editorial ao leitor
Arte de
Marcelo Amarelo
pede passagem
Entrevista
Com o promotor Fernando Rocha, sobre o Prêmio Inovare 2012
O
artista plástico e escultor Marcelo Amarelo está na capa desta edição com um propósito. Ele pede que se respeite a lei municipal que obriga a inclusão de obras de arte em construções igual ou superior a mil metros quadrados. A exposição Ecolibre, esculturas para artes e jardins, é resultado de um trabalho sensorial sobre a geometria da cidade e que faz contraponto às retas que delineiam o futuro arquitetônico da cidade. Contra o cinza e o concreto que reelaboram a célula mater da polis, o artista oferece as opções do efêmero para contemplação e o equilíbrio - entre o necessário e o que nos faz pensar. A Revista desta semana também traz entrevista com Serjane Lobato e sua coleção de livros infantis “Conte Mais Uma”, que acaba de ser lançado pela Base Editora de Curitiba (PR), com excelente qualidade. Tem ainda matéria com a programação que antecede o Dia da Consciência Negra em Mossoró, realizado pelas Universidade do Estado do RN (UERN) e Universidade Federal Rural (UFERSA). Colunas e artigos interessantes sempre finalizando com uma receita prática e deliciosa, a sua revista de variedades lhe deixa começar a semana muito bem!
p6 p 12
Boa leitura!
p14
p4 Cultura
A Semana da Consciência Negra em Mossoró
Capa O talento de Marcelo Amarelo
p8 Coluna
Rafael Demetrius fala em trabalhando com o inimigo
Adoro comer E o melhor roteiro gastronômico da cidade
• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – William Robson • Diagramação – Rick Waekmann • Projeto Gráfico – Augusto Paiva • Impressão – Gráfica De Fato • Revisão – Gilcileno Amorim e Stella Sâmia • Fotos – Carlos Costa, Marcos Garcia, Cezar Alves e Marcelo Bento • Infográficos – Neto Silva
Redação, publicidade e correspondência Av. Rio Branco, 2203 – Mossoró (RN) Fones: (0xx84) 3323-8900/8909 Site: www.defato.com/domingo E-mail: redacao@defato.com Domingo é uma publicação semanal do Jornal de Fato. Não pode ser vendida separadamente.
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Jornal de Fato | DOMINGO, 18 de novembro de 2012
conto
joSÉ NIcoDemoS*
O manequim
O
grande sonho de Noberto era viver na cidade grande. Nascido e criado ali na roça, e já contando seus dezoito anos, não tinha jeito de se acostumar. Mas, sem profissão e apenas sabendo assinar o nome e ler alguma coisa, soletrando, que iria fazer na capital? Era o que lhe falava a mãe. A única oportunidade seria quando fosse convocado para o serviço militar, não pediria para ser dispensado por ser arrimo de família, como fora o caso de alguns rapazes dali, pensava. Arranjaria um jeito de ficar em Natal, quando fosse dispensado. Seria a sua vez de procurar arranjarse na vida, um emprego qualquer. Moço e forte, o que não lhe faltava era disposição para qualquer trabalho. Não queria era voltar mais para aquele buraco. Não se acostumava. Não queria era morrer ali, lutando com bichos, ou no cabo de uma enxada. Faria de tudo para ficar em Natal. Chegou o tempo de servir, e foi apresentar-se na capital, levado por um tio que já conhecia Natal de muitas viagens. Feito o exame de saúde, tudo perfeito,
De tarde, de folga, voltou a passar de frente à dita loja, e lá estava ela, a linda moça loura e de olhos azuis, a oferecer-lhe o mesmo sorriso, nos lábios vermelhos e nos olhos azuis.
(
foi engajado. Não tinha fé com a farda verde-oliva. Agora sentia-se gente. . Com pouco já sabia andar sem dificuldade cidade a cima, cidade a baixo. . Quando foi um dia, que foi uma tarde, ao passar ali pela Rio Branco, esquina com Princesa Isabel, deu com olhos numa jovem muito bonita, loura e de olhos azuis, numa loja de modas, a fitá-lo num sorriso como ainda não vira em sua vida. Olhou em redor, precavido, era mesmo para ele aquele sorriso enamorado. Apaixonou-se. Andou um bom pedaço, voltou pela mesma calçada. A loja já tinha fechado. De noite, não pôde dormir um instante, aquele sorriso dentro dos seus olhos. Era mesmo para ele, não podia ter dúvida alguma.
Envie sugestões e críticas para o e-mail: aristida603@hotmail.com
)
Pela aparência, moça de boa família. Amanheceu com aquilo na cabeça, o coração ansioso. Onde poderia encontrar aquela jovem tão bonita e que lhe sorrira com tanta revelação de alma enamorada? Não disse nada aos companheiros de farda, poderiam zombar dele, feio e matuto, ainda um simples soldado raso. Pensou, de si para si. De tarde, de folga, voltou a passar de frente à dita loja, e lá estava ela, a linda moça loura e de olhos azuis, a oferecerlhe o mesmo sorriso, nos lábios vermelhos e nos olhos azuis. Dirigiu-se a ela, a pretexto de qualquer coisa, o coração como se quisesse sair-lhe pela boca. Era um manequim.
