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Revista de Domingo

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editorial ao leitor

Patrimônio

histórico

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Boa leitura, Nara Andrade

p4 Entrevista

Professor de Ciências Contábeis Auris Martins de Oliveira fala sobre o comportamento financeiro dos brasileiros.

efinidos pelo Conselho Internacional de Museus como uma instituição permanente a serviço da sociedade e do seu desenvolvimento, os museus abrigam parte da história do local onde estão localizados. Em comemoração ao Dia Internacional dos Museus, celebrado anualmente no dia 18 de maio, a revista DOMINGO traz um guia com alguns dos principais museus potiguares. Conheça a história de pessoas que garantem ter mudado de vida investindo em empresas de marketing multinível. Entenda o negócio que está virando febre em Mossoró, ap recrutar cada vez mais adeptos, prometendo ganhos altos e rápidos, trabalhando sem sair de casa. Representantes de empresas garantem que não se trata de pirâmides financeiras, prática ilegal. Ainda nesta edição, uma matéria sobre um grupo de jovens potiguares que fundou a organização não governamental sem fins lucrativos Doe Sangue RN, que realiza um trabalho voluntário com o objetivo de estimular as doações de sangue. DOMINGO traz, também, uma entrevista com o professor de Ciências Contábeis Auris Martins de Oliveira, sobre o comportamento financeiro dos brasileiros, os principais erros e dicas para obter uma relação saudável com as finanças.

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Patrimônio histórico Em comemoração ao Dia Internacional dos Museus, confira um guia com alguns dos principais museus potiguares.

Vai arriscar?

Empresas de marketing multinível viram febre em Mossoró e recrutam cada vez mais adeptos.

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Coluna

Rafael Demetrius: Entrevista de emprego: o que você precisa saber

Adoro comer

Colunista Davi Moura: Fetuccine de pupunha com bisque e camarões grelhados

• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – Wil­liam Rob­son • Editor – Nara Andrade • Dia­gra­ma­ção – Rick Waekmann • Projeto Gráfico – Augusto Paiva • Im­pres­são – Grá­fi­ca De Fa­to • Re­vi­são – Gilcileno Amorim e Stella Sâmia • Fotos – Carlos Costa, Marcos Garcia, Cezar Alves e Gildo Bento • In­fo­grá­fi­cos – Neto Silva Re­da­ção, pu­bli­ci­da­de e cor­res­pon­dên­cia Av. Rio Bran­co, 2203 – Mos­so­ró (RN) Fo­nes: (0xx84) 3323-8900/8909 Si­te: www.de­fa­to.com/do­min­go E-mail: re­da­cao@de­fa­to.com Do­min­go é uma pu­bli­ca­ção se­ma­nal do Jor­nal de Fa­to. Não po­de ser ven­di­da se­pa­ra­da­men­te.

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conto

joSÉ NIcoDemoS*

Momento sem momento

(

Envie sugestões e críticas para o e-mail: aristida603@hotmail.com

)

C

amilo ainda se demorou algum tempo à varanda do apartamento, décimo andar, o olhar parado. Um frio na espinha, à visão de tudo diminuído de tamanho lá embaixo. Não teve coragem para o salto mortal. A decisão suicida é sempre cega. Fora do foco da lucidez. Um momento dos neurônios, talvez se possa dizer assim. E Camilo não estava no caso. Somente não encontrava mais razão para continuar vivendo, coisa assim acidental. Era simplesmente uma coisa no mundo. Um vazio. É verdade que tomara toda a garrafa de uísque que lhe fazia companhia ao pé do aparelho de som tocando músicas de Nelson Gonçalves e Dalva de Oliveira. E que bebera, além do habitual, nessa intenção. Três, quatro doses lhe bastavam. Problemas de enxaqueca. Sem condições psicológicas e mentais para o trabalho, petições e acórdãos, essas lidas da profissão, Camilo resolveu fechar o escritório pelas três da tarde, ir refugiar-se num bar qualquer. Seria melhor, pensou, trancar-se no seu apartamento, pelo menos até onde pudesse suportar a solidão do ambiente. Se não, poderia sair por aí. Um bar qualquer. Ao entrar no apartamento, encheulhe os olhos o riso sensual de Margarida no retrato à parede principal da sala de visitas. Parou, como se lhe faltassem as pernas. Uma angústia oprimindo-lhe o

Somente não encontrava mais razão para continuar vivendo, coisa assim acidental. Era simplesmente uma coisa no mundo. Um vazio.

peito. Por que Margarida, que lhe jurava tanto amor, se decidira em deixá-lo por outro homem, demais disso, um tipo que se podia dizer desprezível? Não podia alcançar explicação nenhuma. Tomou a que seria a última dose e, num quase ímpeto, dirigiu-se à varanda do apartamento, o suicídio. Olhou a vida lá embaixo, no entanto sem os olhos cegos dos que se decidem pela morte voluntária. Num movimento instintivo, recuou, apavorado. E, apavorado, cuidou de sair por aí, no rumo de coisa nenhuma. Começo da noite. Uma rua pouco iluminada, a intervalos postes sem luminárias ativas. Nos olhos, o riso de Margarida no retrato. Vontade de sair gritando rua afora. Um bar com toldos coloridos fincados na calçada. Ambiente recomen-

dável pelas presenças. Abancou-se. Nenhuma razão de viver, de novo pensou no suicídio. Sem convicção, porém. Era um covarde. Não servia nem para morrer. Nisto, viu-se diante da varanda do apartamento, aquele fio de gelo regandolhe a espinha. Nos olhos, o próprio corpo em salto mortal para a indiferença abismal do asfalto. A multidão de curiosos, a polícia tomando apontamentos. Tratava-se do doutor Camilo. – Doutor Camilo, a que se deve a novidade! Era o vizinho de apartamento. De bem com a vida, se bem que também já vivera um dia a mesma situação. Com o mesmo pensamento de sair da vida pela mesma porta. Estabeleceu-se a conversa em torno do “nem tudo está perdido”.

