editorial ao leitor
Adeus ao mito
A
música nordestina ficou órfã e o Brasil está de luto, com a morte do herdeiro artístico do Rei do Baião, José Domingos de Morais, Dominguinhos, no último dia 23. Em sua homenagem, DOMINGO traz uma de suas últimas entrevistas, concedida ao jornalista José de Paiva Rebouças, o último repórter do Rio Grande do Norte a conversar com exclusividade com o grande mito da música de raiz. Com os dias cada vez mais corridos e a dificuldade de encontrar babás qualificadas, pais mossoroenses falam da carência de escolas em tempo integral na cidade. Algumas instituições já despertaram para a necessidade e registram grande procura por vagas. No entanto, o serviço representa alto custo para famílias. Especialista em psicopedagogia fala dos prós e contras para a formação das crianças que passam por instituições de educação em tempo integral.
Entrevista
DOMINGO reproduz nesta edição uma das últimas entrevistas concedidas pelo mito da música nordestina, Dominguinhos
Boa leitura, Nara Andrade
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Tempo Integral Pais mossoroenses falam da carência de escolas em tempo integral para crianças, em Mossoró
Aprender na prática
Estudantes da Ufersa conhecem a realidade agroecológica no meio rural
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Sua carreira
Rafael Demetrius: Como diagnosticar as necessidades dos clientes
Adoro comer Colunista Davi Moura: Cupcake
• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – William Robson • Editor – Nara Andrade • Diagramação – Ramon Ribeiro • Projeto Gráfico – Augusto Paiva • Impressão – Gráfica De Fato • Revisão – Gilcileno Amorim e Stella Sâmia • Fotos – Carlos Costa, Marcos Garcia, Cezar Alves e Gildo Bento • Infográficos – Neto Silva Redação, publicidade e correspondência Av. Rio Branco, 2203 – Mossoró (RN) Fones: (0xx84) 3323-8900/8909 Site: www.defato.com/domingo E-mail: redacao@defato.com Domingo é uma publicação semanal do Jornal de Fato. Não pode ser vendida separadamente.
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Jornal de Fato | DOMINGO, 28 de julho de 2013
conto
josÉ NicoDemos*
A dor da humilhação
(
Envie sugestões e críticas para o e-mail: aristida603@hotmail.com
)
L
evantou-se, morto de vergonha, e limpou o fundo das calças com bateladas de mão. O filho, de apenas oito anos, encarando o soldado que lhe derrubara o pai com um soco certeiro na tábua do queixo, com cara de choro, irada. O policial, num riso debochado, empinava o peito cheio de autoridade. Paulino chegou em casa de cabeça baixa, arrasado, sem coragem de olhar pro filho que lhe presenciara tão grave humilhação para um homem, muito menos à mulher, como se ela também lhe fosse testemunha de vista. Não quis almoçar, aquilo cortando-o por dentro. Fora a primeira vez que um homem lhe batera na cara. Não se sentia mais digno do respeito do filho, da mulher, de ninguém. Um covarde. O soldado, apelidado de Dragão, que lhe advinha do físico abrutalhado, era acostumado a bater em todo o mundo, bastava ter vontade. De mais, tinha fama de já ter mandado dois pro inferno, como ele próprio dizia, com olhar feroz, fosse pra meter medo nas pessoas talvez, fosse de pura perversidade. Dali por diante, Paulino deixou de ser aquele homem alegre, contador de causos e anedotas, vergonha de si mesmo. Não era um homem. Chegou mesmo a “esfriar” pra mulher, que no começo cismou de coisa de homem, essa coisa de
Paulino chegou em casa de cabeça baixa, arrasado, sem coragem de olhar pro filho que lhe presenciara tão grave humilhação para um homem
andar metido com uma vagabunda qualquer. Sentia-se, ele, inutilizado, como “homem”, na vida conjugal. Não tinha jeito. Comia pouco, ele que tinha bom apetite, algumas vezes nada. Foi perdendo peso, perguntavam-lhe que era aquilo, se andava doente. “Procure o doutor, homem, você tá se acabando da noite pro dia” – era o conselho dos amigos, espantados com sua magreza. E Paulino se acabando, mesmo. Dava até pena. Não suportando mais a dor que lhe ficara daquela desmoralização, vai um dia, foi isso de manhã, pelas nove, passou
na venda da esquina, comprou uma facapeixeira, dez polegadas, emborcou um copo de conhaque, pingado, “Vou matar lá dentro da delegacia aquele filho da puta”. Ódio feroz. Ia provar-lhe que era um homem, matando-o ali mesmo no meio dos seus Saiu feito um foguete, o sangue queimando, os olhos como soltando fagulhas dum braseiro. Dito e feito. A faca na mão, entrou adentro da delegacia, disparado, e matou Dragão com uma facada enorme no peito esquerdo, na frente do delegado, que ficou parado, boca aberta, olhos arregalados, sem ação.
