editorial ao leitor
Participando do encontro
U
Entrevista
Boa leitura. José de Paiva Rebouças Editor Interino
p4 ComDenilsonMaia,coordenadorgeral desta Semana Espírita e vice-coordenador da Federação Espírita do RN, regional Oeste
m encontro de 40 anos entre uma mãe e seus filhos foi um grande presente para esta revista. A matéria exclusiva me foi dada de presente. Estava no trânsito quanto o telefone tocou, era um velho amigo de Apodi me dando a boa notícia: “tenho uma grande matéria para você”. Não sei se ela é grande, nem se consegui fazê-la assim, mas para mim e para esta revista foi uma grande satisfação dar em primeira mão esta história tão comovente. Falar sobre um sonho tão real quanto o amor maternal, sobre o perdão verdadeiro e as indiscutíveis questões do amor é, de fato, um presente para um jornalista humanista como eu. Já estava com as pautas preenchidas, com a edição fechada, mas ante a exclusiva e a possibilidade de participar, mesmo que de maneira tão simplória deste fato, me fez repensar todo o projeto editorial e redefinir as páginas. Dona Maria Lourdes, Alberto e Eduardo se perderam uns dos outros há mais de 40 anos e agora sonham em se reencontrar. Se isso vai acontecer ou não, não sabemos, mas gostei muito de contar como tudo isso aconteceu. A esperança que tenho é de que, ao ler este texto, tenhamos um minuto de reflexão e que pensemos sobre nossa convivência com aqueles que amamos.
p 13 p14
p6
Poluição visual O excesso de publicidade externa nas ruas e no Centro de Mossoró virou objeto de estudo
Reencontro
Após quatro décadas, depois de muito procurar, ela descobriu que eles também estavam à sua procura
p8
Sua carreira
Rafael Demetrius: Dicas para se efetivar em um emprego temporário
Adoro comer Colunista Davi Moura: Alcachofra com bacalhau
• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – William Robson • Editor – Nara Andrade • Diagramação – Ramon Ribeiro • Projeto Gráfico – Augusto Paiva • Impressão – Gráfica De Fato • Revisão – Gilcileno Amorim e Stella Sâmia • Fotos – Carlos Costa, Marcos Garcia, Cezar Alves e Gildo Bento • Infográficos – Neto Silva Redação, publicidade e correspondência Av. Rio Branco, 2203 – Mossoró (RN) Fones: (0xx84) 3323-8900/8909 Site: www.defato.com/domingo E-mail: redacao@defato.com Domingo é uma publicação semanal do Jornal de Fato. Não pode ser vendida separadamente.
2
Jornal de Fato | DOMINGO, 20 de outubro de 2013
conto
josÉ NIcoDemos*
Zé do Ouro e o sósia cachorro
(
Envie sugestões e críticas para o e-mail: aristida603@hotmail.com
)
N
ome civil, José Alves; mas era chamado de Zé do Ouro. Não sei dizer o que lhe justificava o apelido, pois não era comerciante desse ramo. Aliás, de coisa nenhuma. Também não sei bem dizer de que atividade ganhava a vida, apenas que era um rapaz direito. Nunca bebeu em toda a sua vida e, muito pobre, andava sempre limpo e bem arrumado. Era muito feio, mas nem por isso tinha desgosto. Complexo. Temperamento alegre, se algum mais indiscreto lhe fazia troça da feiúra, Zé do Ouro se desmanchava numa gargalhada. Ria-se de si próprio. Mesmo assim, arranjava namorada. Ora, não se diz quem ama o feio, bonito lhe parece? E é mesmo assim. Aconteceu que veio trabalhar na cidade, mais precisamente na construção do porto, uma ilha de aço em pleno mar, um engenheiro austríaco, que tinha um cachorro de raça nobre, mas que era muito feio, pelo menos para o gosto da cidade. O engenheiro não saía à rua que não fosse com o cachorro. Possante, parecia um leão, com a diferença da juba. Coisa de cidade pequena, em que se nota tudo, de repente se notou que Zé do Ouro, nas bochechas e na boca, era ver o cachorro do engenheiro, e haja gozação com o coitado do rapaz. Mas, quem foi que disse que ele ligava para isso? Coisa nenhuma; até ria. O fato,
O fato, porém, é que Zé do Ouro, até então, nunca tinha visto o tal cachorro, apesar de o engenheiro sair sempre com ele a passeio pela cidade
porém, é que Zé do Ouro, até então, nunca tinha visto o tal cachorro, apesar de o engenheiro sair sempre com ele a passeio pela cidade. Zé do Ouro não dava importância, em pouco o comentário malvado dessa semelhança caiu no esquecimento de todos, como se não fosse mais notada ou percebida. O povo é assim, quer que se dê o cavaco, e não era, mesmo, o caso de Zé do Ouro. Encarava a coisa sem incomodar-se. Vai que um dia Zé do Ouro teve ocasião de dar com os olhos no dito cachorro, e ele mesmo confessadamente se
achou parecido. Chegou em casa, naquele dia, numa tristeza como não era do seu jeito de ser, e passou uns dias sem botar o pé na rua. A família, preocupada; Zé do Ouro não era assim. E quando se resolveu a sair de casa, foi para encher a cara, no primeiro bar que encontrou pela frente. Foi uma admiração na cidade ver Zé do Ouro embriagado. Que lhe teria acontecido? Nem a família sabia explicar. Pois bem. A partir daí, não se via mais Zé do Ouro que não fosse bêbado de dormir nas calçadas, até que um dia ele desapareceu da cidade, para nunca mais.
Jornal de Fato | DOMINGO, 20 de outubro de 2013
3
entrevista
DeNILsoN MaIa
‘O Espiritismo é a religião livre de quaisquer peias’
A
25ª edição da Semana Espírita de Mossoró acontece no Hotel VillaOeste, entre os dia 21 e 26 de outubro, com uma programação extensa para adultos, jovens e crianças. O evento tem como objetivo divulgar a doutrina espírita através de uma linguagem que atinja a todas as pessoas independentemente das religiões que professam. As pessoas poderão participar de forma gratuita de cursos, pa-
lestras e oficinas relacionados com o tema "Por um Mundo Melhor, Ofereça Paz". No sábado, dia 26, acontece dentro da programação o seminário “O despertar da consciência", com Frederico Menezes (PE). Sobre isso e sobre a doutrina espírita, conversamos hoje com Denilson Maia, coordenador-geral desta Semana Espírita e vice-coordenador da Federação Espírita do RN, regional Oeste.
