIRA
Cunha ainda respira Cascais, Portugal - O Cunha não morreu. Ainda respira por aparelho. Sua morte política só deverá ocorrer se ele for condenado ou se submeter ao vexame da delação premiada. Muitos metidos a durão, como o Marcelo Odebrecht, não resistiram a solidão da prisão e abriram o bico. O Cunha é a caixa preta do PMDB. Se resolver falar não fica pedra sobre pedra. Ele já mandou recado e ensaiou do que é capaz ao culpar o partido pela sua cassação e a eleição de Rodrigo Maia para presidir a Câmara. Durante o seu processo de cassação, Cunha mostrou que é um cara abnegado, determinado e resistente a pancadas. Já anunciou que vai lutar com todas as armas para evitar a prisão da sua mulher envolvida no rolo do dinheiro no exterior e para isso não pretende poupar ninguém quando acionar a sua metralhadora giratória. Cada fala dele é um recado de hoje por diante. Além de Temer já apontou seus mísseis para Renan, Rodrigo Maia e Moreira Franco, a quem considera “eminência parda” do governo. Os dois últimos, ele quer detonar rapidamente porque são da sua base eleitoral, portanto, prováveis candidatos a governador no caso do sucesso do Temer à frente do país. Quanto ao Renan, é um velho rival que ele sempre tentou acertar, sem êxito. Cunha sabe tudo. Fazia parte do seleto grupo de Temer, frequentadores antigos do falecido Piantella, palco de conspiração política dos últimos trinta anos em Brasília. Se Cunha decidir falar, a casa cai. Ele é detentor de segredos impublicáveis da república nos últimos quinze anos. A história mostra agora que de esperto, na verdade, ele não tem nada. Vestiu-se de um personagem que agora sai de cena. Enquanto outros políticos envolvidos na Lava Jato preocupavam-se em tratar com zelo, respeito e elegância os procuradores que investigam a operação, Cunha, do alto da sua arrogância, sempre desafiou o procurador-geral Rodrigo Janot. Agora, sem mandato e, portanto, sem foro privilegiado, começa a falar fino. Diz-se arrependido do bate-boca e manda recado de que exagerou nas críticas ao procurador. Cunha estranhou os 400 votos contra ele na cassação. Não deveria estar surpreso porque conhece como ninguém o parlamento que administrou durante quase dois anos à frente da presidência. Chegou até lá, porque, segundo se sabe, comprou a metade da Casa. A outra metade, que o elegeu, veio por gravidade. Aproximou-se dele por puro interesse fisiológico na máquina do governo. Mas agora que está fora do poder e isolado politicamente, Cunha ameaça botar a boca no trombone e jogar no ventilador todos os compromissos que fechou para dirigir a Câmara dos Deputados. Ameaça escrever um livro, desde já fadado ao fracasso. Aliás, escrever livro é a prática dos que se sentem injustiçados e que pensam em se redimir dos seus malfeitos no poder revelando seus segredos. Se o tempo ocioso transformasse as pessoas em escritores, os presídios estariam abarrotados de autores. Se cometer esse atentado, Cunha não terá êxito ao contar os seus relatos porque não se propõe a revelar o que todos os brasileiros querem saber: como o PMDB e o PT conseguiram montar a mais bem estruturada organização criminoso do país.
arapiraca@yahoo.com Siga-me: @jorgearapiraca
Mensalão
Fanfarrão
Eduardo Cunha, na verdade, é um fanfarrão. Foi alçado ao poder na escassez de líderes políticos no país. Nos últimos trinta anos, líderes – se é que podemos chamá-los assim – giraram em torno de nomes como Lula, Serra, Maluf (!), Aécio, Marina, Alckmin, Itamar, Collor e outros menos cotados. Cunha chegou ao poder pelo método mais tradicional de fazer política, o fisiológico, e do franciscano “é dando que se recebe”. Em pouco tempo, virou um popstar até lembrado como candidato a presidente da república. Quis o destino – e obviamente – os escândalos da Lava Jato retirá-lo de cena. Cunha, porém, não vai se retirar do palco sozinho nem esperar que as cortinas do espetáculo fechem à sua frente no ultimo ato. Ele vai carregar todo o elenco com ele.
Pijama
Cunha ainda quer voltar ao palco com outra peça. Dessa vez, seus personagens estarão vestidos com roupas listadas com todo tempo do mundo para ensaiar o próximo drama.
Batom
Deixei a poeira abaixar para não escrever no calor dos acontecimentos e cometer algumas injustiças com palavras impróprias aos fatos. Mas, agora, depois que o Lula já apresentou sua defesa em petit comitê para uma turma de militantes, muitos dos quais também envolvidos nos escândalos de corrupção da Lava Jato, vou aqui fazer uma análise do que penso sobre a denúncia dos procuradores e a identificação de que Lula é, realmente, o chefe da organização criminosa, o tuti de capu brasileiro. Em princípio, acho que os procuradores estão certo ao pedir a denúncia do Lula. Preocupa-me, porém, a espetacularização do episódio.
Lula está envolvido em escândalos desde que iniciou o primeiro mandato, quando o Valdomiro, principal assessor de Zé Dirceu, foi flagrado achacando o bicheiro Carlinhos Cachoeira. De lá pra cá, as maracutaias petistas sempre estiveram na ordem do dia até culminar com a condenação de vários mensaleiros, alguns deles, reincidentes, ainda na cadeia. Pois é, Lula não pode negar agora que não conhecia ou não sabia que os cofres públicos estavam sendo arrombados, com a sua cumplicidade, por seus parceiros, desde que o STF apontou o dedo para Zé Dirceu como o chefe da quadrilha. Aliás, o que não falta nas fileiras do PT são os capus di capus da coisa nostra.
Lobista
Os antecedentes condenam Lula e a quadrilha criada por ele para saquear o dinheiro das empresas estatais, principalmente o da Petrobrás. As investigações são contundentes contra o ex-presidente. Ele é apontado por quase todos os delatores como o lobista de luxo internacional das grandes empreiteiras nos processos de corrupção da Lava Jato. Os depoimentos acusatórios estão lá nos autos. Dizem que Lula enriqueceu depois que montou o Instituto Lula, uma lavanderia sofisticada que tinha como finalidade lavar dinheiro da corrupção da Petrobrás simulando palestras do ex-presidente no exterior. O tríplex e o sítio, transformados em residências sofisticadas de Lula, também estão no pacote das denúncias. Os indícios apontam Lula e a sua mulher Marisa como beneficiários dos favores das empreiteiras. Os procuradores atestam que Lula foi citado 136 vezes pelos delatores como o personagem que sempre atuou nos bastidores na manipulação do desvio de dinheiro das empresas públicas, a exemplo da Petrobrás.
Vítima?
Tudo isso, porém, ainda não é suficiente para prender o Lula. Fazer isso é vitimizá-lo, como ele inteligentemente está fazendo. E o choro de um líder popular, diga-se, comove. Comove principalmente os cegos que teimam em não enxergar os fatos escabrosos descobertos pela Lava Jato. As lágrimas dramáticas derramadas pelo líder têm endereço certo: os militantes, os fanáticos ideológicos e os miseráveis do Bolsa Família crentes de que o benefício sai do bolso do seu mestre e não do estado como programa de governo.
Bastidores
Mesmo assim, como diz um senador de oposição, sereno na sua análise: “Ainda não encontraram efetivamente o batom na cueca” para uma acusação frontal e indiscutível sobre os malfeitos do ex-presidente. O que parece existir sutilmente é uma disputa jurídica nos bastidores entre os advogados do Lula e os procuradores. Magoados com a acusação de que estão criando factoides para justificar a prisão de Lula, o Ministério Público partiu para um confronto em um show desmedido. E a justiça, cega como se diz, não pode se expor nem se confrontar com defensores de réus. Corre o risco de parcialidade e de perder o jogo diante dos artifícios mentirosos e levianos que normalmente o PT se utiliza para distorcer os fatos a seu bel prazer.
Dúvidas
O trabalho dos procuradores e do juiz Sergio Moro é notável. Nunca, no Brasil, uma investigação chegou tão longe, prendeu tanta gente importante e ressarciu o erário com tanto dinheiro. Mas uma investigação como a que envolve o ex-presidente não pode deixar dúvidas quanto a sua responsabilidade nos crimes. Portanto, creio que houve precipitação na conclusão do inquérito. O Lula poderia ter sido intimidade por Moro para depor, responder e se defender das acusações que lhe imputam. Daí quem sabe, teríamos um Lula vacilante diante das provas robustas e irrefutáveis do seu envolvimento nos crimes.
Provas
Agora, diante das dúvidas suscitadas pela explanação, cabe agora aos procuradores tirarem a carta da manga e convencer os mais incrédulos de que Lula é realmente o chefe da organização criminosa.
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MACEIÓ, ALAGOAS - 23 A 29 DE SETEMBRO DE 2016
GABRIEL MOUSINHO
Última cartada
O
governador Renan Filho está perplexo com a queda do seu candidato Cícero Almeida nas pesquisas do Ibope e deve preparar na última semana uma cartada decisiva para tentar reverter o quadro eleitoral. Talvez seja o reaparecimento do senador Renan Calheiros, que se afastou um pouco da campanha para mergulhar nos problemas que lhes chega às mãos em Brasília. Cícero Almeida vai ter apenas uma semana para tentar recuperar o tempo perdido, embora tenha ocupado bom espaço no guia eleitoral e contado com a ajuda do governo em obras na capital. O clã dos Calheiros sabe perfeitamente, que não conquistando a prefeitura de Maceió, terá dificuldades em 2018. É essa preocupação que tem tirado o sono de Renan Filho e Renan pai, que enfrentarão novas batalhas políticas nas suas tentativas de reeleição. Na hipótese de Rui Palmeira ser reeleito, será um forte candidato para disputar o governo de Alagoas com Renan Filho, apoiado por várias forças políticas a exemplo de Benedito de Lira, Téo Vilela, Maurício Quintella e até mesmo da possibilidade de engajamento do senador Fernando Collor. Por isso mesmo que nesses últimos dias de campanha Renan e sua equipe deverão entrar em campo para tentar decidir à parada. O que, convenhamos, não será nada fácil.
gabrielmousinho@bol.com.br
Arrumando as gavetas
Insatisfeito com o desempenho de muitos dos seus secretários, o governador Renan Filho só está esperando passar as eleições para fazer mudanças na sua equipe. A justificativa é antiga, como, por exemplo, secretários que não estão correspondendo. Dizem por aí que a degola vai ser grande.
O caso é sério
Nas inserções do PMDB nesta semana na televisão, só deu Renan Filho. É a nova estratégia do partido, cujos dirigentes andam muito preocupados com a subida de Rui Palmeira nas pesquisas.
Sem efeito
Fraco
Só impressão
A eleição de Renan Filho para o governo do Estado dava a impressão que o seu grupo dominaria a política alagoana. Mas parece que não é bem assim. Os municípios estão divididos e a oposição cresce a cada dia.
Nem a publicidade do governo anunciando obras em Maceió tem melhorado a situação de Cícero Almeida nas pesquisas. O desconforto é total no Palácio do Governo que já começou a intervir na campanha.
JHC subindo
Indiferença
Tropa de choque
A surpresa nessas eleições pode ser a subida de JHC, que vem gradativamente alcançando bons números nas pesquisas de opinião. Ele terá mais uma semana para tentar desbancar Cícero Almeida e disputar um segundo turno com Rui Palmeira, embora tenha perdido uma grande oportunidade de deslanchar durante o debate na TV Mar.
Desgaste
A violência que tomou conta do Estado, os péssimos índices na área de saúde e a grande crise financeira, contribuiu para o desgaste do candidato do governo, Cícero Almeida, embora ele insista no guia eleitoral de que vai resolver os graves problemas do município. Renan Filho, diga-se de passagem, tem feito a sua parte. O problema é que o seu candidato aumenta a rejeição junto ao eleitorado.
Efeito PT
O deputado Paulão está sentindo os efeitos das denúncias contra o partido em nível nacional e que tem afetado duramente em Alagoas. Agora, com as denúncias do Ministério Público contra o ex-presidente Lula, o desgaste será ainda maior. Paulão vai aproveitar os últimos dias do guia eleitoral para aparecer, mostrar serviço e preparar sua campanha de reeleição à Câmara Federal.
Muitos auxiliares do governador Renan Filho estão na lista negra porque não se engajaram como devia na campanha de Cícero Almeida. O caderninho do governador está recheado daqueles que não aderiram à campanha do Ciço.
Linha de frente
Depois de contratar novo marqueteiro de campanha e observar que a vaca está indo pro brejo, os Calheiros tomaram a frente da campanha de Cícero Almeida. Só não puderam substituí-lo nos debates.
Tirando o corpo
Acuado por seus adversários, principalmente Fernando do Village, JHC preferiu não se prolongar nas respostas de denúncias e questionamentos sobre seu volumoso patrimônio em tempo recorde. Preferiu passar por longe do assunto, assim como da decisão da Justiça Federal sobre seu pai que foi condenado no processo da Sanguessuga. E demonstrou que não é bom de debate.
De um observador sobre o comportamento de JHC no debate na TV Mar: ´´em matérias produzidas no guia eleitoral ele é bom. No debate que participou ao vivo na televisão, muito fraco´´.
Benedito de Lira, Maurício Quintella, Téo Vilela, Ronaldo Lessa e outras lideranças políticas entram em campo pra valer na última semana de campanha em Maceió, mas sem se descuidar dos grandes municípios a exemplo de Arapiraca, Palmeira dos Índios, São Miguel dos Campos, União dos Palmares e Rio Largo.
Alerta total
A Polícia Federal está de prontidão para flagrar quem anda comprando votos em Maceió. Depois das denúncias de Galba Novaes e do pastor João Luis, está mais fácil de descobrir onde os malas pretas atuam. Nada mal se os dois deputados dessem uma mãozinha aos federais e ajudassem a prender essa turma.
Com o rabo de fora
O deputado e candidato a prefeito Cícero Almeida, com certeza vai ter que se explicar sobre os apartamentos que possui e não foram declarados à Justiça Eleitoral, conforme denúncias feitas na imprensa nos últimos dias. É mais uma complicação para Almeida, que já anda enrolado em alguns processos.
Duas vias
Enquanto o governo do Estado corre para anunciar novas obras, a Polícia Civil denuncia que os coletes à prova de balas estão com prazo de validade vencido. É pena que essas denúncias ocorram sempre próximas às datas de reajustes salariais.