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entrevista
DomiNGUiNHos
“Ele aproveitou a reportagem e me apresentou como herdeiro artístico dele”
Por José de Paiva Rebouças Editor da revista Contexto
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a última semana, o Brasil se despediu de um dos grandes mitos da música brasileira: José Domingos de Morais, “Dominguinhos”. Em sua homenagem, DOMINGO reproduz a última entrevista concedida ao jornalista José de Paiva Rebouças, em novembro de 2012, véspera do centenário de Luiz Gonzaga. Na conversa, Dominguinhos falou da sua trajetória de vida, que se entrelaça com a do Rei do Baião, e comentou sobre a evolução do forró. José de Paiva Rebouças foi o último repórter do Rio Grande do Norte a entrevistar o herdeiro musical do Rei do Baião. DOMINGO – Quando você topou pela primeira vez com Luiz Gonzaga? DOMINGUINHOS – Deixe dizer do início: Quando eu conheci Luiz Gonzaga, em Garanhuns (PE), que é minha terra, eu conheci Luiz Gonzaga com meus dois irmãos, Morais (faleceu aos 57 anos, em Salvador/BA), que era o sanfoneiro que tocava oito baixos, eu tocava pandeiro, e meu outro irmão Valdomiro, que era o mais novo, tocava um instrumento que meu pai fazia que chamava “melê”. E, num dia, lá em Garanhuns, a gente estava tocando na porta do Hotel Tavares Correia – e nós não podíamos ultrapassar o
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portão, aquela coisa de hóspedes... –, pois bem: aí, naquele dia, nos puseram para tocar lá dentro, no salão, para algumas pessoas e, entre essas pessoas, estava Luiz Gonzaga, essa figura. Eu tinha oito anos de idade e meu irmão Morais tinha dez, Valdomiro tinha seis anos, já tocando no melê. Aí, nós tocamos para aquele cidadão, mais umas dez pessoas, que estavam numa mesa grande. Aí ele meteu a mão no bolso e tirou um bolo de dinheiro e entregou a meu irmão, que era o mais velhinho e, o mais importante de tudo: mandou alguém escrever o endereço dele do Rio de Janeiro, que, se um dia a gente
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pendesse pra lá, ele ia nos ajudar. Foi assim que eu conheci Luiz Gonzaga, sem saber quem ele era. Porque eu tô com 71 anos, você veja bem há quantos anos isso aconteceu! E VOCÊ já conhecia ou tinha ouvido falar de Luiz Gonzaga? EU NÃO sabia quem era Luiz Gonzaga, quem era Carlos Galhardo, quem era Ângela Maria, Nelson Gonçalves, nem Orlando Silva, que era mais velho. Eu só escutava algumas coisas nos alto-falantes. Quem tinha um rádio escutava muito as emissoras, quem podia ter um rádio, e nós não podíamos,
entrevista porque éramos uma família grande: minha mãe teve 16 filhos, morreram alguns logo... E DEPOIS de topar com o rei, o que foi que aconteceu? BOM, nesse mesmo dia, apareceu uma senhora chamada Amerinda, dona de um colégio aqui em Olinda, Pernambuco. Aí perguntou: “Vocês estudam?”. “Não, senhora”. “E vocês querem estudar em Olinda, Recife, Pernambuco?”. “A senhora fala com meu pai...” Aí levamos ela para conversar com pai e mãe e os dois aprovaram a ida da gente pra ficar interno, no colégio chamado Escola Prática Comercial de Olinda. Lá, era externo e internado. Nós ficamos internos. Eu passei, junto com meus irmãos, quatro anos. Chegamos lá, ganhamos uma sanfona do dono da Rádio Globo de Pernambuco, dr. Arnaldo Moreira Pinto, de 48 baixos. Meu irmão (Morais) começou a tocar e “desarnou” logo. Depois foi a minha vez e, assim, ficamos quatro anos. Aí, ela virou empresária da gente. Ela dava o estudo, mas a gente fazia programa na Rádio Clube de Pernambuco, na Rádio Jornal do Commercio, nas emissoras todas daquela época. Ganhávamos prêmio e tudo. Tocávamos nas festas dos meninos mais ricos. Mas era uma época da palmatória. A palmatória comia solta. Qualquer errinho da gente, a gente apanhava: hora de palmatória, hora de rebenque, de corda, com o que quisessem bater. A professora mesmo batia na gente. E aí, ela vestia a gente muito bem vestidinhos, vendia a gente nas festas dos meninos mais ricos, de aniversário, e a gente ia deixando ali e ela não fazia conta de nada, de dinheiro nem de coisa nenhuma, nem ela nunca mandou ajuda pro meu pai nem pra minha mãe. Nem notícia dava! Aí, quando foi um dia, nós fomos à casa de Arnaldo Moreira Pinto e Morais aprendeu o caminho. Aí, pelo menos uma vez por semana, ia bater na casa dele. Quando foi um dia, o homem se incomodou: “Ô meu filho, você não está em horário de colégio?”. “Tô, mas tão batendo na gente”. Pronto, foi o suficiente para seu Arnaldo mandar fazer uma sindicância. Porque, em todo tempo da vida é proibido bater em criança, ninguém nunca ligou porque todo pai dava “um corretivo”, mas, bater em criança, e ainda dos outros, é um negócio muito sério em qualquer época da vida. Aí, o que sobrou pra nós? A expulsão. “Vo-
nho duro no café e comia, porque nordestino sempre ceia. E assim, minha mãe foi quem descobriu, num dia de sábado, na feira de Garanhuns, que podia ganhar um dinheirinho com a gente tocando honestamente. Aí meu pai se aproveitou disso, daí, em nossa volta (de Olinda) quatro anos depois, começou a rodar com a gente no Estado de Alagoas, porque Garanhuns fica quase na divisa com Alagoas.
