editorial
Insegurança ameaça Tibau
T
ibau sempre foi e continua sendo o destino preferido dos mossoroenses nas festas de fim de ano e no Verão. Mas a insegurança está ameaçando esse reinado. Frequentadores assíduos das praias de Tibau afirmam que muitas famílias estão procurando outros destinos com medo da violência, especialmente assaltos, que se tornaram frequentes na cidade nos últimos anos. A segurança de Tibau é um dos temas de edição de hoje de DOMINGO. Trazemos uma matéria também para as mulheres que fogem das comidas e bebidas nas festa de fim de ano. Conversamos com uma nutricionista que afirma que é possível aproveitar a festa sem brigar com a balança. Outro assunto de hoje é a instalação de redutores de velocidade em vários pontos de Mossoró. A Prefeitura de Mossoró diz que os equipamentos têm o único objetivo de dar mais segurança ao trânsito. Mas, muitos mossoroenses criticam e dizem que existe na cidade uma indústria da multa. Na nossa entrevista, conversamos com o diretor do campus de Pau dos Ferros da Uern, Gilton Sampaio, sobre o Doutorado em Letras, o primeiro conquistado pela instituição. A edição de hoje conta ainda com a coluna Sua Carreira e mais uma deliciosa receita para o seu domingo.
Entrevista
Boa leitura! Magnos Alves
O diretor do campus de Pau dos Ferros da Uern, Gilton Sampaio, fala sobre a conquista do primeiro doutorado da instituição, o Doutorado em Letras.
p4
p 13 p15
p7
Tibau, ainda a preferida O destino preferido dos mossoroenses no Réveillon e Verão continua sendo Tibau. Mas problemas, principalmente de insegurança, já afastaram muito gente.
Fim de ano magro Nutricionista orienta sobre como se comportar nas festas de fim de ano para não comprometer a dieta nem ganhar peso nas festas de fim de ano
p10
Polêmica Redutores da discórdia
Receita
Casquinha de siri falsa
• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – William Robson • Editor Interino – Magnos Alves • Diagramação – Rick Waekmann • Projeto Gráfico – Augusto Paiva • Impressão – Gráfica De Fato • Revisão – Gilcileno Amorim e Stella Sâmia • Fotos – Carlos Costa, Marcos Garcia, Cezar Alves e Gildo Bento Redação, publicidade e correspondência Av. Rio Branco, 2203 – Mossoró (RN) Fones: (0xx84) 3323-8900/8909 Site: www.defato.com/domingo E-mail: redacao@defato.com Domingo é uma publicação semanal do Jornal de Fato. Não pode ser vendida separadamente.
2
Jornal de Fato | DOMINGO, 28 de dezembro de 2014
conto
joSÉ NiCoDemoS*
(
O terno branco e o saco de carvão
S
Envie sugestões e críticas para o e-mail: aristida603@hotmail.com
)
eu Antenor. Facilmente dava o cavaco. Viúvo, morava com as filhas, solteiras. Vivia de casa para o trabalho. Lá um domingo à tarde dava o seu passeio ali pela beira da praia, que era como se chamava a beira do cais. Demorando-se no trapiche dos botes dos beijus que traziam mercadorias das praias do Ceará. Lenha, carvão, galinhas, ovos. Era-lhe o único divertimento aos domingos. Homem sisudo, digno de todo o respeito, também era com todo o respeito que as pessoas mais íntimas lhe provocavam o temperamento agastadiço, a rir com suas respostas nervosas, sempre prontas. Facilmente se irritava com perguntas bestas, e no entanto era um homem bom no sentido mais completo do termo. Gostava de conversar, mas ninguém lhe fizesse perguntas, digamos, idiotas, que ele logo saía do sério, mas sem ofensa nenhuma. Vestia-se com simplicidade, no dia a dia, não usava sapatos, mas guardava no seu guarda-roupa, entre outras roupas de se sair, o terno de linho branco que mandara fazer para o casamento. Só vestiu essa vez. Era a coisa que mais
Homem sisudo, digno de todo o respeito, também era com todo o respeito que as pessoas mais íntimas lhe provocavam o temperamento agastadiço, a rir com suas respostas nervosas, sempre prontas.
zelava em sua vida, com todos os cuidados que eram precisos para conservá-lo sempre branco, principalmente. Insistiam as filhas que o pai usasse, pelo menos aos domingos, tanta roupa boa, algumas delas compradas no Rio de Janeiro quando andava embarcado em navio. Mas seu Antenor, teimoso como era, não lhes dava ouvido. É que perdera toda a vaidade da aparência pessoal, com o luto da viuvez. Aconteceu que um dia, que foi uma tarde de domingo, seu Antenor, deu-lhe na veneta meter-se no terno branco do seu casamento, branco assim feito sabão de coco, e calçou o sapato Fox, novinho
em folha, e que era o fino do tempo. Não sem usar também o melhor perfume de então, Coty. . Bem aprontado, isto é, bem decente, seu Antenor foi se dirigindo à porta da rua, todo faceiro, para o seu passeio domingueiro, do hábito. Nisto, admirada, e mais do que isso, tomada de espanto pelo inusitado, a filha mais velha não pôde conter-se: – Ih!! Aonde vai, papai, com tanta elegância? – E seu Antenor, virando-se, a olhar por cima dos óculos de tartaruga: – Vou ali na praia trazer um saco de carvão.