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entrevista
SeRjaNe LoBaTo
Por Izaíra Thalita Para a Revista Domingo
U
Cinco livros e boas histórias
ma vaca discriminada por ser policial, um porco que não gostava de tomar banho, um gato que adoece depois de tomar água suja de uma lagoa, um leão que sofre pelo preconceito de outros animais e um peru que não conseguia acordar cedo e ir para a escola. Estes são os personagens centrais dos cinco livros infantis da Coleção ”Conte Mais Uma”, de autoria da supervisora escolar mossoroense Serjane Lobato, que a Base Editorial, de Curitiba (PR), acaba de lançar a realização de um desejo antigo seu. Três destes cinco livros já estão inseridos entre os paradidáticos. Serjane possui graduação em Pedagogia pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (1990), com Especialização em Psicologia Escolar e da Aprendizagem e Especialização em Formação de Professores. Atualmente, é supervisora escolar da Prefeitura de Mossoró e do Governo do Estado. Nesta conversa, ela fala sobre a coleção “Conte Mais Uma”, que também será disponibilizada à venda em Mossoró. 4
Jornal de Fato | DOMINGO, 18 de novembro de 2012
DOMINGO – Como nasceu a ideia de fazer livros voltados para as crianças? SERJANE LOBATO – Cresci fascinada por livros. Minha infância foi lendo Monteiro Lobato. Quando comecei a trabalhar em educação, como pedagoga, passei a ler livros direcionados para o aperfeiçoamento de minha profissão. Na época que escrevi estudava os PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais) com afinco e, em contrapartida, lia os livros que dispúnhamos na biblioteca para as crianças. Discutia com os professores como o material vindo do MEC era rico em conteúdo e qualidade, mas, muitos tinham dificuldade na interpretação dos mesmos. Já os livros infantis, tinham muitos deles bons, mas, faltavam ainda alguns que falassem dos valores e atitudes pertinentes à formação da verdadeira cidadania. Tive a ideia
entrevista então de juntar as duas coisas: PCNs e livros infantis para que professores, alunos e família trabalhassem com as crianças de forma clara e lúdica temas tão importantes para uma educação de qualidade. QUAIS são os títulos das histórias e o que cada uma trabalha? CADA história tem o objetivo fundamental de facilitar atividades expressivas, em que a criança possa conhecer melhor o tema abordado, divertir-se, brincar e alegrar-se com as descobertas. O livro “Tonico é hora de acordar!” ajuda a inspirar valores para uma boa convivência social. “Luca o leão vermelho” trabalha a importância de conviver entre grupos diferenciados sem preconceito ou discriminação. Em “Amigos da natureza” trabalhamos a temática do meio ambiente, para que as crianças possam refletir sobre a qualidade de vida que se deseja. “O aniversário do porco Joca” ajuda a compreender e motivar atitudes que valorizem a saúde individual e coletiva e em “Noca a vaca policial” ajudamos a refletir sobre os padrões de gênero, o que homens e mulheres podem e devem fazer por serem homens e mulheres. FALE sobre a base pedagógica com que os livros foram montados. OS LIVROS são baseados nos Parâmetros Curriculares Nacionais (temas transversais: Ética, Pluralidade Cultural, Meio Ambiente, Saúde e Orientação Sexual). COMO foram escolhidos os temas? DEVIDO à relevância dos temas, sua complexidade envolvendo a problemática social, cultural e étnica existente em nossa sociedade e a dificuldade da abordagem dos mesmos de forma simples e lúdica. COMO as gravuras foram escolhidas para a faixa etária do público alvo? UM DOS principais atrativos para leitura infantil é o encanto que o livro proporciona. Um dos estímulos, além da história transmitida, são os recursos visuais das ilustrações. Quanto mais atrativo, melhor para desenvolver a imaginação e o fascínio de quem está lendo.
ESTÁ sendo feita inicialmente no Sul, onde a Base Editora tem sua sede, e aqui no Rio Grande do Norte onde moro, através de rádios, jornais, televisão, internet e mostrando o material nas escolas. QUAIS as perspectivas de esse projeto ser implantado nas escolas públicas? A PRINCIPAL missão da Editora Base é dar ao aluno da rede pública ou da rede particular de ensino a oportunidade de acesso à educação de qualidade. Para isso, ela desenvolve uma proposta pedagógica traduzida em material didático, cursos de capacitação, palestras, entre outras atividades que integram as ações da família e da escola na formação da criança para o efetivo exercício da cidadania. Por isso, acredito que em breve teremos a minha coleção "Conte Mais Uma" nas escolas, pois a mesma tem um conteúdo enriquecedor para complementar as disciplinas básicas. QUAL é a faixa etária indicada para a coleção?
