editorial ao leitor
A função do Estado
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Entrevista
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Saúde
Dor nas costas, tem jeito?
Chiquinha Gonzaga
Entrevista com João Paulo que discute sobre a função do Estado
Revista Domingo chega a mais uma edição trazendo, para a sua leitura, uma entrevista com o pesquisador João Paulo Medeiros discutindo sobre as funções do Estado. Na ampla seara do tema, o pesquisador aponta análises para a relação do Estado com a Igreja Católica e, mais que isso, com as Igrejas. Ainda nas páginas de entrevista, Direitos Humanos, Reforma Política, e Direitos estão na conversa com o pesquisador, em virtude da realização da 5ª Semana Social Brasileira promovida pela Diocese de Santa Luzia. Outro assunto importante para esta edição é uma reportagem sobre dor nas costas. O mal é tão comum nos dias atuais que muitos são os fatores que podem influenciar no incômodo. No entanto, especialistas destacam a importância do diagnóstico precoce para a correção, quando for devido à postura, e ainda o tratamento adequado, como é o caso da doença que apontamos aqui. Música! Dessa vez a Domingo sugere a você um musical apresentado por uma companhia da cidade que presta, no palco, uma justa e honrosa homenagem a Chiquinha Gonzaga, considerada um dos maiores legados da música popular brasileira, justo nos anos áureos das ondas do rádio. Boa leitura!
O legado de Chiquinha Gonzaga para a Música
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Coluna
Rafael Demetrius: Como melhorar a qualidade de vida no trabalho
Adoro comer Colunista Davi Moura: Carne de Panela
• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – William Robson • Editor – Higo Lima • Diagramação – Ramon Ribeiro • Projeto Gráfico – Augusto Paiva • Impressão – Gráfica De Fato • Revisão – Gilcileno Amorim e Stella Sâmia • Fotos – Carlos Costa, Marcos Garcia, Cezar Alves e Gildo Bento • Infográficos – Neto Silva Redação, publicidade e correspondência Av. Rio Branco, 2203 – Mossoró (RN) Fones: (0xx84) 3323-8900/8909 Site: www.defato.com/domingo E-mail: redacao@defato.com Domingo é uma publicação semanal do Jornal de Fato. Não pode ser vendida separadamente.
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conto
josÉ NIcoDemos*
Um gesto de grandeza
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Envie sugestões e críticas para o e-mail: aristida603@hotmail.com
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intor de paredes, casado, três filhos pequenos, Silvestre era alcoólatra. Tinha, no entanto, uma virtude: não deixava a mulher e os filhos passarem necessidade. Bom pai de família. Disto, gabava-se a mulher, Delfina. Um dia deixou-se entrar alguma coisa pela cachaça, teve um ataque cardíaco fulminante. Não pagava a previdência social. deixou a viúva sem uma pensão pra se manter e aos filhos. À volta com todas as necessidades, Delfina deveu não entrar em desespero à sua disposição de enfrentar a vida, fosse como fosse, menos sendo “ruim”. Respeitavase. Ainda moça e bonita, apesar dos maus-tratos da vida sacrificada, não lhe faltaram pretendentes. Não admitia, porém, dar padrasto aos filhos, nunca pensava em novo casamento. Daria o seu jeito. Tinha coragem. Vai que uma pessoa amiga arranjou para Delfina ir cuidar de um velho, viúvo e doente, em cadeira de rodas, aceitaria a ela com os filhos. Era aposentado da Receita Federal, na condição de chefe e, essas coisas de velho, não queria morar com nenhum dos filhos, apesar da boa vontade destes. Queria morrer em sua casa, daí só saía pro cemitério. Deu certo. Delfina o tratava como se
Ainda moça e bonita, apesar dos maus-tratos da vida sacrificada, não lhe faltaram pretendentes.
lhe fosse o próprio pai, dava-lhe banho, fazia-lhe a barba diariamente, como era do costume do velho, o remédio na hora certa, enfim tudo a tempo e a hora. Seu Gurgel tinha Delfina como a uma filha extremamente dedicada, e aos filhos dela como a netos. Sentia-se muito feliz. Sofria de um câncer na próstata, que lhe paralisara as pernas, e só temia a morte – dizia – porque pensava em deixar Delfina desamparada, com dois filhos pequenos. Era-lhe a grande preocupação, tirando-lhe o sono. Não poderia ter uma morte tranqüila. Delfina era-lhe mais do que uma fi-
lha, sob a figura de mãe. Seu Gurgel sofria. Não queria deixar no mundo Delfina desamparada, com dois filhos pequenos. Mas, que fazer? Mandou chamar os filhos, reuniu-os em torno dele, com Delfina, disse-lhes da preocupação que o tomava por inteiro, com grande sofrimento. E no mesmo dia, em casa, na presença dos filhos, genros, noras e netos, realizou um casamento branco com Delfina, apenas a deixar-lhe a aposentadoria inútil. Dias depois, morreu como um passarinho.
