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Revista de Domingo nº 701

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editorial

Desafios do parto humanizado

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Parto humanizado nada mais é do que oferecer à gestante o tratamento que você gostaria que fosse oferecido a você e a um familiar seu”, é o que explica a coordenadora da Rede Cegonha, Edilene Torquato, que fala sobre os desafios da implementação de melhorias no atendimento às gestantes, pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Nesta edição, você também encontra um material especial sobre os riscos do uso de hidrogel em procedimentos estéticos. Também nesta semana, uma entrevista com Pedro Medeiros, sobre o trabalho desenvolvido pelo Urbanocine, que esteve neste final de semana em Mossoró. Boa leitura, Nara Andrade

Entrevista

Pedro Medeiros e Gustavo guedes falam sobre Urbanocine em Mossoró.

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O SUS e o Parto Humanizado Serviço que busca melhorias na assistência às gestantes apresenta resultados positivos.

Hidrogel Especialista fala dos riscos dos procedimentos estéticos com uso do produto

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Segurança jurídica Mais clareza na PEC das Domésticas

Receita

Salmão em crosta de ervas, sobre cama de legumes e bolacha de batata com bacon

• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – Wil­liam Rob­son • Editora – Nara Andrade • Dia­gra­ma­ção – Rick Waekmann • Projeto Gráfico – Augusto Paiva • Im­pres­são – Grá­fi­ca De Fa­to • Re­vi­são – Gilcileno Amorim e Stella Sâmia • Fotos – Carlos Costa, Marcos Garcia Re­da­ção, pu­bli­ci­da­de e cor­res­pon­dên­cia Av. Rio Bran­co, 2203 – Mos­so­ró (RN) Fo­nes: (0xx84) 3323-8900/8909 Si­te: www.de­fa­to.com/do­min­go E-mail: re­da­cao@de­fa­to.com Do­min­go é uma pu­bli­ca­ção se­ma­nal do Jor­nal de Fa­to. Não po­de ser ven­di­da se­pa­ra­da­men­te.

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conto

josÉ NICodemos*

(

No banheiro

M

Envie sugestões e críticas para o e-mail: aristida603@hotmail.com

)

al adivinhado, o banheiro era a uns 50 metros da porta dos fundos. Não propriamente banheiro, mas um claro numa moita alta e fechada, ao fundo do quintal. Inês costumava levantar de madrugadinha, varria o quintal, deitava milho às galinhas, tomava seu banho matinal. De cuia, naturalmente. Tinha um corpo muito bem feito, curvas sensuais nos quadris, pernas roliças. Sabia-se cobiçada por Mariano, um garotão dos seus dezoito anos, vizinho pegado. Ela o achava-o muito bonito, mas, “um menino” para ela – pensava consigo mesma – , uma quarentona com idade para ser mãe dele, não lhe correspondia aos olhares. O que não quer dizer que não o desejasse: isto, porém, depois de meses de separação do marido (não o queria mais de volta). Carente. Mulher de sua idade com rapaz novo é mulher desfrutável – pensava assim, e controlava a fúria da carne. Mariano ardia em desejos por Inês, penetrar-lhe o ventre com seu membro bem avantajado, até o fim, e não raras vezes já pensara em surpreendê-la ali no banheiro, nua, deitando-a no chão

Ela o achava-o muito bonito, mas, “um menino” para ela – pensava consigo mesma – , uma quarentona com idade para ser mãe dele, não lhe correspondia aos olhares. O que não quer dizer que não o desejasse

para a posse violenta que lhe reclamava a carne latejando em fogo. Tanto tempo sem homem, talvez Inês se lhe submetesse ao desejo, apenas fingindo uma resistência, disfarce de mulher querendo. Esses caprichos de mulher. Uma noite Mariano sonhou tenho relações com Inês, ali dentro do banheiro, e acordou de madrugadinha, à hora do banho de Inês, ainda com o tesão do sonho, a cueca encharcada do gozo. Tentou controlar-se, não pôde. Isto de atrever-se em agarrá-la nua no banho. E, aí, lembrou-se de que Inês gostava de olhar, pelo canto do olho, o volume do seu membro sobressaindo e mais ainda

quando ele estava de calção. E ficou ainda mais excitado. As poucas casas vizinhas ainda dormiam, Mariano não hesitou em dirigir-se ao banheiro. O ruído do banho alvoroçou-lhe mais ainda o desejo. Safou-se do calção e, nu, ereto, como foi no sonho, adentrou o banheiro, de supetão, enlaçou-a com braços fortes e beijos e volúpia. Inês só ensaiou um grito, logo levantando uma das pernas, que descansou na beiçada do caco de pote servindo de tanque, a cabeça virada para um lado, os olhos fechados, e deixou-se possuir, assim, em pé. Foi uma cópula selvagem, ruidosa, de “jatos” precoces e delírios.

