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Revista de domingo nº 639

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editorial ao leitor

Doando vida

P

Boa leitura, Nara Andrade

p4 Entrevista

Psiquiatra Fátima Trajano fala sobre o transtorno de ansiedade, que atinge cada vez mais pessoas

erda de um ente querido sempre é muito dolorosa, mas em meio ao sofrimento, algumas famílias transformam a dor da morte em uma lição de vida. Foi o que aconteceu com a família do empresário mossoroense Evandro Praxedes, morto na noite da última segunda-feira, em Curitiba (PR). Como uma forma de perpetuar a vida do parente, a família decidiu realizar o seu desejo manifestado em vida e doou seus órgãos, proporcionando vida para pessoas que estavam na fila aguardando por um transplante. DOMINGO entrou em contato com a coordenadora Artenise Revoredo, da Central de Transplantes da Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP), e foi informada de que o Rio Grande do Norte é destaque no ranking de doadores efetivos, do Sistema Nacional de Transplantes, ficando até setembro de 2013 em 7.º lugar. No mesmo ano, o RN superou a média nacional do número de doadores por milhão de população. Também nesta edição, uma matéria sobre a corrida dos pais às livrarias em busca do material escolar dos seus filhos. Mas a diretora Jemima Miranda, do Programa Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (PROCON) em Mossoró, orienta que é preciso estar alerta, já que algumas listas de material escolar exigidas por escolas da cidade são abusivas, por pedir itens de uso coletivo que devem ser custeados pela própria escola, com as despesas inclusas no valor da mensalidade. O órgão está desenvolvendo uma ação educativa nas escolas para coibir a prática. Estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), integrantes do Movimento Estudantil Cristão, estão promovendo na Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), desde o último dia 15, o projeto “Sal da Terra na terra do Sal”, que conta com reuniões, momentos de reflexão, compartilhamento de experiências da vida estudantil, palestras, estandes, eventos de ação social e momentos de entretenimento. DOMINGO conversou com os organizadores para falar um pouco mais sobre o movimento Alfa e Ômega, entidade estudantil cristão internacional e interdenominacional, responsável pelo evento, que segue até o próximo dia 22. Na entrevista da semana, DOMINGO traz uma conversa com a psiquiatra Fátima Trajano sobre transtorno de ansiedade, problema que tem afetado cada vez mais um número maior de pessoas.

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Doando vida Família de empresário, Evandro Praxedes doa seus órgãos, transformando dor da perda em lição de vida

Alerta ao Consumidor

Atenção na hora de comprar os itens pedidos nas listas de material escolar, alguns são abusivos

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Sua carreira

Rafael Demetrius: Como mudar de emprego em 2014

Adoro comer Colunista Davi Moura: Medalhão com crosta de ervas

• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – Wil­liam Rob­son • Editora – Nara Andrade • Dia­gra­ma­ção – Rick Waekmann • Projeto Gráfico – Augusto Paiva • Im­pres­são – Grá­fi­ca De Fa­to • Re­vi­são – Gilcileno Amorim e Stella Sâmia • Fotos – Carlos Costa, Marcos Garcia, Cezar Alves e Gildo Bento • In­fo­grá­fi­cos – Neto Silva Re­da­ção, pu­bli­ci­da­de e cor­res­pon­dên­cia Av. Rio Bran­co, 2203 – Mos­so­ró (RN) Fo­nes: (0xx84) 3323-8900/8909 Si­te: www.de­fa­to.com/do­min­go E-mail: re­da­cao@de­fa­to.com Do­min­go é uma pu­bli­ca­ção se­ma­nal do Jor­nal de Fa­to. Não po­de ser ven­di­da se­pa­ra­da­men­te.

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conto

josÉ NIcodemos*

(

O juízo humano

Envie sugestões e críticas para o e-mail: aristida603@hotmail.com

)

E

ra o tempo em que morriam muitas crianças de meses, um ano de nascidas. Todo dia tinha dois, três, enterros de anjo. Vezes mais. Não existia ainda antibiótico, e as infecções eram constantes. Quase sempre em virtude das más condições de higiene. Nas camadas mais pobres da população. De ordinário, depois de darem a mamadeira aos filhos, as mães a deixavam expostas à festança das moscas. Era também o tempo das latrinas a céu aberto, ao fundo do quintal, e daí os grandes enxames desses insetos nojentos. Não se falava em pediatra, e um clínico-geral era quem fazia as vezes desse profissional, nas cidades pequenas. Algumas vezes, porque o comum era as mães confiarem os filhinhos doentes, febre, diarreia verde, aos rezadores. Chás. Promessas, principalmente a São Francisco, era o específico mais comum. Doutor Afrânio, o médico da cidade, para quatro mil habitantes, era dito “matador de crianças”. É que, nas suas consultas, sempre aconselhava às mães que

O mundo era mau, e fatalmente se tornaria pior, com o passar do tempo. Era o que fazia ver às mães que lhe levavam os filhinhos enfermos pra consultar.

