editorial ao leitor
Colheita ameaçada
A
Edilson Damasceno
Entrevista
Boa Leitura,
p4 O reitor Pedro Fernandes, da Uern, fala da mudança no sistema de acesso ao ensino superior.
segunda maior cidade do Rio Grande do Norte e que conta com mais de 100 localidades rurais, enfrenta uma situação delicada em relação à colheita de grãos neste ano. De acordo com o subsecretário municipal de Agricultura, Rondinele Carlos, a colheita de milho e feijão já tem 70% de prejuízo. E isso acarreta problemas também na zona urbana, que ficará sem a produção rural. Diante disso, o subsecretário enfatizou que produtos da agricultura familiar em grande escala podem vir de Estados de outras regiões do Brasil, já que o Nordeste enfrenta sua pior seca. Para ele, apesar das chuvas registradas em Mossoró, o município passa por uma “seca selvagem”. Mas esse fator não prejudicou o abastecimento relacionado à merenda escolar. É que pequenos produtores estão inseridos no contexto de associações e a venda de milho e feijão é totalmente direcionada à Prefeitura de Mossoró. Embora tenha falado em 70% de prejuízo, o subsecretário de Agricultura informou que somente em julho é que se terá o percentual real da situação. Ainda nesta edição, você vai saber da posição do reitor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), Pedro Fernandes, acerca da mudança do sistema de acesso ao ensino superior. A Uern projeta substituir o Processo Seletivo Vocacionado (PSV) pelo Enem – Exame Nacional do Ensino Médio. Também tem uma matéria sobre um vídeolivro que trata sobre a vida e obra de Manuelito – fotógrafo mais famoso de Mossoró.
p 13 p14
p6
Safra A produção agrícola de Mossoró, de milho e feijão, tem queda de 70% e Mossoró poderá importar produtos de outros Estados.
Resgate O assistente social Wladimir Oliveira lançará no dia 10 de julho um vídeolivro sobre a vida e a obra do fotógrafo Manuelito.
p9
Sua carreira
Rafael Demetrius: Motivos que levam à demissão por justa causa
Adoro comer Colunista Davi Moura: Tapioca recheada com frango ao molho
• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – William Robson • Editor interino – Edilson Damasceno • Diagramação – Rick Waekmann • Projeto Gráfico – Augusto Paiva • Impressão – Gráfica De Fato • Revisão – Gilcileno Amorim e Stella Sâmia • Fotos – Carlos Costa, Marcos Garcia, Cezar Alves e Gildo Bento • Infográficos – Neto Silva Redação, publicidade e correspondência Av. Rio Branco, 2203 – Mossoró (RN) Fones: (0xx84) 3323-8900/8909 Site: www.defato.com/domingo E-mail: redacao@defato.com Domingo é uma publicação semanal do Jornal de Fato. Não pode ser vendida separadamente.
2
Jornal de Fato | DOMINGO, 22 de junho de 2014
conto
josÉ NIcoDemos*
(
Olhos que viram o mundo
A
Envie sugestões e críticas para o e-mail: aristida603@hotmail.com
)
posentado, mais de vinte anos embarcado num navio que fazia viagens para o exterior, levando produtos brasileiros e trazendo produtos de outros países, Severiano tinha muito o que contar. De sorte que sua calçada noturna era a mais frequentada de sua rua. E Severiano tinha um jeito muito especial de referir as coisas, dando-lhes vida. Era como se a gente estivesse vendo. Muitos queriam saber dos Estados Unidos, se tudo lá era como mostravam as revistas ilustradas, onde basta apertar um botão para tudo acontecer. Severiano ria, não era tanto assim como mostram tais revistas, muito menos quanto se imagina cá entre nós. O problema habitacional, por exemplo, famílias morando em reboques de carros, outras em barracas coloridas nos arredores das grandes cidades. Pobreza também. Só que a pobreza lá não era como aqui no Brasil, esmolambada, suja e faminta. Sem dignidade nenhuma. A pobreza miserável. Mas, de qualquer modo, pobreza, sim. Agostinho que imaginava a vida dos
Muitos queriam saber dos Estados Unidos, se tudo lá era como mostravam as revistas ilustradas, onde basta apertar um botão para tudo acontecer.
americanos, no geral, como é no cinema, ficava sem querer acreditar, tinha uma grande paixão, desde menino, pelos Estados Unidos, para ele todo mundo rico. Um mundo perfeito. Foi preciso ler o – Gato preto em teto de neve –, depois –A volta do gato preto –, ambos do escritor brasileiro Érico Veríssimo, para poder dar crédito a Severiano. Mas assim, assim, meio de pé atrás. Influência do cinema americano e das revistas ilustradas que lhe caíam sob os olhos apaixonados pelo império do Norte. “Agostinho, conheço o mundo inteiro,
andei todos os continentes, e vi pobreza em toda parte. Digo-lhe mais. A humanidade é ruim em todo canto, sei como se é canalha em todas as raças e línguas. Está visto que onde o sistema de governo é em moldes civilizados, a pobreza, que é universal, não é tão escandalosa como no terceiro-mundo, mas é pobreza sempre, e que, de certo modo, humilha também. “ E concluindo: “O que não existe, porque esses povos, pela educação, não aceitam, é a pobreza miserável. Morrendo de fome, como degradação da condição humana.”
