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Jornal do Ave nº 88

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8 JUNHO 2017 JORNAL DO AVE

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Semanário 8 de junho de 2017 Nº 88 Ano 3 | Diretora Magda Machado de Araújo | 0,70 €

//PÁG. //PÁG. 05 20

Santo Tirso “ganha” Skate Park

//PÁG. 03

Rute Neves é a 1.ª mulher no comando dos bombeiros

//PÁG. 06

PSP de Famalicão e GNR de Riba de Ave com obras em 2018

//PÁG. 10 a 13

//PÁG. 16

Raminhos em Famalicão para ajudar Associação Dianinha

Presidente da Junta da União de Freguesias em entrevista

“Não vejo muitas freguesias a promoverem tantas atividades como a nossa União”

//PÁG. 07

Amadeu Dias é o candidato do PS à Câmara da Trofa PUB


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JORNAL DO AVE 8 JUNHO 2017

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Atualidade // Santo Tirso

Cerca de 700 pessoas no passeio de Vila Nova do Campo

O passeio anual sénior da Junta de Freguesia de Vila Nova do Campo levou “cerca de 700 pessoas” a Viseu, a 4 de junho. A iniciativa era aberta a toda a população e contou com participantes de S. Martinho do Campo, S. Mamede de Negrelos e S. Salvador do Campo. O convívio realizou-se no Parque do Fontelo e foi animado pela atuação da Banda “Duo Lusosom”. Marco Cunha, presidente da Junta de Freguesia de Vila Nova do Campo, afirmou que o dia correu “num ambiente de grande descontração e contentamento”, salientando que foi “uma oportunidade de encontro para todos aqueles que, ao longo dos anos, e por força das

Incêndio destruiu sala

Incêndio ocorreu numa habitação na Rua Vilalva

A zona da sala de uma habitação unifamiliar, situada na Rua Vilalva, no concelho de Santo Tirso, foi tomada pelas chamas, cerca das 11.45 horas do dia 1 de junho. Tiago Miranda, adjunto do coConvívio decorreu no Parque do Fontelo, em Viseu mando dos Bombeiros Voluntácircunstâncias, foram perdendo ções do 20.º aniversário da eleva- rios Tirsenses, adiantou que a haalguma proximidade”. ção de S. Martinho do Campo a bitação não estava em condições É de salientar que a Junta de vila, de 10 a 24 de junho, e o Par- de ser habitada, tendo os moradoFreguesia vai organizar as Festas que Ativo, onde vão haver vários res sido acolhidos por familiares. da Vila, inseridas nas comemora- momentos de convívio. A.M./P.P. Aquando do alerta, os Bombeiros

tinham a indicação para a possibilidade de encontrar vítimas no interior, o que não se veio a verificar. No combate às chamas estiveram dez elementos dos Bombeiros Voluntários Tirsenses, apoiados por quatro veículos, e cinco elementos dos Bombeiros Voluntários de Santo Tirso, apoiados por um veículo, assim como a PSP de Santo Tirso. P.P.

Sunset solidário para ajudar ASAS

Convívio decorreu no Parque do Fontelo, em Viseu

A ASAS (Associação de Solidariedade e Ação Social de Santo Tirso) está a preparar um sunset solidário para ajudar a instituição, no dia 8 de junho. O evento vai ter lugar no Forte S. João, em Vila do Conde, e começa às 19 horas. Para mais informações deve entrar em contacto com a ASAS através do número 252 830 832

ou do e-mail asas@asassts.com. da ASAS adiantou que este foi um Já no dia 31 de maio, a ASAS or- dia “rico, intenso e emotivo, mas ganizou o 2.º Encontro sobre Au- de muita aprendizagem”, sendo tonomização de Jovens, no Cen- que a instituição “saiu deste entro Cultural Casapiano, em Lis- contro com o verdadeiro sentido boa. de missão cumprida”. A iniciativa inseriu-se no âmbiA ASAS, destacou. pretende fato do trabalho que a associação zer de novo a iniciativa, mas em tem desenvolvido na área. Coimbra. Durante o encontro foi possível ouvir a opinião dos jovens. Fonte A.M./P.P.

O Cartoonista José Sarmento e-mail: jsto@net.sapo.pt http://josesarmento. blogspot.pt https://www.facebook. com/sarmentojose http://sarmento-news. blogspot.pt


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Atualidade

Rute Neves é a 1.ª mulher no comando dos bombeiros A 25 de maio de 2003, Rute Neves dava início à sua história nos Bombeiros Voluntários de Santo Tirso. A 3 de junho de 2017, Rute escreveu mais uma página. Foi eleita 2.ª comandante da corporação. Um facto histórico para os Bombeiros “Vermelhos” e para Santo Tirso, já que Rute Neves foi a primeira mulher a assumir um cargo de comando no concelho.

// Santo Tirso

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LILIANA OLIVEIRA/ PATRÍCIA PEREIRA

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os 41 anos e com mais de uma década ao serviço dos Bombeiros Voluntários de Santo Tirso no currículo, Rute Neves, natural da Covilhã, passou de bombeira de 2.ª classe a 2.ª comandante. Um cargo ocupado por uma mulher pela primeira vez na história do concelho, facto que, segundo a também técnica de Emergência Pré-Hospitalar do INEM, “já fazia falta nas corporações de bombeiros, porque efetivamente há cada vez mais mulheres ao serviço dos bombeiros e têm alguns cuidados aos quais os homens não são tão sensíveis”. “Faz sempre bem ter uma mulher a orientar as tropas”, completou. Visivelmente emocionada na sessão de tomada de posse, a agora 2.ª comandante quer “desempenhar da melhor forma” o cargo, apesar de saber que sobre o seu

trabalho estarão “muitos olhos atentos”. “Quero que esta casa seja aquilo que é até agora e se pudermos crescer mais um bocadinho, ótimo”, afirmou. O nome de Rute Neves foi sugerido por Joaquim Souto, comandante da corporação, que viu nela a “capacidade de liderança e o bom senso” que considera essenciais para quem assume um cargo desta dimensão. “Acaba por ser natural chegar uma mulher ao comando, porque o nosso corpo de Firmino Neto colocou divisas na nova 2.ª comandante dos Bombeiros de Santo Tirso bombeiros foi o primeiro no concelho e dos primeiros no distrito a “empenhada, experiente, capaz de ciativas da Câmara que promo- -la, mas claro que regras, hieraradmitir mulheres. Atualmente, te- unir pontas e de coordenar bem”. vem a igualdade de género”. quia e ordem terão que ser cummos um número bastante grande “Acho-a ideal e capaz de inovar”, Manter a união da casa que a pridas”, finalizou. de bombeiras”, sublinhou. completou . acolhe há 14 anos é um dos obO “mentor” de Rute Neves, ante“Fiquei muito contente com a Por sua vez, o presidente da au- jetivos de Rute Neves. Apesar da rior 2.ª comandante dos BV de Sanescolha, pelas suas qualidades e tarquia, Joaquim Couto, conside- ascensão na hierarquia, a mulher to Tirso, Firmino Neto, foi o escopor ser mulher”, afirmou o presi- rou a nomeação “um marco his- e bombeira permanecerão iguais. lhido para o momento da colocadente da direção da Associação tórico” e um “motivo de orgulho “Não vou deixar de ser humilde, ção das divisas nos ombros, porHumanitária dos BV de Santo Tir- para o município”, que vai ao en- amiga do próximo e se for preci- que foi ele quem a “ensinou a ser so, Asuil Dinis, que considera Rute contro “ do conjunto vasto de ini- so tirar a minha camisola irei tirá- bombeira”.

Equipa de Intervenção Permanente reforça Dispositivo de Incêndios O Dispositivo Municipal de Prevenção de Incêndios Florestais foi apresentado, em Santo Tirso, a 31 de maio, e, este ano, conta com um reforço através da Equipa de Intervenção Permanente dos Bombeiros Voluntários Tirsenses, a juntar às duas já existentes no concelho. ANA MIRANDA/PATRÍCIA PEREIRA Em funcionamento até 30 de ros de Santo Tirso, Tirsenses e setembro, o dispositivo foi apre- de Vila das Aves, a Polícia Munisentado numa cerimónia, nos Pa- cipal, a GNR, a PSP e a Associaços do Concelho, que contou com ção de Empresas do Setor Papea presença de todas as equipas leiro e de Celuloses (AFOCELCA) destacadas para o combate aos vão estar destacados para que incêndios florestais em Santo se consiga prevenir os incêndios Tirso. O objetivo da autarquia é no concelho. A novidade deste ano é a Equidiminuir o número de incêndios, em relação ao ano anterior, as- pa de Intervenção Permanente sim como a área ardida, ao mes- (EIP) dos Bombeiros Tirsenses, mo tempo que se melhoram as te- que nasceu de um investimento lecomunicações e a intervenção conjunto entre Estado e autarfeita. Segundo Joaquim Couto, quia. “Estou convencido que este edil tirsense, 23 equipas e “cerca ano vamos ter resultados melhode cem elementos”, entre profis- res do que no ano passado, tanto sionais e voluntários, divididos mais que já começou a funcionar pelas corporações de bombei- uma nova EIP”, referiu o autarca.

Como aconteceu no ano anterior, o Dispositivo Municipal conta com uma equipa de Intervenção Rápida da Câmara, dedicada à vigilância, que é composta por desempregados. “Estamos a vigiar montes e na primeira intervenção, para que se faça tudo o que se puder para que haja menos incêndios este ano”, explicou Francisco Maia, elemento da equipa. Desempregado há mais de dois anos, Francisco afirmou que para esta tarefa teve “formação com as três corporações de bombeiros do concelho” e que realizou alguns testes. Francisco Maia mostrou-se contente por poder ajudar, ao mesmo tempo que consegue ter mais rendimentos. Joaquim Couto apela à população que “colabore com os bombeiros quando for necessá-

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Equipas do dispositivo apresentaram-se nos Paços do Concelho

rio, que fique ciente que a melhor prevenção é a proteção, que limpe os terrenos e que quando

souber de uma ocorrência comunique de imediato com os bombeiros”.


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Atualidade

// Santo Tirso

Centenas de crianças na 1.ª edição do Geão Mini Fest Veja a reportagem vídeo em www.jornaldoave.pt Pub

Parque de Geão e Biblioteca Municipal acolheram 1.º edição do Geão Mini Fest

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“malucas”, teatro, atividades radi- “Tínhamos a ideia de que era um iversão, natureza e cultura cais e muita música. O programa evento com bastante qualidade e estiveram em sintonia este sába- foi repleto de atividades que agra- que a adesão seria grande. A verdo, 3 de junho, em Santo Tirso. O dam aos mais pequenos e até aos dade é que conseguimos atravesDia Mundial da Criança foi o pre- mais crescidos. A primeira edição sar a natureza, ver o rio Sanguitexto e a Biblioteca Municipal e o do Geão Mini Fest pretendia aliar a nhedo, os peixes e toda a biodiParque de Geão os espaços esco- brincadeira à oportunidade de le- versidade”, concluiu. lhidos para festejar. O dia come- var “as pessoas a um parque que Pais e filhos puderam ainda alçou cedo para largas centenas de desconhecem, que, brevemente, moçar numa praça de alimentacrianças que, a conta-gotas, fo- entrará em obras e, simultanea- ção improvisada mas muito aperam aparecendo nos recantos do mente, levá-los à biblioteca”, ex- tecível. A primeira edição do Geão Parque de Geão e na Biblioteca. plicou o vereador da Cultura da Mini Fest terminou com balanço Laboratórios de química impro- Câmara Municipal de Santo Tirso, “muito positivo”. L.O./P.P. visados, experiências científicas Tiago Araújo.

Biblioteca Municipal pretende aproximar jovens da jardinagem “Semear para crescer” pretende Santo Tirso é o lugar escolhido a uma nova planta, é destinada a aproximar os mais pequenos da para a oficina, que decorre nos crianças com mais de quatro anos. jardinagem através de uma ofici- dias 13 e 27 de junho, às 10 horas. A oficina dura 90 minutos e tem A iniciativa, que vai dar a co- entrada gratuita, mas a inscrição na, inserida na iniciativa “Mãos à Obra”. A Biblioteca Municipal de nhecer o processo que dá origem é obrigatória. A.M./P.P.

“À conversa com…” Adélia Carvalho na Biblioteca A rubrica “À conversa com…” da Biblioteca Municipal de Santo Tirso recebe, a 13 de junho, a escritora Adélia Carvalho. A conversa sobre leitura para a infância tem início marcado para as 15 horas e tem entrada gratuita. Adélia Carvalho nasceu em Pe-

nafiel e é licenciada em Educação de Infância pela Escola Superior de Educação do Porto. “Papa-Livros” é o espaço literário infantil e juvenil que a autora abriu em 2008, na cidade do Porto, e que tem como madrinha a escritora Matilde Rosa Araújo. Neste espaço são realizados,

regularmente, lançamentos de livros, sessões de contadores de histórias e outras atividades que estimulem o crescimento artístico, ético e intelectual de crianças e jovens. A.M./P.P.