Jornal de Fato | DOMINGO, 28 de dezembro de 2014
3
Entrevista
Gilton Sampaio
"Nesse campus respira-se academia o tempo todo"
Por MAGNOS ALVES Da Redação / magnos.alves@gmail.com
A
Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) conquistou seu primeiro curso de doutorado. Com conceito 4, foi o Doutorado em Letras, que será oferecido no campus avançado de Pau dos Ferros. O curso foi aprovado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). DOMINGO conversou com o diretor do campus de Pau dos Ferros, Gilton Sampaio, sobre essa conquista. O professor fala sobre quando o processo foi iniciado e o que ele representa para o campus e a Uern. JORNAL DE FATO – Quando foi iniciado o processo para esse curso de doutorado? GILTON SAMPAIO – Já em 2008, ao ser implantado o curso de Mestrado Acadêmico em Letras, toda a equipe docente, técnica e discente do Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGL) começou a dar os primeiros passos rumo à criação futura do Curso de Doutorado, tendo-se preparado para isso. Todos da coordenação do PPGL (coordenadores e secretário), desde o primeiro coordenador, trabalharam também pensando nessa meta futura. Até agora o PPGL passou por três coordenadores. Tendo sido o coordenador da comissão para criação do Mestrado em Letras da Uern, eu fui 4
também o seu primeiro coordenador, atuando, ainda, na vice-coordenação desse programa por dois mandatos seguidos, junto à profa. dra. Maria Edileuza da Costa, segunda coordenadora do PPGL. O terceiro coordenador foi o prof. dr. Manoel Freire Rodrigues, que é também o atual, e que tem como vice-coordenadora a profa. dra. Rosângela Maria Bessa Vidal. Ao longo desses seis anos, muitas ações foram desenvolvidas para preparar o PPGL para a criação de seu Curso de Doutorado: (I) melhorar a qualificação da produção científica e técnica dos docentes e discentes, especialmente em periódicos; (II) garantir qualidade e eficiência nas defesas de dissertações pelos alunos e em prazo adequado ao exigi-
Jornal de Fato | DOMINGO, 28 de dezembro de 2014
do pela Capes; (III) criar e/ou ampliar parcerias e intercâmbios nacionais e internacionais; (IV) melhorar o processo de qualificação do corpo docente do PPGL, estimulando os estágios de pós-doutoramento, no Brasil e no exterior; (V) ofertar um serviço moderno e eficiente de secretaria e comunicação, o que tem sido feito com qualidade, sendo referência o trabalho da TNS Marília Cavalcante junto ao público interno e externo; (VI) buscar financiamentos internos e externos, em órgão de fomento, para desenvolvimento de pesquisas institucionais, entre outros. Para dar celeridade e unidade a essas ações, a partir de 2011 iniciaram-se os encontros acadêmicos internos, com o objetivo de fortalecer o grupo com vis-
Entrevista tas à elaboração futura do doutorado, com reuniões estratégicas em Pau dos Ferros, Mossoró e Portalegre, nos diferentes anos. Nessas reuniões, muitas questões eram discutidas com esse fim e foram tirados encaminhamentos com prazos, metas e estratégias de atuação individuais e coletivas. As discussões sobre a questão eram permanentes. De início, pensou-se em dar prioridade ao doutorado, mas, no percurso, optamos, antes, por buscar ampliar os mestrados da área. Assim, em 2012, a área de Letras do Cameam articula-se com um grupo nacional e aprova o Curso de Mestrado Profissional em Letras em rede nacional (PROFLETRAS) e, em 2013, liderados pela área de Educação, alguns doutores contribuíram para a criação do Mestrado Acadêmico em Ensino no Cameam, especialmente para a Linha de Pesquisa em “Ensino de Línguas”, tendo sido esses dois cursos aprovados com pareceres elogiosos às propostas elaboradas. No primeiro semestre de 2014, com a área de Letras bem fortalecida no Cameam, atuando em três mestrados, o colegiado do PPGL decidiu por enviar a proposta, tendo obtido êxito com aprovação e recomendação da Capes. O QUE você acha que foi decisivo para o curso ser aprovado pela Capes? A QUALIDADE de sua proposta pedagógica, a inserção regional das ações do PPGL, a boa atuação, projetos coletivos e a qualificação de seu corpo docente, técnico e discente, desde o início do mestrado, foram decisivos para a aprovação do doutorado. A qualidade do PPGL tem se apresentado também no crescimento sistemático na área de produção científica, tanto qualitativa quanto quantitativa, assim como por seu corpo docente ser eficaz na captação de recursos externos, como no caso dos editais da Finep (Financiadora Nacional de Projetos), que conquistou a nova sede da biblioteca do Cameam, e do edital do BNB de Cultura, com a conquista de recursos para implantação do Museu de Cultura Sertaneja, ambos elaborados e liderados por docentes do PPGL. Além disso, a equipe docente tem tido muita visibilidade na criação e na promoção de eventos acadêmicos internacionais, como é o caso do Fiped (Fórum Internacional de Pedagogia). Criado em Pau dos Ferros, sob a coordenação da profa. dra Maria Lúcia Pessoa Sampaio (do PPGL), esse evento teve tão boa aceitação na academia que já se expandiu para vários países
