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Revista de Domingo nº 649

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editorial ao leitor

Golpe Militar – 50 anos

P

Entrevista

Boa leitura, Nara Andrade

p4 Infectologista Alfredo Passalacqua fala dos casos de sarampo confirmados no Nordeste

erseguido, preso e torturado durante o Regime Militar, Luis Alves fala dos 50 anos do Golpe Militar de 1964 e do período obscuro da história do Brasil. Para ele, é importante desconstruir o processo militar, tirando nomes de ditadores de prédios públicos e monumentos arquitetônicos espalhados pelo País, mas esquecer, nunca. Luis Alves lembra acontecimentos do período da ditadura, sua prisão, os momentos de tortura, a morte da companheira de vida e luta, Anatália de Melo Alves. Ele diz que ainda espera que a justiça seja feita para honrar a memória de seus companheiros mortos pelos militares, assim como Anatália. Também nesta edição, um material sobre os gastos de brasileiros no exterior, que, mesmo com o dólar em alta, não têm economizado em viagens internacionais. Agente de viagens diz que alta do dólar assustou clientes da companhia apenas no início, mas destinos internacionais voltaram a ser bastante procurados. O Brasil será representado por uma equipe de 34 integrantes que defenderão o País na competição intercontinental WorldSkills Américas, entre os dias 1.º e 6 de abril, que acontece em Bogotá, na Colômbia. E o Rio Grande do Norte também conta com o seu representante na competição, Rafael Wenderson Pereira, que tem vários prêmios no currículo. Na entrevista da semana, DOMINGO conversou com o infectologista Alfredo Passalacqua, sobre os casos de sarampo que voltaram a afetar a população de Estados do Nordeste, como Pernambuco, Paraíba e Ceará. Ele explica o que é a doença, as formas de contágio, prevenção e tratamento.

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Sobrevivente Golpe Militar de 64 completa 50 anos. Vítima diz que ainda espera que justiça seja feita.

Gastos no exterior

Mesmo com dólar em alta, brasileiros não economizam e vão as compras no exterior

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Sua carreira

Rafael Demetrius: 10 maneiras de impressionar o seu chefe

Adoro comer

Colunista Davi Moura: Caçarola de mexilhões

• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – Wil­liam Rob­son • Editora – Nara Andrade • Dia­gra­ma­ção – Rick Waekmann • Projeto Gráfico – Augusto Paiva • Im­pres­são – Grá­fi­ca De Fa­to • Re­vi­são – Gilcileno Amorim e Stella Sâmia • Fotos – Carlos Costa, Marcos Garcia, Cezar Alves e Gildo Bento • In­fo­grá­fi­cos – Neto Silva Re­da­ção, pu­bli­ci­da­de e cor­res­pon­dên­cia Av. Rio Bran­co, 2203 – Mos­so­ró (RN) Fo­nes: (0xx84) 3323-8900/8909 Si­te: www.de­fa­to.com/do­min­go E-mail: re­da­cao@de­fa­to.com Do­min­go é uma pu­bli­ca­ção se­ma­nal do Jor­nal de Fa­to. Não po­de ser ven­di­da se­pa­ra­da­men­te.

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conto

josÉ NIcoDemos*

O fim do Nego Pardal

B

(

Envie sugestões e críticas para o e-mail: aristida603@hotmail.com

)

om, até que respeitava as pessoas. Mas, bebido, não livrava a cara de ninguém. E todo mundo tinha mede dele, o Nego Pardal, como era apelidado. Alto, musculoso, cara perversa, metia medo. Diziam que era assalariado de crimes de morte. Diziam... e era verdade. Na cinta, trazia sempre um revólver e um punhal que não tinha tamanho. Deu-se que o Nego Pardal inventou de apaixonar-se pela namorada de Zé Clóvis, um rapaz, tipinho de nada e pacato, que tinha um barzinho onde o Nego Pardal vez por outra baixava pra tomar suas bicadas. Medo dele, Zé Clóvis o tratava na palma da mão, apesar de sua presença temível afastar os fregueses. Numa dessas vezes, o Nego Pardal, já um tanto “queimado”, declarou-lhe, a Zé Clóvis, sua grande paixão por Natércia, a namorada dele, e que ia estuprála na primeira oportunidade, sabia os caminhos diários dela. Cheio de ódio, todavia ele engoliu em seco o desaforo, não era homem de coragem física. Demais, o tipo físico do Nego Pardal fazia medo. Ainda sua fama de assassino assalariado.

Deu-se que o Nego Pardal inventou de apaixonar-se pela namorada de Zé Clóvis, um rapaz, tipinho de nada e pacato, que tinha um barzinho onde o Nego Pardal vez por outra baixava pra tomar suas bicadas.

Não pôde dormir de noite, com essa ameaça do Nego Pardal fervendo-lhe os miolos; dar queixa na delegacia... seria o mesmo que nada. Naturalmente, pois a polícia local, o sargento delegado mais três soldados, tinham-lhe medo notável. Zé Clóvis sentindo-se injuriado, um ninguém, um frouxo, para quê vestir calças, se não era mesmo um homem? Mas é que amanheceu decidido. Mataria o Nego Pardal, que ficara de voltar-lhe ao bar na manhã do dia seguinte, beber roendo por Natércia. Antes de abrir o bar, passou numa loja de armas e comprou um 38, que pôs na gaveta do balcão, se fosse o caso de o cretino aparecer. Atiraria nele de surpresa, fosse covardia ou o que quisessem chamar a isso. Tinha a certeza de que teria, a seu

favor, a opinião geral da cidade. De repente o Nego Pardal enche a porta do bar com seu porte medonho, entra a passos largos, sorrindo o seu sorriso de homem mau e, chegando-se ao balcão – “Bote aí uma bicada que é pra eu roer por Natércia, seu bunda-mole”. No que Zé Clóvis, tomado de um ódio espumante como nunca na vida experimentara, arrastou ligeiro o revólver da gaveta e, à queima-roupa, mandou-lhe uma bala entre os dois olhos, ver de cachorro doido. O Nego Pardal, os olhos arregalados como um touro ferido a machado no mourão, caiu com todo o corpo, de joelhos, ao pé do balcão, e logo tombou para trás, morrendo. Foi um dia de festa na cidade, aliviada.

