editorial ao leitor
Sem palavras,
apenas dor!
T
p4 Entrevista
Edward Smith, no comando da Guarda Civil
udo que foge ao domínio do humano assusta, talvez porque não estejamos acostumados a lidar com o transcendental. A morte, por exemplo, é um desses grandes mistérios para o homem. Não estamos prontos para perder. A verdade é que nos preparamos apenas para a vida e daí a celebração do nascimento – a grande festa da família. Se perder é um desafio, conviver com a dor de uma morte traumática é algo ainda mais desafiador. Numa petulante tentava de traduzir a dor vivida pelos familiares das vítimas do incêndio da Boate Kiss, em Santa Maria/RS, conversamos com familiares que passaram por situações igualmente impactantes. Ledo engano! Jamais seria creditado às palavras o poder de traduzir a dor. O máximo que conseguimos está em um relato seco daqueles que convivem há anos com a ausência perturbadora – e indesejada – de um ente querido. A arte, em sua dimensão livre, até tenta encontrar forma para enquadrar a morte. Mia Couto supõe no poema “Horário do Fim” que “morre-se tudo, quando não é justo o momento”. Talvez ele tenha acertado... Dona Chicuta e seu Geraldo perderam o único filho homem e, posteriormente, um neto vitimado por um acidente de moto. Julgam que a vida foi injusta com eles: “a vida começa a perder o sentido e a gente pede até para morrer”. Quando as palavras retomarem o fôlego, leitor, ainda tem nessa edição uma entrevista com o novo comandante da Guarda Civil de Mossoró sobre as novas diretrizes para auxiliar no combate à violência e, por fim, uma sugestão gratuita para aula de violão – música para acalentar a vida!
p 12 p14
Boa leitura, Higo Lima.
p7
Luto
A dor de quem perdeu um ente querido
Música
Ecoarte abre inscrição para aula de violão
p10
Coluna
Rafael Demetrius: 11 dicas para seu primeiro emprego
Adoro comer
Colunista Davi Moura: Minicrepe de laranja com caramelo de maracujá
• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – William Robson • Diagramação – Rick Waekmann • Projeto Gráfico – Augusto Paiva • Impressão – Gráfica De Fato • Revisão – Gilcileno Amorim e Stella Sâmia • Fotos – Carlos Costa, Marcos Garcia, Cezar Alves e Gildo Bento • Infográficos – Neto Silva
Redação, publicidade e correspondência Av. Rio Branco, 2203 – Mossoró (RN) Fones: (0xx84) 3323-8900/8909 Site: www.defato.com/domingo E-mail: redacao@defato.com Domingo é uma publicação semanal do Jornal de Fato. Não pode ser vendida separadamente.
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conto
joSÉ NIcoDemoS*
O profeta do século
E
spírito observador e daí dado à reflexão analítica, Corintiano, como era chamado Alfredo Duarte, por causa de sua grande paixão pelo time de futebol paulista, nunca se conformou com a distinção na sua igreja (católica, apostólica romana) com os fiéis de melhor condição social. Via nisto uma contradição com o espírito do evangelho. Em todos os tempos e lugares do mundo, os ricos sempre tiveram até hoje o privilégio da igreja, de todas as formas, refletia. Cadeiras reservadas, até. Enfezado com isso, um dia se decidiu a mudar de religião; foi ser protestante. A mesma coisa nisto de as melhores considerações para os ricos, ou para com os de condição social superior, foi pulando de galho em galho, isto é, mudando de uma denominação para outra. Acabou sem religião nenhuma. De índole religiosa, não lhe seria fácil viver sem uma crença formal, com seus princípios calcados em dogmas de fé. Ateu? nunca jamais. Isto lhe agredia a consciência. Deveria haver inteligência no universo, como sua unidade. Depois de longa tortura íntima, decidiu-se pelo espiritismo. Tudo igual. As distinções com os mais bem aquinhoados. Mal disfarçadas. E largou o espiritismo. Era um cristão torturado. Não encon-
O profeta da nova revelação dos pequeninos de Jesus Cristo e da acumulação de tesouros no céu.
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trara ainda o Cristo do evangelho em religião cristã nenhuma. Apesar da observação evangélica, isto de não se poder servir a dois senhores (Deus e o mundo), deparou-se até com Cristo sendo político, e até usuário da mesma sujeira de políticos safados. O voto dos fiéis vendidos em grosso e no varejo. Essas coisas. E daí? Teve a ideia de fundar uma nova seita. Conhecia a Bíblia, de longa e meditada leitura. Nada de privilégios, todos iguais. Dono de uma retórica instigante, com pouco viu multiplicar-se o rebanho. Multidões fanáticas. Viam-lhe
Envie sugestões e críticas para o e-mail: aristida603@hotmail.com
)
o profeta do século. O renovador do cristianismo. De volta ao primitivo. Não era mais Corintiano, não assentava bem a um profeta, era agora o missionário Alfredo Duarte. O profeta da nova revelação dos pequeninos de Jesus Cristo e da acumulação de tesouros no céu. Do desapego das glórias terrenas. Não se podia servir a dois senhores. Os templos da nova seita surgindo por toda parte, multidões em delírio sagrado. Milagres. E o missionário Alfredo Duarte, em obediência à ordem de Deus, enquanto orava, candidatou-se e elegeuse deputado federal.