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entrevista

AURIS MaRTINS

“Mais de 40% dos brasileiros gastam mais do que ganham”

Por Nara Andrade Para a Revista Domingo

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ormado em Ciências Contábeis, pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), e mestre em Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente, o contador mossoroense Auris Martins de Oliveira, é professor da Uern há 19 anos e responsável pela Diretoria de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente da Pró-Reitoria de Extensão (PROEX) da instituição. Auris Martins conversou com a revista DOMINGO sobre o comportamento financeiro e a necessidade de uma maior educação em relação ao uso das finanças, já que atualmente mais de 40% dos brasileiros gastam mais do que ganham e 30% das pessoas compram por impulso. Ele também dá dicas de como obter uma vida financeira saudável. DOMINGO – Qual o maior erro do comportamento financeiro dos brasileiros? AURIS MARTINS – Pesquisas comprovam que 30% dos brasileiros compram por impulso, ou seja, a pessoa não sai de casa com o objetivo de comprar, mas acaba comprando aquilo que não está precisando. Compra sem qualquer planejamento, por impulso mesmo, compra porque está triste ou porque está alegre demais. E quando você compra por impulso, você pode comprar uma geladeira, pode trocar o carro. E QUAIS as consequências de fazer compras por impulso? COM certeza, a inadimplência é

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uma das principais consequências desse comportamento impulsivo. A pessoa vai comprando impulsivamente, até chegar ao ponto de comprometer o orçamento familiar. Outro dado interessante mostra que mais de 40% dos brasileiros gastam mais do que o que ganham. A FACILIDADE de acesso ao crédito influencia negativamente na vida financeira das pessoas? NA REALIDADE, essa facilidade pode influenciar, mas não é a única razão do problema. Veja bem: quando a pessoa compra por impulso, se não tiver crédito, ela compra no nome de um vizinho ou de um parente. Nós não temos

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dados que comprovem que sim, mas acreditamos que a facilidade de acesso ao crédito, as pessoas lhe abordando na rua com panfletos para você pegar dinheiro emprestado, pode lhe estimular, influenciar a gastar mais. Para fazer essa afirmação, é preciso ter dados que mostrem que há um maior endividamento a partir do momento que começou no Brasil uma maior facilidade de acesso ao crédito. Se fizéssemos uma pesquisa sobre isso, possivelmente a resposta seria sim. Mas, o problema é mais comportamental, porque se alguém me oferecer um empréstimo eu não recebo; eu recebo o panfleto, leio e jogo fora, porque isso não vai me influenciar. Agora, se eu tenho o comportamento


entrevista de comprar o que eu não preciso, esses panfletos promocionais me estimulam a comprar por impulso. Então, essa é mais uma questão comportamental do que de acesso ao crédito. PARCELAMENTOS muito longos atrapalham na relação com as finanças? TODO brasileiro sabe que, se comprar algo em 12 meses, em 24 meses ou mais parcelas, na verdade está pagando duas vezes ou mais por um único produto. Então, você está trabalhando para pagar juros. Essa é uma questão de conhecimento e comportamento. Se você utilizar o conhecimento que tem, sabendo que vai pagar juros altos e que pode comprar o produto em um momento seguinte à vista, você vai protelar a compra até juntar o dinheiro. Tem gente que anda a pé, mas quando arranja um emprego, no outro dia compra um carro fiado, comprometendo boa parte de sua renda. O problema é que muitas pessoas não sabem esperar o melhor momento para comprar. Nesse caso, o melhor seria passar mais um tempo andando a pé, depois comprar uma moto, depois comprar um carro usado, e só depois comprar um carro novo. EXISTE diferença no comportamento financeiro do homem e da mulher? Quem gasta mais? ISSO é um mito da sociedade. O homem faz as mesmas besteiras que a mulher nessa questão de compra; o que muda é o tipo dos produtos consumidos. Mas, não existe nada que assegure que as mulheres são mais gastadeiras. Esse é um problema que independe de renda, gênero e escolaridade. UMA pesquisa divulgada nesta semana pelo Serasa Experian sobre o indicador de educação financeira mostra que, apesar de a maioria dos brasileiros saber como deve se comportar, na prática não utiliza os conhecimentos e se atrapalha com as finanças. Por que isso acontece? PELO que eu tenho acompanhado sobre esse assunto, eu comparo isso com aquele discurso do falso sacerdote: “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. O brasileiro tem um bom conhecimento sobre finanças, sobre riscos, sobre juros, mas realmente não utiliza. Isso é uma influência da nossa vida em sociedade, do modelo consumista. Isso vem sendo visto frequentemente e discutido em várias áreas, a gente vê juristas falando sobre isso, sociólogos dão palestras sobre isso, pessoas da área ambiental levando para a vertente dos recursos do meio ambiente, todo mundo fala sobre isso, que de fato nós temos na nossa socie-