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Entrevista
JoÃo PaULo MeDeIRos
‘A participação popular não se resume a um voto a cada dois anos’
Por Higo Lima Para a Revista Domingo
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Diocese de Santa Luzia realizou nessa semana a quinta Semana Social Brasileira, uma tentativa da Igreja Católica de se aproximar de temáticas sociais. Para este ano, o foco das discussões foi o papel do Estado na vida dos brasileiros, tema que, por sinal, foi discutido em dois dias de evento com palestra do professor César Sanson, pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), e por João Paulo de Medeiros, professor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) e membro do Movimento Mire. Esta edição da Revista Domingo traz uma entrevista com este último palestrante, que complementa suas explicações sobre a função do Estado e aponta ainda as lacunas do Estado brasileiro na nossa região. “Há quem acredite que começamos a viver uma ‘primavera na igreja’”, diz João Paulo sobre a escolha do novo papa Francisco, um argentino que, pelo fato de ser latino-americano, despertou esperanças de reaproximação da Igreja com vertentes mais progressistas do catolicismo, que tem deixado sua marca no Estado, seja de forma construtiva ou não. Em relação aos Direitos Humanos, João Paulo é incisivo ao afirmar que o Estado é o primeiro a falhar na promoção dos mesmos – por omissão ou ação.
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Entrevista DOMINGO – Para começar, a proposta da Semana passa pelo questionamento em torno do Estado, então, qual é o Estado que temos? JOÃO PAULO – O modelo atual de Estado teve sua origem entre os séculos XVII e XVIII, com a justificativa de promover a pacificação social. Porém, a verdadeira motivação não foi essa. A burguesia, classe de comerciantes bem-sucedidos da época, precisava de uma moeda única e de um governo centralizado para que suas mercadorias pudessem circular melhor, essa é a real justificativa de nascimento de nosso Estado. Ou seja, ele nasceu com duas características bem fortes: centralizado na mão de uma classe (a burguesia) e com o objetivo de gerar lucros. Esse modelo perdura até os dias atuais e serve de norte para todas as suas ações, sendo a explicação de seu fracasso. ELE é o ideal? O que falta para ser o ideal e qual é o Estado que, na sua opinião, precisamos? DEPENDE. Pra classe dominante ele é o ideal. Ora, o Estado é representação dos anseios da classe hegemônica. Se temos um Estado baseado em princípios capitalistas e sob o comando de um minoria rica (que detém a maior representação no congresso; propriedade dos meios de produção e dos mecanismos de comunicação) pra ela esse Estado é muito confortável. Porém, pra maioria pobre da população, ele é um desastre, já que o fim último é a geração de lucros e não o bem-estar do povo. Tomemos, por exemplo, as milhares de pessoas que não têm acesso aos bens básicos como saúde, moradia e educação, enquanto os lucros dos bancos e grandes empresas aumentam a cada ano. Não há uma fórmula pro Estado ideal, porém podemos identificar alguns elementos fundamentais como: maior participação popular, igualdade de gênero, respeito ao meio ambiente, promoção dos direitos humanos e, acima de tudo, mudança radical da lógica de sociedade, abandonando-se a corrida cega pelo lucro e assumindo uma postura de justiça social e fraternidade. APROXIMANDO a discussão em torno da função do Estado para a nossa região (Estado e Município), o Estado brasileiro se tem feito presente? Onde estão as lacunas do Estado por aqui? A SIMETRIA aqui é bem clara. O Estado peca na promoção dos direitos
fundamentais como a saúde, segurança, educação e acesso à terra, já que esta não seria a sua principal preocupação. A PROGRAMAÇÃO da Semana tem uma co-participação da Diocese de Santa Luzia. Lincando a discussão com a religião, o senhor acredita que o novo papa Francisco irá aproximar a Igreja Católica das questões Políticas? PRIMEIRO é importante parabenizar a iniciativa da diocese em promover a semana social, ao debater temas relacionados à política ela vem resgatar um compromisso histórico da Igreja da América Latina por meio da sua opção preferencial pelos pobres. Em relação ao papa Francisco, ele tem nos trazido grande esperança. Seus primeiros discursos foram recheados de temas relativos ao cotidiano do povo,
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Há quem acredite que começamos a viver uma ‘primavera na igreja’, onde essa deixaria de olhar para o próprio umbigo e se abriria para o mundo”
como economia, política e pobreza. Há quem acredite que começamos a viver uma “primavera na igreja”, onde essa deixaria de olhar para o próprio umbigo e se abriria para o mundo. A reação da parte mais conservadora do clero também está servindo de termômetro, a exemplo do que aconteceu na cerimônia do lava-pés, quando a ala conservadora do clero se sentiu muito incomodada quando o papa lavou os pés de duas mulheres na cerimônia. ...E de vertentes como a Teologia da Libertação? O FATO do papa Francisco ser da América Latina já é um diferencial. É nítida a diferença do pensamento religioso do nosso grande continente em relação ao pensamento europeu. Leonardo Boff, um dos precursores da TL (Teologia da Libertação), tem