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entrevista
EDWaRD SmITh
‘Tanto as instituições quanto à população devem ser protagonistas na resolução de problemas da segurança’
Por Higo Lima Para a Revista Domingo
A
segurança vem a cada dia ganhando destaque no noticiário pelo lamentável fato da insegurança está se disseminando e assustando a todos – isso em uma escala global. Com as recentes eleições para os chefes do executivo municipal, os prefeitáveis reforçaram seu compromisso com a causa, mesmo tendo consciência que o problema é constitucionalmente de outras esferas. No entanto, é na comunidade que estão as causas e as consequências da violência. Nessa entrevista, o novo comandante da Guarda Civil de Mossoró, Edward Smith, apresenta que medidas o Município pretende adotar para somar forças no combate à violência. Saindo do papel, deveremos ter uma presença de homens mais constantes nas ruas, nas praças, segundo assegura o comandante. Um papel inovador para um serviço que deixa de ser unicamente de proteção ao patrimônio público para também proteger o maior dos patrimônios: a vida! E nisso deve-se incluir medidas que passam pela socialização, pelo combate, sobretudo, às drogas, e enfrentamento direto ao problema com a parceria de outras instâncias da Segurança Pública.
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entrevista DOMINGO – Comandante, a prefeita Cláudia Regina se comprometeu em dar atenção especial à segurança, embora saibamos que não é uma responsabilidade direta do Município. De qual forma a Guarda irá contribuir para esse fim? EDWARD SMITH – A segurança pública não pode ser tratada apenas com medidas de vigilância e repressiva, mas com um sistema integrado e otimizado envolvendo instrumentos de prevenção, coação, justiça, defesa dos direitos, saúde e social. O processo de segurança pública se inicia pela prevenção e finda na reparação do dano, no tratamento das causas e na reinclusão na sociedade do autor do ilícito! A Guarda Civil Municipal será uma guarda Cidadã, será a fusão entre a população e as instituições de segurança pública e de defesa social. Sua atuação se baseará na premissa de que tanto as instituições estatais, quanto à população local, devem ser protagonistas na resolução de problemas que afetam a segurança pública, tais como o crime, o medo do crime, a exclusão e a desigualdade social que acentuam os problemas relativos à criminalidade e dificultam o propósito de melho-
rar a qualidade de vida dos cidadãos! Nos faremos presente fisicamente nos equipamentos públicos municipais e também estaremos envolvidos socialmente, pois de qualquer outra forma
!
O processo de segurança pública se inicia pela prevenção e finda na reparação do dano, no tratamento das causas e na reinclusão na sociedade do autor do ilícito!
o resultado de nossas ações terá como resposta uma segurança ineficiente. A Guarda está se estruturando para atuar em cinco áreas através das seguintes ações: Ronda de Proteção Escolar (ROPE), a Proteção Especial (PE)
– é o que presta os serviços de caráter especial, aqui está presente a ROMU (Ronda Ostensiva Municipal) e o GAT (Grupo de Ações Táticas), a Proteção Ambiental (PAM), a Proteção Guarda Comunitária (PGC) – é a que atuará na orientação da população nos espaços públicos, a “Centro Seguro”, e por fim, a Proteção Guarda Patrimonial (PGP) que visa zelar pelos prédios. JÁ FOI traçado algum plano de ação especial que diferencie do que já vinha sendo realizado? SIM. Conforme orientação e desejo da prefeita, já estamos executando de forma planejada e com muito equilíbrio dentro deste Plano, três ações: “Ação Centro Seguro”; “Ação Guarda na Praça” e a “Compra Segura”, que busca prevenir e combater delitos de roubo e furto em áreas de comércio. O MUNICÍPIO lançou o Centro Seguro, esses homens estão realmente preparados para enfrentar à rua? SIM. Todos estão bem preparados. Foram formados nas diversas áreas da Segurança Pública tendo como base a matriz curricular nacional, proporcionando ao efetivo da Guarda Civil uma
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entrevista qualificação para sua atuação, através de um processo de aprendizagem que desenvolveu competências cognitivas, operativas e efetivas, fundamentandose na reflexão antes, durante e. Depois das ações, contemplando os princípios éticos, educacionais e didático-pedagógicos na formação de um corpo funcional voltado para orientação da cidadania. NA VERDADE, qual o papel da Guarda nesse trabalho nas ruas? Já há algum resultado que possa ser explanado? DE PREVENÇÃO à violência. Sim, no contato direto da nossa Guarda com a população quando ao chegarmos aos nossos equipamentos para o nosso policiamento preventivo, como as praças, os munícipes nos abordam e ao agradecer a presença dos guardas dizem que se sentem seguros e de que agora poderão usar estes equipamentos com tranquilidade.
