editorial
Café: uma paixão nacional
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Entrevista
Boa leitura, Nara Andrade
p4 Escritor Renato Bandeira fala sobre lançamento do livro Dicionário Biográfico de Cangaceiros e Jagunços.
resente diariamente na maioria dos lares brasileiros, o café é uma das paixões nacionais. No entanto, é preciso ficar atento à quantidade ingerida ao longo do dia. Segundo nutricionista, a bebida rica em cafeína, se tomada na medida certa, é fonte de energia, ajuda na queima de gordura abdominal e traz vários benefícios para a saúde. Mas, se o consumo for exagerado, pode provocar dependência, aumento da pressão arterial, dor de cabeça e insônia. DOMINGO traz um material especial sobre essa que é uma das bebidas mais consumidas no mundo, em comemoração ao Dia Internacional do Café, celebrado no dia 14 de abril. Também nesta edição, um material a respeito do poder da mente sobre o corpo. Para a psicóloga clínica Cintia Seabra, o autoconhecimento e o autorrespeito são peças elementares para ter uma mente saudável e ativa. Ela ainda afirma que pensamentos, ideias e crenças positivas atraem coisas positivas, pois elas influenciam no estado emocional da pessoa. Na entrevista da semana, o jornalista e escritor baiano Renato Bandeira, que esteve em Mossoró na última semana para lançar o seu novo trabalho literário, intitulado “Dicionário Biográfico de Cangaceiros e Jagunços”, fala sobre o livro e as impressões de sua primeira vinda à terra de Santa Luzia.
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Benefícios do café Na semana em que se comemora o Dia do Café, nutricionista fala das qualidades nutricionais da bebida.
Projetos culturais Sesc-RN anuncia programação e novos projetos culturais que serão realizados em 2015
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O poder da mente
p 12 sobre o corpo
Psicóloga explica por que o poder do pensamento é determinante no funcionamento do corpo
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Receita
Polenta recheada com frango
• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – William Robson • Editora – Nara Andrade • Diagramação – Rick Waekmann • Projeto Gráfico – Augusto Paiva • Impressão – Gráfica De Fato • Revisão – Gilcileno Amorim e Stella Sâmia • Fotos – Carlos Costa, Marcos Garcia Redação, publicidade e correspondência Av. Rio Branco, 2203 – Mossoró (RN) Fones: (0xx84) 3323-8900/8909 Site: www.defato.com/domingo E-mail: redacao@defato.com Domingo é uma publicação semanal do Jornal de Fato. Não pode ser vendida separadamente.
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conto
joSÉ NIcoDemoS*
Na pensão de estudantes
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(
Envie sugestões e críticas para o e-mail: aristida603@hotmail.com
)
ra um casarão de estilo português, dois andares, seis quartos em cada um deles, no centro da cidade de Natal. Desses da nobreza antiga. Quando enviuvou, aos 45 anos, farta de carnes bem proporcionadas e das seduções dessa idade, a senhora Patrício, que era esposa do desembargador Abimael Gonzaga Patrício, resolveu que transformaria o elegante casarão da Marechal Deodoro em pensão de estudantes. Não queria mudar-se para uma casa menor, e a vida solitária naquele casarão, os filhos todos já casados e em seus lugares, lhe pesaria feito uma montanha na solidão do luto. De resto, guardavamse ali as melhores lembranças e recordações da sua vida ao lado do marido, ao longo de 27 anos de uma união que, de tão completa e feliz, lhe parecia eterna. Novo casamento, nem pensar. Aquela convivência com moças e rapazes, cheios de vida e de sonhos, sobre evitar-lhe a angústia da solidão da viuvez, era como se a mocidade lhe voltasse ao espírito. E tratava-os, a todos eles, como a filhos, sem faltar-lhes com o conselho de ternura maternal. De certo modo, recobrara a felicidade perdida. A viúva Patrício afeiçoou-se mais a
Não queria mudar-se para uma casa menor, e a vida solitária naquele casarão, os filhos todos já casados e em seus lugares, lhe pesaria feito uma montanha na solidão do luto.