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Atualidade // Santo Tirso

Skate Park “deve estar pronto em agosto”

Arrancaram esta terça-feira, 6 de junho, as obras do Skate Park, “há muito desejado pelos jovens” do concelho de Santo Tirso.

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LILIANA OLIVEIRA/ PATRÍCIA PEREIRA

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s amantes do skate, BMX e patins em linha, em breve, deixarão de ter que se deslocar a outros concelhos, alguns deles bem distantes de Santo Tirso, para praticar estas modalidades. O tirsense Alexandre Santos tem 19 anos e pratica BMX e skate. Muitas vezes, explicou, os atletas deslocam-se aos skate parks mais próximos que, ainda assim, ficam em “Penafiel e Ermesinde”. E sendo os praticantes destas modalidades os principais interessados no espaço que vai nascer no Parque de Geão, foram também chamados a dar a sua opinião. “O espaço tinha um pequeno problema: era só para skate e não tinha rampas para outras modalidades”, explicou o jovem. Por isso, em discussão com o ar-

quiteto, sugeriram “outro tipo de rampas para outras modalidades”, de forma a atrair mais desportistas. Sugeriram e o projeto foi mesmo alterado. A envolvência dos jovens tirsenses agradou ao presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso, Joaquim Couto, uma vez que permitiu que “o equipamento fosse mais adequado e ao encontro daquilo que eles entendiam que eram as suas necessidades”, apontou o edil. “É um equipamento inserido no Parque de Geão, cujo concurso está em andamento. O Skate Park deve estar pronto por volta do dia 15 de agosto, o mais tardar”, adiantou Joaquim Couto. O investimento do Parque de Geão e do Skate Park, apontou, rondará os “dois milhões de eu-

Jovens colaboraram na elaboração do projeto do Skate Park

ros”. “A partir da construção deste parque, a cidade ficará mais rica e dotada de espaços públicos e permitirá que esta zona da cidade tenha um lugar da lazer e de

desporto radical, que facilmente se estenderá a todos os jovens, porque o skate, BMX e patins em linha são desportos que se estão a massificar”, finalizou o autarca. Para o jovem Alexandre, futu-

ro usufrutuário do Skate Park, “o projeto está bom e maior do que o que estava à espera”. “Já tínhamos tentado que isto acontecesse, mas agora finalmente o projeto andou para a frente”, sublinhou.

Mais de mil pessoas no jantar anual da CAID A Nave Cultural da Fábrica de Santo Thyrso foi palco de mais um jantar anual da Cooperativa de Apoio à Integração do Deficiente (CAID).

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ANA MIRANDA/PATRÍCIA PEREIRA

O evento realizou-se a 2 de junho e mais de mil pessoas marcaram presença para ajudar a instituição. Quim, guarda-redes do Clube Desportivo das Aves, e a cantora Sofia Ribeiro apadrinharam a iniciativa. Os utentes foram as estrelas do evento e protagonizaram várias atuações ao longo da noite. O jantar teve como tema o “Casulo”, que reflete os sonhos da CAID. “Temos grandes sonhos e temos de desenvolvê-los de uma forma bem consistente, dentro do casulo, de for-

Utentes da CAID protagonizaram várias atuações relacionadas com o tema “Casulo”

ma a que quando saírem de lá se ba para avançar”. Alberto Costa transformem numa grande borbo- destacou, no entanto, que o polo leta e num grande projeto que vai “vai ser uma realidade”, manifesser o nosso polo em S. Salvador do tando expectativa de, “durante o Campo”, referiu Alberto Costa, pre- ano de 2019”, poder inaugurá-lo, “com pompa e circunstância, mas, sidente da CAID. O novo polo da CAID vai ser cons- sobretudo, com a alegria estamtruído na antiga sede da Junta de pada no rosto dos jovens, que é Freguesia de S. Salvador do Cam- para eles que trabalhamos todos po e pretende aumentar a capa- os dias”, sublinhou. A CAID apoia, atualmente, cerca cidade de resposta da instituição. O projeto já está realizado, assim de 140 utentes, que se dividem encomo a autorização da Câmara Mu- tre os centros de atividades ocupanicipal de Santo Tirso para avan- cionais e as escolas. Outro dos soçar com a obra, mas “falta a ver- nhos da instituição e que deverá

ser realizado brevemente é a resposta na área da terapêutica e da saúde. Joaquim Couto, presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso, mostrou-se bastante satisfeito com o reconhecimento da comunidade à instituição e pelo trabalho que esta tem desenvolvido. “Enquanto presidente da Câmara, não posso estar mais agradado pela CAID estar a funcionar como está e, ainda por cima, ter o reconhecimento público por parte de outras instituições”, destacou o autarca.


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Atualidade

// Vila Nova de Famalicão

Obras “em 2018” na PSP de Famalicão e GNR de Riba de Ave “Esperamos que a obra esteja no terreno já em 2018”. As palavras da secretária de Estado Adjunta e da Administração Interna, Isabel Oneto, mostram a disponibilidade do Governo para avançar com as obras na esquadra da PSP de Vila Nova de Famalicão e no posto da GNR de Riba de Ave. Câmara Municipal “está disponível para cooperar”. LILIANA OLIVEIRA/ PATRICIA PEREIRA

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quadra da PSP em ótimas condiprimeiro passo é “preparar ções para quem lá trabalha, mas o projeto de execução da requali- também para a comunidade que ficação”, algo que será feito “em se serve dela para tratar dos seus articulação com a Câmara Munici- interesses”. pal”, depois definir-se-ão valores e A intervenção será “profunda” e lançar-se-á a obra, que se espera a pensar no “período a longo pra“que esteja no terreno já em 2018”, zo”. “É um investimento que sabeexplicou Isabel Oneto. mos que o Estado não estará em O presidente da Câmara Muni- condições de repetir nos próximos cipal de Vila Nova de Famalicão, anos, por isso, a fazer, que seja feiPaulo Cunha, mostrou “disponibi- ta uma obra condigna para os prólidade” da autarquia em cooperar ximos anos, de forma a que a poem todo o processo, incluindo “do pulação fique servida e a força de ponto de vista financeiro”. segurança fique com condições de “Há problemas ao nível do finan- trabalho”, asseverou Isabel Oneto. ciamento, do edifício, mas tamSegundo explicou a secretária bém há problemas ao nível da di- de Estado aos jornalistas, o Gomensão funcional. Por exemplo, o verno está a seguir um prograponto de atendimento é um local ma que foi construído em parceonde o ofendido e o agressor se ria com as forças de segurança, cruzam e isso, obviamente, não que deram a indicação das priorié desejável”, exemplificou Pau- dades de investimento no distrito. lo Cunha, que pretende “uma es- Assim sendo, a requalificação do

Obras no posto da PSP e da GNR anunciadas na sessão de aniversário do Comando Distrital

posto da PSP em Famalicão não lução para Riba de Ave”, garantiu é caso único no concelho. O pos- a secretária de Estado. Já Paulo to da GNR de Riba de Ave também Cunha considera que a localização está na lista das prioridades mas, do posto deve primar pela “cenneste caso, implica a relocaliza- tralidade, porque o tempo de resção do edifício. “O investimento, a posta é uma questão importanlocalização ou requalificação são te”. “Estamos totalmente abertos matérias que têm que ser decidi- e recetivos para enquadrar não só das com os autarcas. Vamos con- a solução que sempre disponibiliversar para encontrar a melhor so- zamos mas outra que possa exis-

tir e que melhor sirva as populações e forças de segurança”, finalizou o autarca. As obras no posto da PSP famalicense e da GNR ribadavense foram anunciadas a 1 de junho, na sessão solene do 140.º aniversário do Comando Distrital da PSP de Braga, que se realizou na Casa das Artes.

Corpo de Deus celebrado com procissão A Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo celebra-se a 15 de junho, quinta-feira. Neste sentido, o Arciprestado de Vila Nova de Famalicão vai

realizar uma Procissão Arciprestal do Corpo de Deus, com início às 18 horas, na Igreja Nova Matriz. Antes da procissão realiza-se a oração de vésperas ao Santíssi-

mo e, depois, a procissão segue por várias artérias da cidade, terminando na Antiga Matriz. Todas as paróquias são convidadas a participar na celebra-

ção, fazendo-se representar com a Cruz paroquial e círios, bandeiras do Santíssimo Sacramento ou do Sagrado Coração de Jesus e acólitos com turíbulo.

Também todos os cristãos se podem juntar, participando na procissão. A.M./P.P.


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Política // Trofa

Amadeu Dias é o mais novo candidato do PS à Câmara

“Trofenses merecem ser representados por pessoas em quem possam confiar” Amadeu Dias é o candidato do Partido Socialista (PS) à Câmara Municipal da Trofa. O socialista apresentou candidatura no sábado, 3 de junho, no auditório Fórum Trofa XXI completamente lotado. António Costa marcou presença, mas não deu nem uma palavra sobre o metro e a variante. LILIANA OLIVEIRA/ PATRÍCIA PEREIRA

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mara”. “A aposta do PS num cana apresentação pública da didato com a juventude do Amasua candidatura às autárquicas, deu é um grande sinal de confianAmadeu Dias deixou claro o rumo ça que o partido tem na juventuque pretende para “uma Trofa de de portuguesa, na sua capacidade todos”. “Baixar a água, os impos- e energia e naquilo que tem que tos, o saneamento e recolha de dar ao futuro do país”. Para Anresíduos, desenvolver infraestru- tónio Costa, Amadeu será, a 1 de turas para o aumento da qualida- outubro, “o presidente que a Trode de vida dos trofenses, reorga- fa escolheu”. nizar o território de forma a unir e Marco Ferreira, presidente da aproximar as freguesias, tentan- Comissão Política Concelhia do do de alguma forma trazer novas PS Trofa, enalteceu “as caractesoluções para o trânsito escoar e rísticas pessoais de liderança, o apostar na educação, na cultura percurso nas escolas, no despore no desporto” são algumas das to e nas empresas” do candidato propostas do candidato. socialista. Amadeu Dias quer “implemenJá para o presidente da Federatar na autarquia uma cultura de ção Distrital do PS Porto, Manuel prestação de contas constante”, Pizarro, “Amadeu Dias é um jovem defendendo “a transparência e o ao serviço da terra, um professor Socialista contou com o apoio de António Costa na apresentação pública da sua candidatura à Câmara rigor”. “Os trofenses merecem ser dedicado, uma pessoa que está representados por pessoas em envolvida em muitas associações sem ataque pessoal, com transpa- 26 anos, a variante às estradas na- tiga, também parte integrante do quem possam confiar”, afirmou locais e que conhece bem a Trofa”. rência e responsabilidade”. Os so- cionais 14 e 104. Trofa @mais. Amadeu, que quer “trazer para a Amadeu Dias ainda apresentará cialistas estão confiantes na vitóTrofa @mais “é um movimenAntónio Costa recebeu o docuTrofa as bases de políticas de um “a seu tempo” a lista que o acom- ria. Resta esperar pelo dia 1 de ou- to que se organizou espontanea- mento mas foi sucinto nas palanovo futuro”. panhará a sufrágio. tubro para saber se será Amadeu mente, sem cores partidárias, que vras: “Vou ver”. Questionado pela Para o socialista, “governar uma Licenciado em Línguas e Cultu- Dias a comandar os destinos da procura envolver todos os trofen- TrofaTv sobre uma possível alterCâmara não é espalhar cartazes ras Estrangeiras, mestre em Ensi- Trofa nos próximos quatro anos. ses e que tem uma dinâmica trans- nativa ao metro e sobre a variante, pagos por todos, não é ter cofres no de Inglês e Espanhol, membro versal centrada, essencialmente, o primeiro- ministro não responcheios à custa dos bolsos dos tro- do secretariado do Partido Socia- António Costa mantém silêncio no objetivo do metro”, explicou deu mais do que com… o silêncio. fenses, não é dividir os trofenses lista da Trofa, da Comissão PolítiManuel Silva, um dos impulsionaSem novidades sobre o assunsobre metro e variante entre os que estão ‘connosco’ e ca Distrital do Porto do PS e predores do movimento. to, o candidato à Câmara da Troos que estão ‘contra nós’. Gover- sidente da Juventude Socialis“Acreditamos que a Trofa seria fa garantiu que “tudo será feito A presença de António Costa nar é uma arte e essa arte é apro- ta da Trofa, Amadeu Dias espera na Trofa foi o momento oportu- concelho e hoje é uma realidade, para que esses dois projetos seximar e unir”. “vencer com humildade, partindo no para que o movimento cívico portanto também acreditamos jam uma realidade a partir de 1 O secretário-geral do PS, Antó- para a rua sabendo das dificulda- Trofa @mais lhe entregasse uma que é possível trazer o metro à de outubro, com o Partido Socianio Costa, marcou presença na des, respeitando os adversários carta aberta, que apela à vinda do Trofa como fator de progresso, de lista à frente da Câmara Municisessão e sublinhou o seu apoio ao políticos e fazendo, acima de tudo, metro até à Trofa e que também coesão, de mobilidade e qualida- pal da Trofa”. “mais novo candidato do PS à Câ- uma campanha política condigna, aborda uma questão pendente há de de vida”, completou Pedro Or-

Sérgio Humberto recandidata-se à Câmara Municipal A coligação Unidos pela Trofa turas”. “Temos de continuar a credibili(PSD/CDS-PP) terá Sérgio Humberto como candidato à Câmara zar a Trofa, fazer uma aposta clara Municipal da Trofa, nas próximas nas pessoas e na área social, valorizando a educação, a ligação com eleições autárquicas. Em declarações à agência Lusa, o movimento associativo, a aposo candidato, de 41 anos e atual ta no contacto e apoio a pessoas presidente da autarquia trofen- com mais dificuldades e avançar se, apontou “três grandes eixos com infraestruturas importantes”, para a recandidatura: reduzir a asseverou. Sérgio Humberto, professor de dívida do município, apostar nas pessoas e na área das infraestru- Educação Física do 3.º ciclo e do

ensino secundário, explicou que a sua recandidatura surge porque “o trabalho e aquilo que a Trofa precisa ainda não estão concluídos”. “Neste últimos quatro anos conseguimos credibilizar a Trofa, que deixou o grupo de municípios mais endividados do país. Estamos muito próximos do equilíbrio financeiro”, adiantou à agência Lusa. P.P.

