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Revista de Domingo nº 532

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editorial ao leitor

O mérito da

liberdade

A

Entrevista

Abraços,

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Saúde Una-se à causa e conheça as ações do Outubro Rosa

Capa

Com o reitor da Uern, Milton Marques de Medeiros

edição desta semana da sua Revista Domingo relembra uma contribuição importante para a efetivação da data de 30 de Setembro como uma data histórica relevante para cidade de Mossoró, na apregoada libertação dos escravos em 1883, antes mesmo da Lei Áurea ser assinada: trata da participação efetiva da Maçonaria no processo abolicionista e principalmente dos registros que estão guardados na Loja Maçônica 24 de Junho. A edição traz entrevista importante com o magnífico Reitor da Uern, Milton Marques de Medeiros, sobre os 44 anos da instituição e especialmente do que tem feito em sua administração, desafios e conquistas. A edição desta semana traz alerta sobre prevenção ao câncer de mama que ainda mata milhares de mulheres no Brasil, muitas em Mossoró, e informações da mobilizações dentro do Outubro Rosa que se inicia amanhã. Tem artigos, colunas, muitas dicas para sua carreira profissional e receitas deliciosas. Aproveite o domingo, boa leitura.

As comemorações neste 30 de Setembro na Loja Maçônica e no Centro da cidade

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Coluna

Rafael Demetrius ajuda como conseguir seu primeiro emprego

Adoro comer Davi Moura preparou uma coluna supersaborosa.

• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – Wil­liam Rob­son • Dia­gra­ma­ção – Ramon Ribeiro • Projeto Gráfico – Augusto Paiva • Im­pres­são – Grá­fi­ca De Fa­to • Re­vi­são – Gilcileno Amorim e Stella Sâmia • Fotos – Carlos Costa, Marcos Garcia, Cezar Alves e Gildo Bento • In­fo­grá­fi­cos – Neto Silva

Re­da­ção, pu­bli­ci­da­de e cor­res­pon­dên­cia Av. Rio Bran­co, 2203 – Mos­so­ró (RN) Fo­nes: (0xx84) 3323-8900/8909 Si­te: www.de­fa­to.com/do­min­go E-mail: re­da­cao@de­fa­to.com Do­min­go é uma pu­bli­ca­ção se­ma­nal do Jor­nal de Fa­to. Não po­de ser ven­di­da se­pa­ra­da­men­te.

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conto

josé NIcoDemos*

TRAGÉDIA CONJUGAL

D

iva chegou das compras mal saíra de casa, uma forte dor de cabeça, sem mais nem quê. Sentiu a casa vazia, um silêncio. Estranhou. Não era do costume. O marido, Osvaldino, não era de ficar em casa, sozinho, sem ouvir suas músicas preferidas, deitado no sofá da sala, o copo de uísque de lado. Correu as peças da casa, ninguém. Sobre a cama do quarto do casal, uma calcinha e meia-camisola que não eram do seu guarda-roupa. Ficou meio sobre não saber o que pensar, de todo desnorteada com aquilo. Osvaldino anda me traindo, pensou. Deve estar no banheiro com alguma dessas sem-vergonhas da vida. Pé ante pé, aproximou-se do banheiro, e ouviu a água caindo do chuveiro. Não tinha mais dúvida; o marido estava tomando banho com a vagabunda. Foi esconder-se no quarto, atrás da cortina, pegaria os dois na cama. Mais alguns minutos, e Osvaldino entrou no quarto, nu, cantarolando um samba de Martinho da Vila. Vestiu a calcinha, foi olhar-se no espelho do guardaroupa, com trejeitos. Perfumou-se e vestiu a meia-camisola. Foi olhar-se de novo no espelho. Rebolando.

Ainda mais desapontada, Diva presenciava toda aquela cena. Um nó na garganta. Não queria acreditar no que lhe entrava pelos olhos. Aquilo lhe era incrível. Não, não podia ser verdade. Osvaldino!? Não, não...

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Ainda mais desapontada, Diva presenciava toda aquela cena. Um nó na garganta. Não queria acreditar no que lhe entrava pelos olhos. Aquilo lhe era incrível. Não, não podia ser verdade. Osvaldino!? Não, não... Nunca ouvira falar, sequer por alto, nem desconfiara, em momento algum, ao longo desses dez anos de casamento, da masculinidade do marido. Motivo nenhum. Nada, mesmo, que lhe denunciasse, mesmo de leve, qualquer traço de homossexualidade. Nada! Nada! Vontade de alarmar, controlou-se. Seria melhor esperar pelo fim daquele

Envie sugestões e críticas para o e-mail: aristida603@hotmail.com

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espetáculo que lhe feria os olhos tão inesperadamente. Não, não, meu Deus! não pode ser verdade o que estou vendo, exclamou em silêncio. Agora controlando o choro. O coração aos pulos. Um não sei quê de angustiante. Sabia lá o quê. Osvaldino deitado na cama, de barriga, a calcinha à vista. Eis que adentra o quarto, a porta meio aberta, um rapaz alto, moreno, tipo musculoso, de ar gaiato, e Osvaldino, virando-se – “Pensei que você não vinha, meu amor”. Nisto, Diva soltou um grito como se tivesse de repente enlouquecido... e estendeu-se no chão, num desmaio.