A FAIXA etária pensada inicialmente para a leitura dos livros é de 0 a 10 anos. O interesse pela leitura deve ser estimulado desde os primeiros sinais de vida. Os livros são coloridos, com diálogos breves de fácil entendimento. Pensei até os 10 anos, pois nessa fase as crianças ainda estão consolidando hábitos e os livros proporcionam a contextualização do imaginário com o mundo real de forma prazerosa através das mensagens deixadas. Isso não quer dizer que outras faixas etárias não vão apreciar a leitura. COMO será a venda em Mossoró? SIM, aqui em Mossoró e em Natal a Livraria Independência é que fará a venda. Mas, quem tiver interesse também pode acessar o site da editora – http://www.baseeditorial.com.br/. Gostaria de dizer que estou emocionada, mas, principalmente muito agradecida a todos que acreditaram no meu potencial. Aos meus pais, meu marido, meus filhos e sobrinhos filhos, meus irmãos, enfim, a toda minha família e amigos por essa conquista.
QUAIS as dificuldades iniciais do projeto? COM certeza, a principal dificuldade é encontrar uma editora disposta a aceitar o projeto de publicação da obra. COMO está sendo a divulgação desse trabalho? Jornal de Fato | DOMINGO, 18 de novembro de 2012
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cultura
Consciência negra
)) Ensaios da companhia estão acontecendo na Escola de Artes
Na semana em que se lembra a consciência negra, universidades realizam atividades culturais e de esclarecimento à comunidade para ressaltar elementos da cultura afro-brasileira e ajudar a reduzir o preconceito 6
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cultura
A
dívida que se tem em relação à população negra no Brasil é histórica e o preconceito não só existe como ainda é motivo. Mas é certo que há muitas conquistas a serem lembradas e muitas outras ainda a alcançar. Por esse emotivo, o Dia Nacional da Consciência Negra, celebrado no próximo dia 20, é uma data importante para os que lutam por uma igualdade plena de direitos a todos os cidadãos, independente de raça, cor ou religião. Passos importantes estão sendo tomados neste caminho, pois nas escolas brasileiras já é obrigatória a inclusão de disciplinas e conteúdos que visam estudar a história da África e a cultura afrobrasileira. Neste sentido, é através da educação que militantes do movimento negro juntamente com professores e pesquisadores da academia se unem para a realização de uma programação permeada de discussões importantes e ações culturais para trazer mais esclarecimentos sobre a cultura afro-brasileira. O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAB) e o Grupo de Estudos Culturais (GRUESC), ligados ao Departamento de Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), iniciam a programação na próxima terçafeira, 20, com a saudação ao Baobá às 17h, na praça Cícero Dias, em frente ao Teatro Dix-huit Rosado, aberto ao público. Na quarta-feira, 21, a programação vai ocorrer em duas escolas públicas do Estado. No Centro de Educação Integrada Professor Eliseu Viana (CEIPEV), às 9h30, e na Escola Estadual Moreira Dias, às 15h, voltada para o corpo escolar, e ambas contarão com exposição de objetos religiosos do candomblé e dos terreiros, dança do afoxé, apresentação de teatro com a temática da consciência negra e palestra dos integrantes desse movimento em Mossoró. O núcleo também prepara o IV Colóquio sobre Questões Étnico raciais do Nordeste Brasileiro, que ocorrerá nos dias 3 e 4 de dezembro com palestras, oficinas e minicursos para estudantes e pesquisadores interessados na temática. UFERSA A Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) realizará a programação alusiva ao Dia da Consciência Negra, no próximo dia 27. A programação iniciará às 19h30, com a abertura pelo reitor da Ufersa, professor José de Arimatea de Matos, do pró-reitor de Extensão e Cultura, prof. Luiz Augusto Vieira Cordeiro, e do pró-reitor de graduação prof.