MACEIÓ, ALAGOAS - 23 A 29 DE SETEMBRO DE 2016
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Nivaldo Albuquerque, o campeão da gastança, Marx Beltrão, Lessa, Pedro Vilela, Arthur Lira, o mais econômico em agosto, Val Amélio, Carimbão, Paulão e JHC
Deputados de Alagoas esbanjam dinheiro com propaganda pessoal
FARRA FEDERAL
PARLAMENTARES GASTAM ATÉ R$ 32 MIL COM DIVULGAÇÃO POLÍTICA JOSÉ FERNANDO MARTINS josefernandomartins@gmail.com
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os R$ 187.687,59 gastos pelos deputados federais de Alagoas na Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar no mês de agosto, R$ 57.200 são referentes à divulgação de atividade política. Em outras palavras, 30,47% da parte da verba indenizatória usada pelos parlamentares são para propaganda pessoal. No entanto, nem todos os deputados gastaram com publicidade no mês passado. O valor é concentrado em apenas quatro parlamentares. Quem mais investiu em propaganda foi Nivaldo Albuquerque (PRP), que gastou R$ 32.000 para a divulgação de atividade parlamentar. E um detalhe: Albuquerque custou ao todo ao erário o valor de R$ 36.757,48 só no mês de agosto. Dentre outros gastos estão R$ 4.628,40 em passagens aéreas. Em segundo lugar aparece o quase ministro do Turismo, Marx Beltrão (PMDB), que investiu R$ 13.200 em propaganda. No total, os gastos do deputado foram de R$ 18.900,81. Na terceira posição está Ronaldo Lessa (PDT), com R$ 10.000,00
em publicidade. Contudo, Lessa foi o deputado que mais foi ressarcido pela cota parlamentar com o montante R$ 47.926,49. Além dos gastos com propaganda, o ex-governador usou R$ 7.200,72 para passagens áreas e R$ 5.615,53 para combustíveis. E em último lugar está Pedro Vilela (PSDB), que destinou apenas R$ 2.000 em divulgação. A despesa total de Vilela no mês de agosto foi de R$ 10.722,49. Quem menos gastou em agosto foi o deputado federal Arthur Lira (PP), com R$ 7.601,56, sendo mais parte utilizada na compra de 22 bilhetes de viagem de avião. Val Amélio (PRTB) utilizou R$ 15.780,47, que desta quantia, R$9.120,00 foram para quitar a locação de um veículo Amarock para transitar em Maceió, conforme consta nota fiscal. Falando em locação de veículos quem se destaca é Givaldo Carimbão (PHS). Dos R$ 16.280,19 ressarcidos pela cota parlamentar, R$ 10.900,00 foram para custeios de locação de carros, como Hilux e Honda Civic. Os candidatos à prefeitura de Maceió também tiveram as duas despesas. Paulão (PT) gastou R$
19.291,24, cujo maior gasto, R$ 8.500,00, foi para consultorias, pesquisas e trabalhos técnicos. JHC (PSB) utilizou R$ 14.426,86 da cota parlamenta e igual ao concorrente petista também investiu em consultorias, mas um valor um pouco maior: R$ 10.000. Cícero Almeida não apresentou gastos, uma vez por estar afastado da Câmara dos Deputados. Chamada de Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar dos Senadores (CEAPS), cada parlamentar tem direito a receber mensalmente o somatório da verba indenizatória pelo exercício de atividade parlamentar e do valor correspondente a trechos aéreos, ida e volta, da capital do Estado de origem a Brasília. A verba indenizatória ainda pode ser utilizada para a compra de combustíveis e lubrificantes, a contratação de consultorias, assessorias, pesquisas, trabalhos técnicos e outros serviços de apoio ao exercício do mandato parlamentar, o pagamento de serviços de segurança prestados por empresa especializada, a divulgação da atividade parlamentar e a aquisição de passagens aéreas, aquáticas e
Congresso gasta R$ 100 milhões com contas de parlamentares A época é de recessão no Brasil, mas, juntos, a Câmara e o Senado garantiram R$ 100 milhões em reembolsos aos congressistas brasileiros no primeiro semestre de 2016. Do início do ano legislativo, em 1º de fevereiro, a 24 de julho, data de conclusão do levantamento, o Congresso Nacional pagou exatos R$ 99.996.527,18 a deputados e senadores – valor referente à Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap), também conhecida como cotão. É o que aponta a Operação Política Supervisionada (OPS), organização não-governamental especializada na fiscalização de gastos públicos, em especial a verba indenizatória dos parlamentares. Conforme levantamento, o deputado Marx Beltrão ficou em nono lugar no ranking dos dez parlamentares que gastaram em 2016. Foram R$ 255,5 mil, cujo maior investimento foi com divulgação de atividade parlamentar, representando 34,2% do total. O novo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defende a extinção do benefício em médio prazo. “Ela é uma distorção. Foi criada porque os parlamentares tiveram, na época, medo de aumentar seus próprios salários. Depois, aprovaram aumentos e continuaram com a cota, que gera uma estrutura cara para a Casa e é de difícil controle”, disse o deputado ao Congresso em Foco. (Congresso em Foco)
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MACEIÓ, ALAGOAS - 23 A 29 DE SETEMBRO DE 2016
Na terra da miséria, vereadores multiplicaram patrimônio
FATURANDO NA POLÍTICA EM QUATRO ANOS, GANHOS CHEGARAM A CRESCER MAIS DE 2000%
ODILON RIOS Especial para o EXTRA
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ezoito dos 21 vereadores em Maceió buscam a reeleição. E estar no mandato é viver num planeta à parte, de privilégios e riquezas, no terceiro estado mais pobre do Brasil. Num país em crise e sob a pior onda de desemprego dos últimos anos, quinze vereadores na capital alagoana declararam, à Justiça Eleitoral, estarem muito mais ricos que nos últimos quatro anos. Líder em crescimento de sua pequena fortuna está a Silvânia Barbosa (PRB). De 2012 a 2016, seu patrimônio cresceu 2.466,3%. Há quatro anos ela tinha uma casa, no bairro da Ponta Grossa, valendo R$ 21,4 mil. Agora, ela não tem mais a casa, mas comprou um carro (R$ 178 mil) e aplicou R$ 371,6 mil, em dinheiro, nos bancos. Bastante religiosa, Silvânia segue à risca o texto do Evangelho de Mateus, capítulo 25, versículo 27: “Devias então ter dado o meu dinheiro aos banqueiros e, quando eu viesse, receberia o meu com os juros”. E os juros são incríveis. Apesar de desvantajosos para a maioria esmagadora dos brasileiros, nunca foram tão bons para a vereadora. Tanto que seu patrimônio cresceu e hoje acumula R$ 549,2 mil. Em segundo lugar, no
crescimento do patrimônio, vem Wilson Júnior (PDT). Ele disputa a primeira reeleição. Quando entrou na Câmara, em 2012, tinha R$ 57,9 mil - a maioria em investimentos. Cresceu 1.336,6% em 2016, segundo declarou para a Justiça Eleitoral: R$ 831,9 mil, divididos em investimentos, ações junto ao Banco do Brasil, Vale do Rio Doce e Petrobras, mais um apartamento no bairro da Ponta Verde, no valor de R$ 439,2 mil. Há diferenças entre as riquezas de Silvânia Barbosa e Wilson Junior. Ela é exclusivamente vereadora; ele é um dos comunicadores mais conhecidos de Alagoas, há 30 anos no mercado publicitário. Hoje, também trabalha na TV Mar e Rádio Gazeta, ambas da Organização Arnon de Mello. Tereza Nelma (PSDB) vem em terceiro na lista dos que tiveram maior crescimento no patrimônio em quatro anos: 579,5%. Em 2012 ela declarou ter dois carros e aplicações em bancos. Somando tudo: R$ 77,1 mil. Em 2016, declarou três carros, uma casa no bair-
ro da Pajuçara e aplicações bancárias. Conta: R$ 524,2 mil. Líder do prefeito Rui Palmeira, Eduardo Canuto (PSDB) viu seu patrimônio crescer 221,3% em quatro anos. Tinha uma casa, um terreno, uma caminhonete e investimentos em 2012. Total: R$ 151,1 mil. Em 2016, não tem mais carro, comprou mais uma casa além de investimentos e quotas em empresas. Total: R$ 482,4 mil.
MACEIÓ, ALAGOAS - 23 A 29 DE SETEMBRO DE 2016
Os mais ricos
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ais rico entre todos os vereadores, Antônio Holanda (PMDB) tem vasta carreira política e ainda presenteou Alagoas com um exemplo: seu filho, Dudu Holanda (PSD), na Assembleia Legislativa. Ele discursa pouco na Casa de Mário Guimarães mas é um hábil articulador. E bem sucedido na arte de fazer dinheiro. Quando entrou na Câmara, há quatro anos, declarou patrimônio de R$ 946,8 mil, divididos em quatro carros e muitos, muitos investimentos e dinheiro em poder dele e de sua esposa. Em quatro anos, vendeu os dois carros e sua fortuna foi distribuída entre terrenos, investimentos e um apartamento. Resultado: R$ 2,3 milhões. A segunda vereadora mais rica é Fátima Santiago (PP). Seu patrimônio cresceu 22,47%. Não é exclusivamente vereadora, mas médica. Declarou R$ 1,3 milhão (em 2012, pouco mais de R$ 1 milhão) distribuídos em três fazendas, um ônibus, três terrenos, quotas de capital, muitos investimentos. Terceiro mais rico é Davi Davino (PP). Nunca discursa, treme ao falar nos palanques, quase nunca é lembrado na estranha arte de fazer politica. Porém, está quase à beira do seu primeiro milhão. Em 2016, disse ter, em bens, R$ 925,2 mil contra os R$ 453,5 declarados em 2012, na Justiça Eleitoral. 104,01% de crescimento. Um número da sorte. OS MAIS POBRES Na outra ponta, estão os candidatos à reeleição que parecem ter sentido o baque da crise. Silvânio Barbosa (PMDB) - o eterno prefeito comunitário do Benedito Bentes - tinha R$ 101,8 mil em bens; quatro anos depois, R$ 89,3 mil. Guilherme Soares - antes PSOL hoje PSDB teve menos sorte ainda. Tinha R$ 170 mil em bens. Declarou zero em 2016. Pior entre todos é o médico Cléber Costa (PP). Declarou em 201, pouco mais de R$ 1 milhão; em 2016, R$ 24,1 mil. Quase 100% em perdas. Todos seguem na busca pela reeleição. Uns com mais vantagem (no bolso); outros, nem tanto.
Eles são os milionários da Câmara
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Antônio Holanda (PMDB)
Fátima Santiago (PP)
Davi Davino (PP)
R$ 2,3 milhões
R$ 1,3 milhão
R$ 2,3 milhões
Fortuna cresceu 146,2% em quatro anos
Fortuna aumentou 22,47% em quatro anos
Fortuna aumentou 22,47% em quatro anos
Eles enricaram mais em quatro anos
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SILVÂNIA BARBOSA (PRB)
Wilson Júnior (PDT)
Tereza Nelma (PSDB)
2.466,37%
1.336,6%
579,5%
2012 : R$ 21,4 mil
2012 : R$ 57,9 mil
2012 : R$ 77,1 mil
2016 : R$ 549,6 mil
2016 : R$ 831,9 mil
2016 : R$ 524,2 mil
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MACEIÓ, ALAGOAS - 23 A 29 DE SETEMBRO DE 2016
Secretaria de Saúde de Minador prescreve exames ginecológicos para homens
FRAUDE AO SUS
MÉDICO QUE TEVE CRM USADO GARANTE QUE NÃO TRABALHA NO MUNICÍPIO; ENFERMEIRA NIELLY CARDOSO FERRO TAMBÉM SOLICITA EXAMES REDAÇÃO
S
olicitações de exames de ultrassonografias transvaginal e pélvica ginecológica para pacientes do sexo masculino são apenas algumas das irregularidades cometidas pela secretaria Municipal de Minador do Negrão, município localizado no agreste alagoano, a 169 km de Maceió. Outro agravante é que a solicitação foi feita pelo médico Hélio Luiz Lima de Moraes, que prestou serviço ao município há cerca de 10 anos e diz desconhecer o caso. A fraude é federal e ainda não se sabe o rombo aos cofres públicos. Como se não bastasse, a filha da prefeita Socorro Cardoso, enfermeira Nielly Cardoso Ferro prescreve exames aleatoriamente. Prova disso foi o de endoscopia digestiva (nº 25.837) solicitado em julho desse ano para L. F. S. pela “Drª Nielly”, conforme laudo. O título de doutora também é visível no mesmo exame que aponta o nome do Pac (paciente) e em seguida, Med (médica) Drª Nielly Cardoso. Mas, segundo a legislação contida no exercício da profissão, exames prescritos pelo enfermeiro devem constar no protocolo pré-estabelecido pela instituição que atua ou pelo Ministério da Saúde e endoscopia não faz parte. A reportagem do jornal EXTRA manteve contato com o Dr. Hélio Moraes, que disse surpreso com a informação, mas que há mais de oito anos não trabalha para aquele município e que não mantém qualquer vínculo. Indignado, ele informou a fraude ao Conselho Regional de Medicinal de Alagoas (Cremal), além do que a denúncia será encaminhada à Polícia Federal. “Fiquei surpreso ao tomar conhecimento do caso. É uma falta de respeito para com o povo e também
com o profissional. Não sei como estão utilizando meu nome. Provoquei o Cremal e toda essa questão será levada à polícia”, garantiu. O profissional fez questão de dizer que sua vida profissional é marcada pela honestidade e que jamais participaria de qualquer ato contra a administração pública. Ele espera que justiça seja feita e que os responsáveis pelo crime sejam identificados e punidos. Já a assessoria do Cremal informou que o Conselho tem conhecimento da denúncia e que vem prestando assistência ao médico. O suposto paciente que “no papel” teria se submetido no dia 21/06/2016, às 18 horas, aos exames de ultrassonografias pélvica (ginecológica) e transvaginal, R.S.S, 32 anos, mostrou-se indignado e questionou de como poderia ter feito um exame desse se é homem. “Esse é meu nome, mas nunca estive em Minador solicitando exame, ainda porque isso é de mulher, né?”, reclamou. No entanto, confirmou que todos os dados na ficha, inclusive nome completo, data de nascimento, nome da mãe e telefone são dele. E esclarece que nem reside no município. O outro paciente, L.M, de 15 anos, que na terça-feira, 21/06/ 2016, às 14 horas, teria se submetido aos exames de ultra-sonografias transvaginal e abdominal total, reside na zona Rural do município, mas a reportagem do jornal EXTRA não conseguiu falar com a mãe do adolescente para saber se o mesmo teria realizado algum exame naquela data e qual seria sua posição ao saber que o filho, pelo menos na guia, teria realizado um exame para pessoas do sexo feminino. Já o padrasto disse que não sabia informar porque sai de casa cedo para trabalhar. Nos dois casos, o solicitante teria sido o DR. Hélio Moraes.
Nielly Ferro prescreve exame como médica; Hélio Moraes teve CRM fraudado
“Se o jornal publicar vai passar vergonha” A secretária de Saúde do município, Luziana Barros, após pedir para ligar “daqui há um minuto” atendeu a ligação e disse que tudo isso não passa de denúncia falsa e que “é só questão política para nos expor e nos denegrir”. Após pedir algumas informações como nome de médico solicitante dos exames, cartão do SUS dos pacientes e outros dados, a secretaria afirmou que não tem conhecimento desses casos e que não iria marcar esse tipo de exame para homens. Segundo ela, só pode ter sido erro de digitação e que é secretária no município há quatro anos e não conhece o médico. No entanto, se irritou ao ser questionada se com as informações em mãos iria dar um retorno ao jornal. Apenas acrescentou que “se o jornal publicar vai passar vergonha.” O EXTRA manteve, ainda, contato com algumas clínicas que realizam esse tipo de exames para saber valor. A ultrassonografia transvaginal custa R$ 128,00; abdominal total R$ 163,00 e endoscopia digestiva R$ 500,00. No entanto, não foi possível saber quanto o município recebe do SUS por cada procedimento e quanto é repassado para os locais que fazem os exames. A reportagem não conseguiu falar com Nielly Cardoso Ferro.
