Skip to main content

Revista de Domingo nº 673

Page 1

editorial ao leitor

Uma história de excelência

O

Entrevista

Boa leitura, Nara Andrade

p4 Empresário, Emerson Azevedo e Maria Auxiliadora falam dos 25 anos do Colégio Mater Christi

Colégio Mater Christi no dia 25 deste mês de setembro comemora o seu Jubileu de Prata. A instituição de ensino foi construída, há 25 anos, pelo casal de empreendedores Emerson Azevedo e Maria Auxiliadora Tenório de Azevedo, a partir do desejo de criar uma escola para educar o filho, que não fosse uma simples instituição de ensino e sim uma instituição de ensino de vanguarda. Hoje, Ciro Tenório de Azevedo, que deu seus primeiros passos na escola pensada pelos pais, é um dos gestores do Mater Christi, que atualmente conta com 1.280 alunos e quase 300 funcionários. Você confere um pouco mais dessa história na entrevista da semana, assinada pelo jornalista César Santos. Nesta edição você também encontra dicas de como fazer hortas caseiras, que ajudam na alimentação saudável e na saúde mental, já que funcionam como terapia para muitas pessoas. O dia 30 de setembro é marcado pelas comemorações da libertação dos escravos em Mossoró, antes mesmo da assinatura da Lei Áurea. Para celebrar a data, o coletivo Monxorós Fototribo promove uma exposição fotográfica intitulada Liberdade, em parceria com o Partage Shopping Mossoró. A exposição estará aberta à visitação entre os dias 15 e 30 deste mês. Ainda nesta edição, um material sobre o sedentarismo e a obesidade infantil.

p 14 p15

p8

Hortas Caseiras Feitas em pequenos espaços, elas são aliadas da boa alimentação e servem de terapia

Retratos da Liberdade Coletivo Monxorós Fototribo e Partage Shopping Mossoró realizam exposição fotográfica

p10

Sua carreira

Rafael Demetrius: Quando tudo dá errado: o que fazer?

Receita

Peixada toda gostosa

• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – Wil­liam Rob­son • Editor – Nara Andrade • Dia­gra­ma­ção – Rick Waekmann • Projeto Gráfico – Augusto Paiva • Im­pres­são – Grá­fi­ca De Fa­to • Re­vi­são – Gilcileno Amorim e Stella Sâmia • Fotos – Carlos Costa, Marcos Garcia, Cezar Alves e Gildo Bento • In­fo­grá­fi­cos – Neto Silva Re­da­ção, pu­bli­ci­da­de e cor­res­pon­dên­cia Av. Rio Bran­co, 2203 – Mos­so­ró (RN) Fo­nes: (0xx84) 3323-8900/8909 Si­te: www.de­fa­to.com/do­min­go E-mail: re­da­cao@de­fa­to.com Do­min­go é uma pu­bli­ca­ção se­ma­nal do Jor­nal de Fa­to. Não po­de ser ven­di­da se­pa­ra­da­men­te.

2

Jornal de Fato | DOMINGO, 14 de setembro de 2014


conto

josÉ NIcoDemos*

(

O agouro do urubu

O

Envie sugestões e críticas para o e-mail: aristida603@hotmail.com

)

urubu pousou no canto do muro do fundo, manhã cedo. Mau agouro, pensou logo João Manoel, benzendo-se, arrepiado. E sem pensar duas vezes desmanchou a viagem pra Fortaleza no dia seguinte. Convite de um bom emprego, pela mão de um amigo que lhe conhecia a grande experiência profissional. Um bom técnico em contabilidade. – Superstição besta, coisa de gente ignorante – reclamou a mulher dele, Camila. Manoel João, irredutível. Perderia o emprego, ótimo salário, mas aquilo não deixava de ser um aviso. Tocara-lhe fundo no espírito. Uma coisa providencial, não tinha dúvida nenhuma. No emprego, os amigos lhe tiraram o couro – superstição de gente ignara. Incompatível com a formação intelectual de Manoel João; estudara em seminário católico, que abandonara já terminando filosofia. Pra casar. Não tinha, mesmo, vocação pro sacerdócio. Ilusão de menino. Entrara pro seminário aos oito anos, influência da

Não tinha, mesmo, vocação pro sacerdócio. Ilusão de menino. Entrara pro seminário aos oito anos, influência da mãe, que aliás o prometera ao serviço de Deus, quando ele esteve pra morrer, dias de nascido.

