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Revista de Domingo nº 655

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editorial ao leitor

Dia de Saudade

M

p4 Entrevista

Psicóloga Anna Lívia Soares fala do fanatismo nutrido por algumas pessoas em relação a times, políticos ou religião

aio, mês das flores, das noivas, das Mães. Esse sem dúvida é um dos meses mais especiais do ano. É claro que o comércio se apropriou desta data assim como fez como as demais datas comemorativas do calendário. No entanto, não dá para tirar o encanto das reuniões de famílias em volta de suas mesas, sejam elas fartas ou simples, para o almoço em homenagem às mães. Tem as comemorações na escola, com apresentação dos pequenos e mães chorando de emoção, flores e poemas, os mais lindos, já que o amor de mãe é o mais puro e verdadeiro. Porém, para algumas pessoas tudo isso faz parte de lembranças de um tempo que não volta mais. Neste dia, enquanto muitos filhos comemoram com suas mães, alguns vivem uma imensa saudade das mães que já partiram. Em homenagem a essas mulheres que, mais do que saudade, deixaram importantes aprendizados e como tentativa de confortar seus filhos, DOMINGO traz histórias de mães que foram exemplos para suas famílias. Em conversa com a reportagem, filhos falam da dor da perda, da difícil superação, as saudades e da lembrança dos bons momentos. Eles também aconselham: diga que ama sua mãe, se possível todos os dias, porque tem gente que gostaria muito, mas não tem mais esse privilégio. DOMINGO também traz uma matéria sobre achados e perdidos. Se você é daquelas pessoas que vez ou outra acaba perdendo alguns objetos, como chaves, celulares, óculos, ou mesmo itens mais inusitados, fique atento para saber se os estabelecimentos por onde você anda possui um setor responsável por guardar tudo que as pessoas acabam perdendo por aí. Ainda nesta edição um alerta de fisioterapeutas sobre o cuidado com as articulações dos pequenos. A especialista Fernanda Mota, orienta pais, responsáveis e até professores sobre a forma correta de levantar as crianças, já que erroneamente, muitas puxam os pequenos pelas extremidades, como mãos e pulsos, o que pode representar um grande risco de lesões como distensões músculo-ligamentar. Na sessão de entrevista, um bate-papo com a psicóloga cearense Anna Lívia Soares de Lima sobre o fanatismo, seja ele religioso, político ou até mesmo por times de futebol.

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Boa leitura, Nara Andrade

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Dia de Saudade

Em homenagem às mães que já partiram, DOMINGO traz histórias de mulheres que foram exemplo de vida para suas famílias

Achados e perdidos

Se você geralmente perde objetos como chaves, óculos e outros, procure saber onde fica o setor que tem sido a salvação de pessoas distraídas como você

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Sua carreira

Rafael Demetrius: Onze dicas para evitar ser um trabalhador estressado

Adoro comer

Colunista Davi Moura: Camarão no abacaxi

• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – Wil­liam Rob­son • Editora – Nara Andrade • Dia­gra­ma­ção – Rick Waekmann • Projeto Gráfico – Augusto Paiva • Im­pres­são – Grá­fi­ca De Fa­to • Re­vi­são – Gilcileno Amorim e Stella Sâmia • Fotos – Carlos Costa, Marcos Garcia, Cezar Alves e Gildo Bento • In­fo­grá­fi­cos – Neto Silva Re­da­ção, pu­bli­ci­da­de e cor­res­pon­dên­cia Av. Rio Bran­co, 2203 – Mos­so­ró (RN) Fo­nes: (0xx84) 3323-8900/8909 Si­te: www.de­fa­to.com/do­min­go E-mail: re­da­cao@de­fa­to.com Do­min­go é uma pu­bli­ca­ção se­ma­nal do Jor­nal de Fa­to. Não po­de ser ven­di­da se­pa­ra­da­men­te.

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conto

josÉ NICodemos*

(

Conto fantástico

C

Envie sugestões e críticas para o e-mail: aristida603@hotmail.com

)

hico João só não fez nasces na salina. Mas viveu a vida inteira ali naquele mundo branco, desde os seis anos da sua idade. A princípio, ajudando o pai, cozinheiro. Não sabia viver fora dali, era um peixe fora d’água, como se diz. Noite de lua, Chico João ia sentar às margens do rio Pedrinhas, na ilusão de ver a moça encantada, segundo a lenda, a mirar-se no espelho da lua refletida no fundo das águas. E deixava-se ficar ali plantado até que a lua declinasse para a outra banda do céu, começos da madrugada. Se era noite de escuro, ficava até tarde à porta do rancho, olhando as estrelas, a ilusão de que elas eram os rastros luminosos da moça encantada que habitava o fundo das águas do rio Pedrinhas, para o céu levados pelos mistérios dos ventos do entardecer. O rancho era aberto em redor, e os ventos, entrando por todos os lados, a princípio frescos, depois quase gelados, já caindo a madrugada, eram como se as vozes da moça encantada se fizessem

Se era noite de escuro, ficava até tarde à porta do rancho, olhando as estrelas, a ilusão de que elas eram os rastros luminosos da moça encantada que habitava o fundo das águas do rio Pedrinhas

audíveis, em cantigas de amor. E Chico João adormecia, aos embalos da sua rede estampada, vermelho e amarelo, cores do seu gosto, com os rastros da moça encantada nos olhos e, nos ouvidos, a voz dela cantando na solidão dos ventos. Era ele, Chico João, o rei dos mistérios do seu mundo branco e azul, ao pé dos horizontes rodeados de uma longa solidão dessas mesmas cores. Não saberia viver ausente do seu mundo, acostumara-se, desde menino, com a companhia dos seus mistérios, que a moça encantada cantava

na voz verde dos ventos da noite. Quando foi um dia, conta a lenda da salina, Chico João amanheceu morto às margens do rio Pedrinhas, a lua desaparecendo, como um afogado. por detrás dos mangues. Nos seus olhos abertos, os últimos raios da lua iluminando-lhe o riso imóvel na solidão abissal dos lábios grossos. Sobre a grenha do peito, a camisa aberta, um ramalhete de flores de espumas. Na versão da lenda, depositado pela moça encantada.

