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Revista de Domingo

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editorial ao leitor

Vencer um inimigo

moderno

N

Entrevista

Boa leitura! Boa Semana!

p4 Com a advogada e escritora Lúcia Jales

a urgência dos dias, das tarefas, dos compromissos pessoais e profissionais, do caos no trânsito e das pressões para estar preparado para os imprevistos, vem a ansiedade. Um mal da modernidade que quando se apresenta de forma excessiva, contribui para o surgimento de doenças sérias, entre elas, a depressão. Mas essa mesma ansiedade – que estressa, torna os sentidos mais sensíveis e deixa o corpo em constante estado de alerta – pode também ser usada de forma positiva. A reportagem de capa trata destes dois lados de um problema e de como fazer desse “inimigo” um aliado do dia a dia. Domingo traz ainda uma entrevista com a advogada Lúcia Jales, que lançou seu primeiro livro nesta semana em Mossoró sobre o Neoprocessualismo, que vem mudando a interpretação do Direito. A edição também dá espaço para os artistas do movimento “Cultura não é vento”, que tem colocações a fazer sobre as políticas públicas de cultura de Mossoró e do Estado do RN. Ainda nesta edição, matéria sobre meio ambiente, artigos e as colunas prediletas do seu final de semana.

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Cultura Um movimento em prol da arte mossoroense

Comportamento Controle a ansiedade e saiba como utilizá-la de forma positiva

p8 Coluna

Rafael Demetrius da dicas para tornar sua empresa sustentável

Adoro comer

As novidades gastronômicas para não ficar no feijão com arroz

• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – Wil­liam Rob­son • Dia­gra­ma­ção – Ramon Ribeiro • Projeto Gráfico – Augusto Paiva • Im­pres­são – Grá­fi­ca De Fa­to • Re­vi­são – Gilcileno Amorim e Stella Sâmia • Fotos – Carlos Costa, Marcos Garcia, Cezar Alves e Marcelo Bento • In­fo­grá­fi­cos – Neto Silva

Re­da­ção, pu­bli­ci­da­de e cor­res­pon­dên­cia Av. Rio Bran­co, 2203 – Mos­so­ró (RN) Fo­nes: (0xx84) 3323-8900/8909 Si­te: www.de­fa­to.com/do­min­go E-mail: re­da­cao@de­fa­to.com Do­min­go é uma pu­bli­ca­ção se­ma­nal do Jor­nal de Fa­to. Não po­de ser ven­di­da se­pa­ra­da­men­te.

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Jornal de Fato | DOMINGO, 29 de julho de 2012


conto

joSÉ NIcoDemoS*

Estava escrito

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assado um mês, já, sem empregada, minha mulher não parava de reclamar, isto que significa não ter jeito para o serviço doméstico. Olhava as mãos, com desgosto. Grossas, já. Nem ia mais à manicura, para quê? De tanto procurar, teve informação de uma, que acertou de ser Paulinha, justamente a moça com quem eu tivera um caso ainda estudante universitário, ela servindo emprego na cantina da Universidade. Eu era solteiro, e ainda não conhecia Isaura, que se tornaria minha mulher, um ano depois da minha formatura. Quando cheguei em casa, do escritório, deparei logo com Paulinha, aparentemente a nova empregada. Paramos um diante do outro, como se não nos conhecêssemos, surpresos. Havia muito que não nos víamos. Aos poucos, e era como se acostumássemos as vistas, foi que nos fomos aproximando, nessa relação formal entre patrão e empregado. Mas sempre o cuidado de não nos trairmos... Isaura nunca soube desse meu passado e, naturalmente, não lhe passava pela cabeça a ideia de vigiarme. Demais, eu nunca lhe dera motivos de desconfiança no tocante à fidelidade conjugal.

Eu era solteiro, e ainda não conhecia Isaura, que se tornaria minha mulher, um ano depois da minha formatura.

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Mulher dada à vida de salão, desde solteira, o que me contrariava, Isaura era o dia todo nas lojas de moda e nos centros de beleza, não lhe faltavam convites para as festas elegantes. Era-lhe tudo na vida sair nas seções dos jornais. Assim que, o mais do tempo a sós com Paulinha, em casa, muito dedicada a mim, fui tomando-me de verdadeiro amor a ela, o que antes seria uma aventura simplesmente carnal. É forçoso dizer, sem rodeios, que Isaura era uma mulher fria, sempre apressada em nossas relações, e eu até chegara a desconfiar de que não gostasse de mim. No mais, o trato dela em relação a mim nunca fora para que se diga de quem ama, mesmo. É verdade

Envie sugestões e críticas para o e-mail: aristida603@hotmail.com

)

que, no começo, entre o mais e o menos. A não ser isto de cama, Paulinha fazia as vezes de esposa dedicada, tudo a tempo e a hora, e a isto fui me acostumando, com uma ternura de marido feliz. Tratava-me com um zelo comovente, e era tudo o que queria ter na convivência conjugal. Até que um dia, Isaura em viagem de turismo com um grupo de amigas, umas com os maridos, outras não, aconteceu a imposição, irresistível, da carne, Paulinha com o mesmo ardor do passado. Não disse bem; mais mulher. E eu me sentia mais homem. Mais tudo. Não é preciso contar mais o resultado. Bastará dizer que somos felizes, e muito felizes, para sempre.