um desses rapazes, do interior da Paraíba, mais precisamente, de Cajazeiras. Desde que lhe percebeu grande semelhança com o finado marido, nas feições e no jeito terno de olhar. Menezes, o nome do rapaz. Com o passar do tempo, a senhoria começou a notar-lhe os olhares cobiçosos, que pareciam adivinhar-lhe a nudez do corpo, ainda sedutor, e aquilo de repente passou a despertar-lhe o desejo. Carente da satisfação da carne. Fazendo de tudo para disfarçar a libido aos olhos devoradores de Menezes. Ainda tenteou evitar-lhe a companhia, em determina-
dos momentos. A sós. Deu-se que um dia, que foi uma noite, houve uma grande festa na cidade, era só no que se falava, e apenas Menezes, a um pretexto qualquer, deixou de ir, ficando sozinho na pensão com a viúva Patrício. intencionalmente, diga-se. Ficaram juntos, a sós, na sala de refeições, ouvindo rádio (ainda não era o tempo da televisão). Apesar de tímido, Menezes usou de suas habilidades de homem apaixonado. E a viúva não pôde resistir à tentação da carne, acumpliciada pelo instante propício, afogueado pelo silêncio carnal do casarão.
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Entrevista
Renato Renato Bandeira Bandeira
‘Lampião está com uma ponta de ciúmes, porque eu fui recebido em Mossoró festivamente, enquanto ele foi recebido à bala’
Por Nara Andrade Da Redação / naraandrade@gmail.com
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ornalista, natural de Salvador, Renato Luís Sapucaia Bandeira, esteve na última semana em Mossoró para lançar seu mais novo trabalho literário, o “Dicionário Biográfico de Cangaceiros e Jagunços”, o 21º livro de sua trajetória como escritor, no entanto, o primeiro dentro do universo do cangaço. Renato Bandeira é membro do instituto histórico geográfico da Bahia, presidente da Academia de Letras da Chapada e pertence a outras academias. Além do livro que vem sendo lançado nos últimos 35 dias por cidades relacionadas ao cangaço no Nordeste brasileiro, sua obra reúne trabalhos que passeiam por outros temas e estilos como genealógico, arqueológico, histórico, romance, livros infantis, mas fundamentalmente histórico. DOMINGO – VOCÊ está lançando em Mossoró o Dicionário Biográfico de Cangaceiros e Jagunços. A obra já foi lançada em outros Estados brasileiros? Já tem visitas programadas para outras cidades? RENATO BANDEIRA – Hoje, nós estamos com 35 dias de viagem ininterruptos. Saí de salvador no dia 2 de março, fiz o primeiro lançamento em Aracaju (SE), vale ressaltar que eu ainda não lancei o livro em Salvador. Depois de Aracajú, venho fazendo uma maratona literária com previsão de 4
passar por sete estados do nordeste, fundamentalmente na região pertinente ao cangaço. Fizemos uma boa parte do sertão sergipano, entre as cidades Poço Redondo, cidade do cangaceiro Canário, que ilustra a capa do livro. Adentramos o Piranhas, que é Alagoas, depois voltamos, cruzamos a fronteira para o Estado do Pernambuco, onde também fizemos todas as cidades principais, como Flores, Floresta, Serra Talhada, que era a antiga Vila Bela, a terra de Lampião. Passamos para a Paraíba, onde passamos em Princesa,
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participando de um evento grande do cangaço, lá estavam reunidos os grandes estudiosos do tema e eu estava lá como observador, pequenininho que sou. De lá voltamos para Flores, fizemos Arco Verde, Custódia, Garanhuns, onde lançamos o livro na Academia, no Instituto Histórico, lançamos em Caruaru, com festa animada pela banda de Pífanos Zé do Estado, na Casa dos Artistas em Praça Pública. Depois seguimos para Recife, onde lançamos o livro na Livraria Jaqueira, com espaço na mídia local. Depois fizemos em