deixassem os filhos morrer, iam em boa idade. Ficou sendo com essa fama. . Em verdade, porém, não era, o doutor Afrânio, um homem essencialmente mau, apenas, desiludido da vida, via o mundo desse ponto de vista. O mundo era mau, e fatalmente se tornaria pior, com o passar do tempo. Era o que fazia ver às mães que lhe levavam os filhinhos enfermos pra consultar. Tanto não era uma personalidade indiferente ao sofrimento do outro, insensível à dor humana, que, por outro lado,

tinha a fama de ajudar, financeiramente, a quantos necessitados lhe estendiam a mão. E tirava do bolso sem olhar a nota. Mesmo assim, diziam-no matador de criancinhas. Ele apenas ria o seu riso filosófico. . Leitor de Camus, logo lhe acudia, comparativamente, aquele personagem de O prisioneiro que, por iguais motivos, não sentira tanto a morte da própria mãe. O juízo humano, em relação ao outro, se fundamentava, e apenas, nas razões exteriores – consolava-se.

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entrevista

FÁTIma TRajaNo

“As medicações de tarja preta geralmente são ladrões de memória” Por Nara Andrade naraandrade@gmail.com

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ada vez mais, os consultórios de profissionais especializados em saúde mental têm recebido a visita de pessoas com problemas desenvolvidos pela ansiedade, como depressão, síndrome do pânico e outros transtornos. E o mais preocupante é que é grande o número de pessoas que estão tomando medicamentos conhecidos como tarja preta,

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muitas vezes sem necessidade. Ansiolíticos e soníferos estão entre as drogas mais comuns. DOMINGO conversou com a psiquiatra do Hapvida Saúde, Fátima Trajano, sobre o assunto. Ela explica a seguir o que é o transtorno de ansiedade, fala das suas causas, das formas de tratamento e do risco de tomar medicamentos tarja preta sem necessidade.


entrevista DOMINGO – Primeiro, o que é transtorno de ansiedade? FÁTIMA TRAJANO – O transtorno de ansiedade está diretamente relacionado aos stress sofridos pelo homem em escala crescente devido a sua vida, hoje escrava do tempo cercada de compromissos, cumprimento de performances, isto é, "N" obrigações sociais, religiosas, trabalhistas, acadêmicas, todas em busca do sucesso. Temos por obrigação mostrar sucesso, e isso está implícito de forma subjetiva, para todos e todas, gerando ansiedade. Hoje, a ansiedade atinge graus tão intensos nas pessoas que chegamos a constatar Psicose de ansiedade. Aí os sintomas se confundem e a doença atinge o seu clímax e passa a coexistir também com a depressão. O sofrimento instalado pela ansiedade invariavelmente se acrescem os sintomas fóbicos que possuem um poder avassalador de atemorizar o ser humano é a hora em que todos pedem socorro - o valente chora, o covarde se mostra e pede misericórdia e todos gritam: É síndrome do Pânico. CADA vez mais as pessoas têm procurado profissionais especializados em saúde mental devido problemas relacionados à ansiedade. O que leva a pessoa a desenvolver tal problema? A VIDA cercada de estresse e o ser humano despreparado para seu enfrentamento. As tecnologias cresceram na Educação Formal e houve um distanciamento da psicoeducação, que deve ser iniciada na pré-escola visando à formação de um novo homem. Preparado par conviver com seu mundo novo - veloz ágil- exigente - preciso. Esquecemos dramaticamente da psicoeducação, onde aprendemos a manejar nossos sentimentos - reações - comportamentos - vontades - desejos - sexualidade - moral - escolha de nossa religiosidade. A academia preparou o psicólogo-educacional, mas este profissional ainda não chegou à sala de aula, ele ainda está preso aos consultórios fazendo a parte clínica. NO MEU círculo de amigos já contei mais de dez pessoas que tomam ansiolíticos e remédios para dormir. A administração de drogas é a única forma de combater problemas de ansiedade? Se existem outras formas, quais são? EU COSTUMO dizer que a responsabilidade da cura da ansiedade se divide em duas porções: 50% será o mérito das medicações criteriosamente indicadas pelo profissional médico - de

preferência um Psiquiatra - e 50% será feita por terapeuta que se encarregará de fazer o inventário de vida da pessoa, detectando os focos de ansiedade, modificando seu modo de enfrentamento da vida - ou seja - fornecendo ferramentas para que se aprenda a VIVER - esse terapeuta deverá ser preferencialmente um psicólogo clínico. QUALQUER pessoa pode tomar esse tipo de remédio? AS MEDICAÇÕES hoje evoluíram muito e podem ser administradas de acordo com os critérios a todo tipo de paciente e em qualquer idade. Não temos restrições. Geralmente o medo da população é ser confundido com o louco, ficar dopado. EXISTE um período máximo para o uso desses medicamentos? O PRAZO é curto - desde que o paciente se entregue aos dois segmentos do tratamento - Medicamentoso e Psicoterápico. Alguns pacientes levam anos no tratamento por descontinuarem os tratamentos sem fazer os retornos, e se julgarem curados sem a alta médica. O tempo de tratamento depende muito da adesão do paciente ao tratamento, da empatia que ele vai ter com os profissionais que o acolhem, em suma, esse tempo é uma previsão que se faz no início do tratamento e vai depender de muitos fatores coadjuvantes. O transtorno mental é o adoecimento da alma. Nele não vamos matar uma bactéria.

