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MACEIÓ - ALAGOAS ANO XVII - Nº 880 - 15 A 21 DE JULHO DE 2016
ARAPIRACA
PREFEITA CÉLIA ROCHA ENFRENTA DIFICULDADES PARA CONCLUIR MANDATO P/ 2
SENILIDADE LAUDO CONFIRMA QUE JOÃO LYRA ESTÁ INCAPAZ DE ADMINISTRAR SEUS BENS FILHOS AGUARDAM INTERDIÇÃO JUDICIAL PARA COMANDAR MASSA FALIDA DO GRUPO JL
P/ 6 e 7
RECEITA FEDERAL INVESTIGA CONTAS DO USINEIRO EM PARAÍSOS FISCAIS P/8, 9 e 10
Capanga de Luiz Pedro vai a júri dia 20; já condenado, ex-vereador continua livre P/12
Presidiário se passa por Marcos Mello para aplicar golpe do precatório P/13
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MACEIÓ, ALAGOAS - 15 A 21 DE JULHO DE 2016
Herdeiros do caos
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- A Justiça está prestes a decretar a interdição judicial do usineiro João Lyra por incapacidade de gerir seus próprios negócios. É o fim melancólico do homem que mandou em Alagoas por décadas, como maior empresário do estado e um dos mais ricos do país.
“Jornalismo é oposição. O resto é armazém de secos e molhados” (Millôr Fernandes)
COLUNA SURURU DA REDAÇÃO
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- Individualista e de temperamento arrogante, João Lyra tem vários herdeiros e nenhum sucessor. Causa maior da morte de muitas empresas familiares, sobretudo no setor açucareiro, que herdou o ranço dos senhores de engenho, da Casa Grande, senzala e pelourinho.
Inferno astral
Com sérios problemas de saúde, a prefeita de Arapiraca, Célia Rocha, torce para concluir seu terceiro mandato. Abandonada por Luciano Barbosa, Célia vive um verdadeiro inferno astral e, segundo comentários de bastidores, só não foi afastada do cargo, por atos de improbidade, por influência de Barbosa que a mantém como refém para eleger o candidato do seu partido, o PMDB.
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– A queda de seu império - usinas de açúcar e álcool, empresas no ramo de automóveis, aviação comercial, fertilizantes e outros negócios - deixa um rastro de desolação para os mais de 10 mil trabalhadores que perderam o emprego, além de centenas de fornecedores, prestadores de serviços e comerciantes que também quebraram.
Inferno astral 2
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– E não se espere qualquer chance de recuperação desse patrimônio familiar, cuja dívida já passa de R$ 2 bilhões. Seu destino será o sucateamento das indústrias, a invasão das terras, e uma briga judicial sem fim, para várias gerações.
Na verdade, contra a prefeita pipoca verdadeiro rosário de denúncias gravíssimas adormecidas nas mãos de importantes autoridades do Poder Judiciário. Dentre elas, algumas envolvendo o próprio filho, o exsecretário municipal Daniel Rocha, que manda e desmanda em todos os setores da administração municipal, principalmente nas finanças.
Ficha-suja
A eleição deste ano será atípica, não só pela escassez de dinheiro, mas pela crise ética porque passa o Brasil. Sem grana para comprar votos, os candidatos terão que mostrar ficha limpa e serviços prestados para conquistar o eleitorado. Quem for ficha-suja e tiver contas a prestar à Justiça deve botar as barbas de molho. Não é mesmo, Ciço!
Sai o Centrão, entra o Michelzão Não há mais um Centrão. Agora só há um Michelzão. O presidente da República conseguiu exatamente o que queria:
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- A candidatura de Marcelo Castro, costurada pelo PT, foi humilhada. Lula, hoje, vale menos do que um Giacobo. - O bloco que orbitava em torno de Eduardo Cunha se fragmentou. O centro do poder voltou a ser o governo.
– Rodrigo Maia é o melhor interlocutor para Henrique Meirelles, pois seu eleitorado apoia convictamente o ajuste fiscal. Michelzão fez bem em matricular Michelzinho numa escola em Brasília. (O Antagonista)
A crise é grave A crise é real e afeta todo mundo. A mais nova vítima desse vendaval econômico é uma conhecida empresária alagoana, assídua frequentadora das colunas sociais. Junto com a empresa da socialite foi também o casamento.
Que país é este? A Força Nacional que participará da segurança da Olimpíada está tendo de se submeter às ordens da milícia na Zona Oeste do Rio. Seus 3.500 agentes não podem circular armados pela região e foram impedidos até de instalar internet nos apartamentos onde estão alojados.
Valha-nos Deus! O deputdo Paulão, candidato a prefeito de Maceió pelo finado PT, promete “defender o legado dos governos Lula e Dilma”.
Rio Largo na espera
A população de Rio Largo vive a expectativa de ver concluídos os vários processos de improbidade administrativa a que responde a prefeita Maria Eliza Alves da Silva. Um deles, de número 0501828-43.2007.8.02.0051, foi aberto a partir de uma Ação Civil Pública por improbidade que deu entrada há quase 11 anos na 2ª Vara da Comarca do município e hoje está em grau de recurso junto ao Tribunal de Justiça tendo por relator o desembargador Tutmés Airan. Outra ação também por improbidade, impetrada no ano passado (0700669-03.2015.8.02.0051), está igualmente em grau de recurso junto ao TJ e tem na relatoria o desembargador Otávio Praxedes.
Brilhante gourmet
Sobrinha do publicitário Luiz Dantas, Goovanna Grossi concorre ao maior prêmio da gastronomia mundial. Vencedora das etapas brasileiras e latino-americana de o Bocuse D’or 20152016, busca o Bocuse D’or 2017 em Lyon, na França. A fim de angariar fundos para treinamento da delegação brasileira, será promovido um jantar no dia 11/08, às 20 h, no Restaurante Picuí, na Avenida da Paz, 1140, Jaraguá. Essa é a primeira vez que a delegação apresenta uma chef mulher.
EDITORA NOVO EXTRA LTDA - CNPJ: 04246456/0001-97 Av. Aspirante Alberto Melo da Costa - Ed. Wall Street Empresarial Center, 796, sala 26 - Poço - MACEIÓ - AL - CEP: 57.000-580
EDITOR: Fernando Araújo CHEFE DE REDAÇÃO: Vera Alves
CONSELHO EDITORIAL
ARTE FAX - 3317.7248 Fábio Alberto - 99351.9882 IMPRESSO - Jornal do Commercio REDAÇÃO - DISK DENÚNCIA E-mail: 3317.7245 - 99982.0322 contato@novoextra.com.br SERVIÇOS JURÍDICOS As colunas e artigos assinados não expressam necessariamente a opinião deste jornal Vieira & Gonzalez Luiz Carnaúba (presidente), Mendes de Barros, Maurício Moreira e José Arnaldo Lisboa
MACEIÓ, ALAGOAS - 15 A 21 DE JULHO DE 2016
JORGE OLIVEIRA
Honestidade X corrupção Maceió - O jogo político que vai definir o prefeito de Maceió este ano está na mesa. Em princípio dois candidatos têm condições de chegar à vitória: o atual prefeito Rui Palmeira e o Ciço Almeida. Desde já é bom que se diga que a palavra honestidade fará a diferença entre os dois na campanha. Ciço, depois de oito anos, deixou a prefeitura endividada e saiu escorraçado, praticamente, sob vara de tanto processo de corrupção a que responde. Palmeira, até prova em contrário, não tem registro de escândalos na sua administração. Esta prática de administrar o dinheiro público com seriedade evidentemente faz a diferença entre um candidato e outro na hora de votar. O PMDB está equivocado quando caminha ao lado de Ciço Almeida nessas eleições municipais. Almeida não é confiável. Já passeou por todos os partidos e deixou rastros de infiel e de mau caráter por onde andou. Agora, oportunamente, filia-se ao PMDB na esperança de que o partido financie a sua campanha. Ora, se ele pensa que vai ter mais um João Lyra como pai financeiro pode tirar o cavalinho da chuva. Ao contrário das eleições anteriores, esta vai pegar todos os candidatos de pires nas mãos porque as empresas não podem ajudar financeiramente ninguém. Menos ainda o estado que vive na penúria financeira. O PMDB de Alagoas apontou seus mísseis para um alvo errado, o prefeito Rui Palmeira. Apoia Ciço Almeida, mesmo conhecendo seus antecedentes criminais, certamente por falta de opção. Ora, não seria melhor juntar-se aos tucanos, com quem hoje convive harmoniosamente, em torno do nome de Rui? Seria uma eleição sem traumas, mais barata e pragmática visando o pleito de 2018, quando as duas siglas certamente vão estar novamente unidas. O Ciço Almeida, sem dinheiro, anda espalhando que os peemedebistas vão bancar a sua campanha. Para os marqueteiros e os donos de produtora com quem tem conversado, ele propõe uma parceria financeira quando chegar à prefeitura. Ou seja: eles trabalham de graça e o Ciço garante que paga a dívida com o dinheiro público quando ganhar a eleição. É assim que agem os políticos irresponsáveis. Ciço não está disposto a desembolsar um tostão sequer do seu patrimônio para gastar na campanha. Ninguém confia no Ciço. Empresário, político e até mesmo o eleitor, que demorou a perceber a sua vigarice, mas deu o troco rapidamente na eleição de 2014, quando quase não o conduziu à Câmara Federal. Elegeu-se na sobra. Lembra-se da Lourdinha, a vice dele na prefeitura? Pois bem, assim que assumiu, Ciço deu as costas ao seu patrono João Lyra que o elegeu, gastando uma fortuna. Durante os dois mandatos, não deixou que a Lourdinha, filha do seu padrinho, assumisse a prefeitura um dia sequer. Isso se chama ingratidão e deveria estar capitulado no Código Penal. Ciço vem se mexendo como pode para colocar no seu palanque o governador Renan Filho, que também faz um governo sem escândalo. Se subir para abraçá-lo e apoiá-lo pode manchar a sua biografia, muito cedo para um político sem nódoas, de futuro promissor e bem avaliado pelos alagoanos. O fato de Ciço pertencer ao mesmo partido não significa nada, porque se ganhar a eleição, ele abandona o PMDB no outro dia, como fez até hoje com dezenas de outros partidos. Assim, a pergunta que fica no ar é a seguinte: vale a pena alguém sujar a biografia para apoiar o Ciço Almeida, numa eleição onde o que está em jogo é a honestidade contra a corrupção? Faça as suas apostas.
Lobo Mau O Lobo Mau caiu, desmoronou-se, chorou para uma plateia que ansiava pelo seu afastamento da presidência da Câmara dos Deputados. Eduardo Cunha, acuado, apelou para o sentimento familiar, tentando, com mais uma manobra, sensibilizar os brasileiros que acompanham sua trajetória política e seus malfeitos desde que pertenceu ao staff de Collor como presidente da Telerj, no Rio. De lá pra cá, a carreira dele foi fulminante. Antes dos escândalos, chegou a aparecer numa lista dos prováveis candidatos a presidente da República. Agora, no ostracismo, tenta reconquistar o mandato de deputado suspenso pelo STF e voltar ao aconchego da família que ele próprio jogou às traças com os seus negócios nebulosos.
arapiraca@yahoo.com Siga-me: @jorgearapiraca
Deboche O Lobo Mau lutou bravamente para evitar a renúncia. Antes chamou para o tatame o governo do PT e ganhou com um Ippon, o golpe perfeito do judô. Mandou a Dilma para casa de quimono e tudo antes do confronto. Riu e debochou da adversária quando a viu deixar o Palácio do Planalto para que seu companheiro de partido, Michel Temer, ocupasse o espaço.
O intocável Achava-se até então intocável até o juiz Sérgio Moro começar a desbaratar a maior quadrilha de corruptos do país, revirando as vísceras de centenas de políticos e empresários. Sua penúltima entrevista em um hotel de Brasília, onde se manteve sozinho durante a conversa com os jornalistas, selava de vez o fim do poder do Lobo Mau substituído ali pela melancolia, o esquecimento e a solidão, num quadro tão bem retratado pelo colombiano Gabriel Garcia Marques no seu “Ninguém escreve ao coronel”.
Solidão O choro do Lobo Mau é a expressão cruel de um homem abandonado pelos amigos que antes o cortejavam. Vivia rodeado por um séquito de assessores e seguranças a atendê-lo em um piscar de olho. Não dava um passo no salão verde da Câmara que não tropeçasse em jornalistas ávidos por notícias. Com a renúncia, recolhe-se à solidão dos vencidos à espera de que alguém recolha os destroços da alegoria do poder. Vai, em vão, esperar no infinito da solidão a voz silenciosa de amigos cada vez mais distantes.
Chapeuzinho O Lobo Mau encolheu-se, apequenou-se. Aguarda ansioso o dia em que baterão à sua porta para responder pelos crimes que cometeu durante a sua carreira política. E frente a frente com o Chapeuzinho Vermelho de Curitiba, a quem até agora tentou enganar, confessará seus delitos se quiser sair mais cedo da cadeia, a exemplo de outros delatores que decidiram colaborar com a Justiça.
Desprezível O Lobo Mau não deve esperar nenhum gesto de adeus. É um político insignificante, desprezível. Cresceu e fez fama na ausência de bons homens públicos. Trata-se de mais um espertalhão, gerado na fornalha do fisiologismo. Subiu nos degraus do poder porque soube se destacar entre os medíocres. Aliou-se aos petistas quando interessava ocupar espaços no poder. Usou a Câmara para manipular o regimento e as leis a serviço dos grandes empresários, mancomunado com as dilmas e os lulas da vida. Só quando os negócios escusos não atendiam mais aos interesses dele e de seus comparsas saiu fora e mostrou as garras do Lobo Mau devorando a Vovozinha.
Defesa E se não tiver uma boa defesa ao ser interrogado pelo Chapeuzinho Vermelho de Curitiba, Lobo Mau vai passar o resto do seus dias na cadeia sem ter digerido totalmente os restos da Vovozinha, numa cena que seria mais ou menos assim, no primeiro encontro entre os dois: - Por que esses olhos tão grandes, Cunha? – pergunta Chapeuzinho. - Ó, meu querido, são para te enxergar melhor. - Por que essas orelhas tão grandes, Cunha? - São para te ouvir melhor, Chapeuzinho. - E por que essa boca tão grande, Cunha? - É para te comer, Chapeuzinho. A sorte do Chapeuzinho é que aqui nesta fábula ele também é o caçador.
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GABRIEL MOUSINHO
Gato escaldado
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senador Renan Calheiros mexe os pauzinhos nos finais de semana em Maceió, mas evita falar em embate com o prefeito Rui Palmeira, porque suas antigas experiências como candidato à prefeitura e ao governo do Estado não foram boas. Calheiros perdeu para Guilherme Palmeira e depois para Geraldo Bulhões e não deseja repetir a dose, mesmo com outros candidatos. É por isso mesmo que ele digeriu Cícero Almeida e trabalha freneticamente nos bastidores, numa forma de dar o troco a Guilherme Palmeira, já que GB saiu do mundo político. O senador sabe que a parada é difícil para vencer Rui Palmeira e trabalha com a possibilidade de um segundo turno. Por isso mesmo as conversas com partidos nanicos viram a noite com propostas para uma futura coligação. Do lado dos tucanos a matemática é praticamente a mesma. Rui sabe que a presença do governador Renan Filho nas grotas é um perigo eleitoral e por isso mesmo investe em obras na periferia da cidade, recuperação e construção de praças e atenção especial para o trânsito caótico da capital. Em outubro se vai saber quem é bom mesmo de urna.
Eleição e Lava Jato Como a Lava Jato chegou pra valer, inclusive em Alagoas, desconfia-se que os caminhões de dinheiros aportados nas últimas eleições tenham mais dificuldades de aparecer por aqui. Sem dinheiro fácil das empresas atoladas na Lava Jato e com delações bombásticas, a exemplo da Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Cosan Lubrificantes, Andrade Gutierrez, JBS, UTC Engenharia, Camargo Correia e outras que ainda não chegaram ao conhecimento do juiz Sérgio Moro, a campanha deste ano deve ficar mais barata. Há quem diga, entretanto, que o caixa já está abastecido, embora não seja esse dinheiro declarado à Justiça Eleitoral. Pelo sim, pelo não e com a Justiça de olho nos candidatos contumazes que receberam milhões de empreiteiras e outras instituições, a campanha será mais em conta. O problema é a Justiça descobrir a compra de cabos eleitorais que a partir de agora vão fazer a festa.
Alto lá O sucesso do PMDB nas eleições deste ano e em 2018 vai depender da situação do senador Renan Calheiros. Se ele sobreviver ao tiroteio das investigações da Lava Jato, o partido continuará forte. Se isto não acontecer, só Deus sabe qual o destino do partido e do senador.
Única solução Desesperado porque não tinha nenhum nome pra disputar a Prefeitura de Maceió, o PMDB se sujeitou a lançar o nome de Cícero Almeida, que não é unanimidade no partido. Sabe também o partido comandado pelos Calheiros em Alagoas que Almeida até as eleições vai enfrentar muitas turbulências, principalmente nos processos a que responde na Justiça.
gabrielmousinho@bol.com.br
Defendendo o desembargador Ao considerar uma medida muito dura tomada pelo Conselho Nacional de Justiça sobre o afastamento do desembargador Washington Luiz da presidência do Tribunal de Justiça de Alagoas, o governador Renan Filho demonstrou de que lado está. Mas é evidente que é preciso e necessário de que todas as acusações sejam minuciosamente apuradas, embora o estrago na imagem do desembargador já foi feito.
Enforcamento precoce O desembargador Washington Luiz tem todo o direito assegurado pela Constituição para se defender dos processos a que responde no Conselho Nacional de Justiça. Mas, perguntar, não ofende: essa história de ser acusado de mandante de três assassinatos não é exagero, não?
