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Revista de Domingo nº 642

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editorial ao leitor

Imperador do Sertão

C

Entrevista

Boa leitura, Nara Andrade

p4 Novo diretor pedagógico do Colégio Diocesano fala do desafio de conciliar tradição e modernidade

om a morte trágica do cineasta e documentarista Eduardo Coutinho, no último dia 2, DOMINGO relembra um de seus importantes trabalhos, o documentário “Teodorico, o imperador do sertão”, sobre o político potiguar, Theodorico Bezerra, deputado federal e presidente do Partido Socialista Brasileiro (PSB), um dos últimos coronéis vivos do Nordeste. O documentário que foi ao ar em 1978, em um Globo Repórter, é narrado pelo próprio Major Theodorico, como era conhecido. O professor de História do Rio Grande do Norte da Universidade do Estado do RN (UERN), Lemuel Rodrigues, conversou com DOMINGO sobre quem foi esse personagem da história do nosso estado, seu domínio na região da sua cidade natal, Santa Cruz/RN e o comando do moradores da Fazenda Irapuru, que funcionava como uma espécie de feudo. Também nesta edição, a vida e a arte dos artistas de rua. Andarilhos por opção, que enfrentam as dificuldades de viver nas ruas na busca da sensação de liberdade. Outro destaque desta edição é o alerta feito por um otorrinolaringologista sobre os riscos do uso constante de hastes flexíveis. E para surpresa de muitos, ele afirma: cera de ouvido não é sujeira. Na sessão de entrevista o novo diretor pedagógico do Colégio Diocesano Santa Luzia (CDSL), Washington Barros, fala do desafio de conciliar tradição e modernidade.

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Imperador do Sertão

Político potiguar Theodorico Bezerra foi personagem de um documentário do cineasta Eduardo Coutinho

Cidadão do mundo

Andarilho fala da opção de viver na rua, da sua arte, das dificuldades e do preconceito das pessoas

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Sua carreira

Rafael Demetrius: 10 maneiras de lidar com clientes difíceis

Adoro comer

Colunista Davi Moura: Cestinha de atum

• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – Wil­liam Rob­son • Editora – Nara Andrade • Dia­gra­ma­ção – Rick Waekmann • Projeto Gráfico – Augusto Paiva • Im­pres­são – Grá­fi­ca De Fa­to • Re­vi­são – Gilcileno Amorim e Stella Sâmia • Fotos – Carlos Costa, Marcos Garcia, Cezar Alves e Gildo Bento • In­fo­grá­fi­cos – Neto Silva Re­da­ção, pu­bli­ci­da­de e cor­res­pon­dên­cia Av. Rio Bran­co, 2203 – Mos­so­ró (RN) Fo­nes: (0xx84) 3323-8900/8909 Si­te: www.de­fa­to.com/do­min­go E-mail: re­da­cao@de­fa­to.com Do­min­go é uma pu­bli­ca­ção se­ma­nal do Jor­nal de Fa­to. Não po­de ser ven­di­da se­pa­ra­da­men­te.

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conto

josÉ NicoDemos*

(

A dor aliviada

Envie sugestões e críticas para o e-mail: aristida603@hotmail.com

)

O

ssol descambava para a tarde. Dali a pouco, três horas, a mãe seria levada a enterrar. Dos filhos, seis, Severiano era o único que não vertia uma lágrima. Entretanto, um ar sombrio, menos de tristeza que de meditação. De vez em quando, passavalhe a mão pela testa, amarelada, de um amarelo terroso. Rigidez fria. Transcendentalmente fria. Cochichavam que Severiano era um homem sem sentimento, que não botava uma lágrima pela mãe morta. Abandonada pelo marido, com seis filhos pequenos, dona Inácia sofrera muito para criá-los, empregada doméstica. Nas horas vagas, lavando roupa para fora. Vida apertada. Sem auxílio de ninguém. Só no mundo com os filhos. Ainda bem que o destino lhe concedera ver os filhos adultos, antes que um câncer no colo do útero a matasse. Não cansava de dizer. . Aos onze anos, Severiano arranjou um emprego de zelador na biblioteca municipal, pela mão de sua professora no grupo escolar, compadecida. Aí lhe nasceu o gosto da leitura. Guardara pa-

Guardara para sempre, na memória, isto de Lima Barreto: “A vida deve ser uma vitória. Quando, porém, não se pode conseguir isto, a Morte é que deve vir em nosso socorro”.

ra sempre, na memória, isto de Lima Barreto: “A vida deve ser uma vitória. Quando, porém, não se pode conseguir isto, a Morte é que deve vir em nosso socorro”. E era justamente nisto que refletia, de olhos secos, no entanto tristes, ali postado ao pé do caixão. A repassar, na memória, toda a vida de sofrimento da pobre mãe. O marido, que a deixara com seis filhos pequenos, alcoólatra, a espancava, como a um bicho xucro. Na presença dos filhos, aflitos. Agarrados às pernas dele, chorando. O bruto não se comovia. No fim, aquele câncer sem cuidados médicos, além do diagnóstico de uma

clínica do governo. Nunca conseguira um internamento. Nunca havia leito disponível. Dores horríveis, a ponto de ela, dona Inácia, rogar a Deus que a levasse logo. Não suportava mais. Três da tarde, perto das quatro, o enterro. Um mau cheiro saindo do cadáver, homens humildes espontaneamente carregando o caixão. Da subscrição pública. Severiano seguia atrás do caixão, olhos baixos, enxutos. Passos na cadência exata da sua tristeza íntima. Para uma vida chagada pela desgraça, só a morte podia vir em socorro – pensava, de si para consigo, lembrando Lima Barreto. Aliviado.