DOMINGO – Nesta segunda-feira, 21, começa a 25ª Semana Espírita em Mossoró. Conte o começo desta história e a dimensão da doutrina na cidade? DENILSON MAIA – Após a realização do I Congresso Espírita Brasileiro, em Brasília, no ano de 1989, alguns espíritas mossoroenses (Francisco Leandro, Nina Lourdes, José Couto, Cristo-
vam Frota) retornaram com a ideia de realizar um evento que pudesse sair do ambiente das instituições espíritas (na época eram 3 instituições) e apresentar a Doutrina Espírita para um público maior, de leigos, de modo a auxiliar no entendimento dos princípios espíritas, ainda tão deturpados pela falta de informação e pelo preconceito que
4
Jornal de Fato | DOMINGO, 20 de outubro de 2013
ainda existe em torno das questões da vida no mundo espiritual. Então, sob muitas dificuldades, inexperiência dos organizadores, mas apoiados pela Federação Espírita do RN, foi realizada a 1ª Semana Espírita de Mossoró, no auditório do SESI. O evento foi crescendo ao longo dos anos, ganhando qualidade, ampliando o seu público, aumentando os números de parcerias, de modo a mantermos atualmente um evento de qualidade totalmente gratuito. Em 2013, estamos festejando os 25 anos do evento com muita alegria e satisfação. O ESPIRITISMO tem crescido muito. Em que se baseia esta doutrina? SIM. Se tomarmos por base apenas a nossa cidade, cujo primeiro centro espírita foi fundado em 1977, a Sociedade Espírita de Mossoró, atualmente contamos com 10 instituições espíritas. O Espiritismo se baseia nos seguintes pontos fundamentais: A crença em Deus, a crença na imortalidade da alma, na comunicabilidade com os Espíritos, na reencarnação, na pluralidade dos mundos habitados, na lei de causa e efeito e na Justiça Divina fundamentada no Evangelho de Jesus, portanto, o Cristianismo em toda a sua essência está inserido nas bases da D.E. O ESPIRITISMO é uma religião ou uma filosofia de vida? Qual seria a diferença dele para outras atividades religiosas do mundo? O ESPIRITISMO é uma doutrina filosófica, científica, de consequências religiosas, portanto uma religião no seu sentido mais profundo "Religare" (ligação da criatura com o Criador), porém não traz os dogmas, os aparatos ou hierarquias, nem tampouco ritos que são comuns nas religiões constituídas no mundo. O espírita é, acima de tudo, um cidadão, e o centro espírita, uma instituição civil, organizada, com estatuto próprio, prestadora de serviço à sociedade, mantida pelos seus sócios/participantes. VEJO pessoas que se dizem espíritas e católicas. É possível? O ESPIRITISMO é amplo, global, não tem rótulos, não faz restrições a quem quer que o busque, não estabelece metas para conversão ou aumento de adeptos. O papel da Doutrina Espírita é claro: esclarecer, consolar, iluminar consciências para que o indivíduo viva melhor consciente do seu papel no mundo. Busca educar o ser e fazer dele um homem de bem. Muitos têm
entrevista se identificado com a proposta da Doutrina Espírita sem com isso deixarem suas religiões. Hoje vemos outros religiosos frequentarem eventos espíritas sem a preocupação de serem contados entre os espíritas. As obras espíritas lidas por muitos "não-espíritas". Daí se dizerem que são espíritas por gostarem da Doutrina e não por serem dela seus trabalhadores e divulgadores. A RELIGIÃO sempre foi usada como poder. A religião imprime muitas obrigações que superam as espirituais. Quais são as da doutrina espírita? O ESPIRITISMO é a religião livre de quaisquer peias. Não exige nada de seus participantes. Entretanto, é uma Doutrina de diretrizes muito lúcidas, que convoca o indivíduo a um processo de autoconscientização, procurando superar as suas dificuldades pessoais e de convivência com o semelhante. Allan Kardec define o espírita da seguinte forma: "Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelo esforço quem empreende para domar as suas más inclinações". Dentro da instituição espírita, existe o estatuto e o regimento interno que estabelece as atividades de funcionamento, os estudos e as ferramentas de divulgação da Doutrina. O Centro Espírita é uma escola, uma oficina de trabalho, onde, à semelhança dos primeiros grupamentos cristãos da história da humanidade, acolhiam indistintamente a todos que neles buscavam conforto e consolo para os sofrimentos e esclarecimento para as questões existenciais. RECENTEMENTE, muitos filmes falam da doutrina e mostram a filosofia da vida após a morte. Como seria essa pós-vida? OS FILMES, novelas, seriados, a própria música e o teatro têm contribuído para popularizar aquilo que já faz parte da história humana. A vida além da vida sempre foi motivo de indagações, mesmo no homem ainda primitivo. A Doutrina Espírita não vem falar nada de novo. O homem é um espírito imortal, pré-existente e sobrevivente ao corpo físico. O Espiritismo vem mostrar isso através dos fatos científicos, da filosofia que discute esses fatos e os interpretam, revelando ao homem a sua natureza divina, mostrando o seu futuro, eliminando de vez a dúvida sobre a sua destinação e a sua felicidade. Jesus deixou claro “A cada um será dado segundo as suas obras", cada um colhe conforme semeia. Não há céu e nem inferno do ponto de vista físico, pois
estes são estados que a alma vivencia quando está de bem ou de mal consigo. Os seres que se devotam afeto se mantêm ligados, a morte não separa ninguém. A morte é uma passagem a qual todos nós já atravessamos muitas vezes. A reencarnação é Lei da Vida, a qual estamos todos submetidos, e é através dela que progredimos. ALGUNS desses filmes que vi lembram muito pesquisas ufólogas. Falar de extraterrestres é possível dentro do espiritismo? OS FILMES, como proposta de divulgação de um tema, é maravilhoso, mas não devemos esquecer que ali está "o tempero" da ficção, e muitos dos diretores abordam os temas sem o compromisso de serem fiéis a esta ou aquela proposta religiosa. O próprio filme Chico Xavier, apesar de muito fiel a sua biografia, foi dirigido por um diretor que não conhecia o Espiritismo. É comum haver fantasias e interpolações com outras propostas e doutrinas em filmes assim, até porque não é só o Espiritismo que fala da vida após a morte. DE ACORDO com o espiritismo, quantas vidas precisaríamos viver para alcançar a plenitude? QUANTAS forem necessárias, não há números cabalísticos, as leis são generosas, pois Deus é Misericordioso, assim falou Jesus. A lei é tão justa cuja pena é de conformidade com o crime. Cessada a causa do crime, ou reparado o erro, não há mais necessidade de punição. É assim que vamos avançando a cada reencarnação, em busca da plenitude, da felicidade que está reservada a todas, TODAS, as criaturas, pois Deus não criou almas falíveis. As almas foram criadas simples e ignorantes com o germe divino para atingirem a perfeição. EXISTE alguma relação do espiritismo com o budismo? NÃO, porém, a Doutrina Espírita é, no ocidente, a que mais se aproxima dos princípios das religiões orientais de um modo geral, inclusive do Budismo.