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entrevista

MILTON MARQUES

‘A Uern tem projeção de futuro’

redação@defato.com | Twitter: @defato_rn

N

esta semana a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) celebrou seus 44 anos de criação com campus central sediado em Mossoró. O magnífico reitor Milton Marques de Medeiros concedeu entrevista a DOMINGO para falar sobre a sua administração à frente da instituição, o modelo de gestão democrático, dialogado com todos os níveis que compõem a Universidade, as dificuldades e desafios vencidos para o crescimento físico, de inclusão social e as vitórias com o reconhecimento da verticalização com programas de pós-graduação (mestrado e doutorado). Sobre isso ele detalha na conversa que segue:

DOMINGO – Reitor, nestes 44 anos a instituição tem buscado o fortalecimento do tripé ensino, pesquisa e extensão. Mas na sua gestão, percebe-se que na verticalização implementada, com a chegada dos programas de mestrado e doutorado, a universidade finalmente se completa. Como o senhor percebe este momento em que se busca fortalecer a parte das pesquisas na Uern? MILTON MARQUES – Penso que a universidade teve sempre um crescimento, de período a período e o que mais se percebe hoje é a estabilidade em termos de segurança, garantias da instituição para o futuro e essa visão de ampliarmos os cursos de pósgraduação stricto senso discussões fundamentais para uma universidade. Atualmente os critérios para a aprovação destes cursos é saber o núme4

ro de doutores pesquisadores, grupos de pesquisas que são parâmetros importantes e também porque os cursos stricto senso, além do conceito pedagógico-científico, têm uma contribuição pecuniária para a própria instituição. O maior número de grupos de pesquisa significa ter mais capacidade de competir, concorrer aos editais publicadas pelas agências de fomento como Capes, Cnpq, o próprio Ministério de Ciência e Tecnologia, enfim, uma forma de universidade também se sentir competente o suficiente para as suas próprias conquistas pecuniárias. O número de doutores influi muito nisso. Hoje estamos atingindo um número maior de doutores e na medida em que o número aumenta, hoje estamos atingindo um pouco mais de 200 e será crescente, pois temos mais 170 fazendo doutorado,

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mais capacidade tem a universidade de apresentar produto, publicações que conceituam no palco das ciências. Esse é um processo que a Uern tem intensificado. Hoje já conta com sete cursos stricto sensu, um MINTER e dois DINTER, em que invés de o professor se deslocar para se capacitar, a própria instituição em parceria com a instituição mãe, se faz um convênio e os professores daquela instituição é que vêm para cá, para as instituições que solicitam. O Minter de Direi-to, os professores é que vêm para UFRN e o Dinter de Administração vem para a UERN/ UFERSA. Com esse modelo, logo dezesseis professores se graduam com mestrado, se forma uma turma um número mais expressivo de professores com doutorado e o próprio Mec patrocina, precisa apenas ter credenciais para concorrer.


entrevista NO que diz respeito à extensão, há um volume de mais de 900 mil para investir em projetos de extensão junto às comunidades no campus central e nos campis. São propostas diversificadas? SIM, desde pequenas ações de projetos dos professores que conquistam junto a FAPERN e existem projetos maiores em convênio com a Petrobrás como é o Festuern, como o projeto do Rio Apodi-Mossoró em parcerias com Governo do Estado, Ufersa e várias instituições para pesquisa e proteção, entre outros. COMO está o diálogo junto ao Governo do Estado na questão financeira? Tem havido redução de repasses para a instituição que está crescendo muito? A UERN tem um ritmo de crescimento que não pode ser subtraído e nem detido. Hoje atinge 15 mil pessoas dentro da instituição entre professores, técnicos administrativos, estudantes, presente em todo o estado, nas cinco macro-regiões. Por isso, ela tem um orçamento que não tem como ser subtraído em nenhuma de suas vertentes e em termos de linguagem orçamentária tem-se uma fração para pessoal, outra para custeio e outra para investimento. Eu diria que na fração relacionada ao pagamento de pessoal ela tem se mantido bem, a universidade tem conquistado sempre um pouco mais em seu orçamento e hoje se sente contemplada, pois os professores têm um patamar salarial semelhante ao de instituições federais e entendemos que na parte pessoal, a Uern dentro do seu Plano de Cargos Carreiras e Salários não tem tido embaraços. Na parte de investimentos, conquistou muito nos últimos anos, mas sofreu em 2011 e 2012 paralisação de suas obras maiores como a FANAT aqui de Mossoró, o campus de Natal que teve obras parada, o campus de Caicó. Em termos de investimento, a Uern conquista, tem conseguido fazer obras menores – pavimentação do campus, reformas de salas, guaritas – mas que não se significam acréscimo no contexto pedagógico e as obras maiores tiveram de passar por essa fase de paralisação em 2011 e 2012. Entende-se que em 2013 possamos ter essa conquista. Até que no orçamento temos conseguido contemplar, mas na hora de sair os recursos, às vezes não corresponde. Hoje o maior desafio é de custeio, despesa em torno de 850 mil/mês para manter dados, água, energia, telefones, combustível, temos 75 viaturas que

transportam professores já que mantemos modelo de ensino com os onze núcleos que exigem deslocamentos, um custo crescente de mês a mês e isso às vezes não é bem interpretado pelos que decidem a parte financeira na gestão geral. Nós entendemos que essa parte seja melhor equacionada para o ano de 2013, porque neste ano realmente tivemos reduções, algumas vontades sem poder realizar. E DENTRO dessa perspectiva, o que se torna prioridade dentro destas obras maiores? TODAS são fundamentais porque a obra, por exemplo, do campus de Caicó hoje funciona em um Caic e tem carências. O Campus está sendo construído, será um prédio com quatro pavimentos que já está erguido e falta acabamento, com pouco mais de 600 mil reais a obra será concluída. O de Natal, a mesma coisa, hoje funciona adaptado em um prédio onde era um supermercado, um shopping e para a construção do campus necessitará de mais cerca de 4 milhões de reais, já está alto, com cinco pavimentos para o funcionamento de todos os cursos. Aqui em Mossoró a Fanat, com 51 novos ambientes. Significava arejar, desafogar a área do Campus central para dar espaço a outras faculdades. O ÚLTIMO concurso realizado atendeu as expectativas, a demanda foi completamente assimilada e hoje já se fala na necessidade de outro concurso. Há essa perspectiva? SIM, a Uern nestes últimos sete anos realizou onze concursos para pro-