UMA das finalidades primeira da Guarda é a proteção ao Patrimônio Público, como ficará essa questão? SERÁ tratada de forma inovadora. A Proteção ao Patrimônio Público será realizada em todo o Município através do sistema de rondas periódicas (ROMU) e através da nossa Central de Telecomunicações e Monitoramento Eletrônico, que será implantada em breve, em todos os patrimônios públicos, sendo que naqueles considerados vulneráveis ou prioritários haverá o policiamento com efetivo fixo devidamente equipado.
A GUARDA tem intensificado a presença nas ruas, sobretudo em praças e afins, qual é a realidade que o comando tem encontrado nessas operações? TENHO acompanhado de perto e presencialmente todas as operações da Guarda, o que tenho observado em algumas praças é o não uso destes equipamentos para a prática de atividades saudáveis como caminhadas, jogos dentre outros. Tenho sido abordado constantemente pelos moradores dos bairros que possuem este equipamento, que primeiramente nos agradecem e parabenizam pelo trabalho e nos informam ainda que não utilizam mais este equipamento, pois são constantes os assaltos e a presença de jovens utilizando drogas. FOI anunciada recentemente uma parceria com a Polícia Militar, o que isso, na prática, significa e irá impactar? REFORÇO no policiamento preventivo, que são todos os meios e formas de emprego onde o Guarda Civil Municipal ou o Policial militar é facilmente identificado pela farda que ostenta, como principal aspecto e de equipamentos e meio de locomoção, para a preservação da ordem pública, observando critérios técnicos, táticos, variáveis e princípios próprios da atividade, visando à tranquilidade e bem-estar da população. Queria aqui aproveitar o momento para agradecer a toda Polícia Militar de Mossoró.
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ATUALMENTE, qual é o contingente de profissionais da Guarda na rua? Há perspectivas para que o curso de formação seja realizado logo? POR uma questão de estratégia operacional o que posso informar é que temos hoje um efetivo de 167 Guardas Civis Municipais e que vamos colocar os nossos guardas na rua para atuar de forma preventiva. Sim, a orientação da prefeita Cláudia Regina neste início de gestão com relação ao curso de formação de mais 100 novos guardas civis é de prioridade.
Luto
Difícil recomeço O
incêndio na Boate Kiss, no município de Santa Maria, Rio Grande do Sul, deixou o Brasil atônito ante o drama de mais de duas centenas de famílias abaladas com a morte trágica de seus parentes – na grande maioria jovens. Em cada novo relato, o sofrimento de pais que perderam seus filhos. Com a cobertura exacerbada da grande mídia, quem esteve em casa, mesmo que de longe e sem nenhum vínculo parental,
parece ter sofrido junto, uma espécie de comoção nacional. Obviamente que a dimensão da dor não se mede, sequer há condições de traduzi-la, mas conversamos, em Mossoró, com famílias que perderam entes próximos de forma dolorosa. Em todos os relatos, o momento mais doloroso sempre vem à tona justamente quando o foco das atenções se devia, no silêncio do luto, a dor. ”Já se passaram quatro anos e todos
os dias eu me lembro dele, parece que a saudade e o vazio aumentam um pouquinho mais a cada dia que passa”, relata a aposentada Francisca Sales da Costa Barreto, popularmente conhecida como dona “Chicuta”. Ela e o esposo Geraldo Gomes Barreto, ambos com 78 anos, enfrentaram a perda duas vezes. Primeiro foi o único filho homem, Geraldo Júnior, de uma família composta ainda por outras duas mulheres. Ele faleceu depois de lutar contra uma doença
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Luto degenerativa, mas deixou em vida um filho de seis anos. “Para vencer a saudade do meu filho, pedi a mulher dele para criar Gledson, porque era uma forma de me lembrar de Geraldo”, relata dona Chicuta. O pedido foi atendido e Gledson Rafael Carvalho Barreto passou parte da vida ao lado dos dois avós paternos. “Ele começou passando o dia aqui; depois, dormia dias e dias e até que acabamos criando ele”, lembra o avô, seu Geraldo. A atenção dada ao neto era total. Desde o café da manhã preparado cuidadosamente com os gostos de Gledson, até mesmo o cuidado minucioso com a roupa engomada para o trabalho, quando ele começou a ajudar em casa depois da maioridade. “Fiz por ele o que não fiz pelos meus filhos. Ele era muito atencioso e tinha muito carinho por nós, era difícil não querer tanto bem ao Gledson”, aponta os avôs. Entre um relato e outro dos momentos e lembranças que vinham à mente, tanto dona Chicuta quanto seu Geraldo não esconderam em nenhum momento as lágrimas em memória do neto. Todo o carinho e planos de vida dedicados ao neto foram interrompidos em setembro de 2008, aos 21 anos, quando ele e a irmã Gleidiane de Carvalho Barreto, 14, foram vítimas fatais de um acidente de trânsito na BR-304, mais precisamente na rotatória entre a BR e a Avenida João da Escócia. Aquele foi um dia inapagável na vida da família. Dona Chicuta foi a última a ficar sabendo do acidente, “devido a minha ligação com ele, as pessoas tinham medo de me contar”. E não por acaso. A notícia foi dada pelo pastor e amigo da família. “Quando ele disse que tinha uma má notícia sobre o Gledson pra me dar, parece que alguém soprou no meu ouvido, eu senti que ele tinha morrido. Foi uma sensação péssima: meu coração acelerou, não senti mais as minhas pernas e entrei em desespero…”, relata a vó, sendo complementada por seu Geraldo: “não conseguia acreditar que tinha perdido novamente mais um filho, porque Gledson era um filho pra gente”. A dor de ver o corpo sendo velado na sala de casa é uma cena que dona Chicuta descreve com mais precisão. “Essa sala ficou lotada com pessoas que eu nunca vi na vida. Não conseguia sair de perto porque no meu coração eu sabia que nunca mais iria vê-lo, nunca mais iria tê-lo dentro de casa”.
