editorial ao leitor
Já é São João!
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Entrevista
Boa leitura, Nara Andrade
p4 Pediatra Maxwell Souza sobre a icterícia neonatal, um problema que afeta a maioria dos recém nascidos
m dos meses mais esperados pelos nordestinos, o mês de junho é marcado por festas juninas, com suas músicas, suas cores e seus sabores. Chegando a sua 17.ª edição, o Mossoró Cidade Junina cresce a cada ano e, além de valorizar a cultura regional, aquece a economia da cidade. Diferente dos principais concorrentes, o São João de Campina Grande (PB) e o São João de Caruaru (PE), que se destacam pela programação dos grandes shows, o Mossoró Cidade Junina tem como foco a riqueza e diversidade cultural, reunindo mais de 30 atividades em torno da programação principal. Nesse clima de festa, a cidade, que já recebe um grande número de turistas, abre as portas para o maior evento de comunicação da região, o Intercom Nordeste. Sediada pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), a 15.ª edição do Intercom Nordeste acontecerá entre os dias 12 e 14 deste mês, reunindo mais de mil participantes, para discutir temas voltados para a comunicação em tempos de redes sociais. Ainda nesta edição, DOMINGO traz uma matéria sobre o alto faturamento das lojas especializadas em produtos para animais de estimação, os famosos pet shops. Clientes chegam a gastar cerca de R$ 400,00 por mês para agradar seus bichinhos, que já viraram membros da família. DOMINGO também conversou com o pediatra Maxwell Souza sobre um problema comum que afeta recémnascidos, mas que merece atenção especial dos pais: a icterícia neonatal.
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Já é São João! Começa o Mossoró Cidade Junina, maior evento cultural da cidade, que movimenta cultura e economia
Intercom Nordeste
Mossoró sedia maior evento de comunicação do Nordeste, entre os dias 12 e 14 de junho
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Coluna
Rafael Demetrius: Dicas para revolucionar seu negócio - parte II
Adoro comer
Colunista Davi Moura: Aventuras no Rio Grande do Sul
• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – William Robson • Editor – Nara Andrade • Diagramação – Rick Waekmann • Projeto Gráfico – Augusto Paiva • Impressão – Gráfica De Fato • Revisão – Gilcileno Amorim e Stella Sâmia • Fotos – Carlos Costa, Marcos Garcia, Cezar Alves e Gildo Bento • Infográficos – Neto Silva Redação, publicidade e correspondência Av. Rio Branco, 2203 – Mossoró (RN) Fones: (0xx84) 3323-8900/8909 Site: www.defato.com/domingo E-mail: redacao@defato.com Domingo é uma publicação semanal do Jornal de Fato. Não pode ser vendida separadamente.
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conto
jOsÉ nicOdeMOs*
A lenda da velha nazaré
(
Envie sugestões e críticas para o e-mail: aristida603@hotmail.com
)
L
ouca, a velha Nazaré morava do outro lado do rio, adentro do mato. Sozinha. Uma palhoça de palhas de carnaúba, feita pelas suas próprias mãos. A única pessoa que ela permitia aproximar-se, era um velho caçador de preás, que sempre lhe dava cigarros. Quando fazia luar, a velha atravessava a noite cantando à beira do rio, vagando de um lado para o outro. No silêncio da noite alta, ouvia-se-lhe a voz na cidade, à margem oposta do rio, e diziam ser uma voz bonita, apesar da idade e da boca falta de dentes. Nunca se soube de onde ela era nem de onde viera. De um dia para o outro apareceu ali, já na sua palhoça. Fazia uns vinte anos, talvez mais. A princípio vinha à cidade todo dia, atravessando o rio numa canoa, que não era uma canoa, mas um balseiro de galhos secos bem entrelaçados, a fim de pedir suas esmolas. Depois, lá uma vez perdida, quando os panos mal lhe cobriam o corpo raquítico, quase só o esqueleto. Pedia um vestido, cigarros, e não queria mais nada. Diziam que se alimentava de cobra e gafanhotos. Comidos crus. A loucura a transformara também num bicho. Com que se parecia, mesmo, nas feições ferozes e na moita de cabelo, enorme, que lhe acentuava essa aparên-
Quando fazia luar, a velha atravessava a noite cantando à beira do rio, vagando de um lado para o outro.
cia não humana. Contaram-se noites de lua sem que se lhe ouvisse a voz do outro lado do rio, como encimando o silêncio das horas da cidade adormecida. E o velho caçador que lhe dava cigarros, todo dia, estranhou a ausência dela, Nazaré, à porta da palhoça, esperando-o. A palhoça, a porta de talos de carnaúba fechada. Teve medo de chamar, a velha poderia ter piorado da loucura. Seria agredido. Depois se soube. A velha Nazaré anoitecera e não amanhecera no seu pobre mundo, e nunca se teve notícia do seu
sumiço. Um mistério, diziam. Não teria morrido afogada, o corpo teria aparecido em algum lugar do rio. Tanto tempo. Hipóteses sobre hipóteses. Botou-se até a polícia atrás da velha. E nada. Depois, o esquecimento desesperado. Não havia mais motivo de esperança. Nazaré sumira para sempre. Mas conta a lenda que, mais tarde, a cidade passou a ouvir por muito tempo, em noite de lua, a voz da velha Nazaré do outro lado do rio, e a impressão era a de que ela cantava escondida dentro da lua.