fessores, mas nos últimos dois anos, de 2011 e 2012 não abriu concurso para professores. Estava com um número que atendia, mas hoje percebemos que alguns pro-fessores já fizeram outras opções, outros se aposentaram e que está no momento de fazer concurso. Pleiteamos à Control que a secretaria que libera o direito de se proceder com concurso ainda no primeiro semestre de 2012 e novamente, no segundo semestre de 2012. Estamos aguardando o posicionamento. O que podemos fazer para não prejudicar o alunado são contratos provisórios, professor que entra para atender por períodos. Não são muitos, mas necessários porque há vagas, em Medicina, por exemplo, há 22 vagas para professores. A maioria das vagas não é para o Campus Central. Então precisamos sim de concurso. PARA finalizar sua avaliação nessa semana em que a instituição completa 44 anos: A UERN está muito estável e pronta para o futuro. Com 44 anos é uma universidade nova, se considerarmos que há muitas universidades com centenários completos, considerando que há um contingente, uma presença de pessoas que entram por concurso e o mérito está presente dentro dela, considerando a nossa disposição de fazer uma gestão democrática, em que as unidades tenham autonomia nas decisões, seja respeitada, com preocupação com a inclusão social. En-tendo que esse modelo vem sendo uma lógica com bons resultados para o futuro. A Uern tem projeção de futuro.

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saúde

Em outubro, a cidade é convidada a compartilhar informações para conscientizar as mulheres na prevenção do Câncer

Mais que uma

boa causa O

mês de outubro é dedicado a um importante alerta à todas as mulheres do mundo: a prevenção e o diagnóstico precoce ao câncer de mama, uma iniciativa que ficou conhecida como Outubro Rosa. O maior objetivo é informar e compartilhar informações para que as mulheres realizem exames preventivos de saúde, minimizando os riscos de identificação do câncer em estágios mais avançados. Em Mossoró, a Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer (LMECC) divulga a programação que pretende mobilizar mulheres e ampliar as informações sobre câncer de mama.

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A programação de esclarecimento será iniciada dia 1º de outubro e segue até o dia 27 com visita da equipe técnica da liga às Unidades Básicas de Saúde (UBS), abertura oficial no dia 3 de outubro no Cafezal com apresentação cultural e ex-posição e caminhada das Vitoriosas no dia 27, percorrendo as ruas do Centro da cidade. Doença Conforme dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) em 2012, esperam-se, para o Brasil, 52.680 casos novos de câncer da mama, com um risco estimado de 52 casos a cada 100 mil mulheres. O câncer da mama é o tipo de câncer que mais acomete as mulheres em todo o mundo, tanto em países em desenvolvimento quanto em países desenvolvidos. As taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas no Brasil, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estádios avançados. A idade continua sendo o principal fator de risco para o câncer de mama. As taxas de incidência aumentam rapidamente até os 50 anos e, posteriormente, esse aumento ocorre de forma mais lenta. Contudo, outros fatores de risco já estão bem estabelecidos, como, por exemplo, aqueles relacionados à vida reprodutiva da mulher (menarca precoce, nuliparidade, idade da primeira gestação a termo acima dos 30 anos, anticoncepcionais orais, menopausa tardia e terapia de reposição hormonal), história familiar de câncer da mama e alta densidade do tecido mamário (razão entre o tecido glandular e o tecido adiposo da mama). Além desses, a exposição à radiação ionizante, mesmo em baixas doses, também é considerada um fator de risco, particularmente durante a puberdade, segundo mostram alguns estudos.

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Com relação à vida reprodutiva da mulher, o número de ciclos ovarianos está diretamente associado ao risco de desenvolver câncer da mama, diminuindo cerca de 15% a cada ano de retardo do início da menarca, bem como aumentando aproximadamente 3% a cada ano de retardo da menopausa. Sabe-se que a menopausa artificial apresenta efeito semelhante à menopausa natural. A ocorrência do câncer da mama também se encontra relacionada ao processo de urbanização da sociedade, evidenciando maior risco de adoecimento entre mulheres com elevado status socioeconômico, ao contrário do que se observa para o câncer do colo do útero.

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Em Mossoró, a Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer (LMECC) divulga a programação que pretende mobilizar mulheres e ampliar as informações sobre câncer de mama


saúde A história familiar de câncer da mama está associada a um aumento de cerca de duas a três vezes no risco de desenvolver essa neoplasia. Alterações em alguns genes responsáveis pela regulação e pelo metabolismo hormonal e reparo de DNA, como, por exemplo, BRCA1, BRCA2 e p53 aumentam o risco de desenvolver câncer da mama. A prevenção primária dessa neoplasia ainda não é totalmente possível em razão da variação dos fatores de risco e das características genéticas que estão envolvidas na sua etiologia. A amamentação, a prática de atividade física e a alimentação saudável com a manutenção do peso corporal estão associadas a um menor risco de desenvolver esse câncer. Exames No Brasil, o exame clínico anual das mamas e o rastreamento são as estratégias recomendadas para controle do câncer da mama e considera, como principais estratégias de rastreamento, o exame clínico anual das mamas a partir dos 40 anos e um exame mamográfico, a cada dois anos, para mulheres de 50 a 69 anos. Para as mulheres de grupos populacionais considerados de risco elevado para câncer da mama (com história familiar de câncer da mama em parentes de primeiro grau antes dos 50 anos de idade; história familiar de câncer da mama bilateral ou de ovário em parentes de primeiro grau em qualquer idade; história familiar de câncer da mama masculina; ou mulheres com diagnóstico histopatológico de lesão mamária proliferativa com atipia ou neoplasia lobular in situ), recomenda-se o exame clínico da mama e a mamografia, anualmente, a partir de 35 anos.