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entrevista

LÚCIA JALES

Por Izaíra Thalita izathalita@gmail.com | Twitter: @izairathalita

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advogada Lúcia Jales é especialista em Direito Civil pela UFRN e pós-graduada pela Fundação Escola Superior do Ministério Público (FESMP). Com mais de 15 anos de advocacia e experiência em ensino universitário, é a atual diretora nacional da Associação das Mulheres de Carreira Jurídica do Brasil. Ela realizou na última quinta-feira o lançamento do seu primeiro livro “Neoprocessualismo – Reflexos Constitucionais”, em Mossoró, onde trata das mudanças de grande repercussão no âmbito do Direito Processual Civil e analisa as decisões de impacto social do Supremo Tribunal Federal (STF) sob a ótica do neoconstitucionalismo, do pós-positivismo jurídico. Decisões que são exemplificadas como a união estável entre pessoas do mesmo sexo, permissão para realização da marcha da maconha e também pesquisas com célulastronco. 4

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Marcia Garcia

‘Uma nova cultura muda a forma de interpretar o Direito’


entrevista DOMINGO – É importante estar sempre atualizado nesse contexto em que as leis estão passando por tantas modificações? LÚCIA JALES – Sim, porque na verdade é uma cultura nova e apesar de não ser “exatamente nova”, se lembrarmos que surge no pós-guerra da segunda guerra, por causa das barbáries que aconteceram como nazismo, fascismo, etc, quando o homem viu que tudo isso aconteceu sob a proteção da lei e que isso não poderia mais acontecer, que havia alguma coisa errada. Então, essa cultura vem desde essa época fazendo inovações no sistema judiciário, do sistema jurídico não ser tão rígido e sim, flexível ao ponto do que deve se considerar mais a dignidade da pessoa humana. Essa nova cultura chamada neoconstitucionalismo traz uma valorização maior da pessoa, onde a constituição vai primar pela dignidade da pessoa humana, pelo princípio da proporcionalidade, pela razoabilidade. APESAR dessa mudança e dessa nova cultura, ainda convivemos com um modelo de Justiça que deixa a desejar. Você fala disso na obra? SIM, entendemos que hoje, o Estado, o juiz decide, mas o cidadão não precisa apenas de uma decisão e sim de uma decisão que seja justa. Não adianta uma decisão vir quando a família inteira da pessoa que será atendida, já morreu. De que adianta essa decisão? No sistema tradicional temos um Judiciário que não atende aos anseios do povo. Já o novo sistema busca não apenas o Direito, mas sim a Justiça. O Judiciário está empenhado em oferecer ao jurisdicionado não uma decisão, mas, sobretudo, uma decisão justa. A gente sempre ouve muitas histórias assim e isso não pode mais acontecer porque é a dignidade da pessoa humana que está em jogo.

mitidas e já são. O que fez com que hoje se permitisse? No livro nós mostramos exatamente que os ministros do supremo deram essas permissões e todas elas vieram do elo da dignidade da pessoa humana. Se eu quero compartilhar a vida com alguém, então o que tem que ser visto é a dignidade das duas pessoas, por isso que foi dada essa permissão. COMO tem sido a divulgação e o interesse pelo seu livro que traz uma visão tão atualizada para o Direito? POSSO falar em termos de expectativa, já que o livro foi lançado recentemente, em Natal, no dia 12, em Mossoró, dia 26, e Caicó, 27 de julho. É pouco tempo para fazer essa avaliação e sinto que só poderemos fazê-la em um ano mais ou menos, sentindo esse interesse pela obra. Mas, a perspectiva é muito boa. O livro Neoprocessualismo tem prefácio assinado pelo desembargador do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, Francisco Barros Dias, e considero uma leitura para juízes, promotores, procuradores, advogados,

professores e estudantes dos cursos jurídicos e todos os operadores do Direito, porque a gente mostra nesse livro que é a tendência do Direito que passa por muitas mudanças de grande repercussão, uma mudança geral em todos os ramos – como o Direito do Trabalho, Penal, Civil, enfim, vários ramos. E todos eles mudam em torno dessa nova cultura. É preciso que o profissional do Direito, estudantes, professores, todos independente de ser ou não da área, atualizem-se e esse livro mostra, tem essa intenção. As coisas estão acontecendo e é preciso saber porque elas estão acontecendo. O Direito há de dar explicação resolvendo todas as questões nessa nova realidade. Por isso, todos nós devemos reestudá-lo novamente. COMO adquirir o livro? ESTAMOS disponibilizando na Livraria Saraiva em Mossoró, onde realizamos o nosso lançamento na última quinta-feira. Espero que as pessoas gostem e obrigada pela oportunidade de falar sobre o trabalho.

NO SEU livro você recorda algumas decisões tidas como polêmicas como é o caso da união homoafetiva e da marcha da maconha. Em que momento esses exemplos são contextualizados na obra? NO LIVRO eu abordo quando mostramos que as decisões dos Superiores Tribunais e principalmente do Supremo Tribunal, que é a última instância no nosso país, vêm decidindo à luz dessa nova cultura. Quando se fala união de pessoas do mesmo sexo, por exemplo, isso poderia não ter sido autorizado, de repente as pesquisas com células-tronco não poderiam ser perJornal de Fato | DOMINGO, 29 de julho de 2012

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cultura

Arte de luto Artistas mossoroenses retomam movimento para exigir mais políticas de cultura e de espaços para a realização dos trabalhos culturais na cidade.

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ueremos, oficialmente, decretar, a partir desta data, 20 de julho de 2012, estado de calamidade pública da cultura mossoroense e do Estado do Rio Grande do Norte. Os fazedores de cultura de Mossoró-RN estão sendo mal tratados pelos poderes públicos municipal e estadual'. Assim começa o manifesto escrito e lido pelos artistas mossoroenses em ma6

nifestação realizada no último dia 20 de julho no Centro da cidade em frente aos principais prédios públicos ligados à cultura local. O movimento “Cultura não é vento” reclama da situação do Museu Lauro da Escóssia, fechado desde o ano 2000; da Biblioteca Pública Ney Pontes Duarte, com seu acervo atrasado; Falta de apoio à coleção Mossoroense; da situação de coadju-