Entrevista João Pessoa na Livraria do Luís e de lá puxamos o carro para Mossoró. Pela primeira vez estamos no Estado do Rio Grande do Norte, estou aqui em Mossoró encantado com essa cidade e deixando um pouco uma ponta de inveja para Lampião, porque ele não andou de teleférico lá em Triunfo, e fui recebido em Mossoró com toda honra, por amigos, festivamente, enquanto ele, Lampião, foi rechaçado, foi recebido à bala. Ele está com uma ponta de ciúme, mas enfim. VOCÊ falou da relação de Lampião com Mossoró... Você já ouviu falar do espetáculo Chuva de Balas no País de Mossoró? JÁ OUVI falar, sim. Deve ser muito bonito, importante, porque preserva a historiografia local, não se pode apagar. Não se pode denominar o cangaço como violento. A violência sempre existiu desde que o mundo é mundo, a degola desde o Imperador Cesóstenes III, em 1860 antes de Cristo, passa pela Idade Média, contemporânea, enfim, a violência está instalada em todo lugar, hoje nós estamos vivendo uma violência sem tamanho, já se considera o neocangaço, então não é por aí. A história tem que ser contada porque faz parte da humanidade. O QUE o leitor encontrará nas páginas dessa obra? BOM, nessa obra o leitor vai encontrar uma fonte de pesquisa absurda de verbetes, de informações pertinentes aos 1.018 cangaceiros, que estão relacionados no livro. Então eles vão encontrar uma fonte de pesquisa, às vezes contraditória, às vezes com certas discrepâncias, mas isso referente às fontes que eu cito. Então o Dicionário Biográfico, que me parece ser o único no Brasil, entre mais de 600 obras já cadastradas sobre o cangaço, ele vem com certeza ser fonte obrigatória de pesquisa. Sem falsa modéstia, mas penso que nosso livro será realmente fonte permanente de consulta. COMO se deu o trabalho de pesquisa e elaboração desse livro? PARA eu chegar a fazer este livro, nós já tínhamos um trabalho de pesquisa na Bahia, em relação ao cangaço, mais propriamente ligado a Corisco, que morreu perto de onde eu moro. Vale ressaltar que em 1968 eu tive a oportunidade de ver as cabeças de Corisco, de Maria Bonita e de Lampião, no Museu, dentro de um frasco de vidro, onde ficaram até 1969, e depois
foram enterradas. Então já era um assunto que eu gostava, me dediquei ao estudo na Bahia, com o Corisco, e de dois anos para cá, portanto em 2013, eu resolvi então fazer um trabalho dessa magnitude. Eu procurei o dicionário porque já existiam muitas obras publicadas sobre o cangaço e eu não me achei capacitado para escrever um livro histórico sobre o tema, que tem grandes nomes, grandes professores, grandes obras e eu preferi me recolher a minha insignificância e produzir um dicionário, essa foi a ideia. QUAL o público-alvo da obra? A população em geral ou ela é mais voltada para estudiosos do cangaço? VEJA bem, o dicionário me parece ter uma amplitude. Tanto ele serve para um curioso – porque vai ler, estudar, observar, nomes de cangaceiros, inclusive nomes curiosos como o cangaceiro conhecido como “Pau de aga-
salhar Urubu”, ou “João Preto de Maria Negrinha” – como também serve para o estudo de pesquisa, para identificar a origem, para famílias, para o pesquisador do próprio cangaço que queira dirimir dúvidas ou até mesmo para acrescentar em suas obras nova versão, ou outra conotação histórica de um fragmento que não foi percebido por outros escritores e o Dicionário traz. Então é uma obra grande, serve para professores, serve para se trabalhar em cima da historiografia, serve como incentivo para os cantadores, poetas, quem sabe até para inspiração. DURANTE a elaboração da obra, teve alguma dificuldade ou um grande desafio? TEVE sim. O grande desafio que nós encontramos para fazer, elaborar, esta obra foi decorrente a uma prática existente no cangaço, principalmente, no grupo de Lampião e os seus co-
