editorial ao leitor
Sobre protestos,
incêndios e redes sociais
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p6 Cinema
Mossoró receberá atores de nova produção sobre Lampião
s imagens dos ônibus incendiados em Natal e o constante uso da palavra vandalismo pela maioria dos meios de comunicação ao se referirem ao protesto dos estudantes intitulado #REVOLTADOBUSÃO mostra o quanto ainda é preciso se pensar sobre democracia, no sentido amplo da palavra, não apenas no depósito do voto durante as eleições. Quando se organizaram pelas redes sociais – uma característica marcante das mobilizações juvenis destes tempos – os jovens natalenses não podem ser diferenciados dos jovens que lutam por mais empregos na França, nem dos norte-americanos que ocupam Wall Street para protestar contra o modelo econômico vigente que desconsidera uma grande parcela da população, menos favorecida. Nestes casos, as notícias geralmente trazem uma visão mais humanizada dos fatos e menos estereotipada como vandalismo. Há muito em comum, pois o momento contemporâneo pede se pensar numa sociedade em que as pessoas possam ter seus direitos ampliados como cidadão, no acesso à saúde, educação, transporte público. Este é o tema da capa que tratou de ouvir principalmente o movimento que esteve à frente da #Revoltadobusão em Natal, mas, promovendo reflexões num contexto macro sob as considerações pertinentes do doutor em política e professor da Uern, Vanderlei Lima, sobre esse momento em que os jovens ocupam espaços públicos para reivindicar mudanças. A revista desta semana também traz matéria sobre o filme Lampião dirigido pelo Bruno Azevedo que deverá ser filmado em vários estados nordestinos, sendo que no RN a passagem por Mossoró é tida como certa. Ainda relacionado ao cinema, Thalles Chaves lançará seu livro Pedra Riscada em Mossoró com nove roteiros de sua autoria. Tem ainda entrevista com o presidente do SINDIFERN, Pedro Lopes, dicas e textos interessantes sobre economia doméstica. Aproveite, boa leitura!
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Entrevista Com o presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais do RN, Pedro Lopes
Capa Por que os protestos são importantes?
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Coluna
Rafael Demetrius ajuda como conseguir seu primeiro emprego
Adoro comer Davi Moura preparou uma coluna supersaborosa.
• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – William Robson • Diagramação – Ramon Ribeiro • Projeto Gráfico – Augusto Paiva • Impressão – Gráfica De Fato • Revisão – Gilcileno Amorim e Stella Sâmia • Fotos – Carlos Costa, Marcos Garcia, Cezar Alves e Gildo Bento • Infográficos – Neto Silva
Redação, publicidade e correspondência Av. Rio Branco, 2203 – Mossoró (RN) Fones: (0xx84) 3323-8900/8909 Site: www.defato.com/domingo E-mail: redacao@defato.com Domingo é uma publicação semanal do Jornal de Fato. Não pode ser vendida separadamente.
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Jornal de Fato | DOMINGO, 23 de setembro de 2012
conto
joSÉ NIcoDemoS*
A mulher tinha razão
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remontaria de calçados não dava, povo muito pobre. Dinheiro certo, uns poucos empregados da prefeitura, salário mínimo. \Menos, até. Com um detalhe: pagamento sempre atrasado. Meses. Poucos empregados do Estado, mas residindo em Natal. Vivia-se ali na cidadezinha perto da capital era mesmo da agricultura, se chovia. Era vender a casinha, tudo, por pouco mais ou nada, e ir embora para Natal. Os filhos crescendo ali naquele morredouro. Sem perspectiva de futuro. Vicente preocupava-se. Noites sem dormir direito. Um futuro melhor para os filhos. Vida de gente. Não era tanto por ele e pela mulher, fim de carreira, para bem dizer. Os filhos, isto. Mas quem ali naquele recanto do mundo, todos tão pobres quanto ele, sem um pau pra dar num gato, lhe poderia comprar a casinha e os troços? Gente de fora, isto nem pensar. Para quê? Os poucos de fora, servindo emprego público ali, esses moravam em Natal. Salário mais avultado. .Vida melhor. De gente. Seria, em todo o caso, começar a vida de novo. Não atinava como. Emprego numa fábrica de calçados? Mas
Mas é que não tinha qualquer especialidade nessa profissão. Um simples remendão. Grosseiro. Ainda que o conseguisse, salário mínimo. Aluguel, despesas de casa, transporte, não dava. Talvez pior
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é que não tinha qualquer especialidade nessa profissão. Um simples remendão. Grosseiro. Ainda que o conseguisse, salário mínimo. Aluguel, despesas de casa, transporte, não dava. Talvez pior. Era como sair das brasas pras labaredas. dizia a mulher, desconsolada. Pobreza é pobreza em todo canto, e na cidade grande, ai é que a porca torce o rabo. Vicente ficava ali matutando. A mulher estava certa. Pelo menos ali naquele buraco do mundo tinha onde morar sossegado. Um quintal pra plantar no inverno. Um bichos de cria. Tudo ali perto. Solidariedade..
Envie sugestões e críticas para o e-mail: aristida603@hotmail.com
)
Viver de quê e como, na capital? Seria mais um miserável. No mais, analfabeto. Aprendera a garatujar o nome pra votar. E votar pra quê? Governo era pra família e pros amigos. O resto só servia mesmo pra servir de escada. Se fosse verdade o que prometem em tempo de eleição, pobre já podia viver que nem gente, em todo canto. Tudo enganação. Mentira. Também, aí, a mulher tinha razão. Falava a verdade. Era ficar ali mesmo, naquele sovaco de chão abandonado desde o começo do mundo. Pelo menos, tinha onde morar sossegado de aluguel. Um bicho pra comer.