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Atualidade

// Santo Tirso

Candidato quer que Lamelas e Guimarei sejam “referência” no concelho R

Luís Almeida promete “honrar confiança” depositada em si

que todos merecemos. Não po- deveria ser a nossa terra”. odeado de “muitos apoian- demos ser um local de passagem. Já Andreia Neto, candidata pela tes e amigos”, Luís Almeida apre- Temos condições únicas e exce- coligação à Câmara Municipal de sentou a sua candidatura pela co- cionais para captar mais popula- Santo Tirso, selou o compromisso ligação Por Todos Nós (PSD/CDS- ção para as nossas belas terras”, de ser “uma presidente próxima -PP) à Assembleia de Freguesia de completou. e presente nas freguesias”, asseLamelas e Guimarei, no sábado, O candidato referiu que Lame- gurando a Luís Almeida que pode 2 de junho. O candidato garantiu las e Guimarei “merecem mais da “contar com o seu apoio, incentique vai “honrar a confiança que Junta de Freguesia”, que “atual- vo e com a sua presença”. vão depositar em si e fará de La- mente tem um papel quase demelas e Guimarei freguesias de corativo, tão pouca é a sua interreferência do concelho”. venção no planeamento do que P.P. Durante o seu discurso, Luís Almeida apontou ainda como prioridade fixar a população na fre- Pub guesia. “Vamos ser capazes de atrair mais gente, bastando para isso criar as condições de vida

Coligação apresenta candidato à UF de Santo Tirso

Alberto Azevedo garante “dedicar-se a cem por cento ao cargo”

Alberto Azevedo, bancário reformado, foi o escolhido pela coligação Por Todos Nós (PSD/CDS-PP) para ser o candidato à Assembleia de Freguesia de Santo Tirso, Couto (Santa Cristina e S. Miguel) e Burgães. A apresentação pública do candidato de 56 anos está marcada para as 21 horas desta sexta-feira, 9 de junho, no Parque D. Maria II. Em nota de imprensa, Alberto Azevedo deixa a garantia de “dedicar-se a cem por cento ao cargo e a estar ao lado da população”, sublinhando “a aproximação da Junta de Freguesia às pessoas como uma prioridade, a par das apostas na ação social e na dinamização cultural e desportiva”. P.P.

// Vila Nova de Famalicão

Apresentada revista “Vinho Verde: História e Património” O Arquivo Municipal Alberto Sampaio, em Vila Nova de Famalicão, vai ser palco da apresentação do 2.º volume da revista “Vinho Verde: História e Património - History and Heritage (2016)”, dedicada a Alberto Sampaio, a

9 de junho. A sessão acontece no dia em que se assinala o Dia Internacional dos Arquivos e realiza-se a partir das 18.30 horas, seguindo-se uma mesa redonda com o tema “Alberto Sampaio, um viti-

cultor na região dos vinhos verdes”, onde vão participar membros da Associação Portuguesa da História da Vinha e do Vinho, autores de artigos publicados na revista. A.M./P.P.


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Atualidade // Santo Tirso

Festas de S. Bento têm muitas novidades

The Stranglers, D.A.M.A. e Mia Rose animam festas O Teatro Bus, videomapping e mais tempo do “Há Baile no Largo” são algumas das novidades do programa das tradicionais Festas de S. Bento, que estão de volta a Santo Tirso, entre os dias 6 e 11 de julho. ANA MIRANDA/PATRÍCIA PEREIRA

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s novidades começam no cartaz de concertos, que tem, este ano, um nome internacional: o grupo inglês The Stranglers, que vai subir ao palco a 10 de julho. No mesmo dia, atuam Ecos da Cave, grupo da casa, que comemora 30 anos da sua formação. Sylvia e 4 Men’s juntam-se às festas, a 7 de julho, e Mia Rose e D.A.M.A. prometem animar os tirsenses e visitantes com os seus concertos, a 8 de julho. O cartaz fica completo com a fadista Gisela João, que vai encerras as festas, a 11 de julho, na Quinta de Fora. A Praça Humberto Delgado recebe, às 21 horas de 7 de julho, o Teatro Bus, que vai contar com três peças de teatro diferentes por dia, realizadas por companhias de teatro de Santo Tirso e que decorrem às 15 horas, às 17 e às 21 horas. Foi no Teatro Bus, com uma volta pelos principais pontos das festividades, que a autarquia apresentou a programação das festas, na terça-feira, 6 de junho. Outra das novidades é a sessão de videomapping, a 9 de julho, no Largo Abade Pedrosa, na fachada do Mosteiro de S. Bento. O espetáculo tem lugar às 22 horas, às 23 e à meia-noite, sendo projetado um vídeo, acompanhado da música do Coro dos Pequenos Cantores de Santo Tirso. “Há Baile no Largo” com mais uma noite Um dos pontos altos das Festas

de S. Bento é o “Há Baile no Largo” que, este ano, conta com mais uma noite de festa, segundo anunciou Tiago Araújo, vereador da Cultura da Câmara Municipal de Santo Tirso. De 7 a 10 de julho, o Largo Coronel Baptista Coelho vai estar em festa, com a presença de vários DJ e com a colaboração dos bares do concelho. DJ D’Machine, DJ Tonny, Meninos do Rio, Dj Tonny Bianchi, Pedrinho K, Los Bravos e DJ Vitor Oliveira vão ser os protagonistas. A Praça dos Carvalhais volta a estar em festa, de 6 a 12 de julho, com o arraial das associações, que regressa este ano, após a primeira edição em 2016. Aqui, diferentes coletividades do concelho vão juntar-se para promover a gastronomia da região, animados pelo folclore, danças e tunas e atividades das associações. “São quase duas dezenas de artistas e bandas tirsenses que vão passar pela praça e teremos várias associações que darão a provar os seus sabores, nas tasquinhas”, informou Tiago Araújo. A Praça Conde S. Bento vai ser uma “Praça Colorida”, contando com um tapete colorido em honra de S. Bento. O vereador da Cultura salientou “que algumas novidades só vão ser reveladas no dia 7 de julho, às 21.30 horas, na inauguração”. Joaquim Couto, edil tirsense, revelou, ainda, durante a apresentação, que vai haver um desfile de associações, “estando já inscritos mais de dois mil figurantes”, que é

Veja a reportagem vídeo em www.jornaldoave.pt

Apresentação das festas realizou-se no Teatro Bus, que percorreu os principais pontos da romaria

“um reconhecimento do valor associativo do município”. O desfile realiza-se às 17 horas do dia 9 de julho. Também a tradicional arruada de bombos vai sair à rua no primeiro dia das Festas de S. Bento, contando com a participação de quase uma dezena de grupos. O autarca destacou ainda que no dia 8 de julho, dia em que Santo Tirso foi elevado a cidade, vai-se realizar uma sessão comemorativa, às 11 horas, onde vai ser feito “um reconhecimento a pessoas e instituições que se têm destacado na sua atividade”. Também os espetáculos de fogo de artifício vão marcar as festividades, havendo uma sessão de fogo piromusical a 7 de julho, à meia-noite, na Praça 25 de Abril, e uma sessão de fogo de ar e cachoeira, a 10 de julho, na ponte sobre o Rio Ave.

Bispo do Porto vai presidir às vésperas solenes O caráter religioso da romaria não é esquecido e vai contar com várias atividades religiosas ligadas ao fundador dos beneditinos. No dia 9 de julho, domingo, celebra-se a missa dominical às 9, 12 e 19 horas, no Mosteiro de S. Bento. No dia de S. Bento, 11 de julho, realiza-se a peregrinação a S. Bento, às 5 horas, com missa em honra do santo, às 6, às 8, às 10 e às 12 horas. Luís Mateus, pároco de Santa Maria Madalena de Santo Tirso, revelou ainda que, este ano, as festas religiosas vão contar com a presença de D. António Francisco, bispo diocesano, “que vai presidir às vésperas solenes, às 17 horas, e, depois, à última eucaristia, às 19 horas”.

A completar o programa oficial, vão haver atividades paralelas todos os dias. Para os que gostam de desporto, podem participar no “São Bento a Mexer” que integra uma Caminhada de São Bento, uma Milha Urbana, um Rally Paper, um concurso de pesca e ainda um campeonato de columbofilia. Na vertente cultural, decorre a iniciativa “+ S. Bento”, que convida a visitar uma exposição de colecionismo sobre S. Bento e uma feira de colecionismo e antiguidades. Joaquim Couto destacou que este é um “cartaz bem diversificado” e que espera “que mereça a satisfação global das pessoas do município e visitantes”. O programa completo das Festas de S. Bento pode ser consultado em www. cm-stirso.pt.

Consulta de diabetes do CHMA vence prémio Sociedade Portuguesa de Medicina Interna, sendo um reconhecimento do trabalho desenvolvido pela especialista e pelo CHMA na área da diabetes. “Performance das fórmulas Cockcroft-Gault, MDRD e CKD-EPI” foi o trabalho realizado que “teve como objetivo validar e comparar a utiliDiana Silva Fernandes, médi- Ave (CHMA) venceu o prémio “Jor- zação destas três fórmulas na estica interna do Serviço de Medicina ge Caldeira”, atribuído pelo Núcleo mativa da taxa de filtração glomeI do Centro Hospitalar do Médio de Estudos da Diabetes Mellitus da rular em doentes diabéticos”, ex-

plicou fonte do CHMA. “Só no ano de 2016, foram realizadas 2650 consultas, que representam cerca de 25 por cento do total do Serviço de Medicina. Para além da atuação ao nível dos utentes, a Unidade Coordenadora Funcional da Diabetes tem também procurado intervir junto dos profissionais de saúde, dando formação prática, por exemplo, na área do Pé Diabético”, referiu Augusto Duarte, dire-

tor do Serviço de Medicina Interna I. A diabetes é, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, responsável pela morte de cerca de 1,5 milhões de pessoas por ano. Portugal acompanha o aumento do número de casos que se verifica por todo o mundo, sendo diagnosticados quase 200 novos casos diariamente, segundo dados do Relatório Anual do Observatório Nacional da Diabetes. A.M./P.P.


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Entrevista

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Entrevista a Jorge Gomes, presidente da União de Freguesias de Santo Tirso, Couto (Santa Cristina e S. Miguel) e Burgães

“Não vejo muitas freguesias a promoverem

Jorge Gomes, de 42 anos, foi, durante oito anos, autarca da Junta de Freguesia de Santa Cristina do Couto e, nestes últimos três anos e meio, presidente da União de Freguesias de Santo Tirso, Couto (Santa Cristina e S. Miguel) e Burgães. Numa entrevista que serviu de retrospetiva de quase quatro anos de mandato, e através da qual passou por vários pontos do território que gere, o autarca falou do orgulho de ter dado um novo sentido às obras imateriais e revelou desejo de continuar à frente da União de Freguesias por mais um mandato. PATRÍCIA PEREIRA Jornal do Ave (JA): Como é passar de uma gestão de uma freguesia com cerca de quatro mil habitantes para uma quase de 22 mil habitantes? Jorge Gomes (JG): É de facto uma mudança que acarreta e traz algumas consequências para a pessoa do presidente da Junta, do tesoureiro, do secretário e agora dos vogais. Em Santa Cristina do Couto, nós estávamos habituados a funcionar a três, presidente, secretário e tesoureiro. Depois tínhamos grupos de trabalho ligados ao desporto, à cultura e ao ensino.