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O luto No dia seguinte ao sepultamento, o vazio na casa só não era maior que o vazio que os avôs sentiam. “Não é a mesma dor. Quando meu filho morreu eu sofri muito, mas pelo menos eu tive a chance de estar perto dele e ver que ele estava sofrendo por uma doença”, lembra Chicuta, que interrompe a fala, pega o retrato e acaricia a imagem do neto. Seu Geraldo sempre complementando o pensamento da esposa, lembra que “os primeiros dias depois da morte foram os piores. A gente não teve chance de dar um último beijo, de conversar. Foi tudo muito rápido e inesperado. É uma dor
que parece não passar nunca”. E, realmente, parece nunca cessar. Os dois tentam vencer a ausência do neto justamente mantendo por perto as lembranças e os objetos que remetam a Gledson. Dona Chicuta até hoje organiza periodicamente todo o vestuário do jovem que permanece organizado como da última vez que ele esteve em casa. Em praticamente todos os cômodos estão espalhados porta-retratos com fotografias de vários momentos da vida do garoto. Todas as lembranças são latentes e descritas com a leve sensação de Gledson permanecer ali naquela casa. Seu Geraldo, por exemplo, conta em um dos
)) Da tragédia surge a solid A comoção nacional em solidariedade à tragédia em Santa Maria é explicável. Da mesma forma que a multidão comovida que acompanhou o velório de Gledson, à época, também não estava ali por acaso. O compromisso ético do ser humano está justamente no seu comprometimento com o outro. E é em momentos de tamanha desolação que aflora a nossa ligação com o próximo, daí a necessidade – e vontade – de ajudar, prestar a nossa solidariedade. De acordo com a doutora Cláudia Maria Sodré Vieira, coordenadora do curso de especialização de Intervenções Psicológicas em Emergências e Crises, em casos de trauma, para cada atingido por uma tragédia, outras 20 pessoas ficam traumatizados. O sentimento se alastra igualmente pelas pessoas que são envolvidas direta ou indiretamente: as pessoas que amavam a vítima (no mínimo); as que presenciaram o acontecimento; e as que socorreram ou deram a notícia. Em todo processo de luto traumático os envolvidos (familiares e amigos) passam por três fases: choque (não acreditam, reagem com muita intensidade); transtorno emocional (sonham com as vítimas, têm lembranças involuntárias, se isolam); e aceitação (fase em que conseguem controlar a intensidade do sentimento, conformismo, calma). Quanto tempo irá durar o período de luto depende muito de cada um – se é que ele passa. A única certeza é que ne-
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nhuma descrição, por mais sensível que seja, será capaz de traduzir o sentimento e a dor de perder um ente, de administrar a saudade. Em “Pedaço de Mim”, letra de Chico Buarque, o compositor descreve o que,
Luto raros momentos de riso durante a nossa conversa o dia em que o neto o corrigiu, ainda pequenino, o caminho traçado quase que diariamente até a casa de sua mãe. “Quase todos os dias eu ia deixa-lo lá na Quixabeirinha de bicicleta. Às vezes íamos a pé porque eu tinha medo que ele enganchasse os pés nos raios do pneu. Certa vez eu entrei na rua errada e ele me corrigiu, me guiando sozinho pelo caminho certo. Olhe, quando chegou em casa, ele fez a festa e foi contar pra todo mundo o fato”. A bicicleta daquele episódio ainda é a mesma, embora quase esquecida no canto da parede.