mãe, que aliás o prometera ao serviço de Deus, quando ele esteve pra morrer, dias de nascido. Alcançara a graça de São Francisco e do Padre Cícero, seu padrinho espiritual. Cumpriria o voto. Camila, toda emburrada o dia todo. Perder um salário que lhe permitiria a ele, Manoel João, dar aos filhos uma vida melhor, era quase um crime. Se não isso mesmo. Os estudos no Colégio São João do escol de Fortaleza. Essas coisas. Idiotice era o nome certo. Recusava-se a falar com o marido Um idiota mais da conta. Burro de cangalha e tudo. . O amigo de Fortaleza lhe mandara o bilhete aéreo, vôo das dez horas. Do Ju-

azeiro. O amigo ficara de esperá-lo no aeroporto Pinto Martins. Manoel João seria seu hóspede, com todo o prazer e regalias das honras da casa. Foram contemporâneos de seminário e eram da mesma idade e naturais do Juazeiro O dia amanheceu, e Camila, a cara do tamanho do mundo. O marido mandava embora a grande oportunidade de melhores condições pra família. Contador, ganhava pouco ali no Juazeiro. Vida apertada. Difícil. Lá pelas onze horas, o rádio dava a notícia; o avião do vôo das dez acabava de cair já sobrevoando Fortaleza, pegando fofo no ar. Não havia sobreviventes.

Jornal de Fato | DOMINGO, 14 de setembro de 2014

3


Entrevista

Emerson, Auxiliadora e Ciro Azevedo

Uma história de excelência

Por César Santos Da Redação / cesar@defato.com

H

á 25 anos, o casal de empreendedores Emerson Azevedo e Maria Auxiliadora Tenório de Azevedo decidiu criar uma escola para educar o filho que viria no futuro. Mas, não era uma simples instituição de ensino, era uma instituição de ensino de vanguarda. Para isso, Emerson e Auxiliadora foram buscar a ideia do epistemólogo, educador, filósofo e pensador suíço Jean William Fritz Piaget, que ao entender que a capacidade cognitiva humana nasce e se desenvolve, não vem pronta, fez surgir o método Construtivismo. Um contraponto ao ensino tradicional, aquele em que o professor dita e o aluno DOMINGO – Há 25 anos, Mossoró tinha as opções de colégios tradicionais, consolidados e prestigiados. Mesmo assim, os senhores tiveram a iniciativa ousada de criar o Colégio Mater Christi, lançando um projeto inovador, com proposta ainda desconhecida. Como surgiu a ideia? EMERSON AZEVEDO – Surgiu do meu casamento com Auxiliadora. Ela trabalhava em São Paulo e eu viajava pelo Brasil, tínhamos apenas os finais de semana. Daí, resolvemos nos casar. Ela se desligou do grupo empresarial do qual fazia parte, veio para Recife 4

copia e repete. A iniciativa de vanguarda desafiou o meio educacional de Mossoró, com a desconfiança de muitos, mas a certeza do casal empreendedor de que estava no caminho certo. Assim teve início o Colégio Mater Christi, que no dia 25 deste mês de setembro comemora o seu Jubileu de Prata. Uma instituição pensada pelos pais de Ciro Tenório de Azevedo, que deu os seus primeiros passos na escola juntamente com outras 11 crianças, para hoje ser um dos gestores do MC com 1.280 alunos e quase 300 funcionários. Essa história é contada agora à revista DOMINGO por Emerson, Auxiliadora e Ciro.

(PE) e eu disse que teria que morar em Mossoró. Veja a mudança: saiu de São Paulo para Mossoró. Ela veio, mas perguntou: “e o que é que eu vou fazer?” Então, Auxiliadora pensou em criar uma escola para que, quando o nosso filho nascesse, Mossoró tivesse a melhor escola para educá-lo. A ideia partiu dela e tudo começou aí. ANTES de decidir por criar uma nova escola, os senhores não pesquisaram os estabelecimentos que já existiam na cidade? E se pesquisaram, não se sentiram convencidos do

Jornal de Fato | DOMINGO, 14 de setembro de 2014

método e qualidade de ensino? EMERSON AZEVEDO – Primeiro, fizemos uma pesquisa no Brasil. Depois, no exterior, principalmente na França. Encontramos na França esse sistema de ensino que o Ministério da Educação adotou hoje. Veja que implantamos aqui no Mater Christi há 25 anos. Implantamos de maneira empírica porque a França não nos ofereceu nada; apenas tínhamos uma pessoa amiga que nos passou como funcionava esse sistema lá. Desenvolvemos por aqui, foi melhorando a cada ano e depois o MEC passou a se dedicar


