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Revista de Domingo

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editorial ao leitor

PEIXE À DORÊ

Sequelas para toda a vida

iNGReDieNTeS

A

Com a irmã Helena Corazza sobre a Comunicação e Igreja

p4 Entrevista

agressão física em crianças e adolescentes pode ser percebida a olho nu e imediatamente denunciada. A agressão psicológica no uso de palavras que denigrem ou constrangem a criança já não pode ser percebida. Mas vai deixando marcas, sequelas gradativamente. Muitas vezes são os pais que agridem sem que, sequer, percebam a força da sua atitude e os problemas que trarão para os filhos. Por ser um tipo de agressão que vai afetando de forma gradativa, o psicólogo e escritor Júlio Peres denominou este tipo de pais como “pais tóxicos”. Esse é o assunto da Capa desta edição que traz a opinião da psicóloga Catarina Franco sobre este tema, mais comum do que se pensa. A entrevista da semana tem por convidada a Irmã Helena Corazza, professora e mestre em Comunicação Social que vai falar sobre a sua participação no II Mutirão da Comunicação, que está sendo promovido pela Diocese de Mossoró e a relação entre comunicação e igreja. Hoje encerra também a programação do Mossoró Cidade Junina depois de vinte e dois dias de muita festa. Mas ainda é possível conferir as atrações, entre elas o Burro Táxi. Tem ainda matéria sobre internet, literatura, o roteiro gastronômico do Adoro Comer e muita leitura interessante. Aproveite bem o seu domingo, boa leitura!

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Cidade Junina A programação encerra hoje, mas ainda dá tempo de curtir o burro-táxi

Família “Os Pais tóxicos” agridem física e psicologicamente seus filhos

Internet Você sabe o que é nuvem computacional?

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• 1kg de filé de merluza • 1 porção de farinha de trigo • 3 ovos • 1 porção de farinha de rosca • alho e sal a gosto • 1 limão • azeite para fritar • 6 bananas médias • queijo mussarela à vontade • Escolhemos a merluza, pois é um dos peixes mais fáceis de serem comprados em supermercados. Pode ser feito com outros de sua preferência. 1kg é suficiente para uma boa porção; • As porções de farinha de trigo e de rosca são somente para cobrir o peixe, portanto não precisa ser uma grande quantidade; • O limão é sempre utilizado em receita com peixes, pois sua acidez reduz consideravelmente o cheiro característico dos pescados;

adoro comer

MODO DEGG FAZER • Camarão 100g • Maracujá

• Após é interessante lavar o filé de peixe, esfregá• descongelado, Cebola lo primeiro com limão e temperá-lo com alho e sal. Após isso vem • Alho o processo para empanar: • Azeite 1 - cobre o filé com farinha de trigo; • Creme 2 - coloca o filé de nosleite ovos; • Mel de abelha 3 - passa o filé na farinha de rosca; • Licor 4 - frita o filé Cointreau no azeite. • Depois de frito, basta colocá-lo em uma travessa de vidro. Reserve. Frite as bananas cortadas ao meio. Reserve também.

MOLHO • Camarão GG 100g • Maracujá

• 1 colher grande de maisena • 1 colher média de manteiga • Cebola • 1 litro de leite • 1/2 caixa de creme de leite • 1/2 caixa de requeijão

• Alho • Azeite • Creme de leite MODO DE FAZER • Mel de abelha • Pode todos os ingredientes na panela. Mexendo sempre, •misturar Licor Cointreau adicione o creme de leite e o requeijão até que o mesmo adquira uma consistência homogênea.

MONTAGEM • Coloque as bananas cortadas por cima dos empanados. Cubra com queijo à vontade (pegue leve, pois já está beeeem calórico). Despeje o molho, ainda quente, por cima dos filés e coloque no forno por cerca de 10 minutos. • Aproveite e acesse o http://blogadorocomer.blogspot.com para conferir esta e outras delícias!

Rafael Demetrius traz dicas para vender mais

Adoro comer Peixe à Dorê de dar água na boca

• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – Wil­liam Rob­son • Edi­to­ra – Izaira Talita • Dia­gra­ma­ção – Ramon Ribeiro • Projeto Gráfico – Augusto Paiva • Im­pres­são – Grá­fi­ca De Fa­to • Re­vi­são – Gilcileno Amorim e Stella Sâmia • Fotos – Carlos Costa, Marcos Garcia, Cezar Alves e Marcelo Bento • In­fo­grá­fi­cos – Neto Silva Re­da­ção, pu­bli­ci­da­de e cor­res­pon­dên­cia Av. Rio Bran­co, 2203 – Mos­so­ró (RN) Fo­nes: (0xx84) 3323-8900/8909 Si­te: www.de­fa­to.com/do­min­go E-mail: re­da­cao@de­fa­to.com Do­min­go é uma pu­bli­ca­ção se­ma­nal do Jor­nal de Fa­to. Não po­de ser ven­di­da se­pa­ra­da­men­te.

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Jornal de Fato | DOMINGO, 1º de julho de 2012

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conto

adoro comer

joSÉ NicoDemoS*

DaVi moURa

Anarriopa!

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Embora hoje seja 1º de julho, ainda estamos com o gostinho do São João na boca. E por falar em gostinho, vale mencionar o Anarriopa!, evento organizado pela agência Opa! Comunicação, que reuniu os amigos para um momento delicioso, com muitas comidas típicas. Vários itens diferentes, como o bolo de canjica, o bolo de carne de sol, tapioca recheada com tomate e peito de peru, polenta com carne e até uma sobremesa: torta de limão com chocolate. Diante de tanta comida, não teve como manter o controle. Parabéns a Eduardo Pedrosa, não só pelo evento, mas pela agência, que cresce a cada dia mais.

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Trago outra dica para os mossoroenses que têm disposição (e dinheiro) para um novo empreendimento: no centro de Goiânia existe um shopping chamado Banana. Seu ponto forte é o primeiro piso, a praça de alimentação, que conta com alguns bons nomes como o Giraffa's e o Subway. Pequeno, já no fim da praça, existe um local chamado Sky Bar. Seu cardápio apresenta um número impressionante de drinks. Experimentei o Blue Wave/Onda Azul, com tequila, suco de limão, curaçau blue e um salzinho na borda do copo. O segundo foi o Green Devil / Diabo Verde, com o Cointreau e o licor de menta. E o terceiro foi a Frozen Margarita, com tequila, limão e sour gin. Seus preços variavam entre 10 e 12 reais, feitos com excelência, além de super gostosos. Dica pra Mossoró, né?

Boteco do Momon Meu amigo Valcimon Nogueira comanda, com muita maestria, o Boteco do Momon. Seu empreendimento fica n'O Narcisão, que é o clube dos funcionários da F. Souto. Embora o local seja aberto ao público, uma parcela seleta do pessoal marca presença. O cardápio é super variado, mas segundo Momon, como gosta de ser chamado, a buchada é um dos pratos bastante pedidos. Acompanhada de cuscuz, faz muito sucesso entre os papais e mamães – já que os filhinhos preferem um bom e velho filé à parmegiana. A costela bovina também é muito convidativa e o carneirinho cozido, acompanhando um pirão bem cheiroso, é o prato certo pra quem adora uma boa culinária regional. Anote o endereço: R. Desembargador Silvino Bezerra, s/nº, Costa e Silva, por trás do IFRN. O telefone é (84) 8864 3993.

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Spoleto Quem passeou pelo Mossoró West Shopping por esses dias reparou que o Spoleto abriu as portas ao público. Trata-se, nada mais, nada menos, do que a maior franquia de comida italiana do Brasil, felizmente instalada na nossa terrinha quente. O cardápio é extenso, sempre aproveitando o melhor da Gastronomia da Itália. Além disso, ainda há opções de saladas, risotos, polpetones e sobremesas. Aproveite e visite o site para já ir pensando no que vai comer quando chegar lá - a página na Internet tem uma sessão que permite ao usuário já ver as opções e montar seu prato (e, de quebra, saber quantas calorias vai consumir). Confira: http://www.spoleto. com.br/index.php/monteseuprato?home

Um bom drink, por favor

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Pra ajudar na dieta A Kaline Melo, que é a nutricionista oficial do Adoro Comer, é muitíssimo antenada com as tendências de nutrição. Ela faz meu acompanhamento e, por causa disso, sempre consumo o Amaranto. Trata-se de um “pseudocereal” rico em proteínas de alto valor biológico, sendo seu conteúdo proteico, cerca de 14 a 20% a mais, quando comparado a outros cereais, além de apresentar minerais como cálcio, fósforo, potássio, vitaminas e aminoácidos essenciais que atuam na manutenção e no aumento da massa magra em atletas e esportistas amadores. Sendo bom para o funcionamento do nosso organismo, seus benefícios se estendem aos mais diferentes perfis e necessidades específicas. Pesquisas recentes mostraram que o amaranto, além de altamente nutritivo, é um excelente redutor dos níveis de colesterol e ainda pode ser utilizado como substituto do leite animal, sendo indicado para crianças e pessoas com intolerância à lactose. Fica a dica!

Aproveite e acesse o http://blogadorocomer.blogspot.com para conferir esta e outras delícias! 14

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GABIRU

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ltura média, membrudo, sarará, era um tipo ingênuo. Possuía apenas o nome de batismo, José, reduzido para Zé. Isento de família, morava de favor num puxado do matadouro público, onde era empregado. Serviço de limpeza. Gostava de tomar suas bicadas, quando ficava mais calado do que era. Não era capaz de ofender a ninguém, e toda a gente gostava dele, sempre pronto a prestar pequenos favores. Ajudava a carregar as peças de carne para a carroça que as levava para o mercado público, no lombo nu. Gabavam-lhe a força, de bicho. Sem banho, tinha impregnado na pele um cheiro velho de carne, do que lhe veio o apelido de Gabiru. Não gostava, mas não era de fazer confusão. Nunca brigara com ninguém, sequer de palavras. Manso. Mas aperreado. Certa feita, depois de tomar umas e outras no boteco de seu Leão, homem destemido, desses que se diz que não levam desaforo para casa, chorou por causa do apelido. Muito feio. Gabiru. “Está chorando por que, Zé?”, perguntou-lhe seu Leão. “Nada não, esse ape-

Zé isento de família, morava de favor num puxado do matadouro público, onde era empregado. Serviço de limpeza.

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lido feio, eu não gosto”. “Gabiru é apelido de ladrão, Zé, seja homem e mande um filho da puta desses pro inferno”. Gabiru! Era mesmo apelido que se bota em ladrão. Ficou com aquilo na cabeça. Não era ladrão, nunca pegara no alheio, tinha era mesmo de ser homem – seu Leão tinha toda a razão. Era homem igual aos outros. Não ia mais suportar isso. Mataria um. Duas da tarde, que era a hora de começar a matança, mandou-se para o matadouro. Disposto ao que desse e viesse. Era um homem, e macho nenhum o chamaria mais de Gabiru. Gabiru é ladrão. Ainda não tinha pensado nisso, achava apenas o apelido muito feio. Gabiru é ladrão.