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entrevista
MaXWeLL SOUZa
‘Não se pode ter medo ou ‘pena’ de fazer exames ou vacinar o bebê’
Por Nara Andrade Editor
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m problema comum que afeta pelo menos metade dos recém-nascidos nos primeiros dias de vida é a icterícia, coloração amarela na pele e olhos, decorrente dos altos níveis de uma substância chamada bilirrubina no sangue. O pediatra Maxwell de Oliveira Souza fala da importância de ficar atento, já que em sua forma mais grave é provocada pela incompatibilidade dos sangues do bebê e da mãe e precisa ser diagnosticada e tratada ainda no primeiro mês de vida do bebê. Formado em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em 2007, e com Residência Médica em Pediatria e Neonatologia pela Universidade de São Paulo (USP), Maxwell Souza acumula diversas atividades profissionais na área da pediatria, sendo inclusive professor da disciplina de Pediatria no Curso de Medicina, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). DOMINGO – Quais os primeiros passos que os pais devem tomar para garantir a saúde do bebê? MAXWELL SOUZA – Os cuidados com o bebê recém-nascido começam antes mesmo dele nascer. É indicada pelo menos uma consulta pré-natal com o pediatra, no 3º trimestre da gestação, principalmente naquelas mães de 1ª viagem. É muito importante tanto para a gestante de alto risco quanto para a gestante de baixo risco. É o
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momento de discutir os problemas, as doenças ocorridas, os medicamentos usados na gestação e as expectativas dos pais. As primeiras orientações já podem ser feitas nesta consulta e incluem orientações sobre aleitamento materno, preparação para a amamentação, cuidados iniciais e tempo de observação mínimos no hospital. Os pais devem assegurar que o local de nascimento do filho tenha obrigatoriamente um pediatra na sala de parto para
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assistência adequada. O nascimento é o momento de maior risco na vida de qualquer ser humano. QUANDO o pediatra deve ser procurado? Logo nos primeiros dias ou apenas quando o bebê apresentar algum comportamento estranho? AS CONSULTAS com o pediatra são muito importantes, principalmente no primeiro ano de vida da criança. Ela deve ser levada para consulta na
entrevista primeira semana de vida e, posteriormente, uma vez por mês, ou com mais frequência se houver alguma situação que possa colocá-la em perigo, como as listadas a seguir: não conseguir beber ou mamar ou vomitar tudo que ingere; apresentar convulsões; estiver muito sonolenta, movimentando-se menos que o normal, ou muito irritada; apresentar respiração rápida (mais de 60 movimentos respiratórios por minuto); apresentar febre (temperatura de 37,5 ºC ou mais) ou temperatura baixa (menor que 35,5 ºC); apresentar dificuldade respiratória, estiver gemendo, roxa, pálida, com manchas vermelhas na pele ou com sangramentos; apresentar moleira saltada; apresentar pus saindo do ouvido ou em lesões de pele, umbigo vermelho ou com pus; demonstrar que sente dor quando é tocado; estiver com diarreia, com desidratação ou com alguma mancha vermelha. QUAIS os principais problemas que afetam os recém-nascidos? OS PRINCIPAIS problemas que afetam o recém-nascido acontecem ainda na maternidade, como a asfixia (falta de oxigênio) ao nascer, hipoglicemia neonatal, distúrbios da respiração, algumas vezes com necessidade de UTI, infecções herdadas da mãe com necessidade de tratamento com antibióticos e um dos mais frequentes é a icterícia, além da dificuldade de amamentação no seio. Após chegar em casa, a grande vilã é a cólica, que tira o sono de muitos pais, mas é uma condição benigna. QUAL a importância da relação entre pais e pediatra? É UMA verdadeira relação de cumplicidade, uma entrega mútua. O pediatra e a família têm a possibilidade de estabelecer um vínculo que pode durar uma vida inteira. É preciso que pais não omitam informações, e principalmente, que sigam as orientações do pediatra. Há muitas situações que infelizmente estão culturalmente infiltradas nas famílias e que passam de geração em geração, apesar de inadequadas. Por exemplo, uma verdadeira "epidemia" é achar que só mingau engorda. É um grande equívoco, o mesmo só pode ser introduzido a partir de 7 meses de vida, por conter glúten. QUAIS os sinais que os pais devem ficar atentos para evitar problemas futuros? OS PRINCIPAIS sinais que devem preocupar os pais estão relacionados ao desenvolvimento neuropsicomotor
e na prevenção de acidentes. O bebê deve ser avaliado pelo pediatra a cada consulta de puericultura (de acompanhamento). Os pais podem ajudar, lendo a caderneta de saúde do recémnascido, que contém informações mais detalhadas e divididas para cada mês de vida. Por exemplo, no 2º mês de vida é esperado o sorriso social e a sustentação da cabeça (pescoço duro). Não podemos esquecer dos primeiros exames da vida do bebê e que podem dar sinal para doenças graves e que não devem ter sua realização adiada. São eles: o teste do pezinho, o teste da orelhinha (emissões otoacústicas), teste do olhinho e em fase de implantação o teste do coraçãozinho. OS PAIS de primeira viagem tendem a protelar a realização de alguns exames por receio de machucar o bebê? ISTO infelizmente tem sido observado nos últimos anos, fruto principalmente da desinformação dos pais que cada vez mais têm um dia-a-dia corrido e acabam protelando consultas ou não priorizando as mesmas. Não se pode ter medo ou "pena" do bebê para coletar exames ou vaciná-lo. São poucas "furadas" que garantirão a saúde por toda uma vida. Precisamos levar esta informação à população e a melhor maneira é através do acesso ao serviço de saúde e ao pediatra. ALGUNS bebês quando nascem apresentam uma cor amarelada nos olhos e na pele conhecida como icterícia neonatal? O que é a icterícia? Isso é normal ou os pais devem ficar atentos? PELO menos da metade a 2/3 dos recém-nascidos apresentarão icterícia na 1ª semana de vida. A icterícia é a coloração amarela na pele e olhos, decorrente dos altos níveis de uma substância chamada bilirrubina no sangue. Esta substância aumenta por diversos motivos, sendo o mais grave deles a incompatibilidade dos sangues do bebê e da mãe. Este tipo acontece já antes de completar 1 dia de vida, sendo diagnosticada e tratada na maternidade. A forma mais comum, entretanto, começa no 2º dia de vida, com pico de pele amarela no 5º dia de vida e se chama icterícia fisiológica. A icterícia começa na cabeça e evolui para baixo, podendo chegar aos pés e mãos. Os pais devem ficar atentos e levar o bebê ao pediatra se o amarelo na pele já estiver nos joelhos, pois ele precisa fazer um exame de sangue, com urgência.