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entrevista

ALfReDo PassaLacQUa

‘Sarampo já é problema nacional, ou seja, deveria ser tratada como doença endêmica’ Por Nara Andrade naraandrade@gmail.com

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o período em que se vive a iminência de um novo surto de sarampo no Brasil, cujos Estados mais atingidos estão na região Nordeste, DOMINGO procurou um especialista para explicar como uma doença que havia mais de 10 anos tinha sido eliminada do País voltou a afetar a população, com vários casos confirmados nos Estados de Pernambuco, Paraíba e a maioria no Ceará. No Rio Grande do Norte, até o momento não foram registrados casos e para evitar os órgãos de saúde estão promovendo campanhas de vacinação das pessoas mais suscetíveis a contrair a doença, que, segundo o médico, é altamente contagiosa. O conhecido infectologista Alfredo Passalacqua, que atua em Mossoró como diretor médico do Hospital Rafael Fer-

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nandes, professor da disciplina de Infectologia da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), e também é infectologista do Hospital Rodolfo Fernandes, conversou com a revista DOMINGO sobre as formas de contágio, prevenção e tratamento. Graduado em Medicina em 1994, pela Fundação Técnico-Educacional Souza Marques do Rio de Janeiro, Alfredo Passalacqua possui pós-graduação pelo Instituto Estadual de Infectologia São Sebastião, também do Rio. O médico é referência em Aids/hepatites virais pelo Estado, referência em DST e doenças infectocontagiosas pelo Município de Mossoró. Médico atuante junto à Vigilância Epidemiológica de Mossoró.


entrevista DOMINGO – Novos casos de sarampo voltaram a afetar a população de alguns estados brasileiros, inclusive do vizinho do Rio Grande do Norte, como o Ceará. No RN já foi registrado algum caso neste ano? ALFREDO PASSALACQUA – Dados da Vigilância Epidemiológica em 2013 notificaram 180 casos confirmados de sarampo em Pernambuco, 9 na Paraíba e 1 no Ceará. Em 2014, até fevereiro, foram 4 casos em Pernambuco e 61 no Ceará. Porém, nenhum caso até então foi confirmado no RN. NO BRASIL, há evidências da interrupção da transmissão do vírus do sarampo desde o ano 2000. Porém, em 2013 e 2014 o Ministério da Saúde registrou casos confirmados da doença na região Nordeste. O que leva a ocorrência de um novo surto de uma doença contagiosa, tanto tempo depois da interrupção de sua transmissão? AS AUTORIDADES da área de saúde alegam que os casos no Brasil são "importados" de outros países, em especial da Europa, como a França e Reino Unido, onde a doença não foi controlada. Paquistão, Nigéria, China, Turquia, Rússia, Geórgia e Gabão também apresentam muitos casos da doença. Muitos turistas vieram participar das tradicionais festas como Carnaval, etc. Em ano de Copa do Mundo, a alegação de que os turistas podem "trazer" o sarampo pode até preocupar. Porém a doença já é problema nacional, ou seja, deveria ser tratada como endêmica. O QUE é o sarampo? O SARAMPO é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, grave, transmissível e extremamente contagiosa. Juntamente com a varicela, rubéola, eritema infeccioso e roséola, o sarampo é muito comum na infância. É altamente contagiosa e afeta principalmente crianças ou pessoas não vacinadas. QUAIS os sintomas característicos? OS SINTOMAS iniciais, que geralmente aparecem de 8 a 12 dias após a infecção, incluem febre alta, coriza, olhos vermelhos e pequenas manchas brancas na parte interna da boca. Vários dias depois, uma erupção se desenvolve, geralmente começando no pescoço e na face e gradualmente se espalhando pelo corpo. QUAIS as pessoas mais afetadas? O SARAMPO é uma doença bastan-

te contagiosa. Todas as pessoas que ainda não tiveram a doença ou ainda não foram vacinadas correm o risco de contraí-la. A gravidade é ainda maior para as mulheres grávidas não imunizadas contra o vírus, pois existe risco de aborto no primeiro trimestre e parto prematuro nos 2.º e 3.º trimestres. Há também risco de malformação do feto durante toda a gravidez. Pode ser especialmente grave em crianças menores de um ano de idade, adultos, indivíduos desnutridos ou que apresentem imunossupressão. Cerca de 30% dos pacientes infectados desenvolvem uma ou mais complicações, como infecções de ouvido, pneumonia ou encefalite. Em alguns casos, a doença pode evoluir com complicações fatais.

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Todas as pessoas que ainda não tiveram a doença ou ainda não foram vacinadas correm o risco de contraí-la. A gravidade é ainda maior para as mulheres grávidas não imunizadas contra o vírus, pois existe risco de aborto no primeiro trimestre e parto prematuro nos 2.º e 3.º trimestres".

