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Revista de Domingo nº 681

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editorial ao leitor

Bonsai do Sertão

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Entrevista

Boa leitura, Nara Andrade

p4 Para o infectologista Alfredo Passalacqua, RN é considerada área de risco da febre Chikungunya

diagramador Manoel Galdino utiliza técnicas do bonsai como passatempo. Há 18 anos, ele vem aprofundando os conhecimentos sobre essa técnica oriental e se especializando no cultivo de espécies típicas do semiárido nordestino e já perdeu a conta de quantos exemplares mantém em um espaço bastante especial em sua casa. Entre as espécies estão árvores frutíferas, como acerola, romã, pitanga e juazeiro, e árvores que hoje são difíceis de encontrar na natureza, como o pau-brasil, a arueira, o alecrim-do-nordeste. Muitas reproduzidas a partir de sementes conseguidas através do intercâmbio que mantém com outros amantes do bonsai. Nesta semana, você vê também um material especial sobre o crescimento da tendência de comprar roupas em sites chineses, que tem caído no gosto dos mossoroenses, entre outros motivos pela economia, já que as peças costumam a ser bem mais baratas. A Biblioteca da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) passa por ampliação do acervo e da estrutura. E ainda nesta semana, o uso do sabonete, que eleva o Brasil ao posto de consumidor número um de sabonetes em barra do mundo. Na entrevista da semana, tudo que você precisa saber sobre a febre Chikungunya, doença de origem africana, parecida com a dengue e que é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o que coloca o Rio Grande do Norte em área considerada de risco, devido ao alto índice de infestação do mosquito. O infectologista Alfredo Passalacqua fala dos sintomas, diagnóstico, tratamento e formas de prevenção.

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Bonsai do Sertão Amante dos bonsais, Manuel Galdino usa técnica para dar forma a espécies típicas da caatinga

Compras pela internet Comprar roupas pela internet vira tendência também entre mossoroenses

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Sua carreira

Rafael Demetrius: 10 dicas para acabar a pressão no trabalho

Receita

Rocambole de carne moída recheado

• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – Wil­liam Rob­son • Editor – Nara Andrade • Dia­gra­ma­ção – Rick Waekmann • Projeto Gráfico – Augusto Paiva • Im­pres­são – Grá­fi­ca De Fa­to • Re­vi­são – Gilcileno Amorim e Stella Sâmia • Fotos – Carlos Costa, Marcos Garcia, Cezar Alves e Gildo Bento • In­fo­grá­fi­cos – Neto Silva Re­da­ção, pu­bli­ci­da­de e cor­res­pon­dên­cia Av. Rio Bran­co, 2203 – Mos­so­ró (RN) Fo­nes: (0xx84) 3323-8900/8909 Si­te: www.de­fa­to.com/do­min­go E-mail: re­da­cao@de­fa­to.com Do­min­go é uma pu­bli­ca­ção se­ma­nal do Jor­nal de Fa­to. Não po­de ser ven­di­da se­pa­ra­da­men­te.

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conto

josÉ NIcoDemos*

A vaidade feminina

T

(

Envie sugestões e críticas para o e-mail: aristida603@hotmail.com

)

eria de contratar seus serviços advocatícios com uma determinada repartição federal, tomou o carro e saiu a providenciar as certidões públicas exigidas. Na prefeitura, depois de uma longa espera, sem levar-se em conta sua condição de advogado de alto conceito e consideração, foi que Dr. Justiniano pôde falar com a funcionária encarregada do serviço. A funcionária, meio aborrecida, como se estivesse sofrendo incômodos pré-menstruais, e foi o que logo supôs Dr. Justiniano, pediu-lhe para voltar no dia seguinte, pela manhã, entre oito e nove horas: o acúmulo de tarefas urgentes não lhe permitiam, infelizmente, proceder à busca imediata. De resto, faltavam só 15 minutos para o fim do segundo expediente. Acostumado a resolver tudo, sem demora, em qualquer repartição pública, naturalmente cumulado de melhores atenções, Dr. Justiniano ainda quis insistir com a funcionária encarregada do setor, mas, educadamente, achou por bem concordar em voltar no dia seguinte, à hora marcada. E retirou-se, meio chocado. Ao trans-

