editorial ao leitor
Luz Própria
N
p4 Entrevista
José Wellington, presidente da Comissão da Verdade da OAB Mossoró, fala das investigações
a última semana, uma estudante mossoroense de apenas 17 anos ficou conhecida nacionalmente após participar do programa global Caldeirão do Hulk. Jéssica Medeiros foi convidada para participar da atração, depois que um olheiro da produção viu um vídeo seu no YouTube, no qual ela finge estar falando com a produção da cantora Paula Fernandes, pedindo para conhecê-la. Quem acompanha toda repercussão de sua aparição em rede nacional, não imagina o quanto foi difícil para a produção do programa convencer a mãe da adolescente, a permitir que ela embarcasse no mesmo dia para o Rio de Janeiro. Cuidadosa e informada, Simone Martins, mãe de Jéssica, temeu ser um trote ou se tratar de uma quadrilha de tráfico de mulheres, pois sabia o risco que a filha corria se caísse nas mãos de pessoas mal intencionadas. Depois de confirmar a veracidade do convite, através da produção da InterTV Cabugi, afiliada da globo no Rio Grande do Norte, a mãe liberou a viagem e a filha realizou seu grande sonho de conhecer a cantora Paula Fernandes e cantar com ela no palco do Caldeirão. Desde a exibição do programa, a menina de longos cabelos pretos e olhos verdes, que chama atenção por sua beleza, e pela notável aparência com a cantora, não para de receber convites dos veículos de comunicação da cidade, e está com suas páginas nas redes sociais “bombando”. Jéssica Medeiros, que desde criança sonha em ser artista, diz que pretende seguir carreira musical e já até está recebendo convites para cantar na noite mossoroense. Confira um pouco mais dessa história. DOMINGO também trás na edição dessa semana um assunto bastante discutido atualmente: o Bullying. A psicóloga da Hapclínica, Julita Sena, ajuda a entender os efeitos provocados por esse mal que atinge toda sociedade e orienta as formas de combatê-lo. Durante toda a semana, a Unidade Mossoró do Serviço Social do Comércio (SESC) apresentará filmes do cinema contemporâneo alemão. A Mostra intitulada “Encontro com o cinema alemão”, é uma das ações realizadas em referência ao ano da Alemanha no Brasil. Durante a Mostra, serão exibidas dez obras com temática voltada para a 2ª Guerra Mundial e para a vida na Alemanha depois de sua unificação. A entrada é franca. Na semana em que se comemora os 50 anos da Ditadura Militar, DOMINGO entrevista o advogado José Wellington Barreto, presidente da Comissão da Memória e da Verdade Anatália de Souza Alves de Melo, criada pela Ordem dos Advogados do Brasil, subseção Mossoró, para investigar os efeitos da Ditadura Militar aqui na cidade. Boa leitura, Nara Andrade.
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Luz própria Jéssica Medeiros, cover de Paula Fernandes, diz que vai seguir carreira musical
Combate ao bullying
Psicóloga orienta sobre como lidar e combater as diversas formas do problema
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Sua carreira
Rafael Demetrius: Como abordar os clientes
Adoro comer
Colunista Davi Moura: Torre de bolinhos de chuva com chocolate
• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – William Robson • Editora – Nara Andrade • Diagramação – Rick Waekmann • Projeto Gráfico – Augusto Paiva • Impressão – Gráfica De Fato • Revisão – Gilcileno Amorim e Stella Sâmia • Fotos – Carlos Costa, Marcos Garcia, Cezar Alves e Gildo Bento • Infográficos – Neto Silva Redação, publicidade e correspondência Av. Rio Branco, 2203 – Mossoró (RN) Fones: (0xx84) 3323-8900/8909 Site: www.defato.com/domingo E-mail: redacao@defato.com Domingo é uma publicação semanal do Jornal de Fato. Não pode ser vendida separadamente.
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Jornal de Fato | DOMINGO, 23 de março de 2014
conto
josÉ NIcoDemos*
(
Coisas da vida
Envie sugestões e críticas para o e-mail: aristida603@hotmail.com
)
A
nos de casado, e a vida ia tão bem. Um dia desentendeu-se com o patrão, homem de temperamento ruim, e foi demitido. O dinheiro que recebeu dos seus direitos trabalhistas, com pouco foi embora, e Vicente sem conseguir um outro emprego. Situação difícil. Então a mulher, Alice, por apelido Licinha, obrigou-se a fazer bolos para as lanchonetes, depois, para festas de aniversário. Era o único meio, como era boa nessa arte, de não deixar faltar nada aos dois filhos pequenos. Trabalhando dia e noite. Vicente sofria com isso; era dele, e só dele, a obrigação de sustentar a família. Amigas a censuram, a Licinha, por causa de trabalhar dia e noite pra sustentar a casa; outras, mais ousadas, ou coisa que o valha, chegavam até a darlhe conselho extremo – “Deixe esse homem, e procure um que possa assumir você com seus filhos, moça e bonita, não lhe será tão difícil; caia fora dele”. Licinha pensava, pensava, pensava, sem no entanto decidir-se. Não tinha essa inclinação.
Mas se deu que veio um dia em que ela, com o marido há tanto tempo desempregado, dentro de casa, vivendo-lhe à custa, mandou que ele ganhasse o mundo e, se quisesse, não voltasse mais.