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entrevista

PsICoLoGIa ANNA LÍVIA

Por Nara Andrade naraandrade@gmail.com

D

epois de um período conturbado em nossa cidade devido à realização das campanhas eleitorais que antecederam as eleições suplementares para o cargo maior do Poder Executivo Municipal, onde grupos de partidos opositores se digladiaram através de seus perfis em redes sociais, ou trocaram ofensas em praça pública, chegando a brigar inclusive com pessoas da própria família, DOMINGO decidiu conversar com um profissional especialista em saúde mental,

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‘Todo fanatismo tem uma relação com a fuga da realidade’ para saber o que leva a essa paixão exacerbada nutrida não só por políticos, mas por times de futebol e religiões, por exemplo. Para a psicóloga Anna Lívia Soares de Lima, natural de Fortaleza-CE, formada em Psicologia pela Universidade Potiguar (UNP), esse comportamento é provocado pelo fanatismo, seja ele político, religioso ou por qualquer outro tema. A especialista atende na Hapclínica Mossoró e na Clínica Odonto Psico Médica.


entrevista DOMINGO – Em períodos de campanha política, é comum vermos pessoas discutindo, brigando e até mesmo quebrando vínculos com pessoas da própria família, porque isso acontece? ANNA LÍVIA – Devido ao fanatismo que algumas pessoas possuem com relação a determinados assuntos, pois o fanático está sempre disposto a dar provas do quanto sua causa vale mais do que a própria vida dele, de sua família ou mesmo de toda uma sociedade. Falta consciência política, no sentido de não saber separa as coisas, no sentido que a política passa e as pessoas ficam. O QUE leva uma pessoa a declarar paixão incondicional a um político? UM VÍNCULO criado, não com a proposta do político, mas com a pessoa do político. Ele não consegue perceber outros aspectos, fracassos, só percebe que o indivíduo tem as características que ele deseja, sendo uma projeção, onde o sujeito inconscientemente gostaria de ser aquela pessoa, como não pode, passa a admirá-lo de forma incondicional. O SENTIMENTO é semelhante ao nutrido por times de futebol, por exemplo? COM CERTEZA é o mesmo sentimento. ALGUMAS pessoas brigam, defendem, choram, por conquistas e derrotas de seus times ou candidatos preferidos, por que isso acontece? ACONTECE por conta do vínculo afetivo e as expectativas criadas em torno desse objeto de investimento extremista. Isso porque o fanático está convicto do que pensa, ele é apaixonado pela causa que acredita e defende, é intolerante com opiniões contrárias a essa causa e não mede consequências para defender e agir em prol daquilo que o leva ao fanatismo. QUANDO torcer por alguém ou por um time passa dos limites da normalidade? DO PONTO de vista psicopatológico, todo fanatismo tem uma relação com a fuga da realidade. A crença cega ou irracional parece loucura quando se manifesta em momentos ou situações específicas, porém, se sua inteligência não está afetada, o fanático aparentemente é um sujeito normal. No entanto, torna-se um ser potencialmente explosivo em determinadas situações que o colocam em prova ou o levam a

atitudes extremas. NO ÚLTIMO final de semana, um torcedor morreu durante uma confusão em uma partida de futebol no Estádio do Arruda em Recife-PE, após ser atingido por um vaso sanitário arremessado por um integrante da torcida adversária. Além dele, outros torcedores ficaram feridos. Qual a motivação para esse tipo de atitude? Por que torcidas organizadas estão sempre envolvidas em questões semelhantes? PRIMEIRO porque falta uma consciência de coletividade, de respeito pelo outro, falta a questão do aprender a conviver com a diversidade, com os contrários, com as pessoas que não pensam iguais a eles e todas as pessoas que não pensam dessa forma são passíveis de ser maltratadas, desrespeitadas. O FANATISMO religioso também se enquadra nesse tipo de paixão que cega as pessoas, fazendo-as tomar atitudes extremas? SIM. Pois todo fanatismo é doentio, foge da realidade, é prejudicial porque tem uma visão somente unilateral das coisas, ou seja, só a visão que o agrada. A PRÓPRIA pessoa pode perceber que está passando dos limites e reverter a situação, ou ela precisará de ajuda profissional para mudar seu comportamento? É possível reverter esse comportamento? DIFICILMENTE percebe e dificilmente pode ser revertido esse quadro,

