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Revista de Domingo nº 535

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editorial ao leitor

Uma Lei para reparar

a desigualdade histórica

A

p4 Entrevista

Com a presidente da Fapern, Maria Bernardete

pós quatro anos de muitos ajustes e discussões, os movimentos sociais e ligados à promoção da igualdade racial puderam finalmente comemorar a sanção da presidente Dilma Rousseff da lei que regulamenta o sistema de cotas raciais e sociais nas universidades públicas federais em todo o país. De acordo com a lei, 50% de todas as vagas dessas instituições serão preenchidas com base nas cotas. Metade das cotas, ou 25% do total de vagas, será destinada aos estudantes negros, pardos ou indígenas de acordo com a proporção dessas populações em cada Estado, segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Assim, os critérios da chamada “cota racial” vão variar de uma universidade para a outra. Os outros 25% das cotas serão destinados aos estudantes que tenham feito todo o segundo grau em escolas públicas e cujas famílias tenham renda per capita até um salário mínimo e meio. A medida não repara, mas diminui e muito a desigualdade racial histórica no acesso às universidades federais. No Brasil ainda prevalece o mito de que aqui não se experimenta o racismo, mas nos cursos mais concorridos das universidades federais a população negra quase é imperceptível. Esse é o assunto de capa desta edição, que traz a informação sob o ponto de vista de quem defende o sistema de cotas e que aposta numa mudança social enorme após a sua implementação. A edição também traz matéria sobre o filme Gonzaga de pai para filho, que estreia em salas de cinema nesta semana, sobre a importância de vencer o medo de falar em público e entrevista com a presidente da Fapern Maria Bernardete e os investimentos nas universidades do Estado. Tem ainda artigo descontraído, coluna Sua Carreira sobre Redes Sociais e muita coisa gostosa no Adoro Comer. Leitura boa não falta! Aproveite, bom domingo!

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Cinema A história de Luiz Gonzaga em filme nos cinemas

Capa Cotas ampliarão as oportunidades para pessoas de baixa renda às universidades

p8 Coluna

Rafael Demetrius fala de redes sociais na empresa: problema ou solução

Adoro comer Informes de bom gosto e receita de Donuts de Cacau

• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – Wil­liam Rob­son • Dia­gra­ma­ção – Rick Waekmann • Projeto Gráfico – Augusto Paiva • Im­pres­são – Grá­fi­ca De Fa­to • Re­vi­são – Gilcileno Amorim e Stella Sâmia • Fotos – Carlos Costa, Marcos Garcia, Cezar Alves e Marcelo Bento • In­fo­grá­fi­cos – Neto Silva

Re­da­ção, pu­bli­ci­da­de e cor­res­pon­dên­cia Av. Rio Bran­co, 2203 – Mos­so­ró (RN) Fo­nes: (0xx84) 3323-8900/8909 Si­te: www.de­fa­to.com/do­min­go E-mail: re­da­cao@de­fa­to.com Do­min­go é uma pu­bli­ca­ção se­ma­nal do Jor­nal de Fa­to. Não po­de ser ven­di­da se­pa­ra­da­men­te.

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Jornal de Fato | DOMINGO, 21 de outubro de 2012


conto

joSÉ NIcoDemoS*

A vingança fatal

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ntigamente nas pequenas cidades apareciam os turcos vendendo por portas panos e armarinho. O carregador ia atrás, malas de couro sobre a cabeça. Deles, alguns se fixavam na cidade mais fácil de vendas, maior circulação de dinheiro. E seu Gabriel escolheu Areia Branca, cidade portuária entre as primeiras do Nordeste, embarque de sal. De manhã cedo, uma banca armada no pátio do Mercado, com toldo de lona colorida. Na parte da tarde, é que era a venda por portas. Tinha uma filha muito bonita nascida brasileira, olhos de um azul diáfano e misterioso. Nunca saía de casa, o pai, mulçumano, temia que ela viesse a namorar um rapaz cristão, condição religiosa que abominava ferozmente. Casara com mulher brasileira de confissão católica, que teve de converter-se, ou não haveria o casamento. . A filha, entanto, não lhes professava a crença religiosa, se bem cumprisse os rituais respectivos. Obrigada. Vestia-se à moda mulçumana, à mostra apenas os lindos olhos de um mistério profundo. Seu Gabriel não lhe permitia amizades.

Tinha uma filha muito bonita nascida brasileira, olhos de um azul diáfano e misterioso. Nunca saía de casa, o pai, mulçumano, temia que ela viesse a namorar um rapaz cristão

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Não sendo mulçumana, poderia deixar-se influenciar pelo cristianismo, com seu uso e costumes levianos. Não ia ela além de aparições à janela da rua, pelos fins das tardes, a mãe ao lado, algumas vezes. Não parava seu Gabriel numa casa para oferecer sua mercadoria, sem que não pregasse os valores da sua crença mulçumana, em detrimento da fé cristã. Nada poderia ser mais absurdo do que Deus feito homem, entre nós, ou este acontecimento, pela sua magnitude cósmica, teria mudado, por completo, e definitivamente, os valores morais da humanidade, argumentava, com uma indignação furiosa. O caso é que a filha, cujo nome nunca soube direito, pronúncia recheada de consoantes, de repente se apaixonou por um rapaz bonito e elegante lhe passava pela janela toda de tardezinha, deitando-lhe olhares, enquanto ia retardando os passos.