Envie sugestões e críticas para o e-mail: aristida603@hotmail.com

)

Chegando ao matadouro, foi logo gritando, olhos arregalados: “Ninguém me chama mais de Gabiru”. Galhofa geral. Nisto, o boiadeiro Chico Paraibano, homem com fama de brabo, autor de duas mortes no sertão, diziam, tirou logo na direção de Zé e, chegando-lhe a boca cheia de ouro ao pé do ouvido, gritou: Gabiru! Gabiru! Afastando o pé atrás, ligeiro como era, olhar duro, Zé não contou conversa; puxou da faca que trazia à cinta, deferiulhe um golpe certeiro no peito esquerdo, altura do coração, até topar no cabo, que ficou enganchado entre as costelas. E desapareceu, nunca se soube para onde.

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artigo

entrevista

IRMÃ HELENA CORAZZA WalTeR MeDeiRoS*

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Barroco Severino

‘Há uma mudança nos modos de comunicar’ Por Izaíra Thalita izathalita@gmail.com | Twitter: @izairathalita

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irmã Helena Corazza, da congregação das Irmãs Paulinas, é jornalista, graduada em Letras e mestra e doutoranda em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo. É coordenadora de Cursos no Serviço à Pastoral da Comunicação (SEPAC), onde atua desde 1993, leciona a disciplina Educação para a Comunicação no Instituto Teológico São Paulo e no UNISAL (Centro Universitário Salesiano). Dá aulas e cursos no SEPAC e em diversas dioceses, trabalhando, sobretudo, na Pastoral da Comunicação e da Acolhida. É presidente de Signis Brasil, uma associação católica de Comunicação, que articula as mídias católicas. Tem diversos livros publicados, entre eles “Pastoral da Comunicação, diálogo entre fé e cultura” de Paulinas Editora. Este final de semana, ela está em Mossoró como palestrante para o II Mutirão Estadual de Comunicação nas dependências do Colégio Sagrado Coração de Maria, no centro de Mossoró. Com o tema “A comunicação a serviço da verdade na era digital”. Sobre o tema do evento e sobre a sua vinda ao Rio Grande do Norte a entrevistada explica mais:

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DOMINGO – Percebemos que primeiro as pessoas passaram a deixar na Internet a sua posição religiosa e a compartilhar suas leituras. Já vemos uma presença maior do Vaticano e os padres interagindo também pela Internet nas redes sociais. A Igreja está deixando os sacerdotes mais livres para a atuação na Internet ou também existem regras para a comunicação na era digital? IRMÃ HELENA – O que precisamos considerar é que há uma mudança nos modos de comunicar, não só com novos canais, como é o caso da Internet, mas com uma nova forma de estar juntos. Vivemos hoje na cultura da comunicação, numa nova ambiência, alguns dizem um novo habitat. As pessoas circulam neste novo ambiente, na rede, então é preciso ir onde elas estão. Esses são desafios para a Educação em qualquer nível, também religiosa. O Vaticano tem um Departamento chamado de Pontifício Conselho para as Comunicações, que assessora o Papa, publica documentos e orientações e está acompanhando as mudanças e se inserindo nelas, de forma muito atual, daí os canais que abre para que o Papa fale com as pessoas, com os jovens. Há um incentivo para que as gerações da

Envie artigos para esta seção pelo e-mail: redacao@defato.com

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professor José Willington Germano falava para uma plateia que ocupava o espaço de lançamento de livros da Cooperativa Cultural Universitária da UFRN nesta quinta-feira, 21 de junho de 2012, aludindo a um novo livro que seria lançado, com o título “O Teatro da Morte e da vida – A Escrita Barroca de João Cabral de Melo Neto”. Ouvi atentamente, observando todos os presentes – intelectuais, professores, doutores, artistas e outras pessoas, que aguardava para aplacar a curiosidade do lançamento. Naquele momento, fiz uma viagem no tempo, para lembrar de um amigo de turma do Ginásio Industrial que cursamos na Escola Industrial Federal do Rio Grande do Norte, de 1967 a 1970. Um colega humilde, simples, tímido, estudioso e caprichoso, que não revelava maiores sonhos para a sua vida, que não ambientados naquela realidade de pobreza estampada na maioria da nossa sala de aula, onde alguém com melhores condições de vida era exceção. Olhávamos para os amigos de turma e sabíamos das dificuldades que a maioria tinha para estudar, muitos deles com fardas surradas, famintos e andando quilômetros a pé para aprender a ser gente. Aí retornei àquele ambiente de elite cultural, onde ouvia um doutor explicar para o público as bases daquele novo trabalho, que descobria certas ligações nunca mostradas na literatura brasileira e nordestina, especificamente. O professor Willington falava de um novo trabalho que pode ter repercussão internacional, haja vista a abordagem que foi feita, mostrando importantes entrelinhas do poema de João Cabral de Melo Neto. E não poupava elogios ao seu autor, presente e ao seu lado, ouvindo atentamente as palavras do professor,

que situava também todos sobre o conteúdo do novo trabalho. Quantas pessoas não gostariam de estar naquele lugar, recebendo menções elogiosas e vivendo momentos gloriosos, com respaldo de amigos e da sociedade, valorizando a nova obra acadêmica... Uma obra importante, de qualidade, cujo valor não tenho maiores qualidades para aquilatar que os membros da mesa de avaliação; mas basta estes terem aprovado e elogiado, como fizeram, ao analisarem o seu conteúdo. Estava ali como convidado e senti uma grande emoção ao participar do bri-

lhante momento de lançamento daquele livro, com longa fila para autógrafos e uma performance onde o poema de João Cabral de Melo Neto – Morte e Vida Severina – foi declamado, ao som de “Funeral do Lavrador”. Fui também à mesa buscar o autógrafo para o meu exemplar. E o autógrafo foi dado por um homem também muito emocionado, o autor: Francisco Israel de Carvalho. Aquela figura destacada no meio acadêmico vem a ser aquele mesmo menino da minha turma de ginásio industrial – humilde, simples, tímido, estudioso e caprichoso – como sempre. Parabéns, Israel!

* Walter Medeiros, é jornalista – waltermedeiros@supercabo.com.br Jornal de Fato | DOMINGO, 1º de julho de 2012

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sua carreira

entrevista

Rafael DemeTRiUS 4. PROMOÇÕES

10 dicas para vender mais

Os olhos dos consumidores brilham quando leem “descontos”. No entanto, é preciso que a promoção seja mesmo verdadeira – algumas empresas, sabendo do chamariz que elas representam, apenas anunciam a baixa, sem de fato alterar os preços. Às vezes, as promoções não significam necessariamente aumento no faturamento, mas sim crescimento do volume das vendas. 5. CAPACITAÇÃO DO VENDEDOR

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ender é um misto de arte e ciência e praticamente um processo contínuo. Trata-se de um conjunto de atividades que, somente quando bem elaboradas, podem te levar ao sucesso. Se você quer fechar bons negócios, precisa estar atento a cada detalhe desde o primeiro contato com o cliente. Porém, a simples ação de vender um produto requer técnicas elaboradas de persuasão. Um bom vendedor precisa entender as necessidades do mercado e se antecipar aos desejos do cliente. Para vender mais, além do contar com serviços ou produtos de qualidade, conhecer estratégicas de gestão também ajuda. As recomendações vão desde como escolher o melhor ponto comercial até como investir em um pós-venda correto. Observe cada dica e aplique-a em seu negócio. 1. PONTO COMERCIAL

A recomendação número um é manter o ponto de venda em um local frequentado pelo público-alvo do negócio. Essa é uma das primeiras coisas a ser pensada pelo empreendedor que deseja atuar no varejo. Com a loja já consolidada, fica difícil mudar de endereço.

2. CONHECIMENTO DO CLIENTE

A pequena empresa tem uma vantagem em relação à grande neste quesito porque geralmente o dono do negócio está atrás do balcão todos os dias. É preciso tomar cuidado com o crescimento. Nesse período, é comum que o empreendedor deixe um pouco de lado a proximidade com os consumidores. É recomendável que se mantenha computados alguns dados dos clientes, como o que eles compram e com que frequência. Sabendo o perfil dos clientes com exatidão, compra-se melhor dos fornecedores e as chances de venda aumentam.

Nas pequenas empresas, é comum a contratação de parentes e amigos que não têm perfil de vendas. A prática é um erro, pois um profissional do ramo deve ser alguém capacitado para negociar e personalizar o atendimento. Recorrer a candidatos que já tenham experiência no varejo é uma boa saída. 6. VITRINE

Produto que não fica exposto não é vendido. A vitrine, mais do que bem organizada, precisa ser atraente. Isso se consegue com o mix certo de produtos que tenham apelo para o público-alvo em questão – e constante novidade. 7. FACILIDADE DE PAGAMENTO

O estabelecimento que aceita diversas modalidades de pagamento, como cartões de crédito e débito e cheque, e também possibilita o parcelamento, ganha a preferência do consumidor.

8. DATAS ESPECIAIS

Ficar atento à sazonalidade. Garanta que sua empresa esteja preparada para o aumento de venda que datas como Natal e Dia das Mães trazem. Isso significa tanto possuir mais produtos como, se for o caso, contratar temporários. Quem não se prepara, perde para a concorrência.

9. PRESENÇA ON-LINE

Se não for possível vender pela Internet, é interessante que a empresa tenha pelo menos um site ou uma página no Facebook. É comum alguns consumidores saírem de casa depois de consultarem a página on-line das lojas em que desejam comprar. A empresa que não tiver presença on-line, fica de fora desse radar.

3. CONTROLE DE ESTOQUE

Vale a pena investir em um sistema de tecnologia da informação, mesmo que simples. Por meio dele será possível, por exemplo, saber quais são os produtos mais vendidos e, a partir daí, ajustar melhor o sistema de compras. É preciso ainda cuidado para que não faltem itens – o consumidor que entra na loja e descobre que o produto acabou dificilmente volta ao local.

10. PÓS-VENDA

O pós-venda é a pré-venda da compra seguinte. Os clientes que reclamam do serviço ou do produto requerem atenção dobrada. Tanto para que se possa melhorar o produto em questão, quanto para que a imagem da empresa não fique maculada.

Curso de técnicas de vendas Para vender mais e melhor, não fique de fora dessa. Inscreva seus vendedores no curso Técnicas de Vendas. Será de 9 a 13/07, na Meta, das 19h às 22h. Ligue para o telefone (0xx84) 3314-1024 ou mande um e-mail para comercial@tenhametas.com.br e faça sua inscrição.

