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Edição 116

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EDIÇÃO 116 - backup 7_Layout 1 12/04/2017 14:16 Página 1

UM JORNAL QUE QUESTIONA!

ANO IX - EDIÇÃO 116 - 2ª QUINZENA DE MARÇO/1ª QUINZENA DE ABRIL DE 2017 - DISTRIBUIÇÃO DIRECIONADA E GRATUITA - 5000 EXEMPLARES

Eventos

Exposição Agropecuária e Industrial de Curvelo será realizada no período de 08 a 14 de maio

Especial de Páscoa

Os rituais da Última Ceia

Peixe ganha destaque na mesa Entenda a Paixão de Cristo

O evento está em sua 74ª edição e acontecerá no Parque Antônio Ernesto de Salvo. A programação musical conta com artistas de renome nacional. As duplas sertanejas Henrique & Juliano,

Polícia

Thaeme & Thiago e Milionário & Marciano, serão algudas atrações. A Expo Curvelo 2017 é uma realização da AMCZ, com produção da EB Produtora, Dimensão Eventos e Cia Promoções.

Novas viaturas foram entregues a 14ª Região da Polícia Militar Página 03

Utilidade Pública

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O Senac Curvelo oferece vagas para curso gratuito de Auxiliar Financeiro. As inscrições começam a partir do dia 17 (segunda-feira), serão disponibilizadas 28 vagas para os candidatos que seguirem os pré-requisitos para o Programa Senac de Gratuidade. O programa exige que o interessado possua renda familiar per capita inferior a dois salários mínimos, ensino médio completo e ser maior de 18 anos. As inscrições podem ser feitas a rua Sica Pio Fernandes, 41, no centro.

Cultura

Entrevista exclusiva com Fred Vidal, autor do livro “O Vendedor de Chuva”

Política

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Viriato Mascarenhas é o novo subsecretario de Desenvolvimento Rural Sustentável de Minas

Polícia Civil realiza shows em comemoração ao Dia Internacional da Mulher em Curvelo Página 03

Médico veterinário, já exerceu diversas funções públicas: secretário executivo do Governo de Minas, no Território Central, secretário municipal de Agricultura Pecuária e Meio Ambiente da Prefeitura de Curvelo, presidente e diretor de vários órgãos, Associações Brasileiras de Criadores e Conselhos Técnicos.

Multa para Perturbação do Sossego passa de R$ 36,00 para R$ 937,00

Foi aprovado pela Câmara Municipal, o Projeto de Lei Complementar 005/2017, que reajusta os valores das multas aplicadas em Curvelo, alterando o código de postura do município. A proposta foi votada pela primeira vez sendo aprovada e encaminhada para a votação em segundo turno. O projeto, de autoria da prefeitura municipal, tem como objetivo melhorar os resultados da fiscalização na cidade, aumentando o peso das multas para diversas infrações como deixar animais soltos nas ruas e lotes abandonados. Dentre todos os reajustes, uma das multas que obteve um maior aumento percentual foi a relacionada com a Perturbação do Sossego, que antes era de R$ 36,00 e agora pode chegar até R$ 937,00. Outras multas também tiveram grandes reajustes, como deixar lotes em más condições, que passou de R$ 90,00 para R$ 468,00. É bom ficar atento...


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“E agora?” - Página 02 - 2ª quinzena de março/1ª quinzena da abril de 2017 - Edição 116

O HOMEM DO PAU DE SELFIE

O homem do pau de selé fie grávido de si mesmo e se sentirá justificado se alguém disser que ele tem o rei na barriga, embora se declare republicano. Seu alter ego, o pequeno príncipe, bendito fruto de seu amor hermafrodita, já tem nome: Narciso, aquele que se apaixonou pelo reflexo da própria imagem, como conta o mito grego. Não fora Temer, o padrinho, o nome escolhido seria Eufrásio ou Eusébio: quem lhe dera ter o golpe de vista do compadre para tais mitologices e quimeras. O homem do pau de selfie compra livros a metro, encadernados, com títulos dourados nas lombadas, para decorar e dar status. Se tivesse tempo para leitura, leria um único livro: “Eu”, de Augusto dos Anjos. E já tem um título, roubado de Fernando Pessoa, para

Afonso Guerra-Baião

o livro que gostaria de escrever: “Autopsicografia”. Sempre cheio de si, ele quer mudar o próprio nome, quando encontrar algum que faça jus ao seu egocentrismo. Se ele fosse um leitor, Guimarães Rosa poderia lhe emprestar o de um personagem: Moimeichego, que traz o pronome EU em quatro idiomas: moi (francês), me (inglês), ich (alemão), ego (latim). Se tivesse prestado atenção nas aulas de História, teria se lembrado do Conde D´Eu – nome que, decerto, ele ia rejeitar, por seus preconceitos homofóbicos. A Bíblia, a velha e boa Bíblia, é que lhe ofereceria o nome perfeito: Onan – aquele mesmo, o glorioso descobridor do onanismo, o pai do prazer solitário. Mas... vocês já sabem: ele não lê. Estão vendo só? Bora ler, gente, esta crônica, Rosa, Pessoa, Bíblia, sem esquecer o dicionário! Fora Temer et caterva, o homem do pau de selfie, é o

único cidadão a favor da reforma da Previdência. Isso porque ele é contra tudo o que é coletivo e a favor de toda e qualquer privatização, defensor da previdência privada, como prega seu ídolo Donald Trump. No entanto ele vira bicho se alguém o chamar de direitista. Nem esquerda nem direita, diz ele, eu sou um homem de centro. Ele não deixa de ter razão: afinal onde fica o umbigo, senão no centro do corpo – e o homem do pau de selfie, como bom onfalópsico, acredita que, na contemplação do próprio umbigo, vai ter a revelação da luz do Tabor. Não vamos perder mais tempo com ele. Vamos deixá-lo aqui, consigo mesmo, cantarolando “eu me amo, eu me amo, não posso viver sem mim”, no bloco do eu sozinho. Mas antes que eu bote o ponto final, alguém me alerta: tire o lance da Previdência, e ele pode acabar descobrindo que seu nome é legião.