MACEIÓ, ALAGOAS - 23 A 29 DE SETEMBRO DE 2016
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Cícero Almeida copiou programa de Lessa da campanha 2012
PLÁGIO ELEITORAL INÚMEROS PARÁGRAFOS E FRASES SÃO CÓPIAS LITERAIS OU COM PEQUENAS ALTERAÇÕES EM RELAÇÃO À PROPOSTA APRESENTADA POR RONALDO RUBENS VALENTE Folha UOL - Brasília
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plano de governo entregue à Justiça Eleitoral pelo candidato a prefeito de Maceió (AL) Cícero Almeida (PMDB) repete trechos inteiros da proposta apresentada na eleição de 2012 pelo então candidato ao mesmo cargo Ronaldo Lessa (PDT). Há inúmeros parágrafos e frases que são cópias literais ou com pequenas alterações em relação à proposta protocolada por Lessa, que hoje é deputado federal e apoia o candidato Rui Palmeira (PSDB) na eleição municipal. Ou seja, Cícero e Lessa estão em lados opostos na disputa. A candidatura de Cícero, deputado federal licenciado, é apoiada pelo grupo do atual presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB -AL). Há transcrições literais ao longo de toda a peça de 91 páginas entregue à Justiça pela coligação “Pra Maceió voltar a crescer” (PMDB, PTdoB, PHS, PV, PSC, PRB, PSD, PTB, PTN, PRTB, PCdoB e SD). Sobre a saúde, por exemplo, o programa de Lessa dizia: “O objetivo deste programa é traduzir as ações de saúde municipais oriundas da relação do Governo
Municipal e Comunidade na busca de serviços de saúde mais resolutivos e humanizados, contribuindo para definição de políticas e aplicação de recursos que visem solucionar os problemas de saúde nas comunidades, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e bem estar social da população”. O texto de Cícero é idêntico, inclusive ao citar a “busca de serviços de saúde mais resolutivos e humanizados”. Procurado pela Folha, o candidato não foi localizado. Sua assessoria disse que ele estava em campanha nas ruas durante todo o dia e não poderia ser contatado. Na introdução, o documento entregue por Cícero afirma que o programa de governo foi desenvolvido com base em consulta popular feita pela internet, bem como por meio do resultado dos seminários temáticos onde foram discutidos assuntos de interesse prioritário para a capital. A consulta popular foi realizada pela FUG (Fundação Ulysses Guimarães), vinculada ao PMDB e mantida pelo Fundo Partidário, formado majoritariamente por verbas da União. O vice-presidente da FUG de Maceió, Sabino Fidélis, reiterou à Folha que
Boa parte do Plano de Governo de Almeida foi copiada do programa de Ronaldo Lessa na eleição passada
as propostas foram obtidas após uma consulta popular. Fidélis negou que a campanha tenha copiado ou transcrito trechos do programa de Lessa. Indagado sobre as semelhanças dos textos, Fidélis argumentou: “Na realidade, na discussão que se faz numa cidade, as pessoas terminam caminhando para um mesmo tema. Os problemas que foram enfrentados pelo Ronaldo continuam ainda”, disse. “Os problemas da gestão anterior são recorrentes, não foram dadas soluções. Então quando você faz uma consulta, vai a uma comunidade, está lá aquele mesmo problema”, afirmou.
Procurado, Ronaldo Lessa disse que não tinha conhecimento do programa de Cícero, por isso não poderia comentar e afirmou que seu programa de governo em 2012 foi criado a partir de uma consulta popular. “Nós tínhamos equipes para isso. A gente fazia debates na sociedade. Eu acho que o Cícero, pelo estilo dele, não deve ter feito esse trabalho que eu fiz, destacar um grupo para fazer um planejamento.” EDUCAÇÃO Dos 26 tópicos listados por Cícero no tema da educação, por exemplo, 18 têm transcrições idênticas ou muito semelhantes aos 23 tópicos do pla-
no de Lessa. O de Cícero aponta: “Priorizar a expansão do acesso à Creche na faixa etária de 5 meses aos 03 anos e à Pré -Escola na faixa etária de 04 a 05 anos, com a instalação das unidades em processo de construção e construção de novas Instituições de Educação Infantil” Lessa escreve: “Priorizar a expansão do acesso à Creche na faixa etária de 5 meses aos 03 anos e à Pré -Escola na faixa etária de 04 a 05 anos, com a instalação das unidades em processo de construção e construção de novas Instituições de Educação Infantil com a priorização de crianças em situação de risco”.
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MACEIÓ, ALAGOAS - 23 A 29 DE SETEMBRO DE 2016
Almeida sob suspeita de ocultar bens patrimoniais
RECEITA ENGANADA CANDIDATO A PREFEITO DE MACEIÓ SERIA DONO DE QUATRO APARTAMENTOS NA REGIÃO MAIS NOBRE DA CAPITAL MAS NÃO DECLAROU NENHUM VERA ALVES veralvess@gmail.com
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om a mesma agilidade com que troca de legenda, o deputado federal Cícero Almeida (PMDB) parece também trocar de imóveis. Ao menos é o que indicam suas declarações de bens à Justiça Eleitoral a partir da campanha que o reelegeu prefeito de Maceió, em 2008, até a atual, em que busca comandar pela terceira vez os destinos da capital alagoana. Depois dos escândalos dos “taturanas” e da Máfia do Lixo, esta semana Ciço – como é chamado por correligionários e entre opositores – se viu no meio de mais uma grave denúncia, a de ter escondido da Receita Federal um milionário patrimônio imobiliário composto por apartamentos na região mais nobre de Maceió, alguns deles avaliados em mais de R$ 1,5 milhão, bem acima do valor total dos bens que declarou este ano por força da legislação eleitoral: R$ 555.072,76. A denúncia de ocultação de bens dada inicialmente pelo jornalista Davi Soares no site Diário do Poder na segunda, 19, se espalhou pela internet mas deixou de ser comentada por Almeida durante o debate dos candidatos à Prefeitura de Maceió promovido na noite do mesmo dia pela TV Mar a despeito de ter sido questionado. Por ela, o candidato a prefeito pelo PMDB teria deixado de declarar ao me-
nos dois imóveis, cada um no valor de R$ 700 mil e que seriam dados como parte do pagamento pela aquisição de outro no valor de R$ 1,6 milhão. Duzentos mil reais seriam dados como sinal. Ocorre que o deputado federal não honrou com o compromisso de pagar os R$ 200 mil em duas parcelas de R$ 100 mil o que levou o vendedor, o corretor de imóveis Bruno Lisboa Goes, a ajuizar uma ação de execução extrajudicial que tramita desde o final de 2015 na 12ª Vara Cível da Capital sob o número 0730956-02.2015.8.02.0001. O NEGÓCIO O EXTRA teve acesso ao Instrumento Particular de Promessa de Compra e Venda firmado entre Almeida e Goes no dia 9 de junho de 2015 e registrado no Cartório do 2º Ofício de Notas seis dias depois para aquisição, pelo candidato a prefeito, do apartamento 404 do Edifício Catamarã, situado na Avenida Robert Kennedy, na Ponta Verde. O deputado federal se comprometeu a dar como parte do pagamento dois apartamentos de sua propriedade, o de número 101 do Edifício Valencia, localizado na Avenida Deputado José Lages, em Ponta Verde, com área privativa de 138 m2, e o de número 604 do Edifício Le Terrace, localizado na Rua Lourenço Moreira da Silva, na Jatiúca, com área privativa de 118 m2. Ambos avaliados em R$ 700 mil e com duas vagas na garagem.
do se candidatou e foi eleito deputado federal pelo PRTB – neste ínterim esteve filiado ao PEN e ao PSD –, declarou possuir um apartamento na Pajuçara, no Edifício Atlanta, localizado na Avenida Antônio Gouveia e avaliado em R$ 380 mil, e uma parte de um terreno desmembrado de uma fazenda em Maribondo, sua terra natal, avaliada em R$ 147 mil. Somados a duas aplicações financeiras, seu patrimônio em 2014 era de R$ 601.587,34. Almeida, que no ano passado filiou-se novamente ao PSD e este ano migrou para o PMDB de Renan Calheiros, disse ter ficado mais pobre dois anos depois. Pela declaração de bens das eleições 2016, seu patrimônio hoje é de R$ 555.072,76 e inclui uma Hilux financiada no valor de R$ 129.940,00 e um apartamento em um apart-hotel em Brasília avaliado em R$ 265.965,73, além de aplicações financeiras e R$ 60 mil resultantes da alienação do apartamento da Pajuçara. Desta forma, ele não teria nenhum imóvel de sua propriedade em Maceió ou mesmo em Alagoas.
Negociação envolveu o apartamento 404 do Edifício Catamarã
O detalhe é que nenhum dos dois imóveis constam das declarações de Almeida. Em 2008, quando disputou a reeleição de prefeito pelo PP - em 2004 ele foi eleito como candidato do PDT -, ele
declarou possuir um apartamento no Edifício Ilhas Mauritius, na Jatiúca, avaliado em R$ 300 mil, além de uma Pajero no valor de R$ 82 mil. Seis anos depois, quan-
OUTROS O EXTRA recebeu a informação de que, mediante promessa de compra e venda, o candidato do PMDB é dono de outros dois imóveis na Ponta Verde, o apartamento 102 do Edifício Saint Moritz, avaliado em R$ 1,5 milhão, e o apartamento 401 do Edifício Sirius.
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Omitir bens é crime eleitoral
A omissão de bens perante a Justiça eleitoral é crime previsto no artigo 350 da Lei 4737 de 15 de julho de 1965, passível de pena de até 5 anos de reclusão e pagamento de 5 a 15 dias-multa se o documento é público e reclusão de até 3 anos e pagamento de 3 a 10 dias-multa se o documento é particular. Trata-se do Código Eleitoral ainda em vigor e que prevê o agravamento da pena no caso de funcionário público responsável por falsidade documental.
Almeida ofereceu em dação seus apartamentos no Valencia (acima)e Le Terrace (primeiro à esquerda)
Ele também teria imóveis no Saint Moritz e Sirius (no centro)
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Julgamento de apelação de condenados é suspenso
TATURANAS SÉRGIO JUCÁ CRITICA ADIAMENTO DE DECISÃO PELA 3ª CÂMARA CÍVEL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA MAS DIZ QUE JÁ ESPERAVA POR PEDIDO DE VISTAS ODILON RIOS Especial para o EXTRA
Pedido de vistas do desembargador Fernando Tourinho suspendeu o julgamento, na 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça, dos condenados, em 1ª instância, nas investigações da Operação Taturana. Das 15 preliminares levantadas, 13 foram aceitas. Duas foram rejeitadas. Uma delas é que o deputado federal Arthur Lira (PP) não foi citado. Segundo a defesa, ele foi julgado à revelia. A outra se refere à prescrição da acusação de improbidade administrativa contra Cícero Almeida (PMDB). O processo retorna à pauta da 3ª Câmara na próxima quinta, dia 29, às vésperas das eleiões municipais. É grande a expecativa pelo resultado já que, se mantidas as condenações arbitradas em 2012, dois candidatos à Prefeitura de Maceió passam à condição de inelegíveis: Almeida e Paulão, do PT. A defesa sustentou, em uma das preliminares, que o deputado Arthur Lira (PP) não foi citado. “Foi julgado à revelia”, disse o advogado Fábio Ferrário. Tourinho alegou ter dúvidas sobre a citação. E pediu vistas. “Havia expectativa que ocorreria o pedido de vistas”, disse o procurador-geral de Justiça, Sérgio Jucá. Ele espera decisão favorável “à sociedade alagoana” no dia 29. A outra preliminar- le-
vantada pelo desembargador Celyrio Adamastor - é a prescrição das acusações de improbidade administrativa contra Cícero Almeida (PMDB) “Desejo dos taturanas não é terminar este processo. É eternizar até o quarto milênio”, disse o procurador Jucá. Antes do julgamento, para a imprensa, Sérgio Jucá criticou a “tramitação morosa” do processo da “maior roubalheira do Estado”. Em 2007, disse Jucá, a fraude na Casa de Tavares Bastos somou R$ 300 milhões; em valores atuais, R$ 1 bilhão. “São provas irrefutáveis”, disse. VOTO O desembargador Domingos Araújo Neto rejeitou as 15 preliminares levantadas pela defesa dos réus. No voto, disse que não existia foro em casos de improbidade administrativa. Sobre o Núcleo de Improbidade Administrativa, do Tribunal de Justiça (que decidiu pela condenação dos taturanas em primeira instância) Domingos disse que o núcleo não era “tribunal de exceção”. “Era instrumento de auxílio para julgamento dos processos [de improbidade]”, explicou o desembargador. A defesa questionou a sentença e existência do núcleo. O desembargador descartou que os réus não tenham sido citados, um dos argumentos da defesa; também não aceitou o argumento da defesa de Cícero Almeida de que a ação havia prescrito. Os réus “atacaram a sentença genericamente”, sem
Sessão da 3ª Câmara Cível durou mais de sete horas: julgamento será retomado no dia 29
falar de alguns fatos em profundidade, por exemplo, dos cheques assinados para pagar os empréstimos cobertos pela verba de gabinete. Disse que os contratos eram ilícitos, afirmou o relator. Houve desvio de finalidade ao se pagar empréstimos com verba de gabinete, lembrou. E disse que o Banco Rural acatou a ilegalidade, aceitando os cheques da verba de gabinete- na prática, verba pública dada em garantia ao banco. “MENTIROSOS” A 3ª Câmara é formada pelos desembargadores Celyrio Adamastor, Domingos de Araújo Lima Neto e Alcides Gusmão, que está de férias e foi substituído por Fernando Tourinho Filho. O voto de Domingos Neto tinha 118 laudas. O relatório,
seis páginas e meia. O processo tem 13 mil páginas, 12 mil laudas de documentos. Maioria deles do MPE. Antes do julgamento, Domingos Neto chamou de “mentirosos” aquele que diziam que o TJ cedeu à pressão para a abertura ao público do julgamento. “Juiz que cede à pressão não honra a toga que veste”. Disse que o processo não é segredo de Justiça, mas alguns documentos requerem sigilo. “Ninguém está até acima do bem e do mal”. “Este julgamento não será transformado em espetáculo circense. Todos conhecemos os direitos de urbanidade e cooperação”, explicou. “Não tem nada escondido”, insistiu. “Se quiser barganhar, esqueça”, avisou aos advogados dos réus. “A defesa colocou quatro
magistrados de estirpe no banco dos réus, Alexandre Machado de Oliveira, Andre Avancine, Carlos Aley Santos e Gustavo Souza Lima, todos da 18ª Vara Cível; qual a razão das críticas? Enfrentaram os sujeitos mais poderosos do estado, aqueles que se acham acima da lei; a operação taturana se iniciou com as falcatruas continuadas”; “autêntico e genuíno golpe nas finanças de Alagoas”; “o que ouvi hoje foi esperneio de amigos meus, os advogados de defesa”; “alguém ouviu falar do mérito da questão? Ficaram nas preliminares”; “alguém ouviu falar algum advogado dos empréstimos? Sequer um negou? Negou que o acusado firmou estas avenças? Nos autos estão os contratos”, afirmou Jucá, que chegou a ser aplaudido de pé.
