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Revista de Domingo nº 669

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editorial ao leitor

Cerveja gourmet

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p4 Entrevista

Mestre em Ciências Sociais e Humana, Viviana Mesquita fala sobre a homoafetividade e a homofobia

roduzida com os mais nobres ingredientes, seguindo à risca a lei de pureza alemã de 1532, as cervejas gourmets têm conquistado, a cada dia, um número maior de apreciadores, o que pode ser percebido através da ascensão desse segmento do mercado que registra 4% de crescimento ao ano. Percebendo esse crescimento, restaurantes mossoroenses estão investindo nas cervejas especiais, disponibilizando aos seus clientes nove rótulos da bebida, com nacionalidades e características diferentes, e com equipe de funcionários treinados para melhor atender aos apreciadores, indicando inclusive os pratos que melhor harmonizam com cada uma delas. Confira as características e particularidades do mundo das cervejas gourmets. Nesta edição, você também confere um material sobre os cuidados que devem ser tomados na hora de escolher e baixar aplicativos para celulares e tablets, para evitar o a subutilização e até mesmo o comprometimento do funcionamento desses aparelhos. DOMINGO, também, traz um material sobre o que os homens devem fazer para manter a saúde em dia. Adotar uma alimentação adequada faz toda a diferença. Na entrevista da semana, a coordenadora de projetos no Centro Feminista 8 de Março, Viviana Mesquita, mestra em ciências sociais e humanas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), fala sobre o seu trabalho de pesquisa, a homoafetividade, a homofobia, e temas polêmicos, como a instituição do kit gay nas escolas e a PL 122.

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Cerveja gourmet Entenda um pouco mais sobre as cervejas especiais que atraem cada vez mais apreciadores

Apps Saiba como escolher os aplicativos certos para você e deixe seu tablet ou smartphone mais funcional

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Sua carreira

Rafael Demetrius: Como construir uma equipe de alta performance

Receita

Pastel Real Botequim

• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – Wil­liam Rob­son • Editor – Nara Andrade • Dia­gra­ma­ção – Rick Waekmann • Projeto Gráfico – Augusto Paiva • Im­pres­são – Grá­fi­ca De Fa­to • Re­vi­são – Gilcileno Amorim e Stella Sâmia • Fotos – Carlos Costa, Marcos Garcia, Cezar Alves e Gildo Bento • In­fo­grá­fi­cos – Neto Silva Re­da­ção, pu­bli­ci­da­de e cor­res­pon­dên­cia Av. Rio Bran­co, 2203 – Mos­so­ró (RN) Fo­nes: (0xx84) 3323-8900/8909 Si­te: www.de­fa­to.com/do­min­go E-mail: re­da­cao@de­fa­to.com Do­min­go é uma pu­bli­ca­ção se­ma­nal do Jor­nal de Fa­to. Não po­de ser ven­di­da se­pa­ra­da­men­te.

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conto

josÉ NIcoDemos*

Maria rede rasgada

M

(

Envie sugestões e críticas para o e-mail: aristida603@hotmail.com

)

aria Matias chegou à cidade com esse nome. Do registro civil. Alugou casa. Na sala da frente botou uma lojinha de modas, que dividia a parte de morada. Na rua principal. Representava ter 25, 26 anos. Bonita de rosto. De corpo, nem tanto. Curvas um tanto retas. De seu natural, muito alegre e comunicativa. Elegante de maneiras, expressava-se bem. Apresentava-se viúva de marido assassinado. Era bancário. Namoradeira, dessas de largar um e logo pegar outro, não tardou e deram-lhe o apelido de Maria Rede Rasgada, como ficou conhecida em toda a comunidade. Não se importava ela nem um pouco. Ria-se, até. Digamos, um riso, assim, meio de aprovação. E vivia a seu jeito a vida que Deus lhe deu. Sempre alegre. Constantes viagens a Recife, de onde trazia a última moda. Festa, ah, ela não perdia uma, fosse onde fosse. Não tinha de referência social. “Maria Rede Rasgada não pode ver tocar numa lata” – diziam. Dela, só não

Festa, ah, ela não perdia uma, fosse onde fosse. Não tinha de referência social. “Maria Rede Rasgada não pode ver tocar numa lata” – diziam. Dela, só não se falava isto de levar homem à cama. Coisa meio esquisita.

se falava isto de levar homem à cama. Coisa meio esquisita. Deu-se que um também viúvo da cidade, considerado um dos ricos locais, tomou-se de grande paixão por Maria Rede Rasgada, contra a opinião dos filhos. Era uma mulher “falada” e, ainda mais, volúvel. Festeira além da conta. Mas seu Danilo não queria ouvir advertências e ponderações. De ninguém. Era a mulher que amava, e fim de conversa. O namoro com Maria Rede Rasgada durou pouco. Menos de um mês. Ela era assim: não se fixava em namorado. Que não lhe faltava, por motivos óbvios. E foi o que sucedeu. Seu Danilo, apai-

xonado e desvairado pelo ciúme, quando foi um dia, ao avistar Maria Rede Rasgada indo pela rua em direção de casa, perdeu o juízo: mandou o carro por cima dela, matando-a na hora. Foi um dia de alvoroço na cidade, ninguém querendo acreditar nessa atitude louca de seu Danilo, um homem de elevado conceito e consideração na unanimidade local. Morigerado como ninguém. Não podia ser. – Mas, seu Danilo?! Por ocasião da autópsia no cadáver de Maria Rede Rasgada, foi que se lhe descobriu o segredo. Ela era ele. Quer dizer – era homem.