cês vão embora pra Garanhuns, que não quero mais saber de vocês aqui!”. Ela ficou com a sanfona e ficou com todas as roupas. Nós voltamos com a roupinha do couro. Acho que até pior do que quando a gente veio. A viagem para Garanhuns, 230km de Recife, era muito difícil, levava 24 horas e, quando chovia, era ainda pior. Não tinha estrada. Nós chegamos a Garanhuns à boquinha da noite. Fomos pra casa que era ali no Arraial, aí meu pai e minha mãe quando nos viram disseram: “Meu Deus, o que vocês estão fazendo aqui? Vocês fugiram?”. “Não. A mulher expulsou a gente”. Pai era calado, pensador – minha mãe também –, não tomaram nenhuma providência, não quiseram saber. Nós contamos a nossa história e eles aceitaram. QUEM descobriu que vocês tinham o dom da música? QUEM descobriu que a gente podia ganhar um dinheirinho tocando na feira foi minha mãe. Num foi nem meu pai, que era tocador. Ele era um tocador dos melhores de oito baixos. Afinava a sanfona de todo mundo, era conhecidíssimo, tocava em toda festa e não ia levar os filhos dele para tocar em batente de hotel, nem em feira. Mas minha mãe tinha muitos filhos e não queria que passassem necessidade; que ela mesma trabalhava numa padaria e trazia, no final da noite, aqueles pães dormidos que a gente chamava de “marroque”. Fazia um bule de café nas trempes, a gente molhava o pãozi-
E QUANDO vocês voltaram a se encontrar com Luiz Gonzaga? MEU PAI já tinha o endereço de Luiz Gonzaga desde aquele tempo. O que é que ele disse: “Vamo simbora pro Rio de Janeiro, vamo procurar Luiz Gonzaga”. O Morais, meu irmão mais velho, tinha arranjado um amigo, que era amigo do meu pai, que foi pro Rio de Janeiro, pra Nilópoles, e carregou Morais, e Morais já estava lá há um ano. E, assim, a gente foi ver como estava a vida dele. E aí ele (o pai) levou nós dois num pau de arara. Foram 11 dias de viagem num caminhão velho. Chegamos, Getúlio (Vargas) ainda era o presidente – foi antes dele se matar – isso foi em 1954. O que é que acontece: Morais (risos) morava numa tinturaria, e nós fomos pra lá pensando que ele estava numa casa, mas era uma tinturaria (risos), onde trabalhava, lavava roupa, coisa que eu passei a fazer depois, andando lá em Nilópoles, pra cima e pra baixo entregando roupa. Aí, no outro dia, porque ninguém dormiu quase nada, pai disse: Vamos procurar Luiz Gonzaga. Chegamos à casa dele – não sei que sorte foi aquela que o homem tava. Ele viajava demais, mas naquele dia estava em casa (risos). Aí nos reconheceu: “Oh, vocês são aqueles meninos de Garanhuns”. Aí, perguntou o nome de pai: “É Francisco”. “Senta aqui”. Aí meu pai sentou e ele foi lá dentro e veio com uma sanfoninha de 80 baixos e entregou a pai. No mesmo minuto! Num deu tempo nem da gente pedir um copo de água! Ora meu irmão, era tudo que a gente precisava! Nós não tínhamos nada, só o bisaco de botar umas bermudinhas. Aí, depois, nós fomos embora e eu marquei onde era a casa de Gonzaga. No outro dia eu tava lá, no outro dia eu tava lá, no outro dia eu tava lá: feito a cantiga da perua (risos). E ele se acostumou comigo.
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entrevista E COMO ERA a rotina de Luiz Gonzaga? ELE CANTAVA muito ensaiando as letras das músicas. Ele tinha um conjunto bom, com Marinez, a rainha do xaxado, já falecida, o marido dela, Abdias, que era um grande sanfoneiro de oito baixos. Zito Borborema e Miudinho, que era o zabumbeiro. Estou lhe contando do início pra você ver que eu, com 13 anos de idade, comecei essa amizade com Gonzaga e foi até o fim da vida. Ele me levava pra gravadora (RCE), me levava por tudo quanto era canto que ele tinha amigos e me apresentava. Porque naquela época, 1955, 1956, eram aqueles discos de 78 rotações (RPM): uma música de um lado e outra do outro. E ele, quando tinha música boa, arregimentava o regional e ia pra lá, gravar aquelas duas músicas. E QUANDO foi que você participou de uma primeira gravação de um disco de Luiz Gonzaga? EM 1956. Eu fui mais uma vez com ele para a gravação, foi quando ele gravou Forró no Escuro (canta um pedaço). Ele “tava” lançando essa moda e me botou para tocar, pela primeira vez, na companhia dele. Eu tava com 16 anos – pra você ver: a sorte quando marca um, é pra não perder de vista – e eu não fazia feio. Aí a imprensa tinha ido pra ver o lançamento de uma nova música e falar sobre os novos sucessos de Luiz Gonzaga. Foi a revista Radiolândia, na época, que fez a reportagem. E ele foi e aproveitou a reportagem e me apresentou como “herdeiro artístico dele”. Aí, a revista fez duas páginas comigo, ele me apresentando: “Esse cabra da peste é meu herdeiro artístico”. Agora, pra tu ver: eu não sabia nem o que era isso (risos). E a minha vida com Gonzaga foi assim. COMO era o relacionamento de Gonzaga com os músicos? ELE não acertava cachê. Eu mesmo toquei muito com ele e, quando terminava, ele me dava um bolo de dinheiro que correspondia a tudo que eu tinha feito. Era assim e eu nunca vi Miudinho, nem Zito, nem Marinez, nem Abdias, abrir o bico para dizer qualquer besteira sobre Gonzaga. Eles viviam felizes, tocavam felizes e Gonzaga era um pai de família muito bom, um amigo que eles podiam contar; era uma pessoa de mão aberta que se amedrontava com pouca coisa. VOCÊ é do tempo do Trio Mossoró? Conheceu os seus integrantes? 6
