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Revista de Domingo nº 533

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editorial ao leitor

Vote,

fiscalize, cobre

H

Bom Domingo!

Entrevista

Confira tudo, não deixe de votar de forma consciente.

p4 Com a médica Carolina Diógenes sobre prevenção ao câncer de mama

oje os brasileiros vão às urnas escolher os representantes para Prefeitura e Câmara Municipal. Apesar de que a eleição já acontece hoje, é sempre tempo para lembrar a importância de um voto consciente. A matéria de capa fala sobre isso e principalmente sobre a importância de acompanhar o candidato após eleito. Assim, o processo democrático sempre será uma experiência mais consciente em prol de melhorias para a coletividade. Trazemos ainda nesta edição entrevista com a médica mastologista Carolina Diógenes sobre o Outubro Rosa e sobre a prevenção ao câncer de mama. Tem ainda matéria com o grupo Vina, que volta com um novo recital “Diálogos”. E outra matéria interessante sobre nomes e a possibilidade de se recorrer à Justiça em casos específicos, para alterá-los.

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Música Vina volta com recital Diálogos no Memorial da Resistência

Capa Sobre Direito, democracia e cidadania e por um voto consciente

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Coluna

Rafael Demetrius ajuda como conseguir seu primeiro emprego

Adoro comer Davi Moura preparou uma coluna supersaborosa.

• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – Wil­liam Rob­son • Dia­gra­ma­ção – Ramon Ribeiro • Projeto Gráfico – Augusto Paiva • Im­pres­são – Grá­fi­ca De Fa­to • Re­vi­são – Gilcileno Amorim e Stella Sâmia • Fotos – Carlos Costa, Marcos Garcia, Cezar Alves e Gildo Bento • In­fo­grá­fi­cos – Neto Silva

Re­da­ção, pu­bli­ci­da­de e cor­res­pon­dên­cia Av. Rio Bran­co, 2203 – Mos­so­ró (RN) Fo­nes: (0xx84) 3323-8900/8909 Si­te: www.de­fa­to.com/do­min­go E-mail: re­da­cao@de­fa­to.com Do­min­go é uma pu­bli­ca­ção se­ma­nal do Jor­nal de Fa­to. Não po­de ser ven­di­da se­pa­ra­da­men­te.

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Jornal de Fato | DOMINGO, 7 de outubro de 2012


conto

joSÉ NIcoDemoS*

O PAPEL INDISCRETO

C

hegou em casa de manhã, pela primeira vez na vida de casado, dizendo que passara a noite em busca de jurisprudência para fundamentar a defesa em processos difíceis. Aliás, não mentiu muito. Dessa vez saíra, mesmo, do escritório pelas dez, e passara pelo bar do costume, umas doses de uísque. Descarregar a tensão. E tudo aconteceu, de forma inesperada. A mulher passara a noite sem pregar olho, o que teria acontecido com o marido, chegava em casa o mais tardar pelas oito da noite, quando à volta com processos complicados. De manhã, era a primeira vez. Mas podia ser que... Ligou para o escritório vezes seguidas, sem atendimento. Decerto, não estaria no escritório. A desculpa foi que retirara o fone do gancho, não queria nem podia ser incomodado, fosse por que fosse, a cabeça a mil no folhear revistas de jurisprudência dos diversos tribunais do país, aquele monte em cima da mesa. . Ao entrar no bar, foi logo dando de cara com aquela morena que havia meses vinha dando em cima dela, e que de cada vez se fazia de mais difícil. Ela

Ela estava só à mesa dos fundos, bebendo e fumando, o olhar perdido em não sei quê. Se lhe daria o prazer de sentar-se à mesa dela. Abancou-se, feliz da vida. Era tudo o que ele queria. Ela indicando-lhe, num sorriso insinuante, a cadeira de frente

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estava só à mesa dos fundos, bebendo e fumando, o olhar perdido em não sei quê. Se lhe daria o prazer de sentar-se à mesa dela (pois não). Abancou-se, feliz da vida. Era tudo o que ele queria. Ela indicando-lhe, num sorriso insinuante, a cadeira de frente. Estabeleceu-se o papo, a princípio comedido, depois solto, a mão dele na mão dela. Não demorou, e dali saíram, aos risos, para um motel. Foi naturalmente uma noite de prazeres que se diria eterna. Num paraíso. Chegando em casa, nos olhos a marca ensombrada do cansaço da noite acordado, foi direto para a cama, apenas tirando o paletó e folgando o nó da gravata. Morto de sono. Rejeitou o caldo forte que a mulher quis preparar-lhe, reanimaria as energias. Seria melhor forrar o estômago com um caldo quente.

Envie sugestões e críticas para o e-mail: aristida603@hotmail.com

)

Relanceando os olhos pelo quarto, uma ponta de papel impresso em azul, saindo do bolso do paletó, logo despertou a curiosidade da mulher, sem quê nem mais. Não, não foi isto – desconfiança do marido quanto a essas coisas de aventuras amorosas. Não tinha por quê. E foi cuidar dos afazeres domésticos. No entanto, aquele papel na cabeça como se fosse um convite à sua curiosidade. Já impaciente, decidiu-se a bisbilhotá-lo, mas, até aí, maldade nenhuma no pensamento. Uma coisa assim meio sobre a intenção nenhuma. Voltou ao quarto, puxou o papel do bolso do paletó, num gesto puramente mecânico. Inexplicável. Nenhum pressentimento, ou coisa parecida. A mente como que vazia. Era a conta do motel.