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entrevista

WASHINGTON BARROS DE SOUZA

‘Nossa missão é educarmos através da evangelização’

Por Nara Andrade naraandrade@gmail.com

N

atural de Aracati, Ceará, Washington Barros de Souza, de 50 anos, que já atuou no mercado educacional em Mossoró, retorna depois de uma temporada em Natal/RN, para assumir Direção Pedagógica do Colégio Diocesano Santa Luzia (CDSL). Formado em pedagogia pela Universidade Vale do Acaraú, em Sobral-CE, Washington Barros é especialista em Psicopedagogia, pela Universidade Gama Filho, Rio de Janeiro/RJ, e mestre em Ciências da Educação, pela Universidade San Lorenzo – San Lorenzo-Asunción. Ele conversou com DOMINGO sobre as novidades que está im-

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plantando no setor pedagógico do CDSL, como a reformulação do sistema de avaliação, os desafios de trabalhar os valores tradicionais sem deixar de acompanhar os avanços dos diversos setores da sociedade e ainda como trabalhar os valores religiosos, nesse momento em que a sociedade discute posturas que vão de encontro com os preceitos cristãos, como o sexo antes do casamento, uso de preservativo, homossexualismo, o PL 122 (Lei da Homofobia), o aborto, principalmente, com a mídia trabalhando a favor desses comportamentos, considerados errados pela Igreja Católica.


entrevista DOMINGO – O SENHOR está voltando para Mossoró, depois de um tempo atuando no mercado natalense, na vice-direção de um colégio religioso. O que mudou no profissional que saiu de Mossoró e que hoje retorna? WASHINGTON DE SOUZA – Uma maior conscientização com relação à formação do aluno como cidadão, o conhecimento científico e as competências como meio para se alcançar a formação integral do discente. Com relação ao professor, a necessidade de uma sistematização na formação continuada, com o intuito de termos um professor reflexivo, estimulador do processo de ensino aprendizagem. O SENHOR chega para assumir a direção pedagógica de um dos maiores e mais tradicionais colégios de Mossoró, o que está trazendo de novo? Qual a sua proposta para a instituição? COM relação ao estudante, nossa missão é educarmos através da evangelização, trabalharmos o trio conhecimento/evangelização/competência na formação integral, ou seja, formação do cidadão cristão. A necessidade da valorização dos nossos profissionais, investindo em sua capacitação e remuneração. PARA este ano, o CDSL anunciou a mudança do sistema Positivo, para o modelo Ari de Sá. Além dessa, muitas mudanças estão previstas para o setor pedagógico da instituição? O INTERESSANTE que o “novo” tem muito de resgate das nossas tradições, de atividades que caracterizavam e diferenciavam o colégio dos demais, tais como os momentos cívicos, os cursos de liderança, as orações comunitárias diárias, as atividades do serviço de Pastoral. Mas temos também o novo pedagógico: a parceria com o Sistema Ari de Sá de Fortaleza, aulas de Robótica, novas modalidades esportivas, a resignificação do nosso sistema de avaliação da grade curricular, a sistematização das reuniões de formação continuada para os professores, acompanhamento psicopedagógico para os alunos e outras mudanças que ainda estão em fase de implantação. UMA das suas atribuições será a reformulação do sistema de avaliações. Qual será a mudança? HÁ a necessidade de trabalharmos mais o raciocínio (cognitivo) dos nossos estudantes, eles são seres pensantes, portanto, são inteligentes, nosso sistema de avaliação disponibilizará

aos nossos discentes as competências necessárias para a resolução de situações-problema, parafraseando Perrenoud, formarmos estudantes inteligentes-competentes. QUAIS os principais desafios de trabalhar com jovens cada vez mais antenados, conectados 24h por dia através de seus telefones, tabletes e demais aparelhos tecnológicos? NÃO há a dificuldade, acredito que o que há seja a oportunidade, temos que deixar muito claro que eles são “jovens” que devem pensar como jovens preocupados com seu futuro, suas decisões, seus quereres, ai está a grande confusão. Por estarem no momento mais importante da vida, muitos desses jovens pensam como adultos, por acreditarem que pensando assim estarão garantindo melhor seus futuros, com isso acabam tomando decisões precipitadas e errôneas, uma de

“

O ENSINO Religioso não deve ser uma atividade doutrinária, dogmática, talvez essa interpretação tenha levado como você se referir à essas tomadas de decisões, o Ensino Religioso deve trabalhar valores, e essa deve ser a premissa maior".

