editorial ao leitor
Casarão histórico
A
Boa leitura, Nara Andrade
Entrevista
p4 Psiquiatra Gabriel Oliveira fala de Método Gabriel S.E.R./registro da expressão da alma
ssim como outros prédios que retratam a história de Mossoró e que sofreram com a ação do tempo e o abandono por parte dos proprietários e até mesmo pelos governantes, principalmente devido o alto custo para manutenção dessas estruturas, mais um símbolo da arquitetura do início do século XX e da história política de cidade de Mossoró está no centro de uma polêmica, provocada por sua venda no último mês pelos herdeiros do espólio de seu último proprietário, o industrial Jerônimo Dix-neuf Rosado Maia. O Catetinho de Mossoró ficou conhecido assim, após ter sediado o Governo Provisório da República do Brasil, durante visita de dois dias do então chefe do governo, Getúlio Vargas. Esse título faz alusão ao Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, sede oficial do governo na época. Comprado por um empresário do segmento de restaurantes, ainda não se sabe qual destino terá o casarão que guarda memórias de famílias, da cidade e da própria sociedade mossoroense. Especula-se que o Catetinho será transformado em um restaurante e terá sua estrutura original preservada, mas ainda não há confirmação. Assim, a sociedade e a própria família de Dix-neuf Rosado, que vendeu o casarão, vivem dias de expectativa, principalmente pela possibilidade, inclusive, de o prédio ser demolido. Confira um pouco da história do casarão e suas características arquitetônicas, que chamou a atenção de um grupo de estudantes que utilizou o imóvel como objeto de estudo em um trabalho da disciplina de Patrimônio e Restauro, do curso de Arquitetura e Urbanismo. Nesta edição, você também confere material sobre a conquista do projeto Horta Didática na Escola, realizado pela Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), que foi aprovado em segundo lugar em um edital nacional de extensão na temática promoção da saúde, após concorrer com outros 169 projetos de universidades de todo o País. Ainda nesta semana, saiba como o amor pode ajudar na busca pela longevidade e no enfrentamento de problemas de saúde, principalmente para pessoas idosas. Especialistas explicam os efeitos do afeto na melhoria da saúde das pessoas. Na sessão de entrevista, o psiquiatra Gabriel de Oliveira, detentor de extenso currículo, fala de um método de tratamento desenvolvido por ele, que consiste na gravação da imagem e da voz de pacientes. Entenda como o método funciona.
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Casarão histórico Herdeiro do espólio do industrial Dix-neuf Rosado fala da história e venda do Catetinho de Mossoró
Horta didática Projeto desenvolvido pela Ufersa é aprovado por edital nacional de extensão na linha de promoção da saúde
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Sua carreira
Rafael Demetrius: O que fazer para ser um empreendedor de sucesso
Adoro comer
Colunista Davi Moura: 14.º Festival de Fondue de Martins
• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – William Robson • Editor – Nara Andrade • Diagramação – Rick Waekmann • Projeto Gráfico – Augusto Paiva • Impressão – Gráfica De Fato • Revisão – Gilcileno Amorim e Stella Sâmia • Fotos – Carlos Costa, Marcos Garcia, Cezar Alves e Gildo Bento • Infográficos – Neto Silva Redação, publicidade e correspondência Av. Rio Branco, 2203 – Mossoró (RN) Fones: (0xx84) 3323-8900/8909 Site: www.defato.com/domingo E-mail: redacao@defato.com Domingo é uma publicação semanal do Jornal de Fato. Não pode ser vendida separadamente.
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conto
jOsÉ NIcOdeMOs*
A sorte a Deus pertence
A
(
Envie sugestões e críticas para o e-mail: aristida603@hotmail.com
)
Rua do Alto... De barcaceiros. Era uma rua alegre. De moças bonitas e Laura era a mais bonita delas, diziam geralmente. Morena de estatura mediana, cabelos lisos e fartos, olhos de um castanho misterioso. Gostava de Nequinho, o rapaz também olhado como o mais bonito da rua. Tocador de violão. Vivendo à custa do pai. Muito bonita, Laura poderia procurar coisa melhor, diziam. O pai de Laura, seu Adauto, mestre de barcaça, não queria o namoro. Orgulho não. Queria para a filha um casamento de futuro. Nequinho, está certo, é um bom rapaz, mas não quer nada com a vida. Tocar violão e cantar, e só. Não teria o pai para sustentá-lo a vida inteira. Um desmiolado. Não bastava apenas ser um bom rapaz. Devia pensar no futuro. Mas Laura não ligava para os conselhos do pai, gostava muito do rapaz. Namoro começado ainda na infância. A mãe, essa dizia – a sorte a Deus pertence. Neutra. De repente Laura apareceu com uns enjoos e a barriga começou a crescer.
O pai de Laura, seu Adauto, mestre de barcaça, não queria o namoro. Orgulho não. Queria para a filha um casamento de futuro. Nequinho, está certo, é um bom rapaz, mas não quer nada com a vida.