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Entrevista

VIVIANA VIVIANA MESQUITA MESQUITA

‘A sociedade se organiza de um modo em que o diferente é o outro e o outro não sou eu’

Por NARA ANDRADE Da Redação / naraandrade@gmail.com

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estre em Ciências Sociais e Humanas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), a mossoroense de 33 anos Viviana Bezerra de Mesquita, é coordenadora de projetos do Centro Feminista 8 de Março. O trabalho na linha de pesquisa linguagens, memória e produção de saberes resultou na dissertação com tema “Discurso sobre a regulamentação da união civil homoafetiva: efeitos de sentido e constituição do sujeito LGBT”, que teve como professor orientador dr. Francisco Paulo da Silva, atualmente diretor da FALAUERN. Viviana Mesquita explica que a pesquisa teve como

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questão central analisar os efeitos de sentidos produzidos na heterogeneidade dos discursos que circulam sobre “regulamentação da união civil homoafetiva” no Brasil, no movimento inscrito entre a constituição do sujeito LGBT e a normatização de seu estado civil pelo poder, observando processos de objetivação e subjetivação do sujeito homoafetivo. Em Entrevista a Revista DOMINGO, ela fala sobre seu trabalho, da importância da inclusão de temas voltados para a homoafetividade nas escolas, como forma de combate a homofobia, e questões polêmicas como a instituição do Kit Gay e a PL 122.


Entrevista DOMINGO – Você concluiu o mestrado pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, através do programa de mestrado em Ciências Sociais e Humana, e o seu objeto de estudo foram os discursos sobre a regulamentação da união civil homoafetiva. Como se deu a escolha do tema? Por que estudar essa temática? Viviana Mesquita – A escolha do tema ocorreu inicialmente porque queríamos pensar sobre os discursos que circulam na sociedade e que constroem as verdades sobre o sujeito homoafetivo e seu estado civil. Em segundo lugar, porque queríamos pensar sobre as mudanças ocorridas nas práticas relacionais da atualidade. É importante estudar o tema porque ele é um elemento social que atravessa a vida de muitas pessoas, sejam elas homoafetivas ou não, estudar o modelo relacional entre pessoas do mesmo sexo é relevante porque tocamos não só nas subjetivações como na vida objetiva das pessoas, trazendo para o centro das análises relações de afeto que envolvem definitivamente os modos de vida das pessoas historicamente marginalizadas. A pesquisa é especialmente relevante porque mostra que a resistência do sujeito LGBT tem contribuído para a alteração do que Michel Foucault chamou de teia relacional empobrecida, sendo, portanto constituída novas formas de ser e de se relacionar. NA SUA opinião, esse é um assunto ainda pouco discutido na academia? Por que? NEM tanto quanto parece, mais de algum modo sim, poderíamos dizer que a ciência hoje se interessa por esse tema, porque de fato ele é uma realidade irreversível, no entanto, ainda assim é possível encontrar resistência dentro do próprio corpo acadêmico. Do ponto de vista teórico e da produção técnica e filosófica, temos os estudos da teoria Queer, liderados por Judith Butler, que têm como foco analisar a normalização na sexualidade, assim como o arcabouço dos três volumes de “História da sexualidade” do Francês Michel Foucault, que norteou todo o trajeto da nossa pesquisa. Se tem ainda valorosa produção de autores brasileiros sobre a historicidade do movimento homossexual no país, bem como, vasta produção sobre parentalidade homoafetiva e um excelente conjunto literário sobre direitos e sexualidade tendo como expressão Maria Berenice Dias, no entanto, em nossas universidades ainda se produz pouco acerca do tema, tendo em vista um alto índice de resistência do mundo científico em tratar questões de ordem da sexualidade e da afetividade, julgando ser uma ciência menor e sem racionalização, enfatizando a disputa travada no mundo da

ciência que envolve a objetividade e a subjetividade. RECENTEMENTE foi realizada uma palestra no Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) sobre homoafetividade. Qual a importância da realização de palestras com essa temática em diferentes segmentos da sociedade? VIVEMOS um tempo onde as relações pautadas pelo afeto têm ganhado força em detrimento das relações construídas com base em um único modelo em que nem sempre o afeto é parâmetro para unir as pessoas, hoje as relações entre homens e mulheres têm se constituído como apenas mais um modo de se relacionar, sendo possível outros modos de ser e de se constituir frente à orientação sexual. Tratar o tema da homoafetividade com a sociedade em diferentes segmentos e em especial na palestra ocorrida no CRAS, nada mais é do que tratar sobre nossa própria realidade relacional e afetiva, a teia relacional na atualidade mudou, existem outros modos de ser frente à sexualidade e isso não pode ser tratado como um fato a parte, algo excepcional, ou invisível, porque é apenas mais um jeito possível de ser. Deixar evidente o quanto é importante que outros modos de se constituir sujeito frente à sexualidade devam existir permitem que as pessoas possam construir discursos outros sobre os sujeitos LGBTs que não os excluam, que não os oprimam e sim que possam permitir que as diferenças sejam possíveis. ESSA palestra é um trabalho contínuo ou foi uma programação eventual? UMA programação pontual, a convite da FAFIC, através da Pró-reitoria de Extensão da UERN, que desenvolve um trabalho sistemático nesse CRAS, o tema foi pautado por conta de uma avaliação realizada pelos profissionais que lá atuam, que disseram ter identificado a necessidade de tratar o tema pelo número de jovens LGBTs presente no grupo e pelas relações de tratamento preconceituoso vivenciado por esses sujeitos frente aos demais jovens, bem como das próprias famílias. A FALTA de educação sexual nas escolas pode ser atribuída como uma das principais causas de um grande problema social, como gravidez precoce, a disseminação de doenças sexualmente transmissíveis? A falta de orientação na escola também contribui para a discriminação de pessoas com orientação sexual diferentes? NA MINHA opinião, um grande problema social não pode ser atribuído à ausência de educação na escola, um grande problema social deve está ligado especialmente à forma como as