Entrevista mais, porém, ainda de forma tímida porque o ensino público no Brasil continua uma vergonha. Nós também despertamos muito a nossa ousadia, que acabou provocando de forma sadia a concorrência, principalmente do Colégio Diocesano, do amigo Sátiro (padre Sátiro Cavalcanti Dantas, diretor do CDSL). Recordo que na época a concorrência previu que o Mater Christi ficaria aberto durante seis meses; veja que estamos completando 25 anos. Não preciso dizer mais nada. O MATER Christi trouxe para Mossoró o Construtivismo, método de ensino desconhecido naquela época. Como foi inovar diante da desconfiança das pessoas naquilo que não conhecia? AUXILIADORA AZEVEDO – O método eu conhecia porque os filhos das minhas irmãs já estudavam em escolas, no Recife (PE), dentro dessa filosofia. Recife tinha duas escolas com esse perfil. Em São Paulo tinha uma ainda embrionária, a Escola da Vila, que realmente era quem detinha o maior conhecimento do construtivismo no Brasil. Em Brasília, tinha uma instituição de ensino que já estava avançando muito com o método. Seus gestores eram pessoas de vanguarda do MEC que estavam preparando novas propostas para o ensino brasileiro. Eu passei a ter contato com essas pessoas, com os pais de alunos e foi assim que encaminhamos o nosso projeto. Buscamos o conhecimento, estudamos bastante, por isso, chegamos aqui com a capacidade de conduzir esse grande projeto que é o Mater Christi. HOUVE resistência das pessoas diante de um método de ensino até então desconhecido? AUXILIADORA AZEVEDO – Foi um esforço muito grande para a gente começar. Depois do conhecimento, veio o desafio de como trazer essa experiência para Mossoró, como convencer a comunidade pedagógica e a sociedade de forma geral sobre essa inovação, porque não existiam livros. Tínhamos que convencer que o aluno deve ser trabalhado sobre quatro aspectos, enquanto a escola tradicional só vê a questão cognitiva. O construtivismo trabalha a parte sensorial motora, afetivo social, psicomotricidade e a cognição, para auxiliar no crescimento da criança. O fato é que no primeiro momento não foi aceito pela cidade. As pessoas que trouxeram os seus filhos acreditaram muito mais em mim e eu

tinha que convencer a essas pessoas que o Mater Christi era o melhor para educar os filhos. Não foi fácil, mas nós já esperávamos e estávamos preparados para o desafio, principalmente no que diz respeito a convencer as pessoas daquilo que era desconhecido. As barreiras não nos fizeram desistir porque sabíamos que estávamos no caminho certo. COMO foram, então, os primeiros passos da escola? AUXILIADORA AZEVEDO – Nós iniciamos em setembro de 1989, com alunos filhos de amigos nossos, para preparar o ano letivo do ano seguinte. Nesse tempo nós trouxemos da escola do Grupo Zab de Educação, de Recife, que já tinha experiência no construtivismo, os seus coordenadores e professores para prepararem o nosso pessoal que iria trabalhar a partir de janeiro de 1990. Portanto, era tudo novo e isso foi um susto muito grande, porque de repente se perguntava: “como a criança irá aprender com esse método tão diferente?” Mas, o importante é que todos foram percebendo que, diferentemente da escola antiga, nós tínhamos que estimular a criança a construir os seus conhecimentos. NO PAÍS com personalidades como o educador, pedagogo e filósofo Paulo Freire, ir buscar o método criado pelo epistemólogo, educador, filósofo

e pensador suíço Jean William Fritz Piaget, que criou o construtivismo para contrapor o ensino tradicional considerado por ele como autoritário, não teria sido ousar demais para os padrões intelectuais da época? AUXILIADORA AZEVEDO – Não diria ousar demais, mas sim, ousamos e vamos continuar ousando. Trazer o construtivismo para Mossoró foi um despertar, mesmo diante da desconfiança daqueles que questionavam: “essas crianças vão aprender como se não tem livros?” O importante é que pessoas foram percebendo que nós, educadores, precisamos despertar na criança os seus conhecimentos e que elas são capazes de construir livremente. O trabalho de Piaget começou quando ele passou a observar o desenvolvimento de sua filha e ele despertou para a formação de crianças capazes de pensar. Isso é maravilhoso. Lembro que trabalhei numa empresa, ainda muito jovem, quando apresentei uma ideia à direção, mostrando que era possível produzir mais mesmo com uma carga menor de trabalho. Eles entenderem que eu queria trabalhar menos e disseram que eu estava proibida de pensar. Pedi demissão, porque se eu não podia pensar não podia trabalhar. COMO foi conduzir o projeto inovador de ensino, enfrentando a desconfiança das pessoas, o desafio de admi-

