editorial ao leitor
Bioética
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Entrevista
Boa leitura, Nara Andrade
p4 Professor e escritor Wellington Pereira, autor de mais de 10 livros, fala sobre a crônica na era do jornalismo digital
ntre os dias 23 e 28 de julho, o Brasil sediará a Jornada Mundial da Juventude, realizada no Rio de Janeiro (RJ). O evento marcará a primeira visita do papa Francisco ao País. No entanto, um manual que será distribuído pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) durante a Jornada está roubando a cena. Os dois milhões de exemplares do Manual de Biotética para Jovens trata de temas polêmicos, como aborto e uso de métodos anticoncepcionais. DOMINGO conversou com representantes de grupos que têm pontos de vista diferentes em relação ao material. Nesta segunda-feira, 24, é comemorado o Dia de São João, e dando sequência à série de matérias sobre os festejos juninos, traremos nesta edição material sobre mais um projeto desenvolvido durante a programação do Mossoró Cidade Junina 2013. O projeto Brinquedos e Brincadeiras Populares, realizado na Cidadela, ao lado da Capela de São Vicente, promove o resgate da cultura popular, com exposição de brinquedos e cantigas de roda que embalaram a nossa infância. O espaço encanta as crianças e proporciona aos pais uma divertida viagem ao passado. Também, nesta edição, um pouco das ações desenvolvidas pela seccional do Rio Grande do Norte da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-RN), que lançou oficialmente em Mossoró a 5.ª edição do Congresso de Gestão de Pessoas. DOMINGO entrevistou o professor e escritor Wellington Pereira, que falou sobre a crônica na era do jornalismo digital.
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Bioética “Manual de Biotética para Jovens”, rouba a cena por tratar de temas polêmicos, como aborto
Revivendo a infância
Projeto Brinquedos e Brincadeiras resgata cultura popular, encanta crianças
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Coluna
Rafael Demetrius: Motivos que levam à demissão por justa causa
Adoro comer Colunista Davi Moura: Brigadeiro de milho crocante
• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – William Robson • Editor – Nara Andrade • Diagramação – Ramon Ribeiro • Projeto Gráfico – Augusto Paiva • Impressão – Gráfica De Fato • Revisão – Gilcileno Amorim e Stella Sâmia • Fotos – Carlos Costa, Marcos Garcia, Cezar Alves e Gildo Bento • Infográficos – Neto Silva Redação, publicidade e correspondência Av. Rio Branco, 2203 – Mossoró (RN) Fones: (0xx84) 3323-8900/8909 Site: www.defato.com/domingo E-mail: redacao@defato.com Domingo é uma publicação semanal do Jornal de Fato. Não pode ser vendida separadamente.
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Jornal de Fato | DOMINGO, 23 de junho de 2013
conto
joSÉ NIcoDemoS*
O TRAUMA DE CELINA
(
Envie sugestões e críticas para o e-mail: aristida603@hotmail.com
)
N
ova e bonita, altura na média da mulher brasileira, Celina apaixonou-se por um tipo baixinho, branco, parecido ao pé da letra com um filhote de caburé, e que atendia pela alcunha de Bonito, pelo fato de assim imaginar-se. Se já tinha essa pretensão desfrutável, depois de Celina caída por ele, aí foi que lhe dobrou o convencimento. Mudou até o andar, agora meio gingado, arqueando os ombros estreitos. Celina apaixonada de correr doida, Bonito passou logo a vender-se caro, esquivando-se dela, pelo simples prazer orgulhoso e cheio de risos idiotas de vêla bater as pernas pela rua, atrás dele. E fazia cara de bonitão quando alguém lhe dizia de Celina à procura dele, por tudo que era canto. Em tempo de arrancar os cabelos, que, longos e bonitos, quase lhe batiam na cintura de pilão, como era moda dizer. Enfim se casaram, e Celina parecia ser a mulher mais feliz do mundo; agora Bonito era seu homem, de papel passado, e tudo. Quando o casal saía à rua, braços dados, a cabeça dele quase debaixo dos sovacos dela, mais do que isso, ele, com aquela cara de filhote de caburé, num desastrado contraste com o rosto bonito de Celina, todos os olhares como que apedrejavam o mau gosto dela – uma mulher tão bonita!
Diante do meu espanto, era tão apaixonada, completou: “Eu não sei explicar, quem sabe um psicólogo
Havia risos de ironia incrédula nos olhos e nos lábios. Celina o percebia, mas sem qualquer constrangimento. Bonito, não; muito pelo contrário, via nos risos e olhares negativamente admirados qualquer coisa assim como se fosse o reconhecimento visual de um casal fisicamente encaixado. E sorriase, convencido. Pois bem. Quando foi um dia, bem menos de ano do casamento, encontreime com Celina na rua, inusitadamente sozinha. Estranhei, mas não lhe perguntei pelo marido. E havia entre Celina e mim uma certa intimidade, por conta de trabalharmos na mesma repartição, anos, e no mesmo setor. . E antes de mais nada, num sorriso largo de felicidade, foi logo me dizendo: “Você sabia que deixei Fulano (falou o
nome próprio) e estou vivendo com outro homem?” Diante do meu espanto, era tão apaixonada, completou: “Eu não sei explicar, quem sabe um psicólogo, o que foi mesmo o pode ter acontecido na minha visão para eu ir me apaixonar por aquele homem, e eu mesma ainda não consigo acreditar. E quando penso nisso, tenho ânsias de vômito, vontade até de me matar, pode crer. Eu estava fora de mim mesma.” “Tenho de procurar um psicólogo para livrar-me de vez desse trauma psicológico, essa vontade nem sei dizer de quê, não aguento mais.” Eu ali a ouvir-lhe o desabafo, sem achar palavras. Fez cara de quem quer vomitar, ou parecido, e despediu-se. Estava, mesmo, mentalmente abatida.