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entrevista
PEDRO LOPES
‘Temos muitas demandas pendentes’ redação@defato.com | Twitter: @defato_rn
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entrevista da semana é com o presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais do Tesouro Estadual (SINDIFERN), Pedro Lopes. Ele esteve à frente da paralisação por 24h das atividades, realizada no último dia 21 de setembro, em virtude do não atendimento, por parte do Governo Estadual, de diversas reivindicações da categoria. Sobre as reinvindicações e sobre as condições de trabalho dos auditores, Pedro detalha mais abaixo:
DOMINGO – Há vários meses o SINDFERN vem tendo reuniões com o Governo do Estado e na última semana (21/09) houve a paralisação da categoria por um dia. Quais são os pontos reivindicados pela categoria em acordos que não foram cumpridos? PEDRO LOPES – Há 20 meses tentamos negociar com o Governo o atendimento dos nossos pleitos e direitos não cumpridos. Após 17 reuniões sem sucesso com secretários de Estado, decidimos paralisar nossas atividades no Dia do Auditor Fiscal, 21 de setembro, para externar nossa insatisfação com essa situação. Infelizmente, temos muitas demandas pendentes, mas podemos destacar a instituição do teto único estadual, que proporcionará segurança aos salários dos servidores públicos, em especial os vinculados ao Poder Executivo, bem como trará uma economia de R$ 40 milhões aos cofres públicos. Ressaltamos 4
também a falta de cumprimento da lei de reajustamento da produtividade dos auditores fiscais, que está congelada desde julho de 2010. Esta lei foi aprovada em 2000, quando o salário do fisco estadual era um dos piores do Brasil e estávamos perdendo muitos bons auditores. Neste ano, o Governo fez um pacto, contrato, de meritocracia com os fiscais: se ultrapassássemos as metas de arrecadação fixadas, receberíamos como con-trapartida aumento na nossa produtividade. Desde então a arrecadação de ICMS do RN, que é o principal objeto do nosso trabalho, cresceu extraordinariamente, em níveis superiores ao do Nordeste e do Brasil. Para se ter uma ideia, em 2012 o Governo estimou que a arrecadação do ICMS fosse de R$ 3,44 bilhões. Mas atingiremos R$ 3,65 bilhões, ou seja, R$ 200 milhões a mais que o previsto. Enfim, estamos cumprindo com a nossa parte, mas há 2 anos não recebemos o prêmio
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do nosso trabalho. UMA das funções dos auditores está ligada à arrecadação de ICMS do RN. Como você avalia o trabalho realizado pela categoria neste sentido e em que implica a paralisação neste momento? COMO dissemos, o fisco estadual há 12 anos cumpre e ultrapassa todas as metas de arrecadação estabelecidas pelo Governo. Esse resultado é alcançado devido à dedicação integral dos auditores fiscais, que acompanham diariamente o recolhimento de ICMS do pequeno, médio e grande contribuinte. Apesar do não pagamento da nossa produtividade desde 2010, os auditores continuam envolvidos na sua missão de garantir a arrecadação do ICMS. Mas a paralisação reflete o grau de insatisfação da categoria com o não cumprimento dos seus direitos. Preocupamo-nos exatamente com esse sentimento negativo, de reduzida
entrevista motivação, que no médio prazo pode ocasionar reversão no ciclo positivo de crescimento da arrecadação. Acontecendo isso, perde o Governo, com a redução do ICMS, perde principalmente a sociedade porque não terá os serviços públicos adequados. QUE outras funções os auditores realizam e que ajudam ao desenvolvimento no RN? OS AUDITORES fiscais do Estado são responsáveis pela fiscalização, controle, acompanhamento e arrecadação do ICMS, IPVA, ITCD e royalties. O nosso trabalho proporciona cerca de 45% das receitas do Estado. Inclusive, em virtude dos incentivos federais no IPI, o Governo Estadual já estima que em 2012 haverá redução nas receitas de repasses federais de R$ 180 milhões. Para 2013, há outro pacote federal de incentivo fiscal sobre a energia elétrica, que certamente impactará negativamente as receitas estaduais. Neste cenário, o trabalho do auditor fiscal estadual será imprescindível para o Governo manter o equilíbrio das contas públicas, sendo por isso necessário termos um quadro motivado e envolvido na sua missão. QUAL é a realidade dos profissionais que trabalham no Estado em termos de número de servidores, condições de trabalho? A ADMINISTRAÇÃO tributária do Estado do Rio Grande do Norte foi pioneira no Brasil no trato da nota fiscal eletrônica para fins de arrecadação do ICMS. Além disso, adotamos há alguns anos técnicas de auditoria através do cruzamento de informações fiscais, umas geradas pelo próprio fisco, outras decorrente de declarações prestadas pelo contribuinte. Com isso, conseguimos otimizar os resultados do trabalho, utilizando um contingente menor de auditores fiscais. Então, no momento temos 490 servidores na ativa, que entendemos serem suficientes para cumprir as necessidades do órgão com qualidade. Pensamos inclusive