Jornal de Fato | DOMINGO, 22 de junho de 2014
3
entrevista
‘A competência é do colegiado, que deve se posicionar até agosto’ Por Edilson Damasceno Da Redação
O
reitor Pedro Fernandes, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), afirmou que a decisão relacionada à mudança na forma de acesso ao ensino superior será tomada pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CONSEPE). “Se o Consepe for favorável à adesão, o Enem passará a ser a nossa única forma de ingresso”. E o reitor continuou: “Adotando o Enem, a Uern não estará apenas se modernizando, assim como fizeram centenas de universidades brasileiras, estaremos nos habilitando às políticas estudantis do governo federal, já que o Exame credencia as instituições ao Sistema de Seleção Unificada (SISU), que congrega diversos programas onde poderão ser captados recursos para a instituição promover melhoria na assistência aos discentes”. Nesta entrevista, Pedro Fernandes discorre sobre outros temas, como auditoria realizada na Prefeitura de Mossoró, das obras paralisadas, da participação da Uern no programa RN Sustentável. Confira abaixo: A UERN já decidiu pela adesão ao SISU/Enem? A DECISÃO de aderir ou não ao ENEM/SISU será tomada pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CONSEPE). Mas, até para subsidiar o colegiado e dar mais legitimidade ao processo, estamos discutindo o assunto dentro e fora da Universidade. Fomos à Câmara Municipal de Mossoró, às escolas, campi avançados e campus central e estamos conversando sobre o assunto onde é possível, já agradecendo a imprensa pela atenção que deu ao assunto. E essa discussão começou antes mesmo das inscrições serem iniciadas. Independente de adotarmos ou não, nossa orientação foi que os candidatos fizessem a inscrição, até porque as outras instituições públicas como UFRN, Ufersa e IFRN já estão no Enem. A MUDANÇA valerá para a seleção deste ano? ISSO. Se o Consepe for favorável à adesão, o Enem passará a ser a nossa única forma de ingresso. COMO a mudança será benéfica aos 4
PeDro PeDro FerNaNDes FerNaNDes alunos e à Universidade? ADOTANDO o Enem, a Uern não estará apenas se modernizando, assim como fizeram centenas de universidades brasileiras, estaremos nos habilitando às políticas estudantis do governo federal, já que o Exame credencia as instituições ao Sistema de Seleção Unificada (SISU), que congrega diversos programas onde poderão ser captados recursos para a instituição promover melhoria na assistência aos discentes. Para se ter ideia, a Uern hoje paga para elaboração e execução das provas do Processo Seletivo Vocacionado (PSV) cerca de R$ 650 mil, sendo R$ 200 mil da verba de custeio da instituição – já que a dispensa na taxa de inscrição por força de leis estaduais não permite a cobertura dos custos. E o que ficaria de vantagem com ENEM/SISU? Com a adesão, a Uern passará a receber cerca de R$ 2,25 milhões, recursos que deverão ser aplicados em residências e restaurantes universitários e outros tipos de assistência estudantil, como transporte e até assistência à saúde e creche. Enfim, a adesão do Enem/Sisu trará inúmeras vantagens, a partir da condição que a instituição tem de se habilitar aos pro-
Jornal de Fato | DOMINGO, 22 de junho de 2014
gramas de captação de verba, além de trazer mais segurança quanto a possíveis tentativas de fraudes, já que as provas serão aplicadas pelo Ministério da Educação – Mec. Mas, a opinião do reitor não pode se sobrepor à avaliação do Consepe. A competência, como disse, é do colegiado que deve se posicionar até agosto. RECENTEMENTE a Uern realizou auditoria na Prefeitura de Mossoró e tem contrato com a Prefeitura de Areia Branca. A Universidade "abriu os olhos" para esse mercado? TENHO repetido que o foco da Uern é a formação de recursos humanos e desenvolvimento regional. Disso, a gente não pode fugir. A contratação de professores e alunos para o trabalho de análise de conformidade da folha de pessoal pelas prefeituras considero que é o resultado da visão que o poder público tem da nossa universidade: competência e confiança. Temos instalada uma capacidade multidisciplinar, mas já conversei com a comissão que não podemos fazer dessas auditorias uma prática dentro da universidade. Mesmo nosso trabalho sendo puramente técnico. Através dele, os alu-
entrevista nos estão tendo oportunidade de praticar a teoria de sala de aula, situações que ajudam o professor também a enriquecer os conhecimentos, além de projetar o nome da nossa instituição. Apesar das vantagens, precisamos ter parcimônia no atendimento aos pedidos que já estão se avolumando vindos dos municípios. O relatório já entregue à Prefeitura de Mossoró não apenas identificou situações, mas, sobretudo, apontou diretrizes para a gestão e isso prova a qualidade do nosso trabalho. Competência, ética e confiabilidade são itens que conceituam esse projeto da Uern. O QUE fazer para incrementar o avanço no Ensino, Pesquisa e Extensão? ESTARMOS cada vez mais próximos da sociedade. A Uern quer dar respostas – e está fazendo isso – aos investimentos públicos que aqui são feitos. Esse tripé só avança se o interesse comum for o alvo da instituição. Temos cursos de graduação e pós-graduações, projetos e ações que chegam diretamente à população. Por isso não tenho dúvidas de que estamos na direção certa. Hoje temos mais 40 turmas de licenciaturas, ou seja, formação de professores para educação básica, além de 30 bacharelados. Já tínhamos uma grande experiência na pós-graduação latu-senso, especializações, e agora temos 13 programas de mestrado, pósgraduação stricto-sensu, que para serem oferecidos devem ser aprovados por um órgão do governo federal e que avalia a capacidade instalada na instituição, considerando titulação, projetos de pesquisa e extensão e produção bibliográfica. A Uern oferece mestrado hoje em todas as grandes áreas do conhecimento, o que comprova que, além do ensino, já executamos pesquisa e extensão. A UNIVERSIDADE está preparada para a autonomia financeira ou seria melhor a federalização? SE VOCÊ for buscar no meu discurso de posse, dia 28 de setembro de 2013, vai ver que conceituo a autonomia financeira como a mais importante missão da nossa gestão. Disse que a Uern estava iniciando a fase da autonomia plena e aí já passamos pela municipalização, regionalização, estadualização e consolidação, faltando a autonomia financeira. E para que possamos chegar a esse estágio, desde aquele dia, conclamei os segmentos acadêmicos, professores, funcionários e estudantes, e também a sociedade potiguar para que iniciássemos mais essa luta. Lembro bem das minhas palavras: “A autonomia plena é nosso nó górdio; centro da luta de todos. Luta da administração superior, juntamente com os segmentos universitários ADUERN, SINTAUERN e DCE, da sociedade civil, através de um constante diálogo com o governo do estado e assembleia legislativa”. Pois bem... Continuo com esse propósito. Estamos desde então, buscando