Silêncio no Palácio Além do problema que Washington Luiz vem enfrentando, no Palácio do Governo não se fala da possibilidade da exoneração da secretária de Cultura, Mellina Freitas, filha do desembargador, acusada do desvio de 16 milhões de reais quando era prefeita de Piranhas. Este assunto no Palácio está proibido de ser comentado.
Desmoronando
Aposentadorias suspeitas
Os dezessete partidos que a princípio estariam com o deputado Cícero Almeida, como ele disse em diversas entrevistas, aos poucos vão se desmanchando. Parece que dos dezessete, só estão sobrando oito partidos, ou seja, mais da metade já teria tirado o cavalo da chuva.
O governo federal demorou muito, mas parece que vai colocar o dedo na ferida de milhares de aposentados por invalidez. Desconfia-se que muitas delas foram arrumadas, daí a investigação que será feita a partir de agora. Tem inválido que dança forró, carnaval, toma cachaça e ainda tira onda de que recebe sem trabalhar. Esses caras vão de encontro a milhões de brasileiros que trabalharam mais de 35 anos para receberem uma aposentadoria miserável do INSS.
Luta nos bastidores O maior problema das candidaturas majoritárias é a formação de chapas proporcionais. Até a próxima semana os candidatos, de uma vez por todas, devem fechar os apoios e suas chapas nas coligações.
Firme com o PT Embora saiba das grandes dificuldades que irá enfrentar, o deputado federal Paulão não arreda o pé de sua candidatura a prefeito de Maceió. Só não sabe com quem ficará no segundo turno.
Vem aperto por aí Depois de conceder mais de 12% de reajuste ao Bolsa Família, 41% ao Judiciário, Legislativo e Executivo, o governo, sem outra alternativa, prepara um pacotaço para o brasileiro pagar. Vem mais imposto por aí, ou alguém duvida disso?
Só ele? Estão cortando a cabeça do deputado Eduardo Cunha, mas não fazem o mesmo com muitos outros que estão atolados em denúncias da Lava Jato e em outras operações policiais.
Um passo atrás
Ouviu o que não quis
Enquanto avança em outros setores, segundo o governador Renan Filho, o Estado retroage no pagamento de dívidas aos fornecedores. De acordo com levantamento da Folha de S. Paulo, Alagoas deixou de pagar aos fornecedores que prestaram serviços ou entregaram produtos, cerca de 30 milhões de reais. O secretário diz que a dívida já foi muito maior.
Imediatista como sempre foi, o governador Renan Filho ouviu uma resposta que não queria ouvir de um oficial do Exército. Ao cobrar mais fiscalização sobre explosivos, Renan recebeu resposta dura do capitão Danilo Muller, do 59º Batalhão de Infantaria Motorizada. O militar disse que “nosso efetivo é composto por militares competentes”e que possuía uma equipe suficiente com 15 homens e preparada para o serviço.
Insegurança Podem dizer o que quiser e mostrar estatísticas diariamente, mas a sensação de insegurança no Estado e principalmente na capital é estarrecedora. As notícias de assaltos à luz do dia, roubo de carros, explosões de caixas eletrônicos, arrombamentos de casas e lojas, arrastão em ônibus e assassinatos, fazem com que o maceioense pense duas vezes antes de sair de casa.
Boca no trombone Não vai demorar muito para o empresário João Lyra abrir as baterias contras seus próprios filhos que querem a sua interdição. Pessoas ligadas a JL dizem, por exemplo, que enquanto seu filho Guilherme Lyra pede que ele seja afastado dos negócios, é beneficiado com a utilização de 4 mil hectares de terras na área da Usina Laginha.
Emperrada A falência das empresas de João Lyra nunca sai do lugar, enquanto o patrimônio está sendo dilapidado pelo tempo. As máquinas estão enferrujadas, caminhões abandonados e o campo sem plantar um pé de cana. Enquanto isso os administradores ganham 50 mil reais por mês, mais uma fortuna de três em três meses e ainda têm prioridade se houver venda de algum ativo do grupo.
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CNJ vai investigar relação entre Washington Luiz e Rogério Farias
JUDICIÁRIO EM XEQUE
JUIZ JOHN SILAS DESAFIOU DESEMBARGADOR E FOI AFASTADO DE COMARCA DE PARIPUEIRA ODILON RIOS Especial para o EXTRA
A
mais nova representação contra o presidente afastado do Tribunal de Justiça, desembargador Washington Luiz Damasceno Freitas, chegou ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no dia 6. Refere-se ao afastamento, da comarca de Paripueira, do juiz John Silas, retirado do comando da Justiça após determinar o afastamento do prefeito Rogério Farias, de Barra de Santo Antônio, horas depois de o então presidente do TJ cassar uma decisão do próprio magistrado - determinando o retorno do prefeito ao cargo. Rogério havia sido afastado provisoriamente da função, por decisão judicial, em abril. Era acusado, pelo Ministério Público Estadual, de improbidade administrativa. Investigado por se apropriar do dinheiro do Fundeb (fundo federal da educação) e lavá-lo em uma pousada, de propriedade dele, na Barra de Santo Antônio. Antes, porém, do retorno à função, ele e os aliados usavam a rede social Facebook em uma espécie de contagem de dias para a volta dele à chefia do Executivo na Barra. Há relação entre Washington Luiz e Rogério Farias? Havia interesse em se manter o prefeito a qualquer custo no cargo? Rogério Farias era o primeiro a saber que voltaria ao comando da Barra de Santo Antônio? As investigações, no CNJ, dirão os
John Silas foi afastado da Comarca de Paripueira
Rogério Farias, pivô da discórdia dentro do Judiciário estadual
rumos desta história. O fato é que em 18 de junho, um sábado, Washington Luiz decidiu pela volta de Rogério. Horas depois, o juiz John Silas determinou novo afastamento do prefeito, em outra denúncia, por 180 dias, além do bloqueio de bens do gestor na Barra e também nas cidades de São Luiz do Quitunde, Porto de Pedras e Maceió. Depois, o magistrado, que atuava como juiz substituto na comarca de Paripueira, foi trocado pelo juiz, Willamo Lopes. “Washington foi afastado pelo conjunto da obra”, acredita um bem situado integrante do Ministério Público Estadual, para quem a retirada de John Silas da região foi uma resposta à “insubordinação” diante do presidente do tribunal.
pagando R$ 1,3 milhão entre 2009 e 2013, mas essa contratação foi irregular- conforme as investigações do MP. O desembargador teria evitado a prisão do prefeito - com novo pedido de investigação aberto pelo MP esta semana, desta vez por supostas fraudes no fundo previdenciário de Marechal. Matheus nega irregularidades.
O caso de Joaquim Gomes “piorou a situação” do presidente afastado na avaliação do membro do MP local. Mais ainda que a denúncia de propina na máfia da merenda - descoberta por promotores de São Paulo e aprofundada pelos integrantes do MP alagoano. Ou ainda o plano para matar o juiz Marcelo Tadeu - revelado pelo EXTRA em 12 de abril de 2012. O CNJ apura se Washington Luiz favoreceu o retorno de Toinho Batista, o prefeito de Joaquim Gomes, ao cargo, mesmo após ele ter sido cassado. Outra decisão do desembargador favoreceu três vereadores da base aliada do prefeito da cidade. Além do prefeito de Marechal Deodoro, Cristiano Matheus, exgenro de Washington Luiz. Matheus é suspeito de contratar bandas para Marechal
PLANO PARA MATAR JUIZ O juiz Marcelo Tadeu seria morto no dia 3 de julho de 2009 - uma sexta-feira - na avenida João Davino, em Maceió, uma das mais movimentadas da área nobre. A arma, uma pistola ponto 40, de uso exclusivo da policia, foi retirada do 59º Batalhão de Infantaria Militar - a sede do Exército alagoano. Ela estava guardada junto a outras, em um paiol
do TJ - que ficava no Exército. Constava em processo como prova de outros assassinatos. O preço do crime: R$ 20 mil. Após o crime a arma voltaria ao Exército. E ficaria como até hoje está: escondida. Nunca foi feito exame de balística. O plano não deu certo porque o funcionário da empresa Qualitec - que prestava serviço para o Grupo Empresarial OAS - o advogado mineiro Nudson Harley Mares de Freitas, há 15 dias em Maceió, foi morto no lugar do juiz. Ele estava vestido de calça jeans e camisa polo, mesma roupa que Marcelo Tadeu usava. E ambos, que não se conheciam, estavam a 50 metros de distância um do outro. Marcelo Tadeu estava no estacionamento de uma farmácia da av. João Davino. Seguiria para casa, no bairro de Guaxuma.
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MPE rejeita moratória proposta pela Assembleia
IMPOSTO DE RENDA
ACORDO QUE PROTELARIA TRANSFERÊNCIA DE VALORES DEVIDOS AO ESTADO É RECUSADO ASSESSORIA MPE/AL
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ão houve acordo. Na reunião que aconteceu na tarde desta quintafeira (14), na sede do Tribunal de Justiça, o Ministério Público Estadual de Alagoas (MPE/AL) manteve seu posicionamento inicial e não aceitou fazer qualquer tipo de tratativa que possa beneficiar a Assembleia Legislativa (ALE) no tocante ao repasse obrigatório dos recursos do Imposto de Renda que devem ser destinados ao Estado. A Procuradoria Geral de Justiça argumenta que esse é um direito indisponível do povo alagoano, sobre o qual não pode haver qualquer transação. O encontro foi proposto pelo
desembargador Tutmés Airan e reuniu o procurador-geral de Justiça, Sérgio Jucá, o coordenador do Núcleo de Defesa do Patrimônio Público, promotor de Justiça José Carlos Castro, o procurador-geral do Estado, Francisco Malaquias, o secretário do Gabinete Civil, Fábio Farias, o presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas, deputado estadual Luiz Dantas, e o procurador-geral da ALE, advogado Diógenes Tenório Júnior. Na ocasião, a Casa de Tavares Bastos reconheceu a dívida e pediu um novo prazo para começar a pagar os recursos tributários devidos ao Estado, comprometendo-se a iniciar o pagamento a partir de 2017. Porém, nem o procurador-ge-
ral de Justiça e nem o coordenador do Núcleo de Defesa do Patrimônio Público aceitaram a proposta. “Esses são recursos que pertencem ao Tesouro do Estado, recursos que a lei considera indisponíveis e que deveriam estar sendo aplicados, por exemplo, nas áreas da Saúde e Educação. O que está ocorrendo é uma sangria inqualificável ao erário em prejuízo dos interesses da sociedade. É por isso que o Ministério Público não vai transigir. Queremos que se restaure o império da lei violado há longos anos pela Assembleia Legislativa, que se apropria indebitamente dessa fortuna”, argumentou Sérgio Jucá. “Nós não estamos nem tra-
tando dos recursos dos anos anteriores que nunca foram pagos. Só esse montante atrasado soma mais de R$ 100 milhões entre os anos de 2010 e 2014. Isso será requerido numa outra ação futura. O que pretendemos agora é que aconteça o recolhimento a partir de 2016. Já há uma decisão de 1º grau obrigando esse repasse. A Assembleia recorreu da sentença do Juízo da Fazenda Pública Estadual e então propôs esse acordo. Mas nós não vamos aceitar”, reforçou José Carlos Castro. A PROPOSTA O Poder Legislativo pediu prazo de mais de um ano para começar a recolher os recursos
do Imposto de Renda para os cofres do Tesouro Estadual, o que, no caso da proposta ter sido aceita, ficaria a cargo da próxima Mesa Diretora. Ou seja, o Parlamento continuaria a descontar o IR dos servidores e deputados estaduais, mas sem repassá-lo ao Executivo. Pela proposta, deste mês de julho até agosto de 2017 seria zero de transferência. A partir de setembro, a estimativa do valor mensal devido ao Estado, que gira em torno de R$ 1,7 milhão, começaria a ser repassada. Já o montante compreendido entre janeiro de 2016 e agosto de 2017 seria pago em 96 parcelas, com a primeira prestação sendo quitada a partir de janeiro de 2018 e a última em dezembro de 2020.
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João Lyra está prestes a sofrer interdição judicial
SENILIDADE LAUDO CONFIRMA QUE USINEIRO NÃO TEM CONDIÇÕES DE PRATICAR ATOS DA VIDA CIVIL VERA ALVES veralvess@gmail.com
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Justiça está prestes a conceder o pedido de interdição do ex-deputado federal João José Pereira de Lyra. Esta semana, os filhos de JL entraram com pedido de liminar requerendo a tutela imediata de todos os bens do falido usineiro com base em laudo pericial que atesta a senilidade dele e o qualifica como incapaz de praticar atos da vida civil. O processo tramita na 24ª Vara Cível da Capital/Família que tem como titular a juíza Maysa Cezário Bezerra e que em outubro do ano passado negara liminar com o mesmo objetivo. Aos 85 anos, completados no último dia 17, JL enfrenta várias batalhas judiciais com os filhos que tentam a todo custo obter o controle dos bens que ele ainda administra. Maria de Lourdes Pereira de Lyra, Ricardo José Pereira de Lyra, Maria Thereza Pereira de Lyra Collor de Mello Halbreich, Guilherme José Pereira de Lyra e Maria Cristina de Lyra Uchoa Costa entraram com o pedido de interdição em outubro do ano passado. Na ação de tutela e curatela, pedem que Lourdinha Lyra, vice-prefeita de Maceió no período em que o pai era deputado federal, seja nomeada curadora dele e todos os seus bens O pedido fez com que
João Lyra recorresse ao Tribunal de Justiça onde um laudo pericial solicitado pelo desembargador Pedro Mendonça confirmou o diagnóstico da primeira instância, o de senilidade com incapacidade de administrar atos da vida civil. Pelo novo Código do Processo Civil, em vigor desde o dia 18 de março último, a interdição e curatela são tratadas na Parte Especial- Livro I, Capítulo XV, Seção IX (dos artigos 747 a 758) e Seção X (dos artigos 759 a 763). De acordo com o artigo 757, “A autoridade do curador estende-se à pessoa e aos bens do incapaz que se encontrar sob a guarda e a responsabilidade do curatelado ao tempo da interdição, salvo se o juiz considerar outra solução como mais conveniente aos interesses do incapaz”. O artigo seguinte estabelece que “O curador deverá buscar tratamento e apoio apropriados à conquista da autonomia pelo interdito”. No caso de João Lyra, as difíceis relações entre ele e os filhos deixam entrever um futuro melancólico para o homem que já foi considerado o parlamentar mais rico do País. Isto há apenas seis anos, quando ele se candidatou e obteve o mandato de deputado federal e, a despeito das dificuldades financeiras porque passavam suas empresas, ostentava uma vida de luxo e somente se movimentava em seu jatinho
ou helicóptero particulares. No caso específico de Lourdinha Lyra, ela e o pai protagonizaram no ano passado cenas de folhetim e foram parar numa delegacia de Polícia onde João Lyra prestou queixa contra a filha por invasão de domicílio e agressão. Mais recentemente, JL a denunciou perante a Justiça por forjar documentos alegando ser titular de ações de empresas do grupo e requerer ser a fiscalizadora do processo de falência que tramita na Comarca de Coruripe. A denúncia envolve ainda outros dois filhos, Guilherme José Pereira de Lyra e Antônio José Pereira de Lyra (Tonico Lyra). Dono de um império que ficou conhecido como Grupo JL, João Lyra chegou a figurar como réu em ação penal instaurada em 2014 no Supremo Tribunal Federal acusado de trabalho escravo configurado em uma fiscalização do Ministério do Trabalho realizada em 2010 em Capinópolis e Ipiaçu, ambas em Minas Gerais, em usinas pertencentes à Laginha Agroindustrial S/A, a holding das empresas do ex-deputado. A Laginha (matriz e filiais), aliás, figura entre as 100 maiores devedoras trabalhistas do País, ocupando a 86ª posição no ranking. São 537 processos envolvendo milhares de trabalhadores que deixaram de receber salários e verbas trabalhistas como indenização, férias e FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). As ações tramitaram em seis tribunais regionais do Trabalho, sendo a maioria no TRT de Alagoas (TRT-19).
João Lyra poderá ficar sob a guarda de Lourdinha Lyra
João Lyra também está inscrito no Banco Nacional de Devedores Trabalhistas como pessoa física. São 112 processos envolvendo centenas de reclamantes. A inscrição no BNDT se dá “em virtude de inadimplência perante a Justiça do Trabalho quanto às obrigações estabelecidas em sentença condenatória transitada em julgado ou em acordos judiciais trabalhistas, inclusive no concernente aos recolhimentos previdenciários, a honorários, a custas, a emolumentos ou a recolhimentos determinados
em lei; ou decorrentes de execução de acordos firmados perante o Ministério Público do Trabalho ou Comissão de Conciliação Prévia”, conforme registra o portal do Tribunal Superior do Trabalho (TST). O EXTRA contatou a assessoria jurídica de João Lyra para se posicionar quanto à iminência da interdição do ex-deputado e obteve como resposta a alegação de que os advogados não comentam processos envolvendo seus clientes ainda em tramitação.