QUAIS as causas da doença? BAIXO nível socioeconômico, aglomerações, baixa cobertura vacinal, permitindo circulação da doença, precariedades na política da saúde, entre outros. QUAIS as formas de contágio? O SARAMPO é uma doença bastante contagiosa. Todas as pessoas que ainda não tiveram a doença ou ainda não foram vacinadas correm o risco de contraí-la. É espalhada pela tosse, espirros, beijos, pelas gotículas que saem quando se fala e qualquer outra forma de contato com fluidos do nariz de uma pessoa infectada e boca, diretamente ou através de objetos (como copos e talheres). É altamente contagiosa, 90% das pessoas que ainda não possuem imunidade são contaminadas caso compartilhem o mesmo ambiente com uma pessoa infectada por algumas

horas por dia (casa, creche, escola, trabalho...). O período contagioso começa de 2 a 4 dias antes do aparecimento das marquinhas pelo corpo e continua até 2 a 5 dias após o início delas. COMO é feita a prevenção? A ÚNICA forma de prevenção do sarampo é a imunização através da vacinação. Dessa forma, a vacina Tríplice Viral é a única medida de prevenção eficaz contra o Sarampo, protegendo também contra a Rubéola e a Caxumba. A vacina antissarampo é eficaz em cerca de 97% dos casos. Deve ser aplicada em duas doses a partir do nono mês de vida da criança. Exceção feita às mulheres grávidas e aos indivíduos imunodeprimidos, adultos que não foram vacinados e não tiveram a doença na infância também devem tomar a vacina. QUAL o tratamento? O TRATAMENTO para o sarampo é feito de modo a controlar os sintomas da doença. Indica-se repouso, boa alimentação e hidratação, e podem ser utilizados analgésicos, para combater a dor e antipiréticos para combater a febre. Somente nos casos em que haja complicações, será necessário utilizar um antibiótico. Não se deve tomar medicamentos à base de ácido acetilsalicílico como AAS, Aspirina, Doril e Melhoral, por exemplo, por aumentar o risco de hemorragias. Em caso de sarampo recomenda-se tomar um remédio a base de Paracetamol. EXISTEM diferentes tipos de sarampo? (O sarampo pode se manifestar de diferentes formas?) COMO qualquer doença, a apresentação pode variar em seu grau de gravidade, dependendo da idade, estado nutricional e imunológico. O SARAMPO pode levar à morte? A OTITE, pneumonia, encefalite são complicações graves do sarampo, entre outras, podendo levar à morte. A SECRETARIA de Saúde Pública do RN realizou uma campanha de vacinação emergencial em alguns municípios do estado, essa medida é suficiente para evitar um surto da doença? É A FORMA mais adequada, levando em conta a situação de risco atual. A cobertura vacinal pelo calendário de vacinação sempre foi posta em prática, mas de difícil realização devido ao Brasil ser um país de grandes proporções.

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Capa

)) Luis Alves, em sua biblioteca que conta com cerca de 6 mil títulos, sendo 70% sobre a Ditadura Militar

Golpe Militar

50 anos Domingo conversou com o sobrevivente do Regime Militar, que diz ainda esperar que a justiça seja feita com a punição dos torturadores

E

le viveu de perto os terríveis anos da ditadura militar. No dia 31 de março, de 1964, o Golpe Militar começou a se processar, culminando no dia 1º de abril com o encerramento do governo do então presidente João Goulart, também conhecido como Jango. Luis Alves, membro do Partido Comunista Revolucionário (PCBR), conta que no dia 31 estava trabalhando no jornal vespertino Diário de Mossoró, que pertencia ao senador Dix-huit Rosado, que voltava da China com Jango. Segundo descreveu Luis Alves, naquela tarde o clima do jornal era tenso, eles não sabiam se deveriam publicar ou não o jornal com as notícias daquele dia, mas decidiram publicar. “No outro dia, às 9h da manhã, eu vinha descendo a escadaria do prédio e os militares já haviam cercado o jornal e perguntaram: De quem é esse Jornal? Eu calado, não disse nada, era apenas um foca. Jaime Hipólito, que era o editor, e vinha descendo atrás de mim respondeu: é do senador Dix-huit Rosado. O

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militar por sua vez disse: Pois está fechado. Jaime, numa frieza disse: faça bom uso Capitão. E saímos com dignidade”, lembra o diálogo. Ao falar dos 50 anos do Golpe Militar, Luis Alves afirma que a data tem que ser lembrada e não comemorada. “A história é consolidada pela verdade, pela memória. Eu acho que o esquecimento é a anti-história. Porque a dinâmica social do povo é sua memória, e o esquecimento é a quebra da memória e a quebra da história, e você se torna uma nação despersonalizada”, comenta. Luis Alves diz que a criação das comissões da verdade o processo de conhecimento foi acelerado. “Hoje, graças à comissão da verdade já está acontecendo uma extinção da memória da ditadura, das coisas que haviam de propaganda da ditadura. Estão sendo tirados nomes de ditadores dos monumentos, obras e prédios públicos, como exemplo, ponte Costa e Silva, Viaduto Médice, entre outros. Há um processo hoje de resgate da verdade histórica, através das

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comissões da verdade. Por que se colocava o nome de Médice em uma escola, o nome de um assassino? Para receber verba, e os prefeitos, executivos, queriam verba. Desconstruir esse processo é importante, não é esquecer”, afirma. Mas, ao falar da importância da Comissão da Verdade criada no ano passado pela Ordem dos Advogados subsecção Mossoró, ele cobra mais energia no esclarecimento de algumas páginas da história que continuam obscuras, e cita a importância de analisar os restos mortais de sua companheira de vida e luta, Anatália de Melo Alves, presa, torturada até a morte pelos militares em 1972. Luis Alves conta que a família de Anatália recebeu dos militares uma caixa lacrada com seus restos mortais e até hoje não teve coragem de abrir para investigar se eles de fato são dela. Companheiros do PCBR, que integram a Comissão da Verdade em Recife, estão cobrando que isso seja esclarecido, e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) já se prontificou para fazer todos os exames necessários para descobrir se os restos mortais entregues à família pertencem a Anatália. No entanto, para que isso seja possível, a OAB precisa solicitar à Justiça, porque Luiz Alves solicitou, mas foi informado que só a Ordem poderia solicitar. “Até agora estou esperan-