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“Galáxia de Gutenberg”, ou seja, da cultura do livro, entrem nesta nova cultura, aprendam os novos códigos para se comunicar com as gerações da “Galáxia da Internet”. Em 2010, por ocasião do 44º. Dia Mundial das Comunicações, a mensagem de Bento XVI foi para os padres: “O padre e a pastoral no mundo digital. Novos meios de comunicação a serviço da Palavra”. Nem para todos é fácil entrar nessa nova plataforma de comunicação, mas é preciso aprender ou, pelo menos, saber que a sociedade se move por aí e abrir-se para a evangelização no “continente digital”. Quanto à vigilância ou regras, prefiro vê-las no sentido de educação. Há dois documentos do Vaticano sobre Internet “Igreja e Internet” e “Ética na Internet”, com uma visão muito positiva que reconhece essa possibilidade de comunicar e também convida os pais a acompanharem os filhos com o diálogo, orientando. Enfim, a internet favorece a comunicação por um “clic”; estamos numa sociedade de escolhas e o ser humano precisa se educar para conviver nesse ambiente em que o acesso à informação é quase ilimitado, mudam as relações entre as pessoas: pais e filhos, professores e alunos, e também os fiéis estão mudando seus hábitos e naturalmente, as lideranças precisam estar antenadas. Hoje as regras não são mais, tanto de fora para dentro, mas deveriam ser de dentro para fora, ou seja, cada pessoa precisa saber escolher o que ver, por onde navegar, como se comunicar. O que a Igreja orienta para estudantes à vida religiosa e sacerdotal, e naturalmente para os padres, que entrem nas mídias digitais e nelas façam o bem e, naturalmente, saibam também fazer suas escolhas coerentes com a vida que abraçaram viver. QUAL é a comunicação a serviço da verdade que pretende se trabalhar neste Mutirão? VAMOS considerar e refletir juntos sobre as mudanças que acontecem e trabalharmos com valores humanos do Evangelho. Vivendo numa sociedade plural, há muitas verdades, sob muitos pontos de vista, sabemos que trabalhamos com alguns valores absolutos e outros transitórios, mutáveis. Essa também é uma diferenciação que as pessoas precisam ter e saber discernir. Há valores permanentes e outros que mudam. A verdade em que a Igreja acredita e prega é, antes de tudo, a pessoa de Jesus que diz “Eu sou a Verdade” (Jo, 14,6). Mas a verdade passa pela vida das pessoas, é visível em sua conduta, o que chamamos de testemunho. Por isso trabalhamos uma verdade que passa pela vida, pelo testemunho, começando por ser verdadeiros, coerentes,

caso contrário, pode ser palavra vazia. E a verdade precisa transitar na Rede, nesta era digital e com a possibilidade da contínua simulação. A verdade passa pela comunicação sincera e transparente, pelas mensagens que são postadas, pelos valores que se defende e se vive. O JORNALISMO realizado por não jornalistas tem sido uma constante na Internet. Nas pastorais de comunicação, essa tarefa também é realizada pelo cidadão. Isso traz alguma dificuldade no trabalho de divulgação? A INTERNET, como qualquer outra forma de comunicação, requer competência, conhecimento, respeito à linguagem, sabendo que o que se coloca na rede está disponível para o mundo. Mais uma vez, a responsabilidade de quem produz notícias ou posta outras informações precisa ter a preparação adequada. O ideal seria que fossem profissionais da comunicação, mas mesmo não sendo, trabalhamos muito a formação dos agentes pastorais e culturais para o convívio na internet. E também nos sites de pastorais e instituições recomenda-se ter um projeto editorial, revisão e aprovação, sobretudo se não forem profissionais da área. O SEPAC está lançando um manual “Mídias digitais: produção de conteúdo para a web”, tendo em vista as diversas linguagens e essa necessidade de adaptação do conhecimento que todos precisamos ter, inclusive os profissionais da comunicação. O QUE as novas mídias, em especial as redes sociais, trazem de desafios para os que atuam na evangelização? ACREDITO que as redes sociais são uma oportunidade de comunicação e contato. São possibilidades para se disponibilizar conteúdos. E ali está o desafio: sermos produtores de conteúdo e não apenas reprodutores, replicadores. Novamente é o desafio da competência, de dedicar tempo para isso, fazer investimentos e sermos criativos em favor da evangelização e da mobilização por causas em favor da solidariedade e da paz. NA SUA opinião, a mídia tem dado espaço para se tratar de religião com pluralidade de vozes? ESTAR presente na mídia hoje, o novo espaço público, é um direito dos cidadãos, dos grupos e da sociedade civil. Mídia é espaço e disputa de poder, sem dúvida alguma, e observa-se que diferentes denominações se servem desse espaço. Muitos grupos religiosos ocupam espaços com suas programações, compram, e alguns são concessionários de meios de comunicação, inclusive a Igreja católica. (A primeira emissora concedida a grupo católico foi em 1941,

no governo Vargas). Este é um assunto complexo e não quero ser simplista na resposta. Publiquei um artigo num livro de pesquisa sobre o Rádio, intitulado “O lugar da religião no rádio”, o que se aplica a outros meios de comunicação. A questão é porque grupos religiosos buscam a mídia. Sem dúvida alguma, ela dá visibilidade, um aspecto necessário e quase a condição do existir, hoje. Produzi e apresentei programas em rádio, em televisão católica e percebo como as pessoas querem essa presença, querem rezar juntas, ouvir e acompanhar as coisas de Deus e as mensagens que dão sentido à sua vida. O problema é quando grupos ou pessoas usam a religião em vista de interesses pessoais ou empresariais e não com finalidades de serviço aos fiéis, de fidelidade ao Evangelho, respeitando princípios éticos, que ajudem as pessoas a encontrarem o sentido de sua vida, na denominação religiosa que ela escolhe seguir e praticar. DE QUE maneira a comunicação pode aproximar a Igreja dos jovens? CREIO que falando a língua que eles falam e entendem e abrindo espaço a eles. O jovem sempre esteve presente na Igreja, participando de grupos de jovens e outras atividades e pastorais. Hoje há também novas formas e é importante que ele se vincule aos jovens que igualmente participam. Um exemplo mundial é a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) que em 2013 será no Rio de Janeiro e mobiliza milhares de jovens para que descubram o sentido e a vivência da fé e possam se comprometer com a causa do Evangelho e com o serviço aos irmãos mais necessitados. Os jovens são sensíveis e imersos na realidade comunicacional de hoje e a participação deles é de suma importância. QUAL a relação que a senhora realiza entre acolhida e comunicação? TRABALHO o tema da Acolhida com referenciais da comunicação. Acolher é um gesto humano que as pessoas cultivam entre si e proporciona uma convivência saudável, com a inclusão de todos. É uma atitude a ser cultivada no coração do ser humano. Trabalho a dimensão antropológica da comunicação, tendo o ser humano em processo de relações nas diversas dimensões: pessoal, com o outro, com a sociedade, com o ecossistema. Trabalho os problemas e limites, as causas, bem como as razões do exercício da acolhida se fundamentam na prática de Jesus. Mas como toda ação comunitária, a acolhida precisa ser organizada, por isso trabalhamos a organização das lideranças para que o acolhimento seja realizado em todos os momentos e as pessoas se sintam bem nas comunidades.

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cidade junina

literatura

Um aliado

adorável Livro traz o relato de Michael Hingson, o deficiente visual que sobreviveu aos ataques do 11 de setembro com a ajuda de seu cão-guia. “Somos centenas de pessoas presas, envoltas por cimento e aço. Não sabemos o que está acontecendo acima ou abaixo de nós. Não temos ideia do que está ocorrendo lá fora, ou mesmo nos andares pelos quais já passamos. Sem celulares ou contato com o exterior, nós estamos, todos nós, descendo cegamente”. (trecho do livro)

Momentos

finais

O Mossoró Cidade Junina está chegando ao seu último dia de programação depois de 21 dias de muitas atrações culturais na cidade 6

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O

s atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, executados pelo grupo fundamentalista islâmico Al-Qaeda, representaram o início de uma nova fase da História Mundial. Ler relatos sobre pessoas que sobreviveram naquela manhã fatídica por si só já é atraente e emocionante. Acrescenta-se ao fato de que uma delas, entre centenas que se salvaram, é deficiente visual e desceu 1.463 degraus dos 78 andares do World Trade Center. O homem em questão é Michael Hingson. E a sua fuga com a ajuda de um cãoguia após o primeiro avião chocar-se com a Torre Norte, onde estava trabalhando, é narrada em Adorável Heroína, lançamento da editora Universo dos Livros. Escrito em parceria com a escritora Susy Flory, o livro é a descrição de como Michael superou mais esse desafio em sua vida. Em suas próprias palavras, como ele deve a sua vida a cadela Roselle – cão-

guia da raça labrador retriever – que permaneceu focada e segura durante todo o momento, além de ajudar dezenas de outras pessoas a escaparem de um prédio prestes a desabar. E que naquele dia, por razões desconhecidas, o salvou aparentemente ignorando o perigo que os envolviam. Desde então, Michael se tornou um herói internacional e tem aparecido ao redor do mundo. Já foi homenageado por muitas organizações e, em julho de 2010, foi o principal palestrante da conferência anual da National Federation of the Blind (NFB), em Dallas. “Como eu poderia dizer adeus a uma cadela que fez tudo o que Roselle fez e que viveu a vida em sua plenitude? Como eu poderia prestar uma homenagem justa à sua vida, ao seu trabalho e à sua memória? Roselle foi uma das maiores bênçãos e um dos maiores presentes que eu tive o prazer de receber em minha vida”, ressalta Michael sobre a sua heroína, que faleceu em julho do ano passado. Em homenagem a ela, um dos sete cães-guia que o acompanham desde os 14 anos de idade, ele fundou a Roselle’s Dream Foundation, uma entidade cujo objetivo é educar as pessoas sobre a deficiência visual e ensinar crianças e adultos cegos a terem acesso a tecnologias para trabalhar. Entre os detalhes da narrativa dos

momentos tensos para deixar o World Trade Center, Michael Hingson intercala com passagens marcantes de sua vida e os desafios e os preconceitos que enfrentou para existir dentro da comunidade – das dificuldades de estudar e interagir com as pessoas à superação de andar de bicicleta, guiar um carro e concluir o curso de física. Adorável Heroína é uma história de sobrevivência sob a ótica de um deficiente visual, que colocou sua inteira confiança em escapar da morte nos olhos, nas ações e no julgamento de seu cão-guia. Mas é também um livro que funciona como guia para a melhor convivência social entre os cegos e os não-cegos, sempre transmitindo uma mensagem inspiradora sobre o que é crescer com o que parece ser uma desvantagem na vida; da capacidade para superar obstáculos e a defesa constante para ser reconhecido como uma pessoa independente e normal. O companheirismo e o trabalho de equipe entre um Michael e Roselle estão presentes e funcionam como alavanca à medida que o leitor é impulsionado a conhecer o espírito e a mente de uma pessoa que nasceu com esta deficiência.

