editorial ao leitor
Consciência negra
N
p4 Entrevista
Advogado Mário Rêgo explica reforma política, tema polêmico e complicado
o próximo dia 20, será comemorado o Dia Nacional da Consciência Negra. Neste ano, a data, marcada pela luta contra o preconceito racial e dedicada à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira, é ainda mais especial, devido aos dez anos da aprovação da lei 10.639, que inclui o Dia da Consciência Negra no calendário escolar e determina o ensino da história e cultura afro-brasileira na educação básica. Em Mossoró, as comemorações acontecem durante o V Colóquio Sobre Questões Étnicas no Nordeste Brasileiro, promovido pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Além das discussões sobre os avanços e perspectivas da lei 10.639, a programação conta com a tradicional “Louvação a Baobá”, realizada na Praça do Teatro Dix-huit Rosado por membros de terreiros e do movimento negro de Mossoró e região. Para integrantes do movimento negro da cidade e pesquisadores, a data é uma grande oportunidade de resgatar a cultura afro-brasileira, como forma de diminuir o preconceito que ainda existe. DOMINGO conversou com o cantor e compositor mossoroense André da Mata, que está passando uns dias em Mossoró. Morando atualmente no Rio de Janeiro, o cantor afirma que a mudança para lá é definitiva. Ele fala sobre os novos projetos, a carreira solo, a gravação de um CD autoral com produção nacional e o fato de ter canções suas gravadas por cantores conhecidos nacionalmente, como o Mumuzinho, considerado uma das revelações do samba. Ainda nesta edição, uma entrevista com o advogado Mário Rêgo sobre reforma política, um tema polêmico e complexo, cuja necessidade vem sendo discutida no Brasil há cerca de 15 anos.
Boa leitura, Nara Andrade
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Consciência negra Membros de terreiros e do movimento negro de Mossoró e região comemoram data
prata da casa
Cantor mossoroense André da Mata fala da boa fase da carreira, novos projetos e mudança para o RJ
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Sua carreira
Rafael Demetrius: 10 dicas para vender mais neste fim de ano
Adoro comer Receita - Macarrão integral
• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – William Robson • Editor – Nara Andrade • Diagramação – Ramon Ribeiro • Projeto Gráfico – Augusto Paiva • Impressão – Gráfica De Fato • Revisão – Gilcileno Amorim e Stella Sâmia • Fotos – Carlos Costa, Marcos Garcia, Cezar Alves e Gildo Bento • Infográficos – Neto Silva Redação, publicidade e correspondência Av. Rio Branco, 2203 – Mossoró (RN) Fones: (0xx84) 3323-8900/8909 Site: www.defato.com/domingo E-mail: redacao@defato.com Domingo é uma publicação semanal do Jornal de Fato. Não pode ser vendida separadamente.
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Jornal de Fato | DOMINGO, 17 de novembro de 2013
conto
josÉ NIcoDemos*
O melhor prêmio
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uase um ano em coma profundo, vítima de acidente no trânsito. Paula fora atropelada por um carro desgovernado depois de ultrapassar uma lombada. Quase um ano depois recobrara os sentidos, num leito de hospital, sem lembrança nenhuma desses meses de total inconsciência. Onde estivera, o que vira, com quem estivera, coisa nenhuma. Nada. Um sono profundo, sem sonhos. A morte deve ser assim, um apagamento total, pensou convencida. E passou a duvidar de sua crença em vida para depois da morte. Aliás, crença que nunca fora muito segura, mais inclinada para a dúvida. Agora, podendo dizer que experimentara a morte, quase um ano de perda total dos sentidos, sem lembrança de nada, nada mesmo, certamente teria a prova concreta do aniquilamento absoluto da criatura humana, terminado o ciclo biológico. A morte devia ser, mesmo, aquilo. Aí, Paula, que nunca fora tão festeira, decidiu-se em viver intensamente os prazeres que sua condição financeira, muito boa, podia lhe oferecer. Mas sentia-se como que tolhida por uma inquietação existencial que nunca experimentara em toda a sua vida. A falta de um sentido para os prazeres. E quase que entra em estado de depressão.
Quanto mais se lhe acentuava a convicção do nada depois da morte, mais sentia a inutilidade da vida sem a esperança da eternidade
Quanto mais se lhe acentuava a convicção do nada depois da morte, mais sentia a inutilidade da vida sem a esperança da eternidade, num vazio existencial de cada vez mais fundo. Não conseguia entender, como não podia aceitar outra realidade que a da sua experiência de quase um ano de completo apagamento mental. A morte em vida. Mesmo assim, Paula não deixava de intensificar a vida nos prazeres, isto nos momentos em que lhe dava trégua es-
sa inquietação interior, sem se importar com a ausência de um sentido para as exterioridades. Mais tarde, deixou de pensar nessas coisas, tinha a sua certeza do depois do fechamento do ciclo biológico. E outro sentimento lhe ficou definitivamente, diante da vida – ser a extinção da consciência com a morte do cérebro o melhor prêmio da existência humana. Era isto a eternidade. Ou: sua definição única, ou seja, a matéria liberta da alma extinta, como no poema de Bandeira.
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entrevista
MÁRIo RÊGo
“É preciso apenas duas coisas para que a reforma política saia do papel: cobrança da população e interesse político”
O
advogado e consultor mossoroense Mário Rêgo, especialista em Direito do Trabalho pelo Centro Universitário Leonardo da Vinci (UNIASSELVI-SC), está se pós-graduando em Direito Eleitoral pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MINAS). Atuando nas áreas Cível, Trabalhista e Eleitoral, Mário Rêgo integra o grupo de advo-
gados do Escritório Paulo Gameleira Advocacia. Diz que escolheu a profissão por acreditar no essencial direito de defesa e lutar para que todos tenham um julgamento justo. Em conversa com DOMINGO, Mário Rêgo fala sobre reforma política, um tema polêmico e complexo, cuja necessidade vem sendo discutida no Brasil há cerca de 15 anos.