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Jesus, o Eterno Educador

José de Paiva Netto é jornalista, radialista e escritor. - paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Tudo tem o seu tempo. Jesus, o Cristo Ecumênico e Divino Estadista — inspirador modelo de dedicação ao próximo com o qual inúmeros heróis do ensino se identificam —,

permanece! Ele disse: “Passará o Céu, passará a Terra, mas as minhas palavras não passarão” (Evangelho, segundo Lucas, 21:33). Alguém pode exclamar: “Mas e minha mãe, e meu pai, e os companheiros que partiram?!...”. E quem disse que eles se foram?! Apenas ocorre o que descreveu o talentoso escritor e poeta português Fernando Pessoa (18881935): “A morte é a curva da estrada. Morrer é só não ser visto”. Ora, na verdade, os mortos não morrem! É preciso esclarecer, então, que nessa minha assertiva procuro exaltar o sentido do que realmente é perene neste mundo: o Amor Fraterno, exemplificado pelo Divino Mestre em sacrifício por todos nós. O verdadeiro Amor nunca se extingue, ipso facto, persiste, mesmo durante as piores tormentas. Da Antologia da Boa Vontade (1955), fui buscar esta página memorável:

Pequeno apólogo chinês “Li-Chi-Kin, o sábio dos sábios, mandou vir todos os livros das regiões de Hou-Hou e dos países de Yuê. Meditara longamente as máximas de Tao-Te-Ching e desejava escrever o Tratado de Toda a Sabedoria. Li-Chi-Kin, o sapientíssimo, mandou encadernar um grande infólio de mil e uma páginas, em branco, para escrever a súmula de toda a Sabedoria. E leu todos os livros. “Ao fim do seu labor paciente, que durara

muitos anos e fatigara os seus olhos serenos, numa tarde de inverno, vendo correr as escuras águas do Shâ, o sábio resolveu escrever: tomou do seu pincel, embebeu-o em nanquim, acendeu a lâmpada e ficou em silêncio. “Todos supunham que Li-Chi-Kin levaria outros muitos anos desenhando as mil páginas do Tratado de Toda a Sabedoria. Entretanto, nessa mesma tarde de inverno, deu por terminada sua obra. “Convocou todos os sábios de Hou-Hou e de Yuê, abriu o grande livro e lhes mostrou o fruto do seu labor. O livro das mil páginas só tinha uma escrita e, nela, uma única palavra: AMOR. “Li-Chi-Kin, o sábio dos sábios, cofiando a barbicha real, que lhe escorria do queixo pontudo, pôs os olhos além do horizonte enevoado do Shâ e, com a sua voz mansa, disse: “— Sim, esta palavra é tudo. Resume toda a sabedoria: o Amor é a causa de tudo o que existe. Por ele chegaremos a todas as perfeições. Pelo Amor é que conseguimos ver um pouco de luz nas trevas que nos envolvem, conhecendo assim um pouco do desconhecido. O Amor rege os astros e as plantas, os seres e as coisas, o sol, o mar, o mais humilde dos vermes e o destino humano. E só pelo Amor se revela aos homens um pouco do mistério da existência: e isso é tudo o que devemos saber, porque tudo mais é inútil e vão”. “Deus é Amor”, definiu João, Evangelista e Profeta, em sua Primeira Epístola, 4:16: “E nós conhecemos e cremos no Amor que Deus tem por nós. Deus é Amor. E aquele que permanece no Amor permanece em Deus, e Deus, nele”. E essa é a grande lição que o Discípulo Amado, João, aprendeu com o Divino Mestre Jesus. E, “na verdade, nada existe fora desse Amor”, concluía o saudoso Fundador da LBV, Alziro Zarur (1914-1979).

O que interessa

Contatos: (38) 3721-3541 / (38) 9851-3142 Rua Oscar Araújo, 161 - Centro - Curvelo/MG contabilmam@yahoo.com.br

EDITAL PARA RECOLHIMENTO DA CONTRIBUIÇÃO SINDICAL DE 2017

O SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE FELIXLÂNDIA – SINDIFELIX com base territorial no Município de Felixlândia, inscrita CNPJ n.º00.131.478/0001-50, Código Sindical 91301336226643-9, sediada na Rua Elias Pinto, n.º 122- B, Centro, Felixlândia/MG, CEP 39.237-000, com fulcro no art. 605/CLT, TORNA PÚBLICO e NOTIFICA A CATEGORIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS E OS GESTORES DOS ENTES ADMINISTRATIVOS MUNICIPAIS DO MUNICÍPIO DE FELIXLÂNDIA, ADMINISTRAÇÃO DIRETA E INDIRETA, sobre a compulsoriedade quanto à obrigação de fazer o cálculo, o recolhimento e o repasse da CONTRIBUIÇÃO SINDICAL prevista na parte final do inc. IV do art. 8.º c/c 149 da CR/88 c/c art.578 e seguintes da CLT ao SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE FELIXLÂNDIA – SINDIFELIX. A contribuição sindical é devida por todos os servidores municipais, independente do regime de contratação, de filiação sindical, do órgão pagador, do regime jurídico administrativo adotado, cujo cálculo deve ob-

servar um dia de trabalho sobre a remuneração integral fixa mais gratificações, prêmios, adicionais, comissões ou outras vantagens pagas a quaisquer títulos no mês de março, e será descontada até o dia 31.03.2017 e recolhida até o dia 30 de Abril de 2017, com fulcro no artigo 605 e 583 da CLT. Segue o telefone e e-mail do Sindicato para informações, inclusive retirada de guias para pagamento: (38) 37531345/sindifelix@gmail.com. O DÉBITO TRIBUTÁRIO ora constituído é a OBRIGAÇÃO DE FAZER o cálculo, o recolhimento e o repasse da Contribuição Sindical. Os atos omissivos em relação à mesma implicam em RENÚNCIA DE RECEITA de terceiros provocada pelos gestores públicos, cujo ilícito é vedado pela Lei de Responsabilidade Fiscal. FELIXLÂNDIA/MG, 07 de março de 2017. Adelmo Teixeira da Silva Presidente

EXPEDIENTE

G.M.A. PRODUÇÕES E EVENTOS LTDA. CNPJ: 04.930.180/0001-61 - INSC. EST.: Isento INSC. MUN.: 1281-5 Endereço Rua J, 243 Ipiranga III - Curvelo-MG – CEP: 35790-000 Fone: (38) 3721-5055 / 99861-5218 E-mails: jornal_e_agora@yahoo.com.br radialistageraldomagela@hotmail.com

Diretores: Geraldo Magela de Abreu e Roberto de Abreu Reportagens: Geraldo Magela de Abreu Diagramação: Geraldo Heleno - geraldo-heleno@hotmail.com Copydesk: Afonso Guerra-Baião Departamento Jurídico: Cynara Costa Oliveira - OAB/MG 121.402 Marina Maria de Campos - OAB/MG 127.961 Tiragem: 5.000 exemplares Os artigos assinados não expressam necessariamente a opinião do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores

Área de circulação: Curvelo, Augusto de Lima, Abaeté, Araçai, Buneópolis, Caetanópolis, Carbonita, Cordisburgo, Corinto, Morro da Garça, Datas, Diamantina, Felixlândia, Gouveia, Inimutaba, Joaquim Felício, Morada Nova, Monjolos, Paraopeba, Presidente Juscelino, Presidente Kubistichek, Santo Hipólito, Pompéu, Paineiras, Pirapora, Buritizeiro, Várzea da Palma, Lassance, Bom Despacho e Três Marias.

Em reconhecimento à Declaração de Paris, assinada em 12 de novembro de 1995, as Nações Unidas instituíram o 16 de novembro como o Dia Internacional da Tolerância. A data foi escolhida em tributo à assinatura da constituição da Unesco, no ano de 1945. Nossa homenagem também ao Dia Nacional da Consciência Negra, 20 de novembro, em memória do valente Zumbi dos Palmares (16551695). O Ecumenismo étnico é igualmente fator primordial para afastarmos a intolerância do convívio planetário.