nossas atividades é essa, sermos elementos norteadores das tomadas de decisões desses jovens, protagonistas de suas próprias ações dentro do seu grau de maturidade cognitiva. A MAIORIA das escolas já tirou o ensino religioso de suas grades, devido à grande variedade de religiões seguidas por seus alunos. Como manter o ensino religioso católico e contemplar alunos de diferentes credos? O ENSINO Religioso não deve ser uma atividade doutrinária, dogmática, talvez essa interpretação tenha levado como você se referir à essas tomadas de decisões, o Ensino Religioso deve trabalhar valores, e essa deve ser a

premissa maior, não é a toa que vemos constantemente setores diversos da sociedade se manifestarem dizendo que as pessoas estão vazias. Vazias de que? De valores, óbvio. Portanto, o Ensino Religioso traz essa mensagem de que o ser humano necessita de valores, para seu engrandecimento espiritual. NA HORA de escolher as escolas, alguns pais priorizam aquelas que adotem um método de ensino que prepare o aluno para o Enem, outros buscam escolas com ensino mais humanizado? Qual será a prioridade do novo sistema pedagógico do CDSL? É possível trabalhar essas duas vertentes em conjunto? BASTA olhar nossa missão que muito antes de se pensar em ENEM ou outras avaliações de larga escala, a maestria dos nossos primeiros educadores fundadores já contemplava essa formação. Evangelizar através da educação, fornecendo as competências necessárias para formação do cidadão, competências que quando postas em prática se transformam em habilidades, recursos internos necessários a que o estudante solucione as situações-problemas do dia a dia ou de avaliações tipo ENEM. O CDSL é bastante tradicional, e faz questão de manter algumas atividades que outras instituições de ensino abriram mão com o passar dos anos. Como mesclar valores tão tradicionais com os constantes avanços registrados nos diferentes setores sociais? INOVAMOS dentro das nossas tradições. Os princípios e valores perduram (tradição), são o sustentáculo, é nosso conhecimento subsidiário, inovamos dentro do conhecimento focal, as transformações de/do mundo. E OS VALORES religiosos, nesse momento em que a sociedade discute posturas que vão de encontro com os preceitos cristãos, como o sexo antes do casamento, uso de preservativo, homossexualismo, o PL 122 (Lei da Homofobia), o aborto, principalmente, com a mídia trabalhando a favor desses comportamentos, considerados errados pela Igreja Católica? COMO disse anteriormente, os princípios e valores são fundamentos, as concepções que as sociedades criam devem ser discutidas sim, mas dentro da concepção cristã, fugir dessa concepção gera alienação.

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Documentário

Imperador do

Sertão Político potiguar Theodorico Bezerra foi personagem de um documentário do cineasta Eduardo Coutinho, morto na última semana

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este domingo, 9 de fevereiro, completa uma semana da morte do cineasta e documentarista Eduardo Coutinho, 62 anos, morto a facadas, no último domingo, 2. Segundo versão da polícia, o crime teria sido cometido pelo filho do cineasta, Daniel Coutinho, de 41 anos, durante um “surto psicótico”. Ainda de acordo com a polícia, Daniel também esfaqueou a mãe, Maria das Dores Coutinho, de 62 anos, que está hospitalizada, e atingido 6

a própria barriga com facadas. O filho do cineasta, que já teve a prisão preventiva decretada pela Justiça do Rio, ainda está hospitalizado e foi ouvido pela polícia em depoimento no qual confessou ter assassinado o pai. Nesta edição, DOMINGO relembra um dos importantes trabalhos do cineasta, “Teodorico, o imperador do sertão”, documentário produzido por Eduardo Coutinho para o Globo Repórter, no ano de 1978, sobre o político potiguar

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)) Cena do documentário

“Theodorico, o imperador do sertão”

Theodorico Bezerra, considerado um dos últimos coronéis do Nordeste. O Major Theodorico Bezerra, como era conhecido, era natural do município de Santa Cruz, nascido em 23 de julho de em 1903. Theodorico, durante muito tempo, foi um dos mais importantes líderes políticos do sertão potiguar, atuando como deputado federal e presidente do Partido Socialista Brasileiro (PSB). Ele morreu em 4 de setembro de 1994, aos 93 anos. O documentário é centralizado no próprio Theodorico, que narra sua vida, conversa com pessoas que vivem na sua propriedade e expõe suas ideias. DOMINGO conversou com o professor do Departamento de História da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), Lemuel Rodrigues, que falou sobre a riqueza do documen-