A funcionária, meio aborrecida, como se estivesse sofrendo incômodos pré-menstruais, e foi o que logo supôs Dr. Justiniano, pediulhe para voltar no dia seguinte, pela manhã, entre oito e nove horas

por o portão da repartição, veio-lhe ao encontro um funcionário da tributação –.“Mande as ordens, Dr. Justiniano!”. Disse-lhe a que tinha vindo, mas que ficara para o dia seguinte, conforme determinara a encarregada do serviço – “uma senhora muito bonita e elegante, de vestido verde”. Brilhava nos olhos dele, num leve sorriso, uma grande admiração, mas respeitosa, é claro. Homem sério e considerado. Com um sorriso discreto. esse funcionário, tomando amigavelmente o braço, ao Dr. Justiniano – “venha comigo, por favor.” E seguiram pelo corredor que levava à sala daquela funcionária bonita e elegante de vestido verde, e es-

ta já fechava as gavetas da sua mesa de trabalho. Chamava-se ela Esmeralda, e ainda aparentava aquele mau humor, apesar de costumeiramente alegre e de riso fácil. O colega pediu-lhe o atendimento imediato ao Dr. Justiniano, desculpandose da hora, não sem lhe cochichar o elogio que este lhe fizera à aparência física, visivelmente admirado, mas sem aparentes intenções. Um homem digno. E Esmeralda, abrindo no ar aborrecido um sorriso largamente luminoso, de logo apressou-se em expedir-lhe a certidão negativa de débito fiscal, sem precisar de proceder à busca de praxe. Foi num instante.

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Entrevista

Alfredo Passalacqua

“RN é área de risco para o surgimento da Chikungunya, devido à infestação pelo mosquito Aedes aegypti” Por NARA ANDRADE Da Redação / naraandrade@gmail.com

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ocê já ouviu falar em febre Chikungunya? A doença é transmitida por um mosquito comum na África, o Aedes albopictus, que está migrando e já teve mais de 800 casos registrados no Brasil, entre setembro (quando foi diagnosticado o primeiro caso) e outubro. De acordo com o infectologista Alfredo Passalacqua, do Hospital Rodolfo Fernandes, a Chikungunya é parecida com a dengue causada pelo vírus CHIKV e também pode ser transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti infectado. O médico fala sobre a doença, seus sintomas e diagnóstico, a prevenção e a forma de tratamento e alerta que o Rio Grande do Norte é área de risco.

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Entrevista

DOMINGO – O que é a Chikungunya? ALFREDO PASSALACQUA – Febre Chikungunya é uma doença parecida com a dengue causada pelo vírus CHIKV. Seu modo de transmissão é pela picada do mosquito Aedes aegypti infectado e, menos comumente, pelo mosquito Aedes albopictus. JÁ FORAM diagnosticados casos no Rio Grande do Norte e mais especificamente em Mossoró? ATÉ o momento, não há relatos de diagnóstico da doença em nossa região, embora o Rio Grande do Norte seja considerado área de risco para o surgimento da doença, devido à infestação pelo mosquito transmissor, o Aedes aegypti. QUAIS os sintomas? OS PRINCIPAIS sintomas são febre alta, dor muscular e nas articulações, cefaleia e exantema. Eles costumam durar de três a dez dias. O maior problema são as fortes dores nas articulações, tão fortes que chegam a impedir os movimentos e podem perdurar por meses depois que a febre vai embora. É CONTAGIOSA? NÃO existe transmissão entre pessoas. A única forma de infecção é pela picada dos mosquitos infectados. É UMA enfermidade grave? AO CONTRÁRIO do que acontece com a dengue (que provoca dor no corpo todo), não existe uma forma hemorrágica da doença e é raro surgirem complicações graves, embora dores nas articulações possam continuar ativas por muito tempo.

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Até o momento, não há relatos de diagnóstico da doença em nossa região, embora o Rio Grande do Norte seja considerado área de risco para o surgimento da doença, devido à infestação pelo mosquito transmissor, o Aedes aegypti".