estruturas sociais dessa sociedade estão organizadas. Uma sociedade que se organiza a partir dos valores capitalistas, patriarcais, racistas e classistas, não pode responsabilizar unicamente um segmento de sua organicidade como principal causa de problemas sociais. Assim como também acredito que a falta de orientação na escola não é definidor no processo de discriminação das pessoas homoafetivas. A sociedade se organiza de um modo em que o diferente é o outro e o outro não sou eu, porque o eu é heterossexual e o outro é diferente e ser diferente não é bom, não é aceitável para a maioria. Na nossa sociedade existe um modelo de orientação sexual que é hegemônico e que quer prevalecer sobre os outros, assim, esse modelo segue desautorizando a existência dos que são diferentes ao seu padrão. Ser um sujeito LGBT significa resistir ao modelo heterossexual, desse modo a orientação da escola para um discurso que leve em consideração a existência e a tolerância à diversidade de orientações sexuais deve ser regra e a ausência dessa orientação pode sim contribuir para processos de intolerância e injúria com os sujeitos homoafetivos, mais não podemos pensar que a orientação sexual nas escolas resolveria todos nossos problemas de homofobia porque o problema de intolerância sexual é também uma questão estrutural e atravessa as bases do modelo social e econômico do qual fazemos parte. A DISCUSSÃO sobre a importância da educação sexual nas escolas é um assunto polêmico, principalmente, depois da proposta de instituição de um kit educacional contra a homofobia, mais conhecido como kit gay. O que é esse kit? Qual o seu objetivo? E por que tem gerado tanta polêmica? O KIT educacional contra homofobia, na verdade é um dos componentes de um projeto maior levantado pelo MEC que se chama Escola Sem Homofobia, o projeto inclui outros componentes, como pesquisa, seminários, capacitação para técnicos, entre outros. O Kit nada mais é do que um conjunto de instrumentos didático-pedagógicos a ser utilizado na formação de professores e professoras visando desconstruir estereótipos sobre lésbicas, gays, travestis e transexuais e contribuir no convívio democrático entre as diferenças de orientação sexual. A polêmica e o veto do kit é apenas uma pequena amostra de como as estruturas organizacionais da nossa sociedade se alicerçam nas bases de um modelo patriarcal, racista e classista, que contribui para a disseminação da violência e intolerância. A polêmica do Kit marca claramente a existência do que Foucault chama de Formações Discursivas, ou seja, campos ideológicos

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Entrevista em disputa. Por um lado o Ministério da Educação que se posiciona desfavorável à intolerância e contra a homofobia, visando uma proposta de garantir direitos humanos a todos e todas, e por outro lado, uma formação discursiva que criminaliza o modo de vida dos sujeitos que se relacionam entre pessoas do mesmo sexo, utilizando de discurso religioso, foi o que ocorreu com a reação negativa dos parlamentares da bancada religiosa a respeito do kit educacional. A polêmica, na verdade, revela projetos em disputa, discursos que se contrapõem, onde cada um trata de produzir sua verdade. ESSE kit, que seria distribuído para seis mil escolas da rede pública, para alunos de 7 a 10 anos, em todo o país no programa Mais Educação, contém material educativo composto de vídeos, boletins e cartilhas com abordagem do universo de adolescentes homossexuais, com um dos vídeos inclusive mostrando um garoto travestido de menina. Esse conteúdo não seria inadequado para crianças nessa faixa etária? A PRODUÇÃO dos discursos que circulam acerca dos sujeitos homoafetivos, em sua esmagadora maioria, fabricam verdades que objetivam os próprios sujeitos, desse modo, a verdade produzida pelo modelo vigente de orientação sexual faz com que os efeitos de sentido desse discurso desautorize a verdade dos sujeitos homoafetivos em razão da verdade heterossexual, assim sendo, o que prevalece nada mais é que uma certa verdade do discurso hegemônico, que marca como inadequado conteúdo com abordagem do universo de adolescentes homossexuais para alunos de 7 a 10 anos, uma vez que a verdade que circula é a verdade do discurso hegemônico heterossexual. Talvez outra certa verdade pudesse dizer que crianças de 7 a 10 anos deveriam ser ensinadas, sobretudo a importância do amor ao próximo, e assim sendo, não seria um problema para elas saber que duas pessoas do mesmo sexo podem se amar. ATUALMENTE, está em discussão no congresso nacional o Projeto de Lei 122/2006. No entanto, o projeto que está no centro de uma grande polêmica, divide opiniões e, apesar de muito discutido, muita gente ainda não está compreendendo o que está proposto no texto. Qual a necessidade de aprovar um projeto dessa natureza? A Constituição não prevê o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação (artigo 3o, IV)? Cumprir o que já está previsto na lei máxima do nosso país não seria suficiente? O projeto de lei conhecido como 6

PL 122 tem o objetivo de criminalizar a homofobia e atualmente encontrase na comissão de direitos humanos do senado federal. Em nossa pesquisa, identificamos que um dos espaços onde o movimento LGBT mais tem crescido tem sido no cenário jurídico, através das práticas discursivas ligadas ao judiciário, basta relembrar os acontecimentos sobre a regulamentação da união civil (tema de nossa pesquisa) implementadas pelo Superior Tribunal de Justiça, que tornou possível outras formas de se constituir sujeito LGBT diante do direito, ou da possibilidade de casar e se objetivar frente ao poder do Estado. Por isso, a necessidade desses sujeitos apresentarem suas pautas de lutas ao judiciário, por entenderem que não basta constar na Lei Magna, assim sendo, certos direitos não teriam se concretizado sem legislação específica, como tantas já realizadas, por exemplo, Estatuto da Criança e do Adolescente, também não menos polêmico. O PL 122 tem por objetivo criminalizar a homofobia no país. Mas, qual a definição de homofobia segundo o projeto? NOSSO trabalho não tratou especificamente sobre a homofobia, no entanto, tratou sobre a disputa de projetos que envolvem os modelos de orientação sexual, tão convencionalmente chamados de heterossexual e homossexual, dividido entre hegemônico e contra hegemônico, a homofobia seria um produto dentro do modelo