E COM o candomblé? Há muita gente que tem preconceito porque confunde uma coisa com outra. Como vocês lindam com isso? LIDAMOS com muita naturalidade. As religiões afro, como toda cultura e tradições negras, sofreram duras perseguições. A escravidão do negro fez com que se abominasse sua religião e suas tradições. Daí eles para manterem vivos seus costumes e crenças, fizeram inserções de elementos das religiões dos "brancos". Com o Espiritismo não foi diferente, pelo fato de também as religiões afro terem a comunicação com os espíritos como algo claro, fez-se essa associação de um com o outro, inevitavelmente. Mas sempre que possível, esclarecemos isso com a maior naturalidade e respeito. O QUE é Deus para o espiritismo? ESTA pergunta é a primeira que Allan Kardec direciona aos Espíritos Superiores em O Livro dos Espíritos. Os Espíritos responderam dizendo que Deus é a Inteligência Suprema, causa primeira (ou primária) de todas as coisas. O ESPIRITISMO acredita na ressurreição da carne? SIM. Ressurgir na carne, nós entendemos como reencarnar. Isso estava muito bem claro dentro da religião judaica. Daí Jesus ter falado abertamente com os seus discípulos sobre isso. É obvio que o termo reencarnação não vai aparecer no texto bíblico, mas a ideia dos múltiplos nascimentos, sim. Ela estava presente em outras civilizações, como a Hindu, por exemplo. QUAIS são as principais confusões que fazem com relação ao espiritismo e as perguntas mais absurdas que vocês precisam esclarecer? “ESPIRITISMO é coisa do diabo, do satanás", "os espíritas são cristãos?", "eu tenho um espírito", são questões que encaramos com tranquilidade e até bom humor, pois são frutos da desinformação ao invés de puro preconceito. Às vezes, as pessoas mais simples acabam sendo levadas a acreditar que o Espiritismo é obra do demônio e deve ser anatematizado. Mas tudo isso faz parte. Todas as propostas religiosas ou científicas enfrentaram barreiras e obstáculos em sua divulgação/popularização, como o Espiritismo não foi ou está sendo diferente. É uma doutrina de pouco mais de 150 anos, muito jovem ainda perto de outras tantas seculares que temos, de tradições rígidas e castradoras.
Jornal de Fato | DOMINGO, 20 de outubro de 2013
5
meio ambiente
pr o C om d o ve n o g alu
Compro vendo alugo
Compro vendo alugo
Os males da
poluição
visual O excesso de publicidade externa nas ruas e no Centro de Mossoró virou objeto de estudo da UERN e trouxe à tona o debate sobre o uso desse tipo de recurso visual na cidade
U
É impossível andar por Mossoró sem se distrair com o acumulado de publicidade espalhada pela cidade. Outdoors, faixas, cartazes, panfletos, placas cobrindo as fachadas, tudo isso representa a força do comércio do segundo mais importante município do Rio Grande do Norte, mas também traz à tona outros problemas. Um deles é a chamada “poluição visual”, que é justamente o excesso desses elementos ligados à comunicação, dispostos em ambientes urbanos. Este fenômeno está sendo confirmado através de uma pesquisa da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), desenvolvido pela professora Paula Zagui, do Departamento de Comunicação (DECOM), com apoio de três alunas. A iniciativa institucionalizada através do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Cien6
tífica (PIBIC) ainda está em andamento e demora um ano para ficar pronta, mas já serviu para reiniciar importante debate não apenas sobre esse tipo de poluição, mas sobre todo o Código de Postura do Município. De acordo com Paula Zagui, a mídia exterior é importante, mas é preciso haver controle para que não haja prejuízo com a paisagem urbana. “Vemos que há muitos pontos em que a mídia exterior tem coberto totalmente a paisagem da cidade”, alerta a professora, que coloca como exemplo a situação de cidades como São Paulo, que instituiu uma lei da cidade limpa. “Houve muita resistência, mas a Prefeitura conseguiu diminuir o impacto”, disse, lembrando que essa resistência acontece porque este contexto torna-se cultural tendo em vista a ausência de limitação das prefeituras.