Capa do uma resposta para isso que ainda não chegou. Quero saber, pode ser dela ou não, ninguém sabe. Você imagine o drama da família, receber isso no tempo de Médice, que chegou depois da instituição do Ato Institucional 5, que deixou o regime extremamente rígido”, fala. AI5 - Repressão violentíssima O sobrevivente da ditadura diz que até a instalação do AI5, ele fazia passeata em Mossoró, treinava luta armada, manifestação, pichação, PCBR em tudo. Mas, com a chegada de Médice não teve mais jeito. A repressão era fortíssima. Segundo Luis Alves, os militares acabaram com todas as bases de apoio do partido, deixaram o movimento sem oxigênio e sem dinheiro. “O AI5 saiu no período de Costa e Silva e ninguém sabe se ele morreu de um ataque das coronárias ou de um ataque dos coronéis. Quando Médice entrou, ele recebeu poder total de vida e morte, aí ele instituiu a pena de morte para os combatentes. Eu estava condenado à morte em 1972, e quem era eu? Nada. Não era um dirigente nacional, também não existiam mais dirigentes nacionais, estavam ou na cadeia ou mortos. Para se ter uma ideia, chegou

um tempo que o movimento teve que começar a organizar assaltos para poder se sustentar. Eu fiquei tão sem recursos, que tive que fazer cursos para aprender a trabalhar consertando rádios e televisores, para me manter e manter Anatália”, conta. Em Mossoró, no início da ditadura, o movimento desenvolvia atividades revolucionárias mais voltadas para as ações de massa. Luis Alves era presidente do Diretório Central de Estudantes (DCE) da extinta Fundação Universidade Regional do Rio Grande do Norte (FURRN), hoje Universidade do Estado do RN (UERN), onde cursava Ciências Socais. “A gente desenvolvia atividades políticas, ia para debates, fazíamos manifestações nos ginásios, entre os estudantes que a gente chamava de secundarista. Eu participei de um congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE). Depois de 1967, quando prenderam todos os estudantes no congresso em Ibiúna/SP, a UNE não fazia mais congressos gigantescos, eram fragmentados. Eu participei de um em Fortaleza/CE, em dezembro de 1968, quando a gente estava terminando o congresso, instauraram o AI5 e a gente já teve dificuldade de sair do lo-

cal onde estávamos reunidos, saímos na clandestinidade, e vimos os tanques do exército na rua procurando onde o congresso estava sendo realizado”, lembra. Prisão Em 1972, provavelmente no mês de setembro, Luis Alves diz que não lembra bem o mês e o dia, ele foi pego pelos militares, durante um encontro com um companheiro no comitê central, em Palmeira dos Índios, em Alagoas, cidade que faz fronteira com Garanhuns/PE. “Fui pego nesse ponto, por volta das 11h, a repressão violentíssima, os militares chegaram batendo, fui apanhando dentro do carro, me levaram para Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI), que ficava no quartel general do 4º Exército. Quando eu cheguei lá, só apanhei, eles puxaram minha carteira de trabalho, que andava com ela no bolso para não ser preso por vadiagem, e viram o meu endereço de Gravatá/PE, onde Anatália estava”. Às 16h30, depois de muito apanhar, sofrer um tiro, ele pensou que Marina, nome que Anatália usava, tinha cumprido o combinado e

)) Perseguido, preso, torturado e condenado à morte pelo Regime, Luis Alves ainda carrega as marcas da repressão, mais no olhar do que no próprio corpo Jornal de Fato | DOMINGO, 30 de março de 2014

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Capa saído do aparelho (como era chamada a casa ou apartamento dos revolucionários) às 14h15, caso ele não tivesse chegado do encontro com o companheiro. “Eu pensei, Marina saiu, escapou. Mas eu fiz uma besteira, eles me perguntaram quem estava no aparelho e eu disse que não tinha mais ninguém, eu não devia ter feito isso, eu cantei de galo, e você não pode fazer isso na repressão. Eles chegaram lá de 17h30 da tarde e ela estava em casa. Eles me levaram e perguntaram onde era a casa e eu disse que eu não sabia, que fazia pouco tempo que eu morava lá. Eles saíram procurando o endereço e me deixaram com um policial dentro do carro. De repente, ouvimos um tiro e eu vi Anatália saindo algemada, e quando ela foi colocada no carro junto comigo eu pergunte por que ela ainda estava lá e ela me disse que pensou que eles não iam mais cair”, lembra decepcionado. Luis Alves e Anatália ficaram presos no DOI-CODI, em celas separadas, mas ainda conseguiam manter algum contato. Lá ele conta que eles e os demais companheiros eram torturados de manhã, à tarde e à noite. Um dia, ele lembra, que ouviu os gritos de sua companheira chamando por seu nome de guerra, “Zé”, pedindo ajuda, pois estava sendo violentada sexualmente por quatro policiais, e conta que o sentimento de impotência era total, por não poder fazer nada. Depois de 45 dias, ele foi levado para a prisão na ilha de Itaparica, onde passou

)) Anatália de Melo Alves, companheira de vida e luta de Luis Alves, torturada até a morte, no DOI-CODI de Recife