se mostrado bastante empolgado com as atitudes do novo papa. Já a teóloga feminista Ivone Gebara se mostra reticente. Particularmente tenho esperanças, mas ainda é cedo pra fazermos qualquer prognóstico. A Teologia da Libertação tem muito a contribuir para que a Igreja Católica seja renovada e se aproxime, de fato, dos reais princípios cristãos. De qualquer forma, o papado de Francisco apenas terá um diferencial se tocar em temas estruturais como diminuição da hierarquia eclesial, a ordenação de mulheres, o reconhecimento da união homoafetiva e o celibato opcional. EM UM país fortemente cristão, como as Igrejas têm contribuído para a consolidação desse Estado? Elas têm contribuído? A ESPIRITUALIDADE é uma dimensão inerente ao ser humano e ela pode ser manifestada de várias formas, seja por meio da adoração a um ser superior, pelo culto à natureza ou até pelo equilíbrio dos “eus” como nas religiões orientais. Dentro do próprio cristianismo, por exemplo, há uma pluralidade enorme. Enquanto parte da Igreja Católica apoiou o golpe militar, como os membros da TFP (Tradição Família e Propriedade), outra parte foi fundamental na derrubada do regime e redemocratização, chegando, inclusive, a defender a luta armada. Como diria Karl Marx, a religião é ópio do povo quando atrelada às classes dominantes, mas também pode servir de libertação quando comprometida com os oprimidos. Aqui no Brasil, as vertentes religiosas, a depender de sua perspectiva de espiritualidade, andam nessa linha tênue, hora fortalecendo a dinâmica da opressão, hora desempenhando um papel libertador. HÁ 10 anos temos um governo de fundamentação esquerdista, ligado aos movimentos sociais. Qual o papel desses movimentos de base para a consolidação do Estado democrático? EU não considero que o Brasil seja um país democrático. A palavra democracia quer dizer “governo do povo”. Como então conceber que o povo, que na democracia é o governante, mantenha na miséria milhões dos seus? Pois bem, uma verdadeira democracia passa pela descentralização política e tem como motor a sociedade civil organizada em sua pluralidade, como em sindicatos, cooperativas, ONGs e movimentos sociais. São esses movimen-
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tos que de forma legítima canalizam os anseios e gritos da população. EM RELAÇÃO aos Direitos Humanos, o Brasil, tardiamente, implantou a sua Comissão da Verdade para averiguar os crimes do período ditatorial. Bem mais recente, uma celeuma se espalhou no país depois que um pastorconservador assumiu a presidência da Comissão dos DH e Minorias da Câmara. Qual a sua avaliação da relação entre o Estado brasileiro e os Direitos Humanos? ASSIM voltamos para início de nossa conversa. Para entender a relação do Estado com os direitos humanos, é necessário antes compreender o modelo de Estado que temos. O estado é hoje o principal violador dos direitos humanos, seja por ação ou omissão. É fato que nos últimos anos tivemos sensíveis avanços, mas uma promoção completa dos direitos humanos depende necessariamente do modelo de Estado. Enquanto vivermos em uma sociedade baseada no lucro e competição haverá sérias violações aos direitos humanos. COMO o cidadão, na sua individualidade, pode participar desse proces6
Juliano Pessoa
Teatro
so de democratização do Estado Brasileiro? O PRIMEIRO passo é perceber que a participação popular não se resume a um voto a cada dois anos. A verdadeira democracia exige a participação cotidiana da população, seja nos pontos mais básicos, como o preço do pão, ou o saneamento de uma rua, como em fatores mais estruturais como reforma agrária e saúde gratuita e de qualidade. A organização popular por meio de sindicatos, cooperativas, Ongs e movimentos sociais desempenha esse papel da democracia direta, ao exigir do Estado as medidas necessárias à efetivação dos direitos mais básicos da população. HÁ UMA pressão em torno dos Congressos para a Reforma Política, levando em consideração essa pluralidade de partidos, eles representam a pluralidade de pensamento? O Estado brasileiro está precisando dessa reforma? Em quais aspectos? A MULTIPLICIDADE partidária em nosso país é totalmente desfigurada. Salvo três ou quatro partidos, a maioria não consegue exprimir uma ideologia e/ou projeto de sociedade, apesar
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da representação partidária ser fundamental em uma democracia. Nesse contexto, a reforma política é algo urgente. Estamos no século XXI com a cabeça em 1800. Mudanças como a facilitação da participação popular na proposição de projetos de lei e emendas constitucionais e o financiamento público de campanha são urgentes e fundamentais se queremos pensar em uma nação séria e justa.