dariedade
(
# palavra de repórter
Andrey Ricardo
)
A difícil tarefa de lidar com luto alheio Talvez tenha sido essa uma das maiores dificuldades que enfrentei no jornalismo: lidar com o luto alheio. Sempre cobri os assuntos ligados à segurança pública, mas até hoje não encontrei a melhor forma de me aproximar de alguém que está em um momento de dor. É difícil conciliar meus interesses profissionais, que é a busca pela notícia, com meus sentimentos, um ser comum. Por mais experiência que tenha adquirido ao longo dos últimos dez anos de militância no jornalismo, não consigo deixar de me comover com a dor daquelas pessoas. Sempre saiu do carro de reportagem pensando em como agir, como serei recebido. Muitas vezes, somos recebidos de forma extremamente ríspida. Já houve casos até em que fomos literalmente enxotados pelos familiares da vítima, taxados de “urubus”. Pode parecer grosseria, mas tento me colocar no lugar daquelas pessoas. É uma reação completamente aceitável. Estão sob forte emoção. O jornalista, nesse caso, deve apenas respeitar a dor alheia.
Temos que entender que somos intrusos naquele momento de dor. Aquilo ali é estranho a nós. Há aproximadamente três anos perdi um amigo muito próximo e logo me veio à mente a dor daquelas dezenas, centenas de famílias que encontrei logo após um acidente com óbito, um assassinato... Foi com minha dor que deixei de ver aquelas pessoas apenas como “fontes”, termo que é utilizado no jornalismo para designar a origem da informação que recebemos. Já fomos recebidos de inúmeras maneiras, mas sou seguro para afirmar que, quantitativamente, o tratamento sempre foi melhor naquelas casas de pessoas mais humildes. Acredito que a sociologia, antropologia poderiam explicar tais circunstâncias. Sempre aparece alguém disposto a nos ajudar, oferecer um café, uma cadeira e, o principal, informação... Acredito que o ideal seria o jornalista procurar exercer sua atividade da forma mais sensata, lembrando sempre que do outro lado existem seres humanos, pessoas que têm limitações e que estão vivendo momentos extremamente difíceis. É preciso lembrar que aquela mãe ou aquele pai acabaram de perder seu bem mais precioso: um filho ou uma filha.
Para vencer o luto Colin Murray Parkesé, um estudioso em luto, aponta que existem quatro fases para sair do processo de perda:
talvez, chegue mais próximo do que dona Chicuta, seu Geraldo e todos os familiares das vítimas de Santa Maria passem a enfrentar diariamente: “Saudade é o revés de um parto. A saudade é arrumar o quarto do filho que já morreu”.
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Aceitar a realidade da perda;
Elaborar a dor da perda;
Ajustar-se a um ambiente onde está faltando a pessoa que morreu;
Continuar vivendo sem a pessoa amada.
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Música
Som do
violão
Grupo de professores voluntários ministra aula de violão no Memorial da Resistência
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Música
A
música é sempre uma pedida indispensável, seja ouvindo ou ainda para aqueles que desejam aprender a tocar um instrumento, mais uma oportunidade bate à porta. O grupo de professores voluntários do programa EcoArte inicia o período de inscrições para novas turmas de aula de violão logo após o período do feriadão do Carnaval e segue até o final do mês de fevereiro. As aulas já devem começar na primeira semana do mês de março. Os interessados realizam as inscrições praticamente sem nenhum ônus, apenas contribuem simbolicamente com dois quilos de alimento não-perecível e não há custo com mensalidade. Toda a contribuição arrecadada será doada a instituições sociais da cidade. Pode se inscrever qualquer pessoal com, no mínimo, oito anos de idade. A única exigência para os alunos é que tenham um instrumento de violão para as aulas. O curso tem duração de quatro meses e há limite de vagas, visto que cada turma é formada com apenas 25 alunos. Esse já é o quarto ano desde que a iniciativa foi lançada pelos professores Guido Alves, Ciro Rocha e João Victor. Ao todo, mais de 400 alunos já passaram pelas aulas que são ministradas na estrutura aberta da Praça do Memorial da Resistência, às 19h. “Resolvemos dar aulas de violão pela demanda de pessoas que procuram um professor de violão e também porque é uma forma de divulgarmos a música instrumental”, diz o professor Guido Alves. Apresentações Os alunos das turmas se apresentam em diversos eventos da cidade, tanto os de iniciativa do poder público, como também a convite da iniciativa privada. A turma não cobra cachê, apenas uma contrapartida de auxílio para o traslado dos instrumentos e dos alunos que se apresentam. “Temos diversos relatos de alunos que se apaixonaram pela música depois que conheceram o projeto, alguns, mesmo depois de terminadas as aulas do curso, eles continuam se empenhando para aprimorar o aprendizado”, diz Ciro Rocha. As turmas são divididas da seguinte forma: as de crianças são formadas por inscritos com 8 a 12 anos e as aulas são nos dias de dias de terça e quinta-feira, das 18h às 19h. Já a turma de adultos vai de 13 a 90 anos, com aulas nos dias de segunda a quarta-feira, 19h às 20h.