Jornal de Fato | DOMINGO, 14 de setembro de 2014

5


Entrevista nistrar a empresa e consolidar como uma das melhores escolas do Estado? AUXILIADORA AZEVEDO – Fizemos sacrifícios. Investimos todo o patrimônio da família, vendemos imóveis. Tudo colocado no projeto, porque nós acreditávamos. Nunca pensamos em desistir um só segundo. Mas, o melhor disso tudo foi a equipe que nós formamos, porque conseguimos motivar os profissionais a acreditar no projeto. Isso suplantou qualquer barreira. Lembro que as críticas eram muitas e as dificuldades vinham juntas. Teve um ano que perdemos 75 alunos dos 175 que tínhamos. Mas continuamos a caminhada. O importante é que não tivemos pressa de crescer e deixamos o projeto se desenvolver de forma natural porque sabíamos da sua importância. Como estávamos trabalhando com um método novo, o Mater Christi cresceu uma série a cada ano e isso facilitou muito porque não queimamos etapas, nem fomos traídos pela ansiedade. Teve um momento importante em 1993, quando conhecemos o Pueri Domus, que estava saindo do sistema montessoriano e abraçando o construtivismo. Deu certo, porque precisávamos ter acesso aos grandes centros educacionais para mantermos a vanguarda no ensino de Mossoró e isso o Pueri nos possibilitou. QUAIS pontos tornaram o projeto sólido? AUXILIADORA AZEVEDO – Nós nos fortalecemos na condução do projeto, sob o ponto de vista da inovação do ensino, porque também fomos buscar e testar conhecimentos de outros pensadores. Eu não posso apenas dizer para o meu aluno que dois e dois são quatro, ele tem que entender porque dois e dois são quatro. Eu não posso dizer a ele que um corpo se dilata, que um corpo flutua, se eu não mostrar isso para ele. Então, a criança do Mater Christi pratica isso desde o primeiro momento. Para isso, criamos um ambiente intelectual muito bom. Fizemos convênio com a USP (Universidade de São Paulo), compramos projeto inovador da IBM para a área de informática, trocamos experiências com grandes instituições. Entendemos que ousar em educação não é só modernidade, mas, principalmente, dá oportunidade aos alunos de conviverem com outros ambientes e, para isso, nós nunca economizamos. Nós instalamos o nosso laboratório. Quem montou foram os técnicos da USP. Essa qualidade, que

6

permite o aluno a pensar e refletir foi decisiva para tornar o Mater Christi maior referência de ensino. Agora, é preciso reafirma: o sucesso só é possível em equipe, porque não trabalhamos sozinhos. É importante ressaltar a qualidade da nossa equipe de professores, coordenadores, técnicos... O PROJETO Mater Christi foi pensado desde o primeiro momento para alcançar o estágio em que se encontra ou as coisas foram acontecendo naturalmente? EMERSON AZEVEDO – Foi pensado, projetado e nós já temos projeto para os próximos anos. Nada aconteceu por acaso. PODE antecipar os projetos futuros? EMERSON AZEVEDO – Não vamos detalhar agora, mas podemos antecipar que estamos projetando a ampliação do colégio para atender a demanda. Hoje nós temos um problema de vagas, por isso, temos que ampliar a estrutura para receber novos alunos. Temos programada a abertura de mais 10 novas salas de aulas. Vamos ganhar essa demanda financeira e ampliar ainda mais nossa estrutura. QUANDO o Mater Christi foi criado já existiam duas instituições de ensino em Mossoró que trabalhavam a questão da formação intelectual, família e religiosa, no caso o Colégio Sagrado Coração de Maria (das Irmãs)

Jornal de Fato | DOMINGO, 14 de setembro de 2014

e o Diocesano Santa Luzia, então, o nome Mater Christi foi escolhido sob essa influência? AUXILIADORA AZEVEDO – Não. Eu sou católica e tive a minha formação em colégio de freiras. Mater Christi surgiu da ideia de buscar um nome para que as pessoas absolvam de forma mais natural. Eu queria que, mesmo sendo uma escola laica, Mater Christi tivesse esse perfil de formação do ser humano de caráter, ético e de família. Aqui nós trabalhamos esses valores e isso tem sido muito importante para o fortalecimento da família Mater Christi. CIRO, o senhor foi o primeiro aluno do Colégio Mater Christi, a primeira ficha, e hoje é um dos gestores. Evidentemente, como filho dos fundadores do MC, teve um zelo especial na educação e na formação intelectual. Hoje, como diretor, é assim que o senhor vê os seus alunos? CIRO AZEVEDO – O Colégio Mater Christi nunca foi visto como uma empresa. Sempre foi o irmão mais novo. É esse o sentimento que a gente tem. Nós levamos uma vida muito simples porque dedicamos todo o nosso tempo, nossas energias e nossos sonhos a esta instituição. O Mater Christi começa a ter um pouco a minha cara, quando iniciamos alguns projetos, devidamente autorizados pelos meus pais. Veja: no dia 5 de janeiro, eu completo 10 anos trabalhando ativamente no Mater Christi e parte da nossa equipe já