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entrevista
WellINGToN PereIra
“Hoje, a crônica ocupa maior destaque no jornalismo do que a reportagem”
Por José de Paiva Rebouças jottapaiva@gmail.com
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rofessor do curso de Comunicação Social da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Wellington Pereira é considerado um dos nomes mais importantes da literatura paraibana atual, com mais de dez livros publicados. Entre eles, “Crônica: arte do útil e do fútil”, um ensaio sobre a crônica no jornalismo impresso, e “Catálogo ilustrado da vertigem humana”, seu quarto livro de contos. Em entrevista à revista DOMINGO, o escritor fala sobre a crônica na era do jornalismo digital e se a crônica é um gênero jornalístico ou literário. Ele disse ainda que atualmente a crônica ocupa maior destaque no jornalismo do que a reportagem, já que no Brasil se criou uma tradição de que a reportagem é mais propícia ao jornal de domingo.
DOMINGO – Qual a situação da crônica no Brasil hoje e como o jornalismo vê a crônica depois da era digital? WELLINGTON PEREIRA – Eu acho que a crônica se mantém ainda como um gênero muito forte, mesmo nas mídias digitais. Eu costumo até brincar com isso, a crônica é uma espécie de sesta da leitura jornalística, sesta ou sobremesa, no sentido estético, você lê a crônica para entender essa subjetividade que predomina na vida cotidiana quando o outro aspecto jornalístico mais informacional, mais referencial, trata apenas do sentido da racionalidade, do método objetivo. Então, eu acho que a crônica se mantém ainda muito forte com uma nova geração de 4
cronistas e as pessoas que gostam de trabalhar com a literatura, de exercer a literatura, elas geralmente são apaixonadas pela leitura de crônica. E a crônica no Brasil não entrou nesse rol de gêneros apenas referenciais; ela se tornou algo mais profundo, porque na própria divisão social do trabalho do jornalismo impresso o cronista é aquele, usando uma linguagem mais próxima do senso comum, o cronista é o camisa 10 da linguagem, é o cara que tem habilidade para estetizar fatos sociais, para fazer releitura de fatos sociais, como Machado de Assis fez, por exemplo, sobre a Guerra de Canudos, numa crônica de 1896. Então eu acho que a crônica é um gênero temporal
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independente dos formatos midiáticos, e se mantém muito forte. O SENHOR publicou na sua dissertação de mestrado que originou o livro “Crônica: arte do útil e do fútil”, traçando justamente esse entendimento de crônica, e em um momento o senhor coloca que muitos leem a crônica entendendo como um gênero jornalístico, como se a crônica só tivesse uma relação literária a partir do momento que está no livro. A crônica vai sempre atravessar essa dubiedade de entendimento? EU DIRIA o seguinte: o que eu reivindiquei para a crônica foi sair dessa ambiguidade, desse processo um pouco maniqueísta, hora a crônica está no jor-
entrevista nalismo hora a crônica é literária, alguns livros já aparecem com o título crônica literária, ou a crônica seria a variação entre o artigo do jornal e o ensaio; eu já vi muito essa discussão. O que eu acho que a gente pode pensar, pelo menos em nível de Brasil, é que a crônica tem autonomia estética dentro do espaço jornalístico. Ela pode ser bem escrita desde que tenha efeitos estéticos, mas o que caracteriza essa crônica mesmo é o diálogo que ela faz a partir do imaginário das culturas. Ou seja, a crônica não é como a informação jornalística, ela não é a representação da representação; a crônica é muito mais uma percepção das representações como todo bom escrito, como toda coisa bem escrita, mas ela tem essa capacidade, por incrível que pareça e às vezes até contraditória, de reordenar esteticamente esse tempo cronológico, por isso que eu defendo que não precisa dizer que a crônica é literária. Crônica é crônica. É um gênero narrativo que antecede essa postura classificatória tanto do jornalismo quanto da teoria literária. PROFESSOR, neste momento apocalíptico do jornal em que se discute muito talvez um jornalismo mais opinativo, a crônica poderia se tornar uma opção para se discutir problemas cotidianos? PODE, sim, e eu acho que ela já faz isso. Veja bem: o grande problema da crônica é que em relação aos textos opinativos do jornalismo, é que a crônica não está sob o auspício do referencial. Mesmo os artigos opinativos, que poderiam ser melhor exercitados, que também tem um problema, artigo opinativo não é função emotiva da linguagem, a mensagem não deve estar centrada no eu acho, eu considero. Quando se pensa em artigo opinativo no jornalismo, se poderia pensar que opinião no jornalismo é falar sobre aquilo que se fala, sobre aquilo que se diz. Opinar no jornalismo é ter uma posição diante do curso daquilo que passa, que está sendo difundido. Por isso que tem os colunistas econômicos, os críticos literários, os críticos de cinema, de música. O que acontece é que a crônica não obedece esse padrão referencial de temporalidade que rege o jornalismo. A base do jornalismo é a informação. Informar é você difundir dados, e necessariamente esses dados através de uma técnica narrativa podem se tornar uma forma de percepção ou não, ou apenas vingarem apenas como transferência de um polo a outro. A crônica faz uma coisa que é interessante: ela faz uma releitura do fato internamente. A gente pode