# ficha técnica: Livro: Adorável Heroína Autores: Michael Hingson e Susy Flory Tradução: Maurício Tamboni Editora: Universo dos Livros Nº de pág.: 232 Preço: R$ 29,00

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internet

cidade junina tilhados e interligados por meio da Internet, seguindo o princípio da computação em grade. O armazenamento de dados é feito em serviços que poderão ser acessados de qualquer lugar do mundo, a qualquer hora, não havendo necessidade de instalação de programas X ou de armazenar dados. O acesso a programas, serviços e arquivos é remoto, através da Internet – daí a alusão à nuvem. O uso desse modelo (ambiente) é mais viável do que o uso de unidades físicas. Num sistema operacional disponível na Internet, a partir de qualquer computador e em qualquer lugar, pode-se ter acesso a informações, arquivos e programas num sistema único, independente de plataforma. O requisito mínimo é um computador compatível com os recursos disponíveis na Internet. O PC torna-se apenas um chip ligado à Internet - a "grande nuvem" de computadores - sendo necessários somente os dispositivos de entrada (teclado, mouse) e saída (monitor).

Você sabe o que é Cloud Computing? Arquivamento de dados digitais - textos, fotos, vídeos - não precisa estar restrito ao seu computador. Ele pode ser jogado na nuvem computacional e ser usado quando quiser.

O

s equipamentos como computadores, celulares e tablets permitem que se guarde tudo o que é interessante para o seu usuário e ainda permitem estender esse arquivamento para cartões de memórias, pendrives e outros equipamentos de armazenamento de dados. Mas nesse mundo tecnológico, toda memória virtual parece pouco para arquivar e guardar tantos documentos. Assim a proposta de armazenar da10

dos no que se chama de Cloud Coputing – Computação em nuvem – vem sendo adotada pelas pessoas e pelas empresas como uma solução prática que garante o arquivamento e evita o “desespero” quando se perdem os dados guardados nas memórias dos equipamentos pessoais. O conceito de computação em nuvem refere-se à utilização da memória e das capacidades de armazenamento e cálculo de computadores e servidorescompar-

Jornal de Fato | DOMINGO, 1º de julho de 2012

Nuvem gratuita Na internet é possível ter acesso a esse serviço gratuitamente. O site www. dropbox.com é um dos sistemas que permitem sua utilização gratuita e/ou pag. Com um cadastro simples, o usuário comece o arquivamento de seus dados que deseja jogar na nuvem em uma quantidade de espaço delimitado que vai sendo ampliado à medida que vai segundo as indicações do próprio serviço, podendo passar de 5GB de memória na nuvem computacional. O serviço ainda permite que você compartilhe algumas pastas de arquivos – músicas, fotos, textos – com seus amigos e que a partir do convite feito e da adesão deles ao serviço, mais espaço vai sendo ofertado a você. Além destes, existem outras nuvens gratuitas como iCloud da Apple para os usuários dos seus equipamentos, Google e Zoho.com. Empresas A Associação Brasileira de ebusiness (ebusiness Brasil) elaborou e aplicou as perguntas às empresas de todo o Brasil. A pesquisa foi organizada com o propósito de traçar um panorama sobre o uso do Cloud computing nas companhias de pequeno, médio e grande porte. O questionário foi respondido no início deste mês (junho) por gerentes e diretores de TI, sendo que a maior parte das empresas ouvidas compõe o setor de indústria. De acordo com a análise, mais da metade (56%) dos líderes entrevistados afirmaram que já aderiram ao cloud.

O

Mossoró Cidade Junina versão 2012 já se despede. Hoje é o último dia da programação artística e cultural que movimentou a cidade durante 22 dias. Mas ainda é tempo de conferir as atrações deste domingo em todos os espaços de realização do evento. Uma das atrações deste último dia é o serviço de “burro-táxi”. As crianças e adultos se divertem com o passeio das carroças que ficam estacionadas na Cidadela, por trás da Igreja São Vicente. Com decorações juninas, o transporte é puxado pelo burro, animal bastante conhecido na região Nordeste. Os passeios seguem a Avenida Rio Branco, por todo o corredor cultural, transportando os visitantes com direito a sanfoneiro para animar o trajeto. O burro-táxi alegra o público e gera renda para os carroceiros cadastrados

Cidade Junina

no projeto. “Foi muito legal. Pude matar a saudade do tempo de criança, em que andava na carroça do meu avó e me divertir um pouco”, disse a servidora Luciana Escóssia, após passear de burrotáxi pelo circuito do Cidade Junina, no Corredor Cultural da Rio Branco. “Aqui a gente chega de uma viagem e já tem gente esperando para a próxima”, disse o carroceiro Francisco Canindé Batista. Cada viagem leva cinco pessoas. Francisco informou que este é o terceiro ano que participa do serviço no Cidade Junina. Desde sempre a demanda foi intensa. As carroças ficam estacionadas na Cidadela, por trás da Igreja São Vicente. Com decorações juninas, os passeios seguem a Avenida Rio Branco, por todo o corredor cultural. Neste ano, a Gerência da Cultura, coordenadora do Cidade Junina, teve que

ampliar o Burro-Táxi para atender a demanda de público, diante do sucesso do serviço. “De três, passamos para seis carroças, porque cresceu muito o número de pessoas interessadas no passeio”, disse o responsável do serviço, Brígido Alves. O Burro-Táxi percorre o Corredor Cultural da Avenida Rio Branco, com saída da Cidadela Junina, ao lado da Capela de São Vicente. Cada carroça leva em média cinco pessoas e o passeio é gratuito. O serviço é bancado pela Prefeitura, mediante o pagamento de R$ 60,00/noite a cada um dos carroceiros contratos. O serviço funciona de 19h às 22h num passeio pelo Corredor Cultural e todos os projetos do Mossoró Cidade Junina. O projeto Burro-Táxi tem o intuito de valorizar o transporte de carroças dentro do Mossoró Cidade Junina, já que a utilização do animal é bem característica da região.

Programação do último dia: 01/07 – domingo

Feira de Artesanato 17h30 – Praça de Eventos

Chuva de Bala no País de Mossoró 21h – Espetáculo - Adro da Capela São Vicente

Feira de Comidas Típicas 17h30 – Praça de Eventos

Cidadela 18h – Ao lado da Capela São Vicente

Brincando na Roça 18h – Praça de Eventos

Salão Junino 17h – Cidadela – ao lado da Capela São Vicente

Concurso de Maquete Junina 18h às 23h – Praça de Eventos

Música Ao Vivo Cidadela 1 – Banda Infla 6

Botando Boneco Artista: Mulungu Teatro de Mamulengos (Igarassu-PE) 19h – Praça de Eventos

Brinquedos e Brincadeiras Populares 17h - Cidadela

Tapera Cor Das 21h à 0h – Espaço Cafezal / Memorial da Resistência

Burro Táxi 19h - Cidadela Pau de Arara Eletrônico 19h – Cidadela

Boca da Noite Das 21h à 0h – Espaço Cafezal / Memorial da Resistência

Final Interestadual Estilizada 19h – Arena Deodete Dias

Show no adro da Capela de São Vicente 20h – Atração: Marcus Lucenna

Fórmula Jegue 15h – Av. Alberto Maranhão (Antiga Refesa)

Jornal de Fato | DOMINGO, 1º de julho de 2012

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família

família

P

Agressão psicológica Pais que agridem os filhos psicologicamente estão contribuindo para um desenvolvimento cheio de sequelas.

8

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iadas, palavrões, palavras que denigrem ou colocam a criança em situação de constrangimento são alguns dos muitos tipos de agressão psicológica considerados também um tipo de violência. Imagine se esta agressão é realizada por quem deveria dar amor e carinho incondicional, os próprios pais. O psicólogo e escritor Júlio Peres usa o termo “pais tóxicos” para classificar os pais que agridem física e psicologicamente seus filhos, causando sequelas que podem se arrastar por toda a vida. E mesmo quando os pais alternam atitudes carinhosas e agressivas, o reflexo no desenvolvimento dos filhos ainda é negativo. Segundo o psicólogo, que é doutor em Neurociência e Comportamento pela USP, a criança nunca sabe o que esperar e nem como agir. “Ela manifesta com frequência o estado de alerta que pode provocar a ansiedade crônica”, ressalta o especialista, afirmando que os “pais tóxicos” agem desta forma porque criaram bloqueios para a construção de uma ligação afetiva com os filhos. Outra hipótese é que também tenham sido maltratados na infância, assimilando o sofrer como sendo a forma de educar e passam de vítimas a agressores; e a última é admitirem que realmente são pessoas desprovidas de afeto. As consequências disso são agressividade, dificuldade de aprendizado, rebeldia, timidez e um enorme sentimento de culpa. Porém, as sequelas das humilhações e dos maus-tratos precisam ser tratadas para que a criança, o adolescente ou mesmo esse adulto possam ter uma vida mais saudável. A psicóloga Catarina Franco que atua em escola privada, atende em consultório, no Hospital Regional Tarcísio Maia e CAPS Ad, explica que esse tipo de agressão é mais frequente do que se imagina. “Por experiência própria, os pais não percebem a gravidade dessa atitude, geralmente só repetem o comportamento que eles tiveram, coerção, de como foram educados. Muitos não sabem o poder negativo das palavras, nem que estavam influenciando negativamente”, ressalta a psicóloga. Devido a sua atuação em escolas, a psicóloga explica que muitos dos sinais de que a criança está sofrendo agressão podem ser identificados pelos professores: “Muitas vezes quando ela sofre a agressão em casa, na escola ela agride. Na escola, o professor e o coordenador se preocupam com a criança e têm como observar se esta criança apresentar qualquer mudança de comportamento. Se for uma criança que se isola, que não se comunica. A princípio

Psicóloga Catarina Franco explica porque a agressão psicológica é um tipo de violência contra as crianças

a criança que sofre algum tipo de agressão psicológica apresenta sinais como baixa estima, desmotivação, criança que pode estar com sintomas psicossomáticos, problemas de pele, estomacais, se torna introspectiva, evita o contato com outras crianças, o contato de uma maneira geral”, ressalta Catarina. Denúncias Se os pais continuam realizando a agressão, devem ser denunciados. “Enquanto sociedade, somos corresponsáveis. Por isso há como interferir. A escola faz o acompanhamento da criança e os pais são chamados e tudo pode ser colocado de forma tranquila. Se a questão perdura, pode-se partir para a denúncia junto aos órgãos de proteção da criança, para se fazer um acompanhamento da situação”, completa Catarina. Superação do trauma Após identificado o problema, a

criança deve ser acompanhada por um psicólogo. Para quem chegou à vida adulta traumatizado, a psicoterapia é um caminho. “Revisitar memórias traumáticas pode ter benefícios terapêuticos, desde que um processo adequado de reestruturação seja empregado. A história precisa ser recontada de maneira a construir uma aliança de aprendizado e superação. Em outros, talvez essa vítima precise ter uma distância saudável dos pais para que possa superar os maus-tratos e as humilhações”, ressalta Júlio Peres. Ainda conforme o escritor, as experiências traumáticas podem criar oportunidades de crescimento pessoal através da introdução de novos valores e perspectivas para a vida. As psicoterapias atuais enfatizam as estratégias de superação utilizadas naturalmente por indivíduos resilientes (com a capacidade de atravessar situações traumáticas e voltar à qualidade de vida satisfatória).