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entrevista

CAROLINA DIÓGENES

‘O câncer de mama tem incidência muito alta’

redação@defato.com | Twitter: @defato_rn

A

médica Carolina Diógenes, formada pela Universidade Federal Rio Grande do Norte (UFRN) possui residência médica em Cirurgia Geral e em Mastologia. Ela, que está há 3 anos morando em Mossoró, é a entrevistada da semana neste início de outubro, mês em que o mundo todo se une na divulgação de como identificar o câncer de mama de forma precoce com o “Outubro Rosa”. Sobre a doença, sinais e sintomas do câncer de mama, prevenção e sobre o autoexame, a médica explica melhor na conversa que segue: DOMINGO – POR QUE é importante saber da presença do nódulo na mama e como a mulher pode fazer isso? CAROLINA DIÓGENES – Na verdade, se a mulher tiver aquele potencial genético, a mulher terá câncer. Mas, a identificação precoce é importante porque ao se identificar o nódulo quando ele tem até 1 cm de diâmetro, as chances de cura dessa paciente são enormes, de 94% a 97%. Antes desse câncer atingir axilas, ossos. Esse rastreamento anual e precoce faz com que se identifique os nódulos ainda pequenos. Quanto maior o tamanho do nódulo, mais reservado é o prognóstico. A MULHER, a partir dos 40 anos de idade, está mais propensa a desenvolver o câncer de mama. O autoexa4

me consegue ajudar nessa identificação precoce? NO nosso país que é carente, a Organização Mundial de Saúde e o Ministério da Saúde recomendam realmente que as mulheres façam o autoexame da mama, porque não é a nossa realidade identificar esse nódulo quando ele tem apenas um centímetro. A nossa realidade é identificar o nódulo quando ele já é palpável porque nem todo mundo tem acesso a especialistas, a mamografia. Para se ter uma ideia, em Mossoró somos apenas em três especialistas para uma população de mais de 200 mil habitantes, dentre os quais a maioria são mulheres e destes dois terços já estão em idade de serem examinadas e rastreadas. Aqui, como em qualquer país em desenvolvimento, a gente pede que se faça o autoexame. Porém, o ponto ne-

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gativo do autoexame é que as mulheres passam a ficar preocupadas, gera uma ansiedade constante e por isso em alguns países como nos Estados Unidos a recomendação é de que se a mulher perceber uma diferença na mama ou apresentar qualquer sintomatologia, de que as mulheres não toquem na mama mas que procurem um mastologista. Aqui no Brasil, devido à carência também de mastologistas, se recomenda procurar o profissional da ginecologia e obstetrícia para ajudar na identificação e estes têm um papel importante nisso. QUAL a frequência que a mulher nessa faixa etária deve ter junto ao médico especialista? A RECOMENDAÇÃO que a Sociedade Brasileira de Mastologia faz é a de escolher uma vez ao mês no perío-


entrevista do pós-menstrual, terceiro ou quarto dia pós-menstruação que as mamas não estão tão doloridas, procurar o médico para fazer a consulta, esse rastreamento. COMO tem sido a incidência, ao menos o que você percebe na sua clínica? A INCIDÊNCIA do câncer de mama é alta em mulheres que não têm acesso à saúde particular e também em mulheres que tem esse acesso, com poder aquisitivo. Mas o que é pior é que a maioria das que chegam aqui já são localmente avançados. Nestes casos, são necessárias a intervenção cirúrgica e a quimioterapia. QUAIS são os sinais ou a sintomatologia que identifica a presença do câncer de mama? SÃO aparecimento de nódulo na mama, secreção (fluxo) papilar (mamilo) espontânea, alteração na cor ou aspecto da pele, alteração ou feridas no mamilo, dor ou assimetria mamária/crescimento repentino da mama (tamanhos entre a mama muito diferentes). Caso estes sinais apareçam em qualquer idade deve-se procurar imediatamente o especialista. SE fala tanto que a quimioterapia é agressiva, há outras formas de tratamento que são melhores nesse sentido? OLHA, a oncologia clínica é que lida mais com isso, mas também estamos preparados para falar sobre isso. Hoje isso se fala muito em assinatura genética tumoral, que há quatro tipos de tumor de câncer e cada tipo deste vai responder ou não à quimioterapia, ao bloqueio hormonal, ou não vão responder a nada. Infelizmente é algo novo, que está distante da nossa realidade aqui, mas que já está ao alcance em grandes hospitais de tratamento na área como é o Sírio Libanês, alguns consultórios particulares em grandes centros por serem exames muito caros, que fazem um levantamento genético tumoral. Para nossa realidade ainda não é possível, mas sabemos que no futuro é que vai ter cânceres em que a única alternativa será a cirurgia, ou vai ser quimioterapia, vai se saber qual a quimioterapia mais adequada a cada tipo de tu-mor e isso é positivo.

versão cintura e quadril em que a mulher ganha peso no abdômen que é a gordura barrão, propensão muito alta a uma alimentação rica em lipídios e o aumento do IMC dá propensão alta para o desenvolvimento de câncer de mama, câncer de endométrio, câncer de colo. Evitar o uso de terapias de reposição hormonal – usadas na pós-menopausa –, pois é comprovado cientificamente que aumentam a predisposição ao câncer de mama. Já o uso de anticoncepcionais não tem trabalhos provando que ajuda no desenvolvimento do câncer de mama.

PARA finalizar, essa atenção em torno do Outubro Rosa ajuda ou tem ajudado no esclarecimento das pessoas? MUITO, porque é o momento em que o mundo inteiro fala sobre o câncer de mama, que é a doença oncológica que mais mata. O que eu vejo é que essa mobilização é fantástica, existe uma mídia que fica atenta a tudo isso e se divulga de forma maciça de modo que chega às pessoas, independente do lugar e do meio em que elas acessam essa informação. Por isso, consideramos que a causa tem ajudado a salvar sim, muitas vidas.