O OSÉIAS Lopes (hoje Carlos André) eu conheci lá no Rio de Janeiro, do Trio Mossoró: João Mossoró e Hermelinda. Eu gravei muitos discos produzidos por Bastinho (Calixto), que por aqui vivia com Hermelinda. O Oséias produziu cinco discos de Luiz Gonzaga e eu toquei em todos eles. VOCÊ é hoje um dos maiores músicos do Brasil, com uma das maiores sensibilidades auditivas e musicais. De onde surgiu isso? EU DEI muita sorte porque, além de tocar com Gonzaga, eu tocava na rádio, e isso aguçava muito o meu ouvido: acompanhando calouros que nem davam o tom já entravam cantando e a gente saía procurando. Toquei em boate, toquei em dance, tive conjunto de baile, tudo como Neném do Acordeom (primeiro nome artístico). Então, isso me ajudou, porque eu peguei várias épocas: bossa-nova, peguei a época do Gil, da Gal, dos Novos Baianos, essas coisas todas. Fui músico da noite, então, músico da noite aprende muita coisa e a tocar em todos os idiomas. E eu fui desses músicos que, além de tocar com Luiz Gonzaga, que eu nunca abandonei, eu tocava moderno, tocava acompanhando todo mundo. Aí já conheci Sivuca, já conheci Chiquinho do Acordeom, que tocava comigo na Rádio Nacional, porque eu tocava lá também (gargalhada). Eu me virava de tudo quanto era lado: eu tinha dois “bacurinzinho”, né? (risos). Aí eu tinha de me virar. Na Rádio Nacional era o regional de Décio Santana, na Rádio Tupy era de Rogério Guimarães. E tinha também o regional de Arlindo. Tinha o Arlindo branco e o Arlindo preto (gargalhada). Aí eu tocava com eles todos, era uma miscelânea danada e isso foi fazendo a minha música. Fui participando de tudo e, graças a Deus, nunca deixei a peteca cair. MUITOS artistas se opõem ao chamado “forró eletrônico”, tocado por essas bandas que fazem sucesso hoje, quase todas do Ceará. O que você pensa dessa nova música tocada pelo povo do Nordeste? AQUILO ali tem o lado bom. Eu vejo aquilo ali como um momento de lucidez, porque alguém tinha de fazer alguma coisa para dar uma sacudida na música nordestina. Exatamente Emanuel Gurgel formou as primeiras bandas no Ceará, conseguiu esse furo: o novo forró. Desde que eles começaram, nós sabemos que nenhuma banda toca forró, porque um forró depende
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de um triângulo e um zabumba, pode ter bateria, pode ter guitarra, pode ter piano, o que quiser, mas se não tiver o zabumba e o triângulo pra tocar redondo, não vai dizer que é forró que não é, é uma invenção. Mas eles, através dessa sacada do Emanuel, deram um chute muito grande e esse chute atravessou o mundo. A música nordestina, muito parada, despertou. QUAIS FORAM os prejuízos dessa música para os sanfoneiros de raiz? OS SANFONEIROS perderam espaço. Todos nós fomos tolhidos porque as bandas faziam um show-baile. Eles botavam dois bateristas, quatro cantores, dois guitarristas, tudo em dobro desde que começava até às 4h da manhã. Eu toquei muito no Ceará, no Rio Grande do Norte, no Piauí, aí as portas se fecharam. Por quê? Quando as bandas iam tocar numa festa, a meia-noite era a hora do artista. Aí a banda parava, ia descansar, tomar e comer um negocinho e o artista fazia, por volta de uma hora, o seu show. As bandas tomaram conta de tudo e não foi mais possível artista nenhum fazer show porque comandavam a noite toda e o dono da festa pagava um cachê só. Isso aí foi uma coisa muito ruim pra nós integrantes da música nordestina de raiz, porque eu só tocava, naquela época, com zabumba, triângulo e pandeiro. Era um trio. Daí uma banda daquelas com trombone, com pistão, com isso e com aquilo, e a nós éramos três gatos pingados, você imagine a diferença de som. E, muitas vezes, o som era do cara da banda que ficava fazendo maldade: tirava o som, deixava baixinho. Isso aí, até o Flávio José já passou em épocas mais perto agora, já famoso como é. TODOS nós vimos esse fenômeno, mas isso foi de alguma valia para o forró raiz? ISSO aí aconteceu e foi bom demais e aí despertou o forró pé-de-serra de novo e todo mundo começou a arengar e as bandas começaram a dizer que eram banda de forró tal: Mastruz com Leite, Forró Aquários e inventaram mil e uma bandas. Aí, pronto. Eles foram benéficos pra nós. Então, eu não fico com raiva deles (forró eletrônico) porque ali dentro tem muito músico bom que toca pra ganhar o seu sustento. Tá entendendo, meu irmão? Então, eles ajudaram a gente e ajudam até hoje e estão aí dizendo que tocam forró e a gente sabe que não toca, mas vamos levando tudo irmanados e vai dando certo.