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A multiplicidade partidária em nosso país é totalmente desfigurada. Salvo três ou quatro partidos”
Dor nas costas tem
A
s atividades do mundo moderno têm levado ao homem complicações de saúde típicas do nosso tempo. A simples dor nas costas é uma delas. Em boa parte dos casos se trata de erro na postura, mas em outros o diagnóstico pode ser sério. Ela se espalha pela parte traseira das coxas e nádegas e incomoda em toda a coluna. Estes são alguns dos sintomas comuns de espondilite anquilosante, doença que aparece na infância e adolescência e que apresenta os primeiros sinais, visíveis num simples exame de raios-X, até 10 anos depois. De acordo com a médica Patrícia Camacho, reumatologista da Sociedade Pan Médica, essa dor tem origem nas articulações sacroilíacas. “Com o passar do tempo, os ossos das vértebras crescem,
Saúde
jeito
formando nódulos, causando rigidez e dificuldade de movimentos. Alguns pacientes sentem um mal-estar geral, apresentando cansaço, perda de apetite e peso”, detalha ela. A especialista reforça que a doença é genética, mas nem sempre ela se mani-
A importância de diagnosticar os sintomas da dor nas costas passa diretamente pela especificidade do tratamento necessário festa, por isso o mais seguro é o diagnóstico precoce. Já nos casos em que ela se manifesta, infelizmente, não há cura, mas “o portador pode conviver naturalmente com ela, amenizar os seus efeitos, desde que siga direitinho o tratamento”. Pacientes em estágio avançado geralmente são encaminhados para cirurgia para restauração dos movimentos do quadril e correção das costas e pescoço. Geralmente, o diagnóstico é feito com base no exame clínico, histórico do paciente e teste de imagem por Raios-X – entretanto, acredita-se que quando o diagnóstico é confirmado por teste de raios-X, a doença já pode ter surgido há cerca de 7 a 10 anos. Não há recuperação da articulação danificada. Camacho explica que a complicação é inflamação da espinha e das juntas da espinha. Os sintomas passam por dor e rigidez na parte inferior das costas e nádegas, se manifestando de forma gradual. À medida que a doença progride, a espinha pode se tornar cronicamente inflamada ou rígida, limitando a mobilidade do paciente. A doença em estágio avançado pode levar à formação de um novo osso nas juntas da espinha causando a fusão da espinha numa posição fixa. A Espondilite Anquilosante afeta tanto homens quanto mulheres e sua tendência é surgir entre os 20 e 40 anos de idade. Mas a médica alerta ainda que ela é mais recorrente em homens, numa proporção de 3 para 1. O tratamento é longo e à base de anti-inflamatório, relaxante muscular, e muito exercício físico. “Por isso é importante o diagnóstico precoce porque, uma das diferenças da Espondilite para a Hérnia de Disco é que, essa última, não se pode fazer exercício físico”, diferencia Camacho.
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Chiquinha Gonzaga
A dama da
música
Musical faz um passeio pela vida de Chiquinha Gonzaga, um dos maiores legados da música brasileira nos últimos 5 séculos.
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Chiquinha Gonzaga
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Cia Bagana de Teatro pesquisou a história do país e destacou que, no decorrer de pouco mais de 5 séculos de história, o Brasil está repleto de grandes mulheres que se destacaram por sua coragem, ousadia, inteligência e, principalmente, pela música. Entre as muitas extraordinárias mulheres brasileiras que deixaram seu nome marcado na história do País, a quem poderíamos citar, destacamos em especial, o nome de Chiquinha Gonzaga. Essa notável mulher sem dúvida alguma foi e continua sendo exemplo para todas as gerações, gêneros e classes sociais. É a maior personalidade feminina da história da música brasileira de todos os tempos, tendo o seu nome destaque na história brasileira, tanto no cenário artístico-musical, sociocultural, como político. Feminista, republicana e abolicionista, lutou corajosamente pelas liberdades no país. Enfrentou toda uma sociedade patriarcal, posicionando-se sempre contra a opressão, o preconceito e as injustiças sociais. Lutou pela libertação dos escravos, pela liberdade de homens e mulheres negras, pela liberdade de expressão, pelos direitos das mulheres, pelos direitos autorais dos artistas, pela música popular brasileira e por todas as grandes causas da época. Desafiando os padrões sociais de uma conjuntura extremamente tradicionalista do século XIX no Rio de Janeiro, causou polêmicas e escândalos no tempo em que mulheres não tinham vez, voz, ou papel social. Foi uma ativa participante no movimento republicano e abolicionista, chegando a vender suas partituras de porta em porta, a fim de comprar a carta de alforria de um escravo músico, ou mesmo para contribuir com o movimento da confederação libertadora. Sendo esta brava mulher atuante politicamente e profissionalmente, contribuiu efetivamente não só na posição social das mulheres frente à sociedade, como em todo processo de transformação social de todo um período histórico. Biografia Francisca Edwiges Neves Gonzaga nasceu no dia 17 de outubro de 1847, no Rio de Janeiro, era filha de pai militar (José Basileu Neves Gonzaga) e mãe mestiça (Rosa Maria de Lima). Teve uma rígida formação escolar, educada para ser uma dama de salão da sociedade carioca. Gostava de ler, escrever e além de todos os conhecimentos escolares, religiosos e prendas femininas, a jovem aprendeu a tocar piano, a maior paixão da sua vida. Aos 16 anos, por escolha de
seu pai, Chiquinha casou-se com Jacinto Ribeiro do Amaral, com quem teve 2 filhos. Embora esforçando-se para ser uma boa esposa e mãe, era descontente com sua situação de submissão diante de seu marido, que a impedia de continuar sua dedicação ao piano. Encontrou neste um homem machista e opressor que chegou a considerar o piano que ela tanto amara como um verdadeiro rival. Entre os muitos problemas que enfrentou com seu marido, decidiu abandonar o casamento e passou a viver com o engenheiro João Batista de Carvalho, por quem se apaixonou e com quem teve 1 filha. O escândalo resultou em ação judicial de divórcio perpétuo, perda da guarda dos filhos e rompimento com a família. Assim, ficou separada do marido, expulsa pelo pai, sem trabalho, sem moradia, tornou-se alvo de críticas severas e apontada por toda sociedade, restoulhes apenas um filho pequeno nos braços e a sua música. Passou a dar aulas de piano e a apresentar-se publicamente para sobreviver, causando cada vez mais escândalos. Ninguém ousara tanto quanto Chiquinha Gonzaga! Ela foi a primeira mulher a musicar peças para o teatro de revista, a
primeira pianista a tocar choro, a primeira a tocar música popular brasileira nos salões elegantes, a primeira compositora de marchinhas carnavalescas, a primeira musicista profissional e primeira maestrina. Com certeza, a primeira compositora brasileira a produzir uma vasta obra, que viria a ser fundamental para a formação da música brasileira. Por força do destino, aos 52 anos de idade, Chiquinha conheceu aquele que viria a ser o seu amor e companheiro, até o seu último dia de vida, João Batista Fernandes, um rapaz português que era 32 anos mais jovem que ela. Além de acompanhar toda a velhice de Chiquinha com todo amor, respeito, dedicação e admiração, João Batista foi o grande responsável pela preservação do acervo musical da compositora. Chiquinha Gonzaga faleceu no Rio de Janeiro, em 28 de fevereiro de 1935, aos 87 anos de idade, próximo do carnaval, festa que mais gostava. O seu vasto e rico legado musical é constituído de mais de duas mil composições, entre tangos, maxixes, choros, lundus, polcas, serenatas e até músicas sacras, além de inúmeras árias e recitativos compostos para 77 peças de teatro.