COMO deve ser tratada? Pessoas mais antigas indicam algumas receitas populares como dar banho de chá de cravo ou mesmo dar o chá para o bebê tomar, outra coisa é o banho de sol, essas receitas caseiras funcionam? O TRATAMENTO da icterícia é feito de duas maneiras: se os exames derem muito alterados, é necessário realizar FOTOTERAPIA, com aparelhos especiais, com o bebê internado. São luzes amarelas ou azuis que tratam o problema. Os casos que não necessitem de fototerapia são tratados com banho de sol, que deve ser feito 2x por dia, no sol de manhã cedo e de tardezinha. O bebê deve ficar nu ou apenas com fralda e ser exposto ao sol por no mínimo 10 minutos de cada lado do corpo. É comum as mães acharem que basta apenas expor o rosto do bebê. Nenhum outro tratamento está indicado, jamais banhar com chás, passar cremes ou qualquer outra receita caseira. QUAIS os riscos provocados pela icterícia? É um problema grave? A ICTERÍCIA é um problema de tratamento simples, porém se não tratada a icterícia pode ser grave e levar a sequelas importantes. Os principais são a surdez ou algum grau de perda auditiva e alterações neurológicas, devido a uma complicação chamada Kernicterus. A UTI pediátrica foi aberta há pouco mais de um mês, como o senhor avalia o funcionamento da unidade até o momento? FAÇO parte da equipe que implantou a UTI pediátrica e hoje estamos funcionando a pleno vapor, as dificuldades de implantação de qualquer serviço novo estão sendo superadas, estamos sob a coordenação do dr. Gustavo Paiva, especialista em terapia intensiva pediátrica e com vasto conhecimento e experiência. Ano passado, tivemos em torno de 80 óbitos de crianças em Mossoró, e neste ano já conseguimos salvar a vida de mais de 30 delas em pouco menos de 2 meses, o que é muito gratificante. Os óbitos estão dentro do esperado para qualquer UTI, e a expectativa é que em breve os hospitais regionais tenham condições de prestar o atendimento inicial de maneira adequada, diminuindo a admissão de crianças já em fase terminal. Mossoró ainda precisa diminuir o déficit de vagas de UTI infantil, principalmente neonatais, uma vez que atendemos uma demanda de 62 municípios da região Oeste e Vale do Açu.
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Festa popular
Já é São João! Começou o Mossoró Cidade Junina, maior evento cultural da cidade, que reúne mais de 30 atividades culturais e movimenta o turismo e economia
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omeçou o Mossoró Cidade Junina, o maior evento cultural da cidade. A abertura oficial aconteceu durante o Pingo da Mei’Dia, neste sábado, 8. Marcado pelo desfile do Comboio Junino, o “Pingo” reúne quadrilhas, blocos e grupos da cidade e a cada ano atrai um número maior de participantes, mossoroenses e turistas, que se caracterizam abusando da criatividade e entrando no clima de festejos juninos. Ao longo de sua história, o Mossoró Cidade Junina ganhou espaço no seleto grupo de eventos juninos com destaque nacional, como o São João de Campina Grande (PB) e o São João de Caruaru (PE). E, apesar de não possuir o título de maior São João do mundo, o Mossoró Cidade Junina pode ser considerado o evento mais rico culturalmente do período, já que, ao longo de todo o mês de junho, a cidade abriga cerca de 30 atividades diversificadas que promovem a valorização da cultura popular. “A gente não pode querer comparar a estrutura e o público do Cidade Junina com o São João de Campina Grande, por exemplo, já que, enquanto aqui em Mossoró a festa é realizada com investimento de cerca de R$ 5 milhões, o evento de 6
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Campina Grande é realizado com R$ 25 milhões. Eventos como o de Campina Grande e o de Caruaru se destacam pela programação dos grandes shows, já o foco do Cidade Junina é a diversidade de projetos culturais em torno do evento principal”, frisa o secretário de Cultura de Mossoró, Gustavo Rosado. O palco principal do evento, a Estação das Artes Elizeu Ventania, durante o período festivo se transforma na “Estação do Forró”, para receber uma extensa programação de shows de grandes bandas de forró do Brasil e artistas de renome da música nacional. A programação de shows na Estação acontece de 13 a 29 de junho, sempre de quinta a domingo. A Estação do Forró também tem um espaço reservado para o autêntico forró pé de serra, o Circo do Forró, que funciona nas quintas e sextas-feiras às 21h. Nos sábados de festa, o Circo do Forró se transformará no “Forró dos Cafonas”, e o forró pé de serra dará lugar à música brega, uma novidade desta edição que promete animar o público cafona do evento. Como o próprio secretário de Cultura do Município fez questão de enfatizar, o Mossoró Cidade Junina é bastante diversificado, tendo como foco uma extensa programação de eventos paralelos que acontecem ao longo do Corredor Cultural, que conta quase dois quilômetros de evento. Além dos shows na Estação do Forró, outro destaque do Cidade Junina é a apresentação do espetáculo “Chuva de Bala no País de Mossoró”, no adro da Capela de São Vicente, que narra a história de resistência de Mossoró ao bando de Lampião. Tem, ainda, a Cidadela, ao lado da Capela de São Vicente, rua cenográfica que retrata uma cidade dos anos 1920, um dos espaços mais disputados do evento. Na Cidadela, serão realizados shows de mais de 30 artistas e bandas, com estilo que varia entre pop rock, samba e MPB. Com a proposta de contemplar todos os públicos, o Mossoró Cidade Junina também conta com o Projeto Rock Junino, com programação voltada para os amantes desse estilo musical no Centro Cultural Dosol. Outra opção para quem não gosta do forró é o projeto Tapera Jazz, no Memorial da Resistência. O evento conta ainda com projetos voltados para o humor, música regional, brincadeiras populares, culinária e artesanato.
jeto Pavilhão Social, desenvolvido através da Secretaria do Desenvolvimento Social e Juventude. Montado na Praça Cícero Dias, durante os dias do evento junino, o Projeto Pavilhão Social foi idealizado com a proposta de levar ao público do evento atividades desenvolvidas no Programa Viver Sem Drogas, como forma de incentivar a juventude no aprendizado de trabalhos manuais e artísticos, informando ao mesmo tempo das atividades dos Centros de Referências e prevenindo no combate às drogas, às doenças sexualmente transmissíveis e ao abuso sexual das crianças e adolescentes. Segundo a secretária Patrícia Leite, o pavilhão vai atender a pessoas de todas as idades, com oficinas diversas que funcionarão de quinta a domingo, das 16h às 20h, começando no dia 13 de junho e encerrando no dia 30.