aperfeiçoar nossas metodologias de trabalho e ferramentas de fiscalização, de forma que em 2020 possamos obter os mesmos resultados com 350 auditores fiscais. Sobre as condições de trabalho, temos hoje dois problemas. Primeiro destacamos a falta de investimento pelo Governo nos servidores que armazenam e processam dados da Secretaria da Tributação. Como dissemos, quase todo trabalho é desenvolvido com tecnologia de informação. Essa carência pode comprometer os resultados esperados na arrecadação. Segundo problema está no trabalho de fiscalização de mercadorias. Apesar da informática, o trabalho de fiscalização in loco nunca será substituído, e para o seu desenvolvimento precisamos de veículos, balanças, entre outros equipamentos. Os veículos da SET já têm 7 anos, uns até com mais de 300 mil quilômetros
rodados, que representa risco para a vida dos servidores. A balança está quebrada há mais de 1 ano. Essa precariedade só favorece o aumento da sonegação fiscal, prejudicando a arrecadação tributária e os bons contribuintes, que pagam todos os impostos devidos. O Sindifern defende para solucionar esses problemas a instituição do Fundo de Desenvolvimento da Administração Tributária, FUNDAT. Já existe a lei, que é de 2005, e a regulamentação (2006). Faltam os aportes financeiros, que correspondem a 0,25% da arrecadação de ICMS e IPVA. É bom frisar, investir na tributação é investir no crescimento da receita do estado. COMO está a segurança nos postos fiscais dos que atuam com fisco? HOJE o Estado do Rio Grande do Norte só tem 4 (quatro) postos fiscais abertos. O de Caraú (saída para João Pessoa); Serra Negra (região de Caicó); Baixio (Em Luis Gomes) e Mossoró. O Sindifern tem cobrado da Secretaria da Tributação mais segurança e estrutura nesses poucos postos fiscais que restaram. Foram fechados 10 postos fiscais pela atual gestão da SET. Penso que o fechamento dos Postos Fiscais diminui a presença do Estado nas localidades, o que não é bom, pois várias fronteiras hoje estão abertas, sem fiscalização. QUANDO será a próxima tentativa de negociação? SEGUNDA-feira, 24 de setembro, foi agendada uma reunião com os secretários da Tributação, Planejamento, Administração e Casa Civil. Esperamos que a partir desse encontro as soluções sejam encontradas e o clima de satisfação retorne aos auditores fiscais. O Governo ganhará, pois juntos trabalharemos para
a arrecadação de ICMS chegar aos R$ 400 milhões/mês. NO OESTE do Estado há necessidade de mais auditores fiscais? NA 6ª URT em Mossoró, há cerca de 50 auditores fiscais. O quantitativo está bom para o porte da unidade regional. COMO você avalia o trabalho na região Oeste? A REGIÃO Oeste tem um grande porte econômico, como o setor do petróleo, sal, frutas, cimento, entres outros. A arrecadação do ICMS na localidade é bastante significativa e importante para o Estado. O trabalho desenvolvido pelo fisco é bom, mas poderia ser ainda melhor. Para isso, estamos cobrando que o Governo realize mais investimentos na Secretaria da Tributação, de forma que o trabalho seja cada vez mais otimizado. Veículos novos são necessários, melhorias no sistema de informática e, sobretudo, mais treinamento e capacitação do quadro funcional. Finalmente, gostaríamos de enfatizar que investir na Secretaria da Tributação é investir no aumento das receitas do Estado. E quanto mais recursos o Governo tiver, mais benefícios podem ser proporcionados à sociedade. Temos estudos que apontam que para cada R$ 1 investido na SET, o retorno é de R$ 10. A sonegação fiscal, apesar de bastante combatida, ainda é alta. Podemos e queremos ampliar o trabalho em favor da sociedade. Mas é preciso que o Governo também faça a contrapartida na Secretaria da Tributação, ampliando os investimentos na parte estrutura, bem como nos recursos humanos, cumprindo direitos e atendendo pleitos da categoria, de forma a mantê-la motivada e engajada nessa nobre, mas árdua missão de arrecadar os impostos.
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cinema
Lampião, o filme
Mossoró receberá em fevereiro de 2013 equipe de produtora e atores sob direção de Bruno Azevedo para filmagens de longa metragem sobre Lampião
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figura do Lampião e a forma com que a sétima arte o retratou tem tantas particularidades que ainda hoje o personagem mais conhecido do cangaço brasileiro nas primeiras décadas do século passado ainda intriga e fascina. Essa controvérsia em torno da imagem de que ele teria sido vítima, herói ou bandido cruel ainda é questão constantemente discutida, sobretudo para os que buscam conhecer melhor a sua história. Lampião será mais uma vez tratado pelo cinema brasileiro no longa metragem “Lampião, o filme”, e Mossoró será uma das cidades visitadas no período de filmagens, que começam em fevereiro de 2013 após o Carnaval. Domingo conversou com Bruno Azevedo, um dos diretores do filme que conta ainda com a direção de Paulo Goulart Filho. Este fará ainda o personagem principal como Lampião.