)) A última foto da maestrina e compositora, aos 85 anos, no dia de seu aniversário Jornal de Fato | DOMINGO, 14 de abril de 2013
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artigo
Parte 3
ENTeNDa a mÍDIa – WILLIam RoBsoN *
Bios virtual e midiatização
O
aspecto da mudança na comunicação nas últimas duas décadas, sobretudo na passagem do século, tem caracterizado o primeiro capítulo do livro do professor Muniz Sodré (“Antropológica do Espelho”). Especialmente neste período, a informação recebe uma variedade de formas (sons, imagens, dígitos) e transforma-se em produtos num mundo globalizado (para não dizer, moldado pelo neoliberalismo). O cenário leva o nome de “sociedade da informação” e, com o advento da internet, essa sociedade se dinamizou. A internet insere-se no campo tecnológico que levou muitos a tratála como a grande invenção da virada do século, comparada à imprensa, aos tipos móveis de Gutenberg. A mudança comportamental em pessoas e instituições provocadas pela rede lembra uma “revolução”, a “Revolução da Informação” – como um segundo momento, após a Revolução Industrial –, que Sodré não concorda. Muito: “As transformações tecnológicas da informação mostram-se francamente conservadoras das velhas estruturas do poder, embora possam aqui e ali agilizar o que, dentro dos parâmetros liberais, se chamaria “democratização”. Muniz acredita que o melhor termo seria “mutação tecnológica”, por não se tratar de uma descoberta linearmente inovadora e, sim, de inovação tecnológica do avanço científico. O livro de Sodré é muito claro, com uma linguagem clara, objetiva, que orienta e, ao mesmo tempo, contextualiza nestes tempos de comunicação em rede. O autor, ainda tratando do assunto da revolução, lembra que a Revolução Industrial apro-
ximava-se muito da Revolução da Informação, quanto à maturação tecnológica. Cita, no entanto, que o forte da Revolução Industrial, que afetou costumes, a vida social, política e econômica, foi a invenção da ferrovia na mobilidade espacial. Assemelha-se com a virtual, com a distribuição de bens e da “ilusão da ubiquidade humana”. A semelhança não está tão somente no aspecto logístico da informação (visto que passa a ser também um fator preponderante na sociedade da informação), uma infraestrutura para a condução informacional, chamada por Sodré de “infovias”, mas um reordenamento mercadológico no mundo inteiro. A unificação da sociedade em rede transformou a vida do homem em suas relações sociais de trabalho, mas também o coloca em total vigilância, num gigantesco dispositivo de espionagem global. É compreensível avaliar o pensa-
mento de Sodré partindo do princípio do que ele chamou a nova mídia de um novo “bios”, não uma vida encarnada, mas atrelada ao conceito aristotélico de “conhecimento, prazer e política”. Muniz estabelece o quarto bios, o midiático, a vida como espectro, a virtualidade. “É real, tudo que se passa ali é real, mas não da mesma ordem da realidade das coisas”, comentou o autor, em reportagem da revista da Fapesp. Como a mídia é espectro, uma representação, sua realidade não é palpável, mas essencialmente discursiva. O pensamento de Sodré caminha sob a perspectiva de uma vida espectral, em que a cada dia tudo é mais visual, e, portanto, uma nova realidade, um outro bios. Este novo bios também reconfigura as concepções sobre jornalismo e meios de comunicação. Para Sodré, a TV, por exemplo, não age como um ator social isolado, mas suas manifestações são determinadas por fatores sociais e regionais. Ou seja, mesmo com atuação transnacional, a televisão produz efeitos específicos e regionalizados. “Enfim, no bios virtual, o objeto predomina sobre o sujeito”, afirma, na reportagem. Baseado na ideia de simulacro, do espectro, Muniz amplia o conceito de mídia, que não baseia-se no princípio puramente do aparato técnico, mas transcende a TV, o rádio, o cinema, a internet, o jornal. Como em processo amplo de mediação (como Silvestone vê na circulação de significados, Barbero nas relações culturais, abordados nas semanas anteriores), Sodré sinaliza para a mídia que atua no controle das relações sociais e o controle das novas subjetividades através das tecnologias de informação.