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Veja o que diz a defesa de cada um dos réus Todos os nove deputados e ex-deputados réus nesta ação foram condenados à suspensão dos direitos políticos por dez anos; perda do cargo, emprego ou função pública exercido atualmente ou aquele que venha a ser titularizado; impossibilidade de contratar com o Poder Público ou dele receber benefício fiscal ou creditício, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoas jurídicas das quais seja sócio majoritário pelo prazo de 10 anos; pagamento de multa civil no importe idêntico ao do acréscimo patrimonial, além das custas processuais e à devolução de recursos com base no valor dos empréstimos contraídos junto ao Banco Rural. Confira o valor de devolução de cada um e o que dizem seus advogados. Arthur Lira (PP/AL)deputado federal. Condenado por atos de improbidade administrativa e obrigado a devolver R$182.830,22, com juros e correção monetária; O quê diz a defesa? Fábio Ferrário- Advogado- “Recebi inúmeros vídeos para o julgamento daqueles que desfalcaram R$ 300 milhões”; “esse é um processo malfadado desde o nascedouro”; “esse processo se transformou em arremedo para salvar a Policia Federal”; negou o desvio de R$ 300 milhões; “justiça não é justiçamento”; “porque não se deu o devido processo legal? Por que este processo está errado neste nascedouro?” “Arthur Lira sequer foi citado neste processo”; “eu [advogado] não posso receber citação sem ter procuração. Seria processado”; “é nulo este processo, não houve citação”; pediu a anulação do processo. Nelito Gomes de Bar-
ros- ex-deputado estadual. Condenado por atos de improbidade administrativa e obrigado a devolver R$ 435.353,30, com juros e correção monetárias. Paulo Fernando dos Santos- Deputado federal. Condenado por atos de improbidade administrativa e obrigado a devolver R$286.765,29, com juros e correção monetária. O quê diz a defesa? Fernando Maciel- Advogado de Paulão e Nelito Gomes de Barros – Disse que sem o segredo de Justiça (pedido do Ministério Público) não poderia falar de detalhes fiscais e financeiros de seus clientes porque infringiria o código de ética (apresentar em público dados sigilosos); julgamento antecipado dos acusados; a verba de gabinete tem caráter indenizatório e, se fosse usada para pagar empréstimos (nega que tenha sido usada para isso) não geraria ação de improbidade administrativa. “Houve infração do meu direito de fazer minha atividade de advogado”; Núcleo de Improbidade do TJ, que julgou as ações, é inconstitucional; disse que o processo “passou por cima como se fosse trator de esteira, derrubando tudo”; “como se diz que se tinham assessores que eram laranjas sem ouvir estes assessores”. Pediu a anulação do processo. Maria José Viana- exdeputada. Condenada por improbidade administrativa e obrigada a devolver R$55.392,67, com juros e correção monetária. Advogado não compareceu. Celso Luiz- prefeito afastado de Canapi. Condenado por atos de improbida-
de administrativa e obrigado a devolver R$170.520,78, com juros e correção monetária. O quê diz da defesa? Thiago Bonfim- Advogado- “Não tivemos a oportunidade de exercer a defesa no primeiro grau”; disse que gostaria de ter acesso à descrição do depoimento de uma testemunha; defendeu que o Núcleo de Improbidade é inconstitucional por ter sido criado por portaria e não lei estadual; disse que o processo se baseia em “ouvi fizer” e que isso se sobrepõe ao processo de legalidade; não houve a ampla defesa do acusado por não produção de prova pericial; disse que gostaria de discutir o mérito, a natureza da verba de gabinete; “mas o que estou discutindo é se meu cliente tem ou não o direito de se defender”; pediu a anulação do processo e o retorno dele para a primeira instância. João Beltrão- deputado estadual. Condenado por atos de improbidade administrativa e obrigado a devolver R$ 213.422,30, com juros e correção monetária. Luiz Guilherme- Advogado- Reclamou que documentos que “não interessavam” a Polícia Federal foram lacrados pela PF, com ordem do Supremo Tribunal Federal; os documentos que “interessavam” postos no processo. “Documentos que mostrariam que os empréstimos foram pagos antes de serem creditados”, explicou. “Nos deparamos com um processo onde apenas uma parte produz a prova [refere-se ao Ministério Público]”, contou. “Como posso mostrar que não houve utilização de laranjas, se estes ditos laranjas não foram ouvidos em audiência de instrução?”. Negou que Beltrão uso de
verba de gabinete ou teto financeiro para pagar estes empréstimos. “Como posso me defender quando o que eu preciso para me defender está em poder de terceiros? Por que este julgamento açodado pelo Núcleo [de Improbidade Administrativa] criado por este tribunal?”. “Todos pediram produção de provas. Todos os pedidos foram negados”; disse que o processo era nulo; “foi jogado no lixo” o direito de defesa. Cícero Amélio - conselheiro afastado do Tribunal de Contas. Condenado por atos de improbidade administrativa. Obrigado a devolver R$357.154,17, com juros e correção monetária. Bruno de Omena- Advogado- “De fato é uma tristeza ter de me ater mais a preliminar que ao mérito. Porque a defesa está absolutamente cerceada. Não tivemos oportunidade alguma de produzir provas”; “meu cliente não foi citado pessoalmente. Foi citado na pessoa do seu advogado, embora os advogados não tivessem os poderes na procuração”; “Cícero Amélio foi intimado, a defesa foi reconhecida como intempestiva, sem o ser. Ele sequer teve direito de apresentar direito à defesa prévia. Há um cerceamento em cima do cerceamento. Como pode essa ilogicidade?”; “nunca conseguimos produzir provas neste processo”; “houve julgamento negado”; disse que por ser conselheiro do Tribunal de Contas, Cícero Amélio, o juiz de primeiro grau não poderia julgar este processo. Pediu a anulação. José Adalberto Cavalcante Silva- ex-deputado. Condenado por atos de improbidade administrativa e obrigado a devolver R$74.900,55, com juros e
correção monetária. Determinou-se, ainda, quanto a este réu, o desbloqueio dos valores provenientes do seu salário. Daniel Brabo- Advogado- Disse que não foram notificados; a ação é nula, foi cerceado o direito de defesa; o Núcleo de Improbidade “rasgou o Código Civil”; não foram mostradas as irregularidades do ex-deputado no processo. Pediu que o processo fosse anulado para que os réus apresentem a defesa prévia. Cícero Almeida- deputado federal. Condenado por atos de improbidade administrativa e obrigado a devolver R$ 195.575,54, com juros e correção monetária. O quê diz a defesa? Marcelo Brabo -advogado- “o processo é natimorto”; alegou que Cícero teve mandato interrompido em 2004 por ele ter sido eleito prefeito de Maceió; daí a ação prescreveu; “Se for culpado, condene-se, mas respeitando os princípios legais”; matéria quanto a Cícero Almeida deveria ser suspensa ou desmembrada. Banco Rural S/A- Condenado por ato de improbidade administrativa. Proibida de contratar com o Poder Público ou dele receber benefício fiscal ou creditício, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócia majoritária, por três anos. Pagamento de multa civil no valor de R$ 1.971.911,82, referente à totalidade do dano provocado ao erário com os empréstios concedidos perla instituição a este gruipo de parlamentares e ex-parlamentares, além das custas processuais. Não enviou advogado para sustentação oral.
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Marechal Deodoro permanece sem prefeito
INFERNO ASTRAL AFASTADO PELA JUSTIÇA FEDERAL, CRISTIANO MATHEUS E MAIS 45 PESSOAS E EMPRESAS DERAM PREJUÍZO DE MAIS DE R$ 35 MILHÕES VERA ALVES veralvess@gmail.com
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fastado do cargo de prefeito de Marechal Deodoro a menos de três meses do fim do mandato, Cristiano Matheus da Silva e Souza parece estar definitivamente passando por um inferno astral. Além do afastamento determinado pela Justiça Federal na segunda, 19, e o não julgamento de um recurso por ele impetrado junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para invalidar investigações contra sua gestão por parte do Ministério Público Estadual, ele teve seus bens bloqueados e está em vias de ser condenado a ressarcir os cofres públicos em R$ 19.317.601,40, valor que inclui os danos ao erário e multa por atos de improbidade. Vice de Matheus, a professora Iolanda Gomes de Alcântara Romeiro deveria ter assumido ontem o comando da Prefeitura de Marechal, mas a morte de sua mãe, Edite Gomes, adiou a posse. Na noite da quarta Iolanda recebeu do presidente da Câmara de Vereadores, Abelardo Leopoldino, o ofício comunicando a decisão da juíza Izabelle Marne, da 2ª Vara da Justiça Federal, afastando o prefeito, e a convocando para assumir o cargo de prefeita. Durante os dois dias em que a prefeitura permaneceu acéfala, os comentários na cidade eram de que Iolanda Gomes não queria assumir o Executivo para não inviabilizar a candidatura do irmão, Walter Avelino, como vice-prefeito na chapa de Cláudio Roberto Ayres da Costa, o Cacau, candidato a prefeito pela oposição. O
presidente da Câmara, por sua vez, também não estaria disposto a assumir porque a esposa é candidata a vereadora, enquanto os demais vereadores aptos na linha de sucessão também descartavam assumir a gestão por serem candidatos à reeleição. Em meio ao imbróglio, Cristiano Matheus ainda não anunciou se vai ou não recursar contra a decisão da Justiça Federal. O afastamento dele foi qualificado como desnecessário e prejudicial ao interesse público pelo advogado Fábio Ferrário, que preferiu não comentar as acusações feitas pelo Ministério Público Federal (MPF). O MPF entrou com três ações ci- Posse de Iolanda Gomes, prevista para ontem, foi adiada em função da morte da mãe vis públicas de improbidade contra Matheus, sendo que a que ensejou este afastamento e o bloqueio de bens é referente a irregularidades no programa de transporte escolar e que tramita na 2ª Vara da Justiça Federal sob o número 080582170.2016.4.05.8000. Na 13ª Vara Federal tramita o processo número 0805887-50.2016.4.05.8000 relativo a irregularidades no programa de merenda escolar, cujo juiz, Raimundo Alves de Campos Jr., também determinou o bloqueio de bens do prefeito afastado. Uma outra ação de improbidade por irregularidades em obras públicas é alvo do processo de número 0805844-16.2016.4.05.8000 que tramita na 4ª Vara Federal. Somados, Matheus e outros 45 réus - pessoas físicas e jurídicas -, deram um prejuízo ao erário de R$ 35.201.762,07, valor que, acrescido de multas, eleva para mais de R$ 120 milhões o montante que podem ser condenados a devolver. Cristiano Matheus é acusado pelo MPF de fraude em licitações e superfaturamento
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Transporte escolar: licitações forjadas e empresa “laranja”
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oi a partir da instauração de um inquérito civil e de diligências da Controladoria-Geral da União, ambas em 2014, que o Ministério Público Federal aprofundou as investigações que ensejaram a denúncia de irregularidades no programa de transporte escolar e merenda escolar em Marechal Deodoro. Os procuradores envolvidos no trabalho de campo descobriram um esquema de licitações forjadas e contratação de empresas sem licitação e de empresas “laranjas” que teve início em 2009, ainda no primeiro mandato de Cristiano Matheus. No caso do transporte escolar, afirma o MPF na denúncia que as “irregularidades ocorreram em três contextos sucessivos: a) contratação emergencial de JB DOS SANTOS LOCAÇÕES DE VEÍCULOS – ME, no início do mandato do atual Prefeito de Marechal Deodoro; b) contratações simultâneas das empresas VELEIRO TRANSPORTE E TURISMO LTDA. e da BM TUR TRANSPORTES LTDA. – ME., em decorrência do Pregão Presencial 005/2009; e c) contratações sequenciais das empresas STEPHANNY TURISMO e TRANSLOC (esta última, uma empresa “laranja” da primeira)”. O MPF também detalha o envolvimento do vereador Juscelino Vicente no esquema, ao revelar que o mesmo teve quatro ônibus de sua propriedade contratados para a prestação do transporte escolar “embora houvesse sido formalmente contratada a empresa TRANSLOC e embora se valesse a STEPHANNY TURISMO (e seu representante, o requerido JUNIOR PANDA) da marca TRANSLOC para realizar, de fato, a prestação daquele serviço no município. Por que tanta deferência a esse vereador? A resposta passa seguramente
pelas atribuições funcionais do senhor JUSCELINO VICENTE JOSÉ DA SILVA. Não só pelas atribuições ordinárias de Vereador de Marechal Deodoro, mas sobretudo pela atuação desse senhor como Presidente da Comissão Especial de Investigação instaurada em desfavor do atual Prefeito daquele município, o requerido CRISTIANO MATHEUS”. E o mais grave, enquanto os ônibus doados pelo governo federal dentro do programa Caminho da Escola eram mantidos parados pela prefeitura, os estudantes eram transportados em veículos com até 23 anos de fabricação, com pneus carecas, num claro rico à segurança dos alunos. Os mais novos foram fabricados em 2000. Nesta ação, Cristiano Matheus é acusado de provocar um prejuízo de R$ 5.533.385,21 e pode ser condenado a pagar R$ 16.600.155,63 sendo R$ 11.066.770,42 referente a multa no valor de duas vezes o valor do dano.
Ressarcimento e multa por irregularidades no tranporte escolar
MERENDA E OBRAS Em relação à merenda escolar, as principais irregularidades são de direcionamento de licitação e superfaturamento para compra de alimentos destinados às escolas da rede municipal envolvendo recursos federais, enquanto na ação que trata de irregularidades em obras públicas os procuradores detalham um esquema de superfaturamento e direcionamento de licitação nas obras de recuperação da orla lagunar de Marechal e na orla da Praia do Francês e de escolas da rede municipal. O MPF detalhou quanto cada um dos 46 denunciados causou de dano aos cofres públicos e os valores devidos incluindo a multa e que, somados, totalizam R$ 120.359.383,02.
Ressarcimento e multa por irregularidades na merenda escolar
Ressarcimento e multa por irregularidades em obras públicas
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Arapiraca inaugura escola construída pela MVC
PRO-INFÂNCIA
UNIDADE OFERECE CONFORTO TÉRMICO E ACÚSTICO E MAIOR DURABILIDADE E RESISTÊNCIA
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Prefeitura de Arapiraca inaugurou, no último dia 20, a nova escola da cidade, o Colégio Militar Tiradentes de Arapiraca, no bairro Bom Sucesso. Construída pela MVC, empresa brasileira líder no desenvolvimento de soluções em plásticos de engenharia e pertencente às Empresas Artecola, a nova escola tem capacidade para atender até 360 jovens por turno. Segundo Jean Zolet, ge-
rente de operações da MVC, a empresa já fez a entrega, desde 2011, de mais de 60 escolas no estado de Alagoas, que atendem cerca de 30 mil jovens estudantes. “Estamos muito felizes com mais esta inauguração. É muito importante cada nova escola concluída e entregue pelo que representa no melhor atendimento das necessidades e expectativas das comunidades envolvidas”, explica o executivo.
