editorial ao leitor
Música e fotografia
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Fotografia
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Música
Artur Soares lança o CD ‘Bodoque’ na internet
Entrevista
A vez dos animais ganharem book
caminho mais vital para a arte é a inovação. Sempre foi assim. Transpor, sair na vanguarda, ver as possibilidades parece adubo motivador para o processo criativo. Nesta edição, leitor, a Revista Domingo traz dois exemplos de artistas mossoroenses que traçam seu ofício pelo caminho do novo, com coragem para enfrentar as incertezas. O primeiro é o insight do fotógrafo Gildo Bento que, com suas lentes, agrega ao seu portfólio um serviço, no mínimo, “animal”. Além de festas sociais, fotojornalismo, ele agora oferece aos apaixonados por animais de estimação um fotobook dos bichinhos. A ideia ta “pegando”. Os músicos têm feito de tudo para cravar seu espaço no competitivo mercado fonográfico e, o nosso segundo exemplo, é também uma apresentação do trabalho de um mossoroense legitimamente ligado a sua terra, o Sertão, ainda que beba das fontes além. Artur Soares lança o seu CD ‘Bodoque’, somente depois de disponibilizá-lo gratuitamente na internet. E por falar em sertão, a entrevista dessa semana é com o meteorologista Gilmar Bistrot, que detalha um pouco mais sobre as previsões de inverno para este ano.
Gilmar Bistrot fala das previsões para este inverno
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Coluna
Rafael Demetrius: Seu emprego é para toda vida?
Adoro comer
Colunista Davi Moura: Mousse de Limão
• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – William Robson • Editor – Higo Lima • Diagramação – Ramon Ribeiro • Projeto Gráfico – Augusto Paiva • Impressão – Gráfica De Fato • Revisão – Gilcileno Amorim e Stella Sâmia • Fotos – Carlos Costa, Marcos Garcia, Cezar Alves e Gildo Bento • Infográficos – Neto Silva Redação, publicidade e correspondência Av. Rio Branco, 2203 – Mossoró (RN) Fones: (0xx84) 3323-8900/8909 Site: www.defato.com/domingo E-mail: redacao@defato.com Domingo é uma publicação semanal do Jornal de Fato. Não pode ser vendida separadamente.
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conto
joSÉ NIcoDemoS*
O holocausto
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Envie sugestões e críticas para o e-mail: aristida603@hotmail.com
)
E
ra o tempo de casamento por interesse. Algumas vezes, a noiva, a maior parte os pais. Não se enjeitava um bom partido. E a vítima, vezes adolescente ainda, era sacrificada à paixão de um velhote feio e rabugento, desde que rico ou bem ambientado na vida. O doutor, que não era doutor, Henrique Santana, viúvo ali pelos seus sessenta anos, dono de salina e de empresa de navegação em Areia Branca, no meio disso, baixote, barrigudo, careca, a boca torta em consequência de uma trombose, apaixonou-se por Virgínia. . Era ela filha do feitor da salina do doutor Santana, como era tratado, quinze anos, bonita de rosto e de corpo, Virgínia costumava ir ao escritório da firma pegar um vale, quando queria dinheiro pra gastar à toa, essas coisas de mocinha, e numa dessas vezes aconteceu a paixão do doutor Santana, que não a tirou mais da cabeça. Nunca conseguia dormir direito. Virgínia namorava um rapaz dois ou três anos mais velho, de nome Ronaldo ou Ronaldinho, caída dos quatro pneus, se diz. Foi a informação que obteve o doutor Santana, nas suas indagações a respeito dela, mas não se deteve no seu intento. .Não seria isso obstáculo ne-
O doutor, que não era doutor, Henrique Santana, viúvo ali pelos seus sessenta anos, dono de salina e de empresa de navegação em Areia Branca
nhum; falaria da sua intenção de casamento ao pai dela, e tinha a certeza de que, pela consideração mútua, daria tudo certo. . Como era de esperar: doutor Santana, mais do que um bom partido, uma como dádiva do céu, foi logo estabelecido o prazo do casamento, dali a uma semana. Tempo de reservar vaga no melhor hotel do Rio de Janeiro, para a lua de mel, de lá um passeio pela Europa. Um homem rico, não contando que era viúvo sem filhos. Não se falava noutra coisa na cidade, até com notórias tintas de inveja. Era mesmo uma dádiva do céu. Mas também Virgínia era muito bonita, diziam, justificando-lhe a grande felicidade, ela moça pobre e sem relações na sociedade local. Manhã da véspera do casamento, Virgínia saiu de casa dizendo que ia fazer umas compras. Deu meio-dia, e nada de
voltar. Os pais começaram a se preocupar, não era do costume. Já de tardinha, nem notícia. Alvoroço total na cidade. Procura daqui, procura dali, e nada. Os pais já feito loucos. Meu Deus, que terá acontecido? Desesperado, o noivo botara gente a procurar Virgínia por tudo que era canto e recanto, cidade e redondezas. Quase que se pode dizer que era a cidade toda, inteira, à procura dela. Homens, mulheres, crianças. Boquinha da noite, a notícia como arrasou completamente a cidade, uma bomba de alta potência. O fogo do Juízo Final. Virgínia fora encontrada morta enforcada, o corpo dependurado de um galho, o mais alto e escondido do tamarindo lá ao fundo da propriedade do pai. Um papel fechado na mão. Nunca se lhe soube o conteúdo.