* A série ENTENDA A MÍDIA se propõe a oferecer aspectos reflexivos para estudantes e admiradores dos estudos da comunicação, com aplicações acadêmicas e exemplos do cotidiano. 10
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artigo Portanto, vale observar este trecho da reportagem da revista da Fapesp: “A partir de uma realidade sistêmica que foi ponto de partida e ponto de chegada das análises de Habermas, nasce essa verdadeira forma de vida que é o bios virtual. A ponta desse iceberg é o bios midiático, espécie de comunidade afetiva, de caráter técnico e mercadológico, onde impulsos digitais e imagens se convertem em prática social. É esse o objeto dessa nova ciência social chamada comunicação para Sodré.” É preciso entender o que Sodré expõe quando fala em “espelho” (que dá nome ao seu livro). No capítulo “Ethos Midiatizado”, o autor mostra uma alteração na mídia tradicional (ou “linear”, a exemplo da TV e do cinema), cujas imagens são representadas realisticamente (como a retórica da hipotipose – descrição pitoresca de um evento) para a audiência externa. Na nova mídia digital, o usuário pode inserir-se nesta realidade, trocando a contemplação da representação pela participação direta. O espelho midiático não é uma mera reprodução, reflexo, porque envolve uma nova forma de vida, em que os indivíduos são incluídos, com características diferentes de espaço e tempo, em relação à mídia linear. Não se pode esquecer: a nova vida descrita por Sodré está diretamente ligada a intervenções na dimensão espaço-tempo (como no conceito pós-modernista). Uma nova configuração social a partir do bios virtual, uma realidade não conflitante com o real-histórico, o real tradicional. Inclusive, na entrevista à revista da Fapesp, Sodré discorda do pensamento de Bourdieu acerca desta realidade, denominada vida plasmada, vida idealizada. “Não acho que se trata de arrolar os efeitos catastróficos da televisão (que é o principal meiosíntese de imagem do século passado) sobre a realidade tradicional. Acho que se trata agora de identificar uma nova forma de vida, para cuja construção concorrem transformações importantes de toda uma estru-
)) Professor Muniz Sodré
tura social básica”, afirmou o autor. Como o espelho midiático não se traduz em reflexo puro da realidade, mas há condicionantes que agem sobre essa reflexão, esta, por sua vez, age no campo da vida social. Ou seja, o espelho também se configura como um processo de mediação na sociedade. Essa “midiatização”, com base na atual tecnologia, está inserida num campo social de interatividade absoluta e conectividade permanente. O artigo “Visibilidade midiática: entre estratégias das instituições e estratégias dos sujeitos”, de Eugenia Mariano da Rocha Barichello e Daiane Scheid, explica o pensamento de midiatização de Sodré, em que a “sociedade contemporânea rege-se pela midiatização, quer dizer, pela tendência à virtualização ou telerrealização das relações humanas”. A midiatização é o quarto bios, uma nova forma de vida intensamen-
te tecnológica. E não se deve esquecer: com influências diretas na relação tempo e espaço.
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O espelho midiático não é uma mera reprodução, reflexo, porque envolve uma nova forma de vida, em que os indivíduos são incluídos, com características diferentes de espaço e tempo, em relação à mídia linear.
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sua carreira
RafaeL DemeTRIUs
Como melhorar a qualidade de vida no trabalho
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rânsito, correria, metas, cobranças… ufa! São tantas coisas para fazer no dia-a-dia, que muitas vezes, parece que perdemos a tão desejada qualidade de vida. E, essa preocupação – acredite – vem das empresas em relação aos seus funcionários também. As condições físicas do trabalho não são os únicos fatores que importam para que a qualidade de vida no trabalho melhor, as condições sociais psicológicas também são importantes. Para alcançar uma qualidade e uma produtividade melhor, as empresas precisam ser dotadas de pessoas participantes e motivadas nos trabalhos que fazem, e recompensadas adequadamente por sua contribuição. Abaixo seguem algumas dicas de como implantar um programa de bem-estar na empresa. A Qualidade de Vida é individual A qualidade de vida está dentro de cada um, talvez adormecida, mas só você pode descobri-la e despertá-la e isso é uma questão de reflexão, de mudança e de atitude pessoal. Escolha um objetivo Isso vai te ajudar a melhorar sua qualidade de vida. Pode ser uma simples ação, como dormir mais cedo, por exemplo, mas o importante é persistir na mudança. Pense no coletivo Tenha uma boa conversa com você mesmo, com seus familiares e descubra o que poderia trazer maiores benefícios coletivos. Casais podem adotar um dia da semana para se dedicar a paixão, outros aos filhos, cada um sabe o que é melhor para si. Descubra o que te traz prazer e satisfação Faça, semanalmente, pelo menos uma atividade para que você entre em equilíbrio nas suas áreas: física, mental, emocional e espiritual. Caminhadas, prática de esportes, participar de clubes, associações, sindicatos, festas, reuniões de amigos, tudo isso pode ajudar a melhorar a qualidade de vida.