Educação
Escola em tempo integral
Pais mossoroenses sentem a carência de unidades com turmas em tempo integral e falta de babás qualificadas Jornal de Fato | DOMINGO, 28 de julho de 2013
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Educação
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om a rotina cada vez mais corrida, devido ao trabalho e demais compromissos, muitos pais não dispõem do tempo que gostariam de ter para estar com seus filhos, dependendo, na maioria das vezes, da ajuda de parentes ou de outras pessoas para cuidar dos pequenos enquanto estão trabalhando. No entanto, não é sempre que os avós ou tios podem dar uma forcinha no cuidado com os pequenos, e nessas situações é necessário recorrer a babás ou unidades escolares com turmas em tempo integral. É nesse momento que eles se deparam com os problemas enfrentados por muitos pais mossoroenses que vivenciam situação semelhante: a dificuldade de encontrar pessoas qualificadas para trabalhar como babás e a carência de escolas e creches em tempo integral na cidade. Essa é a realidade vivenciada por um casal de policiais cearenses – ele, da Polícia Civil; ela, da Polícia Federal –, que pediram para ter as identidades preservadas por questão de segurança. Eles vieram morar há poucos anos em Mossoró, devido ao trabalho, e afirmam que, desde que a filha de 6 anos nasceu, já tiveram 16 empregadas na sua casa. “As empregadas domésticas lutaram pelos seus direitos, mas também precisam se qualificar. É muito difícil encontrar pessoas para trabalhar como babá”, comenta. Os policiais também falam da carência de escolas em tempo integral. “Nas grandes cidades já tem muitas escolas desse tipo, mas aqui não tem nenhuma que receba crianças com a idade da minha filha. Hoje, ela estuda em uma escola particular pela manhã e à tarde vai para uma creche que abriu uma exceção para ela, e mesmo assim é muito corrido, porque a gente tem que pegar na escola de 11h, almoçar, levar para a creche, e fica muito corrido.” TEMPO INTEGRAL Uma das únicas unidades educacionais que dispõem de turmas em tempo integral é o Ceamo Bambino. A unidade, inaugurada no mês de dezembro de 2012 com uma colônia de férias, já surgiu com a proposta de ajudar aos pais que não têm com quem deixar seus filhos. Para a empresária Felisbela Freitas Oliveira, uma das sócias da creche-escola, a ideia de abrir turmas de tempo integral surgiu a partir da experiência de um dos sócios, um italiano que ficou viúvo e tinha uma filha de sete anos. “Ele disse que matricular sua filha em 8
)) Uma das poucas unidades que dispõem de tempo integral recebem crianças a partir dos 4 meses de vida uma escola em tempo integral ajudou muito neste período e percebeu que em Mossoró já tinha uma demanda muito grande de pais que trabalham e não têm com quem deixar os filhos pequenos, principalmente as pessoas que vêm de fora e não têm família aqui”, explica. Felisbela Freitas conta que, desde a inauguração da unidade, a procura pelas vagas em tempo integral foi bastante satisfatória. A unidade recebe crianças a partir dos quatro meses de vida, até cinco anos e 11 meses. Segundo a empresária, as turmas cumprem uma rotina bastante organizada, com atividades da parte escolar em
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um horário e, no segundo turno, atividades lúdicas, aulas de inglês e jogos. “Hoje, com a nova lei que rege o trabalho doméstico, se somarmos as despesas com a babá, salário, décimo, INSS, FGTS, horas extras, férias, alimentação e outros direitos trabalhistas, dá quase a mesma coisa ou mais do que a mensalidade em uma unidade com turmas de tempo integral, sem contar que, durante o período em que a criança está na escola, ela está sendo educada, estimulada e se desenvolve mais rápido”, frisa. Para matricular os filhos no Ceamo Bambino, das 7h às 18h, os pais desembolsam cerca de R$ 1.200,00, com direi-
Educação
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Hoje, com a nova lei que rege o trabalho doméstico, se somarmos as despesas com a babá, salário, décimo, INSS, FGTS, horas extras, férias, alimentação e outros direitos trabalhistas, dá quase a mesma coisa ou mais do que a mensalidade em uma unidade com turmas de tempo integral, sem contar que, durante o período em que a criança está na escola, ela está sendo educada, estimulada e se desenvolve mais rápido”, Felisbela Freitas Empresária
to a fraldas, refeições e produtos de higiene pessoal.