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Entrevista

Pedro Medeiros e Gustavo Guedes

Projeto de cinema itinerante visa “urbanizar o audiovisual e audiovisualisar o urbano” Por Nara Andrade Da Redação / naraandrade@gmail.com

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este sábado, Mossoró foi contemplada com uma edição do Urbanocine, com a exibição de produções locais para as ruas e nas ruas. Praças, praias e centros comerciais. Idealizadores do projeto, que acontece ela primeira vez em Mossoró, falam da grande expectativa do grupo nos dias que antecederam o evento. DOMINGO conversou com o fotógrafo e cineasta mossoroense Pedro Henrique Medeiros Mendonça de Souza, um dos organizadores do evento em Mossoró, sobre o seu trabalho, o volume e a qualidade da produção audiovisual no Rio Grande do Norte e outros assuntos relacionados ao assunto. O representante do Urbanocine, Gustavo Guedes, também participa da entrevista, falando sobre o projeto e seus objetivos.

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Entrevista DOMINGO – Você é um profissional multimídia que trabalha com fotografia e cinema. O que o levou a escolher esse caminho? PEDRO MEDEIROS – O fascínio pela fotografia foi uma herança do meu avô Toinho do Foto, de Areia Branca. Aprendi muito conversando com ele e observando sua fotografia. E cinema é mágico. Difícil alguém que não gosta de cinema. Ao mesmo tempo em que é uma ilusão. Trabalhar com cinema, além de incrível, é muito ilusório. Não há tanto glamour; você aprende que é um ofício e porta-se como um operário. Porém, vivi minha adolescência em Mossoró e sequer podia sonhar em estudar cinema ou fotografia. Entrei na faculdade de Geografia porque me encantava também o que a ciência se propunha a discutir. A geografia também é mágica. Mas os anos de sala de aula não se revelaram tão agradáveis para mim. A verdade é que desde 2007 trabalho com comunicação. Tive contato com filmes publicitários enquanto trabalhei numa agência e fui um mascote alienígena de um plano de saúde. Anos depois, ao cursar o Mossoró Audiovisual, percebi que existia a possibilidade. Existia um meio. Então, fiz contato com João Batista da Flex Produções, que havia feito o meu VT alienígena, e assim segui minha trajetória. QUAL o trabalho que você desenvolve? PM – Eu faço registros. Quando vejo as fotos do meu avô, ele me revela como funcionava a indústria salineira da Costa Branca na década de 1940. Percebo como as pessoas da época se vestiam e quais os automóveis da época e uma infinidade de outras leituras. Gosto de pensar na fotografia como documento histórico, e quando estou exausto da dureza da realidade, abstraio um pouco. Através do cinema e da fotografia, procuro construir outro plano do real. Interessa-me a realidade abstrata e a ficção com doses de realidade. COMO você avalia a cena multimídia potiguar? O volume e a qualidade de produções são satisfatórios? PM – Quando a gente fala em cena, a gente se refere a um grupo de pessoas que constrói em coletivo e se relaciona enquanto comunidade. Aqui no Rio Grande do Norte, não temos esse sentimento de comunidade, o circuito de fomento e distribuição está se estabelecendo na mesorregião do Leste