)) Cartaz

da campanha Outubro Rosa que começa a partir de amanhã

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A ocorrência do câncer da mama também se encontra relacionada ao processo de urbanização da sociedade, evidenciando maior risco de adoecimento entre mulheres com elevado status socioeconômico, ao contrário do que se observa para o câncer do colo do útero Jornal de Fato | DOMINGO, 30 de setembro de 2012

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capa

Liberdade e

Maรงonaria

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capa

Neste 30 de Setembro em que a cidade lembra a libertação dos escravos, a Maçonaria reforça sua participação histórica como entidade que contribuiu para o ideal libertário da época

O

prédio antigo da Loja Maçônica 24 de Junho, no Centro de Mossoró, não passa despercebido. Logo no seu frontispício, se entende porque ele faz parte de um pedaço importante da história, lembrado pelos mossoroenses: A Libertação dos Escravos em 1883, cinco anos antes da assinatura da Lei Áurea. A placa possui a inscrição: “Aqui nasceu a Abolição da Escravatura”, datada de 1953 e assinada por Vingt Rosado, então prefeito naquele ano em que foi concedida a homenagem em reconhecimento ao envolvimento dos maçons neste feito. Mas, até por não ser divulgado, pouco se fala na contribuição dada pela Maçonaria para o feito do 30 de Setembro. Um erro grandioso, já que muito do esforço para a concretização da abolição deveu-se aos maçons, intelectualizados e conscientes de que a escravi-dão, no contexto da época, poderia ser abolido.

Envolvimento Em 30 de setembro de 1883, as autoridades maiores de Mossoró se irmanaram com uma comitiva muito grande que veio de Fortaleza (CE) para tratar da liberdade dos escravos. A reunião histórica ocorreu no Passo Municipal, o atual Museu Lauro da Escóssia, por voltas das 12h. Entre as pessoas ilustres daquela manhã, vários deles faziam parte da Maçonaria e já vinham se esforçando para o ideal dez anos antes daquele momento, desde a fundação da Loja Maçônica em 1873. Muitas das discussões sobre a Abolição da Escravatura ficavam no interior do templo, mas ganhavam força na medida em que os ideais atingiam cada vez mais autoridades capazes em colaborar com ela. Segundo Olismar Lima, maçon da Loja Maçônica 24 de Junho, o momento da leitura da Ata realizada em 30 de setembro, às 16h de 1883, homologando a Libertação, foi a concretização de uma discussão de uma década defendida pela Maçonaria. “Sabemos que a cidade não foi a primeira a libertar os escravos, mas considerando a época, o feito, a ação deve ser sempre comemorada”, explica Olismar Lima.

histórica, incluindo o fato da Abolição do 30 de Setembro, muitos documentos com 129 anos, desde o primeiro dia da fundação da Loja 24 de Junho, até os dias de hoje. Além dos documentos em papel, estão as bandeiras com os ideais ‘Liberté, Igualité, Fraternité’ que moveram as revoluções na França e das quais motivaram os abolicionistas e uma mais antiga ainda da bandeira do município. Sessão Magna Em virtude da data, no dia 30 de setembro e para relembrar a participação dos maçons para a efetivação da libertação naquele ano de 1883, a Loja 24 de Junho realiza na noite do dia 30 a Sessão Magna. Hoje, haverá palestra com o grão-mestre de Honra do Grande Oriente Independente do Estado do RN (GOIERN), Antônio de Brito Dantas. A Sessão é aberta ao público e é prestigiada por maçons e autoridades, mas é aberta ao público. Haverá ainda lançamento de livro e da Edição 16 da Revista do ICOP. Em seguida os maçons saem em caminhada para participar do Cortejo da Liberdade que se realiza a partir das 19h na avenida Alberto Maranhão. Cortejo Neste ano, o desfile do cortejo em homenagem ao 30 de Setembro tem a coor-

denação de Marcos Leonardo, concepção artística e produção cênica de Joriana Pontes, com a participação do grupo Diocecena e bailarinos de outras companhias, trilha sonora de Kleber D’mazzio e Fabrício Monteiro e terá a participação militar, civil e cultural com concentração, às 18h, no cruzamento da Felipe Camarão com avenida Alberto Maranhão, com início às 19h. Confira a programação completa no box abaixo.

# Programação Cortejo da LIBERDADE: Concentração às 18h na Av. Alberto Maranhão com Felipe Camarão Cortejo Militar - II Batalhão de Polícia Militar - X II Batalhão de Polícia Militar - Corpo de Bombeiros Guarda Civil Municipal - II Dep. Trânsito (GETRAN) - II Dep. Polícia Rodoviária Federal motorizada - II Batalhão de Polícia Militar motorizada - XII Batalhão de Polícia Militar MOTORIZADA - II Deputado de Polícia Rodoviária Estadual motorizada - Corpo de Bombeiros motorizada - II Dep. Trânsito (GETRAN) motorizado Cortejo Civil - Grupos de Escoteiros - Fanfarra Aída Ramalho - Lojas Maçônicas - Fanfarra Raimunda Nogueira do Couto - Escolas Municipais, estaduais e privadas - Grupos folclóricos do Mais Educação Cortejo Cultural Carros alegóricos e destaques com a temática na libertação por artistas, estudantes, bailarinos.