do mundo, como Portugal, Honduras, México e Costa Rica, levando junto o nome do Brasil, da Uern, do Cameam e do PPGL. A profa. Lúcia Pessoa também foi convidada e hoje é membro do CTC-EB (Conselho Técnico-Científico da Educação Básica) e consultora da Área de Ensino, ambos da Capes. Esses, entre outros, são pequenos indícios da qualidade das ações do PPGL, habilitando-o também para a oferta de um Curso de Doutorado. O CURSO foi aprovado com conceito 4. O que faltou para alcançar o máximo de 5? NA VERDADE, os cursos de doutorado, para serem aprovados e recomendados pela Capes, devem apresentar no mínimo o conceito 4. Cursos com conceitos de 1 a 3 não são recomendados/aprovados. Cursos de grandes universidades, com experiência em formação de doutores (o que não é caso da Uern) e cursos mais antigos e com muita produção podem obter conceito 5. Já os conceitos 6 ou 7 são destinados a cursos mais maduros, que são referência na área e apresentam excelência na produção científica nacional e internacional, sendo ofertados por IES também de referência. SERÁ o primeiro doutorado da Uern. O que ele representa para a instituição? A APROVAÇÃO e a implantação do primeiro Curso de Doutorado da Uern trazem consigo várias missões, além da maior, que é formar pesquisadores, formar doutores. E entre suas missões está a de dizer à população dessa região o que é e para que serve um Curso de Doutorado que, a partir de agora, passará a fazer parte de sua realidade. A equipe docente desse curso tem a tarefa primeira de dizer a própria população de Pau dos Ferros e região o que é ser doutor, formar doutor e qual seu papel nas universidades, nos institutos de pesquisa e na sociedade. Para você sentir um pouco a nossa responsabilidade com esse curso, as perguntas e questionamentos tem tomado força e grande dimensão, junto às pessoas da comunidade, até mesmo nos indagando sobre o próprio nome “doutor”. O que é mesmo um doutor? Muitas pessoas da comunidade têm perguntado, após a aprovação do curso e sua divulgação na imprensa local, o que fazem esses doutores e o que os diferenciam dos outros “doutores”, como médicos, juízes, advogados, dentistas, por exemplo, que eles conhecem. Algumas
pessoas chegam a perguntar: “Esses doutores vão consultar, trabalhar nos fóruns?”. Por sermos um doutorado na área de Letras, a própria denominação “doutor” entra na pauta de discussão e pode virar também objeto de estudos de teses de doutorado. E não é simples dizer o que é um doutor a uma população que se acostumou a ver os usos no mínimo indevidos (porque não encontram respaldo na Constituição Federal nem na LDB como título acadêmico e também não encontram fundamentação na Gramática Normativa do Português como pronome de tratamento) do nome “doutor” em placas dos consultores médicos ou escritos em carimbos de algumas autoridades da Justiça e de outras áreas. Teremos, logo de início, de explicar para a população não acadêmica que doutorado é grau acadêmico, é título, e que, conforme as leis brasileiras, é preciso defender-se uma tese em curso específico para poder receber tal título, a denominação de doutor. E que, acima de tudo, doutor é um pesquisador, um cientista, de qualquer área do conhecimento, formado em curso regulamento pelo MEC (Ministério da Educação). Essa situação da terminologia é simples, menor, mas nos fez passar, ontem, mais ou menos uns 30 minutos, em fila de supermercado, para explicar a um amigo a que doutor a Uern se refere ao implantar o seu Curso de Doutorado em Letras. Mas, como dissemos, essa questão é também de nosso interesse como objeto de estudo. A aprovação do doutorado representa, de fato, e isso é o mais importante, uma grande conquista para instituição rumo ao seu crescimento como universidade, passando a Uern a ser inserida no sistema nacional como formadora de pesquisadores, o que também lhe dá acesso a novas fontes de financiamento para produção científica, como os financiamentos especiais e bolsas do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). O curso de doutorado insere-se também no contexto de expansão e interiorização da pósgraduação brasileira com destaque a uma das metas do Plano Nacional de Pós-graduação (PNPG 2011/2020), que prevê o aumento significativo de doutores no Brasil para os próximos anos, sobretudo nas regiões mais carentes e onde o sistema de pós-graduação tem presença pouco expressiva, como é o caso do semiárido nordestino, local de atuação da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. Por último, esse curso de doutorado eleva a Uern a novo
Jornal de Fato | DOMINGO, 28 de dezembro de 2014
5