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entrevista
GILmaR BISTRoT
‘Poder público utiliza previsões para planejamento das atividades’
Por Higo Lima Para a Revista Domingo
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home do campo sentiu na pele, e na terra rachada, os efeitos de dois anos consecutivos sacrificados pela quase ausência de chuva. O ano de 2013 já está às margens de se despedir do segundo mês, fevereiro, e a seca continua a castigar a região. O mais doloroso é porque, infelizmente, as previsões apontam apenas para chuvas abaixo da média histórica de precipitações. Para saber mais sobre o clima e temperatura na nossa região, a revista Domingo conversou com o meteorologista da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), vinculada ao Governo do Estado, que explica o que favoreceu para as poucas chuvas nesses dois últimos anos. Ele é um dos dois únicos profissionais nessa área, a verificar e estudar mais assiduamente as condições climáticas no Estado, dividindo a missão com o colega José Espínola Sobrinho, lotado na Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), em Mossoró. No começo do ano, trouxemos uma entrevista com o senhor Espínola, que também já antecipava a possibilidade de pouca chuva para o sertão.
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entrevista DOMINGO – Há alguns anos o Rio Grande do Norte e até mesmo o país não vivia um período de seca tão intenso. O que provocou esse fenômeno na nossa região? Gilmar Bistrot – A seca deste ano, em 2012 foi uma seca de grandeza global, assim, atingindo não somente a nossa região Nordeste do Brasil, mas também as outras regiões do nosso país, Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, e os países como a Argentina, Uruguai e os Estados Unidos. A última seca ocorrida nessa região foi nos anos de 1998, 1999, 2001. Essa seca foi provocada, principalmente, pelo fato do Oceano Atlântico Sul apresentar as águas com temperaturas abaixo do normal e mais frio do que o atlântico norte durante os meses de fevereiro, março e abril de 2012. QUAIS são as previsões para o Estado nesse inverno? SEGUNDO as condições dos oceanos, o atlântico sul com águas mais frias do que o normal e o oceano atlântico norte um pouco mais aquecido do que o normal a previsão para os meses de março, abril e maio deste ano será com chuvas abaixo do normal. AS PREVISÕES do tempo são, realmente, confiáveis, muita gente questiona? As previsões do tempo com validade até 72 horas têm uma grande probabilidade de acerto, uma vez que os modelos de previsão do tempo melhoraram muito com a pesquisa e o avanço computacional. Embora, entendemos que o questionamento sempre existe e isso, inevitavelmente, faz parte do processo. HISTORICAMENTE, qual tem sido o desempenho dessas previsões? DAS previsões do tempo o desempenho é bom, existe um acerto superior a oitenta e cinco por cento de acerto. Na previsão climática, o acerto também é considerado bom. Por exemplo, entre os anos de 2006 até o ano passado, somente tivemos um único erro. METEOROLOGISTAS de vários Estados se reúnem para discutir questões climáticas. Foi assim, por exemplo, no fim do ano em Campina Grande (PB). DESDE 1992, o grupo de meteorologista do Nordeste se reúne mensalmente para a elaboração do boletim
climático para a região. Relembre: Cada mês em um estado diferente. A primeira sempre é na Paraíba em Dezembro. A segunda é em Fortaleza/ CE, em janeiro. A terceira em Natal/ RN, em fevereiro. E a quarta e última em Recife/PE, em março. Nessas reuniões, cada meteorologista apresenta a situação do seu estado. Também participam desses encontros, o pessoal do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos/Instituto de Pesquisas Espaciais (CPTEC/INPE), Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). QUAL é a metodologia desses encontros e qual a finalidade? A METODOLOGIA é a análise das condições mensais das variáveis oceânico-atmosféricas (temperaturas da superfície do mar, pressão ao nível do mar, condição do vento ao nível do mar). A finalidade é determinar o comportamento futuro da variável chuvas, através da análise das variáveis oceânico-atmosféricas.