Estava grávida. Naquele tempo moça engravidar sem casamento era um escândalo de abalar meio mundo. Não tinha maior vergonha para a família. E começou o falatório. Olhares indiscretos. De desprezo, até. Laura trancafiou-se dentro de casa. Nem a cabeça na janela, como era de costume pelo fim da tarde. Seu Adauto, morto de vergonha. Nequinho tinha ido embora para o Rio de Janeiro, passagem arranjada num navio da Companhia de Navegação Costeira. Tinha carteira marítima, promessa de embarque junto às boas amizades que fizera com oficiais de náutica. Em mesa de bar, pelo seu violão e voz. Voltaria para casar com Laura, tão logo se arranjas-
se na vida. Laura esperava. Não tinha por que não acreditar em Nequinho, conhecia-lhe a boa índole. Sentia-se amada. Coisa ali de dois anos, mais ou menos, e quando menos se esperava, eis que chega Nequinho. De férias do emprego marítimo. Vestindo na moda, como gostava, fala carioca, casa montada no Rio. de Janeiro. Protegido pelo comandante do seu navio, logo teve cambada sua carteira de moço de convés para marinheiro. Melhor ordenado. Foi o casamento mais chique que até então assistira a Rua do Alto. Seu Adauto feliz da vida... Mas. ainda assim, meio sobre o encabulado. A noiva com o filho nos braços.
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entrevista Por NARA ANDRADE Da Redação / naraandrade@gmail.com
N
GaBRIeL ALVes
atural de João Pessoa (PB), Gabriel Alves de Oliveira Júnior, hoje com 59 anos, formou-se em Medicina em 1979, aos 24 anos, pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Dentre tantas possibilidades dentro da formação, escolheu a psiquiatria durante residência médica no Hospital das Forças Armadas (HFA) e formação por cinco anos em psicoterapia, psicanálise. Com 33 anos de experiência em psiquiatria clínica e depois psicanálise em vários lugares do Brasil, é dono de um extenso currículo, com títulos como Doutor Honoris Causa em Medicina Psicossomática, pela Universidad de Los Pueblos de Europe, em Málaga, na Espanha (1998), pós-graduado em Docência do Ensino Superior pelo IMPAR em Brasília (2010), mestre em Psicanálise com a dissertação: Sobrevivência Emocional e Psicanálise, pelo Instituto Superior de Psicanálise de Brasília conveniado com a Universidad de Los Pueblos de Europe (1997), doutor em Psicanálise com a tese: Uma Visão Psicodinâmica Cognitiva Comportamental do Crime Organizado, pelo Instituto Superior de Psicanálise de Brasília (1999). Atende em consultório como médico nas áreas de Psiquiatria Clínica, Psicossomática e Psicoterapia Breve de base Psicofarmaco – Cognitiva – Comportamental, e é médico psiquiatra psicoterapeuta psicanalista atuando em consultório, hospital e a domicílio. Gabriel Oliveira conversou com DOMINGO sobre o Método Gabriel S.E.R./registro da expressão da alma, que consiste em gravação da imagem e voz de pacientes para fins de terapia e posteriormente ele irá assistir ao que foi registrado e, enquanto assiste, tem suas reações registradas.
DOMINGO – O senhor é psiquiatra por formação. Como se deu a escolha dessa área complexa dentro da Medicina? GABRIEL ALVES – Sim, na residência médica do HFA e formação por cinco anos em psicoterapia, psicanálise com Prof. Dr. Frei Albino Aresi. No início, em 1978, pensávamos em cirurgia vascular, mas acompanhando vários casos de suicidas, depressivos e psicóticos, decidimos estudar psiquiatria clínica e depois psicanálise, tendo já se passado 33 anos de experiência em vários lugares do Brasil. 4
‘Buscar ajuda e procurar o que de melhor existe é um sinal de maturidade’ O SENHOR concluiu agora mais uma etapa de sua formação em docência do ensino superior. Quais os próximos passos? Divulgar o Método Gabriel S.E.R. / registro da expressão da alma. O QUE tem feito atualmente? Está na área acadêmica ou clinicando? Dá para conciliar as duas coisas? REALIZANDO conferências, dando palestras, clinicando, compartilhando o Método com outros colegas. Só clinicando e realizando atividades coletivas
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de divulgação. Creio que a atividade acadêmica toma muito tempo e dilui o foco do ensino em função de outras atividades por parte dos alunos. QUAL a sua linha de pesquisa? PESQUISA de campo do tipo correlacional. COMO funciona esse método de registro em vídeo da sessão com cada paciente? O PACIENTE autoriza a gravação da imagem e voz para fins de terapia e começa a ser registrada a sequência da
entrevista
anamnese com entrevista estruturada, na qual ele vai respondendo, baseado na associação livre de ideias, perguntas pré-formuladas. Posteriormente, ele irá assistir ao que foi registrado e enquanto assiste são registradas suas reações diante das respostas que ele emitiu no primeiro momento, sendo uma variação da técnica da conversa com o espelho. O método consiste em 10 etapas em que o paciente registra as respostas: • Autoconceituação: consiste em perguntas que tratam como a pessoa se percebe, como é percebida por outras pessoas, sua relação com o desconhecido; como se observa enquanto alguém que tem emoções, vontade, princípios éticos, sua saúde física; além do que pensa sobre ser amado e ter valor. E quais os assuntos que mais a incomodam no momento. • Regressão de idade consciente com evocação de memória