Envie sugestões e críticas para o e-mail: aristida603@hotmail.com

)

De logo seu Gabriel percebeu os sentimentos da filha, e proibiu-lhe a janela. Vizinhos pegados ouviram, um dia, uma discussão entre pai e filha, ela ameaçando-lhe vingança, podia esperar. O assunto correu logo ali nas redondezas, despertando indagações entre os curiosos. Que vingança seria essa? . E seguiram-se as tardes sem os olhos misteriosamente azuis e doces daquela moça no quadro da janela que dava para a rua. Dando a impressão de no céu uma estrela, ou a estrela mais brilhante, de repente se tivesse apagado. Que vingança seria essa? Mas quando foi uma tarde, e foi a última tarde da família na cidade atônita, a filha de seu Gabriel, duramente confinada, aproveitando um momento de descuido da vigilância severa, surgiu na calçada da rua, a dançar a dança do ventre... nua em pelo.

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entrevista

MaRIa BeRNaRDeTe CoRDeIRo De SouSa

Por José de Paiva Rebouças Da redação

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médica e professora Maria Bernardete Cordeiro de Sousa, presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa do Rio Grande do Norte (FAPERN), esteve na última semana em Mossoró, onde participou da VIII Semana de Iniciação Científica (SIC), promovida na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) e na ocasião ressaltou importantes apoios financeiros feitos à Instituição pela Fapern, que tem como missão a de apoiar e fomentar a realização da pesquisa científica, tecnológica e a inovação para o desenvolvimento humano, social e econômico do Rio Grande do Norte. Sua experiência vem contribuindo na aceitação de muitos projetos fundamentais que ampliam os apoios financeiros. Graduada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e professora concursada dessa instituição, Maria Bernardete possui mestrado (1980) e doutorado (1983) em Neurofisiologia pela Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, e realizou estágio de Pósdoutorado na University of Wisconsin em Etologia Fisiológica (1996-1997), no Wisconsin National Primate Research Center.

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‘Conseguimos um acordo de 26 mi para cinco anos’ DOMINGO – A gente tem percebido que a Fapern tem se aproximado mais da Uern em termos de ajuda financeira e recentemente foi conseguido um valor significativo para as pós-graduações. Como é que se deu essa negociação e como a senhora avalia a contribuição que a Fundação está dando para a Universidade? MARIA BERNARDETE – Essa negociação em relação aos termos do acordo começou há cerca de um ano atrás. E foi importantíssima a contribuição que a Uern me deu em termos de feedback porque quando se está montando um acordo é importante saber exatamente as necessidades para alcançar vários programas que as universidades desenvolvem. Então, nós conseguimos nesse acordo o atendimento a nove metas e estas nove metas incluem a consolidação da Pós-graduação da Uern, já que é uma universidade que está em expansão e iniciando um processo de expansão in-


entrevista clusive da sua pós-graduação e nós vimos o alcance em um médio prazo dobrar o número de pós-graduações que a Uern tem, quer seja no apoio dos cursos diretamente, como temos uma linha de financiamento para os cursos com nota três e quatro, na Uern os cursos de mestrado todos têm notas 3, esperamos que eles evoluam para nota 4, 5, criem seus doutorados. Vamos ter pela primeira vez na Fapern bolsas de mestrado e doutorado que vão também ancorar o comparecimento dos alunos das pós-graduações, temos uma bolsa que ainda precisamos discutir, que é a de pós-doutorado nas empresas. A gente sabe que Mossoró é uma cidade do Oeste e que tem o porte de desenvolvimento de tecnologias ligado ao Petróleo e Gás muito grande e importante e aí já se tem a oportunidade de dar uma bolsa para um recém-doutor ir para uma empresa desenvolver um projeto a mais vinculado a uma aplicação menor bem assertiva para o setor e isso é um ganho também. Temos ainda outras iniciativas administrativas que é a de apoiar os equipamentos que as universidades pedem à Capes e que a Capes aprova 80% e nós da Fapern queremos apoiar com o restante para garantir os equipamentos para a infraestrutura das universidades. Temos ainda bolsas de formação para os mestres servidores do Estado que desejam fazer doutorado e isso é uma política voltada para a Uern e temos outro projeto em paralelo da Capes que é para estruturação da educação básica, já que o Ensino Fundamental aqui é muito bom e nós vamos criar um polo com mais dez outros polos de ciência e tecnologia em que teremos um professor tutor na universidade, dois professores do ensino médio, cinco alunos de licenciatura e dois bolsistas de iniciação científica, formando uma equipe para gerar material didático, material esse inspirado na própria economia da região que vai ser compartilhado na rede de educação básica, ensino médio. QUANTO foi obtido e qual o volume que vai ser investido? CONSEGUIMOS um acordo de 26 milhões para cinco anos. Os Dinters (Doutorado Interinstitucional) terão apoio de 600 mil reais divididos em três ou quatro parcelas, os Minters (Mestrado Interinstitucional) terão apoio de 150 mil, conseguimos 80 bolsas de doutorado, 80 bolsas de mestrado, 20 bolsas de pósdoutorado na empresa, temos também bolsas para áreas estratégicas para pesquisadores que chegam do exterior ou de instituições que venham contribuir,

atrás, colocar para funcionar, ir atrás de outros programas. É uma busca de manter o que já está funcionando e buscando alternativas dentro de certos limites, pois o Estado tem um fôlego de investimento para entrar com contrapartida e a gente vê isso, que o Estado está dando uma grande contribuição. E a gente quer isso que a agência política seja mantida independente das políticas circunstanciais dos governos.