mais quente que o atlântico norte durante o período chuvoso. QUAL a participação do poder público, ou mesmo interesse, em usar as avaliações de instituições como a Emparn nas políticas públicas voltadas para a seca e também para os anos de enchentes? A EMPARN e os outros núcleos estaduais de meteorologia são órgãos oficiais responsáveis pelo monitoramento pluviométrico e climático, além de elaboração de boletins sobre a tendência climática. O poder público utiliza as previsões para planejamento das atividades ligadas aos setores produtivos.
OLHANDO os últimos anos, percebemos que em 2008 e 2009 tivemos chuva em abundância; já em 2011 e 2012 estiagem. O que explica essa inconstância na nossa região? A VARIABILIDADE climática, pois a ocorrência das chuvas no Nordeste depende da posição da Zona de Convergência Intertropical, que por sua vez depende do comportamento das variáveis oceânico-atmosféricas. Em 2008 e 2009, tivemos condições favoráveis no campo da temperatura dos oceanos Pacífico e Atlântico. Nesses dois anos, além do pacífico tropical frio (La Niña), o atlântico sul esteve Jornal de Fato | DOMINGO, 24 de fevereiro de 2013
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Fotografia
Eles são
tops Um fotógrafo mossoroense viu nos animais de estimação uma nova vertente para o seu ofício. Entrou no ninho dos animais para fotografá-los e criar os (novos) tradicionais books
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Fotografia
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mimo com os animais de estimação faz os donos gastarem verdadeiras fortunas para manter os cuidados e total atenção com os bichinhos. São comuns os investimentos com veterinários, pet-shop, roupinhas, lugares para acomodá-los e, claro, passeio. Em Mossoró, o fotógrafo Gildo Bento viu o cuidado excessivo dos donos com os bichinhos como um campo fértil e uma nova vertente para a sua arte. Com uma câmera na mão, ele tem ampla experiência com eventos sociais como festas de aniversários, casamentos e afins. Das festas sociais, ele acumulou também a prática de fotografar os acontecimentos jornalísticos para o jornal. Somado a isso, ainda tem os books solicitados à exaustão pelas jovens debutantes, crianças, noivos e afins. Porém, recentemente, ele tem emprestado as suas lentes para registrar as poses dos animais de estimação. É mais ou menos isso mesmo o que você deve estar pensando: ele faz books de animais. “Tenho um cachorro que crio em casa e sempre gastava muitas horas livres testando as lentes e fotografando o cachorro”, relembra Gildo Bento, detalhando como se atentou para a nova empreitada. Somado a isso, ele também é um daqueles criadores que gasta pesado nos cuidados com o animal e, de tanto ir ao pet shop: “percebi que os donos gastam muito com animais, daí pensei que, se eles têm tanto zelo e cuidado com veterinário, saúde, deveriam também se interessar por ter um registro mais trabalhado dos seus animais”, complementa ele. A ideia começou em casa. Logo ele tratou de fazer uma amostragem com o seu cachorro. Em seguida, apresentou a proposta no pet shop que costuma levar o seu animal. “O dono e as pessoas que trabalham lá adoraram a ideia e, aos poucos, está apresentando para os clientes de lá”, reforça ele. A ideia foi tão bem aceita que ele chegou a fechar três propostas em menos de quatro dias depois que começou. “Esse é um começo muito bom, porque quando comecei a fazer book fotográfico de pessoas, do primeiro para os seguintes nem foram assim tão rápido”, compara o fotógrafo. O sucesso ele atribui ao fator inusitado. “Acho que as pessoas se interessam porque é diferente e novo. Também porque não conheço ninguém aqui pela nossa região que tenha se disposto a fazer esse tipo de fotografia, especializada somente em animais”. Antes mesmo de se anunciar como
fotógrafo para animais, Bento comenta que os amigos sempre o procuram para fazer um registro ou outro do seu bicho de estimação. “Às vezes as pessoas têm uma foto, mas nem é profissional e, mesmo assim, têm muito carinho por ela. Imagine uma foto profissional, bem trabalhada?”, questiona. Nick, o cachorro criado por Gildo Bento, teve o privilégio de modelo para di-
versos trabalhos do seu dono e, ainda estampa o álbum piloto de Gildo. Mas, além dos cachorros, Bento também está disposto a registrar qualquer animal, incluindo aí os gatos, aves etc. “Como a maioria dos criadores de animal de estimação prefere um gato, cachorro e, em alguns casos, aves, a procura inicial é por ele, mas também faço de outros bichos, assim o cliente tenha interesse”.