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dois anos preso, e foi liberado por força de Habeas Corpus. Já a sua companheira, Anatália, não teve a mesma sorte, ela foi torturada até a morte ainda no DOICODI de Recife. Luis Alves diz acreditar que ela foi vítima de afogamento, mas no laudo da perícia, não consta. Liberto, ele não pôde desfrutar dos dias de liberdade, ele era condenado à morte, e teve que continuar se escondendo. Apenas em 2007, ele recebeu um documento do Tribunal de Justiça Militar, afirmando que ele só não foi preso e morto, porque seu paradeiro era incerto e desconhecido. Só com a anistia, Luiz Alves pode pedir reingresso ao Banco do Brasil, onde trabalhava antes da ditadura. As marcas desse período obscuro da história do país, mais do que no corpo, continuam na alma e podem ser percebidas através do seu olhar. Luiz Alves reconstruiu sua vida, formou uma nova família, mas diz que ainda espera que a justiça seja feita para honrar a memória dos seus inúmeros companheiros, mortos, desaparecidos, vítimas como ele, mas que não tiveram chance de escapar da força destruidora do Regime Militar. Ditadura no RN DOMINGO também conversou com Lemuel Rodrigues, professor de História do Rio Grande do Norte da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern). Para saber como era a realidade de Mossoró, no período da Ditadura Militar. Lemuel Rodrigues começou falando da importância da criação da Comissão da Verdade pela Ordem dos Advogados de Mossoró, mas afirma que a participação do Departamento de História da Uern só foi concretizada depois de uma conversa sua com o presidente da comissão, o advogado José Wellington Barreto. “A criação das comissões da verdade são importantes devido ao acesso à documentação até então em poder dos arquivos dos órgãos de repressão à época e de instituições governamentais. Com as comissões, foi possível conhecer não apenas documentos, como também ter acesso aos depoimentos de quem viveu o regime”, comenta. O professor afirma que muita gente que vivenciou ou foi vítima do regime militar prefere não falar e ainda são assombradas pelos fantasmas da ditadura. Para ele, o trauma que essas pessoas sentem é compreensível. Não é o medo do retorno da ditadura, mas sim, o retorno da memória que os faz sofrer. Lembrar é reviver e não é fácil reviver sofrimento, humilhações, torturas. A falta de punição aos torturadores,

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listas de pessoas que continuam desaparecidas, ou mortos que não puderam ser enterradas por suas famílias, ou as marcas das torturas na mente e no corpo das vítimas que sobreviveram ao período podem ser considerados os fantasmas ou resquícios da ditadura. E aponta também como traumas algumas práticas da polícia, repressão às greves, apropriação indébita de documentos públicos por parte de algumas instituições; benefícios a políticos em caso de crimes cometidos. Lemuel frisa que é fácil saber da participação de Mossoró na Ditadura Militar. “A cidade fala por si através de nomes de ruas, praças, bairros e pontes: Castelo Branco e Costa e Silva, são exemplos. Quem os trouxe e o que eles vieram fazer aqui? Uma cidade que historicamente recebeu presidentes e/ou candidatos à presidência, só podia ter muita influência na política regional e, consequentemente as lideranças políticas que governavam a cidade falavam a mesma língua do regime. Afirmar que em Mossoró não houve resistência, também é um equivoco: Cesário Clementino, Luis Alves, Anatália de Melo Alves, José Moreira são apenas alguns exemplos de resistentes”, ressalta. O professor afirma que o ensino de história nas escolas é deficiente, o que provoca o desconhecimento de pessoas mais jovens nascidas pós-regime militar, principalmente quando se fala na história local. “Qual escola de Mossoró abriu discussão em torno do episódio? É preciso repensar o ensino de história local e regional”, declara. Sobre a ligação de políticos potiguares com os ditadores, ele diz que as famílias tradicionais do estado (Maia, Alves, Rosado e Mariz) apoiaram o golpe e se sustentaram na ditadura. “Aluizio Alves foi cassado pela ditadura por pressão exercida por Dinarte Mariz, seu companheiro de partido – UDN e, assim como ele, golpista”, lembra. Já os políticos de esquerda tiveram seus mandatos cassados pelo Regime. Um deles, citado pelo professor, foi o prefeito de Natal à época, Djalma Maranhão, já falecido. Tanto em Mossoró, como no Estado, existe a intenção por parte de alguns políticos e da própria OAB, de devolver, mesmo que simbolicamente os mandatos a esses políticos cassados. Sobre os 50 anos do Golpe Militar de 1964, Lemuel é enfático. “É preciso lembrar para não esquecer. Dizer não a qualquer ameaça à democracia. A disputa tem que ser nas urnas”, conclui.


Competição )) Potiguar

Rafael Wenderson é um dos 34 brasileiros que representarão o país na WorldSkills

Representante

Mossoró em Bogotá

de

Equipe brasileira que representará o país na WorldSkills Américas, em Bogotá/Colômbia, conta com integrante potiguar, medalhista de prata na edição anterior do torneio

E

ntre os dias 1.º e 6 de abril, 200 jovens de 17 países do continente americano estarão em solo colombiano, para defender suas bandeiras na WorldSkills Américas. A competição interamericana de profissões técnicas será realizada nem Bogotá, capital da Colômbia, com provas que simulam tarefas realizadas no cotidiano das empresas. Entre os 200 jovens participantes da competição, estarão 34 competidores brasileiros, que já foram selecionados e estão se preparando para defender o Brasil. E a equipe brasileira conta com o jovem potiguar Rafael Wenderson Pereira, aluno do Centro de Educação e Tecnologias Ítalo Bologna, do Senai em Mossoró, que disputará na categoria de soldagem. O participante da unidade mossoroense do Senai já traz no currículo uma medalha de ouro conquistada na Olimpíada do Conhecimento de 2012, e uma medalha de prata, da WorldSkills 2013, realizada na Alemanha. DOMINGO conversou com Rafael Wenderson, que estava em Minas Gerais, participando de um treinamento para a competição na Colômbia. Enquanto ele esperava o voo para voltar para Mossoró, ele falou do orgulho de representar o Brasil e o Rio Grande do Norte no torneiro internacional, sobre a sua categoria e as etapas vencidas para que ele conseguisse chegar até a Colômbia. Para Rafael, ter sido escolhido entre vários jovens brasileiros para representar o País na Colômbia é a realização de mais um sonho na sua vida pessoal e profissional, além de ser motivo de muito orgulho. O jovem, de apenas 20 anos, diz que sempre estudou em escolas da rede pública e que isso não o impediu de lutar por seus objetivos. Para participar da competição, Rafael conta que foi preciso participar da etapa escolar, estadual, nacional, obtendo a medalha de ouro e medalha de prata na etapa internacional. Segundo informações repassadas por Francisco Santiago de Azevedo, do Senai em Mossoró, o torneio avalia a qualidade da educação profissional oferecida pelos países participantes. Os brasileiros disputam medalhas em 31 ocupações profissionais que abrangem áreas como mecatrônica, instalação hidráulica, tecnologia da moda, soldagem, desenvolvimento de aplicativos para dispositivos móveis, como celulares e tablets, categoria nova lançada para a edição 2014. Os jovens que representam o Brasil passaram por cursos de formação nas escolas do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e do Serviço