A nova escola Colégio Militar Tiradentes de Arapiraca integra oo programa Pró-Infância e foi construída com o inovador sistema Wall System desenvolvido pela MVC. Com área construída de 4.000 m², possui em sua composição arquitetônica, doze salas de aula (bloco pedagógico), bloco administrativo, bloco de serviços, multiuso, pátio coberto, parque, cozinha, refeitório, quadra esportiva, campo de futebol e sanitários,
entre outros ambientes, que permitem a realização de atividades pedagógicas, recreativas, esportivas e de alimentação, além das administrativas e de serviço. SISTEMA CONFIÁVEL Desde 2004, a MVC já construiu pelo sistema Wall System cerca de 250 mil metros quadrados de conjuntos de escolas, casas, creches e edificações de usos diversos no Brasil e no ex-
A nova escola Colégio Militar Tiradentes de Arapiraca integra o programa Pró-Infância e foi construída com o inovador sistema Wall System desenvolvido pela MVC
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Construída com o sistema Wall System, a nova escola tem capacidade para atender 360 estudantes por turno
terior, em países como Angola, Moçambique, Paraguai, Uruguai e Venezuela, entre outros. Em vez dos materiais tradicionais, são construídas com o sistema Wall System, composto de estrutura de perfil pultrudado
(compósito reforçado com fibra de vidro de alto desempenho), painel sanduíche de lâminas em compósitos reforçados com fibra de vidro (similar ao utilizado em aviões, trailers e barcos, entre outros) e núcleo
especial, que garante o desempenho térmico, acústico e resistência ao fogo. As características do sistema construtivo Wall System da MVC proporcionam sensíveis ganhos no tempo de cons-
trução da creche, padrão de acabamento de elevada qualidade e maior durabilidade e vida útil. Além disso, as escolas podem ser totalmente acessíveis, desenvolvidas especialmente para portadores de deficiência.
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Entre as vantagens em relação ao processo tradicional, o sistema oferece maior velocidade de construção, durabilidade, resistência, flexibilidade, conforto térmico e acústico, obra limpa e desperdício zero. O sistema construtivo foi homologado sob a norma NBR 15.575/2013, que define os requisitos de desempenho da construção no Brasil, obtendo classificação superior na maioria dos parâmetros avaliados. A MVC é reconhecida internacionalmente como empresa inovadora e de grande capacidade de aplicação de avançados processos e materiais no segmento de plásticos de engenharia. Desenvolve produtos com soluções completas e personalizadas para os mercados automotivo, transporte, agronegócio, energia eólica e de construção civil.
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PEDRO OLIVEIRA
Para refletir:
Pesquisa eleitoral, decisão judicial e editorial de jornal somente são bons quando coincidem com a opinião da gente”. (Nelson Porto)
A hora dos calhordas
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a calada da noite, gerado nos gabinetes pútridos da Câmara dos Deputados, quase se conclui um plano imoral e afrontoso ao povo brasileiro com consequências drásticas para o combate a corrupção. Um grupo de marginais travestidos de parlamentares tentou sem sucesso golpear de morte a louvável proibição do escabroso “Caixa Dois” nas campanhas eleitorais, item constante das propostas do Ministério Público, chancelada por mais de 2 milhões de assinaturas. Agiram às escondidas e tramaram contra os princípios da moralidade. Foram eles mesmos: canalhas, bandidos e escroques. O presidente da comissão que estabelece medidas contra a corrupção, deputado Joaquim Passarinho (PSD-PA), disse que teve, na segunda-feira, 19, uma tentativa de “golpe” com a inclusão na pauta de um projeto para anistiar políticos e empresas que participaram de esquemas de caixa 2. Passarinho classificou o ato como “lamentável”. “Esse tipo de ação causa um descontentamento, pois isso não cabe mais no parlamento. As coisas têm de ser feitas às claras. Se era para beneficiar alguns partidos, tinham outros que poderiam ser beneficiados também e que não aceitaram esse tipo de conchavo”. O deputado disse ainda que a Câmara foi convocada para a sessão com uma pauta específica na qual não constava o projeto que tratava da criminalização do caixa 2. A proposta está parada na Casa há oito anos. Passarinho disse ter visto com estranhamento a omissão de nomes dos autores da proposta ou do relator do novo parecer e reiterou que nenhum membro da comissão foi consultado sobre o assunto. “Todo mundo sabia que existia algo rondando aquela Casa, então é muito estranho que ninguém tenha visto esse texto.” O parlamento não pode mais se prestar a esse tipo de coisa e a reação do plenário foi muito satisfatória. O primeiro secretário da Câmara, Beto Mansur (PRB-SP) decidiu retirar a proposta da pauta após ser pressionado por deputados e que protestaram em plenário. Após um acordo entre grandes partidos, deputados tentaram utilizar uma das 10 medidas de combate à corrupção, propostas pelo Ministério Público Federal (PMF), para garantir a anistia de políticos que se beneficiaram da prática. São amorais, são indecentes, são calhordas.
Grave não. Gravíssimo
Comentando a ação do PSDB que pede a impugnação da chapa Dilma Rousseff/Michel Temer das eleições presidenciais de 2014, o ministro do STF e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Gilmar Mendes disse que o PSDB, cujo candidato Aécio Neves foi derrotado no segundo turno, não perdeu pleito por causa da vontade popular. “Muita gente atribuía e o próprio PSDB entendeu que perdeu as eleições por conta das urnas. Na verdade perdeu as eleições, muito provavelmente, por causa do abuso econômico”, afirmou. Mendes diz não saber qual será o final do processo, mas espera que ele gere um “inventário digno de como se fazia campanha no Brasil e o que foram as eleições de 2014”
pedrooliveiramcz@gmail.com
Toma Lewandowski
Gilmar Mendes voltou a criticar seu colega de toga, o ministro Ricardo Lewandowski, pela decisão durante o julgamento do impeachment de permitir o fatiamento da análise das penas pelo Senado, o que permitiu que Dilma Rousseff fosse cassada, mas mantivesse seus direitos políticos, o que poderia contrariar o artigo 52 da Constituição, que determina a “perda do cargo, com inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública”. “Considero essa decisão constrangedora, é verdadeiramente vergonhosa. Um presidente do Supremo (na época, Lewandowski) não deveria participar de manobras ou de conciliábulos. Portanto não é uma decisão dele. Cada um faz com sua biografia o que quiser, mas não deveria envolver o Supremo nesse tipo de prática”, atacou Mendes.
Exército na eleição. Para que?
A depender da vontade muitos magistrados no interior do Estado a presença do Exército nas ruas no dia da eleição é imperiosa. Há nessa suposta “precaução” um tanto de exagero. Conversei com duas altas autoridades de nossa Segurança Pública que garantiram “não haver necessidade alguma da presença das tropas federais nos municípios”. Todos sabem que os soldados enviados para “garantir o pleito” são jovens inexperientes, sem o treinamento adequado e ainda sem a maturidade suficiente para a missão. Há sim certo alarme “tupiniquim” e também pouca noção desses magistrados para o item segurança. Eles devem achar muito empolgante os menininhos de “verde oliva” sob suas ordens. Espero que o Tribunal Superior Eleitoral ao julgar corrija esse demasiado equívoco.
Recado aos presentes
Ainda ecoam em nossos ouvidos as palavras no ministro Celso de Mello (STF), mirando nos olhos das mais altas figuras da política nacional (boa parte deles denunciados ou citados em ações de corrupção pendentes na Justiça) por ocasião da posse da ministra Carmem Lúcia, na presidência da mais alta corte da Magistratura brasileira. “A corrupção traduz um gesto de perversão da ética do poder e de erosão da integridade da ordem jurídica, cabendo ressaltar que o dever de probidade e de comportamento honesto e transparente configura obrigação cuja observância impõe-se a todos os cidadãos desta República que não tolera o poder que corrompe nem admite o poder que se deixa corromper”. “O direito ao governo honesto constitui uma insuprimível prerrogativa da própria cidadania. E que, deste tribunal parta a advertência severa e impessoal de que aqueles que transgredirem tais mandamentos expor-se-ão sem prejuízo de outros tipos de responsabilização, não importando a sua posição, se patrícios ou se plebeus, devendo ser punidos exemplarmente na forma da lei esses infiéis da causa pública, esses indignos do poder”. Recado dado. Na cara de cada um dos “indignos”.
A palavra dos candidatos Até as eleições a coluna estará publicando o que pensa e o que propõe cada candidato à Prefeitura de Maceió. O espaço foi acordado com as assessorias de imprensa dos postulantes com a condição de que os textos contenham apenas opiniões e propostas, não sendo permitidas acusações e ofensas de qualquer natureza. Por questão de espaço apenas os dois primeiros candidatos apontados nas pesquisas de opinião serão publicados.
Cicero Almeida Os projetos para o turismo de Maceió Maceió tem um potencial incrível para o turismo. Hoje este é o setor que mais gera empregos e tenho orgulho de dizer que na minha gestão como prefeito, trouxemos para a nossa cidade o título de mais bonita do Brasil. Esse prêmio foi conquistado graças aos inúmeros projetos que desenvolvemos, desde infraestrutura até a participação em grandes eventos nacionais. Junto ao Governo do Estado, pretendemos retomar esse crescimento por meio da captação de novas empresas, pela geração de incentivos ao turismo, o ordenamento dos serviços na cidade levando em conta cada detalhe, e realizando ações em consonância com técnicos e profissionais que atuam diretamente no setor. Assim reconquistaremos nosso título e geraremos centenas de novos postos de trabalho. (Texto sob a responsabilidade da assessoria do candidato Cícero Almeida).
Rui Palmeira Maceió de frente para a Lagoa “É prioridade em nosso plano de governo para os próximos quatros anos, o programa Maceió de frente para a Lagoa. Vamos beneficiar diretamente 150 mil pessoas no Bom Parto, Mutange e Bebedouro, construir cerca de 2 mil moradias, estimular a economia com 192 estabelecimentos comerciais, fazer saneamento, pavimentação e nova iluminação, além de três creches, uma escola e uma unidade de saúde. Haverá ainda áreas de lazer, recuperação do campo de futebol, e um novo olhar para o turismo na região da Lagoa. Esse é um projeto que mudará não só a cara da cidade, como trará à população que vive nessa localidade uma melhor qualidade de vida. Maceió precisa seguir em frente, com responsabilidade de gestão e muito trabalho pelo bem do nosso povo”.(Texto sob a responsabilidade da assessoria do candidato Rui Palmeira).
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CLÁUDIO VIEIRA
Soberba, arrogância, cinismo e estultice
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enunciando o ex-presidente Lula da Silva, como resultado das investigações da Lava-ajato, o Ministério Público Federal agiu da forma esperada pela Nação. A surpresa ficou por conta do excesso despropositados dos procuradores da República na coletiva concedida aos
A atitude dos procuradores, por sua vez, ensejou mais um destempero do ex-presidente Lula. A quem se proclamou o homem mais honesto do Brasil , quiçá do mundo, nada custa compararse a Jesus Cristo. órgãos de comunicação. É certo que o Ministério Público, nas ações criminais incondicionadas, como aquela, é parte, ou melhor, presenta a parte ofendida, ou seja, o
Estado. Certo, também, que a parte, por essa mesma natureza, pode e deve ser parcial, não lhe sendo vedadas declarações públicas de sua opinião no processo. No entanto, de promotores e procuradores da República, por presentarem o Estado, espera-se comedimento na linguajem, em respeito aos princípios constitucionais. Em suma, não é aceitável que tais autoridades vão além da função persecutória aos autores de delitos; não devem eles adjetivarem os denunciados de forma tão contundente e excessiva que possa induzir a sociedade a julgamento precipitado e escárnio do acusado, olvidando que o objetivo do processo penal é a busca da verdade dos fatos. Esperemos que o excedimento não venha a favorecer a impunidade. A atitude dos procuradores, por sua vez, ensejou mais um destempero do ex-presidente Lula. A quem se
Dry Martini, a história de um mito da coquetelaria
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origem do coquetel situa-se, com toda certeza, nos Estados Unidos, embora existam diversas histórias para colocar a criação do drink em vários lugares e em diferentes circunstâncias. Mas uma coisa de que ninguém pode discordar é que a mistura do Gin com o Vermute seco se tornou o coquetel mais famoso do mundo. Quem teria pensado que uma fórmula tão simples poderia gerar todo um universo ao redor de si?
O Dry Martini é um coquetel extremamente seco, de um sabor forte que chega a encher os sentidos. Quem poderia imaginar que a partir de uma combinação simples - o Dry Martini é apenas Gin, Vermute seco e uma azeitona -, se criaria uma bebida capaz de ser um verdadeiro mito? As grandes receitas, as obras dos grandes mestres e as grandes ideias são assim. Simples, trans-
parentes, mas com a capacidade de gerar infinitas interpretações que a tornam gigantes. Nesta ocasião é a vez de uma combinação despretensiosa, mas perfeita e que se tornou um ícone da coquetelaria. O Dry Martini é delicado, fresco e aromático. Existem diferentes teorias sobre sua origem, mas um elemento é comum em todas elas: seus ingredientes. Para que um Dry Martini seja perfeito, deve ter sempre uma parte de Gin e outra de Vermute seco. Diferentes histórias lhe dão a fama e a reputação de ser uma grande bebida. Alguns dizem que foi criado em Londres, por uma garçonete que trabalhava no Hotel Savoy. Outros que se originou em Nova York e quem o criou foi alguém chamado Martini, em uma festa para o magnata Rockefeller. Provavelmente surgirão, ao longo do tempo, mais histórias semelhantes ou alguma que se torne totalmente encantadora, mas alguém irá se importar com a sua origem quando você pode preparar
Advogado e escritor, membro da Academia Maceioense de Letras
proclamou o homem mais honesto do Brasil, quiçá do mundo, nada custa comparar-se a Jesus Cristo. E foi o que ele fez sem contrição, na maior cara-de-pau. Defender a política corrupta, e considerar os políticos, por mais ladrões que sejam, aprovados pelo povo em eleições, não está fora da natureza petista-lulista, desde que o conceito, ao fim e ao cabo, seja benéfico aos seus próprios ladrões. Menosprezar o servidor público, aquele que através de concurso obtém o direito de ocupar um cargo de Estado, é até natural em quem usa da retórica para louvar a sua própria ignorância. Nesse particular, concedamos, não é ele o único, pois a quase totalidade dos políticos brasileiros, mesmo aqueles que tiveram o privilégio do aprendizado nos bancos escolares, estimam-se pes-
soas superiores ao pobre mortal que estuda horas sem fim para enfrentar um concurso público e, após, labora com dedicação a serviço do Estado e da população, o mais das vezes sujeitando-se a governantes que, por conveniência populista, ou talvez inveja, negam-lhe o aumento anual de salários, mera reposição de valores defasados. Observando esse verso e reverso da mesma moeda – procuradores e o denunciado Lula – vemos nos primeiros soberba e arrogância talvez agitadas pela juventude dos mesmos; quanto ao ex-presidente, sem dispensar tais más-qualidades, acrescente-se cinismo e estultice, essas duas últimas imperdoáveis. Bem, talvez possa-se perdoá-las, por resultarem da embriaguez do populismo.