Entrevista mostra um pouco do nosso perfil porque fomos nós que formamos. Eu sei da responsabilidade que tenho, transferida pelos meus pais, e também sei que estou pronto para a missão porque da mesma forma que eles criaram a escola para me educar, eu vejo todos os alunos como meus irmãos. OS SEUS pais conduziram o Mater Christi nesses 25 anos, com alta qualidade no ensino inquestionável. E os próximos 25 anos, como serão? CIRO AZEVEDO – Meus pais tiveram a missão tremenda que foi construir tudo isso para oferecer a Mossoró a melhor educação possível. Eu posso afirmar: há 10 anos eu venho trabalhando para que quando os meus filhos nasçam eles tenham a educação que meus pais me deram e que eu possa dar. Nesse caminho, todas as outras famílias vão fazer parte desse projeto. Todo mundo tenta entender o que é essa energia que existe no Mater Christi. A concorrência vem, tira nossos profissionais, copia nossos projetos, mas eles não conseguem o mesmo sucesso. Eu brinco até parafraseando a Petrobras: o desafio é a nossa energia. Nós dedicamos a nossa vida a oferecer a educação de qualidade à sociedade. E é fazendo essa diferença que iremos caminhar pelos próximos 25 anos. CONDUZIR esse projeto é uma responsabilidade tão grande quanto à missão de criar o Colégio Mater Christi. Essa é a sua opção? CIRO AZEVEDO – Um dia, em pleno veraneio, meu pai perguntou: quer trabalhar? Eu disse, sim. Ele seguiu: então esquece os amigos, venha trabalhar. Era um domingo. Eu ainda argumentei: mas, pai, acabei de passar no vestibular, deixe eu curtir as férias, meus amigos. Mas ele insistiu: você vai ter a vida toda para curtir os seus amigos. Então, decidi suspender as férias e iniciar o trabalho recebendo o meu primeiro crachá como auxiliar administrativo. O primeiro salário só recebi um ano depois. Sem problema, o orgulho dos meus pais era valor único. Claro que ao longo do tempo meus pais foram moldando a minha formação, de maneira muito saudável e sem frustações. Fiz a escolha certa para a minha vida. É com essa motivação que penso o Mater Christi 25 anos pra frente. QUAIS são os seus projetos para os próximos 25 anos?

CIRO AZEVEDO – Veja só: a realidade do país permite dizer que só vão existir dois tipos de grupos de educação daqui a 10 anos: 1 – os grandes grupos de capital aberto, donos de dezenas ou centenas de instituições; 2 – pequenas instituições com altíssimo índice de qualidade. O caminho do Mater Christi é ser referência no ensino de qualidade. Isso se aplica à nossa Faculdade, que estamos reconstruindo, ao período de excelência que o colégio vive e ao fortalecimento do cursinho. Portanto, o Mater Christi caminhará nesses 25 anos futuros para ser um núcleo educacional de excelência. ESTAMOS diante da história viva do Mater Christi. Os pais que criaram uma escola para educar o filho e o filho que foi educado pronto para conduzir o projeto futuro da instituição. Qual o sentimento nesse momento importante? EMERSON AZEVEDO – A tranquilidade de missão cumprida e a certeza de continuar a missão de formar o homem pensante. CIRO AZEVEDO – Posso afirmar que o meu maior desejo sempre foi ser o maior orgulho dos meus pais. Isso nunca foi uma missão fácil porque, apesar do amor ser muito grande, a gente diferencia muito as questões de trabalho e família. Hoje, a minha

maior alegria é saber que eles têm orgulho de mim. Sei que eu ainda tenho muito a aprender e eles têm muito a me ensinar e nós juntos vamos continuar fazendo a diferença sempre. AUXILIADORA AZEVEDO – Um dia eu disse: olha, Emerson, eu acompanho você para onde você for, sou a sua mulher, agora, não ficaria numa cidade se eu não pudesse produzir. Mais do que isso, queria transformar de alguma forma o lugar onde escolhi para viver. Neste momento, eu gostaria de agradecer aos pais que acreditaram no nosso projeto, confiaram na gente e na nossa proposta de vanguarda. Hoje, todas as pessoas sabem que a coisa mais importante que tenho na vida, depois do meu filho, é o Mater Christi. A minha maior satisfação são os 25 anos do colégio, a forma como tudo isso se desenvolveu, o hino da instituição que foi musicado pelos alunos porque só eles poderiam construir essa história. Então, enquanto eu viver vou continuar com esta minha inquietude, insaciável com a questão da educação. E ter um filho que eu tenho hoje, um homem de caráter, ético, para mim é a maior glória que Deus me deu e é isso que eu quero para todos os meus alunos. Leia a entrevista completa no Cafezinho com César Santos www.defato.com

Jornal de Fato | DOMINGO, 14 de setembro de 2014

7


Dicas práticas

Hortas caseiras Feitas em pequenos espaços, elas são aliadas da boa alimentação e servem inclusive como terapia ocupacional