Mas se deu que veio um dia em que ela, com o marido há tanto tempo desempregado, dentro de casa, vivendolhe à custa, mandou que ele ganhasse o mundo e, se quisesse, não voltasse mais. Nada se lhe dava. Vicente, injuriado, não se fez de rogado; fez as malas, e mandouse para o Amazonas, era o tempo do império da borracha. Só se falava em gente que voltava de lá cheia do dinheiro. Licinha não demorou, e, influenciada pelas amigas mais chegadas. arranjou outro. De boas posses, é verdade, mas dado à bebida. Sempre chegava em casa maltratando-a e aos filhos, a pretexto de tudo e de coisa nenhuma. Momentos de arrependimento, nunca fora tratada assim por Vicente, que ela sabia votarlhe amor de verdade. Nunca tiveram
sequer uma ligeira discussão. Até que afinal, não suportando mais aquela vida de cão, Licinha se decidiu por deixar Cristiano, voltaria a fazer os seus bolos pra sustentar-se e aos filhos. Melhor assim. Coisa aí de dois anos da partida de Vicente, eis que torna ele à cidade, financeiramente bem arranjado. Dinheiro bom ou falso, nunca se soube. Abriu uma grande loja de tecidos, e era só no que se falava. A maior da cidade. Licinha ainda o procurou, arrependida, mas Vicente, homem forte de caráter, apenas garantiu-lhe uma boa mesada, como não seria determinado pela justiça, acaso entrasse com o pedido de pensão de alimento. . Coisas da vida. Ou se quiserem, um exemplo e uma lição.
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entrevista Por Nara Andrade naraandrade@gmail.com
O
advogado José Wellington Barreto, natural do município de Patu, também é geógrafo e escritor. Militante social, é ex-vereador de Mossoró pelo PPS (antigo Partido Comunista Brasileiro), também foi presidente do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN). Hoje, ele ocupa o posto de presidente da Academia Maçônica de Letras do RN (AMLERN), é presidente da comissão da memória e da verdade Anatália de Souza Alves de Melo, criada pela Ordem dos Advogados do Brasil, subseção Mossoró, para investigar os efeitos da Ditadura Militar em Mossoró. O advogado também é secretário geral da Comissão de Direitos Humanos da OAB-Mossoró. José Wellington conversou com DOMINGO sobre a Comissão da Verdade, sua instalação, finalidade, andamento das investigações e homenagens que a OAB pretende fazer às vítimas do Regime Militar. DOMINGO – A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) está investigando crimes cometidos durante a Ditadura Militar, através da instalação de comissões da verdade. Seguindo a tendência nacional da Ordem, a subseção Mossoró da OAB também criou sua comissão. Quando essa comissão local foi criada e de onde partiu a idéia de investigar crimes ocorridos no período em Mossoró? JOSÉ WELLINGTON BARRETO – A comissão foi instituída e instalada pela subsecional da Ordem dos Advogados do Brasil em Mossoró, no dia 12 de julho de 2013. Na verdade, a OAB tem sido, ao longo de toda sua profícua existência, a instituição que mais se preocupou e continua se preocupando com o respeito aos direitos humanos, a liberdade de expressão, o estado democrático de direito e o respeito e fortalecimento da democracia. Nesse giro, a nossa instituição, que lutou muito e participou de todas as lutas em favor do restabelecimento da democracia em nosso País, começando com as eleições diretas em todos os níveis e a elaboração de uma constituição democrática e cidadã, observando que durante o regime militar muitos brasileiros foram perseguidos e até mortos pelo regime ditatorial instalado a partir de 21 de março de 1964, cobrou do Governo Federal a abertura dos arquivos do regime para se saber 4
JosÉ WellINGToN BaRReTo
“Precisamos dizer que em nossa memória esse golpe não se apaga” a verdade do que realmente aconteceu com os brasileiros, principalmente com os líderes políticos, sindicalistas, estudantes, intelectuais, ou seja, todos aqueles que não concordaram com as práticas ditatoriais. O Governo Federal, alegando questões de segurança, não deu acesso aos arquivos da ditadura (não abriu os arquivos do regime) à sociedade; apenas nomeou uma comissão da verdade composta, segundo se comenta, por pessoas de confiança do Governo. A OAB (nacional) não se conformou e podemos até dizer, não confiou nessa comissão e instalou suas comissões paralelas para investigar criteriosamente o que aconteceu com o Brasil e com os brasileiros, durante o regime militar. A idéia de investigar os crimes cometidos pela ditadura em Mossoró partiu da OAB nacional, estadual e local, haja vista que aqui o regime teve destacada atuação, perseguindo, prendendo e até assassinando alguns dos nossos líderes sindicais, dos nossos militantes de esquerda filiados ao PCB, dos nossos intelectuais e muitos trabalhadores. QUAL o objetivo de investigar os crimes? Alguém ainda pode ser punido ou os crimes já prescreveram? O OBJETIVO, em primeiro lugar, é moral; restabelecer a verdade. Os militares cometiam os crimes alegando que
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os comunistas iam destruir o Brasil. Não era verdade. Eles, militares, não aceitavam, como hoje uma parte não aceita, a livre manifestação de pensamento. Eles não aceitavam as reformas que estavam sendo impostas pelo governo de João Goulart e, então, deram o golpe, suspendendo os direitos políticos dos brasileiros e mandando prender e torturar todo mundo. Os crimes praticados pela ditadura são imprescritíveis, são considerados crimes contra a humanidade. Precisamos contar a verdade e punir internacionalmente o Estado Brasileiro, se for o caso. QUEM está responsável pela Comissão da Verdade criada pela OAB subseção de Mossoró? A COMISSÃO é representada por um colegiado composto por membros da própria OAB de Mossoró e por membros consultores representando os diversos segmentos sociais de nossa cidade e região, como Universidade Estadual, através do departamento de História, historiadores como Geraldo Maia do Nascimento, sindicalistas, líderes políticos e sociais, pesquisadores, familiares de ex-presos políticos, além de muitas outras personalidades. ALÉM dos membros pertencentes aos quadros da Ordem, a comissão con-