dade um consumismo exacerbado, que é confundido com a felicidade. Ou você consome, mesmo que a duras penas, ou você não é feliz. Há realmente toda uma questão cultural que pode ser chamada de comportamental, em que não importa como, mas é preciso ter alguma coisa. Hoje, não importa se você é rico ou pobre; a postura é a mesma, de comprar por impulso, se endividar. E a gente observa que quem se prejudica é a pessoa que ganha uma renda menor, porque quem ganha uma renda maior, acima de 10 salários mínimos, geralmente, está respaldado por uma reserva, uma poupança, enquanto a pessoa que ganha menos se endivida e não tem como cobrir porque não tem poupança, aí fica anos e anos pagando juros em cima de juros, de cheque especial, cartão de crédito, ficando em uma situação extremamente complicada. COMO a renda mensal deve ser utilizada? A PRÁTICA da poupança é necessária. Pensar no futuro é fundamental. E pesquisas mostram que, quanto mais jovem, menos se pensa no futuro. Tem gente que sequer é contribuinte da Previdência. As pessoas dizem: eu sou autônomo, eu não preciso. Precisa. É preciso pensar como vai ser na velhice. Há um livro que fala muito sobre esse assunto, intitulado “Casais inteligentes enriquecem juntos”, de Gustavo Cerbasi. Não gosto de definir porcentagens; você deve guardar o que pode, sabendo que quanto mais você guardar, melhor. Nos primeiros meses do ano, é praticamente impossível guardar alguma coisa, porque tem os colégios dos filhos, os impostos, nesses meses que não dá para guardar é importante economizar para não utilizar a reserva que você vem fazendo. A educação financeira deveria ser mais divulgada. Existe um trabalho da professora Adriana Martins de Oliveira, que está fazendo Doutorado em Administração na PUC do Paraná, sobre educação financeira, muito interessante. A professora foi chamada pela Prefeitura de Areia Branca, para ministrar o curso para os beneficiários do programa Bolsa Família, porque a grande maioria estava com o cartão do Bolsa Família entregue nas mãos de agiotas. O SENHOR falou sobre a importância de se ter uma poupança. Além disso, existe mais alguma medida que pode ser tomada para se ter uma vida financeira saudável? NÃO creio que a gente possa estabelecer percentuais de despesas com educação, lazer e outras coisas. Uma coisa a gente pode afirmar com convicção: cada um sabe de si, sabe onde

aperta o sapato. Mas, se você ganha 10 salários mínimos, você não pode ter um padrão de quem tem 20 salários mínimos. Se você ganha um salário mínimo, não posso querer acompanhar o padrão de meu amigo que ganha 10 salários; tenho que ter um padrão de quem ganha um salário. É preciso estabelecer prioridades. É preciso ser consciente do que você tem, com a profissão que escolheu, e tentar administrar os rendimentos da melhor forma possível. Por isso, a educação financeira é tão importante, porque forma cidadãos mais conscientes. O seu descontrole financeiro só prejudica a você. É a causa do estresse, de doenças, do término de casamentos. É importante, inclusive, que esse fosse o tema de disciplinas em escolas, porque até as crianças hoje são muito consumistas. Se uma não tem um telefone ou qualquer outro objeto igual ao da coleguinha da escola, ela vai pressionar o pai para comprar; essa é uma questão de responsabilidade social. ANOTAR os gastos, inclusive aqueles que parecem irrelevantes, ajuda no controle das finanças? ESSA é uma questão muito interessante. A prática de fazer contas é necessária. Na contabilidade isso, é chamado controle do livro caixa. Eu tenho que ter um controle de tudo o que entra no meu caixa, ou seja, o salário e se houver rendas extras, e anotar todas as despesas, que é o que sai, não importa se eu sou autônomo. É preciso calcular as despesas com aluguel, impostos, energia, telefone, combustível. É simples, não é um cálculo de engenharia; são as operações mais simples de adição e subtração. A palavra controle que a gente usa na academia, nos cursos de administração, economia e ciências contábeis, nada mais é do que ter uma previsão do que você vai ganhar, menos o que você vai gastar. Se eu tenho uma previsão de que vou ganhar dez e gastar oito, meu lucro vai ser dois; se isso não acontecer, eu tenho que procurar descobrir onde eu errei, para não cometer o mesmo erro no próximo mês. Existe em todas as famílias uma pessoa que ganha muito, mas não tem nada e tem a vida financeira toda desorganizada, enquanto na mesma família tem outro parente que ganha 30% do que esse primeiro, mas tem casa própria, um carrinho bom, os filhos em colégio particular e uma vida controlada. A diferença de um para o outro é apenas o controle financeiro. Quando você faz contas, você não tem aquelas surpresas desagradáveis, você sabe quando um mês vai ser mais apertado e que é hora de economizar um pouco mais, para não passar aperto ou entrar em uma situação mais complicada.