“A intenção é dar oportunidade às pessoas conhecerem as ações sociais e estimular o interesse pela cultura regional, com oficinas de fuxico, pintura em tecido, flores artificiais e danças como forró, xaxado e baião”, comenta Patrícia Leite. ECONOMIA AQUECIDA A realização do Mossoró Cidade Junina, além de movimentar o setor cultural, também tem reflexos positivos para a economia da cidade. É o que explica Milene Moreira, diretora de Turismo, Indústria e Comércio, da Subsecretaria do Trabalho, Turismo, Indústria e Comércio. “A economia mossoroense é alavancada neste período porque todos os setores registram maior movimentação. As pessoas compram desde o milho para pipoca até a cerveja que será comercia-
)) Espetáculo Chuva de Balas no País de Mossoró, um dos destaques do MCJ
NOVIDADE Sem dúvida, a maior novidade da 17.ª edição do Mossoró Cidade Junina é o pro-
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lizada, já o público compra roupa nova, sapato novo, os hotéis ficam lotados, os restaurantes, bares e restaurantes também, ou seja, o dinheiro circula nas mais diversas formas”, diz. Milene Moreira conta que a ocupação média dos hotéis e pousadas mossoroenses é de 80% no mês de junho, chegando a 100% de ocupação dos dois mil leitos disponíveis na cidade nos finais de semana. Segundo dados da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), em termos de faturamento do comércio, o mês de junho só fica atrás do mês de dezembro. Já, na opinião do subsecretário Segundo Paula, do Trabalho, Turismo, Indústria e Comércio, em termos gerais, o mês de junho supera dezembro, já que neste período o aquecimento da economia é percebido em vários setores, diferente do final do ano, já que o aquecimento da economia é voltado apenas para o comércio.
)) Hotéis da cidade registram 100% de ocupação nos finais de semana
# Números 13 dias de festa Mais de 100 atrações 1,5 milhão de pessoas são esperadas
# Atividades culturais Pingo da Mei’Dia Estação do Forró Circo do Forró Forró dos Cafonas Chuva de Bala no País de Mossoró Cidadela Burro-Táxi Pau de Arara Eletrônico Brinquedos e Brincadeiras Populares Festival de Humor
Festival Canta Sanfona Festival de Repentistas Festival de Bandas de Pífaros e Cabaçais Projeto “Brincar na roça” Sorrindo no São João Concurso de Maquetes Culinária Típica Artesanato Regional Festival Botando Boneco Festival de Quadrilhas
Arraiá da Melhor Idade Concurso Rei e Rainha do Mossoró Cidade Junina Fórmula Jegue “Na Boca da Noite” Noite Adentro Pavilhão Social Show Misturando as Poesias Tapera Jazz Rock Junino
# Programação de shows Dia 13 – Forró dos 3, Waldonys e Dorgival Dantas Dia 14 – Roberto e Maior Expressão,
Samba Nobre, Aviões do Forró e Forró Doidera Dia 15 – Remelexo, Forró da Curtição, Bonde do Brasil, Ferro na Boneca e Forró do Gordim Dia 20 – Messias Paraguai, Saia Rodada e Cebola Ralada Dia 21 – Balanço de Menina, Elba Ramalho, Solteirões do Forró e André Luvi
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Dia 22 – Bakulejo, Flávio Pizada Quente, Lagosta
Bronzeada, Pé de Ouro e Alamo Kário Dia 23 – Zezo, Paula Fernandes, Romeu e Renato Dia 27 – Forró Mais Eu, Garota Safada, Pegada de Luxo Dia 28 – O Som da Nata, Andrade Jr., Luan Santana, Giannini e Thábata Dia 29 – Flor Mania, Nilson Vianna, Banda Grafith, Forró dos Plays e Banda Inala
Congresso científico
Intercom Nordeste
)) Palestra do repórter Marcelo Canellas, do Fantástico, é a mais esperada do evento
Em meio ao clima de festejos juninos, Mossoró sedia maior evento de Comunicação Social do Nordeste
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eguindo uma tendência também adotada pelas demais regionais do Intercom, a 15.ª edição do Congresso de Ciências da Comunicação na Região Nordeste, que neste ano tem como tema central “Comunicação em tempos de redes sociais: afetos, emoções, subjetividade”, será realizada pela segunda vez fora de uma capital, tendo como sede a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), em Mossoró. A primeira vez que o evento foi interiorizado teve como sede a cidade de Campina Grande (PB). O chefe do Departamento de Comunicação Social da Uern, Fabiano Morais, coordenador da comissão organizadora do evento, falou da importância de receber um evento desse porte tanto para a
universidade como para o desenvolvimento da própria cidade, que receberá pessoas de todos os Estados do Nordeste. “A escolha da data do evento coincidiu propositalmente com a abertura do Mossoró Cidade Junina, porque é uma forma de divulgar a cultura da cidade. Além de movimentar o setor acadêmico, o evento também terá reflexos positivos no setor econômico”, afirma. O evento receberá 1.100 participantes, um público composto por profissionais da comunicação social, estudantes, professores e pesquisadores. O coordenador conta que o número de inscritos chegou a 1.400, tendo que ser encerrado 12 dias antes do prazo estabelecido para o período de inscrição,