pensar que a crônica tem uma função metalinguística no jornalismo porque ela traz essa vida cotidiana para o jornal sem a preocupação de determinar, essa vida cotidiana a partir de referências. E que referentes são esses? O referente do quando, da temporalidade, do onde, do lugar, são, talvez, os principais referentes da linguagem informativa do jornalismo. Isso não quer dizer que exista só o jornalismo informativo. A crônica é esse gênero que traz a vida cotidiana para o jornal a partir do que a gente poderia chamar de uma fenomenologia da comunicação. A crônica mostra como os fenômenos se apresentam em sociedade, mas com a habilidade muito nossa, muito da cultura brasileira, ela estetiza essas narrativas. O SENHOR já falou que crônica é crônica, jornalismo é jornalismo. Mas quando se propõe a fazer um jornalismo literário, embora o senhor também discorde dessa afirmativa, também se caminha pela crônica quando se pensa em escrever a partir do olhar do repórter. O jornalista que se propõe a ser um jornalista literário se propõe também a ser um cronista? MUITAS vezes, o que a gente chama de jornalismo literário são boas narrativas. São capacidades não anunciativas, mas capacidades enunciativas. Tem essa coisa de dizer que se você narra um texto de forma competente, de que descrição e narração ajude a gente a perceber as teses que você quer defender, necessariamente isso não é literatura. Você pode ser um delegado de polícia e fazer um inquérito, aliás dizem que Rubem Fonseca é um bom contista porque organizou as narrativas como delegado de policia muito bem. Confunde-se muito literatura com boa narrativa. Boa narrativa existe, deve existir em qualquer área, e necessariamente isso não passaria pela crônica; passaria pela cultura do idioma, nossa formação de aprender a narrar. O BRASILEIRO sempre gostou de crônica, embora no Brasil se venda muito romance, sobretudo romance estrangeiro. São os cronistas que são fenômeno de venda, por exemplo, Marta Medeiros, a própria Marina Colassanti, que já veio um pouco antes. Depois da Internet, do blog, o brasileiro passa a ler muito mais crônicas. A transposição da crônica para o livro está mais evidente agora, depois da rede social, do blog? É MUITO interessante essa questão porque o ato de narrar, a construção
estética de um gênero independe da mídia. Então se tem nas novas mídias digitais uma ascensão de bons cronistas. Eu acho que o fato de a crônica permanecer, como o romance que é do final do século XIX, o cinema, que pouca gente se lembra que é um gênero burguês, e a gente adora cinema, o fato de a crônica estar em evidência mostra que, pela própria cultura do Brasil, pela própria formação etnográfica e etimológica nossa, a gente entende esse apelo ao imaginário. Eu acho que isso mostra que a crônica, talvez, no jornalismo esteja mais viva do que a reportagem. POR QUE o senhor afirma isso? PORQUE a reportagem não pode prescindir de um tempo de elaboração maior do que a notícia. A reportagem, em uma comparação grosso modo, está muito próxima ao romance, tem vários focos narrativos, tem vários personagens falando, vários modos de ocupação do narrador. No Brasil, criou-se uma tradição de que a reportagem é mais propícia ao jornal de domingo, a gente vê poucas reportagens no jornal impresso, porque demanda tempo, coleta, análises, forma de disseminação, a reportagem é mais complexa e a maioria do jornalismo hoje é um jornalismo muito informativo, informacional. Então, hoje a crônica ocupa maior destaque no jornalismo do que a reportagem. EM 2012, o senhor lançou “Catálogo ilustrado da vertigem humana”, que é um livro de contos. Como um estudioso de crônica acaba enveredando para o conto? PRIMEIRO, é uma paixão literária pelo conto, depois uma falta de habilidade para escrever crônicas. Já tive colunas em jornais, mas, no meu entender, como eu não sei tocar nenhum instrumento musical e não sei desenhar, e gostaria de ter aprendido, o conto para mim é minha forma, minha capacidade de interferir esteticamente na realidade. E como eu sou um leitor, adoro literatura, e gosto demais de literatura, acho que a literatura é uma grande brincadeira, um grande exercício lúdico. Então, quando eu escrevo, eu escrevo com alegria, eu escrevo brincando. Por isso que eu gosto das frases curtas. Então, parodiando Caetano Veloso, que disse: como é bom tocar um instrumento, eu brinco dizendo: como é bom escrever uma frase. Conto, para mim, é isso, algo que dá muito prazer em fazer, em poder brincar com essa coisa da literatura e fazer releitura.