COMO é feito o diagnóstico? O DIAGNÓSTICO deverá ser feito por meio de análise clínica e exame sorológico (de sangue). A partir de uma amostra de sangue, busca-se a presença de anticorpos específicos para combater o CHIKV no sangue. Isso indicará que o vírus está circulando pelo seu corpo e que o organismo está tentando combatê-lo. QUAL o tratamento? ATUALMENTE, não há tratamento específico disponível para a febre Chikungunya. Para limitar a transmissão do vírus, os pacientes devem ser mantidos sob mosquiteiros durante o estado febril, evitando que algum Aedes aegypti o pique, ficando também infectado. Caso haja dores e febre, pode ser receitado algum medicamento antitérmico, como o paracetamol. Em alguns casos mais graves, é necessária internação. Pacientes com febre Chikungunya devem evitar medicamentos à base de ácido acetilsalicílico (aspirina) ou que contenham a substância associada. Esses medicamentos têm efeito anticoagulante e podem causar sangramentos. Outros anti-inflamatórios não hormonais (diclofenaco, ibuprofeno e piroxicam) também devem ser evitados. QUAL a forma de prevenção? O MOSQUITO Aedes aegypti é o transmissor do vírus e suas larvas nascem e se criam em água parada. Por

isso, evitar esses focos da reprodução desse vetor é a melhor forma de prevenir a febre Chikungunya. Veja como eliminar o risco: - Evitar o acúmulo de água limpa e parada; - Encher pratinhos de plantas de areia; - Evitar o acúmulo de água em calhas, garrafas, latas e pneus; - Manter lixeiras, vasos sanitários e caixas d'água fechadas; - As piscinas devem ser cobertas com lonas bem esticadas; - Ralos externos, canaletas para drenagem da água e fossos de elevador devem ser tampados; - Recolher entulhos do quintal.

“

Atualmente, não há tratamento específico disponível para a febre Chikungunya. Para limitar a transmissão do vírus, os pacientes devem ser mantidos sob mosquiteiros durante o estado febril, evitando que algum Aedes aegypti o pique, ficando também infectado".

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Hobby

Bonsai do Sertão Plantas típicas da caatinga ganham formas e nova apresentação com a aplicação da técnica oriental aplicada pelo amante do Bonsai, Manoel Galdino

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á 18 anos, um pé de juazeiro, uma planta típica da região do semiárido brotou em um pouco de adubo guardado na casa do diagramador Manoel Galdino. A partir de então, mesmo sem conhecer nada sobre a técnica do Bonsai, ele começou a cuidar daquela planta e não queria que ela crescesse muito, com algum tempo morreu por causa do excesso de raízes. Esse episódio começou a despertar em Galdino o interesse pela técnica oriental do Bonsai. Ele conta que comprou algumas plantas orientais como tuias e pinos, além de revistas especializadas e livros sobre essa forma de cultivo. No entanto, por não se adaptarem com o clima característico da Região Nordeste, essas espécies acabavam morrendo tempos depois. Então Galdino come6

çou a aplicar as técnicas que foi aprendendo ao longo dos anos em espécies encontradas na vegetação nordestina, como a catingueira, o juazeiro, a arueira, a jurema e várias outras espécies. Para ele, o cultivo do bonsai depende mais do que dinheiro, uma dedicação constante e o uso de bons fertilizantes. E dedicação é o que não falta. Galdino construiu uma espécie de santuário para as suas plantas, que vem se multiplicando ao longo desses 18 anos. Hoje ele não sabe mais quantos exemplares mantém não só no quintal de sua casa, que já ficou pequeno devido a grande quantidade de vasos com belas árvores cultivadas a partir da técnica do bonsai. Até o momento, o cuidado com as planta faz parte dos momentos de lazer de Galdino, que já recebeu proposta de

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uma pessoa interessada em comprar por R$ 4 mil, um de seus bonsais, da espécie Calliandra Depauperata, mais conhecida como carqueja. Mas, ele conta que não tem interesse, pelo menos por enquanto, de comercializar suas plantas. Principalmente, essa específica, que ele afirma que é uma de suas preferidas, e que realmente possui lugar de destaque e chama atenção de quem tem a oportunidade de conhecer o local reservado especialmente para elas. Galdino conta que tem preferência pelas espécies que estão mais difíceis de encontrar na natureza, e até cultiva algumas por meio do uso de sementes, conseguidas por meio de intercâmbio com outros amantes do bonsai. Umas de suas antigas e que ele trata com carinho especial, também da espé-