Segundo Bruno, o filme pretende abordar o Lampião dentro de uma visão que ainda não foi trabalhada no cinema. “Percebemos que temos ainda uma visão vaga da história do Lampião e com esse filme pretendemos o que ainda não foi mostrado no cinema. Estamos com um amplo material de pesquisa, mas recorremos, sobretudo a familiares do Lampião que residem aqui em São Paulo. A roteirista Nina Ximenes já está há algum tempo nesse trabalho”, ressalta o diretor. Bruno Azevedo, que possui a sua produtora, explica que a equipe deve vir ao Nordeste para a fase de pesquisas de locações de outubro a novembro, passando pelos estados do Ceará, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Sergipe e Rio Grande do Norte. No RN, a cidade de Mossoró é passagem certa, conforme o diretor: “Queremos começar o filme com a expulsão de Lampião pelos mossoroenses e a cidade se diferencia com esta história”, ressalta ele. Sobre o elenco envolvido, o diretor ainda não quer divulgar, mas afirma que alguns atores globais estarão no projeto, como Rose Campos, o Paulo Goulart e possivelmente Antônio Fagundes. “O material de divulgação do filme está sendo alterado pela nossa assessoria de imprensa e em bre-
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cinema ve encaminharemos a mídia com todas as informações confirmadas como elenco, locações e detalhes da produção”, ressalta Bruno Azevedo, que já dirigiu entre outros filmes, Bezerra de Menezes. Um mossoroense As informações sobre a realização do filme sobre Lampião chegam até a reportagem de DOMINGO através do ator mossoroense João Batista Gomes de Oliveira, ou JB Oliveira, que há sete
anos reside em São Paulo. JB saiu de Mossoró para buscar oportunidades como ator na grande metrópole. Felizmente seu esforço começa a ser reconhecido. Já participou de espetáculos de teatro, de episódios em novelas e seriados na Record – Ribeirão do Tempo e Tribunal na TV. Quando soube do filme, fez testes e ganhou um papel interes-sante, a do cangaceiro elétrico, mas que está entre os selecionados para compor o elenco do filme.
“Estou sempre fazendo testes para o cinema e em um destes era este filme sobre Lampião. O diretor gostou do meu trabalho e me convidou pra fazer o filme. Pra mim vai ser uma ótima experiência, sem falar que voltarei a Mossoró, onde tenho meus pais, irmã e filha”, conta ele por telefone. Em breve os mossoroenses poderão conferir como esse trabalho será conduzido, já que a equipe pretende divulgar em breve mais detalhes dessa produção sobre “o rei do cangaço”.
)) O ator Paulo Goulart Filho fará o papel
)) Bruno Azevedo da Mirage Filmes:
)) O ator mossoroense João Batista
FICHA TÉCNICA
de Lampião no longa que passará por várias cidades no Nordeste, incluindo Mossoró.
Pesquisas em bibliografia e com familiares dos cangaceiros já estão sendo realizadas
Oliveira que mora em São Paulo, está entre os selecionados para o elenco
LAMPIÃO O FILME
CRONOGRAMA TÉCNICO DO FILME:
Ano - 2013 Produção – Mirage Filmes Do Brasil Distribuição – Imagem Filmes – 400 Salas Inicialmente Direção geral – Bruno Azevedo Roteiro – Nina Ximenez e Bruno Azevedo Direção atores – Paulo Goulart Filho Duração – 112 min. Material extra – cenas adicionais, bastidores, e conteúdo 3d. Gênero – Ação/Humor Origem – Brasil Censura – 12 anos Elenco principal – Paulo Goulart Filho (Lampião) Elenco secundário - Rosi Campos, Isaac Bardavid, Paulo Goulart, Rosane Gofman, Larissa Vereza, Ilva Nino, Julio Braga, Anastácia Custódio, Bruna Marquezine, Hermes Baroli, Anselmo Vasconcellos, Gilberto Baroli, Bruna Xinemez, Paola Rodrigues.
PRODUÇÃO – FEVEREIRO DE 2013/MARÇO DE 2013 Viagens para locações nos estados: Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Bahia e Sergipe. Elenco, equipe técnica, equipe de efeitos, arte e direção. PÓS-PRODUÇÃO – MARÇO DE 2013/JUNHO DE 2013. Edição de corte Edição de montagem Edição de tratamento de imagem e adição de efeitos Composição de trilha Composição de foley Mixagem de som Arte e criação DISTRIBUIÇÃO – JULHO/AGOSTO DE 2013.
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capa
Juventude vai Ă s ruas 8
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Os protestos para redução de passagens em Natal se assemelham a de outros jovens neste momento em outros países do mundo: uma crítica aos interesses econômicos que se sobrepõe aos da população
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ticos, movimentos sociais e todas as pessoas interessadas nas lutas pela qualidade do serviço e atendimento à população, contra o monopólio dos transportes coletivos das corporações aliadas ao governo que visam mais o lucro que as pessoas, pelo direito de ir e vir que atenda as demandas da cidade e não de seu mercado”, explica a estudante. As redes sociais A participação de jovens em processos de mobilização mais públicos não é novidade alguma. Em vários momentos históricos é possível destacar a presença de protestos em torno de um objetivo comum. Uma característica que marca a diferença hoje de outras mobilizações do passado é a forma como essa articulação rapidamente acontece utilizando as potencialidades das redes sociais. O mecanismo não só ajuda a mobilizar, mas a espalhar o seu alcance, quando no passado, essas articulações demandavam mais tempo e mais esforço. “A #RevoltaDoBusão é um movimento horizontal, organizado pelas redes sociais. A mobilização de todos os atos e protestos foi através das redes sociais. A nossa comunicação maior é via internet, email, facebook. Mais ou menos uma vez por semana, ou sempre que necessário nos reunimos, por meio de plenárias para organizar nossos atos e fazer uma avaliação do que está acontecendo, do que já aconteceu. Esses plenárias são abertas, realizadas em diversos locais da cidade de Natal. Todos tem vez e voz”, explica Danyelle Rosana. A Internet também serviu como comunicação para rebater as notícias veiculadas pela mídia tradicional: “A mídia, em sua maioria, foi ridícula ao noticiar a #RevoltaDoBusão. Sempre do lado dos empresários, tentando ao máximo negativar o nosso movimento, primeiro escutava os policiais, os em-