Entrevista patamar como instituição, ao nível mais elevado de universidade, ao de IES que oferta cursos próprios, exclusivos, de doutorados, ao de instituição que forma pesquisadores, cientistas, e que, portanto, é melhor vista e avaliada nacional e internacionalmente. E PARA o campus de Pau dos Ferros? O CAMPUS já está um pouco contemplado dentro da resposta anterior por ser parte constitutiva da Uern. Mas, em específico, o doutorado em Pau dos Ferros representa a continuidade do trabalho desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGL), que desde 2008 vem atuando com esse fim. Além disso, demonstra o resultado de um trabalho de equipe de docentes e técnicos do Cameam para a expansão dos cursos da Uern. Esse curso lapida uma característica desse campus, que é o compromisso acadêmico, o trabalho coletivo e a ousadia nos projetos e nas ações, e mais uma vez torna Pau dos Ferros uma cidade pioneira e referência na pós-graduação brasileira. É hoje a menor cidade do Brasil a oferecer um curso de doutorado institucional avaliado e recomendado pela Capes. E o Cameam reforça o seu papel de líder na oferta do ensino superior na região. É a única IES que oferta curso de doutorado na cidade. Oferta também 3 cursos de mestrado: os Mestrados de Letras (um acadêmico e um profissional) e o Mestrado Acadêmico em Ensino, este em parceria com a Ufersa e o IFRN. E também está em tramitação na Capes a proposta do quarto mestrado do Cameam, o Curso de Mestrado Acadêmico em Planejamento e Dinâmicas Territoriais. Conforme destacamos na proposta enviada à Capes, por ser situado no Alto Oeste Potiguar, região entre os Estados do Ceará e da Paraíba, o município de Pau dos Ferros ultrapassa fronteiras geográficas. Localizada em pleno semiárido nordestino, a uma distância de 400km de Natal e Fortaleza, respectivamente capital do Rio Grande do Norte e do Ceará, e a uma distância de 480km de João Pessoa, capital da Paraíba, a cidade de Pau dos Ferros constitui-se atualmente como um importante centro universitário do interior do Nordeste. Os serviços de educação, saúde e comércio da cidade de Pau dos Ferros são regionalizados e atendem a uma população aproximada de 600 mil habitantes advinda de pequenas e médias cidades desses três Estados. E essa população é o principal alvo desse curso, embora o Cameam já 6
atenda, atualmente, a alunos advindos de mais 70 municípios de seis diferentes Estados. EXISTE algum diferencial no campus de Pau dos Ferros para ele ter conquistado o primeiro doutorado da Uern, em detrimento dos outros campi e do campus central? NÃO há um diferencial em si. O que há é especificidade. No campus de Pau dos Ferros há mais de três dezenas de doutores articulados em propostas acadêmicas coletivas e com objetivos e metas claras para ensino de graduação e de pós, de pesquisa e de extensão. Nesse campus respira-se academia o tempo todo e é visível o compromisso dos servidores docentes e técnicos com a inserção social da universidade e com o desenvolvimento da região. Além disso, o Cameam já vem se configurando há algum tempo como espaço de formação de pós-graduação, sendo, por isso mesmo, o doutorado também consequência de lutas e ações de longo prazo. O CAMPUS já tem a estrutura necessária para iniciar o doutorado, incluindo professores? SIM. Esse é um quesito necessário para a aprovação do curso pela Capes. Além de termos o mínimo, temos ampliado a infraestrutura, merecendo destaque nas avaliações qualitativas, como é o caso da nova sede Biblioteca Setorial e o Museu de Cultura Sertaneja, que é também laboratório de pesquisas, especialmente para a Linha de Pesquisa “Discurso, Memória e Identidade”. SERÃO quantas vagas e qual o cronograma para a inscrição e início das aulas? DOZE vagas. EXISTE pedido de algum outro doutorado em curso? OUTROS programas de pós-graduação da Uern que possuem cursos de mestrado já começaram a articulação entre seus docentes, sendo que alguns já até enviaram propostas, sendo algumas reprovadas, mas ainda há uma proposta em tramitação, a do Doutorado em Física. Em Pau dos Ferros, já estamos começando as discussões para o desenvolvimento de ações com vistas ao fortalecimento do corpo docente e discente para criação de Curso de Doutorado em Ensino, vinculado ao PPGE (Programa de Pós-Graduação em Ensino), o que deve concretizar-se até
Jornal de Fato | DOMINGO, 28 de dezembro de 2014
o final dos próximos 3 anos, caso não haja problemas de percurso. QUAL a importância da interiorização dos cursos de pós-graduação? UM DOUTORADO no semiárido brasileiro, em região como a de Pau dos Ferros, é importante em diferentes aspectos, e essa questão foi ressaltada na proposta de nosso curso. No contexto regional, tem-se observado que os doutores que vêm de outras regiões do País para atuar profissionalmente em instituições do interior do Nordeste tendem a voltar para as suas regiões de origem quando surge oportunidade, o que dificulta a fixação de um quadro docente permanente com formação doutoral para atuação nessa região. Além disso, as pesquisas têm mostrado que grande parte dos profissionais que vão do interior para os grandes centros em busca de capacitação não retornam às suas cidades de origem. Dessa forma, um dos possíveis impactos da criação do Curso