recente e tardia. A cronologia decrescente de idade com estímulos a partir de datas leva a pessoa a evocar lembranças ou manifestar bloqueios quanto a certas idades. • Reflexos do inconsciente – estimulação da imaginação com vistas à ideação de cenas que servem para base de elaboração de histórias com elementos básicos das mesmas (título, personagens, necessidades dos personagens, pressões do meio ambiente sobre os mesmos, suas respostas às pressões). • Sinopse Histórica Pessoal – períodos da formação do caráter e estrutura da personalidade com identificação de inteligências (múltiplas/linguística lógico matemática – musical – cenestésica corporal musical – intrapessoal – interpessoal e associações) prevalentes. • Identificação Eficaz – correlação entre o comportamento da pessoa ou personagem que mais admira e foi influenciado ou ainda o influencia. • A significância quando ocorreram e o que causam impacto no momento da lembrança. Atitudes, crenças e valores a evocação de lembranças de algo marcante denota na descrição as atitudes, crenças e valores da mesma ainda hoje. • Teorema Racional Emotivo – a análise da relação de causa e efeito ou efeito e causas a partir das crenças em relação à situação vivida. >A = causa >B = crença >C = efeito >D = a) análise da relação causa x
efeito a partir da crença ou b) análise da relação efeito x causa a partir da crença • Correlação entre Sentimento – Comportamento Pensamento – Crença e as possibilidades de mudanças e ou neutralização de situações desagradáveis. • Exercício reflexivo sobre frases na Afirmativa Negativa – Interrogativa - Resposta que na sequencia lógica servem para reforçar boas ideias ou afastar e ate mudar ideias ruins. • Reformulação Integral – análise vertical e transversal das etapas gerando respostas a três perguntas existenciais básicas: >O que se quer? >Onde se está em relação ao que se deseja? >O que precisa ser feito para se chegar onde se quer? >O registro dos comentários são analisados em conjunto e a pessoa tem uma noção de como se percebeu ao longo do processo. • Conclusões Reflexivas – Ao término de cada momento, há espontaneamente conclusões reflexivas sobre o que se observou, ouviu e pensou sobre SI mesmo. A soma das observações durante o processo mobilizam internamente sentimentos geradores de intensa reflexão. No final, surge o desejo de mudanças ou reforço do que se percebeu de bom e deseja manter. ESSE método já está sendo utilizado? SIM, inclusive já foi aplicado aqui na Clínica de Terapia Ocupacional e apresentado na Associação Médica de Mossoró, sob a supervisão da prof. dra. Maria Aparecida Montenegro, coordenadora do curso de pós-graduação em filosofia da Universidade Federal do Ceará (UFCE). COMO surgiu esse método? EM 1985, com o surgimento da laparoscopia, vídeoscopia, ficamos a perguntar o que poderíamos fazer no campo da psicoterapia, eu estava no Hospital das Forças Armadas da Presidência da República e comecei a pensar uma forma de registrar a entrevista psiquiátrica em vídeo, aplicamos várias maneiras de registrar, com a câmera oculta, com ela colocada discretamente e depois de forma ostensiva, fui a primeira cobaia do método acompanhado por alguns colegas. Em 1997, no Congresso Latino Americano de Psiquiatria e XV Congresso Brasileiro de Psiquiatria, submetemos a ava-
liação da junta julgadora de trabalhos e apresentamos o mesmo com o nome de Sobrevivência Emocional, desde então estivemos a aplicar o método quando indicado tecnicamente. QUAL o objetivo de gravar o paciente falando sobre ele e depois fazêlo se assistir? PASSAMOS a vida olhando para fora e às vezes no espelho, quando somos fotografados ou filmados sempre existem expressões como tira isso daí, passa, apaga, estou horrível, as pessoas têm dificuldade em lidar com a própria aparência, então o método consegue que elas se mirem e vejam mais um pouco de si mesmas e percebam que a autoestima começa com a autoapreciação do corpo, do rosto e das expressões. QUAIS as reações esperadas? DAREI um exemplo interessante. Um policial que não gostava de ser fotografado nem aparecer diante das câmeras, ao fazer a terapia disse que ia levar para casa todo o material, qual não foi minha surpresa quando ao retornar disse: “Sabe, vou continuar o método. Estive observando que falo bem e que não sou tão feio como pensava.” PARA quem esse método é indicado? PARA pessoas que desejam melhorar a qualidade de vida e reforçar a autoestima investindo no sucesso pessoal em todos os aspectos da vida. QUAL a sua opinião sobre o uso crescente de drogas antidepressivas e ansiolíticas? É REFLEXO de uma população angustiada, amargurada, depressiva, ansiosa em função da modernidade e o acúmulo de estímulos, que levam as pessoas a pensar que não têm saída e que recebem atenção apenas psicofarmacológica, não fazem terapia, têm preconceitos e vivem na dependência da opinião de terceiros ou de grupos oportunistas que prometem curas milagrosas. TEM mais alguma coisa que o senhor gostaria de falar? VIVER, conviver e sobreviver é um desafio presente para quem tem inteligência. Buscar ajuda e procurar o que de melhor existe é um sinal de maturidade. Sofrer e se lamentar é a marca do perdedor, do acomodado, daquele que muitas vezes já morreu e se esqueceu de enterrar.