Documentário tário e sobre o político Theodorico Bezerra e a forma como ele controlava tudo e todos que o cercavam. Primeiro, Lemuel Rodrigues explicou que na época o cineasta Eduardo Coutinho produzia documentários para a Rede Globo, foi um documentário de média metragem, produzido por indicação do cartunista Henfil, que conheceu Theodorico, através do ex-senador do Rio Grande do Norte, o engenheiro Fernando Bezerra, sobrinho do major. E sugeriu que se fizesse o documentário por ser um dos últimos coronéis do Nordeste. Major Theodorico O professor Lemuel Rodrigues explica que essas patentes têm origem no aspecto histórico, já que durante a República Velha esses chefes políticos locais eram chamados de coronel ou de major, mas não tinham nenhum vínculo com a vida militar. “Theodorico era aquele político que não faz falta. Veja bem, eu disse o político, não o cidadão. Que eu aconselho que nenhum político atual siga nenhum exemplo deixado por ele. Porque ele exercia um domínio muito grande em toda aquela região de Santa Cruz, Tangará, São José do Campestre, tendo uma espécie de um feudo. A família Bezerra é muito rica, esta aí todo o espólio hoje nas mãos do seu sobrinho, Fernando Bezerra”, comenta. Para Lemuel, Theodorico não era mau pessoa, mas do ponto de vista do comportamento político ele era aquele oligarca, que na sua propriedade morava só quem ele queria, e uma vez morando na sua propriedade, não era permitido sair sem a autorização dele, nem mesmo para visitar um parente em outra cidade, ele tinha um controle total sobre as pessoas que moravam na Fazenda Irapuru, em Tangará. “Teodorico sempre foi um político conservador. O último partido que ele esteve vinculado como parlamentar foi o PSB e era aquele político do ‘toma lá, dá cá’, típico da política até os anos 1980. Hoje ainda existe o ‘toma lá, dá cá’, mas de uma forma mais velada, seguindo um pouco os trâmites legais”, relata. Lemuel Rodrigues, que é professor de História do Rio Grande do Norte, na Uern, diz que trabalha o documentário em sua disciplina, sempre que está lecionando a história política, e coincidentemente, assistiu ao documentário na semana passada. Ele conta que o que chama sua atenção na figura de Theodorico, e que ele expressou muito bem

)) Theodorico

Bezerra foi deputado federal e presidente do PSB

no documentário, era a facilidade que ele tinha de dizer o que pensava sem nenhum constrangimento. “No documentário ele diz claramente para os seus moradores: ‘quem não estiver satisfeito saia, aqui quem manda sou eu’. Ele não escondia de ninguém, e isso é mostrado no documentário, em alguns momentos ele forjava documentos para beneficiar a cidade dele, forjando assinaturas”, fala. O professor afirma que tem algumas características de Theodorico, e que por isso ele não aconselha político tê-lo como exemplo, na questão política dele com os eleitores. “O título de eleitor dos moradores

de sua comunidade, por exemplo, era tirado na própria comunidade, pelo próprio Theodorico. Outra coisa bastante característica era a forma como os moradores da fazenda tinham acesso às notícias, ele pegava as notícias veiculadas pelas emissoras, filtrava as que o interessavam, e transmitia da casa dele essas notícias que ele achava que as pessoas da Fazenda Irapuru deveriam saber. Vê-se claramente aí uma postura de censura. O acesso aos meios de comunicação era impedido por ele”, frisa. Outro trecho do documentário, que o professor destaca, foi o momento em que o repórter pergunta se Theodorico

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Documentário ajudava os filhos dos moradores a estudar fora e ele disse que sim, que pagava o colégio de vários filhos de moradores em Natal. Mas, o major afirma que havia parado de fazer isso porque alguns dos que saíram da fazenda para estudar, terminavam os estudos e não queriam voltar para a enxada, queriam ter uma vida melhor em Natal. E para Theodorico isso era inadmissível. Para ele, filho de agricultor, tinha que viver como agricultor. Então ninguém mais saía da sua propriedade dele para estudar em Natal ou em outra cidade, porque depois que aprendia a ler, queria fazer faculdade, queria ser doutor, e não queria mais voltar para propriedade dele. “Essa era a mentalidade que ele tinha de como devia ser o cidadão, extremamente ultrapassada. Colocando-me na posição dele, entendo até, olhando para o nordeste, para o sertão, nos anos 1960 e 70, na posição que ele tinha de um político conservador e um grande proprietário de terra. Não era de se estranhar que ele tivesse essa posição, que a vida do agricultor estava limitada àquilo e que não poderia sonhar com algo além daquilo. É até aceitável para um homem do campo como ele, mas para um político não deveria ser, porque o político deve olhar, dentre outras coisas para o bem-estar da população”, explica. Riqueza do documentário O Lemuel Rodrigues frisa que o documentário possui alguns pontos importantes, primeiro para se discutir as relações políticas no Nordeste, não apenas para mostrar a figura do coronel. Para Lemuel, o documentário termina fortalecendo a imagem do coronelismo, porque no documentário ele diz que na sua fazenda ninguém usa armas, enquanto a imagem que as pessoas têm do coronel da República Velha, era daquele que tinha jagunços, e isso ele não mostra no documentário, não que ele tivesse, ele não mostra essa violência, mas por outro lado mostra outro tipo de violência, que é a violência do silêncio. Ou seja, ele não precisava ter armas, a sua palavra já silenciava os moradores. “Então, essa discussão é interessante para o professor de história, para o professor de política, que devem pegar o documentário e ver como se davam as relações políticas no RN”, comenta. Um outro aspecto importante do documentário, apontado pelo professor de história do Rio Grande do Norte, era a capacidade que Theodorico tinha de administrar. 8

)) Eduardo Coutinho, cineasta e documentarista “Ele era uma pessoa de visão. Apesar de ter consigo a pecha de coronel, ele sabia exatamente onde aplicar, onde investir. Então essa ideia do bom administrador aparece, mesmo sendo um proprietário rural”, conta. Outro ponto do documentário destacado pelo professor, que é possível ser explorado, é a vida do sertanejo, tomando como referência a região do sertão do RN. “Era uma vida simples, de conformismo com o pouco que tinha. Hoje, a coisa não é bem assim, o sertanejo passou por um amadurecimento percebido quando você compara com o ano do documentário. Existe uma passividade naquele sertanejo de antes, que não percebemos hoje devido todo o amadurecimento pelo qual a sociedade já passou”, ressalta.

