editorial ao leitor
“Desenhador de palavras”
É
p4 Entrevista
Pedro Gabriel, autor dos guardanapos poéticos, fala do lançamento do livro “Eu me chamo Antônio”
assim que o criador dos guardanapos poéticos intitulados “Eu me chamo Antônio”, Pedro Gabriel, se define. O publicitário e poeta confessa que se assustou com a rápida repercussão de seu primeiro verso escrito/desenhado em um guardanapo no balcão de um bar carioca e publicado em um perfil de uma rede social. A poesia de guardanapo viralizou, e hoje os perfis nas redes sociais do “Eu me chamo Antônio” e do próprio Pedro Gabriel já somam mais de 720 mil seguidores e o número cresce a cada dia. Pedro Gabriel está lançando um livro, no qual traz cerca de 100 peças, sendo 90% inéditas, distribuídas nas 192 páginas da obra intitulada “Eu me chamo Antônio”. De acordo com a editora, o livro é uma narrativa que transita por todas as fases de um relacionamento amoroso: com um discurso simples e acessível, mas nem sempre óbvio, o leitor acompanha os encontros e desencontros de Antônio. O autor, que esteve na última sexta-feira, 25, no Mossoró West Shopping para um bate-papo e sessão de autógrafos, conversou com DOMINGO sobre sua relação com a poesia, suas referências e inspiração, e ainda sobre a obra e receptividade do povo potiguar, entre outras coisas que você confere na entrevista da semana. Nesta edição, você confere, também, o alerta de uma psicóloga sobre a importância das relações afetivas e do contato pessoal para o bem estar físico e mental. Em tempos de redes sociais, internet wi-fi e 4G, supercelulares, jogos em rede e inúmeras ferramentas tecnológicas que ocupam cada vez mais o tempo, principalmente, dos mais jovens, a especialista afirma que a falta de afetividade e do contato nas relações interpessoais pode representar prejuízos à saúde. A Rádio Rural de Mossoró (990kHz) está completando 51 anos de atividades, e entre as comemorações, está promovendo o Prêmio Rádio Rural de Comunicação, que elegerá os melhores profissionais e veículos de comunicação da cidade. Padre Carlinhos fala mais sobre a programação de aniversário da rádio. Em comemoração ao Dia do Trabalho, que transcorre na próxima quinta-feira, 1.º de maio, acontece em Mossoró a II Conferência Macrorregional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora, que tem o Desenvolvimento Socioeconômico e seus reflexos na saúde dos trabalhadores entre os eixos temáticos propostos para debate.
p 13 p14
Boa leitura, Nara Andrade
p6
Relações afetivas
Psicóloga fala da importância da afetividade e alerta sobre prejuízos à saúde provocados pela falta de contato pessoal
51 anos
Rádio Rural faz aniversário e, em comemoração, promove prêmio para eleger melhores profissionais e veículos de comunicação de Mossoró
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Sua carreira
Rafael Demetrius: Primeiro emprego: como conseguir um emprego sem experiência profissional
Adoro comer
Colunista Davi Moura: Peixe ao molho de camarão
• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – William Robson • Editora – Nara Andrade • Diagramação – Rick Waekmann • Projeto Gráfico – Augusto Paiva • Impressão – Gráfica De Fato • Revisão – Gilcileno Amorim e Stella Sâmia • Fotos – Carlos Costa, Marcos Garcia, Cezar Alves e Gildo Bento • Infográficos – Neto Silva Redação, publicidade e correspondência Av. Rio Branco, 2203 – Mossoró (RN) Fones: (0xx84) 3323-8900/8909 Site: www.defato.com/domingo E-mail: redacao@defato.com Domingo é uma publicação semanal do Jornal de Fato. Não pode ser vendida separadamente.
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Jornal de Fato | DOMINGO, 27 de abril de 2014
conto
josÉ NIcodemos*
(
O remorso
J
Envie sugestões e críticas para o e-mail: aristida603@hotmail.com
)
á ventilando a madrugada, os pés que não aguentavam mais, deitou debaixo de um juazeiro. Já passara o efeito da bebida, circunstância em que cometera o crime, e bateu-lhe um torturante arrependimento. Não devia ter matado o amigo só por ciúme, justificado ou não. Um ato de loucura. Sonolento e cansado da caminhada mato adentro, a esconder-se da polícia na casa de uma família amiga, mesmo assim não conseguia passar pelo sono, uma hora sequer, a fim de esquecer o crime cometido. Aquela cena brutal ferindo-lhe os olhos e, pior do que isso, queimando-lhe a consciência. Nunca por sua vida pensara matar ninguém, não era coisa da sua inclinação natural. Fora vítima de um instante de loucura alcoólica, só isso. O remorso como encarcerando-o naquela jaula atroz da expiação, sob os olhos medonhos de fantasmas negros, como fizera a Judas no poema de Guerra Junqueiro. Idalino o sabia de cor, desde menino. Recitou, de si para si, aquela parte do diálogo entre Judas e o Remorso. O peito como que esmagado sob uma caterva de ferro. Meu Deus, o que
Sonolento e cansado da caminhada mato adentro, a esconder-se da polícia na casa de uma família amiga, mesmo assim não conseguia passar pelo sono, uma hora sequer, a fim de esquecer o crime cometido.