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Memória
Casarão histórico
A venda do Catetinho de Mossoró e a possibilidade de demolição trouxeram à tona uma preocupação antiga, com o abandono de antigos casarões e prédios, símbolos da história da cidade
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Memória
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venda de um dos símbolos arquitetônicos da história de Mossoró trouxe à tona uma antiga preocupação: a falta de atenção com casarões e prédios que abrigaram capítulos importantes do histórico da cidade. A casa 98 da Praça Bento Praxedes, que pertenceu até o último mês ao espólio do industrial Jerônimo Dix-neuf Rosado Maia e sua esposa, Maria Odete de Góis Rosado. A decisão de vender o casarão histórico, segundo Gustavo Rosado, um dos 10 herdeiros do casal, foi um dilema surgido com a morte da matriarca, sua última moradora, em outubro de 2012. “Decidimos vender porque não teríamos como manter a casa. E a gente sabe que, com o tempo, esses prédios antigos fechados, se não passar por um trabalho constante de manutenção, acabam se deteriorando, ficando difícil de encontrar pessoas interessadas em adquiri-los. Então, depois do falecimento da nossa mãe, Almir (empresário e proprietário da churrascaria O Laçador) nos procurou e demonstrou interesse em adquirir o imóvel. Não existe essa cláusula no contrato de compra e venda da casa, mas ele nos falou do objetivo de fazer um restaurante, mantendo o estilo arquitetônico, mas agora o imóvel é dele e não podemos assegurar que será preservado”, comenta. Gustavo Rosado frisa que o casarão comprado por seu pai, no ano de 1945, para realizar um sonho de Dona Odete, tem um valor afetivo enorme para toda a família, e que sentiria muito se um dia o imóvel fosse demolido. O amor pelo casarão é tamanho que Gustavo Rosado guarda com enorme cuidado, em molduras, recortes de jornais e fotos que retratam a história do casarão, e nos permitiu acesso à parte desse acervo pessoal para contribuir com a produção desta reportagem. DOMINGO tentou contato com o atual proprietário do casarão, na tentativa de saber qual destino pretende dar ao imóvel, esclarecendo se vai transformálo em um restaurante como se especula, preservando sua arquitetura original, pelo menos na sua fachada, ou mesmo demoli-lo para edificar no local um prédio de arquitetura moderna. No entanto, em nenhuma das tentativas a reportagem foi atendida pelo empresário, que parece não ter interesse, por enquanto, de divulgar seus planos para o casarão. CAPÍTULOS DA HISTÓRIA O casarão onde nasceu parte dos filhos do casal Jerônimo Dix-neuf Rosado Maia e Maria Odete de Góis Rosado abri-
)) Casarão que pertenceu ao espólio do industrial Dix-neuf Rosado foi vendido no último mês ga quase um século de histórias e lembranças. Construído em 1918, o imóvel teve como primeiro dono o comerciante Sebastião Fernandes Gurgel. A casa de estilo arquitetônico eclético, bastante característico do final do século XIX e início do século XX, foi adquirida em 1929 por Miguel Faustino do Monte e sua esposa Elita Souto do Monte, que residiam no Rio de Janeiro, e até 1945, ano em que foi vendida para Dix-neuf Rosado, serviu de moradia para inúmeras famílias, entre elas a de Luiz Mendes, e de Dona Santinha Nunes, que morava com a filha Erundina Nunes Dantas, mãe do padre Sátiro Dantas, como conta o pesquisador Geraldo Maia em artigo intitulado “O Catete Mossoroense”, publicado na coluna Nossa História, de um jornal local, em 20 de março de 2002 (um dos recortes presentes no acervo pessoal de Gustavo Rosado). Ainda como propriedade de Miguel Faustino, a casa 98 da Praça Bento Praxedes recebeu um de seus hóspedes mais ilustres, o então chefe do Governo Provisório da República do Brasil, Getúlio Vargas, que esteve em Mossoró durante dois dias, hasteando em sua chegada o pavilhão nacional, no dia 13 de setembro de 1933, instalando em Mossoró o Governo Provisório da República do Brasil. E a partir de então, o casarão passou a ser conhecido como o Catetinho, em alusão ao Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, sede do Governo Federal na época e prédio onde Getúlio Vargas cometeu
suicídio, em 1954. Como já foi dito, o Catete Mossoroense foi adquirido pela família de Dixneuf Rosado em 1945, em 13 de junho. O patriarca da família viveu no seu Catete até o seu último dia de vida, em 20 de abril de 1986. A casa representava tanto para a família, que nem mesmo um incêndio que não conseguiu ser controlado pelos bombeiros, no dia 12 de janeiro de 2000, e destruiu tudo que havia em seu interior fez que a viúva de Dix-neuf Rosado, Dona Odete, decidisse morar em outro lugar. Ao contrário. Por vontade dela, a casa foi restaurada. Segundo relatos históricos, Dona Odete teria sido enfática ao afirmar que queria continuar morando no mesmo endereço, mesmo que para isso fosse necessário utilizar todas as suas economias para reconstruir a casa destruída pelas chamas. E assim, quatro meses depois, a obra de restauração foi concluída e a família redecorou o imóvel, deixando semelhante ao que era antes do incêndio. A exemplo do seu esposo, dona Odete residiu no casarão até o seu falecimento. TRABALHO ACADÊMICO A arquitetura tão expressiva do Catetinho e todas as memórias chamaram a atenção de um grupo de alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Potiguar (UnP), em Mossoró. O grupo composto pelos estudantes Antônio Gilberto Soares Júnior, Carlos An-