que chegam a perto dos nove mil reais, enfim, anualmente teremos um desembolso entre Capes e Fundação em torno de 4 milhões só para esse programa que aprovamos agora. ESSA atenção em termos de recursos que está sendo dada ao Estado, mas também a outros estados do Nordeste, diminuindo a discrepância de investimentos que existe entre esta e outras regiões, se deve a um maior empenho na elaboração dos projetos, faltava uma organização para que viessem esses recursos? OLHA acho que são duas vertentes aí. A Fapern é um bem público, dos pesquisadores e da comunidade acadêmica e técnica científica do Estado e que tem uma política de Estado, ela não deve ter uma política governamental. Isso aí tem de ser estabilizado do ponto de vista gerencial. Os últimos três colegas que me antecederam se esforçaram muito para isso, mas acredito que isso só venha com o tempo mesmo, na medida em que a Fundação vai amadurecendo, mostrando o seu trabalho, pois já tem dado muita contribuição e tem ainda mais a dar. Ano que vem a Fapern fará dez anos e já temos uma série de projetos para apresentar, é mais uma oportunidade. É claro que a gente vem do ambiente da universidade, onde trabalhávamos com pesquisa, então a gente está mais “quente”, agressivo no bom sentido, em busca disso. A nossa proposta é que a Fundação consiga ser desafiada, e ter a visão de ir

COMO a Fapern está dialogando com esse público em termos de ferramentas de divulgação e comunicação? A GENTE tem o site da Fapern que a Assessoria de Comunicação tem feito um trabalho de criar links por minuto, de tudo o que sai. Temos também a nossa revista Ciência Sempre, que é trimestral, está com alguns exemplares em atraso, mas a gente vai regularizar os números e além da revista temos inserções na mídia local e o informativo quinzenal, online, popularizado entre todos os pesquisadores cadastrados, para as pró-reitorias das instituições para reforçar. Temos também um plano em que as nossas atividades estão lá demarcadas, procuramos fazer prestação de contas, como por exemplo, fizemos um evento em julho com a prestação de contas dos dezoito meses de Governo do Estado da governadora Rosalba, com a presença dela e da comunidade, para mostrar o que foi alcançado, dentro do que estava em curso e do que conseguimos nesta gestão. COMO foi a realização do VIII SIC da Uern? O EVENTO de iniciação científica em si já toca a todos os pesquisadores profundamente e por ser um evento que se realiza também nacionalmente, tem um desempenho excelente do ponto de vista de favorecer aos alunos de ir para uma pós-graduação, para o ambiente acadêmico e profissional. Acho que esse formato escolhido pela Uern para chamar a atenção da comunidade acadêmica ficou bem interessante e cria um ambiente em que as várias áreas circulam umas pelas outras e conseguem enxergar um pouco a sua própria realidade local, já que muitas vezes estamos numa mesma universidade e não conseguimos perceber a dimensão dela e das pesquisas realizadas. Acho que favorece que os muitos professores das diferentes áreas tenham circulado e se apropriado um pouco do quanto a Uern está produtiva e mostrando o que tem de bom do ponto de vista da pesquisa científica que produz.

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cinema

Dois Gonzagas O filme ‘Gonzaga de pai para filho’ conta mais sobre um ícone da música ao narrar a delicada relação entre Luiz Gonzaga e Gonzaguinha 6

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cinema

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udo caminhava para que a bilheteria dos filmes nacionais neste ano 2012 fosse tímida e uma das piores dos últimos anos. Mas, o filme ‘Gonzaga de pai para filho’, que teve sua pré-estreia nacional no último dia 10, em Recife, começa a mudar isso. O filme de Breno Silva – o mesmo diretor de 2 Filhos de Francisco (2005) – está atraindo rapidamente um público que se vê envolvido entre a bela fotografia, a narrativa sobre um dos ícones da música popular brasileira e ainda toda a trilha musical. O filme deve começar a ser exibido em várias salas de cinemas do país nesta semana, inclusive em Mossoró (a partir do dia 26) com 400 cópias. A expectativa é de que venha a atingir um público que compense o investimento da ordem de 12 milhões de reais e uma megaprodução que contou com 2 mil figurantes. Para encenar o Luiz Gonzaga, três

atores revezaram o papel em fases distintas da vida do velho Lula: Land Vieira (Luiz Gonzaga adolescente), Chambinho do Acordeon (juventude) e Adélio Lima (Luiz Gonzaga mais maduro). O mesmo com o papel de Gonzaguinha: Alison Santos (dos 10 aos 12 anos), Giancarlo Di Tommaso (dos 17 aos 22) e Júlio Andrade (35 aos 40 anos). O filme celebra o centenário de Luiz Gonzaga contando sua história de vida, mas, com um foco na relação entre o pai e o filho Gonzaguinha. Uma relação cheia de altos e baixos e uma aproximação que se efetiva dentro de tentativas que levam uma vida inteira, com respeito e amor. Em entrevistas concedidas à imprensa e divulgadas nas redes sociais oficiais de divulgação do filme, o diretor explica que o longa nasceu de conversas entre pai e filho gravadas em fita cassete por Gonzaguinha e entregues a Silveira por Márcia Braga, produtora, e Maria Rachel,

que participa do roteiro, escrito por Patrícia Andrade (fiel parceira do cineasta) com colaboração de George Moura. O diretor também usa o livro Gonzaguinha e Gonzagão — Uma história brasileira, de Regina Echeverria. Para Breno Silva, o filme tem apelo para todos os públicos, já que Luiz Gonzaga uniu o País inteiro com sua música, enquanto Gonzaguinha arrebatou a juventude no início dos anos 1970, com sua música de protesto contra a ditadura militar e, mais tarde, nos anos 1980, com canções românticas que o tornaram o hit maker preferido de dez entre dez cantoras brasileiras. “Esse público saudoso da dupla que só se uniu no palco no fim da vida, certamente vai se deliciar com essa história tão brasileira”, aponta. Expectativa para a exibição define bem para os que gostam de cinema e boa história, assim, tudo junto num baião só, num Baião de Dois!