Houve uma mudança estrutural enorme em termos de meios, do número de ruas e, essencialmente, de pessoas com quem temos de lidar diariamente. Tudo o resto é perfeitamente igual, porque já nessa altura procurávamos dedicar-nos de uma forma vincada não só às obras de betão, mas também à ação social e às iniciativas culturais. Aquela ligação com as associações, que também já tínhamos em Santa Cristina do Couto, quadruplicou. A única alteração foi a quantidade, a qualidade, independentemente pois procuramos que se mantenha do tamanho da freguesia. Procurei pegar no modelo mais pequeno de uma freguesia mais pequena e transportá-la para esta freguesia maior. No país, há 308 concelhos e desses 161 são mais pequenos que esta freguesia em termos de habitantes, o que revela que, no fundo, este é quase um miniconcelho.

trabalho com dois ex-presidentes de junta, que deixaram de o ser, o que é sempre difícil de gerir emocionalmente. Nas suas freguesias, as pessoas continuam a chamar presidente ao Joaquim Nunes e ao Fernando Rego, o que é perfeitamente natural e eu aceito isso. Fiz questão de procurar provar-lhes e dizer-lhes que eles tinham toda a autonomia, uma vez que eram os responsáveis por essa zona da JA: Qual foi o maior desafio União de Freguesias. que sentiu quando assumiu esta Inicialmente, foi complicado em União de Freguesias? termos emocionais, mas penso JG: O maior desafio, pós-elei- que no final do mandato saio de ções, foi adaptar-me e adaptar os consciência tranquila de que tudo outros a uma nova realidade. Eu fiz para que eles continuassem a

defender a identidade e a individualidade de cada freguesia, que foi um dos grandes objetivos iniciais e que nestes quatro anos foi conseguido. JA: Porquê a escolha de Sanguinhedo para o início desta entrevista? JG: Por várias razões. Desde logo, foi aqui que começamos a caminhada para este mandato de quatro anos, que apresentamos as nossas ideias e mostramos que éramos/somos a melhor opção para a população. É também um sinal de que há mais cidade para lá deste rio, o


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tantas atividades como a nossa União”

que, muita das vezes, não aconteceu nos anos anteriores. Parecia que a cidade de Santo Tirso acabava no Sanguinhedo e uma das nossas propostas era a descentralização, que passa por investir, fazer mais e ou-

tro tipo de eventos e de obras para lá deste rio. Efetivamente, há muito aquela ideia de que a Junta em Santo Tirso não faz nada porque é a Câmara que faz tudo, o que é falso. A Câmara tem a responsabilidade pelos arranjos, tratamento e limpeza de ruas, mas depois, fora da cidade, há Friães, Ponte Velha, Vilalva, S. Bento da Batalha, Fontiscos, Várzea do Monte, Argemil e um sem número de locais, com muita gente também, com muitas necessidades, e que estiveram esquecidos durante muito tempo. No nosso primeiro ano de mandato, as primeiras obras foram na Várzea, que eram pedidas pelas pessoas já há muitos anos. A nossa ideia é fazer uma freguesia que seja unida e que cada vez menos haja estas diferenças entre aquilo que se investe ali e no centro. Há também uma atividade que nós fazemos aqui, o Sanguinhedo Apik, da qual temos muito gosto e que tem sido um sucesso, não só a nível da nossa freguesia, mas também a nível regional e nacional, porque os grandes atletas de ciclismo fazem questão de participar, o que nos enche de orgulho e de satisfação. Este foi um local onde muitas coisas nasceram, como o Futebol Clube Tirsense, e é um sítio de debate de ideias, de encontro e

que efetivamente, chegando agora ao fim do mandato, consigo ver que o processo arrancou e tem pernas para continuar, porque uma associação, um povo ou uma junta parada é algo triste e pouco ambicioso. No tempo de hoje, onde a informação corre a sete pés e é essencial para a evolução, nós vemos muitas vezes apatia, o que acaba por destruir as coisas boas. Daí o movimento, que é um simbolismo, uma ideia JA: O executivo tem como lema “a união de estar em contacto, permanentemente em movimento”. Pretende que estas fre- ou sucessivamente criar novas ideias, criar guesias estejam unidas e haja uma maior novas situações mais pequenas, sem custos muitas das vezes. interação entre elas? Outra coisa que conseguimos, a meu ver, JG: Já tenho ouvido “o movimento” em várias atividades de outras freguesias e de foi uma forte ligação com o comércio local. outros locais, o que me envaidece um pou- Fazemos muitas atividades graças também co, porque efetivamente fomos nós que co- ao apoio do comércio local, que agora tem meçamos com a união e o movimento. Des- orgulho nas nossas atividades e em fazer de o início do nosso mandato que isso foi parte delas. Isso é que é o movimento. É pôr um objetivo, porque um movimento implica toda a gente em ligação e fazê-los conhecenão estarmos parados, que deve haver diá- rem-se uns aos outros. Esse é o grande oblogo com as associações e com as pessoas e jetivo e penso que foi conseguido. fazer com que não fiquem paradas nos seus JA: Dentro das atividades e eventos locais, que sejam associações livres e fortes, que invistam nelas próprias e que pro- que referiu, qual era aquele que gostaria curem subsidiar-se. Esse sempre foi o nosso de destacar e que foi feito ao longo desgrande objetivo e outro dos grandes pilares tes anos? JG: Foram muitos, têm sido muitos e vão que apresentamos à população em 2013 e

onde as pessoas também refletem um pouco a imagem, que eu gostava que tivesse a nossa freguesia, esta identidade e este orgulho de sermos de onde somos, de não termos vergonha de sermos tirsenses e defendermos a nossa terra. É o simbolismo que eu gostaria de vincar e sempre gostei de vincar e penso que o Sanguinhedo reflete um pouco isso, o bairrismo.

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continuar a ser até ao final do mandato. Mas destacaria o Unir Sorrisos, que foi criado para chamar a atenção das pessoas e tocar no seu coração, fazendo-as perceber que não podemos fazer uma ceia de Natal numa quarta-feira do dia 22 ou entregar a prenda às crianças num local. O Unir Sorrisos passa pelo cubo solidário, onde as crianças colocam um brinquedo que já não usam ou que até compraram para dar a outra criança que não pode comprar, e pela ceia de Natal, que acontece precisamente no dia 24. Os voluntários ajudam-nos a fazer com que aquelas pessoas que estão isoladas ou são carenciadas possam ter uma refeição condigna nessa noite de Natal. É um momento muito especial e que me faz sentir, e penso que a todos aqueles colaboradores que todos os anos nos ajudam, verdadeiramente realizado em termos humanos. Depois vamos casa a casa distribuir os brinquedos por aquelas crianças que estão referenciadas. Muitas outras poderiam e deviam receber, e aí apelo à população que, nas próximas vezes, nos indique essas pessoas. Há muita pobreza escondida, muita necessidade escondida pela vergonha. O Unir Sorrisos tem como objetivo pôr a sociedade tirsense e da União de Freguesias atenta ao próximo, ao vizinho e familiar. Muitas vezes, eles podem resolver o problema facilmente e com a ajuda de muitos pode-se conseguir. É natural que a pessoa sozinha não consiga, mas com a ajuda de todos acaba-se por conseguir fazer coisas boas. Eu vejo que nós somos um povo solidário e quando somos chamados a ajudar, ajudamos. É preciso espicaçar, às vezes, e é preciso acender um bocadinho mais o lume para o conseguir fazer. Penso que conseguimos isso e, por isso, o Unir Sorrisos foi um dos eventos que foram criados neste mandato e que mais me realiza como autarca. JA: A par das obras de betão, considera que essas ações são mais importantes e mais necessárias nesta altura? JG: Eu acho que o fundamento ou a essência de uma junta de freguesia deve ser a vertente social e cultural e a parte das associações. Infelizmente, não temos capacidade para fazer as grandes obras de betão e de paralelo. Fazemos por boa vontade da Câmara Municipal, que nos atribui um sub-

sídio anual, porque o dinheiro que vem de Lisboa, basicamente, é todo para pagar os ordenados aos funcionários, que até são poucos para as nossas necessidades, precisávamos de mais para tanta rua e tanta responsabilidade de limpeza. As pessoas exigem-nos aquilo que nós, fisicamente, não lhes conseguimos dar, porque eles não conseguem limpar uma união de freguesias de uma vez só. O nosso clima é propenso a que as ervas cresçam rapidamente e aquilo que foi limpo há uma semana já está pronto a ser limpo outra vez. É muito difícil gerir isso. Felizmente, vamos procurando satisfazer as pessoas e, mais tarde ou mais cedo, a rua será limpa e, se não for, as pessoas, em vez de irem reclamar para o Facebook, dirijam-se à Junta ou falem comigo para que o problema possa ser resolvido o mais rapidamente, porque nós não conseguimos estar em todo o lado ao mesmo tempo. É pena que, agora com as redes sociais, haja sempre aquela tendência de colocar no Facebook quase para espicaçar o povo, dando aso a que depois haja outros comentários que não são nada agradáveis para nós, porque muitas vezes nem conhecemos o problema. A cidadania faz-se responsabilizando e chamando à atenção, mas em sede própria e não em outros locais. De facto, é difícil gerir uma freguesia com este tamanho e com tantas ruas. São freguesias grandes, com 24 quilómetros quadrados de ruas, muitas delas só com dois moradores ou um, mas que são ruas enor-

de Ermida tem evoluído ao longo dos anos. Que alterações tem notado? JG: Quem conhecia esta zona da freguesia há 20/25 anos vê um crescimento enorme. Deve ter sido das zonas do concelho que mais cresceu em termos populacionais e de investimento em indústrias. Temos o Centro Escolar de Ermida, que é dos maiores do concelho, num local privilegiado e onde frequentam crianças não só da União da Freguesia, mas de vários locais do concelho. Em termos populacionais, houve um crescimento muito grande com este loteamento e com a zona de Juncal, o que me faz crer que com as vias cicláveis, que foram anunciadas pelo senhor presidente da Câmara, e com a artéria pedonal que vai ser colocada com embelezamento dos passeios, vai haver uma aproximação desta zona à cidade. O crescimento da cidade passa muito por esta zona, que é um local onde ainda há uma área de possível investimento, quer em termos de construção, de indústria e de emprego, o que me faz acreditar que, daqui a outros 20 ou 30 anos, veremos que a evolução e o crescimento vão ser maiores. Eu também escolhi este local da freguesia para a entrevista, principalmente para mostrar que a cidade não termina no Sanguinhedo, que tem pernas para crescer e para andar e que estes edifícios e estas indústrias sólidas são um exemplo de que nós podemos ser um local atrativo para investidores. Neste momento está a ser criada esta via do emprego e das novas indústrias, o que nos faz pensar de uma forma positiva para o futuro e que somos uma terra que poderá atrair cada vez mais investimento e, com isso, termos emprego e sermos um local onde os jovens se possam fixar e construir ou arrendar a sua casa na sua terra, onde se sentem mais confortáveis, e não tenham que emigrar. É giro ver esta ligação de um centro escolar e as indústrias. Pode ser que se incuta também no espírito das crianças aquela vontade de um dia quererem ser engenheiros ou técnicos numa destas grandes empresas, que tem um espaço enorme que vai ligar à Zona Industrial de Tarrio e que tem um potencial enorme de crescimento. É isso que nós gostaríamos que acontecesse. Certamente que esta zona industrial vai