QUAL o efeito desses medicamentos no organismo das pessoas e como eles agem? Eles podem causar dependência? O MECANISMO de ação das medicações é alvo de estudos constantes e o progresso nessas áreas é muito importante e se dá no dia a dia, numa velocidade muito grande. Pesquisas constantes modernizaram as medicações e hoje temos injetáveis que são feitos uma vez por mês para evitar a passagem de certas medicações pelo trato intestinal, evitando uma serie de efeitos colaterais. Outras que eram feitas em três tomadas por dia estão restritas a um comprimido por dia com efeito retardado, beneficiando o paciente. A dependência de medicações controladas não existe. Nunca vi ninguém assaltar uma farmácia para conseguir uma caixa de diazepam. Existe a possibilidade de customização a uma medicação e o paciente por não querer enfrentar o tratamento passar a dormir somente à base de medicação. Isto sim causa prejuízo ao organismo, pois as medicações também têm seus efeitos colaterais. A QUAL risco a pessoa está sujeita por tomar medicamentos conhecidos como tarja preta sem necessidade? AS MEDICAÇÕES de tarja preta geralmente são ladrões de memória e devemos evitar seu uso indiscriminado, recorrendo a um profissional médico, de preferência um psiquiatra, para a sua prescrição adequada.

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Lição de vida

Doando

vida

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Família de empresário mossoroense morto na última semana transforma dor da perda em ato de solidariedade, ajudando a prolongar a vida de pessoas


Lição de vida

S

em dúvida, a perda de um parente próximo é uma das maiores dores sentidas por uma pessoa, principalmente quando a morte do ente querido acontece de forma repentina e prematura. No entanto, em meio ao sofrimento, algumas famílias conseguem transformar a dor em lição de vida, ao decidir pela doação dos órgãos do parente, proporcionando uma nova oportunidade de vida para pessoas que estavam à espera de transplantes. Foi o que fez a família do empresário mossoroense Evandro Praxedes, 46 anos, que teve morte encefálica diagnosticada na noite da última segundafeira, 13, no Hospital Marcelino Champagnat, em Curitiba (PR), onde estava internado havia alguns dias. A decisão da família Praxedes foi tomada, como forma de atender a vontade que o próprio Evandro já havia manifestado entre familiares e amigos. O empresário do setor salineiro Renato Fernandes, que é casado com Seyssa Praxedes, irmã de Evandro Praxedes, mesmo muito abalado, aceitou conversar com a reportagem de DOMINGO, sobre o ato de solidariedade da família. Primeiro, ele disse que, diferente do que muitos pensam e fazem, Evandro não tinha em seus documentos hábeis a frase “Doador de órgãos”. “Um dia conversando com ele, questionei por que ele não colocava nos seus

)) Evandro Praxedes já havia manifestado para a família e amigos o desejo de ser doador de órgãos

)) Cunhado de Evandro, empresário Renato Fernandes fala da decisão da família de doar seus órgãos

documentos que era doador, como nos meus são. Ele disse que viajava muito, ‘e se um dia eu falecer longe daqui, eu não quero que os meus documentos nas mãos de aproveitadores sirvam para que eles negociem os meus órgãos; eles têm que servir indiscriminadamente para quem for compatível na fila de espera para recebê-los’. Ele disse ainda que sua família e meus amigos sabem que ‘eu sou doador, então onde eu perecer eles vão saber tomar as providências cabíveis’. E foi assim que nós fizemos lá em Curitiba, quando do seu falecimento”, relatou. Renato Fernandes contou que em Curitiba estavam dois dos seus quatro irmãos, sua esposa e duas de suas filhas e um genro, e todos concordaram que, em não servindo mais para Evandro, já constatada a morte encefálica, os seus órgãos seriam doados para trazer vida para quem precisava. Os órgãos do empresário doados foram: coração, pâncreas, rins. O fígado estava com um edema e não pôde ser doado. Apesar de ter sido doado, o pâncreas não foi transplantado, porque não se achou nenhum receptor compatível Jornal de Fato | DOMINGO, 19 de janeiro de 2014