Gonzaga, de Pai pra Filho Sinopse A relação entre o sanfoneiro Luiz Gonzaga (1912-1989) e seu filho, o cantor e compositor Gonzaguinha (1945-1991), dois artistas, dois sucessos. Um do sertão nordestino, o outro carioca do Morro de São Carlos; um de direita, o outro de esquerda. Encontros, desencontros e uma trilha sonora que emocionou o Brasil. Esta é a história de Luiz Gonzaga e Gonzaguinha, e de um amor que venceu o medo e o preconceito e resistiu à distância e ao esquecimento. >> Produtora

Conspiração Filmes / D+ Filmes

>> Coprodutora

Globo Filmes / Teleimage / Globo Filmes / Petrobras

>> Direção

Breno Silveira

>> Roteiro

Patricia Andrade

>> Distribuição

Downtown Filmes

>> Gênero

Drama

>> Lançamento no mercado de exibição

26/10/2012

>> Valor da Produção

R$ 12 milhões

Fonte: ANCINE

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capa

Cotas, SIm!

nham renda per capita até um salário mínimo e meio. O acesso para os estudantes de famílias pobres amplia-se significativamente. Este tema também tem despertado o seu interesse nos estudos e pesquisas como aluno no curso de Direito. Segundo Pedro, as cotas raciais são um modelo de ação afirmativa implantada em alguns países, visando amenizar problemas, como por exemplo, as desigualdades sociais, econômicas e educacionais entre etnias. “O negro, historicamente, não conta com as mesmas oportunidades que os brancos e isso faz com que ele não tenha acesso a uma educação de qualidade, sendo obrigado por esse motivo a ocupar, em sua maioria, posições subalternas, sem a chance de ter um cargo de prestígio social, ou com um mínimo de justiça social. As cotas não resolvem o problema, mas reduz em muito essa desigualdade histórica”, explica.

)) Pedro Acyoly: “Vamos ter mais profissionais com uma visão humanística”

'Q

uantos alunos negros você observa nas placas dos formados aqui do curso de Direito? E nas placas do curso de Medicina? E quantos cursos mais? Hoje eu posso dizer que estarei em uma placa de um destes cursos. Sou cotista e sou negro'. A fala corresponde ao aluno do segundo período do curso de Direito da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), Pedro Victor Alves Acyoly, de uma família simples, estudante de escola pública da sua cidade Apodi. Concorreu a uma vaga no curso de Direito como aluno cotista, oriundo de escola pública, já que a Uern adota a cota social. Mas, Pedro, que defende as cotas raciais, será mais um entre muitos estudantes negros que terão acesso aos cursos de nível superior oferecidos pelas 8

Com a sanção de nova lei, ampliam-se as vagas destinadas a estudantes cotistas em todas as universidades públicas federais do país

instituições de ensino federal em Mossoró a partir da nova lei de cotas raciais, Lei 12.711/2012, que após sancionado pela presidenta Dilma Rousseff, destina que 50% de todas as vagas dessas instituições serão preenchidas com base nas cotas a partir da reserva das vagas. Com o sistema de cotas raciais e sociais nas universidades públicas federais em todo o país, metade das cotas, ou 25% do total de vagas, será destinada aos estudantes negros, pardos ou indígenas de acordo com a proporção dessas populações em cada Estado, segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Assim, os critérios da chamada “cota racial” vão variar de uma universidade para a outra. Os outros 25% das cotas serão destinados aos estudantes que tenham feito todo o segundo grau em escolas públicas e cujas famílias te-

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)) Professora Ady Canário preside a Comissão de Inclusão Social na Ufersa e integra o NEAB


capa As cotas na UFERSA A professora da Universidade Federal Rural do Semi-árido (UFERSA) Ady Canário tem toda uma vida profissional dedicada a estudos relacionados à raça negra. A professora Ady, que coordena o projeto Conexão de Saberes e integra o Núcleo de Estudos Afro Brasileiros (NEAB), também preside atualmente a comissão de Inclusão Social na instituição superior. Nesta semana, a comissão já se reunirá para planejar a implementação da reserva de vagas para a cota racial que já passará a valer para essa seleção do Enem de 2012 visando o ingresso na Ufersa em 2013. “A Ufersa já adotava 100% o Enem como método de ingresso na instituição, sendo a primeira no Estado a adotar dessa forma. No primeiro semestre de 2011, a universidade teve 41% dos alunos egressos da rede pública. No segundo semestre de 2011, esse percentual aumentou para 51%. A Universidade agora acatará para 2013 o sistema de cota racial em 25% e em 2013, mais 25% para completar o percentual exigido por lei em um tempo menor que o exigido por Lei”, ressalta Ady. Ainda conforme a professora que participa de vários eventos sobre a temática, universidade há algum tempo já vem se preparando e demonstrando sensibilidade com a questão da cota racial. A comissão de inclusão passará não apenas a acompanhar a implementação da Lei, mas acompanhar os estudantes com tutoria e nivelamento dentro do conjunto de ações de assistência que é dada aos estudantes. Para a professora, a Lei 12. 711/2012 é um complemento ao que está disposto no Estatuto da Igualdade Racial (2010) e promoverá mudanças significativas no quadro social da região e do país: “Há mais de três anos essa Lei vem sendo aguardada e passando por modificações e ela é resultado dos movimentos sociais que lutam pela correção desse passado histórico com negros e indígenas. As vagas vão ampliar o acesso a muitos jovens estudantes e estes poderão melhorar a sua condição socioeconômica através da educação”, ressalta. As universidades também podem ampliar o número de vagas se assim quiser. Vale lembrar que também os Institutos Federais passarão a adotar as cotas. Conforme a Lei, todas as instituições federais terão de atender aos seus dispositivos de forma gradativa ou imediata, até 2016.