Hobby cie Calliandra depauperata, já tem cerca de 8 anos. No entanto, são muitas as espécies, outra que também chama muita atenção principalmente por sua importância histórica é o bonsai de Pau Brasil, árvore que deu nome ao nosso país, que na época da colonização era encontrada em abundância em nossas matas. Entre as espécies cultivadas por Galdino estão muitas frutíferas, como a acerola, a pitanga, a ubaia, o juazeiro, a romã, entre outras. “Bonsai é o nome da técnica usada para cultivar as plantas, e pode ser utilizada qualquer espécie, mas o ideal é que sejam plantas de folhas pequenas, principalmente pela questão estética”, explica. Na casa de Galdino, a paixão pelos bonsais é compartilhada por toda a família e seu filho lhe ajuda a regar as plantas, quando ele não pode ou tem que viajar, mas na hora de colocar a mão na massa mesmo, só ele mesmo tem disposição. Apesar de afirmar que o bonsai exige mais dedicação do que dinheiro, Galdino explica que geralmente as ferramentas, a maioria japonesas, têm o preço bem elevado, por isso ele acaba improvisando. Ele também diz que sempre anda com o seu kit de ferramentas e sempre volta para casa, principalmente, depois de viagens com uma plantinha nova. “Mas não interfiro na natureza, procuro pegar mudas de plantas que encontro nas margens das estradas, de áreas loteadas, não tiro plantas de matas fechadas”, ressalta. Além da dedicação e dos fertilizantes, os bonsais são cultivados com o uso de substrato composto por adubo orgânico, pedrisco e tijolo triturado. Hoje em dia o cultivo dos bonsais faz parte apenas do hobby do diagramador, que já está perto de se aposentar. Mas, ele adianta que pretende sim comercializar os bonsais. “Esse o meu projeto de aposentadoria, assim que eu me aposentar vou investir nisso. Não quero me aposentar e ficar deitado sem fazer nada”, conta. Galdino diz que já é possível encontrar espécies de bonsais em Mossoró, em supermercados ou floriculturas. Para adquirir um é preciso desembolsar entre R$ 250 e R$ 800. Mas existem bonsais bem mais caros, os mais caros que ele já teve notícia estão avaliados entre R$ 60 mil e R$ 80 mil. “O valor do bonsai é calculado com base em suas características, nas técnicas empregadas, no aspecto final e na idade da planta”, conclui.

)) Manoel Galdino, que há 18 anos

despertou o interesse por entender melhor o mundo do Bonsai

)) Maior parte das ferramentas tem nomes em japonês

e muitas são improvisadas por geralmente serem muito caras Jornal de Fato | DOMINGO, 9 de novembro de 2014

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Consumo

Made in China Comprar roupas em lojas virtuais, principalmente via sites chineses, é tendência também entre mossoroenses

)) Preço baixo de roupas e demais produtos atrai consumidores

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Consumo

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azer compras pela internet já se tornou um hábito para a maioria das pessoas. E dá para comprar de tudo, móveis, produtos de cama mesa e banho, eletroeletrônicos e eletroportáteis, pacotes de viagem e até cupons para compra comidas em restaurantes. Agora, a tendência é comprar roupas e calçados, e a prática tem ganhado cada vez mais adeptos, inclusive em Mossoró. A comerciária Aline Fernandes, mesmo trabalhando em uma loja do setor de vestuário, diz que há alguns meses, influenciada por algumas amigas que já compram roupas com freqüência em sites como o AliExpress, decidiu comprar um vestido e acabou gostando. Quando a encomenda chegou e ela viu que era seguro comprar, passou a fazer novas aquisições, algumas antes mesmo de receber as anteriores. “Aqui em casa está sempre chegando alguma coisa para mim. Geralmente, compro roupas, mas também já comprei acessórios, como pincéis para maquiagem. Sai muito mais em conta. Enquanto eu pago cerca de R$ 25,00 em um vestido comprado pelo site, o mesmo vestido sairia bem mais caro, em média R$ 100,00”, comenta. E se engana quem pensa que a tendência tem conquistado apenas quem não tem tanto poder aquisitivo ou menos faixa de idade. Pessoas de diferentes idades e renda entraram na onda. DOMINGO conversou com uma publicitária que, por timidez, preferiu não ter sua identidade divulgada e também é uma das consumidoras assíduas do AliExpress, e diz que é raro encontrar entre seus amigos quem ainda não aderiu às compras em lojas virtuais. “Sai muito mais em conta e tem muito mais variedade. Mas, é bom ficar atenta em alguns detalhes, como o tamanho das peças que geralmente vestem um manequim diferente do padrão brasileiro, e também a qualidade dos produtos, alguns são bem inferiores, e a pessoa corre o risco de cair na velha máxima do barato que sai caro”, frisa. VESTIDO DE NOIVA A tendência é tão forte que as consumidoras já acostumadas em comprar roupas pela internet estão apostando, inclusive, em adquirir o próprio vestido de noiva em lojas virtuais. Segundo as noivinhas de plantão, sai muito mais barato até mesmo do que o aluguel do vestido. É o que comenta a empresária Marcela Jordão, do segmento de aluguel de artigos para festas. Ela conta que algu-