8

Jornal de Fato | DOMINGO, 14 de setembro de 2014


Dicas práticas

P

ensando nos benefícios da produção de suas próprias hortaliças, os moradores do condomínio West Garden, em Mossoró, se reuniram e criaram em um dos espaços de uso coletivo do prédio, uma horta com diferentes tipos de temperos e outros vegetais. A iniciativa partiu do servidor público Giorgio Mendes, com o objetivo de promover a interação entre os vizinhos e ainda garantir a segurança alimentar e nutricional para todos. “Houve um consenso por parte da maioria dos moradores que aderiram à proposta, fizemos a horta e já começamos a fazer a colheita”, comenta. Giorgio Mendes explica que ter uma horta em casa permite você produzir alimento livre de agrotóxicos, garantindo uma alimentação saudável para toda a família, sem contar com a redução do custo do orçamento familiar, já que não será preciso se deslocar até um supermercado para comprar esses produtos, economizando tempo e dinheiro. “Além do que cultivar uma horta em casa é prazeroso, na medida em que é uma atividade relaxante, prevenindo até mesmo o estresse diário. Quem cultiva hortaliças corre menos risco de adquirir ansiedade e estresse e é recomendado pelos médicos em seu duplo sentido: boa alimentação e saúde mental”, frisa. Na horta criada pelos moradores do condomínio West Garden, as hortaliças foram cultivadas em canteiros, pneus de motinhas elétricas e canos de PVC. Mas, o idealizador do projeto afirma que se você tiver qualquer recipiente em sua casa que não tiver mais utilizando, como, por exemplo, potes de sorvetes, requeijão e outros, é possível cultivar hortaliças, que podem ser colocadas até mesmo em varandas onde recebam sol. A ideia de utilizar canos de PVC na criação de hortas verticais, Giorgio Mendes afirma que surgiu na necessidade de espaço. “Tendo em vista que os grandes centros urbanos já trabalham o ambiente de hortas em apartamentos e em lugares com pouco espaço, vimos a oportunidade de se implantar uma horta vertical para aproveitar o espaço”, conta. Giorgio Mendes lembra que existem hortaliças de ciclo rápido e ciclo longo. Como exemplo, ele cita o coentro com a colheita feita em torno de 30 a 35 dias, essa é considerada como folhosa,

)) Hortaliças podem ser plantadas em canos de PVC, pneus e mesmo pequenos vasos onde suas folhas são comestíveis. Já a cenoura, por exemplo, possui o ciclo mais longo, podendo ser colhida entre 90 e 110 dias, essas são consideradas tuberosas e necessitam de um tempo maior para acumular reservas. Segundo Giorgio, as hortaliças mais comuns são coentro, alface, beterraba, cenoura, salsinha, cebolinha e pimentão. O servidor público diz que o cultivo das hortaliças em si não é tão difícil, no entanto, necessita de uma boa irrigação, cuidados diários e um certo número de horas de sol para desenvolver, pelo menos cinco horas. “Sendo assim, qualquer pessoa pode fazer sua horta. O plantio é através de sementes. No entanto, algumas hortaliças não se plantam diretamente no canteiro, precisam ser semeadas em sementeiras para posteriormente serem transplantadas no local definitivo. Como exemplo, podemos citar a alface, tomate, pimentão, cebola, repolho, couve flor e chicória”, conclui. Essas sementes podem ser encontradas nessas lojas especializadas na venda de plantas e produtos de jardinagem.

)) Giorgio Mendes foi o idealizador da horta do condomínio onde mora

Jornal de Fato | DOMINGO, 14 de setembro de 2014

9


Exposição fotográfica

Retratos

da liberdade

Coletivo Monxorós Fototribo e o Partage Shopping Mossoró preparam homenagem à Festa da Liberdade 10

Jornal de Fato | DOMINGO, 14 de setembro de 2014


Exposição fotográfica

E

ntre os dias 15 e 30 de setembro, o Partage Shopping Mossoró sediará uma exposição fotográfica promovida em parceria com o coletivo Monxorós Fototribo. A exposição, que traz a Liberdade como tema, é uma homenagem à Festa da Liberdade, celebrada no dia 30 de setembro, data que marca a libertação dos escravos em Mossoró, antes da Lei Áurea (em 1883). A exposição fotográfica intitulada “Liberdade” reúne trabalhos de quatro fotojornalistas – José Bezerra, Pacífico Medeiros, Márcio Barbosa e Marcos Melo –, apresentando fotografias documentais realizadas na região Oeste potiguar que destacam o sentimento de liberdade captado em instantes de imagens em preto e branco. A fé, o vaqueiro, a pesca e os banhos de açude, temas que remetem aos costumes dos sertanejos, também estão retratados, além da exposição do tema central. Essa será a segunda exposição pública realizada pelo coletivo de fotógrafos Monxorós, mas é a primeira com a temática Liberdade, de forma exclusiva para o Partage Shopping, com imagens que expressam a liberdade e a arte de diferentes formas: através da memória coletiva, cultura, paisagens e o cotidiano do sertanejo e seus personagens. “Essa parceria entre o coletivo Monxorós e o Partage Shopping Mossoró é um momento a ser celebrado; a continuação de iniciativas que valorizam as artes produzidas por nossa própria cultura. Todo o material exposto é fruto dos olhares atentos ao cotidiano de nossa gente. Todos que fazem o coletivo Monxorós agradecem por esse convite em um espaço nobre de cidade, e que essa união seja o começo de uma bela e produtiva relação", afirma o fotógrafo José Bezerra. EXPOSIÇÃO O consenso no coletivo decidiu por trabalhar com estruturas que lembrassem um varal de roupas, com a premissa de que o varal está presente em todas as casas, dos mais pobres aos abastados. “É uma cultura comum em todas as classes sociais”, ressalta Bezerra. A exposição será composta por 25 imagens, sendo cinco de cada fotógrafo. Cada fotógrafo terá cinco imagens com tema específico e uma imagem para integrar tema alusivo à liberdade. Para manter a quantidade homogênea em todas as alas da exposição, um dos fotógrafos entrou com duas imagens ao tema especial.