JÂNIO FERNANDES Restaurateur
o seu Dry Martini em casa? O sabor desse coquetel combina muito bem com algo salgado como biscoito salgado, frutos secos, etc. Isso ajuda a preparar o estômago e a mente para receber o trago etílico do Dry Martini, uma bebida forte, estimulante do apetite. Quando bebe um Dry Martini você vê a vida de outra cor, é básico que você tenha isso em mente. Com dois, começa a ver o seu companheiro de bar como o melhor amigo que já teve na vida. Você provavelmente precisará estar aberto a essa possibilidade. E com três, é possível que a articulação das palavras não saia tão fluida como de costume. Agora, se você decidir encarar um quarto drink, meu conselho é que você tente selecionar com cuidado as palavras. A partir daí, falar deve ter se tornado muito mais fácil. O Dry Martini é um coquetel extremamente seco, de um sabor forte que chega a encher os senti-
dos. Já me disseram que o melhor Dry Martini se toma no Dukes Bar, de Londres, que fica no luxuoso hotel boutique do mesmo nome. Apesar de eu nunca ter estado lá, para mim o melhor Dry Martini se toma no “Dry Martini Cocktail Bar” do mestre Javier de las Muelas, em Barcelona. Uma das coisas que poucos entendem é que quando se atinge a fama deve-se aceitar uma série de condições. Cumprir com os requisitos e obrigações, avaliar fatos, lendas, controvérsias e dogmas. Esse é o caso do Dry Martini, o mais gourmet dos coquetéis, o mais sensual e também o mais sutil. Sem dúvida o Dry Martini merece atenção. É uma bebida de presença e eu poderia citar uma centena de qualificativos para me referir ao Rei dos Coquetéis, mas, por ora, vou apenas dizer que ele é maravilhoso, elegante, chique, mítico e fascinante.
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ARTIGOS
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JORGE MORAES Jornalista
A festa é no interior
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o artigo da semana passada destaquei a importância da mídia e das redes sociais na campanha eleitoral desse ano. Durante toda essa semana, a mídia nacional trouxe como destaque em seus noticiários jornalísticos a informação de que as cidades estão mais limpas e menos poluídas pelo lixo eleitoral verificado em eleições anteriores, re-
No interior é tudo muito mais fácil e diferente. Pergunte e ele responde na hora: é o fulano do Bode; é o sicrano da Pedra Lascada; ou o beltrano do sítio Redondo. É sempre assim. duzindo o trabalho de quem limpa e cuida das cidades todos os dias. Essas mudanças foram atribuídas, também, às novas regras estabelecidas pela legislação eleitoral, quanto à proibição de ajuda financeira por empresas e
pelo comportamento dos candidatos esse ano, fruto da ajuda financeira pequena, quase insignificante, em relação a outras eleições. Com isso, esse impedimento possibilitou, pelo menos, uma redução em 6 bilhões de reais nos gastos com a campanha eleitoral. Um dinheiro que deixou de circular no País, de forma lícita ou não, e a gente já sabe como é devolvido. Com obras e superfaturamentos. Pois bem. Apesar de todas essas medidas em boa hora da justiça e das mudanças verificadas, me parece que esse quadro ainda não atingiu diretamente algumas cidades no interior. Quando o lugar é pequeno e o dinheiro é mais difícil de chegar, é o corpo-a-corpo que funciona. O candidato tenta conquistar o voto na boa conversa e, às vezes, no grito mesmo. Quando a cidade do interior já tem um status maior, funcionam os carros de som em alto volume, bem acima do que é permitido em lei; a distribuição de panfletos; cartazes em lugares proibidos; carreatas; caminhadas; aperto de mão;
Rumo ao desconhecido
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stou muito preocupada com o futuro do Brasil e, consequentemente, com nosso amanhã. O panorama do país é assustador: após 13 anos de governo, o PT nos deixou completamente falidos, virou oposição, quer consertar os próprios erros, achando que são dos outros. Se olharmos para o Congresso Nacional veremos o presidente Renan Calheiros, alagoano de Murici, sendo investigado pela Lava Jato e respondendo a vários processos no Supremo Tribunal Federal. Esta semana quis aprovar um projeto anistiando os desvios referentes ao caixa dois de eleições passadas. Não conseguiu.
O Poder Legislativo é um verdadeiro poço de ações judiciais. Os taturanas , desviaram 300 milhões dos cofres públicos em 2007; seus processos estão sendo apreciados pelo TJ. No julgamento para afastar Dilma, armou uma arapuca garantindo os direitos políticos da presidente e já se proteger em possíveis processos seus. Lembrei-me dos velhos tempos da Assembleia! Dos deputados e senadores que for-
mam o Congresso Nacional muitos estão incluídos nas delações premiadas nas mãos da força-tarefa de Curitiba. Dos ministros de Temer, alguns já foram demitidos e outros vivem apreensivos com medo de serem indiciados. A imprensa já denunciou que o ministro Dias Tóffoli, do Supremo Tribunal Federal, teve sua casa reformada por uma empreiteira. Graças ao ministro Gilmar Mendes foi suspensa uma delação que detonaria o jovem magistrado. Li uma entrevista dele, amedrontado, dizendo que a Lava Jato estava lembrando as Forças Armadas em 1964.Está apavorado!!! No Judiciário alagoano já houve um grande escândalo, culminando com o afastamento do presidente do TJ. Ninguém esperava que chegasse a tanto. O moço, jovem desembargador com menos de 60 anos, contratou advogados caríssimos para se defender. Estamos esperando o final da novela para ver no que vai dar. Aguardem cenas dos próximos capítulos! O Tribunal de Contas de Alagoas, órgão auxiliar da Assembleia Legislativa, teve um conselheiro, ex-deputado, afastado, cheio de denúncias. O Poder Legislativo é um verdadeiro poço de ações judiciais. Os taturanas , desviaram 300 milhões dos cofres públi-
compromissos futuros; promessas que não serão cumpridas; denúncias vazias; e, até que seja provado o contrário, todo mundo está eleito. Ou seja, teria que ser construída uma prefeitura para cada candidato. Essa situação, consegui enxergar no final de semana do feriado da Emancipação Política no Estado de Alagoas. Viajei do Agreste ao Sertão alagoano, passando por cidade, às vezes, quase desertas, mas que sofriam uma verdadeira transformação nos finais de tarde e períodos noturnos. Ficava imaginando de onde saíram tantas pessoas para gritar e agitar bandeiras de seus candidatos. Pagos ou não para isso, eles estavam lá gritando os nomes e números de seus candidatos. Diferente das últimas pesquisas feitas nas capitais brasileiras, por exemplo, quando o povo ainda não sabe quem são os candidatos a vereador, no interior é tudo muito mais fácil e diferente. Pergunte e ele responde na hora: é o fulano do Bode; é o sicrano da Pedra Lascada; ou o beltrano do sítio Redondo. É sempre
assim. Se ele vai cumprir isso mesmo diante da urna, impossível saber. Como diria uma velha raposa da política: “Na hora H, dá uma vontade de trair”. É assim, então, como caminha a nossa eleição majoritária e proporcional. No interior, diferente da capital, é só festa, cachaça, alegria, tapinhas nos ombros; beijos e abraços. A turma do já ganhou entra em campo com toda força e a certeza da vitória. Vai contrariar essa gente. Quer comprar uma briga, pelo menos de brincadeira, diga que o “fulano” não tem chance de se eleger. Participei, como curioso, até de algumas carreatas. Ouvi comentários dos mais absurdos, sendo obrigado a concordar com todos, a favor ou contra. Mesmo sem conhecer alguns desses candidatos, cheguei a engrossar o discurso e os gritos de já ganhou. Vocês acham que sou louco em discordar de quem tem ideia fixa? É por isso que o inferno está cheio dessa gente. Por mim, no interior, é só festa.
ALARI ROMA- TORRES Aposentada da Assembleia Legislativa
cos em 2007; seus processos estão sendo apreciados pelo TJ. O primeiro vai já ser julgado nesta semana. Vários deputados, taturanas, continuam dirigindo a Mesa da Casa de Tavares Bastos. Agem em silêncio, não publicam a folha de pagamento, investem R$ 6 milhões numa biblioteca fantasma, conseguiram R$ 24 milhões do Governo do Estado para “desjejum dos Senhores Deputados”. Haja comida!!! Dois candidatos a prefeito de Maceió são taturanas e podem ter suas candidaturas cassadas. Aguardam o julgamento em segunda instância. Ex-prefeitos, ex-vereadores, prefeitos, vereadores estão sendo afastados por corrupção. Funcionários públicos também estão na mira da Justiça. Perguntei a uma autoridade da Justiça Eleitoral de Pernambuco como estava a campanha sem dinheiro. E ela respondeu: “Continua correndo muita grana, só não sei de onde vem”. Num país eivado por escândalos de corrupção, a mentalidade não mudará nunca. Correm boatos a respeito da com-
pra de votos: uns dizem que valem cem, outros que valem duzentos. As listas com cadastro de eleitores já aparecem na televisão. O problema é que nada mudou. Quem não tiver dinheiro, perde a eleição. Até greve de cabos eleitorais já aconteceu. Analisem comigo, caros leitores: como vamos voltar a produzir, a investir num país, cuja corrupção não tem limites, com membros dos 3 Poderes sendo investigados no país inteiro? A lei da ficha limpa vai dar muito trabalho para ser aplicada. Encontrar políticos “virgens de denúncias” será dificílimo. O mais importante em meio a tanta corrupção é retirar da mente do eleitor e do candidato, que o dinheiro público não pode ser usado em benefício próprio. Atônitos, ficamos imaginando para onde caminham nosso país e nosso estado, se os dirigentes são petroleiros, mensaleiros, taturanas, investigados pela Polícia Federal ou já pronunciados na Justiça. Caminham, na cabeça da “velhinha das Alagoas” para o desconhecido!
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ELIAS FRAGOSO
Eu prometo...
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momento é mais que adequado. Estamos às vésperas das eleições para prefeito em nosso país, mas pelo que se percebe novamente um dos temas mais importantes para os municípios e para a vida das pessoas irá de novo passar em “brancas nuvens” das discussões. Trata-se da
E isso deve servir de alerta aos candidatos: cuidado para não virarem a Dilma local. Isso mesmo. Essa eleição pode ser um divisor de águas entre o prometido e não cumprido para os eleitos. divisão do bolo tributário entre os três entes federados. Estamos em plena época eleitoral e numa conjuntura marcada pela desmoralização e exacerbação
Empresário, economista, ex-secretário de Planejamento do Ministério da Agricultura, prof. da UFAL e da Universidade Católica de Brasília
da descrença nos políticos. Era de se esperar que os candidatos às prefeituras e seus marqueteiros dessem uma reciclada. Mas o que vemos? Literalmente, o mesmo de sempre. Um conjunto de platitudes pasteurizadas; propostas mirabolantes (mormente em momento de quebradeira geral das prefeituras); acusações de lado a lado e promessas, muitas promessas. Não há quem não reconheça, desde os primeiros segundos da emissão, a falsidade açucarada dos textos, a delirante pletora de números a respeito de obras feitas ou ainda a fazer, a facilidade automática das denúncias sobre carências que não serão resolvidas, a estridência das promessas sem lastro. E, claro: o momento “autocrítica”, quando o candidato se penitencia do que prometeu e não cumpriu. O
que só a velhinha de Taubaté acredita. O marketing continua se sobrepondo ao debate autêntico dos problemas das cidades brasileiras e escamoteando o que é preciso, urgente, impostergável resolver. •O que fazer para melhorar a qualidade da educação (uma das piores do mundo sob todos os contextos); •E com a saúde onde as pessoas literalmente morrem à mingua por não conseguirem esperar 45 dias para serem “atendidas” por um especialista ou, mais grave ainda, cerca de 173 dias – isso mesmo – por um procedimento cirúrgico simples); •Saneamento básico (apenas 38% das casas no Brasil são atendidas...) •Transporte público (de péssima qualidade na maioria das capi-
tais e quase inexistente nos demais municípios)? •E isso deve servir de alerta aos candidatos: cuidado para não virarem a Dilma local. Isso mesmo. Essa eleição pode ser um divisor de águas entre o prometido e não cumprido para os eleitos. A sociedade já aprendeu que somente nas ruas obtém dos políticos o que desejam. Quando as pessoas foram às ruas pela primeira vez em 2013 a então governante do país fez saber via imprensa que suas reinvindicações seriam acolhidas. Não o fez e deu no que deu. E o que as pessoas já pediam lá atrás? O fim da corrupção desenfreada; Atendimento digno na área de saúde; Educação de qualidade; Transporte público eficiente e segurança. Mais recentemente foram acrescidos: retorno do crescimento e emprego.
MACEIÓ, ALAGOAS - 23 A 29 DE SETEMBRO DE 2016
REPÓRTER ECONÔMICO
JAIR PIMENTEL jornalista.jairpimentel@gmail.com
Fuja dos juros
O último trimestre
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aqui a uma semana, entramos no último trimestre do ano de pura recessão, com: queda na produção, desemprego, alta inadimplência, inflação crescendo e juros altos. Quem vem seguindo o orçamento doméstico desde janeiro, deve “apertar o cinto” mais ainda, priorizando a pesquisa de preços, já que eles são muito diferenciados de um local para outro. E o mais importante, já ir pensando no que vai fazer com o décimo terceiro salário a ser pago em dezembro. Uma das dicas que sempre venho transmitindo na coluna é a necessidade de negociar débitos, conversando com o credor, pedindo dispensas de juros e multas e pagando, jamais seguindo aquele velho adágio: “devo não nego, pago quando puder”. Isso é prática do verdadeiro vigarista, que já compra ou pede dinheiro emprestado, sabendo que não pode pagar.
O novo governo jamais vai baixar as taxas de juros ao consumidor. Ele quer que sejam sempre elevadas para reduzir o consumo, e assim controlando a inflação. Se você pensa que a prestação de seu empréstimo cabe no seu bolso, esquece de lembrar que no final do prazo pagou o triplo do valor que foi emprestado. Evite isso!
Consuma menos
Energia, água, combustível, telefone são serviços essenciais, cujos preços são controlados pelo governo. Os empresários pedem reajuste e sempre são atendidos. Isso, claro que aumenta a inflação e reduz seu poder de compra Mas sabendo economizar, pode sobreviver com tranquilidade, usando os mesmos serviços. É só se disciplinar.
Seu cartão
Tenha apenas um de crédito. E só use quando tiver certeza de que tem dinheiro para pagar o valor total da fatura. Se amortizar (parcelar) pode chegar o dia em que não terá mais condições de quitar, diante dos juros altos, multas, taxas diversas.
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MACEIÓ, ALAGOAS - 23 A 29 DE SETEMBRO DE 2016
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MEIO AMBIENTE
ANNA ELÍS LAURINDO meioambiente@novoextra.com.br
Santuário de elefantes “Leões enlatados”
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caça de “leões enlatados” é uma prática comum na África do Sul, porém, nos últimos tempos vem causando grande polêmica. O termo é usado para se referir às fazendas onde os animais são criados para depois serem abatidos por caçadores. O negócio é uma grande fonte de recursos para a África do Sul. Recentemente, o Congresso Mundial de Conservação que reúne representantes de governos, ativistas, cientistas e empresários - pediu que atividade seja banida. Já os defensores das reservas dizem que suas fazendas são uma alternativa à caça ilegal de animais selvagens - o que contribuiria para a conservação da espécie.