de Doutorado em Letras da Uern, e também de grande importância, será a formação e fixação de doutores na região e, consequentemente, o aumento da produção científica, haja vista que a possibilidade de doutoramento na própria região evitará que muitos docentes e egressos de cursos de mestrado se desloquem para os grandes centros pela necessidade de cursarem pósgraduação em nível de doutorado. Isso terá como consequência a formação de uma massa crítica na região, que contribuirá para suprir as necessidades das instituições de ensino do interior, diminuindo substancialmente a instabilidade do quadro de docentes das IES e contribuindo diretamente para melhoria da qualidade do ensino e para o desenvolvimento de toda a região. COMO você avalia a oferta de cursos de pós-graduação na Uern? OS PROGRAMAS de pós-graduação da Uern agem com pioneirismo e com muita seriedade e responsabilidade. Foi assim com o PPGL e com todos os outros PPGs da instituição. A experiência da Uern em pós-graduação é nova. Depois de ter um mestrado fechado (em Meio Ambiente), em 2007 a Uern teve três mestrados aprovados (Física, Computação e Letras, este em Pau dos Ferros), tendo todos eles iniciado suas atividades em 2008. De lá para cá, os mestrados não param de crescer. E agora chegou a vez dos doutorados. E estamos muito felizes e honrados por trazer para a Uern o seu primeiro curso de doutorado.
Verão
Tibau,
ainda é a preferida O destino preferido dos mossoroenses no réveillon e verão continua sendo Tibau. Mas problemas, principalmente de insegurança, já afastaram muita gente. Jornal de Fato | DOMINGO, 28 de dezembro de 2014
7
Verão
P
assar o réveillon e o verão nas praias do município de Tibau continua sendo uma espécie de compromisso anual dos mossoroenses. Neste final de ano e início de 2015, a história não será diferente: milhares de famílias trocarão Mossoró por Tibau, seja todos os dias ou apenas nos finais de semana. A prefeitura local espera 150 mil visitantes de janeiro a março. Indiscutivelmente, Tibau continua sendo o local preferido, mas já não é unanimidade como em outros tempos. Alguns fatores jogam contra, sendo o principal deles a insegurança, como relata o comerciante João Batista Mendes. “Tibau deixou de ser aquela cidade pacata em que nunca fechávamos as portas”. Frequentador assíduo da cidade, Cláudio Garcia conta que trocou Tibau pela praia de Baixa Grande, em Areia Branca, para o réveillon deste ano, e que muitos de seus amigos estão fazendo o mesmo. Cláudio afirma que o número de mossoroense que vão para Tibau está diminuindo um ano após outro. “A maioria dos amigos alugou as casas em Tibau ou simplesmente não vai”, relata. Cláudio diz que antes reunir uma turma de amigos em Tibau significava segurança, “hoje significa risco maior”. “A insegurança é muito grande. Perdi a conta dos assaltos”, reclama. Além da insegurança, Cláudia critica também a estrutura, “que não comporta tantos veranistas”, e os preços “abusivos” praticados pelos comerciantes. “Por conta desses problemas, as barracas que ficam no Estado do Ceará passaram a ser mais visitadas”, comenta. O problema com a insegurança não é desconhecido pela polícia, que, mais uma vez, vai reforçar o policiamento. O comandante do 12° Batalhão de Polícia Militar, Major Correia Lima, informa o reforço de 50 homens para atuar de forma ostensiva diariamente até o Carnaval. Correia observa que se antecipou a Operação Verão do Governo do Estado e colocou três viaturas a mais em Tibau nas últimas semanas de dezembro. A polícia ambiental também vai estar presente para coibir outro grave problema da cidade neste período do ano: os paredões de som. O tenente João Almeida, comandante da Companhia de Polícia Ambiental, diz que a frequência da polícia ambiental na praia ainda não está definida, mas adianta que haverá sim o suporte à polícia militar. “Estamos com deficiência no efetivo, mas estamos traçando com o batalhão um plano para operação geral 8
)) Praia do Ceará recebe milhares de visitantes no litoral”, assegura. As polícias rodoviárias estadual e federal realizarão blitz em trechos da RN013, rodovia que liga Mossoró a Tibau, para coibir irregularidades no trânsito e colaborar na segurança impedindo a entrada de armas, drogas e outros produtos ilegais. Saúde A Prefeitura de Tibau promete que os veranistas encontrarão uma boa estrutura de saúde. A Unidade Mista de Saúde Santa Terezinha passou por melhorias em sua estrutura e ganhou mais equipa-
mentos para a sala de estabilização, além da compra de mais medicamentos. “Também estaremos disponibilizando dois médicos de plantão e equipe de enfermeiros e demais profissionais da área da saúde”, assegura Richardeson Granjeiro, secretário de Saúde. Através de uma parceria, a Prefeitura de Mossoró vai disponibilizar uma ambulância do Samu com toda a equipe nos finais de semana. “É uma parceria importante tendo em vista que havendo a necessidade de locomoção teremos a estrutura adequada”, ressalta Richardeson.