CAMPO NEUTRO Quando o jornalista, radialista e poeta Alziro Zarur (1914-1979) esboçou em sua mente a criação da LBV, isto em 1926, idealizou-a como um campo neutro, um ambiente ecumênico em que todos pudessem, irmanados, conviver em paz. Numa palestra que proferi na década de 1990, utilizei-me de um interlocutor

fictício para reforçar na mente dos que me prestigiavam com sua atenção o valor do respeito e da tolerância no bem conduzir da sociedade no cotidiano: Qual a sua religião? O que isso interessa? Qual o seu partido político? O que isso interessa? Ah, você é negro! O que isso interessa? Você é mestiço! O que isso interessa? Você é branco! O que isso interessa? Você é ser humano! É isso que interessa!

Somos seres humanos, com direito à liberdade de pensamento. Se aqueles que pensam assim como nós não fortalecerem os seus laços, dias piores virão virá para a Humanidade. Quem tem segurança hoje? Retomo aqui importante conclusão do velho Zarur, muito propícia para o momento em que vivemos: “Não há segurança fora de Deus”.


EDIÇÃO 116 - backup 7_Layout 1 12/04/2017 14:16 Página 3

“E agora?” - Página 03 - 2ª quinzena de março/1ª quinzena da abril de 2017 - Edição 116

Polícia Civil prende quadrilha suspeita de roubar fazendas na região de Curvelo

FONTE: POLÍCIAS CIVIL E MILITAR DO ESTADO DE MINAG GERAIS

A Polícia Civil em Curvelo realizou uma operação na manhã do dia 21, terça-feira, que terminou na prisão de três suspeitos de cometerem roubos em fazendas na região. Foram presos Alexandre dos Santos Anjos, Lucas Matoso de Oliveira e Oldair Dias da Rocha Santana (conhecido como “Liu”), todos suspeitos de roubos a fazendas, em especial na região de Campo Alegre, em Morro da Garça. Um quarto suspeito de integrar a quadrilha,

fevereiro. Na ação, ainda foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, com o intuito de arrecadar materiais furtados/roubados.

A Polícia Civil de Curvelo, prendeu, no dia 10, segundafeira, Marcos Vinicius Gomes, em virtude de cumprimento de mandado de prisão expedido pela justiça.

O indivíduo é suspeito de ter estuprado a senhora Antônia de Araújo Pereira, de 68 anos, em 04 de setembro de 2016. O inquérito já foi concluído e encaminhado à justiça.

Outras informações foram repassadas à imprensa na tarde do dia pela delegada Margaret de Freitas Assis Rocha.

A Polícia Civil prendeu no dia 30/03, três suspeitos e apreendeu quatro adolescentes por prática de roubo qualificado a fazendas, a residências e a comércios na cidade de Curvelo,

região central do estado. Os suspeitos foram encontrados em uma casa na Rua Carinhanha, onde foram apreendidos dois coletes balísticos, duas armas de fogo, grande quantidade de mu-

nição, celulares e diversos outros objetos. Outras informações foram fornecidas, na tarde do dia, pelos delegados Margareth Freitas e Diego Matos.

Webert Henrique de Jesus, conhecido como “Cachorrinho”, já estava preso desde o dia 1º de

De acordo com o delegado Robert Carvalhaes Levy, a ação teve como objetivo dar uma resposta à crescente criminalidade nas zonas rurais de Curvelo e região. As diligências e investigações continuarão no sentido de identificar outros autores e restabelecer a paz social. A ação contou a participação dos policiais civis lotados na Delegacia Adjunta de Trânsito e de Furtos e Roubos.

Polícia Civil prende suspeito de estupro de uma idosa em Curvelo Polícia Civil identifica grupo suspeito de roubar fazendas e comércios em Curvelo

Décima Quarta Região da Polícia Militar recebe novas viaturas

O Governo do Estado de Minas Gerais, em conjunto com a Polícia Militar, cumprindo os objetivos estratégicos traçados pela instituição, busca aprimorar o atendimento à demanda de segurança da população mineira, equipando os policiais militares com o aporte logístico e materiais necessários ao trabalho de garantidores da Segurança Pública. No dia 23 de fevereiro, 20 viaturas novas foram entregues à Décima Quarta Região da Polícia Militar, com a finalidade de reforçar as ações voltadas para a segurança da população mineira. Nesta ocasião, quatro municípios da região passam a contar com reforço deste recurso para a manutenção da paz social na Região Central de Minas Gerais. São eles: Cur-

velo, Corinto, Felixlândia, Morro da Garça e o Distrito de São José da Lagoa.

Presenças O evento contou com a presença do subcomandante geral da Polícia Militar, coronel PM André Agostinho Leão de Oliveira, do comandante da 14ª RPM, coronel PM Leonardo Carvalhar Maciel e dos comandantes do 42º BPM, tenente coronel PM Giovanni Idalmo de Faria, e da 14ª Cia Ind MAT, major Charles Kerley Batista, respectivamente. Os representantes do Governo de Estado, além dos prefeitos municipais, lideranças comunitárias e políticas e populares. As viaturas, saíram em comboio pelas principais ruas da cidade para apresentação à comunidade curvelana.

Polícia Civil realiza shows em comemoração ao Dia Internacional da Mulher em Curvelo

Com parcerias ente órgãos públicos e privados da cidade de Curvelo, a Polícia Civil realizou na último dia 08/03, show para celebrar o Dia Internacional da Mulher e conscientizar o público quanto a seus direitos. O evento contou com a apresentação, gratuita, dos cantores Vitty Ribas e Markus Kaliel, na Praça Central do Brasil. O evento visou sensibilizar e atingir toda a populaçãode Curvelo e região acerca do tema “Violência Contra a Mulher”.

A delegada Margareth Freitas ressaltou que, “com esse evento um maior número de pessoas deve ser contemplado quanto ao combate à violência contra a mulher. Esse evento foi pensado para atingir um número maior de pessoas, envolvendo toda a população na celebração ao dia dedicado à mulher e, também, conscientizar sobre o combate diário aos atos violentos contra a mulher”. Várias autoridades dentre elas, prefeitos, vereadores, militares e civis marcaram presença.