)) Marcela Jordão com o vestido de noiva comprado em um site chinês mas amigas comentaram sobre comprar pela internet, já que era muito mais barato. “Peguei o nome dos sites (peridress. com e dhgate.com) com duas amigas que tinham feito isso e tinham falado de experiências positivas. Então, entrei para dar uma olhadinha. Passei dias olhando e gostei de um vestido que tinha visto logo nas primeiras páginas. O valor final da compra ficou por R$ 480,00, enquanto o preço do aluguel dos vestidos de noiva vai de R$ 1.200,00 até o infinito e além”, conta. Marcela Jordão disse que, como toda brasileira de quadril largo, pensou em pegar um vestido que desse no quadril e depois ajustava o restante. “Quando ele chegou, empacotado a vácuo, até achei que tinham enviado errado porque o pacote era muito pequeno. Chegou perfeito, e quando provei ficou ótimo, porque atrás ele era todo de cadarço, então dava para ajustar, era só

apertar e pronto. Levei para a costureira só porque eu queria ele mais sereia. Paguei apenas R$ 30,00 pelo ajuste e mais R$ 30,00 por uma saia para armar, e mesmo assim saiu mais em conta. Depois de mim, mais quatro amigas compraram seus vestidos de noiva na internet, e o meu foi o mais barato”, explica. Dessas quatro amigas, apenas uma teve uma experiência negativa, já que escolheu um vestido com muitos detalhes e eles não eram de boa qualidade. “Já comprei também no AliExpress, mas não foi roupa. Roupa normal, os tamanhos da China são bem menores que os nossos. Várias amigas já compraram e é minúsculo”, disse. Marcela Jordão declarou que achou no site vestidos que tinha visto numa loja de aluguel em Recife (PE), cidade onde mora atualmente. As lojas compram os vestidos nesses sites e, geralmente, cobram mais caro pelo aluguel que o próprio valor da compra do vestido.

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Melhorias

)) Biblioteca conta mais de 60 mil livros disponíveis no acervo

Biblioteca da F

Uern

undamental suporte às atividades de ensino, pesquisa e extensão universitária, o Sistema Integrado de Bibliotecas (SIB) da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) atua como aliado à formação dos graduandos e pós-graduandos. Presente nos campi e núcleos da instituição, o SIB é formado pela Biblioteca Central, oito bibliotecas setoriais e 10 núcleos avançados. 10

São mais de 60 mil livros disponíveis no acervo para auxiliar no processo de formação universitária, além dos serviços de consulta local, orientação bibliográfica, visitas orientadas, acesso à internet, entre outros. Segundo a bibliotecária Jocelânea Marinho, são realizados, em média, mais de seis mil empréstimos de livros por mês e mais de mil visitantes e usuários da sala de estudo passam pela biblioteca mensalmente.

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Unidade investe na modernização para melhorar serviços prestados

Os números revelam a importância do SIB para a academia. Porém, mais que avaliar o quantitativo, é preciso se preocupar, principalmente, com o qualitativo, e é isso que a direção da biblioteca está fazendo. Atualmente, a unidade passa por processo de informatização e modernização para otimizar os serviços prestados. Um dos pontos passa pela ampliação e atualização do acervo. Foram


Melhorias adquiridos 3.500 livros, dos quais boa parte já chegou. O diretor da Biblioteca Central, Erison Natécio, explica que os livros foram comprados de acordo com o novo modelo de aquisição, que prioriza a bibliografia básica prevista no Projeto Político Pedagógico (PPP) dos cursos de graduação. A meta é adquirir 5.801 títulos até 2018. De acordo com a pró-reitora de Ensino e Graduação, Inessa Linhares, a mudança na forma de aquisição de livros vai melhorar a base de estudos para alunos de graduação. "A proposta é que em pouco tempo o acervo das bibliotecas da universidade contemple todos os títulos previstos no PPP de todos os cursos", destaca. A biblioteca também está realizando mudanças nas instalações físicas e equipamentos.