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Adote um novo método de trabalho que melhore sua produtividade Diminua as reuniões na sexta-feira! E, não se contente só com isso. Reduza, também, os horários de leitura de e-mails, evite sobrecarregar-se de atividades e, converse com seu chefe sobre suas necessidades. Sorria mais, sonhe mais, mude mais e reclame menos! Ficar, apenas, falando não resolve nada! Corra atrás dos seus objetivos e prove para si mesma, que você pode sempre o que quiser. Mais vale viver a vida mudando e lutando por algo melhor do que ficar à mercê das circunstâncias impostas por ela. Se você não mudar, ninguém fará isso por você, portanto se acha que precisa ter mais qualidade de vida, comece hoje a pensar seriamente em algumas mudanças. O que a empresa pode fazer para melhorar? Fazer um levantamento de riscos de saúde dos funcionários periodicamente; Respeitar o horário de trabalho; Incluir os membros da família dos funcionários e aposentados no programa de instruções sobre a saúde; Introduzir opções de calorias adequadas conforme a função e o local de trabalho; Eliminar o fumo durante a hora de trabalho; Estimular à prática da ginástica laboral antes de iniciar o dia de trabalho; Oferecer benefícios em clubes de atletismo e academias para os funcionários; Implantar jornais e/ou palestras sobre saúde e bemestar físico; Treinamentos direcionados aos gestores, a fim de gerar um diferencial significativo na relação líderliderado; Manter instalações limpas e adequadas à rotina dos profissionais; Realizar campanhas educativas para conservar o meio organizacional; Introduzir um espaço para leitura após o horário de almoço. E se nada disso existir? Bom, se nada disso existir, é hora de pensar mais em você e repensar os valores pessoais, e quem sabe procurar novas alternativas de trabalho.
artigo
HaLLIsoN CasTRo *
Impotência sexual
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É
a incapacidade de obter ou manter uma ereção peniana suficiente para ter uma relação sexual satisfatória. Existem vários graus de impotência, desde pacientes que não alcançam uma rigidez adequada a casos de impossibilidade completa de obter ereção. Existem várias causas de impotência, dentre elas destacamos as causas psicológicas (estresse, depressão, ansiedade), muito frequentes em pacientes mais jovens, e as causas orgânicas (diabetes, hipertensão, colesterol alto, tabagismo, uso de alguns medicamentos, entre outros). Muitas vezes, a impotência sexual é o primeiro sinal de alerta de uma doença oculta silenciosa, como AVC, infarto, trombose nas pernas, portanto é necessário procurar um especialista para investigar as possíveis causas da impotência. Nestes casos, o mecanismo que leva à impotência é a obstrução das artérias por placas de gordura responsáveis por levar sangue até o pênis. Vale ressaltar que uma causa relativamente frequente de impotência que também deve ser investigada é a diminuição dos níveis de testosterona (hormônio masculino), principalmente em homens com mais de 45 anos. Todo paciente com impotência deve fazer vários exames para tentar descobrir a causa e os fatores de risco que possam estar relacionados a esta condição. Os principais são: colesterol, triglicérides, glicemia, dosagem do hormônio testosterona, PSA (para homens com mais de 45 anos), em alguns casos selecionados pode-se fazer ultrassonografia com doppler do pênis para avaliar a vascularização, além de verificar a pressão arterial. Primeiro deve-se identificar, eliminar e tratar algum fator desencadeante como tabagismo, diabetes, hipertensão, uso de algumas medicações. Se houver causa psicológica associada, o
tratamento com psicoterapia de forma complementar é de grande importância. Nos casos em que o nível do hormônio testosterona está baixo, deve-se fazer a reposição hormonal através de injeção. Há vários medicamentos que podem ser utilizados para melhorar o processo de ereção. O tempo de início de ação é em torno de 20 minutos com duração do efeito de 6 a 36 horas. Os principais efeitos colaterais são dor de cabeça, vermelhidão na face e congestão nasal. É im-
portante lembrar que as pessoas que tomam alguns medicamentos para o coração não podem ingerir esses remédios. Outra opção de tratamento são as injeções no pênis, com bons resultados, aplicadas antes de iniciar a relação sexual. E por último, as próteses penianas de silicone, colocadas dentro do pênis através de cirurgia, com excelentes resultados, para aqueles pacientes que não responderam a nenhum tratamento.
* Hallison Castro (CRM/RN 6878) é urologista pela Santa Casa de São Paulo e titular da Sociedade Brasileira de Urologia. Site: www.drhallisoncastro.com.br Jornal de Fato | DOMINGO, 14 de abril de 2013
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adoro comer
DaVI moURa
Seu aniversário no Maison Gastronomia
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Daniel Costa é um publicitário que pensa em mudar para a área de Gastronomia. Qualquer semelhança não é mera coincidência. Por indicação do amigo João Carlos, encontrei o Mixidão. Trata-se de um site de Gastronomia com receitas, dicas, truques. Segundo Daniel, “um verdadeiro mixidão”. As coincidências não param por aí: ele também não tem formação na área, fora alguns cursos – inclusive um de massas italianas pelo Senac (que eu também fiz). No mais, ele assiste vários vídeos e programas, além de ler livros. Vocês vão perceber uma diferença crucial: o blog dele é todo trabalhado nos infográficos. Como publicitário, ele trabalha na parte de Direção de Arte e Design. Já eu foco mais nos textos e fotografias, já que trabalho na parte de Planejamento e Marketing. Imagina tudo isso junto? Acesse: http://mixidao. com.br/.