Documentos Dentro da Loja 24 de junho, em uma das saletas se avista um grande cofre que guarda a verdadeira riqueza da Maçonaria: os seus documentos. Dentro do cofre há o acesso a uma outra porta gradeada de ferro, contendo diversos livros, atas, jornais e uma gama de documentos que possuem uma riqueza Jornal de Fato | DOMINGO, 30 de setembro de 2012

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ciência

Células-tronco nos dentes de leite

As células-tronco encontradas na polpa dentária podem ser a nova esperança para o tratamento de inúmeras doenças. Elas demonstram ter a mesma versatilidade daquelas encontradas no cordão umbilical

A

s células-tronco (CT), independente da origem, são de grande interesse para a ciência, já que possuem a capacidade de estimular a regeneração tecidual e, consequentemente, apresentarem diversas utilizações e inúmeras perspectivas terapêuticas. Estudos recentes comprovaram que os dentes de leite são uma ótima fonte de células-tronco. Neles podem ser encontradas uma população de células conhecidas como células estromais me-

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senquimais. Estas são muito semelhantes às encontradas na medula óssea e no sangue do cordão umbilical. O fato de serem mesenquimais somado ao seu fácil acesso as torna muito atrativas para o armazenamento. Elas têm se mostrado muito eficientes para derivar células neuronais de pacientes com síndromes neurocomportamentais, devido a sua formação embriológica semelhante a todas as estruturas da cabeça, como por exemplo, a neurológica e oftálmica.

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Estudos Porém, diferentemente das células encontradas no tecido adiposo, pesquisas concluíram que as células-tronco encontradas na polpa dentária não parecem ser tão boas para formar músculos. Entretanto, mostraram-se ser uma boa opção para a reconstrução dos ossos. “Com os avanços nos tratamentos para Acidente Vascular Cerebral e várias doenças que causam cegueira, esta alternativa torna-se a cada dia mais viável. Apesar de o número de células-tronco


ciência encontradas na polpa dentária ser menor do que as encontradas em outras fontes, como no cordão umbilical, por exemplo, ela vai de encontro com o tratamento das doenças citadas anteriormente, que exigem uma quantidade menor de célulastronco se formos comparar a casos de doenças como a Leucemia”, por exemplo, afirma a dra. Adriana Homem, médica responsável técnica do BCU Brasil. As limitações na quantidade de células obtidas nos faz crer que será um complemento das outras fontes de células-tronco. No sangue do cordão umbilical, por exemplo, a maioria das células são hematopoéticas. Calcula-se que as CT de distintas origens podem ter dife-

rentes características e, consequentemente, indicações específicas para aplicações terapêuticas. “Estamos convictos que as célulastronco encontradas no dente de leite são um complemento para aqueles que já têm armazenado as células-tronco do cordão umbilical e também uma alternativa para aquelas crianças que perderam a preciosa chance de tê-las armazenado durante o nascimento”, prevê a médica. A tecnologia para a retirada e principalmente cultura e criopreservação já é uma realidade. O grupo BCU-WORLD já realiza em outros países este procedimento. Um exemplo disso é o México, onde há a Dentcell, que é uma empresa

“

do grupo que armazena essas células desde 2011. No Brasil esperam-se as autorizações dos órgãos competentes para poder dar este importante passo. “Com a velocidade que as terapias celulares avançam, assim como as pesquisas sobre o tema, todas as oportunidades devem ser exploradas, afinal, isto faz parte do futuro da ciência e da Medicina”, afirma a dra. Adriana. O BCU é o maior banco de células do cordão umbilical da América e um dos maiores do mundo, com escritórios espalhados em todas as regiões do país inclusive no RN. Atualmente, o BCU tem mais de 35 mil amostras de célulastronco armazenadas.

Estamos convictos que as células-tronco encontradas no dente de leite são um complemento para aqueles que já têm armazenado as células-tronco do cordão umbilical e também uma alternativa para aquelas crianças que perderam a preciosa chance de tê-las armazenado durante o nascimento”, Adriana Homem Médica do BCU Brasil Jornal de Fato | DOMINGO, 30 de setembro de 2012

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sua carreira

Rafael DemeTRIUs

QUAIS SÃO OS TIPOS DE INOVAÇÃO?

Como inovar na micro e pequena empresa?

N x

o mundo corporativo, vivemos várias “eras empresariais” na história da humanidade, todas com nomes e características diferentes. Tivemos a Era Industrial, período em que se destacou a produção em massa e que ocorreu em 1920; a Era da Eficiência, regida pela administração burocrática e o modelo tradicional de gestão, nos idos de 1950; a Era da Qualidade, regida pelos modelos japoneses de produção e controle estatístico, entre os anos de 1970 a 1990; e a Era da Competitividade, marcado pela administração holística e pelo empreendedorismo que ocorreu até o ano 2000. Mas, e agora? Que “era empresarial” vivemos? Simples resposta: vivemos a Era da Inovação. Era que foi impulsionada pela Revolução da Informação que chocou o mundo empresarial com os modelos emergentes de gestão, com questões mais complexas, como a gestão virtual, o controle e desenvolvimento do conhecimento intelectual (Aprendizagem organizacional) e muita tecnologia. Mas como adaptar a sua empresa a essa nova era? O que é inovar? Como inovar? Quais são os benefícios? É possível inovar na MPE? Inovação: que bicho de sete cabeças é esse? Para responder essas perguntas e colocar sua empresa dentro dessa nova empresarial, vamos usar a referência máxima no campo da inovação: O Manual de Oslo e desmitificar a inovação. MEDO DO NOVO