PM da reserva rechaça a tiros tentativa de assalto

No dia 02 de janeiro do corrente ano, Cleiton Aparecido da Silva, de 26 anos, vulgo ‘’quatorze’’, conhecido no meio policial por diversas ações criminosas, dentre elas: furto, assalto e tráfico; tentou contra a vida do sargento PM, Raimundo de Oliveira, popularmente conhecido na mídia curvelana por “o eterno soldado”. O fato se deu quando o sargento Raimundo estava sentado na porta da residência de sua namorada, situada na Avenida Bias fortes, n° 3728, bairro São Jose, Curvelo/MG. Conversando com mais duas pessoas conhecidas, no horário aproximado das 21:00, quando ali chegou o citado meliante e, com voz bastante alterada e agressiva, pedia um celular emprestado, mesmo estando na posse de outro, dizendo que iria ligar para um táxi. Com a recusa, não só pelo sargento, como também pelas duas outras pessoas, o referido autor tentou entrar em uma residência, como não conseguiu naquela residência, invadiu a residência da namorada do sargento, o que fez o sargento Raimundo aproximar-se do mesmo, pedindo a sua retirada de dentro daquela casa, em seguida, já na porta,

o meliante disse para o sargento “eu te conheço cara’’ ao que fora respondido pelo sargento “eu também conheço você’’ e diante dessa situação o sargento identificou-se como policial militar e disse ainda, “se você não quer me respeitar como policial me respeite como idoso”, Cleiton não se deu por satisfeito e o agrediu fisicamente e disse “polícia e ‘bosta’ é a mesma coisa, vai tomar no ‘rabo’ com a sua polícia’’. O sargento ao se desvencilhar da agressão, percebeu que o agressor levou a mão na cintura, o que levou o sargento a efetuar dois disparos contra o agressor, tendo, Cleiton, em seguida, saído do local e posteriormente levado para o hospital. Vendo que várias pessoas se aglomeravam, O sargento Raimundo entrou em seu carro e se afastou para a cidade de Inimutaba, procurando a casa de um amigo da polícia militar, de onde fizera contato com o seu advogado que compareceu ao local juntamente com dois oficiais militares. O sargento fora conduzido para o 42° BPM, sediado em Curvelo onde ali permaneceu detido, aguardando a decisão judicial. Tendo sido liberado no dia 06, após deci-

são do juiz Fausto Geraldo Ferreira Filho da comarca de Buenópolis, na época plantonista judicial. Como consta no termo de liberdade provisória, o referido sargento foi preso pela prática da conduta prevista no artigo 121 do c/c14, ll, do CP.

SARGENTO RAIMUNDO

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“E agora?” - Página 04 - 2ª quinzena de março/1ª quinzena da abril de 2017 - Edição 116

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Bombeiro, o amigo certo nas horas incertas! Ocorrências e dicas importantes

Especial de Páscoa

Os rituais da Última Ceia

Jesus disse que o pão era seu corpo e o vinho seu sangue

Última Ceia, como o próprio nome indica, foi a última refeição de Jesus antes de ser denunciado, condenado e crucificado. Após sua chegada a Jerusalém, comemorado pela Igreja no Domingo de Ramos, o primeiro que antecede a Páscoa, Jesus reuniu seus 12 apóstolos. O evento é a base para a instituição da Eucaristia ou Comunhão, quando o pão e o vinho são considerados o corpo e o sangue de Jesus. A Santa Ceia, que se transformou em um ícone do cristianismo e foi retratada por inúmeros artistas ao longo da história, é rica em rituais e simbolismos. Antes da refeição, Jesus lavou os pés dos apóstolos transmitindo, segundo estudiosos, uma mensagem de humildade e da necessidade das pessoas servirem ao próximo. Outro ritual é o momento em que Jesus reparte do pão entre os apóstolos dizendo que ele era

seu corpo. O mesmo ocorreu com o vinho, quando ele disse que era seu sangue. Jesus, com esses rituais, demonstrava que se sacrificava para livrar a humanidade dos seus pecados, segundo é difundido. A Páscoa comemorada hoje em dia está ligada à Páscoa judaica e ao Êxodo (fuga do povo hebreu do Egito para a Terra Prometida), relatado no Antigo Testamento, através da Última Ceia e a crucificação que precederam a ressurreição. De acordo com o Novo Testamento, Jesus deu à refeição pascal, que marcada o início de uma nova era para povo hebreu, um novo significado, pois ele preparava a si e aos seus discípulos para morte. Ele identificou o pão (matzah judaico) e o vinho como sendo seu corpo, que logo seria sacrificado, e seu sangue, que seria derramado. Fonte: Internet

ALUNOS DO CURSO DE HABILITAÇÃO DE OFICIAIS BOMBEIRO NILITAR VISITA O 3º PELOTÃO DE BOMBEIROS E A SEDE DA FORÇA TAREFA PREVINCÊNCIO NA CIDADE DE CURVELO

No dia 23 de março de 2017 a turma do Curso de Habilitação de Oficiais – CHO BM, chefiada pelo 2º Ten Roberto, instrutor de Combate a Incêndios Florestais, realizou uma visita técnica a sede da Força Tarefa Previncêndio, onde conheceram as instalações e a central de monitoramento. Na base Operacional da Força Tarefa PREVINCENDIO estão reunidos pessoal, equipamentos e infraestrutura adequados para vigilância, monitoramento e combate a incêndios florestais no período crítico do ano (período de estiagem), que vai de maio a outubro. A Força Tarefa é a primeira do gênero na América Latina. Na base está instalado o sistema de percepção de focos de calor via satélite e a central do telefone 0800 28 32323 para

Queimada, evite! Não deixe que aconteça!

Saiba como prevenir contra as queimadas Nessa época do ano, o clima fica realmente seco e as chuvas se tornam escassas, o que deixa a vegetação suscetível às queimadas. As queimadas são, juntamente com os desmatamentos, os nossos principais problemas ambientais. Por isso cada cidadão deve estar bem informado como prevenir das queimadas. O Corpo de Bombeiros Militar repassa algumas dicas importantes para realizar a prevenção: • Ao trafegar pelas estradas e rodovias, não lance pontas de cigarro pela janela do veículo, pois com a baixa umidade desse período, a vegetação seca se incendeia com muita facilidade. • Ao realizar acampamentos, seja bastante cuidadoso na hora de acender fogueiras, velas e lampiões. Só acenda as fogueiras após limpar bem o local, retirando completamente a vegetação em volta. Procure fazer sua fogueira em local aberto, como por exemplo, numa clareira ou à beira do rio, para que o fogo não prejudique os galhos e folhas das árvores que estejam em volta ou acima dela. Quando não for mais utilizar a fogueira, certifique-se que as brasas

informes de incêndios florestais. Durante a visita, os militares foram instruídos de como é o funcionamento da sala de monitoramento e como é feito o envio de pessoal, material para realizar o combate dos focos de incêndio, evitando assim que se tome maiores proporções. Ainda na base da Força Tarefa Previncêndio, os militares foram orientados de como é confeccionado os relatórios de incêndios e de como é feito os Processos de Investigação Criminal de Incêndios Florestais. Além disso os Alunos do CHO visitaram a sede do 3º Pelotão e suas instalações, sendo recepcionados pelo Comandante do Pelotão onde tomaram ciência dos materiais, equipamentos e funcionamento do mesmo. estão apagadas e resfriadas. Se possível, enterre o as sobras de material (carvão, brasas e cinza). Não jogue os restos da fogueira no rio. Nunca se ausente do acampamento, deixando para trás a fogueira acessa ou com torrões em brasa. • Não jogue lixo por aí. As latas de metal, os cacos e garrafas de vidro podem se aquecer ao sol e acabar dando origem às queimadas. • Não solte balões, além de perigoso é crime conforme a Lei de Crimes Ambientais (Lei Federal nº 9605/98). O balão pode cair aceso em florestas, residências e indústrias, produzindo grandes prejuízos patrimoniais, ameaça ao nosso meio ambiente e até mesmo colocando a integridade física e a vida das pessoas em risco. • Quando for realizar alguma queima controlada para renovo de pastagem ou para limpeza de alguma área, procure antecipadamente o Programa de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais de Minas Gerais (Previncêndio), que é formada pelo Corpo de Bombeiros Militar, Instituto Estadual de Florestas, Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Polícia Militar, Polícia Civil, Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, Prefeitura Municipal e parceiros privados. Pequenas atitudes podem fazer grandes diferenças. Seja sempre um amigo da natureza. Faça a coisa certa!