destaque, a partir dos anos 2000, quando universidades e órgãos públicos começaram a adotá-la em vestibulares e concursos. Em junho de 2004, a Universidade de Brasília (UnB) foi a primeira instituição de ensino no Brasil a adotar o sistema de cotas raciais. Desde então, o número de universidades, as quais possuem ação afirmativa baseada em raças, só aumentou, sendo que mesmo antes da divulgação da Lei, já representava um número majoritário das universidades federais adotando o sistema. Apesar disso, o sistema de cotas ainda é alvo de polêmica e discordâncias. Para muitos que defendem a posição contrária, está o argumento de que as cotas em si são formas de discriminação já no acesso. No entanto, pesquisadores e integrantes dos movimentos étnico-raciais passaram a defender as cotas mostrando

que para assegurar a igualdade do direito à educação é necessário colocar a diferença histórica que impede o acesso de negros e indígenas às instituições de ensino superior. O sistema de cotas assegura a igualdade das condições de acesso em prol da universidade em uma sociedade desigual, bem como, discriminatória de homens e mulheres negros e negras, impondo a adoção de medidas capazes de mitigar essa discriminação. Pedro Acyoly conta que se sente feliz em pensar que outros jovens pobres, oriundos de escolas públicas, negros e indígenas vão finalmente ocupar de forma diversificada e democrática, um espaço acadêmico. “Vamos ter mais profissionais com uma visão humanística porque saíram de condições difíceis, para ajudar o crescimento da nossa sociedade”, completa ele.

A discussão As cotas raciais, no Brasil, ganharam Jornal de Fato | DOMINGO, 21 de outubro de 2012

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profissional

Desafio

de falar em público O desafio de falar ao público pode ser vencido com conhecimentos e técnicas

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imidez, mãos suando, corpo trêmulo, insegurança. Essas são algumas das reações mais comuns diante da necessidade de se falar sobre uma ideia, proposta diante de um público independente da ocasião. Mas diferente do que muitos pensam, para falar bem ao público não é neces-

sário um “dom” especial. Com os conhecimentos certos e o uso de técnicas apropriadas, qualquer pessoa pode vencer o medo de se expor em apresentações de negócios, atividades escolares e acadêmicas ou mesmo em atividades que exijam a presença de público atento. Esta é a proposta do curso Oratória:

)) Jornalista Andreia Ramos fala sobre a importância de uma boa oratória 10

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Como falar em público ministrado pela experiente jornalista Andreia Ramos. O curso que já está na terceira turma repassa informações e técnicas para quem tem dificuldades de falar ao público e vencer suas dificuldades: “O público que tem participado do curso é bem variado, de estudantes acadêmicos a políticos e profissionais de empresas em que falar é uma necessidade constante”, ressalta Andreia. O curso é baseado em muitas situações práticas com base teórica selecionada. Incluem informações sobre como se portar diante do público, a linguagem corporal, como se vestir – o que o gestual e a imagem informam a uma plateia e a elaboração do discurso. Andreia conta que a sua experiência foi aperfeiçoada no trabalho em emissoras de TV e como Midia Trainning nas Assessorias de Imprensa. “Sempre era preciso ensinar o assessorado a como falar ao público para se comunicar melhor e acabei me interessando e estudando isso. Legal é ver como esse conhecimento é necessário em várias áreas de atuação profissional”, ressalta ela. A terceira turma do curso já está formada e deve começar na primeira quinzena de novembro. É uma forma interessante de investir num aperfeiçoamento profissional que vai ser útil em várias situações da vida.


nutrição

Entre as recomendações mais frequentes dos especialistas algumas se destacam pela praticidade. Confira: Leite com mel A temperatura morna do leite é reconfortante e ajuda sim o corpo a relaxar. Além disso, o alimento é fonte de triptofano, um aminoácido precursor da serotonina, que é o hormônio responsável por baixar os níveis de estresse em nosso corpo, preparando-o para o sono. Pode ser adicionado do mel – uma fonte de carboidrato simples, que também ajuda no sono, pois facilita a absorção do triptofano. Um copo de leite desnatado adoçado com uma colher de sopa de mel tem em média 150 calorias.

Lanches para comer

na ceia antes de dormir

Para quem tem fome antes de dormir e quer manter a dieta saudável, algumas dicas são valiosas e saborosas

E

vitar fazer refeições exageradas e muito gordurosas antes de dormir é uma recomendação que todo mundo conhece para melhorar o sono. Entretanto, o bom sono

não depende apenas de proibições – alguns alimentos, quando consumidos na última refeição do dia, podem ajudar o corpo a relaxar e dormir melhor, além de fazer muito bem à saúde.