)) Major Correia Lima:
)) Cláudio Garcia: insegurança
segurança já foi reforçada
Jornal de Fato | DOMINGO, 28 de dezembro de 2014
afasta mossoroenses
Verão Prefeitura promete ruas limpas A Prefeitura de Tibau promete que não haverá problemas com a coleta de lixo durante o veraneio. O secretário de Oras e Urbanismo, Antônio Marcos, informa que a limpeza pública com “varrição” e capinação já foi realizada neste mês de dezembro e que o serviço de coleta domiciliar de lixo será disponibilizado diariamente. “Toninho Cunha”, como é conhecido, destaca que, além da empresa que já presta o serviço de limpeza pública, a prefeitura vai contar com mão de obra extra para atuar até o carnaval. “Este é um período considerado diferente, em que a cidade passa a contabilizar mais de 100 mil pessoas, por isso, requer mais atenção e consequentemente uma limpeza diária”, A secretaria também vai realizar campanhas educativas para que as pessoas não joguem lixo na praia e nas ruas. “Temos uma bela praia, local ideal para caminhar, ficar com a família, porém, não devemos esquecer que como cidadãos, temos que fazer a nossa parte e evitar jogar lixo na praia. Conto com a colaboração dos tibauenses e visitantes para que contribuam com a limpeza da praia e das ruas”, convoca. O prefeito Josinaldo Marcos de Souza (Naldinho) destaca ainda que a prefeitura vai disponibilizar dois números telefônicos para coleta de lixo e entulhos: 9124-7361 e 9453-5970. “Também estamos sinalizando as ruas que são proibidas de trafegar durante o período de veraneio para facilitar o trânsito”, acrescenta. Companhias garantem água e energia A Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN) vai ampliar a oferta d’água em Tibau durante o veraneio e carnaval. Segundo a Companhia, o volume ofertado será mais que o dobro, de 130 para 270 metros cúbicos por hora. “Isso tem sido feito nos últimos anos e suprido a necessidade de água no período”, afirma a empresa. A Caern explica que o incremento de água será possível a partir do aumento da capacidade de bombeamento de um poço local e já estará disponível a partir desta semana. “Na verdade, esse poço tem capacidade maior que a utilizada normalmente, que é reduzida para não haver desperdício”, argumenta. A Caern orienta aos moradores e veranistas a utilizar a água de forma racional para evitar desperdício, apesar de possível desabastecimento estar descartado. “Principalmente nesse período do
)) Ruas foram asfaltadas verão é importante usar de forma racional porque aumenta o consumo e há muito desperdício, no banho, por exemplo”, destaca. A Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern) declara que efetuou várias ações em Tibau, incluindo a construção de novas redes, instalação de novos transformadores, e equipamentos telecomandados que possibilitam um atendimento mais rápido em casos de possíveis interrupções no for-
necimento de energia, proporcionando uma redução no tempo de restabelecimento do sistema e no quantitativo de consumidores atingidos. Além disto, a empresa diz que realizou, por meio do seu Programa Anual de Manutenção Preventiva, serviços como inspeções termográficas e visuais na rede de distribuição que atende o município, além de lavagem de equipamentos (isoladores) da rede elétrica da região que se encontra em área de salinidade.
)) Blitz serão realizadas Jornal de Fato | DOMINGO, 28 de dezembro de 2014
9
SaĂşde
Fim de ano
magro Nutricionista orienta sobre como se comportar nas festas de fim de ano para nĂŁo comprometer a dieta e nem ganhar peso nas festas de fim de ano
10
Jornal de Fato | DOMINGO, 28 de dezembro de 2014
Saúde
U
m dilema, especialmente, entre as mulheres é decidir entre esquecer ou não um pouco a balança, cedendo ao momento de comemorações. A auxiliar administrativa Poliana Yasmin joga no time das que não esquecem a dieta de jeito nenhum, nem mesmo nas festas de fim de ano. Adepta das dietas combinadas com práticas esportivas – academia, bicicleta e caminhada –, Yasmin garante que mantém os cuidados no Natal e Ano Novo. “Como pouca coisa, apenas alguns petiscos e sem bebidas alcóolicas”, conta. Já a enfermeira Tatiane Mesquita pensa diferente e considera que as festas de fim do ano é o momento de esquecer as dietas e esforços do ano todo para manter o peso e se esbaldar. “É impossível não comer muito e ganhar peso com tantas festas”, reconhece, acrescentando que ganha em torno de dois quilos nesse período. A boa notícia é que, segundo os nutricionistas, é possível aproveitar as delícias sem comprometer a dieta. Comer moderadamente e fazer escolhas mais saudáveis são o ponto de partida. Paula Trigueiro, nutricionista do Hapvida, destaca que o segredo é a moderação e a escolha certa de pratos. “Claro que não precisamos nos privar, podemos abrir uma exceção, mas com moderação. A privação nos trará sentimentos negativos e de insatisfação, que podem desequilibrar nosso organismo”, alerta. Paula acrescenta ainda que “o equilíbrio do organismo não vai ser alterado com uma ou outra refeição, mas sim por hábitos cotidianos que incluem o que é chamado de educação ou reeducação alimentar. Ou seja, uma semana não vai alterar um projeto de semanas, meses ou anos. O importante é dar continuidade à educação alimentar após as festas”, orienta.