)) Turmas seguem rotina organizada de atividades educacionais e de lazer
PRÓS E CONTRAS Apesar da necessidade de colocar o filho em uma escola em tempo integral, muita gente é contra o método e condena os pais que optam por uma dessas unidades. DOMINGO conversou com uma especialista, para saber os pontos positivos e negativos ao deixar os filhos por cerca de dez horas em uma instituição de ensino. Formada em Pedagogia, pós-graduada em Psicopedagogia e pós-graduanda em Coordenação Pedagógica e Educação Infantil, Aurineide Pedrosa explica que, entre os pontos positivos da experiência de creche, estão o desenvolvimento motor, social e educacional dos pequenos. “Eles têm um desenvolvimento muito maior e mais rápido do que uma criança que não vai para a escolinha”, explica. No entanto, a especialista diz que é totalmente contra matricular uma criança até os 3 anos e 11 meses em uma unidade de tempo integral, porque ela se distancia da família, perde a referência dos pais, de sua casa. “Os pais perdem os melhores momentos dessa criança, os primeiros passos, as primeiras palavras. O ideal é matricular em apenas um horário”, conclui. Jornal de Fato | DOMINGO, 28 de julho de 2013
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Aprender na prática No estágio de vivência, universitários da Ufersa passam uma semana em assentamentos e localidades do RN para conhecer a realidade agroecológica no meio rural 10
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Eduardo Mendonça
Agroecologia
Agroecologia
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ivenciar a realidade da vida no campo. Com essa proposta, estudantes da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) trocaram a última semana do recesso da referida universidade para conhecer de perto a vida dos moradores de assentamentos e localidades rurais que desenvolvem práticas agroecológicas. São 16 estudantes dos cursos de Agronomia, Medicina Veterinária, Zootecnia e Ecologia, integrantes do projeto de extensão Vivenciar e Construir Saberes. A experiência, apesar de curta, serve para enriquecer a formação dos universitários, que observam, colocam em prática e avaliam as atividades desenvolvidas no meio rural. O estágio aconteceu, simultaneamente, nos municípios de Apodi, João Câmara, Pedra Grande, São Miguel do Gostoso e Upanema. Para a maioria dos universitários, a experiência tem proporcionado um primeiro contato com o campo. “Tem possibilitado conhecer experiências fora da cidade”, afirmou o estudante de Zootecnia Alânio Barros, que vivencia o cotidiano da família da agricultora Rita Rosário da Costa, moradora do assentamento Sítio de Góes, na zona rural de Apodi. Com 60 famílias, o assentamento existe há mais de 20 anos e pode ser considerado exemplo de prática agroecológica. As famílias vivem da agricultura de subsistência sem nenhum uso de agrotóxico. Cada família tem seu lote individual, com casa e quintal, onde são produzidas hortaliças e árvores frutíferas das mais diversas espécies, podendo ainda produzir num lote comum a todos os moradores do assentamento. A área possui ainda uma reserva de prevenção ambiental. Satisfeita com a presença dos estudantes, dona Rita Rosário não esconde a satisfação em receber a dupla de universitários. “Eles dizem que vieram aprender com agente, mas nós é que estamos aprendendo com eles”, opinou. Antes, de conquistar o direito à terra, a agricultura plantava de “meia”, dividindo a produção com grandes latifundiários. Ela diz que no Sítio do Góes “tudo que se planta dá”, exemplificando o cultivo de milho, feijão, melancia, jerimum, hortaliças, entre outras culturas, além da criação de pequenos animais. Durante os cinco dias de vivência, os estudantes têm a oportunidade de observar os aspectos relacionados ao cotidiano dos agricultores, acompanhando o plantio, o cuidado com os animais, os recursos naturais e materiais disponíveis, entre outras atividades da vida do-
)) Estágio de
vivência possibilita troca de experiência entre estudantes e agricultores
)) Professor Joaquim Pinheiro é o coordenador do projeto Jornal de Fato | DOMINGO, 28 de julho de 2013
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Agroecologia méstica. “A zona rural na região Nordeste é muito abandonada em termos de políticas públicas. Valorizar o trabalho na agricultura é o nosso objetivo”, afirma o coordenador do projeto, professor Joaquim Pinheiro. NOVA DESCOBERTA E MILAGRES Ainda em Apodi, mas nos assentamentos de Nova Descoberta e Milagres, as estudantes Kalianne Aguiar, de Medicina Veterinária, e Janaína Nascimento, de Agronomia, nos dois primeiros dias da vivência já estavam “se sentindo em casa”. “O carinho que eles têm com o campo acaba nos contagiando”, confessa Kalianne. Para a futura veterinária, a oportunidade é enriquecedora. “Essa experiência tem valor enorme na minha formação profissional”, avaliou. Já, para a futura agrônoma, o projeto de extensão mostra também a ausência de profissionais no campo. “Observamos a não valorização dessa atividade
quando as comunidades rurais precisam dos profissionais”, reconhece Janaína, acrescentando que a vivência enquanto atividade de extensão alia os conhecimentos obtidos em sala de aula com a prática dos agricultores no campo. As estudantes apontam a falta de mobilização comunitária, aliada à falta de infraestrutura e de políticas públicas, como os principais problemas encontrados nas localidades rurais. “A vindas das estudantes incentivam os jovens da comunidade, tanto para o estudo, como na valorização dos recursos agrícolas que dispomos”, considerou a agricultura Suely Lira, que acolhe as universitárias da Ufersa. Com apenas três pés de cajarana, a agricultura já chegou a produzir de forma artesanal até cinco mil quilos de polpa da fruta por mês. Transformar de forma artesanal, com moinho manual, o milho em massa de cuscuz, bem como o beneficiamento urucum em colorau e, a produção de
)) Estudantes acompanham cotidiano dos produtores rurais
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polpas de cajarana são algumas experiências vivenciadas pelas estudantes no Assentamento Nova Descoberta, em Apodi. A vivência possibilita ainda aos universitários realizar oficinas de formação e atividades práticas junto aos agricultores com a perspectiva agroecológica, além de discussão com a juventude sobre as possíveis contribuições desse segmento com suas comunidades. “A soberania alimentar, a comercialização solidária e a produção orgânica são eixos determinantes do projeto”, reforça Joaquim Pinheiro. No retorno às aulas, os acadêmicos vão elaborar relatórios que serão apresentados no Seminário Narrativas das Vivencias, previsto para acontecer nos dias 16 e 17 de agosto, na Ufersa em Mossoró. O projeto de extensão conta com o apoio da Rede Pardal, que realiza articulação de entidades de assessoria agroecológica, na qual participam as ONGs Terra Viva e Cooperviva.