)) Prof. Doutor em Política da Uern, Vanderlei Lima: “Essas mobilizações são legítimas e contrariam os que estão no poder”
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Joana Lima
nquanto na cidade de Amiens, no norte da França jovens realizam um amplo protesto nas ruas que culmina com incêndio de carros e depredação de prédios públicos, uma reação extremada a grande crise econômica na Europa e ao crescente desemprego, nos Estados Unidos jovens ocupavam um dos maiores centros financeiros do mundo, a bolsa de Nova York, no movimento Ocupy Wall Street. Num cenário bem mais próximo e mais recente, na capital do Estado do Rio Grande do Norte, jovens estudantes protestaram contra o aumento no preço das passagens de ônibus, ocupa-ram ruas e avenidas pedindo a redução do preço. Dias depois, quando as empresas anunciaram que iriam por fim a integração de linhas – o pagamento de uma passagem poderia ser utilizada em mais de um ônibus dentro de um trajeto – novamente os estudantes foram às ruas, para protestar. Além do impedimento do fluxo nas avenidas, houve incêndio de ônibus, repressão por parte da polícia e prisão de estudantes e professores. De início, podem parecer protestos muito diferentes e são pelos motivos específicos que cada um defende, mas, possuem mais semelhanças, mesmo em países tão distintos. Todos se dão por insatisfações a uma realidade socioeconômica com forte intervenção política, que prejudica principalmente a camada mais pobre ou menos favorecida. Outra realidade comum é que são movimentos que são mostrados mais como atos de vandalismo do que como protestos por insatisfações sociais. Sobre isso, a articulação dos jovens universitários a partir do Diretório Central dos Estudantes – José Silton Pinheiro – UFRN, foi fundamental para a realização do protesto que, a curto prazo, conseguiu alcançar seus objetivos, tanto na redução das passagens quanto na volta da tarifa integrada. Danyelle Rosana Guedes, aluna de Pedagogia – UFRN, 21 anos de idade e integrante do DCE explica que o movimento intitulado ‘RevoltaDoBusão’ surgiu a partir do aumento repentino e não justificado das passagens dos ônibus em Natal. “Esse foi um protesto de toda a sociedade Natalense, não só dos estudantes da UFRN, mas toda a sociedade que está sendo prejudicada por atitudes ilegais por parte da SETURN, com o intuito de possibilitar encontros e atividades para organização dos coletivos polí-
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capa presários, para depois escutar a versão dos estudantes. Versão essa que na maioria das vezes era editada, cortada nas falas principais. Não tivemos espaço de nenhuma emissora para dar a nossa versão”, reclama a integrante do DCE. Outra diferença é que os protestos estão mais ligados a questões da democracia que não se restringem a uma única esfera da vida. Vanderlei Lima é professor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), doutor em Política e ajuda a compreender a frequência e a particularidade dos protestos, incluindo também os recentes ocorridos em Natal: “No Brasil temos democracia formal e política organizada, mas é preciso muito amadurecer sob o ponto de vista de uma democracia mais cidadã. Não só na participação do voto nas eleições, mas de respeito aos direitos do outro, de respeito às pessoas menos favorecidas economicamente”, explica Vanderlei. Para o professor Vanderlei Lima, se a democracia precisa ser um exercício constante para ir se consolidando, os protestos são importantes, pois sinalizam a necessidade de avanços neste sentido, de outras lutas democráticas que precisam ser conquistadas ou afirmadas. “O certo é que estes movimentos são
legítimos e buscam por mudanças. Surgem a partir de uma iniciativa de liderança e a depender dessa ação, pode atrair um número maior de pessoas que podem desviar a atenção do objetivo central. Mas, o que deve ser lembrado é que um protesto tem um foco específico, na questão do público, desafia os interesses de um grupo menor, dos que estão com o poder. Por isso há a tentativa dos que estão no poder de desqualificar esses movimentos”, ressalta. Sobre isso, Danyelle fala do “despreparo técnico da polícia” que vem coibindo os estudantes nos atos públicos e coletivos: “Houve uma companheira que estava ao meu lado que dois policiais simplesmente chegaram e a levaram para longe. Quando questionado porque ela estava sendo levada, ele não respondia. Não tinha nem o nome dela, nem flagrante ou qualquer motivo para sua apreensão. Três estudantes e uma professora da UFRN foram presos em um camburão da polícia federal por desacato. Só um parêntese, essa é a professora que no ato passado comprou flores para distribuir aos policiais. Seu crime foi perguntar porque estava sendo presa. Outros três jovens saíram feridos por balas de borracha. O tempo da tortura está em nossa história e já passou. Precisamos de uma polícia
muito qualificada que tenha capacidade de dialogar, conhecimento de seus equipamentos e que principalmente saiba que é a vida humana que deve ser protegida”, afirma Rosana. Os estudantes solicitaram em pedido enviado ao Ministério Público, do Conselho Estadual de Direitos Humanos e Secretaria de Segurança esclarecimentos sobre uso da força policial e os casos de violência ocorridos no ato. Em Mossoró Muitas vezes as mesmas questões em duas realidades não avançam, o que mostra a importância da vontade de organização e uma articulação para que as pessoas se engajem. Um exemplo de que, além de consciência, é preciso ter liderança nestas questões fica evidente quando o professor cita que, em Mossoró, há anos o problema de transporte público é um problema dos cidadãos, especialmente dos estudantes na Uern, mas, não há uma articulação no sentido semelhante do que ocorreu em Natal: “Aqui, a carona se torna alternativa quando, na verdade, as pessoas têm o direito ao transporte público com qualidade. No entanto, como não há liderança, não há um engajamento, tudo continua igual”, ressalta Vanderlei. Frankie Marcone
)) Em Natal o alvo dos protestos na última semana foram o preço das passagens e o fim da integração entre as linhas: Empresas tiveram de voltar atrás