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Entrevista mandados, de quando um cangaceiro morresse, o nome do morto era colocado imediatamente em outro, para confundir a polícia, e Lampião não dá margem à interpretação de que ele estava enfraquecido. Então ele mostrava sempre que ainda tinha fulaninho, cicraninho, que na verdade já tinham morrido, mas existiam outros com o mesmo nome. Então, a grande dificuldade foi justamente saber quem é quem, porque tem, por exemplo, oito cangaceiros conhecidos como “Gato”, quatro “Bom de Vera”, não sei quantos “Pitombeira”, não sei quantos isso ou aquilo. E para se saber quem é quem, qual era baiano, qual era alagoano, foi feita uma confrontação demorada e minuciosa de dados, fiz um trabalho de interpretação de dados muito rígida, porque é um dicionário, é uma responsabilidade muito grande dá essa informação e isso foi o maior trabalho da obra, identificar quem é quem, e assim mesmo eu costumo dizer, pode haver alguma discrepância, alguma informação pode ser posta em dúvida, porque é muito complicado e difícil. VOCÊ falou que dentro da temática cangaço há uma grande quantidade de obras escritas. Na sua opinião, a rica produção literária relacionada ao cangaço já está saturada ou ainda é carente de títulos sobre o tema? OLHA, o tema cangaço me parece ser quase inesgotável. Por que quase? Porque sempre existirá alguém ávido, um jornalista, um curioso, um professor, alguém despertado. Já tem neta de cangaceiro escrevendo sobre o avô, bisnetos, parentes, também dos que foram vítimas do cangaço. Inclusive autores como Geraldo Ferraz, que é neto de um grande militar que combateu Lampião. Então sempre existirá alguém envolvido neste tema, que até certo ponto dá um incentivo à pesquisa, à busca. E também de ser visto em diversos olhares, você pode olhar com um olhar antropológico, um olhar social, enfim tem muitos olhares, vai depender do conhecimento daquele que se propõe a realizar a obra.
fosse tão bonita, uma cidade tão bem planejada, as ruas limpas, bem sinalizadas, um povo bonito, até o momento eu tenho visto tudo de bom em Mossoró, e até lhe digo nunca devemos dizer jamais, e quem sabe se eu não venho para cá, fazer alguma coisa, trabalhar em alguma coisa, que talvez a minha cabeça possa descobrir alguma vertente. Eu estou sendo muito bem tratado aqui, tive um apoio enorme. E não posso deixar de me furtar de um nome, tem muitos amigos, conheci muita gente, muitos autores, muitos pensadores, intelectuais, professores de universidade, músicos, poetas, mas tem um nome que seria injustiça se eu não citasse agora. Que é Kydelmir Dantas. Esse moço que eu posso dizer, para resumir, que tem sido meu anjo da guarda. Eu posso até receber ordem de Lampião, mas passo pelo crivo de Kydelmir, que é meu anjo da guarda e meu protetor. GOSTARIA de falar mais alguma coisa? É UM imenso prazer produzir mais uma obra, estar nesta cidade onde es-
COMO tem sido a receptividade do público mossoroense ao trabalho? COMO eu lhe disse no início, a receptividade do autor aqui tem sido espetacular. Como eu lhe falei, tem causado inveja a Lampião. A cidade é vibrante, efervescente culturalmente, eu estou embasbacado, estou realmente entusiasmado com a pujança dessa cidade, eu não imaginava que Mossoró 6
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tou lançando o livro, onde a imprensa em peso deu apoio, os jornais, as emissoras de TV, sempre acompanhado pela minha amiga Elza Brito. Enquanto Kydelmir é meu anjo da guarda, ela é minha inspiração, de forma que eu não tenho muito mais o que dizer, só agradecer essa oportunidade em fazer essa caminhada, essa maratona e poder chegar aqui nesta cidade e ser recebido por vocês. Fica então, um abraço carinhoso a todos e se caso, porventura, esta obra, o Dicionário Biográfico de Cangaceiros e Jagunços, não estiver a contento, houver alguma coisa, alguma discrepância, eu tenho o maior prazer de receber no meu e-mail alguma observação de algum estudioso, algum professor ou alguém que se interesse pelo assunto pode entrar em contato fazendo comentários, sugestões ou mesmo correções sobre as informações presentes no livro. Isso só vai enriquecer o trabalho, porque não há obra absoluta, eu não sou o dono da verdade, apesar de andar muito próximo a ela, assim eu costumo me referir. Então, eu estou aberto a receber de todos essa colaboração, se vier será de bom grado.