esse entendimento. Quanto à captação de recursos federais, tive o prazer e a honra de compor comissão de reitores que levou a necessidade das instituições estaduais e municipais serem contempladas com recursos federais. Disse isso recentemente ao ministro da Educação, Henrique Paim, numa audiência que contou com a presença da governadora e dos nossos parlamentares. Precisamos ser incluídos na política de educação do governo federal. Isso é uma condição da qual não podemos abrir mão. COMO o senhor pretende resolver a questão das obras paralisadas? JÁ estamos resolvendo. Felizmente, vamos chegar ao primeiro ano de gestão com a Universidade em obras. Retomamos a construção do prédio da FANAT e das salas que foram destruídas por um incêndio, no campus central. Os recursos são do Governo do Estado, fonte 100 ou emendas. Estamos bem perto de retomarmos a construção do campus de Natal, pois ainda precisamos da licença ambiental que nesse momento aguardamos o parecer da SEMOB e então encaminhamento para SEMURB, ambas secretarias do município de Natal; o campus de Caicó, com uma decisão conjunta administração, professores, técnicos e alunos daquele campus, vai ser transferido para um prédio do Governo do Estado. Os recursos para o campus de Natal e Caicó estão previstos no Proinveste, que é um empréstimo que o governo fez ao Banco do Brasil. Adquirimos R$ 1.2 milhão de climatizadores, computadores e móveis, priorizando os ambientes compartilhados como bibliotecas e laboratórios. Tais recursos são de uma emenda do deputado Betinho Rosado. Estamos fazendo um diagnóstico das redes elétricas do campus central e dos campi avançados e nesse momento aguardamos a licitação. Tais recursos virão de emendas dos deputados Larissa Rosado, Gustavo Fernandes e George Soares. Abrimos licitação para a construção do campus avançado de Apodi, com recursos de uma emenda de bancada federal, que também reformaremos R$ 1.3 milhão no campus central e na Reitoria, incluindo o prédio da FM Universitária. Também estamos com uma licitação aberta para construção de um prédio da pós-graduação no campus central e uma biblioteca no campus em Pau dos Ferros. Enfim, estamos construindo, reformando e recuperando nossa infraestrutura no campus central e campi avançados. Ainda podemos citar que estamos aguardando proposta da Rede Nacional de Pesquisa – RNP para implantarmos a internet com velocidade de 1Gb para o campus central, hoje de 50Mb, e 100Mb para os campi, hoje de 500Kb a 1Mb. Em suma, temos, para obras e equipamentos, duas emendas federais de bancada, do governo e da deputada Sandra Rosado, que totalizam R$ 25 milhões; 7 emendas individuais, senadores José
Agripino, Garibaldi, deputados Henrique Alves, Fátima Bezerra, Betinho Rosado, Felipe Maia, Fabio Faria, totalizando 1.66 milhão; uma emenda de bancada estadual de R$ 1.5 milhão para acessibilidade e R$ 1.66 milhão de emendas individuais dos deputados Larissa Rosado, José Dias, Leonardo Nogueira, Gilson Moura, Fernando Mineiro. Os recursos do Proinveste totalizam R$ 6.7 milhão; R$ 1.5 milhão no Ministério da Saúde e R$ 1.5 milhão no Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação. Além de R$ 5 milhões de CT-Infra/FINEP/MCTI, e R$ 6 milhões no ministério do esporte para pista de atletismo. A ESTRUTURA do Campus Central, de salas e laboratórios, requer melhoria. Existe algum projeto nesse sentido? COMO dissemos anteriormente. Estamos trabalhando na estrutura física e também buscamos melhorias para aparelhar os laboratórios. Além da compra de transportes como a aquisição de um ônibus. O INCREMENTO de alguns cursos e o crescimento natural da Universidade são elementos que remetem à mão-deobra. A Uern pretende realizar algum concurso público para atender a nova realidade? O CONCURSO público não é uma exigência do novo momento que a Uern está vivendo e não apenas pela quantidade de servidores que estão se afastando seja por decisão pessoal ou por força de aposentadoria. O crescimento natural, a necessidade de mão-de-obra qualificada, como você reconhece, são situações reais que não podemos ignorá-las. A nossa gestão já tem como marca a convocação de candidatos aprovados no último concurso de 2010 (essa era uma meta que perseguíamos e conseguimos!), mas, infelizmente, as restrições legais nos impediram de chegarmos à quantidade de servidores que a Universidade precisa. Por isso, já estamos vendo a possibilidade de um concurso público em 2015, com garantias a partir do nosso orçamento. COMO está a ação da Universidade no programa "RN Sustentável"? DESDE que assumimos a Uern em 28 de setembro de 2013, temos buscado inserir a Uern nas ações do RN Sustentável, então assinamos um termo de cooperação com o Governo do Estado. A partir daí surgiram 3 cursos de capacitação com a Secretaria da Saúde; 8 com a Secretaria de Administração e Escola de Governo; o banco mundial depois de uma explanação nossa ficou de recomendar a Secretaria de Agricultura a fazer um MBA com a Uern, dentre outras capacitações com a Secretaria de Educação. Todavia, devemos destacar a construção do hospital materno-infantil que servirá de hospital escola, favorecendo as aulas práticas.