Potiguar. Todas as mostras de cinema e festivais se encontram nesta mesorregião, que é a menor, ocupando apenas 12% do nosso território. É preciso pensar em acesso. Fazer um filme também é distribuir. Se falamos de nosso povo e nossos conflitos, essas pessoas precisam assistir a esses filmes. Então, o cinema local deve chegar no Oeste Potiguar, na mesorregião Central e no Agreste também. O volume de produção é tímido, se comparado a qualquer Estado que nos rodeia. É discrepante também o investimento que as forças monetárias do Rio Grande do Norte convertem para o cinema, se comparado a Estados como Ceará e Paraíba. Se a gente falar de Pernambuco, dá vontade de chorar. E EM relação ao público de audiovisual, o Rio Grande do Norte tem uma clientela já formada ou pode-se dizer que o público ainda está em formação, abrindo-se para esse tipo de arte? PM – O público de audiovisual massivo está acostumado a produções hegemônicas. Cinema para o público maior é o que se transmite na grande mídia corporativa e se estende às salas de cinema dos centros comerciais. Existe também um cinema autoral que beira a marginalidade, em que se produz numa verdadeira guerrilha e entrega de si, um cinema visceral que aos poucos cria sua identidade e enxerga a sua raiz. Esse cinema não tem plateia formada, mas precisa ter e terá. O QUE é Urbanocine e como surgiu? GUSTAVO GUEDES – O Urbanocine é um projeto de cinema itinerante que visa “urbanizar o audiovisual e audiovisualisar o urbano”, exibir produções locais para as ruas e nas ruas, praças, praias e centros comerciais. Mas, também, não nos limitamos somente a essas localidades. Toda forma de vídeo é válida e todo lugar se faz um ambiente possível de mostrá-la. Além disso, os filmes apresentados, nessa nova maneira de se fazer cinema, pretendem privilegiar os formatos não consagrados nas salas convencionais de exibição. Desde curtas experimentais a documentários, possibilitando, assim, o acesso horizontal a diferentes tipos de conteúdos por diferentes públicos e espectadores. O projeto surgiu em 2013, já em meio a essa emergência que se tinha de mostrar o trabalho audiovisual que estava sendo produzido por nós mesmos e

outros amigos atuantes no setor. EXISTE uma periodicidade de encontros. Como funciona a dinâmica do grupo? GG – Não existe uma periodicidade definida. As coisas vão acontecendo à medida que recebemos convites para espaços ou sentimos que é a hora de fazer novamente e ocupar um novo espaço. Então, fazemos. Porém, há muito planejamento para esse “deixar acontecer”. VOCÊS estão com visita agendada para Mossoró. Como está a expectativa? É a primeira vez que vocês vêm à capital do Oeste potiguar? GG – Estamos bastante ansiosos com esta edição em Mossoró. Alguns de nós já estivemos na cidade outras vezes, mas nunca com esse projeto, e até então, o interesse do público tem sido muito positivo, tem gerado uma grande expectativa na gente, e confesso que a programação para esta edição está bem diversificada, tem curtas-metragens em várias temáticas, desde: umbanda, drama familiar até existencialismo quântico. Nos gêneros de animação, ficção e documentário, tem para todos os gostos. VOCÊS sempre realizam programações fora de Natal, como essa que vai acontecer em Mossoró? GG – Sim. Sempre que possível, fazemos em outros locais além de Natal. Em 2013, estivemos em Belém (PA), na galeria gotazkaen, no bairro do reduto, a convite do pessoal do Ver-O-Risco, um evento de artes urbanas que acontece na cidade; foi bem legal. E no ano passado, estivemos no Museu da Imagem e do Som de Campinas (SP). QUAL o objetivo desses eventos? GG – Além da ludicidade de realizar a projeção ao ar livre, temos por objetivos: valorizar a produção audiovisual; estimular o consumo e acesso a obras de audiovisual; implantar um circuito alternativo de exibição de curtas-metragens; proporcionar lazer e cultura em espaços públicos da cidade. JÁ TEM outra visita a Mossoró agendada ou em vista? GG – Ainda não, mas estamos usando essas ações como um termômetro para futuras empreitadas, buscando cada vez mais parceiros para continuar fazendo isso da melhor forma possível.

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Saúde

O SUS e o desafio do parto humanizado Implantada em 2012, Rede Cegonha consiste em implementar cuidados para assegurar às mães o direito ao planejamento reprodutivo e a atenção humanizada à gravidez 6