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Fotografia A produção Obviamente que fotografar um animal não é um processo parecido com o de fotografar gente. Afinal, os bichinhos não são tão familiarizados com as lentes quanto às modelos que se sujeitam a passar horas e mais horas enfurnadas dentro de um estúdio expostas e fazendo pose para fotógrafos, produtores, e com o aparato para ajustar o figurino, cabelo, roupa e maquilagem. Mesmo assim, Bento diz que é divertido e animador clicar os animais. “O nosso trabalho tem sido quase que totalmente dentro da casa do dono, embora também realizamos editorias em locais externos”. O motivo pela escolha está no respeito à condição e natureza dos animais. “É preferível que seja em um local no qual o animal possa ficar mais à vontade, esteja acostumado e familiarizado com o espaço e todas as pessoas em torno”, detalha ele. “Lá, a possibilidade dele estranhar o aparato e a inclusão de um estranho é bem menor”, acrescenta. Ele explica que nas fotos tenta pegar poses do animal inserido no seu espaço: com os donos, os brinquedos, os espaços e afins. Registrar as poses dos bichinhos não exige, necessariamente, grande aparato, é muito mais um cuidado e destreza dos humanos que vão fotografar. “Os equipamentos são basicamente os mesmo, a
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luz é a mesma, salvo quando vamos para um trabalho mais detalhado e conceitual. No entanto, nós que vamos fazer a foto precisamos ter muito cuidado para não assustar e, assim, conseguir deixá-lo à vontade”. O preço do produto é muito variado. Os donos de animais que se interessarem pelo produto negociam o perfil e o interesse do trabalho. “Depende da quantidade de fotos, do suporte que ele quer receber, se impressa ou em mídia digital, e outros detalhes”. Gildo Bento ressalta ainda que há clientes que o procuraram em busca de pouca quantidade, 10 fotos, mas também existem clientes que pedem grandes quantidades, e produzidas em livros, como nos tradicionais books das debutantes. A ideia tem agradado aos apaixonados e criadores de carteirinha dos animais de estimação. A jornalista Jucilene Mendes acha legal um profissional ter começado esse tipo de trabalho em Mossoró. “Cada vez mais os bichinhos estão tendo mais espaço na vida das pessoas e o mercado, claro, está vendo isso. É legal”, reforça ela. Como ela diz que cria “um bocado” de gatos, já tem a prática de sempre fotografá-lo. “Tenho em casa alguns álbuns com fotos dos meus bichinhos, já faz alguns anos. E no computador tenho milhares e sempre escolho as melhores
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pra revelar e colocar no álbum”. Ela vê o novo tipo de trabalho como uma forma de “ter uma recordação. Infelizmente os nossos amiguinhos vivem muito pouco em relação a nós, claro, estou falando de gato e cachorro. Às vezes olho pra matar a saudade daqueles que já se foram”, complementa.