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Agressão psicológica Pais que agridem os filhos psicologicamente estão contribuindo para um desenvolvimento cheio de sequelas.

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iadas, palavrões, palavras que denigrem ou colocam a criança em situação de constrangimento são alguns dos muitos tipos de agressão psicológica considerados também um tipo de violência. Imagine se esta agressão é realizada por quem deveria dar amor e carinho incondicional, os próprios pais. O psicólogo e escritor Júlio Peres usa o termo “pais tóxicos” para classificar os pais que agridem física e psicologicamente seus filhos, causando sequelas que podem se arrastar por toda a vida. E mesmo quando os pais alternam atitudes carinhosas e agressivas, o reflexo no desenvolvimento dos filhos ainda é negativo. Segundo o psicólogo, que é doutor em Neurociência e Comportamento pela USP, a criança nunca sabe o que esperar e nem como agir. “Ela manifesta com frequência o estado de alerta que pode provocar a ansiedade crônica”, ressalta o especialista, afirmando que os “pais tóxicos” agem desta forma porque criaram bloqueios para a construção de uma ligação afetiva com os filhos. Outra hipótese é que também tenham sido maltratados na infância, assimilando o sofrer como sendo a forma de educar e passam de vítimas a agressores; e a última é admitirem que realmente são pessoas desprovidas de afeto. As consequências disso são agressividade, dificuldade de aprendizado, rebeldia, timidez e um enorme sentimento de culpa. Porém, as sequelas das humilhações e dos maus-tratos precisam ser tratadas para que a criança, o adolescente ou mesmo esse adulto possam ter uma vida mais saudável. A psicóloga Catarina Franco que atua em escola privada, atende em consultório, no Hospital Regional Tarcísio Maia e CAPS Ad, explica que esse tipo de agressão é mais frequente do que se imagina. “Por experiência própria, os pais não percebem a gravidade dessa atitude, geralmente só repetem o comportamento que eles tiveram, coerção, de como foram educados. Muitos não sabem o poder negativo das palavras, nem que estavam influenciando negativamente”, ressalta a psicóloga. Devido a sua atuação em escolas, a psicóloga explica que muitos dos sinais de que a criança está sofrendo agressão podem ser identificados pelos professores: “Muitas vezes quando ela sofre a agressão em casa, na escola ela agride. Na escola, o professor e o coordenador se preocupam com a criança e têm como observar se esta criança apresentar qualquer mudança de comportamento. Se for uma criança que se isola, que não se comunica. A princípio

Psicóloga Catarina Franco explica porque a agressão psicológica é um tipo de violência contra as crianças

a criança que sofre algum tipo de agressão psicológica apresenta sinais como baixa estima, desmotivação, criança que pode estar com sintomas psicossomáticos, problemas de pele, estomacais, se torna introspectiva, evita o contato com outras crianças, o contato de uma maneira geral”, ressalta Catarina. Denúncias Se os pais continuam realizando a agressão, devem ser denunciados. “Enquanto sociedade, somos corresponsáveis. Por isso há como interferir. A escola faz o acompanhamento da criança e os pais são chamados e tudo pode ser colocado de forma tranquila. Se a questão perdura, pode-se partir para a denúncia junto aos órgãos de proteção da criança, para se fazer um acompanhamento da situação”, completa Catarina. Superação do trauma Após identificado o problema, a

criança deve ser acompanhada por um psicólogo. Para quem chegou à vida adulta traumatizado, a psicoterapia é um caminho. “Revisitar memórias traumáticas pode ter benefícios terapêuticos, desde que um processo adequado de reestruturação seja empregado. A história precisa ser recontada de maneira a construir uma aliança de aprendizado e superação. Em outros, talvez essa vítima precise ter uma distância saudável dos pais para que possa superar os maus-tratos e as humilhações”, ressalta Júlio Peres. Ainda conforme o escritor, as experiências traumáticas podem criar oportunidades de crescimento pessoal através da introdução de novos valores e perspectivas para a vida. As psicoterapias atuais enfatizam as estratégias de superação utilizadas naturalmente por indivíduos resilientes (com a capacidade de atravessar situações traumáticas e voltar à qualidade de vida satisfatória).

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cidade junina tilhados e interligados por meio da Internet, seguindo o princípio da computação em grade. O armazenamento de dados é feito em serviços que poderão ser acessados de qualquer lugar do mundo, a qualquer hora, não havendo necessidade de instalação de programas X ou de armazenar dados. O acesso a programas, serviços e arquivos é remoto, através da Internet – daí a alusão à nuvem. O uso desse modelo (ambiente) é mais viável do que o uso de unidades físicas. Num sistema operacional disponível na Internet, a partir de qualquer computador e em qualquer lugar, pode-se ter acesso a informações, arquivos e programas num sistema único, independente de plataforma. O requisito mínimo é um computador compatível com os recursos disponíveis na Internet. O PC torna-se apenas um chip ligado à Internet - a "grande nuvem" de computadores - sendo necessários somente os dispositivos de entrada (teclado, mouse) e saída (monitor).

Você sabe o que é Cloud Computing? Arquivamento de dados digitais - textos, fotos, vídeos - não precisa estar restrito ao seu computador. Ele pode ser jogado na nuvem computacional e ser usado quando quiser.

O

s equipamentos como computadores, celulares e tablets permitem que se guarde tudo o que é interessante para o seu usuário e ainda permitem estender esse arquivamento para cartões de memórias, pendrives e outros equipamentos de armazenamento de dados. Mas nesse mundo tecnológico, toda memória virtual parece pouco para arquivar e guardar tantos documentos. Assim a proposta de armazenar da10

dos no que se chama de Cloud Coputing – Computação em nuvem – vem sendo adotada pelas pessoas e pelas empresas como uma solução prática que garante o arquivamento e evita o “desespero” quando se perdem os dados guardados nas memórias dos equipamentos pessoais. O conceito de computação em nuvem refere-se à utilização da memória e das capacidades de armazenamento e cálculo de computadores e servidorescompar-

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Nuvem gratuita Na internet é possível ter acesso a esse serviço gratuitamente. O site www. dropbox.com é um dos sistemas que permitem sua utilização gratuita e/ou pag. Com um cadastro simples, o usuário comece o arquivamento de seus dados que deseja jogar na nuvem em uma quantidade de espaço delimitado que vai sendo ampliado à medida que vai segundo as indicações do próprio serviço, podendo passar de 5GB de memória na nuvem computacional. O serviço ainda permite que você compartilhe algumas pastas de arquivos – músicas, fotos, textos – com seus amigos e que a partir do convite feito e da adesão deles ao serviço, mais espaço vai sendo ofertado a você. Além destes, existem outras nuvens gratuitas como iCloud da Apple para os usuários dos seus equipamentos, Google e Zoho.com. Empresas A Associação Brasileira de ebusiness (ebusiness Brasil) elaborou e aplicou as perguntas às empresas de todo o Brasil. A pesquisa foi organizada com o propósito de traçar um panorama sobre o uso do Cloud computing nas companhias de pequeno, médio e grande porte. O questionário foi respondido no início deste mês (junho) por gerentes e diretores de TI, sendo que a maior parte das empresas ouvidas compõe o setor de indústria. De acordo com a análise, mais da metade (56%) dos líderes entrevistados afirmaram que já aderiram ao cloud.

O

Mossoró Cidade Junina versão 2012 já se despede. Hoje é o último dia da programação artística e cultural que movimentou a cidade durante 22 dias. Mas ainda é tempo de conferir as atrações deste domingo em todos os espaços de realização do evento. Uma das atrações deste último dia é o serviço de “burro-táxi”. As crianças e adultos se divertem com o passeio das carroças que ficam estacionadas na Cidadela, por trás da Igreja São Vicente. Com decorações juninas, o transporte é puxado pelo burro, animal bastante conhecido na região Nordeste. Os passeios seguem a Avenida Rio Branco, por todo o corredor cultural, transportando os visitantes com direito a sanfoneiro para animar o trajeto. O burro-táxi alegra o público e gera renda para os carroceiros cadastrados

Cidade Junina

no projeto. “Foi muito legal. Pude matar a saudade do tempo de criança, em que andava na carroça do meu avó e me divertir um pouco”, disse a servidora Luciana Escóssia, após passear de burrotáxi pelo circuito do Cidade Junina, no Corredor Cultural da Rio Branco. “Aqui a gente chega de uma viagem e já tem gente esperando para a próxima”, disse o carroceiro Francisco Canindé Batista. Cada viagem leva cinco pessoas. Francisco informou que este é o terceiro ano que participa do serviço no Cidade Junina. Desde sempre a demanda foi intensa. As carroças ficam estacionadas na Cidadela, por trás da Igreja São Vicente. Com decorações juninas, os passeios seguem a Avenida Rio Branco, por todo o corredor cultural. Neste ano, a Gerência da Cultura, coordenadora do Cidade Junina, teve que

ampliar o Burro-Táxi para atender a demanda de público, diante do sucesso do serviço. “De três, passamos para seis carroças, porque cresceu muito o número de pessoas interessadas no passeio”, disse o responsável do serviço, Brígido Alves. O Burro-Táxi percorre o Corredor Cultural da Avenida Rio Branco, com saída da Cidadela Junina, ao lado da Capela de São Vicente. Cada carroça leva em média cinco pessoas e o passeio é gratuito. O serviço é bancado pela Prefeitura, mediante o pagamento de R$ 60,00/noite a cada um dos carroceiros contratos. O serviço funciona de 19h às 22h num passeio pelo Corredor Cultural e todos os projetos do Mossoró Cidade Junina. O projeto Burro-Táxi tem o intuito de valorizar o transporte de carroças dentro do Mossoró Cidade Junina, já que a utilização do animal é bem característica da região.