Jornal de Fato | DOMINGO, 22 de junho de 2014
5
Agricultura
Mossoró enfrenta
‘seca selvagem’ Subsecretário informa que 70% da colheita de milho e feijão foram perdidos devido à falta de chuva
6
Jornal de Fato | DOMINGO, 22 de junho de 2014
Agricultura
A
colheita de grãos em Mossoró será menor em 70%. Isso implica dizer que faltará produto da agricultura familiar no mercado e também que será preciso buscar reforço em outros Estados, já que a região Nordeste do Brasil passa por momentos delicados em virtude das chuvas esporádicas e espessas. A situação de Mossoró não é boa e os levantamentos iniciais feitos pela Subsecretaria Municipal de Agricultura indicam que a tese de seca verde não procede. “É seca selvagem mesmo”, afirmou Rondinele Carlos, titular da pasta. “A meteorologia fala que choveu 500mm em Mossoró, mas em algumas áreas não chegou a 300mm. Algumas culturas deram certo, mas outras se perderam totalmente”, afirmou ele. E foi na comunidade rural de Santana que se registrou boa safra de milho e feijão. Lá a chuva foi generosa. Mas no outro extremo da cidade, especificamente na Vila Maísa, a colheita foi zero. E não é só na Maísa que se constata queda na produção agrícola. E tudo é reflexo da redução na vazão dos poços. “Temos sentido isso na vazão dos poços. E é preocupante, pois não temos visto fortalecimento da agricultura familiar”, comentou o subsecretário. E a preocupação maior se volta à queda na produção agrícola. Até porque, para Rondinele Carlos, quando se tem uma zona rural forte, o reflexo dessa particularidade é sentido nos centros urbanos. Mas quando ocorre o inverso, é sinal de que a situação no meio rural complica também a vida na cidade. Manter o homem no campo em situação delicada, e por conta da seca, é a tarefa. “Precisamos gerar oportunidades para que o homem permaneça no campo”, disse o subsecretário. Mas como se pode pensar em oportunidades se o que o trabalhador rural mais precisa está em falta, que é a água? O trabalho que deve ser feito – e está em execução na Vila Maísa –, diz respeito à perfuração de poços. Desde a terçafeira que uma máquina perfuratriz está em atividade na localidade rural. O subsecretário municipal da Agricultura enfatizou que, em ação paralela, a Prefeitura intensifica parcerias com empresas privadas com o mesmo objetivo e em outras áreas da zona rural. Além disso, frisou que o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) está com trabalho semelhante em 20 comunidades rurais. Os últimos anos têm sido cruciais em relação à seca. “Temos vislumbrado que o Semiárido tem sofrido”, disse Rondi-
nele, acrescentando que a alternativa que pode ser concretizada é a que já está em andamento: garantir a permanência do trabalhador rural no campo. Diante das adversidades climáticas registradas em Mossoró, o subsecretário de Agricultura reforçou a tese de que espera a vinda de produtos da agricultura de outras regiões brasileiras. “O Nordeste está seco; uns Estados com mais chuvas e outros com menos”, disse. Com esse quadro de “seca selvagem” em Mossoró, afirmado por Rondinele Carlos, o repórter perguntou sobre a situação da merenda escolar. É que a Prefeitura de Mossoró adquiri toda a produção dos pequenos produtores rurais que estão inseridos no contexto de associação ou cooperativas. Segundo o subsecretário, não existem dificuldades e a merenda servida nas escolas da rede pública municipal de ensino não sofrerá prejuízo. “Realmente a agricultura familiar vai para a merenda escolar, mas muitos agricultores fazem seus plantios por meio de poços (irrigação). Não temos percebido queda acentuada da merenda escolar,
pois os produtores têm a certeza de venda assegurada. Toda a produção é adquirida pela Prefeitura e isso dá sustentação às associações e cooperativas”, informou, acrescentando que cooperativas e associações vão fazer parte do Conselho Municipal Rural. Embora tenha dito que a situação da zona rural está problemática em virtude da seca, o subsecretário municipal de Agricultura enfatizou que o real quadro será conhecido somente depois que os técnicos da pasta concluírem seus relatórios. “Estamos com técnicos na área. Os relatórios serão iniciados e até meados de julho teremos um real laudo da plantação e colheita. Essas informações serão enviadas para o Governo Federal”, disse. As informações que estão sendo coletadas pelos técnicos da Subsecretaria Municipal de Agricultura vão nortear os números relacionados ao seguro-safra. “O laudo é o que dará sustentação ao garantia safra”, disse Rondinele Carlos. A abertura de novos poços na zona rural, devido à escassez de chuva, é primordial para garantir água ao consumo