sua carreira
Rafael DemetRiUs
Como diagnosticar as necessidades dos clientes x
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azer perguntas francas e abertas é o segundo passo no atendimento ao cliente por parte do vendedor. Utilizar a técnica de entrevista ajudará bastante neste momento. Entrevistar o cliente é a técnica de conduzir uma conversa franca e aberta, de modo a identificar suas necessidades e expectativas, para oferecer o produto/serviço que corresponda a esse desejo. Para tal, é preciso identificar o perfil do cliente e conduzir sua linguagem e estilo de venda com assertividade e objetividade. O diagnóstico é o principal momento da venda, porque demonstra a expectativa do cliente em relação ao seu produto/serviço. A importância é tamanha, que separamos nossa coluna de hoje apenas para ajudar você atendente ou vendedor a fazê-lo da forma adequada. Esteja de olhos bem abertos às dicas desta semana e coloque-as em prática no seu dia a dia. Erro comum – O erro mais comum é o atendente usara a famosa e errada expressão: “Posso Ajudar?” A grande verdade é que quem precisa de ajuda procura um médico, a polícia, os bombeiros, um hospital etc.. Por isso, aconselho a você vendedor mudar sua forma de fazer o diagnóstico e aposentar esse jargão “Posso ajudar”. Técnica de perguntar – Todo diagnóstico começa com perguntas. É como ir ao médico; ele precisa fazer vários questionamentos, solicitar exames, analisar o caso, para poder dar o diagnóstico preciso do que o paciente está sentindo e receitar o tratamento mais adequado. Com vendas é a mesma coisa. O Atendente precisa fazer várias perguntas antes de mostrar qualquer produto.
Após a abordagem – O diagnóstico ele vem após a abordagem, num lapso de tempo bastante próximo, sem espaçar. Após a recepção, o atendente já pode começar a soltar várias perguntas de diagnósticos, quantas forem necessárias até ele ter total certeza do produto/serviço que o cliente deseja. Existem clientes mais diretivos que já dizem exatamente o que querem, enquanto outros clientes têm mais dificuldade em escolher exatamente o que deseja. O tipo de cliente e a sua necessidade é o que vai determinar quantas perguntas serão necessárias. Exemplos de perguntas abertas – O(a) sr.(a) procura algum produto em específico? Qual a finalidade do uso deste produto? O que o(a) sr.(a) mais valoriza neste produto? O(a) sr.(a) prefere a característica A ou B? Quem será o usuário do produto/serviço? O produto será usado em alguma ocasião especial? Outras dicas – Identifique quem decide ou influencia a compra, essa percepção facilitará o direcionamento do seu atendimento. Verifique também que atributos essas pessoas mais valorizam no produto ou serviço, na hora da demonstração, ficará mais fácil a demonstração. Pergunte ao cliente qual o seu produto atual, e o que ele mais valoriza. Não force a barra – Faça perguntas, mas deixe sempre o cliente a vontade. Lembre-se que o diagnóstico não é um interrogatório, é apenas uma técnica, e nesse caso, em algumas vezes o cliente pode esquivar-se de responder, ou até mentir, omitir alguma resposta. Isso acontece porque ele ficou com medo, na defensiva ou o atendente não soube fazer as perguntas adequadas causando problemas ao cliente na hora da obtenção das respostas. Retorno dos clientes – A opinião dos clientes ajuda a compreendê-los melhor e também a identificar eventuais mudanças de suas necessidades. Questionários com perguntas de múltipla escolha podem fornecer uma boa indicação da percepção dos consumidores e da chegada de novas tendências. Perguntas mais amplas e que exigem mais do que "sim" ou "não" resultam em mais informação. Ao receber o retorno de um cliente, use-o como um modo de melhorar o serviço que oferece. Usar o pósvenda ajudará no atendimento dos demais clientes. Mudança de atitude – Mudar de atitude em relação ao atendimento prestado a cliente só depende de você. Faça uma mudança gradual, alterando gradativamente a sua postura. Leia e releia essas dicas quantas vezes for preciso, até fixar bem qual será o seu comportamento na hora de atender aos clientes.
Jornal de Fato | DOMINGO, 28 de julho de 2013
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adoro comer
DaVi moURa
Cursos de extensão em Gastronomia na UnP
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O 144 Lounge Bar, um dos barzinhos mais charmosos da cidade, lançou um programa de descontos. Trata-se de 30% de desconto no happy hour, ou seja, de 18h às 20h, todos os dias nos quais o bar funciona – quarta a domingo. Uma boa notícia para quem adora os petisquinhos especiais e a famosa caipifruta. O 144 Lounge Bar já existe há mais de 1 ano e conquistou um cantinho certo no coração do mossoroense. Com uma proposta diferenciada, seu conceito é de algo chique, porém agradável e convidativo. Juliana e Jailson Fernandes lideram o local, que já conta com uma programação fixa durante toda a semana. Em relação às comidinhas, há uma programação diferenciada também. Toda quinta-feira há a caipifruta dobrada. Já aos domingos, é dia de promoção nas massas. Vale a pena visitar: R. Wenceslau Brás, 144, Centro.