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hegemônico, onde existe a repulsa à existência de outro modelo em especial às pessoas que se relacionam com o mesmo sexo, a homofobia não tolera a existência de outra possibilidade relacional que não seja a heterossexual. Por isso possui uma vontade de verdade absoluta, uma posição sujeito determinante, que exclui, que injuria, que desautoriza e deseja apagar a verdade do outro. PARA grupos católicos e protestantes, o projeto fere a liberdade religiosa e de expressão, já que propõe pena de reclusão para quem criticar publicamente a homossexualidade, seja qual for a razão. Caso aprovada, essa legislação poderá interferir nas igrejas, mesmo a Constituição assegurando o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias (artigo 5o, VI)? MAIS uma vez o que vejo são Formações Discursivas em confronto, ou seja, (projetos ideológicos em disputa) o discurso religioso e o discurso do movimento LGBT, atravessado pela produção de um discurso jurídico, havendo assim um interdiscurso entre as posições dos sujeitos, o que provavelmente fabricará um efeito de sentido acerca do tema. Acredito que a lei aprovada não vai interferir na produção da verdade do discurso religioso, assim como caso não venha a ser aprovada, não inviabilizará o discurso do movimento LGBT de resistência ao discurso heteronormativo.


Especial

Cervejas

Gourmet

Mercado de cervejas especiais estรก em ascensรฃo; em 2014, por exemplo, o crescimento jรก atingiu 4%

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Especial

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roduzidas apenas com ingredientes nobres, as cervejas especiais também denominadas cervejas gourmet, têm ganhado cada vez mais um número maior de apreciadores. Percebendo isso, restaurantes de Mossoró têm investido nesse segmento do mercado em ascensão, que registra um crescimento de 4% ao ano. De acordo com especialistas do setor, todo esse crescimento pode ser atribuído ao aumento do poder de compra dos brasileiros. Além da grande quantidade de rótulos que podem ser encontrados nas prateleiras dos supermercados, com cervejas de diversas nacionalidades, em Mossoró, os restaurantes Tenda e 5ª Avenida dispõem de cartas com nove rótulos de cervejas gourmet, fabricadas nos tradicionais centros de produção e consumo, de cerveja como Alemanha, República Tcheca, Inglaterra e Brasil. Para orientar os clientes, as cartas disponibilizam informações sobre a nacionalidade, análise da bebida e o tipo de comida com que ela harmoniza. Para degustar essas cervejas especiais, os clientes dos restaurantes desembolsam entre R$ 12,60 e R$ 23,90,

)) Para degustar cervejas especiais, clientes gastam entre R$ 12,60 e R$ 23,90 por garrafa

)) Garçom José Teixeira passou por treinamento sobre cervejas gourmet 8

por cada garrafa da bebida. Mas, qual o diferencial das cervejas gourmets? Essas cervejas são fabricadas seguindo a lei de pureza alemã, instituída em 1532, que é o parâmetro universal para definir a qualidade e pureza da bebida. Segundo esse critério, a verdadeira cerveja é fabricada com apenas quatro ingredientes: malte, cevada, lúpulo e água. As cervejas especiais resultam da habilidade das cervejarias em trabalhar esses quatro ingredientes, o que contribui também para a elevação do custo de produção das cervejas gourmet. É esse critério também é o diferencial entre as cervejas especiais e as convencionais, fabricadas em grande escala e mais populares. As cervejarias convencionais nos últimos anos têm se empenhado em baratear o custo de produção, para tanto misturam aos ingredientes nobres cere-

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ais não maltados como o milho e o arroz. Como o lúpulo, que é o conservante natural da cerveja, também é colocado em menor quantidade nas cervejas convencionais, os fabricantes são obrigados a adicionar conservantes químicos no produto, assim, o resultado final é uma cerveja de qualidade inferior. Particularidades As cervejas especiais são mais encorpadas, cremosas, possuem coloração mais densa e aroma intenso, são livres de produtos químicos e possuem outras particularidades. Essas cervejas não foram feitas para ser consumidas em quantidade, o objetivo é aproveitar o sabor diferenciado e suas características únicas, tal como acontece com os vinhos. O mais comum é que, ao experimentar um rótulo, o consumidor opte por outro com proposta diferente. Para fazer essa transição, ou


Especial seja, mudar de uma cerveja para outra com características diferentes, é recomendável que o cliente "limpe o paladar" bebendo um pouco de água gaseificada. Também a exemplo do vinho, as cervejas possuem, de acordo com suas características, taças especiais em que devem ser servidas. A taça ideal evidencia as características sensoriais de cada cerveja. A noção de que cervejas especiais são "mais fortes" e que, portanto embriagam mais rápido, é um mito. Elas na verdade possuem o mesmo teor alcoólico das cervejas convencionais, algo em torno de 4,5 a 5%. Essa impressão se dá pelo fato das cervejas especiais serem mais encorpadas por serem produzidas unicamente com ingredientes nobres. As cervejas puro malte também são mais saudáveis que as cervejas convencionais, pois o elemento responsável pela conservação do produto é o lúpulo que é um ingrediente natural. E como já foi dito, as cervejas convencionais, por sua vez, usam produtos químicos na conservação da cerveja, consequência da necessidade de baratear a produção através da redução de lúpulo que é um ingrediente caro. Embora se pense muito na Alemanha quando se fala em cerveja, a República Tcheca é um tradicional centro produtor de cervejas especiais e é considerado o país com o maior número de cervejarias do mundo. O diretor de uma distribuidora de alimentos e bebidas gourmet, Marcos Luiz Fernandes, esteve em Mossoró na primeira semana de agosto para treinar as equipes dos restaurantes para o trabalho com essas cervejas. Ele explica que, além do sabor diferenciado, algumas cervejas devem ser servidas de modo bem particular e em temperatura ideal. Ainda segundo o Marcos Luiz, a cerveja “estupidamente gelada” tem o sabor mascarado, e por isso as cervejas especiais devem ser servidas em temperaturas que variam entre 5º C e 6º C, para que se possa de fato saborear a bebida. Marcos Luiz diz que a distribuidora trabalha com noventa rótulos de cervejas especiais, 10% do que está sendo fornecido para os restaurantes mossoroenses. O empresário afirma também que o mundo das cervejas especiais é dinâmico e os mestres cervejeiros gostam muito de inovar e criar cervejas a partir dos quatro ingredientes permitidos. “Não há limites para a criação e a busca por sabor e qualidade no mundo das cervejas gourmet”, comenta.