Um dos espaços beneficiados foi a Netteca, local destinado à pesquisa e ao acesso à internet, que agora funciona em uma área mais ampla e confortável e com novos equipamentos. “A Netteca também está funcionando agora de forma ininterrupta das 7h às 21h50”, revela Jocelânea Marinho. Conforme a bibliotecária, as melhorias refletiram também nos locais destinados a estudo. “Antes, a biblioteca possuía apenas um espaço de estudo individual; hoje, a unidade dispõe de um espaço para estudo coletivo, totalmente climatizado”, diz. O diretor complementa que, mesmo com os avanços, a biblioteca ainda sofre com alguns problemas, como, por exemplo, a rede elétrica, que precisa de revisão, causando a paralisação temporária de algumas centrais de ar.

“Todavia, o problema já foi encaminhado à Pró-Reitoria de Administração (PROAD), que já promoveu licitação para o serviço”, informa. Erison Natécio ressalta que a unidade ampliou o horário de funcionamento e desde o mês passado está abrindo também aos sábados, atendendo uma reivindicação antiga do Diretório Central dos Estudantes (DCE). A unidade também passa por processo de informatização, melhorando serviços, como o de solicitação de carteira da biblioteca e nada consta. Para a bibliotecária Jocelânea Marinho, as mudanças na unidade otimizam os serviços oferecidos e beneficiam não apenas os alunos de graduação e pós-graduação da universidade, mas toda a comunidade que usa o espaço.

)) Netteca, local destinado à pesquisa e ao acesso à internet Jornal de Fato | DOMINGO, 9 de novembro de 2014

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Sabonete

Produto

indispensável Brasil é o segundo maior mercado de sabonete do mundo

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resente em 100% dos lares do País, o sabonete é considerado um dos produtos indispensáveis pelos brasileiros. Pela sua importância, a indústria investe, cada vez mais, em maneiras de atrair e encantar 12

o consumidor. Fórmulas inovadoras, fragrâncias inusitadas, texturas, cores e formas diferenciadas, além de embalagens cada vez mais atrativas e refinadas fizeram que o produto tenha se tornado item básico nas casas do País e uma

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ótima opção de presente, sobretudo entre as mulheres. A Natura, protagonista no Brasil em trazer o sabonete como um item presenteável, segue o movimento do mercado e acaba de lançar novas opções e


Sabonete surpreende seus consumidores com Natura Ekos Sabonete em barra puro vegetal especial perfumado e Natura Erva Doce sabonete em barra puro vegetal sortido. Com fórmula livre de gordura animal e produzidos de um jeito único, a partir de óleo vegetal extraído de forma sustentável, os produtos são fabricados na Ecoparque, em Benevides (PA), e atendem o mercado nacional e internacional. O status adquirido pelo sabonete colabora para que o Brasil ocupe a liderança mundial em vendas do produto na versão em barra e para que seja, desde 2008, o segundo maior mercado do mundo de produtos da categoria banho, atrás apenas dos Estados Unidos, de acordo com a Euromonitor. Na contramão do crescimento mundial, que avançou apenas 5% entre 2000 e 2012, o consumo brasileiro de produtos de banho cresceu 13% no mesmo período, também segundo a Euromonitor, atingindo um faturamento de R$ 3.6 bi em 2013. Só as vendas de sabonetes cresceram 12%, entre