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Peixe ganha destaque na mesa

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Ele deveria ser consumido com mais frequência, diz nutricionista

essa época, os peixes viram prioridade na mesa de diversas famílias. Os benefícios do alimento, inclusive do bacalhau, são vários, entre eles, o fato de possuir proteína de alto valor biológico, que é completa do ponto de vista nutricional, de acordo com Flavia Salvitti, nutricionista do Hospital San Paolo, de São Paulo. Outros motivos para que os pescados façam parte do cardápio diário, não apenas na Semana Santa, são o baixo teor de gordura saturada, a maior proporção de ácidos graxos essenciais e a fonte de vitaminas (A, D, E), do complexo B e de minerais (cálcio, o fósforo e o ferro) que possui. “Nem todas as espécies de peixes possuem a mesma composição em ácidos graxos. Há mais quantidade em espécies marinhas do que de água doce. Já os peixes de água fria, por exemplo, são mais ricos em ácidos graxos po-

liinsaturados comparados aos de regiões tropicais”, declara a nutricionista. A recomendação da American Heart Association (AHA) é consumir peixes pelo menos duas vezes por semana, cada porção de 100 gramas, o que equivale a um filé pequeno de peixe. A melhor maneira de preparar é assar ou grelhar. “Esse alimento oferece ao organismo maior qualidade nutricional, melhora o nível da saúde e contribui para a prevenção de doenças cardiovasculares”, afirma Flávia. Na hora de comprar um peixe é necessário alguns cuidados. A barriga deve estar firme, os olhos brilhantes e salientes e as escamas devem estar bem presas ao corpo. Nos congelados, se a embalagem estiver “suada” pode indicar que o freezer foi desligado ou teve sua temperatura diminuída.


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Entenda a

“E agora?” - Página 05 - 2ª quinzena de março/1ª quinzena da abril de 2017 - Edição 116

A

Encenações relambram como foi o julgamento e morte de Jesus

Páscoa é a principal data do cristianismo e os dias que a antecedem são marcadas por celebrações religiosas. Entre as atividades está a encenação da Paixão de Cristo, que narra seu sofrimento desde a prisão, após a realização da Última Ceia com os apóstolos, até a morte crucificado na cruz. A Via Sacra, ou Via Crúcis, tem 15 passagens, mas a última, que é a ressurreição não faz parte das encenações e também não figura na maioria dos textos que difundem os últimos momentos da vida de Jesus. A encenação mais famosa do Brasil acontece em Nova Jerusalém desde 1968, em Pernambuco, reunindo milhares de pessoas. Uma cidade cenográfica foi montada e conta com a participação de 50 atores e cerca de 400 figurantes. Neste ano, é comemorado o cinquentenário do espetáculo que já foi visto por 3,8 milhões de pessoas. Os últimos dias de Jesus também foram para as telas com o filme estrelado por Mel Gibson. Tanto no cinema quanto nas encenações ao vivo,

uma longa pesquisa é feita para levar aos espectadores uma versão mais próxima possível da realidade. O termo "paixão" é originário do latim e significa sofrimento. Desde a Última Ceia, quando revelou saber que seria traído, Jesus sofreu muito até a morte, conforme as escrituras. Ele foi traído por Judas Iscariotes, um dos doze apóstolos, que o beijou para indicar quem era o homem procurado. Tudo por trinta moedas de prata. A Última Ceia aparece como episódio fundamental para a correta percepção da Paixão, uma vez que a sua realização é simbolicamente, o sacrifício de Cristo para bem dos homens - cortado e distribuído pelos apóstolos, o pão e o vinho, que significam a carne e o sangue de Jesus, são ingeridos como alimento essencial à sobrevivência humana. Denunciado, Jesus foi levado ao Sinédrio, uma instituição judicial judaica. Acabou condenado por negar ser filho de Deus. Os líderes judeus então o levam para Pôncio Pilatos, o gover-

nador da província romana da Judéia, e pediram a pena de morte. Ele não viu motivos para condenar Jesus a morte, mas o povo pressionava. Pilatos, então, mandou flagelá-lo e depois exibi-lo, ensanguentado, acreditando que a multidão se comoveria. Não deu certo. Pressionado, o governador tentou um último recurso: mandou trazer um condenado à morte, tido como ladrão e assassino, chamado Barrabás, e, valendo-se de uma tradição judaica, concedeu ao povo o direito de escolher qual dos dois acusados deveria ser solto e o outro crucificado. Então, o povo manifestou-se pela libertação de Barrabás. Neste episódio, quando Pilatos viu que nada adiantava para salvar Jesus, fez com que lhe trouxessem água, lavou as mãos diante do povo e disse: "Sou inocente do sangue deste homem. Isto é lá convosco!" E todo o povo respondeu: "Caia sobre nós o seu sangue e sobre nossos filhos!". A crucificação de Jesus ocorreu em uma sexta-feira e ele ressuscitou no domingo.

Fonte: Internet

AS ESTAÇÕES

Ø Primeira - Jesus é con¬denado à morte por Pôncio Pilatos Ø Segunda - Jesus carrega a sua cruz. Para alguns estudiosos, era um patibulum ou trave transversal Ø Terceira - Jesus cai pela primeira vez Ø Quarta - Jesus encontra sua mãe, Maria Quinta - Jesus recebe soØ corro de Simão Cirineu para carregar a Cruz Ø Sexta - Verônica enxuga a Face de Jesus Ø Sétima - Jesus cai pela segunda vez sob o peso da Cruz Ø Oitava - Jesus fala às mulheres de Jerusalém pedindo que elas choras¬sem por elas mesmas e por seus filhos Ø Nona - Jesus cai pela terceira vez Ø Décima - Jesus é despo¬jado de Suas vestes Ø Décima Primeira - Jesus é pregado na Cruz Ø Décima Segunda - Jesus morre na Cruz Ø Décima Terceira - Jesus é descido da Cruz Ø Décima Quarta - Jesus é sepultado Ø Décima Quinta - Jesus ressuscita

E agora doutora? Direito de visita

SABER & SABOREAR Andréia Cristina

Bombom de taça

INGREDIENTES 03 caixas de morango 02 latas de leite condensado 02 colheres (sopa) leite em pó 01 colheres (sopa) manteiga

MODO DE PREPARO Lave bem os morangos, seque com papel toalha, retire o cabinho e corte em quatro partes. Reserve os mais bonitos inteiros e com cabo para decorar. Leve o leite condensado, o leite em pó e a man-

teiga ao fogo em uma panela grossa, e cozinhe, mexendo sempre, até o ponto de brigadeiro mole. Desligue o fogo e continue mexendo até ficar morno. Derreta o chocolate no banho maria ou micro-ondas e reserve. MONTAGEM Coloque os morangos picados no fundo de uma taça ou travessa, cubra com o brigadeiro branco e depois cubra com uma camada fina de chocolate derretido. Leve à geladeira até a hora de servir.