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especialista, Benefícios do Para a depender da
Café
quantidade diária consumida, a popular bebida pode ser uma excelente fonte de energia
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Aliado
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Quente, gelado, só ou acompanhado. Não tem jeito: o café está presente no dia a dia de milhares de pessoas. Considerada uma das bebidas mais consumidas no mundo, o café chegou ao Brasil por volta do século XVII e, com o tempo, ganhou cada vez mais força no paladar dos brasileiros. E que força! Na semana que se comemora o Dia Internacional do Café, celebrado dia 14 de abril, DOMINGO traz um material especial sobre essa bebida que é quase uma unanimidade entre os brasileiros. Hoje, o café existe não só como bebida, mas também está presente em doces, licores e até em produtos de beleza. No entanto, o que muitos adeptos do famoso “cafezinho” não sabem é que a bebida pode trazer benefícios e malefícios para o organismo; tudo depende da quantidade ingerida. É o que explica a nutricionista do Hapvida Saúde, Sílvia Mara. “Há pessoas que tomam café o dia inteiro, principalmente nos intervalos de trabalho. Só que não podemos nos esquecer de que a cafeína, presente no café, pode ocasionar problemas à saúde, se ingerida em quantidade acima do normal”, alerta a especialista. De acordo com a nutricionista, se ingerido até duas vezes ao dia, o café pode contribuir para a queima de gordura, principalmente a da região abdominal, além de servir como fonte de energia para o corpo, proporcionando ânimo e bem-estar. No entanto, para quem bebe diversas xícaras de café durante o dia, os
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Há pessoas que tomam café o dia inteiro, principalmente nos intervalos de trabalho. Só que não podemos nos esquecer de que a cafeína, presente no café, pode ocasionar problemas à saúde, se ingerida em quantidade acima do normal” Sílvia Mara Nutricionista
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)) O café pode contribuir para a queima de gordura, principalmente a da região abdominal resultados não são os mesmos. Segundo Sílvia Mara, o exagero no consumo pode causar danos ao organismo. “Há pessoas que não se limitam a tomar uma ou duas xícaras e, por isso, acabam virando dependentes da cafeína. Por ser um estimulante do sistema nervoso, esse consumo descontrolado pode levar ao aumento da pressão arterial, provocar dores de cabeça e até insônia”, revela a nutricionista. Mas como saber se estou dependen-
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te ou não da cafeína? Um dos principais sinais são as dores de cabeça, que geralmente surgem após um período sem o uso do café. Este pode ser um sinal de que é necessário controlar o consumo. “É sempre bom procurar um especialista para tirar as dúvidas. Até porque a cafeína não está presente apenas no café, mas também nos refrigerantes, chás, chocolate e até em medicamentos”, explica. E se você está pensando: “Não posso
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)) O café está presente no dia a dia de milhares de pessoas
)) Atenção para a quantidade de café consumido durante o expediente
viver sem tomar café”, não se preocupe: ainda há uma saída. “Para quem costuma tomar pequenas doses de café durante o expediente no trabalho, o que aconselho é um cuidado maior com esse consumo, para que não extrapole a quantidade diária que o nosso organismo precisa. Uma boa alternativa é o uso do café descafeinado, além de uma dieta balanceada, sempre acompanhada por um nutricionista”, complementa Sílvia. Na casa da dona de casa Fabíola Alves,
assim como na maioria dos lares brasileiros, o café é tomado algumas vezes ao longo do dia. De manhã cedinho é comum sentir o cheirinho do café vindo da cozinha, quando é feita a primeira garrafa de café. No meio da tarde é feita mais uma garrafa, mesmo que ainda tenha o café da manhã, já que a família gosta do café fresquinho. A noite mais uma garrafa. Mas, tem dias que é preciso fazer mais uma garrafa ao longo do dia. “Toda hora você encontra um café
quentinho na garrafa, aqui a gente gosta de um café mais forte, bem encorpado, e como meu pai não consome açúcar, não adoçamos na garrafa, cada um adoça o seu, com adoçante ou açúcar”, explica. O consumo de café na casa da dona de casa é tão grande que durante o mês são usados cerca de 15 pacotes de meio quilo de café, já que um pacote dá apenas para dois dias e as vezes nem chega ao final do segundo dia, sendo preciso abrir um segundo pacote.