# Serviços O quê: Inscrições para aulas de violão do grupo Ecoarte. Quando: durante fevereiro, depois do Carnaval. Onde: No Memorial da Resistência. Hora: Das 19h às 20h. Observações: Apenas dois quilos de alimentos e ter, no mínimo, 8 anos.
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sua carreira
Rafael DemeTRIUS 5 – Faça anotações
11 dicas para seu primeiro emprego x
O
início de sua carreira começa com os estudos. Para muitos, o primeiro emprego vem antes da faculdade, enquanto outros esperam a graduação para entrar no mercado de trabalho. Seja qual for a sua situação acadêmica, área de atuação e região, há algumas coisas que podem ajudá-lo a construir uma boa credibilidade, ganhar reputação positiva dentro da empresa e crescer profissionalmente. Essas dicas preciosas, se cumpridas, poderão levá-lo ao sucesso. 1 – Ouvir é mais importante que falar
Seu chefe e colegas de trabalho esperam que você se lembre das instruções específicas que recebeu, especialmente aquelas de projetos decisivos para sua equipe. Para muitas pessoas, a melhor maneira de se lembrar é fazer anotações, mas você também pode ter outros métodos que o ajudem a marcar o que deve ser feito. Utilize-os; o que não vale é esquecer informações importantes. 6 – Não use redes sociais durante o expediente
Quando você está no trabalho, seu foco deve estar 100% direcionado para aquilo que é relacionado à sua função e empresa. Não há melhor maneira de deixar uma impressão ruim do que ser pego usando redes sociais ou outros sites considerados impróprios por seu chefe ou pela companhia. 7 – Faça o que prometeu dentro dos prazos
Sempre seja fiel a suas promessas e cumpra-as dentro do prazo estabelecido. Uma péssima condição para sua reputação e credibilidade é fazer o contrário. Evite a todo custo mentiras, desculpas esfarrapadas ou jogar a responsabilidade para outras pessoas; tenha uma postura profissional acima de tudo.
8 – Preste atenção na cultura corporativa
Procure absorver o máximo de informações que puder sobre a empresa, como ela funciona, quais são as principais metas e regras e como você pode contribuir para alcançar esses objetivos. Escute com atenção as orientações, os pedidos e delegações dadas a você; compreender essas informações é fundamental.
Cada empresa e departamento possuem uma espécie de cultura particular dentro de si. Ignorar ou menosprezar essas características dificulta sua interação com os colegas de trabalho e pode acarretar em desgastes decisivos para sua permanência no emprego. É você que deve adequar-se à cultura da empresa e não a empresa ao seu jeito de ser; lembre-se disso.
2 – Não fique preso em uma bolha
9 – Esteja disposto a aprender
Reunir-se apenas com pessoas de sua idade ou departamento é um grande erro para sua carreira e desempenho no trabalho. Procure conhecer os colegas mais velhos, de outras áreas da companhia e fazer contatos profissionais variados. Espelhe-se nos bons exemplos, use a sabedoria e aprendizado dos que estão na empresa há mais tempo.
Essa dica deve ser levada muito a sério, especialmente pelo fato de você estar em seu primeiro emprego. A teoria aprendida em sala de aula pode ser muito diferente daquilo que acontece no mercado de trabalho, por isso não confie apenas nos livros e esteja disposto a aprender todos os dias. Mantenha a mente aberta e saiba que existem escolhas e consequências, e muitas vezes o que você considera certo, talvez não seja correto para a empresa.
3 – Não ultrapasse a linha profissional
10 – Seja agradecido
Por mais que você goste e se identifique com determinadas pessoas no ambiente de trabalho, procure manter limites profissionais para seus relacionamentos no escritório. Não seja levado por fofocas e não tome o lado de outras pessoas em conflitos dentro da empresa somente por considerá-las como amigas.
4 – Leve seus erros a sério
Não há nada mais frustrante para um chefe do que um trabalhador que comete erros e parece não dar a mínima importância para eles. Quando você faz algo errado, procure tomar as responsabilidades para si de maneira madura. Busque concertar essa falha e encontrar maneiras de evitá-las das próximas vezes.
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Quando seu chefe ou outro colega ajuda você em determinada tarefa, não se esqueça de oferecer seus agradecimentos sinceros. Por parecer uma atitude relevante, mas as pessoas valorizam imensamente quando são apreciadas por outras pessoas. Tenha sempre bons modos; educação é fundamental para o sucesso no mundo dos negócios. 11 – Siga as regras do jogo
Procure cumprir todas as regras estabelecidas pela empresa; são elas que mantêm a organização em bom funcionamento. Questões como horário, fardamento, comportamento e postura profissional são básicas e devem ser seguidas com atenção. Além disso, procure demonstrar total comprometimento e obediência com relação às tarefas delegadas a você e aos resultados esperados.