entrevista ta com a presença de Geraldo Maia. Qual a importância do pesquisador para as investigações? O HISTORIADOR e intelectual Geraldo Maia do Nascimento, bem como os professores drs. Lemuel Rodrigues da Silva, Emanoel Pereira Braz, dr. João Paulo Medeiros, são conhecedores profundos do assunto. São as molas mestras da elaboração final do nosso relatório. A comissão não poderia prescindir da valorosa contribuição desses intelectuais. QUANDO as investigações começaram e quais as fontes utilizadas nas investigações? AS INVESTIGAÇÕES começaram no mesmo dia da instalação da comissão, com o depoimento do ex-bancário e militante do PCB companheiro Luiz Alves, que foi preso e torturado pelo Exército (regime) durante vários meses. Ele suportou as dores físicas e psicológicas da tortura, mas, infelizmente, a sua esposa Anatália de Souza Alves de Melo, não. Ela foi brutamente assassinada nos porões da ditadura lá em Recife (PE). Pelo depoimento de Luiz Alves, a comissão mensurou o quanto a ditadura foi perversa com o povo brasileiro. Os trabalhos estão sendo encaminhados com entrevistas ou depoimentos por parte das próprias vítimas, bem como com o recolhimento de documentos e tudo que possa provar o quanto esses mossoroenses sofreram e lutaram, mesmo assim, para que o Brasil fosse livre de democrático. MUITA coisa já foi descoberta sobre o que aconteceu em Mossoró no período da Ditadura Militar, as vítimas, os tipos de crime cometidos? As investigações continuam ou já foram encerradas? MUITOS crimes foram cometidos e estão provados. A autoria, todos nós sabíamos. O regime militar. As vítimas, também. Muitos foram presos, processados sem direito à defesa, torturados e alguns mortos. Muitos foram destituídos de seus cargos políticos. Muitos foram demitidos dos seus empregos e outros adoeceram pela pressão psicológica de não poder mais conviver com a família, ter um emprego ou continuar defendendo o Brasil. Tudo será devidamente exposto no relatório final que a comissão vai apresentar em breve. POUCO se ouve falar da Ditadura Militar no Rio Grande do Norte e, menos ainda, em Mossoró, tanto que para pessoas com menos de 30 anos esse período da história parece algo distante, principalmente porque nas aulas de história do Brasil não se comenta nada sobre a realidade local. Quais os reais efeitos da Ditadura Militar em Mossoró? EM PRIMEIRO lugar, é oportuno re-
gistrar que o regime oprimia não só os que lutavam pela liberdade através da conscientização política das pessoas. O regime reprimia tudo e censurava a todos. A história, em si, registra realmente muito pouco o que aconteceu no Brasil a partir de março de 64. A comissão tem esse compromisso de esclarecer as novas gerações o que realmente aconteceu e reforçar o papel histórico daqueles brasileiros e mossoroenses que por amor lutaram em defesa do nosso Brasil e do nosso povo. Os efeitos da ditadura em nossa cidade foram cruéis. Inúmeros mossoroenses foram presos e torturados covardemente. Os sindicatos foram fechados e os sindicalistas presos. Destacamos a atuação dos companheiros do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Salineira, os trabalhadores da construção civil, da rede ferroviária, dos bancários, da agricultura, além de vários políticos que tiveram os seus mandatos cassados, os quais destaco Vicente Lopes, Vivaldo Dantas e tantos outros. A ditadura puniu os mossoroenses na questão da formação política das novas gerações, destruiu lares e mentes. MUITAS vítimas do Regime Militar foram identificadas na cidade? O nome delas e a sua história serão revelados de alguma forma? TIVEMOS muitas vítimas. Na velha guarda do Partidão e da luta, destaco José Henrique da Fé, Francisco Guilherme, Francisco Florêncio, Joel Paulista, Vivaldo Dantas, os irmãos Reginaldos, José Andrade do Nascimento, Canário, José de Rosa e tantos outros mais. A partir de 64, posso destacar Vicente Lopes, Luiz Alves, Anatália de Souza Alves de Melo, Luiz Lourival de Gois, Vivaldo Dantas, Cesário Clementino, Olegário Ismael e mais outros inesquecíveis companheiros e companheiras de lutas. MUITAS pessoas foram presas pelo Regime Militar, muitos foram torturados e mortos. Alguns são considerados desaparecidos ainda hoje? AINDA temos desaparecidos. A comissão nacional será informada em breve, quando da elaboração do nosso relatório. O QUE a OAB Mossoró pretende fazer com as informações coletadas pela comissão? A OAB-Mossoró, através da sua comissão e com a presença importante do nosso presidente dr. Aldo Fernandes, pretende remeter o relatório à OAB estadual, que por sua vez deverá enviá-lo à nacional. Todas as informações serão elencadas cronologicamente e com respaldo nas investigações. A comissão nacional deverá elaborar um relatório global e nós estaremos em Brasília (DF), quando as providências
serão encaminhadas ao Governo Federal, Congresso Nacional, Judiciário e às instituições internacionais políticas e defesa dos direitos humanos. NA ÉPOCA da Ditadura, políticos também foram alvo dos militares, muitos tendo seus mandatos cassados. Em Mossoró, aconteceram muitos casos desse tipo? MUITOS. O regime focava as suas luzes na atuação dos políticos (comunistas). Em Mossoró, por exemplo, o companheiro Vicente Lopes (já falecido) foi eleito vereador e presidente da Câmara Municipal. No dia de sua posse, o Exército foi à casa dele e o arrastou dos seus aposentos e o levou preso para o cárcere em Natal e depois em Recife. A COMISSÃO pretende homenagear as vítimas da ditadura e propôs uma sessão magna na Câmara dos Vereadores de Mossoró. A sessão será realizada? Já tem data, local e horário? Como essas pessoas serão homenageadas? A COMISSÃO sugeriu ao presidente da Câmara Municipal de Mossoró, vereador Alex Moacir (PMDB), a realização de uma sessão solene em homenagem aos perseguidos durante o regime. Sugiremos também que, simbolicamente, a Câmara Municipal, através de resolução de sua mesa, restabeleça os mandatos dos vereadores e suplentes que tiveram arbitrariamente os seus mandatos e direitos políticos cassados. Em breve, teremos essa importante sessão que, historicamente, reconhecerá a importância da luta desses bravos mossoroenses. O presidente Alex Moacir, que recebeu o pedido da OAB de Mossoró, nos garantiu a realização da sessão agora para o início de abril. A Câmara e a OAB estão nos acertos finais sobre a organização da sessão. Com absoluta certeza, essas personalidades terão o reconhecimento oficial de nossas instituições. Todas elas são merecedoras da nossa gratidão porque enfrentaram um regime cruel que não respeitava nada. Nem mesmo o nosso bem maior, que é o direito à vida. O SENHOR poderia listar o nome das vítimas do Regime Militar em Mossoró encontradas pela comissão? AGORA neste mês de março (dia 21), completa-se 50 anos do golpe militar de 64. Precisamos dizer que em nossa memória esse golpe não se apaga. Quase todos os perseguidos já se foram. Mas, temos ainda alguns vivos, como Luiz Alves e o jornalista Rubens Coelho. Agora, as famílias, sim. Todas estão convidadas a comparecer à comissão e se farão presentes à sessão da Câmara, assim como quando da apresentação e leitura do relatório da comissão da memória e da verdade Anatália de Souza Alves de Melo.