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vantes que se encontram os músicos da cidade, que assistem corais, bandas e profissionais de outras praças protagonizando os grandes eventos promovidos pelo poder público; Descaso com o patrimônio histórico de Mossoró; Dificuldade de acesso ao Teatro Dix-huit Rosado; Formato atual do Prêmio Fomento, entre outras questões. (Veja quadro com as principais exigências dos artistas dentro do movimento). Apoiado por muitos, criticados por outros, os artistas deram início a uma série de ações que visa uma luta por melhores condições para os que realizam a cultura na cidade. Depois de algumas críticas ao movimento, os artistas novamente foram às redes sociais mostrar indignação: “Desde as primeiras reuniões, sempre deixamos bem claro que o movimento é em defesa da cultura, nosso movimento não tem nada a ver com política partidária. O que queremos é Política Cultural mais acessível e descentralizada. Que delas possam participar todos os segmentos artísticos que estão sendo


cultura esquecidos. Enfim, o nosso manifesto já dá conta de nossas reivindicações”, defendem-se os artistas. Segundo o grupo dos artistas, a retomada dessa luta se deu dessa vez de maneira espontânea e quase informal, porém articulada. “Sempre que nos encontrávamos (nós da Escarcéu, do Arruaça, do grupo O Pessoal do Tarará) conversávamos sobre os rumos das políticas públicas culturais vigentes. Como todos nós temos agendas cheias, ficávamos adiando o momento de formalizar as discussões dos problemas que detectávamos e sentíamos a necessidade de externar para outros companheiros”, ressalta Nonato Santos, da Cia Escarcéu. Os artistas colocam que sempre houve por parte dos artistas, desde a extinção da COOCAR, a necessidade de se reunir em torno de uma articulação que pudesse aglutinar representantes das mais variadas vertentes da arte mossoroense. Foram várias tentativas, tais como: O Fórum dos Artistas Mossoroenses, o Sindicato dos Artistas da Região Oeste do Estado do RN e por fim agora em maio de 2012, os grupos se reuniram e decidiram retomar o processo de articulação. “A metodologia de trabalho da articulação respalda-se nos princípios de respeito pelos companheiros, ouvindo as falas de todos e a partir dos argumentos de cada um solidificamos o que pensamos sobre situação atual da cultura em nossa cidade”, ressalta Nonato. O movimento não conta com sede fixa e nem uma liderança centrada em uma única pessoa. Para solidificar esta forma de organização, os artistas optaram por realizar a cada semana encontros em locais diferentes para garantir não apenas a itinerância do grupo articulador, como também uma melhor articulação da comunidade. “Toda semana, somos recebidos por familiares dos artistas espalhados por vários bairros da cidade que são integrantes do movimento e que o tem feito crescer em participação e envolvimento dos variados setores artísticos local que nos procuram a todo momento para somar conosco suas ideias e ideais”, explica Nonato. A ideia principal do movimento é a de articulação de artistas para debater a situação da cultura e suas relações com a situação cultural estadual e nacional, a partir das políticas públicas. Em Natal, os artistas também vêm se articulando pela Rede Potiguar de Teatro, levando em curso algumas intervenções semelhantes e a partir do contato com esse grupo, também foi

formatado o protesto em Mossoró. Apoio da população Para os artistas, o movimento foi bem compreendido pela população que sabe da situação real da cultura a que estão se referindo. “A prova do que estamos dizendo são as grinaldas que foram colocadas nas fachadas dos prédios-sede do Museu Municipal e do Teatro Lauro Monte Filho, que ainda estão lá no mesmo lugar onde as colocamos, a população mossoroense não as removeu. Isso é simbólico e nós do movimento interpretamos como um ato de apoio popular ao nosso manifesto”, ressalta o ator.

Próximo passo A ideia dos artistas é a de continuar fortalecendo a organização para cobrar respostas dos poderes oficiais, aguardando espaço para diálogos e construções de metas de forma participativa. “Como fazedores de cultura desta cidade, não admitimos mais sermos olhados de cima para baixo. Não queremos ser recebidos pelos poderes públicos somente quando estes nos querem mostrar planos já prontinhos. Queremos prestação de contas dos gastos com a cultura publicada e acessível a toda a população”, ressalta Nonato, que repassa o pensamento colocado pelo grupo.

Principais exigências dos fazedores de cultura: Movimento: ‘Cultura não é vento’

Artistas envolvidos – Arruaça de Teatro, Companhia Escarcéu de Teatro, Companhia Mythus, Companhia Xaréu de Teatro, Grupo de Teatro O Pessoal do Tarará, Grupo Focart, Coletivo Juízo Torrado Realiza Ações, Pau e Lata, Núcleo de Dança Nilson Torres, Grito dos Excluídos, Carlos José, Rogério Dias, Walter Silva.

Ao Município: >> Ampliação e a valorização do Prêmio de Fomento à Cultura; >> Editais para escolha dos diretores de teatro dos autos mossoroenses; >> Apoio para as manifestações artísticas realizadas nos bairros que se concentra apenas no chamado Corredor Cultural; >> Valorização dos grupos e artistas de Mossoró; >> Escola de Artes de Mossoró seja devidamente equipada com tablados para dança e sala para teatro e tratamento acústico para as salas de música.

Ao Governo Estadual: >> Imediato pagamento dos prêmios “Lula Medeiros” de Teatro de Rua e “Chico Villa” de Circulação; >> Reforma do Teatro Lauro Monte Filho, que atualmente encontra-se fechado e interditado pelo Corpo de Bombeiros desde o ano de 2008; >> Editais para montagem e circulação de espetáculos de teatro, de dança e de música, literatura de cordel, para a cantoria de viola, produção das artes visuais e do artesanato e demais manifestações de cultura, dos mais variados segmentos; >> Volta do Festival Agosto de Teatro, pensado e realizado pelos artistas deste Estado; >> De todos os poderes: transparência, democratização e descentralização.

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capa

Os lados da

ansiedade

Ela se manifesta deixando o corpo em constante estado de alerta, podendo desencadear doenças ou, dependendo de como se lida com o ‘inimigo’, se transformar em algo positivo.