)) Aspectos da religiosidade afro serão trabalhados em escolas estaduais, como forma de esclarecer e reduzir o preconceito Augusto Carlos Pavão no auditório do CTARN, campus leste, Mossoró. Na sequência, haverá uma roda cultural com a participação dos jovens do "Grupo Legião Brasileira de Capoeira e do Hip Hop - The Chazy Dance" - jovens do Grupo de Mulheres em Ação, do bairro Nova Vida, com a mediação da professora Goretti Filgueira. A programação encerrará com uma roda de diálogo sobre a temática "Formação e protagonismo de jovens negros e negras," que será mediada pelo administrador Júlio César Rodrigues de Sousa e diálogos entre o educador de capoeira Almino Santos da Silva, o jornalista e pesquisador em estudos da mídia William Robson, o cientista social Heriberto Sousa, a professora Ady Canário, bem como todos os presentes. “O momento do Dia da Consciência Negra marca a lembrança, luta e resistência da população negra e oportuniza uma reflexão das políticas de promoção da igualdade étnico-racial, identidades sociais e a cultura afro-brasileira para a construção do Brasil”, explica Ady Canário, uma das organizadoras do evento na Ufersa. A programação é gratuita e aberta à participação de toda a comunidade do ensino superior, da educação básica e movimentos sociais de Mossoró e região, interessados na temática. Será concedida certificação aos participantes. POR QUE A DATA? A data de 20 de novembro como Dia da Consciência Negra foi estabelecida pelo projeto de lei 10.639 de 9 de janei-
ro de 2003. 20 de novembro foi escolhido porque foi na referida data, do ano de 1695, que morreu Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares. A homenagem a Zumbi é considerada mais do que justa, pois esse personagem histórico representa a luta do negro contra a escravidão no período do Brasil Colonial. Ele morreu em combate, defendendo seu povo e sua comunidade. Os quilombos representavam uma resistência ao sistema escravista e também uma forma coletiva de manutenção da cultura africana no Brasil. Zumbi lutou até a morte por esta cultura e pela liberdade do seu povo. A criação desta data foi importante, pois serve como um momento de conscientização e reflexão sobre a importância da cultura e do povo africano na formação da cultura nacional. Os negros africanos colaboraram muito durante a história do Brasil, nos aspectos políticos, sociais, gastronômicos e religiosos do país. É um dia que deve comemorar nas escolas, nos espaços culturais e em outros locais, valorizando a cultura afrobrasileira. Vale dizer também que sempre ocorreu uma valorização dos personagens históricos de cor branca. Como se a história do Brasil tivesse sido construída somente pelos europeus e seus descendentes. Imperadores, navegadores, bandeirantes, líderes militares entre outros foram sempre considerados heróis nacionais. Daí, lembrar a data é valorizar um líder negro na história do Brasil e abrir espaço que outros também sejam lembrados.
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arte urbana
LIBeRDaDe
da forma
Escultor e artista plástico Marcelo Amarelo prepara exposição para edifícios e jardins, chamando atenção para a lei municipal que obriga a colocação de uma obra de arte em toda construção igual ou superior a mil metros quadrados 8
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arte urbana traz da visão empreendedora, escondese um artista em eclosão. A exposição Ecolibre será aberta no dia 22 de novembro, às 19h, no espaço Quintal de Casa, na Frei Miguelinho, 1155, bairro Nova Betânia. O evento será direcionado para arquitetos e construtores, mas deve ser visitado por toda a população que defende a inclusão da arte na urbanidade da cidade. Estão confirmados artistas plásticos, jornalistas, músicos e militantes artistas. A cantora Kekelly Lira dará uma canja para fechar a noite. Grafiteiro, escultor e performista, Marcelo Amarelo precisa expor as formas de sua arte como complemento da vida urbana moderna. Usando ferro e resina, ele passeia entre o futurismo e a geometria numa clara elucidação das formas. “Tento construir algo que represente alma da cidade, visual e espiritualmente através da forma”, afirma. Entre os preferidos dos arquitetos, o artista se destaca por alcançar a aura do projeto arquitetônico e atender as expectativas artísticas de quem planeja. Quem confirma isso é o arquiteto Dorian Jorge Freire Neto. “Ele concretizou uma ideia que tinha, tinha um objetivo e ele tornou real”, abona. Defensor da Lei que obriga artes em grandes construções, Dorian destaca a necessidade da obra de arte na complementação do projeto arquitetônico. “Uma parede sem arte é uma parede nua”, disse.
A
Será a arte um delírio dos deuses ou um capricho dos homens? Nunca saberemos, mas, independente do que seja, a arte é obrigatória em Mossoró. A terra do Chuva de Bala, do Cidade Junina e do Alto da Liberdade também se preocupa com o visual. Para isso, foi instituída uma Lei Municipal que obriga a inclusão de obra de arte em qualquer construção igual ou superior a mil metros quadrados. A pro-
posta visa reduzir o cinza do concreto que deixa a cidade impessoal. A medida está em voga, mas são poucos os artistas que atentaram para essa questão, um deles é Marcelo Amarelo, que preparou uma exposição para lembrar às construtoras e arquitetos dessa obrigação. Irrequieto e bastante disputado, Amarelo decidiu investir na escultura para edifícios e jardins. Parece comercial, mas é apenas um simulacro. Por
AMARELO O artista plástico Marcelo Amarelo ganhou notabilidade no meio cultural pelas suas habilidades inusitadas para a criação, no mais puro sentido da palavra. Natural de Mossoró/RN, o artista de 33 anos tem acumulado vasta experiência ao longo dos 18 anos de dedicação integral às artes, das mais variadas expressões e linguagens. Seu primeiro contato com o universo das cores e com a plasticidade das formas foi através do grafite, estilo que acabou por levar o artista a enveredar pela arte contemporânea, onde passeia pelos diversos estilos de arte, como a escultura, instalação, intervenção urbana, pintura, performance, entre outros, produzindo trabalhos que cada vez mais convidam a uma profunda conscientização. Já realizou duas exposições individuais na cidade de Mossoró/RN, a primeira “Dobraduras de Liberdade” em Outubro de 2009, e a segunda “Cor... promisso” realizada em Maio de 2010. Participou como artista convidado da Feira Contemporânea de Arquitetura CASAMIX de Mossoró nas edições 2010/2011.