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Ela tem luz própria Estudante mossoroense cover de Paula Fernandes vai parar no palco do Caldeirão do Hulk, conhece a cantora e afirma: “Quero seguir a carreira musical”
)) Jéssica
Medeiros se diverte com a repercussão inesperada de sua participação no programa global 6
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antar, ela canta desde pequena e a família logo viu que ela tinha talento, mas deixou a menina de cabelos pretos e olhos verdes, que chama atenção por onde passa com sua beleza e gestos delicados, à vontade para decidir que caminho gostaria seguir. A mãe, Simone Martins de Medeiros, lembra que, mesmo sem ser estimulada por ninguém, Jéssica Medeiros, que hoje está com 17 anos, desde pequena ela sonha em ser artista. “Ela ficava vendo aquele programa Gente Inocente, da Globo, e ficava fingindo que estava com um microfone cantando de frente para a TV, e a gente via que ela tinha a voz bonita. Ela também sempre cantava no coral da Igreja São Pedro, que a gente freqüenta”, comenta. O tempo foi passando, e já na adolescência os amigos e outras pessoas começaram a compará-la com a cantora Paula Fernandes, devido à notável aparência
e ainda pela semelhança da voz. “Comecei a gostar do trabalho dela (Paula Fernandes) há cinco anos, mais ou menos, e comecei a fazer cover dela em apresentações em feiras culturais do Colégio das Irmãs, onde eu estudava, e também do Maristela, onde estudo hoje. Até que um dia, um amigo meu teve a idéia de gravar um vídeo e postar no YouTube, em que eu fingia estar falando com o pessoal da produção da Paula Fernandes pedindo para conhecê-la. Ele postou o vídeo naquele tempo, e no mês passado um olheiro viu, achou interessante, mostrou para Luciano Hulk e ele pediu para me levarem para lá”, conta. Jéssica Medeiros fala que a produção do programa entrou em contato com o seu amigo, que é o dono da conta no YouTube, e pegou seus contatos. No entanto, não foi tão fácil convencer a mãe da menina que era a produção do Caldeirão que estava telefonando. Simone Martins, bem informada sobre os riscos existen-
tes, teve medo de o contato ter partido de uma quadrilha de tráfico de mulheres, e precisou de confirmações para acreditar na história. “Eu procurei a produção da InterTVCabugi, em Mossoró, que entrou em contato com a produção da TV em Natal, e foi aí que a história foi confirmada e eu permiti que ela viajasse para o Rio de Janeiro. Eles me ajudaram muito”, comenta. A cover de Paula Fernandes de Mossoró viajou no mesmo dia, acreditando que iria participar de um concurso de covers, mas chegando lá acabou conhecendo a cantora e cantando junto com ela no palco do programa. CARREIRA MUSICAL Jéssica diz que foi a realização de um sonho, principalmente, por ter ouvido da própria cantora que ela deveria seguir carreira musical, por ter uma voz muito bonita.
)) Jéssica Medeiros no momento em que realizou o sonho de conhecer Paula Fernandes Jornal de Fato | DOMINGO, 23 de março de 2014
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)) Cover mossoroense de Paula Fernandes canta no palco do Caldeirão do Hulk, junto com a cantora
E é isso mesmo que Jéssica Medeiros pretende fazer. Ela diz que gosta de cantar músicas da Paula Fernandes, mas canta também sucessos de outras cantoras, como Cláudia Leite, por exemplo. “Eu pretendo, sim, investir na carreira musical, continuar cantando, se aparecer oportunidade”, ressalta. E as oportunidades começaram a apa-
)) Desde os 12 anos, Jéssica fazia cover da cantora em apresentações escolares 8
recer. Na última sexta-feira, ela participou de uma apresentação com o cantor Pedro Costa, no Seléct Nouveau, barzinho bastante conhecido da noite mossoroense. A grande repercussão da participação no programa não era por Jéssica Medeiros, que desde o sábado, 15, quando o programa foi exibido, não parou de ser procurada por veículos de comunicação mossoroenses, e também não está conseguindo dar conta de acompanhar todas as notificações de suas páginas nas redes sociais, de pessoas parabenizando, publicando fotos de sua apresentação e comentários sobre sua apresentação. “Os recados não param de chegar”, diverte-se a adolescente. A mãe de Jéssica também não esperava tanta repercussão e diz estar muito emocionada com tudo que está acontecendo com sua filha. “Eu sempre me emociono ouvindo ela cantar, mas o dia que me emocionei mais foi quando ela cantou com o bispo dom Mariano Manzana, quando ele esteve presente na Igreja São Pedro. Essa repercussão toda veio só para confirmar a minha certeza em relação ao seu talento”, enfatiza Simone Martins. Simone, que também é mãe de um menino de 10 anos, diz que apoia a escolha da filha de seguir a carreira, mas
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diz que vai estar sempre presente. “O irmão dela já está demonstrando ter talento para a música também. Acho que isso é genético, pois minha mãe gostava muito de cantar na igreja, ela adora cantar, e os tios de Jéssica gostam de tocar violão; então, deve ser”, frisa. O apoio não vem só da mãe. Toda a família está orgulhosa e apoiando a adolescente, que vai começar a fazer aulas de violão, já que ganhou o instrumento de um de seus tios depois de sua participação no programa. Jéssica também diz que pretende tentar uma vaga ao Conservatório de Música da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Mesmo empolgada com todos os acontecimentos, Jéssica Medeiros diz que não vai deixar de focar também nos estudos. Ela, que cursa o 1.º ano do ensino médio, diz que pretende conciliar a carreira musical com os estudos para seguir carreira também na área da saúde. Assim como a maioria dos adolescentes de sua idade, ela ainda não decidiu para que curso deve prestar vestibular nos próximos anos, mas sabe que é ou Nutrição ou Enfermagem. “Eu quero conciliar a música com meus estudos e pretendo me formar na área da saúde também, independente da carreira musical”, conclui.