Programação do último dia: 01/07 – domingo

Feira de Artesanato 17h30 – Praça de Eventos

Chuva de Bala no País de Mossoró 21h – Espetáculo - Adro da Capela São Vicente

Feira de Comidas Típicas 17h30 – Praça de Eventos

Cidadela 18h – Ao lado da Capela São Vicente

Brincando na Roça 18h – Praça de Eventos

Salão Junino 17h – Cidadela – ao lado da Capela São Vicente

Concurso de Maquete Junina 18h às 23h – Praça de Eventos

Música Ao Vivo Cidadela 1 – Banda Infla 6

Botando Boneco Artista: Mulungu Teatro de Mamulengos (Igarassu-PE) 19h – Praça de Eventos

Brinquedos e Brincadeiras Populares 17h - Cidadela

Tapera Cor Das 21h à 0h – Espaço Cafezal / Memorial da Resistência

Burro Táxi 19h - Cidadela Pau de Arara Eletrônico 19h – Cidadela

Boca da Noite Das 21h à 0h – Espaço Cafezal / Memorial da Resistência

Final Interestadual Estilizada 19h – Arena Deodete Dias

Show no adro da Capela de São Vicente 20h – Atração: Marcus Lucenna

Fórmula Jegue 15h – Av. Alberto Maranhão (Antiga Refesa)

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cidade junina

literatura

Um aliado

adorável Livro traz o relato de Michael Hingson, o deficiente visual que sobreviveu aos ataques do 11 de setembro com a ajuda de seu cão-guia. “Somos centenas de pessoas presas, envoltas por cimento e aço. Não sabemos o que está acontecendo acima ou abaixo de nós. Não temos ideia do que está ocorrendo lá fora, ou mesmo nos andares pelos quais já passamos. Sem celulares ou contato com o exterior, nós estamos, todos nós, descendo cegamente”. (trecho do livro)

Momentos

finais

O Mossoró Cidade Junina está chegando ao seu último dia de programação depois de 21 dias de muitas atrações culturais na cidade 6

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O

s atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, executados pelo grupo fundamentalista islâmico Al-Qaeda, representaram o início de uma nova fase da História Mundial. Ler relatos sobre pessoas que sobreviveram naquela manhã fatídica por si só já é atraente e emocionante. Acrescenta-se ao fato de que uma delas, entre centenas que se salvaram, é deficiente visual e desceu 1.463 degraus dos 78 andares do World Trade Center. O homem em questão é Michael Hingson. E a sua fuga com a ajuda de um cãoguia após o primeiro avião chocar-se com a Torre Norte, onde estava trabalhando, é narrada em Adorável Heroína, lançamento da editora Universo dos Livros. Escrito em parceria com a escritora Susy Flory, o livro é a descrição de como Michael superou mais esse desafio em sua vida. Em suas próprias palavras, como ele deve a sua vida a cadela Roselle – cão-

guia da raça labrador retriever – que permaneceu focada e segura durante todo o momento, além de ajudar dezenas de outras pessoas a escaparem de um prédio prestes a desabar. E que naquele dia, por razões desconhecidas, o salvou aparentemente ignorando o perigo que os envolviam. Desde então, Michael se tornou um herói internacional e tem aparecido ao redor do mundo. Já foi homenageado por muitas organizações e, em julho de 2010, foi o principal palestrante da conferência anual da National Federation of the Blind (NFB), em Dallas. “Como eu poderia dizer adeus a uma cadela que fez tudo o que Roselle fez e que viveu a vida em sua plenitude? Como eu poderia prestar uma homenagem justa à sua vida, ao seu trabalho e à sua memória? Roselle foi uma das maiores bênçãos e um dos maiores presentes que eu tive o prazer de receber em minha vida”, ressalta Michael sobre a sua heroína, que faleceu em julho do ano passado. Em homenagem a ela, um dos sete cães-guia que o acompanham desde os 14 anos de idade, ele fundou a Roselle’s Dream Foundation, uma entidade cujo objetivo é educar as pessoas sobre a deficiência visual e ensinar crianças e adultos cegos a terem acesso a tecnologias para trabalhar. Entre os detalhes da narrativa dos

momentos tensos para deixar o World Trade Center, Michael Hingson intercala com passagens marcantes de sua vida e os desafios e os preconceitos que enfrentou para existir dentro da comunidade – das dificuldades de estudar e interagir com as pessoas à superação de andar de bicicleta, guiar um carro e concluir o curso de física. Adorável Heroína é uma história de sobrevivência sob a ótica de um deficiente visual, que colocou sua inteira confiança em escapar da morte nos olhos, nas ações e no julgamento de seu cão-guia. Mas é também um livro que funciona como guia para a melhor convivência social entre os cegos e os não-cegos, sempre transmitindo uma mensagem inspiradora sobre o que é crescer com o que parece ser uma desvantagem na vida; da capacidade para superar obstáculos e a defesa constante para ser reconhecido como uma pessoa independente e normal. O companheirismo e o trabalho de equipe entre um Michael e Roselle estão presentes e funcionam como alavanca à medida que o leitor é impulsionado a conhecer o espírito e a mente de uma pessoa que nasceu com esta deficiência.

# ficha técnica: Livro: Adorável Heroína Autores: Michael Hingson e Susy Flory Tradução: Maurício Tamboni Editora: Universo dos Livros Nº de pág.: 232 Preço: R$ 29,00

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sua carreira

entrevista

Rafael DemeTRiUS 4. PROMOÇÕES

10 dicas para vender mais

Os olhos dos consumidores brilham quando leem “descontos”. No entanto, é preciso que a promoção seja mesmo verdadeira – algumas empresas, sabendo do chamariz que elas representam, apenas anunciam a baixa, sem de fato alterar os preços. Às vezes, as promoções não significam necessariamente aumento no faturamento, mas sim crescimento do volume das vendas. 5. CAPACITAÇÃO DO VENDEDOR

V x

ender é um misto de arte e ciência e praticamente um processo contínuo. Trata-se de um conjunto de atividades que, somente quando bem elaboradas, podem te levar ao sucesso. Se você quer fechar bons negócios, precisa estar atento a cada detalhe desde o primeiro contato com o cliente. Porém, a simples ação de vender um produto requer técnicas elaboradas de persuasão. Um bom vendedor precisa entender as necessidades do mercado e se antecipar aos desejos do cliente. Para vender mais, além do contar com serviços ou produtos de qualidade, conhecer estratégicas de gestão também ajuda. As recomendações vão desde como escolher o melhor ponto comercial até como investir em um pós-venda correto. Observe cada dica e aplique-a em seu negócio. 1. PONTO COMERCIAL

A recomendação número um é manter o ponto de venda em um local frequentado pelo público-alvo do negócio. Essa é uma das primeiras coisas a ser pensada pelo empreendedor que deseja atuar no varejo. Com a loja já consolidada, fica difícil mudar de endereço.

2. CONHECIMENTO DO CLIENTE

A pequena empresa tem uma vantagem em relação à grande neste quesito porque geralmente o dono do negócio está atrás do balcão todos os dias. É preciso tomar cuidado com o crescimento. Nesse período, é comum que o empreendedor deixe um pouco de lado a proximidade com os consumidores. É recomendável que se mantenha computados alguns dados dos clientes, como o que eles compram e com que frequência. Sabendo o perfil dos clientes com exatidão, compra-se melhor dos fornecedores e as chances de venda aumentam.

Nas pequenas empresas, é comum a contratação de parentes e amigos que não têm perfil de vendas. A prática é um erro, pois um profissional do ramo deve ser alguém capacitado para negociar e personalizar o atendimento. Recorrer a candidatos que já tenham experiência no varejo é uma boa saída. 6. VITRINE

Produto que não fica exposto não é vendido. A vitrine, mais do que bem organizada, precisa ser atraente. Isso se consegue com o mix certo de produtos que tenham apelo para o público-alvo em questão – e constante novidade. 7. FACILIDADE DE PAGAMENTO

O estabelecimento que aceita diversas modalidades de pagamento, como cartões de crédito e débito e cheque, e também possibilita o parcelamento, ganha a preferência do consumidor.

8. DATAS ESPECIAIS

Ficar atento à sazonalidade. Garanta que sua empresa esteja preparada para o aumento de venda que datas como Natal e Dia das Mães trazem. Isso significa tanto possuir mais produtos como, se for o caso, contratar temporários. Quem não se prepara, perde para a concorrência.

9. PRESENÇA ON-LINE

Se não for possível vender pela Internet, é interessante que a empresa tenha pelo menos um site ou uma página no Facebook. É comum alguns consumidores saírem de casa depois de consultarem a página on-line das lojas em que desejam comprar. A empresa que não tiver presença on-line, fica de fora desse radar.

3. CONTROLE DE ESTOQUE

Vale a pena investir em um sistema de tecnologia da informação, mesmo que simples. Por meio dele será possível, por exemplo, saber quais são os produtos mais vendidos e, a partir daí, ajustar melhor o sistema de compras. É preciso ainda cuidado para que não faltem itens – o consumidor que entra na loja e descobre que o produto acabou dificilmente volta ao local.

10. PÓS-VENDA

O pós-venda é a pré-venda da compra seguinte. Os clientes que reclamam do serviço ou do produto requerem atenção dobrada. Tanto para que se possa melhorar o produto em questão, quanto para que a imagem da empresa não fique maculada.

Curso de técnicas de vendas Para vender mais e melhor, não fique de fora dessa. Inscreva seus vendedores no curso Técnicas de Vendas. Será de 9 a 13/07, na Meta, das 19h às 22h. Ligue para o telefone (0xx84) 3314-1024 ou mande um e-mail para comercial@tenhametas.com.br e faça sua inscrição.

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Jornal de Fato | DOMINGO, 1º de julho de 2012

“Galáxia de Gutenberg”, ou seja, da cultura do livro, entrem nesta nova cultura, aprendam os novos códigos para se comunicar com as gerações da “Galáxia da Internet”. Em 2010, por ocasião do 44º. Dia Mundial das Comunicações, a mensagem de Bento XVI foi para os padres: “O padre e a pastoral no mundo digital. Novos meios de comunicação a serviço da Palavra”. Nem para todos é fácil entrar nessa nova plataforma de comunicação, mas é preciso aprender ou, pelo menos, saber que a sociedade se move por aí e abrir-se para a evangelização no “continente digital”. Quanto à vigilância ou regras, prefiro vê-las no sentido de educação. Há dois documentos do Vaticano sobre Internet “Igreja e Internet” e “Ética na Internet”, com uma visão muito positiva que reconhece essa possibilidade de comunicar e também convida os pais a acompanharem os filhos com o diálogo, orientando. Enfim, a internet favorece a comunicação por um “clic”; estamos numa sociedade de escolhas e o ser humano precisa se educar para conviver nesse ambiente em que o acesso à informação é quase ilimitado, mudam as relações entre as pessoas: pais e filhos, professores e alunos, e também os fiéis estão mudando seus hábitos e naturalmente, as lideranças precisam estar antenadas. Hoje as regras não são mais, tanto de fora para dentro, mas deveriam ser de dentro para fora, ou seja, cada pessoa precisa saber escolher o que ver, por onde navegar, como se comunicar. O que a Igreja orienta para estudantes à vida religiosa e sacerdotal, e naturalmente para os padres, que entrem nas mídias digitais e nelas façam o bem e, naturalmente, saibam também fazer suas escolhas coerentes com a vida que abraçaram viver. QUAL é a comunicação a serviço da verdade que pretende se trabalhar neste Mutirão? VAMOS considerar e refletir juntos sobre as mudanças que acontecem e trabalharmos com valores humanos do Evangelho. Vivendo numa sociedade plural, há muitas verdades, sob muitos pontos de vista, sabemos que trabalhamos com alguns valores absolutos e outros transitórios, mutáveis. Essa também é uma diferenciação que as pessoas precisam ter e saber discernir. Há valores permanentes e outros que mudam. A verdade em que a Igreja acredita e prega é, antes de tudo, a pessoa de Jesus que diz “Eu sou a Verdade” (Jo, 14,6). Mas a verdade passa pela vida das pessoas, é visível em sua conduta, o que chamamos de testemunho. Por isso trabalhamos uma verdade que passa pela vida, pelo testemunho, começando por ser verdadeiros, coerentes,