)) Homem comercializa milho na Cobal, trazido de outras cidades Jornal de Fato | DOMINGO, 22 de junho de 2014
7
Agricultura humano. O subsecretário de Agricultura enfatizou que a chamada “seca selvagem” se confirma a partir da constatação da redução do lençol freático. É que alguns poços já existentes apresentam redução. Algo que é consequente da falta de chuva. A Prefeitura de Mossoró é responsável pelo abastecimento total na zona rural, já que a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN) atende 30% de Mossoró. Especificamente a zona urbana. Cabe ao Executivo garantir água à fatia maior de Mossoró (70%). O subsecretário municipal de Agricultura reforçou a necessidade de informações, por parte da zona rural. É que, apesar de os técnicos da pasta estarem em campo fazendo a análise que culminará em laudo a ser enviado ao Governo Federal, é importante que os moradores das localidades rurais de Mossoró informem a situação relacionada à falta de água ao consumo humano para que a Prefeitura possa garantir o envio de carros-pipa ao abastecimento de cisternas – individuais e coletivas. O número para contato é o 3315-5180. O horário de funcionamento da subsecretaria vai das 7h às 17h, de segunda a sexta-feira. Não é só Mossoró que enfrenta problemas com as chuvas espessas e esporádicas. De acordo com informações constantes do endereço eletrônico da Secretaria Estadual dos Recursos Hídricos, 16 municípios do Rio Grande do Norte enfrentam situação calamitosa. O pior quadro é enfrentado pelos moradores da cidade de Tenente Ananias, na região do Alto Oeste potiguar. Lá o açude Jesus Maria José tem capacidade para armazenar 9,6 milhões de metros cúbicos de água e está atualmente com 88,2 mil, o que corresponde a 0,92% de sua capacidade. Ou seja: falta água até para o consumo humano. Voltando a Mossoró, a situação do reservatório que abastece a segunda maior cidade do Rio Grande do Norte já foi mais complicada. É que a Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, localizada na região do Vale do Açu, recebe água também da região do Seridó e de cidades da Paraíba. O reservatório, que tem capacidade para armazenar 2,4 bilhões de metros cúbicos de água está com 44,22% de sua capacidade. Esse percentual já foi bem menor. Com o aumento no volume de água, a produção agrícola irrigada, que chegou a ser ameaçada, não sofrerá qualquer tipo de suspensão na liberação de água da barragem, conforme chegou a ser cogitado pelos técnicos da própria Secretaria dos Recursos Hídricos. No Alto Oeste, apesar de alguns mu8
)) Situação da barragem Armando Ribeiro, que abastece Mossoró, melhorou nicípios comemorarem o aumento de volume em seus mananciais, a irregularidade na distribuição das chuvas faz com que na mesma região geográfica existam cidades em que os reservatórios não acumularam água suficiente para a retomada do abastecimento. Por este motivo, o momento é de cautela e de consciência no uso da água. Seja onde possui água disponível ou onde o produto está escasso, a conduta deve ser
sempre a do uso racional. Conforme informação divulgada recentemente pela assessoria de imprensa da Secretaria Estadual dos Recursos Hídricos, permanecem ainda em situação de colapso, as cidades de João Dias, Pilões, São Francisco do Oeste, Luís Gomes, Antônio Martins, Venha Ver, Paraná, na região do Alto Oeste; e Carnaúbas dos Dantas, na região do Seridó potiguar.
)) Subsecretário da Agricultura de Mossoró, Rondinele Carlos: laudo sairá em julho
Jornal de Fato | DOMINGO, 22 de junho de 2014
Videolivro
Vida e obra de Manuelito resgatadas em v铆deolivro Assistente social e historiador autodidata resgata hist贸ria sobre fot贸grafo Manuelito Jornal de Fato | DOMINGO, 22 de junho de 2014
9
Videolivro
M
anuelito Pereira, fotógrafo das antigas de Mossoró, terá sua obra resgatada em livro. O assistente social Wladimir Oliveira de Morais, 47, é o responsável pelo trabalho, que será compilado em um livro e lançado no mês que vem, especificamente em 10 de julho. Não se trata de um livro comum. “Será um vídeolivro que mostrará Mossoró de antes”, informou ele, que cursa Mestrado e se diz historiador autodidata. Ruas do passado... Quem gostar de nostalgia, o vídeolivro que aborda a vida e obra de Manuelito é um “prato cheio”. E o próprio autor diz que um dos motivos que o levou a pesquisar o fotógrafo foi justamente o saudosismo. “Conheci Manuelito. Tive a oportunidade de conhecêlo, quando eu ainda era criança. Eu era pequeno e via ele no lambe-lambe. É uma nostalgia de ver o passado”, disse, acrescentando: “sou mossoroense e tive pouco acesso a brinquedos e minha mãe tinha uma pequena biblioteca”, informou o autor, acrescentando que o seu gosto pela leitura foi fator preponderante à pesquisa sobre a vida e obra de Manuelito. Além disso, o gosto por fotografias pesou na hora de iniciar a pesquisa. “Gosto de fotos”, disse Wladimir Oliveira. O videolivro reunirá cerca de 70 fotos. “Se eu fosse reunir todas as fotos de Manuelito, seria uma exposição com mais de mil fotos”. Para a obra, Wladimir Oliveira comentou que passou 12 anos pesquisando, reunindo fotos antigas. Para tanto, disse que conversou com familiares do