O Direito à visita do pai ou da mãe que não detém a guarda dos filhos, consta no artigo 1598 do Código Civil: Art. 1.589. O pai ou a mãe, em cuja guarda não estejam os filhos, poderá visitá-los e tê-los em sua companhia, segundo o que acordar com o outro cônjuge, ou for fixado pelo juiz, bem como fiscalizar sua manutenção e educação. Os pais devem acordar como será a visitação aos filhos, quando não há consenso entre as partes, deve ser ajuizada ação de regulamentação de visitas, passando ao juiz o dever de estabelecer dia e hora das visitas. Normalmente as visitas são decididas junto com ações que determinam a pensão alimentícia e a guarda dos filhos. Havendo um bom convívio entre os pais, a visita pode ser livre, quando a relação é conflituosa é melhor que seja determinado os dias e horários de buscar e devolver os filhos, para que não haja mais motivos que fomente o conflito. A legislação entende que este é um direito também do filho, pois os filhos têm direito ao

convívio familiar. O Estatuto da Criança e Adolescente dispõe no seu artigo 4º que é dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar à criança e o adolescente, entre outros direitos o direito ao convívio familiar. É comum que os pais que tem a guarda dos filhos impeçam as visitas quando a pensão alimentícia está atrasada ou não está sendo paga, essa não é uma medida legal. Quanto aos atrasos e falta de pagamento de pensão alimentícia é necessário que se faça a execução da dívida que pode gerar desde penhora ou até mesmo a prisão do devedor. O direito à visita não está vinculado ao pagamento da pensão alimentícia. O detentor da guarda que impede o pai ou mãe de visitar o filho, ou impede o convívio saudável dos mesmos pode ser condenado por alienação parental e pode até perder a guarda dos filhos. Marina Maria de Campos OAB/MG – 127.961


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“E agora?” - Página 06 - 2ª quinzena de março/1ª quinzena da abril de 2017 - Edição 116

Dedo de Prosa Cristiane Pereira Leite

O QUE É SER HUMANO NOS DIAS DE HOJE?

O ser humano é definido pela nomenclatura como um ser biopsicossocial o que consequentemente nos diferenciam dos animais, porém agimos como tais em determinadas situações ou contextos. No entanto o existir deveria suplantar qualquer obstáculo no exercício dos nossos papéis e funções que protagonizamos na sociedade. As controvérsias e contradições existirão pelo fato de pertencermos a grupos sociais com suas essências e impressões sejam eles a família, a escola, o trabalho dentre outros. Cada pessoa, cada indivíduo, cada cidadão possui valores que fazem parte da sua personalidade, do seu caráter, logo como generalizar sentimentos acerca do amor, do ódio, do conhecimento, do saber e tantos outros. Enfim a vida em sociedade nos impõe regras e limites contextualizados em diferentes situações, condicionando e determinando comportamentos. Psicólogos, filósofos e outros profissionais tentam estudar e desmistificar o comportamento humano assim com a sua consciência. Porem nos encontramos perdidos literalmente seja pela falta de segurança, pela eminente violência cada vez mais exacerbada e cruel, pelo excesso descomedido e sem responsabilidade na disseminação de informações pelas redes sociais, pela falta de fé ou a exaustiva exploração de fiéis induzindo-os a aderir a uma infame e hipócrita teologia da prosperidade enfim os princípios que estão deixando de existir e consumindo a sociedade como um todo. Falamos, discriminamos, definimos o ser humano, mas pouco é feito para compreender e entender as entranhas da sua essência. A vida nos ensina a sermos melhores a viver um dia de cada vez. Muitas pessoas proferem relatos, experiências, no entanto quando sentimos na alma podemos adentrar sem limites no sentido da vida quando desistimos de ser gente na essência. O que é o ser humano nos dias de hoje diante de tantas adversidades tentamos procurar respostas para questões primordiais da nossa existência, sejamos homens ou mulheres de fé ou não vivemos a razão pela razão nos esquecendo que somos dotados de sentimentos por mais racionais que possamos ser. Queremos a todo custo transformar a

nossa natureza, interferindo diretamente na obra da criação sem pudor e sem temor, no entanto somos incapazes de ultrapassar as barreiras dos nossos desejos nos tronando insensíveis a realidades duras e cruéis da modernidade. Estive no Mato Grosso do Sul, em Campo Grande para um encontro de formação para agente da Pastoral Carcerária que trabalham com as mulheres nos Cárceres. Homens e mulheres nos dias 24, 25 e 26 de março dos estados do Acre, Roraima, Rondônia, Goiás, São Paulo, Tocantins, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba e Minas Gerais trocaram experiências sendo formados e informados sobre a situação das mulheres nas prisões brasileiras. A realidade do Sistema Prisional brasileiro falido há décadas representa a exclusão e a segregação de mulheres e homens ferindo a dignidade enquanto pessoa detentoras de direitos, as nossas prisões não foram arquitetadas para aprisionar mulheres, e sim, feita por homens para encarcerar homens. Se for possível tire um minuto do seu pensar para refletir sobre questões primordiais no que diz respeito a mulher quanto a sua saúde, o exercício da maternidade, o período gestacional, o momento do parto, a sua opção sexual, a sua identidade de mãe/mulher, se perdem nos sórdidos e obscuros cárceres do nosso país. A nossa Mãe Maria se faz presente nessas mulheres na sua essência de humilde serva, tantas sendo penalizadas por um erro cometido não nos cabendo julgar em que circunstancias ou razões jamais deixarão de serem filhas de Deus. Por isso no Cárcere encontramos a Negra Mariana, Maria ama que chama para lutar, que nas águas do Paraíba aparece defendendo a nossa vida. Nos tempos modernos na dimensão do ser enquanto humanos é preciso perdoar e ter esperança a partir do nosso existir. “Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos, nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco”. (Charles Chaplin)

EDITAL DE CONVOCAÇÃO Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Fiação e Tecelagem e Vestuário de Curvelo e Região

Pelo presente Edital, ficam convocados todos os funcionários, membros da categoria dos trabalhadores têxteis da Indústria Fiação e Tecido Santa Bárbara LTDA, Sertex Fiação e Tecelagem LTDA, Empresa Cotonifício Dimavi LTDA, Arte Crepe Tecelagem de Algodão LTDA, para comparecerem à Assembleia Geral Extraordinária, que será realizada no dia 17/04/2017 (segunda-feira) às 12:00, na sede do Sindicato, à Av. Afonso Pena, nº477, Centro, Curvelo/MG. A Assembleia será realizada às 12:00 em primeira convocação havendo número legal, ou às 12:30 em segunda convocação com qualquer número de presentes para tratar da Seguinte Ordem do dia: a) Leitura do Edital de Convocação b) Leitura da Ata anterior, discussão e votação.

c) Formação e Aprovação de pauta, com reajustamento, aumento salarial, ganho real, produtividade e demais Cláusulas aprovadas pela Assembleia. d) Autorização ao Sindicato, através de seu presidente para negociar ou instaurar Dissídio Coletivo. Curvelo/MG, 10 de abril de 2017.