foi que eu fiz! Esfregava os olhos com as costas das mãos, se quisesse acreditar num pesadelo. Vontade de gritar. Os primeiros claros da madrugada, numa barra vermelha além da mata. Olhou na sombra do juazeiro as réstias da lua pendendo para a outra banda do céu, e eram como se fossem os olhos ferozes daqueles fantasmas na jaula atroz da expiação. Meu Deus, por que fiz isso? Doía-lhe convencer-se da realidade. Não podia. Foi aos muitos tornando-se visível o caminho, aberto a facão, dentro do mato, e Idalino ali imóvel, indeciso entre ir refugiar-se na casa da família amiga, livrando o flagrante, ou voltar para entregar-se à polícia. Cometera um crime, e
devia pagar por ele. Não havia hesitação: era voltar, como lhe ordenava a consciência, e entregar-se. Talvez no cárcere pudesse aliviar, tanto ou quanto, o tormento da consciência. Decidiu-se. E se pôs no caminho de volta. Pagaria pelo seu crime, um crime que nunca por sua vida imaginara um dia cometer. Nunca brigara com ninguém, nem no tempo de menino. Andar armado, nunca. . Os pés estropiados, foi chegar à cidade quase anoitecendo, fome e sede. Uma vergonha sem nome. E foi direto entregar-se à autoridade policial, os olhos baixos, trêmulo, de todo anulado como gente.
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entrevista
PoeTa Pedro GaBrIeL
“Antônio sou eu, com um pouquinho mais de coragem para dizer as coisas” Por Nara Andrade naraandrade@gmail.com
A
fricano, natural da República do Chade, país localizado na região centro-norte do continente, e filho de um suíço e uma brasileira, Pedro Antônio Gabriel Anhorn, publicitário, que se define como “desenhador de palavras”, é o criador dos guardanapos poéticos “Eu me chamo Antônio”. O primeiro guardanapo nasceu no balcão de um bar carioca e, após ser postado em uma de suas páginas nas redes sociais, viralizou rapidamente e hoje já contam mais de 720 mil seguidores pelo Brasil todo. Os versos desenhados em guardanapos dois anos depois do primeiro renderam ao poeta um livro com o mesmo título, que desde a publicação está na lista dos mais vendidos do País. E o autor, que faz questão de responder a todas as mensagens recebidas nas redes sociais, de forma per-
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sonalizada, ainda está na estrada, em processo de divulgação da obra. Na última semana, ele esteve em solo potiguar, onde participou de um seminário na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e de um bate-papo bastante concorrido no Mossoró West Shopping. O poeta do guardanapo conversou com DOMINGO sobre suas referências, inspirações, a relação com os seguidores, a receptividade do público por onde tem passado e ainda sobre o projeto de criação de um canal no Youtube, em que pretende transformar cada guardanapo em uma pequena animação. Mais informações sobre o personagem Antônio e seu criador podem ser encontradas nos perfis do Facebook (facebook.com/eumechamoantonio) ou do Instagram (@eumechamoantonio).
entrevista DOMINGO – Quando surgiu seu interesse pela poesia? PEDRO GABRIEL – Desde pequeno, eu sempre gostei de escrever, desenhar, mas nunca pensei que fosse virar um livro, que eu fosse um dia publicar um livro de arte. Eu escrevia mesmo por necessidade, e a primeira vez que eu me encantei foi quando eu voltei ao Brasil, em 1996, porque eu morava na África, devido o trabalho do meu pai. Aí, eu comecei a prestar muita atenção na língua portuguesa, nas palavras, na sonoridade, na grafia, porque eu fui alfabetizado em francês e não falava português, após meus 12 anos, quando eu voltei ao Brasil. Foi um aprendizado muito difícil, mais aí eu comecei a ler alguns poetas, como Mário Quintana, Paulo Leminski, Arnaldo Antunes, e eu fui me encantando pela possibilidade que as palavras proporcionam, é infinita a criação de versos e poemas, isso foi me encantando, e foi realmente quando eu voltei ao Brasil, entre 1996 e 1997. Mas eu só comecei a me expressar nos guardanapos no final de 2012, na verdade. Eu estava no balcão de um bar, comecei a desenhar, e gostei. Eu me senti à vontade nessa plataforma de guardanapo e até hoje estou criando nela. É isso. VOCÊ falou de poetas que são algumas referências para o seu trabalho. E o que lhe inspira na criação de novos versos e poemas? TUDO que eu coloco no guardanapo, seja no desenho ou na palavra, vem de coisas que eu vivi de alguma forma, talvez não diretamente, nem tudo diretamente, mas muita coisa inconsciente, tudo que eu li, que eu vivi, o que eu ouvi durante esses 29 anos que eu tenho, de certa forma, me inspiraram, e até hoje me influenciam. Então, não necessariamente é um poeta conhecido, um roteirista famoso, mas às vezes uma situação na rua, uma conversa de ônibus, um latido de um cachorro no domingo, tudo isso pode ser inspirador de alguma forma e tudo isso aparece na minha expressão artística hoje. VOCÊ falou que tudo que você viveu lhe inspira, de alguma forma, na criação de sua arte. Quanto de Pedro tem no Antônio? BACANA (risos). O Antônio é um personagem que eu criei na verdade, porque eu sempre fui uma pessoa reservada, tímida, e nunca tive tanta coragem para expressar as coisas pessoalmente. Acho que foi uma espécie de válvula de escape. Eu costumo dizer
que ele é eu com um pouquinho mais de coragem para dizer as coisas, principalmente quando fala de amor, de saudade, de liberdade. Ele tem muito de mim, acho que todo personagem é um alter ego do autor. É claro que muita coisa tem um floreio poético, uma outra interpretação, mas sempre sou eu ali no personagem. HOJE em dia, você já soma mais de 720 mil seguidores. Quando você postou seu primeiro guardanapo, você imaginava essa repercussão toda? NUNCA, nunca. O primeiro guardanapo que eu criei, eu postei em outubro de 2012, no Tumblr. Não era nem no Facebook, e em pouco tempo, muita gente compartilhando e comentando, e eu fiquei até um pouquinho assustado, no bom sentido, e de uma forma, isso me incentivou a criar mais, por saber que as palavras que eu criava para mim