“A grande obra que nós procuramos fazer, e que ainda não está terminada, é a obra social com a ligação com as associações” mes e têm de ser limpas e não têm passeios. crescer cada vez mais. Há um aumento cada Há que dar valor aos homens que traba- vez maior de procura de investidores que lham diariamente para a limpeza das nos- procuram Santo Tirso pela sua localização. sas vias, porque não é um papel muito fá- O que poderá beneficiar e valorizar ainda cil e muitas das vezes ouvem aquilo que mais esta zona é a melhoria dos acessos às não querem das pessoas. Eu sempre lhes zonas industriais, que também está previsdigo para não responderem, que eu estou ta, que vai potencializar e ser uma alavanca cá para assumir a responsabilidade se al- ainda maior para que esta zona seja priviguma coisa correr mal e assim farei sem- legiada em termos de localização de acespre, porque acho que é para isso que nós so à Autoestrada número 3, a dois minutos. somos eleitos, para assumir as nossas res- Estamos também a 15 minutos do aeroporponsabilidades e proteger quem trabalha. to, a 20 minutos do Porto e do porto de Leixões, a 20 minutos de Braga e a uma hora e JA: Em Santa Cristina do Couto, o lugar pouco do aeroporto de Vigo, o que faz com

que esta zona, pela sua localização e atratividade, acabe por ser um chamariz para investidores e assim crie emprego, que é o que faz com que a sociedade também esteja em movimento. JA: Ao longo deste mandato, o executivo da União de Freguesias (UF) tem promovido várias iniciativas para assinalar o padroeiro de cada uma delas. É com o objetivo de marcar a individualidade de cada uma das freguesias, apesar da fusão administrativa? JG: S. Miguel do Couto é um local privilegiado da UF e até do concelho, pela quantidade de atividades ligadas à cultura, à história e às tradições. Temos a felicidade de ter um centro social, que ainda não tem sede própria, que faz com que haja um movimento especial todos os dias. E para lá do centro social, a própria Junta, antes da reorganização administrativa, tinha já um sem número de atividades e de eventos ligados à cultura, que fomos continuando e promovendo, procurando chamar outras pessoas de Santa Cristina, Burgães e Santo Tirso para fazer parte deste movimento, ligado à cultura e ao voluntariado. Na grande parte dos eventos e das atividades que se fazem, os meios humanos são a maior riqueza, porque as pessoas são voluntárias e os custos são mínimos. Agora somos uma UF, mas essa individualidade e identidade de cada uma das freguesias continua e aqui é bem visível. Recentemente, a Junta apetrechou este local do Largo S. Rosendo com melhores condições, para que as pessoas possam estar sossegadas num dia em que chova ou que esteja muito sol e tenham uma vista fantástica sobre o resto da freguesia e, principalmente, de Santa Cristina. A biblioteca também é um local de encontro das pessoas, onde é feito, mensalmente, os rastreios para as pessoas de S. Miguel, como também acontece em Burgães, Santa Cristina e Santo Tirso. Este local é uma amostra da potencialidade que as pessoas têm quando se juntam, em prol da cultura, das tradições e da história e criam aquele bairrismo e identidade que nós sempre procuramos defender também. JA: Alguma vez equacionou a alteração do nome da Junta de Freguesia? JG: Não, nunca. JA: Por causa desta individualidade de que tem vindo a falar? JG: Sim também. Um dia, as pessoas se quiserem mudar o nome da freguesia vão fazendo ao longo dos tempos. Penso que era ainda muito tenro e extemporâneo fazê-lo neste momento, pois não estavam criadas as condições de união, para que o nome fosse outro que não o da UF de Santo Tirso, Couto (Santo Cristina e S. Miguel) e Burgães. Se defendermos uma coisa temos que levá-la até que o povo diga que vamos mudar. Aí sim, sentar-nos-emos todos à mesa e pensaremos num nome, sendo que toda a gente vai continuar a conhecer os lugares como S. Miguel do Couto, Santa Cristina, Burgães e Santo Tirso, tal como acontece em todas


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as outras que foram agregadas. próprias e muito mais felizes, porEm termos administrativos e que não perdiam tanto tempo naburocráticos, é complicado as quelas guerrilhas que não interespessoas escreverem no formulá- sam a ninguém. E é essa mentalirio União de Freguesias de Santo dade que eu gostava de ver na UF. Tirso, Santa Cristina, S. Miguel do Uma mentalidade de procurar as Couto e Burgães, mas não fomos coisas positivas, de viver pela ponós que demos o nome à “criança”. sitiva, de ajudar e de criticar quanQuem deu é que deveria ter pen- do se tem de criticar, mas de fasado nisso antes. Se um dia tiver zer alguma coisa para mudar ou que ser, cá estaremos. Penso que para ajudar a que as coisas sejam será um processo evolutivo e que melhores. ao longo dos tempos as coisas vão A junta não é um local de servichegar a esse ponto e com natura- ços, nem um edifício onde o prelidade o nome vai aparecer. sidente está no gabinete à espera que venha o munícipe. A junta tem JA: Que mais obras gostaria de de ir ao encontro das associações destacar no seu mandato? e das pessoas e a melhor forma é JG: Para mim, a obra social é promovendo algumas iniciativas, entenderem, a resolver os probleaquela que nos enche mais o pei- por mais pequenas que sejam, por mas de todos e não só de um nicho, to. Há outras obras que foram fei- mais difíceis de concretizar e por de um grupo ou de um local. tas e que, para nós, também vêm mais estranhas e desnecessárias S. João do Carvalhinho é um loenriquecer ainda mais e melhorar que pareçam para a população. cal que merece e que, certamente, as condições das pessoas. Desde que envolva as associa- será uma das propostas que vamos Em S. João de Carvalhinho va- ções e as pessoas, é o fundamen- fazer à população e que passa pela mos acabar de construir o muro, tal para dar aquele passo de ir à reorganização deste local, que tem onde faltava grande parte. procura das pessoas e os seus pro- muito potencial, e embelezar ainEstou a falar de obras que, à par- blemas e de ajudá-las da maneira da mais esta varanda para toda a tida, nem são de grande valor, mas, que puder. Quando éramos Junta UF. Há um sem número de coisas muitas das vezes, as grandes obras de Freguesia, a Semana de Santa que se pode fazer aqui. são aquelas que têm um valor, em Cristina nasceu com um único obEm Burgães, há várias obras que termos de materiais, pequenos jetivo de dar um subsídio às asso- poderão avançar também nos prómas que servem mais pessoas e ciações. Não através dos cofres da ximos anos, como a criação de moque são mais abrangentes. Junta, porque nós não tínhamos vimentos associativos e cívicos. As As obras da Várzea foram realiza- dinheiro para dar, mas com o tra- pessoas, as freguesias e os locais das com a ideia de nos afirmarmos balho deles, através da promoção crescem também à custa da criacomo defensores do nosso territó- de um rol de atividades, que termi- ção dessas associações ou desses rio, porque zoava que aquela zona navam com as tascas da freguesia, grupos de pessoas. Depois, há um sem número de seria Trofa e não. É e será sempre onde cada associação poderia ter Santo Tirso e cá estaremos para a sua tasca e esse proveito rever- ruas que, infelizmente, no século defender o nosso território. Temos agora a obra Abade Pe- “A Junta pode-se orgulhar que, do manifesto eleitoral que apresentamos à população em 2013, drosa, que finalmente vai ser uma quase a totalidade das coisas que nos propusemos a realidade, e que é esperada há fazer, principalmente as imateriais, fizemos” muitos anos. Nas eleições de 1993, eu teria 17 anos, lembro-me que em que estamos, ainda estão em no manifesto eleitoral, uma das teria a favor dela. propostas era de fazer essa obra E é pôr todas as associações a co- terra e, certamente, serão uma e nunca foi feita. Felizmente, foi nhecerem-se, porque havia asso- prioridade. O saneamento e a água anunciada agora e será estrutu- ciações de pais que se calhar não também ainda não chegam a todo rante, beneficiando estas pessoas, conheciam a existência do Grupo o lugar, competindo à Junta reivinde S. Miguel do Couto, de Burgães Folclórico Infantil e Juvenil da Er- dicar, chamar a atenção e promoe também daqui da zona de Santa mida ou o Grupo Folclórico de San- ver o diálogo. Também seria funCruz e da Abelha. ta Cristina. E isso fez com que hou- damental fomentar nas pessoas a A grande obra que nós fizemos vesse a promoção das associações ideia de que é mesmo necessário e ou que procuramos fazer, que ain- e, havendo a promoção das asso- importante fazer a ligação da água da não está terminada e que só ciações, há a promoção da cultu- à rede pública e ao saneamento, o com o tempo é que vamos con- ra, do desporto, do ensino e da in- que é fundamental para a sua saúseguir, é a obra social com a liga- tervenção cívica. Numa sociedade de e para a saúde das famílias, dos ção com as associações, de pô- cada vez mais fechada, é importan- solos, dos rios e do ambiente. Há outras obras. Eu gostava mui-las a trabalhar com a Junta e de te ter as pessoas em movimento. to de ver algumas praças requalificriar aquele movimento que falávamos. Essa obra, que é mais diJA: Estamos agora em Burgães, cadas. Estamos a pensar criar esfícil, é a mudança da mentalida- numa janela para esta UF. O que paços de lazer em zonas verdes e de, da criação de identidade e de é que não foi feito e que gostaria ribeirinhas. Há um sem número de situações que poderão ser feium bairrismo, que falta muitas ve- de fazer? zes à nossa terra. Quando era preJG: Há tanta coisa que está por tas, se também houver o interesse sidente de uma junta de fregue- fazer. Há situações que não se por parte das pessoas que se faça. O papel da Junta de Freguesia sia mais pequena, sentia que, por conseguem concretizar humana exemplo, Monte Córdova, as Aves, e financeiramente, ainda mais em não passa única e exclusivamente a Agrela, a Reguenga e S. Miguel quatro anos. Temos uma visão am- pelo paralelo e alcatrão, que são do Couto eram muito mais uni- pla e vamos procurar continuar, se para quem tem dinheiro ou cabidas, bairristas, defensoras delas assim o povo quiser e as pessoas o mento orçamental, mas acima de

tudo passa por criar situações ou locais onde as pessoas se sintam em comunidade. A Junta pode-se orgulhar que, do manifesto eleitoral que apresentamos à população em 2013, quase a totalidade das coisas que nos propusemos a fazer, principalmente as imateriais, fizemos e as materiais que não fizemos foi porque não tivemos condições financeiras. Agora cá estaremos para propor às pessoas aquilo que não conseguimos fazer em termos de obras e, em termos imateriais, reforçar aquelas que são muito boas ou que têm sido positivas e, se calhar, eliminar aquelas que não correram muito bem e procurar reformulá-las. Só tenho a agradecer às pessoas que colaboram connosco durante estes anos, de uma forma livre, espontânea, desinteressada e voluntária. Felizmente, ainda temos muitas pessoas assim, o que nos permitiu fazer certas e determinadas coisas, que de outra forma seria humanamente impossível, pois não teríamos meios ou teríamos de pagar para o fazer. Essa também foi uma grande obra deste mandato e que gostava que continuasse ao longo dos tempos. JA: É candidato nas próximas eleições à Junta da UF? JG: As coisas mudaram muito e o tempo dirá a forma como as pessoas veem agora as eleições, o poder local. A população já começa a saber distinguir as pessoas dos ideais. As campanhas eleitorais são sempre momentos que servem única e exclusivamente para nós criarmos grupos de pessoas, que depois ao longo do mandato nos vão ajudar, e servem para propor às pessoas uma intenção ou uma linha. Agora, as pessoas já conhecem o trabalho que nós fomos efetuando e é esse que nós queremos continuar a fazer. Se elas acharem que não resultou ou que não veem re-

sultados, cá estaremos também para assumir isso. As minhas expectativas são sempre positivas, mais pelas pessoas que me rodeiam, que se empenharam durante este mandato e que deram de si de uma forma voluntária e desinteressada. Essas merecem a vitória e era por essas pessoas que eu gostava de continuar com elas, e com outras que se queiram juntar a nós, por mais quatro anos. Temos projetos inacabados e outros que começaram agora, mas que têm pernas para andar. Seria triste e uma desilusão muito grande depois deste esforço todo durante estes quatro anos, este sem número de atividades que fomos fazendo, desde a Liga Toupeira, o projeto Unir Sorrisos, o apoio às associações, criação do Nós de Dança, o incentivar à cultura, o reavivar das festas de S. João de Carvalhinho e de S. Bartolomeu em Fontiscos, a criação do Serviço Educativo e Social da União de Freguesias … JA: Como a aposta na bicicleta? JG: Eu gosto muito de ciclismo, assim como as pessoas que me rodeiam, e toda a gente sabe que é uma aposta do futuro, uma procura da visão a 20/30 anos. Quando as vias cicláveis aparecerem, quando a Junta puder comprar bicicletas a motor para pôr à disposição das pessoas, aí sim vai-se perceber que o passo que nós demos em 2013/2014 com as bicicletas citadinas, as Toupeiras, foi com um propósito e com a ideia de promover não só o uso da bicicleta, das boas práticas ambientais e em termos de forma física para as pessoas, mas acima de tudo o não uso do automóvel. Não é presunção minha, mas eu não vejo muitas freguesias a promoverem tantas atividades como nós. Às vezes, temos dificuldade em gerir o nosso tempo e o dos voluntários. E as atividades não acontecem só no dia, mas com a programação anterior, em que é preciso montar, atuar e desmontar. São três momentos que custam em termos de tempo, não tanto em dinheiro. E aquilo que podiam estar a fazer em proveito deles, estão a fazer em proveito da sociedade e da freguesia. Felizmente, tenho esse orgulho e essa sensação de dever cumprido já ninguém nos tira.