Iogurte com aveia Além de ser uma fonte rica em proteínas, cálcio, fibras e vitaminas do complexo B, que promovem um bom trânsito intestinal, ajudam na saciedade e melhoram os níveis de colesterol bom, a combinação de iogurte com aveia segue a mesma lógica do leite com mel – enquanto o primeiro é fonte rica em triptofano, o segundo é um carboidrato que vai ajudar na sua absorção. Essa é uma combinação leve e nutritiva. Um copo de 140g de iogurte light sem açúcar acompanhado de três colheres de sopa de aveia tem aproximadamente 220 calorias. Nozes e castanhas As nozes e castanhas possuem gordura monoinsaturada, selênio e proteínas. Elas equilibram os tipos de gorduras que dão saúde ao coração e melhoram os níveis sanguíneos de colesterol. As oleaginosas também são ricas fontes de triptofano, por isso a recomendação de ingeri-las na ceia. "Uma porção de três nozes tem 80 calorias, enquanto três castanhas-do-pará possuem 60 calorias", completa a nutricionista. Banana A banana é uma fonte riquíssima de triptofano e os carboidratos presentes na fruta por si só ajudam na absorção do aminoácido e na produção de serotonina. Ela também é rica em potássio, vitaminas do complexo B e pectina, que ajudam no controle da pressão arterial, regulam o intestino e diminuem o colesterol alto, diz o nutrólogo Andrea. Por ser de fácil digestão, a fruta é uma boa pedida para a ceia, e uma unidade média tem cerca de 90 calorias.

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sua carreira

Rafael DemeTRIuS Um novo Marketing

Redes sociais na empresa: problema ou solução

V x

“O Patrão chegou, fecha o Orkut, desligue o MSN, sai do Twitter!”. Com certeza você já deve ter escutado de algum colega de trabalho alguma dessas frases. Ainda existem pessoas que veem as redes sociais como um meio de distração e dispersão ao trabalho e a produtividade. Porém se analisarmos o mercado atual, veremos que as redes sociais como Orkut, Twitter, Facebook, LinkedIn, MySpace e outros podem e devem ser utilizados em assuntos profissionais. É claro que ainda existem empresas (ainda grande parte) que bloqueiam o acesso a esses sites, alegando que o desempenho do funcionário no trabalho vai ser prejudicado. A verdade é que as redes sociais podem ser utilizadas para os mais diversos fins, desde o divertido ao profissional. O segredo do sucesso está no uso inteligente de sites como Twitter, Facebook e Orkut. É muito fácil achar estudos que mostram que elas fazem mal, assim como pesquisas que enfatizam que elas fazem bem para empresas. Da mesma maneira que ocorre com a bebida, as redes sociais são estimulantes poderosos, só que contêm propriedades que viciam se consumidas sem controle. Que as redes sociais estão em alta no Brasil e no mundo, não precisa nem falar. Mas o que ninguém sabe ao certo é como uma empresa consegue estar presente de forma correta nas redes sociais? É este o assunto que vamos abordar na nossa coluna de hoje. Para se ter uma ideia

O Twitter é a ferramenta de comunicação que mais rapidamente foi adotada na história, indo de zero a 10 milhões de usuários em menos de dois anos. No Twitter, a palavra se espalha mais rápido do que fogo e as empresas não têm mais a opção de ignorar esse assunto. Medo

O maior medo dos empresários quanto ao uso dessas ferramentas diz respeito à queda na produtividade e ao vazamento de informação estratégica da organização. A maior preocupação deve ser com as pessoas e a estratégia do uso. As redes sociais são como bebida alcoólica. É preciso consumir com moderação, o uso excessivo pode realmente trazer o vício e prejuízos maiores.

Caro empresário, saiba que o consumidor está cada vez mais antenado, por dentro dos acontecimentos da sociedade. Por isso não adianta mais fazer aquele marketing invasivo, repetitivo e insuportável. Hoje o marketing mais forte é o marketing de relacionamento. É dar liberdade ao seu cliente para ele falar, opinar, construir o produto com você. Por isso converse com seu cliente, descubra o que ele realmente quer e em qual rede social ele quer falar com você. O que fazer?

Não há receita de bolo para o correto uso das mídias sociais. É bem mais fácil saber o que não deve ser feito, e impor alguns limites aos funcionários quanto ao uso dessas ferramentas. As empresas que sabem lidar e se relacionar com os clientes usando as redes sociais podem conseguir um destaque maior no mercado e melhores resultados. Vamos a alguns exemplos que sua empresa pode utilizar. Blogs corporativos

Use o blog para opinar sobre produtos, serviços e temas atuais ligados a sua empresa e ao mercado. Use a liberdade de transitar entre assuntos e temas relevantes sem pautas obrigatórias. Em um blog corporativo a sua empresa pode mostrar que tem conteúdo e pode falar com autoridade de tópicos relacionados ao seu negócio. Use os comentários dos clientes a seu favor. Twitter

O Twitter é uma ferramenta de troca de informações em tempo real, é ágil e portátil: o Twitter pode ser usado no computador ou no celular. Para começar a usar o Twitter de forma corporativa, crie sua conta e estilize de forma profissional a sua página. Mantenha a identidade visual de sua empresa de forma simples e discreta. Consiga seguidores “tuitando” assuntos interessantes para seu usuário. Indique links interessantes, e veja sempre as menções que fazem de sua empresa. Facebook/Orkut

O Facebook é um Orkut potencializado. Para uso corporativo, o mais recomendado é você criar uma Página da sua empresa e gerenciá-la sem ter que sair de sua conta pessoal. Além do mais, pode adicionar administradores e moderadores.Quanto ao que postar, utilize conteúdo relevante, converse com seus clientes e tenha o máximo de fãs em sua página! Cuidado com as Gafes

Por que estar na Rede?