poderiam tocar outras pessoas pelo Brasil inteiro. Em menos de um mês, eu já tinha mais de 20 mil seguidores no Tumblr. Isso me deixou, realmente, muito assustado, muito feliz, claro. Então, decidi criar uma página no Facebook, porque era mais fácil para administrar, para falar com as pessoas que curtiam minha página, e continuou a ter muitos compartilhamentos e viralizou, e hoje eu tenho mais de 720 mil seguidores no Facebook, um ano e meio, mais ou menos, da criação da conta. VOCÊ criou a página do Facebook, para facilitar o relacionamento com seus seguidores. Como você administra essa relação e dá para atender todos os contatos? NO COMEÇO, eu conseguia responder a todo mundo, mas hoje ficou quase impossível, inviável. Eu tenho
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entrevista hoje cerca de 1.900 mensagens esperando resposta, porque sou eu que tomo conta sozinho do meu Instagram e do meu Facebook. Então, as pessoas nem reclamam quando eu demoro a responder, porque elas sabem que sou eu, não tem resposta padrão. Eu leio tudo e respondo cada uma do jeito que necessita, aí leva mais tempo. E agora, com essas viagens de divulgação do livro, realmente está muito difícil até de criar. Mas, eu ganho de outra forma, porque aí eu falo com as pessoas pessoalmente, os lançamentos têm sido bem cheios no Brasil inteiro, filas enormes, é uma coisa emocionante ver uma ideia que nasceu no balcão de um bar encantar pessoas do Brasil inteiro. É incrível. VOCÊ chegou na quarta-feira (23) aqui no Rio Grande do Norte, divulgando a obra primeiro na capital e depois seguiu para Mossoró. Como foi a receptividade do povo potiguar? NA QUARTA mesmo, eu participei de um seminário na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), que foi incrível. O auditório estava cheio. Estava programado para durar 1 hora e 30 minutos, mas fiquei quase três horas. Foi muito bacana. As pessoas querem falar, fazer perguntas, saber a história do Antônio, o personagem, e minha história, as pessoas são muito carinhosas com o personagem e comigo, são pessoas que estão lá porque realmente gostam, eu vejo. E isso é muito bacana: poder criar essa relação com os leitores e com as leitoras. Também tem muita gente mais nova que está conhecendo a poesia agora, e a partir do “Eu me chamo Antônio”, ela vai conhecer outros poetas, porque minha poesia é simples, de alguma forma, eu brinco com palavras, mas é uma poesia que não assusta. As pessoas que, de repente, têm aquele medo de ler poesia, por achar que é uma coisa muito acadêmica, elas encontram na minha página uma poesia acessível que todo mundo pode entender. Não é uma poesia fácil, mas é uma poesia simples com desenho, com traços, com palavras desenhadas. Os mais novos estão se encantando pela poesia de novo, pela palavra, e isso é muito bacana. Eu fico muito feliz quando vejo meninas de 13, 15 ou 18 anos, por exemplo, falando que voltaram a escrever por causa do meu blog, que voltaram a ler por causa da minha página. Isso é emocionante. ANTES de começar a “desenhar palavras”, você já fazia poesia? 6
EU ESCREVIA textos, mas nunca divulguei, eu escrevia mais para mim e fora dos guardanapos. Mas, agora toda terça-feira, eu tenho uma coluna no blog da editora Intrínseca, na qual eu publico textos maiores, que também estão sendo bem recebidos pelas pessoas que me acompanham. DOIS anos depois da publicação do primeiro “guardanapo poético”, você está lançando o livro “Eu me chamo Antônio”, que traz cerca de 100 versos desenhados, dos quais, 90% inéditos. Quais os próximos passos do Antônio, ou do Pedro? O FATOR de colocar 90% de peças inéditas é justamente porque a pessoa ia comprar um livro, se já tem tudo de graça na Internet, e essa foi uma ideia minha e da editora de apresentar uma coisa nova para quem me acompanhava. O bacana do livro é que tem duas poesias possíveis. Uma, que você abre o livro em qualquer página e lê a poesia do dia; e a outra é que se você ler na sequência os guardanapos, você consegue ver o romance do personagem Antônio, com as aventuras boêmias e amorosas no bar. Isso é o diferencial
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entre a página e o livro. Por isso que as pessoas estão procurando bastante o livro, que já está na lista dos mais vendidos da revista Veja desde que foi publicado. Isso é uma coisa que eu acho que nem a editora esperava essa repercussão toda. E em relação aos próximos passos, eu acho que todo mundo que escreve ou desenha tem o sonho de escrever um livro, de publicar. Se fosse só do guardanapo, eu tenho material para publicar mais dois, três até quatro livros, mas eu não queria publicar só porque o primeiro deu certo; eu queria fazer uma coisa nova também. Então, se eu fizer um segundo livro, por enquanto não tem nada certo; eu quero misturar guardanapos com textos maiores. Mas, isso ainda precisa ser estudado, ver se existe o interesse da editora também. Para 2014, eu quero lançar um canal no Youtube, transformar cada guardanapo em uma pequena animação, stop motion. Uma forma de falar com pessoas que de repente não sentem muito interesse com poesia estática ou desenhada, mas com o movimento, vão se interessar e vão ver que é uma nova forma de encantar essas pessoas.