Alerta
Combatendo o
bullying
Psicóloga fala dos efeitos provocados na vida das pessoas e orienta como combater o problema que atinge toda sociedade
T
odas as pessoas, ou pelo menos a maioria, já teve algum apelido na infância. Alguns eram apelidados com nomes considerados bonitinhos, como diminutivos do próprio nome, ou por alguma característica de sua personalidade ou físico. No entanto, para muita gente, o apelido era algo negativo, por chamar atenção para características consideradas como defeito, como no caso de pessoas gordas, ou magras demais, baixinhas ou as mais altas da turma, ser gago, tímido ou mesmo o fato de usar óculos, eram e ainda são utilizados para brincar e algumas vezes para envergonhar, agredir essas pessoas. Durante muito tempo, essas brincadeiras, apesar de consideradas maldo-
sas, passavam despercebidas por pais, responsáveis e educadores, que não reconheciam os danos que uma simples brincadeira de infância poderia causar àquela criança, deixando marcas por toda a vida, influenciando no seu comportamento e relacionamento com os demais indivíduos do seu círculo social. Hoje em dia, no entanto, esse é um assunto que ganhou destaque e que chama cada vez mais atenção das famílias, e principalmente dos educadores. Denominadas como bullying, essas agressões passaram a ser combatidas e ter as causas e efeitos estudados, por educadores, sociólogos, e profissionais da área da saúde, como psicólogos. Bullying é um termo novo, que denomina um problema antigo. De acordo
com a página da internet, Significados. com.br, Bullying é a prática de atos violentos, intencionais e repetidos, contra uma pessoa indefesa, que causa danos físicos e psicológicos. O termo vem do inglês (bully) que significa tirano, brutal. A violência é praticada por um ou mais indivíduos, com o objetivo de intimidar ou agredir a vítima. O bullying geralmente é feito contra alguém que muitas vezes não consegue se defender e não entende os motivos daquela agressão gratuita. A vítima geralmente teme os agressores, por serem violentos e opressores. DOMINGO conversou com a psicóloga da Hapclínica, Julita Sena, que explicou que esse é um problema que pode ser encontrado em qualquer ambiente, ou seja, na rua, na escola, na igreja, no clube, e muitas vezes é praticado por pessoas dentro da própria casa da vítima. “Não existe espaço específico para que isso aconteça. O bullying ocorre entre pessoas e onde há relação humana, há a possibilidade dessa ocorrência”, frisa. Para a especialista, uma brincadeira entre colegas de escola pode ser considerada bullying, quando passa para a agressão física e/ou verbal, podendo deprimir a vítima. Julita Sena elenca alguns dos efeitos provocados pelo bullying. “É muito provável que a pessoa passe a levar em consideração o que so-
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Alerta fre, muitas vezes acreditando e encontrando coerência no que ouve e vive, entrando em concordância com o agressor. Chega a se isolar, se depreciar, e consequentemente mais temeroso e ansioso. Além de carregar as lembranças do bullying por toda vida, tornando-se adultos com sentimentos negativos e baixa autoestima”, afirma. Outros sintomas apresentados pelas vítimas do bullying são: As pessoas agredidas pelo bullying apresentam alguns sintomas como o distúrbio do sono, problemas de estômago, transtornos alimentares, irritabilidade, depressão, transtornos de ansiedade, dor de cabeça, falta de apetite, pensamentos destrutivos, como desejo de morrer, entre outros. Em muitos casos, as vítimas recorrem à terapia para amenizar as marcas deixadas pela agressão. No Brasil, o bullying é traduzido como o ato de bulir, tocar, bater, soquear, zombar, tripudiar, ridicularizar, colocar apelidos jocosos, colocar em dúvida a masculinidade ou feminilidade da vítima, são as práticas mais comuns. Julita Sena também fala das principais formas de bullying. Segundo a psicóloga da Hapclínica, hoje em dia se fala muito no bullying nas escolas (entre crianças e adolescentes). Entretanto, corresponde a algo que pode de fato acontecer em qualquer lugar, como escolas, universidades, ambientes de trabalho. Para a justiça brasileira, o bullying está enquadrado em infrações previstas no Código Penal, como injúria, difamação e lesão corporal. Ainda não existe uma lei que puna os agressores com o devido merecimento. Para combater as diversas formas desse mal que atinge a sociedade, a especialista afirma que a presença de adultos e pessoas emocionalmente estáveis para conter essas situações é imprescindível. “É preciso atentar, não apenas para aquele que sofre o bullying, mas também para quem aplica. A iniciativa de agredir alguém, procurando humilhá-lo em busca de satisfação própria, pode falar de algo que não estar bem no sujeito. Esses agressores geralmente vêm de famílias desestruturadas, onde os relacionamentos afetivos são mais extintos; enquanto as vítimas correspondem quase sempre a pessoas pouco sociáveis, as quais pouco ou nunca reagem às agressões. Essas duas demandas precisam ser trabalhadas e acolhidas”, enfatiza. “Sou uma vítima do bullying” Tímida, a dona de casa de 34 anos, formada em Administração de Empre10