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Competição Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC). Nas provas, os competidores executam os desafios de acordo com os prazos estabelecidos e padrões internacionais de qualidade. “As provas são elaboradas segundo normas vigentes, conceitos de projetos e novas tecnologias. Não existe exigência de escolaridade, mas um limite de idade para representar o País, como não completar 23 anos no ano da competição, com exceção de mecatrônica, na qual o limite é não ter mais de 25 anos”, explica Francisco Santiago. Rafael Wenderson afirma que, durante as provas, existem ocupações com mais de uma pessoa, já na sua categoria, que é na área de soldagem, a prova é individual. O representante do Rio Grande do Norte viaja dia 29 deste mês para o Rio de Janeiro, de onde partirá no dia 30 para Bogotá. Rafael frisa que já terminou o ensino médio, e que já está atuando na área de sua formação, sendo professor na área de soldagem no Senai de Mossoró. A WorldSkills Américas chega em 2014 à sua terceira edição. Nas duas primeiras, realizadas no Rio de Janeiro, em 2010, e São Paulo, em 2012, o Brasil alcançou o melhor resultado entre os demais participantes. Em São Paulo, foram 26 medalhas de ouro, quatro de prata e três de bronze. A iniciativa faz parte de um esforço internacional de avaliação da educação técnica, que o Brasil integra desde 1983. Além do torneio intercontinental, o país promove competições estaduais e nacionais, como a Olimpíada do Conhecimento, e disputa a edição mundial da WorldSkills, realizada a cada dois anos. Os jovens que vão à Colômbia passaram pelas edições estaduais e nacionais da Olimpíada do Conhecimento. OLIMPÍADA DO CONHECIMENTO A próxima edição da Olimpíada do Conhecimento acontecerá em Belo Horizonte (MG), entre os dias 1.º e 7 de setembro. Rafael Wenderson conta que não poderá participar dessa edição, porque o regulamento só permite participar uma única vez. No entanto, o Rio Grande do Norte contará com vários representantes na competição, entre eles o aluno José Gabriel Morais, da área de soldagem. O aluno participou de desempate técnico no período de 17 a 21 deste mês, no Centro de Tecnologias do Gás e Energia Re10

)) Rafael coleciona medalhas e troféus em competições nacionais e internacionais nováveis (CTGás-ER), sendo classificado para participar da Olimpíada. O Senai de Mossoró contará sete representantes para a próxima olimpíada, nas áreas de Segurança do Trabalho, CAD, Soldagem, Eletricista Industrial, Instalações Elétricas Prediais, Caldeiraria

e Construções em Estruturas Metálicas. Os alunos representantes passarão por um processo de avaliação contínua e treinamentos, além de exames simulados, para evoluírem no conhecimento das suas ocupações e das normas técnicas vigentes de cada uma.

)) Rafael Wenderson é competidor na categoria Soldagem

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Economia )) Orlando, Miami, Nova York, Argentina, Paris e Lisboa estĂŁo entre os destinos mais procurados por mossoroenses

Gastos no

exterior

Brasileiros não economizam em viagens internacionais e gastos no exterior batem recorde em fevereiro; agente de viagens diz que procura por pacotes internacionais continua alta Jornal de Fato | DOMINGO, 30 de março de 2014

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Economia

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esmo com a alta do dólar, os brasileiros não estão economizando em suas viagens no exterior. De acordo com dados divulgados pelo Departamento Econômico do Banco Central (BC), os gastos de brasileiros no exterior bateram recorde em fevereiro. No mês passado, essas despesas chegaram a US$ 1,915 bilhão, o maior resultado para o mês, superando os gastos do mesmo período de 2013 (US$ 1,862 bilhão), enquanto as receitas de estrangeiros em viagem no Brasil chegaram a US$ 591 milhões. De acordo com a agente de viagens Andréa Ribeiro, da Happy Tour Agência de Turismos, no primeiro momento a notícia da alta do dólar assustou os clientes, mas eles viram que os valores não estão tão acima da média. “Hoje, o cliente da classe média faz até duas viagens por ano, mas tem gente com o poder aquisitivo mais alto que chega a viajar para o exterior a cada três meses”, comenta Andrea Ribeiro. Para a agente de viagens, isso se deve muito à facilidade para viajar. “Hoje, está muito mais fácil; clientes encontram pacotes que podem ser parcelados em até 12 vezes”, afirma. Andréa Ribeiro explica que, diferente do que a maioria das pessoas acredita, os pacotes de viagens para destinos nacionais não são mais caros que os para destinos internacionais. “O que acontece é que, quando os brasileiros procuram destinos domésticos, geralmente é em período de feriados nacionais, ou seja, em alta estação. Então, nesse período, é possível encontrar pacotes internacionais com valores equivalentes aos nacionais”, frisa. Ainda de acordo com a agente de viagem, os destinos internacionais mais procurados são: Orlando, Miami e Nova York, nos Estados Unidos da América (EUA), Buenos Aires, na Argentina, Uruguai, na América do Sul, e na Europa, Lisboa e Paris. Apesar do recorde, o BC confirma que há sinais de desaceleração, mas ainda moderados nos gastos de brasileiros no exterior, já que nos dois primeiros meses deste ano, essas despesas somam US$ 4,036 bilhões, com redução de 1,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados US$ 4,162 bilhões em gastos. De acordo o Banco Central, se for considerada a média diária de gastos, há uma queda de 6% no bimestre. O motivo para essa moderação é a alta do dólar, que estava em R$ 2,03 na média de janeiro e R$ 1,97 em fevereiro 12