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Guia dos Museus

Patrimônio

histórico

Em comemoração ao Dia Internacional dos Museus, DOMINGO traz um guia com alguns dos principais museus potiguares

O

mês de maio, que é tradicionalmente conhecido como o mês das noivas e das mães, também é marcado pelas comemorações em torno do Dia Internacional dos Museus, celebrado anualmente no seu 18.º dia. Para lembrar a data, está sendo realizada em todo o País a 11.ª Semana de Museus, que se encerra neste domingo, 19. A programação, realizada com o objetivo de mobilizar os museus brasileiros a partir de um esforço de concentração das programações em torno de um mes6

mo tema – Memória + Criatividade = Mudança Social – teve início no último dia 13. No Rio Grande do Norte, o evento teve como sede a capital do Estado, Natal, sendo realizado no Salão Nobre do Palácio Potengi/Pinacoteca do Estado. Durante toda a semana, foram promovidas palestras, debates e mesas-redondas, tendo como tema central os museus potiguares. Em meio às comemorações envolvendo o tema, a revista DOMINGO traz

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um roteiro com alguns dos principais museus potiguares, principalmente os da região Oeste do Estado, abordando a seguir um pouco da história de cada um desses estabelecimentos, definidos pelo Conselho Internacional de Museus como "uma instituição permanente, sem fins lucrativos, a serviço da sociedade e do seu desenvolvimento, aberta ao público e que adquire, conserva, investiga, difunde e expõe os testemunhos materiais do homem e de seu entorno, para educação e deleite da sociedade". De acordo com o Guia dos Museus Brasileiros, no Rio Grande do Norte existem mais de 65 museus, distribuídos entre os vários municípios potiguares. No entanto, o número dessas instituições que abrigam parte da história do Estado é maior, já que muitos não estão cadastrados no guia.


Guia dos Museus Editoria de Arte: Neto Silva

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Vai arriscar?

Marketing multinível

ou pirâmide financeira? P

rometendo altos lucros, pouco trabalho e – melhor ainda – retorno rápido. É assim que a maioria das empresas que trabalham com o chamado marketing multinível está recrutando, casa vez mais, um número maior de adeptos ao redor do mundo. O negócio também está virando febre em Mossoró, que já se tornou alvo de representantes de diversas empresas do segmento. A revista DOMINGO conversou com representantes de duas empresas presentes em Mossoró e com pessoas que 8

Representantes de empresas de marketing multinível garantem que empresas são legais e desmentem esquema de pirâmide

já aderiram à onda e garantem já estar tendo o tão esperado retorno financeiro. No entanto, a maioria dos mossoroenses ainda desconfia da legalidade dessas empresas e teme fazer investimentos, por acreditar tratar-se de pirâmides financeiras, prática ilegal que se configura crime contra a economia popular. A principal diferença entre marketing multinível e esquema de pirâmide é que o marketing multinível é um sistema de marketing caracterizado pela formação de uma rede de contatos em que os lucros são gerados pela venda do produto ou serviço ofertado e ele é repassado para

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todos os membros, enquanto a pirâmide financeira é um modelo comercial não sustentável que envolve basicamente a permuta de dinheiro pelo recrutamento de outras pessoas para o esquema sem que qualquer produto ou serviço seja entregue. A grande questão é que algumas empresas mascaram a prática de pirâmide financeira, utilizando nomes de outros modelos comerciais, sendo o principal o marketing multinível. COLHENDO FRUTOS Pessoas que não tiveram medo de


Vai arriscar? a empresa em agosto do ano passado, já é líder de uma rede que já conta 400 participantes. DOMINGO também conversou com outras pessoas que participam da maior rede de marketing multinível em atuação em Mossoró, que preferiram ter sua identidade preservada. Uma dessas pessoas afirma que foi convidada várias vezes, mas tinha medo porque achava tratar-se de esquema de pirâmide. No entanto, um parente mostrou como a empresa funcionava e quanto já estava ganhando, então se convenceu a entrar, investindo inicialmente cerca de R$ 2.800,00. “Entrei na empresa no final de fevereiro, já recuperei o valor investido e já estou lucrando. A pessoa que me indicou recebeu cerca de R$ 26 mil no mês passado. O melhor é que não preciso sair de casa para trabalhar; escolho o meu horário”, conta.

)) Divulgadora da Telexfree

mostra depósitos feitos pela empresa e diz que sua vida mudou

investir garantem que já estão colhendo os frutos, ou seja, conseguindo o retorno rápido, tão esperado. Um exemplo é a história de Luzia Carlos, que hoje chega a receber cerca de R$ 16 mil por mês e diz que sua vida mudou. Com o retorno financeiro obtido, ela afirma que já viajou, quitou o carro financiado, comprou um terreno em uma praia, além das melhorias no padrão de vida. “Eu trabalhava em uma clínica particular e ganhava cerca de R$ 750,00 por mês, passei em um concurso e saí da empresa, mas o concurso foi anulado, então fiquei desempregada. Conheci a empresa pela internet, através de um conhecido do meu esposo, que depois nos fez uma visita, e meu esposo comprou um pacote para mim. Logo no primeiro mês comecei a ter retorno financeiro”, comenta. Hoje, Luzia Carlos, que entrou para

MEDO DOS RISCOS Mesmo ouvindo sobre as mudanças na vida de quem decidiu apostar em umas dessas empresas de marketing multinível, algumas pessoas continuam com o pé atrás, pensando nos riscos inerentes ao negócio. É o caso do funcionário Antônio Fernandes, de uma empresa prestadora de serviços à Petrobras, que afirma que esse é um tipo de negócio não sustentável. “Um dia esse mercado vai ficar saturado, mesmo que passe muito tempo funcionando, e quando isso acontecer, inevita-

velmente as pessoas do nível inferior perderão o dinheiro investido. Além disso, não sei se todas, mas grande parte dessas empresas são pirâmides financeiras e vendem a imagem de marketing multinível; aí, é difícil saber qual é a empresa correta ou a ilegal”, comenta. No entanto, quem participa dessas redes e os representantes das empresas garantem que não se tratam de pirâmide, que são empresas legais e registradas, e que pagam todos os tributos, além de recolherem anualmente os impostos de renda de seus clientes. EMPRESAS Uma das empresas com grande número de adeptos em Mossoró é a Telexfree, que, segundo a representante, Luzia Carlos, já conta mais de 1.500 integrantes. A Telexfree é uma empresa norteamericana que atua no Brasil desde março de 2012, vende planos de minutos de Telefonia Voz sobre Protocolo de Internet (VoIP - na sigla em inglês) que permitem ligações ilimitadas para 41 países por US$ 49 mensais. As empresas, no entanto, também oferecem promessas de ganho para quem atuar como promotor do serviço, postando diariamente anúncios em sites de classificados e redes sociais e recebendo comissão sobre as vendas. Outra empresa atuante em Mossoró é o BBOM, que, segundo o representante, Christian Duarte, trabalha com a venda de rastreadores e já conta mais de 100 mil integrantes no Brasil.