LEVANDO-SE em consideração que não é apenas a predisposição genética, mas também a alimentação pode contribuir. O que pode ser feito como prevenção? MUITA coisa. Por exemplo, essa inJornal de Fato | DOMINGO, 7 de outubro de 2012

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música

O recital que acontece às sextas-feiras no Cafezal traz músicas e textos de Chico Buarque, Clarice Lispector, Tom e Vinícius de Morais

Diálogos’ com

Clarice E

ra uma vez um grupo... Tudo começou assim. E continua assim, mas de forma diferente. Hoje, mais uma vez, é o mesmo grupo: VINA – Vivência N’Arte. O mesmo que atinge a maioridade nos seus 21 anos, com 20 espetáculos e incontáveis apresentações, dentre os quais: “Era uma vez um homem e seu tempo”, “Divinamente Vinicius”, “Nós, vozes, elos”, “Estatutos do Homem: Uma Ode ao trabalho”, “A cidade muda: Sóis da Minha Noite”, “Sarau”, “Nada Será como Antes”, “Sertanianas Brasileiras”, “Um Direito Seu”, “A Missa da Insurreição”, “Aos Trancos e Barrancos”, “Fica Comigo Esta Noite”, “Ossos do Ofício”, “Em Cantos & Encontros” (alusivo aos 15 anos de aniversário do grupo), “A Missa da Insurreição – 2 Edição” e “Cardápio Musical”, incluindo várias participações no Projeto Seis e Meia, em Natal e Mossoró, fazendo janela para artistas consagrados da MPB, afora algumas incursões por cida-des importantes do RN, Paraíba, Ceará e em Brasília (DF), onde participou do I Congresso Nacional do Cangaço: Memória e Cultura (com o espetáculo “A Missa da Insurreição”) no auditório do Conjunto Cultura da República: Museu Nacional e Biblioteca Nacional. O Grupo Vina tem participado de programas culturais importantes da cidade de Mossoró, o que o motivou a participar, pela quarta vez, do projeto “Recitando no Memorial”, através da Gerência Executiva da Cultura da Prefeitura Municipal de Mossoró, que se realiza no Cafezal – Memorial da Resistência. Durante esse tempo, o grupo homenageou vários artistas (escritores, cantores, compositores, poetas), falou muitas vozes, cantou muitos cantos, convidou muitas personalidades ao palco, amigos da vivência na arte.

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)) Vina, há

21 anos, faz homenagens com novo recital

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música “Dessa vez, o grupo está com outro recital em que homenageia uma mulher emblemática na cultura, na literatura brasileira, na arte e na vida: O Recital ‘Diálogos’, do grupo Vina presta homenagem a Clarice Lispector e faz com que essa personalidade

forte, homenageie amigos, outros que foram homenageados pelo Vina durante estes 21 anos de existência do grupo”, explica Roberto Brígido. Entre os amigos estão Tom Jobim, Chico Buarque, Vinicius de Morais, estes em diálogo com os textos de

Clarice Lispector. Com texto original de Ailton Siqueira e adaptado pelo Vina, o recital Diálogos tem direção musical de João Liberalino e se apresentou na última sexta (5), mas também nos próximos dias 12 e 19 de outubro, às 22h no Cafezal.

# serviço RECITAL: DIÁLOGOS… FICHA TÉCNICA: - TEXTO ORIGINAL: AILTON SIQUEIRA - ADAPTAÇÃO: GRUPO VINA - DIREÇÃO CÊNICA: CHICO WINDOWS - DIREÇÃO MUSICAL: JOÃO LIBERALINO - LOCAL DE APRESENTAÇÃO: CAFEZAL (MEMORIAL DA RESISTÊNCIA); DIAS: 05, 12, 19/10/12 HORA: 22,00 ELENCO: João Liberalino (voz, violão) Raimundo Viana (voz, percussão) Roberto Brígido (voz, percussão) Betinha Lima (voz) Gracita lima (Voz) Cecília Monte (voz) Goretti Alves (voz) Marieta Cosme (voz) Músico Convidado: Marcondes Serafim (voz, contrabaixo

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O Grupo Vina tem participado de programas culturais importantes da cidade de Mossoró, o que o motivou a participar, pela quarta vez, do projeto “Recitando no Memorial”, através da Gerência Executiva da Cultura da Prefeitura Municipal de Mossoró Jornal de Fato | DOMINGO, 7 de outubro de 2012

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capa

A participação através do voto direto, secreto e com valor igual para todos faz parte do amadurecimento democrático do país; sua negociação, o oposto

2222

Voto

e democracia

V

ocê passaria 4 anos sem conferir seu movimento bancário? Deixaria seu filho ver TV durante 4 anos sem sua orientação?” As perguntas acima fazem parte de uma campanha da ONG Voto Consciente na Internet para esclarecer as pessoas de que elas precisam acompanhar a atuação e prestação de contas dos seus candidatos após a escolha pelo voto. Uma atitude simples, porém, que a maioria dos brasileiros ainda não faz. Muitos, nem sequer lembram em quem votou poucos meses depois do pleito. Os conteúdos disponibilizados no site do Voto Consciente (www.votoconsciente.org.br) pretendem contribuir para que as pessoas se envolvam com a política e percebam a importância que ela desempenha na vida de cada um. Em uma época em que a descrença sobre o meio político atinge patamares elevados, ganha importância a conscientização de que cada um tem sua parcela de responsabilidade na escolha dos próximos governantes. Mas, afinal o que significa voto consciente e qual a sua importância? A importância de um voto consciente está além de um compromisso de cidadania pela democracia, já que, conforme a Constituição Federal, todos os brasileiros têm direito ao voto direto, secreto, e com valor igual para todos. Diferente de outras escolhas, as eleições municipais são as que mais atingem a vida de todos os brasileiros por ser a instância mais próxima e a mais urgente também. 8

Neste domingo, milhares irão às urnas para realizar essa escolha que interfere na sua rotina, das menores às maiores decisões. Por isso, a venda ou negociação do voto nunca foi tão combatida como nos últimos anos, resultado de uma fiscalização maior do processo eleitoral, mas também de uma divulgação significativa de que educação política é construída na conscientização e não na troca de benefícios.