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cultura
livro Roteiros em
O produtor cultural Thalles Chaves lança livro Pedra Riscada com nove roteiros cinematográficos de curtametragem pelo prêmio Fomento
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ntes do filme, o roteiro. A escrita para a construção do audiovisual é processo fundamental que exige esforço e criatividade. Para Thalles Chaves, o roteiro é a matéria-prima do cinema, já que é a primeira etapa no processo de produção cinematográfico, às vezes um trabalho mais solitário. Mas, nem por isso menos dedicado. Tanto que ele gosta de escrever roteiros e realizar suas ideias em audiovisuais. No próximo dia 27, Thalles lançará o livro Pedra Riscada, com nove roteiros cinematográficos de curta-metragem de sua autoria, contemplado com o Prêmio Fomento, do Município. “Em grande parte, esses roteiros foram escritos no Rio de Janeiro, no período em que estudei Cinema, de 2006 a 2009, com o intuito de inscrevê-los em editais de apoio à cultura, como finalização de curso e necessidade de expressar sentimentos e inspirações sobre histórias para cinema”, explica Thalles. No conjunto, o livro traz os roteiros “Berenice” (adaptado do conto homônimo de Edgar Allan Poe), “Chamada a Cobrar”, “E o Prêmio vai para:.”, “Fome de Bola”, “O Telegrama”, “Quanto Vale ou é por Quilo – um curta que foi concebido para participar de um edital de cinema infanto-juvenil do Estado do Rio de Janeiro, “Atrás da Porta”, “Os Poetas” (inspirado no conto homônimo de Adriano Souto e retrata um microcosmo da Praça do Ferreira e da cultura de Forta-
leza-CE) e “Pedra Riscada”, ambientado na região serrana do Rio de Janeiro, que traz uma discussão de lendas, valores e gênero, foi concebido para participar de um edital de Nova Friburgo (RJ). Thalles conta que pretende ver os roteiros transformados em filmes e adianta que está com projetos em andamento nesse sentido. “Entre os roteiros do livro, uma produtora do Espírito Santo está interessada em fazer uma animação do ‘Berenice’ e estamos negociando isso. Eu mesmo cheguei a fazer teste de elenco em Mossoró para ‘O Telegrama’, estou com o material, interessante, naquele momento não conseguimos fechar um apoio e, como me envolvi com outras coisas, demos um tempo, mas quero retomar esse trabalho, pois já havia fechado algumas parcerias. Gostaria de filmar outros roteiros do livro, sim. ‘Atrás da Porta’, por exemplo, cheguei a fazer um Storyboard, pesquisa de locações, só que eu me transferi do Rio e o projeto ficou parado. Quem sabe eu retomo um dia ou vem outra pessoa e faz. Quando o livro for lançado e distribuído, com certeza vai aparecer gente querendo filmar um roteiro ou outro”, afirma ele. Thalles explica que o livro pretende contribuir para a produção audiovisual na cidade, que já vem sendo representada em festivais de curta-metragem, mas que ainda não possui um festival local, mas poucas iniciativas para fomentar e incentivar as produções.
“Não resta dúvida que o maior veículo de exibição do curta-metragem é o circuito de festivais; só no Brasil temos mais de 200 e eu acho incrível Mossoró não ter um festival local. Já fui para festivais em lugares em que a população não chega a 10 mil pessoas, como o caso de Jericoacoara por exemplo. No ano passado, estive duas vezes na Europa por conta do filme ‘O Poeta e a Bicicleta’, vídeo que conta um pouco da história do poeta Antonio Francisco, dirigido por mim, Gustavo Luz e Toinha Lopes, com participação na produção de Mário Ilo e Raimundo Batista, além de Edileusa Martins e Ana Lúcia Gomes. Esse trabalho é fruto do projeto encabeçado por Edileusa e Ana Lúcia, o ‘Curta Mossoró’”, ressalta. Para quem gosta de cinema e deseja adquirir o livro Pedra Riscada, o lançamento será às 19h, na Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte.
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sua carreira
Rafael DemeTRIUS
10 dicas para seu salário render até o fim do mês
4º MANDAMENTO – DETERMINE SEUS OBJETIVOS
Determine seus objetivos financeiros. O desejo de viajar ou começar uma faculdade pode ser a força a mais que você precisa para economizar. Tenha um norte para seu dinheiro, um planejamento e tudo ficará mais fácil. 5º MANDAMENTO – FUJA DAS PARCELAS
Comprar à vista pode lhe garantir bons descontos e não te afoga nos juros embutidos nas compras parceladas. x s cinco primeiros dias do mês são motivos de alegria Quando for fazer qualquer compra, dependendo do valor, para quase todos os trabalhadores deste nosso Bra- priorize levar o dinheiro em mãos, garantirá no mínimo sil varonil. É entre os dias 1º e 5 que a maioria de de 5% a 10% de desconto, e essa economia ao fim do mês nós recebe nosso suado salário. Mas, mal a grana entra na tem muito valor. conta, já temos de pagar um monte de pendências – aluguel, condomínio, celular, gás, luz, água, cartão de crédito, sem contar na infinidade de impostos e a alimentação. Inclusive, 6º MANDAMENTO – PESQUISE o item alimentação e bebidas é o que mais pesa no bolso das Sempre faça uma cotação. Comprar por impulso pode te famílias. Leva quase 1/4 do orçamento e também foi o que fazer comprar sempre o mais caro. Antes de cotar, analise mais fez a inflação subir; daí, a importância de se aproveitar também se realmente você precisa fazer esse gasto nesse promoções e evitar estocar alimentos em casa. Não encher o exato momento, se ele não pode esperar mais um pouco. carrinho de uma vez é vantajoso porque se você for mais vezes ao supermercado você tem condição de encontrar um 7º MANDAMENTO – CUIDADO COM OS número maior de ofertas. O dinheiro acaba tão rápido que, SUPÉRFLUOS às vezes, mal se vê a cor do dinheiro. Esse é um mal que Fique atento aos pequenos gastos, um cafezinho pela manhã, assola muita gente. Mas, saiba que você não está sozinho um chocolatinho à tarde e umas guloseimas na volta para casa nesse barco. Por isso, confira os 10 mandamentos de quem acabam com seu dinheiro sem você notar. São esses pequenos deseja ver o salário render na conta bancária: gastos que, somados, consomem boa parte do orçamento.