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Memória tônio Figueiredo, Gabriela Barro dos Anjos, Ilanna Raquel Dias Dantas e Vandilson Ramalho de Oliveira escolheu o casarão como objeto de estudo de um trabalho da disciplina Patrimônio e Restauro, ministrada pelo professor Alexandre Lopes. Segundo o integrante do grupo Carlos Antônio Figueiredo, o conhecido artista plástico Careca, a disciplina exigia que se escolhesse uma casa do corredor cultural e transformasse em um prédio comercial, preservando sua arquitetura original. “Escolhemos a casa e decidimos fazer um projeto de restauração e transformação em uma galeria de arte, conservando sua arquitetura”, explica. Para o estudante de arquitetura e artista plástico, é uma tristeza para quem trabalha com arquitetura ver prédios históricos sofrendo com a ação do tempo e a falta de ação dos poderes públicos. “Esses prédios guardam parte da história da cidade e de seu povo. E Mossoró não tem prédios tombados. Para a história, seria muito importante que os governantes fizessem alguma coisa para preservá-los”, frisa. O trabalho do grupo descreve com base em visitas ao Catetinho e através de referências bibliográficas, como os relatos da arquiteta Cleide Maria Maia Cascudo Rodrigues, que supervisionou a obra de restauração do casarão depois do incêndio. “Na planta original do Casarão, existiam dois acessos: o atual e o outro no lado oposto, que foi na época a sua entrada principal, e era por onde se tinha acesso às salas de visitas e de jantar. Nos dias atuais, o acesso à casa é pelo lado direito. Os quartos estão dispostos em torno de um corredor que vai até as salas,
)) Incêndio ocorrido em janeiro de 2000 destruiu quase toda a estrutura interna da casa a cozinha e o banheiro ficam ao fundo. Já se podia ver o início de aperfeiçoamento dos projetos, pois havia nas instalações de banheiros a água corrente e as venezianas para circulação do ar. As construções evoluíam na etapa tecnológica, mas não havia conjuntamente as mudanças das formas arquitetônicas. No
jardim frontal preservado até hoje, localiza-se um chafariz. As janelas são rasgadas nas paredes maciças de grande espessura, mantendo-se cheia até a altura do peitoril”, descrição das características arquitetônicas feitas pela arquiteta Cleide Maia, presentes no trabalho acadêmico citado.
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Casa passou a ser conhecida como Catete de Mossoró, pois serviu de sede do Governo Provisório da República do Brasil, durante visita do então chefe do governo Getúlio Vargas e sua comitiva
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)) Gustavo Rosado, um dos herdeiros de Dix-neuf Rosado e Dona Odete, falou da decisão de vender a casa
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Programa
Horta didática didática
na na Escola Escola Projeto, desenvolvido através de edital interno da Ufersa, é aprovado em edital nacional de extensão na temática promoção da saúde Jornal de Fato | DOMINGO, 27 de julho de 2014
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Programa
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esenvolvido há 1 ano e 4 meses, a partir da aprovação de um edital interno na Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), o Projeto Horta Didática, que já é realizado em duas escolas da rede pública de educação, comemora mais uma conquista, a aprovação do edital nacional de extensão do programa horta didática na escola e na temática promoção da saúde. O idealizador do projeto e atual vicecoordenador e responsável técnico do programa, Giorgio Mendes Ribeiro, falou da importância da aprovação do edital nacional, que para ele é o reconhecimento de um trabalho que já vem sendo desenvolvido pelo projeto junto à sociedade, que agora irá dispor de mais recursos para ampliar para mais escolas e até para outras cidades como Caraúbas e Angicos. “Sem contar que levar para crianças a educação ambiental e o incentivo da alimentação saudável vai melhorar a qualidade de vida dos pequeninos e formar futuros cidadãos conscientes”, ressalta. Giorgio Mendes diz que a ideia do projeto vem desde o tempo em que cursava agronomia e só veio a se concretizar em maio de 2013, com a aprovação do projeto com nota máxima, num edital interno da universidade ficando na segunda colocação por critérios definidos para desempate. Desde sua criação, o projeto Horta Didática na Escola já soma cerca de dois mil participantes, entre crianças, pais e professores, mesmo tendo implantado a horta modelo em apenas duas escolas, a Escola Municipal Antônio da Graça Machado, com parceria com a Prefeitura de Mossoró, e a Escola Estadual Francisca Martins de Souza, que funciona dentro do campus da Ufersa. O número alto de participantes se deve a várias outras atividades desenvolvidas pelo projeto, como oficinas, palestras e visitas em campo com outras escolas. Segundo o vice-coordenador, com a conquista, o programa ganhará mais força junto à instituição e à sociedade. O que segundo ele pode influenciar na conquista de novos parceiros e no apoio dos pais e professores da escola, além de poderem pensar maior e quem sabe levar a proposta para todo o Estado e até mesmo todo o Brasil. Para ser aprovado, o programa Horta Didática na linha temática promoção da saúde estava concorrendo com 169 programas enviados por todas as universidades do país. Giorgio Mendes conta que o programa atuará implantando e realizando atividades como hortas, palestras, cursos, mini10
)) Colheita de hortaliças por alunos da rede pública na Horta Modelo
cursos e oficinas em Mossoró, Angicos e Caraúbas, sob a coordenação-geral de Anabelle Camarotti de Lima Batista. Como público-alvo, o programa conta com alunos, pais, professores, gestores da rede municipal e estadual de ensino fundamental das cidades já citadas, docentes, técnicos administrativos e estudantes da Ufersa, em seus diferentes Campi e as comunidades da área de abrangência da universidade. “Além desses grupos, o programa também tem a intenção de continuar com a sensibilização de grupos empresariais privados que já colaboram com a atividade que é exercida no âmbito do Projeto Horta Didática na Escola aprovado por meio do Edital PROEC/UFERSA N° 02/2013. Assim, o programa visa atingir um número variado de pessoas que direta e/ou indiretamente favoreçam a difusão da promoção à saúde por meio de uma melhor alimentação”, afirma. O responsável técnico, Giorgio Men-
des, lembra que o programa terá quatro subprojetos. Entre eles: 1- Implementação de Horta Didática em escolas públicas de ensino fundamental; 2 - Promoção da saúde pela higiene pessoal e alimentar; 3 - Futuro Empreender: horta como oportunidade de negócio; 4 - Compartilhamento de saberes: inclusão social para difusão do conhecimento.