# Serviço Contato de Gildo Bento Telefone: 8883-8675 Facebook: Gildo Bento Blog: gildobento.blogspot.com e-mail: gildobentofotografia@hotmail.com
Música
Feito peba em
buraco de tatu
o mossoroense Artur Soares lança o trabalho Bodoque, primeiro na internet e, agora, em CD, seguindo a tendência do mercado
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nova música brasileira vem investida de muitos estilos. Seja os nomes de vanguarda ou até mesmo a velha guarda do cancioneiro nacional, a busca para se enquadrar nes-
te novo momento de tecnologia batendo às portas é uma constante. O mundo fonográfico vive, talvez, o seu momento mais democrático de disseminação dos trabalhos. De todos os
estados, todas as tribos musicais, em maior ou menor proporção, estão com um pé nas novas ferramentas de difusão das canções. É assim com os aplicativos para baixar as faixas, que muitos artistas
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Música têm preferido, ao ponto de lançar primeiro o trabalho na internet, para só depois apostar nas velhas mídias. E não fica só por aí. A internet e as páginas de redes sociais também estão no bojo. Nesse sentido vale as postagens de vídeos no YouTube, por exemplo, ou o contato mais direto com o público através das redes sociais como Facebook e Twitter. Pegando “carona” nessa tendência, o cantor e compositor mossoroense Artur Soares lançou o trabalho Bodoque. Na mesma ordem: primeiro postou o conteúdo para download gratuito e, somente tempos depois, o trabalho ganhou roupagem com encarte e CD. “A ideia de lançar meu trabalho pela rede não partiu de mim e sim desse fenômeno que vem ocorrendo mundo afora. Eu só peguei carona e investi nesse novo meio”, diz ele. Ele é fruto dessa nova safra de artistas mossoroenses que, embora tenha tocado pouco no circuito comercial da cidade, já divide o palco com grandes referências da música contemporânea do Rio Grande do Norte. Com Khrystal, por exemplo, ele se apresenta hoje, em Natal, no Clube do Remo. Já no próximo dia 1º de fevereiro ele participa no festival Grito Rock, ao lado da banda Talma e Gadelha. “Estou entusiasmado com esse contato que tenho tido com eles. Será um prazer tocar na mesma noite que aquela galera massa”, repassa ele. Ele iniciou na música aos 12 anos, quando compôs a primeira música. O estilo cravado no sertão é permeado de velhas clássicas referências da música como os ingleses Beatles, também os Stones, e mais próximos da gente, Gonzagão. Se equilibrando entre a oitiva dos grandes e pisando no fértil terreno do novo, o músico, de respostas concisas e maduras, chega a afirmar que “não vejo uma novidade demasiadamente expressiva no meu processo de criação, e sim no que há ali dentro depois de inventado”. A novidade está ali, embutida na finalização do trabalho, “embutido, feito peba em buraco de tatu”, como ele mesmo conclui a fala. O material com as doze faixas está disponível na página virtual www.artursoares.com. O site criado para divulgar o CD traz os tons áridos que revestem o projeto do disco Bodoque. Uma nítida identidade com a terra. Terra, nesse caso, em dois sentidos, os tons áridos de fácil semelhança com o sertão, a aridez da nossa região e também com os costumes culturais. No trabalho,
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Música uma referência ao Repente, à poesia cantada comum no interior do Nordeste, mesclada com uma letra de vivências ao Rio de Janeiro. O trabalho inteiramente autoral, cada música é fruto de alguma vivência de Artur Soares, como ele mesmo descreve, vivida no sertão, na cidade ou na praia.
“Com o "Bodoque" eu finquei pé no sertão, porque meu lado mais íntimo é proveniente dali. Nesse universo sertanejo, todos os cantos e recantos do interior são motivos férteis de inspiração: as estradas, o remanso no jeito de falar, o agreste, e ainda “a mulher que vem trazendo a lata
d'água na cabeça, a poesia escrita em décima, o sarrabulho que bota gosto no sarapatel”. Tudo é filtrado ali no sertão. O garoto complementa a ilustração exemplificando que, nas letras de Bodoque, é permitido plantar porco vivo e, se chover muito, é capaz de a cabroeira colher linguiça.