Jornal de Fato | DOMINGO, 20 de outubro de 2013
O gerente da Gestão Ambiental da Prefeitura de Mossoró, Mairton França, que também é membro do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), disse que é preciso ter coragem para coibir esse tipo de publicidade, mas ele lembrou que algumas medidas já estão em discussão no âmbito do executivo para ir diminuindo o seu impacto. Mairton explica que a Prefeitura tem evitado, por exemplo, confeccionar faixas e tem buscado coibir que outras pessoas as façam, sendo necessária uma autorização prévia. Com relação às fachadas dos prédios que estão sumindo atrás das marquises, ele disse que existe uma comissão instituída para discutir o tombamento de alguns prédios históricos. “O estudo de viabilidade técnica deste projeto está no plano de metas da prefeita Cláudia Regina”, adiantou.
meio ambiente )) Outdoors, faixas e cartazes precisam de autorização da Prefeitura para ser instalados
)) No Centro da cidade, as fachadas
do comércio foram praticamente cobertas pela propaganda
Sobre os outdoors, Mairton França reconhece que existe um problema mais sério, tendo em vista que será muito complicado mudar o comportamento que já está enraizado na cultura da cidade. Ainda assim, acredita que o debate é necessário. “É importante que se pare para avaliar até que ponto se pode permitir o uso dessas publicidades na cidade”, completou. O vereador Alex Moacir disse que já havia pensado nesta questão e percebido haver um desordenamento na cidade. “Não sei até que ponto o empresário tem retorno real a partir deste tipo de publicidade”, questionou Alex, que também é comerciante. Segundo ele, vai entrar em contato com a Secretaria de Desenvolvimento Urbano, responsável pelo setor, para pedir informações sobre este assunto e, sendo necessário, entrará com um projeto de lei que complemente o trabalho da Prefeitura. Irregulares serão embargados O secretário de Desenvolvimento Urbano, Alexandre Lopes, informou que
tem embargado algumas coisas na cidade, principalmente painéis eletrônicos, mas reconhece que tem pouco pessoal para este trabalho. “Só temos quatro fiscais trabalhando e consideramos ainda insuficiente”. De acordo com ele, qualquer publicidade, mesmo em terrenos particulares, precisa de licença. Também está proibido o uso de canteiros centrais, a menos que seja de interesse público ou institucional. “Esta questão da publicidade é muito cultural, mas a cidade precisa se preparar para mudanças. Obviamente precisamos do apoio da população. Particularmente, acredito que se
diminuir a poluição visual a propaganda tem mais efeito porque se consegue visualizá-la melhor”, opinou. Alexandre Lopes disse também que o Código de Postura do município determina que as publicidades não podem avançar sobre as vias nem ultrapassar 50 centímetros da bordas das calçadas, ou mesmo impedir a circulação das pessoas. Segundo o secretário, no ano que vem deverá ser aberta a primeira revisão do Plano Diretor de Mossoró, instituído em 2006, e que dentro desse momento o assunto da poluição visual deve estar em debate.
!
De acordo com Paula Zagui, a mídia exterior é importante, mas é preciso haver controle para que não haja prejuízo com a paisagem urbana
)) Professora Paula Zagui, da UERN, está estudando este fenômeno em Mossoró Jornal de Fato | DOMINGO, 20 de outubro de 2013
7
inusitado
Um reencontro
esperado há
anos 40
Em 1972, ao se separar do marido, a paraibana Maria Lourdes, que hoje mora em Apodi, perdeu o contato com seus dois filhos. Após quatro décadas, depois de muito procurar, ela descobriu que eles também estavam à sua procura
M
ais de quarenta anos. Este é o tempo que Maria Lourdes Rodrigues Rocha, de 62 anos, não vê seus dois filhos: Carlos Alberto e Carlos Eduardo. A história dessa família, separada pelo destino, é cheia de contradições, mas agora que eles se acharam e a única coisa que importa é o momento do reencontro. Tudo aconteceu em 1972, quando os paraibanos, de Campina Grande, Maria de Lourdes e Francisco Vicente Araújo decidiram acabar o casamento. Os dois haviam se conhecido quando ela tinha 15 anos e ele 28 e foram tentar a vida no Rio de Janeiro, onde tiveram dois filhos. Quando a relação ficou insuportável, voltaram para casa e lá dividiram o que haviam construído. Mas nesta partilha ela ficou no prejuízo porque ele ficou com as duas crianças. À época, Alberto tinha dois anos e Eduardo um. Maria de Lourdes reconhece que, ainda muito jovem, não deu a importância devida a essa decisão e acabou caindo no mundo, só se dando conta da gravidade da coisa quando ficou sabendo que Vicente havia voltado para o Rio com seus filhos. Na verdade, isso não aconteceu. Realmen8
Jornal de Fato | DOMINGO, 20 de outubro de 2013
inusitado te, o pai dos meninos voltou para o Sudeste, mas Alberto e Eduardo ficaram morando com seus avós paternos em Campina Grande. Os dois conviveram juntos até os 9 anos, quando Alberto também foi para o Rio de Janeiro morar com a madrinha. Eduardo só saiu da Paraíba em 1992, aos 21 anos, para acompanhar os avós que foram morar em Brasília. Mas vagando em busca de um rumo, Maria só soube disso agora, depois que voltou a ter contato com eles. A retomada do contato com os meninos está sendo uma odisseia. É que em 1979, Maria, que já havia morado em muitos lugares, chegou a Apodi, na região Oeste do Rio Grande do Norte, e lá encontrou um pouso. Maria chegou sozinha, mas três anos antes havia dado luz a uma menina, Ana Karla, de um amor passageiro, mas que também havia ficado em Mossoró na casa dos avós paternos. Ela chegou a noivar com um rapaz, mas o destino novamente lhe fez covardia e ele acabou morrendo numa cirurgia antes do casamento. Na nova cidade, ela decidiu organizar a vida. Já com 28 anos, ela buscou se estabilizar. Passou em um concurso público para auxiliar de serviços gerais e acabou sendo transferida para a copa do Fórum Municipal, onde trabalha há mais de 11 anos. A ausência dos filhos mexia muito com Maria Lourdes e ela, cheia de dor, procurou se redimir com o mundo, adotando duas crianças que nunca saíram de perto dela: Karla Adriana (30 anos) e Carlos Alexandre (23 anos). Ela voltou a procurar Ana Karla e se reaproximou, embora nunca tenha reatado o laço afetivo de mãe e filha. Ainda assim, faltava-lhe algo. Foi aí que Castelo Torres, funcionário do Fórum de Apodi, soube de sua história. Durante muitos anos ele procurou por eles através da internet, no antigo Orkut e outras redes sociais da época, no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), mas não obteve sucesso. Foi aí que teve a ideia de procurá-los no cadastro de eleitores. A primeira tentativa fracassou, mas como nem Castelo, nem Maria nunca desistiram, recentemente, ele descobriu que Eduardo é eleitor de Cabedelo, na região metropolitana de João Pessoa (PB), e Alberto vota no Rio de Janeiro. Castelo ligou para o Fórum daquela cidade e descobriu que o rapaz, hoje com 42 anos, morava por perto. Depois de muita insistência, conseguiu no Fórum o seu endereço e lhe escreveu. Pouco mais de dez dias depois, Eduardo telefonou dizendo que só podia ser um engano, porque há anos procurava pela mãe e não tinha nenhum paradeiro. Não foi a surpresa, ela estava ao lado de Castelo e teve e neste momento foi feito o primeiro encontro depois de mais de quarenta anos. Eduardo então fez a ponte de Maria com Alberto, que também ficou muito emocionado ao saber que a mãe estava viva e que estava procurando-os.