)) Representante da BBom, Christian Duarte, diz que todo negócio tem margem de risco Jornal de Fato | DOMINGO, 19 de maio de 2013

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Voluntariado

Doe Sangue RN Organização não governamental fundada por jovens potiguares realiza trabalho voluntário com o objetivo de estimular a doação de sangue

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Voluntariado

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nspirados no trabalho realizado pelo projeto Doe Sangue PB, atuante no Estado da Paraíba, jovens potiguares decidiram fundar o grupo Doe Sangue RN, com o objetivo de incentivar a prática da doação de sangue no Estado. O grupo é coordenado pelos jovens voluntários Auklley Cabral, Pedro Rocha, Fabiano Gomes, Policarpo Dantas e João Vitor de Oliveira Lopes, todos com idade entre 17 e 22 anos. A organização não governamental e sem fins lucrativos, fundada em maio de 2012, atua principalmente por meio das redes sociais, divulgando pedidos de doações e informações sobre a importância da doação de sangue, além de dar dicas e publicar notícias relacionadas ao assunto. “Tudo é feito por meio das mídias sociais, site, Facebook e Twitter. Os voluntários se revezam o dia todo postando as atualizações”, afirma Auklley Cabral. A ideia de criar um movimento no Rio Grande do Norte semelhante ao atuante na Paraíba surgiu dos idealizadores, Auklley Cabral e Pedro Rocha. Os integrantes afirmam que a ONG é formada por membros da Ordem DeMolay, um grupo de jovens patrocinado e apoiado pela Maçonaria desde 1919, criada nos Estados Unidos da América, que tem por objetivo criar bons cidadãos, que respeitam as leis, que convivem em harmonia com a sociedade, que auxiliam o próximo em suas necessidades básicas e educacionais e que, por meio do exemplo, sirvam como modelo a ser seguido por todos os jovens. Eles ressaltam que o movimento não foi criado e não pertence à Ordem DeMolay, mas tem essa organização como uma das principais parceiras nas atividades e campanhas desenvolvidas no Rio Grande do Norte. Auklley Cabral explica que as campanhas são idealizadas de forma a atender a demanda dos bancos de sangue no período de pouca doação. “Nossa primeira campanha foi o ‘Sangue Junino’, em junho de 2012, em uma parceria com o Doe Sangue PB. A segunda foi a campanha nacional ‘Doe Sangue Brasil’, em dezembro de 2012, em parceria com outros grupos”, diz. Outra campanha realizada pelo grupo aconteceu em fevereiro de 2013 e teve como tema "Doação de sangue em conjunto - Operação carnaval". Essa ação foi desenvolvida em parceria com o Movimento Zeitgeist - RN, a Marcha Contra a Corrupção - RN e Bicicletada RN. Os idealizadores do grupo Doe San-

)) Apenas 2% dos doadores brasileiros doam sangue regularmente gue RN afirmam que, como todos são DeMolays, no momento não estão solicitando a entrada de outras pessoas que não sejam da Ordem. “Acreditamos que todos aqueles que nos seguem nas redes sociais, de certa forma, são voluntários, uma vez que estes compartilham e divulgam nossas postagens, para que nossas mensagens sejam visualizadas por uma grande quantidade de pessoas”, frisa. Para ajudar ao grupo, basta seguir suas páginas nas redes sociais, compartilhando as postagens, além, é claro, de se tornar doador de sangue regular em uma das unidades do Hemocentro mais próximo. As pessoas podem solicitar ou entrar em contato com o grupo através do site www.doesanguern.com.br, na

seção “Fale Conosco”. Também é possível fazer um pedido de doação de sangue para alguém conhecido, por meio do site da ONG, pelo link “Pedidos de doações", preenchendo o formulário do pedido. “A população precisa realizar o ato de doar sangue com mais frequência, pois o sangue é uma necessidade praticamente diária no período de férias e festividades. O Brasil todo tem apenas 2% de doadores de sangue, que o fazem regularmente, e em virtude desse baixo número, os estoques nunca são suficientes. Por isso, criamos por iniciativa própria esse movimento aqui no Rio Grande do Norte e contamos com a colaboração de todos para fazer a diferença pelo nosso Estado”, conclui o representante do grupo.