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música
Possibilidades musicais
Nesta semana, o Conservatório de Música D'alva Stella Nogueira realiza seu I Festival de Música com opções variadas para quem quer aprimorar seu conhecimento na arte
A
presença da música no cotidiano das pessoas é envolvente de tal forma que influencia muitas delas a estudar um instrumento musical. A grande procura pela arte musical é uma realidade constante na cidade de Mossoró, também devido a uma efervescência no âmbito cultural, especificamente na área musical, que serve de estímulo aos que se interessam em atuar profissionalmente. Isso pode ser per10
cebido diante da grande procura pelo curso de Música oferecido no Conservatório de Música D’Alva Stella Nogueira Freire, pioneiro no ensino formal de música na região do Alto-Oeste potiguar e que, a cada ano, atrai interessados de diversas cidades circunvizinhas e até de Estados vizinhos em aprender música. O conservatório desenvolve diversas atividades envolvendo ensino, produções artísticas e de incentivo ao desenvolvimento musical de seus alunos.
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Por observar essa demanda crescente e mesmo a necessidade de trazer coisas novas, o Conservatório de Música realiza nesta semana o seu I Festival de Música. “O principal objetivo deste festival é o de desenvolver e promover a prática musical em suas mais variadas possibilidades”, explica Isac Rufino. Durante o festival serão oferecidos masterclass, oficinas, minicursos, práticas de conjunto e recitais. O evento é
música destinado para os alunos do conservatório e demais músicos interessados. PRÁTICAS DE CONJUNTO E MASTERCLASS Dentro do festival, as práticas de conjunto serão realizadas nos dias de segunda e terça-feira, com recital na quarta, às 18h. A Prática de Conjunto visa desenvolver aspectos interpretativos e técnicos aplicados conforme o gênero do grupo e o estilo musical. Serão trabalhados em forma de ensaios repertórios específicos para o desenvolvimento das respectivas oficinas. Podem participar instrumentistas que tenham leitura musical básica. Já o Masterclass será realizado das 16h às 18h (segunda e terça) e das 8h às 10h (terça e quarta). Serão aulas em grupo com orientações feitas com um aluno por vez, enquanto os demais observam. O aluno participante deve ter uma peça já preparada para tocar, a qual será corrigida e aperfeiçoada. Poderão participar somente alunos dos instrumentos: palhetas (saxofone/clarinete) com o professor dr. Eugênio Graça; guitarra com o prof. MS. Marcos Rosa; violino/viola com o prof. MS. Ronedilk Dantas; piano com o prof. dr. Tarcísio Gomes; metais (trom-
)) Festival é direcionado a alunos e interessados em música
pete, trompa, trombone, bombardino, tuba) - prof. dr. Frank Jardilino; percussão popular - prof. Kleber Moreira; percussão erudita - prof. João Paulino; contrabaixo elétrico - prof. Filipe Morais.
“Esta será uma grande oportunidade que o Conservatório de Música abre com um leque de aperfeiçoamento para a formação de grandes profissionais na área”, completa Rufino.
# I FESTIVAL DE MÚSICA DO CONSERVATÓRIO – UERN Apresentações - Abertas ao público em geral. Recital de Abertura – 19/11 às 18h Recital de Professores Convidados - 20/11 às 18h Recital no Teatro – Práticas de Conjunto (Resultados) 21/11 às 18h Concerto alusivo ao dia da música – 21/11 as 20:00h (Teatro Municipal Dix-huit) SEGUNDA (19/11)
TERÇA (20/11)
08:00/10:00
Musicalização
08:00/10:00
Musicalização MASTERCLASS
13:30/15:30
MINICURSOS e Musicalização
13:30/15:30
MINICURSOS e Musicalização
QUARTA (21/11) 08:00 11:00
ENSAIOS (à programar)
13:30 16:30
ENSAIOS (à programar)
16:00/18:00
MASTERCLASS
16:00/18:00
MASTERCLASS
18:00/19:20
ABERTURA Apresentação Musical
18:00/19:20
RECITAL CONSERVATÓRIO
18:00
RECITAL – TEATRO (resultado das práticas de conjunto)
19:30 22:00
PRÁTICA DE CONJUNTO
19:30 22:00
PRÁTICA DE CONJUNTO
20:00
CONCERTO TEATRO DIX-HUIT
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sua carreira
Rafael DemeTRIUS
Trabalhando com o inimigo
O x