)) Marcos Luiz, diretor de uma distribuidora das cervejas especiais

Carta de Cervejas Especiais 1. Cerveja Paulistânia (600 ml): Produzida no Brasil, no estado se São Paulo, é uma cerveja puro malte, aromática e encorpada, com ricas notas de malte e amargor limpo e equilibrado. Ideal para acompanhamentos leves como grelhados, sushis e saladas. 2. Cerveja 1500: Cerveja puto malte também produzida no Brasil, essa possui em sua composição 3 tipos de lúpulos aromáticos importados da região de Hallertau, Alemanha. Possui uma belíssima coloração dourada, aroma maltado e agradavelmente lupulado. É muito refrescante e leve e ideal para acompanhar pratos leves (sushis, frutos do mar, queijos frescos e saladas), mas também harmoniza com pratos mais picantes. 3. Badger Golden Glory: Premiada cerveja Inglesa da linha "Badger". É perfumada e intensa, com notas de pêssego, melão e toques florais. O blend de lúpulos aromáticos e de amargor conferem a ela uma característica frutada inconfundível e distinto amargor. É produzida com adição de flores de pêssego e perfeita para acompanhar carne de porco, patê de pato ou um cheesecake. Vencedora de diversos prêmios como o Tesco beer Challenge, Quality Food & Drink Awards e Taste of the West Awards. 4. Badger Blandford Flyer: De fabricação inglesa, com gengibre, dourada. Faz referência a um inseto (o blandford fly) encontrado no rio Stour Dorset, cujo folclore afirma que o gengibre é o único remédio para aliviar a febre e a dor causada pela sua picada. Traz notas picantes e acalentadas do gengibre e uma doçura arredondada e acaramelada. É refrescante e ideal para acompanhar pratos da culinária chinesa e indiana. 5. Cerveja 1975: Originária da república Tcheca, é fabricada com malte próprio e lúpulo de saaz. É uma premium lager dourada, com balanceado amargor. Possui aroma fresco e floral, ideal para acompanhar peixes, saladas e pratos condimentados. 6. Hofbräu München: É a cerveja que deu origem ao famoso evento "oktoberfest" na Alemanha. É refrescante, levemente amarga e picante. Uma típica cerveja lager com toques de malte e ideal para harmonizar com pratos da culinária alemã além de outros à base de peixes, frutos do mar e saladas. 7. Erdinger Champ: Cerveja Weissbier (à base de trigo) de fabricação alemã, produzida especialmente para se beber direto da garrafa. Ela é um pouco menos alcoólica e tem índice ideal de gás carbônico. É um produto inovador, mas que não deixa se perder o sabor clássico e a tradição de Erdinger. 8. Erdinger Pikantus (bock): Especialidade bávara (produzida na famosa região cervejeira da Bavária), escura, adquire o seu sabor forte e complexo pela utilização de maltes tostados de trigo e cevada, e pelo longo período de maturação. Harmoniza com charutos e doces, além de pratos à base de caças e aves. - Obs: As cervejas convencionais escuras adquirem tal coloração e sabor frutado a partir da adição de uma espécie de melaço. No caso da Erdinger Pikantus, as características são obtidas a partir da tostagem dos seus ingredientes. 9. Erdinger Tradicional: É a cerveja weissbier (de trigo) mais consumida no mundo sendo um ícone entre as cervejas de trigo. Possui a chamada "segunda fermentação" dentro da garrafa. É refrescante, encorpada, aromática e levemente frutada. Cai bem com sushis, peixes, frutos do mar, saladas, grelhados, salsichas e pratos apimentados, mas não harmoniza com alimentos à base de trigo como pizza, lasanha e pães.

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Tecnologia

Qual seu app

preferido? Saiba como escolher os aplicativos certos para você e deixe seu tablet ou smartphone mais funcional

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oje em dia, dificilmente se encontra alguma pessoa que não usa celular, que não tenha acesso a ferramentas tecnológicas, como smartphones ou tablets. No entanto, apesar de bastante populares, esses aparelhos acabam sendo subutilizados, já que em grande parte dos casos, seus proprietários desconhecem todas as suas funções ou as utilizam de forma errada. Isso também acontece devido à grande quantidade de aplicativos existentes, e os usuários dessas ferramentas tecnológicas acabam baixando muita coisa sem saber o que realmente será útil para o seu dia a dia. DOMINGO conversou com especialistas no assunto, que deram dicas importantes sobre como utilizar esses aparelhos da melhor forma possível e quais critérios devem ser observados na hora de baixar esses aplicativos, para não comprometer o funcionamento dessas ferramentas. A professora Cicília Raquel Maia, do Departamento de Informática da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), explica que a evolução das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) tem proporcionado grandes mudanças no dia a dia. Dois pontos são fundamentais: a grande necessidade de mo10

bilidade, em que surgem os dispositivos móveis (ex.: smartphones, tablets, entre outros) e que a cada dia se tornam mais leves, portáteis e com baixo consumo de energia, tornando-os extremamente vantajosos para a comunicação; e juntamente com o avanço dos telefones celulares, as redes sem fio se tornaram mais eficientes mediante o vasto número de aplicativos e informações que necessitam ser processadas e armazenadas. No entanto, segundo a professora, apesar de o celular não representar somente uma invenção mas também uma revolução, um erro comum cometido pelas pessoas é comprar um aparelho que será subutilizado. “Antes de comprar qualquer aparelho, é fundamental que seja feita uma boa análise e pesquisa com a relação custo/ benefício dos diversos aparelhos que existem. Comprar por impulso ou porque um amigo tem um igual é um erro; cada pessoa tem suas necessidades”, comenta. Atualmente, existem apps dos mais diversos tipos e soluções para diversas áreas (finanças, economia, saúde, educação, entretenimento, entre outros), mas a professora, que é doutora em Engenharia Elétrica e de Computação pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e pós-doutora pelo Massa-