Lemuel diz ainda que o documentário levanta uma polêmica, que é a forma como os coronéis, principalmente, Theodorico, viam a vida. “Porque a imagem que a gente tem é daquele coronel sentado na varanda, com uma arma na mão. E ele não, ele fala sobre sexo, fala sobre viagens que fez para os Estados Unidos, o Egito e outros cantos, ele fala sobre os amores dele, sobre o lazer. Então o documentário ao invés de fazer para quem assiste uma crítica, tentando denegrir a imagem do coronel, ele levanta, porque o coronel mostrado ali é um coronel que em seu discurso ele demonstra humanidade. O documentário é rico nisso em mostrar as várias facetas do Theodorico e também colocar para o público, situações do RN que pouca gente conhece”, conclui.

# Obra de Eduardo Coutinho "O ABC do amor" (1967) "O homem que comprou o mundo" (1968) "Faustão" (1971) "Seis dias de Ouricuri" (1976) "Theodorico, o imperador do sertão" (1978) "Exu, uma tragédia sertaneja" (1979) "Cabra marcado para morrer" (1985) "Santa Marta" (1987) "O fio da memória" (1991) "Boca de lixo" (1993)

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"Santo forte" (1999) "Babilônia 2000" (1999) "Porrada" (2000) "Edifício Master" (2002) "Peões" (2004) "O fim e o princípio" (2006) "Jogo de cena" (2007) "Moscou" (2009) "Um dia na vida" (2010) "As canções" (2011)


Estilo de vida

)) Aos 23 anos, Diêgo Dias, faz malabares com facões para sobreviver

Cidadãos do Mundo Conheça a vida e a arte dos artistas de rua; andarilhos por opção, que enfrentam as dificuldades de viver nas ruas na busca da sensação de liberdade

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iêgo Dias Vital, um jovem de 23 anos, que concluiu os estudos, adora viajar, conhecer lugares novos, suas culturas e peculiaridades dos seus povos, é inteligente e demonstra isso ao expressar suas opiniões sobre a vida, a sociedade e sobre o seu trabalho. O ensino superior, ele não

cursou por opção. A descrição poderia servir para qualquer jovem nesta idade. Então, qual será o diferencial que faz com que este jovem em específico chame a atenção das pessoas por onde ele passa? De cabelos estilosos, com a cabeça raspada e um rabo de cavalo com dreadlocks, bar-

bicha engraçada, tatuagem no braço, piercing na sobrancelha, roupa surrada, tornozeleiras de miçangas nas duas pernas e pés no chão. Esses já são motivos suficientes para que ele se destaque entre os demais. Mas, o que mais chama a atenção é o seu estilo de vida e sua arte. Diêgo Dias é um dos artistas de rua que frequentemente são encontrados nos semáforos de Mossoró. Além de fazer malabarismo com facões, ele diz que trabalha com artesanato. Andarilho, desde sempre, como ele mesmo afirma, Diêgo é potiguar, natural de Natal, cidade que ele não conhece. Já morou em Salvador, no litoral de São Paulo e capital. Também morou em Goiânia e até no exterior, onde passou uma temporada em Israel, país onde suas duas irmãs moram. Elas são os únicos membros de sua família com quem ele tem contato, já que os pais são falecidos e os tios e demais familiares não entendem o estilo de vida que ele adotou. “Sempre fui assim e a família não en-

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Estilo de vida tende, eles acham que eu tenho que criar uma segurança, um pé de meia para o futuro que não existe. O que existe é o presente e eu vivo o presente”, comenta. O artista de rua conta que já trabalhou como pintor, cozinheiro, mergulhador, mas não gostava desse tipo de trabalho, por que não era valorizado. “Eu não gosto desse tipo de trabalho, porque não gosto de ser escravizado. Não aceito um salário mínimo, porque minha vida não vale um salário mínimo”, ressalta. O tempo que ele passa em cada cidade é indeterminado. Ele diz que em umas pode ficar sete meses, enquanto em outras não passa mais do que meia hora, por exemplo. Em Mossoró, Diêgo está em um grupo de quatro pessoas, acompanhados por duas cadelas, a Rubi, de 3 anos, uma cadela marrom, de pelo brilhoso, que é uma mistura das raças labrador e weimaraner, e uma da raça pointer, a Marola, que está com 1 ano. De Mossoró, o grupo segue para Natal, quando finalmente Diêgo conhecerá sua terra natal. Lá eles encontrarão com um casal que já estão os esperando. Durante a estada em Mossoró, o grupo conheceu outros artistas de rua que tam-