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Lanรงamento
Projetos
culturais Sesc RN anuncia novidades para 2015, como os projetos Galeria Sesc e Mostra de Cinema Potiguar
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Lançamento
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úsica, artes visuais, teatro, literatura, dança e cinema. Com esta variada programação cultural, o Sistema Fecomércio, por meio do Sesc, reúne a imprensa, autoridades ligadas à cultura e demais convidados em evento na próxima terça-feira, 14, às 8h30, na sede da Fecomércio-RN, para apresentar o cronograma de projetos culturais para 2015. "A cultura é um dos nossos eixos de atuação que tem merecido grande atenção do Sistema Fecomércio, através do Sesc RN. Nosso histórico é de grandes projetos que sempre foram sucesso de público e crítica. Somente no ano passado, investimos quase R$ 3 milhões nessa área. Nos últimos cinco anos, foram quase R$ 13 milhões. O lançamento desse leque de atividades e projetos para 2015 reforça esse nosso compromisso com a identidade do povo potiguar e com a disseminação das mais variadas formas de arte para o nosso público", explica o presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Fernandes de Queiroz. A programação começou neste mês de abril e segue até dezembro, com atrações em Natal, Mossoró, Caicó, Currais Novos, Assú, Acari, Angicos, São Paulo do Potengi, Nova Cruz, Macaíba, Goianinha, Praia de Pipa, Tibau do Sul, São Miguel e Várzea. “A cada ano, buscamos contemplar as variadas expressões artísticas do nosso Estado. Neste ano, apresentamos duas novidades - a Mostra Sesc de Cinema Potiguar, que proporcionará uma maior visibilidade à produção potiguar, e a Galeria Sesc, com exposições de artistas potiguares. A seleção é feita atra-
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A programação começou neste mês de abril e segue até dezembro, com atrações em Natal, Mossoró, Caicó, Currais Novos, Assú, Acari, Angicos, São Paulo do Potengi, Nova Cruz, Macaíba, Goianinha, Praia de Pipa, Tibau do Sul, São Miguel e Várzea.
)) Presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Fernandes de Queiroz vés de um edital que será lançado ainda em abril, no qual é concedido um prêmio a título de incentivo aos artistas. Esperamos que todos aproveitem e prestigiem o que planejamos para 2015”, explica a diretora regional do Sesc RN, Jeane Amaral. Neste mês, os destaques da programação contemplam projetos de artes cênicas, como o Palco Giratório, maior circuito de artes cênicas do País, com apresentações teatrais gratuitas, com a primeira peça no dia 16 de abril, no Teatro de Cultura Popular, em Natal. Até dezembro, serão 11 apresentações de seis espetáculos visitantes, além de 62 horas de oficinas e três intercâmbios entre os grupos visitantes e os locais. Haverá, ainda, o BiblioSesc, unidade itinerante de leitura, visitando São Gonçalo do Amarante e disponibilizando ao público a consulta gratuita de um acervo
de 3 mil publicações, incluindo livros, periódicos e jornais. Na música, o Sesc Partituras, projeto de formação de ouvintes; a Mostra de Cinema “Sombras que Assombram”, com uma coletânea de filmes que retratam o expressionismo alemão; Café Literário, atividade que integra música e um bate-papo com convidados sobre temas diversos. A programação ainda contempla uma oficina de fotografia, oficinas dramatúrgicas com o Sesc Dramaturgia e encerra com um Terraço do Relógio, especial em homenagem ao Dia do Trabalhador. A intensa programação cultural segue até dezembro, com atividades diversas nas áreas de cinema, teatro, artes visuais, literatura, música e audiovisual. Para saber mais informações sobre a programação cultural do Sesc para 2015, deve-se acessar o site do Sesc RN – www.sescrn.com.br.