Rogerio Urcino da Fonseca Presidente


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DEZ PERGUNTAS A FRED VIDAL “E agora?” - Página 07 - 2ª quinzena de março/1ª quinzena da abril de 2017 - Edição 116

E

m novembro passado, o professor e escritor curvelano Fred Vidal lançou seu primeiro romance, O Vendedor de Chuva. O livro, que tem sido elogiado por muitos leitores e críticos, conta o desenrolar de uma vingança. São 212 páginas de tirar o fôlego. A propósito, é preciso recuperar o fôlego ao final de cada capítulo, uma vez que a leitura de cada trecho “nos deixa tomados de uma emoção trêmula”. O livro – que custa R$ 45,00 – pode ser adquirido no site da editora: www.editorapenalux.com.br ou com o próprio autor em sua página no Facebook. Aproveitando esse momento tão importante de nossa cultura, fizemos uma pequena entrevista com o escritor: Fred Vidal, para você, o que é literatura? Vejo a literatura como uma forma de se viver várias vidas numa só. Explico: quando leio literatura, tenho a oportunidade de viver o drama de uma menina órfã, o sofrimento de um assassino ainda não descoberto, mas que não suporta o peso da própria consciência, a agonia de um ex-jagunço que não sabe se tem pacto com o diabo, o desespero de dois jovens amantes que pertencem a famílias que se odeiam. Lendo, eu me coloco na pele de reis e heróis, vilões e vigaristas. E tenho a oportunidade de sentir e compreender o que o outro realmente sente. De viver uma vida que não é a minha, de experimentar situações que eu jamais experimentaria. Numa palavra, a literatura nos humaniza. Por isso ela é tão necessária. Penso que a literatura deveria ser a base da nossa educação, de toda a nossa formação, e isso em todas as etapas, inclusive no ensino superior, seja qual for o curso. Quem estuda Direito, por exemplo, deveria ser profundo leitor da Bíblia; quem cursa Psicologia deveria conhecer Shakespeare e Dostoiévski; os historiadores, Machado de Assis e Paulo Setúbal; os psiquiatras não poderiam deixar de lado o Dom Quixote. Aliás, agora recentemente fiz uma descoberta interessante: Freud aprendeu espanhol exclusivamente para ler Dom Quixote na língua original. Será que isso não nos diz muito? Como surgiu sua vocação à escrita? É um longo processo, que se iniciou na minha infância e que não está concluído. Esse processo passa necessariamente pelo ato de ler. Com o evento das redes sociais, vejo que a escrita está numa fase de prestígio, todos estão escrevendo mais e querem ser lidos. Mas não podemos nos esquecer de que a leitura pre-

cede a escrita. Comigo foi assim. Eu me lembro do êxtase que me tomava quando, em torno de quatro anos de idade, minha mãe contava histórias para mim, meu irmão e meus primos. Ela acreditava que aquilo faria com que nós dormíssemos, mas na verdade era ela quem acabava pegando no sono. As histórias nos deixavam cada vez mais inquietos. E assim deve ser, esse é o efeito de uma história bem contada: traz inquietação e, consequentemente, crescimento, amadurecimento, transformação. Quando comecei a ler, tinha em casa diversas revistas de histórias em quadrinhos que meus pais compravam nas bancas, bem baratinho. Livros infantis meus pais quase não tinham condições de comprar, mas me lembro de um livro que ganhei certa vez, todo ilustrado, O Soldadinho de Chumbo. Aquilo me fascinava. Foi a partir dessas experiências, da alegria que a leitura me trazia, que passei a pensar que o ofício de escrever era algo mágico, e desejei ser escritor a partir de então. Nos primeiros anos do ensino fundamental eu tive professoras que muito contribuíram para solidificar em mim esse desejo. Elas pediam pra que fizéssemos redações. Eu sempre deixava a imaginação à solta, às vezes escrevia coisas absurdas. Mas elas admiravam essa minha capacidade de imaginação e liam minhas redações para a turma. Era sempre assim, e chegou ao ponto de meus próprios colegas lhes pedirem para fazer a leitura dos meus textos. Isso me animava a escrever sempre mais. Foi assim que tudo começou. Fale sobre o seu romance. O que nos conta O Vendedor de Chuva? O Vendedor de Chuva é a narrativa de uma vingança. Mas essa narrativa não se dá de forma linear, ou seja, ela não obedece à sequência dos acontecimentos, mas apresenta os fatos ocorridos como num quebra-cabeça. O leitor lê o primeiro capítulo. Ao ler o segundo, tem a impressão de que é outra história. E assim por diante, até ele perceber que há uma conexão entre os capítulos e que todos se referem, sim, ao mesmo fato. O Vendedor de Chuva se parece até certo ponto com um romance policial, mas há algumas diferenças: geralmente, num romance policial, as personagens vão aparecendo já mortas no decorrer da narrativa. Não se sabe como morreram e quem é o assassino. E o mistério é desvendado ao final do livro. Aqui, não: o leitor “assiste” a cada execução. Não sabe, porém, quem as executa. E o mistério é desvendado no meio do livro, não no fim. A partir daí, o tom é de drama. Um drama que segue num crescendo e que vai envolvendo todas as personagens, até ao final. Então O Vendedor de Chuva narra o triunfo do ódio, da violência e da vingança? Não vejo dessa forma. Aparentemente, sim, é um livro de muita violência, e quanta violência! Quase que desumano. Mas eu acho que é possível encontrar, bem sutil, uma mensagem de fé, de esperança e de amor. Consigo ler o romance dessa forma. Penso eu que os leitores mais atentos encontrarão essa mensagem. Tem-se comentado sobre a escolha das palavras em O Vendedor de Chuva. Qual a importância da linguagem na sua obra? Como leitor, sempre tive uma intuição – digo intuição porque não é algo que eu tenha lido, estudado em alguma obra: se você me perguntasse quais as qualidades que um escritor deve ter, eu diria que há várias: gosto pela leitura, disciplina, etc. Mas eu sempre achei que os grandes escritores, os maiores, têm três qualidades que os fazem sobressair aos demais: 1ª: capacidade de fabulação; 2ª: sensibilidade; e 3ª: exatidão nas palavras. Capacidade de fabulação é a capacidade