)) Poliana evita comidas no fim do ano
)) Tatiane diz que fim do ano é para se esbaldar
Dicas de alimentação do fim de ano Não misturar os carboidratos como, por exemplo, arroz com farofa e arroz com batata. Escolha qual destes acompanhamentos mais gosta e consuma somente um deles. Não centralize o pensamento na comida. Valorize estar com a família e amigos, e crie formas de se distrair, como amigo oculto, entrega de presentes, etc. Utilizar alimentos light e diet no preparo da ceia pode diminuir um pouco a gordura e o açúcar dos alimentos. Dê preferência a alimentos grelhados e assados. Evite as frituras. Sugestão: a clássica rabanada pode ser feita com açúcar magro e assada no forno. Assim, se torna muito mais leve e continua saborosa. Na hora de escolher a sobremesa e as bebidas, as frutas e os sucos da época vão ser as melhores opções: pêssego, abacaxi, ameixa, manga e goiaba. Se não resistir aos doces, escolha as sobremesas que contenham frutas.
Jornal de Fato | DOMINGO, 28 de dezembro de 2014
11
Saúde
Faça a escolha certa
1 2
Rabanada frita pela de forno.
3
Salada de maionese pela salada de folhas e legumes crus com molhos de iogurte com ricota e ervas.
4 5
)) Poliana e Tatiane pensam diferente com relação ao fim do ano Os exageros, mais que comprometer a dieta, podem acabar estragando a festa de qualquer um. Por isso, é importante não perder o controle e saber reconhecer seus limites. Manter o corpo sempre bem hidratado e evitar certas combinações de alimentos, por exemplo, são alguns dos pontos fundamentais para evitar contratempos. Sair comendo tudo de qualquer jeito, movido apenas pelo desejo de experimentar cada delícia da mesa, é o primeiro erro a ser evitado. “Durante as ceias e as confraternizações, comece sempre pelas saladas e frutas para saciar parte da fome com alimentos de menor caloria e conseguir controlar melhor a quantidade de alimentos ricos em gorduras e carboidratos. Depois, faça opções por pratos mais magros, evitando alimentos com molhos gordurosos e à base de leite, queijos, maionese e creme de leite”, explica Paula Trigueiro. A nutricionista acrescenta, ainda, 12
que chegar à festa de estômago vazio não é recomendado. “Fazer uma pequena refeição ou um lanche saudável antes da festa é uma dica interessante. É importante não se esquecer também da pré-hidratação. Todo adulto deve ingerir no mínimo dois litros de água por dia. A hidratação é essencial para reduzir as chances de intoxicação alimentar e alcoólica. Comer e beber com moderação é o grande segredo para não ganhar aqueles quilinhos a mais indesejáveis”, complementa. Exagerar é sempre ruim. Comer demais certos alimentos pode ser pior ainda. Alguns são mais propensos a causar má digestão e, por isso, é importante evitá-los ou, pelo menos, ingeri-los de forma moderada. “As frituras, as massas e as bebidas alcoólicas são as maiores vilãs da má digestão. O ideal seria evitar esta combinação, comer com moderação e fazer uma boa hidratação antes e depois das comemorações”, explica Paula Trigueiro.
Jornal de Fato | DOMINGO, 28 de dezembro de 2014
Arroz branco pelo arroz integral com legumes picadinhos.
Carne de porco por chester. Bolinho de bacalhau por frios magros (queijo branco com ervas e orégano), palmito e ovos de codorna.
6 7 8
Bebidas alcoólicas por coquetel de fruta sem álcool.
9
Torta de bacalhau por grão de bico com bacalhau.
Pavê por salada de frutas com sorvete.
Cerveja por vinho tinto ou espumante.
Polêmica
Redutores da discórdia Em 2015, novos redutores de velocidade entrarão em funcionamento em Mossoró. A Prefeitura de Mossoró diz que é para a segurança do trânsito, mas muitos mossoroenses reclamam do que chama de “indústria da multa”.