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Saída de JL não prejudicaria Massa Falida e credores JOSÉ FERNANDO MARTINS Especial para o EXTRA
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ada tende a mudar caso os filhos do ex-usineiro João Lyra assumam o lugar do pai como fiscalizadores da Massa Falida do império que um dia foi o Grupo JL. Segundo o juiz da comarca de Coruripe, Kleber Borba Rocha, as ações do processo falimentar são realizadas em conjunto com a administração judicial. Se os herdeiros de Lyra ocuparem o lugar do pai, nenhuma decisão tomada até o momento será retrocedida, informou Rocha. Conforme publicado na última edição do EXTRA Alagoas, os irmãos “se auto intitularam acionistas da Laginha” a partir de uma suposta transferência de ações. Mas, de acordo com a defesa de João Lyra, em ambos termos de transferência de ações houve omissão completa em relação ao estado falimentar de Laginha, “com intuito claro de dar um aspecto legal inexistente ao documento firmado”. A papelada apresentada pela prole do ex-usineiro foi descrita como “fabricada para ter aparência de que os dois réus são legítimos acionistas”. “As transferências que se pretendiam representadas pelos documentos forjados como sendo ‘termo de transferência’ são inexistentes. O perigo de dano, por seu turno, se faz presente porque terceiros de boa-fé podem ser enganados com esta transferência irregular de ações, de modo que esta pode produzir efeitos indevidos, diante de uma atuação descabida em nome de Laginha”, firmou Lyra contra os filhos Guilherme José Pereira de Lyra, Maria de Lourdes Pereira de Lyra e Antônio José Pereira de Lyra (Tonico Lyra).
SÍNDICO EMITE NOTA SOBRE O QUE CHAMA DE BOATOS
Juiz Kleber Borba descarta reversão da falência em recuperação judicial
A alegação é de que a senilidade estaria prejudicando a razão de Lyra, que esbanjaria dinheiro ameaçando até a própria subsistência. Outra possibilidade descartada é a do grupo retornar à condição de recuperação judicial, que seria uma possibilidade de tentar reerguer o império de Lyra. Sobre o assunto, a Administração Judicial da Massa Falida da Laginha Agroindustrial S/A, composta por João Daniel Marques Fernandes e Luiz Henrique da Silva Cunha, chegou até lançar uma nota à imprensa. Boatos sobre a recuperação judicial vieram à tona após prefeitos de duas cidades de Minas Gerais visitarem Maceió para exporem a necessidade de um encaminhamento das usinas Triálcool, em Canápolis, e Vale do Paranaíba,
Capinópolis. Os políticos explicaram as dificuldades que os municípios estão enfrentando, desde 2013, para recuperar a economia da região. Enquanto isso, os trabalhadores pensam em ações mais radicais. O Sindicato dos Produtores Rurais de Canápolis, Roberto Martins de Menezes, contou que a categoria não recebeu os valores das terras arrendadas para plantação da cana-de-açúcar. “Tem mais de três anos que não tem pagamento para o produtor rural. Os movimentos rurais, junto com os trabalhadores da Triálcool, estão se agrupando em uma área esperando a negociação e se isso não acontecer eles pretendem invadir as terras e falam até em queimar a usina”, ressaltou durante visita a Maceió.
“É importante destacar que a Administração entende que a decretação, à época, da falência pela Justiça do Estado de Alagoas foi medida justa e necessária para manter-se a legalidade que exigia o processo. Em assim sendo, não tem esta Administração quaisquer críticas ou comentários ao andamento do processo. O desembargador Tutmés Airan junto com o juiz presidente do processo Kleber Borba têm agido com celeridade na intenção da preservação e de liquidação do patrimônio do Grupo João Lyra, de acordo com a lei e a necessidade constatada, tudo com o objetivo de fazer prevalecer justiça aos trabalhadores e credores e também permitir uma recuperação da economia das cidades ao redor”, informou a administração judicial em nota ao EXTRA. Frisou ainda “que em agosto do ano passado, com a designação de novos administradores judiciais, a cana-de-açúcar moída foi cobrada aos devedores, equipes de vigilância foram colocadas nas unidades, a Usina Uruba – de Atalaia – foi arrendada e voltou a moer, gerando empregos na região. Em Canápolis e Capinópolis, no Estado de Minas Gerais, a perspectiva de venda das usinas Triálcool e Vale do Paranaíba gera a expectativa de novos ventos e da retomada do desenvolvimento local, podendo finalmente começarse a pagar credores trabalhistas. E se não tem havido maior celeridade é por conta dos inúmeros incidentes processuais, na sua maioria, procrastinatórios e com finalidade estranha ao interesse da aplicação da Justiça, da lei e da sociedade”.
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João Lyra é investigado pela Receita Federal
PANAMA PAPERS
AUDITORES FISCAIS ANALISAM CONTAS EM PARAÍSOS FISCAIS DE 159 CONTRIBUINTES BRASILEIROS; 92 SÃO PESSOAS FÍSICAS
ções dos dados. “Como empresa responsável e que respeita a liberdade de imprensa, temos tentado comunicar para evitar uma ação judicial. No entanto, o consórcio obriganos a iniciar ações legais para nos proteger daqueles atos”, disse, em comunicado, a Mossak.
JOSÉ FERNANDO MARTINS Especial para o EXTRA
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investigação em torno dos Panama Papers continua. A Receita Federal do Brasil (RFB) já recebeu os documentos de 159 contribuintes brasileiros das autoridades panamenhas. Nesse montante estão os “papéis” referentes ao empresário João Lyra, um dos citados durante a investigação do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ) sobre a indústria de empresas offshore, envio de dinheiro e sonegação de impostos ao paraíso fiscal na América Central. O material estava sendo preparado há quase um ano para o lançamento da série “Panama Papers”. É considerada “offshore” a empresa que possui a sua contabilidade em país diferente daquele que exerce a sua atividade. As documentações da Mossack Fonseca, companhia de gestão de ativos e consultoria jurídica, indicaram que o ex-deputado federal utilizou a offshore Refill Trading Corp para manter uma conta no banco suíço Pictet Asset Management no ano de 2009. No entanto, a empresa estrangeira e a conta não aparecem na declaração de bens de 2010, quando Lyra ganhou as eleições para deputado federal pelo PTB-AL. A abertura da empresa no exterior coincidiu com a declaração de falência do Grupo João Lyra no final de 2008. A empresa, que foi incorporada no Panamá, mantevese ativa até março de 2016. A “Refill Negociação” usa ações ao portador, instrumento fi-
LISTA NEGRA
Investigação de consórcio internacional de jornalistas revela contas em nome de João Lyra
nanceiro utilizado para ocultar os proprietários de empresas. A offshore do Panamá abriu uma conta no banco privado suíço Pictet, listando Lyra como seu único signatário autorizado. Ele não revelou seu controle sobre Refill, negociação ou a conta bancária na Suíça em suas declarações de bens de 2010 ou em 2014 ao Congresso Nacional. A Mossack Fonseca identificou Lyra como pessoa politicamente exposta a partir de 2009. O sobrinho do ex-usineiro, Tadeu Azevedo Pereira de Lyra, chegou a denunciar o tio desviar recursos da Massa Falida para o exterior. As
denúncias vieram a público há dois anos. O desafeto de Lyra, inclusive, se colocou à disposição da Polícia Federal para depor sobre o esquema que, conforme ele, tinha como operadora uma das mais fiéis colaboradoras do usineiro, a nissei Silvia Sacuno. A informação foi publicada com exclusividade pelo EXTRA Alagoas. FISCALIZAÇÃO Auditores-fiscais vão avaliar se há ou não indícios de infração tributária, isto é, se tais contas não foram declaradas. Caso se verifique que há omissão dessas informações à RFB, a fiscalização efe-
tuará as autuações, com exigência de imposto, multa de 150% e juros pela taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia). De acordo com a RFB, em resposta à solicitação do EXTRA, foram identificados 92 contribuintes pessoas físicas e 67 pessoas jurídicas. Os dados desses 159 contribuintes estão sob auditoria. A reportagem também entrou em contato com Procuradoria-Geral da República (PGR), que preferiu não opinar sobre o assunto. Após divulgação dos Panama Papers, o escritório de advogados Mossak Fonseca está processando os jornalistas responsáveis pelas divulga-
Além de Lyra, entre os brasileiros citados direta ou indiretamente nas investigações estão o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o ex-presidente do PSDB, Sérgio Guerra, morto em 2014, Luciano e Edison Lobão (ex-ministro de Minas e Energia do governo Dilma), Paulo Octavio (ex-governador do Distrito Federal e empresário), Delfim Netto (economista e ex-ministro da Economia), Gabriel Lacerda (filho do prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda) e, ainda, Gabriel Pamplona Skaf (filho do presidente da Fiesp, Paulo Skaf), o deputado federal Vadão Gomes (PP-SP). Os documentos mostraram que a Mossack Fonseca seria uma das maiores criadoras de empresas de fachada do mundo. As documentações apontaram a criação de 214 mil empresas offshore ligadas a pessoas em mais de 200 países e territórios. As planilhas, e-mails, faturas e registros corporativos apontam que as fraudes foram cometidas nos últimos 40 anos. A reportagem entrou em contato com a assessoria jurídica de João Lyra que afirmou ter como regra não comentar processos ou investigações envolvendo seus clientes.
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Em Cajueiro, Palmery Neto usa programa do governo para se promover
CAMPANHA ANTECIPADA EX-PREFEITO JÁ FOI PROCESSADO PELO MPF POR IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA DA REDAÇÃO
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o último mês de maio a cidade de Cajueiro – a 70km da capital – foi palco de uma ação social do governo do Estado para entrega de sementes. Até aí tudo bem, o que a população local não esperava era a presença do ex-prefeito Palmery Neto (PMDB) para fazer a entrega do insumo e tendo seu nome divulgado como pré-candidato a prefeito do município. No mesmo dia, nas fazendas Loango e Bom Destino os agricultores receberam as sementes e agradeceram pessoalmente ao pré-candidato. Nenhum representante da comitiva do governador Renan Filho (PMDB) se fez presente, fato registrado em foto pelo próprio Palmery e publicado por ele em sua página do Facebook. Pessoas ligadas à atual gestão acreditam que pode ter havido um claro “abuso de poder econômico”
e “campanha antecipada”, o que é vedado pela Lei Eleitoral. O município de Cajueiro é administrado pela prefeita Lucila Toledo (PSDB), esposa do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado F)ernando Toledo e mãe do deputado estadual Bruno Toledo (PSDB). Tudo indica que a disputa entre PMDB e PSDB pelo comando do município está só começando. Palmery é hoje o candidato do Palácio República dos Palmares e conta com a rejeição da família Toledo para tentar ser pela terceira vez prefeito de Cajueiro. Palmery é conhecido pela sua articulação, que o levou até a presidência da AMA (Associação dos Municípios Alagoanos), e também pelos processos de improbidade que responde na Justiça. DESMANDOS Em 2012, o Ministério Público Federal em Ala-
Foto publicada por Palmery em sua página no Facebook
goas ajuizou uma ação de improbidade administrativa cumulada com ressarcimento ao erário contra o então prefeito de Cajueiro Palmery Neto. Também são réus nesse processo a empresa Multiservice Consultoria e Serviços (União dos Palmares) e
o gerente da mesma, Silvam Gomes de Lima. Pesa contra os envolvidosn a acusação de malversação de recursos destinados ao transporte escolar, encaminhados ao município via Programa Nacional de Transporte Escolar (Pnate).
De acordo com a ação, de autoria do procurador Anselmo Henrique Cordeiro Lopes, o Tribunal de Contas da União (TCU) apurou uma série de irregularidades no processo licitatório de contratação de serviços de transporte escolar. A prática fraudulenta implicou no prejuízo de cerca de R$ 1,6 milhão, conforme os valores estipulados no contrato celebrado em 2005, bem como nos dois instrumentos que prorrogaram a vigência do mesmo até 2007. Amparado na Lei de Improbidade (Lei nº 8429/92), o MPF requer o ressarcimento dos danos causados ao erário no importe de R$ 1.632.520,00 – valor aplicado irregularmente na contratação da Multiservice – mais o pagamento de R$ 3.265.040,00 em razão das multas previstas na norma. O total dos desvios chegou a R$ 4.897.560,00: ou seja, quase R$ 5 milhões.
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Capanga de Luiz Pedro vai a júri popular dia 20
IMPUNIDADE
ROGÉRIO DE MENEZES VASCONCELOS É ACUSADO DE SER UM DOS ASSASSINOS DO SERVENTE DE PEDREIRO BETO JOÃO MOUSINHO joao_mousinho@hotmail.com
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á dois anos, mais precisamente no dia 21 de março de 2014, Rogério de Menezes Vasconcelos seria o primeiro nome da quadrilha de Luiz Pedro a ir para júri popular. Mas devido à falta de citação do réu, que estava foragido, a justiça não foi feita. O tempo passou e parte do bando foi condenado pelo Tribunal do Júri, inclusive o ex-deputado Luiz Pedro, que goza de plena liberdade apesar de ter sido condenado a 26 anos e cinco meses de prisão por homicídio qualificado, sequestro e formação de quadrilha e como mandante da execução do servente de pedreiro Carlos Roberto Rocha Santos. O julgamento de Rogério de Menezes Vasconcelos acontece no próximo dia 20 e, segundo o pai da vítima, o servidor público Sebastião Pereira dos Santos, “todos sabem que Rogério foi um dos homens que tirou vida do seu filho”. Carlos Roberto foi sequestrado na própria residência, no bairro do Clima Bom, na madrugada do dia 12 de agosto de 2004, foi assassinado com vários tiros e seu corpo desapareceu do Instituto Médico Legal Estácio de Lima. Em sua peregrinação, o pai de Carlos Roberto conseguiu autorização para várias exumações, mas nunca localizou o corpo do filho. Segundo o relato de Sebastião, às 1h30 da madrugada Naelson Osmar Vasconcelos Melo, Adézio Rodrigues, Laércio Barros e Leoni Lima chegaram à residência de Beto,
Sebastião Pereira cobra prisão de Luiz Pedro, já condenado como mandante do assassinato de seu filho, Carlos Roberto
onde foram atendidos por sua esposa, Alessandra Cristina da Silva Costa, que esclareceu que ele estava dormindo e não poderia atender ninguém naquele momento. Se identificando como policiais, os quatro homens insistiram que Beto se apresentasse. A esposa grávida não teve como conter o ímpeto dos “homens de Luiz Pedro”, que acordaram Beto com agressões e o levaram sem maiores explicações para um veículo não identificado. “Há 12 anos choro a morte do meu filho e sei que esse ciclo de impunidade não chegou ao fim, pois o verdadeiro líder dessa quadrilha, Luiz Pedro, está solto, enquanto eu sigo doente e aprisionado em minha própria casa”, desabafou Sebastião Pereira dos Santos, em contato com a reportagem do jornal EXTRAxtra.
Durante o júri de Luiz Pedro, Alessandra Cristina da Silva Costa, que não reside em Alagoas temendo ser executada, disse por meio de vídeoconferência que o ex-deputado e seus capangas tinham ligações diretas com o crime, seja por mando ou autoria material. O caso é um dos mais emblemáticos no quesito impunidade na recente história de Alagoas marcada pelo sangue e violência. O pedido de condenação de Rogério de Menezes Vasconcelos está nas mãos do promotor de Justiça, Antônio Vilas Boas. Sebastião espera que Rogério seja condenado e, diferentemente do que acontece com Luiz Pedro, pague pelo crime que cometeu atrás das grades. “A posição da Justiça é injustiça; o sujeito foi condenado por mandar matar um ser humano e está solto.
Espero, sinceramente, que no próximo dia 20 seja diferente”, expôs o aposentado. O promotor Carlos Davi Lopes destacou durante o julgamento de Luiz Pedro que nem o nazismo foi tão cruel quanto a milícia comandada pelo ex-deputado e ex-vereador e acrescentou que “Alagoas é um estado condenado há décadas pelo coronelismo que priva o povo. Esse crime tem dedo do Estado. Do próprio Estado. Chega dessas milícias, o povo tem que ser livre. Tentaram incriminar a vítima. Não podemos banalizar a vítima.” Por fim, Davi colocou: “Tivemos um guerreiro que levou esse julgamento à frente, que foi o seu Sebastião. Esse julgamento marca a história da justiça alagoana, quando um ex-parlamentar senta no banco dos réus”.
MOTIVAÇÃO DO CRIME Segundo a defesa de Luiz Pedro, a motivação do crime seria um desentendimento pessoal de Beto com Rogério de Menezes. A esposa da vítima afirmou em depoimento que Beto impediu Rogério de tomar de si uma cerveja. Rogério era presidente da associação de moradores do conjunto em que a vítima morava e para Luiz Pedro, que exercia domínio político naquela região, um ato de “rebeldia” não poderia ocorrer, ainda mais contra um dos seus braços armados, correligionários e líderes da região. O fato acabou como todos bem conhecem, com a morte de mais um cidadão que se rebelou contra um sistema imposto a mão de ferro pelo temido Luiz Pedro, que durante seu julgamento disse em claro e bom som: “Eu não sou santo”.