A gente sabe que uma das melhores programações para o dia do aniversário é juntar a turma ou a família e sair para uma boa refeição, seja ela jantar ou almoço. Tem sempre o ponto positivo de não precisar lavar uma pilha de louça depois e, claro, não precisa se esforçar na cozinha. O Maison Gastronomia teve uma ideia genial para agraciar os seus clientes aniversariantes: no dia da sua comemoração, ao trazer 10 amigos para o seu almoço selfservice, a turma ganha uma torta à escolha da casa. Ideia bacana! Para mais informações: (84) 3316 4605.
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O jantar da Society Cafeteria Há quase 2 meses funcionando, a aceitação está positiva (ainda bem!). Depois de mostrar cafés, bolos, doces e até o almoço, vamos falar hoje de uma novidade que se iniciou nesta semana: o jantar. Entre o horário de 17h e 19h é que se concentra o pico de movimento do Society. Para atender melhor o público que vem neste horário e apresentar uma opção regional, gostosa e com gostinho de comida caseira que esta nova modalidade foi pensada. Provei o velho conhecido – e querido – do nordestino: o cuscuz. Bem servido e molhadinho, mostra-se como uma opção versátil e combina com os mais variados acompanhamentos, seja carne refogada, moída ou até a carne de sol acebolada; o pãozinho assado, variedade de bolos e o buffet frio com patês. O jantar é servido até às 20h, que é quando a Society Cafeteria e Restaurante encerra seu expediente. É servido no peso e você sempre pode combinar com um bom suco ou um café reforçado. Para visitar: a Society fica na nova galeria que foi construída próximo ao hospital Wilson Rosado.
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O irmão gêmeo do Davi Moura
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A novidade da Garoto A Garoto é uma das marcas de chocolate que nos acompanham desde pequenos. Muito antes de Cacau Show ou Kopenhagen, era ela que fazia as nossas páscoas e aniversários mais felizes. Uma das tendências das grandes marcas de alimentação é pegar produtos que fazem sucesso em um segmento e adaptá-los para outro produto. A última sacada da Garoto foi transformar 3 dos seus melhores chocolates em sorvete: mas todos juntos. O Opereta, o meu favorito da caixa; o Baton, que faz a alegria da criançada desde sempre; e o It Coco, que tem fãs que o devoram na primeira olhada. A mistura promete, já que coco e chocolate se harmonizam super bem. A inovação fica por conta do sabor do Opereta, o chocolate branco, que, pelo que eu conhece, não vai decepcionar. Vou procurar se já está disponível na nossa região e falo pra você.
Os sanduíches do Trattoria Centro O Trattoria Centro apresenta junto aos seus famosos pratos um cardápio de sanduíches. Mais uma opção de lanche para quem prefere sempre aquele pão recheado, com sabores variados de dar água na boca. São seis tipos do prato com recheios de filé, frango, além da opção natural e especiais. Alguns sabores trazem o acompanhamento de batatas fritas, deixando seu lanche mais completo. Para complementar a refeição, escolha um refrigerante bem gelado, ou se preferir, experimente os sucos do cardápio do restaurante. O Trattoria Centro abre seu espaço para jantar a partir das 18 horas, de terça a domingo no endereço: Rua Quintino Bocaiúva, 129. Contato: (84) 3316-8568.
Aproveite e acesse o http://blogadorocomer.blogspot.com para conferir esta e outras delícias! 14
Jornal de Fato | DOMINGO, 14 de abril de 2013
adoro comer
Carne de Panela INgReDIeNTes • 1 kg de miolo de acém cortado em pedaços grandes • 2 dentes de alho amassados • 1 colher (café) de tempero baiano • 1 envelope de tempero para carne • 1 colher (café) de colorau • 2 colheres (sopa) de óleo • 1 copo de água • 1 tablete de caldo de bacon • 2 cebolas cortadas em rodelas • 2 tomates picados • ½ xícara (chá) de cheiro verde picado • Sal a gosto • 2 colheres (sopa) de óleo
MODO DE PREPARO • Tempere a carne com o alho, o tempero baiano, o tempero para carne e o colorau. Deixe descansar por 15 minutos; • Aqueça o óleo em uma panela de pressão e doure a carne. Acrescente a água, o caldo de bacon, tampe a panela e deixe cozinhar por 20 minutos na pressão; • Retire a panela do fogo, espere sair a pressão e volte para o fogo. Depois que a água secar e a carne estiver macia, deixe dar uma leve fritada e coloque a cebola, o tomate e o cheiro verde; • Deixe refogar mais um pouco, mexendo sempre para que a água da cebola e tomate não deixe a carne muito molhada; • Depois que a carne estiver um pouco frita, está pronta.
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