)) Voluntários do grupo Doe Sangue RN Jornal de Fato | DOMINGO, 19 de maio de 2013

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artigo

Parte 8

ENTeNDa a mÍDIa – WIllIam RobSoN *

Teorias da Mediação e da Mediatização na América Latina

O

s temas midiatização e mediação já foram abordados nesta série, a partir da visão de alguns teóricos, mas cabe fazer uma nova reflexão a partir de uma análise mais resumida destes conceitos e abordagens. Observando o texto de Muniz Sodré, “Eticidade, Campo Comunicacional e Midiatização”, onde estas questões foram incluídas no livro “Antropológica do Espelho”, é importante fazer uma relação do conceito de midiatização com a ideia de espelho. O autor mostra uma alteração na mídia tradicional (ou “linear”, a exemplo da TV e do cinema) onde as imagens são representadas realisticamente para a audiência externa. Na nova mídia digital, o usuário pode inserir-se nesta realidade, trocando a contemplação da representação pela participação direta. O espelho midiático não é uma mera reprodução, reflexo, porque envolve uma nova forma de vida, onde os indivíduos são incluídos, com características diferentes de espaço e tempo, em relação à mídia linear. Não pode esquecer: a nova vida apontada por Sodré está diretamente ligada à intervenções na dimensão espaço-tempo (como no conceito pósmodernista). Uma nova configuração social a partir da bios virtual, uma realidade não-conflitante com a real-histórico, o real tradicional. O espelho midiático não traduz-se em reflexo puro da realidade, mas há condicionantes que agem sobre esta reflexão e que esta por sua vez, agem no campo da vida social. Ou seja, o espelho também se configura como um processo de mediação na sociedade. Esta “midiatização”, com base na atual tecnologia, está inserida num campo social de “interatividade absoluta e conectividade permanente” (SODRÉ, 2006, p.24). A midiatização é o quarto bios, além dos três exemplificados por Aristóteles, uma “tecnologia de sociabilidade”, uma nova forma de vida, intensamente tecnológica. E não esquecer: com influências diretas de relação tempo e espaço. O princípio de midiatização de Sodré se alinha ao pensamento de Fausto Neto, que observou o processo de evolução da sociedade dos meios para a sociedade midiatizada. E para o autor este é o resultado que provocou alterações nas composições sociais e nas interações, por fatores tecnológicos (que remetem à linha tecnodeterminante proposta por Bernard Miège). Fausto Neto oferece no texto “Fragmentos de uma analítica da midiatiza-

ção”, conceitos que servem para esclarecer o que ele chama de “fenômeno” da midiatização: Sodré considera um novo bios – o bios midiático. Gomes estabelece uma “nova ambiência” também assinalada por Sodré. Braga é citado acerca da “processualidade interacional de referência”, o sistema de resposta, e Verón trata das “complexas interações entre mídias, instituições e indivíduos, resultando em processos de afetações não-lineares”. O ponto inicial do texto de Fausto Neto é seguido por exemplificações da “analítica da midiatização”, considerando sempre dispositivos tecno-discursivos inseridos na cultura midiática. Como por exemplo, as “transformações da “topografia jornalística” como espaço organizador do contato”, com exposições dos atores do processo produtivo e de fases das rotinas do jornal; a “auto-referencialidade do processo produtivo, na intenção das organizações de produzir um discurso auto-referencial; a “auto-reflexividade posta em ato”; e por fim, as “estratégias de protagonização do leitor”, utilizando os receptores como co-operadores da enunciação e do trabalho José Luiz Braga, em “Sobre Mediatização como processo interacional de referência” aponta que o conceito pode se relacionado tanto no âmbito da midiatização dos processos sociais seguindo lógicas da mídia, quanto da midiatização da própria sociedade. É seguindo a primeira que observo espaço para estudar o processo de “midiatização” nas empresas jornalísticas, que provocou transformações na produção e no uso dos infográficos em jornais latino-americanos. A midiatização neste processo também se deve a fatores técnicos, uso de novas tecnologias na produção e necessidade de leitores de utilizar de tecnologias de comunicação para ter acesso ao conteúdo destes infográficos. O estudo obedeceria a parâmetros de evolução da infografia interativa nos jornais latino-americanos tanto sob aspectos de mudanças de produção nas empresas quanto na inclusão de elementos multimidiáticos neste instrumento. Ao deixar as midiatizações e seguir para as mediações, é importante aplicar a visão de Martin-Barbero. Ao me aprofundar um pouco mais sobre os seus estudos e o seu maior referencial teórico-epistemológico acerca do deslocamento de uma análise metodológica comunicacional não a partir dos meios, mas das mediações, notei maior clareza quando o

próprio Barbero deixa evidente em seu livro: “A comunicação se tornou para nós questão de mediações mais do que meios, questão de cultura e, portanto, não só de conhecimentos, mas de reconhecimento”. E torna-se mais compreensível este processo de descentralização ao observar o conceito de cultura abordado pelo autor. O deslocamento proposto é o diferencial dos estudos apresentados por Martin-Barbero na comunicação latino-americana. E tais estudos culturais, cujo deslocamento sinaliza para o campo das recepções, têm influenciado outros autores (não apenas na América Latina), mas também em outros continentes. Signates, no entanto, mostra que a principal obra de Barbero, “Dos Meios às Mediações”, não define claramente o conceito de mediações. Mesmo caminhando por outros autores como Raymond Williams e Orozco Gomes, Signates conclui que “permanece a dúvida inicial sobre o grau de precisão teórica e de aplicabilidade empírica ao conceito de mediação”.