Por Nara Andrade naraandrade@gmail.com
DOMINGO – Há 15 anos, a necessidade de uma reforma política vem sendo discutida no Congresso brasileiro, no entanto os parlamentares ainda não conseguiram chegar a um acordo para que a matéria seja votada. Primeiro, o que é uma reforma política? MÁRIO RÊGO – Entende-se por reforma política o conjunto de propostas legislativas (leis e emendas 4
a constituição) que tem o intuito de tentar melhorar o sistema eleitoral nacional, objetivando uma maior participação popular, que gere correspondência entre a vontade do eleitor e o resultado emanado das urnas. QUAL a importância de se fazer uma reforma política no Brasil? HÁ MUITO, estudiosos do direito e políticos afirmam que o atual mo-
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delo político praticado já está esgotado, pois, segundo a corrente mais forte, já não representa os anseios da população. Doutrinariamente falando, discute-se várias supostas falhas no atual sistema. Uma das mais discutidas no modelo vigente são os chamados votos de legenda, que servem para eleger políticos de votações inexpressivas. Cito, como exemplos, a eleição de Enéas Carneiro em 2002 e Tiririca em 2010. Enéas Carneiro foi eleito deputado federal em 2002 com aproximadamente 1,5 milhão de votos. Com tal votação, ajudou a eleger outros cinco deputados, dentre os quais, salvo engano, um candidato que obteve apenas 275 votos. Fato semelhante aconteceu com o então candidato e hoje deputado federal Tiririca, pelo Estado de São Paulo. Nas últimas eleições para deputado federal, o candidato obteve pouco mais de 1,3 milhão de votos e ajudou a eleger, pelo voto de legenda, vários outros candidatos que, pela votação individual obtida, provavelmente não estariam eleitos. Tal procedimento é justo? Deixo o questionamento para que cada um dos leitores reflita e chegue a uma resposta. POR QUE tanta dificuldade para se chegar a um consenso sobre o tema? QUANDO se trata de reforma política, estamos tratando de um tema extremamente delicado que envolve enormes interesses. E o custo político de uma reforma ampla é incomensurável. Tudo tem de ser amplamente debatido, visando sempre o interesse da população. E mais: quem está no poder não quer sair e quem não está, almeja chegar; daí, a dificuldade. Como convencer um congressista, por exemplo, que a eleição para o cargo que ocupa ficará mais difícil? Será que interessa a classe política reforma que os prejudique? Daí, a dificuldade de se chegar a um consenso sobre o tema. O QUE é preciso para que ela seja efetivada? COSTUMO afirmar que é preciso apenas duas coisas para que a reforma política saia do papel e vire uma realidade: cobrança da população e interesse político. O tema da reforma política estava paralisado há algum tempo nas casas legislativas. Bastou apenas o povo ir às ruas e demonstrar a insatisfação com tudo que está acontecendo no País e a classe política se uniu e deu andamento àquilo que estão chamando de “minirreforma eleitoral”. Assim, houve a cobrança por parte da população e a união
entrevista da classe política em torno do tema. Nesta semana que passou, foi concluído o textobase na citada minirreforma, a qual será, provavelmente, votada na Câmara dos Deputados, no início do próximo ano. QUAL a situação hoje das discussões envolvendo o tema? Algum avanço registrado nos últimos anos? CADA Casa legislativa tem seu grupo de trabalho que está tratando da reforma política. Para se ter uma ideia, no Senado Federal existe um grupo tratando do assunto e outro na Câmara dos Deputados. Vale dar destaque que os textos até aqui aprovados não significam que serão aprovados em plenário ou pelas comissões temáticas (Comissão de Constituição de Justiça, por exemplo), de modo que podem sofrer modificações antes de passar a vigência plena. Houve alguns avanços, mas todos muito embrionários. De mudança concreta, não temos praticamente nada. Cada Casa legislativa funciona independente da outra. No Senado Federal, o grupo de trabalho já aprovou o fim da reeleição, o financiamento público de campanha eleitoral, o limite de gastos em campanha, a previsão de que os senadores terão somente um suplente, mudança na data da posse do presidente da República, dentre outros. Na Câmara dos Deputados, foi aprovado pelo grupo de trabalho um texto-base e entregue ao presidente da Casa que versa sobre o voto facultativo para todos os eleitores, acaba com a reeleição para mandatos do Executivo e cria a chamada “cláusula de barreira”, que dificulta a atuação de partidos menores, bem como institui uma espécie de voto distrital, em que os candidatos a deputado federal não mais concorreriam em todo o Estado, mas em circunscrições delimitadas. Lembro ainda que os textos necessitam ser aprovados em plenário e seguir para a outra Casa legislativa, para discussão e consequente aprovação ou não. QUANDO deve entrar em vigor? NÃO é possível precisar quando e se tais mudanças vão entrar em vigor, pois no Brasil existe um complexo processo legislativo. Por exemplo: algumas das mudanças implicam em
TAL procedimento, a meu ver, já foi descartado. Como informei anteriormente, o processo de modificação de nossa Constituição se dá por emenda à Constituição. A convocação de uma Constituinte é inservível para a mudança de temas pontuais na Constituição, pois, sempre que uma Constituinte é convocada, significa que será elaborada uma nova Constituição, de modo que haverá uma total ruptura com o modelo constitucional até então vigente, pois uma nova Constituição será elaborada e passará a vigorar, uma vez promulgada, revogando por completo a anterior.