artigo
JaNINe SIlVeSTRe *
Serviço Social na Educação
O
mundo está em constante transformação, isso é fato. Diversas são as inovações vivenciadas no cenário atual, e isso se percebe em todas as áreas, econômica, política, social, cultural, enfim, estamos vivendo a era da transformação; consequentemente, viver nessa era requer que também sejamos ativos e atualizados e possamos acompanhar as mudanças ocorridas. O Serviço Social no cenário atual tem conseguido alcançar novos objetivos e trabalhar conceitos diversos, na medida em que vêm surgindo as necessidades da vida moderna, o oportuno trabalho do Serviço Social na educação, a importância de se ter esse profissional na escola, as competências e atribuições desse profissional. Com esse intuito, procuraremos discorrer sobre a importância do projeto de lei da Câmara (PLC) 060/2007, que dispõe sobre a inserção de assistentes sociais e psicólogos nas escolas públicas de educação básica. Hoje, há a necessidade de se compreender o indivíduo como um todo, entendêlo em um contexto social, no qual ele está envolvido. É perceptível as fragilidades vivenciadas pelos alunos, sejam nas escolas ou nas universidades. O assistente social vai fazer um trabalho conjunto com os profissionais de educação, para que, juntos, possam atuar e viabilizar meios que permitam aos alunos uma educação de qualidade e meios para permanecer na escola. A importância de se trabalhar o serviço social na educação vem se configurando como uma demanda constante e crescente aos/às profissionais de serviço social, produzida com significativos e importantes avanços, mas também permeada ainda por inúmeras dificuldades e incertezas. Com o passar dos anos, podemos observar claramente o déficit quanto à educação pública brasileira, e isso vem a nos mostrar que não basta importar-se apenas com a entrada do alunado na escola, mas
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a permanência do mesmo e a situação em que ele e sua família estão inseridos nos setores econômico e social tendo o Estado o dever de proporcionar meios para que esses indivíduos possam ter e possuam uma boa qualidade de vida. Deve ser ressaltado o quanto é importante a educação, mas que a mesma não deve ser oferecida de uma maneira desorganizada e/ou sem interesse, pois a educação é a base para a transformação social. O Serviço Social vem como principal protagonista dentro das escolas públicas para fazer essa justa mediação que se con-
Envie artigos para esta seção pelo e-mail: redacao@defato.com
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figura como imprescindível e que não é vista nos dias atuais com a abrangência necessária pelo fato do projeto de Lei não ter sido aprovado ainda, aonde o mesmo viria a firmar políticas sociais e públicas, garantir direitos e firmar o projeto éticopolítico da profissão que por sua vez, vem a discutir e debater o trabalho dos assistentes sociais na área, o quanto seria positiva sua contribuição no assunto e assim de forma direta e indireta fortalecer a lutas sociais de uma forma geral, mas principalmente em prol de uma educação emancipadora.
* Janine Silvestre é graduanda em Serviço Social pela Uern. Jornal de Fato | DOMINGO, 3 de fevereiro de 2013
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adoro comer
DaVI moURa
Programação de Carnaval do 144
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Ovo de chocolate Lollo
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Pesquisa indica: alimentação fora do lar contribui com a obesidade
O nosso Lounge Bar querido ainda vai permanecer em Tibau - na R. Camurí, 132, por trás da capela Sta. Teresinha - até depois do Carnaval. Durante todo o período, o bar vai abrir das 12h às 22h. Uma excelente escolha para quem quer uma boa gastronomia ou até mesmo um esquenta legal antes de sair para os festejos carnavalescos. No dia 14.02 os irmãos Jailson e Juliana retornam à nossa terra quente, funcionando no local de sempre: Venceslau Brás, Centro, 144. Aguardamos!
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Visita ao Hotel Sabino e almoço Na última quinta-feira, eu e mais um grupo de colunistas de vários veículos da cidade fomos convidados ao Hotel Sabino Palace para um almoço com o próprio Sr. João Sabino, uma excelente companhia. O objetivo da reunião foi, além de degustar a gastronomia convidativa do hotel, conhecer as reformas que estão em andamento no local. Com mais de 55% já finalizados, o objetivo é chegar até Outubro com 100% da obra. Quem se hospedou lá antes vai sentir a diferença, desde o capricho com os novos móveis, até o cuidado com detalhes como o piso, os acabamentos e até o banheiro. Destaque para a suíte, com uma sala de espera bem decorada e uma banheira que é uma tentação. Mal posso esperar pra ver o hotel todo pronto, afinal são mais de 23 anos em Mossoró, já faz parte da nossa história.