porque se tirar o fanatismo, às vezes, a pessoa se perde. Não sabe mais quem ela é, por que ela é, por exemplo, daquele time, daquele grupo, daquela bandeira. Quando se tira aquilo dela é como tirar quem ela é. Ela precisa disso, ser alguém. Faz parte da sua identidade, do seu modo de ser. E também acontece de ela não admitir que está errada ou que seu pensamento está incoerente, pois o fanático não usa a relatividade ou a possibilidade de que o outro possa pensar ou ter ideias ou ideais diferentes, passando assim a ser um pensamento egocêntrico. Mas podemos nos prevenir do fanatismo com uma educação de boa qualidade, que saiba promover a cultura geral, que abra os horizontes dos indivíduos, que ele possa observar o mundo ao seu redor de uma forma mais abrangente, sabendo que outras pessoas pensam diferente, mas que também possam estar certas, o sentido de grupo, de criatividade e de individualidade também precisa ser trabalhado logo cedo. QUAIS as consequências que esse comportamento pode trazer para a vida dessas pessoas? MATAR, morrer, ser discriminado, ser isolado socialmente e, principalmente, trazer prejuízos emocionais irreversíveis para essa pessoa e sua família. O indivíduo pode se tornar indesejável nos lugares, as pessoas fazerem comentários generalizantes, o desgaste emocional nas relações interpessoais, perda de amigos e de credibilidade. Fica difícil sua convivência com a diversidade.

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Dia das Mães

Dia de

Saudade

Em homenagem às mães que já partiram e como tentativa de confortar seus filhos, DOMINGO traz histórias de mulheres que foram exemplos para suas famílias

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Dia das Mães

O

mês de maio é sem dúvida um dos meses mais especiais do ano. Já que é nele em que se comemora o Dia das Mães. No entanto, esta data para muitos tem um significado ainda maior e nem sempre é marcada pelos tradicionais almoços de família, já que a figura principal deste dia não está mais entre nós. Para saber o que este dia representa para pessoas que já perderam suas mães e como uma forma de homenagear essas mulheres que deixaram, além de uma grande saudade, grandes ensinamentos e lições de vida, e na tentativa de trazer um pouco de conforto aos filhos que não desfrutam mais de sua companhia, DOMINGO conversou com algumas pessoas sobre o luto, a saudade e a superação. Eles falam também sobre como vivenciam este dia que para muitos é sinônimo de festa e confraternização. Um sábio provérbio popular descreve as três maiores dores que podem ser enfrentadas por uma pessoa, que são: perder a mãe na infância, um filho adulto e o cônjuge na velhice. No entanto, perder a figura materna não é fácil para ninguém, por mais forte que a pessoa possa parecer. A dona de casa Fágna Valentim Nogueira, que perdeu sua mãe Maria Nazaré, há pouco mais de um ano, diz que ainda não superou a dor de sua ausência. “Eu tinha 36 anos, mais para mim foi como se eu ainda fosse uma criança. Me senti desprotegida. Ainda não superei muito, a cada dia sinto mais a sua falta. Sei que tenho que superar, pois sei que agora ela está ao lado de Deus”, comen-

)) Fágna Valentim fala

que todos os dias lembra de “sua rainha”, como chamava sua mãe

)) Maria Nazaré, exemplo de dedicação pelos filhos ta. Fágna divide a dor da ausência da mãe com mais sete irmãos, três homens e outras quatro mulheres. Ela conta que seu pai mora com uma de suas irmãs, mas que todos os filhos sempre se reúnem nos finais de semana. Antes de falecer, Maria Nazaré, mãe de Fágna, passou um longo período doente, mesmo assim sua filha conta que a família não estava preparada para perdê-la. “Ela era diabética, hipertensa e teve um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Sempre tive medo da morte, não estava preparada, pois acho que nunca ninguém está preparado pra receber essa notícia”, lamenta. Fágna Nogueira lembra com alegria e com saudade das comemorações dos Dias das Mães em sua família. “Era maravilhoso. Sempre tinha o almoço, mesmo quando ela estava bem debilitada. Sei que ela ficava muito feliz de ver todos os filhos ao lado dela”, afirma. Sobre os dias das mães passados após a morte de Maria Nazaré, a filha diz que é impossível não lembrar dela e que este é um dia muito difícil. “Lembro da minha rainha todos os dia. Mas, o mês de maio para mim é mais difícil, pois a ausência dela é maior. Não tem como pensar em outra coisa, se distrair,a gente fica realmente mais pra baixo, a saudade aumenta”, fala. Fágna diz que algumas pessoas falam que ela parece fisicamente com a mãe. Mas, afirma que uma característica forte herdada de dona Nazaré é o cuidado com a casa. Assim como sua mãe que era muito zelosa, a dona de casa gosta de ver tudo em ordem, gosta de cuidar para deixar tudo limpo e no lugar. “Pareço com ela fisicamente. Mais mim acho mais pa-