)) Wladimir Oliveira, que lançará vídeolivro no dia 10 de julho 10
fotógrafo e disse que fotos com mais de 70 anos são de domínio público. Daí não ter enfrentado problema no trabalho. Sobre o videolivro, Wladimir Oliveira diz que precisou instalar programa específico em seu computador para trabalhar o projeto. O resultado, segundo ele, surpreenderá. “Tem fundo musical, fotos e informações”, disse. Quem quiser ler, basta baixar o programa e acessar o videolivro. O lançamento do videolivro, ainda segundo Wladimir Oliveira, será marcado por uma homenagem aos fotógrafos. “Gosto de fotografias e vou homenagear todos os fotógrafos”, afirmou. Sobre o videolivro em si, o autor disse que as pessoas vão poder analisar Mossoró de antes e fazer a devida comparação com a cidade de hoje. “Vão poder ver como Mossoró era arborizada e perceber as
Jornal de Fato | DOMINGO, 22 de junho de 2014
transformações, por exemplo, da arquitetura da Catedral de Santa Luzia. Vai ser um resgate da história de Mossoró”, comentou. Sobre Manuelito Manuelito Pereira dos Santos Magalhães Benigno nasceu em 17 de agosto de 1919 em Fortaleza/CE. Chegou a Mossoró com 23 anos. Especificamente em 10 de outubro de 1933 e já como fotógrafo profissional. A vinda dele foi a convite da família Escóssia para trabalhar no Foto Escóssia. Ele casou com Maria Silva Barbosa Pereira, natural de Canindé/CE. Teve cinco filhos. Manuelito deixou um verdadeiro registro da história de Mossoró: paisagens, pessoas, prédios históricos. Algo que vai estar nas páginas do vídeolivro que será lançado em 10 de julho vindouro.
Opções
Mossoró Cidade Junina
entra na reta final Programação, de quinta-feira a domingo, apresenta opções variadas. Escolha a sua
Jornal de Fato | DOMINGO, 22 de junho de 2014
11
Opções
O
“Mossoró Cidade Junina” entra na reta final de sua programação. Para esta última semana, o projeto prevê uma série de atrações artísticas na Estação das Artes Elizeu Ventania, onde ocorrem os chamados grandes shows. Feira de artesanato, concurso de maquete junina, Projeto Botando Boneco, show Misturando as Poesias... Tudo isso na última semana de uma ação que chegou aos 18 anos agora em 2014. Para esta última semana, para quem não curtiu nenhum dia do Mossoró Cidade Junina ou não assistiu nenhuma apresentação do espetáculo teatral “Chuva de Bala no País de Mossoró”, a dica é a mesma que veio com o spot de rádio utilizado à divulgação do “Pingo da MeiDia”: corra que ta “ameidiinha”. Ou seja: aproveite o finalzinho dos dias, de quinta-feira a domingo e procure a opção que melhor se enquadrar em seus gostos culturais e musicais. Iniciando o tour pela Avenida Rio Branco pela Praça de Eventos, você vai encontrar uma diversidade considerável de entretenimento: feira de artesanato, comidas típicas, show de humor (teatro de fantoches). De lá, a esticada pode ser feita até ao Memorial da Resistência, onde tem o “Tapera Copa” e o Memorial Jazz. Ao lado, o projeto “Boca da Noite” pode ser a opção. Caso contrário, a Praça da Alimentação pode apresentar o que você quer: shows com artistas da terra. Outra possibilidade de curtir boa música é na Cidadela. Ao lado, no Adro da
)) Estação das Artes Elizeu Ventania tem shows de Solteirões do Forró no próximo domingo Capela de São Vicente, também tem apresentação musical antes do espetáculo “Chuva de Bala...”, que conta a história ocorrida em 13 de junho de 1927, quando Lampião tentou invadir Mossoró e saquear a segunda maior cidade do Rio Grande do Norte. De quinta-feira a domingo, as opções são variadas. No sábado, 28, por exem-
plo, Gianinni Alencar, o Som da Nata, Solteirões do Forró e Bakulejo se apresentam na Estação das Artes Elizeu Ventania. Tudo isso no palco central. Ao lado, aos que gostam do forró pé-de-serra, têm o Circo do Forró. Já na Tapera Copa, os que curtem o som brega podem desfrutar de um ambiente decorado e propício ao estilo musical.