)) Andréa Ribeiro é agente de viagens da Happy Tour do ano passado. A média da cotação do dólar no primeiro bimestre deste ano ficou em R$ 2,38. Segundo o BC, os gastos no exterior já chegaram a crescer 20% na comparação entre os anos. “Esse crescimento era bastante consistente. Da metade do ano [passado] para cá, a dinâmica mudou”, disse o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Túlio Maciel. Ele ponderou, entretanto, que o aumento da renda dos brasileiros contribui para os gastos no exterior, mesmo com a alta do dólar. GASTOS DE ESTRANGEIROS NO BRASIL Já as receitas de estrangeiros em viagem no Brasil chegaram a US$ 591 milhões em fevereiro deste ano, contra US$

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624 milhões em igual período de 2013. De janeiro a fevereiro, as receitas ficaram em US$ 1,234 bilhão, ante US$ 1,321 bilhão nos dois primeiros meses do ano passado. Com o resultado dos gastos de brasileiros e as receitas de estrangeiros, a conta de viagens internacionais fechou o primeiro bimestre negativa em US$ 2,802 bilhões, contra US$ 2,841 bilhões em igual período do ano passado. A previsão do BC é que o déficit na conta de viagens fique em US$ 18,5 bilhões neste ano, ante a previsão anterior de US$ 19 bilhões. Dados preliminares deste mês mostram que a conta de viagens internacionais ficou negativa em US$ 646 milhões, com gastos de brasileiros no exterior em US$ 942 milhões e receitas de estrangeiros no Brasil em US$ 296 milhões.


sua carreira

RafaeL DemeTRIUs

10 maneiras de impressionar o seu chefe

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e você é um novo empregado ou acabou de mudar de chefe, você deve sempre se esforçar para ser um bom empregado. Isso pode não só fornecer segurança no seu emprego, como também ajudá-lo a dar o x próximo passo em sua carreira também. Como diz o velho jargão popular: Não basta ser bom, tem que parecer bom. Isso significa que você deverá encontrar formas de demonstrar o seu potencial, suas qualidades, suas fortalezas, a fim de conquistar a confiança da única pessoa que poderá te ajudar a ascender em sua Carreira, além de você mesmo é claro: O Chefe. Confira a seguir 10 maneiras de atender e superar as expectativas do seu chefe para que você consiga se destacar no escritório

1. Gerencie as expectativas – Tire um tempo para entender o que seu chefe espera de você em relação aos prazos e projetos. Entenda o que ele espera de você como funcionário para saber como gerenciar suas expectativas e assim reduzir a sua ansiedade e nervosismo. Sabendo o que o chefe deseja de você, fica mais fácil direcionar os seus esforços. 2. Comunique-se – Verbal ou escrito, via e-mail ou pessoalmente, o importante é passar para o seu chefe suas ideias, prazos e outras mensagens de forma eficiente. Habilidades de comunicação podem ajudar na sua relação de confiança com o seu superior. Mostre que sabe argumentar, porém mostre-se sempre aberto a novas ideias e opiniões. 3. Faça perguntas – Não hesite em perguntar ao seu chefe e membros da equipe sobre os detalhes do projeto, requisitos ou estratégias possíveis para aplicar em uma nova tarefa. Seu gerente provavelmente vai enxergar você como alguém que agrega valor, como um funcionário interessado, que pensa na empresa e preocupa-se com o resultado. 4. Mostre uma atitude positiva – Alguns dias podem ser um grande desafio ou até muito estressantes, mas a atitude positiva é uma postura obrigatória na construção de uma equipe de sucesso. Mantenhase otimista e encorajador, mesmo nas circunstâncias mais difíceis. Uma atitude positiva pode ganhar o respeito de seu chefe e dos seus colegas de trabalho.

5. Seja um membro da equipe – Os chefes apreciam os profissionais que sabem trabalhar bem com os outros, e principalmente contribuem com a equipe. Os funcionários que alinham suas próprias metas com os objetivos da equipe têm mais possibilidades de chamar a atenção dos chefes. 6. Seja motivado – Os gerentes podem apreciar aqueles que estão motivados com o trabalho, e que acabam motivando os seus colegas. Com certeza você será visto com outros olhos. Nada de pessimismo, negativismo ou lamurias. Olhe para frente com convicção que tudo dará certo. 7. Mantenha suas habilidades atualizadas – Faça cursos, estude, e procure sempre atualizar o seu currículo. Da mesma forma que o mercado evolui, os profissionais também devem se adequar, e os chefes atuais, valorizam profissionais que se esforçam para aprender cada vez mais. 8. Seja flexível – Alterações em sua equipe, objetivos e novos projetos são inevitáveis. Procure ser flexível, e responda a essas mudanças de maneira otimista. Nada de achar, porque está há mais tempo na empresa, por exemplo, que você não precisa se ajustar as mudanças, ou que é melhor do que quem está entrando agora. Nada de ser cabeça dura, seja flexível e procure entender todos os outros pontos de vista. 9. Preste atenção nos detalhes – Os funcionários que prestam atenção nos detalhes conseguem identificar imprecisões, e podem ganhar a confiança do chefe, e consequentemente obter o reconhecimento por seus esforços. O grande diferencial de um profissional de sucesso é exatamente este: Cuidar de todos os detalhes. 10. Seja diferente – Identifique o que te diferencia como profissional, e faça com que esta qualidade seja notada. Seja diferente dos seus colegas de trabalho, e se destaque em seu emprego. Seja inovador, diferenciado, busque fazer a mesma coisa, mas de forma diferente, ou quem sabe fazer coisas diferentes que levem ao mesmo resultado. O que importa é trazer efetividade as suas tarefas, otimizando tempo e recursos.