sas, quase não fala, e quando fala alguma coisa quase não dá para ouvir sua voz de tão baixa. Casada e mãe de dois filhos, ela aceitou falar com a DOMINGO, na condição de não ter sua identidade revelada. A dona de casa que se formou há mais de 10 anos, diz que nunca exerceu sua profissão, e nem chegou a trabalhar por muito tempo nas empresas pelas quais passou. “Sempre fui muito tímida, fazia de tudo para não ser notada, nunca gostava de apresentar trabalhos na época de colégio e de faculdade, era um sofrimento para mim. Tudo porque durante minha infância e adolescência tinha tudo que me fazia alvo das brincadeiras da turma. Era gordinha e tinha espinhas no rosto, e ainda tive que usar óculos. Qualquer coisa que eu fazia diferente, o pessoal do colégio achava um jeito de me perturbar, com brincadeiras maldosas. Geralmente voltava para casa chorando, mas chorava escondida dos meus pais”, conta. Durante muito tempo, a dona de casa afirma que ficou isolada, falando apenas com duas ou três pessoas da sala de aula. E apesar de sempre ter tirado boas notas, tanto no período de escola como durante a faculdade, decidiu não se dedicar à profissão que escolheu. “Eu não conseguia falar nada em pú-
)) Psicóloga da Hapclínica, Julita Sena
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blico. Cheguei a faltar entrevistas de emprego e depois desisti de procurar. E na minha vida pessoal também não foi diferente, nunca fui a festas, só aniversários de pessoas da família, e mesmo assim não gostava porque toda vez que eu ia comer alguma coisa, todo mundo falava que eu ia engordar mais, e isso me deixava muito mal. Nunca namorei antes de conhecer o meu esposo. E demorou quase um ano para eu aceitar namorar com ele, que conhecia desde os tempos de faculdade, mas só começamos a namorar dois anos depois da formatura”, fala. A dona de casa conta que a timidez só aumentou com as constantes brincadeiras dos colegas de classe. “Por causa disso, nunca eu quis festa de quinze anos, de formatura e nem mesmo de casamento. Minha família queria fazer uma festa, mas eu preferi que fosse só no civil. Também não gosto muito de tirar fotos, mesmo tendo emagrecido, e estando com a pele mais limpa. Hoje faço análise para controlar a ansiedade que sinto quando estou em locais públicos, como restaurantes, lojas e supermercados. Sempre acho que estão olhando para mim. Também tomo remédio para dormir, porque meu sono é muito conturbado. Sou uma vítima do bullying e cuido para que meus filhos não passem o que eu passei”, conclui.
Cultura
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)) Filme Sonnenallee abre mostra de cinema alemão
Mostra de
cinema
alemão Exibição de obras da cinematografia contemporânea alemã é uma das ações do ano da Alemanha no Brasil (2013-2014)
omeça nesta segunda-feira, 24, a mostra “Encontro com o cinema alemão” na unidade de Mossoró do Serviço Social do Comércio (SESC). A abertura oficial acontece às 18h15, com uma breve palavra seguida pela exibição do primeiro filme, intitulado “Sonnenallee”, previsto para começar às 18h30. Após o filme, será promovido um bate-papo sobre a obra, dirigida por Leander HauBman, que tem classificação indicativa para 14 anos. A mostra de cinema vem acontecendo desde o último dia 11, entre as unidades do Sesc-RN. Além de Mossoró, e em Natal, onde a mostra teve início, os filmes da cinematografia contemporânea alemã também serão exibidos nas unidades do Sesc de São Paulo do Potengi, Caicó, Macaíba e Nova Cruz. O “Encontro com o cinema alemão” está sendo promovido pelo Sesc em parceria com o Goethe Institut. Durante a mostra, o cinema contemporâneo da Alemanha será representado em dez produções audiovisuais, exibidas gratuitamente. A abertura oficial da programação no Estado aconteceu no auditório do Sesc Centro (Natal), e contou com um bate-papo com Gianfranco Marchi e Nelson Marques, ambos do Cineclube Natal, além da presença do cônsul da Alemanha no Brasil, Axel Ferrano Geppert. Temas como Segunda Guerra Mundial e a vida na Alemanha Oriental após a unificação do país são os motes das películas alemãs, produzidas entre o fim do século 20 e início do 21. Em cartaz, estarão filmes como “Adeus, Lenin” (2003), “Berlin is in Germany” (2001) e “Yella” (2007), com faixas etárias que variam entre 12 e 14 anos. SOBRE A MOSTRA “Encontro com o cinema alemão” brinda o público com dois temas de grande impacto na história do País: a Segunda Guerra Mundial e a vida na Alemanha Oriental com a unificação do país. Esse recorte proporciona conhecer, por intermédio da ficção, aspectos da vida cotidiana alemã, levando os espectadores a refletir sobre uma infinidade de questões sociais e humanas em detalhes normalmente esquecidos, apagados em filmes de maior divulgação no cenário da cinematografia mundial. Uma abordagem apropriada para uma ação do calendário do ano da Alemanha no Brasil (2013-2014), pois permite conhecer a produção cinematográfica con-
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Cultura temporânea da Alemanha. PROGRAMAÇÃO A técnica Hilana Bernardo, especializada em Cultura do Sesc, adianta a programação da semana de exibição de filmes. Como já foi dito, em Mossoró a mostra será aberta com a exibição do filme “Sonnenallee”, de 1999, com 94 minutos de duração. A partir da terça-feira, 25, serão exibidos dois filmes por dia. Às 16h, será exibido “A vida é um canteiro de obras”, de 1997, de 118 minutos, dirigido por Wolfgang Becker, com classificação indicativa para 16 anos. E às 19h, o filme será “Berlin is in Germany”, lançado em 2001, com 90 minutos, dirigido por Hannes Stöhr, e indicado para pessoas a partir dos 14 anos. Na quarta-feira, 26, será exibido, às 16h, o filme “Nenhum lugar para ir”, de 1999, e 100 minutos de duração. A obra é dirigida por Oskar Roehler e tem classificação indicativa para os 14 anos. Também, na quarta-feira, será exibido “Adeus Lenin!”, de 2003, e 120 minutos de duração; a obra é dirigida por Wolfgang Becker, e classificação 12 anos. Na quinta-feira, 27, às 16h, haverá a exibição de “4 Dias em maio”, lançada em 2011. A obra tem 95 minutos e é dirigida por Achim Von Borries, classificada para 14 anos. E às 19h, será apresentado “Yella”, de 2007, com 88 minutos, e dirigido por Christian Petzold, com classificação indicativa para 14 anos.