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Saúde
O poder da mente sobre o corpo Psicóloga explica por que o poder do pensamento é determinante no funcionamento do corpo
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Saúde
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á diria o ditado: mente sã, corpo são. Diversos estudos comprovam que uma mente saudável tem influência direta no modo como nosso corpo se comporta. Segundo uma pesquisa feita pela Universidade de Johns Hopkins (EUA) publicada pela revista "Proceedings of the National Academy of Sciences" (Pnas), a mesma proteína que atua na saúde mental- como antidepressivo, causando a melhora na memória e aprendizado, nutrindo vasos sanguíneos e estimulando o crescimento de células nervosas, possui, também, um papel fundamental em manter o bom funcionamento do músculo cardíaco. Segundo a master coach e psicóloga clínica Cintia Seabra, o autoconhecimento e autorrespeito são peças elementares para ter uma mente saudável e ativa. "A pessoa que se conhece, tem maior clareza do que quer e do que não quer para si", explica ela. Cintia afirma que o autorrespeito é vital para valorizar suas necessidades e prioridades, além de buscar uma vida com mais propósito e sentido. Por exemplo: aquela pessoa que passa por cima de si mesma para agradar os outros e engole vários "sapos" vive numa zona de constante insatisfação e desprazer com a própria vida. Cintia Seabra afirma que pensamentos, ideias e crenças positivas atraem coisas positivas, pois elas influenciam no estado emocional da pessoa. "Quando a pessoa possui um estado emocional positivo, ela consegue executar suas tarefas de maneira mais efetiva e produtiva, co-
)) Master coach e psicóloga clínica Cintia Seabra mo, por exemplo, emagrecer", diz a coach, enfatizando que, se a mente do indivíduo não está sã, nada adiantará fazer diversos exercícios para emagrecer, pois seu estado emocional bloqueará seus esforços e o resultado não será satisfatório. "Sem contar aquelas pessoas que traçam a meta para emagrecer e, por estarem fragilizadas emocionalmente, desistem no meio do caminho. Elas não fracassam; elas simplesmente desistem", pontua Cintia. Porém, a sensação
que fica é sempre de pleno fracasso, pois, segundo a psicóloga, elas se sentem arrasadas. A psicóloga finaliza, dizendo que, quando a pessoa está bem consigo mesma, consegue ter motivação para realizar suas expectativas da maneira correta. "O autoconhecimento é a chave para detectar seus problemas, sentimentos, limites e bloqueios e transformar tudo em vontade, foco e força para encontrar uma solução", conclui.
)) No processo de emagrecimento, se sua mente não está sã, seu estado emocional bloqueará seus esforços Jornal de Fato | DOMINGO, 12 de abril de 2015
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conto
ANA KArLA
Um anjo sem asas
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á quem diga que nunca viu um anjo. Eu mesma era incrédula quanto à existência de seres que não eram palpáveis, que não estavam ao alcance da vista. Parecia conversa, burburinho de quem vive a contar a vida alheia ou não dispõe do perfeito equilíbrio das faculdades mentais. Na Vila Leopoldina, um lugarejo que parecia não compor o mapa geográfico, por ser longínquo e desprovido de políticas públicas, existia um senhor, chamado Bozó. Um sujeito que andava sempre com a aparência desleixada e roupas surradas, já rotas pelo uso continuado. Bozó era ajudante numa loja de conserto de eletrônicos carcomidos, velhos e empoeirados que se acumulavam em pilheira pelo chão do lugar. Os objetos ficavam ali relegados, deixados pelos proprietários que quase sempre não voltavam para buscá-los. De início, os donos conduziam os eletrônicos até lá a fim de que o defeito fosse sanado, mas como eram objetos antigos, já fora de moda, eles preferiam comprar equipamentos novos e modernos. Mas, retornando ao nosso personagem Bozó, diziam em Leopoldina que o simplório homem, de vocabulário parco mas sincero, via anjos. Alguns defendiam veementemente que era lorota do sujeito, que não tinha o que contar; outros, chamavam-no de desvairado, doido de pedra. Certa feita, numa noite de Natal, Bozó estava, como de praxe, solitário. Não havia ninguém com quem cear, com quem trocar presentes. Nenhuma presença humana que o direcionasse ao menos um sorriso acolhedor de felicitações e congratulações natalinas. Como não havia entes queridos esperando-o para compor a mesa, conversar e comer, ele deliberou por dormir lá mesmo na oficina. Como a loja estava repleta de objetos esquecidos, Bozó se reconhecia e se via um pouco naquelas quinquilharias. Utensílios que, com o correr dos anos, perderam o valor para seus donos. Quiçá fosse mania do coração humilde e sedento de afeto do senhor, mas ele dialogava com aqueles eletrônicos e humanizava o que era ina14