recida com ela em querer a casa sempre em ordem e cuidar de tudo sem deixar nada fora do lugar”. Sobre o que mais sente falta, a filha é enfática ao dizer que sente um grande vazio quando chega à casa do pai e não sente mais o cheiro da sua mãe. “Sinto falta de tudo, principalmente do cheirinho dela nos dias de domingo, quando eu chegava lá pela manhã”, frisa. Para ela, o maior aprendizado deixado por sua mãe foi justamente como ser uma boa mãe. “Sempre fui muito apegada a ela. Minha mãe me ensinou muita coisa”, ressalta. Apesar de dizer ainda não ter superado a dor da ausência de sua mãe e ainda vivenciar o luto, comum nesses casos, Fágna conta que lembrar de dona Nazaré também traz muitas alegrias e que é feliz por ter tido a oportunidade de tê-la como mãe e ter conseguido aproveitar ao máximo sua presença ao seu lado. “São muitas lembranças boas que nunca vou esquecer. E é preciso dizer que toda mãe sabe o que é melhor para seu filho e que jamais daria um conselho que não seja para o seu bem. Dê valor e atenção enquanto sua mãe está ao seu lado, porque depois será impossível e isso causará uma grande dor e arrependimento”, aconselha. Exemplo de vida A mãe de Rafaela Souza faleceu quando ela tinha apenas 18 anos, mas desde que a filha tinha dois anos, Fábia Alves de Souza Dantas apresentava sérias complicações de saúde. “Minha mãe adoeceu quando eu tinha dois anos e foi de médico em médico so-

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Dia das Mães

)) Rafaela Souza diz que sente saudade da alegria contagiante de sua mãe

frendo. Mas o que ela tinha só foi realmente descoberto, quando eu já tinha 12. Descobriu-se uma doença reumática e já era um pouco tarde, pois já tinha atingido o coração. Naquele momento, o médico dela disse que ela só viveria por mais um ano. Mas, ela conseguiu ficar com a gente mais cinco anos”, explica. Mesmo sabendo de toda dificuldade enfrentada pela mãe e acompanhando desde sempre sua luta para continuar vivendo, Rafaela diz que não esperava sua morte. “Achava que ela iria ficar bem, mesmo sabendo que isso não aconteceria”, comenta.

)) Fé mantida por Fábia Dantas foi o

maior aprendizado deixado para a filha 8

A jovem universitária acha que ainda não conseguiu superar a perda da mãe, pois para ela isso não é algo que se deva superar. “É uma coisa que aconteceu e que eu tenho que seguir em frente, ela queria isso”, frisa. Após a partida de sua mãe, Rafaela conta que sentiu o peso da responsabilidade por ser a única mulher da casa, morando com o pai e com o irmão mais velho. “Ainda sinto essa responsabilidade, mesmo meu pai não cobrando nada de mim. Mas como sou a única mulher da casa, é minha obrigação colocá-la em ordem. Meu pai sempre está ajudando em tudo, lava louça, faz almoço às vezes”, afirma. Assim como em muitas famílias, Rafaela fala que o Dia das Mães era sempre comemorado na sua casa. “Nessa data íamos sempre para casa de uma das avós almoçar em família e comemorar o dia, pra ela qualquer comemoração era muito importante, nenhuma data passava em branco. A gente tem uma padaria e ela colocava as fotos das mães que são clientes e entregava uma lembrança. Agora eu não sinto vontade de sair e não vejo motivo de comemorar”, lembra. Rafaela diz que tem muitas caracte-

HOMENAGEM ÀS MÃES Tu és divina e graciosa Estátua majestosa do amor Por Deus esculturada E formada com ardor Da alma da mais linda flor De mais ativo olor Que na vida é preferida pelo beija-flor Se Deus me fora tão clemente Aqui nesse ambiente de luz Formada numa tela deslumbrante e bela Teu coração junto ao meu lanceado Pregado e crucificado sobre a rósea cruz Do arfante peito teu Tu és a forma ideal Estátua magistral. Oh, alma perenal Do meu primeiro amor, sublime amor Tu és de Deus a soberana flor Tu és de Deus a criação Que em todo coração sepultas um amor O riso, a fé, a dor Em sândalos olentes cheios de sabor Em vozes tão dolentes como um sonho em flor És láctea estrela És mãe da realeza És tudo enfim que tem de belo Em todo resplendor da santa natureza Perdão se ouso confessar-te Eu hei de sempre amar-te Oh flor meu peito não resiste Oh meu Deus o quanto é triste A incerteza de um amor Que mais me faz penar em esperar Em conduzir-te um dia Ao pé do altar Jurar, aos pés do onipotente Em preces comoventes de dor E receber a unção da tua gratidão Depois de remir meus desejos Em nuvens de beijos Hei de envolver-te até meu padecer De todo fenecer

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rísticas da personalidade de sua mãe, além de parecer muito fisicamente. Sobre o que mais faz falta, Rafaela afirma que é a alegria contagiante, alegria da casa ou de onde a mãe estivesse. “O maior aprendizado passado por minha mãe foi ter fé em Deus. Não importa o que aconteça ou qual a dificuldade, Deus vai estar com você em todos os momentos” enfatiza. A universitária diz ainda que não tem lembrança triste de sua mãe. “Na verdade, nunca a vi triste, então não tem como ter lembranças assim. Foram 16 anos vendo ela doente, mas nunca a vi reclamar por estar passando por aquela situação. Pelo contrário, ela se divertiu aproveitou todo o tempo que teve, nos deixando as melhores lembranças”, relata. Para concluir, Rafaela afirma que por mais que ninguém queira, as mães no final sempre têm razão, todos os conselhos dados e todos puxões de orelha são por algum motivo. “Ninguém sabe o dia de amanhã, então nunca é tarde para dizer que ama sua mãe, se possível diga isso todos os dias, não espere data comemorativa, alguns querem ter esse privilégio e não podem”, conclui.