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Neste domingo, milhares irão às urnas para realizar essa escolha que interfere na sua rotina, das menores às maiores decisões. Por isso, a venda ou negociação do voto nunca foi tão combatida como nos últimos anos, resultado de uma fiscalização maior do processo eleitoral

Jornal de Fato | DOMINGO, 7 de outubro de 2012

Reflexão Para realizar um voto consciente é necessário ir além das informações básicas, como o perfil do candidato e o partido ao qual é filiado. Buscar o histórico do concorrente, avaliar suas propostas, resgatar seu passado e verificar sua atuação política e profissional são fatores essenciais para realizar uma escolha consciente. Afinal, da decisão nas urnas dependem os rumos da cidade pelos próximos quatro anos. Outra questão para o voto consciente é a de que mais do que conhecer a biografia e o programa de governo dos candidatos, o eleitor deve saber as atribuições de cada cargo. O eleitor precisa saber que o vereador é um formador de políticas públicas, não um prestador de serviços. Não é seu papel oferecer alimentos, cestas básicas ou qualquer benesse. “O Brasil é o resultado das eleições de outubro e os que o governam são escolhidos pelo voto de cada eleitor. As instituições públicas são movidas por políticos e pessoas indicadas por eles. Todos os funcionários são nossos empregados. A nós devem prestar contas. Temos o direito de cobrar, exigir, reivindicar, e eles o dever de responder às nossas expectativas. A autoridade é a sociedade civil. Exerça-a. Vote no futuro melhor de seu município, na Justiça social, na qualidade de vida da população, na cidadania plena”, declarou Carlos Alberto Libânio Christo, 67, o Frei Betto, frade dominicano e escritor, engajado em movimentos políticos e sociais sobre as eleições deste ano.


capa

# O voto no Brasil Os dez principais momentos da história da eleição no país O voto é a mais antiga ferramenta do brasileiro para exercer sua cidadania e escolher seus representantes. Da fundação da Vila de São Vicente, em 1532, até a reabertura democrática da Constituição de 1988, esse direito já sofreu diversas restrições, como a exigência de uma renda mínima e a exclusão feminina. Conheça dez momentos dessa história no Brasil.

1555 – VOTO CENSITÁRIO

Da Colônia até quase o fim do Império, só podiam votar (e ser votados) nobres, burocratas, militares, comerciantes ricos, senhores de engenho e homens de posses, mesmo analfabetos. Em 1555, a vila de Santo André da Borda do Campo tinha juiz, vereador, inspetor e procurador eleitos. Só o alcaide-mor, espécie de prefeito, era indicado pelo rei.

1821 – CORTE LUSA

Em 1820, clero, nobreza e exército se revoltaram, exigindo a monarquia constitucional em Portugal. D. João VI convocou eleições em março de 1821 para a nova corte – 72 vagas para a elite brasileira. Após seis meses, uma junta escolheu 68 brasileiros – apenas 50 assumiram.

1881 – LEI SARAIVA

Aprovado em janeiro de 1881, um decreto do primeiro-ministro do Império José Antônio Saraiva estabeleceu eleições diretas para câmaras e assembleias. Províncias foram divididas em distritos e eleitores com renda mínima anual de 200 mil-réis foram cadastrados. Em 1882, foram excluídos os analfabetos, já que era preciso assinar um documento.

1891 – VOTO DE CABRESTO

Com o presidencialismo, a Constituição de 1891 ratificou as votações diretas, embora Deodoro da Fonseca tenha sido eleito presidente pela Assembleia. Em 1904, a Lei Rosa e Silva estabeleceu que, além da cédula que ia para a urna, outra seria preenchida, datada e rubricada por fiscal eleitoral – intimidação que duraria toda a Primeira República.

1932 – VOTO FEMININO

Estabeleceu-se voto secreto e obrigatório para “cidadão maior de 21 anos, sem distinção de sexo” em 1932. Assim, mulheres podiam

votar. A médica paulista Carlota de Queiroz foi eleita deputada. Em 1934, a idade mínima para votar passou a ser de 18 anos.

1950 – SEM MAIORIA

Em 1945, Getúlio Vargas fora deposto após o Estado Novo e o militar Eurico Gaspar Dutra foi eleito presidente. Em 1946, a Constituição não exigia a maioria absoluta dos votos para representantes do Executivo. Assim, menos da metade dos eleitores levaram três presidentes ao poder: Getúlio em 1950, Juscelino Kubtischek em 1955 e Jânio Quadros em 1960.

1955 – CÉDULA OFICIAL

Duas grandes novidades foram integradas ao sistema eleitoral em 1955. Uma lei determinou que o título fosse vinculado a uma seção eleitoral e voltou a exigir foto do votante – ideia prevista já no código de 1932. Em agosto, as cédulas de votação, até então de responsabilidade dos candidatos, passariam a ser feitas pela Justiça Eleitoral.

1963 – REFERENDO

Com a renúncia de Jânio Quadros em 1961, o Congresso condicionou a posse de João Goulart ao parlamentarismo. Em janeiro de 1963, contudo, o brasileiro participou do seu primeiro referendo, que teve como resultado a rejeição do novo sistema. Seria também a última votação popular antes da ditadura que se instalou com o golpe de 1964.

1989 – ELEIÇÕES DIRETAS

A reabertura democrática trouxe a nova Constituição de 1988. Presidente, governadores e prefeitos de grandes cidades seriam eleitos em dois turnos. Jovens acima de 16 anos, analfabetos e maiores de 70 anos ganharam direito facultativo ao voto. Em 1989, após 29 anos de escolhas feitas pelo Congresso, houve eleição para presidente.

1996 – URNA ELETRÔNICA

Após experiências feitas desde 1989, 57 cidades com mais de 200 mil habitantes usam urna eletrônica na eleição municipal. Em 2000, na primeira eleição totalmente informatizada do mundo, 110 milhões de pessoas escolheram prefeitos e vereadores de 5559 municípios. Fonte: Aventura na História.