O disco
A ideia geral do disco aconteceu de maneira muito orgânica, segundo Artur Soares. “Fui criando, gravando, até que surgiu a palavra ‘Bodoque’ e a ideia de voltar tudo para o lado mais agreste da coisa. Já existiam algumas canções, como "Jurubebas Queen" e "Quase Tudo" e, preferi juntá-las ao restante do álbum, para que não ficassem para trás”. O trabalho durou cerca de oito meses. “Tudo o que faço é transpor minhas idéias e experiências para o papel e, consequentemente, para a canção”. O CD está em circulação, e pode ser adquirido na livraria Queima-Bucha, localizada na Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) e ainda na sede da livraria, no centro da cidade, em frente à Convesti. O trabalho novo, de um jeito novo, de novos nomes, mas com a autocrítica dos grandes. “Costumo avaliar minhas canções do lado de fora de cada uma delas, como vejo as canções de outros artistas, ou, como qualquer
pessoa vê a minha canção”, é como Artur diz avaliar o seu trabalho. E aproveita a oportunidade para ponderar que
“quem diz se gosta ou não é o público, eu sou apenas o moleque de recados”. Editoria de Arte: Neto Silva
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sua carreira
RafaeL DemeTRIUS
10 dicas para ser feliz no trabalho
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qui vai uma pergunta para aqueles que não estão muito contentes no trabalho: qual dessas coisas x tem uma maior chance de te deixar mais feliz no âmbito profissional? (A) Conseguir uma promoção, (B) focar nos aspectos positivos do seu emprego e tentar ignorar os negativos, ou (C) ir embora e tentar o ‘emprego dos sonhos’ em algum outro lugar? De acordo com Srikumar Rao, autor de Happiness at Work(Felicidade no Trabalho, em português), a resposta correta não é nenhuma dessas. Segundo ele, em entrevista a Forbes, o único grande obstáculo para a felicidade no trabalho é acreditarmos que somos prisioneiros das circunstâncias, impotentes diante das coisas que acontecem conosco. E para realizar mudanças, diz Rao, você deve mudar o jeito de pensar sobre seu trabalho. O especialista afirma que a ambição impede a felicidade quando empregamos o modelo do ”se/então”: Se eu conseguir a promoção, então eu vou ser feliz. Uma perspectiva mais saudável é pensar “Eu tenho uma grande visão e vou tentar o meu melhor para fazê-la funcionar. Se eu conseguir, ótimo. Se não, ótimo também. Meu propósito é dar o meu melhor”. Abaixo, listamos 10 passos que podem te ajudar a ser feliz no trabalho: 1. Evite os rótulos “bom” e “mau”:
quando algo ruim acontecer, não se castigue. Ao invés disso, esteja ciente sobre o erro sem julgar-se. Aprenda com a situação, evolua, procure não cometer novamente o mesmo erro e agradeça pelo aprendizado. 2. Pratique a “resistência extrema”:
essa é a capacidade de se recuperar rapidamente da adversidade. Passamos muito tempo em desnecessária autorrecriminação e culpando os outros, não precisamos disso. 3. Deixe os ressentimentos de lado:
a chave para ser feliz no trabalho é deixar os rancores. É difícil, mas com a prática você pega o jeito, e aprende que guardar rancor só faz mal a uma pessoa: Você mesmo. 4. Não perca tempo sendo invejoso:
Quando você está com ciúmes, está dizendo que o universo é limitado e não há sucesso suficiente nele para você, espelhe-se em alguém mas não sinta inveja jamais.
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5. Encontre a paixão em você e não no seu trabalho:
claro, você pode fantasiar sobre um ‘trabalho dos sonhos’, que pague bem e permita que você faça algum tipo de trabalho social, bem como com colegas brilhantes e simpáticos. Mas não devemos procurar essa posição perfeita, ou mesmo acreditar que ela exista, porque definitivamente esse trabalho sem problemas não existe. 6. Imagine-se há 10 anos e daqui a 10 anos:
se você parar para pensar, vai notar que a maioria dos problemas que o manteve acordado há dez anos desapareceu. Muito do que te incomoda hoje também vai desaparecer. Perceber isso pode te ajudar a ganhar perspectiva. 7. Exclua o modelo “se/então” de felicidade:
Se nos tornarmos executivos, então vamos ser felizes. Se fizermos um salário de seis dígitos, então vamos ser felizes. Não há nada que você tem que ter, fazer ou ser para ser feliz, seja feliz por existir e agradeça por tudo que tem. 8. Invista no processo, não nos resultados:
Os resultados estão além de seu controle. Você pode configurar sua decepção ao se concentrar demais no que você espera alcançar, ao invés de como você pretende chegar lá. Sempre faça o seu melhor, o resultado será consequência. 9. Pense nos outros:
embora muito do trabalho que façamos seja independente de outros, uma empresa é feita de um time. Ajude seu colega, gentileza gera gentileza, e as pessoas tendem a refletir o seu comportamento. 10. Troque as muitas tarefas pela concentração:
desenvolver muitas atividades ao mesmo tempo significa que você faz muitas coisas mal e, consequentemente, leva mais tempo para fazê-las. Procure concentrar-se em algo, faça bem feito, termine e depois faça outra coisa. Curso de Gestão de Pessoas
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artigo
ERIcK PeDReTTI NobRe *
Wireless: necessidade x comodidade?