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Estelionatário se passa por advogado alagoano
GOLPE DO PRECATÓRIO GOLPISTA ESTARIA AGINDO DENTRO DE PENITENCIÁRIA DO CEARÁ PARA LESAR POLICIAIS CIVIS JOSÉ FERNANDO MARTINS Especial para o EXTRA
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o outro lado da linha, a voz firme de um homem que oferece ajuda aos policiais civis de Alagoas para o recebimento de precatórios. Para dar andamento ao processo, há uma condição. É necessário realizar um depósito de quantias acima de R$ 1 mil para a liberação do dinheiro na 14ª Vara da Capital. “Se você tivesse feito o pagamento da taxa já estaria com o benefício em conta. Sou uma pessoa muito ocupada e não posso ficar parado em um canto só. Se você já tivesse quitado a taxa não estaria gastando seu tempo e nem andando no Sol a toa”, informa por meio de ligação telefônica. Porém tudo não passa de um golpe. E para dar mais credibilidade à ação, o falso advogado age sob o nome de Marcos Bernardes de Mello, um dos profissionais da área de Direito mais conceituados do estado. Precatórios são requisições de pagamento expedidas pelo Judiciário para cobrar de municípios, Estados ou da União, assim como de autarquias e fundações, o pagamento de valores devidos após condenação judicial definitiva. Até o momento, cinco policiais civis receberam a ligação do estelionatário. Conforme o advogado Omar Coêlho de Mello, filho de Marcos Bernardes, uma servidora do
Tribunal de Justiça (TJAL) também recebeu uma chamada pedindo R$ 1.700 via depósito na conta de um escrivão. Foi assim que o golpe chegou ao conhecimento do escritório de advocacia MBM Advogados & Associados. “Depois, começamos a saber que outras pessoas estavam recebendo as mesmas chamadas. Mas, dessa vez, policiais civis estavam sendo as vítimas. Um sobrinho ligou para o número do celular que faz as ligações e deu um CPF fictício para ver o que o golpista falava. O dito advogado disse que o rapaz tinha direito a R$ 35 mil. Depois, eu liguei e me identifiquei como filho de Marcos Bernardes. Informei a essa pessoa que ela estaria cometendo um crime. A reação dele foi só dizer ‘ok’”, contou. Investigações preliminares indicam que as ligações estão sendo realizadas dentro de uma penitenciária do Ceará. O estelionatário pede para que a vítima deposite o dinheiro na conta de Luan Silveira de Albuquerque Nogueira. Segundo os dados da agência da Caixa Econômica Federal, a conta do correntista foi aberta em Cascavel, município da Região Metropolitana de Fortaleza. “Fiquei sabendo que alguns delegados também receberam essas ligações. Esse marginal teve acesso ao banco de dados da Polícia Civil de Alagoas. Me disseram que,
Marcos” e que um policial civil teria a receber o valor de R$ 84.614,15. Confusa e desconfiada, ela diz que irá procurar o escritório do advogado Marcos Bernardes de Mello para resolver a questão. A ligação termina com o golpista falando “Fica a seu critério”. A reportagem ligou para o número de onde são feitas as ligações, mas o telefone celular aparecia como desligado.
Omar Coêlho revela que polícia investiga ação do farsante
em um dos casos, o golpista sabia os nomes de pai e mãe e tempo de afastamento da corporação do policial. Espero que ninguém tenha caído nessa”, disse Coelho. De acordo com a apuração do EXTRA Alagoas, o nome de Luan Silveira de Albuquerque Nogueira aparece em processo de renegociação de dívida com o banco Santander pedindo a revisão de um contrato sob discussão em juízo. O processo está disponível na Comarca de Fortaleza, no Tribunal de Justiça do Ceará . Segundo o presidente do
Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol-AL), Josimar Melo, o farsante pode ter conseguido os dados dos sindicalizados pela própria justiça alagoana. “Isso porque já ganhamos precatórios, mas no momento não temos nenhuma certeza de como ele conseguiu nossos dados”, informou. Em uma das ligações, uma representante do sindicato conversa com o falso advogado e questiona a informação sobre o recebimento dos precatórios. No bate papo, o farsante reafirma ser o “doutor
NOTA DO MBM ADVOGADOS Tão logo soube do golpe e após informar a Polícia, o escritório do advogado Marcos Bernardes de Mello emitiu o seguinte comunicado para divulgação nas redes sociais: “Atenção! O Escritório MBM Advogados & Associados vem informar a todos que alguém usando o número 82 98117-8007 está se passando pelo Dr. Marcos Bernardes de Mello, solicitando um depósito de R$ 1.700 e três certidões, para liberação de um precatório da Polícia Civil na 14ª Vara da Capital. Viemos por meio desta informar que o Escritório MBM Advogados não solicita nenhuma importância de seus clientes para levantamento de qualquer precatório. Pedimos a ajuda de todos os clientes e amigos para compartilhares essa informação. O fato está sendo encaminhado às autoridades competentes para que sejam tomadas as medidas cabíveis”.
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MPF dá 90 dias para Polícia Federal investigar Lula
LAVA JATO INQUÉRITO TRATA DAS RELAÇÕES DO EX-PRESIDENTE COM SEIS CONSTRUTORAS
POR ROGER PEREIRA Paraná Portal
O
Ministério Público Federal concedeu mais 90 dias de prazo para que a Polícia Federal conclua inquérito policial que investiga a relação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato. O prazo inicial venceria no último dia 1° de julho, mas, agora, a Polícia Federal tem até o final de setembro para concluir o inquérito. O objeto da investigação policial é apurar a legalidade dos repasses das empresas Odebrecht, Camargo Corrêa, UTC, Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez e OAS à LILS Palestras,
Eventos e Publicações LTDA, empresa de palestras do ex-presidente Lula. Segundo a Polícia Federal, a empresa de Lula recebeu, R$ 9,3 milhões das principais empreiteiras do país, sem a comprovação da realização de todas as palestras pelas quais foi remunerada. A Polícia Federal justifica o pedido de prorrogação do prazo por conta da reabertura das investigações da 24ª fase da Operação Lava Jato, em junho, depois que o processo foi devolvido à primeira instância pelo Supremo Tribunal Federal. ALETHÉIA PEL Segundo a PF, o material obtido nos mandados de busca
Lula, que tem percorrido cidades nordestinas defendendo Dilma, tem pagamentos sob suspeita
e apreensão da 24ª fase, batizada de Alethéia, deflagrada em março, será útil à investigação e ainda não foi completamente analisado pela força-tarefa da Operação Lava Jato. O delegado Eduardo Mauat da Silva, que era responsável pelo inquérito antes de ser afastado da Lava Jato, mas ainda é o signatário da petição, alega que sequer conseguiu, até ago-
ra, reunir-se com a equipe que cumpriu os mandatos. O pedido de extensão do prazo foi protocolado junto à 13ª Vara Federal de Curitiba. O MPF esclarece, no entanto, que, como não há acusados presos e nem solicitação de novas diligências à Justiça, o inquérito é, conforme entendimento do próprio juiz Sérgio Moro, um procedimento de competência apenas
dos órgãos de investigação, não necessitando de uma decisão da Justiça para ter seu prazo prorrogado. Após a conclusão do inquérito, o Ministério Público analisará o documento produzido pela Polícia Federal para decidir se oferece ou não denúncia contra o ex-presidente no caso dos honorários recebidos por palestras às empreiteiras.
Lula: “Se promotores e PF querem mudar a República, que façam política” KLEBER NUNES (FOLHAPRESS) Em seu discurso de despedida depois de uma viagem de três dias percorrendo Bahia e Pernambuco, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teceu críticas à atuação do Ministério Público Federal e da Polícia Federal na Operação Lava Jato e foi ovacionado por militantes na noite desta quarta-feira (13), no Recife. “Se algum representante do Ministério Público, que é uma instituição séria que eu respeito, quiser mudar a República, é melhor deixar o cargo e se candidatar a deputado ou senador e fazer política. Se algum policial federal quer mudar a República, é melhor fazer política”, disse.
Neste ano, Lula chegou a ser conduzido coercitivamente por agentes da PF para depoimento em São Paulo em um desdobramento da Operação Lava Jato. Na terça (12), em Petrolina (PE), o petista já havia se queixado do episódio em uma entrevista à “Rádio Jornal”. Para o ex-presidente, desde dezembro de 2014 há uma criminalização do PT. Segundo ele, trata-se de uma represália por ser o seu partido o responsável pelas investigações de corrupção no país. “Foi o PT quem tirou o tapete que encobria a corrupção nesse país. Foi o PT que investiu na Polícia Federal. Foi no governo do PT que o presidente deixou de escolher o procurador geral da república dando autonomia.
É isso que eles não aceitam”, afirmou. DISCURSO INFLAMADO No último discurso do périplo pelo Nordeste, Lula apresentou uma fala inflamada, ao contrário do ato realizado pela manhã em Caruaru. O público também mais empolgado na capital pernambucana interrompia o petista com palavras de ordem e aplausos a cada ataque aos defensores do impeachment. Nem a chuva forte que caiu durante discurso foi capaz de dispersar a multidão. Além do presidente interino Michel Temer e do deputado Eduardo Cunha, ambos do PMDB, Lula disparou críticas contra a imprensa, a quem acusou de fazer “conluio com a Câ-
mara Federal” para afastar a presidente Dilma Rousseff. “Será que não é possível fazer investigação sem condenar a partir de manchete de jornal? Sem ter que vender manchete para jornal?”, questionou aos gritos. E voltou a listar feitos que atribuiu ao seu governo, como o combate à miséria, maior acesso ao ensino superior e o programa Luz para Todos. CARAVANA Desde o último dia 4, o ex -presidente vem realizando uma série de atos em cidades nordestinas, em busca de apoio à presidente afastada Dilma Rousseff. Em todos, fez questão de ser acompanhado por políticos locais. Tanto na Bahia quanto em
Pernambuco, foram escolhidas cidades estratégicas do ponto de vista político e econômico da região, como Juazeiro (PE), Petrolina (PE) e Caruauru (PE), esta na região de sua cidade-natal, Garanhuns. Os atos reuniram majoritariamente militantes ligados a algum tipo de sindicato ou movimentos sociais. Lula sustentou a tese do golpe, repetindo a palavra incansavelmente a cada ato, e se disse vítima de perseguição das elites. Críticas direcionadas a Temer e Cunha, antigos aliados, também foram corriqueiras. Em nenhuma das quatro cidades, percorridas em três dias, o ex-presidente se deparou com protestos contrários a ele e a Dilma.
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Alagoas tem 28 municípios com potencial turístico
NOVO MAPA DE VIAGEM
NA ATUALIZAÇÃO, OS DESTINOS TURÍSTICOS DO ESTADO FORAM DIVIDIDOS EM SEIS REGIÕES MARIA SALÉSIA com assessoria
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lagoas tem novo mapa turístico. O estado reduziu de 50 para 28 o número de municípios participantes de suas seis regiões turísticas: o Agreste foi contemplado com apenas dois municípios; Caminhos do São Francisco com sete; Costa dos Corais também com sete; Lagoas e Mares do Sul com cinco; Metropolitana só Maceió apareceu na lista e Quilombos com seis. O levantamento foi divulgado pelo Ministério do Turismo, em Brasília. Em todo o país, foram identificados 2.175 municípios em 291 regiões turísticas. De acordo com o Ministério do Turismo essa é uma maneira de atuar de forma coordenada com os estados, regiões turísticas e municípios para desenvolver e consolidar novos produtos e destinos. “Com um mapa mais enxuto e que retrata de forma mais fiel a oferta turística brasileira, poderemos focar nossos esforços e otimizar nossos resultados, afirmou o ministro interino do Turismo, Alberto Alves. Os destinos turísticos de Alagoas foram divididos em seis regiões, que se dividem entre Agreste com Arapiraca e Palmeira dos Índios; Caminhos do São Francisco, que contempla Água Branca, Delmiro Gouveia, Olho d’Água do Casado, Pão de Açúcar, Penedo, Piaçabuçu
e Piranhas; Costa dos Corais que tem Japaratinga, Maragogi, Paripueira, Passo de Camaragibe, Porto Calvo, Porto de Pedra e São Miguel dos Milagres; lagoas e Mares do Sul aparece com Barra de São Miguel, Coruripe, Feliz Deserto, Marechal Deodoro e Pilar; Metropolitana tem apenas Maceió na lista e Quilombos com Cajueiro, Mar Vermelho, Murici, São José da Laje, União dos Palmares e Viçosa. Os 28 municípios de Alagoas presentes no Mapa do Turismo se dividem em cinco categorias, de acordo com a Categorização dos municípios das Regiões Turísticas do Mapa do Turismo Brasileiro. O instrumento, elaborado pelo MTur, identifica o desempenho da economia do turismo para tornar mais fácil a identificação e apoio a cada um. As categorias A, B e C contam com 95% dos empregos formais em meios de hospedagem, 93% do fluxo doméstico e têm fluxo internacional. Já o conjunto de municípios dos grupos D e E, reúnem características de apoio às cidades geradoras de fluxo turístico. Muitas vezes são aquelas que fornecem mão-de-obra ou insumos necessários para atendimento aos turistas. A Secretaria de Turismo de Alagoas, através de sua assessoria, disse que a cada dois anos o Ministério do Turismo realiza a atualização do Mapa Turístico e que
Sob o olhar do Rio São Francisco, Piranhas é um dos pontos turísticos mais visitados em Alagoas
considerando que diante do cenário Alagoas tem mantido números positivos de ocupação hoteleria e desembarques.
Costa dos Corais: Japaratinga um paraíso a ser desbravado
esse redimensionamento se deu em função do número de municípios que entregaram a documentação necessária para compor a categorização. Mas a Sedetur realizou uma série de capacitações em todas as regiões do estado para conscientizar os gestores públicos sobre a função da categorização realizada pelo Ministério do Turismo, além de divulgar a documentação necessária e os prazos para que fossem entregues. Esclareceu ainda que a saída de municípios dessa
lista impacta na distribuição de políticas públicas viabilizadas pelo Ministério do Turismo. Entretanto, todos os municípios vão continuar recebendo a mesma atenção do Estado, e os projetos em andamento pela Sedetur não serão paralisados por causa dessa categorização do Ministério. Além do que, o Turismo é uma das atividades que mais emprega em Alagoas. Em tempo de recessão, este segmento da economia tem sido fundamental para o Estado,
O QUE CADA REGIÃO TEM A OFERECER Alagoas tem uma cultura rica, paisagens deslumbrantes, praias e lagoas que dispensam comentários. No Sertão ou na Mata o cenário enche os olhos. Já o Velho Chico banha essa gente de sotaque arretado. Assim, fica difícil escolher um lugar para conhecer e se apaixonar. Para ajudar, ou complicar, seguem algumas dessas maravilhas. MACEIÓ Os mais visitados pontos turísticos de Maceió são as praias. Mas os museus são outros atrativos da capital alagoana. No Centro, a dica é visitar a Catedral Metropolitana de Maceió e o Palácio Floriano Peixoto. Para admirar Maceió do alto, a sugestão é ir ao Mirante de São
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preservado centro histórico tomado por museus e igrejas dos séculos 17 e 18. A maior atração da região, porém, é o passeio de barco que leva à foz do Velho Chico, no município vizinho de Piaçabuçu.
Maceió de todos os sotaques encanta com as belezas naturais
Penedo preserva um patrimônio histórico dos séculos 17 e 18
MARAGOGI Que tal um charmoso passeio em catamarão ou de barco desde a praia central e percorrer 6 km pelo mar, até chegar à Galés, um conjunto de piscinas naturais cheias de peixes coloridos e corais. Depois é só se deliciar com almoço regado a frutos de mar, e provar os famosos pasteis de goma. Tudo isso rodeado por um mar cristalino, com praia de areia fina, e os coqueirais que completam a paisagem. Há tem ainda o mergulho que é o atrativo principal. UNIÃO DOS PALMARES
Barra de São Miguel abriga um dos balneários mais visitados
Gonçalo, que tem uma vista maravilhosa. A culinária e o artesanato não podem ficar de fora. PIRANHAS localizada às margens do Rio São Francisco, a 280 km de Maceió e com pouco mais de 20 mil habitantes, é uma cidade que se destaca princi-
palmente devido ao seu patrimônio histórico. A cidade antiga foi construída “talhada” entre os montes de vegetação da caatinga e ganhou fama ao expor, na década de 30, as cabeças de Lampião e Maria Bonita, em frente ao prédio da Prefeitura Municipal. DELMIRO GOUVEIA
Coruripe e seu farol de vistas para o mar parece cartão postal
Localizado a 277 km de Maceió, tem como principais atrações turísticas a Usina Angiquinho; a furna do Morcego, caverna onde Lampião e seu bando se escondiam; o Museu Regional de Delmiro Gouveia, a fábrica da Pedra, trilhas, sítios arqueológicos, praia fluvial e passeios de barco. Uma boa pedida é o
passeio pelo rio São Francisco a bordo do catamarã Menestrel das Alagoas, que saí de um píer em Olho D´Água do Casado. PENEDO O primeiro povoado de Alagoas foi fundado no século 16, às margens do rio São Francisco, Penedo guarda um
Conhecida como a Terra da Liberdade, foi lá que surgiu o primeiro grande grito de esperança dos negros escravizados, vindo do alto da Serra da Barriga, onde fundaram a sede do Quilombo dos Palmares. Além do Parque Memorial Quilombo dos Palmares, instalado na Serra da Barriga, a cidade possui outras atrações turísticas. A Casa Jorge de Lima, museu dedicado ao poeta, e a Casa de Maria Mariá, instalada na antiga residência da historiadora, são alguns exemplos.