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Lição de vida na fila de espera. “É intenção da família que isso sirva de exemplo. Muitas pessoas, por desconhecimento e por efeito da dor, da decepção, se esquecem que órgãos que ainda estão vivos são perfeitos, podem dar vida, prolongar a vida de muitos que precisam. Então, sem nenhuma demagogia, apenas aceitei dar esse depoimento por saber que é necessário que muitos entendam que muitas pessoas precisam, e parece que há um receio, como se, em tirando partes de um ser humano, aquilo afetasse sua alma. Mas, a sua alma está intacta, vai para Deus dependendo do seu comportamento, como temos certeza que a de Evandro foi. É um depoimento só para encorajar as pessoas, que Deus as livre, um dia passando por essa dor tenham o mesmo comportamento, doem os órgãos dos seus, porque é como se estivessem estendendo a vida dele a outros, está lá um coração pulsando numa pessoa que a gente não sabe quem é, mas sabemos que o coração dele continua batendo salvando vida, dando mais vida”, enfatiza. Apesar de a morte do empresário ter sido confirmada na segunda-feira, 13, à noite, o velório e o sepultamento só aconteceram na quinta-feira, 16, devido a todo o procedimento realizado entre a constatação da morte encefálica, a autorização da família para doação de seus órgãos, a mobilização da equipe de transplante, a procura por receptores compatíveis, o que levou toda a madrugada, encerrando pela manhã a transferência dos órgãos que podiam ser transferidos. Só então, o corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML), de onde seguiu para a funerária para fazer o embalsamento. Isso tudo, segundo Renato Fernandes, foi muito demorado e dolorido. “Já para fazer o traslado do corpo para Mossoró, tivemos uma surpresa, porque chegamos ao aeroporto de Curitiba às 17h45 e existe uma legislação aeroviária que proíbe o recebimento de féretro depois das 17h. Então, nós tivemos que retornar para a funerária, e isso retardou até a questão de conseguir o voo, que já estava tudo certo. Então, o voo saiu na quarta-feira à noite, chegando em Natal por volta da 1h da quinta-feira, e a transferência para Mossoró foi concluída por volta das 5h”, afirma. O velório foi realizado no templosede da Assembleia de Deus em Mossoró, na Avenida Dix-neuf Rosado (Leste-Oeste), e o sepultamento se deu às 16h, no Cemitério São Sebastião. 8

# Evandro Praxedes Mossoroense, 46 anos de idade, de uma família de cinco irmãos contando com ele, casado com Gilvaneide Andrade, pai de Carol Praxedes, Ana Karen Praxedes e Helena Praxedes. Era diretor-presidente do Grupo Refimosal, presidente do Sindicato da Indústria de Moagem e Refino de Sal (SIMORSAL).

TRANSPLANTES NO RN Como a doação dos órgãos do empresário Evandro Praxedes foi feita no Estado do Paraná, DOMINGO aproveitou para saber como funciona o processo de doação de órgãos no Rio Grande do Norte. A reportagem entrou em contato com a coordenadora Artenise Revoredo, da Central de Transplante da Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP), que falou sobre o processo de autorização da doação por parte da família e passou dados sobre o número de transplantes realizados no Estado em 2013 e o número de pacientes presentes na fila de espera por transplantes. Primeiro, Artenise Revoredo esclareceu uma dúvida que muitas pessoas têm em relação à declaração do desejo, ou não, de doar os órgãos. Ela explicou que não são mais colocadas em documentos de identidade as frases “Doador de órgãos” ou “Não doador de órgãos”, porque isso acabava atrapalhando o processo. Atualmente, a autorização da doação de órgãos é feita pela assinatura de um responsável legal e uma testemunha. A coordenadora da Central de Transplantes do RN informou que em 2013 foram realizados 276 transplantes, sendo 167 de córnea, 52 de rins, 54 de medula óssea e 3 de fígado. Ainda segundo Artenise Revoredo, desde 2010 não são realizados transplantes de coração no RN, por não haver pacientes na fila de espera pelo órgão. Ela também lembra que os transplantes de fígado foram retomados em setembro de 2013, depois de cinco anos de pausa.

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A lista de espera para transplantes de órgãos e tecidos (córneas) no RN conta 134 pacientes, dos quais, 78 aguardam por transplante de córneas, 53 transplantes de rins e apenas 3 aguardam por transplantes de fígado. Até o momento, nenhum paciente à espera por transplante de coração foi cadastrado. No Rio Grande do Norte, os transplantes de coração são feitos no Instituto do Coração de Natal (INCOR), os de fígado são realizados no Hospital do Coração (HC), os de rins no HC e no Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), os de córneas no HUOL e na Pronto Clínica de Olhos, já os transplantes de medula óssea são realizados no Hospital Natal Center, que é referência no Nordeste e o que mais realiza transplantes do tipo no País. A Central de Transplantes do RN possui equipes responsáveis pela captação de órgãos. Em Mossoró, o único hospital credenciado para realizar a notificação de doadores é o Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM). Artenise Revoredo afirma que é importante cada pessoa conscientizar sua família sobre seu desejo de doar seus órgãos, porque no momento da confirmação da morte encefálica fica menos difícil tomar a decisão de autorizar a doação. “Facilita na hora da decisão e também serve como uma forma de conforto para a família por saber que está respeitando a vontade do ente querido que se foi, e ainda vai estar ajudando outras pessoas a prolongar sua vida”, conclui Artenise Revoredo.