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Polêmica
Bioética
Manual da Bioética para Jovens, que será distribuído durante a vinda do papa Francisco ao Brasil, já está dando o que falar
O
anúncio feito pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de que pretende distribuir dois milhões de exemplares do Manual de Bioética para Jovens durante a Jornada Mundial da Juventude, que acontecerá entre os dias 23 e 28 de julho, no Rio de Janeiro (RJ), já tem dado o que falar. Tudo porque a publicação produzida pela fundação francesa Jeròme Lejeune trata de temas polêmicos, como o uso de métodos anticoncepcionais, a continuação da gravidez em caso de estupro, eutanásia e uso de células-tronco, com base nos dogmas católicos. Utilizando linguagem científica, o manual classifica como abortivos o uso de pílulas anticoncepcionais e do dia seguinte, além do dispositivo intrauterino (DIU), condenando a prática. Além de condenar o uso de métodos 6
contraceptivos, o manual de sete capítulos, distribuídos em 65 páginas, não faz referência nem mesmo à prevenção das doenças sexualmente transmissíveis, o que segundo os especialistas trata-se de um desserviço aos jovens, por não apresentar informações técnicas. Por sua vez, a Igreja Católica, através da assessoria da Comissão para a Vida e Família da CNBB, justifica que a iniciativa tem como objetivo pôr fim à banalização dos temas discutidos entre os jovens. Segundo a CNBB, a publicação traz fundamentos científicos, mas com uma abordagem fácil e baseada na ética cristã. O presidente da Comissão para a Vida e Família da CNBB, dom João Carlos Petrini, bispo de Camaçari (BA), afirma que o objetivo da Igreja é fazer que os jovens que terão acesso ao ma-
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nual divulguem essas informações em suas comunidades, suas paróquias e proponham discussões sobre os temas abordados.
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Além de condenar o uso de métodos contraceptivos, o manual de sete capítulos, distribuídos em 65 páginas, não faz referência nem mesmo à prevenção das doenças sexualmente transmissíveis
Polêmica ABORTO O manual trata métodos contraceptivos, como as pílulas contraceptivas (as convencionais e a do dia seguinte) e o dispositivo intrauterino (DIU), como métodos abortivos, afirmando que a mentalidade contraceptiva representa a recusa da criança e conduz a aceitar mais facilmente o abortamento em caso de gravidez não desejada. Além disso, o manual afirma que a contracepção favorece relações sexuais com parceiros múltiplos no quadro de relações instáveis, o que multiplica, de fato, as ocasiões de gravidez não assumida. As informações presentes na publicação vão de encontro aos conhecimentos difundidos pela medicina, que explica que o uso da pílula anticoncepcional impede a ovulação, e sem ovulação não é possível haver a fecundação. Já, a pílula do dia seguinte, que é usada em casos de estupro ou quando o método anticoncepcional falha, age alterando a liberação do óvulo, caso a mulher não tenha ovulado, ou alterando a parede do útero, para que o óvulo fecundado não possa se fixar, ou seja, impede a nidação. O uso do DIU, por sua vez, também impede a fecundação, já que interfere no transporte do espermatozoide e pode causar uma reação inflamatória do útero, o que também impede a nidação. O manual também condena a interrupção da gravidez, mesmo que seja fruto de um estupro. Esse posicionamento é considerado por muitos especialistas um retrocesso, já que no Brasil o aborto em casos de estupro é permitido por lei.
)) Jornada Mundial da Juventude marca primeira visita do papa Francisco ao Brasil
)) Padre Augusto Lívio, responsável por articular JMJ entre jovens da diocese de Mossoró
PONTOS DE VISTA DIVERGENTES A revista DOMINGO procurou representantes de diferentes correntes de pensamento para falar sobre a distribuição do polêmico manual. Foi feito contato com ginecologistas, representantes da Igreja Católica e do movimento feminista em Mossoró. O representante da Igreja Católica, padre Augusto Lívio, responsável pela articulação da ida dos jovens das diversas paróquias da Diocese de Santa Luzia para a Jornada Mundial da Juventude, diz que cerca de 450 jovens integram o grupo acompanhado pela equipe da diocese. Padre Augusto Lívio explica que receber um evento como a jornada representa uma grande oportunidade para a
juventude estabelecer um contato saudável que comunica valores e experiência de fé, o que permite estimular o desenvolvimento da juventude. “Esse evento estimula também a dimensão solidária dos participantes, o que contribui com a formação de valores cidadãos. Oferece ao País a oportunidade de refletir sobre a importância da juventude para a promoção da vida e de sua dignidade desde a concepção até o seu declínio”, comenta. Sobre a polêmica em torno da distribuição do Manual da Bioética para Jovens durante a realização da Jornada Mundial da Juventude, o padre afirma que a Igreja está diante de um sério desafio. “Ainda não tive acesso ao texto do
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Polêmica manual, entretanto sei que ele tem a função de colaborar com a educação dos jovens, especialmente dos cristãos, em relação a todos esses temas à luz da fé da Igreja, que sempre procura a promoção da dignidade do ser humano em todas as suas dimensões”, frisa. Para ele, o manual não é um desserviço. Ao contrário. Ele vem trazer para o debate novas perspectivas para os temas que estão na pauta dentro desse campo; trazer um olhar que muitos querem ignorar e que diz respeito ao valor fundamental da vida humana e como ela deve ser tratada. “Por exemplo: os que defendem o aborto partem do princípio da defesa do direito da mulher sobre seu corpo e tentam estabelecer um limite para considerar o embrião uma vida humana ou não. A Igreja diz: ‘Um homem e uma mulher só podem gerar outro ser humano’; por isso, desde a fecundação temos uma vida humana gerada.” Já o Centro Feminista 8 de Março afirma que um setor da Igreja Católica, neste caso o Vaticano, tem pouco diálogo com a realidade. Apenas segue dogmas sem nenhuma conexão com a realidade vivenciada pela juventude. Nesse caso, proibir esses métodos anticoncepcionais é entregar a juventude à própria sorte e, principalmente, aumentar o número de gravidez indesejada. Para Conceição Dantas, coordenadora do CF8 e integrante da coordenação nacional da Marcha Mundial das Mulheres, não adianta a Igreja continuar dizendo que é contra o sexo antes do casamento. “A realidade é outra. Os jovens se relacionam com seus parceiros sem prevenção e adquirem doenças sexual-
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)) Conceição Dantas, coordenadora do CF8 mente transmissíveis e a gravidez indesejada. Essa proibição é uma espécie de “falar para ninguém” ou “pregar no deserto”. Todos os métodos contraceptivos são fundamentais para a liberdade sexual de mulheres e homens. Os jovens católicos não seguem essa orientação e é importante que não sigam, para o bem da humanidade”, ressalta.