Com certeza a sua empresa está sendo falada, em algum canto da Internet. Você saiba ou não. Se estiverem falando bem, ótimo! E se estiverem falando mal, pode ser uma forma de aperfeiçoar os seus serviços de acordo com a visão dos seus clientes. Uma empresa precisa estar mais bem preparada para lidar com as críticas do que com os elogios. Afinal, é com a crítica que se cresce. E que o elogio seja o combustível para que se continue a melhorar a cada dia.

Antes de iniciar o uso de qualquer das ferramentas em sua empresa primeiro aprenda a usá-la, evite gafes por ignorância. Primeiro, cadastre-se com seu nome pessoal, interaja, fique à vontade com cada uma das redes que pretende usar corporativamente e somente depois disso comece a usá-las em sua empresa. Caso “não seja do seu tempo”, “não goste”, “não entenda”, tente descobrir como funciona ou procure ajuda de algum funcionário que possa ajudá-lo a entender as redes sociais.

Formação de Empresários A META está com inscrições abertas para o Curso de Auditor Líder da Qualidade, que será de 26 a 30/11/2012. Faça já sua inscrição no 3314-1024 ou mande um e-mail para comercial@tenhametas.com.br.

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artigo

MaRGaReTH SIGNoRellI*

O que é que a Carminha tem?

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C

onversando com amigos, alguns comentaram que gostariam de ser como a Carminha. A princípio achei irreal existirem pessoas que admiram alguém tão temido e inescrupuloso, mas, pensando melhor sobre esse assunto, entendi que existem várias razões para essa admiração. Mas o que a Carminha tem que nos fascina tanto? Ela é determinada, focada, resiliente, luta por seus objetivos com garra, é destemida, estratégica e usa sua raiva como motivação. Todas essas características seriam maravilhosas se não fossem acompanhadas de falta de caráter, maldade, vingança e de não saber medir limites e consequências. Se quisermos aprender com ela, podemos aproveitar suas boas características e usá-las em nosso benefício. Por exemplo, como você pode aproveitar sua determinação? Sabendo onde quer chegar e não deixando a vida lhe levar, pensando que o destino lhe guiará pelo melhor caminho. Saiba o que você quer alcançar em cada setor da sua vida e se pergunte o que você precisa desenvolver em si mesmo para chegar até lá. Foque, não tenha medo. Ninguém admira e nem respeita os fracos. Não vacile, não se deixe intimidar. Obstáculos aparecerão e, se você cair, levante e siga em frente com resiliência escrita no peito. A estratégia é importante para que você não se perca no caminho e, quando encontrar alguém que não acredite em você, fique com raiva, muita raiva. Muitos pensam que este é um sentimento ruim, mas se enganam. A raiva, se bem aproveitada, é um dos maiores incentivadores para seguirmos em frente. Ela só se torna maléfica quando

deixamos que se transforme em ódio e depois em ressentimento, este sim o pior dos paralisantes, pois ele é capaz de provocar um estado de estagnação, onde você culpa tudo e todos pelos maus resultados que a vida lhe apresenta. Só existe um responsável pelos resultados da sua vida: você. Então inspire-se no que ela tem de bom e siga em frente. Use seu passado para fazer o seu futuro, para crescer cada dia mais. Muitas vezes esquecemos o que já passamos e continuamos inteiros. Leve na memó-

ria o passado para fazer o seu futuro e, se for preciso, lembre-se da Carminha para se manter à frente de seus objetivos. Só não esqueça que ela desperdiçou tanta energia positiva e se desviou de um caminho que poderia ter sido brilhante, com tanta determinação. Diferente dela, você não precisa desenvolver e usar o seu pior, mas sim a cada decisão a ser tomada saber o que você tem de mais nobre, sem temer que algo possa lhe enfraquecer e lhe impeça de seguir em frente, sempre.

* Margareth Signorelli, é especializada em relacionamentos e presta consultoria na área.

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adoro comer

DaVI mouRa

Workshop de Formatura

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Grego

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Fino Sabor Conveniência

Mais do que prestigiar o convidado, preciso dizer que as comidinhas são minha parte favorita das festas de formatura. No dia 17 deste mês, a Imagem Formaturas realizou a prévia do seu Workshop para profissionais dos meios de comunicação da cidade, parceiros e fornecedores com um delicioso coquetel. O evento oficial, já em sua segunda edição, será realizado no dia 26 de outubro, a partir das 18h e contará com animação de Guto Ribeiro, banda Seven Two e Orquestra Xequemat. Os acadêmicos que tiverem interesse em participar podem realizar a préinscrição, gratuita, através do Facebook da empresa – http://www.facebook.com/imagemformaturas – que, por sinal, é sempre muito interativo e atualizado.