modificação à Constituição. A nossa Constituição é modificada por emenda à Constituição, que é um processo bem mais complexo do que o das leis. Pelo regramento contido no artigo 60 da Constituição, a proposta de emenda constitucional poderá ser apresentada por no mínimo 1/3 dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal, pelo presidente da República, ou por mais da metade das assembleias legislativas do País, desde que se manifestem cada uma delas pela maioria relativa de seus membros. Uma vez apresentada a proposta, ela será discutida e votada nas duas Casas do Congresso Nacional (Câmara dos Deputados e Senado Federal) em dois turnos, e para ser aprovada, necessita da aprovação de 3/5 dos votos dos respectivos membros. Assim, reitero, devido à complexidade do processo, não é possível precisar qual o tempo que o processo tramitará e entrará em vigor. A PRESIDENTA Dilma Rousseff propôs a convocação de um plebiscito que autorize uma Constituinte para fazer a reforma política. Como isso se daria?
QUAIS os principais pontos de discussão? NO CONGRESSO Nacional, existe a tramitação de várias mudanças, tais como: sistemas eleitorais, financiamento eleitoral e partidário, suplência de senador, filiação partidária e domicílio eleitoral, coligações, voto facultativo, data da posse dos chefes do Executivo, cláusula de desempenho, fidelidade partidária, reeleição e mandato, candidato avulso. A votação de tais temas depende apenas dos interessados (população e políticos). UM DOS temas bastante discutidos na Reforma Política é a ampliação da participação popular nas decisões. Como seria essa participação? CADA eleitor tem que ter em mente que, na eleição, o ator principal não é o candidato, e sim o próprio eleitor. É através do voto consciente, da cobrança das promessas de campanha e da fiscalização dos gastos públicos e decisões administrativas que se participa do processo democrático. Não adianta ficar discutido se A, B ou C chegará ao poder, por pertencer a determinado grupo político, mas, sim, o que determinado político e partido podem efetivar para a melhoria de vida da população, indiscriminadamente, e não privilegiar uns em detrimento dos outros. As leis estão aí para serem cumpridas e elas já oferecem uma larga participação popular no processo democrático. Destaco, ainda, que o político que desempenha um bom mandato, não está efetivando nenhum favor à população, mas está, tão somente, cumprindo a sua
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entrevista obrigação para o qual foi eleito, que é cuidar e cuidar bem do povo. Uma das propostas apresentadas é o aumento das formas de apresentação de projetos de lei de iniciativa popular, como foi o caso do projeto que criou a Lei da Ficha Limpa. QUAIS são as formas de apresentação que já existem e quais passariam a existir, caso fossem aprovadas? NOSSA Constituição prevê, como forma de participação popular, o referendo, o plebiscito e a lei de iniciativa popular. Uma das formas de aumentar a participação popular nos destinos do País, por exemplo, seria dar à população, a exemplo da lei de iniciativa popular, o poder de apresentar projetos de emenda à Constituição, hoje restrita ao presidente da República, Câmara dos Deputados e Senado Federal e Assembléias Legislativas dos Estados, conforme informado anteriormente. OUTRO ponto discutido é a instalação de uma Democracia direta. Isso é possível? O que poderia ser feito para que todos participem do processo democrático? MUITO se fala na instalação de uma Democracia direta. Entretanto, não se vê interesse político em implantá-la, ficando tal hipótese apenas
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no imaginário popular. Historicamente, o Brasil não tem a cultura da Democracia direta. Para que fique bem claro, Democracia direta significa que todos os cidadãos podem participar diretamente da tomada de decisões políticas sem o intermédio de representantes. Tal modo de proceder surgiu na Grécia antiga, onde o povo se reunia nas praças e ali tomavam as decisões políticas, sem o intermédio de qualquer representante. A Democracia brasileira, hoje, é indireta, ou seja, os cidadãos elegem seus representantes e estes serão responsáveis pelas tomadas de decisões em nome do povo. A população brasileira em geral, infelizmente, costuma cobrar pouco da classe política. Costuma ser passiva, pois pensa em interesses pessoais, em detrimento do coletivo. Veja que a população apenas se reúne, praticamente, em quatro e quatro anos, no período eleitoral. É aí que vemos uma discussão sobre política e debate de ideias. Passado o período eleitoral, a população em geral se acomoda e deixa de efetivar cobrança à classe política, deixa de cobrar, por exemplo, as promessas de campanha. Mas, vejo uma luz no fim do túnel. As manifestações populares ocorridas recentemente em todo o território nacional deram um recado à classe política, e o recado foi de insatisfa-
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ção total. Reclamou-se de tudo: da elevada carga tributária, sem que tal se revestisse em benefícios para a população; reivindicou-se uma melhor saúde pública; uma segurança eficaz; e uma educação de bons padrões. O recado foi dado. Resta saber se as insatisfações demonstradas nas ruas acarretarão alguma mudança nas eleições vindouras. A nossa Constituição prevê que o povo pode participar do processo democrático. Cito, como exemplo, as audiências públicas, para que o povo possa ser ouvido antes da aprovação de leis, bem como as leis de iniciativa popular, em que a população se reúne e propõe ao Congresso Nacional votação do projeto de lei elaborado diretamente pelo povo. A primeira lei de iniciativa popular aprovada que me vem à memória foi a 8.930/94, que tipificou novos crimes hediondos. Mais recentemente, foi o projeto da lei da Ficha Limpa, ocorrido em 2010. E mais: devo destacar que todo cidadão tem o poder e o direito de fiscalizar o que é feito com o dinheiro público, pois, salvo alguns casos restritos, todos os dados e informações da administração pública são públicos, podendo ser fiscalizados por qualquer cidadão. Assim, a participação no processo democrático já é garantida, bastando, apenas, o interesse da população em participar.