Fotógrafos participantes Pacífico Medeiros

1

Repórter fotográfico, natural de Natal, residente em Mossoró, com 19 anos de profissão, educador de fotografia e identidade (projeto social). Tem trabalhos publicados nas revistas Veja e Isto É, nos jornais Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo e em periódicos de circulação no Estado do Rio Grande do Norte. Desenvolve no trabalho documental um jeito de contar histórias, busca a valorização da fotografia como arte, expressão cultural e histórica.

2

José Bezerra

3

Márcio Barbosa

4

Marcos Melo

Mossoroense, desenvolve trabalho fotográfico premiado de cunho documental focado nas comunidades da região. Suas influências vêm principalmente dos mestres Henri Cartier Bresson e Sebastião Salgado. Adota o preto e branco como linha estética para expressar e revelar a alma humana. Seu trabalho tem forte ligação com as pessoas, culturas e contextos. Busca vivenciar experiências reais com a tentativa de transmiti-las fotograficamente.

Natural de Natal, atualmente mora em Mossoró, bacharel em Ciências Contábeis, pela Uern. Com cinco anos de fotografia, vem desenvolvendo seu olhar fotográfico dentro do fotojornalismo a partir de um contato mais próximo com atividades culturais das comunidades da região. Um trabalho autoral em prol da valorização da cultura e da arte do Rio Grande do Norte.

Nascido em Mossoró, descende de família humilde. A mãe é costureira, e o pai, mestre de obras e pescador, dos quais herdou boa parte da cultura que impregna suas fotografias. Engendrou pelos caminhos da arte através do desenho e da influência do irmão Bob Melo (in memorian), da música e da literatura brasileira. A fotografia veio como um desaguar de todos esses elementos numa torrente imagética. Produz fotografia documental, especificamente do cotidiano da vida urbana e rural do sertão brasileiro.

Jornal de Fato | DOMINGO, 14 de setembro de 2014

11


Crianças sedentárias

Obesidade

infantil

Dados do IBGE apontam que uma em cada três crianças está com peso acima do percentual recomendado pela OMS

Q

uanto mais tempo a criança passa em frente à televisão, mais risco ela terá de ser obesa. Pelo menos, foi isso o que apontou pesquisa feita pela Universidade de Coimbra, em Portugal. De acordo com o estudo, que ouviu mais de 17 mil crian12

ças, três em cada dez crianças, entre 6 e 10 anos, são consideradas acima do peso. Desse número, 14% podem ser classificadas como obesas. No Brasil, os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que uma em cada

Jornal de Fato | DOMINGO, 14 de setembro de 2014

três crianças está com peso acima do percentual recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Esse impacto na saúde das crianças é reflexo da vida nas grandes cidades. Com as metrópoles com poucas opções de diversão, a garotada prefere ficar em casa para


Crianças sedentárias assistir TVs, filmes, programas ou jogos eletrônicos. Aliado a esse fator, as emissoras investem cada vez mais na programação infantil diferenciada e nos constantes lançamentos de jogos. De acordo com a nutricionista Fátima Barros, do Hapvida, esse resultado é reflexo do sedentarismo das crianças. “Elas estão diminuindo a prática de atividades físicas. Por causa dos jogos eletrônicos, elas não brincam de correr, pular. Agora, elas só querem saber das novas opções de entretenimento oferecidas pelos jogos eletrônicos e pela televisão”, explica Fátima. A especialista destaca que isso reflete diretamente na alimentação. “A atividade física incentiva o compromisso da criança no controle alimentar e propicia a melhora da autoestima”, explica. A nutricionista conta que vários fatores contribuem para o grande número de casos de crianças obesas, entre eles os fatores etiológicos, como genético (crianças que têm pais com sobrepeso têm mais possibilidade de apresentar o mesmo perfil), fisiológicos (fatores endócrinos e metabólicos), ambientais (prática alimentar e atividade física) e psicológicos. “A história alimentar é muito importante para determinar a ocorrência da obesidade e de outros distúrbios de comportamento alimentar”, orienta Fátima. Desde os últimos anos, o brasileiro vem aumentando o peso. Como método de prevenção, a nutricionista aponta que a base de uma vida saudável é uma alimentação saudável combinada com atividade física. “É fundamental a criança reduzir fast-food, alimentos ricos em gorduras, refrigerantes e açúcares”, explica. Segundo ela, a forma de preparar os alimentos e a quantidade ingerida faz que