)) “Adeus Lenin” está entre os dez filmes que serão exibidos
Já, na sexta-feira, 28, serão exibidos três filmes. A mostra abre às 14h, com “Bem-vindo à Alemanha”, de 2010, e 95 minutos. Dirigido por Yasemin Sandereli, e classificação indicativa para 12 anos. Às 16h, será exibido “Todos os outros”, de 2008, com 119 minutos, dirigido por Maren Ade, indicado para 14 anos. E às 19h, “O que permanece”, filme de 2012, com 88 minutos, dirigido por Hans-Christian Schimid, classificação indicativa para 12 anos.
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Filmes serão exibidos durante toda a semana no Sesc Mossoró
)) Mostra conta duas obras assinadas pelo diretor Wolfgang Becker 12
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sua carreira
Rafael DemeTRIUs
Como abordar os clientes
A
abordagem ou recepção do consumidor é primeiro momento de interação do cliente com a empresa. É a oportunidade de ouro que a empresa tem para causar uma ótima primeira impressão. É hora em que ficam frente a frente vendedor e comprador, e qualquer deslize nesse primeiro contato poderá colocar a perder uma ótima oportunidade de negócio. Essa interação entre o cliente e a empresa é chamada de momento de verdade. Momento de verdade é todo e qualquer episódio no qual o cliente entra em contato com a empresa e obtém uma impressão de seus serviços. Essa impressão pode ser positiva ou negativa dependendo da imagem que o cliente terá de você e de sua empresa. A abordagem é um momento tão delicado e importante no atendimento, que separamos nossa coluna de hoje apenas para ajudar você atendente ou vendedor a fazê-la da forma adequada. Esteja de olhos bem abertos às dicas desta semana e coloque-as em prática no seu dia a dia. x
Cuide da aparência – Tenha uma aparência de sucesso. Vista-se bem e use roupas que combinem com seu ramo de negócio. Aparente a realidade de seu cliente. Não adianta se vestir socialmente para vender produtos de praia, nem se vestir de forma casual para trabalhar em um banco. Verifique se a empresa disponibiliza fardamento. Mantenha-o limpo e bem engomado. Procure usar o crachá de identificação, e tenha sempre seu cartão de visitas à mão. Cuidado com os excessos de maquiagem para as mulheres e barba sempre feita para os homens. Tenha ainda cuidado com o cabelo, que deverá estar sempre limpo, arrumado e penteado. Postura de campeão – Tenha uma postura de vencedor. Alegre, disposto, feliz por ter um trabalho que mantém a sua casa e sua família. Seja sempre acessível, não se esconda na loja, fique sempre em um lugar visível aos olhos do cliente. Procure receber o seu cliente na porta da empresa, muitas vezes ele andou quilômetros para visitá-lo, nada mais justo que dar pequenos passos para recepcioná-lo. O Sorriso e a postura corporal representam mais que palavras. Por isso, use gestos simples, agradáveis, educados e sinceros.
Fuja do “posso ajudar” – Fuja do convencional, não aborde o cliente com palavras negativas dos tipos “pois não”, “posso ajudar”. Saiba que quem precisa de ajuda, procura a polícia, bombeiros, hospital etc.. Cumprimente o cliente com um caloroso “bom dia, boa tarde ou boa noite”, e diga: “Seja bem-vindo a...” Apresente-se, diga seu nome e função, entregue seu cartão de visitas se for o caso, e pergunte o nome do cliente. Se a sua empresa disponibilizar, ofereça água, café e similares. O próximo passo é iniciar o diagnóstico, que será o tema que abordaremos no próximo domingo, 21, e que mostrará como identificar o que o cliente deseja comprar. Esteja em harmonia – Demonstre harmonia, melodia e ritmo. Como em uma música, na venda tudo tem de estar em sincronia. Sua aparência precisa estar em harmonia com o que está falando e vendendo. Você deve escolher as palavras certas para dizer ao cliente (isso é melodia). E o ritmo da abordagem é o que dará o tom da venda – não acelere demais nem seja lento na frente dele, procure andar no ritmo do cliente. Não seja um “vendedor chiclete” que anda “pregado” ao cliente durante todo o atendimento. Não é preciso ficar tocando no cliente, dando tapinhas, abraços ou empurrando-o para dentro da loja. Lembre-se de que algumas pessoas odeiam ser tocadas. Muitas vezes, um sorriso agradável com um movimento de corpo gera mais resultado que um aperto de mão. Você é a sua marca – O cuidado com a aparência e a maneira como você aborda o cliente são essenciais. Aos olhos de seus clientes, você deve ser uma pessoa atualizada e conhecedora do seu ramo de trabalho. Além do cuidado com a aparência física, o seu marketing pessoal deve ser estendido ao mundo virtual, por isso, cuidado com o que você revela na Internet. Quem confiaria, por exemplo, no serviço de um médico que coloca fotos no Facebook em que está passando mal de tão embriagado? Cuide da sua imagem, e de como as pessoas falam de você, ela é a sua melhor marca. Acompanhe seu cliente – Pergunte ao cliente se ele foi bem atendido por você, e se gostou do seu produto/serviço. Isso dará ao cliente a confiança para continuar comprando com você. Se a experiência foi agradável, exponha publicamente as respostas positivas. Se for ruim, também aprenda com as críticas, assim você identificará pontos de melhoria e aperfeiçoará seu trabalho. Encare os erros como oportunidades de aprendizado. Toda ação gera um resultado, que às vezes é ruim e muitas vezes até desagradável, mas não encare isso como o fim do mundo, sim como uma chance de melhorar sua forma de atender. Decisão – Agora é com você. Escolha entre recepcionar profissionalmente ou de forma amadora os seus clientes. Essa decisão fará toda a diferença para a sua imagem e a de sua empresa.