cultura
Consciência
negra Comemorações em torno do dia nacional de luta contra o preconceito racial são marcadas por discussões acadêmicas e programação religiosa com a ‘Louvação a Baobá’
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nualmente, no dia 20 de novembro, é comemorado o Dia Nacional da Consciência Negra, a data marca a luta contra o preconceito racial. Neste ano, as comemorações ganham destaque especial devido aos dez anos da lei 10.639, aprovada em 9 de janeiro de 2003, que incluiu o dia 20 de novembro no calendário escolar, e tornou obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira. A data também é comemorada em Mossoró, durante o Colóquio Sobre Questões Étnicas no Nordeste Brasileiro, que neste ano chega a sua 5.ª edição. O evento é promovido pelo Núcleo de Estudos Afro-brasileiros (NEAB) e coordenador do Grupo de Estudos Culturais (GRUESC) da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) e tem o patrocínio do Programa de Apoio a Eventos (PAEP) da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Doutor em Antropologia Social pela USP, o professor da Uern, José Glebson Vieira, coordenador do NEAB e do GRUESC, afirma que esta
edição do Colóquio traz como tema “10 anos da lei 10.639: Avanços e Perspectivas”. O evento acontece entre os dias 19 e 22 de novembro, no Campus Central da Uern. Segundo o coordenador do evento, professor Glebson Vieira, os objetivos do evento são: discutir os avanços e perspectivas da lei 10.639/2003, promover debates em torno da questão étnica e racial, de modo a permitir a divulgação de reflexões, estudos e pesquisas de alunos de graduação e pós-graduação e professores, além de propiciar a aproximação da Universidade enquanto instituição produtora de conhecimentos, com o campo do conhecimento produzido, no caso, a rede de ensino básico. O Colóquio é destinado a alunos de graduação e pós-graduação, e ainda para professores da educação básica, professores universitários, pesquisadores, integrantes do movimento negro e das religiões de matriz africana e demais interessados, que podem se inscrever gratuitamente.
)) Membros de terreiros e do movimento negro se reúnem anualmente para “Louvação a Baobá”
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cultura AVANÇOS Sobre os avanços trazidos pela lei 10.639, Glebson Vieira explica que a lei foi discutida e encaminhada num rico e significativo processo político através da atuação do movimento negro. “Ela introduziu na agenda da educação brasileira a necessidade de reflexão sobre as práticas discriminatórias de natureza racial. Além disso, ela permitiu trazer para o debate a realidade étnica e racial brasileira vivenciada em diferentes contextos, como, por exemplo, o escolar”, comenta. Para o professor, a meta é ensejar práticas pedagógicas e conhecimentos que procurem eliminar formas de preconceito, discriminação e exclusão e fujam do ponto de vista eurocêntrico. “No tocante à comunidade escolar, configura-se como grande desafio a necessária e essencial relação entre currículo e cultura, uma vez que se buscará o reconhecimento da diversidade cultural, ou melhor, a construção histórica, cultural e social das diferenças. A escola não pode se manter indiferente à diversidade, considerando que esta faz parte do seu próprio cotidiano. Convém lembrar que a experiência da diversidade faz parte dos processos de socialização e de produção de práticas, saberes, valores, linguagens, representações do mundo, experiências de sociabilidade e de aprendizagem e cabe, portanto, a escola lidar com a diversidade de modo a permitir superar as
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ra, a lei permite promover uma reeducação das relações étnico-raciais pautadas na compreensão das formas de produção das relações preconceituosas e racistas, no combate ao racismo e na valorização da história e cultura dos afro-brasileiros.
)) Pai de santo Neto Almeida fala da importância do Dia Nacional de Consciência Negra discriminações, a xenofobia e o racismo”, ressalta. Ainda de acordo com Glebson Viei-
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PERSPECTIVAS Em relação ao que ainda é preciso mudar, o professor Glebson Vieira afirma que é preciso consolidar a implantação da lei nas escolas e criar estratégias de acompanhamento e avaliação dos conteúdos e das metodologias adotadas pelos professores. Para ele, cabe ainda a realização de cursos de formação continuada para os professores, ao mesmo tempo em que urge a necessidade da produção de material didático pedagógico sobre história, cultura e identidade. “Os cursos de formação visam possibilitar aos professores conhecimentos teórico-metodológicos que os ajudem a uma consciência crítica e cidadã na direção proposta pelas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura AfroBrasileira e Africana”, Do ponto de vista da formação universitária, o professor diz que cabe pautar a discussão sobre os Projetos Pedagógicos de Cursos de Licenciatura no intuito de apontar para a necessidade de inclusão da temática étnico-racial.