Alerta

Corrida às

livrarias

Diretora Jemima Miranda, do Procon em Mossoró, dá dicas aos pais que vão comprar o material escolar dos seus filhos; confira o que pode e o que não pode ser exigido pelas escolas Jornal de Fato | DOMINGO, 19 de janeiro de 2014

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Alerta

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hegamos à segunda quinzena de janeiro e a corrida às livrarias, que desta vez começou mais cedo, já que o início do ano letivo na maioria das escolas da rede particular também foi antecipado para a penúltima semana deste mês, vem se intensificando. Quem deixou para comprar o material escolar dos filhos só agora, tem se deparado com lojas lotadas e até mesmo com falta de alguns itens da lista, principalmente os livros didáticos. Além de fazer uma pesquisa de preços antes de comprar o material escolar, já que o valor cobrado por alguns itens chega a variar até 70% entre um estabelecimento e outro, a diretora do Programa Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (PROCON) em Mossoró, Jemima Miranda, orienta que os pais devem ficar atentos, já que algumas listas de material escolar exigidas por escolas da cidade são abusivas. De acordo com a diretora do órgão, os pais devem comprar apenas o que o aluno vai usar em suas atividades escolares, evitando comprar itens para uso coletivo que frequentemente são exigidos nas listas de material escolar feitas pelas escolas. “Itens de uso coletivo, como durex, pincel para quadro branco na lista de alunos que não estão mais na educação infantil, giz para quadro, copos descartáveis e ainda materiais de limpeza, não devem ser exigidos pelas escolas, que tem que incluir os custos da compra desses materiais no valor da mensalidade. As escolas também não podem cobrar uma tarifa para a aquisição dos itens da lista no próprio colégio, caso isso aconteça, os pais devem ter a opção de adquirir os itens em qualquer outro estabelecimento de sua preferência, ficando isento da tarifa”, frisa. Jemima Miranda afirma que várias pessoas entraram em contato com o Procon Municipal para tirar dúvidas sobre alguns itens presentes nas listas, e mediante essa procura, o órgão encontrou irregularidades em diferentes escolas de Mossoró. Outra orientação do órgão aos pais é que havendo sobra do material solicitado, o mesmo deve ser devolvido aos pais ou responsáveis ao final do período letivo. AÇÃO DO ÓRGÃO Para coibir os abusos cometidos por algumas instituições de ensino, a diretora do Procon em Mossoró afirma que o órgão está desenvolvendo uma ação educativa nas escolas. “O primeiro papel do Procon é orien10

)) Quem deixou para a última hora, está encontrando livrarias lotadas tar, adotando uma postura com fim pedagógico”, frisa. Jemima Miranda diz que algumas escolas nas quais foram encontradas irregularidades já foram visitadas pela equipe do Procon e estão voltando atrás, tirando alguns itens exigidos na lista. Ela também informa que nenhuma escola foi notificada, devido à ação pedagógica que vem sendo realizada. Segundo a diretora, também lembrou que o órgão não realizou fiscalizações para verificar a ocorrência da prática abusiva por não dispor de uma

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equipe de fiscais. MOVIMENTO NAS LIVRARIAS O gerente Francisco Fernandes, de uma tradicional livraria de Mossoró, afirma que a procura pelo material didático começou ainda em dezembro, e que prevendo essa antecipação, a loja preparou o estoque um pouco antes, por volta dos meses de outubro e novembro de 2013. Francisco Fernandes enfatiza que as vendas este ano estão 10% maior em relação ao ano passado.


Alerta “A gente já vinha se preparando para atender a uma demanda maior que no ano anterior. O único problema que a gente vem tendo é com a demora para as editoras repassarem os livros pedidos, estamos trabalhando com uma fila de espera”, frisa. Em relação às listas de materiais recebidas dos colégios, o gerente afirma que neste ano elas estão mais simplificadas do que em períodos anteriores, e não está encontrando muitos itens abusivos. Outra informação repassada pelo gerente é que, entre os itens mais vendidos, além dos livros, que são o carro chefe do estabelecimento, estão os cadernos e as mochilas. PAIS EM DÚVIDA A gestora de recursos humanos Fabrícia Marques, 29, era uma das várias pessoas que estavam enfrentando o movimento intenso da livraria. Ela conta que no ano passado fez uma grande pesquisa de preços antes de comprar o material do seu filho. Mas neste ano preferiu ir direto à livraria e comprar tudo em um local só, e que o diferencial foi a rapidez no atendimento. “A gente fica um pouco confuso na hora de comprar o material porque alguns itens que vi no jornal e que não podiam ser cobrados, como cartolinas, continuam presentes na lista de materiais exigidos pela escola do meu filho.

)) Fabrícia Marques diz que ainda encontrou itens proibidos na lista de material do filho Mesmo assim, ainda acho que a lista está mais enxuta do que no ano passado”, afirma. Fabrícia Marques conta que já gastou

cerca de R$ 300,00 e ainda deve gastar mais R$ 300,00 para comprar tudo que foi pedido na lista de material escolar de seu filho de apenas quatro anos.

Fique atento

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Materiais permitidos:

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Materiais proibidos:

Folha de ofício, papel para atividades do aluno, tinta guache, lápis, caneta, borracha, etc, em quantidade suficiente com as atividades que serão praticadas durante o ano letivo.