)) De pé no chão, cabelo com dreadlocks e roupa

surrada, Diêgo atrai olhares curiosos da população

)) Artista de rua diz que salário mínimo é uma forma de escravizar o homem 10

bém estão pela cidade, mas esses são de outros países. Segundo Diêgo, tem argentinos, colombianos e de outros lugares do Brasil também. Perguntado sobre o porquê de ter escolhido esse estilo de vida, quando nem sempre eles encontram um lugar para dormir, tomar banho, e mesmo ter o que comer, Diêgo diz que eles estão procurando um lugar onde possam se sentir em casa. “A gente busca um lugar para se sentir em casa, mas todo lugar do mundo já foi comprado pelo sistema, então somos cidadãos do mundo”, declara. Diêgo e o grupo que está com ele pretende arrumar uma Combi, para viajar até o Uruguai. “A gente quer descer para o Uruguai e subir conhecendo diferentes lugares e

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países, suas culturas, outras línguas, mas para isso a gente tinha que ganhar a Combi”, comenta. Para ele, entre as maiores dificuldades de levar essa vida é a falta de estrutura nas cidades para as pessoas que vivem na rua, para tomar banho, dormir, como um albergue. Outra coisa difícil de encarar é o preconceito da maioria das pessoas. “As pessoas tomam muitas conclusões sem nos conhecer primeiro. Nos acham sujos, têm medo de nós. Muitos dizem que adoram a Jesus e esquecem que ele era pobre, andarilho e curioso. As pessoas têm a falsa ideia de que o dinheiro compra tudo, mas só vão perceber que o dinheiro não vale nada, quando acabar todos os animais e as plantas”, conclui.


Saúde

Cera no ouvido não é sujeira Especialistas alertam sobre o risco do uso de hastes flexíveis para higiene do canal auditivo e explicam que o cerume protege o ouvido

S

e você é mais uma daquelas pessoas que têm o hábito de limpar os ouvidos diariamente com hastes flexíveis de algodão, mais conhecidos como cotonetes, como parte de seu ritual de higiene pessoal, assim como o banho e a escovação dentária, fique atento às orientações de especialistas, que advertem: cera no ouvido não é sujeira. Especialistas no cuidado com o aparelho auditivo afirmam que a cera ou cerume é essencial para manter a saúde dos ouvidos. Proteger, limpar e lubrificar os ouvidos são algumas das funções do cerume produzido no revestimento do canal auditivo. Para entender mais sobre o assunto,

DOMINGO conversou com o otorrinolaringologista do Hapvida, João Paulo Rodrigues de Souza, especialista em Otorrinolaringologia pela UFRN/MEC, membro titular da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia (ABORL-CCF), com Residência Médica em Otorrinolaringologia (UFRN/MEC). O especialista explica que a cera de ouvido ou cerume é uma composição de secreções das glândulas ceruminosas e sebáceas, que estão presentes na porção mais externa do conduto auditivo externo (canal do ouvido). O médico ressalta que o cerume evita a entrada de pequenos corpos estranhos no meato, como insetos, e também protege o revestimento do meato de pos-

sível maceração pela retenção de água. “Atribui-se à cera importantes propriedades antibacterianas e antifúngicas, o que ajuda a preservar a integridade do meato acústico externo e reduzir as possibilidades de infecções”, enfatiza. Apesar de ser caracterizada por muitos como uma sujeira incômoda, a cera do ouvido é fundamental para manter a saúde do sistema auditivo em dia. O otorrino João Paulo alerta que o uso do cotonete deve ser evitado, pois, além de remover o cerume, que protege o conduto, predispondo a infecções, existe a possibilidade de ocorrerem acidentes, com traumas do canal auditivo e/ou da membrana timpânica. “Quando uma pessoa limpa os ouvidos com hastes flexíveis ou qualquer outro objeto pontiagudo a fim de eliminar o cerume, ela pode causar uma lesão a esse órgão, que é muito sensível. Além de otites externas e sangramentos, também existem casos de infecções e lesões

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Saúde na membrana timpânica, como a perfuração do tímpano – e, em casos mais extremos, até surdez”, frisa a otorrinolaringologista e otoneurologista, Rita de Cássia Cassou Guimarães. A especialista comenta que o ouvido tem um sistema de limpeza próprio e eficaz, que expele todo o excesso produzido, inclusive a cera. “O organismo tem um processo eficiente de autolimpeza, sem precisar de ajuda externa”, explica a média. A especialista lembra que todo mundo produz cera, porém, com certa variação, ou seja, alguns mais e outros menos. O problema de quem produz muita cera e não procura um médico é o fato de que, como o indivíduo fica incomodado com isso, ele faz o uso de hastes flexíveis sempre, e, sem querer ou perceber, pode até estar piorando a situação, empurrando a cera para o fundo do canal auditivo, próximo de tímpano. No caso dos indivíduos que produzem cera em excesso ou possuem o canal auditivo muito estreito, o cerume pode tampar o canal e causar dificuldades na audição e zumbido. “Nesses casos é preciso retirar a cera, mas o processo deve ser feito por um especialista, que fará uma lavagem ou aspiração com equipamentos que não irão agredir os ouvidos” orienta. E para aqueles que não produzem

)) Otorrinolaringologista do Hapvida, João Paulo cera em excesso, mas que, ainda assim desejam “limpar” os ouvidos, o otorrinolaringologista do Hapivida, João Paulo, afirma que a melhor solução é fazer a higiene do pavilhão auricular, durante o banho, com o cuidado de não deixar que haja a penetração de água no conduto auditivo externo (canal do ouvido), em seguida, enxugar bem com uma toalha.