#ficadica

)) Cartões de débito e de crédito são os objetos mais encontrados no setor de Achados e Perdidos do MWS

Achados

e perdidos Se você geralmente “esquece” por aí chaves, celulares, carteiras ou qualquer outro objeto, setores como esse podem livrá-lo de certos transtornos

S

e você é daquelas pessoas que vez ou outra acaba perdendo alguns objetos, como chaves, celulares, óculos ou mesmo itens mais inusitados, fique atento para saber se os estabelecimentos por onde você anda possuem um setor responsável por guardar tudo que as pessoas acabam perdendo por aí. A dica foi dada pelo coordenador de segurança do Mossoró West Shopping (MWS), George Carlos de Queiroz. Segundo o chefe da segurança do es-

tabelecimento, é grande o número de objetos deixados no local, e o mais interessante é que muitas pessoas acabam não voltando para tentar reaver o bem perdido. Se você não sabia, além das grandes lojas de departamentos de presentes hoje no centro de compras, que dispõem de seus próprios setores de achados e perdidos, o próprio shopping possui um departamento semelhante. George Carlos diz que está na coordenação da segurança desde janeiro deste ano, mas já fez algumas mudanças no

setor, como um levantamento dos itens mais comuns encontrados no local, e afirma que se surpreendeu com a grande quantidade de cartões de crédito e de débito encontrados no espaço destinado aos caixas rápidos. O número de cartões encontrados era tão grande que George Carlos tomou a iniciativa de separar por bancos e agências aos quais pertenciam os cartões, e por meio de um termo de entrega, encaminha esses cartões, para que o próprio banco faça a devolução para os seus

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#ficadica clientes ou a destruição do cartão. E o número de cartões perdidos vem crescendo ao longo dos últimos anos. De acordo com o levantamento feito por George Carlos, em 2012 foram encontrados apenas seis cartões do Banco do Brasil e um do Itaú. No ano seguinte, o número aumentou, tendo sido encontrados 30 do Banco do Brasil, 18 do Itaú, 9 da Caixa Econômica e 76 cartões do Bradesco. O coordenador de segurança afirmou que todos esses cartões já foram encaminhados para suas respectivas agências bancárias. Ele também ressalta que pretende fazer a devolução dos cartões encontrados a cada três meses, prazo que ele julga razoável para dar tempo de o proprietário do cartão procurar o setor de achados e perdidos do shopping e recuperá-lo. A atitude de devolver os cartões para os bancos é algo novo em Mossoró, e surpreendeu os representantes das agências, que ficaram sem saber para qual setor esses cartões devolvidos deveriam ser encaminhados. “A maioria das pessoas, quando perde um cartão de crédito ou débito, pensa logo no cancelamento, com medo de alguém mal-intencionado encontrá-lo e usar para fazer compras. No entanto, essas pessoas acabam se esquecendo de procurar saber da existência do setor de achados e perdidos, seja no Mossoró West Shopping ou em qualquer outro estabelecimento. Procurar o setor de achados e perdidos pode evitar muitos transtornos que envolvem a perda de cartões, documentos pessoais e outros objetos”, comenta. Além dos cartões de crédito, podem ser encontrados no setor de segurança chaves de carros, inclusive codificadas, chaveiros, óculos, carteiras e bolsas, e ainda sacolas de lojas com produtos adquiridos no local. Todos os itens encontrados ficam guardados na central de monitoramento do shopping. As bolsas, por exemplo, só são abertas com a presença de testemunhas e através do monitoramento de câmeras. George Carlos afirma que quando uma bolsa, uma carteira ou um telefone são encontrados, a segurança do shopping viola o bem, com o objetivo de encontrar algum número telefônico do proprietário, para que seja feita o contato para a devolução desses bens. No caso dos documentos pessoais, como carteiras de Habilitação, de Identidade e outros documentos pessoais, eles são encaminhados à Polícia Civil, outra iniciativa da coordenação de segurança. Perguntado pela reportagem sobre os 10

)) Coordenador de segurança do MWS, George Carlos objetos mais inusitados já encontrados pelo departamento de segurança e encaminhados para o setor de achados e perdidos, George Carlos resistiu um pouco, mas depois revelou que os seguranças encontraram em determinada ocasião um pênis de borracha, e que até o momento ninguém procurou o setor para recuperar o objeto. O serviço de achados e perdidos já foi contactado por algumas pessoas, inclusive de outros Estados, como uma cliente do município de Aracati (CE). “Essa cliente de Aracati entrou em contato com o setor de achados e perdidos, através do Serviço de Atendimento do Consumidor (SAC) do shopping, comunicando que tinha perdido um determinado produto, descrevendo todas as características do bem e apresentando,

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inclusive, a nota fiscal, o que facilitou a devolução”, comenta. Se você também perdeu alguma coisa no MWS, é possível acionar o setor de achados e perdidos através do endereço virtual www.westshoppingmossoro. com.br ou por meio do telefone da Central de Monitoramento 3422-7003. Para recuperar o item perdido, é preciso descrever as características do objeto e outras informações relacionadas à data do seu desaparecimento. O coordenador de segurança do MWS explica ainda que, diferente de outros locais onde os setores de achados e perdidos ficam em locais de fácil acesso do público, no estabelecimento os itens ficam guardados em um local mais seguro, devido à maioria dos objetos encontrados serem de alto valor.


Alerta

Cuidado, Frágil! Fisioterapeuta orienta pais, responsáveis e até professores os cuidados que é preciso ter com as articulações dos pequenos

É

comum vermos adultos levantando seus filhos, sobrinhos, netos e mesmo alunos pelos punhos. Isso também se repete na hora das brincadeiras, quando a criança é balançada pelos braços e até na hora de passar a criança de um colo para outro.