2008 e 2012, respondendo por 14% do mercado de cosméticos, perfumaria e higiene pessoal no Brasil, bem acima da média mundial de 9%, segundo o levantamento mais atual divulgado pelo Sindicato da Indústria de Perfumaria e Artigos de Toucador no Estado de São Paulo (SIPATESP). O consumo de sabonetes no país vem mantendo uma curva ascendente graças aos investimentos dos fabricantes que, a todo o momento, lançam novidades e buscam oferecer produtos cada vez mais voltados a perfis específicos do consumidor. A Natura, por exemplo, mantêmse entre os principais players do mercado nacional, apresentando diferenciais reconhecidos pelo consumidor, como o conceito de sustentabilidade e respeito à sociobiodiversidade brasileira, presentes não só na produção de sabonetes, mas em todos os produtos e ações institucionais da marca. Neste ano, toda a produção de sabonetes da Natura começou a ser realizada em seu novo complexo industrial, o Ecoparque, empreendimento cons-

truído para atuar de forma inovadora em relação à sustentabilidade. Inspirado no conceito de simbiose industrial, o projeto conecta empresas de diferentes segmentos de mercado que tenham interesses comuns e necessidades complementares. A ideia é criar uma operação verdadeiramente compartilhada, uma rede de cooperação, em que as indústrias instaladas em um mesmo espaço possam trocar recursos e articular alternativas conjuntas para fomentar a geração de negócios sustentáveis na região. A infraestrutura já está pronta facilitando a instalação quase imediata de novos parceiros, sendo que o primeiro será a Symrise, empresa alemã de fragrâncias, óleos e perfumes. A nova unidade fabril da Natura na Amazônia iniciou as atividades com capacidade de produção de mais de 200 milhões de barras de sabonetes e também absorverá a produção de noodle, massa base para fabricação de sabonetes, que anteriormente era feita na antiga fábrica da empresa, localizada também na cidade de Benevides.

)) Natura tem 100% de produtos fabricados na Amazônia Jornal de Fato | DOMINGO, 9 de novembro de 2014

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sua carreira

RAfAeL DemeTrIUs 4ª Dica

10 dicas para acabar a pressão no trabalho

Na hora de tomar a decisão sobre que tarefa fazer, procure priorizar o que deve ser feito. Anote em um papel todas as tarefas que você tem que fazer e o prazo para concluí-las. Enumere as atividades mais importantes, as mais urgentes, aquelas que devem ser cumpridas obrigatoriamente, assim tudo ficará mais fácil. 5ª Dica

A

s organizações trabalham em um cenário de redução de custos, mas, ao mesmo tempo, de aumento de produtividade. As equipes, cada vez mais reduzidas, fazem com que um volume grande de atividades seja destinado a um número reduzido de colaboradores. O trabalho sob pressão acontece por questões de competitividade, desorganização da empresa e a ansiedade dos profissionais em relação ao tempo. A bem da verdade, é que o ser humano sem pressão não produz. Claramente, se a empresa são tiver prazos, processo e rotinas, a tendência é que muitos profissionais percam o foco de suas atividades e se percam. A pessoa deve perceber que está trabalhando sob pressão quando as cobranças passam a ser superiores às suas atribuições. O aumento da demanda de trabalho, que transborda na rotina diária, faz com que certas atividades se tornem urgentes sem esta real necessidade. A administração do tempo é fundamental para o sucesso. Por conta da estrutura cada vez mais enxuta das empresas, existe uma jornada de trabalho ou uma série de atividades muito maior do que a capacidade do profissional. A organização é competência essencial e elencar as ações do dia a dia auxilia expressivamente na organização do tempo. O brasileiro tem a fama de procrastinar suas tarefas, deixa as atividades ‘para mais tarde’ e depois não sabe como administrá-las. x

Tente resolver apenas o que é controlável. Nada de achar que você pode ajudar todos os setores, que é capaz de resolver tudo. Na maioria das vezes os jovens agem por impulso, querem resolver todos os problemas da empresa e de forma mais rápida, mas acabam não resolvendo nada. 6ª Dica

Para quem pensa em subir na empresa, saiba que quanto mais alto a gente sobe na hierarquia, maior a pressão e responsabilidade que sofremos. O salário aumenta, mas as cobranças por resultado também são proporcionais. Para progredir devemos nos acostumar com isso. Quem quer subir em uma empresa tem que encarar os serviços e os prazos que aparecerem ou então corre o risco de ficar na mesma função, ganhando a mesma coisa e por muito tempo. 7ª Dica

Um dos maiores problemas da pressão é relacionado aos prazos que são cada vez menores. Saiba que os prazos do trabalho são ditados pelo mercado, que está cada vez mais dinâmico, rápido e competitivo. Se o mercado precisa de uma solução amanhã não adianta a gente propor esta solução para daqui a seis meses que perdemos o negócio e consequentemente o dinheiro. 8ª Dica

1ª Dica

Tentar manter a calma para as tomadas de decisão é o primeiro passo a dar. Não adianta puxar os cabelos, fazer cara de louco ou começar a gritar. Quanto maior o desespero maior a chance de errar ou tomar uma decisão que pode se tornar um problema ainda maior. Por isso na hora da pressão respire fundo, e procure manter a cabeça no lugar.