Os falsos ditados nos mantiveram na comodidade durante anos. Expressões como: “Time que se ganha não se mexe”, “Não se mexe no que está quieto” contribuíram para firmar na mente de muitos empresários o medo natural ao novo. Mas, por que tememos as mudanças? O desconhecido? Tememos porque acreditamos que o novo não é o ideal, e poderá prejudicar nossa empresa. Gostamos do comodismo, da estabilidade e isso nos afasta do ideal da inovação. E SE NÃO INOVAR?

Estamos na Era da Inovação. Isso significa, de forma bem clara e direta, que se sua empresa estagnar, não buscar se modernizar e inovar, infelizmente ela estará fadada a desaparecer do mercado. Nesse novo momento empresarial é preciso estar sempre um passo adiante, observando tudo o que acontece no mercado e saber sempre o momento das modificações. É óbvio que às vezes as mudanças são difíceis e dolorosas, mas saiba que são necessárias e fundamentais. Observe seu concorrente, e comprovará que ele está cada vez mais faminto por seus clientes. E o principal: os seus clientes estão cada vez mais exigentes e seletivos, valorizando cada vez mais o seu dinheiro.

O Manual de Oslo (2005) diz que qualquer empresa pode realizar vários tipos de inovação em seus métodos de trabalho, desde que estejam centradas em: inovações de produto, de processo, organizacionais e inovações de marketing. O QUE É INOVAÇÃO DE PRODUTO

É a introdução de um novo bem ou serviço no mercado, com valor e aceitação comercial, assim como a mudança significativa de um bem ou serviço já existente. Um exemplo de inovação de produto no que diz respeito a bem é a produção de pães congelados, solução que diminui o desperdício e atende as exigências dos clientes por pães sempre frescos. Já um exemplo de introdução de novo serviço é a criação de um escritório virtual, solução para quem precisa de um endereço comercial, mas não precisa de uma sede física permanente. O QUE É INOVAÇÃO DE PROCESSO

É a implementação de um método de produção ou distribuição novo ou significativamente melhorado. A introdução de novos equipamentos de automação e o aproveitamento de resíduos são exemplos de inovação de processo. O QUE É INOVAÇÃO ORGANIZACIONAL

É a implementação de um novo método organizacional nas práticas de negócio da empresa, na organização do seu local de trabalho ou em suas relações externas. Exemplos que podem ser citados são adotar ginástica laboral, aplicar o 5S para adequação de ambiente de trabalho. O QUE É INOVAÇÃO DE MARKETING

É a introdução de um novo método de marketing com mudanças significativas na concepção do produto ou em sua embalagem, no posicionamento do produto, em sua promoção ou na fixação de preços. Um exemplo desse tipo de inovação é implantar sistema de comércio eletrônico, ou desenvolver um canal de comunicação com cliente diferenciado. COMO COMEÇAR A INOVAR?

Anote todos os dias defeitos e melhorias que poderiam ser feitos no negócio. Ao menos uma vez por mês faça um levantamento de tudo o que está escrito. Os problemas e oportunidades mais recorrentes serão os primeiros alvos a serem atingidos. Compartilhe com seus funcionários, clientes e fornecedores a sua intenção de melhorar. Peça sugestões dos consumidores, incentive iniciativas dos colaboradores e cobre novas alternativas dos parceiros. Ninguém faz inovação sozinho, mas alguém tem que dar o empurrão para que todos se movimentem. MUDE POUCO, MAS MUDE SEMPRE

Pouca gente se preocupa com isso, mas isso pode provocar grandes melhoras ao seu negócio. Tenho certeza que você sabe de quanto em quanto tempo um bom cliente fiel retorna ao seu estabelecimento. Você deve cuidar para que, sempre que ele retorne, encontre algo novo, diferente ou mesmo divertido. Crie visuais novos nas vitrines, de maneira que cada vez que ele venha note algo diferente. Tenha em mente que seus concorrentes também se preocupam, portanto antecipe-se e surpreenda seus clientes ante que seu concorrente o faça.

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crônica

FÁTIma FeITosa

Os (des)encontros da vida

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vida é arteira, anda por caminhos sinuosos. Hora faz encaixes; noutras, desencaixes. E segue, emaranhando sua teia estendida da vivência. Nisto, os anos esvoaçam perfumados, mas nem sempre floridos. O fato é que se estendem, trazendo experiências, as quais regam nossa espiritualidade. É neste entremeio que as relações humanas acontecem, muitas vezes não polvilhadas de afeto, como se deseja. Mas, caminham lado a lado, sem mãos dadas. Sou filha única, última vinga de uma sequência de três anjinhos que foram para o céu, vitimados pela ignorância de meus pais, analfabetos, também vítimas de um sistema social desumano que perdura, até os dias de hoje, onde impera o ter, o ser é descartável. Portanto, nascer pobre, no Brasil, é um pecado, cuja paga é o sofrimento no berço esplêndido da falta de conhecimento dos seus direitos. Muito embora, de quatro em quatro anos, os pobres são beijados, abraçados, vistos como gente importante – que é o que realmente são – pelos políticos, descarados que objetivam ludibriá-los na conquista de seu voto. E o pior, muitos ainda se deixam levar, uma vez que são ingênuos demais, e chegam até a se sentirem importantes, no período eleitoreiro, por ter sido visitado por uma autoridade. Pobre humanidade, miseráveis seres enganadores, os políticos. Entretanto, não generalizo, no meio de tantos corruptos, há uma meia dúzia que honra o seu cargo público, trabalhando em prol da população, que é para isso que os elegemos. Mas o fato é que quero espremer, no papel, a questão afetiva nas relações familiares, que, por natureza, deveria unir, às vezes distancia por inúmeras razões: conflito de gerações, ignorância, doenças... Neste aspecto tenho experiência de sobra, muito embora preferisse não ter. Mas, na vida, aprendi que nada acontece como, nem quando eu quero. Tudo