S

ão muitas as pressões, cobranças, estresses. As exigências do cotidiano estão deixando as pessoas cada vez mais ansiosas, numa constante urgência que consome as horas e aceleram o ritmo. Por isso que ser ansioso é considerado atualmente como um “mal social”. Estima-se que de 3% a 5% das pessoas sofram de algum distúrbio ligado à ansiedade, como transtorno obsessivocompulsivo, fobias, síndrome do pânico. Um estudo publicado na Revista Brasileira de Psiquiatria que mapeou a prevalência da doença na população brasileira constatou que de 8% a 18% tinha trans8

tornos de ansiedade na década de 1990. Como consequências da ansiedade, o corpo reage, indicando sempre a possibilidade de um perigo iminente. O cérebro envia os sinais e como consequência outros problemas, doenças que podem ser somatizadas, podem surgir, atrapalhando a vida normal: “A ansiedade torna-se um transtorno quando limita uma vida funcional, ou seja, impede que o indivíduo consiga realizar atividades sociais, profissionais e afetivas. Além disso, a ansiedade "doentia" desencadeia um quadro de cansaço extremo, pois a energia gasta para evitar pessoas, locais ou situações que desen-

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cadeiam a crise é alta”, explica a psicóloga Margarida Antunes Chagas, especialista em comportamento. Margarida explica que nestes casos, o medo (que gera a ansiedade) passa a conduzir a vida do indivíduo, os objetivos antes traçados ficam em segundo plano e abrem espaço para tentativa de "sobreviver" ou fugir das situações que ele acredita oferecer perigo. Assim, o desenvolvimento "natural" de aspectos importantes para uma vida produtiva e feliz sofre um abalo e ficamos presos a um medo, muitas vezes, irreal. “Quando, por exemplo, um pico de ansiedade acontece em um grande even-


capa to social a pessoa acaba associando a sensação (sintomas) a um grande número de pessoas. Esta associação transforma as reuniões sociais e encontros com pessoas em situações de "perigo", pois o ansioso acredita que pode desencadear as sensações ruins experimentadas anteriormente em mesmo ambiente. Esta "ansiedade antecipada" sentida antes mesmo de enfrentar a situação é desencadeada por pensamentos disfuncionais ou perturbadores que são lembranças do momento da crise. Com o passar do tempo pode transformar-se em fobia social”, ressalta a psicóloga. Ainda, pensando em transtornos, o cansaço das crises e os pensamentos desgastantes geram tristeza e, nestes casos, pode desencadear um quadro depressivo. O lado positivo Mas, será que diante de tudo isso ainda é possível retirar algo de positivo de um estado de ansiedade constante? Se for moderado, a ciência afirma que sim. É possível transformar a ansiedade em algo que ajuda a melhorar a performance diante de algo desafiador. Para os pesquisadores que ao longo do século XX vêm observando as consequências da ansiedade, afirmam que é possível observar o contexto que gera ansiedade, entendendo que o ansioso sempre pensa que o pior irá acontecer diante de determinado evento ou acontecimento. Ao se observar que está se superdimensionando a “ameaça” que gera a ansiedade, ela sai de um nível mais extremo para uma ansiedade positiva, que contribui para a adaptação a outras situações semelhantes que irão surgir. Conforme os estudos, se um palestrante passa por uma grande ansiedade antes de se apresentar à plateia e aprende a superar esse momento, o organismo terá aprendido que nada de catastrófico aconteceu e em outras situações semelhantes, ajuda a essa adaptação. Tudo acontece primeiro no cérebro e ele mesmo busca registrar as informações para outros eventos semelhantes. Diferente da ansiedade patológica que cria as situações de perigo, a ansiedade moderada ajuda a preparar corpo e mente e contribui para a autoestima. Tratamentos Existem vários tratamentos. Nestes casos, a terapia cognitiva trabalha identificando os pensamentos que nos fazem interpretar as pessoas e situações de forma disfuncional. “São técnicas que ajudam a ‘pensar

sobre o que se pensa’ e, assim, com a reestruturação cognitiva, encontrar um ‘filtro’ mais realista e menos catastrófico para determinados eventos”, ressalta. Outra dica da especialista é aprender a lidar com adversidades e com as mudanças e estão sempre esperando o que vem adiante, quando deve-se se concentrar em viver mais o presente, com as pausas necessárias: “Os ansiosos não querem ‘ser o que são’ ou ‘estar onde es-

tão’, preferem reviver o bom e esperar o melhor ainda. Este eterno ciclo de ‘não aceitação’, é claro, faz com que o indivíduo não enxergue a dimensão de possibilidades que existe no aqui e agora. Esteja, física e cognitivamente no agora, procure sentir a construção do que leva a consequência esperada (isto será importante para o valor dado a conquista), estar ‘presente’ no presente é essencial para a saúde física e mental”, completa.

CORPO EM ALERTA:

O circuito da ansiedade normal e da patológica é o mesmo. O que o diferencia da simples tensão da doença é a frequência e a intensidade que é o que determina a descarga dos hormônios do estresse:

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Quando estamos diante de uma situação tensa, a amigdala interpreta a situação como uma ameaça que pode pôr em risco o corpo.

Logo, envia instruções ao hipotálamo e à matéria cinzenta periaquedutal do mesencéfalo, que respondem aos estímulo mandando o organismo se proteger.

O organismo interpreta o recado secretando os hormônios do estresse (adrenalina e o cortisol) e reagindo com imobilidade atenta, FUGA OU LUTA.

Se a ansiedade se eleva, uma descarga de adrenalina e cortisol deixa o raciocínio ágil, os batimentos cardíacos mais fortes e aumenta o fluxo sanguíneo em braços e pernas. O cortisol faz o organismo liberar mais glicose no sangue, dando energia extra ao indivíduo. A pupila dilata-se e o corpo sua – especialmente nas mãos.

Se os níveis de ansiedade permanecerem altos, começa a haver mais liberação de cortisol, que pode levar à exaustão. Em altas doses, o hormônio o deixa sobressaltado e desconcentrado.

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Ao se tornar crônica, a ansiedade gera pressão alta, reduz a imunidade, traz problemas cardíacos e pode causar até câncer, já que as defesas se exaurem por causa do permanente estado de alerta e das altas doses de cortisol.