)) Responsável técnico, Giorgio Mendes, com alunos beneficiados
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Comportamento
Longevidade Segundo especialistas, o amor pode prolongar o tempo de vida
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Comportamento
O
amor é visto, diariamente, sob diversas formas: entre amigos, namorados, marido e mulher ou o incondicional amor de pai e mãe. Ao longo da nossa existência, os laços amorosos constroem-se e tornam a vida das pessoas mais agradável e segura. Por outro lado, a saúde é outro fator importante que se beneficia em razão desse forte sentimento. Para a psicóloga do Hapvida Saúde, Suellen Saraiva de Oliveira, a vida saudável resulta na possibilidade de ter esperança e potencializa as ações pessoais. “A saúde é constituída por um processo que diz respeito à convivência social e à vivência pessoal. Para promovê-la, não basta apenas ministrar medicamentos ou ensinar novos conhecimentos e padrões comportamentais. É preciso atuar nas necessidades e emoções que mediam tais conhecimentos e práticas, isto é, na base afetiva do comportamento”, explica. Para que as mudanças ocorram, Suellen aconselha seus pacientes a sentirem e expressarem as suas emoções. “O mais interessante é que o amor, esse novo tipo de medicamento terapêutico, não custa nada, pode ser ministrado por qualquer pessoa e se aplica com o paciente perto ou longe do seu curador”,
)) Psicóloga do Hapvida Saúde, Suellen Saraiva de Oliveira 12
)) Lar afetivo é capaz de amenizar problemas de saúde em idosos observa a psicóloga. A especialista cita o “medicamento terapêutico” como uma das necessidades fundamentais para o desenvolvimento humano, junto com o pensar, o agir e o imaginar. Segundo ela, esses quatro fatores moldam o sentido de como a plenitude da saúde humana deve ser alcançada. Suellen explica ainda que o amor modifica o mundo físico interior dos pacientes. “Ao tomar uma postura psicológica altamente positiva e altruísta, que se constrói com a expressão do amor, o mundo físico interior do paciente também sofre alteração semelhante: melhora cura-se e reequilibra-se”, acrescenta. Suellen ressalta também a importante relação entre o amor e a saúde. “O amor e a saúde estão entrelaçados de maneira surpreendente. Os humanos foram feitos para se conectarem uns aos outros, então quando bons relacionamentos são cultivados, as recompensas são imensas”, completa. Ela conclui destacando a importância do amor na vida das pessoas. “Por ser o elemento mais significativo da vida humana, o amor ajuda a controlar o estresse, a ansiedade, a depressão e até a pressão sanguínea mais baixa. E isso é apenas o começo”, declara. Idosos A convivência dentro de um am-
Jornal de Fato | DOMINGO, 27 de julho de 2014
biente no qual há bastante afeto pode ajudar no enfrentamento dos problemas de saúde, principalmente para uma pessoa idosa. Alguns efeitos promovidos com esse convívio são: o tempo de vida prolongado, a superação de perdas difíceis e a maior eficácia dos tratamentos médicos. Rodrigo Dias, geriatra do Hapvida Saúde, explica que o lar afetivo é capaz de amenizar quadros depressivos e prolongar o tempo de vida dos pacientes. “Existem estudos que demonstram que, quando um idoso perde o seu cônjuge, ele também tende a falecer em alguns anos. Mas, com a ajuda da família, oferecendo apoio, carinho e atenção, esse tempo de vida pode ser ainda maior”, exemplifica. Infelizmente, existe o lado inverso dessa situação. O médico alerta para a “insuficiência familiar”, termo usado na geriatria em relação à ausência de cuidados com a pessoa idosa. Tais casos de insuficiência chegam a dificultar o tratamento médico e trazer danos para a saúde. Rodrigo ressalta, também, que o apoio da família incentiva o idoso a respeitar a prescrição dos medicamentos, por exemplo. “Ao receber carinho e atenção, eles aceitam a dependência dos remédios com mais facilidade e cooperam com o desempenho da própria saúde e do nosso trabalho”, esclarece.