para não ultrapassar o limite permitido pela estrutura do evento. “O número de inscritos superou nossa expectativa, já que esperávamos a participação de cerca de 700 pessoas”, lembra. Durante o Intercom Regional acontece uma série de eventos paralelos, como o Intercom Júnior - Jornada de Iniciação Científica em Comunicação, a Exposição de Pesquisa Experimental em Comunicação (EXPOCOM 2013), as Divisões Temáticas (DTs). Também serão realizadas oficinas e minicursos, lançamento de produtos científicos, mesasredondas, palestras e programação cultural. Fabiano Morais destaca que 10% dos mais de 500 trabalhos inscritos para se-
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Congresso científico rem apresentados durante o Intercom Nordeste são de estudantes da Uern. Além da programação diversificada, a comissão organizadora investiu em diferenciais para esta edição. Uma das conquistas foi o Cartão Desconto, que será entregue para todos os participantes. “Com o cartão, os participantes do evento terão desconto de 20% em seis estabelecimentos da cidade, a maioria na Praça da Convivência. Também conseguimos descontos em cinco hotéis e uma empresa de táxi, para o benefício dos congressistas”, enfatiza. Outro diferencial do evento é a realização de uma festa de abertura gratuita para os congressistas, na Boate Tenda Music Club. O professor Marco Lunardi, que é subchefe do Departamento de Comunicação da Uern e, também, integra a comissão organizadora do evento, afirma que a expectativa está em tratar bem os congressistas, demonstrar que é possível na Uern realizar eventos deste porte para mais de mil pessoas. “Um congresso como o Intercom é a oportunidade de conhecer o que há de mais novo e se pesquisa na área, pois tanto profissionais como estudantes apresentam trabalhos”, comenta. O ponto forte do evento é a palestra de Marcelo Canellas, que acontecerá no Teatro Municipal Dix-huit Rosado. O repórter do Fantástico vai falar sobre a aventura da reportagem. Marco Lunardi
lembra que, como Marcelo Canellas participou da cobertura do incêndio da Boate Kiss em Santa Maria (RS), vai trazer temas atuais que envolvem o trabalho jornalístico em televisão. Antes da palestra de encerramento, no hall de entrada do teatro às 18h da sexta-feira, 14, será realizado o lança-
)) Programação do Intercom Nordeste terá como sede campus central da Uern
)) Fabiano Morais, chefe do Departamento de Comunicação da Uern 10
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mento de produtos científicos. Sobre a importância de promover discussões voltadas para a temática central do evento, Fabiano Morais comenta que as pessoas precisam entender que há necessidade de se utilizar as redes sociais de forma séria, já que podem promover um grande retorno para a sociedade.
Pet Shop
)) Com tantas opções,
clientes de pet shops chegam a gastar mais de R$ 400,00 por mês
‘Bom pra cachorro’ Empresas do setor de pet shop faturaram mais de R$ 14 milhões em 2012, 16,4% a mais do que no ano anterior
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ratados como membros da família, os animais de estimação, além de conquistar um espaço privilegiado no coração dos seus donos, também têm direito a uma boa parcela no orçamento familiar. Prova disso é o alto faturamento das lojas especializadas em produtos para animais de estimação, os pet shops. Segundo dados do Estudo Pet Brasil 2012, esse tipo de comércio concentra 68% das vendas de produtos e de serviços para animais de estimação no país, seguidos pelos supermercados. Em 2012, o faturamento do mercado pet, formado pelas indústrias de alimentação, cuidados, medicamentos e serviços, foi de R$ 14,2 bilhões, 16,4% maior que no ano anterior. Já a economia brasileira, no mesmo período, cresceu apenas 0,9%. Domingo conversou sobre o crescimento do setor de pet shops com o veterinário, Paulo Fernando, proprietário de um Centro Veterinário, que funciona aqui em Mossoró. O veterinário afirma que investe pesado em novidade, trazendo os medicamentos e produtos melhores e mais mo-
dernos do mercado. É diferente da maioria das empresas do setor que investem mais em produtos voltados para cachorros, o centro veterinário mantido por Paulo Fernandes, possui uma grande variedade de produtos para os gatos. “A parte que mais evoluiu na medicina veterinária foi a da nutrição dos animais, responsável pelo aumento da longevidade dos pets. Hoje temos razões específicas para cada raça, para cães diabéticos, alérgicos, cardíacos, obesos, além dos mais variados sabores”, frisa. A gerente do Centro Veterinário, Sâmara Fernandes, afirma que o gasto médio dos clientes mais assíduos é de R$ 400,00 por mês, fora a parte médica, que inclui as vacinas. Entre os itens mais procurados pelos donos de animais de estimação, estão coleiras decoradas com strass e pingentes, roupinhas, sapatinhos de proteção para hora do passeio, camas com espuma da NASA e caminhas com arranhadores para os gatos. A empresa também oferece banhos diferenciados para cães e gatos, com uma linha mais popular e outra mais especial, e ainda hidratação para os pelos.