Fonte: Frederico Graeff, neurocientista da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto.

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meio ambiente

Educação

para cuidar do

planeta

O projeto itinerante da Fundação SOS Mata Atlântica que roda o Brasil chega a Natal e ficará até o final dessa semana no Campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), com palestras e atividades educativas gratuitas.

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)) Caminhão possuem Estrutura apropriada para palestras, oficinas e brincadeiras

)) Atividades com crianças despertam a consciência ambiental 10

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riada em 1986, a Fundação SOS Mata Atlântica é uma organização privada sem fins lucrativos, que tem como missão promover a conservação da diversidade biológica e cultural do Bioma Mata Atlântica e ecossistemas sob sua influência. Assim, estimula ações para o desenvolvimento sustentável, promove a educação e o conhecimento sobre a Mata Atlântica, mobiliza, capacita e incentiva o exercício da cidadania socioambiental. A Fundação desenvolve projetos de conservação ambiental, produção de dados, mapeamento e monitoramento da cobertura florestal do Bioma, campanhas, estratégias de ação na área de políticas públicas, programas de educação ambiental e restauração florestal, voluntariado, desenvolvimento sustentável, proteção e manejo de ecossistemas. A cidade de Natal já recebe um dos trabalhos desenvolvidos pela Fundação SOS Mata Atlântica, o projeto “A Mata Atlântica é Aqui – Exposição Itinerante do Cidadão Atuante”. A mostra conta com dois caminhões adaptados para atividades de educação ambiental e uma tenda, de 150 m2, com uma exposição chamada “Nosso verde também depende do azul”, que apresenta um panorama geral sobre a zona costeira e os ecossistemas marinhos. O evento acontecerá no Campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), no estacionamento ao lado do restaurante universitário, no Bairro Lagoa Nova, até o dia 5 de agosto, onde serão realizadas atividades e atrações gratuitas com o público de todas as idades. O horário de funcionamento é das 10h às 17h até o dia 4 de agosto e das


meio ambiente 10h às 16h no dia 5 de agosto (Confira no Box a programação da primeira semana). Durante a visita, a SOS Mata Atlântica e as instituições parceiras locais vão promover palestras, oficinas, apresentações teatrais, jogos educativos, debates, exposições, entre outras atividades. O público poderá conferir também o novo cenário interativo, com mesa multitouch, iPADs e outros equipamentos audiovisuais para exibição de vídeos e desenhos com temática socioambiental. Um dos caminhões conta ainda com um espaço fechado, com cadeiras, projetor e sistema de sonorização, para se aproximar do ambiente de uma sala de aula. Nova fase O projeto itinerante já visitou mais de 90 cidades brasileiras com o objetivo de levar informações sobre o bioma mais ameaçado do país, a Mata Atlântica. Natal, que já recebeu a exposição em novembro de 2010, volta a recebê-lo agora, totalmente reformulado no seu quarto ciclo anual. Nesta nova fase, serão visitadas 14 cidades litorâneas, localizadas nos seguintes Estados: RJ, CE, RN, PB, PE, AL, SE, BA, ES, SC e SP. O quarto ciclo do projeto tem como tema a região costeira e os ambientes marinhos e vai mostrar a importância do mar para a conservação das nossas florestas. “Vamos apresentar às pessoas como o mar e o nosso litoral influencia diretamente as nossas vidas. Temos oito mil quilômetros de costa e não podemos mais agredi-la, pois estaremos comprometendo e desperdiçando recursos naturais de extrema importância para o desenvolvimento da vida no nosso planeta”, destaca Romilda Roncatti, coordenadora do projeto. De acordo com a coordenadora da Rede das Águas da SOS Mata Atlântica, Malu Ribeiro, a população e os órgãos públicos têm tanta responsabilidade com o cuidado do mar quanto com o cuidado dos rios. “Estamos agredindo o mar e retirando o que ele oferece de bom de maneira predatória para nosso uso”, diz ela. Nesta nova jornada, o tamanho da exposição aumentou, passando de um para dois caminhões adaptados, que viajarão juntos. Um deles será palco para a realização de atividades de educação ambiental, enquanto o outro, transformado numa sala de aula itinerante, concentrará atividades como encontros, debates, reuniões, treinamentos e cinema. Escolas e grupos interessados podem realizar visitas monitoradas. Os caminhões

contam, ainda, com estruturas próprias para receber deficientes físicos. Além disso, quem tiver interesse em se tornar um voluntário também pode participar.

Contato Em caso de dúvidas sobre qualquer uma das atividades, as informações podem ser obtidas no site www.sosma.org.br.

# programação Realização: Fundação SOS Mata Atlântica. Patrocinadores: Bradesco Cartões, Natura e Volkswagen Caminhões & Ônibus. Cidade: Natal (RN). Data: 23 de julho a 5 de agosto de 2012. Local: Campus da UFRN – estacionamento ao lado do restaurante universitário – Bairro Lagoa Nova – Natal (RN). Informações: www.sosma.org.br / itinerante@sosma.org.br / monitora@sosma.org.br Telefone: (11) 3262-4088. Apoio local: Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Diretoria de Meio Ambiente da UFRN, Sala Verde da UFRN, ECOMAR, ONG Oceânica, Reserva Biológica do Atol das Rocas (Rebio Rocas/ICMBio), Coletivo Jovem pelo Meio Ambiente do RN (CJ-RN), União dos Escoteiros do Brasil, Grupo Escoteiro Universitário, ONG Educapipa, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (SEMURB), Aquário Natal, Universidade Potiguar (UnP), Floresta Nacional de Nísia Floresta/ICMBio, Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (CECAV-RN/ICMBio), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Polícia Ambiental/RN, Feira de Reciclagem e Sustentabilidade.