Quando o prazo da tarefa é curto demais, é evidente eu sempre tentaremos renegociar, um prazo mais razoável, mas nem sempre é possível, as vezes a resposta que está sendo aguardada tem que ser imediata. Em situações como essa, sugiro que caso não consigam aumentar o prazo, e o tempo que é dado não é suficiente pra realizar a tarefa, então é melhor recusá-la. É melhor que aceitar e não cumprir os prazos.

2ª Dica

9ª Dica

Tente não atropelar as etapas do problema ou da tarefa. Procure analisar a raiz do problema, o caminho que você tem para seguir para realizar a sua tarefa e quanto tempo você levará até a escolha mais adequada ao problema. Decida rápido, mas não faça isso intuitivamente ou de forma precipitada, porque depois o dano pode ser bem maior.

Saiba que ser produtivo significa gerenciar uma quantidade enorme de informações e tomar atitudes com máximo de resultado e de aproveitamento do tempo. Quando te perguntam se você consegue trabalhar sobre pressão, o que estão te perguntando é se você é capaz de trabalhar de maneira organizada, veloz sem perder a cabeça e comprometer a qualidade.

3ª Dica

10ª Dica

Para resolver as adversidades procure se comunicar o máximo possível. Para sua empresa funcionar bem faça reuniões periódicas, elas são importantíssimas para quem quer organização e eficiência. Não adianta esperar o fogo começar ou se alastrar para depois querer apagá-lo, às vezes pode ser tarde demais, é bem mais prudente evitar que o fogo comece.

Para finalizar saiba que conseguir trabalhar de forma eficiente não é nenhuma mágica, e por incrível que pareça tem mais a ver com calma e ponderação do que com pressa e stress. A grande verdade é que não ficamos estressados exatamente pelo “quanto” de trabalho temos a fazer, e sim pela maneira como olhamos esta quantidade e como reagimos a ela, por isso mantenha sempre a calma.

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adoro comer adoro Receita comer

Rocambole de carne moída recheado

INGreDIeNTes Rocambole: • 1 kg de carne moída crua • 1 cebola grande picada • 1 pacote de creme de cebola • 1 colher de sopa de azeite • 1/2 maço de cebolinha e salsinha picada • Tiras de bacon ou bacon em cubinhos a gosto • Tiras de cenoura a gosto • 1 pedaço de papel alumínio Recheio: • Utilize o que tiver em casa e na quantidade que desejar • 2 ovos cozidos cortados na horizontal • Fatias de presunto • Fatias de mussarela • Vagem cozida no vapor • Cenouras em tiras

MODO DE fAZer Rocambole: • Misture BEM a carne moída, o creme de cebola, a cebola picada, a cebolinha, a salsinha e o azeite • Em cima do papel alumínio, abra a mistura • Não a deixe muito grossa pois depois iremos fazer uma volta completa para formar um rocambole • Recheie com todos os ingredientes que tiver em casa, ou com o que desejar • Nessa foto, coloquei ovos cozidos, presunto, vagem, cenoura e queijo mussarela • Comece a enrolar a carne até que forme uma volta completa • Com as mãos arrume a carne moída para que não fique nenhuma fenda aberta • Deixe enrolado no papel alumínio • Vai ao forno alto por 30 minutos • Tire o papel alumínio, coloque as tiras de cenoura e os cubinhos de bacon por cima e volte ao forno por mais 5 ou 10 minutos para dourar o lado externo • Sirva com purê ou arroz branco Informações Adicionais Dicas: Se o seu forno for muito quente, cuidado para não ressecar o rocambole. O bacon por cima e por dentro, deixa a carne molhadinha. Já utilizei recheio de espinafre cozido com queijo e ficou maravilhoso. Há quem goste de colocar requeijão no recheio para umedecer.

Jornal de Fato | DOMINGO, 9 de novembro de 2014

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