“Evite o uso de cotonete”, lembra. Sobre a frequência com a qual se deve procurar um otorrinolaringologista, o médico afirma que sempre que houver alguma queixa relacionada com ouvido, nariz ou garganta, bem como queixas de tonturas, roncos, e mesmo que não haja esses sintomas, o indicado é visitar o otorrino pelo menos uma vez por ano.

)) Ilustração

do aparelho auditivo

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sua carreira

Rafael DemeTRiUs

10 maneiras de lidar com clientes difíceis

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cliente pode ter sempre razão, mas isso não significa que ele seja fácil de lidar. Qualquer pessoa que já trabalhou com SAC – serviço de atendimento ao cliente –, pode afirmar: os clientes podem ser totalmente indisciplinados. Mas, se você quiser permanecer no negócio, vai ter que lidar com eles. Encontrar técnicas que ajudam a desarmar clientes insatisfeitos e ganhá-los para a sua empresa é a chave para garantir a melhor entrega de seus serviços e satisfazer os clientes – mesmo que você queira vê-los pelas costas. Confira na coluna de hoje dez dicas de como transformar uma situação ruim de serviço ao cliente em uma oportunidade para melhorar o seu negócio. Confira, abaixo: x

1) Primeiro e mais importante: escutar – Não discuta com o cliente. Deixe-o falar, mesmo que você saiba o que ele vai dizer a seguir, que ele não tenha todas as informações ou que possa estar enganado. Quando você ouve, tem a oportunidade de construir um relacionamento com o cliente. 2) Construa um relacionamento através da empatia – Coloque-se no lugar do cliente. Deixe sua frustração de lado e mostre que você entende a situação. Se você demonstrar que se identifica com o problema do cliente, ele vai se sentir melhor compreendido e vai ajudar a resolver. 3) Abaixe o tom de sua voz – Se o cliente falar mais alto, comece a falar mais lentamente e em um tom mais baixo. O seu comportamento calmo vai refletir sobre ele e vai ajudá-lo a se acalmar. Quando você aborda a situação com uma mente calma e clara, não afetada pelo tom do cliente ou pelo volume, a raiva geralmente se dissipa. 4) Imagine que todos os seus clientes estão assistindo – Finja que você não está falando apenas para o cliente, mas para um público que está assistindo à interação. Essa mudança de perspectiva pode fornecer uma vantagem emocional. Se o cliente está sendo verbalmente abusivo, você poderá pensar mais claramente quando for responder. Uma vez que um cliente incontrolável se torna uma referência negativa, porque vai repetir a conversa para outros potenciais clientes, sua conduta pode ajudar a garantir que você fez o seu melhor para resolver o problema.

5) Saiba quando ceder – Se o fato de não satisfazer a vontade do cliente levar duas horas, mais uma garrafa de aspirina e o risco de referências negativas para sua empresa, é melhor assumir o compromisso de ceder e dedicar seu tempo para cultivar seus relacionamentos com clientes mais produtivos. Tenha em mente que essa situação não é típica da maioria dos clientes, e que você está lidando com uma exceção. 6) Nunca fique com raiva ou chateado – Se o cliente está falando palavrões ou sendo verbalmente abusivo, respire fundo e continue como se não pudesse ouvi-lo. Responder na mesma moeda não vai resolver nada e, provavelmente, vai agravar a situação. Em vez disso, lembre o cliente que você está ali para ajudá-lo e que você é a melhor chance que ele tem para resolver a situação de imediato – muitas vezes, esta simples declaração vai ajudar a resolver a situação. 7) Nunca leve para o lado pessoal – Sempre fale sobre o assunto em questão e não da vida pessoal, mesmo que o cliente faça isso. Lembre-se de que o cliente não sabe quem você é. Para ele você é apenas um representante de sua empresa. Gentilmente, oriente a conversa para o assunto, fale como pretende resolvê-lo, e tente ignorar os comentários pessoais. 8) Lembre-se que você está interagindo com um ser humano – Todo mundo tem dias ruins. Talvez ele tenha tido uma briga com o cônjuge, tenha levado uma multa de trânsito ou mesmo ter tido uma maré de azar. Tente ajudar a tornar o dia dele melhor, sendo uma voz agradável e calma – isso vai fazer você se sentir bem também. 9) Se você prometeu um retorno, ligue de volta – Mesmo que você tenha prometido uma informação que ainda não tem, ligue para o cliente na hora programada mesmo assim. O cliente será tranquilizado por saber que você não estava tentando evitá-lo, e vai apreciar o acompanhamento. 10) Resuma os próximos passos – No final da chamada, deixe claro para o cliente o que ele deve esperar. Não se esqueça de acompanhar o progresso, cumpra suas promessas, e documente sua ligação para garantir que você estará preparado para o próximo contato.