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O assassinato de Bráulio Cavalcante pelo tenente Brayner em 1912
HISTÓRIA DE ALAGOAS CRISE POLÍTICA QUE AFASTOU EUCLIDES MALTA DO GOVERNO FOI MARCADA POR EPISÓDIOS VIOLENTOS EDBERTO TICIANELI Jornalista
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s tradicionais conflitos armados que marcaram a história das disputas entre as oligarquias alagoanas não podiam estar ausentes da grave crise política de 1912, ano em que houve eleições para o governo do Estado de Alagoas e que começou com o famoso Quebra dos Xangôs. A polarização política se dava entre a oposição com a candidatura de Clodoaldo da Fonseca para governador — Fernandes Lima era o vice-governador da chapa —, e o grupo liderado por Euclides Malta, que apresentou Natalício Camboim de Vasconcelos como candidato. Nas ruas, manifestantes protestam contra Euclides Malta, que por sua vez reage e joga a polícia contra a oposição. Com o respaldo do coronel Clodoaldo, os oposicionistas respondem também com violência. Douglas Apratto, em Metamorfose das Oligarquias, descreve assim o clima político em Alagoas. “Cresce a força dos jornalistas, dos estudantes, dos bacharéis, dos artistas, dos oradores de comícios que, unidos no vigor antigovernamental, cavalgam suas ambições junto com promessas transformadoras. A campanha contra as oligarquias chegava para ficar em Alagoas”. Foi nesse ambiente convulso que na tarde do dia 10 de março de 1912 um grupo de manifestantes percorre as ruas centrais de Maceió e concentra-se na Praça dos Martírios para realizar um comício. São advertidos por três militares, entre eles o tenente Brayner — secretário do Interior recentemente nomeado por Euclides Malta —, que não seriam permitidas falações e vaias naquele espaço. Entre os manifestantes destacava-se o jovem advogado pão-de -açucarense Bráulio Cavalcante,
Euclydes Malta, ao centro de chapéu branco e guarda-chuva, com partidários Foto: Revista Fon Fon (RJ) de 24 de fevereiro de 1912
pelos amigos. Seus versos eram carregados de romantismo e até de uma Praça Bráulio Cavalcante no dia 16 de setembro de 1917 certa nostalgia”. A sua morte causou comoção e agravou a crise vivida em Alagoas naquele período pré-eleitoral. O tenente Brayner, identificado como seu assassino, foi vítima da mesma violência apenas dois dias depois. O secretário do Interior de Euclides Malta foi assassinado às 11 horas da noite do dia 12 de março de 1912. O subinspetor da Guarda CiBráulio Cavalcante, vil José Moreira foi apontado Tenente João das quando da formatura na como o responsável pelos tiNeves Lima Brayner ros, segundo dois soldados do Faculdade de Direito do Flagrante do cortejo / Foto: Revista O Malho- 6 de abril de 1912 Foto: Revista Careta, Exército que presenciaram o Recife em 1911 / Acervo 1912 crime. Homero Cavalcante No dia seguinte, às 16 horas, Brayner, então com já reconhecido por sua oratória Brayner saca sua arma, diz que a Venustiniano Cavalcante e de 42 anos, foi sepultado deixando a contundente. É ele quem con- Constituição ali era ele e atira em D. Maria Olympia. Em sua terra mulher, Anna Ferreira Camboim, testa as ordens e passa a discu- Bráulio. Enquanto a multidão se natal começou a escrever seus so- com nove filhos: Antônio com 18 tir com o tenente Brayner, um dispersava, o líder da manifesta- netos, que eram bem recebidos e anos; Corintha com 16; Floriano militar que frequentou diversas ção tombava ferido mortalmente. publicados nos jornais locais. de 15; Ary com 13; Jurandyr com Estudou Direito em Recife, 10; Corina com 8; Ruy com 4; Cavezes as páginas dos jornais por Após ter o seu corpo exposto cometer atos autoritários e tru- inicialmente no saguão do Pa- onde desenvolveu seus dotes de rolina com 3 e Coralina com 2. culentos. lácio dos Martírios, a vítima foi orador. Quando em férias no serUm de seus filhos também se Brayner não gosta dos argu- levada para a casa do seu irmão tão alagoano, era comum vê-lo destacou como militar. O marementos do seu interlocutor e pas- Pedro, onde continuou a receber declamando e discursando nos chal Floriano de Lima Brayner sa a usar termos mais ásperos e homenagens. No dia seguinte, 11 eventos culturais ou políticos, ou fez carreira no Exército e chegou reafirma que não haveria comício de março, uma multidão estima- ainda participando como ator de a ser chefe do Estado Maior da e que daquele dia em diante a au- da em 8.000 pessoas acompanhou algumas peças teatrais. Força Expedicionária Brasileira Segundo o historiador e tam- na 2ª Guerra Mundial. toridade seria respeitada em Ala- Bráulio Cavalcante enquanto era bém pão-de-açucarense Etevaldo goas. Bráulio retruca dizendo que transportado ao cemitério. a Constituição garantia o direito Bráulio nasceu em Pão de Amorim, “Bráulio demonstrava Fonte: Pesquisa de Etevaldo de livre manifestação. Açúcar no dia 14 de março de verdadeira adoração por Alagoas, Amorim publicada no site HistóComo resposta, o tenente 1887. Era filho do capitão José por Pão de Açúcar, pela família, ria de Alagoas
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Para refletir: Por que apenas as figuras carimbadas pela corrupção insistem na aprovação da lei que trata do abuso de autoridade?
O país que queremos
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o que parece o país está mudando, mas só terei fé realmente nessa transformação quando findar a Operação Lava Jato e constatar que valeu a pena o povo ir às ruas clamar pelo fim da corrupção que mata literalmente a população mais carente, faz faltar merenda nas escolas, remédios em postos de saúde e rouba bilhões dos cofres públicos. O Brasil quer ver os poderosos da República na cadeia, pagando um preço justo por seus atos criminosos. Aí sim, o povo acreditará que há Justiça. O juiz federal Sérgio Moro gostaria que a Lava Jato chegasse ao seu fim até dezembro. Ele tem dito a interlocutores que esta é a sua ‘expectativa’. Considera que a sequência de desdobramentos da grande investigação pode provocar um desgaste até mesmo na opinião pública que, hoje, presta apoio maciço à força-tarefa da Lava Jato. “Terminar até dezembro a parte da primeira instância é uma expectativa ou um desejo”, disse Moro a uma pessoa próxima. Apesar das declarações de solidariedade que tem recebido nas redes sociais e em eventos dos quais participa, o juiz da Lava Jato tem dito que ficou ‘consternado’ com o que chama de ‘manifestações de raiva e intolerância’ registradas em alguns setores da sociedade. Tais manifestações ganharam força, sobretudo depois que a Lava Jato conduziu coercitivamente o ex-presidente Lula, no dia 4 de março, para depor nos autos da Operação Aletheia – fase da Lava Jato que investiga o sítio Santa Bárbara, de Atibaia, cuja propriedade é atribuída ao ex-presidente. A condução coercitiva do petista foi decretada por Moro que, em sua decisão, destacou que não se tratava de uma antecipação de condenação, mas apenas de uma medida necessária para a investigação. Moro também tem insistido na linha de que a Justiça sozinha não pode ser a solução para a crise política e ética que o País atravessa. Ele acredita que chegou a hora de outras instituições, e também a sociedade, se empenharem para alcançar mudanças importantes que possam levar a um combate mais eficaz à corrupção e à redução do quadro de impunidade. A investigação, que inicialmente mirava em quatro grupos de doleiros, desvendou um esquema complexo de corrupção, propinas e cartel de empreiteiras com o envolvimento das mais poderosas cabeças da política nacional. Sabemos que não podemos mudar o passado, mas podemos ver na prisão aqueles que se julgavam intocáveis e imunes à Justiça. Senadores, deputados, governadores e ministros estão em uma vala comum do crime organizado e quem sabe em um futuro próximo estarão pagando por suas condutas marginais? O país que queremos não é o que vivemos há anos, mas o que poderemos ter a partir de agora, com respeito à coisa pública, probidade e dignidade.
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PEDRO OLIVEIRA pedrooliveiramcz@gmail.com
Paulão ao sacrifício
O deputado Paulão (PT) sabe perfeitamente que não existe a menor chance de vencer uma eleição para prefeito de Maceió. Se não havia essa possibilidade em eleições anteriores imagine agora em tempos de “Lava Jato” e com o seu partido com as vísceras podres à mostra, pesando-lhe os maiores escândalos da história da política brasileira. É possível que sua candidatura receba apoio apenas de um partido além do seu. Esse apoio viria do PC do B que não difere muito do próprio Partido dos Trabalhadores em ações e “comissões”. Hoje o PT aqui a alhures é tido assim como um leproso e dele todos querem distância, inclusive o eleitor. Paulão se oferece ao “sacrifício” na certeza de que terá uma votação insignificante, mas no vale tudo da política para ele é melhor “aparecer”, até porque nada tem a perder.
O parente Lia por estes dias a notícia dada por um blogueiro de que a campanha do prefeito Rui Palmeira à reeleição teria “sofrido uma baixa” em consequência do apoio de um seu parente a um outro candidato. Fiquei a imaginar como a chegada do período de campanha leva alguns colegas, talvez por falta de assunto, a escrever sobre assuntos ou pessoas que nada significam no processo eleitoral. O parente citado (e nem é tão parente assim), mal tem o voto dele e sua opinião não é levada a sério entre os formadores de opinião ou de qualquer segmento do eleitorado. Com certeza está com “raivinha” porque deve ter sido contrariado em seus desejos nada republicanos. Vai ajudar ficando contra.
O Brasil mudando A quantidade de empresas que entraram no cadastro de suspensas ou inidôneas – que não podem fazer contratos com o setor público – cresceu 22% no primeiro semestre deste ano, na comparação com 2015. Foram 2.405 companhias neste começo de ano, segundo o Ministério da Transparência (antiga CGU). As razões mais comuns pelas quais uma companhia é adicionada à lista são falha na execução de serviço e prática de ato ilícito, diz Antônio Carlos Nóbrega, coordenador de responsabilização de entes privados do ministério. A lei anticorrupção, de 2013, explica parte do crescimento, afirma Nóbrega. A partir dela, todos os entes federativos (como Estados e prefeituras) precisam enviar dados de empresas suspensas para o cadastro geral. Só agora, no entanto, isso acontece com regularidade. Temas debatidos na mídia, como a Lava Jato, tornaram a lei conhecida. Gestores da administração pública se interessaram pela adequação de contratos e em licitações. Com certeza os métodos da administração pública brasileira estão mudando, mas precisam mudar muito mais.
O prenúncio do caos? Sem reformas estruturais para conter a trajetória explosiva de sua dívida, o Brasil corre o risco de se transformar em “um grande Rio de Janeiro”, afirma o economista e presidente do Insper, Marcos Lisboa, para quem o governo Michel Temer tem se mostrado “fraco” e suscetível a “pressões de grupos”. “Isso é ir contra o ajuste”. O economista diz que cumprir a regra do teto para os gastos será “relativamente simples” porque a taxa de inflação (que corrigirá a despesa) está em queda. Como a inflação de 2017 deve ser menor que a deste ano, o gasto poderá ter aumento real. Lisboa afirma que a “grande pergunta” é saber se medidas como o reajuste do funcionalismo (ao custo de R$ 67,7 bilhões até 2018) seriam só consequência do fato de Dilma Rousseff ainda não ter sido afastada definitivamente. “Espero que a interinidade não tenha sido um mau prelúdio”.
Fábio Palmeira Quando o jovem administrador Fábio Palmeira assumiu o Parque Municipal de Maceió tomou um susto. Uma vasta área de preservação, exposição e lazer estava literalmente destruída pelo descaso de gestores que o antecederam. Ninguém ousava frequentar as instalações do parque pela precariedade de seus acessos e equipamentos e também pela invasão de marginais e focos de consumo de drogas. Muitos duvidavam de uma improvável recuperação do parque. Com tino administrativo, liderança positiva e espírito público, Fábio Palmeira arregaçou as mangas, formou uma pequena equipe e devolveu em pouco tempo um dos mais atrativos locais de lazer ao povo de Maceió. Fui pessoalmente conhecer o seu trabalho e fiquei impressionado. Uma pena que teve que se afastar de suas funções. Mas foi por uma causa justa: é candidato a vereador nesta eleição. Sua seriedade, seu compromisso com a coisa pública e sua formação com certeza o fazem uma excelente opção entre os nomes que disputarão a eleição.
Protegendo direitos Donos de pequenos estabelecimentos urbanos como quiosques, trailers, bancas de feira e de jornais e revistas poderão transmitir a parentes a utilização da área pública em caso de morte ou doença. É o que estabelece a lei sancionada e publicada no Diário Oficial da União esta semana. O texto assegura a transferência ao cônjuge e a parentes, da utilização privada de área pública por esses equipamentos. A transmissão, a pedido, acontece no caso de o titular morrer ou adoecer de forma que não consiga gerir os ¬próprios atos. Terão prioridade ao direito o cônjuge ou companheiro, em seguida os descendentes e, por fim, os ascendentes. Essas normas compreendem a transmissão do direito, a sua extinção, bem como a sua gestão democrática, e tomam por base o Estatuto da Cidade.
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ARTIGOS
CLÁUDIO VIEIRA
Advogado e escritor, membro da Academia Maceioense de Letras
Projeto de Lei 280
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ramita, na comissão de consolidação da legislação federal e regulamentação da Constituição do Senado Federal, o projeto de lei nº 280/2016, que define os crimes de abuso de autoridade. Enquanto outros projetos de leis, de extrema ur-
É preciso que o direito penal brasileiro, no que concerne às penas impostas aos delinquentes de quaisquer níveis, atinja realmente a sua finalidade moderna, isto é, punitiva, educativa e inibitória. gência e interesse para o País e para a Nação, dormitam em algum escaninho do Senado Federal, esse vem tendo tramitação célere, privilegiada, ocorrendo em uma semana a edição
do seu texto primário, instituição da comissão, a apresentação do texto à mesma, e o relatório do presidente do órgão fracionário com o texto substitutivo. A celeridade nos atos de Estado, aqueles de interesse republicano, deve ser sempre aplaudida. Não é comum, todavia; por isso, ante a rapidez na tramitação do PLS 280/2016, é de se indagar desconfiado: terá sido ela, a celeridade, imprimida como advertência aos operadores da Lava Jato? Segundo a justificativa do presidente da Comissão, o senador Homero Jucá, por sinal investigado no âmbito da operação, todos devemos ficar tranquilos, pois o seu substitutivo não pretende “opor obstáculos à continuidade de trabalhos e atividades desenvolvidos pelas instituições do Estado brasileiro, particularmente os que se notabilizaram como a operação Lava
O garçom. Uma arte que exige prática e disciplina
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mbora muitos não acreditem, o trabalho executado na hotelaria pode ser visto como arte, em especial o trabalho de um garçom. Mas esta é uma arte ao alcance de poucos. Apenas os profissionais dedicados podem dignificar a profissão como arte. Ser um bom garçom, porém, não depende de talento natural, mas de técnica, estudos, disci-
Todos nós sabemos que ganhar um cliente custa muitíssimo, mas perdê-lo pode ser uma questão de segundos. plina e prática. O trabalho que o garçom desenvolve em bares ou restaurantes feito com habilidade faz com que o cliente se sinta confortável e cria empatia entre cliente e restaurante. Porque essa habilidade é necessária para realizar com precisão o serviço. Por
exemplo, preparar coquetéis diante do cliente com assombrosa precisão, elaborar e finalizar pratos com a combinação perfeita de molhos. Servir adequadamente um conhaque ou um vinho de uma grande safra na temperatura ideal também é uma arte que poucos dominam. É bom lembrar que o cliente visita um bar ou restaurante porque não quer ter o trabalho de fazer em casa e prefere desfrutar de uma boa refeição comodamente. O bom garçom tem essa sensibilidade de compreender perfeitamente o cliente, aconselhá-lo a fazer uma boa escolha no cardápio e manter uma conversação com o cliente em tom agradável e sincero. Existem diferentes lugares (bares, botequins, cafés) onde o garçom pode se dedicar a servir taças de vinho, cerveja, uísque, refrigerantes, licores e cafés sem a necessidade de desenvolver as qualidades que citei há pouco. Este tipo de trabalho não
Jato”. A referência inusitada e desnecessária por si só já deve nos por de orelha em pé, considerando que político diz uma coisa e pensa (e age) em outra. Li o PLS 280/2016 antes de escrever a crônica. Confesso não ter feito leitura aprofundada, o que me reservo a fazer com a calma necessária e com cuidado cartesiano. À primeira vista, o projeto de lei não traz novidades ao sistema jurídico brasileiro. Embora do ponto de vista conceitual em nada inove, fixa penas mais duras e melhor especifica as condutas delitivas. Isso é salutar. É preciso que o direito penal brasileiro, no que concerne às penas impostas aos delinquentes de quaisquer níveis, atinja realmente a sua finalidade moderna, isto é, punitiva, educativa e inibitória. É necessário, também, que a lei prime pela clareza dos éditos, o que se pode conseguir pela melhor ti-
pificação das condutas. Aparentemente esses foram os objetivos buscados e obtidos; ao menos é o que se pode entender prima facie, como dito antes. Sendo tais objetivos republicanos, então, porque devamos nos preocupar com a sinceridade e a honestidade de propósitos dos senhores políticos envolvidos na elaboração e na aprovação do PLS 280? Considerando que o projeto de lei é o que sua denominação revela, e assim passível de alterações no texto final aprovado e eventualmente sancionado, bem como cientes de que os senadores, aquele que elaborou o projeto e aqueloutros que compõem a Comissão de consolidação da legislação federal e regulamentação da Constituição, estão investigados pela Lava Jato, ou poderão vir a serem por ela atingidos, doravante devemos estar, senão com um pé atrás, certamente atentos ao desenrolar dos acontecimentos.
JÂNIO FERNANDES Restaurateur
é considerado uma arte, mas uma rotina com menor nível de exigência, o que não deixa de ser um trabalho que desafia os profissionais. Costumo comentar que uma das qualidades mais importantes que deve ter um garçom, em qualquer ambiente que atue, é ser diplomático. Ou seja, que use pequenos truques para tornar situações inusitadas em situações mais agradáveis. Essa é uma maneira peculiar de fazer o cliente sentir que aquele profissional fará com que o ambiente pareça e seja acolhedor, tornando a experiência agradável. Um bom garçom sempre observa qual é o gosto do cliente para deixá-lo à vontade e fazer que sinta-se como em sua segunda casa. Devemos ser cuidadosos com as discussões, a falta de consideração, as piadas, o mal gesto e, claro, revisar com muita atenção a conta para não cobrar um centavo a mais.
Falando em conta, esse é um tema extremamente delicado. Quando um cliente pede a conta, espera que ela venha detalhada com os itens consumidos. Por isso é sempre bom tê-la revisada para que não dê lugar a erros nem a mal entendidos. Um outro ponto, é que um verdadeiro cliente nunca discutirá o valor da conta, ele simplesmente pedirá que revise, porque não estando de acordo com o valor a ser pago, com toda certeza não voltará mais ao local. Todos nós sabemos que ganhar um cliente custa muitíssimo, mas perdê-lo pode ser uma questão de segundos. Tanto na sua relação com os clientes como na elaboração dos pratos do cardápio e na preparação de coquetéis, um verdadeiro garçom é aquele que cuida de todos os detalhes. Será que devemos considerar essa profissão uma verdadeira arte?