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Fashion Chef e seus panos de copa A Fashion Chef, conhecida por confeccionar e comercializar artigos de moda para chefs de cozinha e gourmets, com elementos técnicos e de moda, investe na linha de panos de copa – o conhecido pano de prato. Os panos decorativos saem a R$ 24.69. Há homenagens para ruas famosas de São Paulo como a ‘Paulista’, a ‘Oscar Freire’ e a ‘Augusta’ (placas) e brincadeiras diversas, contendo dizeres como ‘Keep Calm e Vá para a Cozinha’. Há ainda caveirinhas, imitações de embalagem e homenagens às cidades do Rio e ao estado de São Paulo. Imagina umas bem criativas de Mossoró? “Mesmo a cozinha mais clean pode ganhar um toque divertido”, finaliza Lili, empresária à frente da marca. Visite o site: www.fashionchef.com.br
Quem teve uma infância feliz com certeza comeu muito o famoso chocolate Lollo. Há algum tempo ele retornou ao mercado e, para nossa alegria, vai fazer a páscoa de muito marmanjo mais feliz. Segundo Ricardo Bassoni, gerente de marketing de chocolates da Nestlé, assim como o relançamento em barra, a versão de Páscoa também surgiu de um desejo dos consumidores. “Nas redes sociais e na internet no geral as pessoas falam da marca com muito carinho e nostalgia, e decidimos apostar numa reformulação”, diz. Depois do relançamento da barra, o balanço da iniciativa é positivo, diz o executivo: o faturamento do projeto foi quatro vezes maior do que o esperado. “A proposta inicial era pequena, só para agitar o mercado, mas acabou superando qualquer estimativa”. Ou seja: já na expectativa!
Comer fora de casa às vezes pode ser uma deliciosa opção, especialmente com a variedade de comidinhas gostosas que encontramos por aí. Mas pare e pense: você faz escolhas saudáveis? Aproximadamente 60% dos paulistanos que se alimentam fora de casa sofrem com problemas relacionados ao sobrepeso, é o que aponta o estudo de alimentação fora do lar e sua relação com a qualidade da dieta dos moradores do município de São Paulo: estudo ISA-Capital. A pesquisa apontou que 59% das pessoas que afirmaram ter se alimentado fora de casa têm sobrepeso, número acima da média geral brasileira, a qual ultrapassa os 50%. E você, mossoroense? Como anda sua alimentação?
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As calorias das bebidas Pra você que é adepto da máxima “vou beber, pois comer engorda”, saiba que álcool também faz aumentar seu buchinho. Segundo a super Interessante, todas as bebidas alcoólicas se compõem de álcool etílico que, metabolizado pelo organismo, transforma-se em hidratos de carbono, produzindo 7 quilocalorias por grama. O que difere uma bebida de outra são os seus teores alcoólicas: de acordo com estes, varia o número de calorias. Os destilados, como aguardente, uísque e gim fornecem 238 quilocalorias por um décimo de litro. O vinho fornece 85 quilocalorias sendo 70 correspondentes ao álcool e 15 aos hidratos de carbono já presentes na bebida. Um copo pequeno de cerveja fornece 43 quilocalorias, metade proveniente do etanol e metade de carboidratos. Em comparação com os refrigerantes, que, apesar do açúcar, fornecem 42 quilocalorias por um décimo de litro, as bebidas alcoólicas engordam mais. Ou seja: pegue leve.
Aproveite e acesse o http://blogadorocomer.blogspot.com para conferir esta e outras delícias! 14
Jornal de Fato | DOMINGO, 3 de fevereiro de 2013
adoro comer
Minicrepe de laranja com caramelo de maracujá Sugestão do iG Comida
INGReDIeNTeS • 8 panquecas prontas • 200g de geleia de laranja • 200g de caramelo de maracujá • Castanha do Brasil para decorar Para a geleia de laranja • 9 laranjas pera • 400g de açúcar • 50g de gengibre ralado Para o caramelo de maracujá • 250 g de açúcar • 400ml de suco de maracujá
MODO DE PREPARO Para a geleia de laranja • Descasque as laranjas e retire toda a parte branca. Corte a casca em tiras bem finas. Depois passe as tirinhas em água fervente e escorra; • Em uma panela de fundo grosso, coloque os gomos da laranja, as tirinhas da casca e o açúcar. Leve ao fogo até começar a engrossar. Vá cuidando até o ponto de geleia; • Tome cuidado para não grudar no fundo da panela. Monte o prato colocando os mini crepes ao lado de um risco de caramelo para decorar. Coloque um pouco de caramelo em cima dos crepes e decore. Para o caramelo de maracujá • Em uma panela coloque o açúcar e o suco e mexa até levantar fervura; • Depois, abaixe bem o fogo e deixe reduzir até engrossar e dar ponto de fio. Para a montagem • Com um cortador redondo de 10 cm de diâmetro corte as panquecas todas do mesmo tamanho e reserve; • Recheie cada panqueca com uma colher de geleia de laranja e dobre ao meio; • Coloque uma colher de caramelo de maracujá no prato e com a ajuda da colher puxe fazendo um traço para decorar; • Monte o prato colocando os mini crepes ao lado do traço e coloque um pouco de caramelo em cima dos crepes. • Para servir, decore com castanha.
Jornal de Fato | DOMINGO, 3 de fevereiro de 2013
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