Veja a entrevista completa em vídeo em www.jornaldoave.pt


14 JORNAL DO AVE 8 JUNHO 2017

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Atualidade

// Santo Tirso

A Super Escola está em S. Tomé de Negrelos Pub

“Onda Rosa” foi uma das atividades promovidas no âmbito do projeto

A Escola Básica de S. Tomé de Negrelos, em Santo Tirso, foi distinguida na categoria Super Escola na 7.ª edição do projeto Escolas Solidárias Fundação EDP. PATRÍCIA PEREIRA

S

egundo fonte da Fundação EDP, este grau era atribuído às escolas que reunissem, “em simultâneo”, um “mínimo de três inscrições no Escolas Solidárias, ter 70 por cento de grau de distinções no seu historial de participação e demonstrar elevada performance e uma postura de inovação/melhoria contínua”. Para a professora Natércia Charruadas, coordenadora do projeto na EB de S. Tomé de Negrelos, esta distinção significa que “todo o trabalho foi reconhecido, não só na escola e na comunidade onde se inserem, mas também a nível nacional e por um júri independente”. “Significa que demos o que de melhor tínhamos e conseguimos fazer a diferença”, completou. A coordenadora explicou que a Escola já participa no programa Escolas Solidárias “desde o ano letivo 2013/2014, contando com várias distinções no seu historial de participação”. “Trata-se de uma escola dinâmica e empreendedora, habituada a mobilizar todos os seus recursos em prol de uma

educação para a cidadania ativa. A participação no Escolas Solidárias permitiu sensibilizar a comunidade para os valores da solidariedade e agrupar, num projeto global, as ações que a escola vem realizando”, asseverou. “Dentro do espírito de formar/ educar para a cidadania ativa e solidária”, o projeto pretendia “agir na escola e na comunidade envolvente, planeando ações de intervenção direta escola-escola e escola-comunidade, no sentido de consciencializar os adolescentes/ jovens para as reais necessidades/potencialidades das pessoas do meio onde nos inserimos, através de iniciativas de cariz solidário e cultural”. Além disso, pretendeu-se “contribuir para o desenvolvimento global dos alunos e potenciar significativas melhorias das condições de vida da população”. Assim, ao longo deste ano letivo, trabalharam em todas as áreas de intervenção deste projeto, como a Pobreza e Fome, Desemprego/Sustentabilidade Económica, Educação/Literacia, Saúde, População Sénior, Conviver com a Diferen-

ça, Sustentabilidade Ambiental e Parceria Global para o Desenvolvimento Humano. Cerca de “50 ações” foram desenvolvidas ao longo deste ano letivo, “desde a recolha de alimentos, roupas e brinquedos para distribuir pelas famílias mais carenciadas, visitas a lares de terceira idade, infantário e associações de ajuda a animais, convite a entidades para educar para a saúde ou segurança, promoção do desporto adaptado e a organização de eventos envolvendo a comunidade local como o sarau de poesia ou a recolha de sangue”. A coordenadora do projeto mencionou que toda a comunidade educativa, desde “o pré-escolar ao 3.º ciclo”, esteve envolvida nestas acções, sendo que “algumas foram realizadas por turmas, outras por ciclos de ensino ou até mesmo por toda a escola”. “No final deste ano letivo, todos saímos enriquecidos enquanto indivíduos e comunidade. Desenvolveram-se e fortaleceram-se laços com a comunidade envolvente e, acima de tudo, tornamo-nos mais solidários e tolerantes”, salientou.

// Vila Nova de Famalicão

Centro Escolar de Antas vence concurso sobre igualdade Desafiado a “criar um mural/ pintura que refletisse” sobre as questões da igualdade e da não discriminação”, o Centro Escolar de Antas, em Vila Nova de Famalicão decidiu “elaborar um coração com a representação da mão de cada aluno”, em que cada um

escreveu ainda “uma palavra que estimule a integração da criança com deficiência”, explicou a professora Nívea Andrade. Este trabalho, que tinha como subtema a igualdade das pessoas com deficiência ou incapacidade, foi o grande vencedor do

desafio “Mural Para a Igualda- valor de 350 euros”. A professora de”, lançado pela Câmara Muni- do Centro Escolar de Antas, Nívea cipal de Vila Nova de Famalicão Andrade, explicou que a escolha às instituições sociais e educati- do subtema surgiu devido a exisvas do concelho. O vencedor do tir nesta escola “uma Unidade de concurso, cujo nome foi conheci- Apoio às Crianças com Multidefido no domingo, dia 4 de junho, re- ciência”. “O nosso propósito foi cebeu “um prémio pecuniário no alargar a todas as turmas deste

centro a possibilidade de trabalharem na construção deste mural”, referiu. Os trabalhos estão expostos na galeria exterior da Casa do Território, no Parque da Devesa, até dia 30 de junho. P.P.


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8 JUNHO 2017 JORNAL DO AVE

Atualidade

// Vila Nova de Famalicão

Alunos famalicenses escreveram conto inspirado em Camilo

“Se Camilo pudesse ler estas obras ficaria certamente encantado”. Foi assim que Paulo Cunha, presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, reagiu ao conto “As Bruxas de Monte Córdova”, a obra dos alunos famalicenses inspirada, no escritor da terra, Camilo Castelo Branco. LILIANA OLIVEIRA/ PATRÍCIA PEREIRA

Ao longo do ano letivo, “cerca de 80 crianças do 1.º ciclo” inspiraram-se em Camilo Castelo Branco e foram acompanhadas pelo escritor Pedro Chagas Freitas num atelier de escrita criativa, promovido pelo Serviço Educativo da Casa de Camilo, que resultou num conjunto de contos intitulado “As Bruxas de Monte Córdova”. A obra foi lançada esta terça-feira, 6 de junho, em S. Miguel de Seide. Os alunos do 4.º ano das Escolas Básicas de Lousado, S. Miguel-o-Anjo, Telhado e Vale do Este são os responsáveis pelos contos ilustrados repletos de “fantasia, criatividade e magia”.

O momento serviu ainda para os alunos da Escola Conde S. Cosme representarem os contos. “É muito importante incutir nos mais novos hábitos de leitura e escrita, mas de uma forma criativa, aguçando a sua imaginação e fantasia e mostrando-lhes do que são capazes”, sublinhou Paulo Cunha. Os professores que acompanharam os mais pequenos nesta aventura da escrita denotaram o “entusiasmo das crianças durante todo o projeto, a forma como começaram a interessar-se pela escrita e pela leitura e como ficaram felizes com o resultado final”.

Ala da Frente acolhe exposição de Alberto Carneiro

Apresentada nova Rota Literária Camiliana No dia em que se completavam 127 anos da morte do romancista Camilo Castelo Branco, a 1 de junho, foi apresentado o novo Roteiro Literário Camiliano, ligando os concelhos de Vila Nova de Famalicão e Porto. PATRÍCIA PEREIRA

O

novo projeto turístico cultural, que “promove e valoriza Camilo Castelo Branco e o seu legado literário”, foi apresentado a bordo do histórico Comboio Presidencial, utilizado pelos Chefes de Estado e suas comitivas nas deslocações pelo país entre 1910 e 1970, numa jornada animada por algumas personagens saídas das novelas e romances camilianos e reavivadas pelo Grupo de Teatro Amador Camiliano (Grutaca) e pelo Greculeme. O roteiro iniciou na Venerável Irmandade de Nossa Senhora da Lapa, que detém um importante legado camiliano, nomeadamente a correspondência de Camilo e de Ana Plácido para o Amigo Freitas Fortuna e o revólver que o romancista usou para se suicidar. Camilo está sepultado no Cemitério da Lapa. Seguiu depois para a antiga Cadeia da Relação do Porto (Centro Português de Fotografia) onde Camilo esteve preso por duas vezes: a primeira, em 1846, acusado do rapto de Patrícia Emília de Barros; a segunda, em 1860 por crime de adultério. O pai e o

Roteiro apresentado a bordo do histórico Comboio Presidencial

tio de Camilo, Simão Botelho, o protagonista de “Amor de Perdição”, também estiveram detidos neste estabelecimento prisional. Entre as obras que Camilo aqui escreveu conta-se a sua obra-prima, “Amor de Perdição” e também “Memórias do Cárcere”. Por fim, visitou-se a Livraria Lello, que entre 1982 e 2002, editou, em 18 volumes e em papel bíblia, as “Obras Completas de Camilo Castelo Branco”, o maior projeto editorial de sempre relacionado com a bibliografia ativa do romancista de S. Miguel de Seide, Vila Nova de Famalicão. O roteiro permite assim dar a conhecer o Camilo leitor e editado, na Livraria Lello, o Camilo escritor, a partir daquela que foi a sua cela na antiga Cadeia, e o Camilo imortal, no cemitério da Lapa onde tem o seu eterno repouso. Para Paulo Cunha, presidente da Câmara Municipal de Vila

Nova de Famalicão, este roteiro quer “proporcionar condições para que se possa tornar num instrumento de dimensão turística – com a presença cultural muito forte -, e também obviamente de dimensão comercial”. “Se, neste roteiro que se realiza na cidade do Porto, se conseguir incluir uma visita inevitável à Casa-Museu Camilo Castelo Branco e ao Centro de Estudos, uma dimensão gastronómica – também ela muito presente na obra camiliana – e se somarmos a isso as viagens de comboio entre Famalicão e o Porto estou certo que se poderá construir aqui um produto turístico diferenciador”, exemplificou. Por sua vez, José Manuel Oliveira, diretor da Casa de Camilo, explicou que “Camilo está polvilhado pela cidade do Porto”, exemplificando com “a rua onde morou, a Sé onde andou no Seminário ou as caves do vinho do Porto e a ligação a Dona Antónia”.

Empresas deram a conhecer produtos da região em eventos internacionais

Mais de uma dezena de empresas famalicenses marcaram presença no encontro Export Food Sudoe e Alimentaria 2017, que decorExposição é inaugurada a 10 de junho reu em Lisboa, esta segunda-feira, A Galeria de Arte Contemporâ- obras trabalhadas sobretudo em 5 de junho, com o objetivo de dar a nea Ala da Frente, em Vila Nova de madeira e retrata a natureza e tem conhecer os produtos e os produtores da região. Famalicão, vai ser palco da expo- entrada gratuita. O Export Food Sudoe “reúne 12 sição “Árvores e Rios” do escultor Alberto Carneiro, natural de S. Alberto Carneiro. A mostra vai ser Mamede do Coronado, concelho empresas famalicenses, de um toinaugurada a 10 de junho, às 18 da Trofa, foi um dos maiores artis- tal de 17 em Portugal e de uma horas, estando disponível ao pú- tas portugueses do século XX e fa- centena a nível europeu” e procublico até 23 de setembro. A expo- leceu, em abril deste ano, aos 79 ra promover a internacionalização das Pequenas e Médias Empresas sição conta com uma dezena de anos. A.M./P.P.

(PME) do setor agroalimentar em Portugal, Espanha e França. Ferraz & Ferreira, Vinhos Castro, Senras Dairy, Minikiwi Farm, Frutivinhos, Yogan, Amálgama, Miolo de Nós e Sim Bombons foram as empresas famalicenses que se associaram ao evento. Já na Alimentaria 2017, no Salão Internacional da Alimentação, Hotelaria e Tecnologia para a Indústria Alimentar, a representação famalicense está a cargo de cinco empresas: AF Azevedos, Louro-

food, Partteam, Metalúrgica Grandra e Termofilm. O presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, marcou presença nos eventos e considera que esta é uma oportunidade de “proximidade de PME de países e regiões que ajudam ao robustecimento das empresas famalicenses, pela partilha de conhecimentos, para além da possibilidade de encontrarem parceiros e estabelecerem laços de cooperação, promovendo uma simbiose entre elas”. L.O./P.P.


16 JORNAL DO AVE 8 JUNHO 2017

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Atualidade

// Vila Nova de Famalicão

Famalicenses podem poupar “80 por cento” em manuais escolares

O ano letivo está a terminar e, antes que comece a pensar nas despesas inerentes ao arranque do próximo, há boas notícias para os famalicenses. Vender os manuais antigos e ter desconto nos novos, parece-lhe bem?

Reduzir a sinistralidade e aumentar a segurança nas diversas passagens para peões nas estradas de Vila Nova de Famalicão é o objetivo da autarquia famalicense ao instalar sistemas inteligentes de iluminação com tecnologia led. A “Passadeira Segura”, que faz a detenção de peões e avisa o condutor da presença e passagem de peões, deve ficar concluí-

da brevemente, envolvendo um investimento municipal de “quase 120 mil euros” e 34 freguesias do concelho, com mais de uma centena de passadeiras. “A nossa grande preocupação é dotar as estradas de condições de acessibilidade para que peões e automobilistas possam utilizar as vias em segurança”,afirmou Paulo Cunha, edil famalicense. A.M./P.P.