No entanto, o que muitos não sabem é que esse tipo de atitude pode ser bastante prejudicial para as articulações dos pequenos, podendo causar inclusive lesões graves. Para esclarecer as principais dúvidas sobre o assunto e orientar os adultos so-

bre os cuidados que é preciso ter com as articulações das crianças, principalmente, as menores de cinco anos que não estão com a estrutura óssea completamente desenvolvida, DOMINGO procurou a fisioterapeuta Fernanda Mota, do Hapvida Saúde. De acordo com a especialista, os principais riscos de levantar as crianças pelas extremidades do corpo vão de micro lesões a problemas mais graves como distenções músculo-ligamentar. “Estas lesões podem ser parciais ou completas em articulações de membros superiores (punhos, cotovelos, ombros) como também na região cervical”, explica. A fisioterapeuta afirma que um movimento brusco ou até mesmo violento, principalmente em crianças mais novas e recém-nascidos, pode ter reflexos ne-

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Alerta gativos para o resto da vida. As lesões mais comuns apresentadas em consequência desse tipo de movimento são os estiramentos e ou rompimentos parciais ou completos destas estruturas. Por isso é preciso ficar atento e ter bastante cuidado ao levantar ou mesmo brincar com os pequenos para evitar a ocorrência de problemas como esses. “Nunca devemos levantar as crianças bruscamente e jamais puxando pelas extremidades, devemos segurá-las suavemente, porém com precisão. No caso dos recém-nascidos segurando pelo tronco e apoiando a cabeça, as mais velhas que já têm controle cervical e de tronco seguramos pela região axial (abaixo dos braços). O importante é ter cuidado, pois sua musculatura é mais frágil e por isso mais suscetível a lesões”, orienta.

xou sua filha no colégio e pouco tempo depois recebeu uma ligação da coordenadora informando que havia acontecido um acidente e que sua filha tinha sido levada a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). “Tomei um susto, mas ela me disse que não tinha sido nada grave. Fui até o local achando que minha filha tinha caído ou se machucado em uma das brincadeiras com os coleguinhas de classe. Chegando lá, ouvi o chorinho da minha filha dizendo que o bracinho estava doendo. Soube que ela tinha deslocado o braço, ou algo do tipo, não lembro bem. Procurei a diretora e ela disse que minha filha estava chorando e a professora, na tentativa de acalmá-la, foi colocá-la nos braços. Nesse momento, ela machucou o bracinho da minha filha. A diretora pe-

diu desculpas, mas fez questão de frisar que tinha sido um acidente. Mas, naquele momento, a única coisa que passou pela minha cabeça era tirar minha filha daquele colégio”, relata. A servidora pública conta que passado o susto maior, sua filha teve que fazer várias sessões de fisioterapia, e levou um bom tempo para se acostumar na escola, pois tinha medo de machucar o braço novamente. “Minha filha ficou traumatizada, ela não gosta de ficar no braço de ninguém, apenas no meu e no do pai dela. E também ainda reclama de dores. Eu resolvi acionar a Justiça porque acredito que toda escola tem que ter profissionais capacitados e bem orientados para lidar com crianças. Ela não podia ter levantado minha filha daquele jeito”, conclui.

Susto Foi em um desses movimentos que a filha única, de apenas 3 anos, da servidora pública, que pediu para ter a identidade preservada, precisou ficar cerca de um mês com o bracinho imobilizado e depois passou por alguns sessões de fisioterapia. A mãe da menina preferiu não se identificar, já que está movendo um processo contra a escola particular onde aconteceu o acidente. Ela conta que dei-

)) Nunca levante as crianças pelas extremidades do corpo

)) Fisioterapeuta Fernanda Mota 12

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)) Fisioterapeuta diz que a forma

correta de levantar é segurando pelo tronco na região abaixo dos braços


sua carreira

RafaeL DemeTRIUs

Onze dicas para evitar ser um trabalhador estressado

C

ada vez mais, a correria do dia a dia e a busca por resultados em um curto espaço de tempo x têm feito que os profissionais e os ambientes corporativos apresentem um alto nível de estresse. Reflexo de uma política de ritmo acelerado e ambiente competitivo, o estresse pode prejudicar a harmonia e a produção de um funcionário ou de uma equipe. Nem sempre os sintomas podem ser identificados facilmente. Falta de concentração, desânimo, tristeza, apatia, irritação, tensão muscular e queda no desempenho, são algumas características de um funcionário ou ambiente de trabalho estressado. Porém, os responsáveis tendem a confundi-los com hábitos de um mau funcionário. O primeiro passo para melhorar o ambiente estressado é aprender a identificá-lo. Saber se o estresse está sendo causado pelo trabalho ou se vem de um ambiente externo, trazido pelo trabalhador. Após o período de identificação, é necessário a elaboração de estratégias para sanar o problema. Conversar com o empregado ou realizar reuniões com a equipe são maneiras das empresas mostrarem-se abertas para ouvir as reclamações e queixas, que podem ser as possíveis causas do estresse. Às vezes, o empregador não consegue observar que o ambiente de trabalho está estressante e prejudicando o empregado ou a equipe. O que pode parecer saudável para ele, pode estar causando a queda de rendimento da equipe/funcionário e prejudicando a empresa como um todo. Um bom empregador tem que saber identificar e ouvir para conseguir solucionar os problemas.