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Saúde

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uito se fala em humanização, principalmente quando se refere a serviços de saúde pública. Esse tema também tem sido alvo de debates quando se relaciona a partos. A união dos dois termos, “parto humanizado”, pode levar o leitor a acreditar que um novo tipo de técnica ou conhecimento está sendo implantado para as gestantes. Mas não é bem assim. “Parto humanizado nada mais é do que oferecer à gestante o tratamento que você gostaria que fosse oferecido a você ou a um familiar seu”, explica Edilene Torquato, coordenadora da Rede Cegonha, serviço oferecido pelo Siste-

ma Único de Saúde (SUS) que propõe uma série de atendimentos que visam melhorar a assistência às gestantes. Desde 2012, a Rede Cegonha foi implantada com sucesso no Hospital Almeida Castro, a maior maternidade de Mossoró, e consiste em implementar cuidados para assegurar às mães o direito ao planejamento reprodutivo e à atenção humanizada à gravidez, ao parto, ao puerpério e ao nascimento e crescimento da criança. A unidade costuma realizar de 250 a 400 partos mensais. Mas, afinal, o que mudou desde a implantação do novo serviço chamado Rede Cegonha? “A mortalidade maternoinfantil diminuiu drasticamente e os

serviços foram melhorados, ampliados e humanizados”, explica Edilene Torquato, que trabalha na unidade de saúde. Segundo dados da coordenação da Rede Cegonha estadual, neste ano não houve mortalidade materna na segunda maior cidade do Estado. Esse dado é atribuído pelos serviços de humanização implantados no hospital. “Estamos mostrando que é possível que o SUS ofereça um serviço de qualidade aos usuários do sistema de saúde”, acrescenta Edilene Torquato. As medidas tomadas para melhorar o atendimento vão desde a ampliação no alojamento conjunto até a ampliação do horário em que o visitante pode ficar com a mãe e o bebê. “Antes, o visitante só podia ficar uma hora por dia. Agora, pode chegar a 11h. Isso é importante porque o visitante, que na maioria das vezes é o pai, pode acompanhar e aprender a cuidar do bebê para que em casa ajude a mãe no que for preciso”, disse Aguyda Yanne, coordenadora da Rede Cegonha municipal.

)) Unidade costuma realizar de 250 a 400 partos mensais Jornal de Fato | DOMINGO, 29 de março de 2015

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Saúde

)) Melhorias vão desde a ampliação no alojamento conjunto até a ampliação do horário de visitas É o caso do casal Daniele Dias e Geraldo Alves. Ela realizou o parto no Hospital Maternidade Almeida Castro e frisa a importância do cuidado que a mulher deve ter com a sua saúde no período de pré e pós-gestação. “Eu sempre participava das palestras na unidade de saúde próxima a minha casa. Sou fisioterapeuta, trabalho com saúde, mas tive a curiosidade de ler, assistir vídeos e colocar em prática medidas que me ajudassem a ter um parto seguro. Sem sombra de dúvidas, os cuidados, por mais simples que possam ser, como vacinas, atendimento odontológico e todo o pré-natal, devem ser levados em conta na gestação”, relata Daniele Dias. No caso de Daniele, a bebê de apenas poucos dias de nascimento teve que ser acompanhada de acordo com o método Canguru, serviço que também passou a ser modernizado com a implantação da Rede Cegonha. É que a bebê nasceu prematura e teve que receber cuidados redobrados, tanto dos pais quanto dos profissionais de saúde. “Graças a Deus, minha filha está bem. E isso se deve ao cuidado que eu e meu marido tivemos na gestação e ao atendimento que recebemos dos profissionais de saúde desta unidade”, declarou Daniele Dias. “Eu não conheci o método Canguru. Hoje, adotando as orientações necessárias, meu bebê já está ganhando peso e, todos os dias, apresenta melhoras 8

significativas”, acrescenta. O método Canguru é um atendimento oferecido depois que o bebê prematuro sai da Unidade de Terapia Intensiva. Nesse caso, o sistema Canguru vai orientar e cuidar de mães e bebês até que o recém-nascido possa ser liberado para casa. O Hospital Almeida Castro, com o objetivo de melhorar a assistência às gestantes, passou a ter apenas dois leitos em cada quarto. Antes, esse número chegava até a seis leitos. A medida foi importante porque melhorou a assistência médica e de enfermagem para as mães. “O compartimento que antes era usado para convênios e particulares, hoje é destinado ao SUS. Os quartos receberam pinturas, melhorias e agora possuem televisão e ar climatizado. Em breve, vamos abrir”, explica Edilene Torquato. Outra medida para incentivar a saúde da mulher é a busca pelo parto normal. Constantemente, o Ministério da Saúde incentiva os profissionais de saúde e as gestantes a buscarem o parto normal. A orientação vem dando certo e também faz parte da Rede Cegonha. Dados do Hospital Almeida Castro mostram que em janeiro do ano passado houve apenas 55 partos normais e 270 cesarianas. Já no mesmo período deste ano, os partos normais chegaram a 126 e as cesarianas diminuíram para 183. “O parto normal é mais seguro para