ção da utilização de materiais di- nuais que precisam, continuará dáticos de qualidade nas escolas. ativo. Neste caso, a cedência dos Os interessados devem fazer o re- manuais usados deverá ser efetuagisto dos manuais que já não pre- da na Biblioteca Municipal Camilo cisam, através do www.spinfama- Castelo Branco, polos da bibliotelicao.pt, entregando-os posterior- ca, sedes de agrupamentos de esO Parque da Devesa, em Vila mente em bom estado nos pontos colas e cooperativas de ensino do Nova de Famalicão, vai passar a de recolha referenciados, e reser- concelho. var online os do próximo ano. DeÀ semelhança do que tem acon- dispor de um novo equipamenpois disto, os manuais reutilizados, tecido em anos anteriores, o Es- to de apoio, constituído por dois com garantia de qualidade, chega- tado garante os manuais para os balneários, um masculino e ourão comodamente pela mesma via alunos do 1.º ciclo e a autarquia tro feminino, com dez chuveiros antes do início do ano letivo e com contribui com as respetivas fichas cada. Os novos balneários vão ser de trabalho. Já para os alunos do construídos na entrada localizada o desconto respetivo. No entanto, o Banco de Livros 2.º ciclo do ensino básico, a Câma- junto ao Centro Coordenador de Escolares, promovido pela autar- ra Municipal vai avançar este ano Transportes. A obra, que “deverá ficar conquia, que permite às famílias com com a oferta a todos os alunos dos maiores dificuldades e que não manuais das disciplinas de Portu- cluída ainda este verão”, implica sejam abrangidas pelo escalão A guês, Matemática, Ciências da Na- “um investimento municipal suda ação social escolar acederem tureza, História e Geografia de Por- perior a cem mil euros”. A nova estrutura, que estará equipada ao empréstimo gratuito dos ma- tugal e Inglês. com “cacifos, uma sala de apoio ao programa ‘marcha e corrida’ e

instalações sanitárias”, vai funcionar de segunda a sexta-feira das 8 às 00 horas e aos sábados das 8 às 13 horas, com “o apoio de um funcionário”. Para Paulo Cunha, presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, esta é uma “obra ambiciosa que valoriza e distingue o parque, indo ao encontro de uma das principais necessidades dos desportistas que utilizam a Devesa para fazer os seus treinos, mas também de todas as pessoas que gostam de praticar exercício físico no parque”. P.P.

LILIANA OLIVEIRA/ PATRÍCIA PEREIRA

D

e forma a poupar o ambiente e as carteiras, através do programa Spin, as famílias podem vender os manuais escolares, atuais e em bom estado, que já não são utilizados, recebendo até 20 por cento do preço de capa. A medida foi lançada pela Câmara Municipal, em articulação com a empresa Book in Loop, com as escolas do concelho e com a Federação Concelhia de Associação de Pais (FECAF), e diz respeito à recolha e distribuição de manuais escolares do 7.º ao 12.º ano. Ao mesmo tempo, as famílias podem reservar os livros escolares do próximo ano letivo com 60 por cento de desconto, podendo poupar, na globalidade, até 80 por cento. “Famalicão já reutiliza e as famílias poupam em manuais escolares” é o mote para a iniciativa desenvolvida no âmbito da gestão sustentável dos recursos e da universaliza-

Vão poder vender manuais antigos e ter desconto na aquisição de novos

Parque da Devesa com balneários públicos

Raminhos em Famalicão para ajudar Associação Dianinha

Raminhos atua a 14 de julho

Já lá diz o ditado que rir é o melhor remédio. E se falamos em rir podemos falar também de António Raminhos. O comediante vem a Vila Nova de Famalicão, no dia 14 de julho, para dar um espetá-

Famalicão aposta em “Passadeira Segura”

culo na Quinta da Alegria, em que parte do valor da bilheteira reverterá a favor da Associação Amigos da Dianinha. Pode adqurir o seu bilhete na Associação Amigos da Dianinha, em Cabeçudos, no Espaço Cultural Cru, no centro de Vila Nova de Famalicão, no Café Vitória, em Ribeirão, na Eletroconfiança, em Famalicão, no Novo Século Café, em Ribeirão, ou ainda no própria dia no local do evento, se restarem bilhetes. O momento será também oportuno para a apresentação e abertura oficial da Associação Amigos da Dianinha. Para mais informações contacte através do número 912 696 830, do e-mail sofiadjamdiana@hotmail.com ou da pá-

gina www.facebook.com/associacaodianinha/. Recorde-se que os pais da pequena Diana haviam criado uma página de Facebook, “Vamos ajudar a Dianinha”, para angariar verbas para poder levar a filha, que padecia de um cancro raro, para ser tratada em Barcelona. A doença acabou por lhe roubar a vida em outubro de 2016, mas o exemplo de “força” e o “sorriso contagiante” da menina foram imortalizados com a criação da Associação Amigos da Dianinha, através da qual os pais querem agora “homenageá-la”, ajudando os amigos que ela deixou e todos os meninos que estão no IPO do Porto a travar esta dura batalha.

Voluntários na organização de eventos promovidos pela Câmara Os inscritos no Banco Local de Voluntariado vão ter oportunidade de se envolverem na organização de eventos promovidos pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão. O objetivo passa por dar aos munícipes a oportunidade de “vivenciarem de forma diferente as várias organizações da autarquia, assim como promover o voluntariado como motor para uma cidadania ativa e como espaço privilegiado de convívio e troca de experiências, que vai ao encontro das

principais linhas orientadoras do programa estrela ‘Força V – Famalicão Voluntário’ do Plano Estratégico de Vila Nova de Famalicão 2014-2025”, informou fonte do Município. Os voluntários vão poder participar e ajudar a preparar as várias atividades que se inserem no programa das festas Antoninas, que arrancam já esta sexta-feira, 9 de junho. Para mais informações pode consultar o site http://voluntariado.vilanovadefamalicao.org/. L.O./P.P.


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8 JUNHO 2017 JORNAL DO AVE

Desporto

Clube avançou com contrações e renovações

Dito continua no comando do Famalicão

Depois de assegurar a permanência na 2.ª Liga, o FC Famalicão já prepara a próxima época. Dito continua a orientar os famalicenses, Vitor Lima, Ângelo Meneses e João Mendes renovaram os defesas Zé Pedro e João Faria já assinaram pela formação de Famalicão. LILIANA OLIVEIRA/PATRÍCIA PEREIRA

Centro de Formação do FC Famalicão já começou a ser construído

Dito chegou ao comando téc- malicão com “vontade de se afirnico do FC Famalicão quando fal- mar e de ajudar o clube”. Vítor Lima, Ângelo Meneses e tavam oito jornadas para o final da época. Depois de ter assegu- João Mendes mantêm-se no clurada a manutenção dos famali- be, tendo acertado o prolongacenses na Ledman LigaPro, dire- mento do vínculo contratual esta ção do clube e treinador prolon- segunda-feira, 5 de junho. Esta será a quarta temporada garam a ligação contratual por de Vítor Lima com o emblema famais uma época. Em Famalicão já se prepara a malicense ao peito. “Identificonova temporada e o defesa cen- -me com o clube, a cidade e os tral Zé Pedro, de 26 anos, deixou adeptos e por isso continuar a reCentro de Formação do FC Famalicão está avaliada em um milhão e 300 mil euros o Sporting da Covilhã para assi- presentar o FC Famalicão é motiJá teve início a construção do Centro de Formação do Futebol Clube de Famalicão, que quer nar, por duas épocas, pelo FC Fa- vo de orgulho”, afirmou. Este foi o clube onde Ânge- “criar condições para que os jovens famalicenses possam evoluir enquanto atletas, mas tammalicão. “É um clube com dimensão, com lo Meneses se formou, por isso, bém enquanto cidadãos”. PATRÍCIA PEREIRA uma massa adepta que impres- para o atleta, “é uma alegria conva, reiterou a importância do novo para 12 pessoas”. siona - pude constatar isso en- tinuar a envergar esta camisola, Já Paulo Cunha, presidente da quanto adversário - e quando com a responsabilidade de fazer primeira pedra da “maior equipamento para o crescimenme foi colocada a hipótese de vir mais e melhor ”. obra dos 85 anos do FC Famali- to do FC Famalicão. A obra, cons- Câmara Municipal de Vila Nova de João Mendes também se man- cão” foi lançada no sábado, dia truída em terrenos cedidos pela Famalicão, salientou que, “com para o Famalicão não pensei duas vezes”, afirmou o jogador, que tém em Famalicão e vai cumprir 3 de junho, numa cerimónia que autarquia e apoiada pela Câma- esta obra, o concelho fica com vem, garantiu, “com muita von- a terceira temporada no clube. contou com a presença de repre- ra Municipal em “cerca de 500 mil mais e melhores condições para Em comunicado de imprensa, sentantes da Liga Portuguesa de euros”, deverá estar concluída nos criar, reter e cativar talento”. tade e ambição em ajudar”. Para além do Centro de FormaMas não foi contratação única. o clube garantiu que “continua Futebol e da Federação Portu- “próximos nove meses”. A empreiO FC Famalicão contratou, por a trabalhar na definição do plan- guesa de Futebol e do presidente tada contempla a “construção de ção, o Futebol Clube de Famalicão duas temporadas,João Faria. O tel para a temporada 2017/2018”. da Associação de Futebol de Bra- três relvados sintéticos (futebol de tem também projetada a construdefesa central deixou o Mereliga, Manuel Machado. A empreita- 5, 7 e 11) com bancadas, balneá- ção de um Centro de Treinos para nense e aos 25 anos chega a Fada está avaliada em “um milhão e rios, espaços de apoio, parque de o futebol profissional, a concretiestacionamento e uma unidade zar numa fase posterior. 300 mil euros”. O presidente do clube, Jorge Sil- de alojamento com capacidade

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NÚCLEO DE SANTO TIRSO 17.º ANIVERSÁRIO Dia 24 de Junho de 2017 12h00 / 12h30 – Concentração na Sede do Núcleo para recepção da Comitiva do Sporting Clube de Portugal e Entidades Locais. 13h30 – Almoço Comemorativo na Imod da Fábrica de Santo Tyrso”. Irão ser pela 1.ª vez atribuídos prémios designados por “Leões do Ave”. Apresentação dos novos equipamentos das equipas de Futsal e Ciclismo. Preço: 15 Euros Nota: Para efeitos organizativos, agradecemos que confirmes a tua presença até à data limite de 16 de Junho de 2017. TODOS, SOMOS JÁ 3,5 MILHÕES, VAMOS DEMONSTRAR TODA A NOSSA FORÇA E GARRA. SPORTING É A NOSSA PAIXÃO Inscrições/ Contactos: Sede – 252046674; 917056197; 914498977; 915972230; 934159156 E.mails: balsemaoarmindo2017@gmail.com; aeas.estp@gmail. com; vmrmscp@gmail.com; an-calo@hotmail.com; antoniojosemcarvalho@gmail.com: crf.consultor@gmail.com Rua Luís de Camões, 73 R/C Santo Tirso

João Correia no Programa Tóquio 2020 João Correia, atleta de Santo Tirso, bateu o recorde pessoal nos cem metros em cadeira de rodas, carimbando a entrada no Programa de Preparação Paralímpica Tóquio 2020. O feito foi alcançado num meeting realizado no complexo desportivo de Lousada, durante o fim de semana. Em nota de imprensa, o atleta afirmou que, “após um ótimo estágio na Suíça”, sentia-se em “perfeitas condições para a última etapa da preparação com vista ao Mundial Atletismo de Londres”. “Esta prova ficou marcada pela minha melhor marca de sempre nos cem metros (marca oficial) – 25.44 segundos”, denotou. João Correia, o primeiro atleta português a ganhar uma medalha

Atleta bateu o seu recorde pessoal em meeting de Lousada

internacional no atletismo em cadeira de rodas, referiu que o planeamento da época tem “sido perfeito e as marcas têm surgido com naturalidade e sem qualquer tipo de pressão”. “O grande trabalho da

equipa médica desde a grave lesão que me acompanha, a par da dedicação da minha treinadora Jenny Archer e apoio dos meus parceiros, têm sido a chave para este crescendo de desempenho”, destacou. P.P.