Fonte de saúde
)) Uso excessivo
de ferramentas tecnológicas afeta relações interpessoais
Relações
afetivas
Com a internet, as relações interpessoais estão ganhando um novo formato, mas psicóloga alerta: a falta do contato pessoal pode gerar prejuízos à saúde
Q
uem nunca presenciou ou mesmo já se viu em uma mesa rodeado de amigos ou familia-
res, e enquanto o grupo batia o maior papo, uma ou mais pessoas pareciam não estar presentes, de tão envolvidas que
estavam em conversas ou mesmo joguinhos em seus celulares ou tablets? Essa é uma cena cada vez mais comum não só na sala de casa ou na mesa do jantar, mas em barzinhos, shoppings e praças. Em dias de sinal de wi-fi e internet 4G em todos os lugares, as relações interpessoais estão ganhando um novo formato. Um número cada vez maior de amigos e seguidores nas redes sociais é sinônimo de ser popular, e o contato pessoal está cada vez menor.
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Fonte de saúde Esse cenário gera um novo comportamento que, segundo especialistas, pode prejudicar a saúde mental e ter reflexos na saúde física. A psicóloga Suellen Saraiva de Oliveira, do Hapvida Saúde, destaca a afetividade e as relações pessoais como as principais questões para estabelecer a saúde mental. “Se nossas relações são saudáveis, nós temos saúde. A afetividade está diretamente ligada à resiliência, esta, por sua vez, está atrelada à nossa saúde, física e mental”, explica. Entre os fatores determinantes para o estabelecimento de um convívio social saudável, a especialista aponta que a relação entre pais e filhos e, principalmente, a imposição de regras e limites são fundamentais para a criança. De acordo com a psicóloga, uma família resiliente, com elevada autoestima, que transmite segurança e valores, que tem regras e limites, tem mais probabilidade de formar um adulto que vai enfrentar as ad-
)) Suellen Saraiva, psicóloga
)) Rafaela Souza, 21 anos, universitária 8
versidades da vida, acreditando que pode superá-las. “A importância da participação da família, que é com quem estabelecemos as relações primárias, interfere diretamente nas nossas relações secundárias. Se essa criança vem de um lar em que as pessoas falam alto, gritando e de uma forma agressiva, ela vai reproduzir esse comportamento na escola e também enquanto adulto”, ressalta a especialista. No entanto, os pais estão, cada vez mais, ausentes da criação dos filhos e a sociedade contemporânea vive o momento da informação full-time e das redes sociais on-line. E, para as pessoas se sentirem participantes desse novo cenário, elas se veem obrigadas a estar antenadas e conectadas a tudo que acontece. “Esse tipo de comportamento contribui para o aumento da ansiedade, dificulta o sono, aumenta a irritabilidade e interfere diretamente no rendimento profissional, com a queda da produtividade no trabalho”, exemplifica. Outro ponto atrelado a esse novo momento da sociedade e que também pode prejudicar a saúde mental é o isolamento social por conta de computador, muito presente na vida de jovens e adultos.
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“Recebo muitos adolescentes no consultório e a maior queixa dos pais é o isolamento por conta do computador, das redes sociais e também com jogos virtuais”, destaca. A especialista aponta que, nesse contexto, a mais cobrada é a mulher. São elas que mais sofrem de ansiedade e irritabilidade e, ainda, convivem com a síndrome da mulher maravilha, achando que podem dar conta de tudo. “Isso nos causa uma grande perda, além de adoecer. Nós temos casos de gastrite nervosa, problemas no intestino, estômago, sintomas do estresse que se configuram a partir desse novo formato de vida virtual.” OPINIÕES CONTRÁRIAS Quando o assunto é o uso exagerado, ou não, das novas ferramentas tecnológicas, das redes sociais ou dos jogos virtuais, as opiniões são as mais divergentes possíveis. Enquanto as pessoas mais experientes, como pais, tios e professores, muitas vezes criticam o hábito de passar horas na frente do computador, no celular, ou tablet, os jovens, que são maioria nesse mundo novo, acham que as relações com amigos virtuais são tão
Fonte de saúde
)) Mirian Neves, 46 anos, poetisa boas quanto as do chamado “mundo real”, muitos até preferem os amigos da rede, por se identificarem mais, já que é possível se relacionar apenas com pessoas que tenham os seus mesmos gostos e interesses. DOMINGO conversou com algumas pessoas sobre o assunto, e é possível notar a diferença de percepção sobre o uso dessas novas ferramentas por pessoas que estão em momentos diferentes da vida. A poetisa Mirian Neves, de 46 anos, acredita que o uso desenfreado dessas ferramentas é um descaso ao ser humano, no caso a si próprio. “Uma dependência muito mais séria que a dependência tóxica, eu acho”, frisa. Ela conta que seus sobrinhos adolescentes estão nessa fase, ficando mergulhados por horas nos celulares ou computadores, usando redes sociais ou jogando. E segundo Mirian, isso acaba gerando um conflito familiar, já que os mais experientes reclamam da ausência deles no convívio familiar,