Para uma escolha mais consciente Saiba quais são as principais funções do vereador 1. Legislar

- aprimorar as leis na esfera municipal - votar projetos de leis

2. Fiscalizar

- fiscalizar os gastos públicos, inclusive os do prefeito e seus secretários - encaminhar denúncias - participar de CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito)

3. Representar a população

- servir como ponte entre as demandas da população e a prefeitura

Vereador não tem competência para: 1. Realizar obras e serviços. Como, por exemplo: - Asfaltamento de ruas, tapagem de buracos; - Construção, reforma ou modificações de quadras esportivas; - Saneamento básico (distribuição de água encanada, esgoto); - Construção de escolas, creches, hospitais, casas populares; - Distribuição de cestas-básicas; - Iluminação de ruas, praças, avenidas; - Abertura de novas ruas; - Segurança pública, sua ampliação ou modificação administrativa.

Tem dúvidas?

Dicas para escolher seu candidato Escolha primeiramente um partido político. Eles têm grande peso e importância no processo eleitoral. Analise as ideias desse partido e as coligações que ele fez. Faça uma lista de candidatos e verifique as propostas. Priorize aqueles que apresentam programas com informações objetivas e quantitativas, que possibilitem uma cobrança efetiva das promessas feitas; Se ele estiver prometendo o que não pode cumprir (promessas fora das competências legais), risque o candidato da sua lista; Busque os antecedentes, mas não se coloque no papel de juiz. Julgamentos tramitados em segunda instância podem ter algo a dizer; Se ele já foi vereador, informe-se sobre seu desempenho no último mandato; Cuidado com políticos que mudam de partido no meio do mandato e não abandonam o cargo. Eles dependem do apoio do partido para serem eleitos e estão sendo infiéis à confiança depositada nas eleições; Evite escolher candidatos apenas porque ele é bonito(a), famoso(a) nem faça o voto de “protesto”. Esse tipo de voto pode arrastar anônimos e indesejáveis para nos representar na câmara. ATENÇÃO - Votos nulos ou em branco não anulam a eleição; apenas reduzem o quociente eleitoral, facilitando a eleição dos mais votados. Jornal de Fato | DOMINGO, 7 de outubro de 2012

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justiça

Mudar o

nome

Pessoas que não se sentem confortáveis com o próprio nome ou sobrenome – porque lhes causam constrangimento, ou porque querem apenas que seu direito de usar o nome de seus ascendentes seja reconhecido – podem re-correr à justiça

A

escolha do nome é decidida pelos pais e se configura como uma ação primordial que confere cidadania e respeito à toda a criança que nasce. É direito garantido que toda pessoa tenha um nome, (compreendidos o prenome e o sobrenome), concretizando assim um dos princípios constitucionais da dignidade da pessoa hu-mana. Esse nome escolhido será levado ao longo da vida, logo é de extrema relevância na vida social, por ser parte da personalidade. Mas, nem sempre esse nome pode contribuir para que a pessoa se sinta confortável com a escolha feita pelos pais, muitas vezes sem uma reflexão de que o nome poderia trazer problemas no futuro. Muitos não se sentem confortáveis com o próprio nome ou sobrenome: ou porque lhes causam constrangimento, ou porque querem apenas que seu direito de usar o nome de seus ascendentes seja reconhecido. E, nestes casos, as pessoas podem recorrer à Justiça.

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Em anos anteriores, a tabeliã lembra que todos os cartórios receberam orientação para o registro de nomes que podem ser considerados problemáticos, nomes estrangeiros, criados pelos pais ou considerados inapropriados 10

“Já realizamos muitas alterações de certidões por decisão judicial da Vara de Família, a pessoas que pedem para alterar o nome, principalmente por causar constrangimento, entre outras razões”, explica Luzinete Bezerra, tabeliã do Segundo Cartório de Mosso-ró. Em anos anteriores, a tabeliã lembra que todos os cartórios receberam orientação para o registro de nomes que podem ser considerados problemáticos, nomes estrangeiros, criados pelos pais ou considerados inapropriados. “Nestes casos, colocamos aos pais que não é permitido e que é importante uma reflexão sobre os problemas que estes nomes podem trazer no futuro”, ressalta. STJ O Superior Tribunal de Justiça (STJ) vem reforçando na mídia que é possível mudar o nome nestes casos em que as pessoas se sintam prejudicadas e que o STJ vem firmando jurisprudência sobre o tema, com julgados que inovam nessa área do Direito de Família. Segundo informações divulgadas pela própria comunicação do STJ recentemente, no dia 9 de setembro, a quarta Turma decidiu que é possível acrescentar o sobrenome do cônjuge ao nome civil durante o período de convivência do casal. De acordo com o colegiado, a opção dada pela legislação, de incluir o sobrenome do cônjuge, “não pode ser limitada à data do casamento, podendo perdurar durante o vínculo conjugal”. Em outro julgado, no qual o prenome causava constrangimento a uma mulher, a Terceira Turma autorizou a sua mudança. A mulher alegou que sofria grande humilhação com o prenome “Maria Raimunda” e, assim, pediu a sua mudança para “Maria Isabela”. A relatora ministra Nancy Andrighi acolheu as razões de que não se tratava de mero capricho, mas de “necessidade psicológica profunda”, e, ademais, ela

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já era conhecida em seu meio social como Maria Isabela, nome que escolhera para se apresentar, a fim de evitar os constrangimentos que sofria. Retificação/alteração No direito brasileiro, a regra predominante é a da imutabilidade do nome civil. Entretanto, ela permite mudança em determinados casos: vontade do titular no primeiro ano seguinte ao da maioridade civil; decisão judicial que reconheça motivo justificável para a alteração; substituição do prenome por apelido notório; substituição do prenome de testemunha de crime; adição ao nome do sobrenome do cônjuge e adoção. A Terceira Turma do STJ, em decisão inédita, definiu que uma pessoa pode mudar o seu nome, desde que respeite a sua estirpe familiar, mantendo os sobrenomes da mãe e do pai. Os ministros do colegiado entenderam que, mesmo que vigore o princípio geral da imutabilidade do registro civil, a jurisprudência tem apresentado interpretação mais ampla, permitindo, em casos excepcionais, o abrandamento da regra. Homenagem aos pais de criação também já foi motivo de pedido de retificação dos assentos constantes do registro civil de nascimento de uma mulher. Em seu recurso, ela alegou que, apesar de ser filha biológica de um casal, viveu desde os primeiros dias de vida em companhia de outro casal, que considera como seus pais verdadeiros. Assim, desejando prestar-lhes homenagem, pediu o acréscimo de sobrenomes após a maioridade e foi autorizada a alteração.