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18 JORNAL DO AVE 8 JUNHO 2017

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Desporto

Mais de mil alunos participaram no Gira-Vólei

Luís Silva e Ana Talaia são vice-campeões nacionais

Um número recorde que coloca Santo Tirso “no primeiro lugar dos municípios portugueses com o maior número de participantes no Encontro Gira-Vólei”. LILIANA OLIVEIRA/ PATRÍCIA PEREIRA “Mais de 1300 alunos”, do 3.º e 4.º “compromissos eleitorais passava te, considerando por isso que “os ano das escolas do ensino básico por dinamizar o desporto escolar”. objetivos estão a ser cumpridos”. do concelho, participaram, entre 6 “De ano para ano, temos tido cada Em simultâneo, no campo de e 8 de junho, na atividade despor- vez mais alunos inscritos nas ati- futebol do Complexo Desportitiva promovida pela Câmara Muni- vidades dinamizadas pela Câma- vo Municipal, jogava-se um miniLuís Silva e Ana Talaia, atletas nacional, só foi travado pelo seu cipal de Santo Tirso. O relvado jun- ra de Santo Tirso, entre elas esta torneio de andebol. Duas modali- da Associação de Boccia Luís Silva, colega de seleção, José Macedo to ao Pavilhão Desportivo Munici- do gira-vólei”, assinalou o verea- dades “com muita tradição” num conquistaram a medalha de prata (S.C.Braga) na final, num embate pal transformou-se por estes dias dor do Desporto. concelho “amigo do desporto”. na Fase Final do Campeonato Na- “super disputado”, falhando assim num recinto de diversão. Para José Pedro Machado, aliar “São estes jovens que permitem cional de Boccia 2016/2017, que se o tricampeonato. José Pedro Machado, vereador a “atividade física, o convívio en- que, no futuro, os clubes e as as- realizou no fim de semana de 3 e Já Ana Talaia confirmou o seu do Desporto da autarquia tirsen- tre alunos das diferentes escolas sociações possam crescer e che- 4 de junho, em Paredes. “excelente momento de forma e se, está satisfeito com o número e ainda a criação de hábitos de gar a níveis de excelência”, finaliApós “longa paragem, devido de desenvolvimento, ao arrecaalcançado, uma vez que um dos vida ativa saudáveis” é importan- zou o vereador. a uma lesão”, que o impediu de dar novamente um lugar de pódio” participar nos Jogos Paralímpi- na 2.ª Divisão Nacional. “Depois cos Rio 2016, Luís Silva voltou a de uma boa prestação na fase de demonstrar “toda a sua qualida- grupos e eliminatórias, com vitóde”, realizando “uma competição rias bem conseguidas, a atleta não com um excelente nível, superan- foi feliz na final, acabando a vitóPromover o convívio entre a po- do adversários de grande valia na ria por sorrir ao atleta Ricardo Pepulação sénior do concelho foi o fase de grupos e nas eliminató- reira (Promover Viseu)”, adiantou principal objetivo do convívio de rias”. O atleta, que era bicampeão fonte da Associação. P.P. verão do programa Santo Tirso Ativo, que juntou centenas de seniores no Parque Urbano Sara Moreira, na Rabada. A iniciativa, que decorreu na sexta-feira, 1 de junho, foi promovida pela Câmara Municipal de Santo Tirso, tendo contado com a presença do autarca JoaA Praceta das Fontainhas, em de Escolas D. Afonso Henriques, quim Couto e do vereador do Des- Vila das Aves, concelho de San- o torneio de vários escalões de Convívio decorreu no Parque urbano Sara Moreira porto, José Pedro Machado. P.P. to Tirso, vai encher-se de areia formação do CD Aves e ainda o de e bancadas para o “Aves Bea- seniores masculinos e femininos. A abertura do evento acontech Volley’17”. Entre 9 e 18 de junho, o evento vai contar com vá- ce no dia 9 de junho, sexta-feira, rias competições de “voleibol de às 20.30 horas, com a realização de um jogo misto. A organização praia” para todas as idades. A iniciativa pretende promover é da Associação Avense, em paro desporto e hábitos de vida sau- ceria com a Câmara Municipal Rendimento das Caldas da Rainha, pares mistos. dáveis, através da prática de vo- de Santo Tirso. As inscrições poCatarina Martins, atleta sub-19, leibol. Durante o tempo que de- dem ser feitas através do avescom nove atletas, divididos em três chegou à meia-final da prova de corre o Aves Beach Volley’17, rea- beachvolley@gmail.com. categorias. Das cinco finais em que compe- singulares. Na categoria C, Silvina liza-se o torneio de pais e filhos, tiu, o FAC conquistou três títulos Guimarães e Joana Oliveira tam- de veteranos, do Agrupamento A.M./P.P. de campeão nacional. Depois de bém conseguiram chegar à meiaterem sido campeãs em 2016 em -final em pares senhoras. Já na capares senhoras absoluto, Sónia e tegoria D, Joana Oliveira venceu Adriana Gonçalves não consegui- nas três variantes. Em pares horam revalidar o título, ficando-se mens, Henrique e Rui Carvalho tiO Famalicense Atlético Clube pelo título de vice-campeãs. Um veram lugar nas meias-finais. Joa(FAC) esteve representado em mais título também conquistado em na, Maria, Henrique e Rui vão jogar um campeonato nacional sénior singulares. Sónia Gonçalves che- na categoria C, na próxima tempode badminton, no Centro de Alto gou também às meias-finais em rada. A.M./P.P.

Centenas de seniores em convívio de verão

Aves Beach Volley arranca na sexta-feira

Sónia Gonçalves e Adriana Gonçalves sagram-se vice-campeãs de badminton

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Estatuto editorial

8 JUNHO 2017 JORNAL DO AVE

Atualidade

Jornal do Ave comemora 3 anos de vida

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Assumimos o compromisso de que todos os nossos jornalistas e colaboradores respeitem um conjunto de regras técnicas e deontológicas que se inspiram em critérios de bom senso, ética, deontologia e rigor profissional. O rigor de uma informação completa e fundamentada – sobre factos e não sobre rumores -, a imparcialidade da atitude jornalística, a correção, clareza e concisão da escrita são, para o Jornal do Ave, regras essenciais. mento notável, fruto do trabalho profícuo Os leitores, quer da edição papel quer da edição online, sejam cidadãos residentes em á três anos, surgiu nas bancas uma que temos vindo a desenvolver e das relaPortugal ou em qualquer parte do mundo, têm acesso à mais completa e rigorosa infor- nova publicação periódica. O Jornal do Ave, ções de confiança com os nossos leitores. Não podemos dissociar do projeto jorcuja primeira edição foi para as bancas a 4 mação sobre o que se passa na Região do Ave, nos distritos de Braga e Porto. nalístico os nossos fornecedores e anunde junho de 2014, passou de uma publicaOs nossos conterrâneos que estão emigrados têm neste periódico a sua oportunidade ção bimensal para quinzenal e, posterior- ciantes, assim como assinantes que, edide acompanhar de perto a realidade da sua rua, da sua freguesia e da sua região. mente, para semanal, pela necessidade de ção após edição, nos ajudam a fazer mais e O site, com a sua página de notícias escritas, acompanhadas de vídeos, valoriza as cha- levarmos informação atualizada aos nos- melhor pela Região do Ave e por cada conmadas hard news, acompanhando o ritmo alucinante da informação ao minuto. celho em que estamos inseridos. Não sosos leitores. Pretende-se que as notícias escritas estejam ligadas ao seu desenvolvimento audioviAo longo destes três anos de existência, mos um projeto local, vamos além da nossual, para que o ciberespectador tenha no mesmo espaço todos os ângulos da informa- uma equipa jovem, mas lutadora, tem per- sa rua, do nosso concelho e da região, pois corrido milhares de quilómetros para levar a união faz a força e quanto maior o territóção, sem perdas de tempo e em diferentes suportes. até si uma informação isenta, daquilo que rio, mais força e pujança temos para triunO Jornal do Ave compromete-se a respeitar a confidencialidade das suas fontes e a se passa nos concelhos de Santo Tirso, Vila far face aos desafios do futuro, que se coloproteger a identidade de quem o solicite e de quem ache apropriado, em cumprimento Nova de Famalicão e Trofa. São escritas mi- cam não só aos órgãos de comunicação sodo previsto na Lei. lhares de páginas de notícias e reportagens cial mas a todas empresas e à região. Comprometemo-nos a não pactuar com situações dúbias no tratamento informativo e produzidas centenas de reportagens víAgradecemos a todos a confiança na nossa equipa e no nosso projeto. Juntos somos assim como a não abusar das fontes anónimas, como base central para o desenvolvimen- deo sobre a região do Ave. Mas na era do digital nem só a nossa edi- ainda mais fortes. to de qualquer matéria informativa. ção papel é procurada. As redes sociais e Reconhecemos a informação como uma arte nobre que deve obedecer aos critérios A equipa o nosso website têm registado um crescido rigor, da isenção e da objetividade de modo a que o juízo final caiba sempre, em últi// Santo Tirso ma análise, ao consumidor da matéria informativa. O nosso projeto não é para prosseguir fins meramente comerciais, nem abusar da boa-fé do público, encobrindo ou deturpando a informação. Do mesmo modo, os jornalistas do Jornal do Ave comprometem-se a não pactuar com situações de autocensura ou de censura interna no tratamento informativo. O Jornal do Ave reconhece que o desenvolvimento das novas tecnologias e o acesso Passear com estilo pelas ruas de Santo que D. Maria II e o passeio contempla, degeneralizado às mais variadas fontes de informação contribuem para o desenvolvimen- Tirso, mas de bicicleta, é a proposta para o pois, uma visita ao Museu Internacional de to do ser humano e para o aprofundamento da democracia e, como tal, compromete-se dia 10 de junho. Santo Tirso Cycle Chic vai Escultura Contemporânea, terminando na a combater tabus, preconceitos e estereótipos no escrupuloso respeito pela Carta Uni- invadir o concelho e destina-se a partici- Fábrica de Santo Thyrso. pantes dos zero aos cem anos. Este ano, a iniciativa está inserida no versal dos Direitos do Homem. O movimento Cycle Chic pretende provar Santo Tirso Market e a inscrição é gratuita, Este projeto assume-se, igualmente, como um intransigente defensor do ambiente e que qualquer pessoa pode pedalar, sem as mas obrigatória. da preservação dos recursos naturais. O Cycle Chic anda na rua das grandes citípicas roupas de desporto, promovendo, O Jornal do Ave tem consciência do papel social dos órgãos de comunicação social e, assim, a bicicleta como um meio de deslo- dades, como Amesterdão e Rio de Janeiro, por isso, não se irá abster de promover debates e outras iniciativas que promovam o plu- cação diário, com roupas do dia a dia. e também nas ruas de Santo Tirso. As regras O Santo Tirso Cycle Chic tem início às 9 são poucas: não usar roupas de licra justiralismo de opinião no sentido de levar mais longe o esclarecimento da opinião pública. Defendemos o bom senso na análise e na abordagem, a criatividade no ângulo, o in- horas e faz parte do Programa do Santo Tir- nhas, nem capacetes, apenas as roupas do so Market, que decorre entre as 11 e as 19 dia a dia e fazer da bicicleta um acessório vestimento no background da informação, a emotividade na exposição sem que se perhoras, na Fábrica de Santo Thyrso, com o que permite conhecer a cidade. ca o rigor e a complementaridade. Para as inscrições deve ser consultada acolhimento dos participantes, na Praça 25 de Abril, sendo que o passeio começa meia a página do Facebook Santo Tirso Cycle A Diretora hora depois. A primeira paragem é no Par- Chic. A.M./P.P.

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Santo Tirso Cycle Chic sai à rua a 10 de junho

Ficha Técnica Diretora: Magda Machado de Araújo (TE 1022) Sub-diretora: Patrícia Pereira (9687) Editor: Justbrands – Consultoria e Comunicação Unipessoal, Lda | e-mail: geral@jornaldoave.pt; publicidade@jornaldoave.pt | Redação: Cátia Veloso (9699), Patrícia Pereira (9687), Hermano Martins (TE 774), Liliana Oliveira (TP 2436) | Colaboração: António Costa, Rui Couto (CO 1403) | Composição: Cátia Veloso | Impressão: Gráfica do Diário do Minho | Assinatura Anual: Continente 22,5 €; Europa: 34,75 €; Extra europa: 44,25 €; PDF 16 € (IVA Incluído) | Avulso: 0,70 € | Nib: PT 50 0038 0000 39909808771 50 | Telefone: 252 414 714 | Sede e Redação: Rua Aldeias de Cima, 280 Trofa | Telm. 969848258 | Redação 925 496 905 | Propriedade: Justbrands – Consultoria e Comunicação Unipessoal, Lda | Nif. 510170269 | ERC: 126524 | ISSN 2183-4601 | Nota de redação: Os artigos publicados nesta edição do Jornal do Ave são da inteira responsabilidade dos seus subscritores e não veiculam obrigatoriamente a opinião da direção. O Jornal do Ave respeita a opinião dos seus leitores e não pretende de modo algum ferir suscetibilidades. Todos os textos e anúncios publicados neste jornal estão escritos ao abrigo do novo Acordo Ortográfico. É totalmente proibida a cópia e reprodução de fotografias, textos e demais conteúdos, sem autorização escrita.


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