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O simpático ponto fica no cruzamento da Ferreira Itajubá com a Pedro Velho, próximo ao Cacim e em frente ao espetinho Papas Espetos. Ainda na Ferreira, Susana tem a marmitaria Fino Sabor, sempre bem frequentada e agora expandiu suas atividades para algumas casas à frente e batizou o local de Fino Sabor Conveniência, com foco em pães, bolos, doces e salgados. Experimente a torta de frango: geralmente esperamos uma massa mais consistente ou até mesmo a conhecida massa podre de empada. Esta aqui tem a textura e o gostinho de pão caseiro, bem aerada, leve e que não pesa no estômago. A cobertura é de frango desfiado com acompanhamentos como milho, ervilha e azeitonas, sem molho carregado, tudo muito sequinho e já no ponto para comer vários pedaços. Entre em contato, vale a pena: (84) 8721 9055 – (84) 9964 1865.

Café com Negócios Misturar café e negócios é uma combinação mais que perfeita, especialmente em um lugar especial como o Bookafé. Nessa quarta-feira, 24, a Dinâmica Negócios realiza mais uma edição do Café com Negócios, com o tema “Como Conquistar, Fidelizar e Recuperar Clientes”, iniciando-se às 14h. Além do coffee e das discussões, o encontro contará com uma breve palestra do consultor Alexandre Dantas, diretor da Dinâmica Negócios e especialista do SEBRAE. Ele abordará que o cliente não se conquista por acaso, cliente se conquista planejando. O Café com Negócios é uma oportunidade também para estabelecer novas oportunidades de negócios e relacionamentos empresariais. Mais informações, entre em contato com o Bookafé na rua Felipe Camarão, 257 - Mossoró (3316 2106) ou com a Dinâmica Negócios (9617 0875/96050490).

Vinhos de Bicicleta Os fãs de vinhos raros vão adorar essa novidade. Rodrigo Ferraz, publicitário, depois de voltar de uma de suas viagens, decidiu criar uma confraria online de vinhos incomuns no Brasil. A Confraria Vinhos de Bicicleta (www.vinhosdebicicleta.com.br) foi inaugurada e a ideia é oferecer rótulos que, apesar da alta qualidade, são desconhecidos ou pouco comercializados no país. Quem se inscreve na confraria virtual passa a receber os vinhos todo mês, sem ter que sair de casa. O valor dos vinhos chega a ser até 40% menor que o praticado no mercado e as entregas são despachadas para todo o Brasil. Junto com a encomenda, o cliente recebe uma cartinha com as histórias e principais características dos vinhos, para brindar e comentar a cada gole. Acesse o site e descubra que delícia de iniciativa!

Na busca por novos produtos, eis que minha mãe me apresenta o novo iogurte da Nestlé no Brasil, o Grego. Chegando nas prateleiras dos supermercados brasileiros agora, já é moda na Europa há mais de 2 anos. O seu principal diferencial é a consistência. Pare, feche os olhos e imagine um Chambinho para adultos. É mais ou menos assim. Sua textura aveludada o coloca em um patamar superior a vários outros do mesmo segmento. Já pode fazer parte da dieta diária, sendo incluído no café da manhã ou até mesmo como ingrediente especial nas aventuras na cozinha. Para os que ousam mais, tente consumilo com geleia caseira ou até mesmo bolo fofo, quentinho, saído do forno. É um deleite completo!

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Chubby Vegan É cada vez maior o número de adeptos à culinária vegana, que é o nome que se dá às pessoas que não comem carne. Alguns vão até mais além, também não comendo ovos nem leite, depende bastante de como é sua orientação na dieta. De qualquer forma, as comidas que se encaixam nesse perfil são bastante gostosas, mesmo que sejam feitas em sua maioria somente com itens de origem vegetal. O nome do site traduz-se como "Vegano gordinho" e provam por A + B que é possível comer as mesmas delícias de forma mais saudável. A linguagem é fácil, acessível e divertida. A receita da coluna de hoje foi tirada de lá, os Donuts, bem famosos nos Estados Unidos. Acesse e confira: http://chubbyvegan.net/.

Aproveite e acesse o http://blogadorocomer.blogspot.com para conferir esta e outras delícias! 14

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adoro comer

Donuts de Cacau INGReDIeNTeS • 1/2 xícara (chá) de manteiga de gordura de palma (ou creme vegetal) • 1/4 xícara (chá) de açúcar • 1/2 xícara (chá) de leite vegetal • 1 colher (chá) de extrato de baunilha • 1/4 xícara (chá) de néctar de agave (ou qualquer xarope doce) • 1 1/4 xícara (chá) de farinha de trigo • 1/3 xícara (chá) de cacau em pó • Uma pitada de sal • 1 colher (chá) de fermento químico em pó • Ganache ou glacê de açúcar

MODO DE FAZER • Pré aqueça o forno em 180°C; • Bata a manteiga com o açúcar até conseguir um creme. Adicione a baunilha, o néctar de agave e o leite vegetal, misture bem. Neste momento irá parecer que tudo deu errado, não se preocupe porque é assim mesmo; • Misture todos os ingredientes secos e peneire. Adicione aos poucos, em 2-3 vezes na mistura líquida, sempre mexendo muito bem com um fouet; • Transfira a massa para um saco de confeiteiro e coloque na forma para donuts (lembre-se que ele cresce, não encha até transbordar); • Asse por 12-15 minutos. Desenforme e deixe esfriar em uma grade; • Se tiver sobrado massa, asse os donuts restantes; • Após os donuts estarem FRIOS, passe a parte superior em um pouco de ganache ou glacê de açúcar e, em seguida, pressione nos confeitos de açúcar; • Sirva em seguida. Rendimento: 11 donuts médios.

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