29 de Julho (dom) Atividades abertas ao público durante todo o tempo - das 10h às 17h 10h às 17h – Exposição Nosso Verde Também Depende do Azul. 10h às 17h - Feira de Reciclagem e Sustentabilidade, em parceria com a UFRN. 10h – Oficina de pintura de máscaras de animais da Mata Atlântica. 16h – Palestra: “Animais marinhos: conservação e pesquisa”, em parceria com a Rebio Rocas/ICMBio e ECOMAR. Palestrantes: Zélia Brito (Rebio Rocas/ICMBio) e Layse Aranha (ECOMAR).

30 de Julho (seg) Atividades abertas ao público durante todo o tempo - das 10h às 17h 10h às 17h – Exposição Nosso Verde Também Depende do Azul. 10h às 17h - Feira de Reciclagem e Sustentabilidade, em parceria com a UFRN. 11h - Jogos educativos: Jogo da Memória e Jogo Caminho das Águas. 14h - Oficina de papietagem, em parceria com a Feira de Reciclagem e Sustentabilidade. Facilitadora: Márcia. 15h – Palestra: Floresta Nacional de Nisia Floresta: Bioma Mata Atlântica, em parceria com a Floresta Nacional de Nísia Floresta/ICMBio. Palestrante: Patrícia Macedo. 15h – Coleta da água do Rio Pitimbu para análise. 16h – Palestra: “Aves do Rio Grande do Norte”, em parceria com a Universidade Potiguar. Palestrante: Bruno França.

31 de Julho (ter) Atividades abertas ao público durante todo o tempo - das 10h às 17h 10h às 17h – Exposição Nosso Verde Também Depende do Azul. 10h às 17h - Feira de Reciclagem e Sustentabilidade, em parceria com a UFRN. 8h - Circuito Ambiental: visita pela UFRN para conhecer a unidade de armazenamento temporário de resíduos, o Horto e a estação de tratamento de esgoto, em parceria com a UFRN. 10h – Mini-curso: Técnicas básicas de fotografias. Ministrante: Daniel Fuzer, biólogo e fotógrafo. 14h – Oficina de confecção de caixas de presente com filtro de café, em parceria com a Feira de Reciclagem e Sustentabilidade. Facilitador: Cleiton. 16h – Palestra: “Aquário Natal”, em parceria com o Aquário Natal. Palestrante: Douglas Brandão.

Atividades que podem ser realizadas a qualquer momento: CineMata, Mini Biblioteca para Consultas, brincadeira Caminho das Águas, Mapa Interativo, Jogo Ludo Ambiental, Jogo da Memória, Maquete Dinâmica, Oficinas de Desenhos, Quiz nos IPADs (teste seu conhecimento sobre a Mata Atlântica e as regiões costeira e marinha), Mesa Multi Touch (confira as regiões influenciadas pelo Bioma Mata Atlântica, as áreas importantes para a conservação da biodiversidade e aprenda sobre algumas Unidades de Conservação Marinha através de uma mesa digital interativa) e outros Jogos Educativos.

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sua carreira

Rafael DemeTRIUS Doe equipamentos obsoletos

Dicas para tornar sua empresa sustentável

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ada vez mais, cresce a pressão para que as empresas sejam sustentáveis. No entanto, a maioria delas sequer possui profissionais com foco em questões voltadas à sustentabilidade e gestão em meio-ambiente. Os donos de micro e pequenas empresas brasileiras tendem a achar que sustentabilidade é coisa para grandes corporações, que podem se dar ao luxo de investir nisso. Grande engano. O empreendedor é que não pode se dar ao luxo de desprezar essa questão. Além da proteção ao meio ambiente – que é um dever de todos para salvar o planeta –, ser sustentável traz economia e, portanto, melhora a lucratividade de qualquer empreendimento. Se você quer tornar o seu ambiente de trabalho mais verde e não sabe por onde começar, seus problemas acabaram. Seguindo essas dez dicas, é possível mudar os hábitos do seu local de trabalho, sua relação com seus empregados e clientes sem precisar fazer grandes sacrifícios. Não importa o tamanho da sua empresa, basta querer fazer a sua parte.

Faça uma verdadeira faxina em sua empresa. Retire todos os equipamentos eletrônicos que estão encostados, quebrados ou sem uso. Depois de separados, reforme-os ou doe-os para uma instituição. Com isso, além de contribuir com a sustentabilidade da empresa, você estará ajudando pessoas que não têm condições de adquirir aparelhos eletrônicos. Causas ambientais

Apoie programas e causas ambientais que, além de proteger o meio ambiente, dão visibilidade para a empresa e costumam trazer benefícios fiscais. Procure lançar programas verdes para sua empresa, como plantio de árvores, caminhadas, passeios ciclísticos, dia sem ar-condicionado e etc. Tenha um espaço verde

Se possível, mantenha uma área verde no espaço físico da empresa, nem que sejam apenas alguns vasos. Incentive os funcionários a cuidar e zelas pelas plantas. Comunique as ações

Mande um e-mail para todos os funcionários informando sobre essas simples atitudes sustentáveis, mostrando os benefícios que elas trazem para o dia a dia de cada pessoa e as consequências para o planeta. Faça reuniões, palestras e momentos de conscientização para seus colaboradores.

Economize energia

Todas as pessoas da empresa devem comprometer-se com a economia de energia. Um bom começo é adquirir apenas equipamentos que tenham classificação energética A no selo PROCEL, já que esses produtos são eficazes e apresentam baixo consumo de energia. Outras boas dicas é criar horários para uso do ar-condicionado, usar lâmpadas fluorescentes, que embora mais caras que as convencionais, duram 13 vezes mais e usam 66% a menos de energia do que as outras. Use também sistemas de iluminação e ventilação natural. Reutilize

Incentive os funcionários a reutilizarem papéis, transformando documentos descartados em folhas de rascunho ou para impressão. Coloque a impressora no modo Econômico e não imprima conteúdos desnecessários. Reutilize também copos descartáveis na sua empresa, lance a campanha: Adote um copo ou incentive-os a levarem garrafinhas para o trabalho. Prepare apenas o café que será consumido no dia, evitando o desperdício e prefira servir a bebida em xícaras e não em copos plásticos.