caso contrário, pode ser palavra vazia. E a verdade precisa transitar na Rede, nesta era digital e com a possibilidade da contínua simulação. A verdade passa pela comunicação sincera e transparente, pelas mensagens que são postadas, pelos valores que se defende e se vive. O JORNALISMO realizado por não jornalistas tem sido uma constante na Internet. Nas pastorais de comunicação, essa tarefa também é realizada pelo cidadão. Isso traz alguma dificuldade no trabalho de divulgação? A INTERNET, como qualquer outra forma de comunicação, requer competência, conhecimento, respeito à linguagem, sabendo que o que se coloca na rede está disponível para o mundo. Mais uma vez, a responsabilidade de quem produz notícias ou posta outras informações precisa ter a preparação adequada. O ideal seria que fossem profissionais da comunicação, mas mesmo não sendo, trabalhamos muito a formação dos agentes pastorais e culturais para o convívio na internet. E também nos sites de pastorais e instituições recomenda-se ter um projeto editorial, revisão e aprovação, sobretudo se não forem profissionais da área. O SEPAC está lançando um manual “Mídias digitais: produção de conteúdo para a web”, tendo em vista as diversas linguagens e essa necessidade de adaptação do conhecimento que todos precisamos ter, inclusive os profissionais da comunicação. O QUE as novas mídias, em especial as redes sociais, trazem de desafios para os que atuam na evangelização? ACREDITO que as redes sociais são uma oportunidade de comunicação e contato. São possibilidades para se disponibilizar conteúdos. E ali está o desafio: sermos produtores de conteúdo e não apenas reprodutores, replicadores. Novamente é o desafio da competência, de dedicar tempo para isso, fazer investimentos e sermos criativos em favor da evangelização e da mobilização por causas em favor da solidariedade e da paz. NA SUA opinião, a mídia tem dado espaço para se tratar de religião com pluralidade de vozes? ESTAR presente na mídia hoje, o novo espaço público, é um direito dos cidadãos, dos grupos e da sociedade civil. Mídia é espaço e disputa de poder, sem dúvida alguma, e observa-se que diferentes denominações se servem desse espaço. Muitos grupos religiosos ocupam espaços com suas programações, compram, e alguns são concessionários de meios de comunicação, inclusive a Igreja católica. (A primeira emissora concedida a grupo católico foi em 1941,

no governo Vargas). Este é um assunto complexo e não quero ser simplista na resposta. Publiquei um artigo num livro de pesquisa sobre o Rádio, intitulado “O lugar da religião no rádio”, o que se aplica a outros meios de comunicação. A questão é porque grupos religiosos buscam a mídia. Sem dúvida alguma, ela dá visibilidade, um aspecto necessário e quase a condição do existir, hoje. Produzi e apresentei programas em rádio, em televisão católica e percebo como as pessoas querem essa presença, querem rezar juntas, ouvir e acompanhar as coisas de Deus e as mensagens que dão sentido à sua vida. O problema é quando grupos ou pessoas usam a religião em vista de interesses pessoais ou empresariais e não com finalidades de serviço aos fiéis, de fidelidade ao Evangelho, respeitando princípios éticos, que ajudem as pessoas a encontrarem o sentido de sua vida, na denominação religiosa que ela escolhe seguir e praticar. DE QUE maneira a comunicação pode aproximar a Igreja dos jovens? CREIO que falando a língua que eles falam e entendem e abrindo espaço a eles. O jovem sempre esteve presente na Igreja, participando de grupos de jovens e outras atividades e pastorais. Hoje há também novas formas e é importante que ele se vincule aos jovens que igualmente participam. Um exemplo mundial é a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) que em 2013 será no Rio de Janeiro e mobiliza milhares de jovens para que descubram o sentido e a vivência da fé e possam se comprometer com a causa do Evangelho e com o serviço aos irmãos mais necessitados. Os jovens são sensíveis e imersos na realidade comunicacional de hoje e a participação deles é de suma importância. QUAL a relação que a senhora realiza entre acolhida e comunicação? TRABALHO o tema da Acolhida com referenciais da comunicação. Acolher é um gesto humano que as pessoas cultivam entre si e proporciona uma convivência saudável, com a inclusão de todos. É uma atitude a ser cultivada no coração do ser humano. Trabalho a dimensão antropológica da comunicação, tendo o ser humano em processo de relações nas diversas dimensões: pessoal, com o outro, com a sociedade, com o ecossistema. Trabalho os problemas e limites, as causas, bem como as razões do exercício da acolhida se fundamentam na prática de Jesus. Mas como toda ação comunitária, a acolhida precisa ser organizada, por isso trabalhamos a organização das lideranças para que o acolhimento seja realizado em todos os momentos e as pessoas se sintam bem nas comunidades.

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artigo

entrevista

IRMÃ HELENA CORAZZA WalTeR MeDeiRoS*

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Barroco Severino

‘Há uma mudança nos modos de comunicar’ Por Izaíra Thalita izathalita@gmail.com | Twitter: @izairathalita

A

irmã Helena Corazza, da congregação das Irmãs Paulinas, é jornalista, graduada em Letras e mestra e doutoranda em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo. É coordenadora de Cursos no Serviço à Pastoral da Comunicação (SEPAC), onde atua desde 1993, leciona a disciplina Educação para a Comunicação no Instituto Teológico São Paulo e no UNISAL (Centro Universitário Salesiano). Dá aulas e cursos no SEPAC e em diversas dioceses, trabalhando, sobretudo, na Pastoral da Comunicação e da Acolhida. É presidente de Signis Brasil, uma associação católica de Comunicação, que articula as mídias católicas. Tem diversos livros publicados, entre eles “Pastoral da Comunicação, diálogo entre fé e cultura” de Paulinas Editora. Este final de semana, ela está em Mossoró como palestrante para o II Mutirão Estadual de Comunicação nas dependências do Colégio Sagrado Coração de Maria, no centro de Mossoró. Com o tema “A comunicação a serviço da verdade na era digital”. Sobre o tema do evento e sobre a sua vinda ao Rio Grande do Norte a entrevistada explica mais:

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DOMINGO – Percebemos que primeiro as pessoas passaram a deixar na Internet a sua posição religiosa e a compartilhar suas leituras. Já vemos uma presença maior do Vaticano e os padres interagindo também pela Internet nas redes sociais. A Igreja está deixando os sacerdotes mais livres para a atuação na Internet ou também existem regras para a comunicação na era digital? IRMÃ HELENA – O que precisamos considerar é que há uma mudança nos modos de comunicar, não só com novos canais, como é o caso da Internet, mas com uma nova forma de estar juntos. Vivemos hoje na cultura da comunicação, numa nova ambiência, alguns dizem um novo habitat. As pessoas circulam neste novo ambiente, na rede, então é preciso ir onde elas estão. Esses são desafios para a Educação em qualquer nível, também religiosa. O Vaticano tem um Departamento chamado de Pontifício Conselho para as Comunicações, que assessora o Papa, publica documentos e orientações e está acompanhando as mudanças e se inserindo nelas, de forma muito atual, daí os canais que abre para que o Papa fale com as pessoas, com os jovens. Há um incentivo para que as gerações da

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O

professor José Willington Germano falava para uma plateia que ocupava o espaço de lançamento de livros da Cooperativa Cultural Universitária da UFRN nesta quinta-feira, 21 de junho de 2012, aludindo a um novo livro que seria lançado, com o título “O Teatro da Morte e da vida – A Escrita Barroca de João Cabral de Melo Neto”. Ouvi atentamente, observando todos os presentes – intelectuais, professores, doutores, artistas e outras pessoas, que aguardava para aplacar a curiosidade do lançamento. Naquele momento, fiz uma viagem no tempo, para lembrar de um amigo de turma do Ginásio Industrial que cursamos na Escola Industrial Federal do Rio Grande do Norte, de 1967 a 1970. Um colega humilde, simples, tímido, estudioso e caprichoso, que não revelava maiores sonhos para a sua vida, que não ambientados naquela realidade de pobreza estampada na maioria da nossa sala de aula, onde alguém com melhores condições de vida era exceção. Olhávamos para os amigos de turma e sabíamos das dificuldades que a maioria tinha para estudar, muitos deles com fardas surradas, famintos e andando quilômetros a pé para aprender a ser gente. Aí retornei àquele ambiente de elite cultural, onde ouvia um doutor explicar para o público as bases daquele novo trabalho, que descobria certas ligações nunca mostradas na literatura brasileira e nordestina, especificamente. O professor Willington falava de um novo trabalho que pode ter repercussão internacional, haja vista a abordagem que foi feita, mostrando importantes entrelinhas do poema de João Cabral de Melo Neto. E não poupava elogios ao seu autor, presente e ao seu lado, ouvindo atentamente as palavras do professor,

que situava também todos sobre o conteúdo do novo trabalho. Quantas pessoas não gostariam de estar naquele lugar, recebendo menções elogiosas e vivendo momentos gloriosos, com respaldo de amigos e da sociedade, valorizando a nova obra acadêmica... Uma obra importante, de qualidade, cujo valor não tenho maiores qualidades para aquilatar que os membros da mesa de avaliação; mas basta estes terem aprovado e elogiado, como fizeram, ao analisarem o seu conteúdo. Estava ali como convidado e senti uma grande emoção ao participar do bri-

lhante momento de lançamento daquele livro, com longa fila para autógrafos e uma performance onde o poema de João Cabral de Melo Neto – Morte e Vida Severina – foi declamado, ao som de “Funeral do Lavrador”. Fui também à mesa buscar o autógrafo para o meu exemplar. E o autógrafo foi dado por um homem também muito emocionado, o autor: Francisco Israel de Carvalho. Aquela figura destacada no meio acadêmico vem a ser aquele mesmo menino da minha turma de ginásio industrial – humilde, simples, tímido, estudioso e caprichoso – como sempre. Parabéns, Israel!

* Walter Medeiros, é jornalista – waltermedeiros@supercabo.com.br Jornal de Fato | DOMINGO, 1º de julho de 2012

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conto

adoro comer

joSÉ NicoDemoS*

DaVi moURa

Anarriopa!

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Embora hoje seja 1º de julho, ainda estamos com o gostinho do São João na boca. E por falar em gostinho, vale mencionar o Anarriopa!, evento organizado pela agência Opa! Comunicação, que reuniu os amigos para um momento delicioso, com muitas comidas típicas. Vários itens diferentes, como o bolo de canjica, o bolo de carne de sol, tapioca recheada com tomate e peito de peru, polenta com carne e até uma sobremesa: torta de limão com chocolate. Diante de tanta comida, não teve como manter o controle. Parabéns a Eduardo Pedrosa, não só pelo evento, mas pela agência, que cresce a cada dia mais.