nimado aos nossos olhos. Todos os 27 equipamentos que ali se amontoavam receberam nome. A TV velha, a título de exemplo, chamava-se de Maria Rosa, embora fosse preta. Já o rádio de 1978, um tanto rouco, diga-se de passagem, fora batizado de Raul. Talvez, Bozó fosse, em seus tempos de juventude, apreciador do rock nacional. Quem sabe, tivesse um ar de rebeldia, fosse um boa pinta cabeludo, cobiçado pelos brotos. Ocorre que nesse memorável dia, o personagem de que lhes falo viu a figura de um anjo ir visitá-lo. Na noite de Natal, um sujeito de asas aproximou-se de modo polido, cheio de fineza e ofereceu-lhe um jantar suculento. Eles comeram, beberam e conversaram até meia-noite. Quando então, o anjo no semblante de mancebo despediu-se e agradeceu a companhia tão aprazível. Fazia tempo que Bozó não se sentia tão importante. Sem que o tal anjo percebesse, caíram contidas lágrimas dos olhos profundos e cansados de Bozó. Cansado de ser tratado como invisível, cansado de percorrer as ruas sem ser cumprimentado pelos passantes, cansado de desejar bom dia às pessoas em sua volta e não presenciar esboço de resposta, nem de gratidão. Nem preocupação por parte delas de, ao menos, omitir ou esconder a falta de educação e de
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civilidade. Amigos leitores, na verdade, estou narrando-lhes o episódio ocorrido na vida de Bozó, a fim de confessar-lhes que também conheci um anjo. Ao contrário do visto por Bozó, o que descobri e tive o privilégio de conhecer não tem asas ou talvez queira ocultá-las para passar despercebido. Mas, ele é igualmente gentil, solícito e está sempre disposto a ser útil ao próximo. Os seus gestos nem precisam ser acompanhados de palavras porque eles falam por si. Eles dizem aos corações daqueles que são agraciados pela sua generosidade, uma mensagem de amor desmedido. E todos se indagam: Como pode um coração caber tanto sentimento, tanta doação? A resposta, poucos sabem, mas descobri – ele é um anjo. Seu semblante reflete um sorriso que irradia luz e enche-nos de serenidade. Um dia, fitei-o nos olhos e vislumbrei o quão seu olhar estava alumiado. Vi uma luz cintilante saltar de seus olhos angelicais e pueris. Quase vi suas asas se abrirem, não com os olhos físicos da minha face, mas com os olhos que enxergam mais longe – os do coração. Talvez, um dia, ele se vá ou volte para as nuvens, mas o fato é que o mundo terreno, apesar de suas muitas injustiças e sofrimento, é um lugar melhor desde que eu o descobri.
adoro comer adoro Receita comer
Polenta recheada com frango
INGreDIeNTeS Polenta: • 2 xícaras de fubá • 1 litro de água • 1 caldo de galinha
Recheio: • 1 peito de frango cozido e desfiado • 1 cebola grande picada • 3 dentes de alho picado • 4 colheres de azeite • 1/2 pacote de creme de cebola • 1 lata de molho de tomate • 10 pimentas biquinho inteiras • 20 azeitonas • 1 lata de milho com ervilha • 200 g de mussarela ralada • 1/2 pacote de queijo parmesão ralado. • Sal, pimenta do reino e cheiro verde a gosto.
MODO DE fAZer • Aqueça o azeite em uma panela e acrescente o alho e a cebola, deixe dourar. • Em seguida despeje o peito de frango desfiado, mexendo bem, acrescente o creme de cebola, o molho de tomate, as azeitonas, o milho com ervilha, as pimentas biquinho, coloque também sal, pimenta do reino e cheiro verde a seu gosto e reserve. • Em uma panela coloque o litro de água, o caldo de galinha e o fubá e mexa até que a polenta esteja cozida (mais ou menos 30 minutos). • Despeje metade da polenta ainda quente em um refratário para lasanha, recheie com o frango, em seguida salpique com a mussarela, cubra com o restante da polenta e polvilhe com o queijo parmesão ralado. • Leve ao forno para gratinar. • Se preferir cozinhe o peito de frango na água que vai fazer a polenta, isso acrescentará mais sabor ao seu prato.
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