cultura PROGRAMAÇÃO Um dos momentos principais das comemorações do Dia Nacional da Consciência Negra é a parte religiosa onde membros de terreiros e movimento negro de Mossoró, Natal, Areia Branca e região, farão a “Louvação a Baobá”, às 17h na Praça Cícero Dias, em frente ao Teatro Municipal Dix-huit Rosado. Falando sobre a representatividade da “Louvação a Baobá”, Glebson Vieira explica que baobá é uma árvore sagrada, símbolo da cultura africana e representa a resistência negra no Brasil e expressa um sentimento de ligação com a África. “A louvação é uma forma de exaltação à resistência, especialmente, porque no dia 20 de novembro é o dia da consciência negra. É uma forma de se lembrar dos negros, das suas práticas culturais e estratégias políticas marcadas pela resistência diante da força colonizadora europeia e da escravidão a que foram submetidos no Brasil”, comenta. Ainda de acordo com o professor, a louvação a Baobá passou a fazer parte das comemorações do dia da consciência negra por iniciativa de umbandistas da cidade e funciona como um momento especial de visibilidade das religiões
de matriz africana e do movimento negro da cidade. A programação realizada em praça pública é importante para difundir a religião negra que ainda é bastante marginalizada devido ao grande preconceito que existe. Glebson Vieira afirma que a marginalização das religiões de matriz africana, historicamente presente no cenário religioso do Brasil, decorre de vários fatores, dentre os quais, a ligação equivocada de que fazem parte de um universo de crenças marcado por práticas que visam à produção de efeitos maléficos. “É assim, por exemplo, que no imaginário Exu está sempre associado à figura do demônio divinizado e adorado por seus fieis. A marginalização e o preconceito podem ser entendidos a partir da força e da persistência do preconceito contra o negro e contra a cultura afro-brasileira e que provoca a estigmatização das práticas rituais, decorrente, sobretudo, do desconhecimento das referências cosmológicas, dos símbolos, dos sentidos e significados conferidos aos objetos, aos espíritos, às pessoas, às crenças”, frisa. O pai de santo Neto Almeida, babalorixá do Centro Espírita de Umbanda
Xangô Agojô, explica que na ocasião os orixás são reverenciados com comidas, como a comunhão de frutas e o abô, uma água preparada com ervas. “Esse é um momento bastante especial porque é uma oportunidade de resgatar cada vez mais a nossa cultura e religião, que ainda sofre muito com o preconceito”, fala.
)) Professor Glebson Vieira, coordenador do V Colóquio Sobre Questões Étnicas
# Programação religiosa 20/11 - “Louvação a Baobá” (participação de membros de terreiros e movimento negro de Mossoró, Natal, Areia Branca e região). Local: Praça do Teatro Municipal Dixhuit Rosado (Centro de Mossoró/RN).
Duas conferências: 19/11 - Abertura: “Educação, Território e Identidade Quilombola” pelo Prof. Dr. Luis Assunção (Departamento de Antropologia/UFRN) 22/11 - Encerramento: “10 Anos da Lei 10. 639: Avanços e Perspectivas” pelo Prof. Dr. Henrique Cunha Júnior (UFC)
Minicurso: 21/11 - “Kirikou e a Feiticeira: Uma Proposta de Reflexão do Filme com Base na Lei 10.639”. Ministrantes: Professores Ms. Marcelo Matheus de Medeiros e Dra.Verônica P. S. de Aragão (UERN).
Oficinas: 21/11 – “Patrimônio e Memória dos Negros no Rio Grande
do Norte”. Ministrante: Profª. Drª. Julie Cavinac (Departamento de Antropologia/UFRN) 22/11 - “A Resistência do Negro pela Religião”. Ministrante: Babalorixá Melquisedeque da Rocha (Ilê Axé Obá Ogodô) – Natal/RN - “Dança e Performance nas Religiões Afro-Brasileiras”. Ministrante: Tony Silva (Movimento Negro de Mossoró)
Mesa-redonda: 21/11 - “Quilombos e Terreiros: Lutas e Reivindicações AfroBrasileiras no Rio Grande do Norte”, tendo como expositores o Babalorixá Melquisedeque da Rocha (Ilê Axé Obá Ogodô – Natal/RN), Iyalaxé Flaviana de Oxum (Juventude de Terreiros – Natal/RN) e Ramon Rodney (Presidente da Fundação de Cultura de Areia Branca/RN). 22/11 - Apresentação de trabalhos acadêmicos - momento de socialização e discussão de estudos e reflexões sobre a temáticaétnico-racialporpartedeprofessores,pesquisadores, estudantes de pós-graduação e graduação. - Apresentações culturais e exposições fotográficas – durante todo o evento.