que ela considera muito importante, e diz que sente muito por isso. “Não temos mais o velho e bom convívio familiar. Sinto isso aqui no meu interior. As pessoas não saem mais de casa para se encontrar e falar sobre a vida ou suas relações familiares e amorosas como falávamos antigamente. Saem, sentam-se em um barzinho, pedem alguma coisa para beber, que muitas vezes fica ali na mesa esquecida, e se entretêm com o seu brinquedinho”, fala. Mirian Neves afirma que parece que estamos diante de uma geração de tímidos. “Muitas vezes, estão se comunicando, com alguém que também está de posse do seu 'brinquedinho'. Pessoas que não se chegam para conversar olhando no olho. Isso acontece principalmente entre os jovens. Nós, os quarentões, não fomos atingidos de forma a perder a sensibilidade de optar por uma conversa calorosa”, comenta. A poetisa diz ainda que, sem dúvida, essa prática está alterando, sim, a saúde mental das pessoas. “Estão se tornando rebeldes, agressivas, e quando se veem sem o seu 'brinquedinho', apresentam um quadro de tristeza semelhante à depressão”, ressalta. Por sua vez, a universitária Rafaela Souza, de 21 anos, que adora jogos eletrônicos, principalmente aqueles jogados em rede com pessoas de vários lugares do mundo, diz que amigos virtuais é o que mais ela tem. Inclusive, mais do que os que conhece pessoalmente. Ela fala até que prefere fazer amizades virtuais. “Assim, você conhece pessoas de vários lugares ao mesmo tempo e não precisa ser aquela pessoa que os amigos daqui queiram, você não precisa merecer a amizade de ninguém como em escolas
etc.; pode ser você mesmo, porque sempre vai ter outra pessoa com os mesmos pensamentos e gostos que os seus”, explica. Ela diz que é aí que entra o mundo virtual, no qual se encontra pessoas com os mesmos gostos que o seu, em jogos ou grupos de discussões sobre assuntos do seu interesse. Para ela, é um pouco mais difícil conhecer pessoas com os mesmos interesses que ela, já que a maioria das meninas da sua idade não são nem um pouco interessadas em jogos eletrônicos ou grupos de discussão sobre ferramentas tecnológicas pela internet, por exemplo. “Minhas amigas daqui falam que isso não vai me levar a nada e que eu deveria parar porque é besteira. E as pessoas, as mais velhas principalmente, falam que eu estou realmente perdendo tempo e que eu poderia me divertir mais ou procurar um namorado, porque ‘isso’ não é real”, relata a estudante, que namora há quase um ano um rapaz que conheceu via internet, em um desses jogos em rede. Perguntada se o tempo que passa jogando ou conversando pelo celular ou computador a prejudica de alguma forma ou se as relações pessoais com pessoas do “mundo real” sofrem alguma interferência por esse hábito, Rafaela é enfática, ao dizer que sim, que ela nota que há prejuízo, já que, apesar de ela gostar de conviver com as pessoas que estão perto dela, afirma que também não quer trocar ou abrir mão dos amigos virtuais, pois gosta do contato que tem com eles. “Com isso, você acaba se distanciando de coisas que você fazia antes e acaba se acomodando a não sair do mundo que você está fazendo parte agora, mas sentimos falta porque somos sociáveis”, enfatiza.
Poesia Nos anos 80, saíamos para dançar Dançávamos coladinho e falávamos baixinho No ouvido do outro. De modo que nos fazíamos entender... E a intenção era dizer: Estou aqui. Conte comigo! Ainda assim, o Poeta Renato Russo, Sentindo um déficit de sensibilidade e de entrega Por parte do ser humano, perguntou em uma de suas canções “E hoje em dia, como se diz EU TE AMO? Pergunto hoje, a esta geração viciada em celular, a esta geração que não sai mais pra dançar, que não senta pra conversar, e que não olha mais no olho do outro, porque está muito mais interessado em olhar o visor do seu ‘brinquedinho’. Pergunto: “E hoje em dia, como se diz EU TE AMO”? Mirian Neves
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Rádio Rural
51 anos de
história
Aniversário da Rádio é celebrado com a realização do II Simpósio Monsenhor Américo Simonetti e com a I edição do Prêmio Rádio Rural de Comunicação, que elegerá melhores veículos e profissionais na mídia mossoroense 10
Jornal de Fato | DOMINGO, 27 de abril de 2014
Rádio Rural
E
m maio a Rádio Rural de Mossoró completará 51 anos de atuação na mídia mossoroense. A data será marcada por uma programação especial que conta entre outras atividades, com a II Edição do Simpósio Monsenhor Américo Simonetti. Entre as novidades das festividades deste ano, está a realização do Prêmio Rádio Rural de Comunicação, através do qual os ouvintes da rádio elegerão os melhores profissionais e veículos de comunicação de Mossoró. De acordo com o padre Carlinhos, diretor da Rádio, está é a primeira edição do Prêmio, que deve continuar sendo realizado nos anos seguintes. “Com essa premiação, buscamos mesmo que de forma simbólica homenagear os nossos colegas da imprensa mossoroense. Queremos reconhecer os jornais, rádios AMs e FMs, agências de publicidade, blogs e profissionais que fazem a comunicação acontecer diariamente. Iremos premiar somente um em
)) Padre Carlinhos, diretor da Rádio Rural