Encontro Verde
Brasília sedia, nos dias 28 e 29 de setembro, o XV Encontro Verde das Américas, o Greenmeeting Brasília 2016. O fórum reúne lideranças nacionais e internacionais, tanto governamentais quanto não governamentais, para debater mudanças climáticas, meio ambiente e desenvolvimento sustentável. Durante o evento, será entregue o Prêmio Verde das Américas 2016.
Imposto do bem
Economizando mais de seis bilhões de sacos, a Grã-Bretanha soluciona um problema de polução ambiental. Uma ferramenta mais eficaz do que a divulgação de informações sobre os perigos do plástico para ecossistemas virou o imposto sobre sacos. Em outubro do ano passado o governo o introduziu com o valor de 5 pence. Governo britânico esperou diminuir o número de embalagens usadas e teve razão: quase imediatamente após a introdução da taxa, compradores começaram a recusar os sacos de plástico. No primeiro semestre deste ano, eles usaram 85% menos pacotes que no ano passado. Se outros países introduzirem um imposto semelhante, será alcançado um impacto positivo sobre o meio ambiente.
A história de décadas de maus-tratos de Maia e Guida, duas elefantas da espécie asiática, terá um desfecho diferente a partir de outubro. Elas serão as primeiras moradoras do Santuário de Elefantes Brasil, uma instituição inédita no país, localizada na Chapada dos Guimarães, a 65 quilômetros da capital de Mato Grosso. A fazenda, que abrigará os animais tem 1,1 mil hectares e foi adquirida por meio de doações de organizações internacionais especificamente para abrigar elefantes. As duas elefantas foram confiscadas de um circo na Bahia e vivem, há seis anos, em Paraguaçu, cidade ao sul de Minas Gerais. Com idades avaliadas de forma aproximada, Maia, 44 anos, e Guida, 42 anos, serão cuidadas por veterinários e especialistas do primeiro santuário
Seca recorde
Desde 1910, o Ceará não passava por uma seca tão severa como a dos últimos cinco anos, revela levantamento feito pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), com base nos volumes de chuva dos últimos 100 anos. Antes desse período de estiagem, somente a seca de 1979 a 1983 havia sido tão grave e longa: a média anual de chuvas registrada na época foi de 566 milímetros (mm). De 2012 a 2016, a média caiu para 516 mm.
Como descartar hastes flexíveis
Eles servem para limpar os ouvidos, cuidar de ferimentos e até retocar a maquiagem. O que muita gente não sabe é que as hastes flexíveis também podem ser recicladas! Como suas hastes são de plástico, para reciclar basta desprezar as pontas de algodão e encaminhar para o coletor de plástico!
Reservatório de Sobradinho
O ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Coelho Filho, afirmou no último dia 14 que o reservatório de Sobradinho, no norte da Bahia, deve chegar a zero do volume útil até o final de 2016. Assim, só restaria no reservatório o chamado volume morto. A represa é a maior da região Nordes-te e tem sofrido com a falta de chuvas dos últimos anos. A estiagem tem feito a companhia de abastecimento do Ceará a estudar um aumento no preço da água usada para resfriar as térmicas instaladas no estado. A situação pode restringir a operação das usinas termelétricas Pecém I e Pecém II que, apesar de produzirem energia por meio da queima de carvão, precisam também de água para funcionar.
Piscina do Amor
A equipe de Gerenciamento Costeiro (Gerco) encontrou durante uma ação de monitoramento, três espécies de ouriços ameaçadas de extinção e um peixe da espécie Elacantinus Fígaro, vulgo “Neon”, na Piscina do Amor, localizada na enseada da Pajuçara, em Maceió. Desde que a Piscina do Amor foi transformada em zona de exclusão, a área de 42 hecta-res tem sido um suporte à reprodução e à alimentação nas fases iniciais da maioria dos organismos marinhos encontrados na região.
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Jogo de decisão
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CSA pega o Volta Redonda-RJ domingo (25), no Trapichão. É clássico importante da Série D, que tem neste ano 69 clubes. É, como em qualquer final, encontro dos melhores no gramado e Alagoas representada pelo Azulão. Mas o CRB pontua também positivo na Série B e o ASA está firme na Série C. É hora, portanto do torcedor que reclama fazer a sua parte. No caso, ao invés de criticar, ir aos estádios.
PORDENTRODO ESPORTE JOÃO DE DEUS jdcpsobrinho@hotmail.com
Eliminatórias
Nove vitórias
A seleção brasileira do técnico Tite libera confiança para o torcedor e isso é exposto na mídia. O Brasil volta à campo no dia 6 de outubro, para enfrentar a Bolívia, na Arena das Dunas, em Natal e dia 11, enfrenta a Venezuela, no estádio Metropolitano de Mérida, jogos pelas eliminatórias da Copa do Mundo. A Canarinha, na classificação, é segunda no grupo B.
Após 14 partidas pela Série D deste ano, o Azulão conquistou nove vitórias, dois empates e três derrotas, somando 29 pontos. É uma trajetória rumo à decisão do título e o time marujo vai bem na artilharia. fez 26 gols e só tomou11.
Classificação
Classificação do grupo B, onde está o Brasil nesta etapa de jogos para a Copa do Mundo de 2018, até as próximas partidas é: 1º Uruguai; 2º Brasil: 3º Argentina; 4º Colômbia e 5º Equador. Mas quem sabe na rodada desta nova chave nos confrontos o Brasil não chega a liderança?
Artilheiro
Ainda CSA: torcedores acham que Cleyton, que marcou oito gols mas foi negociado, fará falta mas têm confiança em Jônatas Obina, também com dom de artilheiro. Já balaçou redes quatro vezes e tem a admiração da torcida.
Azulão completo
Para jogo contra o Volta Redonda, em Maceió, o técnico Oliveira Canindé não terá nenhuma problema para escalar o Azulão e torcedores estão confiantes em um bom resultado.
Patrocínio do Fla
O CRB vem de uma derrota e sábado no Rei Pelé pega o Bahia às 16 horas. É, daí, importante apoio da torcida para voltar ao G-4. É a derrota passado encarada como um acidente de percurso. E que venha o Bahia.
O Flamengo voltará a ter a logomarca do IFood, aplicativo de comidas a domicílio, exibida em sua camisa a partir do próximo domingo, na partida contra o Cruzeiro, em Cariacica, às 16h. As partes fecharam um acordo até dezembro. Os valores não são divulgados. Vale destacar que o IFood já patrocinou o Flamengo entre 2 de junho e 31 de julho deste ano. No início da parceria, a logomarca ficou posicionada na parte superior das costas da camisa e depois passou à manga quando deu lugar à Clipper.
Muitas cobranças
Brasil fora
Hora de chegar junto
Wellington Junior, atacante do CRB, diz que quer dar um basta no jejum de gols. A última vez em que balançou redes foi na vitória sobre o Tupi (3x0). Diz que se cobra muito em mente marcar gol, pois me cobro e tomara que marque ao menos um no próximo jogo.”
Sob controle
Torcedores azulinos estão confiantes que o Azulão seja promovido de Série na próxima temporada. Não só, segundo alguns, para ser campeão estadual como avançar de Série no Brasileiro. Princípio, para o otimismo, dizem “é acreditar sempre que vai dar certo”.
Série C
O técnico Paulo Foiani não vai ter à disposição dois titulares para o primeiro confronto com o Guarani de Campinas, no dia 1º de outubro, às 19h, no Coaracy da Mata Fonseca, em Arapiraca, válido pela segunda fase da Série C do Campeonato Brasileiro.
O ciclo que começou de maneira conturbada para o futsal brasileiro terminou da pior forma. Depois de várias trocas de técnico, boicote de jogadores e poucas competições de nível, o Brasil se despediu do Mundial da Colômbia com a sua pior campanha na história do torneio. Campeã em 1982, 1985, 1989, 1992, 1996, 2008 e 2012, a seleção brasileira caiu nas oitavas de final após perder por 3 a 2 para o Irã nos pênaltis depois de um empate em 4 a 4 (3 a 3 no tempo normal e 1 a 1 na prorrogação). Eleito o melhor jogador do mundo em 2004 e 2008, Falcão balançou a rede três vezes - a segunda delas um belo gol de letra - mesmo eliminado, Falcão é jogado para o alto por rivais iranianos.
Figurinhas
São Paulo, Flamengo e Grêmio são os clubes brasileiros que terão seus jogadores circulando pelo mundo em um álbum de figurinhas que reúne ao todo 40 agremiações. Dentre elas também estão os gigantes europeus Barcelona, Real Madrid e Bayern de Munique. O Fifa 365 temporada 2017 tem 670 cromos, sendo 204 metalizados. A publicação que chegará às bancas nesta quinta-feira custará R$ 6,90 e o envelope com cinco figurinhas sairá por R$ 1,25. Além dos jogadores dos clubes, o álbum também conta com figurinhas de novos talentos, lendas do futebol mundial e com o “jogador cromo dourado”, que será escolhido por votação entre os colecionadores.
Árbitro punido Um lance curioso marcou o clássico entre Corinthians e Palmeiras no último sábado (17) quando Heber Roberto Lopes empurrou o atacante Dudu, após reclamação do atleta. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) anunciou que Heber será julgado pelo órgão por “empregar de forma excessiva seu poder”. “Através de imagens do confronto, a Procuradoria denunciou o árbitro por excesso de autoridade ao afastar com um empurrão o atleta Dudu, do Palmeiras”, divulgou o tribunal em nota oficial. Heber foi denunciado no artigo 273 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva e pode ficar suspenso de 15 a 180 dias, tendo que pagar multa entre R$ 100 e R$ 100 mil. Caso o tribunal julgue que a infração foi pequena, ele pode trocar a punição por uma advertência.
MACEIÓ, ALAGOAS - 23 A 29 DE SETEMBRO DE 2016
Avançar custa caro
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Fiat começou a destrinchar o quebra-cabeça em que se envolveu com várias opções na faixa de compactos hatches, ainda o segmento mais importante do mercado brasileiro. A chegada do subcompacto Mobi provocou um conflito de preços entre o Uno e a versão antiga do Palio, conhecida como Fire. Esta última, segundo o fabricante, agora é destinada “apenas a frotistas”. É possível certa flexibilidade até o modelo ser descontinuado. Em compensação, o Uno 2017 recebeu modificações estéticas – nova frente que o aproximou do estilo do Panda italiano, com novos faróis, grade e para-choque – e mecânicas. O foco foi em moderna família de motores e avanços em eficiência energética. A marca italiana estava atrás dos concorrentes, mas não perderá o prazo fatal para comprovar, a partir do próximo mês, redução de consumo de combustível, na média de todos os seus produtos à venda, em no mínimo 12% em relação a 2011.
A estratégia incluiu direção eletroassistida, nova geração de pneus “verdes”, spoiler dianteiro, convergedor de ar do radiador e revestimentos aerodinâmicos na parte inferior da carroceria. Os inteiramente novos motores flex de 1 L, de 3 cilindros e 1,3 L, de quatro cilindros, ambos com bloco de alumínio, estão entre os melhores do mercado. Formam uma família batizada de Firefly (vagalume, em português) e o Brasil tem primazia no lançamento. Uma das características é a opção por um cabeçote monocomando de apenas duas válvulas por cilindro, ao contrário de outros motores modernos com quatro válvulas e duplo comando. Mas o resultado final pode ser considerado muito bom, pois a engenharia aproveitou ao máximo as características dos nossos combustíveis ao elevar a taxa de compressão para 13,2:1. Também trabalhou novos conceitos de balanceamento do motor para reduzir vibração e aspereza do 3-cilindros. Isso fica nítido logo ao ligar o motor pela boa marcha-lenta e retomadas
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ALTA RODA
FERNANDO CALMON fernando@calmon.jor.br
convincentes graças ao alto torque com gasolina (10,4 kgfm) e etanol (10,9 kgfm). O torque específico é o maior entre os motores aspirados de 1 L no Brasil, mas a potência limita-se a 72/77 cv (gasolina/etanol), longe, por exemplo, do motor equivalente mais sofisticado, de 80/85 cv, da Ford. Trata-se de compensação típica entre elevar torque e baixar potência (e vice-versa), quando não se usa superalimentação (turbo ou compressor). Em estrada, principalmente com lotação completa e bagagem, o motorista sentirá alguma dificuldade nas ultrapassagens. Se for esse o caso, a melhor opção é o 1,3-L que oferece 101/109 cv e 13,7/14,2 kgfm.
O ganho em eficiência energética foi notável, de 14,4% no motor de menor cilindrada e de 16,7%, no maior. Nesse último o sistema desliga-liga o motor em paradas tornou-se item de série tanto no câmbio automatizado (que recebeu aperfeiçoamentos), quanto no manual (ainda um ponto fraco do Uno). Consumo menor em trânsito pesado é garantido, mas quem quiser pode inibir esse recurso ao aperto de um botão. Nas versões de topo há controle eletrônico de trajetória e de partida em aclives. Os preços aumentaram bem e não poderia ser diferente pelo que oferece: R$ 41.840 a R$ 53.690. Está aberto espaço ao Mobi e também aos concorrentes...