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Trago outra dica para os mossoroenses que têm disposição (e dinheiro) para um novo empreendimento: no centro de Goiânia existe um shopping chamado Banana. Seu ponto forte é o primeiro piso, a praça de alimentação, que conta com alguns bons nomes como o Giraffa's e o Subway. Pequeno, já no fim da praça, existe um local chamado Sky Bar. Seu cardápio apresenta um número impressionante de drinks. Experimentei o Blue Wave/Onda Azul, com tequila, suco de limão, curaçau blue e um salzinho na borda do copo. O segundo foi o Green Devil / Diabo Verde, com o Cointreau e o licor de menta. E o terceiro foi a Frozen Margarita, com tequila, limão e sour gin. Seus preços variavam entre 10 e 12 reais, feitos com excelência, além de super gostosos. Dica pra Mossoró, né?

Boteco do Momon Meu amigo Valcimon Nogueira comanda, com muita maestria, o Boteco do Momon. Seu empreendimento fica n'O Narcisão, que é o clube dos funcionários da F. Souto. Embora o local seja aberto ao público, uma parcela seleta do pessoal marca presença. O cardápio é super variado, mas segundo Momon, como gosta de ser chamado, a buchada é um dos pratos bastante pedidos. Acompanhada de cuscuz, faz muito sucesso entre os papais e mamães – já que os filhinhos preferem um bom e velho filé à parmegiana. A costela bovina também é muito convidativa e o carneirinho cozido, acompanhando um pirão bem cheiroso, é o prato certo pra quem adora uma boa culinária regional. Anote o endereço: R. Desembargador Silvino Bezerra, s/nº, Costa e Silva, por trás do IFRN. O telefone é (84) 8864 3993.

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Spoleto Quem passeou pelo Mossoró West Shopping por esses dias reparou que o Spoleto abriu as portas ao público. Trata-se, nada mais, nada menos, do que a maior franquia de comida italiana do Brasil, felizmente instalada na nossa terrinha quente. O cardápio é extenso, sempre aproveitando o melhor da Gastronomia da Itália. Além disso, ainda há opções de saladas, risotos, polpetones e sobremesas. Aproveite e visite o site para já ir pensando no que vai comer quando chegar lá - a página na Internet tem uma sessão que permite ao usuário já ver as opções e montar seu prato (e, de quebra, saber quantas calorias vai consumir). Confira: http://www.spoleto. com.br/index.php/monteseuprato?home

Um bom drink, por favor

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Pra ajudar na dieta A Kaline Melo, que é a nutricionista oficial do Adoro Comer, é muitíssimo antenada com as tendências de nutrição. Ela faz meu acompanhamento e, por causa disso, sempre consumo o Amaranto. Trata-se de um “pseudocereal” rico em proteínas de alto valor biológico, sendo seu conteúdo proteico, cerca de 14 a 20% a mais, quando comparado a outros cereais, além de apresentar minerais como cálcio, fósforo, potássio, vitaminas e aminoácidos essenciais que atuam na manutenção e no aumento da massa magra em atletas e esportistas amadores. Sendo bom para o funcionamento do nosso organismo, seus benefícios se estendem aos mais diferentes perfis e necessidades específicas. Pesquisas recentes mostraram que o amaranto, além de altamente nutritivo, é um excelente redutor dos níveis de colesterol e ainda pode ser utilizado como substituto do leite animal, sendo indicado para crianças e pessoas com intolerância à lactose. Fica a dica!

Aproveite e acesse o http://blogadorocomer.blogspot.com para conferir esta e outras delícias! 14

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GABIRU

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ltura média, membrudo, sarará, era um tipo ingênuo. Possuía apenas o nome de batismo, José, reduzido para Zé. Isento de família, morava de favor num puxado do matadouro público, onde era empregado. Serviço de limpeza. Gostava de tomar suas bicadas, quando ficava mais calado do que era. Não era capaz de ofender a ninguém, e toda a gente gostava dele, sempre pronto a prestar pequenos favores. Ajudava a carregar as peças de carne para a carroça que as levava para o mercado público, no lombo nu. Gabavam-lhe a força, de bicho. Sem banho, tinha impregnado na pele um cheiro velho de carne, do que lhe veio o apelido de Gabiru. Não gostava, mas não era de fazer confusão. Nunca brigara com ninguém, sequer de palavras. Manso. Mas aperreado. Certa feita, depois de tomar umas e outras no boteco de seu Leão, homem destemido, desses que se diz que não levam desaforo para casa, chorou por causa do apelido. Muito feio. Gabiru. “Está chorando por que, Zé?”, perguntou-lhe seu Leão. “Nada não, esse ape-

Zé isento de família, morava de favor num puxado do matadouro público, onde era empregado. Serviço de limpeza.

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lido feio, eu não gosto”. “Gabiru é apelido de ladrão, Zé, seja homem e mande um filho da puta desses pro inferno”. Gabiru! Era mesmo apelido que se bota em ladrão. Ficou com aquilo na cabeça. Não era ladrão, nunca pegara no alheio, tinha era mesmo de ser homem – seu Leão tinha toda a razão. Era homem igual aos outros. Não ia mais suportar isso. Mataria um. Duas da tarde, que era a hora de começar a matança, mandou-se para o matadouro. Disposto ao que desse e viesse. Era um homem, e macho nenhum o chamaria mais de Gabiru. Gabiru é ladrão. Ainda não tinha pensado nisso, achava apenas o apelido muito feio. Gabiru é ladrão.

Envie sugestões e críticas para o e-mail: aristida603@hotmail.com

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Chegando ao matadouro, foi logo gritando, olhos arregalados: “Ninguém me chama mais de Gabiru”. Galhofa geral. Nisto, o boiadeiro Chico Paraibano, homem com fama de brabo, autor de duas mortes no sertão, diziam, tirou logo na direção de Zé e, chegando-lhe a boca cheia de ouro ao pé do ouvido, gritou: Gabiru! Gabiru! Afastando o pé atrás, ligeiro como era, olhar duro, Zé não contou conversa; puxou da faca que trazia à cinta, deferiulhe um golpe certeiro no peito esquerdo, altura do coração, até topar no cabo, que ficou enganchado entre as costelas. E desapareceu, nunca se soube para onde.

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editorial ao leitor

PEIXE À DORÊ

Sequelas para toda a vida

iNGReDieNTeS

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Com a irmã Helena Corazza sobre a Comunicação e Igreja

p4 Entrevista

agressão física em crianças e adolescentes pode ser percebida a olho nu e imediatamente denunciada. A agressão psicológica no uso de palavras que denigrem ou constrangem a criança já não pode ser percebida. Mas vai deixando marcas, sequelas gradativamente. Muitas vezes são os pais que agridem sem que, sequer, percebam a força da sua atitude e os problemas que trarão para os filhos. Por ser um tipo de agressão que vai afetando de forma gradativa, o psicólogo e escritor Júlio Peres denominou este tipo de pais como “pais tóxicos”. Esse é o assunto da Capa desta edição que traz a opinião da psicóloga Catarina Franco sobre este tema, mais comum do que se pensa. A entrevista da semana tem por convidada a Irmã Helena Corazza, professora e mestre em Comunicação Social que vai falar sobre a sua participação no II Mutirão da Comunicação, que está sendo promovido pela Diocese de Mossoró e a relação entre comunicação e igreja. Hoje encerra também a programação do Mossoró Cidade Junina depois de vinte e dois dias de muita festa. Mas ainda é possível conferir as atrações, entre elas o Burro Táxi. Tem ainda matéria sobre internet, literatura, o roteiro gastronômico do Adoro Comer e muita leitura interessante. Aproveite bem o seu domingo, boa leitura!

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Cidade Junina A programação encerra hoje, mas ainda dá tempo de curtir o burro-táxi

Família “Os Pais tóxicos” agridem física e psicologicamente seus filhos

Internet Você sabe o que é nuvem computacional?

p10 Coluna

• 1kg de filé de merluza • 1 porção de farinha de trigo • 3 ovos • 1 porção de farinha de rosca • alho e sal a gosto • 1 limão • azeite para fritar • 6 bananas médias • queijo mussarela à vontade • Escolhemos a merluza, pois é um dos peixes mais fáceis de serem comprados em supermercados. Pode ser feito com outros de sua preferência. 1kg é suficiente para uma boa porção; • As porções de farinha de trigo e de rosca são somente para cobrir o peixe, portanto não precisa ser uma grande quantidade; • O limão é sempre utilizado em receita com peixes, pois sua acidez reduz consideravelmente o cheiro característico dos pescados;

adoro comer

MODO DEGG FAZER • Camarão 100g • Maracujá

• Após é interessante lavar o filé de peixe, esfregá• descongelado, Cebola lo primeiro com limão e temperá-lo com alho e sal. Após isso vem • Alho o processo para empanar: • Azeite 1 - cobre o filé com farinha de trigo; • Creme 2 - coloca o filé de nosleite ovos; • Mel de abelha 3 - passa o filé na farinha de rosca; • Licor 4 - frita o filé Cointreau no azeite. • Depois de frito, basta colocá-lo em uma travessa de vidro. Reserve. Frite as bananas cortadas ao meio. Reserve também.

MOLHO • Camarão GG 100g • Maracujá

• 1 colher grande de maisena • 1 colher média de manteiga • Cebola • 1 litro de leite • 1/2 caixa de creme de leite • 1/2 caixa de requeijão

• Alho • Azeite • Creme de leite MODO DE FAZER • Mel de abelha • Pode todos os ingredientes na panela. Mexendo sempre, •misturar Licor Cointreau adicione o creme de leite e o requeijão até que o mesmo adquira uma consistência homogênea.

MONTAGEM • Coloque as bananas cortadas por cima dos empanados. Cubra com queijo à vontade (pegue leve, pois já está beeeem calórico). Despeje o molho, ainda quente, por cima dos filés e coloque no forno por cerca de 10 minutos. • Aproveite e acesse o http://blogadorocomer.blogspot.com para conferir esta e outras delícias!

Rafael Demetrius traz dicas para vender mais

Adoro comer Peixe à Dorê de dar água na boca

• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – Wil­liam Rob­son • Edi­to­ra – Izaira Talita • Dia­gra­ma­ção – Ramon Ribeiro • Projeto Gráfico – Augusto Paiva • Im­pres­são – Grá­fi­ca De Fa­to • Re­vi­são – Gilcileno Amorim e Stella Sâmia • Fotos – Carlos Costa, Marcos Garcia, Cezar Alves e Marcelo Bento • In­fo­grá­fi­cos – Neto Silva Re­da­ção, pu­bli­ci­da­de e cor­res­pon­dên­cia Av. Rio Bran­co, 2203 – Mos­so­ró (RN) Fo­nes: (0xx84) 3323-8900/8909 Si­te: www.de­fa­to.com/do­min­go E-mail: re­da­cao@de­fa­to.com Do­min­go é uma pu­bli­ca­ção se­ma­nal do Jor­nal de Fa­to. Não po­de ser ven­di­da se­pa­ra­da­men­te.

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