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adoro comer

DaVi moURa

Quarta brasileira do Bistrô Lyon

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O Bistrô Lyon, desde a sua nova administração, está cheio de novidades. Outro dia resolvi experimentar e adorei. Massas de qualidade e um atendimento bem atencioso. Atenção para a caipirinha - a R$ 4,00 - que é realmente deliciosa. Quando vi a promoção da quarta-feira, adorei. Tanto ela quanto a caipiroska custam, neste dia, R$ 2,50. É bom pra reunir a sua turma de amigos e aproveitar um ambiente agradável e localização privilegiada.

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Noite árabe no Thermas

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Quinta do Wrap na Manjericão Pizza Gourmet

O almoço do Don Pastel Pra quem estava com saudades do Don Pastel, hoje temos uma dica especial sobre o almoço de lá. Na semana passada, ele nos chamou para mostrar os pratos da casa, todos servidos no almoço. Essa era uma das coisas que o pessoal de Mossoró já pedia há tempos: um lugarzinho bem localizado e com bons (e baratos) pratos para o almoço. A macarronada ao molho bolonhesa, com bastante queijo, custa R$ 6,50. O prato é bem servido e vem bem molhadinho, como manda o figurino. A panqueca vem em dois sabores: frango, a R$ 7,00, e carne de sol, a R$ 8,00. Servida com molho branco e queijo, acompanha arroz e salada crua. A lasanha, que custa R$ 6,50, é a minha favorita! A fatia é bem generosa e o gostinho é bem caseiro – cara de comfort food mesmo. Visite: o Don Pastel fica em frente ao Banco do Nordeste, no centro da cidade. Para contatos: (84) 3317-3106.

Neste mês de fevereiro, o Thermas Hotel e Resort vai retomar a sua “Noite Cultural”. Trata-se da realização, na área do parque aquático, de uma série de eventos onde serão apresentadas as diversas manifestações culturais. O reinício da programação será com “Uma noite Árabe” na sextafeira dia 21, no evento acontecerão apresentações musicais com danças e dançarinos estilizados além de um festival gastronômico de comida árabe com cardápio preparado pela nova chef executiva do Thermas e Pinga Fogo Ieda Sacchelli.

A novidade da quinta-feira da Manjericão são os wraps. Cada um deles custa R$ 10,00 e estão disponíveis nos sabores frango catupiry, lombo, marguerita, calabresa e carne de sol. São bem douradinhos e a massa tem a mesma base da pizza gostosa que você já conhece. O queijo é bem suave, de forma que não dá pra enjoar. A cebola, em alguns deles, também se apresenta de forma discreta, mas marcando presença com seu sabor peculiar. O de frango catupiry tem tudo pra ser o favorito da galera. Na pizza ele já é campeão de pedidos, bem a gosto do mossoroense. O de calabresa foi o meu favorito. Amei, especialmente pela boa combinação com a cebola! Anote: a Manjericão Pizza Gourmet fica na Praça da Convivência. O telefone para entregas é o (84) 3316 2637. E lembre-se: os wraps somente serão servidos nas quintas-feiras.

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Linha KitchenAid O verão chegou com força total, trazendo uma ótima oportunidade para reunir os amigos e a família para aproveitar com diversão e saborear delícias tropicais. Os produtos KitchenAid, de eletroportáteis a acessórios de cozinha, são indicados para o preparo de receitas e drinques refrescantes. Os liquidificadores vêm nas cores vermelho e preto, disponíveis com copos de vidro ou policarbonato, auxiliam de maneira prática no preparo de sucos, drinques, smoothies e shakes. Acessórios como sorveteira e extrator de suco, para ser conectados nas Stand Mixers, permitem preparar sorvetes, sucos e outras receitas. O Mixer de mão, disponível nas cores silver e vermelha, é ideal para o preparo de vitaminas, sucos e shakes. Acesse: www.kitchenaid.com.br | www.facebook.com/KitchenAidBrasil

Aproveite e acesse o http://blogadorocomer.blogspot.com para conferir esta e outras delícias! 14

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Cestinha de atum

adoro adoro comer comer

Pela chef Angelica Vitali

iNGReDieNTes • 18 unidades de discos de mini pastel • 100g de atum • 100g de milho verde • 80g de palmito picado • 80g de tomate cereja cortados ao meio • 15g de coentro picado • 15ml de azeite de oliva

MODO DE faZeR • Em uma panela, aqueça o azeite e refogue todos os ingredientes. Reserve; • Coloque os discos em forminhas (tipo para empada), arrumando as bordas para ficarem onduladas; • Leve ao forno pré aquecido a 150ºC, por 30 minutos ou até dourarem; • Deixe esfriar e recheie com o refogado de atum; • Pode ser servido quente ou frio.

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