justiça Mudança de sexo O transexual que tenha se submetido à cirurgia de mudança de sexo pode trocar nome e gênero em registro sem que conste anotação no documento. A decisão, inédita, foi da Terceira Turma, em outubro de 2009. O colegiado determinou, ainda, que o registro de que a designação do sexo foi alterada judicialmente conste apenas nos livros cartorários, sem constar essa informação na certidão. A relatora do recurso, ministra Nancy Andrighi, afirmou que a observação sobre alteração na certidão significaria a continuidade da exposição da pessoa a situações constrangedoras e discriminatórias. Anteriormente, em 2007, o colegiado analisou caso semelhante e concordou com a mudança desde que o registro de alteração de sexo constasse da certidão civil. A ministra destacou que, atualmente, a ciência não considera apenas o fato biológico como

determinante do sexo. Existem outros elementos identificadores do sexo, como fatores psicológicos, culturais e familiares. Por isso, “a definição do gênero não pode ser limitada ao sexo aparente”, ponderou. Conforme a relatora, a tendência mundial é adequar juridicamente à realidade dessas pessoas. Família Flamengo Em alguns casos a paixão por uma personalidade, ídolo da música e até mesmo por um time de futebol faz com que os pais decidam os nomes de forma criativa, mas curiosa. No passado era mais frequente o registro de nomes de crianças baseadas em fatos históricos, em produtos, em dias da semana, números, personalidades do cinema, etc. Mas nem sempre o nome tido como diferente é motivo de vergonha. Em alguns casos, é motivo até de orgulho. Uma história interessante é a de uma

família de Caicó, seridó do Estado. Seu Francisco Domingos dos Santos, apaixonado pelo Flamengo, decidiu homenagear seu time do coração e colocou o nome de todos os filhos fazendo uma alusão ao time carioca. Os irmãos Flamozer, Flamena, Zicomengo e Francífla ficaram conhecidos desde crianças por seus nomes inusitados e posteriormente já foram entrevistados por vários veículos de comunicação devido a isso: “As pessoas sempre acharam interessante, não vou dizer que sempre foi fácil, mas é diferente e somos reconhecidos em todo lugar. A gente jamais pensa em mudar de nome, porque temos orgulho disso e sabemos o quanto significa para nosso pai. Mudar de nome é que seria muito estranho”, conta Flamoser, que é esportista e trabalha como professor, com a paixão da família, o futebol.

)) Os irmãos caicoenses Flamozer,

Flamena, Zicomengo e Francífla levam nos nomes o reflexo do amor do pai pelo time Flamengo

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sua carreira

Rafael DemeTRIuS

Trabalhando com o inimigo

O x

relacionamento é um dos pontos mais delicados dentro das empresas. Quem é que consegue se dar bem com todas as pessoas? Todos têm histórias de chefes, colegas ou parceiros que tentaram prejudicar ou influenciar negativamente a imagem de outras pessoas no trabalho. O que falta na maioria das situações é maturidade. As pessoas costumam “meter os pés pelas mãos” e transformar uma situação profissional em um problema pessoal. Ofensas são trocadas, os ânimos se exaltam e o caso se torna muito mais complexo de ser resolvido porque as pessoas tomam partido e complicam a cena. Se existe, ou já existiu pelo menos uma dessas situações em seu trabalho, com uma pessoa desagradável, saiba que essa é uma reclamação de 10 entre 10 profissionais. Por mais que afinidades existam dentro de uma mesma área, somos todos diferentes – em cultura, educação, perspectivas, desejos… Posto que não exista lugar ideal, onde todos são amigos e jamais há conflitos, a única forma de vivermos em paz é exercitando a tolerância e a assertividade. E diante dessa realidade, o que fazer para conviver no trabalho com uma pessoa que não é nada agradável? Simples dicas poderão te ajudar, confira. Mude de perspectiva

Veja seu “inimigo” como outro ser humano. Ele pode ser muito desagradável no escritório, mas fora desse ambiente é uma pessoa agradável que, como você, possui erros e qualidades, problemas pessoais e estresse. Pense nisso especialmente quando houver conflitos, pois nessas horas só pensamos em nossa opinião e perspectiva. Respire fundo

Não deixe a raiva dominar você. Quando ouvir algo desagradável, respire fundo, vá tomar uma água. Só depois de analisar bem a situação, pense no que fazer. Não ignore o problema, nem a pessoa. Apenas se lembre de que ações precipitadas podem prejudicar você. Elogios em público e críticas em particular

É difícil encontrar alguém que jamais tenha ignorado o primeiro item. Isso, no entanto, deve ser evitado a todo custo. Se achar que uma conversa é a melhor opção, espere a cabeça esfriar e convide a pessoa para um local reservado. Lembre-se sempre de que elogios podem ser feitos em público; críticas, jamais. Alerte com jeitinho

As pessoas normalmente não têm consciência de qual atitude irrita os outros – mascar chiclete fazendo barulho, bater os pés incansa-

velmente ou até gritar sem motivo com os colegas, por exemplo. A melhor saída para esses casos é o jeitinho. Diga à pessoa de forma discreta – e até bem humorada, se for o caso – que tal hábito tira a sua concentração ou não é muito bacana. Não deixe que pequenas coisas ganhem grandes proporções. Às vezes, problemas sérios de relacionamento começam por bobagens. Conflito de opiniões