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1º MANDAMENTO – REGISTRE TUDO
Sempre devemos saber para onde está indo o dinheiro. Registre tudo no papel ou em uma planilha no computador. Ao fim do mês você deve saber qual percentual do seu salário foi destinado para cada área, saúde, educação, comida, lazer etc.. 2º MANDAMENTO – CORTE GASTOS
Descubra quais são suas despesas supérfluas e corte-as. Às vezes gastamos muito dinheiro em alimentação fora de casa, em bares, lanchonetes, restaurantes. Use este dinheiro extra para pagar suas dívidas ou começar algum investimento. 3º MANDAMENTO – POUPE
Defina um valor fixo para guardar o quanto antes. Deixe seu dinheiro longe da carteira. Procure colocá-lo em uma poupança, um fundo de investimento ou algo similar. Manter muito dinheiro na carteira dá a tentação para gastá-lo.
8º MANDAMENTO – CHEQUE ESPECIAL NUNCA MAIS
Também evite parcelar o valor que vem em seu cartão de crédito. O baixo valor pode ser tentador, mas se você fizer as contas poderá ficar sem dormir. Mesmo com a redução das taxas, entrar no cheque especial ou rotativo do cartão de crédito é um caminho quase que sem volta. 9º MANDAMENTO – ADAPTE O SEU PADRÃO DE VIDA
Muita gente diz que não consegue economizar porque o salário é baixo; isso não pode acontecer! Devemos adaptar nosso padrão de vida aos nossos rendimentos, para, assim, conseguir poupar todo mês. 10º MANDAMENTO – CONSCIÊNCIA
Priorize as contas que cobram juros altos, renegocie e quite as suas dívidas, gaste menos do que ganha, administrar a vida financeira significa gastar dentro dos limites do que se ganha, por isso use a consciência.
Curso de formação de Practitioner em PNL A Meta traz para Mossoró o Curso de Formação de Practitioner em Programação Neuro-Linguística. Curso totalmente vivencial para você alavancar sua vida, carreira e negócios através da psicologia dos grandes mestres. Para participar, basta ligar para a Meta, por meio do telefone (0xx84) 3314-1024, ou mandar um e-mail para comercial@tenhametas.com.br e fazer sua inscrição. As vagas são limitadas.
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Jornal de Fato | DOMINGO, 23 de setembro de 2012
crônica
AleSSaNDRo RaGazzI
Pode um processo judicial durar eternamente?
(
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)
O
uço esta pergunta quase que diariamente. Cliente com dívida, que está sendo acionado, e “ouve dizer” que, se o processo durar mais que cinco anos, “caduca”. A explicação é sempre a mesma. Após a propositura da ação, e desde que o credor dê o andamento necessário ao processo, o processo não “caduca” mais... nunca mais. A mudança dos tempos, entretanto, somada ao assoberbamento do nosso Poder Judiciário, que há muito tempo não dá conta de julgar tantos processos, parece que vem causando uma mudança no comportamento e na interpretação de nossos juízes. Dias atrás, uma notícia no site do Superior Tribunal de Justiça (STJ) dava conta que, intimado para apresentar bens do devedor para penhora, um banco limitou-se a pedir suspensão do processo. O juiz da causa, então, aplicou a regra da “prescrição intercorrente”, fazendo com que o processo fosse extinto. Essa regra diz que, mesmo que o processo tenha sido iniciado, mas não havendo o seu regular andamento, por culpa da parte interessada, pode haver a extinção. Ocorre que a legislação estabelece isso para alguns, e não para todos os tipos de processo judicial. Preocupa-me esta interpretação, embora benéfica aos devedores, pelo fato de que, a prevalecer este entendimento, bastará ao devedor esconder seu patrimônio durante certo período, para que, findo este, não seja cobrado – única mais.
Além disso, em se tratando de uma execução de bens, a própria legislação não prevê a extinção, mas somente a suspensão do processo. Entendo que o Poder Judiciário não pode ficar abarrotado de processos, mas considero que esta questão passa muito mais pela reorganização da Justiça, o aparelhamento da máquina, do que propriamente pela “desconsideração” do direito de uma
parte que paga seus impostos e tem um crédito a receber de volta. Melhor seria, então, que se promovesse uma alteração na lei processual civil, para estabelecer um prazo máximo de suspensão. O que não se pode admitir é uma interpretação extensiva, em total desrespeito aos direitos daquele que já foi prejudicado, por não ter recebido seu crédito.