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adoro comer
DaVI moURa
Os açaís criativos do Açaí Prime
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Os sócios do Açaí Prime resolveram mudar a rotina e apresentar um produto com uma roupagem totalmente nova – inclusive com modificações na receita. Para começar, eles mesmos dizem que “até quem não gosta de açaí vai se arriscar a provar este aqui”. De fato, pude presenciar. O produto é realmente muito bonito, o que acaba seduzindo o consumidor. O cardápio é variado, mas os pratos principais são focados nos tipos de açaí, nas tapiocas e nos sanduíches servidos no pão árabe. Um dos campeões de vendas é o que leva o morango como ingrediente principal. O chantilly também é utilizado entre suas camadas. A forma de montagem é bem interessante, intercalando camadas de açaí com fruta e chantilly. O sabor é suave e o visual é incrível! O Açaí Prime fica na Av. Rio Branco, em frente à Praça dos Esportes. O telefone é (84) 8701-7412.
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As tortas salgadas da Frota A Frota já faz parte da história de Mossoró. Falar sobre seus produtos é sempre um prazer. Suas tortas salgadas apresentam os recheios mais variados, envolvendo frango, salsicha, carne, calabresa e até uma ousadia de quatro sabores. Destaque para a torta italiana: com recheio de salsicha e uma divertida decoração com pimentões coloridos, é um prato excelente para ser servido em diversas ocasiões. Cai bem do café da manhã ao jantar. Sua versatilidade ainda a permita ser servida como prato principal no almoço. O recheio é generoso e, por a torta ser alta, o seu corte fica bem apresentável. Vale lembrar que muita gente adora salsicha, então vai agradar uma boa parte do público. Visite: Rua Jornalista Jorge Freire, 50, Nova Betânia e a filial no Boulevard Central, Loja 60 – Mossoró. Telefones: (84) 3316-3883 | (84) 3316 – 6841.
UP Lanches Antes do Carnaval, recebi um Whats do querido Calixto Neto. Durante a conversa, ele me informou que abriu o seu próprio empreendimento gastronômico do segundo piso do Centro Comercial Caiçara, no centro de Mossoró, pertinho da Praça do Relógio/Codó. Algumas semanas depois, visitei o local, conversei mais um pouco com Calixto e fiz umas fotos das comidinhas. São lanches rápidos e práticos, como coxinhas, tapioca com cafezinho, empadas, sucos e o já conhecido bolo de chocolate. A UP Lanches está aberta há poucos dias e pode ser uma opção para quando a fome apertar durante o seu passeio ao centro da cidade.
A copa da Doces e Salgados Em ritmo de Copa do Mundo, a Doces e Salgados lança uma nova promoção que promete ser um grande sucesso. Assinadas pela Ideia Publicidade, a campanha já está nas ruas, chamando atenção do público e despertando o interesse em participar das ações, que tem como parâmetro o maior evento futebolístico do mundo, realizado no Brasil a partir do dia 12 de junho. A Doces e Salgados sorteará 11 camisas oficiais da Seleção Brasileira, sendo uma em sua fan page, www.facebook.com/ docesesalgados_ e as demais a partir de sorteios no próprio espaço gastronômico. Todas as informações referentes à premiação estão disponíveis nos outdoors espalhados pela cidade e também na página da Doces no Facebook. Vamos participar!
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Kaline Melo e a Inbody Super dica da nutricionista sobre uma máquina que vai revolucionar os atendimentos em nutrição: a InBody 230. A InBody possibilita realizar um exame para avaliar a composição corporal. A condução dessa corrente será mais rápida quanto maior for a quantidade de massa muscular, pois essa possui água e eletrólitos. Já a gordura possui maior dificuldade de permitir a passagem dessa corrente. A quantidade de fluxo de corrente determinará a quantidade de gordura e de massa isenta de gordura. Os valores também são estimados através de cálculos matemáticos. A composição corporal é calculada levando-se em conta a resistência da corrente, sexo, idade e altura. Vale experimentar!
Aproveite e acesse o http://blogadorocomer.blogspot.com para conferir esta e outras delícias! 14
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adoro adoro comer comer
Torre de bolinhos de chuva com chocolate Por chef Paulo Rabello
INGReDIeNTes • 2 ovos • 1 colher de sopa de margarina • 1/2 xícara de chá de açúcar • 1 colher de café de essência de baunilha • 2 xícaras de farinha de trigo • 1/2 xícara de farinha de amêndoa • 1/2 xícara de leite • 1 pitada de sal • 1 colher de café de fermento em pó • 1 litro de óleo para fritar • 250g de chocolate ao leite • 100g de creme de leite • 2 colheres de sopa de amêndoas em lâminas
MODO DE faZeR • Bata o açúcar com a manteiga, ovos e a baunilha até que fique cremoso; • Depois acrescente a farinha, sal e o leite, bata bem. Por último acrescente o fermento e misture, deixe descansar por dez minutos antes de fritar em óleo quente. Os bolinhos vão virando sozinhos na medida em que vão ficando prontos; • Para o ganache, derreta o chocolate no micro-ondas por 1 minuto acrescente o creme de leite e bata bem. Montagem: • Coloque os bolinhos um por cima do outro fazendo uma torre e derrame o chocolate por cima depois salpique as amêndoas.
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