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ARTIGOS
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JORGE MORAES Jornalista
Começou sim
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uem disse que o processo eleitoral não começou em Maceió. Mesmo que tudo só possa ser feito pela lei depois das convenções partidárias, que ocorrerão de 20/7 a 05/08, quando os nomes dos candidatos serão homologados, os nomes já são anunciados junto aos eleitores maceioenses, principalmente o de Rui Palmeira (PSDB), candidato _a reeleição, e Cícero Almeida (PMDB), ex-prefeito, o mais forte pela oposição.
Além do mais, as eleições já estão batendo às portas e o candidato ainda, oficialmente, não se posicionou em relação à sua candidatura Essa eleição para a Prefeitura de Maceió será uma das mais equilibradas dos últimos processos eleitorais, desde os dois mandatos de Ronaldo Lessa, passando por Kátia Born, por Cícero Almeida e a última de Rui Palmeira. Praticamente, não houve concorrência. Quem venceu, levou fácil
a eleição. Fechadas as urnas, já se sabia com antecedência quem seria o prefeito da capital dos alagoanos. Agora, são dois lados fortes e com aliados bons de voto. Se do lado de Rui Palmeira tem um ex-governador (Ronaldo Lessa) e dois senadores (Fernando Collor e Benedito de Lira), do lado de Cícero Almeida o grupo de apoio não é menos forte, muito pelo contrário, pois conta com o presidente do Senado (Renan Calheiros) e o atual governador do Estado de Alagoas (Renan Filho). Nesse contexto todo, não estou levando em consideração os aliados da Câmara dos Deputados e da Câmara de Vereadores de Maceió, quando temos, também, uma ideia dividida entre as preferências para Rui e Almeida. O interessante nisso tudo é que os dois candidatos trabalham para garantir os votos da chamada periferia, onde está o maior contingente eleitoral, ou seja, os votos dados pela prestação de serviço; da boca de urna (mesmo que proibida por lei); e os que valem cinquentinha (50 reais) ou cenzinho (100 reais), esse último por causa da crise e da inflação.
Nesse caso da periferia, os dois candidatos têm trabalhos reconhecidos. Cícero Almeida, em dois mandatos, construiu, pavimentou, trabalhou pela educação e a saúde, mesmo enfrentando alguns problemas, e teve como braço direito nisso tudo o ex-secretário e engenheiro Mosart Amaral. Não diferente disso tudo, Rui Palmeira, com seu tocador de obras, o secretário e também engenheiro Roberto Fernandes, procurou fazer o mesmo caminho, mesmo tendo mais problemas para administrar na saúde, especialmente, e na educação. Onde os dois candidatos contam com reconhecimento diferente está relacionado ao servidor público municipal. Numa época melhor (sobrava dinheiro), e com uma crise apenas anunciada, Almeida conseguiu conviver bem com todo mundo. Concedeu aumentos mais graciosos e pagou em dia durante sua gestão. Já Palmeira entrou em rota de colisão e isso pode tirar voto, mesmo que não entenda ser esse o principal diferencial da eleição, quanto ao seu resultado final. Por outro lado, duas candidaturas anunciadas aos quatro cantos, mas sem
Beijos estalados para boas pessoas
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emos falado sempre em assuntos negativos e pessoas ruins. Resolvemos falar de coisas boas e criaturas do
bem. Um motorista de táxi achou uma sacola cheia de dinheiro e procurou o dono para devolver a quantia. Atitude digna. Uma bela menina de oito anos esteve em nossa casa e conquistou a todos com sua meiguice e simpatia. Educação e gentileza. Nos meios políticos é bem difícil achar pessoas bondosas. O interesse está na dianteira e não há tempo para que se pratique o bem.
Sempre que vejo filhos de políticos não se interessando pelos estudos e enveredando pela mesma carreira dos pais, tenho certa dó de todos eles. Trabalhei durante 43 anos no serviço público e tive oportunidade de conhecer pessoas maravilhosas. Havia uma colega nossa, cujo nome não direi; era um exemplo de bom caráter: não falava mal de ninguém e, quando nos encontrava tricotando, defendia a vítima. “Gente”, dizia ela, “não
é assim; ela é uma boa pessoa”. Ainda hoje, quando nos encontramos, ela sempre leva tudo para lado bom. Desde criança é fácil perceber se aquela criaturinha é do bem ou do mal. Há meninos levados, mas que brincam sem maldade. Quando vejo um menino ou menina maltratando animais, preocupo-me com seu futuro. E tenho visto resultados de arrepiar! É a índole, como dizia meu avô. Um fato simples que nos chama a atenção: crianças que trazem objetos da escola e os pais não se preocupam em sondar a origem. O pequeno vai se acostumando com pequenos furtos e o futuro não será dos melhores. Havia dois parentes nossos, muito danados, cujos pais achavam graça em suas brincadeiras maldosas. Certa feita furaram todos os potinhos de iogurte de nossa geladeira e alguns riram do mal feito. Pois bem, hoje são dois homens, não se encontraram na vida e já se envolveram em grandes peripécias. Quando vejo alguém zombando de um bêbado, sinto vontade de chorar. Sei que o alcoolismo é uma doença incurável e precisa de tratamento. O importante é ajudar o companheiro para que ele decida se tratar. Tenho visto alguns documentários a
muito brilho ou vontade, são as do deputado federal JHC (João Henrique Caldas/ PSB) e do Paulo Fernando (Paulão/PT). Do primeiro espera-se muita polêmica e pouca condição financeira para a campanha; um tempo de programa de rádio e TV reduzido; vai gastar saliva e sola de sapato. Sua votação, no entanto, pode levar a decisão entre Rui e Almeida para o segundo turno. Não deverá fugir disso. Já o deputado Paulão, mesmo não dando o braço a torcer, vai usar a desculpa do golpe contra a presidente afastada como tema de sua campanha, terá mais problemas financeiros em relação aos outros candidatos, porque seu partido vem sofrendo o maior desgaste de todos os tempos na política brasileira. Eu escrevi: todos os tempos. Além do mais, as eleições já estão batendo às portas e o candidato ainda, oficialmente, não se posicionou em relação à sua candidatura. Por tudo isso é que a eleição já começou. É como se fosse um campeonato disputado entre CSA e CRB, mesmo que os candidatos mais fortes torçam pelo mesmo time, o CRB.
ALARI ROMARIZ TORRES Aposentada da Assembleia Legislativa
respeito de crianças criadas nas favelas do Rio de Janeiro e que saíram do mau caminho com a ajuda da música, do esporte. É de chorar de alegria!!! Sempre que vejo filhos de políticos não se interessando pelos estudos e enveredando pela mesma carreira dos pais, tenho certa dó de todos eles. São criados na política do “é dando que se recebe” e não abrem os olhos para as verdades da vida. Existem exemplos positivos, mas são poucos, muito poucos. Nada melhor do que ir ao médico, ser bem recebida, com atenção, com carinho. Os especialistas que nos atendem devem pensar que está ali um paciente preocupado com suas “célebres” taxas. Infelizmente, as secretárias deles nem sempre se salvam. Começam a virar amigas de uns e outros e se esquecem de que ali todos são doentes, estressados, amedrontados. Volto ao assunto relativo aos idosos. Fico feliz quando sou bem tratada em qualquer ambiente. Infelizmente, as prioridades nem sempre são respeitadas. As Lojas
Renner continuam insistindo em não cumprir o Estatuto do Idoso. Ali não se vê o caixa prioritário. Denuncio isso há vários anos e nada mudou. Outro dia, estava numa clínica no Farol, esperando para fazer um exame. Chega um médico, magrinho e careca: “A senhora está sendo bem atendida?” Não o reconheci e perguntei quem ele era. Simplesmente o moço era o dono da clínica. Achei muito boa a atitude dele e a enfermeira me disse: “Ele passa todos os dias em todas as salas”. Queridos leitores, atos pequenos podem ser de grande valia: entrar num elevador e dar bom dia, chegar numa sala cheia de gente e cumprimentar os presentes; tudo isso é tão simples e faz tanta diferença. Não gosto de citar nomes, mas fica aqui um beijo estalado para o procurador-Geral de Justiça, homem simples, que gosta de sua profissão e sempre recebe a “velhinha das Alagoas” com gentileza, atenção e fidalguia. Coisas de berço!
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Falta transparência nos Tribunais de Justiça do Brasil
PESQUISA
LEVANTAMENTO FEITO PELA ONG ARTIGO 19 REVELA QUE 56,8% DOS PEDIDOS DE INFORMAÇÕES FEITOS NOS 27 TRIBUNAIS DOS ESTADOS NÃO FORAM ATENDIDOS quatro anos de vigência da lei”. No relatório, foi listado também 29 recomendações direcionadas às autoridades do sistema de Justiça sobre como se adequar aos padrões mínimos de acesso à informação, além de dois artigos escritos por membros da AJD (Associação Juízes para a Democracia) e da JusDh (Articulação Justiça e Direitos Humanos) sobre transparência no Judiciário.
REDAÇÃO
F
alta transparência no poder Judiciário dos 27 tribunais de Justiça dos estados. A afirmação é da ONG Artigo 19 que divulgou relatório onde aponta que 56,8% dos pedidos de informações feitas aos tribunais não foram atendidos e a maioria das respostas não foi satisfatória. O levantamento foi feito no período de dezembro de 2015 a abril de 2016, quatro anos após o início da Lei de Acesso à Informação (Lei 12.527/2011). A pesquisa teve duas frentes de investigação: a transparência ativa e a passiva. A ativa, que corresponde aos dados que devem ser fornecidos proativamente pelos órgãos públicos; e passiva, baseada no atendimento a pedidos de acesso. De acordo o documento, quanto à transparência passiva, nenhum TJ forneceu espontaneamente o rol de informações previstas em lei. Rondônia e Piauí encabeçam a lista dos tribunais mais mal avaliados. Eles deixaram de cumprir um número maior de critérios de transparência ativa. Aliás, atenderam apenas a um critério de transparência ativa. Mas a falta de transparência não pára por aí. Segundo o documento, dos 27 órgãos de todo o País, 16 sequer informaram seu horário de atendimento ao público. “Quando consideramos que mais da metade das solicitações encaminhadas aos Tribunais de Justiça foi ignorada, fica evidente que tais órgãos ainda têm um enorme caminho a percorrer para consolidar o direito de acesso à informação. Ao ponderarmos que se trata do quarto ano da Lei de Acesso à Informação, acreditamos que tanto o índice de pedidos respondidos quanto a qualidade das respostas enviadas estão muito aquém
ALAGOAS
do esperado”, avaliou o relatório. Outra falha detectada pelo estudo diz respeito à falta de informações sobre participação popular. Apenas três dos 27 órgãos analisados forneceram dados que facilitavam a participação da população. “Nenhum dos 27 Tribunais de Justiça analisados cumpriu integralmente os seis critérios da transparência ativa, ou seja, todos deixaram de cumprir um ou mais requisitos”, aponta o documento. Outro fator analisado pela ONG foi o tempo gasto pelos tribunais para fornecer a informação. Embora a lei determine que os órgãos da administração pública têm até 20 dias para atender o pedido de acesso, e podem solicitar prorrogação do prazo por mais dez dias, desde que apresentem justificativa, o tempo médio de resposta registrado no levantamento foi de 26 dias. Vale ressaltar que este intervalo variou de acordo com o tema do pedido. A pesquisa foi realizada no
final de 2015 até abril desse ano, mas no final dos trabalhos a ONG listou algumas recomendações para ampliar o cumprimento da transparência passiva e ativa no Poder Judiciário. Entre elas, a utilização de linguagem e formato mais acessíveis, divulgação de contratos, convênios, editais e resultados de licitações, além de maior controle sobre o cumprimento dos prazos de resposta a pedidos de informação. SEM COMEMORAÇÃO O atual relatório da ARTIGO 19 “Caminho da Transparência- A lei de Acesso à Informação e os Tribunais de Justiça” foi lançado no último dia 13 para marcar os quatro anos da LAI, que fez aniversário dia 16. Mas, de acordo com as informações, não há muito o que comemorar. O estudo concluiu que os Tribunais de Justiça (TJ) de todo o país ainda não se adequaram aos padrões mínimos de transparência recomendados a órgãos públicos e que o cenário
aponta que há ainda um longo caminho a ser percorrido. Um fato que chamou a atenção é quer nenhum tribunal cumpriu os seis critérios adotados para a avaliar a “Transparência Ativa” (que diz respeito à disponibilização de informações nos sites). Nesse quesito, o TJ de Sergipe foi o melhor avaliado, tendo cumprido cinco critérios. Já os TJs do Piauí e Rondônia foram os piores, tendo cumprido só um critério cada. Ao analisar a “Transparência Passiva”, mais da metade dos pedidos de informação enviados (56,8%) não foram respondidos pelos tribunais. Se comparada com a avaliação feita junto a órgãos federais da Justiça em relatório da ARTIGO 19 do ano passado, a diferença é gritante. Em 2015 foi registrado um índice de 9,1% de pedidos não respondidos. A pesquisa demonstrou, porém, que o acesso à informação “no âmbito dos Tribunais de Justiça Estaduais é falho, principalmente considerando-se os
Embora o estudo aponte que o cumprimento do critério relacionado a programas e projetos “pode ser considerado um dos fatores positivos deste relatório”, o Tribunal de Alagoas foi um dos que não cumpriu seu papel. Rondônia, Piauí e Rio Grande do Sul também deixaram de fazer seu dever de casa. Quando analisado individualmente o subitem que questionava a divulgação do nome e da descrição dos programas e projetos este foi o mais fornecido pelos órgãos. Porém, mais uma vez, Alagoas deixou de divulgar. Na mesma situação encontram-se Piaui, Roraima, Rio Grande do Sul e Tocantins. No item “Linguagem, estrutura e boas práticas” Alagoas e o Amapá deixaram a desejar. O portal do Tribunal alagoano não apresentou um campo de busca rápida em sua página inicial, representando “uma barreira para os cidadão leigos em linguagem jurídica, fator que leva os cidadãos a desprenderem de muito tempo para encontrar as informações desejadas”. A reportagem do jornal EXTRA manteve contato, por telefone, com a assessoria de Comunicação do TJAL que pediu para enviar os questionamento por e-mail. Até o fechamento dessa edição, contudo, não houve resposta às perguntas enviadas.
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“A economia vai bem, mas o povo vai mal”
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arafraseando o então presidente general Emílio Médice, que na segunda metade da década de 1970, há 40 anos, se vangloriava da economia brasileira (Produto Interno Bruto) registrar um crescimento anual de 12%, mas a miséria aumentava consideravalemtente, assim como o número de analfabetos. Foi quando se iniciou o desmonte total do ensino público, antes de excelente qualidade. O novo governo quer retornar a essa fase, inclusive politicamente, punindo os contrários às suas ações, que beneficiam o agronegócio, a indústria, o comércio e, claro, os banqueiros. Até agora não se constata nenhum corte de gastos públicos. Os salários dos funcionários dos três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) vão aumentar, e já se anuncia cortes nos programas sociais e claro nos direitos trabalhistas. Quer acabar com a estabilidade dos servidores públicos, para que possam ser demitidos quando o patrão quiser, ficando todos iguais à iniciativa privada. O dólar jamais vai cair, exatamente porque quanto mais valorizado fique diante do real, é lucro certo para o agronegócio e a Vale do Rio Doce (minério de ferro), os maiores exportadores.
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REPÓRTER ECONÔMICO
JAIR PIMENTEL jornalista.jairpimentel@gmail.com
Lembrando Vivi essa fase, já casado, pai de dois filhos, minha mulher como servidora pública federal (concursada) e eu trabalhando duro na iniciativa privada e ainda na Universidade Federal de Alagoas e trabalhando duro para sobreviver. Foi a fase mais ferrenha da ditadura militar, com censura geral à Imprensa, exatamente quando ingressei no jornalismo e no magistério.
Lembrando 2 Naquela época, o Brasil tinha menos de 100 milhões de habitantes (hoje tem o dobro), sempre incluído no Mapa da Fome Mundial. O governo enganando o povo com obras gigantes, como a Ponte Rio-Niterói, Itaipu, Transamazônica, empregando milhares de brasileiros na construção mas que, concluídas, deixava todos na miséria. As duas primeiras foram construídas, mas a última foi só enganação. Os empréstios ao FMI, Banco Mundial e bancos privados internacionais cresciam a cada ano, terminando a fase militar com uma inflação galopante, que teve de se mudar a moeda, congelar preços e salários por três vezes consecutivas e terminando com uma hiperinflação de 84% ao mês, vindo o confisco do mercado financeiro e mais um fracasso, aumentando mais ainda a população e a pobreza.
E agora? O Brasil saiu das garras do FMI e saiu do Mapa da Fome, via programas socias, como Bolsa Família. Mas os escândalos financeiros envolvendo o governo pipocaram devido à atuação da Polícia Federal e Ministério Público, que além de complicar a atuação do próprio governo, agora já atinge os seus adversários. Bom para o povo saber de tudo isso, graças à liberdade de Imprensa, principalmente da Internet, que dá acesso a todas as classes sociais. O País possui mais de 300 milhões de celulares, numa população de 200 milhões de pessoas.
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S.O.S. ALAGOAS
Farra partidária
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ichel Temer tem proposta para ser efetivado presidente até 2018 e do argumento ter tempo para tomar medidas na área política. Algumas das anunciadas: acabar com a cláusula de barreira e as coligações, conhecidas no Sul como “fim da farra partidária”.