É comum termos atritos com alguém simplesmente pelo fato de defendermos opiniões diferentes. Aí entra a tolerância. Você tem o direito de pensar o que quiser. O outro também. E as empresas precisam de pessoas com perfis diferentes para alcançarem o equilíbrio. É importante, por exemplo, ter alguém com um olhar mais humanista diante das ações a serem tomadas; e outro profissional mais prático, que jamais vai se esquecer que um dos maiores objetivos da empresa é o lucro. Lembre-se que temos que aceitar todas as opiniões, concordar ou não é outra história. Esqueça o rótulo de vilão e vítima

Tente compreender o colega, o contexto em que ele vive e os valores que tem. As pessoas difíceis normalmente esperam que as outras ajam do jeito que elas querem. Ao descobrir a origem disso, você começa a prever o comportamento dela e a desenvolver uma maneira de lidar com ela. Compreenda a razão que faz seu colega agir de maneira errada, compreendendo a razão fica mais fácil entender o colega e trabalhar junto uma alternativa para o comportamento indesejado. Espelhamento

Será que você também é uma pessoa difícil? Será que você não possuí algo que incomoda os outros? Para saber, você precisa se autoavaliar. O primeiro passo é simplesmente parar de acusar que o outro está sempre errado, e que você está sempre certo. Tente se conhecer melhor, exercite o domínio próprio e mostre os seus valores. Quem sabe assim você não encontra algo a melhorar em você? Faça do outro jeito

Pode parecer simples, mas é quase impossível. Abra mão da razão e faça do jeito que seu inimigo quer. O máximo que pode acontecer é que ele estará errado e você poderá falar, “tudo bem, tentamos do seu jeito, agora faremos do meu”. Peça ajuda

Se você estiver esgotado, depois de já ter tentado de tudo, recorra a um apoio. Converse com o superior responsável ou com o RH da empresa. Às vezes, uma intervenção vinda de cima é necessária. Seja discreto para não ser mal interpretado. Se outros colegas tiverem as mesmas queixas em relação à “pessoa difícil”, o ideal é que o grupo leve a situação a uma instância superior e tente resolvê-la. Se supere

Todas as dicas podem ser resumidas em uma única frase: supere a si mesmo. As coisas não são só sobre você e sua opinião, nem sobre o que você já fez e deixou de fazer. No fim das contas, vocês serão apenas mais duas pessoas que trabalharam na empresa. Por isso, procure sempre olhar a partir de todas as perspectivas possíveis.

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crônica

FabIaNo ReGIS

QUEM É O PAI DA CRIANÇA?

(

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)

E

mbalado pelo ócio naquela manhã de 07 de setembro, me espichei numa rede, e apontei o controle remoto rumo à televisão num desses programas que ensina a cozinhar. O assunto que temperava as panelas em fogo brando era a “paternidade depois dos 40 anos de idade”. Na roda de conversa com a apresentadora estavam alguns pais quarentões e um especialista. Os debatedores foram unânimes em dizer que a decisão de ser pai “tardiamente” se dava em função da carreira, estabilidade financeira e a experiência. No meu caso, fui pai do terceiro filho depois dos 40 anos e confesso que não vejo nos atributos “carreira, estabilidade e experiência”, argumentação suficiente para convencer que eu não sou o “avô” do meu filho. Ainda me lembro que na maternidade, uma enfermeira de rosto angelical ao passar por mim no corredor e me ver com o bebê no colo, perguntou: – “é o seu primeiro neto?” Cerca de um mês depois, a minha filha de 14 anos – toda orgulhosa – segurava o irmão para a primeira visita ao médico pediatra. De repente entra no consultório um amigo de infância do meu pai. Sem dizer uma palavra, ele olhou fixamente para a minha filha e saiu. No dia seguinte telefonou para reclamar: – “Bela criação a sua, em rapaz? Não orientou e olha o que aconteceu. Além da mãe adolescente, agora tem um neto pra sustentar”. Já por volta dos 03 anos, quando meu filho tinha idade para ingressar na pré-escola, fui a uma papelaria com o objetivo de comprar o seu material escolar. No local das compras, o meu filho se engraçou por uma mochila que viu na televisão. Tentei convencê-lo a comprar outro modelo, com preço módico, mas não teve jeito, fez birra, acabei cedendo. A vendedora que presenciava tudo escorada no balcão sentenciou: – “avô é tudo igual, só muda o endereço”.

Há um mês, entrei numa padaria para comprar um bolo e antes resolvi degustar. Do meu lado estava o meu filho, silente, observando o meu mastigar. Nesse momento, a atendente muito comovida falou: – “Que avô desnaturado. Não ofereceu um pedaço de bolo a essa pobre criança!” Por último, fui buscá-lo na escola recentemente. Enquanto caminhávamos pelo pátio em direção ao portão de saída, ele pediu que eu parasse e se dirigiu até uma coleguinha, e falou: – “este é o meu pai!”. Depois de tantas dúvidas a esse respeito, essa afirmação me deixou bastante emocionado. De volta para casa, com a família reunida, resolvi contar o quanto eu estava feliz, com a atitude do meu filho. Sem pestanejar, a fonte inspiradora do que você está lendo agora, arrematou: – “eu só falei aquilo, papai, porque a minha colega vive dizendo pra

todo mundo que você é o meu avô!” Quero deixar claro que não sou contra a paternidade depois dos 40 anos de idade, mas tenho que admitir o quanto é difícil e embaraçosa, quando já se tem uma penca de cabelos brancos.

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Enquanto caminhávamos pelo pátio em direção ao portão de saída, ele pediu que eu parasse e se dirigiu até uma coleguinha, e falou: – “este é o meu pai!”