E
m 2014, o mundo terá mais celulares do que pessoas. Esse é um estudo da União Internacional de Telecomunicações (UIT), que retrata também que hoje há mais de 100 países com penetração de telefonia móvel superior a 100% da população e, em sete desses países, a densidade ultrapassa os 200%. O estudo mostra também que as receitas deste setor superam U$ 1,5 trilhão por ano, equivalente a 2,4% do PIB mundial. Há mais de 6 bilhões de assinaturas de celular no mundo. O Gartner revelou as principais tendências tecnológicas para 2013, incluídas num cenário de projeções para os próximos cinco anos. Para o próximo ano, o Gartner coloca a crescente adoção de dispositivos móveis, tablets e smartphones, em ambiente empresarial, no topo da lista. Se para ter acesso à Internet para você ainda é sinônimo de cabos para todos os lados, já está na hora de rever seus conceitos. Há cerca de vinte anos, a tecnologia Wireless trouxe mobilidade aos acessos. Mas esta cultura ainda está sendo desenvolvida no Brasil. Wireless ou Wi-Fi (Wireless Fidelity) significam em português – rede sem fio – e refere-se a uma rede de computadores sem a necessidade do uso de cabos, funciona por meio de equipamentos que usam radiofrequência, comunicação via ondas de rádio, ou comunicação via infravermelho. A comunicação sem fio permite às pessoas maior flexibilidade quando se comunicam, por que não precisam permanecer numa localização fixa. As tecnologias sem fio tornam os serviços de comunicação facilmente disponíveis do que os tradicionais baseados em fios, que exigem a instalação de cabos. Quando o assunto é comunicação sem fio, a principal preocupação dos gestores de TI é em relação à segurança dos dados e no transporte das informações. Mas acho engraçado como a maioria dos gestores se esquece da segurança quando a rede é cabeada. Cito um exemplo genérico: a cada empresa que visito, peço um cabo de
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rede para acessar a Internet e não é raro eu ter acesso a rede corporativa, somente conectando meu notebook no cabo “emprestado”. Um exercício básico, é mapear as unidades de rede compartilhadas, assim como identificar os endereços de rede dos servidores. Acredite, é muito comum. Portanto, não importa se a rede é cabeada ou sem fio, a segurança da informação tem que ser tratada de forma a manter a segurança dos dados sigilosos. E o mais legal é que, atualmente, conseguimos usar os mesmos protocolos de segurança e a
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mesma política de segurança, tanto para rede cabeada como para rede sem fio. As tecnologias de comunicação sem fio evoluíram tanto nos últimos anos que, além dos altos níveis de segurança, hoje conseguimos atingir um nível maduro de gerenciamento desta rede. Através de políticas de configuração nos equipamentos que provêm a comunicação sem fio, conhecidos como Access Point, podemos em um único equipamento, configurar a rede corporativa e uma rede apartada para os visitantes acessarem a Internet, sem ter acesso nenhum a rede corporativa.
* Erick Pedretti Nobre é especialista em segurança da informação, gerenciamento, wireless, e Account Manager. Jornal de Fato | DOMINGO, 24 de fevereiro de 2013
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adoro comer
DaVI moURa
Brownie & Cia
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Tequila
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Bolo de Mandioca Mole
É muita novidade em Mossoró! Pra quem sentia falta de opções para comer bons docinhos, chegou a Brownie & Cia. O Brownie é um bolo tipicamente americano e que é inesquecível para quem o prova. Descobri há pouco tempo no Instagram esta novidade e já aviso que vou fuçar bastante para trazer mais detalhes para você, leitor. Por enquanto, acesse a fan page no Facebook e veja mais: http:// facebook.com/browniecompanhia
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Reabertura do Canacafé Recebi um mimo lindo da equipe do Hotel VillaOeste. Dentro da caixinha estava uma canequinha personalizada com a alça ergonômica, vários grãos de café e um convite especial com o seguinte texto: “O começo de uma reunião produtiva, de um momento gostoso com os amigos, de um encontro que promete muito… O café é o começo, mas nossos sanduíches artesanais, nossas saladas, os salgados, crepes, tortas e sobremesas feitas com capricho, só provam que o Canacafé é muito mais que café.” De uma só vez nos teleportou até o ambiente e apresentou todo os seu cardápio de forma elegante e sutil! Pra quem não conhece, o Canacafé é um espaço dentro do Hotel VillaOeste destinado a cafés e cachaças. O hotel quer reavivar o espaço, que já é maravilhoso, e desde o dia 21.02 estão abertos à visitação, sempre funcionando das 15h às 21h. Ponto positivo pela segurança do hotel e pelo estacionamento. Boa dica de happy hour!