De acordo com a lei 12.886/2013 não podem ser incluso na lista materiais de uso coletivo: higiene e limpeza, fitas adesivas para uso da escola, giz ou pincel para uso do professor em sala de aula, ou taxas para suprir despesas com água, luz e telefone, por exemplo. A lista de material escolar deverá ser disponibilizada para que o consumidor tenha a liberdade de pesquisar preços e marcas. A escola não poderá exigir que os pais adquiram o material escolar de determinada marca ou impor a aquisição de produtos no próprio colégio ou em qualquer outra loja, respeitando assim o direito de escolha do consumidor. Caso a instituição de ensino utilize apostilas como material didático, somente para este item pode haver exigência de compra em determinados estabelecimentos ou na própria escola.

)) Jemima Miranda,

diretora do Procon Mossoró

Se for observado abuso, os pais devem procurar a escola para um entendimento, e caso não tenha êxito, procurar o Procon Municipal de Mossoró, que funciona para atendimento ao público de segunda a sexta-feira no horário da manhã.

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Evangelização )) Grupo do movimento Alfa e Ômega realizou duas edições sarau, com músicas e poesias

“Sal da Terra na terra do sal” Movimento estudantil cristão organiza programação especial na Ufersa

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esde o último dia 15 de janeiro, um grupo de estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) está desenvolvendo uma programação no campus central da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA). O projeto realizado pelo Movimento Estudantil Cristão Alfa e Ômega, em Mossoró, foi denominado “Sal da Terra na terra do sal” e segue até a próxima quarta-feira, 22. De acordo com o coordenador Nilton Leite de Sousa Júnior, do grupo, o movimento estudantil tem como objetivo difundir os valores cristãos dentro da universidade, quebrando alguns estigmas, e promover os ideais cristãos. “Nós queremos motivar os cristãos da Ufersa e apresentar a fé aos não cristãos”, frisa. Nilton Júnior comenta que o Movimento Alfa e Ômega é uma entidade estudantil cristã internacional e interdenominacional que atua no campus sede da UFRN desde 2005, teve origem há 60 anos nos Estados Unidos, e funciona há 30 anos no Brasil. O movimento também é vinculado à Agência Missionária, a organização Cruzada Estudantil Profissional para Cristo. O coordenador Nilton Júnior, do mo-

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vimento na UFRN, diz que os 15 integrantes que vieram para Mossoró foram bem recebidos por toda a comunidade acadêmica, não só pelos estudantes cristãos, superando as expectativas do grupo, que já veio a Mossoró, em 2008, realizar uma programação de menor proporção na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Anualmente, o grupo aproveita o mês de férias para visitar diferentes universidades no País e também no exterior. Neste mês, estão acontecendo programações semelhantes na Universidade Federal de Viçosa (MG), em Juiz de Fora (MG), em comunidades sertanejas e em Cabo Verde, na África. Todos os Estados do Nordeste e Sudeste possuem núcleos do movimento que, segundo integrantes, está em plena expansão. “Neste ano, por exemplo, estamos focando o crescimento do movimento em Minas Gerais. Também estamos tentando implantar um núcleo em Mossoró, em parceria com o Movimento Interdenominacional Conhecendo a Cristo, que já é desenvolvido pelos estudantes cristãos da Ufersa desde 2007. Estamos realizando treinamentos, palestras, exposições e evangelismo durante toda a semana”, conta.

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)) Nilton Júnior, coordenador do movimento A organização sem fins lucrativos Alfa e Ômega também visa auxiliar o processo de inserção dos estudantes no ambiente universitário, promovendo reuniões com momentos de reflexão, compartilhamento de experiências da vida estudantil, palestras, estandes, eventos de ação social e momentos de entretenimento, por entender que a passagem de uma pessoa pela academia pode trazer-lhe mais do que um determinado conhecimento científico; pode ser um período de desenvolvimento pessoal e socioespiritual. Essas atividades visam promover os ideais cristãos e sensibilizar os estudantes quanto a valores como cultura de paz, justiça social, interações sociais harmônicas e convívio entre diferenças, objetivando uma sociedade mais igualitária e justa. Na última sexta-feira, 17, o grupo promoveu duas edições de um sarau com apresentações musicais, poesia, arte e exposição de fotos no espaço entre a Biblioteca Orlando Teixeira e o Restaurante Universitário, às 11h e às 17h.