* Fabiano Regis, bancário e radialista Jornal de Fato | DOMINGO, 7 de outubro de 2012

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adoro comer

DavI mouRa

Adoro Beber O nosso Bruno Viana está indo, rico e chique, morar no Rio de Janeiro. O que isso significa? Que perdemos nosso querido Adoro Beber. Com a saída do Bruno, estamos abertos para o próximo Adoro Beber. Já estamos conversando com uma pessoa, mas é sempre bom ouvir mais opiniões e ideias. O trabalho é simples: escrever sobre bebidas, suas experiências, suas análises, críticas e invenções. É colaborativo e a periodicidade é quinzenal. Interessados, fiquem ligados, basta enviar e-mail sinalizando o interesse que a gente conversa: davi@adorocomer.com ou pelo Twitter @davimoura. davi@adorocomer.com | @davimoura

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Noite Alemã no Maison Gastronomia Desta vez a gastronomia alemã é a estrela principal no Maison Gastronomia, que acontecerá no dia 20/10, com direito as salsichas, chopp e até a deliciosa torta alemã. O espaço já vem garantindo um público fiel com esses eventos temáticos. O último foi uma noite de comidas típicas americanas, em um gostoso tributo a Las Vegas. Os pratos desta vez iniciam-se com um mix de salsichas, salada de batata, pastrami e salame hamburguês. O prato principal é o joelho de porco com purê de batata e típico chucrute. Pra finalizar, a torta alemã. Fora a caneca de chopp. As reservas vão até o dia 19/10 pelos telefones (84) 8709 7897 e (84) 9183 2654.

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Chamego Doce A doceria que fez história em Mossoró continua com o fabuloso dom de fazer os mais deliciosos bolos do mundo. Ainda no mesmo canto e do mesmo tamanho de sua fundação, segue com a tradição e o capricho em servir os melhores doces e salgados. O combo é sempre a trouxinha de frango com o bolo, mas sem nunca deixar de mencionar a bolinha de calabresa com queijo, que é campeã disparada. O bolo é um pecado em si, duas cores, fofinho e com recheio de creme crocante. Vale salientar que as fadas do bolo fazem do jeito que você quiser, mas essa é a mistura fatal, pra fazer você se apaixonar e virar fã de vez. Visite-os em um dia que a dieta o permita comer tudo sem pena, pois só vale a pena assim. Fica na R. Dr. Almeida Castro, 212, pertinho da Biblioteca, ainda com a pracinha na frente. O telefone da felicidade é (84) 8817 2929 – (84) 9411 9599.

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Mc Donald's em Mossoró A marca que move milhões de dólares e fãs no mundo inteiro acaba de chegar a Mossoró. No último domingo, dia 30 de Setembro, as portas foram abertas e todos puderam conferir desde o famoso Big Mac até os deliciosos sorvetes, que já chegaram com preços competitivos para tentar derrubar os concorrentes sem pena. Para pedir, não tem segredo. Peça, pague, receba. Tudo isso com a velocidade proporcionada unicamente com mais de 20 funcionários todos trabalhando para atender com a rapidez que a franquia ordena. As filas são imensas e a paixão, temperada pelo sabor da novidade, fazem todos saírem com carinhas felizes e bandejas cheias. Os preços são comparáveis com a das outras franquias do mesmo segmento e o ponto mais positivo vai para os sorvetes. Para acertar, depois de comer um dos vários sanduíches do menu, escolha o McFlurry com Bis. Uma experiência sensacional com um único efeito colateral: você não conseguirá pedir outra coisa.

Utensílios criativos de cozinha É incrível como às vezes compramos alguns utensílios espetaculares pra ajudar nossa vida na cozinha e acabam esquecidos no fundo da gaveta. Fiz uma seleção especial para analisar se vale a pena adquirir pra sua coleção. Agora é só buscar em Mossoró ou nos Shoptimes e Polishops da vida: - Aquela velha história de lamber a panela inspirou esta ferramenta: funciona como um pequeno rodo para não deixar nenhum pouquinho de massa na vasilha. Ou você entrega pro seu pequeno e ele faz a festa. - Pra quem sofre na hora de cortar ou dividir a pizza com os amigos glutões, essa tesoura/espátula permite cortar a pizza em tamanhos iguais e já retirá-la pronta para servir. - Especialmente pra quem tem filhos, uma forminha que deixa os biscoitos em forma de peças de quebra cabeça.

Aproveite e acesse o http://blogadorocomer.blogspot.com para conferir esta e outras delícias! 14

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adoro comer

Cupcake INGReDIeNTeS - 3/4 de xícara (chá) de cacau - 3/4 de xícara (chá) de água - 3 xícaras (chá) de farinha de trigo - 1 colher (chá) de bicarbonato de sódio - 1 colher (chá) de fermento - 1 colher (chá) de sal - 300 g de manteiga - 2 1/4 xícaras (chá) de açúcar - 4 ovos grandes - Essência de baunilha a gosto - 1 xícara (chá) de iogurte - 3/4 de xícara (chá) de creme de leite fresco gelado - 2 colheres (sopa) de glucose de milho - 250 g de chocolate meio amargo picado - Confeitos coloridos a gosto

com cobertura de chocolate MODO DE FAZER - Misture o cacau com a água quente até ficar homogêneo. À parte, junte a farinha, o bicarbonato, o fermento e o sal. Reserve; - Derreta a manteiga com o açúcar, mexendo sempre. Transfira para uma tigela e bata com a batedeira por cinco minutos; - Junte os ovos, um a um, batendo sempre. Adicione a baunilha, a mistura de cacau e bata até ficar liso; - Reduza a velocidade da batedeira e adicione a mistura de farinha, alternando com o iogurte e batendo de leve; - Divida a massa entre as forminhas de papel, preenchendo até a metade. Asse em forno médio (180 ºC), pré-aquecido, por 20 minutos; - Prepare a cobertura de chocolate: aqueça o creme de leite e a glucose até levantar fervura. Derrame sobre o chocolate e reserve por 2 minutos; - Misture bem com uma espátula. Gele, mexendo às vezes, até engrossar; - Cubra o cupcake e ponha o confeito.

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