Cultive relacionamentos – Desenvolva o relacionamento com colegas de trabalho e principalmente com familiares. A amizade e os relacionamentos são a base da convivência humana, e servirão para ajudar a segurar momentos críticos. Cuide da saúde – Ela é essencial para a realização de um bom trabalho. Procure fazer exames periódicos, cuide da alimentação e pratique exercícios físicos; eles ajudarão a diminuir o estresse e a desacelerar a loucura do dia a dia. Procure um estímulo no que faz – Trabalhar com satisfação e animação diminui as chances de ocorrer estresse. Faça o que ama e não precisará trabalhar mais nenhum dia de sua vida. A remuneração será consequência. Defina suas prioridades – Planejamento e estabelecimento de METAS é fundamental na carreira. Ter prioridades faz toda a diferença para evitar o estresse. Tenha momentos de ócio – Ter alguns momentos de relaxamento e prazer ajudará no resultado final do seu trabalho e fará muito bem para o corpo e a mente. Tire férias no tempo certo. O acúmulo de trabalho faz que o corpo fique mais suscetível ao estresse. Aceite as diferenças e seja flexível – Nenhuma pessoa é igual à outra, e pensamentos diferentes são bons para encontrar um consenso. Procure não ficar alterado porque alguma pessoa com quem você trabalha tem um pensamento diferente do seu. Entenda, aceite, mesmo sem concordar.

Não chegue ao limite – Não é necessário deixar o ambiente chegar ao nível máximo de estresse para tomar algum tipo de providência. Existem atitudes que adotadas no dia a dia da empresa podem evitar que o estresse tome conta do ambiente, mantendo-o tranquilo e produtivo.

Seja empático – Se colocar no lugar do outro é imprescindível para tomar qualquer tipo de decisão ou para formar uma opinião. Procurar entender os motivos que levaram àquela decisão, colocando-se no lugar do outro, o fará ver as coisas sob outro prisma.

Administre o tempo – Organize o seu expediente no trabalho, controlando o tempo, as atividades e a eficiência das suas ações. Procure evitar passar muito tempo no celular e nas redes sociais, parece bobagem, mas perdemos muito tempo com isso.

Está irritado? – Respire fundo, absorva o momento, tome um ar, um copo com água, tente colocar a cabeça no lugar para poder falar. Se te incomodou, fale; fofocas em ambientes corporativos propiciam o surgimento do estresse, por isso é mais indicado esclarecer todos os pontos e evitar falar por trás dos colegas.

Jornal de Fato | DOMINGO, 11 de maio de 2014

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adoro comer

DaVI moURa

Feliz Dia das Mães Hoje é Dia das Mães! Aproveito para desejar tudo de bom para a minha querida Marizete. Foi com ela que aprendi a ser o homem que sou hoje (metade, já que a outra metade foi culpa do meu pai!). Minha personalidade, minhas respostas na ponta da língua e até meu jeito singelo de dizer que não gosto e não quero, além da minha paixão por cinema e comida. Amo você, mamãe! E um recadinho antes de começar as dicas cearenses: o Hotel VillaOeste está com um almoço especial para o Dia das Mães. Se você for ficar em Mossoró, o cardápio, feito especialmente para ocasião, contará com muitas delícias, entre elas Medalhões de filé ao molho Bourguinhone, Camarões Flambados com licor de

Selecionei algumas comidinhas e locais incríveis. Acompanhe: Tartelete de morango da padaria Monte Carlo: a Monte Carlo é muito mais que uma simples padaria. Trata-se de um local incrível com as mais diversas opções que possam existir. Desde doces elaborados até sushis no self-service, o estabelecimento apresenta uma gama de opções incríveis. Vá com o bolso cheio, pois a maioria das opções são em um preço mais elevado. Diga-se de passagem, justo, já que tudo é muito gostoso. Minha escolha (inocente), foi um sanduíche de metro de peito de peru, que era no peso, e um tartelete de morango. Quando fui pedir o sanduba, solicitei à atendente que colocasse um pedaço maior. Ela deu uma risadinha de leve e assim o fez. Após isso, várias pessoas olharam pro meu sanduba e eu continuava sem entender. Na hora de pesar, o preço deu quase R$ 25,00. Acredite: foi um dos melhores que comi na vida. Mas agora entendi os olhares: eu estava ostentando! E sem saber! Sobre o tartelete, estava incrível. Comi só metade para não morrer com dorzinhas de gastrite, mas valeu a pena. Habib’s e sua esfiha de espinafre: a noite começou no Dragão do Mar, no show da forrozeira Eliane – que marcou minha infância demais, já que minha mãe e minhas irmãs a adoravam. Foi um momento flashback maravilhoso, fora que o show em si é muito animado! Após o forrozinho, partimos para comer algo. A escolha foi o conhecido Habib’s do Abolição, sempre muito cheio, mesmo depois de 1h30 da madrugada. Como a fome estava grande e o horário avançado, comi 7 esfihas de espinafre. Quebre o preconceito com o verdinho! É muito bem preparada mesmo, saborosa de verdade! Croissant de peito de peru do Croasonho: na sexta-feira, já morrendo de fome, saímos com destino ao shopping Iguatemi para andar, ver gente diferente e, claro comer bem. Depois de muito rodar, já com a glicose batendo nos pés e morrendo de fome, a escolha foi o Croasonho. Trata-se de uma proposta interessante, na qual vendem-se croissants recheados. Esqueça tudo o que você já viu antes! Esses aqui são deliciosos! Já ouvi pessoas dizendo que não comiam, pois não gostavam de croissant, mas vale a pena. São 3 tamanhos, com preços que variam até R$ 18,00. O recheio é muito generoso e bem preparado. Minha escolha foi um recheado com ricota, peito de peru, requeijão e rúcula – ainda havia tomate seco, mas pedi pra tirar (infelizmente). Perfeito!