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Para saber mais

MARTÍN-BARBERO, Jesús. América latina e os anos recentes: o estudo da recepção em comunicação social. In:SOUSA, Mauro Wilton de. Sujeito, o lado oculto do receptor. São Paulo: USP Brasiliense, 1995, p. 39-68. MARTIN-BARBERO, Jesús. Dos meios as mediações: comunicação, cultura e hegemonia. Traduzido por Ronald Polito; Sérgio Alcides. 2. ed. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2003 SIGNATES, Luiz. Estudo sobre o conceito de mediação e sua validade como categoria de análise para os estudos de comunicação. IN: SOUSA, Mauro W. Recepção mediática e espaço público. São Paulo: Paulinas, 2006, p. 55-79. SODRÉ, Muniz. Eticidade, campo comunicacional e midiatização. IN: MORAES, Denis (org.). Sociedade Midiatizada. Rio de Janeiro: Mauad, 2006, p. 19-49. SODRÉ, Muniz. Antropológica do espelho. Uma teoria da comunicação linear e em rede. Petrópolis: Vozes, 2009. FAUSTO NETO, Antonio. “Fragmentos de uma ‘analítica’ da midiatização”, In: Matrizes, São Paulo, Vol 1, No 2, pp. 89-105, 2007. BRAGA, José Luiz . Sobre mediatização como processo interacional de referência. In: 15º Encontro Anual da Compós, 2006, Bauru/SP. Anais. XV Encontro Anual da Compós – Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação, 2006. v. 1. p. 1-16.

* A série ENTENDA A MÍDIA se propõe a oferecer aspectos reflexivos para estudantes e admiradores dos estudos da comunicação, com aplicações acadêmicas e exemplos do cotidiano. 12

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sua carreira

Rafael DemeTRIUS

Entrevista de emprego: o que você precisa saber

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entrevista de emprego é o diálogo entre o empregador e o candidato a emprego, a ocasião de x demonstrar que é o candidato ideal. É uma comunicação essencialmente de caráter verbal, tanto que os gestos, as expressões, a própria aparência exterior dos interlocutores, bem como o seu comportamento, constituem igualmente formas de comunicação que reforçam, alteram ou acrescentam algo ao significado das palavras. Durante a entrevista, trocam-se informações, ideias e opiniões, por isso é preciso estar antenado em alguns pontos que são cruciais para o desenvolvimento da seleção. Esteja atento a nossa coluna de hoje e prepare-se para as próximas entrevistas de emprego. Tipos de entrevista Entrevista face a face: É o tipo de entrevista mais frequente, consiste na presença somente de duas pessoas: entrevistador e entrevistado. Entrevista de painel: O candidato é entrevistado por várias pessoas em conjunto. Normalmente é conduzida por um responsável superior (ex.: presidente) e duas ou mais pessoas com responsabilidades em diferentes áreas. Entrevistas em série: Quando o candidato é entrevistado sucessivamente por várias pessoas. Entrevista em grupo: São entrevistas em que existem vários candidatos. O empregador procura avaliar essencialmente a capacidade de liderança, a flexibilidade, a organização, etc.. Antes de ir à entrevista, o(a) candidato(a) deve preparar-se cuidadosamente. Durante a entrevista, deve ter um comportamento adequado; depois da entrevista, deve proceder à avaliação dela. Como se preparar para a entrevista Procure obter o máximo de informação sobre a empresa e a função a que se candidata (ramo de atividade, dimensão, tipo de produtos ou serviços que presta, sua organização e funcionamento, tipo de qualificações existentes, tipo de produtos). Prepare-separa responder as questões mais frequentes. Releia o anúncio, a carta de candidatura/apresentação e o currículo. Seja pontual (apresente-se com uma antecedência de cerca de 10 minutos). Apresente-se de forma cuidadosa, vestuário, calçado, cabelo, barba e unhas com uma aparência física, hábitos de higiene e cuidados pessoais.

Como se comportar durante a entrevista Não se esqueça de desligar o telefone. Perante o entrevistador, cumprimente-o e apresente-se, sorrindo. Aguarde que o convidem a sentar-se e mantenha uma postura correta, mas descontraída. Escute atentamente e olhe diretamente para o entrevistador – mostre-se interessado. Responda claramente e com precisão às questões que lhe são postas. Concretize as ideias, se necessário, com exemplos práticos. Delicadamente, peça explicações sobre o posto de trabalho e condições de emprego. Tenha senso de humor. Encare a entrevista como um desafio que vai vencer. Realce os seus pontos fortes e evite realçar os mais fracos. Mostre-se empenhado(a), com vontade de aprender e interessado(a) pelo posto a que se candidata. Mostre-se atento e interessado. Olhe o entrevistador nos olhos. Responda com determinação às perguntas. Aguarde que seja o entrevistador a dar por terminada a entrevista. O que o entrevistador avalia O entrevistador verifica seus estudos e a sua formação profissional; experiência; apresentação pessoal e postura; capacidade de comunicação (fluência verbal, estruturação do raciocínio, etc.); sociabilidade; estabilidade e maturidade emocional; dinamismo; flexibilidade; senso de responsabilidade e capacidade de liderança. O que perguntar durante a entrevista Durante uma entrevista de emprego, é natural que seja o próprio entrevistador a controlar todo o processo, mas é importante que se faça as perguntas certas, no momento certo. Demonstre algum conhecimento e interesse sobre a atividade e posicionamento da empresa para impressionar o entrevistador, e faça perguntas como: Quais os objetivos em curto e longo prazo da empresa? Como é que a empresa se distingue das concorrentes? Quais são os planos da empresa para crescer no futuro? A empresa desenvolve planos de carreira? A empresa realiza algum tipo de atividade sociocultural ou de voluntariado? A empresa costuma apostar na formação dos colaboradores? O que perguntar durante a entrevista sobre a função Qual será a minha função dentro da empresa? Que responsabilidades estão inerentes a esta função? Quais os problemas e os desafios inerentes à função? Qual o grau de autonomia e de responsabilidade da função? Com quem vou trabalhar? O trabalho será desenvolvido mais em equipe ou individualmente? Em que departamento serei inserido? E quais são os planos para o futuro desse departamento? Quais as possibilidades de progressão na carreira profissional?