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carreira solo
Prata da
casa
Vivendo um ótimo momento em sua carreira, o cantor e compositor mossoroense André da Mata fala dos novos projetos, mudança para o Rio e disco solo
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orando no Rio de Janeiro (RJ) desde o último mês de agosto, o cantor mossoroense André da Mata já fala em mudança definitiva. Passando uns dias em Mossoró, ele conversou com DOMINGO. Ele fala sobre os novos projetos, a carreira solo, a gravação de um CD autoral com produção nacional e o fato de ter canções suas gravadas por cantores conhecidos nacionalmente. Sobre a ida para o Rio de Janeiro, André da Mata conta que foi para fazer alguns contatos e atender um convite do amigo Iury Portela, junto com o grupo Tarja Branca, para fazer algumas apresentações pelo RJ, entre elas no Sesc São Gonçalo e no Boteco do Seu Adonias em Macaé. “Gostei muito da forma carinhosa 10
como fui acolhido. Gostei de sentir a energia daquele lugar que tanto valoriza o samba e senti que ali era o lugar certo para eu divulgar o meu trabalho. Hoje, sei que a minha ida para o RJ é definitiva”, conta. O cantor e compositor vê a ida para o Rio como uma oportunidade de divulgar suas composições. O motivo da mudança é a corrida pela realização de seus sonhos, pois acredita muito na projeção do seu trabalho na Cidade Maravilhosa, que considera o berço do samba. André da Mata, que já tem uma de suas composições gravadas pela Universal Music, na voz do cantor Mumuzinho, considerado uma das revelações do samba, acaba de ter outra de suas composições interpretadas pelo Grupo Arruda, cantada por Maria Menezes. Ele
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também tem outras canções em audição final de outros artistas de renome nacional, mas diz que ainda não pode divulgar os nomes. Outra música que deve se tornar hit nacional é “Pedhuá”, composição de André da Mata que faz parte do Projeto Pedhuá. O projeto é voltado para a Copa do Mundo de 2014 e tem a coordenação do paraibano Alcedo Medeiros. O objeto Pedhuá foi produzido para substituir a vuvuzela, que foi utilizada pela torcida na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul. O projeto Pedhuá já foi aprovado pela Fifa. CARREIRA SOLO Vivendo um momento especial em sua carreira, o cantor vai gravar um CD autoral, com produção musical de Ales-
carreira solo sandro Cardozo. O disco contará com a participação de músicos e sambistas reconhecidos nacionalmente. Alessandro Cardozo ganhou destaque nacional, produzindo alguns novos talentos e trabalhando com artistas renomados, como Moyseis Marques, Luiz Melodia, Dorina, entre outros grandes nomes do samba carioca. "Alessandro Cardozo é um jovem produtor, que vem se destacando no cenário nacional pelas suas belíssimas produções. Recentemente, produziu um trabalho em homenagem ao mestre Arlindo Cruz e esteve no Som Brasil, com a cantora Luiza Dionísio, defendendo essa produção. Atualmente, dirige um lindo show em homenagem a Luiz Carlos da Vila, com a cantora Dorina, pelas maiores casas de samba do Brasil", comentou André. No próximo dia 26, André da Mata voltará ao Rio e, na semana seguinte, começará a gravar seu primeiro disco solo. “Conheci Alessandro Cardozo e me tornei seu fã. Ele é um músico talentoso e excelente produtor musical. Conheci grandes trabalhos realizados por ele e desejei muito ter uma obra produzida com a sua orientação. Felizmente, nessa última viagem que fiz ao Rio, estreitamos laços de amizade e descobri que seria possível viabilizarmos a gravação do meu disco solo. Com o apoio da minha família, de amigos daqui de Mossoró e amigos que conheci no Rio, pessoas que acreditam no meu trabalho, estou conseguindo transformar o meu sonho em realidade. Considero que estou vivendo um momento muito especial na minha carreira, e esse CD será uma grande oportunidade para dar visibilidade ao meu trabalho”, ressalta. André da Mata conta que o CD terá 13 canções, das quais apenas uma não é autoral. “Apenas uma não é da minha autoria, mas eu gostaria muito de ter escrito a canção ‘Comida de comer com a mão’, de Nino Miau e Paquera, compositores que tive o privilégio de conhecer no Samba da Vela em São Paulo”, fala. As outras 12 canções são de autoria própria e algumas em parceria com outros compositores, entre eles Kinho, Maurição, Inácio Rios, Mingo Silva, Djow Lins, Marcelinho Moreira, Sérgio Santies, Wagner Silva e Maurinho Procópio. A faixa principal do disco ainda está sendo decidida, mas a aposta do cantor é na canção “Nas mãos do tempo”, entre outras coisas, por achar que soa bem.
)) André da Mata grava seu primeiro CD solo no início de dezembro
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carreira solo André da Mata conta que o repertório do CD de samba foi escolhido com muito cuidado e carinho, depois de muitas reuniões com o produtor, Alessandro, e a opinião de amigos como Renato Lima e Daniel Miranda. São canções de samba em sua diversidade, dolente, partido alto, ijexá. Quanto à temática do CD, ele diz que é diversificada, com canções que falam de amor, dor, assuntos do cotidiano, e provoca algumas reflexões sobre problemas sociais. O disco deverá ser lançado no Rio de Janeiro, Natal e Mossoró, mas ainda não tem data decidida para o lançamento. O artista mossoroense diz que, por enquanto, está trabalhando em uma produção independente, já que o projeto do CD é apresentar o seu trabalho como compositor. Ele esteve na gravadora Som Livre em reunião com um diretor artístico e editou uma das suas canções. Na oportunidade, assumiu o compromisso de voltar com o CD já gravado, para apreciação da gravadora.
trajetória fazendo apresentações e alegrando os amantes do samba de Mossoró e região, com Kacau Monteiro, Naor Coutinho , Daniel Moreira, Deivid Lemos, Fagner Costa e Moisés Moreno. “Grandes parceiros, grandes amigos, meninos supertalentosos, e o meu grande sonho é um dia tê-los comigo, cantando de norte a sul e de leste a oeste do nosso País”, frisa.