relacionamento é um dos pontos mais delicados dentro das empresas. Quem é que consegue se dar bem com todas as pessoas? Todos têm histórias de chefes, colegas ou parceiros que tentaram prejudicar ou influenciar negativamente a imagem de outras pessoas no trabalho. O que falta na maioria das situações é maturidade. As pessoas costumam “meter os pés pelas mãos” e transformar uma situação profissional em um problema pessoal. Ofensas são trocadas, os ânimos se exaltam e o caso se torna muito mais complexo de ser resolvido porque as pessoas tomam partido e complicam a cena. Se existe, ou já existiu pelo menos uma dessas situações em seu trabalho, com uma pessoa desagradável, saiba que essa é uma reclamação de 10 entre 10 profissionais. Por mais que afinidades existam dentro de uma mesma área, somos todos diferentes – em cultura, educação, perspectivas, desejos… Posto que não exista lugar ideal, onde todos são amigos e jamais há conflitos, a única forma de vivermos em paz é exercitando a tolerância e a assertividade. E diante dessa realidade, o que fazer para conviver no trabalho com uma pessoa que não é nada agradável? Simples dicas poderão te ajudar, confira. Mude de perspectiva
Veja seu “inimigo” como outro ser humano. Ele pode ser muito desagradável no escritório, mas fora desse ambiente é uma pessoa agradável que, como você, possui erros e qualidades, problemas pessoais e estresse. Pense nisso especialmente quando houver conflitos, pois nessas horas só pensamos em nossa opinião e perspectiva. Respire fundo
Não deixe a raiva dominar você. Quando ouvir algo desagradável, respire fundo, vá tomar uma água. Só depois de analisar bem a situação, pense no que fazer. Não ignore o problema, nem a pessoa. Apenas se lembre de que ações precipitadas podem prejudicar você. Elogios em público e críticas em particular
É difícil encontrar alguém que jamais tenha ignorado o primeiro item. Isso, no entanto, deve ser evitado a todo custo. Se achar que uma conversa é a melhor opção, espere a cabeça esfriar e convide a pessoa para um local reservado. Lembre-se sempre de que elogios podem ser feitos em público; críticas, jamais. Alerte com jeitinho
As pessoas normalmente não têm consciência de qual atitude irrita os outros – mascar chiclete fazendo barulho, bater os pés incansa-
velmente ou até gritar sem motivo com os colegas, por exemplo. A melhor saída para esses casos é o jeitinho. Diga à pessoa de forma discreta – e até bem humorada, se for o caso – que tal hábito tira a sua concentração ou não é muito bacana. Não deixe que pequenas coisas ganhem grandes proporções. Às vezes, problemas sérios de relacionamento começam por bobagens. Conflito de opiniões
É comum termos atritos com alguém simplesmente pelo fato de defendermos opiniões diferentes. Aí entra a tolerância. Você tem o direito de pensar o que quiser. O outro também. E as empresas precisam de pessoas com perfis diferentes para alcançarem o equilíbrio. É importante, por exemplo, ter alguém com um olhar mais humanista diante das ações a serem tomadas; e outro profissional mais prático, que jamais vai se esquecer que um dos maiores objetivos da empresa é o lucro. Lembre-se que temos que aceitar todas as opiniões, concordar ou não é outra história. Esqueça o rótulo de vilão e vítima
Tente compreender o colega, o contexto em que ele vive e os valores que tem. As pessoas difíceis normalmente esperam que as outras ajam do jeito que elas querem. Ao descobrir a origem disso, você começa a prever o comportamento dela e a desenvolver uma maneira de lidar com ela. Compreenda a razão que faz seu colega agir de maneira errada, compreendendo a razão fica mais fácil entender o colega e trabalhar junto uma alternativa para o comportamento indesejado. Espelhamento
Será que você também é uma pessoa difícil? Será que você não possuí algo que incomoda os outros? Para saber, você precisa se autoavaliar. O primeiro passo é simplesmente parar de acusar que o outro está sempre errado, e que você está sempre certo. Tente se conhecer melhor, exercite o domínio próprio e mostre os seus valores. Quem sabe assim você não encontra algo a melhorar em você? Faça do outro jeito
Pode parecer simples, mas é quase impossível. Abra mão da razão e faça do jeito que seu inimigo quer. O máximo que pode acontecer é que ele estará errado e você poderá falar, “tudo bem, tentamos do seu jeito, agora faremos do meu”. Peça ajuda
Se você estiver esgotado, depois de já ter tentado de tudo, recorra a um apoio. Converse com o superior responsável ou com o RH da empresa. Às vezes, uma intervenção vinda de cima é necessária. Seja discreto para não ser mal interpretado. Se outros colegas tiverem as mesmas queixas em relação à “pessoa difícil”, o ideal é que o grupo leve a situação a uma instância superior e tente resolvê-la. Se supere
Todas as dicas podem ser resumidas em uma única frase: supere a si mesmo. As coisas não são só sobre você e sua opinião, nem sobre o que você já fez e deixou de fazer. No fim das contas, vocês serão apenas mais duas pessoas que trabalharam na empresa. Por isso, procure sempre olhar a partir de todas as perspectivas possíveis.