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Nenhum dos médicos procurados pela revista DOMINGO aceitou falar sobre o assunto. Todos se recusaram, afirmando tratar-se de temas muito polêmicos e por não quererem se indispor com a Igreja Católica, já que muitos dos pensamentos defendidos pela Igreja vão de encontro aos conhecimentos difundidos pela medicina.
Cidade Junina
Revivendo a
infância Projeto Brinquedos e Brincadeiras Populares encanta crianças e proporciona aos pais uma divertida viagem ao passado com o resgate da cultura popular
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ma festa popular voltada para todos os públicos. Essa, com certeza, é a melhor definição para o Mossoró Cidade Junina. O evento que sai apenas do universo do forró, ritmo tradicional das festividades juninas, contempla amantes dos mais variados estilos musicais e conta com grande número de projetos voltados para públicos de todas as idades. Anualmente, um dos quase 30 projetos desenvolvidos paralelamente dentro da programação do Mossoró Cidade Junina tem se destacado: é o projeto Brinquedos e Brincadeiras Populares, realizado dentro da Cidadela, um dos espaços mais disputados do circuito festivo, localizado ao lado da Capela de São Vicente. Idealizado pela professora aposentada da rede de educação do Estado Edna Paiva, que também é funcionaria do Município, o projeto, que neste ano completa 10 anos, começou de uma brincadeira. “Eu e uma amiga nos caracterizamos e fomos para a Cidadela e começamos a brincar de roda com as crianças. Foi tudo por iniciativa própria. No ano seguinte, foi feita uma exposição de brin-
quedos populares, só depois a Prefeitura nos chamou e decidiu incorporar o projeto Brinquedos e Brincadeiras Populares à programação do Mossoró Cidade Junina, quando foi criada a Brinquedoteca”, conta. A Brinquedoteca é a casinha cenográfica da Cidadela, um espaço em que as crianças brincam de casinha. Neste ano, o espaço passou por uma ampliação e ganhou mais um ambiente, onde são realizadas as oficinas. Na calçada da Brinquedoteca, são realizados os jogos educativos que despertam nos brincantes o raciocínio, a coordenação motora, a noção de direção e a criatividade, além de valores, como o respeito aos demais participantes da brincadeira. Na frente da Brinquedoteca tem um pátio, onde são realizadas as brincadeiras de rua, com brinquedo e sem brinquedo. As brincadeiras sem brinquedo são aquelas com cantigas de roda, amarelinha ou academia, tique, bandeirinha, anel estátua, toca do coelho, e as brincadeiras com brinquedos são o aro e arame, corrida de saco, carro de lata, bola de pano, roladeira de
lata, corda, petecas e outras. “Tudo isso é uma novidade para as crianças, que ficam encantadas. Tem criança que vem todas as noites. O projeto resgata a cultura popular oriunda das regiões do País”, enfatiza. O projeto também caiu no gosto dos adultos, que dividem experiências com seus filhos. “Os pais chegam aqui e entram na brincadeira, revivem a infância. Dizem aos filhos que brincaram daquelas brincadeiras e com aqueles brinquedos”, comenta. A idealizadora lembra que, nos dias dos santos juninos – Santo Antônio, São João e São Pedro –, são realizados momentos de adivinhações, com “O que é, o que é?” e trava-línguas, além de brincadeiras competitivas, como dança das cadeiras, dança do limão, pesca da maçã na água. No último dia, serão escolhidos o casal caipira, a rainha e o rei e o intendente da Cidadela, que receberão faixas e prêmios. Edna Paiva orienta que, nesse dia, os pais levem seus filhos caracterizados, para poderem participar da competição.