sua carreira
RafaeL DeMeTRIUs
O que fazer para ser um empreendedor de sucesso
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eja você proprietário de uma startup ou de uma pequena empresa, com certeza almeja ter sucesso no seu negócio. Embora a forma do reconhecimento varie entre os diferentes negócios, todo empresário sabe que o sucesso não chega sem muita dedicação, estudo e aprendizado com os próprios erros. Nos momentos iniciais, vale a pena ouvir o que empreendedores mais experientes têm a dizer. Muitas vezes, essas lições ou conselhos são justamente o “empurrãozinho” que faltava para você tirar uma ideia do papel e finalmente concretizá-la. Afinal, aprender com os erros e acertos de quem já chegou lá também é uma excelente maneira de evitar problemas que ocorrem por falta de informação sobre o assunto. Então, se você pretende abrir um negócio, aí vão dez preciosas dicas sobre empreendedorismo. Leve a sério o que você faz – No mundo dos negócios, não dá para ser bem-sucedido se você não acredita no que vende ou nos serviços que presta aos consumidores. A motivação do dono deve ser grande o bastante para contagiar as pessoas. Seja na hora de negociar com fornecedores ou conquistar clientes, é fundamental ter seriedade, garra e saber transmiti-las aos outros. Planejamento – Planejar é importante não só na hora de montar a empresa, como também no dia a dia do negócio. Crie o hábito de escrever relatórios semanais com os dados mais marcantes do período. Isso ajuda a traçar metas, corrigir erros e verificar o que já foi alcançado. Fique de olho no fluxo de caixa – Ele é o coração de qualquer empreendimento e o sucesso da sua empresa vai depender se você sabe mantê-lo saudável. O empreendedor nunca pode se esquecer de controlar as finanças e garantir que as despesas não ultrapassem os lucros. Embora a premissa seja básica, é bastante comum negócios irem à falência por falta de organização com dinheiro. Foque no consumidor – Você pode ter boas ideias, um marketing agressivo e a equipe afinada, mas não se esqueça de manter o foco nos consumidores. Produtos e serviços devem estar alinhados com a expectativa deles. A busca por qualidade, aperfeiçoamento e preço justo jamais podem ser deixados em segundo plano. Lembre-se que, no final das contas, são os clientes que vão decidir se a sua empresa vai para a glória ou para o buraco.
Construa uma imagem positiva e confiável – Ter uma imagem positiva é uma estratégia interessante para aumentar as vendas. As pessoas costumam associar marcas a quem está por trás delas. Quem tem credibilidade, tem o poder de lançar tendências. Para isso, não transmita insegurança, procure manter uma postura assertiva com consumidores, parceiros e funcionários e cumpra suas promessas. Se você prometeu entregar um produto até quarta-feira, por exemplo, não há desculpas para atraso. Aposte em tecnologia – Não é preciso ser obcecado por gadgets, mas tire vantagem dos avanços tecnológicos. Hoje é possível reduzir custos e aumentar a eficiência com serviços de cloudcomputing, software livres e ferramentas online. Só fique atento e escolha as tecnologias que melhor te ajudam e não aquelas que apenas impressionam. Invista no time de funcionários – Investir em funcionários é de extrema importância. A maioria das pessoas gostam de aprender algo novo e elas podem aplicar esse conhecimento na sua empresa. Aposte em treinamentos, cursos e em uma gestão onde a equipe tem liberdade criativa. Colaboradores desmotivados ficam ociosos e facilitam o desperdício de tempo e matéria-prima. Crie uma vantagem competitiva – Defina desde o início quais são os seus pontos fortes em relação à concorrência e invista neles. Para isso, faça a seguinte pergunta: “Por que as pessoas escolheriam meus produtos ou serviços ao invés de optar pelos concorrentes”? Em outras palavras, descubra que aspectos positivos vão separar você de outros competidores. O melhor serviço? O atendimento? A melhor seleção? A garantia de prazos maiores? Preços mais baixos? E por ai vai... Aprenda a negociar – Desenvolva a habilidade da negociação. Você vai precisar dela praticamente todos os dias para conseguir preços mais atraentes, fazer parcerias, buscar empréstimos e até para contratar funcionários. Procure firmar acordos em que os dois lados saem satisfeitos. A chance de serem mais duradouros aumenta. Limite suas atividades – É verdade que muitos empreendedores de sucesso são multifuncionais. Porém, é preciso tomar cuidado para não se sobrecarregar com tarefas simples que podem ser executadas por outros, ao invés de focar em questões importantes. Saber delegar é essencial para quem quer obter resultados em larga escala, além de estimular o surgimento de novas ideias.