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chusetts Institute of Technology (MIT) – Boston/EUA, lembra que os celulares e tablets, por mais modernos que sejam, possuem recursos limitados, como memória, processador e bateria. Assim, os usuários precisam saber do limite do seu aparelho para não comprometer o seu funcionamento. Para manter o aparelho funcionando da melhor forma, Cicília Maia orienta o usuário a respeitar seus limites. “Evite instalar aplicativos sem necessidade. Busque aqueles que realmente você irá utilizá-los e aqueles que já tenham sido classificados pela comunidade de usuários. Arquivos desnecessários também afetam no consumo de energia e mau desempenho do aparelho”, orienta. Outros cuidados que devem ser tomados antes de baixar alguns aplicativos, sem comprometer o aparelho, são: verificar se o aplicativo desejado é um produto oficial da plataforma utilizada, seja iOS, Android ou Windows Phone; analisar quantas vezes esse aplicativo foi baixado e qual a classificação dele por quem já utilizou; verificar a rede utilizada para baixar o aplicativo. Se a conexão for wi-fi compartilhada, existe chance de estar infectada por malwares; durante o processo do download, leia com muita atenção tudo o que for pedido e as permissões


Tecnologia dos aplicativos, pois assim evita, sem querer autorizar, algo que não deseje. “Se você está baixando um aplicativo gratuito, não existem motivos para que ele peça informações do cartão de crédito”, alerta. Apesar de dizer que cada pessoa tem um perfil diferente, e isso explica a variedade de aplicativos, proporcionando a cada um conjunto de aplicativos que vai facilitar suas tarefas diárias, a professora afirma que existem aplicativos gratuitos, que são imprescindíveis, como: antivírus AVG; Clean Master, que ajuda a apagar o que não é mais necessário na memória do seu aparelho; Dropbox, que sincroniza automaticamente todas as fotos, documentos e vídeos do seu dispositivo móvel para o armazenamento em uma nuvem; e aplicativos de bancos, em que quase todos os bancos oferecem aplicativos para que seus clientes acessem suas contas via dispositivo móvel. “Ressalta-se que você só deve instalar um aplicativo original fornecido pelo próprio banco. Existem outros aplicativos que são interessantes também, como: Whatsapp, Facebook, Skype, Instagram, Hangouts, Twitter, Viber, Foursquare, entre outros”, frisa. Uso das tecnologias e a sociabilidade DOMINGO também conversou com a jornalista Izaíra Thalita Lima, mestra em Ciências Sociais e Humanas pela Uern, que se define como uma curiosa no uso das tecnologias e da sociabilidade com mediação desses dispositivos, como tablets, smartphones. “Está mais que provado em diversas pesquisas que a tecnologia mudou a cultura e a forma como nos relacionamos com outras pessoas e nos diferentes aspectos da vida cotidiana”, ressalta. Para Izaíra Lima, os aplicativos demonstram bem essa mudança na vida cotidiana. “São programas pagos ou gratuitos que visam uma praticidade a partir dos nossos interesses, e os interesses variam de pessoa para pessoa. É algo muito pessoal. Por isso, o uso ‘certo’ vai depender do que cada pessoa entende como sendo necessária para ela”, explica. Izaíra Lima diz que as pessoas erram por utilizar aplicativos em excesso, não atentando o quanto do tempo eles podem consumir, sem agregar a essa visão mais prática de cada pessoa. Sobre a subutilização dos aparelhos causada pela falta de conhecimento de todas as funções dos aparelhos, a jornalista afirma que essas ferramentas pos-

)) Grande quantidade de aplicativos pode prejudicar aparelhos suem funções diversas, e há muitas funções novas a cada novo aparelho que para muitos usuários são desafiantes. “Mas isso acaba ajudando no processo de inclusão digital, pois o usuário vai aprendendo, no dia a dia, a se familiarizar com as ferramentas do seu dispositivo móvel. Quando se lança um aparelho novo, o usuário já espera que ele traga melhorias e mais funções agregadoras em relação ao modelo anterior”, ressalta. Para não sair baixando diversos aplicativos e comprometer a memória do celular ou tablet, ela orienta o usuário a testar um aplicativo, e caso ele não seja muito utilizado, seja desinstalado para não prejudicar a eficiência dos aparelhos. A jornalista diz que é importante verificar quanto de memória o app vai precisar para funcionar. “Sempre é bom ler os comentários de outros utilizadores,

mas quanto a ser seguro, vai depender muito do tipo de aplicativo; alguns podem, sim, conter vírus, por isso é bom saber se outras pessoas já utilizaram e o que acharam dele”, diz. E Izaíra Lima mantém em seus aparelhos apps de revistas, estante de livros, o “Tudo Gostoso”, que ela conheceu há pouco tempo, que dá dicas de receitas, e o Deezer de músicas, que ela diz que não vive sem, já que dá para montar playlists pessoais, para ouvir quando quiser tendo internet ou não. “No geral, cada pessoa vai ter aqueles aplicativos que lhe agradam. Tem gente que curte estar em todas as redes sociais, outros preferem jogos; o importante é que eles integrem de maneira prática o seu cotidiano, que sejam utilizados com frequência para tornar a relação com as pessoas e com a própria tecnologia mais prazerosa”, conclui.