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é como e no tempo de Deus! Interessante é que, durante muito tempo, procurei respostas para minhas inquietações na igreja. Nada encontrei. Mas, hoje, percebo que espiritualidade é algo muito particular: está em você. Mas voltando à questão da afetividade, que é o foco deste texto, conforme citado acima, sou filha única, minha mãe faleceu muito jovem – aos 42 anos – e ficamos eu e meu pai. Logo em seguida, casei, tive dois filhos, hoje uma com 24 e outro com 21 anos. Enfim, durante a vida toda moro com meu pai, mais precisamente, há 46 anos. Sendo minha família composta por meu esposo, filhos e ele. Não tem sido fácil essa convivência, pois o meu pai sempre foi muito arredio, além de ser o sabe tudo. E eu, filha mais nova, não podia ir contra ele uma vez ter que respeitar seus anos de experiências. Até aí, tudo bem, sempre procurei respeitar sua opinião, assim como orientei meus filhos e esposo a fazerem o mesmo. Em virtude disso, nós tivemos uma vida bem limitada em ações corriqueiras em nossa própria casa. Uma vez que não podíamos receber amigos, ver tevê até mais tarde, mudar um móvel de lugar... Tudo isso era motivo de aborrecimento para meu pai e haja reclamações. Este nunca permitiu que nós cuidássemos dele. Pois não precisava, era autossuficiente, ou quem sabe, ignorante demais. Mas, nada como um dia atrás do outro para a gente perceber o quanto somos pequenos diante da grandeza divina. Meu pai, um senhor, aparentemente forte, disposto, capaz de se cuidar sozinho, com seus 78 anos, andava de ônibus para visitar o túmulo da amada – falecida – de repente sofre um AVC, fica com um lado paralisado, sob os cuidados dos familiares para qualquer ação. Há vinte e cinco dias ele se encontra neste estado. Felizmente, está sendo cuidado por especialistas, apresentou um quadro estável, mas agora está na UTI em estado grave.

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Enquanto isso, a família que ele fez sofrer tanto, especialmente os netos, que ficaram com alguns traumas em virtude do comportamento agressivo dele estão cuidando dele como se cuida de um bebê. É importante ressaltar que, este ano, descobri, através de um psicanalista, que este comportamento agressivo dele é consequência de um distúrbio mental denominado de bipolaridade. E, como ele tinha aversão aos cuidados médicos, nunca se cuidou. Diante de tudo percebemos a fragilidade da vida. E mesmo que ele nunca leia este texto, quero que saiba que o nosso desejo era ter cuidado dele, quando estava saudável, da melhor maneira possível, mas esse não nos permitiu, pois, ao nosso ver, ele se sentia na obrigação de cuidar de nós. O seu jeito de cuidar era de modo grosseiro, a única maneira que ele sabia demonstrar o seu AMOR por nós. Então Sr. Antonio Alves Feitosa – homem do campo, honesto, trabalhador, responsável, humano... - mesmo o momento não sendo o melhor, sua família que O AMA: Fátima Feitosa, Fernandes Oliveira, Louiseane Feitosa e Fernandes Filho está cuidado do senhor do jeito que acreditamos ser o certo. Foi com você que aprendi grandes valores morais, os quais passei para meus filhos. Portanto, fique em paz, nas mãos de Deus. Você será sempre lembrado pelas coisas boas que fez.

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Este nunca permitiu que nós cuidássemos dele. Pois não precisava, era autossuficiente, ou quem sabe, ignorante demais

* Fátima Feitosa, é pedagoga em Mossoró - Bellavid_1@hotmail.com Jornal de Fato | DOMINGO, 30 de setembro de 2012

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adoro comer

DaVI moURa

Adoro Beber Infelizmente (pra nós) e felizmente (pra ele), nosso querido Bruno Viana, colunista Adoro Beber, está indo embora da nossa terrinha. O jornalista está de malas prontas e vai embarcar ao Rio de Janeiro, onde terá morada fixa e passará longos meses sem voltar. Vida nova, cidade nova, tudo novo! A equipe do Adoro Comer deseja tudo de bom nessa nova jornada! Com todo seu profissionalismo e dedicação, tenho certeza de que o futuro é só sucesso. Pra homenagear nosso amigo, vamos relembrar as 3 melhores dicas que já passaram pelo seu Adoro Beber. Uma missão difícil, pois o rapaz escreve como ninguém. Confira:

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Zizi Lanches e a Torta de Abacaxi Não é necessário ir aos grandes estabelecimentos para achar delícias sublimes. Pesquisando e fuçando um pouquinho, dá pra encontrar gostosuras. E baratas, ainda! Observe: você já passou perto do Hospital Rafael Fernandes e viram uma padaria pequenininha chamada Zizi Lanches? Foi nesse simpático local que encontrei uma delícia que me fez virar fã: a torta de abacaxi! Encontrar doces baratos é quase um desafio, mas este aqui ganha nesse ponto. A fatia, bem generosa, custa apenas R$ 1,50. A torta toda, que é imensa é R$ 18,00. A estrutura é simples, assim como a decoração. Sua base é bolo de nata, super macio. A cobertura é feita com rodelas de abacaxi e a própria calda que fica da fruta após o seu cozimento com açúcar. O azedo e o doce se harmonizam em uma sobremesa bastante boa. Pode parecer estranho, mas minha sugestão de consumo é com Fanta Laranja. Experimente! A mistura cítrica cai super bem.