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Cidade Junina
# Programação diária 1.º - Brincadeira na rua utilizando brinquedos 2.º - Amarelinha e ou garrafão com a orientação das professoras 3.º - Pula corda individual e coletiva a critério do interesse da criança 4.º - Toca do Coelho com orientação das professoras 5.º - Terra e mar 6.º - Cantigas de roda 7.º - Competições 8.º - Passeio de burro-táxi
Horário das atividades Quinta e sexta-feira: das 18h às 22h Sábado e domingo: das 17h às 22h
Faixa etária ideal Brinquedoteca (de 2 a 8 anos) Calçada (de 7 a 12 anos) Pátio (de 7 a 12 anos) Oficinas (a partir de 8 anos)
Cronograma das oficinas Peteca (quinta-fera) Pipa (sexta-feira) Desenho (sábado) Bricolagem (domingo)
Cantigas populares
Obs.: A ordem e o tempo das brincadeiras podem ser alterados de acordo com o interesse das crianças
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Atirei o pau no gato Passarás Fui na Espanha Terezinha de Jesus Cai cai balão Ciranda cirandinha Escravos de jó Eu sou pobre, pobre Se esta rua fosse minha Marcha soldado Roda pião Senhora dona sancha O cravo brigou com a rosa A canoa virou Dona aranha
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# Brinquedos antigos Roladeira de lata Pés de quenga de coco Corda Carrinho de lata Carrinho de madeira Aro e arame Rói-rói Mané gostoso Pião Bambolê, telefone sem fio Carrinho de rolimã Bola de gude Petecas Bola de meia Boliche de lata
Gestão de pessoas
Disseminação do
conhecimento Seccional RN da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH) promove V Congresso de Gestão de pessoas
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ntre os dias 27 e 28 deste mês, Natal sediará mais uma edição do Congresso Sobre Gestão de Pessoas do Rio Grande do Norte. O evento, promovido pela seccional RN da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-RN), será realizado no Centro de Convenções. Com o tema “Dividir conhecimento igual a multiplicar riquezas”, a entidade tem como objetivo contribuir com a disseminação do conhecimento, que é a principal missão do sistema. “O tema foi escolhido com um propósito específico. Neste ano, a ideia é levar aos congressistas uma reflexão sobre o mundo ‘na era do conhecimento’, identificar e dividir o conhecimento concebido pelas pessoas, para multiplicar riquezas, construir um caminho de sucesso, crescimento e desenvolvimento, contribuir para a transformação
da realidade local, gerando valor para os indivíduos, organizações e sociedade”, explica. Segundo a presidente da ABRH-RN, Martha de Sousa, a programação reunirá grandes nomes da área de gestão de pessoas em Natal. Entre os participantes, estão: Osvaldo de Oliveira, diretor geral do LinkedIn Brasil; Sônia Regina Hess de Souza, presidente da Dudalina; e Rogério Leme, autor de oito livros sobre gestão de pessoas. Todos podem participar do congresso, que tem como público-alvo empresários, líderes, gestores de pessoas e estudantes da área. Para participar do evento, os interessados devem fazer a inscrição no site da associação (www.abrhrn.org. br). O valor da inscrição realizada até o dia 26 será diferenciado, já aqueles que
deixarem para se inscrever no dia 27 pagarão um valor mais alto pela participação no congresso. REGIONAL MOSSORÓ Com o objetivo de ampliar as ações desenvolvidas pela Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH) no Rio Grande do Norte, a seccional RN da entidade promoveu um café da manhã para empresários, representantes de instituições e imprensa mossoroense, com o objetivo de lançar oficialmente o V Congresso sobre Gestão de Pessoas do RN para o público de Mossoró. Durante o encontro, a presidente da ABRH-RN, Martha de Sousa, falou do interesse de criar uma regional da associação na cidade de Mossoró, o que, segundo ela, possibilitaria a realização dos eventos que são realizados em Natal no interior do Estado. “A seccional da ABRH é do Rio Grande do Norte e não apenas de Natal, e como Mossoró é a segunda cidade mais importante do Estado, temos o interesse de criar uma regional da associação aqui”, comentou.
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Gestão de pessoas AÇÕES DESENVOLVIDAS Com 50 anos de atuação, a Associação Brasileira de Recursos Humanos Nacional é uma entidade não governamental sem fins lucrativos que nasceu da união de profissionais envolvidos com a causa de promover a área de recursos humanos como agente de transformação que contribui para a formação de organizações mais produtivas, melhores e mais conscientes do seu papel no contexto socioeconômico do País. No RN, a entidade foi fundada em 2008, sob a denominação Associação Brasileira de Recursos Humanos Seccional Rio Grande do Norte, e tem por finalidade o desenvolvimento de pessoas, organizações e sociedade, através da educação, cultura, apoio técnico e científico, capacitação, pesquisa, atividades associativas e ação social. A diretoria executiva da ABRH-RN é formada por Martha de Sousa (presidente), Hudson Vasconcelos (vice-presidente) e Edward de A. Mafaldo (vice-presidente financeiro). Já o Conselho Deliberativo é composto por Rose Câmara (presidente), Leonardo Galvão (vicepresidente) e Silvana Lúcia da Cruz Costa Rocha (secretária). Todos eles se dedicam voluntariamente à instituição. Entre as ações desenvolvidas pela associação estão ações que estimulem a inclusão social no cenário das relações do trabalho, como encontros, reuniões, Congresso sobre Gestão de Pessoas, o Pizza com RH, além de participar de eventos nacionais, como o ABRH na Praça e Ação Global.