CUNHA PINTO
Tornozeleira O Brasil tem uma das populações carcerárias mais altas do mundo. Em 2015 ficou em quarto lugar no ranking mundial, atrás, e pela ordem, dos Estados Unidos, China e Rússia. E o uso de tornozeleira permite economia de custos aos cofres públicos dos países onde é usada.
Sucessão
Caso Dilma Rousseff seja destituída definitivamente da presidência não haverá eleição para o cargo, como determina a legislação eleitoral, a despeito do pouco tempo no segundo mandato (sete meses). Quem decide o sucessor são os políticos no Congresso. Não haverá nova eleição. O Congresso é que nomeia.
Avaliação Eleições municipais em outubro serão termômetro para avaliar a posição do eleitor no quesito confiança nos partidos para 2018, época de eleições presidenciais e Michel Temer provável candidato.
Gás natural Algás, distribuidora do gás natural em Alagoas, constatou através de levantamento do atendimento de emergência que até junho 95% dos chamados foram atendidos dentro do prazo estipulado pela Agência Reguladora de Serviços Públicos.
Atendimento Informação da assessoria de imprensa da Arsal esclarece: “Das 126 ocorrências, 120 respeitaram o tempo de atendimento. Foram casos de vazamento, falta de gás natural e em outras cinco o atendimento foi feito em cerca de 10 minutos.
Perigo real Sugestão da Asplana para deputados de Brasília é que, antes de apoiarem carros movidos a diesel no Brasil, leiam um relatório da Agência Internacional de Energia, divulgado na segunda-feira, que prevê que no mundo, por ano, morrem em torno de 6,5 milhões de pessoas devido à poluição. E tem o setor de transporte entre os responsáveis.
Advertência Do relatório: “A média de mortes prematuras anuais no Brasil por exposição a poluentes, fora de casa, tem projeção média para crescimento de 36 mil até 2040”. E motivos a expansão da economia face o abusivo uso de combustíveis fósseis e dentre os transmissores veículos leves a diesel.
Mortes prematuras Não existem ainda dados em Alagoas mas no Brasil hoje média é de 22 mil mortes prematuras por ano e do motivo exposição a poluentes fora de casa.
Dor no bolso A SMTT melhora o tráfego em Maceió reprimindo quem também deixa veículo estacionado dificultando visão do pedestre a quem dirige. É infração comum, principalmente na orla da Pajuçara.
Novas propostas Antônio Pinaud, secretário de Assistência e do Desenvolvimento Social, e Christian Teixeira, Planejamento, analisaram em reunião recente projeto do Plano de Cargos, Carreira e Salários dos servidores. Mas dúvida é se só para os da Seplan ou também os demais servidores do Estado.
Direitos iguais?
Pergunta em uma conversa sem ter quem respondesse convicto de estar certo: “Dos detentos com direito a tornozeleira eletrônica para cumprir pena em casa tem condenado de baixa renda entre os favorecidos?
Propósito Antônio Picaud, secretário de Assistência e Desenvolvimento Social, define como fundamental ações voltadas à qualidade dos serviços prestados pelo setor público. Prega que o trabalho em conjunto deve envolver a coletividade para desenvolver ações com um só propósito e um só objetivo.
Cartilha divulgada Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social em Alagoas confirma que já circula no estado cartilha de orientação aos trabalhadores do Sistema Único de Assistência Social (SNAS) que garante uso o uso do nome social a travestis e transexuais.
Direito de defesa Senador goiano Wilder Morais propôs em pronunciamento no Senado a revisão do que chama “tempo elástico de defesa dado a acusados em crime de homicídio”. É sugestão mais para retardar julgamento que investigar.
Um só governo Christian Teixeira, do Planejamento, Gestão e Patrimônio, propõe ações interligadas no governo. Justifica: “Não devemos trabalhar em ‘ilhas’, como se houvesse vários governos dentro de um só, caso contrário é a sociedade que sofre”.
Voto consciente
Na campanha eleitoral quem confia de não haver nos bastidores um mercado do voto e se aparece dúvida é quem bota preço: o corrupto ou o corruptor? É, contudo, não caso de solução dependente mais da consciência do cidadão que ação da polícia?
Factoides Prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), classificou como “factoides” as críticas que parte da oposição tem feito à gestão municipal no período que antecede o início da campanha para a eleição de outubro.
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Eco-Passeio
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Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA), em parceria com o restaurante Lopana, lançou o projeto Eco-Passeio para visitar as piscinas naturais de Maceió. O objetivo do projeto, além de admirar a beleza das piscinas naturais, é para que os tripulantes explorem alguns dos inúmeros organismos marinhos que vivem nas piscinas. Os passeios a bordo do catamarã do Lopana serão realizados de 23 de julho a 1º de outubro, com saídas quinzenais a partir do Lopana e sempre aos sábados, com horários que variam de acordo com a maré. O valor do passeio custa R$ 35 por pessoa e 30% desse valor será destinado para a preservação das piscinas naturais. Informações e reservas: www.lopana.com.br
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MEIO AMBIENTE
JULLYANE FARIAS meioambiente@novoextra.com.br
Espécies aquáticas No dia 22 de junho, a Justiça Federal determinou que volta a vigorar a Portaria nº 445 de 2014 do Ministério do Meio Ambiente (Lista de Espécies Aquáticas Ameaçadas de Extinção). A portaria estava suspensa temporariamente, mas foi julgado improcedente o pedido de revogação da lista, que havia sido solicitado por entidades do setor pesqueiro. Vários tubarões e raias, cavalos-marinhos, garoupas e centenas de outras espécies marinhas e de água-doce estavam desprotegidos e correndo o risco de desaparecer. Uma petição nas redes sociais pede o apoio da sociedade para sensibilizar a Justiça e o Congresso Nacional sobre a importância e urgência de proteger essas espécies.
Chapada dos Veadeiros Jacutinga Nove jacutingas (Aburria jacutinga), espécie nativa da Mata Atlântica e ameaçada de extinção, acabam de ser soltas na parte paulista da região montanhosa da Serra da Mantiqueira. O Projeto Jacutinga, coordenado pela Associação para Conservação das Aves do Brasil (Save Brasil), começou depois de constatada a alarmante situação de risco que ameaçava o animal de extinção. A ave é uma constante vítima da caça e das pressões sobre seu habitat.
Granja do Ipê Durante este segundo semestre do ano o Ministério do Meio Ambiente (MMA) vai promover uma série de atividades de educação ambiental na Granja do Ipê, unidade de conservação distrital em Brasília (DF). As ações serão realizadas em parceria com o governo do Distrito Federal (GDF) e o Instituto Brasília Ambiental (Ibram). Serão produzidos, juntamente com as comunidades locais, vários materiais didáticos. Cartilhas integrarão o processo educativo e sinalizações educativas serão reproduzidas nos pontos mais visitados e de relevância ambiental e histórica da área.
O Ministério do Meio Ambiente e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade concluíram a proposta técnica para ampliação do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, que inclui uma área na região da Serra Geral do Paranã e da bacia do Rio Macaco. Com a ampliação, serão protegidas, no parque, 34 espécies da fauna ameaçadas de extinção, sendo 15 espécies de aves, 18 de mamíferos e uma espécie de abelha nativa. Há ocorrência de dezessete espécies da flora ameaçadas de extinção. A proposta tem o objetivo de aumentar a área de cerrado protegida, como também de atender a compromissos assumidos internacionalmente pelo País.
Pedal de Atitude
Com o apoio de ciclistas de todo o país, a Fundação SOS Mata Atlântica e a marca Sorine (cloreto de sódio) superaram a meta inicialmente prevista para o aplicativo Pedal de Atitude. Fruto de uma parceria entre as marcas, o aplicativo converteu o total de quilômetros (km) percorrido pelos usuários em árvores nativas para reflorestamento. A parceria inicialmente previa alcançar o equivalente a uma volta no Brasil, o que corresponderia a 23.086 km pedalados, ou 2.250 árvores nativas plantadas em áreas de reflorestamento, mas ao fim da ação já eram mais de 46 mil km pedalados e compartilhados pelos internautas, atingindo a marca de 4.500 árvores plantadas.
Onça Juma O relatório do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) sobre a morte da onça Juma, abatida a tiros logo após participar da passagem da tocha olímpica por Manaus, apontou que o animal era mantido em cativeiro sem autorização. Nem o 1º Batalhão de Infantaria de Selva, onde era mantida, tem licença para abrigar animais silvestres. Com base na Lei de Crimes Ambientais, foram aplicadas cinco multas, num total de R$ 40 mil, a três organizações militares. O dinheiro será destinado Fundo Estadual de Meio Ambiente.
Mata Atlântica No dia 4 de julho foram lançados os Planos Municipais de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica (PMMAs) nas cidades de Guaratinga e Itabela, localizadas no extremo Sul da Bahia. Esses planos servem como instrumentos de proteção, porque reúnem e normatizam os elementos necessários para sua conservação, recuperação e uso sustentável. No Brasil, são 231 municípios mobilizados para a produção de seus Planos de Mata Atlântica, em diferentes estágios do processo.
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Jogos da rodada CRB no G-4 e 3º na classificação jogou quinta-feira (ontem) à noite no Trapichão contra o Tupi pela 16ª rodada da Série B. Entrou em campo com 28 pontos em 15 jogos. Foram 9 vitórias, 3 empates e 4 derrotas.
Outros clássicos Demais jogos completando a rodada foram Ceará x Criciúma; Sampaio Correia x Bahia; Bragantino x Joinville; Goiás x Náutico; Luverdense x Vasco; Atlético Goianense x Londrina; Brasil x Vila Nova; Paraná x Paysandu e Avai x Oeste.
Cadê a torcida? Mazolla Júnior além de competente é “pé quente” e o torcedor avaliza o bom momento dele com o bi-campeonato alagoano e o time estar na linha de frente na Série B. Mas uma pergunta aos habituais críticos é se estão indo ao Rei Pelé nos jogos do Galo?
Alagoano Sub-20 Rodada do campeonato alagoano Sub-20 tem dia 25, às 15h, no Grupo F: Santa Cruz x CSA em São Miguel e CRB x Bom Jesus no Nelson Feijó. No outro, Coruripe x Sports; Sete de Setembro x Santa Rita e ASA x CSE em Arapiraca.
Clínica de futebol O Real Madrid instalou em Florianópolis sua primeira clínica de futebol no Brasil. Sede é no Colégio Catarinense e além dos três treinadores das bases do clube, emprega também profissionais locais experientes para auxiliar nos trabalhos.
Solo de futebol Acontece neste fim de semana em Brasília a segunda etapa do Solo Brasileiro de Futebol. A primeira, na semana anterior, teve participação dos treinadores espanhóis Nanjo Vallina, Pedro Manuel Sánchez e Alejandro Dorado.
Ponto de vista “Jogador de futebol que erra no campo deve ter um perdão. Afinal errar é humano”. Frase foi dita na abertura de conversa (mesa redonda) em São Paulo e a ver momentos tensos antes de um clássico e no campo a pressão das torcidas.
Basquete Ruben Magnano, técnico da seleção brasileira masculina de basquete anunciou a convocação em pré-lista com 14 jogadores para a Rio-2016. Formou o grupo para treinamentos e dois vão ser cortados por exigência do regulamento dos Jogos Olímpicos: 12 é o máximo permitido.
Recordando Pela proximidade dos Jogos Olímpicos foi prazerosa conversa em roda de torcedores lembrar tempos do futebol brasileiro que encantou o mundo. E lembrando principalmente o futebol- arte de Pelé, Garricha e também Dida e mais outros citados.
PORDENTRODO ESPORTE JOÃO DE DEUS jdcpsobrinho@hotmail.com
Seleção brasileira
Rogério Micale, técnico de futebol do Brasil nas Olim-píadas, agenda apresentação dos jogadores dia 18 e jogo amistoso em Goiás contra o Japão dia 30. A estreia nos jogos, em Brasília, é no dia 4 e adversário a África do Sul a partir das 22 horas.
Etapa classificatória
O Brasil, para se classificar à etapa seguinte, pega ainda seleções do Iraque, dia 7 de agosto às 22 horas e fecha participação na primeira fase de grupos contra a Dinamarca em Salvador, dia 10, no mesmo horário.
“Estou pronto”
De Rogério Micale: “Me preparei para um momento como este. Se é aposta arriscada a CBF é que teria de falar sobre isso. Mas me sinto preparado, até porque estudei e me dedico às categorias de base há 17 anos”. Ele é formado em Educação Física.
Vôlei feminino
Futebol feminino
Seleção brasileira feminina de vôlei para as Olimpíadas no Rio, convocada por José Roberto Guimarães, é permanente para competições no semestre. Nas Olimpíadas estreia na abertura, dia 4 de agosto e enfrenta a África do Sul.
Liderada por Marta, a seleção feminina do Brasil faz estreia no mundial feminino de futebol dia 3 de agosto e terá a China como adversária. Mas antes deve jogar amistoso com a Austrália, dia 23 em Fortaleza.
Jogadoras versáteis José Roberto também só vai poder contar com doze jogadoras mas isso não tira otimismo expressado em entrevista coletiva em meados da semana: “Esperamos formar uma seleção forte, que possa brigar contra qualquer time do mundo”.
Copa São Paulo Campeonato do Sub-20 divide clubes por grupos e, segundo a Federação, fortalece o equilíbrio técnico e dá motivação extra: o campeão alagoano disputa em dezembro a Copa São Paulo de Futebol Júnior.
Bom profissional “Inteligência e técnica são qualificações que identificam hoje no futebol o craque do jogador comum. E para alcançar o point são exigências inteligência para concluir jogadas com finalizações e condição física para render o melhor que possa dar para o time”. Comentário do técnico Tite (Corinthians)
Eurocopa A UEFA divulgou na segunda-feira o francês Antoine Griezmann como o melhor jogador da EuroCopa. Na relação, entre os citados (12) constou Pepe, alagoano iniciado nas bases do CRB, mas hoje naturalizado português e titular da seleção lusa.
O sonho acabou Acabou o sonho do tetra do São Paulo. Era difícil ir até a final depois de perder por 2 a 0 em casa, mas o Tricolor foi valente em Medellín. Lutou até onde pode com todas as suas limitações. E sai da Libertadores com a sensação de que poderia ter sido diferente - afinal, um pênalti claro não foi marcado para a equipe brasileira quando a partida ainda estava 1 a 1. Por ironia, foi uma penalidade (mão de Carlinhos) que deu a vitória por 2 a 1 aos colombianos.
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Líderes do semestre As estreias de novos produtos levaram ao aumento da competição nas vendas do primeiro semestre. Onix manteve a liderança absoluta (mesmo sem a ajuda do Prisma). Corolla ampliou sua vantagem, pelo menos enquanto os novos Cruze e Civic não começarem a chegar às lojas no segundo semestre. Briga entre os SUVs compactos continua acirrada, mas o HR-V defendeu bem a posição. Embora o mercado tenha caído cerca de 40% em relação a 2015, na amostragem dessa estatística, alguns segmentos sofreram mais. Crossovers (- 58%), médios-grandes (- 46%) e stations (- 43%) são exemplos. Já a chegada da Fiat Toro (que carrega até uma tonelada) sacudiu as picapes médias. Além de desafiar a nova líder Hilux, ajudou a manter as vendas do segmento estáveis. Já os SUVs pequenos tiveram aumento explosivo de vendas de 37% em razão de HR-V e Renegade. Entre os SUVs médios-grandes e grandes houve revisão de enquadramento em razão de novo critério para
distâncias entre-eixos (2,80 m é referência de corte, no caso). Os demais segmentos permanecem sem alteração. A classificação da Coluna soma hatches e sedãs da mesma família, independentemente do nome do modelo. Sedãs com entre-eixos de significativa diferença classificam-se à parte (Grand Siena, Logan, Etios e outros). A base é a do Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores). São citados apenas os modelos mais representativos e pela importância do segmento. Dados compilados por Paulo Garbossa, da consultoria ADK. Compacto: Onix/Prisma, 18%; HB20 hatch/ sedã, 15%; Ka hatch/sedã, 8,3%; Gol/Voyage, 8,2%; Palio/Fire/Siena, 6%; Fox, 5%; Sandero, 4,9%; up!, 3,7%; Uno, 3,4%; Etios hatch, 3%; Grand Siena, 2,8%; Etios sedã, 2,5%; Cobalt, 2%; Logan, 1,8%; Versa, 1,7%; Fiesta hatch/ sedã, 1,68%; March, 1,65%; City, 1,55%; Classic, 1,54%; Clio, 1,51%; Mobi, 1,2%; C3/ DS3, 1,1%. Dupla Onix/Prisma aumenta participação. Médio-compacto: Corolla, 40%; Civic, 11%;
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ALTA RODA
FERNANDO CALMON fernando@calmon.jor.br Golf/Jetta, 9%; Cruze hatch/sedã, 7%; Focus hatch/sedã, 6%; Sentra, 5%; Fluence, 3,2%; A3 hatch/sedã, 3,1%; C4 Lounge, 2,8%. Corolla continua a acelerar. Médio-grande: BMW Séries 3/4, 27%; Fusion, 26%; Mercedes Classe C, 24%. Líder por muito pouco. Grande: Mercedes Classe E/CLS, 37%; BMW Série 5/6, 25%; Jaguar XF, 15%. Mercedes volta a liderar. Topo: Mercedes Classe S, 54%; Chrysler 300C, 15%; BMW Série 7, 11%. Classe S reforça posição. Esporte: Boxster/Cayman, 26%; 911, 23%; BMW Z4, 17%. Porsches dominam. Station: Weekend, 61%; SpaceFox, 24%; Golf Variant, 10%. Weekend ainda mais à frente. SUV compacto: HR-V, 32%; Renegade, 27%; EcoSport, 13%. HR-V defende bem
sua posição. SUV médio-compacto: ix35/Tucson, 44%; Outlander, 10%; Sportage, 7%. Liderança folgada. SUV médio-grande: SW4, 50%; Pajero Full/ Dakar, 14%; XC60, 10%. Sem ameaça ao líder. SUV grande: Trailblazer, 17%; BMW X5/X6, 15%; Range Rover Sport/Vogue, 14%. Boa briga. Monovolume pequeno: Fit, 46%; Spin, 34%; C3 Aircross, 12%. Fit não perde. Crossover: ASX, 54%; Range Rover Evoque, 24%; Freemont/Journey, 19%. Liderança inconteste. Picape pequena: Strada, 49%; Saveiro, 32%; Oroch, 11%. Strada se eterniza. Picape média: Hilux, 27%; Toro, 25%; S10, 17%. Líder sob forte ameaça.