# Preços no Pet Shop BanHO
Menor preço: R$ 18,00 Maior preço: R$ 54,00 COLeiRas
Menor preço: R$ 16,00 Maior preço: R$ 80,00 CaMas
Menor preço: R$ 84,00 Maior preço: R$ 277,00 ARRanHadORes
Menor preço: R$ 124,00 Maior preço: R$ 246,00
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artigo
Parte 11
EnTenda a MÍdia – WiLLiaM ROBsOn *
Para uma ecologia da mídia I
O
exemplo que Marshall McLuhan oferece sobre a luz elétrica para explicar a expressão “o meio é a mensagem” é sobremodo oportuno: “Pouca diferença faz que seja usada uma intervenção cirúrgica no cérebro ou para uma partida noturna de beisebol. Poderia objetar-se que essas atividades, de certa maneira, constituem o “conteúdo” da luz elétrica, uma vez que não poderiam existir sem ela”. A luz elétrica é um meio, seu reflexo também pode enquadrar-se como meio e este é a mensagem. Aspectos simbólicos devem ser considerados na configuração desta mensagem e também do meio, visto que sua diversidade não é percebida por muitos. O autor mostra casos como a IBM que notou que, além de uma indústria de máquinas e equipamentos para escritório, poderia ser uma corporação de processamento de informação. Ou seja, a ótica de McLuhan leva a reconfigurar as noções de meio e de mensagem. A título de exemplo, emerge a situação pela qual passa os jornais impressos, seu processo de encolhimento ou de “recuo”, como assinalado por Carlos Alberto Scolari. Empresas buscam saída para a manutenção deste suporte, para a sobrevivência do modelo de papel, não considerando que o meio-mensagem é o jornalismo e este é o meio de comunicação, como assinala McLuhan. Se o suporte é o meio e se o seu conteúdo também é o meio, trata-se de uma concepção “total instantânea”, que pode bem adaptar-se ao exemplo da infografia interativa – como meio de comunicação posto em plataforma web. São apenas colocações práticas para apontar a reflexão de McLuhan sobre o meio e a mensagem. No entanto, ele faz desdobramentos sobre as causas na sociedade, na formação cultural de nações (inclusive, observa que o meio sempre está associado às matrizes culturais) e estabelece um comparativo da tecnologia elétrica com a “tecnologia de Gutenberg”, sinalizando para perigos e ameaças. “Estou na mesma posição de Pasteur ao dizer aos doutores que seu maior inimigo era perfeitamente invisível - e, perfeitamente irreconhecível por eles”. McLuhan faz analogia do conteúdo de um meio a uma bola de carne que o assaltante joga para o cão da mente, na intenção de dispersá-lo, reafirmando o poderio deste conteúdo, que é a “mensagem”. “Estruturas de percepção” é um conceito assinalado no texto de McLuhan, “O Meio é a Mensagem”, para demonstrar que os efeitos da tecnologia é sobremaneira impactante, que não oferece aos seus envolvidos qualquer resistência. Como o Japão aderiu ao sistema
monetário no século XVII, a tipografia, a imprensa envolveu-se na sociedade ocidental de tal forma que transformou-se em extensões incondicionalmente necessárias para os indivíduos. “Essa mudança (seja pelo monetário ou pela tipografia) não depende de aprovação ou desaprovação dos membros constituídos da sociedade”, aponta o autor. Os meios de comunicação estabeleceram em seus usuários uma situação de prisioneiros de prisões sem muros. Os meios, inseridos na sociedade como extensões dela, se ampliam num sistema mencionado por alguns autores de “ecológico”. Trata-se de um conceito análogo ao processo biológico, ofertando condições de compreender o estado dinâmico da mídia. Um destes autores é Carlos Alberto Scolari que, ao explanar sobre o conceito, alertou que trata-se de uma metáfora elaborada por McLuhan e Neil Postman no final dos anos 60 e descrita sob duas vertentes: “os meios como um “medium”, um ambiente ou entorno natural de onde os seres humanos movem e vivem sem perceber a sua existência” e “os meios como espécies que vivem dentro de um ecossistema”. Scolari acredita que esta metáfora pode oferecer muitas reflexões sobre os meios. Uma destas reflexões pode partir do modelo de jornalismo impresso, uma espécie da ecologia midiática, que enfrenta pressões e ameaças da mídia digital que obriga a sua transformação, adaptação ou sua extinção. O modelo de infográficos aplicados neste suporte, neste meio que intenta adaptar-se no ambiente web (ou estaria sofrendo processo de canibalismo por espécies predadoras?) estaria se deslocando para uma outra espécie desta ecologia ou transformando-se? Scolari atenta para o aspecto dinâmico destas mudanças, a partir do cenário de midiatização das cidades, da conectividade constante, o conceito de “tecno-urbano” em que as cidades buscam oferecer praças e locais com internet aberta, e o princípio da convergência (a interrelação das mídias). A ecologia midiática expõe um momento de transformação permanente com o incremento de novos meios e tecnologias, transformação que gera convergência, experiências e fenômenos que vão além de um único meio, mantendo relações com outros, o que especificamente isso para Scolari é conceituado de “dinâmicas transmidiáticas”. Um exemplo deste processo é mostrado por Yvana Fechine ao fazer uma relação da interatividade e a TV digital. “Os reality shows, como o Big Brother, podem ser conside-
rados os primeiros formatos bem sucedidos de convergência midiática, podendo ser apresentados simultaneamente na TV aberta, 24 por dia em canais por assinatura e na internet”. Fechine apontou este caso diante das várias discussões sobre como a TV digital implementará interatividade com receptores sem perder sua vocação do “ver junto” e de elementos do “tempo público” (citado por Dominique Wolton), que não se encontram na internet. O procedimento da internet, segundo Fechine, baseia na individualidade (na “solidão interativa”) e no agenciamento, conceito de Janet Murray que significa o “usuário realizar ações significativas e ver os resultados de suas decisões e escolhas sobre um objeto que é alterado dinamicamente de acordo com sua participação”. Em angulação com o infográfico interativo, tal conceito descreve basicamente todo o processo de sua natureza, que oferece condições para o produtor (infografista) estabelecer “estratégias de roteirização”, ou seja, rotas prévias a serem percorridas pelo usuário. Fechine demonstra que este usuário é um “interator” que age explorando este ambiente em busca de respostas diante de suas intervenções. “Se os textos surgem no próprio ato de navegação, a partir de decisões pessoais, cada interator produz e frui a “sua história”, abrindo mão de um conteúdo compartilhado e privilegiando a escala individual da comunicação”, conclui.
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Para saber mais
McLUHAN, Marshall. O meio é a mensagem. In: ____. Os meios de comunicação como extensões do homem. 10 ed. São Paulo: Cultrix, 2000, p. 21-37. SCOLARI, Carlos A. Hipermediaciones (o cómo estudiar la comunicación sin quedar embobados frente a la última tecnología de California) - Entrevista a Damián Fraticelli. Revista Lis - Letra Imagen Sonido Ciudad mediatizada. Año III # 5. mar-Jun. 2010. Bs. as. uBaCyt. Cs. de La ComuniCaCión. FCs/uBa, p. 3-11. FECHINE, Yvana. A programação da TV no cenário de digitalização dos meios: configurações que emergem dos Reality Shows. In: FREIRE FILHO, João (org.). A TV em transição. Porto Alegre: Sulina, 2009, p. 139-170.