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Pra animar o resto do mês de carnaval! A tequila é a bebida servida em copos pequenos, mas com a dose suficiente para empolgar até os mais tímidos. Trata-se de uma bebida alcóolica destilada feita de agave-azul, com uma graduação alcoólica de 38% a 40%, o que pede uma moderação ainda maior. Seus tipos são: blanco ou plata, joven, reposado, añejo e extra añejo, sendo esta a ordem da mais nova até a mais velha, de 2 meses até 3 anos de maturação. A tequila é conhecida mundialmente pelo efeito que causa: euforia. Em Mossoró, o drink mais popular é conhecido como Tequila Sunrise. Sua tradução significa “nascer do sol” e sua composição é com suco de laranja e groselha organizados em camadas diferentes, lembrando o céu bonito das manhãs. Dica: em Mossoró é super fácil encontrá-la nos supermercados, variando de R$ 55,00 a R$ 70,00 para a Jose Cuervo, a mais popular de todas, embora existam a Sauza e a 1800 também de fácil acesso.
Esta foi a dica do leitor, o colega Aécio Cândido, vice-reitor da UERN, que gentilmente nos enviou um bolinho gostoso da sua terra: o bolo de mandioca mole. Conhecido por este nome na Serra de Cuité (PB) e também no Brejo paraibano, incluindo Campina Grande. Na Bahia, atende pelo nome de bolo de farinha puba. Alguns podem chamá-lo de bolo de carimã, mas a carimã, na verdade, é a massa da mandioca seca ao sol. A preparação da massa consiste na lavagem, em saco de algodão e com bastante água, da mandioca amolecida. A habilidade de quem prepara a massa (mulheres, em geral), é demonstrada pela capacidade de retirar da massa todo o mau cheiro. Livre deste, a massa está pronta para uso. Sobre o bolo: a massa é fofinha e mais sequinha do que estamos acostumados por aqui. Delícia!
Society Café e sua tapioca crocante O Society fica na nova galeria inaugurada próximo ao hospital Wilson Rosado. Estratégia interessante, já que o local é novo e chama atenção, além de não ter nenhum concorrente direto muito perto. O espaço interno tem ares de modernidade com toques rústicos de madeira aqui e ali, que combinam invariavelmente com o produto. Há mesas conforme seja a necessidade. E o horário de atendimento é especial: até às 20h. Há docinhos e bolos para todos os gostos, desde os cremes de chocolate com leite condensado até o tradicional pudim de leite. Os tipos de café parecem prometer. Vi algumas opções com chocolate – paixão universal – até o tradicional espresso. Muito embora a minha lista de quitutes favoritos seja encabeçada por doces, foi a tapioca crocante que me chamou atenção. Facilmente confundida com uma omelete à primeira vista pelo seu tamanho, formato e fofura, seu diferencial é o queijo, que a reveste e recheia ao mesmo tempo. Detalhe: foi recorde de compartilhamentos e curtidas na página do Adoro Comer no Facebook e no Instagram. Só por isso, já vale a pena ir conferir.
Aproveite e acesse o http://blogadorocomer.blogspot.com para conferir esta e outras delícias! 14
Jornal de Fato | DOMINGO, 24 de fevereiro de 2013
Mousse de Limão
adoro comer
INGReDIeNTeS
MODO DE PREPARO
• 3 Claras em neve (Picos Firmes) • 1 Caixa de Leite Condensado (Grande) • 1 Caixa de Creme de Leite (Grande) • 1 sachê de refresco em pó de limão. • Raspas de limão para decorar
• Bater no Liquidificador o creme de leite, o leite condensado e o refresco por aproximadamente 2 minutos; • Em seguida, incorporar as claras batidas, misturando delicadamente; • Despeje em taças ou em individuais, ou em uma travessa e, por cima, jogue as raspas de limão para decorar; • Leve a geladeira por cerca de 2 horas. Fácil e dá pra fazer rapidinho!
Jornal de Fato | DOMINGO, 24 de fevereiro de 2013
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