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a mulher, diminui drasticamente as chances de mortalidade materno-infantil e não há essas intervenções que acontece na cesariana. No caso do parto cesariano, é como se alguém fosse entrar na sua casa inesperadamente. Aquela visita que entra de vez e você não estava confortável para recebê-la. No parto normal, isso não acontece. O bebê vai nascer exatamente no período em que ele deve nascer. É uma campanha feita em nível nacional que, graças a Deus, tem sensibilizado muitas gestantes”, explica Edilene Torquato. Segundo a secretária municipal de Saúde, Leodise Cruz, as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) oferecerem toda a assistência pré-natal às gestantes. “As mulheres devem procurar a unidade de saúde mais próxima de sua casa. Temos muitas formas de atendimento às gestantes, desde o pré-natal até a criança completar dois anos de idade. É uma fase que exige muito cuidado e que os profissionais de saúde não podem se omitir de prestar informações e atendimento às mulheres”, orienta a secretária. “Eu, também como profissional de saúde, peço às gestantes que fiquem atentas a todos os cuidados. Ao procurar uma unidade de saúde, elas vão receber a Caderneta da Gestante, que contém informações preciosas para as mulheres e de todo o acompanhamento e a gestante deve ter”, acrescenta.


Alerta

Hidrogel Cirurgião plástico alerta sobre os riscos de tratamentos estéticos à base do produto

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busca constante pelo corpo perfeito tem se revelado uma missão muito perigosa. Todo dia surgem novas técnicas de embelezamento que prometem atender os desejos de homens e mulheres, cada vez mais exigentes. Um dos procedimentos estéticos mais procurados, sobretudo entre os famosos, é o preenchimento cutâneo. A substância mais utilizada para realizar preenchimentos (procedimentos cosméticos para aumentar áreas que apresentam depressões, sulcos pronunciados, rugas e volume abaixo do desejado) é o Ácido Hialurônico, um componente que existe naturalmente na derme, por isso há pequena chance de causar problemas. Em contrapartida, há os que preferem o Hidrogel. O Hidrogel é, como o nome sugere, um gel à base de água (98%) e poliamida (2%), utilizado para pequenos preenchimentos. Esse produto é utilizado no Brasil desde 2008 e tem registro e liberação da ANVISA. Recentemente, um caso que suscitou polêmica em todo Brasil foi o da modelo Andressa Urach. A modelo passou por um procedimento estético mal-sucedido à base de hidrogel, que desencadeou em Jornal de Fato | DOMINGO, 29 de março de 2015

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Alerta

)) Hidrogel é utilizado no Brasil desde 2008 e tem registro e liberação da ANVISA problemas de saúde graves, ocasionando em feridas cutâneas infecciosas. É importante lembrar que o acompanhamento de um profissional médico é mandatório por se tratar de procedimento invasivo. Apenas o médico tem a capacitação adequada para realizar tais procedimentos e diagnosticar complicações (se ocorrerem) aplicando a terapia correta para corrigir ou amenizar tais eventos. O profissional que se habilita a fazer um procedimento invasivo tem que ter formação suficiente para tratar as complicações que podem surgir em decorrência deste. Principais produtos Existe uma grande variedade de produtos utilizados para produzir preenchimento de áreas corpóreas, entretanto, o mais utilizado e recomendado é o ácido hialurônico. Algumas marcas disponibilizam o produto já associado a um anestésico local, o que diminui o desconforto da aplicação. Há ainda diferentes apresentações de viscosidade para uso mais superficial ou profundo, de acordo com a indicação. Segundo o cirurgião plástico do Hapvida Saúde, Joaquim Diegues, há ainda uma infinidade de produtos para preenchimento que poderão ter sua indicação de uso na dependência do diagnóstico 10