* A série ENTENDA A MÍDIA se propõe a oferecer aspectos reflexivos para estudantes e admiradores dos estudos da comunicação, com aplicações acadêmicas e exemplos do cotidiano. 12
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sua carreira
RafaeL DeMeTRiUs
30 dicas para revolucionar seu negócio – Parte II x
N
este domingo, pedimos licença aos profissionais, estudantes e leitores que acompanham a nossa coluna para replicar um texto publicado na conceituada revista Exame, o qual aborda 30 dicas que serão capazes de revolucionar seu negócio. São dicas rápidas, direcionadas e de grande impacto. Você que é empresário não pode deixar de ler. Hoje, apresentaremos as próximas quinze dicas para revolucionar o seu negócio. 16 – Proteja sua empresa – Se você criou um novo produto, é imprescindível fazer o registro da patente. Esse é um processo que pode ser demorado, mas é a única forma de proteger sua criação. O registro deve ser pedido ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). 17 – Tenha um programa de fidelidade – Clientes fiéis devem ser bem conservados. Uma saída é criar um programa de fidelidade. Para isso, é preciso ter um bom produto, trabalhar a imagem do negócio no mercado e desenvolver um canal de comunicação constante com os consumidores. 18 – Escolha a melhor equipe – O momento de entrevistar e selecionar um novo funcionário pode ser difícil para quem não estiver preparado. Uma boa tática é usar técnicas mais modernas de seleção, como simulações e jogos online. 19 – Organize seu tempo – Manter a agenda bem organizada ajuda a ganhar tempo no dia a dia da empresa. A dica para os empreendedores é centralizar os compromissos no mesmo lugar, no smartphone ou em uma agenda, e não ficar distribuindo pedaços de papel por todo lado.
22 – Use bem as redes sociais – O uso das redes sociais fica melhor com três tipos de ferramentas: as de agendamento de conteúdo, de análise de interação e de monitoramento do que é dito sobre sua marca na rede. Aprenda a usá-las e a falar mais de perto com os consumidores. 23 – Tenha um salário – A falta de organização com a retirada de dinheiro da empresa pode causar um rombo nas contas. Por isso, os sócios podem escolher a forma como querem calcular seu salário: retirada por atividade, pró-labore e distribuição de lucros. 24 – Pense no longo prazo – De vez em quando, é importante deixar o dia a dia de lado e dar atenção aos planos do seu negócio para o futuro. Uma dica é calcular o retorno do negócio em longo prazo. Para chegar a esse valor, leve em conta os investimentos atualmente realizados, a taxa de crescimento do lucro esperado e a taxa de retorno utilizada para o cálculo. 25 – Prepare-se para pedir empréstimo – Ir ao banco e pedir empréstimo costuma ser uma ação usual dos empreendedores. Para evitar problemas, é importante fazer as contas, atentar o prazo e fugir das vendas casadas com outros produtos financeiros. 26 – Construa uma marca – Invista para que sua marca seja conhecida no mercado. Uma característica importante é escolher um nome fácil de lembrar. Além disso, não escolha uma marca muito parecida com a dos seus concorrentes. 27 – Calcule a lucratividade – Para calcular a lucratividade, use os dados financeiros da empresa, que costumam estar no Demonstrativo de Resultados do Exercício (DRE). Os valores de vendas ou faturamento e de gastos (custos ou despesas) ajudam a chegar nesse valor. 28 – Controle as dívidas – Faça um levantamento das dívidas do seu negócio e procure reduzir o peso delas no orçamento. Quando precisar de dinheiro, prefira financiamentos de longo prazo a empréstimos de curto prazo com altas taxas.
20 – Escolha o melhor regime tributário – Se a sua empresa estiver enquadrada no regime tributário errado, pode estar pagando mais impostos do que deveria. Por isso, cheque com seu contador se o enquadramento no Simples Nacional, Lucro Real ou Lucro Presumido está adequado para o negócio.
29 – Leia mais – Aproveite as horas vagas para ler mais. Isso ajuda a trazer inspirações, motivação e novas ideias para sua empresa.
21 – Reconheça sua equipe – Reconhecer o mérito dos colaboradores da sua empresa pode motivá-los e, muitas vezes, não custa nada. Uma forma de fazer isso é conhecendo as características individuais de cada um e desenvolver uma relação menos fria e numérica.
30 – Meça seus resultados – Tenha indicadores que ajudem a mostrar se a empresa está no caminho certo. Isso pode ser feito através da margem de lucro, do nível de endividamento, do retorno sobre o investimento e até mesmo do giro de funcionários.
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adoro comer
DaVi MOURa
Aventuras no Rio Grande do Sul Na última coluna, paramos no Filó Gourmet. Hoje, começaremos pelo City Tour. Nossa primeira parada foi no Parque do Caracol, em Canela (RS): O Parque Estadual do Caracol, mais conhecido apenas como Parque do Caracol, é um ambiente de preservação localizado no município gaúcho de Canela. O ponto alto é a famosa Cascata do Caracol, com uma queda livre de 131 metros e ponto turístico para viajantes de todo o Brasil. Há dois pontos interessantes para visualizar a queda d’água: o primeiro é um mirante que é gratuito, e fica mais próximo ao chão. O segundo é um elevador alto que chega a um local com vista panorâmica onde, além de serem vendidos souvenirs, como chaveiros e vinhos personalizados, há binóculos disponíveis para quem quiser ver mais. Detalhe: há um restaurante para quem quiser consumir alguma coisa. Outro ponto turístico que afronta até os mais corajosos é a Escada do Caracol. Com mais de 700 degraus (mais de 1.400, se for contar para subir e descer), ela é o equivalente a um prédio de 44 andares e dá acesso à base da cascata. Quando saímos de lá, viemos direto para o Hollywood Dream Cars. Ele fica localizado Av. das Hortênsias, 4151, Rodovia Grama14