* Alessandro Ragazzi, é advogado formado pela PUC-SP, especialista em Direito Tributário pela PUC-SP-Cogeae e parecerista nas áreas tributária e empresarial Jornal de Fato | DOMINGO, 23 de setembro de 2012
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adoro comer
DaVI moURa
Como escolher frutas Há uma série de dicas e truques para verificar se as frutas estão boas para consumo! Confira as dicas:
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BANANA: Se o consumo for imediato, pode comprar a fruta com a casca com um amarelo bem intenso e manchas marrons bem pequenas. Lembrando que ela não deve ter partes moles ou machucadas. Se for comprar para durar vários dias, compre em pencas, pois dura ainda mais; UVA: O principal é a beleza do cacho: os bagos devem estar bem cheios e as frutas não devem se desprender com facilidade. Não retire as uvas dos cachos: se forem grandes demais, corteos com tesoura e guarde-os lavados na gaveta apropriada. MAÇÃ: Procure as de casca lisa, limpa e sem machucados, sempre com uma cor bem forte. Caso vá consumi-las logo, guarde-as na gaveta com o cabinho virado pra baixo. Se não for consumir no mesmo dia, dá pra armazenar no congelador. MELANCIA: Sua casca deve ser firme e sem manchas escuras. Já as manchas claras não são sinais de problemas. Não precisa cheirar o fundo: basta dar uma batidinha na casca. Quando o som é oco, é porque a fruta está adequada para consumo. MELÃO: Por fora, o melão não deve ter manchas e cortes, além de, quando pressionado nas extremidades, ceder levemente. Coloque o melão próximo ao ouvido e balance-o: as sementes devem estar soltas.
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Temakeria San Na onda dos Temakis, semana passada ocorreu o lançamento da Temakeria San, novo empreendimento que fica na Av. Rio Branco, ao lado do Nossa Massa, em frente à Praça da Convivência. Assessorados pela agência Elevare Comunicação, os sócios receberam a imprensa em um coquetel de inauguração com algumas iguarias típicas orientais, além de mostrar o espaço, que foi pensado com bastante cuidado em todos seus detalhes. O local é temático, incluindo os seus ambientes. O cardápio da noite foi composto pelos seguintes itens: os clientes tinham a opção de escolher entre refrigerantes, água, caipirinha e caipiroska. A finger food inicial foi um sunomono individual, com salmão, polvo, camarão, tomate cereja, cebola e pepino. Seguido de tempurá de legumes, kani saki e camarão empanado com salmão. Os temakis coroaram a noite.
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Como comer um Temaki Desconhecido por alguns e ainda uma novidade para muitos outros, o temaki chegou à nossa cidade e já vem caindo no gosto dos mossoroenses como uma opção gostosa de fast food saudável. Acostumados com o sushi tradicional, em rolinhos, muitas pessoas estranham o formato do temaki, que é basicamente um cone feito com alga, arroz e o recheio de preferência. Clênio Vila-Nova, da Ashmaki Temakeria, explica que o cliente, quando o visita pela primeira vez, depara-se com o desafio de como degustar a iguaria japonesa. Para resolver o problema, foi desenvolvido um tutorial fácil explicando como se deliciar com o prato.
Como comer melhor sem gastar muito Uma das dificuldades de quem faz dieta é o valor dos produtos. É inegável que alimentos light/diet/orgânicos são mais caros e às vezes uma reeducação alimentar vai por água abaixo por causa de grana. Veja que dá pra utilizar o que você tem na geladeira de uma forma mais sustentável e barata na hora de comer melhor: - Trate os alimentos em casa: Deixe a preguiça de lado e trate você mesmo os alimentos, cortando, lavando e guardando ao seu gosto; - Substitua a carne: Acrescente outras fontes proteicas como ovos, queijo, soja, feijão, ervilha, arroz integral; - Polpa de fruta? Que tal levar a própria fruta? Enquanto você encontra polpas de frutas de até R$ 5,00, você pode levar uma quantidade muito maior de fruta pelo mesmo preço; - Vá à feira: Feira mesmo, no meio da rua. Aqui em Mossoró temos a velha cobal, mas já ouvi falar de uma feira de orgânicos que tem próximo ao museu todos os sábados às 5h. - Almoce em casa: Faça uma forcinha pra comer mais em casa e menos na rua. Dá pra temperar alguns alimentos, guardá-los e ir fazendo aos poucos durante a semana; - Síndrome da Magali: PARE de fazer compras com fome! É o pior mal das dietas. Alimente-se bem antes de ir, assim não vai ficar salivando em cada prateleira que passar.
Aproveite e acesse o http://blogadorocomer.blogspot.com para conferir esta e outras delícias! 14
Jornal de Fato | DOMINGO, 23 de setembro de 2012
adoro comer
Panquecas americanas INGReDIeNTeS 1 xícara e 1/4 de chá de farinha de trigo 1 colher de sopa de açúcar 3 colheres de chá de fermento em pó 2 ovos levemente batidos 1 xícara de chá de leite 2 colheres de sopa de manteiga derretida Pitada de sal Óleo para untar
MODO DE FAZER - Misture em um recipiente a farinha, o açúcar, o fermento e o sal; - Em outro recipiente misture os ovos, o leite e a manteiga; - Acrescente os líquidos aos secos, sem misturar em excesso; - O ponto da massa não deve ser muito líquido, deve escorrer lentamente; - Aqueça e unte a frigideira e coloque a massa no centro, cerca de 1/4 xícara por panqueca; - Fica muito gostoso comer com nutella, brigadeiro ou até geleia.
Jornal de Fato | DOMINGO, 23 de setembro de 2012
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