sua carreira

RafaeL DemeTRIUs

Como mudar de emprego em 2014

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no novo: vida nova. É esta a resolução de muitas pessoas durante a passagem de um ano para o outro. Com 43% dos brasileiros passando, em média, entre 9 e 11 horas por dia trabalhando, e outros 17% gastando ainda mais de 11 horas diárias no x trabalho e ficando longe da família, o desejo de mudar de vida é cada vez maior em boa parte dos brasileiros. E uma das maneiras de renovar o modo de vida é mudando a rotina profissional ou até mesmo trocando de emprego. Por isso, se a meta é fazer uma mudança de emprego em 2014, a dica é começar a se organizar para isso desde já, para minimizar os riscos de se arrepender. Confira preciosas dicas e decida se vale a pena mudar de emprego em 2014. Capacite-se - Em um cenário de cintos apertados e incerteza econômica, as empresas, quando olharem para o mercado, irão apostar apenas em profissionais que já “entrem jogando”, que já saibam como trabalhar de forma eficaz e rápida. Um dos métodos mais eficazes para conseguir este feito é conversar com as pessoas que já atuam naquele cargo ou empresa. Tem que buscar informações sobre o que é necessário para executar a rotina dentro daquela área. Conheça a si mesmo - Não dá para enfrentar nenhum processo de seleção sem ter uma clara consciência sobre si mesmo. Aproveite esta época do ano para fazer um mergulho para dentro de si. Busque feedback de terceiros, testes de autoconhecimento, cursos e, se necessário, até uma terapia. Você precisa compreender melhor seu perfil, o que te motiva ou desmotiva, como você lida com as pessoas, como você é. Planejamento financeiro - Uma das maiores preocupações de quem está pensando em mudar de emprego é a questão financeira, principalmente quando o salário do profissional complementa a renda familiar, dificultando a decisão de deixar seu emprego atual e assumir novos desafios. Financeiramente as pessoas deveriam se preparar sempre, mas em especial quando se faz uma mudança, pelo fato de você não saber se ela será positiva. Sempre existe um risco. Nessa hora, o mais importante é que exista um consentimento entre os familiares ou dependentes na decisão pela mudança, deixando todos preparados para uma possível queda no padrão de consumo. Se der certo, todo mundo fica feliz, mas se não der, isso foi anteriormente combinado com as pessoas mais próximas.

Mantenha-se empregado - Além disso, por maior que seja o desejo de sair da empresa atual, é recomendável que o profissional mantenha-se empregado enquanto busca pela nova oportunidade. Ainda que dessa maneira o tempo disponível para a procura seja limitado, o impacto da transição na renda familiar será menor do que quando a pessoa deixa o emprego antes de outro em vista. Porém, para quem optar por sair da organização em que está, é aconselhável ter disponível recursos financeiros o suficiente para se manter por, no mínimo, seis meses sem uma nova renda. “Quem Indica” - Fora as ferramentas mais conhecidas para encontrar as vagas disponíveis no mercado e se fazer visível para possíveis empregadores, como os classificados dos jornais, sites de anúncios de emprego, consultorias e o cadastramento de currículos que algumas companhias têm, a famosa indicação também pode ser uma boa aliada. Normalmente, as empresas valorizam indicações dos próprios funcionários, por acreditarem que eles já conhecem a cultura da organização e sabem o que elas buscam em um colaborador. Manter a rede de relacionamentos informada de sua decisão de mudar de emprego aumenta as chances do profissional de ser indicado por um conhecido. Porém, a pessoa precisa manter a discrição e não expor para todos o desejo de deixar a companhia atual, para não ser mal interpretada pelos chefes. Saia com elegância - Mesmo após localizar uma nova oportunidade e optar por deixar o emprego, é importante que o profissional tenha respeito à organização anterior e notifique a empresa sobre sua saída, deixando claro quais foram as razões que o motivaram a sair. Também é aconselhável que o funcionário avise com o máximo de antecedência possível, para que haja tempo o suficiente para encontrar alguém capaz de ocupar a sua vaga e para passar as suas responsabilidades para o sucessor. Mudar de área requer ainda mais dedicação - Para quem projeta não apenas trocar de emprego em 2014, mas também mudar a sua área de atuação, as dificuldades a serem superadas são ainda maiores. Para começar, é preciso ter certeza de que a nova área é realmente a de interesse do profissional. Nada é impossível - Apesar de todas as dificuldades, mudar de área não é impossível. A pessoa deve se lembrar de que a insatisfação em relação ao seu atual emprego afeta não só o seu desempenho profissional, mas também o pessoal. Portanto, buscar trabalhar na área que realmente gosta e em uma empresa cuja cultura é alinhada com seus valores pessoais é sempre recomendável.

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adoro comer

DaVI moURa

Kayka Brigaderia Lá na A.C. Comunicação, na semana passada, recebemos um presentinho do nosso querido Bruno Leão. Em um suporte de madeira simulando um vazinho e os docinhos eram servidos como se fossem pirulitos. Para personalizar, em cada alfajor o nosso mascotinho Cookie veio estampado – bem personalizado mesmo. O que me impressionou no alfajor é que ele, definitivamente, não parece feito de bolacha, não parece caseiro. Acho que talvez pela quantidade de recheio e de chocolate que leva. Perceba, pela foto, que é realmente uma camada bem generosa de chocolate por fora. O recheio de dentro, de creme branco, também é fantástico. Dá pra perceber que tudo é feito com muito carinho! Quer fazer uma encomenda? Anota o telefone das meninas: (84) 8827 3418 – 9118 6286.