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adoro comer

DaVI moURa

Três anos de AdoroComer.com Parece que foi ontem que comecei com uma ideia que, a princípio, parecia boba e hoje se tornou a realização diária de um sonho. Se pudesse nomear a coisa que mais gosto de fazer na vida, seria fotografar e falar sobre comida. Todos sabem que não tenho formação acadêmica em Gastronomia ou Nutrição, mas tenho muita paixão no coração (e alguns livros lidos e cursos feitos). A verdade é que sei falar sobre comida, pois adoro comer de verdade, desde sempre. Durante toda esta semana, fizemos promoções para os seguidores do Instagram do blog (@blogadorocomer). Quero agradecer ao Hotel VillaOeste, ao Canacafé, ao restaurante 5.ª Avenida e ao restaurante Tenda por colaborarem com maravilhosos agrados aos meus leitores! Que venha o próximo ano!

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Terraço Grill Conforme prometido, fui ao Terraço Grill e trouxe várias fotinhas do cardápio de lá. Fui maravilhosamente bem recebido e os pratos se superaram um após o outro. O Terraço Grill é aquele típico restaurante que você vai assim que sai do trabalho, para curtir um bom happy hour, encher o bucho, beber uma cervejinha gelada e chegar em casa no ponto para dormir bem feliz! Indico o medalhão, que vem com bacon e molho de mostarda e mel – duas coisas que amo. Foi amor à primeira mordida! Indico demais, sem medo. Toda essa delícia pela bagatela de R$ 22,50. Achei válido, pois a porção é bem grande. Serviço: Terraço Grill – R. Deocleciano Venceslau da Paixão, Nova Betânia, em frente ao Lima’s Buffet. Telefone: (84) 3316-5822.

Tequila El Espolón O que me seduziu, primeiramente, foi o seu rótulo. Como bom publicitário, acabo prestando muita atenção nas embalagens – a da El Espolón é bastante interessante. Uma ilustração abstrata de um esqueleto cavaleiro montado em um galo. Linda! O seu sabor é bem peculiar, dá uma queimação leve ao primeiro gole, mas assim que desce, não dá para sentir mais nada. Ela se assenta melhor que a Cuervo, desce mais redonda. Sobre preço, ela é um pouco mais barata que a Jose, cerca de R$ 10,00 a menos. Vale mencionar que ela é produzida pela destilaria San Nicolas, em Jalisco, no México, famosa por produzir as melhores plantas de agave – e está é feita 100% com agave-azul.

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Dicas para quem mora sozinho – sessão cozinha E lá se foi quase um mês de vida “independente”. É realmente um misto de sensações. Mas tenho que falar a verdade: é na cozinha que passamos a maior parte do tempo. Seja cozinhando quando dá coragem, seja esquentando um sanduíche no micro-ondas quando a preguiça é grande ou até mesmo lavando aquela pilha de louça do dia anterior. Já aprendi mais algumas coisinhas. Hoje, trago uma segunda listinha de coisas que vão ajudar bastante o morador solitário. Acompanhe: - Fez? Coma logo: para começar, tente fazer uma porção individual, não desperdice; - Se for estragar, congele: ainda ocupa menos espaço na geladeira e evita desperdício; - Milho, ervilha e molhos no potinho: assim não há necessidade de guardar em vasilhas e ocupar ainda mais espaço. Ah, também evite os molhos em sachê – se você comer pouco – pois vai acabar sujando a geladeira; - Camarão: dica para a vida, especialmente para quem tem casa pequena. Quando for fazer camarão, ou qualquer outro alimento de cheiro forte, feche as portas dos demais cômodos e abra as janelas e portas que você puder para ventilar o ambiente, para o cheiro não permanecer; - Cuidado com o shoyu: o molhinho de soja que tanto gostamos para acompanhar o sushi tem um teor de sódio elevadíssimo, além de ter um sabor bem marcante. Seja precavido ao usá-lo e saiba adequar bem com outros sabores; - Não tenha pena de dividir sua comida: ocasionalmente você vai acabar ganhando comida. Caso receba visitas, não tenha pena de dividir. Ofereça mesmo; - Não deixe passar mais de uma semana: regra geral para a maioria dos alimentos que você preparar, além de frutas e vegetais. Passou de uma semana, desconfie; - Gelo: jamais espere que aquelas forminhas de gelo dêem conta do recado. Elas são bonitinhas e educadas, mas na hora de fazer uns bons drinks, seu congelador não vai dar conta; - Alho frito em sachê: um alimento coringa! Obviamente que o alho fresco é melhor, mas para dar um gostinho show nas comidas e ainda ser prático, o sachê de alho frito é uma belezura!

Aproveite e acesse o http://blogadorocomer.blogspot.com para conferir esta e outras delícias! 14

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adoro adoro comer comer

Caçarola de mexilhões By chef Angelica Vitalli

INgReDIeNTes • 700g de mexilhões frescos • 400ml de molho de tomate • 1/2 cebola picada • 1/2 pimentão amarelo cortado em Julienne • 1/2 xícara de coentro picado • 2 dentes de alho picado • 1 cabeça de alho-negro • Azeite extravirgem • Sal • Pimenta-do-reino

MODO DE faZeR • Doure a cebola e o alho picado no azeite; • Adicione o molho de tomate e refogue; • Acrescente os mexilhões e o pimentão-amarelo cortado e deixe refogar por 5 minutos; • Acerte o sal e a pimenta do reino; • Adicione o coentro picado e misture bem; • Finalize com o alho negro em lâminas.

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