cada categoria, mas todos em si estarão homenageados e abraçados por essa premiação feita exclusivamente para a nossa comunicação”, ressalta. Os ouvintes da rádio podem votar nos profissionais de sua preferência, no site da rádio, através do endereço www. ruraldemossoro.com.br. Os mais votados de cada categoria vão receber um prêmio simbólico. Os vencedores serão anunciados durante o Simpósio Monsenhor Américo Simonetti, quando serão feitas as homenagens. O diretor da Rádio Rural explica que o Simpósio Monsenhor Américo Simonetti é uma iniciativa que visa debater questões ligadas ao rádio, com colegas da imprensa, alunos do curso de comunicação da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), empresários da comunicação e a sociedade em geral. “Esse ano estamos na segunda edição do simpósio, no ano passado discutimos questões como a autossustentação do rádio AM e outros temas correlatos e para esse ano buscamos discutir a migração do rádio AM para o FM”, comenta. Sobre a programação do Simpósio, padre Carlinhos afirma que os organizadores do evento estão em contato com a Rede Católica de Rádios RCR, que enviará um representante para falar e explicar todas as novidades da migração do rádio AM para o FM. “Junto com ele debateremos, estaremos abertos a perguntas e juntos faremos um grande debate sobre esse tema. Em seguida, realizaremos a cerimônia de entrega dos Prêmios Rádio Rural de Comunicação”, fala. O Simpósio será realizado no dia 23 de maio, às 19h30, na quadra do Colégio Sagrado Coração de Maria, mais conhecido como Colégio das Irmãs, no Centro da Cidade. Segundo o diretor da rádio, o local foi escolhido por ficar em um ponto central de fácil acesso e com uma boa estrutura física para sediar o evento. Padre Carlinhos diz que espera a presença tanto de profissionais e empresários da comunicação mossoroense, como estudantes, além de afirmar que o evento será aberto para toda a sociedade. “Todos estão convidados a participar do evento e debater junto conosco”, enfatiza. O diretor ainda frisa que a realização do Simpósio tem como objetivo maior a extensão do papel da Rádio Rural, que é levar cultura e informação ao povo da
)) Bispo Diocesano Dom Gentil,
celebrante da solenidade de inauguração
nossa região. “Com este evento estaremos saindo dos estúdios e debatendo com a sociedade em geral e com quem faz a nossa comunicação. Estaremos discutindo comunicação com quem faz comunicação e com quem consome esse produto. Do povo, para o povo e com o povo”, lembra. A escolha do tema central do Simpósio se deu devido à necessidade de discutir questões importantes e atuais ligadas ao rádio. “No ano passado, discutimos a autossustentação e outros assuntos. Para esse ano, buscamos a questão que está em debate em todo o Brasil e que trará mudanças para quem faz rádio e para quem escuta rádio. A migração do AM para o FM será nosso tema e juntos com nossos convidados e todos os presentes buscaremos nos informar sobre os pros e contras desse processo”, conclui. História da Rádio A Rádio Rural de Mossoró é uma emissora AM pertencente à Fundação Santa Luzia de Mossoró, da Diocese de mesmo nome. Há 51 anos, promove a
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Rádio Rural educação, a ética, a cultura, a informação, o esporte, o entretenimento, a evangelização. O veículo busca manter os princípios, como a isenção em relação as correntes político-partidárias, com o objetivo de manter a credibilidade conquistada ao longo de sua história. A rádio cinquentenária passou recentemente por um processo de atualização total de sua área técnica, para oferecer um serviço de mais qualidade para seus ouvintes e anunciantes. Acabou de adquirir e instalar seu novo transmissor de 10 KW (dez quilowatts), novos periféricos, nova torre e antena monopolo, além da mesa digital. De acordo com o representante da rádio, o novo transmissor é dotado do que há de mais moderno em tecnologia de transmissão de rádio e está absolutamente pronto para a digitalização do meio, que se avizinha. São também de ponta os periféricos associados a ele, com destaque para o seu processador de áudio, como também a mesa digital
)) Presidente da República João Belchior Goulart, em solenidade de fundação da emissora
)) Rádio Rural durante muito tempo teve como sede prédio na Praça Vigário Antônio Joaquim
)) Monsenhor Américo Simonetti trabalhou incessantemente pela criação da rádio 12
adquirida para o estúdio principal. A Rádio Rural é a única emissora em todo o Estado do Rio Grande do Norte a emitir seu sinal através de antena monopolo, tecnologia nova no Brasil, o que amplia a qualidade e força do seu sinal e garante mais segurança aos próprios equipamentos. No entanto, as mudanças ocorridas na Rádio Rural foram técnicas, já que o veículo fundado em 2 de abril de 1963, pelo então presidente da República, João Belchior Goulart, em solenidade na própria emissora, presidida pelo bispo diocesano dom Gentil Diniz Barreto,
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surgiu com o objetivo de promover a educação de base através de escolas radiofônicas, trabalho desenvolvido por 20 anos consecutivos em parceria com o Movimento de Educação de Base – MEB. Apesar da atualização dos métodos educacionais, a rádio nunca se afastou da missão de educar, informar e formar, uma vez que, pertencendo à Diocese de Santa Luzia de Mossoró, não apenas educa pela informação íntegra e precisa, pelo repertório musical isento de duplo sentido, mas empenha-se em evangelizar, levando a boa nova de forma renovada e eficaz.