- O drink Caipirita - http://bit.ly/Qer4V1 - “Simplesmente delicioso. Quem gosta dessa típica bebida brasileira e curte uma tequila, tem que experimentar. É muito bom, virei fã. O sabor marcante da tequila deixa o coquetel bem forte e com um aroma inigualável.” - Onde beber na Praça da Convivência, Mossoró-RN http://bit.ly/SbAPDJ - “O lugar é apropriado para aquele happy hour, um jantarzinho íntimo, um bom encontro com amigos ou o “esquenta” para a balada. Em qualquer dessas ocasiões sempre cabe uma bebidinha para animar. E o melhor: não para! Funciona de segunda a segunda. E sempre tem gente bebericando, não importa o dia da semana. Depois de um longo dia de trabalho ou antes daquela festa, não há como resistir. A nossa praça sempre tem ótimas opções para beber.” - Absinto Ice Green - http://bit.ly/S1O0wg - “O Absinto Ice Green parece até um isotônico (Gatorade). Como tudo que tem o sabor reforçado pelo limão, é muito gostoso. Já imaginei até outras formas de beber. Com bastante gelo num copo longo, deve ficar bem sedutor. E no preparo de drinques, deve dar uma cor maravilhosa, além do sabor cítrico que eu adoro. Sem dúvida, é uma ótima pedida para baladas. Dá pra curtir bem a festa e ficar animadinho. Só falta os empresários da noite mossoroense incluírem o Absinto Ice Green em seus cardápios.”

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Mundo Senai 2012 Nesta semana, ocorreu a 4ª edição do Mundo SENAI, antigo SENAI Casa Aberta, de 27 a 29 de setembro. Estudantes e profissionais de todo o país terão a oportunidade de conhecer mais sobre a indústria e descobrir os caminhos que o SENAI oferece para a melhor formação profissional. Destaque para o Centro de Educação e Tecnologias (CET) Clóvis Motta, localizado na Av. Prudente de Morais, em Natal. Foram realizadas visitas orientadas de alunos das escolas da rede pública, minicursos nas áreas de alimentos e têxtil; palestras sobre biotecnologia, segurança alimentar. Já em Santa Cruz (RN), foi realizada a aula Show de Pizza, além de minicursos de fabricação de salgados e massas para pizza, processamento de geleias e doces. Excelente iniciativa!

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Aniversário de Amanda de Lima e Buffet du Cheff Nesta semana, na Adoro Comer Comunicação, rolou a festinha de aniversário na nossa debutante Amanda de Lima! Nossa competente diretora de arte. Quem fez a nossa festinha mais feliz foi o Buffet Du Cheff. Gostei do prazo de entrega: fizeram de tudo pra ser pontuais. Muito embora as delícias fossem simples, foram preparadas com muito carinho e estavam bem gostosas. O kit tinha o seguinte: o bolo de 1kg, com recheio e cobertura de chocolate. Chegou quentinho ainda. A massa bem fofa, gostosa e que se derretia na boca. Salgadinhos variados como risoles de carne, coxinhas e salsichinhas. Bem sequinhos, bem recheados e grandes. E, pra finalizar, beijinhos e brigadeiros pra quem quisesse. Bem gostosinhos e pequenos, na medida certa pra comer sem enjoar. Curti! Fica na R. Augusto da Escóssia n° 153, bairro Paredões. Contato: (84)3314-1327.

Aproveite e acesse o http://blogadorocomer.blogspot.com para conferir esta e outras delícias! 14

Jornal de Fato | DOMINGO, 30 de setembro de 2012


adoro comer

GINGERBREAD INGReDIeNTes Massa: - 100g de manteiga em temperatura ambiente - 1 lata de leite condensado - 6 ovos - 6 xícaras (chá) de farinha de trigo - 2 colheres (chá) de fermento em pó - 1 colher (sopa) de gengibre ralado - 1 colher (sopa) de canela em pó - 1 colher (chá) de cravo em pó - 1 colher (chá) de noz-moscada - Farinha de trigo para polvilhar - Manteiga para untar Glacê: - 1 xícara (chá) de açúcar de confeiteiro

MODO DE FAZER Massa: - Em uma tigela, misture a manteiga com o leite condensado e os ovos; - Acrescente os outros ingredientes e misture bem; - Deixe a massa descansar na geladeira por cerca de 30 minutos; - Em uma superfície enfarinhada, abra a massa com espessura de 7 a 8 milímetros; - Corte com o formato desejado e, com o auxílio de uma espátula, transfira a massa cortada para uma assadeira untada e enfarinhada; - Leve ao forno médio (180ºC), preaquecido, por cerca de 15 minutos ou até ficar firme. Glacê: - Em uma tigela, misture o açúcar com duas colheres (sopa) de água até ficar homogêneo; - Coloque em um saco de confeitar e decore os biscoitos depois de assados; - Deixe secar e sirva; - Se desejar, misture corantes comestíveis no glacê para decorar. Dica: É um excelente prato para inovar no dia das crianças!

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