Banda Samba Nobre O cantor André da Mata ficou conhecido como líder e vocalista do grupo Samba Nobre, em Mossoró, apesar de o cantor estar no Rio de Janeiro, segue sua
)) Cantor e compositor ficou conhecido como líder e vocalista do grupo Samba Nobre
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)) Música de André da
Mata foi gravada pela Universal Music, na voz do cantor Mumuzinho,
sua carreira
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10 dicas para vender mais neste fim de ano
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último trimestre tende a ser o melhor período do ano para o comércio. Com o pagamento do 13.º e as festas de final de ano, mais dinheiro circula e os comerciantes costumam ter um pico de vendas. Com mais gente querendo comprar, os donos de lojas precisam se preparar para não acabar perdendo vendas. Ter o estoque cheio, mas desorganizado, e contratar vendedores inexperientes são dois erros que os empreendedores costumam cometer. Confira, a seguir, algumas dicas para preparar sua empresa e aproveitar ainda este ano para garantir um Natal mais gordo para a sua empresa. PRESTE ATENÇÃO EM DETALHES – Atrair a clientela não significa necessariamente ter que fazer grandes investimentos. Faça uma análise simples do seu comércio do ponto de vista de um consumidor. Observe se falta algo na fachada da loja que ajude a chamar a atenção de quem passa, se a iluminação do seu ponto está boa, se pode tapar algum buraco na calçada ou fazer uma rampa de acesso para idosos e cadeirantes, se a parede merece uma nova pintura e se a vitrine está atrativa. Esses detalhes podem fazer toda a diferença na hora de atrair novos clientes. COMPRE BEM – “Tinha, mas acabou”. Esta é uma das frases mais frustrantes que os clientes ouvem nesta época do ano. Se o lojista não tiver nem previsão de quando o produto chega e menos ainda se o consumidor será avisado, a situação é ainda pior. O lojista deve exterminar esta prática. Ele precisa ter um cliente que indique sua loja e retorne. Faça o cadastro do cliente, com a colaboração dos vendedores e, quando tiver o produto, avise-o ou entregue em casa. O abastecimento é importante e, por isso, tem que comprar em maior quantidade. Lembre-se de que se o cliente não encontra o que procura, sua loja perde a preferência. Se este é o seu primeiro Natal e não sabe quais produtos comprar, aposte naqueles que tenha pronta-entrega e que sejam atemporais. Por conta do aumento da movimentação, o estoque, naturalmente, deverá ser maior. Planeje a logística da compra para os pedidos chegarem em dias ou horários diferentes. Faça o manuseio, confira a mercadoria recebida e evite problemas e perda de tempo na oferta de produtos que você escolheu. ORGANIZE O ESTOQUE – Muitos lojistas não fazem ideia do número de clientes que perdem pela demora no atendimento. No comércio, este tempo precioso é desperdiçado em um estoque mal organizado e com vendedores mal informados sobre como encontrar a mercadoria certa. Arrume pelas cores, tamanhos e marcas, por exemplo. Além disso, oriente os funcionários para agilizar o atendimento da loja. O vendedor fica ocupado tentando entender a organização do estoque e perde o cliente que está esperando para ser atendido.
FAÇA UM GERENCIAMENTO EFETIVO – Para conhecer melhor o público, é preciso fazer um gerenciamento efetivo. Peça ajuda aos vendedores para identificar características do público: homem, mulher, adulto, idoso e o que compram ou procuram. Esses dados vão ajudar a, no próximo ano, trazer produtos que sejam de interesse deles. Leve em conta também quem já é seu consumidor durante a maior parte do ano. Acompanhar o funcionamento do seu comércio de perto sinaliza quais pontos podem ser melhorados. Veja se a venda não foi realizada porque não havia o produto, não tinha no modelo/cor que o cliente queria ou ainda se foi o mau atendimento do vendedor. Em uma tabela, esses dados vão te fornecer indicadores adicionais sobre a movimentação. FAÇA AÇÕES PROMOCIONAIS – O primeiro passo para faturar mais é atrair mais gente para o seu ponto. O cliente escolhe onde e como comprar conforme a vantagem que terá na loja. Precisa trazer algo novo, inusitado. Use uma promoção no estilo “comprar e ganhar”, ou seja, levar um brinde quando atinge um valor mínimo de compra ou concorrer a uma viagem. Já o produto encalhado, antes de ter o valor reduzido, pode ser mudado de lugar no mostruário. Veja se ele está bem exposto, se não está aglomerado, sujo, se a iluminação favorece ou não. A mercadoria parada pode sair também através da venda casada em uma promoção ou com desconto real. Vai vender mais quem tiver uma equipe mais bem preparada. Com mão de obra qualificada quase escassa, o empreendedor precisa contratar funcionários com pouca ou até nenhuma experiência e treiná-los. AMPLIE O HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO – Ter um horário alternativo para o cliente, principalmente nesta época do ano, é um facilitador e traz mais vendas para você. As lojas em shopping costumam seguir as orientações da administração. Se for na rua, veja o horário mais conveniente para o consumidor. NEGOCIE BEM – Procure pagar o mais barato possível aos fornecedores. Considere o pagamento à vista, já que no prazo poderá arcar com juros. Se você tiver contratos maiores com fornecedores, não se intimide em tentar pedir verbas de promoção, seja por sorteio ou a decoração de fim de ano. Se o intuito é ajudar nas suas vendas, o fornecedor poderá pedir algo em troca, como um pedido maior. É preciso negociar bem. O lojista peca por não negociar questões acessíveis, como a verba para campanha para bonificar o cliente final. INVISTA EM SEGURANÇA – Assim como as vendas, as perdas podem ser maiores no final do ano. Com o estoque bem controlado e a emissão de nota fiscal, é possível saber o que foi vendido e o que foi perdido. Para isso, você pode alugar equipamentos de segurança ou ter um vigilante. Os cheques também costumam ser um problema. Se for aceitá-los, tenha um sistema para checar a credibilidade do cliente. CUIDADO COM O E-COMMERCE – Nesta época, acontecem muitos golpes on-line também. Suspeite de pedidos muito grandes. Confira se a venda foi validada pela operadora. Geralmente, há demora para o lojista ser informado que a venda não existiu por fraude. Por serem cartões clonados, dias depois o dono do cartão vai contatar a operadora que fará o estorno. Mas a essa altura, o produto já foi entregue e o lojista sai perdendo na mercadoria. Jornal de Fato | DOMINGO, 17 de novembro de 2013
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adoro comer
DaVI moURa
Gastronomia
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Almoço no 144 Lounge Bar
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Os bolos confeitados da Frota Pães e Doces
Noite Suíça no Maison Gastronomia: Maison Gastronomia já tem tradição em Mossoró em fazer noites especiais. Desta vez será a noite suíça, no dia 29 de novembro, a partir das 21h. O cardápio ainda será divulgado, mas já sabemos que vai rolar uma apresentação especial de Natal, O QuebraNozes. O investimento é de R$ 95,00 por pessoa. Aguardemos o cardápio!