Para os fãs de Gastronomia e que são loucos pela arte da culinária, fiquem ligados: tem curso no pedaço! Os cursos serão realizados em Natal, na Escola de Hospitalidade, já começando no finalzinho deste mês. Dá para se organizar e passar uns dias lá. São 3 opções: bolos artísticos e cupcakes, doces finos e chocolates, tortas finas. São três dias para cada curso e o valor de cada um é R$ 150,00. Uma oportunidade ótima de aprender os segredos e técnicas da confeitaria.
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Dia dos Pais no Bagdad Café Atenção filhinhos de papai: o Bagdad Café está com uma promoção ótima para o Dia dos Pais, que vai dar direito a um delicioso café da manhã. Como participar? É simples! Basta seguir os três passos: 1) Curta a página do Bagdad no Facebook: https://www.facebook. com/BagdadCafeExpresso | 2) Curta a foto da promoção do Dia dos Pais na fan page do Bagdad | 3) Compartilhe a foto da promoção do Dia dos Pais no seu mural, marcando seu pai e o seu convidado. O sorteio será no dia 9 de agosto, às 17h. O resultado será divulgado na fan page deles. Vamos participar!
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30% de desconto no 144 Lounge Bar
O Nordestino do Bendita Boca Carne de sol é algo que, invariavelmente, é presença certa no cardápio do nordestino, em especial do mossoroense. As opções regionais de comidinhas sempre têm uma saída muito boa, além de se apresentarem como uma saída para quem não curte salsicha, calabresa e bacon, bem presentes nos demais sanduíches. Sobre o sandubinha em questão, vamos à analise. Meus leitores sabem que sou muito exigente. Se algo não for bom, não entra aqui no Adoro Comer de jeito algum! Mas, como sempre, Cris surpreende: sua composição é salada, molho da casa, carne de sol desfiada e queijo coalho. Atenção ao queijo coalho, que vem fininho, sem ser exagerado, para não engordar demais e também não tirar o gosto da carne. Já a carne de sol vem bem feita, sem estar salgada demais – ponto bom para os hipertensos. O resultado é um sanduíche que te enche bem e não deixa a barriga pesada. Seu preço é R$ 9,00, na mesma linha dos de carne e frango especiais. Visite: Av. Alberto Maranhão, 865, Alto da Conceição – (84) 8611-7383.
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SEAA 2013 Atenção, galera que ainda está na faculdade e quer umas horinhas a mais ou até quem gosta de se atualizar sobre as novidades do mundo business: vem aí a SEAA 2013 – Semana Ativa do Administrador da Ufersa. Trata-se de uma semana inteirinha de palestras com vários grandes nomes da Administração. Foi com grande honra que aceitei o convite de fazer parte desta bancada de gigantes! O evento vai ocorrer nos dias 14, 15 e 16 de agosto e a temática é Marketing Digital. Obviamente que eu vou falar do Adoro Comer! O título da minha palestra será ”Comunicação, Gastronomia e Paixão”, na qual vou mostrar como foi que surgiu o nosso site querido, as estratégias digitais para sua divulgação e outras dicas gostosas. Para participar, basta comprar a senha que está de R$ 30,00 antecipada e estará de R$ 35,00 no dia do evento. Vale lembrar que são 3 dias de eventos com grandes nomes, como o Ilson Brennan, do Peixe Urbano; a galerinha da Fuá Digital; e vários professores doutores da Ufersa. Para mais informações, acesse www.facebook. com/SEAA2013.
Aproveite e acesse o http://blogadorocomer.blogspot.com para conferir esta e outras delícias! 14
Jornal de Fato | DOMINGO, 28 de julho de 2013
Cupcake
adoro adoro comer comer
receita do ReceitadeCupcake.com.br.
iNGReDieNtes • 1 colher (sopa) de baunilha - 12ml • 1 colher (sopa) de fermento em pó - 12g • 220ml de leite • 4 ovos • 350 gramas de açúcar refinado • 220 gramas de margarina sem sal em temperatura ambiente • 350 gramas de farinha de trigo peneirada • 2 gramas de sal
Confira algumas dicas: Recheio: O recheio poderá ser de brigadeiro, geléia, cremes, doce de leite, etc. Para rechear basta furar o bolinho pronto, colocar o recheio e tampar com a própria massa retirada. Cobertura: A cobertura também pode ser feita em diversos sabores, como: brigadeiro preto e branco, chantilly branco ou colorido, etc. Para finalizar poderá usar chocolate granulado, coco, confeitos coloridos, confete de chocolate, pedaços de frutas etc...
MODO DE PREPARO • Na tigela da batedeira coloque açúcar refinado e a manteiga em temperatura ambiente e bata até ficar no ponto esbranquiçado; • Adicione os ovos um a um com a batedeira ligada e bata; • Em outra tigela, adicione a baunilha no leite e reserve; • Em outra tigela, coloque a farinha de trigo sem fermento mais o fermento em pó e o sal misture; • Adicione a massa do cupcake, um pouco da farinha e um pouco do leite e misture levemente; • Adicione o restante da farinha e do leite; • Mexa levemente e a massa estará pronta; • Quando a massa ficar homogênea, é a hora de preencher as forminhas. Coloque as forminhas de papel posicionadas sobre as de alumínio e preencha até a metade com a massa; • Leve ao forno preaquecido por cerca de 25 minutos, mas verifique de tempos em tempos, pois o tempo pode depender de forno para forno; • A receita acima é a massa básica do cupcake, depois de pronto, você pode incrementá-lo com diversas coberturas e recheios.
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