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Mimo do Trattoria O restaurante Trattoria do Nova Betânia, no final do ano passado, disponibilizou um super presente de Natal para os parceiros: um jantar maravilhoso com direito a acompanhante. Já é a segunda vez que recebo o mimo e, como sempre, não me decepciono. A refeição dava direito a duas taças de vinho, uma para cada pessoa; água; dois pratos principais que poderiam ser escolhidos entre frango, carne e peixe; e duas sobremesas. A minha escolha foi nos pratos com peixe. Pedi o salmão com shiitake e arroz negro com maçã - um dos melhores, senão o melhor, de todos os pratos do Trattoria. O salmão é macio, saboroso e o shiitake, que muitos dizem que não tem gosto de nada, faz toda a diferença, visto que ainda vem preparado em um molho delicioso. Já o arroz negro é ainda mais saudável e cheio de nutrientes que o integral. O sabor, assim como a textura, são bem diferentes. Um prato inusitado e marcante!

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Açaí O vício do mossoroense: de origem amazônica, o açaí chegou a Mossoró há alguns anos e em pouco tempo foi uma explosão de estabelecimentos comercializando o produto. A febre foi ainda mais forte que a dos sorvetinhos italianos no centro, já que em qualquer lugar se vende o roxinho. Direto do Norte do país, é cultivado, hoje, em vários estados brasileiros, muito embora o Amazonas e o Pará sejam os campeões de produção, chegando a mais de 85% da produção mundial. Alcançando o mundo, é hábito – e vício, para muitos – em inúmeros recantos no planeta. Seu consumo no cotidiano mossoroense já combina com o dia de domingo ou com o meio da semana. “Vamos tomar um açaí” não é uma frase difícil de ser ouvida, visto que sua diversidade de misturas e coberturas o fez cair de vez no gosto popular. As variações de consumo são várias, desde o suco, milk shake, batido com frutas, xarope de guaraná ou puro, é sempre uma escolha saudável, apesar de calórica. No norte do nosso país, é comum consumilo com farinha de mandioca ou tapioca, e quase sempre gelado. Os mais tradicionalistas dizem que o açaí comercializado por aqui não é o original, visto que a maneira de tomá-lo no Pará, por exemplo, reduz algumas misturas, deixando o seu sabor ainda mais acentuado. A versatilidade é uma característica peculiar da planta do açaí. Além do seu fruto ter propósitos alimentícios, suas folhas são reaproveitadas para um sem número de objetos artesanais, como chapéus e cestos. Já seu caule é bem resistente e às vezes é usado na construção civil. Ah, sem nunca esquecer o seu interior, o nosso conhecido palmito. Sua composição nutricional é riquíssima, contando com vitaminas C, B1, B2, B3, B5, B6, B9, B12, A, E, K, além de ferro, fósforo, magnésio, potássio, proteínas e fibras. Há gordura também, mas do tipo benéfica, que podem prevenir doenças cardiovasculares e vários outros males. Todos esses benefícios nos fazem crer que a procura seja realmente gigantesca. De fato, é sim. Isso justifica o sem número de locais em Mossoró, cada um mais criativo e diferente do que o outro. Aproveito e faço um apelo ao empresário, seja ele grande ou pequeno: não adianta ter um açaí perfeito, com todas as vitaminas possíveis, se o seu atendimento é fraco e deixa a desejar. Faça diferente: treine o seu funcionário, engaje, crie relacionamento com o seu cliente. Açaí não é algo que se come sozinho. Açaí junta pessoas, é um fator de socialização. Se o seu cliente for bem tratado, ele volta. E traz junto todos os seus amigos, familiares, colegas de trabalho, amigos da igreja. E quem não quer vender mais?

Aproveite e acesse o http://blogadorocomer.blogspot.com para conferir esta e outras delícias! 14

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Medalhão com crosta de ervas

adoro adoro comer comer

Prato servido no Trattoria. Receita por ComidaeReceitas.com.br.

INGRedIeNTes • 1kg de filé mignon em medalhão ou 13 medalhões • 1 pacote de pão de forma triturado • 250g de queijo parmesão ralado • 200g de manteiga • 100ml de azeite • 2 dentes de alho • 1 maço de alecrim • 1 maço de salsinha • 1 maço de manjericão • Tomilho picado • Sal • Pimenta • Azeite

MODO DE faZeR • Tempere a carne com sal, pimenta e azeite, sendo todos ingredientes a gosto; Em seguida, embrulhe o filé em um plástico filme e coloque na geladeira por seis horas para apurar o tempero; • Para o preparo da crosta de ervas, misture o pão triturado, queijo ralado, manteiga, azeite e alho; • Acrescente alecrim, salsinha, manjericão e tomilho, todos a gosto; • Mexa até a massa ficar homogênea; • Coloque no plástico filme e abra com um rolo; • Coloque em uma assadeira a massa esticada e deixe no freezer por duas horas; • Retire a carne da geladeira e, em uma frigideira bem quente, coloque um pouco de azeite e deixe dourar a carne; • Por dentro, o filé ainda ficará um pouco cru com um sulco, o que deixará a carne macia; • Corte com um copo ou cortador as rodelas da crosta e coloque em cima do filé; • Leve ao forno por 10 a 15 minutos, a 200°C ou até dourar a crosta.

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