Jornal de Fato | DOMINGO, 27 de julho de 2014
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adoro comer
DaVI MOURa
14.º Festival de Fondue de Martins Como já fiz tanta expectativa do evento do último fim de semana, hoje trago para você algumas das aventuras gastronômicas que rolaram no 14.º Festival de Fondue de Martins, no Hotel Serrano, da rede Sabino Palace. Já sou fã da galera inteira do Sabino e sempre fico megassatisfeito com a hospitalidade. Chegamos ao hotel por volta das 13h do sábado. Após realizar o check-in, fomos ao quarto. Colocaram-nos em um dos novos quartos do hotel, na categoria luxo. A maioria deles são chalezinhos que ficam em meio à natureza. O nosso era mais afastado, bem parecido com apartamento mesmo. De início, estranhei, mas foi a melhor escolha da minha vida. À noite, após voltar do evento, foi o melhor sono que tive! Não há barulho, o quarto é bem escurinho, possibilitando um sono maravilhoso, além de tudo ser novinho e organizado. O hotel, como sempre, limpo e organizado. Tudo prontinho já para o Festival. Todos os quartos de lá estavam ocupados – 100% de lotação! O evento é realmente imperdível, não poderia ser diferente. Assim que chegamos, partimos direto ao restaurante. Faltavam 30 minutos para encerrar o horário, mas ainda conseguimos comer bem. Minhas escolhas foram leves, pois eu queria petiscar no bar da piscina antes de tudo. Coloquei um macarrãozinho, purê de batatas e frango ao molho branco. Uma delicinha! Tudo com gostinho de confort food! A sobremesa, que me arrependi de não ter comido mais, foi uma delícia de abacaxi! Ao final do evento, vale lembrar que provei uma delícia de goiaba também – comi 3 vezes! Após o almoço, resolvemos relaxar e curtir a piscina. A piscininha estava muuuuito gelada, então decidimos esperar a comida assentar no bucho. Existem pequenos espaços ao redor da piscina com mesas e cadeiras separadas, como se fossem miniáreas reservadas. Escolhemos uma com a vista para a serra, colocamos musiquinhas para tocar e relaxamos ao vento bom da serra.
Pedimos a boa e velha caipirinha e uma Bohemia gelada, só para ficar de boa. Nas comidas, o foco foi a macaxeirinha, só para matar a vontade enquanto o fondue não chegava! Após a tarde relaxante na área de piscina, voltamos aos quartos para tirar um cochilo, ver um pouco de TV, relaxar e nos arrumar devidamente para o evento em questão. O horário marcado foi às 20h. Saímos do quarto às 20h05 e nos dirigimos ao local. Ainda estava bem vago, de forma que deu para escolhermos um canto bem bom para sentarmos e apreciarmos a cerimônia e a música ao vivo. Escolhemos pertinho do tecladista – que, por sinal, arrasou no repertório! Tinha uma galera de Natal também que sambou pra caramba! Assim que chegamos, já existiam nas mesas alguns pratinhos com torradas e maionese temperada – para ir enganando a fome. A carta de vinhos era composta por cinco opções. A escolha foi o Lambrusco branco suave, da Cella Fratelli. Não sou bom entendedor de vinho, mas para mim estava bem bonzinho. As solenidades logo começaram e foram vários homenageados da imprensa, celebridades da cidade e colaboradores da rede Sabino. Acho muito legal a iniciativa de João Sabino, o gestor da rede, de parabenizar os funcionários. Motivação é tudo! A primeira entrada foi com a mesa de frios. Nem preciso dizer que a galera atacou! A fome já batendo, o vinho
Aproveite e acesse o http://blogadorocomer.blogspot.com para conferir esta e outras delícias! 14
Jornal de Fato | DOMINGO, 27 de julho de 2014
adoro adoro comer comer
pegando, o bucho já pedia uma comidinha. Após esperar a fila diminuir, fui para lá e enchi dois pratinhos. A ideia era comer o fondue de queijo também utilizando os itens da mesa de frios. As opções eram diversos tipos de queijos, azeitonas, presunto etc. Quando o fondue de queijo chegou, a fome já estava maior que a vontade de viver! Haha! Atacamos sem pena! Não há nada mais lindo e gostoso do que ver o pãozinho sendo submerso no queijo derretido. Salivando ainda! Na hora das carnes, a panelinha do queijo foi substituída uma chapa. O fondue de carne, antigamente, era feito no óleo. Levava-se uma base de fritura para a mesa. Mas, com o apelo à vida saudável, essa opção começou a se extinguir da maioria das casas de fondue do País. Hoje é em uma chapa aquecida. Os pedaços de carne vêm separadinhos, sendo bovina, peito de frango e camarões (uma invenção do Nordeste). A história de acrescentar arroz também é uma adaptação daqui, visto que, no original, não há essa opção. Para finalizar com chave de ouro, o de chocolate. Atacamos primeiro, antes de todo mundo! Fiquei de prontidão na porta, só esperando liberar – tenho que confessar. Cheguei tão cedo à mesa, que a fonte de fondue ainda estava em aquecimento. As frutas estavam dispostas em espetinhos por toda a mesa, tendo como opções a banana, morangos, marshmallow, uvas cobertas com brigadeiro, kiwi etc. Bem mais prático, pois era só se servir com os
espetinhos e levar à mesa. Eu escolhi marshmallow, morango e uvas com brigadeiro, para ser bem feliz. Mais informações sobre reservas e formas de pagamento, por meio da central de atendimento da Rede Sabino, através dos telefones (84) 3323-0800 ou (84) 33912299, com a gerência do Hotel Serrano. As vagas são limitadas. Acesse o portal www.hoteisredesabino.com.br e conheça todos os estabelecimentos da rede. Quero mais!
Jornal de Fato | DOMINGO, 27 de julho de 2014
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