RODA VIVA n BALANÇO semestral de 2016 das vendas de automóveis e veículos comerciais leves e pesados, feito pela Anfavea, indica que a queda acentuada começa a amenizar. No conjunto da indústria o recuo chegou a 25% em relação ao mesmo período de 2015. Até o final de 2016 a entidade espera que se limite a 19% menos sobre o ano passado ou 2 milhões de unidades. Estoques baixaram de 41 para 39 dias (junho sobre maio).
descobrir problemas que ainda possam vir e pesquisar soluções de mobilidade para as cidades brasileiras. Lançará, brevemente, uma plataforma aberta que aceitará sugestões de qualquer fonte.
n COMO parte das comemorações dos 40 anos de inauguração de sua fábrica no Brasil, a Fiat anuncia o projeto Futuro das Cidades. A ideia é aprofundar os estudos sobre economia colaborativa,
n TOYOTA decidiu impulsionar no Brasil a Lexus, sua marca de luxo. Aposta inicial é no RX 350, um SUV médio-grande que aproveita a mesma arquitetura do Camry. O estilo é auda-
cioso, principalmente a grade dianteira em formato de carretel. Destacam-se conforto de marcha, sistema 4x4 moderno, acabamento de primeira qualidade e central multimídia de 12,3 pol. Preços: R$ 337.350 a R$ 352.950. A marca acredita que terá mais espaço agora para crescer.
n TROCAR o motor seis cilindros aspirado por um de quatro cilindros turbo, mantendo configuração boxer, tornou o Porsche Boxster e sua versão S um roadster ainda mais instigante para guiar. Além de menor peso, houve ganho de potência e torque (versão S, agora, com 350 cv e robustos 42,8 kgfm), melhora no desempenho e diminuição de consumo de combustível. Rodas traseiras têm até 10 pol. de largura. Preços entre R$ 368.000 e R$ 466.000. n CORREÇÃO: motor Ford 1 L EcoBoost é importado de Craiova, na Romênia e não de Cracóvia, na
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MACEIÓ, ALAGOAS - 15 A 21 DE JULHO DE 2016
JOSÉ ARNALDO LISBOA MARTINS
ARTIGO
jalm22@ig.com.br
A máfia do trânsito no Brasil
Q
uem já me leu, já deve estar de saco cheio por eu já ter falado muitas vezes sobre as minhas atividades ligadas ao trânsito. Já disse ter sido diretor de Planejamento do Detran/AL, já ter sido assessor Especial de Transportes da SMTT, já ter sido diretor da Divisão de Trânsito do DER/Al durante 22 anos, já ter sido palestrista
Esta exigência dos faróis acesos durante o dia não está no Código de Trânsito Brasileiro, pois ele é uma lei e como tal teria que ser regulamentada. de Sinalização num congresso nacional em Salvador, já ter feito umas 15 palestras em Lions, Rotary, universidade e escolas de Maceió, já ter escrito o livro “Quem Paga a Batida?”, vendido em todo o Brasil, e ser autor das placas
de trânsito, de Estacionamento Proibido, Estacionamento Permitido, Inicial de Via Preferencial, etc., adotadas em todo o Brasil. Por que eu estou repetindo isso tudo? É só para justificar o que vou dizer neste meu artigo, sobre a Máfia do Trânsito Brasileiro. Existem pessoas milionárias com o nosso trânsito, no que diz respeito a sinalizações horizontais, onde um quilômetro de faixas remarcadoras é medido como tendo 2 ou 3 quilômetros de faixas quando pintadas nos pavimentos. A Máfia do Trânsito do Brasil já inventou um tal de “kit para pequenos socorros médicos”, exigindo que todos nós comprássemos os estojos, pois eram obrigatórios. Lembram-se isso? Depois começaram a exigir extintor de incêndio, mesmo sabendo que são pouquíssimas as pessoas que sabem onde fica o extintor e, quando sabem, não sabem como
usá-los. Quando sabem usá-los, nunca conseguem apagar as chamas. Ultimamente desistiram da obrigação. Contudo, a Máfia do Trânsito Brasileiro já está inventando de exigir “airbag” em todos os carros, pois o Brasil está precisando do dinheiro das multas, como está dizendo o “salvador da pátria”, um tal de Henrique Meirelles. Ora, como o extintor de incêndio deixou de ser obrigatório, os milionários mafiosos do trânsito viram uma maneira de ficarem mais ricos. Começaram a exigir o uso dos carros com os faróis ligados durante o dia para atenderam aos apelos dos fabricantes de baterias. Em toda a minha vida, como estudioso das causas de acidentes de trânsito, nunca soube que os faróis acesos de um carro poderiam evitar um acidente durante o dia. Em todos os manuais sobre trânsito, nenhum deles diz ser necessária essa exigência de acender os faróis. Eu sempre
soube que os acidentes são causados pela velocidade excessiva, pelo ofuscamento pela noite, pela embriagues ao volante, pela ultrapassagem errada, pela inabilidade do condutor, por falta de freios, pela água ou lama nos pavimentos, quando dirigindo ao telefone, por causa dos buracos nos pavimentos, etc. etc. porém, nunca soube que os faróis dos carros apagados em pleno sol estivessem sendo uma das causas de acidentes. A Máfia do Trânsito Brasileiro descobriu que os donos de fábrica de baterias estão cheios do dinheiro. Inclusive esta exigência dos faróis acesos durante o dia não está no Código de Trânsito Brasileiro, pois ele é uma lei e como tal teria que ser regulamentada e, não ser uma aberração sem lógica, sem estudos e, além de tudo, uma resolução burra. O novo governo do Sr.Temer está inventando tudo pra ganhar alguns “lava-jatos”!!!
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ABCDO INTERIOR
Perdeu força
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ividida, a oposição perde força em Arapiraca, o que vem favorecendo a pré-candidatura do deputado estadual Ricardo Nezinho rumo a Prefeitura nas eleições que serão realizadas no próximo dia dois de outubro. Enquanto isso, Nezinho, que tem como pré-candidato a vice-prefeito o publicitário Yale Fernandes, ganhou um reforço na sua caminhada para suceder a prefeita Célia Rocha: o apoio do deputado estadual Severino Pessoa, que comanda alguns órgãos do governo estadual no interior, inclusive a SAMU.
Nome definido
entendimento.
Por outro, a oposição segue com o nome do deputado estadual Tarcizo Freire, que já avisou que não abre mão da sua pré-candidatura. Até o momento, Freire ainda não anunciou o nome do pré-candidato à vice, mas adianta que vem conversando com partidos políticos para um
Cobra no bolso Quanto a Rogério Teófilo, a sua situação não é nada boa e aguarda pacientemente decisão do PSDB, que fechou os cofres e garante que está sem recursos para investir nas eleições de Arapiraca. “Já foi meio mundo de gente falar com o cacique Téo Vilela e até parece que ele colocou uma cobra cascavel no bolso. Dali não sai é nada”, disse, decepcionado, um correligionário de Teófilo que acompanhou uma reunião tucana em Maceió.
Eleições em Craíbas O empresário Teófilo Pereira não abre mão da sua pré-candidatura a prefeito de Craíbas. Nome bastante respeitado na política local, Teófilo deve enfrentar nas urnas o candidato da situação Ediel Leite, irmão do ex-prefeito daquela cidade, Dinho Leite. Mas a situação também deve enfrentar outro nome que também merece atenção. Trata-se de Sebastião Camilo, filho do ex-prefeito Josué Camilo. Pelo andar da carruagem, as eleições na pequena cidade de Craíbas serão acirradas.
Violência em Palmeira Com informações de Berg Morais: A saída da tenente-coronel Fátima Basílio do comando do 10º BPM trouxe prejuízos à população palmeirense. O número de assaltos à mão armada aumentou assustadoramente e tem colocado em risco a integridade física dos cidadãos. Os assaltos acontecem à luz do dia por bandidos em motocicletas, que praticam os crimes sempre em locais próximos. A PM não está conseguindo tomar as rédeas da situação.
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robertobaiabarros@hotmail.com
Corre risco
Cinema no Sertão
Até o prazo final para a realização das convenções partidárias – 05 de agosto – pelo menos quatro nomes devem se perder no caminho e não vão registrar candidatura para disputar a prefeitura de Palmeira. Até o momento, se tem como certos os nomes de Júlio César, Verônica Medeiros, Flávio Targino e Sheila Duarte. Um desses ainda corre o risco de retirar candidatura.
O projeto Cine Sesi Cultural está de volta a Alagoas e exibe sessões gratuitas de cinema ao ar livre desta sexta-feira (15) até domingo (17), em Senador Rui Palmeira e Canapi. Ao contrário das edições anteriores, esta 11ª edição contemplará dois municípios por final de semana. Ao todo, serão 20 municípios contemplados até setembro. Encaminho como sugestão de pauta as informações no release e me coloco à disposição para a marcação de entrevistas com os produtores do projeto.
Ameaça Um pré-candidato a prefeito de Palmeira está com sua candidatura ameaçada. Pelo menos é o que garante um grupo de oposição. Segundo informações, há um áudio que relata a chantagem desse candidatável a um outro político em troca de apoio a certo deputado na eleição passada. “O fulano que prega a moralidade ficará desmoralizado”, garantiu uma fonte. Quem será esse santo do pau oco?
Pré-candidato O Venerável Mestre da Loja Maçônica Perfeita União II, e gerente financeiro do Hospital Regional de Arapiraca, José Francisco Rodrigues Santos, declarou apoio à pré-candidatura de Lula Lopes, que pleiteia uma cadeira na Câmara de Vereadores de Arapiraca.
Ganha força José Francisco não apenas se comprometeu em ajudar Lula Lopes em sua caminhada rumo a Câmara Municipal arapiraquense, bem como destacou que se for eleito no pleito do próximo dia dois de outubro, o Poder Legislativo ganhará força através do trabalho que será desenvolvido em prol da comunidade. Lula Lopes é irmão do ex-vereador José Lopes, atual secretário municipal de Arapiraca, e representante do Rotary Club.
PELO INTERIOR ... Divulgada a programação oficial do 13º Festival de Inverno em Água Branca Sertão de Alagoas. O evento será nos dias 5, 6 e 7 de agosto no centro da histórica cidade. ... Além das atrações musicais, haverá também outras apresentações culturais durante o dia. O tema permanece o mesmo: “Cultura e frio no sertão”. Em nota, a assessoria do município explicou o motivo das atrações devido à crise nos municípios. ... “Confira Programação: Dia 5/08 (Sexta): Jorge de Altinho, Garota Sertaneja, Keny Johnny; Dia 6/08 (Sábado): Babado Novo, Thiago Farra, Forrozão dos Manos; Dia 7/08 (Domingo): Joelma (ex-calipso), Samyra Show Mara Souza. ... O Estado de Alagoas apresentou uma queda de 11,86% no número de casos de trabalho infantil registrados em 2015, com relação ao ano anterior.
... O dado foi divulgado nesta quarta-feira (13) pelo coordenador nacional do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), Francisco Brito, representante do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA) no Encontro Intersetorial de Ações Estratégicas do Peti.
certo”, observou o coordenador nacional do Peti.
... “A média nacional do trabalho infantil em 2015 subiu 4,8% em 2015, se comparado ao ano de 2014. Em Alagoas, esse índice registrou uma queda significativa de 11,86%. Em números absolutos, 2.658 crianças e adolescentes alagoanos saíram da situação de trabalho infantil”, afirmou Brito.
... “Esse é o resultado dos esforços do Governo Renan Filho, das prefeituras, conselhos tutelares e das coordenações do Peti nos municípios. Alagoas está avançando no enfrentamento ao trabalho infantil, fazendo com que suas crianças tenham acesso à educação, ao lazer e a uma infância de verdade, com vínculos afetivos fortes”, disse, Pinaud, lembrando ainda o 26º aniversário do Estatuto da Criança e do Adolescente, também comemorado nesta quarta-feira.
... “Alagoas, assim como o conjunto dos estados do Nordeste, tem mostrado um esforço muito grande nessa política de enfrentamento. A incidência aqui ainda é grande, mas a política tem sido bastante assertiva e estamos, ano a ano, conseguindo diminuir esse índice. Estamos no caminho
... A redução dos índices em Alagoas do trabalho infantil foi celebrada pelo secretário de Estado da Assistência e Desenvolvimento Social, Antônio Pinaud.
... Paz e saúde para os nossos leitores neste final de semana. Até a próxima edição!!!
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Paulo Jacinto celebra 64ª edição de sua maior festa
BAILE DA CHITA
MANIFESTAÇÃO CULTURAL MAIS IMPORTANTE DA CIDADE ACONTECE NESTE SÁBADO, 16, NO CLUBE RECRATIVO PAULOJACINTENSE REDAÇÃO com Lucas França
O
baile mais tradicional de Alagoas será realizado neste sábado, 16 de julho, a partir das 22h no Clube Cultural Recreativo Paulojacintense, em Paulo Jacinto, Alagoas. O baile da Chita foi criado há 64 anos e no ano passado ganhou o Título de Patrimônio Imaterial Histórico e Cultural de Alagoas. Este ano, a animação é por conta da Orquestra High Society de Maceió e a Banda Baby Som. E no dia 17 a festa continua aberta ao público na Praça de Eventos, com a animação da banda Solteirões do Forró, Aero 5 e Kátia Cilene. A vida pacata dos menos de 8 mil habitantes do município ganha novos ares e a movimentação de filhos da terra, visitantes e curiosos para conhecer a cidade que surgiu de um baile dá um novo tom ao lugar. Os participantes não veem a hora de se vestir de chita e soltar a voz cantarolando no início e final do evento “tudo que eu tinha deixei lá não trouxe não, deixei o meu roçado plantadinho de feijão... e com a Rosinha eu deixei meu coração...” É que a música Propriá, de Luiz Gonzaga, se tornou o segundo hino da cidade e é tema do baile. Na verdade, a principal causa da criação do baile era a emancipação política, pois o povoado já estava bem desenvolvido e os moradores sentiam a necessidade de se tornarem independentes
politicamente. Porém, precisavam de dinheiro para contratar um advogado que defendesse essa causa. Um grupo de moradores do povoado na época conhecido como Lourenço de Baixo se reuniu e teve a ideia de realizar um baile. O nome “Baile da Chita’’ surgiu porque a chita era um tecido da época que tinha um grande poder de comercialização. Então, os organizadores resolveram dar origem a está grande referência. Nos preparativos para o primeiro baile, Josefa Barbosa teve a ideia de como o baile seria realizado após os festejos juninos, no mês de julho, era interessante fazer a escolha de uma rainha para ser apresentada durante o evento. A rainha era eleita através dos fundos adquiridos, assim, a que mais arrecadasse dinheiro na venda de rifas e bingos seria a eleita. Outra informação curiosa é que os visitantes que costumavam frequentar a cidade no período da realização do Baile da Chita vinham de trem em grandes caravanas. Além da criação do referido baile, nasceu também outra ideia que envolvia a musicalidade daquela época. Luiz Gonzaga e seu parceiro Humberto Teixeira estavam fazendo sucesso com a composição Propriá, que carinhosamente ficou conhecida como Rosinha de Propriá pelos paulo-jacintenses, por se tornar a chamadinha de abertura do evento. Um momento histórico foi a chegada de Luiz Gonzaga a Paulo Ja-
cinto por convite do senhor José Aurino de Barros, na época prefeito nomeado. Em 1953, Luiz Gonzaga estava de passagem pela região Nordeste e ao saber que sua música era considerada a chamada de abertura do baile, em agradecimento fez questão de realizar uma festa na cidade já emancipada. RAINHAS Atualmente as rainhas são escolhidas através do voto direto dos associados do Clube Recreativo Paulojacintense, da diretoria responsável pela organização do evento ou por uma mesa julgadora que analisa as candidatas. Todas têm que obedecer alguns requisitos,
como boa “conduta”, ser simpática, bonita, precisa ter entre 15 e 18 anos e ser natural da cidade. E por falar em rainha, a representante deste ano já foi escolhida, a jovem Beatriz Barbosa será coroada no baile e receberá a faixa de rainha dos 64 anos do Baile da Chita. Existem várias versões sobre a história do baile da Chita, mas nas pesquisas para o Trabalho de Conclusão de Curso - TCC: Baile da Chita, um registro de memória, de autoria dos jornalistas Lucas França e Roberison Xavier, consta que durante esses mais de 60 anos a festa deixou de ser realizada em apenas um ano. No ano de 1978, por
causa da morte do então prefeito da cidade José Correia Fontan, Já em 1989, depois de uma forte enchente que inundou a cidade semanas antes da festa, o baile foi adiado e realizado no mês de setembro. Outra inundação, no ano de 2010, adiou a edição mais uma vez. Apesar da tragédia a população não deixou de realizar a tradicional festa. Em 2014, também não houve o baile da Chita em ambiente fechado, como manda a tradição, mas foi realizado na praça central da cidade, aberto ao público e como a rainha já havia sido escolhida ela foi apresentada durante a comemoração na Praça de eventos Zefinha Barbosa.
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