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do-Canela. Sua data de inauguração foi no ano de 1997 e sua área é de 1.000m². A proposta é mostrar carros antigos dos anos dourados de Hollywood, das décadas de 20 a 60. Os carros são restaurados durante um tempão e depois vêm para exposição no museu. A segunda parada foi no Museu de Pedras. Também sem comida, mas já achei mais interessante. Trata-se de um acervo que fica na Avenida das Hortênsias também, número 3570. Aqui você também paga pra entrar. É um canto com mais de 500 pedras preciosas e semipreciosas, além de várias outras. Um prato cheio para quem entende e para as mulheres de plantão, já que havia várias joias e acessórios por lá. Após essa visita, pegamos a avenida direto até Canela. Foi a visita que eu mais gostei por se tratar de um dos pontos turísticos que considero mais a cara do tour nas Serras Gaúchas: o Mundo a Vapor. Há uma réplica de um acidente que aconteceu na França, em 1895, que invadiu a estação e ficou pendurado pela parte de trás. Lá dentro é um mundo mágico, com várias réplicas de máquinas e dois pontos para lanche: um café – pra variar – e um quiosque da vinícola Jolimont. A atração mais legal e divertida foi a foto antiga. Você paga um valor (que varia entre R$ 20,00 e R$ 70,00
adoro comer só pela foto) e tem o direito de escolher entre vários figurinos e 2 cenários diferentes para fazer uma foto como nos modelos antigos. Veste-se a roupa por cima da sua e, depois de auxiliado pela equipe, faz-se a foto. O primeiro passeio foi bem longo, de forma que na hora do almoço já estávamos todos com fome. A parada estava inclusa no pacote e foi no Galeto Itália. Ele fica na Avenida das Hortênsias, 707 lá em Gramado (RS). O restaurante apresenta a opção de rodízio de massas e carnes, incluindo vinho e sobremesa à vontade. Há ainda o buffet quente e o de saladas incluso no valor de R$ 37,00. O atendimento aqui no Galeto Itália era rápido mesmo e as comidas chegavam à mesa a todo o instante. A famosa sopa de capeletti é servida como entrada, logo após os pãezinhos. O tal do galeto que dá nome ao restaurante e que é famoso em todo sul do Brasil. A polenta frita, o prato mais próximo que achei da nossa macaxeira. As massas eram impecáveis, como o canelone de ricota com molho quatro queijos. Nos locais que almocei por lá, percebi que as sobremesas se repetiam. O creme de baunilha com sagu era bem constante, assim com a ambrosia e um tal de chico balanceado – com suspiro e creme branco. No geral, o chico se saiu melhor.
O Lago Negro foi uma das paisagens mais belas que já vi na vida. Trata-se de um lago artificial situado em Gramado, no B. Planalto, na R. A. J. Renner. Ele fica aberto o dia todo e – uma das poucas coisas em Gramado, por sinal – é gratuito. O que é pago é só o pedalinho, que é mais ou menos R$ 15,00 pra duas pessoas, salve engano. Outra parada superlegal foi no Mini-Mundo. É um parquinho temático localizado em Gramado cuja atração são as obras que tem lá, todas com mais ou menos 24 vezes menor que o tamanho real. Ou seja: você encontrará bonequinhos representando humanos com um tamanho 24 vezes reduzido, além de vários castelos da Europa, prefeituras, aeroporto etc.. O local continua sendo construído há mais de 20 anos e há mais de 140 construções de todos os tipos. Outro localzinho interessante foi o Museu de Cera DreamLand, que fica em Gramado também, na Rua Augusto Zatti, 78. Eram várias peças diferentes em uma área bem grande até. Logo abaixo dele, no mesmo prédio, ficava o Harley Motor Show, sendo necessário um elevador para chegar lá. Sua decoração foi totalmente inspirada nos bares tradicionais americanos. O famoso capuccino pelo qual o bar é conhecido custou R$ 8,00 e estava realmente uma delícia! Após tantos passeios, fomos visitar o Duetto Gourmet, por indicação de uma amiga que foi a Gramado, a Débora Aires, do blog Amo Maquiagem. A casa era especializada em fondues. Junto com os parceiros de viagem, começamos na tequila para esquentar um pouquinho e logo chegou o fondue de queijo, com acompanhamentos como brócolis, mini batatas, polenta e pão. A sequência de fondue, como eles chamam, abrange ainda o de carne na chapa, e cerca de 20 molhos diferentes; e o de chocolate, com frutas como banana, morango, abacaxi, uva e melão. Neste canto, que também disponibilizava transporte gratuito para os clientes, a sequência custava R$ 40,00 - barato, já que em alguns locais comíamos até
com R$ 80,00. No dia seguinte conhecemos o Alpen Park, em Canela, que trata-se de um parque ecológico com vários brinquedos interessantes, como o bungee trampolim e um trenó que passa por dentro da mata. O ingresso de cada brinquedo, em média, por R$ 20,00. A outra parada foi na vitivinícola Jolimont, já que eles produzem a própria uva e fazem o seu vinho. Após sermos recepcionados por um violinista, um enólogo nos deu toda a instrução possível e participamos de uma degustação. Mais para o fim da viagem ainda visitamos a vinícola Aurora - essa você já viu no supermercado com certeza. O almoço do dia foi na churrascaria Espelho Gaúcho, onde pudemos provar o típico churrasco sulista. Sem esquecer do passeio no zoológico e a visita à fábrica da Tramontina, em Carlos Barbosa, que conhecemos após o passeio da Maria Fumaça.
Dois destaques gastronômicos: o primeiro deles foi o San Tao, o único restaurante japonês/tailandês de Gramado. Após tanta carne, resolvemos pegar leve. Ambiente perfeito, atendimento especial. A minha escolha foi um combinado que custava R$ 68,00 e dava direito a comer todos os itens do cardápio e repetir quantas vezes quisesse. Uma delícia de comida, mas o destaque foi a sobremesa, o tal do Infierno e o Cielo: base de suspiro, creme branco e cobertura de chocolate ou doce de leite. O segundo foi o famoso Café Colonial. Visitamos o Gramado Café Colonial, um dos tradicionais na cidade. Antes eu imaginava que o café era de manhã, mas na verdade começam a funcionar por volta das 15h30. São mais de 80 itens dispostos para você comer até cair: bolos, tortas geladas, geleias, pães, salgados fritos, frios e o que mais você imaginar. Neste aqui, cada um pagou R$ 50,00 e foi feliz! Gostaria de dar mais detalhes de tudo que passei por lá, mas vou ficando por aqui. Acesse o http://adorocomer.com para ver todas as fotos e locais mágicos dessa viagem inesquecível!
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