RODA VIVA n HYUNDAI confirmou o que se esperava. Um crossover compacto será produzido no Brasil no próximo ano e exibido antes no Salão do Automóvel de São Paulo agora em novembro. Creta utilizará a base modificada do HB20 com estilo específico para o mercado nacional. Motor não foi informado pela marca, mas poderá ser o atual flex 1,6 L com injeção direta e 140 cv. n PRESIDENTE da Ford América do Sul, Lyle Watters, atuou anteriormente na subsidiária europeia e teve de enfrentar a recente fase de profunda crise de vendas. A recuperação do mercado lá foi mais rápida do que o esperado. Para ele, tudo
indica que acontecerá algo semelhante aqui. Quando o mercado começar a reagir, também deve surpreender pela velocidade.
multas em quem deixar de ligar farol baixo durante o dia. A lei, mal discutida e pior implantada, merece revogação. Ideal seria estabelecer um cronograma para luzes diurnas específicas de acendimento automático, tanto em estradas como em cidades.
n VERSÃO de entrada do Mercedes-Benz C180, produzida no Brasil, tem acabamento e materiais de primeira qualidade, embora faltem alguns acessórios básicos em um modelo premium como sensores de obstáculos. Motor turboflex de 1,6 L e 156 cv não aproveita todo o
n VAZAMENTO de óleo lubrificante e outros fluidos originados de veículos são fontes de poluição não atmosférica pouco controladas no Brasil. Inspeção veicular séria parece distante e assim maior cuidado com a manutenção poderia amenizar o problema. Como referência, apenas um litro de óleo tem potencial de contaminar um milhão de litros de água.
potencial de desempenho do etanol. Dá conta dos 1.400 kg de peso (vazio), sofrendo um pouco com carga total. n GOVERNO federal não conseguiu derrubar a liminar que obriga a sinalização de todas as rodovias, antes de aplicar
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MACEIÓ, ALAGOAS - 23 A 29 DE SETEMBRO DE 2016
ARTIGO
JOSÉ ARNALDO LISBOA MARTINS jalm22@ig.com.br
Somos os problemas do governador
E
u fui contratado pelo DER/AL no governo do Major Luiz Cavalcante e, dois anos depois, passei a fazer parte do quadro efetivo, no governo do General Tubino. Dentre os diversos colegas, eu encontrei pessoas abnegadas
O governador Renan Filho disse para todo o Brasil ouvir e, principalmente, para Alagoas, que “os aposentados do DER, são verdadeiros problemas para ele”. ao rodoviarismo, muitos deles competentes, tanto como engenheiros, como técnicos, assessores e funcionários de um modo
geral. Encontrei burocratas no meio de pessoas de mãos calejadas, no meio de peões, motoristas, caçambistas, tratoristas e trabalhadores braçais, todos conscientes de que somos importantes para o progresso de Alagoas quando abrindo, construindo e pavimentando as rodovias. Nunca fizemos greves e sempre tivemos “relógios de ponto”. Nesta semana que vai findar, pela primeira vez, eu soube que o DER estava em greve de advertência, já que lutamos muito para que os governadores nos dessem os justos aumentos salariais. Compareci a mais de dez reuniões com nossos colegas e, em algumas delas, tivemos esperanças de recebermos salários justos, pois o
único órgão do Estado que está sem aumentos é o nosso DER/ Al. Já estamos há 14 anos sem aumento, mesmo já tendo falado com deputados e secretários. Inclusive, já apresentamos estudos para uma tabela, pois já estamos com colegas passando fome. Dizem que “a esperança é a última que morre”, mas a nossa já foi torturada, espezinhada e assassinada, quando o governador Renan Filho disse para todo o Brasil ouvir e, principalmente, para Alagoas, que “os aposentados do DER, são verdadeiros problemas para ele”. Disse que temos 1.200 aposentados e que na ativa são apenas 300 servidores. Parece até que no mundo inteiro só existe aposentados
no DER e que esses é que são os verdadeiros problemas para o governador de Alagoas. Ora, o pronunciamento do Excelentíssimo Senhor Governador foi ouvido e, imediatamente, muitos colegas sofredores, faltando poucos dias para as eleições, disseram que não irão votar no candidato apoiado por ele. São em torno de 20.000 eleitores, entre os aposentados, seus filhos, tios, genros, netos e outros familiares. Eu ouvi colegas dizendo que, no caso de uma derrota do seu candidato, a culpa será dele. Os 20.000 eleitores que são os problemas para o governador podem até perdoar Sua Excelência pelo seu inconveniente pronunciamento dias antes das eleições.
MACEIÓ, ALAGOAS - 23 A 29 DE SETEMBRO DE 2016
ABCDO INTERIOR
Debate desorganizado
A
desorganização e ausência do deputado estadual Ricardo Nezinho (PMDB), candidato a prefeito de Arapiraca do grupo situacionista, e a não realização do sorteio para definir quem seria o primeiro a apresentar seu plano de governo, foram à tônica do debate “organizado” pelo Comitê Acadêmico de Administração Pública da Universidade Federal de Alagoas – (Ufal). O evento político, nesta reta final da campanha eleitoral, foi realizado na noite de terça-feira (20) e contou com as presenças dos candidatos Rogério Teófilo (PSDB), Tarcizo Freire (PP) e Lindomar Ferreira (Psol).
Protestos
A não realização do sorteio para definir quem seria o primeiro a apresentar em um espaço de oito minutos o seu plano de governo para administrar Arapiraca, gerou protestos e irritação da plateia e o candidato Tarcizo Freire decidiu iniciar a apresentação do seu plano de governo em razão do reduzido espaço de tempo, nenhum dos três candidatos majoritários consegui concluir a apresentação das suas propostas e plano de governo. Pelo jeito, Nezinho acertou em não ir.
Campo Grande
A situação do ex-prefeito Arnaldo Higino se complicou de uma vez por todas. Vejamos: acusado de falsificar documentos para driblar a Lei da Ficha Limpa e disputar as eleições em Campo Grande, o ex-gestor perdeu por 7 a 0 no Pleno do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/AL) que anulou a sentença do juiz de Girau do Ponciano, Jairo Xavier, que deferiu o registro sem analisar o incidente de falsidade apresentado pela coligação Juntos com o Povo Iremos Mudar, que tem a frente como candidato a prefeito Cícero Pinheiro e como vice Cícero Neri.
Polícia Federal
De acordo com a decisão do Tribunal Regional Eleitoral, a Polícia Federal será acionada para atestar a veracidade dos documentos apresentados pelo ex-prefeito Arnaldo Higino, que segundo os vereadores José Aldo, José Rogério, Zinho e José Feliciano (Pitu), asseguram que o decreto apresentado por Higino nunca existiu, sendo confeccionado em 2016 somente com intuito de torná-lo elegível.
Eleições perigosas
A cada semana cresce a quantidade de cidades alagoanas que solicitaram a presença de tropas federais para acompanhar o pleito do próximo dia 02. Até o momento quinze cidades do interior já solicitaram apoio. Nos documentos enviados pelos respectivos juízes eleitorais e gestores municipais, são ressaltadas as situações de instabilidade política e violência, o que preocupa as autoridades a cerca da segurança dos moradores e eleitores.
As cidades
Entre os municípios que pediram apoio das tropas federais estão: Japaratinga, Maragogi, Chã Preta, Palestina, Rio Largo, Senador Rui Palmeira, Tanque d’Arca, Coruripe, Roteiro, Pilar, Mata Grande e Piaçabuçu. Também foram solicitadas tropas para as cidades de Jacaré dos Homens e Batalha e Belo Monte, mas o pedido das três cidades foi indeferido.
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robertobaiabarros@hotmail.com
Nezinho na frente
O Pajuçara Sistema de Comunicação (PSCom), por meio da TV Pajuçara, divulgou na terça-feira passada (20), mais uma pesquisa de intenção de voto na disputa para prefeito de Arapiraca. Mais uma vez, o candidato do PMDB, Ricardo Nezinho, é o favorito na opinião dos eleitores, com 36,0% da preferência das pessoas entrevistas pelo Instituto Paraná Pesquisas, contratado pelo PSCom.
Segunda pesquisa
Essa é a segunda vez que o instituto realiza pesquisa no município. O levantamento ouviu 680 eleitores entre os dias 15 e 19 de setembro. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número AL-07110/2016. A margem de erro é de aproximadamente 4% para mais ou para menos. O índice de confiança é de 95,0%.
Pesquisa
Este segundo levantamento mostra um retrato semelhante ao da primeira pesquisa, realizada em agosto. O candidato Ricardo Nezinho, do PMDB, permanece na frente, com 36,0% das intenções de voto.
Tarcizo e Teófilo
Na pesquisa anterior ele aparecia com 36,2%. Em seguida continua Tarcizo Freire, do PP, com 25,9%. Na pesquisa anterior, ele estava com 25,6% da preferência do eleitorado. Na tarceira colocação está Rogério Teófilo (PSDB), com 20,1%, e no levantamento feito em agosto ele aparecia com 18,7%. O candidato do PSOL, Lindomar Ferreira está com 2,1% da intenção de voto.
Rejeição
No final da sua gestão, o prefeito de Palmeira dos índios, James Ribeiro, amarga a maior rejeição dos últimos tempos na terra dos Xukurus-Kariris, a começar pelos aliados que não apoiaram a candidata oficial, Verônica Medeiros. Estão fora os ex-secretários de Educação, Luiz Lobo, e de Infraestrutura, Rodrigo Gaia. Isso sem falar que James expulsou da Prefeitura o então vice-prefeito, Vicente Targino, falecido no primeiro semestre deste ano.
Só o governador
Nas caminhadas e carreatas de sua candidata, não apareceu nenhuma liderança política expressiva, resumindo-se a uma única aparição do atual governador Renan Filho, ocasião em que o prefeito desferiu palavrões contra a família do empresário Grilo, que protestava pedindo justiça pelo seu assassinato. Neste mesmo final de semana, James Ribeiro foi flagrado em um vídeo onde tentou agredir fisicamente o vereador Agenor Leôncio.
PELO INTERIOR ... Os candidatos a prefeito de Palmeira dos Índios, terceiro maior colégio eleitoral de alagoas, se comprometeram, através de assinatura de um Termo de Compromisso, em realizar políticas públicas voltadas para as crianças e os adolescentes da terra dos Xucurus-cariris.
cia Social e um Centro de Referência Especializado de Assistência Social, com suas respectivas equipes técnicas, bem como para fixar a destinação mensal de 1% do Fundo de Participação dos Municípios para o Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Palmeira dos Índios.
... Todos os candidatos ao executivo - Júlio Cezar, Flávio Targino, Verônica Medeiros e Sheila Duarte, assinaram a documentação. O eleito deverá adotar, “com prioridade absoluta”, os direitos de crianças e adolescentes previstos na Constituição Federal e no Estatuto da Criança e Adolescente, em especial, nas áreas de educação, saúde e assistência social.
... Com a classificação assegurada no último domingo (18) no empate com a equipe do ABC, no Estádio do Frasqueirão, em Natal, o elenco da Agremiação Sportiva Arapiraquense (ASA) se reapresentou na terça-feira (20) para a maratona de treinos no Fumeirão.
... Para isso, o futuro gestor adotará sete medidas propostas pela Rede de Proteção à Infância e à Juventude de Palmeira dos Índios. ... A primeira das medidas será o envio, em janeiro de 2017, de um projeto de lei à Câmara Municipal que cria mais um Conselho Tutelar no município, com cinco conselheiros. ... Outros dois projetos de mesma natureza devem ser enviados ao Poder Legislativo no mesmo período para criar mais um Centro de Referência de Assistên-
... Sob a coordenação do técnico Paulo Foiani e do preparador físico Rodrigo Albuquerque, os atletas alvinegros farão sessões de treinos técnicos, físicos e táticos com o foco totalmente voltado para o decisivo confronto diante do Guarani de Campinas. ... ASA e Guarani fazem o primeiro confronto no dia primeiro de outubro, sábado, às 19h, no Estádio Municipal Coaracy da Mata Fonseca. Esse é o primeiro passo para a vaga na Série B do Campeonato Brasileiro de 2017. ... Aos nosso leitores desejamos um final de semana
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João Lyra acusa filhos de agirem de má-fé
BRIGA DE FAMÍLIA EX-USINEIRO QUER HERDEIROS DISTANTES DO PROCESSO DE FALÊNCIA DE SUAS EMPRESAS
JOSÉ FERNANDO MARTINS josefernandomartins@gmail.com
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arece não ter fim a guerra entre João Lyra e os filhos pelo que ainda resta das empresas que compunham o Grupo JL. Conforme já noticiado pelo EXTRA ALAGOAS, os herdeiros do ex-usineiro querem que ele seja declarado incapaz para decidir quanto ao destino dos bens da Massa Falida. A batalha judicial familiar fez com que Lyra tomasse uma atitude mais enérgica em relação aos filhos: no dia 13 deste mês, ele entrou com uma petição em que pede que os herdeiros sejam mantidos distantes do processo de falência que tramita na Comarca de Coruripe. O ex-usineiro acusa os filhos de ganância. De acordo com o documento, “desde a apresentação de sua impugnação à Ação de Interdição e da realização da audiência para oitiva do agravado, ficou demonstrado que o único interesse dos filhos é de cunho patrimonial, passando distante de qualquer interesse pela condição pessoal, psicológica ou de saúde do interditando. Enquanto se aguarda o resultado de mais perícias médicas, pois não há demonstração de qualquer dos males alegados, os filhos promoveram diversos atos de provocação, demonstrando o seu interesse estritamente patrimonial”. Os filhos citados por Lyra são Maria de Lourdes Pereira de Lyra e Guilherme Lyra. Após um período de hibernação, os dois teriam convencido o único irmão que não é autor da Ação de Interdição - Antônio Lyra, o Tonico - a supostamente vender as ações que lhe foram dadas pelo pai no passado a fim de alegar, caluniosamente, que João Lyra teria descumprido as normas da
Lourdinha, segundo JL, age com ganância e usa de má-fé
Lei 11.101/2005 quanto a suas obrigações legais. A lei regula a recuperação judicial, a extrajudicial e a falência do empresário e da sociedade empresarial. Ainda conforme a petição, os filhos estavam constantemente assediando o pai para que lhes outorgasse procuração com poderes ilimitados de representação com a qual pretendiam constituir advogado para atuar no processo de falência. O atrito familiar não é recente. No ano passado, Lourdinha Lyra e o pai foram parar numa delegacia de Polícia onde ele prestou queixa contra a filha por invasão de domicílio e agressão. Mais recentemente, JL a denunciou perante a Justiça por forjar documentos segundo os quais seria titular de ações de empresas do grupo. Por fim, Lyra pede à justiça alagoana que seja indeferido o pedido liderado por Lourdinha e Guilherme visando tomarem seu lugar como representante da Laginha no processo de falência -
por não haver motivos de fato ou de direito para atender tal pleito - e ainda que seja reconhecida a litigância de má-fé dos filhos, aplicando-se reprimendas legais, pois estão agindo com abuso de direito e tumultuando o andamento processual. Além disso, requereu que os dois sejam proibidos de se autodenominarem sócios da Laginha Agro Industrial S/A, a holding das empresas, tendo em vista, segundo ele, ser falsa a informação dada a ilegalidade da transferência de ações. Para resolver o impasse das ações, pediu também para que seja deferido o seu Direito de Preferência sobre as ações do sócio minoritário, requerendo permissão para o depósito em juízo dos valores representativos das 1.000 ações supostamente transferidas por Tonico
Lyra a Lourdinha, a fim de aliená-las, assinalando que cumprirá os requisitos descritos no Estatuto Social e na Lei das Sociedades Anônimas. Lyra desconfia da transação das ações devido a ausência do registro obrigatório em livro de transferências de ações por conta da própria falência, que impede, por consequente, a própria existência do negócio jurídico, sem contar o fato de também impedir que Laginha prestasse a devida informação à Receita Federal do Brasil. A reportagem tentou entrar com contato com os filhos de Lyra, mas não foi atendida. Também questionou o atual administrador judicial da Massa Falida, João Daniel Marques Fernandes, que informou não ter sido comunicado oficialmente sobre a petição de João Lyra. VENDAS A massa falida do Grupo João Lyra receberá agora propostas
fechadas de compra de suas unidades em Minas até 15 de dezembro. O prazo, que inicialmente era para a semana passada, foi prorrogado pelo juiz Nelson Fernando de Medeiros Martins, da 2ª Vara de Coruripe. Na avaliação do magistrado, não haveria tempo para avaliar os autos, que já somam quase 60 mil páginas e aos quais só teve acesso no dia 12 deste mês. Além disso, por causa da proximidade das eleições municipais, a legislação exige que se dê prioridade aos processos eleitorais. Com isso, o período de entrega de propostas de compra vai até às 10h30 de 15 de dezembro. Dono de um império que ficou conhecido como Grupo JL, João Lyra chegou a figurar como réu em ação penal instaurada em 2014 no Supremo Tribunal Federal acusado de trabalho escravo configurado em uma fiscalização do Ministério do Trabalho realizada em 2010, em Minas Gerais, em usinas pertencentes à Laginha Agro Industrial S/A.
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