Heráclito Patrício
)) Domingo pediu e Maria Lourdes se arrumou toda para fazer uma foto para esta edição. Mas não teve como conseguir nenhuma foto de seus filhos que deverá ser publicada depois do reencontro Sem mágoas Maria Lourdes tem contado e recontado esta história em todos os lugares e a todo mundo, inclusive na igreja onde congrega, mas sempre se emociona muito. “Agora minha vida está completa”, repete com frequência. Chama a atenção nesta história a ausência de mágoas. Domingo fez contato com os filhos de dona Maria e percebeu a ansiedade deles pelo reencontro. Eduardo parece ser o mais sofrido porque, além da mãe, não conhece o pai que, segundo Alberto, mora em Manaus. Ele é separado, tem um casal de filhos e vive com outra mulher. Trabalha na construção civil e teve de enfrentar a dor de perder a avó, depois o avô, e ser obrigado a voltar de Brasília para João Pessoa e começar do zero. “A pessoa sofre muito sem pai e mãe”, diz ele emocionado. Alberto trabalha de lanterneiro, é evangélico, casado e também tem um casal de filhos. Desde os nove anos mora na casa da madrinha no Rio de
Janeiro e teve a oportunidade de conhecer o pai pessoalmente. Depois que falou com Maria Lourdes nunca mais perdeu o contato. “A sensação é maravilhosa. Fiquei mais feliz ainda depois de encontrar minha mãe. Mãe é mãe”, afirma. Segundo ele, nunca perdeu a esperança de encontrá-la e chama o que aconteceu de “bênção”, além disso afasta qualquer interesse de discutir o passado. “Não existe mágoa”, afirma. O encontro O encontro de Maria Lourdes com Eduardo, que mora mais próximo, está previsto para o próximo final de semana. Ao saber desta história, o prefeito Flaviano Monteiro se sensibilizou e está organizando o momento que não se sabe se será na Paraíba ou em Apodi. “O mais importante é fazer o reencontro desta família e garantir que Maria, uma pessoa muito querida de todos nós aqui de Apodi, realize o seu sonho”, finalizou Flaviano.
Jornal de Fato | DOMINGO, 20 de outubro de 2013
9
literatura
Cruviana: o mundo em revista Projeto do escritor José de Paiva Rebouças reúne novos escritores do Brasil e de outros dois países e apresenta uma nova visão do mundo contemporâneo a partir da literatura
U
m projeto simples, mas universal. É assim que se configura o projeto Cruviana, iniciativa do jornalista José de Paiva Rebouças, que reúne escritores contemporâneos do Brasil e de outras partes do mundo. Iniciada em 2011, em formato de revista virtual, a revista ganhou fôlego e amadureceu, chegando a cinco edições semestrais. Agora, a integração entre escritores novos e reconhecidos é coroada com a publicação da revista em formato impresso. A edição impressa da Cruviana começou a ser lançada pelo município de Jardim de Piranhas neste sábado, 19. Os próximos lançamentos acontecem em Pau dos Ferros, Mossoró e Natal. O projeto revelou, nestes mais dois anos e meio, a grande safra de bons escritores escondidos na falta de espaço para os novos talentos. “Neste ponto a internet é uma grande aliada porque diminui as barreiras geográficas e permite que escritores do Sul se relacionem com os do Nordeste, os do Nordeste com os do Sudeste, os do Sudeste com os do Centro-Oeste, e vice-versa”, destaca José de Paiva Rebouças.