Veja as opções deste domingo Feira de Artesanato Local: Praça de Eventos Concurso de Maquete Junina Local: Praça de Eventos Botando Boneco Atrações: Mestre Felipe de Riachuelo e Chicó de Assu (Riachuelo/RN) Local: Praça de Eventos Show Misturando as Poesias Atrações: Nildo da Pedra Branca, Maurílio Santos, Concriz, Antônio Francisco e convidados Local: Praça de Eventos Memorial Jazz Atrações: Djow Lins e Banda Tombando Local: Espaço Cafezal / Memorial da Resistência Tapera Copa Atrações: Amanda Costa Local: Praça do Memorial da Resistência
12
Boca da Noite Atrações: Forró Pé de Serra Local: Espaço Cafezal / Memorial da Resistência Noite à dentro Atrações: Banda Perfil Local: Largo do SEBRAE Noite à dentro Atrações: Banda Kavehroots Local: Largo do SEBRAE Show no adro da Capela de São Vicente Atrações: Orquestra Sanfônica Local: Adro da Capela de São Vicente Chuva de Bala no País de Mossoró Local: Adro da Capela São Vicente Cidadela Local: Ao lado da Capela São Vicente Música Ao Vivo
Jornal de Fato | DOMINGO, 22 de junho de 2014
Atrações: Ivan e Banda Fator + Local: Praça de Convivência Brinquedos e Brincadeiras Populares Local: Cidadela Burro Táxi Local: Cidadela Pau de Arara Eletrônico Local: Cidadela Música ao Vivo Atrações: Forró Pé de Serra Local: Praça de Convivência Atrações: Chavier Costa e Banda Local: Praça de Convivência Final Estadual Estilizada Local: Arena Deodete Dias Festa de São João Batista Local: Paróquia de São João Batista
sua carreira
RafaeL DemeTrIUs
Motivos que levam à demissão por justa causa
S
er convidado para se desligar da empresa é um momento desagradável, mas inevitável em determinadas situax ções. Entretanto, uma rescisão de contrato por justa causa é um registro que muitos não desejam para a sua carreira. Em termos práticos, quando a dispensa é por justa causa, o empregado perde o direito a aviso prévio, 13.º e férias proporcionais, além de não receber a multa rescisória de 40% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Antes de assinar uma rescisão por justa causa, é imprescindível checar se o empregador possui provas, como boletins de ocorrência, testemunhas, advertências, suspensões ou e-mails que comprovem os atos do empregado, para evitar problemas trabalhistas. Na coluna de hoje, você vai conferir quais são os principais motivos que podem levar a uma dispensa por justa causa e o que cada um deles significa na prática, segundo o artigo 482 da Consolidação das Leis do Trabalho: 1 – Violar regras morais ou jurídicas – Por exemplo, roubar, marcar cartão de ponto de outro colega de trabalho ausente, justificar faltas com atestados médicos falsos, entre outros, são considerados atos de improbidade e justificam a justa causa segundo a lei. 2 – Incontinência de conduta ou mau procedimento – Manter um comportamento incompatível com as regras da sociedade e da empresa que coloque em risco a reputação do empregador ou impeçam a manutenção do vínculo empregatício. Exemplos desse tipo desde atos libidinosos dentro da empresa, a usar o veículo serviços do trabalho para benefício próprio sem autorização do empregador. 3 – Negociação por conta própria ou sem permissão do empregador – Fazer uma negociação por conta própria sem pedir permissão para superiores, principalmente quando isso traz prejuízo para a companhia ou fortaleça a concorrência. 4 – Condenação criminal – Se o empregado tiver que cumprir pena na prisão, o empregador pode demiti-lo por justa causa. Mas para isso é preciso que o empregado seja condenado criminalmente com sentença que não caiba mais recurso. Nesse caso, a rescisão por justa causa se enquadra na justificativa de que o empregado não poderá cumprir o seu contrato de trabalho e não por causa da condenação em si. 5 – Desídia no desempenho da função – Repetir pequenas faltas leves, devido à negligência, preguiça, desleixo, má vontade, omissão, desatenção, entre outros habitualmente.
6 – Embriaguez habitual ou em serviço – Se o empregado embriagase fora do horário de expediente, mas os efeitos do álcool ficam evidentes durante o período de trabalho, o empregador pode caracterizar esse ato como falta grave. Mas, se o empregado se embriaga durante o período do expediente, a lei ampara uma demissão por justa causa. Por outro lado, algumas decisões judiciais têm levado em conta de que a embriaguez deve ser tratada como uma doença. Por conta disso, nesses casos, a justa causa muitas vezes não é aceita pela Justiça. 7 – Violação de segredo da empresa – Revelar informações confidenciais sobre os negócios da empresa, ou outros assuntos relacionados à companhia, também pode determinar uma demissão por justa causa. A justificativa, para isso, é que a postura pode dar prejuízos para a empresa. Por outro lado, contar segredos pessoais dos gestores não caracteriza justa causa. 8 – Ato de indisciplina ou de insubordinação – Desobedecer ao chefe seja a uma ordem específica, verbal ou escrita pode levar a rescisão do contrato e considerado um ato de indisciplina e insubordinação. 9 – Abandono de emprego – Não ir ao trabalho sem justificar e sem comunicar ao chefe durante um período superior a 30 dias pode caracterizar também uma justa causa. Mas a dispensa pode ocorrer em menos dias quando a empresa verifica que o empregado está realizando simultaneamente, trabalho para outro empregador no mesmo horário de trabalho, gerando assim, incompatibilidade de horários. Recomenda-se que a notificação seja efetuada por meio do Correio (telegrama fonado ou carta com Aviso de Recebimento – AR) ou pelo cartório e, não havendo qualquer manifestação por parte do empregado, a rescisão é automática após o prazo de 30 dias. Nesse caso, é importante salientar que caso o empregado justifique ou compareça na empresa após a solicitação de justificativa, o prazo de 30 dias deverá ser recomeçado. 10 – Ato lesivo da honra – Falar mal do chefe e dos colegas de trabalho, e agredir outra pessoa fisicamente pode levar à demissão por justa causa. A falta grave não depende de um ferimento ou lesão corporal. Essa falta pode ser realizada tanto dentro quanto fora da empresa, ao empregador ou a outras pessoas. 11 – Prática constante de jogos de azar – Jogar baralho ou qualquer outro jogo que dependa exclusivamente da sorte, é enquadrado na categoria jogos de azar. A prática constante desses jogos ou jogar no ambiente de trabalho podem levar a dispensa, desde que atrapalhe o trabalho do empregado. Crie um informativo para sua empresa – Uma ótima opção para a empresa é criar informativos para os funcionários, esclarecendo os motivos passíveis de demissão por justa causa e evitando atos negativos na relação empregado e empregador.