sua carreira
RafaeL DemeTrIUs
Primeiro emprego: como conseguir um emprego sem experiência profissional
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e você está em busca de um emprego mas nunca trabalhou antes, já deve ter passado pela frustração de não poder se candidatar a uma vaga por falta de experiência. É claro que isso não vai tirar de você a oportunidade de trabalhar, porém vai dificultar o processo, dependendo do tipo de emprego que você procura. Todo mundo um dia teve o seu primeiro emprego. Alguns demoraram mais, outros menos. O tempo de espera pelo primeiro emprego vai depender do mercado, mas principalmente de você. Por isso, é importante verificar se as suas ações em busca do primeiro emprego estão corretas. Confira na nossa coluna de hoje valiosas dicas para conseguir seu primeiro emprego, mesmo sem experiência. x
Decida – Decida primeiro o que quer fazer, em que área quer trabalhar. Não adianta ficar distribuindo currículos em empresas que não combinam com o seu perfil e com a vaga que você deseja, direcione seus esforços para aquelas empresas que possuem vagas em sua área. Depois disso, aproxime-se do ciclo de pessoas que podem te dar um empurrãozinho nesse quesito. Às vezes pode ser seu professor, sua tia, seu amigo, ou um grupo de discussão que você faz parte na Internet. E uma coisa importante: deixe-os saberem que você está procurando emprego; essa informação faz muita diferença. Currículo – Por conta da situação, você deve focar seu currículo em suas habilidades e aptidões, mais do que em sua experiência (ainda que seja mínima). Ao invés de colocar “histórico profissional”, escreva “experiência acadêmica e profissional”. Escolha uma formato funcional e não cronológico para não dar espaço para que o recrutador note a falta de experiência. Estágio e trainee – Se você está estudando cursos técnicos, profissionalizantes e/ou graduação, você pode procurar por um estágio ou vaga de trainee. Algumas empresas usam isso só para ter mão de obra barata, outras realmente oferecem a oportunidade para o jovem entrar no mercado de trabalho. Independente da sua situação deixe-se ser explorado um pouco e busque aprender o máximo possível. Depois disso, oportunidades de trabalhos irão aparecer gradativamente.
Faça contatos – Algumas das melhores oportunidades de emprego surgem de contatos que você faz, seja na faculdade ou em reuniões casuais. Além dos círculos sociais tradicionais você também pode buscar por contatos em grupos on-line e redes sociais especializadas nesse tipo de atividade. Identifique organizações profissionais que estejam em sua área de atuação e podem auxiliar você na procure pelo emprego. Emprego sazonal – Natal, Páscoa, carnaval… para profissionais sem experiência, essa pode ser a oportunidade ideal. Abra mão dos seus feriados e aproveite as vagas de emprego temporário. Muitos profissionais acabam estendendo o tempo de contrato. Além disso, você conhece pessoas (networking), aprende bastante e dependendo do desempenho tem grandes chances de ser efetivado. Freelance – Em algumas áreas profissionais você ainda pode fazer freelances, assim você ganha do seu próprio jeito a experiência que precisa e constrói seu portfólio. Procure áreas ou empresas que usam esse tipo de contratação rápida e esporádica e candidate-se ao trabalho. É uma ótima forma de socializar com novas pessoas e descobrir outras oportunidades. Seja voluntário – Aproveite o tempo que tiver e seja voluntário, tanto em causas sociais em sua comunidade, quanto empresas que estão abertas para esse tipo de oportunidade. Esse tipo de experiência ajuda você a desenvolver-se como pessoa e a aprender novas habilidades que podem servir de coringa em seu currículo. Estude mais – Outra forma de se desenvolver na carreira é apostar nos estudos. Faça atividades extracurriculares, aprenda novos idiomas e aproveite cursos on-line oferecidos gratuitamente por universidades de destaque. Cada tentativa servirá de aprendizado e amostra de seu esforço para os recrutadores. Certificações – Toda área tem suas próprias certificações e apesar de custar dinheiro e muito tempo de dedicação, certificações vão dar aquele diferencial no seu currículo e pode “disfarçar” a sua falta de experiência. Além disso, nos grupos de estudos para certificações você, com certeza, vai conhecer muita gente, aí voltamos para o tópico anterior.