Foi assim no caso da Cruviana. Logo na primeira edição, editada virtualmente em junho de 2011, ele abriu uma chamada simples e se surpreendeu ao ver chegarem contos de todos os lugares do Brasil, de Portugal e Argentina. “Foi uma grande surpresa a primeira edição porque achei que só atrairia escritores de Mossoró e do Oeste, no máximo de Natal”, contou José de Paiva. As cinco edições da Cruviana também foram reconhecidas por escritores de nome e premiados. Logo na primeira edição, a revista recebeu um conto datilografado da escritora Olga Savary. Depois dela, participaram Demétrio Vieira Diniz, Carlos Gildemar Pontes, Nina Rizzi, Raimundo Leontino Filho, Mário Gerson, Clauder Arcanjo, Walter Moreira Santos, entre outros. Entre os estrangeiros, além do poeta argentino Pedro García Lavin e da cineasta portuguesa Carla Duarte, participou também o escritor e jornalista moçambicano Eduardo Quives, uma das novas promessas da literatura africana da atualidade. De acordo com José de Paiva, o projeto Cruviana vem cumprindo o seu papel inicial de aproximar as pessoas através
# Lançamento 22 de outubro Pau dos Ferros / Auditório do Cameam 26 de outubro Mossoró / Cafezal, no Memorial da Resistência
)) Jornalista José de Paiva Rebouças lança o livro Cruviana 10
8 de novembro Natal / Livraria Nobel da Av. Salgado Filho
Jornal de Fato | DOMINGO, 20 de outubro de 2013
da literatura, além de oportunizar aos novos escritores a possibilidade de publicar seus trabalhos e se sentir motivados a continuar escrevendo. “A Revista Cruviana é um projeto sem fins lucrativos, as pessoas escrevem para ela e são submetidas a um conselho editorial, como acontece nos periódicos acadêmicos”, explica José, destacando ainda que o projeto possui registro na biblioteca nacional. O desafio do papel Em formato impresso, a Cruviana deve ganhar mais espaço. Com o trabalho gráfico do arte-designer Augusto Paiva e apoio da editora Sarau das Letras, o projeto saiu enxuto e bem delineado. Com 26 contos de diversos autores do Brasil, Argentina e Portugal, o projeto manteve o seu ritmo e a proposta inicial. “Nesta edição, nós temos escritores iniciantes no mesmo espaço que temos Leontino Filho, Walter Moreira Santos, Gildemar e tantos outros”, enaltece. Embora tenha sido impressa, Paiva diz que o leitor pode acessar a edição, em forma de revista, através do site www.revistacruviana.blogstpot.com. A versão impressa foi uma aposta perigosa. Segundo José de Paiva, o projeto só foi possível graças ao apoio dos autores e da Prefeitura de Mossoró. “Como o projeto é sem fins lucrativos, trabalhamos com o objetivo único de divulgar o projeto e a nova literatura e, claro, de pagar os custos”, disse o jornalista, que destinará quase metade dos livros publicados às escolas municipais de Mossoró. “Quero que as escolas da minha cidade conheçam o nosso projeto para ver se, quem sabe, descobrimos outros autores com outras boas ideias”, complementou. Segundo ele, outra parte da obra será destinada aos professores do município de Jardim de Piranhas, município que se interessou pelo projeto. “Também deixarei alguns livros nas bibliotecas de Apodi, que é a cidade de onde venho”, destacou. LANÇAMENTOS De acordo com o organizador, as oportunidades para o lançamento da revista foram acontecendo naturalmente, assim como foi o próprio projeto. “É muito bom ver que as pessoas se interessam por esse projeto. Espero que, a partir do impresso, consigamos mais escritores interessados em colaborar com contos ou imagens para as edições futuras da Cruviana”, relatou Paiva, informando que a próxima edição sai, de forma virtual, até o final de janeiro. “O projeto virtual é semestral, então a proposta é que saia com período de janeiro a junho, quando lançamos outra edição. A próxima impressa só sairá junto com a 10.ª edição virtual”, explicou.
história
à o ã t i p a c De
viela
Para os mossoroenses de hoje, Delmiro Rocha é apenas um beco perdido no emaranhado de ruas da região leste da cidade, mas, no passado, ele foi um dos homens mais ricos e importantes do Rio Grande do Norte que deixou um legado humano inigualável
A
Delmiro Rocha é uma ruazinha perdida entre a Avenida Presidente Dutra e a Rua Francisco Mota. Um bequinho que, para ter acesso, é preciso pegar a Rua Dr. Pedro Ciarlini, a Rua Delfino Leite e ter bastante cuidado para não cruzá-lo e sair na Rua da Harmonia, outro trecho que se bifurca com o estreito logradouro. As pessoas que passam por lá, ou mesmo os seus moradores, não sabem nada sobre o nome da rua. Nem a senhora que passa apressada, o estudante de 14 anos que olha curioso no portãozinho da casa da avó ou mesmo os boêmios que se embriagam em uma de suas esquinas.
Porém, se voltarmos no tempo, vamos descobrir que a pequena rua não faz jus ao seu patrono, que no passado foi um dos homens mais importantes e poderosos de Mossoró. A vida do comerciante e político Delmiro Rocha é o tema do 14.º livro do escritor e pesquisador Misherlany Gouthier, em parceria com o bioquímico Fernando Diniz Rocha, neto de Delmiro. O trabalho, que foi lançado neste final de semana e traz à tona a história de um homem forte e que enfrentou o cangaço, ajudou no desenvolvimento de Mossoró e que ainda o faz através de seus herdeiros de sangue.
Jornal de Fato | DOMINGO, 20 de outubro de 2013
11
história Delmiro Alves da Rocha Maia nasceu em Catolé do Rocha (PB), em 1859. Inclusive, o nome da cidade é uma homenagem ao nome de sua família, que também teve grande participação política no sertão paraibano. A sua vinda para o Rio Grande do Norte se deu justamente devido à política. Filiado ao Partido Liberal, na época do bipartidarismo, teve de bater de frente com os Conservadores, chegando a ser obrigado a empunhar armas contra o cangaceiro Jesuíno Brilhante em 1874, quando o cangaceiro potiguar filho de Patu invadiu a cidade de Pombal. Depois desse confronto, que não feriu nenhum dos dois combatentes, sua situação pirou, obrigando-o a buscar novos caminhos. Contraparente do velho Jerônimo Rosado, patriarca da família Rosado, Delmiro Rocha veio procurar abrigo em Mossoró, entrando logo para o ciclo de “amizades gratas”, o que o deixou confortável para montar um grande comércio de variedades, fazer grandes investimentos em prédios, residências e, posteriormente, se tornar um político concorrido, chegando ao cargo de intendente, equivalente a um vereador de hoje. Chegou a exercer dois mandatos. Foi dele também a fazenda Guilhermina, que depois ficou conhecida como fazenda São João, hoje assentamento Nova Esperança. Os sobrenomes Alves e Maia presentes no nome de Delmiro são, segundo Misherlany Gouthier, os mesmos do atual senador José Agripino Maia, mas foram seus filhos e netos que mantiveram viva a memória e a força do nome da família. Delmiro casou-se em 1888, com a paraibana Paulina Diniz Oliveira, com
!