feito pelo médico, por exemplo, preenchimentos mais profundos podem ser indicados para uso de um produto que produza maior volume como o hidroxiapatita de cálcio, entre outros. Quando aplicados por profissionais médicos treinados para isso (Dermatologistas e Cirurgiões Plásticos), a possibilidade de complicações é bastante reduzida. “Qualquer substância que seja utilizada para uso em seres humanos deve ter sua aplicação e acompanhamento feito por um médico especialista. As consequências que poderão advir da não observação desta questão são complicações imediatas pelo uso inadequado da substância, assim como a não identificação e impossibilidade de tratamento de complicações que possam ocorrer no futuro”, enfatiza o médico. As diferenças entre os produtos podem ser relativas à composição e apresentação e à resposta biológica ao mesmo. Quando utilizados na quantidade correta, na profundidade adequada do tecido e sob supervisão adequada, todos terão suas indicações e resultados. “Não indico o uso de metacryl nem hidrogel para ninguém. Prefiro o uso de ácido Hialurônico pela segurança e pouco índice de complicações”, alerta Joaquim Diegues. Tratamento e dosagem Existem três perfis básicos daqueles

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que recorrem a estes procedimentos estéticos, aqueles que desejam melhorar a aparência alcançando um rejuvenescimento facial dentro das expectativas reais, utilizando um método minimamente invasivo; aqueles que desejam aumentar partes do corpo com uso de grandes quantidades de substâncias, com desejo de resultado imediato e expectativas irreais e por fim aqueles que necessitam de preenchimentos para corrigir deformidades produzidas pelo uso de medicamentos, corrigir cicatrizes e/ ou depressões produzidas por acidentes ou outras condições. A aplicação deve ser feita em ambiente adequado (consultório médico com certificação de funcionamento pela Vigilância Sanitária local), mas, sobretudo realizado por um médico (Cirurgião Plástico ou Dermatologista). As seringas contendo o produto devem ser abertas na frente do paciente e o mesmo deve ser informado sobre a substância que está sendo aplicada, suas características e possibilidades de complicações. Deve ser colhido também um termo de consentimento pós-informado declarando ciência do que foi informado e autorizando ao médico a fazer o preenchimento. No que se refere à quantidade, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCOP) recomenda que sejam utilizados com cautela, em pequenas quanti-


Alerta dades, com boa indicação e após avaliação médica, e com preferência pelo Ácido Hialurônico. A SBCP proíbe o uso de silicone líquido. “Geralmente utilizamos um total de até 3 ml por aplicação, dependendo da área a ser corrigida. Não é recomendável o uso de grande quantidade dessas substâncias, principalmente quando se trata de Hidrogel, silicone líquido e outros”, pondera o cirurgião plástico. Os locais mais tratados com essa substância são os sulcos da face, as rugas de expressão e as áreas com depleção de gordura da face, como o que acontece com o uso de drogas antirretrovirais utilizadas no tratamento dos pacientes portadores do vírus HIV. Possíveis complicações Não há como prever quando acontecerá complicação ou se acontecerá. Razão pela qual, a boa conduta na aplicação, realizada por médico especialista, e o bom acompanhamento se faz necessário. Joaquim Diegues exalta a importância do acompanhamento médico onde será feita uma anamnese detalhada e um exame físico para identificação de possíveis alterações a serem tratadas, minimizando os riscos de complicações. “Não se pode pular esta etapa, pois é nele que poderemos identificar condições que contraindiquem o uso de algumas substâncias. Lembro mais uma vez que apenas os profissionais médicos estão totalmente habilitados para realizar procedimentos como estes”, adverte o médico. Quando se utiliza próteses de silicone ou de outras substâncias como implantes de polietileno biocompatíves, a remoção se torna mais fácil. Quando se formam granulomas, uma complicação não muito rara quando se usa determinadas substâncias de forma superficial demais, há possibilidade de removê-los de forma cirúrgica. Entretanto, ao se utilizar substâncias que, uma vez introduzidas no subcutâneo ou na derme, permanecerão entremeadas com as estruturas locais, será praticamente impossível removê-las da intimidade dos tecidos. Além disso, a reação do organismo às substancias injetadas no mesmo depende de sua biocompatibilidade. Quanto mais biocompatível menor será a resposta a ele. Portanto, na maior parte das vezes é indicado o uso de Ácido Hialurônico por sua biocompatibilidade. É importante frisar que o organismo poderá expulsar as substâncias como hidrogel e silicone líquido se aplicados