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adoro comer

DavI moURa

Promoção da Manjericão

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Há algum tempo atrás, mais ou menos 1 mês, Edson Júnior, representante da Tramontina no RN, ligou-me explicando que eles organizariam um evento aqui em Mossoró para demonstração de uma das suas panelas da linha Design Collection e o local foi justamente o Espaço Maia, que comercializa as panelas. Por sinal, são os únicos na cidade. A novidade sobre as panelas Lyon é que elas funcionam como um forno. Suas paredes e sua tampa contam com uma espessura bem mais grossa que o normal, além de um sistema de vedação bem eficiente. A facilitadora da demonstração foi a Carol Correia, uma pernambucana mega simpática que tirou todas as dúvidas sobre a panela. O legal é que Carol é administradora e trabalhava em outra área, mas nos contou que se apaixonou pela Lyon e aprendeu até a cozinhar para poder realizar as suas viagens demonstrativas. Boa ação!

No mês das mães, a Manjericão Pizza Gourmet, das irmãs Herleila e Helaine Lopes, está com a promoção “Minha super mãe merece uma Manjericão”. Consiste em 30% de desconto em qualquer pizza inteira, válido para terças, quartas e quintas, durante toda a noite. Sua pizza diferenciada vem conquistando cada vez mais o público e esta foi uma forma de presentear os fãs assíduos do local. Quando você for conferir a promoção, não deixe de provar a pizza de bacon com champignon e a de palmito. Na hora da sobremesa, peça a de cartola com chocolate. A Manjericão fica na Praça da Convivência! Mais info na Fan Page: https://www.facebook. com/ManjericaoPizzaGourmet. É top!

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Novos pratos do Tenda Já tinha falado aqui na coluna, há um tempo atrás, que o Tenda estava reformulando o cardápio. Pois bem: trouxe novidades! Além do Tenda Gastronomia e Lazer ter sido o único restaurante de Mossoró a ser agraciado com o selo ouro “turismo melhor” do SEBRAE, o restaurante apresenta alguns dos seus novos pratos que, além de contemplar a gastronomia regional, apresentam opções mais requintadas. Entre eles: carne de sol nordestina, cordeiro grelhado, escondidinho de carne de sol, talharim à carbonara, picanha grelhada à moda Tenda, salmão à Belle Meuniere, camarão gratinado, drumet a passarinho e vários outros. Vou marcar uma visitinha e conto pra você se os pratos são tão gostosos quanto bonitos!

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Tramontina Lyon no Espaço Maia

2 anos de Blog FruFrus A última segunda-feira (13.05) foi a noite do glamour em moda, presença e bom gosto! O Memorial da Resistência foi o local escolhido para a blogueira de moda Lilianne Oliveira reunir imprensa e convidados para festejar os 2 anos do seu blog Beauty & Frufrus. Na parte das comidinhas, Jailson Fernandes, o líder lá do 144 Lounge Bar, cuidou do buffet, numa mesa com vários quitutes. Destaque para o minissanduíche com alface, peito de peru e geleia de menta. O Brownie e Cia., da parceira Tásia Galvão, deixou a noite mais doce com os seus mais deliciosos brownies. A mesa era exposta para quem quisesse provar. Pra fechar, a Society Cafeteria ainda agraciou os presentes com uma caneca de brinde com algumas de suas delicinhas. Ponto positivo para um cartãozinho que eles disponibilizaram, que dá direito a um café lá na Society – já um motivo para visitar. Aprovado!

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VillaOeste recebe o SPA Catu O SPA Catu (CE) em parceria com Hotel VillaOeste promoveu um dia saudável no sábado, 18.05, em Mossoró. Uma equipe do SPA composta por fisioterapeuta, podólogo, massoterapeuta e professor de educação física recebeu a imprensa, agentes de viagem e convidados durante todo o dia para momentos de relaxamento e descontração. O objetivo do evento foi demonstrar as atividades oferecidas pelo SPA e proporcionar aos que participam hábitos de uma vida saudável, além de um cardápio superleve, especialmente preparado para o evento. Delícia!

Aproveite e acesse o http://blogadorocomer.blogspot.com para conferir esta e outras delícias! 14

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adoro comer

Fetuccine de pupunha com bisque e camarões grelhados Chef Joyce Francisco (Joy Joy Bistrot – Florianópolis/SC) INGReDIeNTeS

(para 1 porção) • 150g pupunha fatiada • 150g camarões rosa limpos • 50g manteiga de bisque Para o pesto: • 25ml de azeite extra virgem • 5g de castanhas do pará • 10 g de salvia • 1 dente de alho • sal e pimenta a gosto

MODO DE PREPARO • Faça a bisque e deixe reduzir bem, misture a glace de bisque com a manteiga pomada, faça balotines e reserve a frio. Descasque o palmito, passe na mandolina e faça os spaghettis. Grelhe os camarões no azeite, reserve a quente. Branqueie a pupunha e passe para uma sartém, seque-a ligeiramente e disponha a manteiga de bisque em pomada, tempere (sal e pimenta) e sirva com os camarões grelhados e o chantilly de coco.

Para o chantilly de coco: • 50g de clara de ovos (2 claras) • 100 ml de leite de coco • sal a gosto

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