)) Lançamento oficial do Congresso de Gestão de Pessoas em Mossoró
# Saiba mais Palestrantes - Osvaldo de Oliveira, diretor-geral do LinkedIn Brasil - Sônia Regina Hess de Souza, presidente da Dudalina - Rogério Leme, autor de oito livros sobre gestão de pessoas - Eugênio Mussak, professor da FIA-USP e da Fundação Dom Cabral - Marcelo Arantes de Carvalho, vice-presidente de Pessoas, Organização, TI e Suprimentos na Braskem - Consuelo Aparecida Sielski Santos, chefe da Universidade Corporativa dos Correios - Guilhermo Santiago, diretor Royes Consultoria em Desenvolvimento Humano Ltda - Eduardo Shinyashiki, presidente da Sociedade Cre Ser Treinamentos - Magno Valença de Barros, gerente executivo da Universidade Corporativa Banco do Nordeste - Luísa Helena Pinheiro Spinelli, gerente de Desenvolvimento de Recursos Humanos da Petrobras
Investimento Até dia 26/06 Associado – R$ 480,00 Não associado - R$ 672,00 Estudante de graduação – R$ 336,00 Visitante (Expo Negócios) - 1kg de alimento não perecível
Dia 27/06 Associado – R$ 570,00 Não associado - R$ 798,00 Estudante de graduação – R$ 399,00
)) Martha de Sousa, presidente da ABRH-RN 12
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sua carreira
Rafael DemeTrIUS
Motivos que levam à demissão por justa causa
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er convidado para se desligar da empresa é um momento desagradável, mas inevitável em determinadas situax ções. Entretanto, uma rescisão de contrato por justa causa é um registro que muitos não desejam para a sua carreira. Em termos práticos, quando a dispensa é por justa causa, o empregado perde o direito a aviso prévio, 13.º e férias proporcionais, além de não receber a multa rescisória de 40% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Antes de assinar uma rescisão por justa causa, é imprescindível checar se o empregador possui provas, como boletins de ocorrência, testemunhas, advertências, suspensões ou e-mails que comprovem os atos do empregado, para evitar problemas trabalhistas. Na coluna de hoje, você vai conferir quais são os principais motivos que podem levar a uma dispensa por justa causa e o que cada um deles significa na prática, segundo o artigo 482 da Consolidação das Leis do Trabalho: 1 – Violar regras morais ou jurídicas – Por exemplo, roubar, marcar cartão de ponto de outro colega de trabalho ausente, justificar faltas com atestados médicos falsos, entre outros, são considerados atos de improbidade e justificam a justa causa segundo a lei. 2 – Incontinência de conduta ou mau procedimento – Manter um comportamento incompatível com as regras da sociedade e da empresa que coloque em risco a reputação do empregador ou impeçam a manutenção do vínculo empregatício. Exemplos desse tipo desde atos libidinosos dentro da empresa, a usar o veículo serviços do trabalho para benefício próprio sem autorização do empregador. 3 – Negociação por conta própria ou sem permissão do empregador – Fazer uma negociação por conta própria sem pedir permissão para superiores, principalmente quando isso traz prejuízo para a companhia ou fortaleça a concorrência. 4 – Condenação criminal – Se o empregado tiver que cumprir pena na prisão, o empregador pode demiti-lo por justa causa. Mas para isso é preciso que o empregado seja condenado criminalmente com sentença que não caiba mais recurso. Nesse caso, a rescisão por justa causa se enquadra na justificativa de que o empregado não poderá cumprir o seu contrato de trabalho e não por causa da condenação em si. 5 – Desídia no desempenho da função – Repetir pequenas faltas leves, devido à negligência, preguiça, desleixo, má vontade, omissão, desatenção, entre outros habitualmente.
6 – Embriaguez habitual ou em serviço – Se o empregado embriagase fora do horário de expediente, mas os efeitos do álcool ficam evidentes durante o período de trabalho, o empregador pode caracterizar esse ato como falta grave. Mas, se o empregado se embriaga durante o período do expediente, a lei ampara uma demissão por justa causa. Por outro lado, algumas decisões judiciais têm levado em conta de que a embriaguez deve ser tratada como uma doença. Por conta disso, nesses casos, a justa causa muitas vezes não é aceita pela Justiça. 7 – Violação de segredo da empresa – Revelar informações confidenciais sobre os negócios da empresa, ou outros assuntos relacionados à companhia, também pode determinar uma demissão por justa causa. A justificativa, para isso, é que a postura pode dar prejuízos para a empresa. Por outro lado, contar segredos pessoais dos gestores não caracteriza justa causa. 8 – Ato de indisciplina ou de insubordinação – Desobedecer ao chefe seja a uma ordem específica, verbal ou escrita pode levar a rescisão do contrato e considerado um ato de indisciplina e insubordinação. 9 – Abandono de emprego – Não ir ao trabalho sem justificar e sem comunicar ao chefe durante um período superior a 30 dias pode caracterizar também uma justa causa. Mas a dispensa pode ocorrer em menos dias quando a empresa verifica que o empregado está realizando simultaneamente, trabalho para outro empregador no mesmo horário de trabalho, gerando assim, incompatibilidade de horários. Recomenda-se que a notificação seja efetuada por meio do Correio (telegrama fonado ou carta com Aviso de Recebimento – AR) ou pelo cartório e, não havendo qualquer manifestação por parte do empregado, a rescisão é automática após o prazo de 30 dias. Nesse caso, é importante salientar que caso o empregado justifique ou compareça na empresa após a solicitação de justificativa, o prazo de 30 dias deverá ser recomeçado. 10 – Ato lesivo da honra – Falar mal do chefe e dos colegas de trabalho, e agredir outra pessoa fisicamente pode levar à demissão por justa causa. A falta grave não depende de um ferimento ou lesão corporal. Essa falta pode ser realizada tanto dentro quanto fora da empresa, ao empregador ou a outras pessoas. 11 – Prática constante de jogos de azar – Jogar baralho ou qualquer outro jogo que dependa exclusivamente da sorte, é enquadrado na categoria jogos de azar. A prática constante desses jogos ou jogar no ambiente de trabalho podem levar a dispensa, desde que atrapalhe o trabalho do empregado. Crie um informativo para sua empresa – Uma ótima opção para a empresa é criar informativos para os funcionários, esclarecendo os motivos passíveis de demissão por justa causa e evitando atos negativos na relação empregado e empregador.
Jornal de Fato | DOMINGO, 23 de junho de 2013
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adoro comer
DaVI moUra
Ponto para o Gosto e Sabor
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No almoço do Dia dos Namorados, após um almoço farto no Trattoria, encontramos um casal de amigos, Thiago e Alessandra. Resolvemos estender a comemoração juntos e tomar uma boa sobremesa lá na D’Sfrut, que fica no Centro, por trás do supermercado Cidade. Lá, existe um sistema de promoções semanais, onde um determinado prato recebe desconto de 30%. O da vez foi a banana split. Engraçado que eu nunca havia provado tal doce, por mais comum que seja. Escolhi meus sorvetes sendo uma bola de ovomaltine, uma de doce de leite e outra de cocada. Fora castanha, cobertura de morango e muito chantilly. Delícia!