)) Modelo Andressa Urach teve complicações em decorrência do uso do hidrogel em grande quantidade, formando fístulas e até mesmo processos inflamatórios locais. Como no exemplo o caso de Andressa Urach. Em casos de ulcerações crônicas produzidas por aplicação inadequada dos produtos não recomendados, há a possibilidade de evolução para lesões tumorais. Nestes casos, a principal recomendação é procurar um médico habilitado para realizar esse tipo de tratamento o quanto antes. “Precisamos deixar claro que o uso dessas substâncias de preenchimento é feito de forma bastante ampla no Brasil e no mundo e que se trata de um método consagrado que não deve ser condenado. Os cuidados precisam ser tomados pelas

pessoas que desejam se submeter a eles, começando pela busca de um bom profissional”, orienta o médico. Conhecer bem o produto que será utilizado, conversar e retirar todas as dúvidas e seguir as recomendações do seu médico diminuem consideravelmente os riscos destes procedimentos. “Aconselho fugir das promessas fantásticas, essas geralmente trazem problemas imensos no futuro”, esclarece o cirurgião plástico. Não se deve fazer uso festivo de nenhuma substância de uso médico. O uso dessas medicações, quando bem indicado, aplicado por profissional qualificado, seguindo as normas de segurança, trarão satisfação e excelentes resultados.

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Segurança jurídica

Mais clareza na PEC das Domésticas Para o especialista em Direito do Trabalho, com critérios claros, as partes chegarão a um consenso sobre a melhor forma de se adaptar às mudanças legais. 12

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Segurança jurídica

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os últimos dias, a Câmara dos Deputados concluiu a votação do projeto de lei que regulamenta a PEC do trabalho doméstico, aprovada quase dois anos antes. Agora, o projeto vai para o Senado e depois para análise da presidente Dilma. Com a regulamentação, as relações entre empregadores e empregados, que ficaram nebulosas, desde que a discussão sobre a PEC se iniciou, podem ser retomadas no âmbito da segurança jurídica, analisa o advogado Fernando de Almeida Prado Sampaio, mestre em Direito pela PUC-SP e sócio do escritório BFAP Advogados. “A PEC havia criado insegurança, pois garantiu direitos, mas não os especificou. Mesmo os empregadores que queriam cumprir a lei não sabiam como fazê-lo”, ressalta. A Proposta de Emenda Constitucional que ficou conhecida como a PEC das Do-

!

Projeto de lei que regulamenta a PEC do trabalho doméstico segue agora para o Senado e para a sanção da Presidência.

)) Pela lei, empregado doméstico é aquele que presta serviços numa casa por mais de dois dias na semana mésticas gerou dúvidas e, em muitos casos, demissões de empregados por parte de empregadores temerosos em não poder cumprir novos compromissos. “Não estava claro se a CLT se aplicaria a eles por analogia e não havia lei aplicável. Havia questões tormentosas sobre situações corriqueiras, como o caso de em-

pregados que dormem no local de trabalho, controle da jornada e intervalos para almoço, que agora foram esclarecidas”, explica o advogado. A PEC foi aprovada em abril de 2013, estendendo vários direitos à categoria, mas deixando outros sujeitos à regulamentação por lei.

PONTOS ESTABELECIDOS PELA REGULAMENTAÇÃO Será considerado empregado doméstico aquele que presta serviços numa casa por mais de dois dias na semana; Foi proibida a realização de contratos de regimes parciais de até 25 horas; Foi proibido o trabalho doméstico de menores de 18 anos; O trabalho do empregado doméstico será de oito horas por dia ou 44 horas semanais (sujeito ao pagamento de horas extras com adicional de 50% ou compensação das horas extras em prazo de até três meses); Haverá intervalo para almoço entre uma e duas horas (que poderá ser reduzido para meia hora por acordo escrito prévio), desde que compensado na mesma jornada. Para trabalhos de 6 horas por dia, o intervalo será de 15 minutos; Poderá também ser acordada a escala “12 por 36”, na qual o empregado doméstico trabalha 12 horas seguidas e folga depois por 36 horas; O registro do horário de trabalho do empregado doméstico passará a ser obrigatório (por meio manual, mecânico ou eletrônico);

Poderá ser realizado acordo escrito que preveja o sobreaviso do empregado se ele dormir ou residir na residência ou estiver em viagem com o empregador ou sua família. Nesse caso, a hora de sobreaviso é remunerada com um terço da hora normal e a hora trabalhada em viajem será acrescida de 25%; As férias poderão ser divididas em dois períodos, com um de, no mínimo, dez dias corridos (e o empregado pode vender até 1/3 das suas férias); Acaba a possibilidade de penhora do único imóvel do empregador ou de móveis que o integrem para quitar dívidas com empregados domésticos; O INSS será de 12% para os empregadores e de 8% a 11% para os empregados (de acordo com a faixa salarial); FGTS de 8% será obrigatório e haverá multa de 40% em caso de demissão; Poderá ser realizado contrato de experiência (até 90 dias) ou temporário (até 1 ano), nos quais a indenização por demissão sem justa causa será de metade dos salários devidos até o fim do contrato.