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artigo
FlÁVIo RezeNDe*
O público elogiado e o privado desconfiado
A
bro este presente escrito, informando a meus queridos leitores que minhas opiniões expressas nestas linhas que costumo produzir geralmente não são baseadas em pesquisas nem em coisas profundas. Sempre fui muito intuitivo e, o que faço aqui, é apenas tornar público aquelas matutadas que todos nós costumamos ter das coisas da vida, compartilhando o ângulo que tenho dos fatos, nunca tencionando passar que estou com a razão, mas, não deixando de opinar, pois considero saudável este lado do ser humano de mostrar a maneira como vivencia as coisas da vida. Quem externaliza desta maneira suas observações, corre o risco de ser contestado e até de ler coisas bem pesadas, além de alguns que ficam brabos e pedem para que não envie mais meus textos. Nada disso tem problemas, tudo que escrevi até hoje não me rendeu nenhuma prisão, nenhum processo e, procuro educadamente entender determinadas posições contrárias, tendo até alguns que condenaram minha liberdade de expressar opinião. Os maiores problemas ocorrem quando toco na importância dos militares ajudarem os civis na questão da segurança interna e, quando deixo transparecer carinho com gurus indianos e certa familiaridade com o hinduísmo. Alguns leitores muito ligados aos dogmas cristãos chegam a dizer coisas nem um pouco evangélicas quando leem linhas que não batem muito com suas crenças pessoais. Tive ainda problemas quando escrevi sobre o tom a mais que damos a nossa alegria por ocasião das fotos que tiramos em eventos diversos, principalmente
(
quando as colunas sociais publicam muitas películas com estas alegrias mais exaltadas, causando incômodo em algumas pessoas. Era na verdade uma reflexão mais pessoal que uma crítica às colunas e/ou colunistas, mas, teve reação, principalmente de uma colunista do interior, que pediu para não enviar mais nada que ela não publicaria, afirmando que sempre divulgava tudo que eu mandava, mas que agora, não abriria mais espaço para meu trabalho de assessoria de imprensa por causa do artigo. Paciência, uma jornalista não aceitar a exposição da uma opinião de um colega, é melhor que fique com seu espaço sem minhas informações. Bem, o começo contém um assunto, mas o artigo termina com outro, tendo apenas introduzido a questão acima, para reforçar que o que vou aqui colocar, não tem base em nenhuma tese, que não seja minha própria vivência. Tenho observado que as pessoas e empresários valorizam muito o ensino e os alunos que são formados nas universidades federais, chamadas de públicas. O mesmo não acontece quando a pessoa vem de uma privada. Quando a origem é uma universidade federal, elogia-se, confia-se na formação daquele sujeito. Quando a pessoa diz que foi diplomada por uma entidade acadêmica privada, ficamos logo desconfiando e internamente pensando: pagou/passou. O interessante é que o ensino público até a universidade é um fiasco, já o superior, é um primor. O contrário acontece no privado, com ensino altamente elogiado até a universidade e, no mais alto nível, muita desconfiança. Pensei isso lendo o artigo de uma professora sobre o Enem, onde ela dizia que os candidatos queriam na verdade era o acesso gratuito a um ensino reconhecido
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e que, uma vez formados em universidades públicas, conseguiriam com mais facilidade realizar seus sonhos de acesso a empregos mais saudáveis em todos os sentidos. De fato, trabalho numa universidade pública e sinto muito otimismo e bemestar dentro dela, já nas privadas, ronda certo clima de relação de forças, não sei, o tema nos remete a várias reflexões, mas, num mar de incompetência muito presente em vários setores do serviço público é no mínimo reconfortante saber que uma das ilhas de excelência, é justamente um dos setores importantes da vida nacional, o ensino superior. Só nos resta torcer para que isso também possa descer e contaminar, no bom sentido, os demais níveis, elevando assim a aura nacional e engrandecendo seu povo, pelo que temos de mais sublime, a informação que ilumina a inteligência e obscurece a ignorância.
* Flávio Rezende é escritor, jornalista e ativista social em Natal (escritorflaviorezende@gmail.com) Jornal de Fato | DOMINGO, 18 de novembro de 2012
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adoro comer
DaVI moURa
Temakeria San Há dois momentos distintos (e críticos) na vida de um restaurante recém-aberto. O primeiro é o seu lançamento, com muitos flashes e direito a mostrar o que tem de melhor e o segundo momento é a partir do terceiro mês, onde as coisas realmente se mostram como são. Para a felicidade dos mossoroenses, a Temakeria San cumpriu o prometido. Com casa sempre cheia, visitei novamente o local e, apesar de ter chegado atrasado para a reserva, ter levado mais gente que o solicitado e com uma turma bem barulhenta, o atendimento foi excelente, muito atencioso, além da comida que estava excepcional. O temaki veio em um tamanho menorzinho do que eu esperava, mas levo em consideração a minha gula que é maior do que o meu eu-lírico, por sinal. A peça é servida em um tamanho bom para os de estômago normal. Bônus para as peças de sushi em roll: o anúncio do cardápio numerava oito peças, mas ganhamos bônus de duas a três peças a mais em todos os pedidos. Contato (84) 3314-1538 | (84) 3316-6436. Vá e aprecie sem moderação, afinal, é uma comidinha saudável!