No domingo eu estava a fim de comer uma massa feita no capricho. Ou seja: Gosto e Sabor. Ele fica umas 3 ruas por trás do Alto de São Manoel. Existem pratos caros e baratos, mas a minha escolha é sempre a panqueca. Peço a de frango, que vem na tijelinha de barro – mantendo sua temperatura adequada até o final – e muito espaguete bem molhado. O preço é cerca de R$ 16,00 e alimenta duas pessoas que comem normalmente. Como eu #AdoroComer, nunca divido com ninguém. Ah, peça batatas fritas para acompanhar e fechar com chave de ouro. Devo mencionar que, embora o local estivesse lotado, o atendimento e a demora do prato foi mínima, cumprindo o tempo que a garçonete indicou, coisa rara em Mossoró. Curti!
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Delícia da Semana na D'Sfrut
Prato novo no Real Botequim Um dos lugares favoritos dos meus pais para se comer aqui em Mossoró é o Real Botequim. Na semana passada, eu e minha velha fomos lá para comer o de sempre. Eu estava bem cheio, pra variar, mas fui por amor à profissão. Após fazer nosso pedido, eis que chega o garçom oferecendo um novo prato da casa, o Camarão Babalu. Tratam-se de 10 unidades de camarão empanado com catupiry. Pela bagatela de R$ 22,90, você come bastante e bem. Dica: peça ao garçom para trazer um molhinho, de preferência mostarda ou barbecue, que vai cair super bem.
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Carta de vinhos na Temakeria San A Temakeria San aprimora seus serviços relacionados às bebidas da casa. O espaço especializado em gastronomia japonesa traz um novo atrativo aos clientes, agora apresentando uma seleta carta de vinhos, com opções de origem nacional e importada. A equipe da casa especializada recebeu consultoria da sommelier internacional Fabiana Dall’Onder que esclareceu todos os detalhes sobre os itens presentes na carta, distribuídos entre frisantes, espumantes, vinhos brancos e tintos. “Decidimos mostrar novidades aos nossos clientes, com a comercialização de vinhos brasileiros aos chilenos, franceses, italianos, espanhóis, entre outros. Visitarei!
Moda na Cozinha Inspiração para nossa Mossoró: há quase cinco anos atuando no segmento de panelas e utensílios para o mundo gourmet, os sócios Henrique Torres e Carlos Porto identificaram que a indústria desse setor mostra, através de seus produtos, que a cozinha passou a ser parte integrante da casa. Mais do que isso, ela ganhou status de cômodo e passou a ser um dos ambientes mais importantes e frequentados. A Moda na Cozinha abre as portas com cerca de 500 itens, entre panelas e utensílios, de diferentes marcas, além das marcas próprias. E não para por aí, a ideia é expandir e ter uma loja com produtos diferentes dos que o consumidor encontra na lojas populares de varejo. “Se o produto estivar dentro do conceito da loja a gente encontra um lugar na prateleira”, fala Carlos Porto. Fica em São Paulo, dica pra quem for viajar: Rua Simão Alvares, 422 – Pinheiros.
Aproveite e acesse o http://blogadorocomer.blogspot.com para conferir esta e outras delícias! 14
Jornal de Fato | DOMINGO, 23 de junho de 2013
adoro adoro comer comer
Brigadeiro de milho crocante INGreDIeNTeS •1 lata de milho verde •1 lata de leite condensado •1 colher de chá de canela em pó •1 colher de sopa de manteiga •Chocolate ao leite •Castanha de caju torrada sem sal
MODO DE PREPARO •No liquidificador, coloque todo o milho sem a água que o conserva e a lata de leite condensado. Bata bem para que não fiquem pedaços nem casquinhas de milho; •Em uma panela, derreta a manteiga e acrescente a mistura de milho com leite condensado; •Acrescente a canela em pó e misture bem. Nesse ponto, a canela vai ficar pretinha na mistura, mas ao final do processo, ela vai desaparecer e ficar em um tamanho mínimo. A porção de canela a ser colocada é bem pessoal, mas essa quantidade é a medida certa para que dê somente um sabor especial sem comprometer o sabor do milho; •Mexa tudo até dar o ponto de brigadeiro, sempre em fogo baixo, com muito cuidado para não queimar; •Despeje a mistura em um prato e reserve. 30 minutos depois, coloque na geladeira para dar o ponto certo; •Corte ou pique o chocolate ao leite em pedaços grandes. Reserve; • Quebre as castanhas em pedaços médios e pequenos para cobrir o brigadeiro. É interessante deixar os pedaços maiores para dar a crocância que o prato pede; •Cerca de 1h após colocar na geladeira, retire o para fazer as bolinhas; •Para o brigadeiro não grudar na mão, não use manteiga. Basta umidificar as mãos com água gelada; •Coloque um pedacinho de chocolate dentro e faça a bolinha, logo depois passando na castanha para finalizar; •Depois disso, é pronto para comer! Optei por bolinhas maiores, como se fosse um doce mesmo. O sabor não é doce demais, o que possibilita comer bastante.
Jornal de Fato | DOMINGO, 23 de junho de 2013
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