Instale um Software para economizar na impressão

Uma parte significativa dos custos de uma empresa parte das impressoras espalhadas por todo o escritório. Páginas da internet, e-mails e muitos outros documentos acabam gastando muito papel, energia e tinta, na maioria das vezes, desnecessariamente. Para resolver esse problema, adote um sistema de gerenciamento de impressão. Os softwares são fáceis de instalar e você pode encontrar alguns gratuitos disponíveis na internet. Se precisar imprimir procure usar papel reciclado. Utilize os equipamentos de forma consciente e eficiente

Não adianta deixa em stand-by, os equipamentos eletrônicos gastam energia mesmo quando estão aparentemente desligados. Por isso, se não estiver usando, desligue-os por completo. Também é comum encontrar pessoas que deixam os estabilizadores e até computadores inteiros ligados quando acaba o expediente.

Aposente o FAX

Pense verde quando for trocar os móveis e suprimentos

Só utilize aparelhos de fax se for realmente necessário para o negócio, já que essas máquinas costumam gastar muito papel e energia. Procure ainda manter o aparelho desligado, colocando em funcionamento apenas quando for utilizá-lo.

Se for necessário trocar os móveis ou algum outro material do seu escritório, tente fazê-lo da forma mais sustentável possível. Procure peças feitas com materiais reciclados, madeiras certificadas ou materiais que causem baixo impacto.

Locação de Salas Os melhores espaços para as reuniões de seus funcionários estão na META. Alugue salas ou excelente Auditório pelo menor preço. Ligue 84 3314-1024 ou mande um e-mail para comercial@tenhametas.com.br e faça sua inscrição.

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artigo

ClaUDeR ARcaNjo*

Saudação a Guilherme de Almeida

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uando, na minha juventude, comecei a ter contato, de forma sistemática e com um pouco mais de rigor estético, com a poesia brasileira, encontrei-me com um paulista. Naqueles longínquos anos setenta e oitenta do século passado, na capital do Ceará. Em mim, legítimo filho da terra de Padre Antônio Tomás, santanense da gema, tal encontro causou-me, caros senhores e senhoras, prazer e, confesso, uma veneração indescritível. Lia-o e relia-o, obcecadamente. E nem queiram entender as obsessões de um filho da ribeira do Acaraú. Parnasiano, romântico, lírico, clássico, modernista, pós-modernista?... Perguntavam-me. E eu... calado. Movido apenas pelo sentimento de estar “perto” de um artífice do verso. Isto de classificar, de rotular, não me dava contentamento. Porém, a leitura do soneto: Quando a chuva cessava e um vento fino franzia a tarde tímida e lavada, eu saía a brincar, pela calçada, nos meus tempos felizes de menino Fazia, de papel, toda uma armada; e, estendendo o meu braço pequenino, eu soltava os barquinhos, sem destino, ao longo das sarjetas, na enxurrada... Fiquei moço. E hoje sei, pensando neles, que não são barcos de ouro os meus ideais: são feitos de papel, são como aqueles, perfeitamente, exatamente iguais... — Que os meus barquinhos, lá se foram eles! Foram-se embora e não voltaram mais!

do livro Nós, nem queiram aquilatar. Foi bálsamo para muito banzo meu.

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Ler poetas do naipe deste paulista afastou-me anos e anos do ofício de versejador. Havia dentro de mim a “sabença” de que não se pode brincar com mister tão sublime. Passaram-se décadas, modas vieram e caíram no limbo, no entanto, quando me vejo enjoado de tanto assassinato contra a boa forma, volto à estante, e ele me chama para um particular sarau. Certa noite, no calor da minha Mossoró, ele resolveu brindar-me com o recital de Messidor. Nessas estrofes, fui pacificado, e dei uma banana para as macaquices dos pseudo-poetas de ocasião. Hoje, estou aqui. Na casa deste, como dizem os jovens, Poetaço. Não tive coragem de vir só; na verdade, na verdade, quem me convidou foi-lhe amigo de tempos já idos. Refiro-me ao professor, mestre e exímio poeta cearense Rafael Sânzio de Azevedo. Aqui estou de enxerido, de metido. Reparem só: de leitor passei a editor. Santa pretensão! Não poderíamos (não é mesmo, Sânzio?) nos achegar sem um regalo para tão nobre brasileiro. Melhor, para todos nós que aprendemos a recitar as primeiras belas estrofes com ele. A editora Sarau das Letras, após mais de quarenta livros lançados, vem aqui, ao seu canto, pedir vênia. Vênia para saudá-lo. Render graças ao mestre de todos Nós, o inesquecível Guilherme de Almeida. O nome da obra (escolha do Sânzio) hoje a ser lançada traz um singular significado: Relendo Guilherme de Almeida. Explico. Não se consegue apenas LER Guilherme de Almeida. Estamos continuamente Relendo Guilherme de Almeida. Paulo de Tarso Correia de Melo, professor, poeta e crítico literário, refere-se assim a este pequeno grande livro: “... um estudo criterioso, onde o leitor é brin-

Envie artigos para esta seção pelo e-mail: redacao@defato.com

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dado com uma verdadeira antologia, estabelecida pelo bom gosto do estudioso cearense, refletindo os melhores momentos de Guilherme de Almeida, que foi membro da Academia Brasileira de Letras, Príncipe dos Poetas Brasileiros e portador da Légion d'Honneur, aqui tão competentemente lembrado por Sânzio de Azevedo.” Guilherme de Almeida (re)vive em cada página desta publicação. Para alegria e glória dos apreciadores da Poesia maior. Não se preocupe, Sânzio! Sua obra está em casa, amigo. Sim, em casa! Na Casa Guilherme de Almeida. Muito obrigado. Saudação de Clauder Arcanjo, da Sarau das Letras Editora Ltda., quando do lançamento do livro Relendo Guilherme de Almeida, de Sânzio de Azevedo, em São Paulo (SP), na Casa Guilherme de Almeida, no dia 10 de julho de 2012.