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Evitar alumínio
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Reduzir o óleo
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Evitar carnes bem-passadas
No final de semana passado, no Requinte Buffet, tive o prazer de comparecer ao casamento do amigo, e chefinho na Quixote, Fábio Queiroz. Com a equipe Quixote em peso, a noite foi excelente e a festa perfeita nos seus detalhes, especialmente no cardápio. Vários tipos de docinhos, organização impecável e o noivo chorando rios de lágrimas enquanto a noiva entrava. Uma ótima sacada da organização do evento foi disponibilizar um pequeno menu com todas as comidas da noite. Especialmente para os blogueiros de gastronomia, foi um prato cheio! Entre os destaques, estavam o roll de queijo de búfala com tomate seco, canollo do sertão, camarão são luiz, penne à putanesca entre outras delícias. Mas o melhor da noite, sem dúvida, foi a mesa dos doces. Entre os destaques, ficaram os mini cheesecakes de maracujá e morango, as pirâmides de chocolate, e uvas cobertas de chocolate. Parabéns aos noivos e ao buffet!
Como arrumar a mesa Já ouvi, em conversas de boteco e até na mesa do almoço diário, as pessoas comentando que não sabem nem tem noção de como se organiza uma mesa para uma refeição formal. Pra facilitar a vida de todos, trouxe este gráfico que esclarece de vez o assunto.
Hábitos saudáveis ao cozinhar
Quando em altas temperaturas, o metal que se desprende da panela é superprejudicial, podendo causar, em longo prazo, demência e Alzheimer.
Sabia que não é necessário colocar uma colher de manteiga para fritar um único ovo? Você pode substituir a manteiga/ margarina em bolos, pães etc. por iogurte natural ou purê de frutas. Além de mais saudável, várias calorias vão embora
tudo demais é veneno. Quando a carne está passada demais ou de menos (quase com o boi mugindo no prato) não é um bom sinal. Escolha um meio termo, talvez grelhar ou assar. Lembrese também que o consumo de carnes brancas é mais indicado.
Comemoração
Parece que vale tudo na hora de buscar a perfeição. O que muita gente deixa de lado é que na hora do preparo da comida, existem várias coisinhas que podem ser feitas para deixar tudo mais saudável e não se trata só da comida não. O site All Women Stalk fez uma lista com algumas dicas para tudo ser mais saudável na sua vida.
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Cozinhar vegetais no vapor Dessa forma os vegetais não perdem os nutrientes nem a cor, dando o colorido e a vida ao prato.
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Descarte a gordura em excesso Quando for untar os refratários e panelas para bolos e tortas, que tal substituir a manteiga por azeite no borrifador? Desperdiça bem menos e ainda é mais saudável
10 Segurança no micro-ondas Prefira vidro e cerâmica e, se for usar plástico, fique ligado na qualidade do mesmo
11 Higiene É tão óbvio que não precisa mencionar. Mas muita gente não
faz. Você sabia que cada alimento requer uma tábua diferente para cortar cada tipo de alimento? Sabia que a bucha que você lava a louça NÃO pode ser usada para limpar a pia? Pois é. Óbvio, óbvio, óbvio, mas uma galera não faz.
Diminuir o sal e usar ervas
todo mundo prefere a comida salgada, embora seja lógico que muito sal prejudica a saúde. Tente passar um tempo sem consumi-lo. Garanto que você se acostumará e nem sentirá falta. Caso seja radical demais, substitua pelo sal de ervas.
Aproveite e acesse o http://blogadorocomer.blogspot.com para conferir esta e outras delícias! 14
Jornal de Fato | DOMINGO, 18 de novembro de 2012
adoro comer
Penne à Putanesca INGReDIeNTeS • 1/2 xícara de azeite • 1 cebola média picada • 3 dentes de alho picados • 3 tomates picados • 2 latas de tomates pelados (tomates inteiros enlatados) • 1/2 xícara de azeitonas picadas (podem ser azeitonas vesdes ou pretas, o que for da sua preferência) • 1/2 xícara de alcaparras • 3 filés de anchovas (use apenas se você gosta) • Sal a gosto • Pimenta do reino moída na hora a gosto • 500g de penne grano duro
MODO DE FAZER • Refogue a cebola e o alho em cerca de 4 colheres de óleo. Quando estiverem bem refogados acrescente o tomate picado. Refogue até que se desmanche bem; • Acrescente os filés de anchova, as azeitonas e as alcaparras e em seguida acrescente as duas latas de tomate pelados. O ideal para colocar o tomate pelado no molho é virar a lata em sua mão, sobre a panela, e espremer os tomates. Assim eles se desmancham em sua mão, não havendo necessidade de cortá-los; • Agora já se formou um molho bem encorpado, corrija o sal e deixe cozinhar sem tampa em fogo brando por meia hora (esse é o segredo para diminuir a acidez do molho de tomate); • Ao final do cozimento verifique o sal e acrescente a pimenta do reino. Desligue o fogo e acrescente o restante do azeite; • Cozinhe a massa na água com sal até que fique al dente (cozida, mas firme). Misture o molho com a massa e sirva.
Jornal de Fato | DOMINGO, 18 de novembro de 2012
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