)) Delmiro Rocha foi um dos mais importantes comerciantes de Mossoró no final do século 19 e início do século 20
quem teve 16 filhos. O autor não sabe informar se algum nasceu aqui, mas garante que todos estudaram em Mossoró. Entre eles, destacaram-se o médico Janúncio Rocha e o vereador, ex-deputado e procurador da Justiça Thiers Rocha. Entre os netos, figuram o coautor de sua biografia, Fernando Diniz Rocha, a empresária Maria de Fátima Rocha Diniz, dona do Tempero Regina, e Nevaldo Rocha, dono das lojas Riachuelo. Nevaldo foi citado pela revista Forbes como um dos 100 homens mais ricos do Brasil. O homem que deixou tanta história morreu em 1926, um ano antes da inva-
são do bando de Lampião a Mossoró. Era tão importante à época que o jornal O Mossoroense divulgou que havia morrido o “capitão Delmiro Golveia”. Contudo, o comerciante caiu no esquecimento da massa no município que ajudou a construir e hoje se tornou apenas o nome de uma viela de pouca importância para a geografia da cidade. O livro que tem o seu nome é uma tentativa de Misherlany Gouthier e de sua família de tentar deixar viva a memória do patriarca dos Alves e Maias de Mossoró. Misherlany Gouthier trabalhou durante quatro anos para concluir o livro que conta a trajetória do empresário Delmiro Rocha, isso porque contou com todo o apoio e parceria do bioquímico Fernando Diniz Rocha. A obra traz ainda um acervo de 100 fotografias do comerciante e seus bens, a genealogia da família e verbetes biográficos falando de outros membros da família. O lançamento do trabalho aconteceu na sexta-feira, 18, às 19h, na Biblioteca Ney Pontes Duarte, e teve o apoio da Academia Maçônica de Letras.
88, com , 8 1 m e e iveir a sou-s l a O c z o i r n i i m D Del Paulina s. Entr e a n a b i a r o a pa e 16 filh do Rocha, v e t m e u l com q stá Neva e s o t e n os seus ojas Riachuelo l dono das )) Misherlany Gouthier é um dos autores do livro
12
Jornal de Fato | DOMINGO, 20 de outubro de 2013
sua carreira
RafaeL DemeTrIUs
10 dicas para se efetivar em um emprego temporário x
O
fim de ano e a proximidade das festas natalinas na economia não significam somente um aumento dos gastos no comércio. Para quem quer garantir uma renda extra, a época é ideal para conseguir um trabalho temporário. Segundo estimativas de associações e empresas, serão pelo menos 155 mil vagas temporárias, uma ótima oportunidade para mostrar as competências e, ao final do período, conseguir o almejado emprego efetivo. O trabalho temporário atende a uma necessidade especial de sazonalidade ou substitui pessoas que estão afastadas. Das 155 mil vagas, estimase que 15% devem se tornar efetivas. As remunerações médias das vagas temporárias variam de acordo com cada setor, sendo em média: R$ 770,00 no comércio e R$ 950,00 na indústria. Há vagas que são características da época, como a de Papai Noel. Mas se você conseguir um emprego que tem chances de se tornar efetivo acompanhe abaixo 10 dicas para agarrar a oportunidade. 1. Encarar como algo duradouro – O contratado não pode se prender ao fato de o contrato de trabalho ter validade curta. É indicado que a pessoa haja como se fosse um contrato de experiência, no qual a empresa está avaliando seu trabalho. A primeira dica é se considerar efetivo desde o primeiro dia. 2. Mostrar resultados – Assim como você,
outras pessoas estarão trabalhando e sendo avaliadas pela empresa. Por isso, o importante é mostrar que seu trabalho faz a diferença. Cumprir metas de vendas ou de produção é um bom começo para indicar para a companhia sua capacidade de cumprir com a obrigação. A organização precisa perceber o quanto o trabalhador agrega a ela.
empregado seja muito ágil para vender o máximo possível e também deixar o cliente satisfeito. 5.
Ter flexibilidade – Como se trata de um período de experiência, vale lembrar que é importante mostrar que realmente deseja ser contratado e que é possível se adaptar a mudanças. Alterações no horário, tarefas, responsabilidades, pessoas com as quais vai trabalhar são imprevistos que podem ocorrer e para os quais o trabalhador deve estar preparado.
6. Pontualidade – A flexibilidade, no entanto, não deve ser estendida aos horários que foram previamente combinados com a empresa. Ser pontual no horário de entrada, intervalos e refeições é essencial. 7. Trabalhar em equipe – O empregado não
pode esquecer que um bom trabalho depende de um bom relacionamento. Além de mostrar educação com outros funcionários e clientes, demonstrar capacidade de trabalhar em equipe e respeito pelos superiores são sugestões dos especialistas. 8.
Vestir certo – Cada ambiente exige um tipo de traje. Cabe ao contratado temporário observar outros funcionários para saber qual é o tipo de roupa ideal. Há, por exemplo, vagas em comércios mais populares e lojas que atendem classes mais altas e que por isso exigem roupas sociais.
9. Procurar algo na área – As chances de
contratação aumentam expressivamente se o emprego temporário estiver relacionado com algum trabalho no qual a pessoa já possua experiência ou algum curso na área. 10. Investir na carreira – Como para boa parte
dos contratados temporários, a oportunidade é o primeiro emprego, muitos não possuem experiência nem cursos. Com o ganho deste fim de ano, se o interesse for continuar na mesma área, o dinheiro pode ser utilizado para fazer algum curso. Mesmo que não haja efetivação, o emprego temporário serve comoumhistóricoqueapessoadeixaránaempresa.Sepreparar para futuras oportunidades, portanto, é a sugestão. Resumindo – Comprometimento, responsabilidade e
3. Cumprir prazos – Uma característica desta época
do ano é o aumento expressivo das encomendas à indústria. Para potencializar as chances de contratação também é necessário demonstrar que os prazos podem ser cumpridos. 4. Ser ágil - Além da indústria, o volume de vendas
também aumenta significativamente. É essencial, portanto, que se o emprego temporário for na área de comércio, seja no varejo de roupas, supermercados ou restaurantes, o
saber trabalhar sob pressão, são quesitos muito importantes aos interessados em conquistar um novo emprego. Lembrando que as vagas de emprego nos finais de ano costumam ser bastante concorridas e por isso possuir esses quesitos pode ajudar a conseguir uma vaga. As vagas temporárias são ótimas oportunidadesparaquepossamosconseguirumbomemprego, mas devemos lembrar que às vezes não é possível se efetivar no cargo. No entanto, o trabalho serve como experiência para que você possa conseguir outro emprego futuramente. Jornal de Fato | DOMINGO, 20 de outubro de 2013
13
adoro comer
DaVI moUra
Casamento de Kaline Melo Nossa nutricionista querida casou! O evento foi no último sábado, no Salão Cristal do Garbos Recepções e Eventos. Em um evento lindo, pequeno e requintado, Kaline Melo uniu-se em matrimônio com o advogado Rodolfo Barbosa. Já conheço os dois desde que o AdoroComer.com era um blog bem tímido e fiquei muito feliz em ver o resultado da união! A festa foi de extremo bom gosto e requinte, tudo isso transmitido desde a entrada até a atenção dos garçons em te servir. Fiquei nos espumantes de início, mas ainda existiam whiskys e um barzinho com caipifrutas e coquetéis, por sinal, muito bem feitos. Ponto positivo para a educação do pessoal da festa: não se via tumulto em nenhum momento, seja para pegar os frios, seja para tomar uns bons drinks. Como se tratava do casamento de uma nutricionista, não poderiam faltar opções saudáveis, como a saladinha de grãos com molho de iogurte. Destaque para os sucos funcionais de vários sabores, como maracujá com couve e abacaxi com hortelã. Amei!