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Qualidade de vida

Dicas de alimentação para mulheres Carboidratos ajudam a evitar irritabilidade, depressão, tensão e ansiedade

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busca por uma maior qualidade de vida é crescente e envolve diretamente os bons hábitos alimentares. Pensando nisso, as empresas do segmento alimentício brasileiro vêm investindo para garantir o bemestar de seus consumidores. É o caso da Fortaleza, marca da M.Dias Branco, com o apoio da nutricionista Fabiana Fontes, da consultoria Equilibrium, que lança uma série de dicas de alimentação sau14

dável para garantir qualidade de vida e bem-estar. As massas são fonte de carboidrato, nutriente importante para manter os níveis de serotonina (hormônio do bemestar) adequados no organismo. De acordo com Fabiana, a serotonina tem um importante papel no sistema nervoso. “Ela atua na liberação de alguns hormônios, regulando sono, temperatura corporal, apetite, humor, atividade motora e

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funções cognitivas”, diz a especialista. Os carboidratos elevam os níveis de serotonina, melhorando os sintomas de irritabilidade, depressão, tensão, ansiedade, entre outros. “Por isso, o consumo restrito deste tipo de alimento pode ocasionar níveis baixos de serotonina no organismo, o que pode provocar dores de cabeça, cansaço e desejo de ingerir doces”, completa a nutricionista. “Vale lembrar que a massa combinada com carnes magras e vegetais colabora para prolongar a sensação de saciedade e manter os níveis de glicemia estáveis no sangue após a refeição”, finaliza Fabiana.


adoro comer adoro Receita comer

Salmão em crosta de ervas, sobre cama de legumes e bolacha de batata com bacon

INGredIeNTes • 3 tiras de salão aproximadamente 150 g cada • 1 limão • 5 fatias de pão de forma • 2 abobrinhas • 1 beringela • 4 batatas • 200 g de bacon cortados em cubos • Manjericão picado • Tomilho • 2 dentes de alho picados • Parmesão ralado na hora • Sal • Pimenta-do-reino • Azeite

MODO DE fAZer • Em uma forma regue as tiras de salmão com limão coloque sal e reserve na geladeira. • Descasque as batatas coloque para cozinhar. • Retire as batatas quando estiverem macias, em uma tigela você deve amassar com um garfo. • Frite os cubos de bacon, retire e seque em papel toalha. • Misture o pure de batata, o bacon frito, manjericão, tomilho, 1 dente de alho, sal e pimenta-do-reino, reserve. • Você pode utilizar um cortador de massa redondo, coloque o cortador dentro de um prato, coloque a mistura do pure dentro e aperte bem quando estiver firme retire do cortador, sele a bolacha em uma frigideira com um fio de azeite, reserve. • Retire a casca do pão de forma e no mix triture até virar uma farinha grossa. • Em uma tigela misture o pão de forma, o parmesão, 1 dente de alho picado, manjericão, tomilho, sal e pimenta do reino a gosto.

• Em uma grela ou frigideira sele as tiras de salmão, cuidado para não queimar nem quebrar, sele por 3 minutos cada lado. • Retire o salmão, coloque em uma forma, coloque sobre cada tire a crosta de pão com ervas, aperte coloque um fio de azeite e leve ao forno, se tiver grill utilize a crosta ficara crocante mais rápido. • Reserve. •Com um mandoline, corte a abobrinha e a beringela elas ficarão laminadas se você não tiver um mandoline utilize uma faca cortando fatias bem finas. • Tempere com sal e pimenta, reserve principalmente a beringela em uma forma grande apoiada de um lado só ficando mais alto, o sal vai tirar a agua e o amargo da beringela. • Coloque a abobrinha e a beringela na grelha ou frigideira com um fio de azeite, deixe ficarem macias cuidando para não queimarem. • Agora é só montar o prato uma cama com a beringela e abobrinha o salmão sobre a cama e a bolacha ao lado.

Jornal de Fato | DOMINGO, 29 de março de 2015

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