Jornal de Fato | DOMINGO, 22 de junho de 2014
13
adoro comer
DaVI moUra
A culinária do Rio Grande do Norte O Receitas sem Fronteiras é um site maravilhoso e lindamente organizado por alguns parceiros, entre eles o Lex e a Melanie. Já tivemos oportunidade de aparecer uma vez por lá e a parceria continua acontecendo. Da última vez, o Lex entrou em contato Quando se trata de culinária, o RN é um estado de extremos. Pra começar, em Natal, na capital, é possível comer de tudo. Como bom centro urbano, acaba apresentando marcas mundiais com vários estilos de comida. Em Mossoró, a segunda maior cidade, com pouco mais de 260 mil habitantes, também há maneiras de se comer bem. Quando partimos para cidades menores, podemos dividir em dois grupos: as interioranas e as litorâneas. Nos dois tipos, pode contar como certa a presença dos fast food básicos de todo o mundo: sanduíche e pizza. Ainda incluiria neste grupo os famosos espetinhos, com o sabores básicos de carne, frango e queijo. O potiguar adora uma calçada – e espetinho combina com cerveja gelada e meio de rua. No litoral, a culinária muda de figura. Diferente de outras regiões do país, é possível comer os deliciosos frutos do mar a preços bem acessíveis. Car anguejo quebrado na hora; camarões fresquinhos e lagostas deliciosas. Dependendo do local, dá pra arriscar um bom caldo de arraia ou de tubarão. Tudo depende da fome – e da criatividade! No interior, começamos com as carnes de criação, encabeçadas com pratos típicos como buchada, panelada e a famosa tripa frita, acompanhadas com as famosas guarnições de feijão verde e batata doce. Pra quem não sabe, há a região serrana do RN. Martins e Portalegre representam ótimas opções para quem quer curtir um friozinho na época certa do ano. O Festival de Fondue é conhecido por atrair pessoas de todo o estado e de locais vizinhos. Tapioca é outro pratinho bastante comum em todo lugar. Do mais simples ao mais básico, é possível comer uma bem gostosa. Do interior Caicó, onde é bem servida com
para produzirmos um texto sobre a culinária do RN e mandarmos algumas receitas. Hoje trago o texto pra vocês e as duas receitas, sendo um peixe (a cara do litoral) e a tapioca (que podemos comer em todo canto). Acompanhe:
uma porção generosa de queijo de manteiga; até o litoral, onde pode ser comida com ginga, o famoso peixe “piaba”, combinação esta que é degustada e aprovada até pelos visitantes de fora. Com essa infinidade de comidinhas, há como resistir?
Aproveite e acesse o http://blogadorocomer.blogspot.com para conferir esta e outras delícias! 14
Jornal de Fato | DOMINGO, 22 de junho de 2014
adoro adoro comer comer
Tapioca recheada com frango ao molho
INGreDIeNTes
MODO DE faZer
1. MASSA DA TAPIOCA - Massa de tapioca (geralmente vendida em supermercados) MODO DE FAZER Geralmente já se encontra a massa de tapioca pronta. Basta peneirá-la e polvilhar na frigideira até deixá-la sem falhas. Na hora de virar, cuidado para não sujar a cozinha inteira. Para esta receita, escolha uma frigideira grande, para que as tapiocas saiam bem formadas e firmes para rechear. A quantidade fica a gosto. 2. RECHEIO • ½ kg de peito de frango • 1 colher de sopa de manteiga • 1 cebola média • 1 dente de alho • 8 colheres de sopa de polpa de tomate • 1 xícara de chá de água • 3 colheres de sopa de creme de leite - A manteiga pode ser substituída facilmente pelo azeite; - O creme de leite pode ser utilizado na sua versão light sem comprometer o resultado do prato; - O uso do sal é opcional; - Um toque especial: folhinhas de manjericão! Dão aquele gostinho especial; - O frango pode ser substituído por carne ou calabresa. A versão com frango é a mais saudável.
• Pra começar, frite a cebola e o alho picado na manteiga (ou azeite). Quando estiver douradinho, acrescente o frango já cozido. Uns 5 minutos são necessários para fritar. Acrescente a polpa de tomate, a água e o creme de leite. Misture tudo até a cor do molho ficar homogênea. O manjericão pode ser acrescentado nessa hora. MONTAGEM • Simples e fácil. Espalhe o recheio na tapioca já pronta e enrole de modo que fique firme o suficiente para ser comida com a mão. RESULTADO • Prato super simples e super gostoso. A única observação é que ele não funciona bem se for requentado. Prefira comê-lo assim que fizer, pois a massa permanece macia. Como acompanhamento, sugiro arroz branco soltinho com uma salada de alface, tomate, repolho branco e cenoura, todos ralados.
Jornal de Fato | DOMINGO, 22 de junho de 2014
15