Jornal de Fato | DOMINGO, 28 de dezembro de 2014
13
Polêmica
E
m 2015, novos redutores de velocidade entrarão em operação em Mossoró. Um deles, na Avenida Rio Branco, nas proximidades do Posto 30 de Setembro, já a partir do dia 1º de janeiro, com limite de velocidade permitido de 50 km. Segundo a Prefeitura de Mossoró, outros seis pontos eletrônicos serão instalados nos primeiros meses de 2015, sendo que quatro já estão instalados e outros dois em processo de instalação. A prefeitura diz que os pontos são para a segurança do trânsito, mas há muitas reclamações da população. Para o dentista e estudante de Medicina, Marcelo Duarte, Mossoró tem redutores em exagero e com velocidade limite muito baixa, “que travam o trânsito e têm intuito eminentemente arrecadatório”. “Não estão preocupados com a vida. As firmas que controlam a indústria das multas são privadas e visam arrecadar e faturar apenas”, comenta. O jornalista Francinaldo Rafael defende que a medida inicial deveria ser a promoção de campanhas permanentes de educação para o trânsito. “Sem investir em educação, poderemos estar enveredando apenas na indústria da multa. Lembro que quando em Natal foram feitas várias campanhas para respeito ao pedestre na faixa, a população mudou de comportamento”, argumenta. O balconista Allanciney pensa que os redutores muitas vezes é a medida acertada. “Acho que diminui sim os acidentes
porque a gente só respeita o trânsito quando doí em nosso bolso”, reconhece. O engenheiro de Tráfego da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, Adalberto Jales, defende que pelo seu tamanho, Mossoró não tem tantos equipamentos. Ele observa que nem todos os pontos eletrônicos são redutores de velocidade. “Alguns são para coibir outras infrações, como a parada na faixa de pedestre e para dar segurança aos pedes-
tres”, ressalta. Adalberto reforça que os pontos eletrônicos são equipamentos com eficácia muito boa e que dispensam a necessidade de presença do agente a toda hora, além de seguirem parâmetros técnicos e a velocidade limite, no caso dos redutores, ser definida através de estudos feitos na área em que são instalados. “Não é pensando em multa, mas em segurança. O condutor passa a respeitar a sinalização”, afirma.
Pontos Eletrônicos instalados
1- Av. Coelho Neto – velocidade 50 Km 2- Av. Coelho Neto, Oposto – Velocidade 50 Km 3- Av. Presidente Dutra – Velocidade 50 Km 4- Av. Presidente Dutra, Oposto – Velocidade 50 Km 5- Av. Presidente Dutra – Velocidade 50 Km 6- Av. Presidente Dutra, Oposto – Velocidade 50 Km 7- Av. Lauro Monte – Velocidade 50 Km 8- Av. Lauro Monte, Oposto – Velocidade 50 Km 9- Rua João da Escóssia – COSERN (sentido Partage Shopping)– Velocidade 50 Km 10- Rua João da Escóssia – COSERN (sentido Centro) – Velocidade 50 Km 11- Rua Jaern Menescal (sentido UPA- Belo Horizonte) – Velocidade 40 Km 12- Rua Jaern Menescal (sentido Escola Monsenhor Raimundo Gurgel) – velocidade 40 Km 13- Rua Souza Leão – velocidade 40 Km 14- Av. Alberto Maranhão (BR 304) – Velocidade 50 Km 15- Av. Alberto Maranhão (Centro) – Velocidade 50 Km 16- Rua Seis de Janeiro – Velocidade 40 Km 17- Rua João da Escóssia com a Antônio Vieira de Sá (sentido Centro) – Velocidade 50 Km 18- Rua Antônio Vieira de Sá com a Rua João da Escóssia (sentido Rua Deodécimo Rosado) – Velocidade 50 Km
19- Rua João da Escóssia com a Antônio Vieira de Sá (sentido Partage Shopping) – Velocidade 50 Km
20- Rua Antônio Vieira de Sá com a Rua João da Escóssia (sentido Rua Felipe Camarão) – Velocidade 50 Km
)) Marcelo Duarte: redutores
21- Rua Augusto Severo 22- Rua Melo Franco
travam o trânsito 14
Jornal de Fato | DOMINGO, 28 de dezembro de 2014
adoro comer adoro Receita comer
Casquinha de siri falsa
iNGreDieNteS • 1 repolho de mais ou menos 500 g ralado fininho • 4 tomates maduros sem pele e sem sementes • 3 latas de sardinha pequenas no molho de tomate • 1 cebola grande ralada • Alho, cheiro verde e pimenta a gosto • 1 vidro pequeno de leite de coco
MODO DE fAZer • Refogue a cebola, alho, tomate e o repolho, deixando ficar quase seco e acrescente o cheiro verde • Depois disso coloque nesse refogado o leite de coco, as sardinhas amassadas com o molho da lata e deixe apurar • Retire do fogo e acrescente 2 ovos ligeiramente batidos • Nessa mistura acrescente um pouco de farinha de rosca para que o refogado fique com a consistência cremosa • Coloque nas casquinhas próprias e polvilhe com farinha de rosca e queijo ralado • Leve-as ao forno para gratinar • Essa receita fica com o gosto da carne do siri • Muito boa
Jornal de Fato | DOMINGO, 28 de dezembro de 2014
15