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A editora Sarau das Letras, após mais de quarenta livros lançados, vem aqui, ao seu canto, pedir vênia. Vênia para saudá-lo. Render graças ao mestre de todos Nós, o inesquecível Guilherme de Almeida.

* Clauder Arcanjo, Escritor

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adoro comer

DaVI moURa

Pimenta Você sabia que a responsável pela ardência e queimação é a substância natural chamada capsaicina, que também é responsável pela redução de gordura no sangue? Quanto mais picante, mais capsaicina. E quanto mais capasaicina, mais benefícios à saúde. Ainda existem duas famílias. São as capsicum (inclui a malagueta, a dedo-demoça e a tabasco) e as piperáceas (a espécie mais famosa é a pimenta-do-reino), que são, respectivamente, originárias da bacia Amazônica e da Ásia. Seja ela utilizada crua, cozida, seca ou em saladas, o segredo da pimenta está em utilizá-la de forma moderada e equilibrada, pois assim como qualquer outro alimento, se consumido de forma exagerada, pode surtir efeito contraditório.

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Tipos à mesa A sessão Saúde e Alimentação da Ig fez uma pesquisa e traçou 6 perfis bem comuns à mesa. Guloso (o céu é o limite quando se senta à mesa), saudável (evitam alimentos gordurosos, excesso de sódio e açúcar), imediatista (embarca nas mais diversas dietas), restritivo (controla quantidades e restringe alimentos), emocional (muda tudo conforme o estado de espírito) e beliscador (está sempre mastigando algo) foram os perfis traçados pela pesquisa. Em qual você acha que se encaixa?

Cupcakes da Natasha Aguiar Esse bolinho tão lindo e gostoso caiu de vez no gosto da galera e agora sai na frente quem for mais criativo ao inventar novos toppings e sabores diferentes. Os cupcakes da Natasha são deliciosos e possuem recheios de coco, de chocolate recheado com morango e de baunilha. Todos muito bonitinhos e caprichosamente enfeitados. E são baratinhos: com recheio custa R$ 4,00 e sem recheio custa R$ 3,00. Deu vontade? É fácil encontrar a Natash! Liga pra (84) 9136 0074 | 8701 2418 – ou pelos e-mails: natashvale@hotmail.com | natash_ vale@hotmail.com.

144 Lounge Bar Chique elegante e com um ar de sala, meia luz, música ambiente, espaço acolhedor – realmente um lounge. A programação é bastante variada – a DJ Hunter, de Campina Grande, é residente, e anima as noites com várias opções diferentes, desde a noite latina, onde a caipifruta é dobrada; até o bolacha mix, onde o cliente traz o seu vinil e é remixado pela DJ. O cardápio de comidas é requintado e ao mesmo tempo simples, viajando pelos tradicionais petiscos, desde os simples até alguns mais sofisticados – realmente, há para todos os gostos. Ainda há, pra completar, algumas sobremesas especiais da casa, como o Cake 144. Para visitar é simples: o Lounge Bar funciona de segunda a sábado na R. Wenceslau Brás, no bairro Centro. E o número? 144! Ah, aproveite curta a fan page: http://www.facebook.com/144LoungeBar.

Selo Reserva O Selo Reserva é um site especializado em vendas de produtos gastronômicos (vinhos, ingredientes, utensílios, degustações e etc.) ao preço de varejo e tempo limitado. Além de produtos, você pode acessar um conteúdo bem diversificado, como: degustações, matérias, entrevistas e muito mais, num ambiente supersofisticado. Se você trabalha com algum desses produtos (vinhos, azeites, conservas, queijos, utensílios de cozinha, viagens e etc.) e quer ter o seu produto veiculado ao Selo Reserva, é só entrar em contato com a sua equipe de especialistas pelo: comercial@seloreserva.com.br. Caso não trabalhe com esses produtos e queira fazer parte do Selo Reserva, o site funciona da seguinte forma: por meio de convites (caso tenha algum amigo cadastrado, peça que te envie o convite) ou, faça o cadastro no site: https://www.seloreserva.com.br/.

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Hotel Thermas Visitamos o Espaço Gourmet, que é um quiosque com comidas mais leves à beira da piscina, como sanduíches, crepes e tapiocas, dos mais diferentes tipos e sabores. Comidas para você degustar enquanto toma banho nas águas termais. A comida escolhida foi a boa e velha tapioca, tão presente na dieta dos nordestinos. O recheio escolhido foi o de camarão, iguaria que também é a cara do Nordeste. Foi feito em um molho especial – envolvendo um mix de molho de tomate, creme de leite e outras especiarias. É uma tapioca bem grande, recheada de forma generosa e que, se a fome estiver pequena, dá pra duas pessoas. Thermas Hotel Resort, Av. Lauro Monte, 2001. Telefones: 3422-1200/3422-1277.

Aproveite e acesse o http://blogadorocomer.blogspot.com para conferir esta e outras delícias! 14

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adoro comer

Peixe ao molho de tomate com abacaxi INGReDIeNTeS • 1kg de filé de peixe • azeite a gosto • 1 pacote de extrato de tomate • 1 cebola ralada • Pimenta do reino em pó • 1 tomate grande picadinha • 1/2kg de abacaxi em cubos bem pequenos • 1 cenoura grande em cubos bem pequenos

MODO DE FAZER • Após tratar o peixe, separe-o em postas e frite os no azeite. Lembrando que ele deve manter a suculência, então não o deixe tostar demais; • Para fazer o molho, doure a cebola no azeite com a pimenta do reino; • Acrescente o molho de tomate e o tomate picado. Deixe ferver; • Quando o tomate estiver molinho, acrescente o abacaxi e a cenoura. O abacaxi é o segredo do cítrico de delicioso do molho e a cenoura age justamente cortando uma possível acidez além do ponto. Deixe ferver por mais um tempo; • O molho estará pronto quando tudo estiver homogêneo; • Em um refratário, coloque os peixes fritos e o molho por cima.

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