de inventar, de criar uma história, de imaginar um enredo envolvente, uma cena que prende o leitor ou a solução para um problema, criar tramas que se encaixem. Sensibilidade é a capacidade de sentir, experimentar e compreender o sentimento de outra pessoa, mas muito mais: ter sensibilidade é estar aberto à arte, à beleza, às manifestações de vida, ainda que nas circunstâncias mais corriqueiras e ordinárias. Mas para que isso aconteça é necessária uma coisa muito importante: não ter nenhum tipo de preconceito. Já a exatidão nas palavras é a capacidade de dizer a palavra que melhor expresse uma ideia, ou um sentimento, ou uma impressão. O escritor deve saber que, na literatura, não há sinônimos. Ou você diz a palavra exata, ou você não diz. Pois bem: a primeira qualidade, capacidade de fabulação, talvez eu até a tenha. Mas a segunda e a terceira – sensibilidade e exatidão nas palavras – não são tão fáceis para mim, são qualidades que eu busco, que eu persigo. Que bom que os leitores têm aprovado essa escolha das palavras. Fico muito feliz por isso. Curvelo está presente na sua história? Como? Sim, muito presente, mas não de modo claro e objetivo. Não há, em momento algum da história, uma referência direta a Curvelo. Mas ela e a região estão presentes nas entrelinhas da narrativa. Há no livro fatos, cenas que, apesar de algumas mudanças, se originaram de acontecimentos reais ou histórias fantasiosas que têm Curvelo ou região como cenário. Além disso, ainda que eu escreva sobre uma realidade completamente diferente desta, se eu escrever sobre o Japão, por exemplo, ainda assim Curvelo estaria presente, pois seria o Japão segundo o ponto de vista de um curvelano. Minha literatura é a expressão da minha maneira de ver e sentir o mundo, e eu vejo e sinto o mundo em consonância com minha terra. Não há como fugir disso. É como diz o grande Lev Tolstói: “Se queres ser universal, começa por pintar a tua aldeia”. Qual a sua visão sobre o atual momento da literatura brasileira? Quando falamos de literatura brasileira, não podemos nos esquecer de que estamos falando de uma literatura extremamente jovem. Ela tem mais de quinhentos anos, é verdade, mas se comparada à literatura europeia, que é milenar (a literatura grega, por exemplo, tem sua origem há cerca de 800 anos antes de Cristo), então concluímos que a literatura brasileira é ainda muito recente. Mas ser jovem não significa ser imatura. Muito pelo contrário. A literatura brasileira tem produzido obras de grande relevância no cenário da literatura mundial. Falar sobre o atual momento da literatura brasileira é bastante complicado, por dois motivos: primeiro, porque acho que talvez a literatura brasileira esteja em seu melhor momento quanto à qualidade de seus escritores. Não estou dizendo que temos atualmente autores superiores a Machado de Assis, a Clarice Lispector ou Guimarães Rosa. Talvez até tenhamos, quem sabe? Mas não é isso o que estou dizendo. O que digo é que, numericamente, há muita gente boa produzindo. Por outro lado, há muito pouca gente lendo essas produções. Não temos formado leitores no Brasil. E quando esses surgem, notamos uma clara preferência pela leitura das obras de autores estrangeiros, fruto de nossa cultura de menosprezo pelo que é nosso. Consequentemente, muitos autores talentosos perdem seu espaço, não conseguem publicar. É um cenário promissor e desanimador ao mesmo tempo. O que você anda lendo? Quais as leituras que mais o marcaram? Nossa, é difícil responder a essa pergunta, pois já li muita coisa boa na minha vida.

Mas vou me ater a apenas quatro autores, dois brasileiros e dois estrangeiros que me marcaram profundamente: Machado de Assis, Guimarães Rosa, Emily Brontë e Anton Tchékhov. Machado de Assis é uma espécie de cachaça, de vício que eu tenho: se estou feliz, se estou triste, se busco uma inspiração para uma conversa ou se não tenho alguém para conversar, tudo é desculpa para ler Machado. Às vezes, antes de dormir, um parágrafo aleatório, uma frase que me ilumine, eu leio. Guimarães Rosa eu tenho como um modelo literário, e a sua obra-mor, o Grande Sertão: Veredas, é um livro que eu releio praticamente todo ano. Emily Brontë escreveu O Morro dos Ventos Uivantes. Um livro demoníaco, no sentido de ser inquietante. Estremeço toda vez que o leio. Quanto a Tchékhov, em seus contos estão presentes um amor e uma bondade difíceis de serem descritos, pois seus contos não falam de amor ou de bondade, mas sim de conflitos interiores, de sofrimentos, de desumanidades. Fala-se muito de Dostoiévski e Tolstói, mas, em minha opinião, Tchékhov é o maior escritor da literatura russa e, quem sabe, da literatura mundial. Ainda não há versão digital do seu livro. Mas o que você pensa sobre o livro digital que, para alguns, pode ser o início do desaparecimento do livro impresso? Penso que devemos usar de todas as formas para divulgar e promover a literatura, e mesmo para formar leitores. Assim sendo, é muito válido usarmos o livro digital, o audiolivro, imagens, fotos, telas do cinema, etc. O e-book tem a vantagem da compilação e da praticidade. Se eu vou fazer uma viagem, não preciso levar vários volumes de livros, mas posso levar uma biblioteca num único leitor digital. Agora, não admito é que se fale no desaparecimento do livro impresso. Antes de cogitarmos essa possibilidade, deveríamos levar em conta que o livro é, antes de tudo, resultado de séculos, e séculos, e mais séculos, de civilização. Não há carro, avião ou computador, não há invenção humana que seja mais importante que o livro. Ele é a base de tudo. A ideia de que devemos acabar com o livro impresso por causa do digital é fruto do pensamento capitalista, porque não há bem mais durável que o livro físico. Se você adquire um livro hoje, ele provavelmente, se bem cuidado, passará por suas mãos, pelas de seus filhos, netos e bisnetos. É algo duradouro. Além disso, que plataforma é necessária para se ler um livro impresso? Eu preciso apenas do livro, de olhos (e nem é preciso ter dois, um olho só resolve) e de luz (seja a luz solar, a luz elétrica ou a luz de uma vela). Pronto, só essas três coisas são necessárias para se ler um livro impresso. Mas, e o livro digital? Eu preciso de uma plataforma digital, que tem uma garantia limitada a um espaço de tempo (um, dois ou três anos) e que se moderniza a cada dia. Isso me obriga a investir meu dinheiro de tempos em tempos nessas plataformas digitais, ou então eu perco toda a minha biblioteca virtual. Esse é o grande perigo de trocarmos o livro físico pelo digital: deixar que se percam obras importantes da nossa civilização, o que seria uma catástrofe como a de Alexandria. Para terminar: o que é a vida para Fred Vidal? A vida?... A vida é um texto que escrevemos. E que, enquanto escrevemos, temos duas certezas e uma esperança. A primeira certeza: jamais poderemos usar borracha. A segunda certeza: antes de terminarmos o texto, em um momento inesperado, nossa tinta acabará. A esperança: que alguém continue, com sua tinta, a escrever o texto que deixamos inacabado.


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“E agora?” - Página 08 - 2ª quinzena de março/1ª quinzena da abril de 2017 - Edição 116


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