laranja, e Talharim à Carbonara. O almoço acontecerá a partir das 12h no confortável Salão Ilha, que terá a disposição dos participantes um kids club com recreadores para o entretenimento dos pequenos. O valor do almoço por pessoa será de R$ 59,00, sendo valores diferenciados para crianças e grupos. As reservas já podem ser feitas através do (84) 3323-0300. Resolvi fazer a coluna do Dia das Mães diferente. Estou adorando essas visitinhas a Fortaleza (CE), pois assim acabo descobrindo muita coisa interessante. Aproveitei o feriado do Dia do Trabalho – na quinta passada – para passear e conhecer locais novos. A cidade é muito fácil de andar, muito embora tenhamos que tomar cuidado com a violência e os assaltos. Eu, particularmente, não vi nenhum, mas os nativos dizem que tem que tomar cuidado mesmo. Sendo assim, é só ficar atento para quando for levar a mamãe! O frango metido a galo do Cantinho do Frango: o Cantinho do Frango é um local com uma bela decoração e espaço para muitas pessoas comerem. É aquele restaurante bem família, com pratos pensados para alimentar um número maior de pessoas. Nesse dia, como era meu último almoço, resolvi dar um “f*da-se” ao meu bucho doente e comer o que eu tinha vontade. A escolha foi um tal de “frango metido a galo” como prato principal. Macio e saboroso, era coberto com queijo, tomates e folhas de manjericão. A guarnição foi o baião africano, que levava charque, linguiça e bacon em sua composição. Fora isso, ainda rolou macaxeira frita com o molho barbecue da casa! Incrivelmente delicioso! O sorvete do Juarez: o tão famoso sorvete do Juarez, aclamado inclusive pela revista Veja. Não imagine um local chique demais. A simplicidade do produto e do atendimento é que torna tudo mais gostoso. Logo na entrada há uma placa imensa contendo todos os ingredientes que não fazem parte da composição do sorvete. Você acaba se indagando: “OMG! Não sabia que cabia tanta coisa em uma bolinha de sorvete!”. O resultado é um produto natural, gostoso, com o sabor bem acentuado, independente do tipo. Detalhe: é o próprio Juarez, com seus mais de 80 anos, que recebe todo mundo. A experiência é show! Minhas escolhas: coco, morango e doce de leite. Os leitores que conhecem indicam o de tangerina e o de castanha. A bola simples custa R$ 5,00 e a dupla custa R$ 7,00. Quero mais!

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Quero voltar! :~~~~ Serviço: Monte Carlo - Av. Senador Virgílio Távora, 820, 60170-250 – Fortaleza (CE) | 085 3264-2356. Habib’s - Av. Abolição, 1780 – 60165-080 – Fortaleza (CE) | (85) 3452 5505. Croasonho e Siberian Frozen – Shopping Iguatemi - Av. Washington Soares, 85 – Água Fria, Fortaleza (CE), 60811-340 | (85) 34773577. Cantinho do frango - Rua Torres Câmara, 71 – Aldeota, Fortaleza (CE), 60150-060 | (85) 3224-6112.

Frozen da Siberian: a Siberian, na época que existia em Mossoró, foi uma das primeiras sobre a qual fiz matéria no blog. Na época, lembro bem que era o único local que vendia sorvete de morango, além do frozen. Adorava! Lá em Fortaleza, acabei não resistindo. Mesmo tendo comido um Chicken McJúnior e o Croasonho, resolvi fechar com chave de ouro. Pedi o frozen tradicional, sem sabores extras, com cobertura de morango e manga. Saiu a R$ 10,00 tudo. Parece caro, mas compensa. Gostoso demais!

Aproveite e acesse o http://blogadorocomer.blogspot.com para conferir esta e outras delícias! 14

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adoro adoro comer comer

Camarão no abacaxi Fonte: Tudo Gostoso

INGRedIeNTes • 4 xícaras de arroz cozido na hora • 1 abacaxi • 500ml de leite de coco • 1 lata de creme de leite • 500g de camarão sem casca e sem cabeça • 1 colher (sopa) de óleo de milho • 1 cebola • Alho a gosto • Temperos, salsa e cebolinha a gosto • 100g de queijo provolone ou catupiry • Sal e pimenta a gosto

MODO DE faZeR • Corte o abacaxi ao comprimento ou em cima, conforme preferir; • Retire o miolo do abacaxi e coloque em uma forma aberto; • Faça o arroz normalmente com alho e cebola • Frite o camarão temperado com alho no óleo, coloque a cebola. Reserve; • Coloque salsinha e cebolinha, fora do fogo; • Misture o creme de leite e o leite de coco e o catupiry ou provolone; • Coloque dentro do abacaxi e salpique com parmesão; • Leve ao forno 20 a 30 minutos. Jornal de Fato | DOMINGO, 11 de maio de 2014

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