)) Professora Cicília Maia, do

)) Jornalista Izaíra Thalita é uma curiosa

Departamento de Informática da Uern

no uso das tecnologias e sociabilidade

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Cuide-se

)) Homens vivem em média sete anos menos que as mulheres

Saúde do homem Especialista fala das principais doenças que afetam os homens e dos cuidados que o público masculino tem que tomar para manter a saúde em dia

S

egundo pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os homens vivem em média sete anos menos que as mulheres. E geralmente somente depois do aparecimento de alguma doença, como colesterol alto, triglicérides elevado, diabetes e outras é que os homens se preocupam em cuidar da sua alimentação. Alguns procuram se cuidar por estética, outros poucos pela saúde, mas o sedentarismo e a má alimentação ainda estão muito presentes na popula12

ção masculina. DOMINGO conversou com a nutricionista da Hapclínica Mossoró, Débora Lima, sobre as principais doenças que afetam os homens e quais os cuidados que o público masculino deve tomar para manter a saúde em dia. Segundo a nutricionista, entre as doenças que mais acometem os homens estão a obesidade, o infarto, o câncer, a cirrose hepática e a hipertensão. Ela explica que a pressão arterial elevada, ou ainda hipertensão, aumenta o risco de doenças cardíacas. Esta se deve em par-

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te a fatores hereditários, mas é principalmente ocasionada pelos hábitos de vida. “Os hipertensos devem perder peso e reduzir a quantidade de álcool ingerida, tal como, não deve adicionar sal aos alimentos durante a confecção, ou na mesa, e devem escolher pratos e produtos pré-preparados reduzidos em sal”, orienta. Uma dica repassada pela médica é substituir o sal de cozinha por temperos naturais à base de ervas aromáticas, co-


Cuide-se mo salsa, orégano, cebolinha, coentro, manjericão e também tomate, pimentão e alho. Já o câncer da próstata é um dos tumores fatais mais comuns nos homens com mais de 55 anos. Por isso, são recomendados alguns exames, como o toque retal a partir dos 40 anos anualmente, para acompanhamento e proteção da saúde do homem. “Infelizmente, alguns homens ainda têm preconceitos, e deixam de efetuar alguns exames, que podem evitar impotência sexual, e até salvarem suas vidas ao descobrirem um problema na próstata precocemente”, frisa. A especialista lembra que estudos apontam que homens que ingeriram dietas com baixo teor de gordura tiveram a metade do risco de câncer em estágio tardio do que homens que consumiam mais gordura. O tomate e seus derivados como molhos e sucos, se ingeridos semanalmente, podem reduzir o risco de câncer de próstata em até 50% porque são ricos em licopeno, o componente que dá a cor vermelha e tem propriedades anticancerígenas. “O licopeno funciona como um poderoso antioxidante que age na neutralização de radicais livres, contra a oxidação do colesterol, um processo que pode influenciar no câncer de próstata, além de estimular a função do sistema imunológico. Você pode encontrar licopeno no tomate, molho de tomate, extrato de tomate, suco de tomate e também nas frutas de coloração vermelha como a melancia, mamão papaia, goiaba e morango”, ressalta. Outra doença que é mais comuns entre homens, a cirrose é uma doença crônica, na qual o fígado vai se degenerando. Uma das principais causas é o consumo excessivo e frequente de bebida alcoólica. No tratamento é essencial excluir este tipo de bebida. É importante também ter uma alimentação adequada com relação aos nutrientes. A proteína é importante para a produção de células novas, porém se o consumo for excessivo pode sobrecarregar o fígado. Os carboidratos são fundamentais para o fornecimento de energia e manutenção do organismo. Um dos sintomas da cirrose é a retenção de líquidos, neste caso é indicado beber água e diminuir o consumo de sal. “Estas e outras ocorrências como colesterol elevado, triglicérides elevado e diabetes são doenças que podem ser prevenidas através de hábitos alimentares saudáveis e prática frequente de atividade física”, conclui.

)) Tomate e outros frutos de cor vermelha são ricos em licopeno, substância anticancerígena

DICAS NUTRICIONAIS PARA SAUDE DO HOMEM Mantenha o peso adequado para a sua altura. Pratique atividade física regular (no mínimo 30 minutos diários). Bebidas alcoólicas devem ser consumidas com moderação, pois elas fornecem calorias vazias e nenhum nutriente. Evite o consumo excessivo de gorduras. Dê preferência aos peixes, aves e carnes vermelhas magras (patinho, alcatra, coxão duro e coxão mole). Reduza o consumo de açúcares e de farinha branca, pois aumentam a taxa de glicose no sangue. Dê preferência aos alimentos integrais, pois são ricos em fibras. Aumente o consumo de água, pois outras bebidas como refrigerantes, chás, chimarrão e café não hidratam o corpo. Fique atento à ingestão de nutrientes como zinco, cálcio, selênio, vitamina A, E, C e B12.