1
2
A HelloFood - www.hellofood.com.br - é um portal global de delivery de comida online, presente em mais de 28 países ao redor do mundo, e que aqui no Brasil está crescendo rapidamente. Possuem uma variedade enorme de restaurantes e estão presentes nas mais importantes cidades e capitais do Brasil, como São Paulo-SP, Rio De Janeiro-RJ e Belo Horizonte. O processo todo é super simples, rápido, prático e até mesmo divertido! Você entra na página principal do site, onde você pode escolher a região/cidade onde você mora, e em seguida inserir o seu endereço para ver a lista de todos os restaurantes disponíveis na sua região que fazem delivery online. Super interessante! Será que chega por Mossoró
3
Hellofood
3
Pra quem for viajar pro RJ
Creme de avelã Diet da Mundo Verde Pra começar, vamos desmistificar algumas coisas. Produtos com alguma característica especial (como os diets) têm algum teor reduzido, no caso, o açúcar. Então se você está em uma dieta de perda de peso ou redução de medidas, não pode abusar disso aqui. Ele não é light, ele é diet. E mesmo que fosse, o negócio é comer com controle. O potinho tem 150g, 14% de avelã, é fonte de cálcio, alto teor de fibras, 0% de colesterol e de gordura trans. Produtos diet, pra quem está acostumado a consumir açúcar, geralmente tem um gostinho “sem graça”, o que não acontece com esse produto aqui. Você JURA que está comendo Nutella de verdade. A textura, o cheiro, o sabor, é tudo muito parecido. Experimentei mais quente, derretido, e mais geladinho, mais sólido e ele fica bom de todo jeito. Indico o consumo com bolachinhas light e integrais, pois a combinação é show de bola! Visite hoje a Mundo Verde, lá no Mossoró West Shopping. Converse com Dayane, a nutricionista, que ela vai te explicar melhor os detalhes. Indico!
Hellofood
A HelloFood - www.hellofood.com.br - é um portal global de delivery de comida online, presente em mais de 28 países ao redor do mundo, e que aqui no Brasil está crescendo rapidamente. Possuem uma variedade enorme de restaurantes e estão presentes nas mais importantes cidades e capitais do Brasil, como São Paulo-SP, Rio De Janeiro-RJ e Belo Horizonte. O processo todo é super simples, rápido, prático e até mesmo divertido! Você entra na página principal do site, onde você pode escolher a região/cidade onde você mora, e em seguida inserir o seu endereço para ver a lista de todos os restaurantes disponíveis na sua região que fazem delivery online. Super interessante! Será que chega por Mossoró
Pensando nos cariocas que desejam conhecer mais da harmonização do vinho, inclusive em estações quentes, o restaurante A Propósito Food Service oferecerá uma Degustação e Harmonização de Vinhos, no dia 24 de outubro, às 20h. O cardápio inspirador une elementos da cozinha italiana, francesa e inglesa, conheça: 1. Sanduíche de pastrami, queijo gruyère, pasta de gorgonzola com nozes no pão australiano harmonizado com Alamos Malbec; 2. Foccacia de calabresa com ervas harmonizado com Carmem Cabernet Sauvignon; 3. Bruschetta de parma, mussarela de búfala e rúcula harmonizado com Carmem Rosé; 4. Cupcake de limão harmonizado com Gran Feudo Rosado. Confira o evento no Facebook: https://www. facebook.com/events/454787697972938
Aproveite e acesse o http://blogadorocomer.blogspot.com para conferir esta e outras delícias! 14
Jornal de Fato | DOMINGO, 20 de outubro de 2013
adoro adoro comer comer
Alcachofra com bacalhau
Receito do chef Paulo Rabello do Espaço Gastronômico Paulo Rabello
INGreDIeNTes • 06 fundos de alcachofra • 400g de bacalhau em lascas dessalgado • 01 cebola roxa em cubos pequenos • Sal a gosto • Pimenta do reino branca • Azeite • Salsinha • Manteiga de coentro (100g de manteiga com sal e um punhado de coentro picado, leve ao fogo baixo ate que aqueça a manteiga sem deixar ferver, retire do fogo e está pronta)
MODO DE faZer • Cozinhe o fundo de alcachofra em água e sal e reserve; • Coloque o azeite em uma frigideira e, em seguida, a cebola. Refogue; • Acrescente o bacalhau o sal a pimenta e a salsinha. Refogue durante alguns instantes; • Recheie o fundo da alcachofra com o bacalhau, regue com azeite e leve ao forno pré-aquecido à 200ºC por 15 minutos ou até ficarem douradas; • Em um prato coloque a alcachofra e regue com um pouco de manteiga de coentro. Sirva em seguida.
Jornal de Fato | DOMINGO, 20 de outubro de 2013
15