Jornal de Fato | DOMINGO, 27 de abril de 2014
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adoro comer
DaVI moUra
Relatos de viagem
Vila Galé Cumbuco e Fortaleza - Parte 1 Sobre a viagem ao paraíso: fui na quinta-feira passada, fiquei em Fortaleza até umas 20h, depois parti para o Resort Vila Galé em Cumbuco-CE. Voltei na segunda, fiquei em Fortaleza novamente. No sábado, acabei indo à balada com uns amigos da capital. Quem já visitou, diz que é o melhor hotel da região. Fui com meu best friend Igor Xavier. A viagem foi comprada pela CVC, lá na amiga Andréa Medeiros, e foi tudo sem nenhuma complicação. O sistema era all inclusive, ou seja, comida e bebida à vontade sem parar. Encarei como minha “despedida” de 2014. Comecei um novo 2014 assim que pus os pés lá. Do ano passado, trouxe apenas a vontade de começar de novo, de deixar os problemas pra trás. O resort Vila Galé Cumbuco é incrível. Talvez, se fosse para apontar um único defeito, seria o check-in um pouco demorado, mas que é totalmente compreensível. O hotel é lotado o tempo inteiro, então é óbvio que vai demorar. Após esta etapa, é só alegria! O bar é no saguão principal do hotel, então basta fazer o check-in, virar-se e dar de cara com o bar e uma quantidade de bebidas e drinks diferentes de dar água na boca a qualquer beberrão (abdiquei dos drinks por um tempo, esta foi minha despedida! Rumbora cuidar da gastrite!). Na parte de Gastronomia, são vários restaurantes e bares: Restaurante ‘Versátil’, Restaurante ‘Cajuina e Amêndoa Amarga’, Restaurante ‘Inevitável’, Lobby bar ‘Euphoria’, Kite Bar e Bar/Discoteca ‘Soul & Blues’. Ponto para o à La Carte: não é permitida a entrada de hóspedes de bermudas e chinelos – mesmo estando na praia. Vamos seguir o dress code! São 465 quartos decorados com inspiração náutica. Você pode optar por apartamentos ou chalés. Fiquei em um apartamento e achei perfeito: camas grandes e confortáveis, arcondicionado potente, arrumação e limpeza nota dez e bom estado dos banheiros. O all inclusive se estende ao frigobar, ou seja, dá pra cair matando em todo canto, a toda hora. Ponto positivo para a eficiência das camareiras. Bastou ligar
o aviso de “Arrume o quarto” que não demorava muito a acontecer. Sobre o all inclusive, está incluído o seguinte: Café da manhã – buffet self-service no Restaurante principal – Restaurante Versátil; Almoço – buffet ou menu; Lanche no Restaurante Cajuína & Amêndoa Amarga; Chá da Tarde; Jantar Buffet no Restaurante principal – Restaurante Versátil e opção com reserva nos Restaurantes Inevitável e Cajuína & Amêndoa 4Amarga, dependendo do número de noites de estada; Buffet de lanches das 23h00 às 04h30; Bebidas alcoólicas e não alcoólicas nacionais e importadas disponíveis em cardápios incluindo vinho da casa, espumante, champagne nacional, whisky 8 anos e coquetéis; Águas e refrigerantes no minibar (sendo a reposição a cada 2 dias); Chopp; Whisky: 8 anos; Licores Nacionais; Aperitivos, Amargos, generosos, Drinks e Cocktails: Tequila Importada, Rum nacional, Vodka Nacional, Gin Nacional; Vinhos da Casa Tinto e Branco, Espumante Nacional Brut e Demi-sec. Ou seja! DESMANTELO! Adorei a experiência da praia particular – em alguns momentos do dia, ela ficava disponível só para mim. Encarei o medo de sol e fui fundo. Uma delícia ficar tão perto da natureza, mas, ao mesmo tempo, aos pés de um belíssimo resort. Ah, parabéns ao atendimento em todos os setores, por todos os funcionários. Apenas inesquecível! Aguardem que isto é só o começo!
Aproveite e acesse o http://blogadorocomer.blogspot.com para conferir esta e outras delícias! 14
Jornal de Fato | DOMINGO, 27 de abril de 2014
Peixe ao molho de camarão By TudoGostoso.com.br
INGredIeNTes Molho: • 1 pacote de 400 g de camarão limpo e descascado • 1 cebola picada • 3 colheres de sopa de azeite • 2 dentes de alho socado com sal a gosto • 4 colheres de sopa de molho de tomate pomarola • 1 cubo de caldo knor de camarão Para o peixe: • 1 kg de pescadinha ou outro peixe em posta ou filé • 1 limão • 1 dente de alho socado com sal a gosto • 1 cebola em rodelas • 2 tomates em rodelas • 1 pimentão verde em rodelas • 1 garrafa pequena de leite de coco • 1 maço pequeno de cheiro verde
adoro adoro comer comer
Foto: Criando Receitas
MODO DE faZer • Tempere o peixe com suco de 1 limão, 1 dente de alho socado com sal a gosto e reserve (deixe no tempero por cerca de 30 minutos); • Em uma panela grande (larga) aqueça o azeite e doure a cebola picada com os 2 dentes de alho socados com sal a gosto; • Acrescente o camarão mexa e deixe cozinhar em fogo baixo por cerca de 10 minutos (o camarão solta bastante água mas se for preciso acrescente um pouco, cerca de 100 ml); • Acrescente o molho de tomate e esfarele por cima o caldo de camarão; • Mexa e deixe tomar gosto por cerca de 10 minutos ou até sentir que o camarão está macio; • Por cima do molho já cozido, em fogo baixo arrume um a um os files/postas de peixe; • Sobre o peixe arrume as rodelas de cebola, tomate e pimentão e tampe a panela e cozinhe por cerca de 15 minutos; • Acrescente o cheiro verde picado e cuidadosamente acrescente o leite de coco; • Deixe cozinhar por cerca de 10 a 15 minutos; • Atenção, não mexa com colheres ou garfos para não quebrar o peixe, apenas vagarozamente mexa a panela de um lado para o outro para se certificar de que não está grudando. • Recomendado o uso de panela antiaderente; • Corrija o sal e sirva com arroz branco e salada verde.
Jornal de Fato | DOMINGO, 27 de abril de 2014
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