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Novidades no Thermas No próximo dia 21 de novembro, o Thermas Hotel e Resort vai promover um evento especialmente organizado para apresentar as conquistas e novidades do hotel para convidados, imprensa e clientes. Três assuntos principais serão abordados no encontro: 1 – O formato do tradicional réveillon do Thermas; 2 – O sucesso da parceria entre o hotel e a grife gastronômica Pinga Fogo; 3 – E o lançamento em Mossoró do rótulo chileno “Famiglia Canessa”, composta por 5 vinhos produzidos pela vinícola chilena Viña Ralco, localizada no Valle de Curicó, região famosa no Chile pela qualidade dos vinhos que produz; O formato do evento já foi definido e os convites estarão circulando muito em breve. Aguardem mais novidades!
10 coisas que aprendi com a Dieta Detox o resultado da minha Dieta Detox, organizada pelo Tenda, em parceria com a Kamila Melo, não poderia ter sido melhor. Foram 4,5kg e 8cm de cintura a menos. Espetacular! Aprendi muito durante o período. Muito mais que uma reeducação alimentar, foi um tratamento psicológico. Acho que nunca conversei tanto comigo mesmo como nesses 7 dias. Foi dessa forma que fui conseguindo sobreviver a todos os dias sem pular fora. Listei 10 coisas que aprendi nesse período. E serve pra todo mundo: 1 – Cuide do seu corpo agora para não se privar de nada depois; 2 – Seu corpo reage ao que você põe nele; 3 – Líquido é essencial; 4 – Esqueça o sal! Azeite e pimenta são o melhor tempero; 5 – Maneire no açúcar; 6 – Você é seu pior inimigo, controle o psicológico; 7 – Dê valor à sua comida, coma mais devagar, mastigue melhor; 8 – Evite os líquidos entre as refeições; 9 – Dê valor a quem está na mesma luta que você; 10 – Ame-se. Gordo ou magro, bonito ou feio.
O 144 Lounge Bar, um dos meus locais favoritos de Mossoró, resolveu inovar e servir o almoço delivery. Funcionando de segunda a sexta, das 11h às 13h, a proposta é atender o público com a qualidade já conhecida e em pratos mais gourmet. O cliente pode customizar o seu prato de acordo com a vontade do dia, sendo o prato principal variável entre frango, carne, peixe ou camarão. É possível escolher vários acompanhamentos, variando entre 4 tipos de arroz, espaguete, macarrão integral, 2 tipos de feijão e 2 saladas. Para as massas, ainda há opção de 5 molhos, como o pesto, o sugo e o alcaparras etc. A taxa de entrega é cobrada à parte, variando de acordo com o local. Anote o telefone: (84) 3316 1675 – 8822 7815.
algo que me deixa bastante feliz com o AdoroComer. com é quando empresas que fazem parte da minha vida e da minha história me procuram para conversar sobre parcerias. A última delas foi a Frota Pães e Doces. Lembro muito bem quando era criança, nas tardes que passava na casa da minha madrinha Graça, um dos nossos passeios era ir até a Frota para comer uns lanchinhos. A novidade é sobre os bolos confeitados de lá. Particularmente, quando penso em Frota, já vem à cabeça os salgados, nunca os doces. Eles estão querendo deixar a sua parte de bolos mais em evidência, por isso o foco inicial será esse. Anote como funciona: o quilo do bolo custa R$ 30,00. Em média, um bolo desses sai com 1,5kg a 2kg. Pode ser vendido inteiro ou por fatia, que também sairá no peso, dependendo da sua fome. A Frota fica na Rua Jornalista Jorge Freire, 50, Nova Betânia e a filial no Boulevard Central, Loja 60 – Mossoró RN. Contatos: Nova Betânia – (84) 3316-3883 | Centro – (84) 3316 – 6841.
Aproveite e acesse o http://blogadorocomer.blogspot.com para conferir esta e outras delícias! 14
Jornal de Fato | DOMINGO, 17 de novembro de 2013
Macarrão integral
adoro comer
by Paulo Rabello
INGReDIeNTes •500g de espaguete integral •100g de tomate cereja •100g de queijo de cabra •50g de castanha do Pará triturada •01 dente de alho amassado •Sal a gosto •Pimenta do reino branca •Folhas de manjericão •Azeite extravirgem
MODO DE faZeR • Cozinhe o espaguete em água fervente com sal e um fio de azeite, reserve; •Em uma frigideira, coloque o azeite e o alho, refogue até dourar o alho. Acrescente o tomate cereja cortado ao meio, as folhas de manjericão e as castanhas trituradas; •Refogue mais um pouco e acrescente o espaguete. Tempere com o sal e pimenta a gosto misture com cuidado para não quebrar a massa; •Acrescente o queijo de cabra e sirva logo em seguida.
Jornal de Fato | DOMINGO, 17 de novembro de 2013
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