)) Nutricionista, Débora Lima Jornal de Fato | DOMINGO, 17 de agosto de 2014

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sua carreira

RafaeL DemeTrIUs

COMO CONSTRUIR UMA EQUIPE DE ALTA PERFORMANCE

É

preciso ser um bom líder para construir uma grande equipe. Um líder que não tem medo de arriscar, tomar decisões difíceis e estabelecer x padrões de desempenho. A construção de uma equipe exige uma profunda compreensão das pessoas, seus pontos fortes e o que as motivam a trabalhar juntas. Além disso, a formação da equipe exige que você administre os egos de seus subordinados e suas demandas constantes de atenção e reconhecimento. Não é fácil liderar uma equipe e manter o ambiente de trabalho um lugar agradável e produtivo. Então, listamos abaixo algumas dicas sobre como construir um time de sucesso. Recrute as pessoas – invista tempo e dinheiro no processo de recrutamento e seleção de pessoas, e nunca “terceirize” essa função, pois, cabe ao líder executá-la. Além disso, tenha visão e saiba identificar os talentos que estão sendo desperdiçados pelo mercado, trazendo-os para dentro de sua organização e desenvolvendo-os. Outro fator a considerarmos é o seguinte: busque contratar pessoas que tenham a mesma visão de negócio que a sua, por exemplo, se sua empresa busca ser a Nº 1 do mercado, obviamente, você não pode contratar alguém que deseja estagnar e ficar eternamente na zona de conforto (pessoas que não buscam atualização, que correm de promoção, etc.), pois, haverá uma incongruência de pensamentos, gerando insatisfação para ambas as partes (o colaborador precisa amar a empresa e principalmente sua função dentro da mesma). Dê um norte para as pessoas – seja simples e transmita com clareza para os colaboradores aonde a empresa quer chegar, evitando dúvidas. Busque criar objetivos resumidos, de forma que todos tenham facilidade de absorvêlos, pois, a pior coisa do mundo para um colaborador é não saber qual é o seu papel da empresa. Defina Claramente os Papéis e Responsabilidades – Comunique-se com seus funcionários e deixe-os saber o que você espera deles. Diga a eles claramente quais são suas responsabilidades e atribuições dentro da empresa. Observe o comportamento de sua equipe e, caso o trabalho não esteja fluindo como deveria, descubra o motivo e quem pode estar interferindo para que isso aconteça. Depois que souber quem está fora de contexto, tenha um pouco de imaginação e não vá logo despedindo o funcionário. Observe suas qualidades e dê a ele um papel que se encaixe em seu perfil. Desenvolva as pessoas – capacitar e desenvolver continuamente os colaboradores (melhoria contínua), através de cursos e treinamentos, objetivando atingir o ápice de cada um para que a organização gere talentos e consequentemente execute os processos em alto nível. 14

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Desafie as pessoas – o ser humano é motivado por desafios, por isso, sua equipe deve ser desafiada constantemente. Para que isso possa ocorrer é necessário que mudanças ocorram na organização, de modo que os colaboradores busquem refletir e gerar ideias criativas e inovadoras para resolver os problemas existentes dentro do ambiente corporativo. Recompense as pessoas – sua equipe deve ser gratificada constantemente pelos bons trabalhos realizados. Elogios e comemorações devem existir para aqueles que buscam “suar a camisa” em prol de resultados marcantes. Acredite, esse é o melhor investimento que um líder pode fazer. Una as pessoas – o conceito de sinergia diz que o todo é maior que a soma das partes, ou seja, de nada adianta ter apenas um profissional brilhante dentro da empresa, pois, sozinho, ele nada poderá fazer, sendo assim, é importante que a equipe tenha unidade. Em outras palavras, todos os colaboradores devem se unir em prol do conjunto, para que assim, a mentalidade das pessoas seja construída para fortalecer e valorizar o bloco humano da empresa. Lidere as pessoas – Sócrates proferiu a refulgente frase: “Sob a direção de um forte general, não haverá jamais soldados fracos”. Assim como na “guerra” de Sócrates, o mercado de trabalho também exige um grande líder, para que os colaboradores sejam encorpados. O líder é aquela pessoa que vive aquilo que prega (caráter), que cria metas alcançáveis, que valoriza a diversidade, que busca remover todas as barreiras para o colaborador passar, que não age por coerção e sim por influência, que soa a camisa, que tem equilíbrio emocional, que promove um ambiente agradável, que permite que o colaborador cresça dentro da empresa, que reconhece os bons trabalhos, que divide o seu conhecimento com os colaboradores, que resolve os problemas (excesso de faltas, desentendimento entre colaboradores, colaboradores indolentes, etc.), que se antecipa as possíveis variáveis negativas que certamente chegam, que é humilde para reconhecer um erro, que trata as pessoas com equidade, enfim, é alguém que é um exemplo a ser seguido e faz as pessoas perceberem isso. Pergunte as pessoas – uma relação de transparência favorece o desempenho da equipe, daí a importância da comunicação entre líder e liderado. Busque ouvir os colaboradores, peça sugestões, questione, diga-os para relatar os pontos fortes e fracos que eles enxergam, para que assim, aja feedback constante na organização, enfraquecendo assim, o poder da organização informal, e consequentemente, fortalecendo a confiança dos colaboradores com a organização. Dê autonomia para as pessoas – os colaboradores precisam tomar decisões dentro da organização, mas para que isso possa ocorrer é necessário que a cultura organizacional da empresa seja democrática, tendo uma estrutura organizacional horizontal, para que os funcionários sejam munidos de informações e conhecimento, para que os mesmos possam ter poderes e bagagem para planejarem e executarem os processos, aumentando o nível técnico da organização e gerando diferencial competitivo.


adoro comer adoro Receita comer

Pastel Real Botequim

INGreDIeNTes • • • • • • • •

Massa prontas de pastel 1 gema de ovo 300 gramas de carne moída Dois copos de óleo de cozinha Azeite Pimenta do reino a gosto 1/2 Cebola Coentro e cebolinha a gosto

MODO DE faZer Modo de fazer a carne • Refoque a carne na frigideira com um fio de azeite. Quando tiver dourada, acrescente pimenta do reino e sal a gosto. Deixe apurar o sabor e por último acrescente o coentro, a cebolinha e a cebola, em quantidades desejadas. Modo de fazer o pastel • Pincele a gema na massa. Ela serve para colar o pastel. Recheie. Depois é só fechar com a ajuda de um garfo. Deixe o óleo esquentar e frite o pastel. Rende seis porções Colaboração: Márcio Costa, chef do Real Botequim

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