“

)) Programação infantil diferenciada e jogos eletrônicos são causas do sedentarismo infantil algumas crianças consumam mais comida do que precisam e por isso ganhem peso. “É necessário assegurar a qualidade nutricional e quantidade adequada, através de uma refeição satisfatória”, explica. Números do IBGE apontam que, nos últimos anos, o brasileiro tem aumentado o peso. Segundo os dados, o excesso de peso em homens adultos saltou de 18,5% para 50,1% e o excesso em mulheres foi de 28,7% para 48%. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 2,6 milhões de pessoas morrem todos os anos por causa da obesidade ou do sobrepeso. A OMS calcula que, em todo o

mundo, mais de 1 bilhão de adultos estão acima do peso. Destes, 300 milhões são obesos. De acordo com a nutricionista do Hapvida Saúde, Fátima Barros, o melhor tratamento da criança obesa não deverá ser feito com dietas restritivas. É necessário fazer uma reeducação alimentar. “Os pais devem fazer um trabalho de reeducação alimentar. Isso requer tempo. Eles devem sempre estimular o consumo de alimentos saudáveis, como frutas, vegetais e grãos intestinais”, orienta. Ela ainda alerta que é preciso diminuir o consumo de gordura animal, açúcar refinado, sal e alimentos ricos em sódio.

A história alimentar é muito importante para determinar a ocorrência da obesidade e de outros distúrbios de comportamento alimentar.” FÁTIMA BARROS

Nutricionista do Hapvida

)) É fundamental a criança reduzir alimentos ricos em gordura e açúcar Jornal de Fato | DOMINGO, 14 de setembro de 2014

13


sua carreira

RAfAel DemeTrIus

Quando tudo dá errado: o que fazer?

V

ocê já deve ter vivido períodos em que as coisas estavam muito boas na sua vida e de repente x parece que o mundo desaba sobre sua cabeça. E, indignadamente, questiona-se procurando saber o que está fazendo de errado. E é bem provável que essa indignação prejudique tanto seu equilíbrio emocional que mais situações acabem se tornando conflitos para serem resolvidos. Depois de sucessivos acontecimentos, sua energia já está bem comprometida, você levanta de manhã sem vontade de fazer nada; olha no relógio e já vê que está atrasado; vai tomar seu banho matinal e falta luz; sai com seu carro que logo adiante lhe deixa na mão... Bem, nem vou continuar fazendo o relatório deste dia desastroso, pois é bem provável que, com a irritação que já deve estar sentindo, continuará atraindo coisas "maravilhosas". Então, o que fazer quando tudo dá errado? Olhe atentamente as nossas dicas de hoje e sai já dessa. Sentimento - Essas coisas só ocorrem porque o sentimento de desconfiança e o medo de que as coisas podem dar errado, ficam pairando o tempo inteiro. Sendo assim, por um bom tempo, você se tornará ranzinza e achará apenas defeitos nas pessoas e situações, e é claro que é só piscar os olhos que situações chatas e pessoas chatas vão aparecer para irritar e desequilibrar suas emoções. Falta de confiança - Não confiar no mundo que foi criado, desconfiar que sempre tenha algo errado para acontecer e desconfiar nas pessoas à sua volta infringem a mais importante das leis: confiança em você mesmo! Se você desconfia de pessoas e situações, é porque não confia em seus propósitos e muito menos em si mesmo! Cobrança - Você até quer que as coisas fluam ou que o universo corresponda aos seus desejos, mas não é isso que acontece, não é mesmo? O que ocorre é que todo mundo lhe cobra e quando você necessita das pessoas, elas lhe deixam na mão... O resultado disso é a perda de confiança nelas. Essa postura também o faz estar sempre em alerta e em extrema atenção, pois alguém pode lhe aprontar algo enquanto você lê este texto. Este estado de vigia sobrecarrega e gera muita tensão e estresse, consequentemente suas suprarrenais também se sobrecarregarão, pois estarão produzindo adrenalina desnecessariamente, causando problemas até de saúde em muitos casos, como dores e tensões.

14

Jornal de Fato | DOMINGO, 14 de setembro de 2014

Falta de fé e energia - Outro fator importante é que você estará mexendo internamente com sua energia. Sendo assim, é provável que você perca a fé e desconecte-se do seu poder espiritual; depois sua mente lhe culpará e ficará analisando: onde foi que errei? Em seguida, esse pensamento gerará uma emoção e por fim, se você ficar sofrendo por muito tempo, poderá sentir em nível físico essa debilidade. Controle seus sentimentos - Nelson Mandela já dizia “Corajoso não é quem não sente medo, é quem age mesmo com medo.” O mesmo vale para o sucesso. Sucesso não é a ausência de problemas, é seguir em frente mesmo com eles. Outro grande líder, Forrest Gump, já dizia: “Merd*s acontecem.” Saber disso faz muita diferença para quem quer chegar mais longe. Entenda que uma hora ou outra as coisas vão dar errado, aceite isso e siga em frente. O mesmo vale para hora que o problema acontece. Negar que o problema existe não vai resolvê-lo. Ao invés disso, a primeira atitude de quem quer resolver um problema é esfriar a cabeça. Tomar atitudes de cabeça quente é pedir para o problema aumentar. Nada está perdido - Se você acha que sua vida é uma porcaria e as coisas não poderiam ficar piores, saiba que você é no mínimo ingênuo. As coisas sempre podem ficar piores. Na grande maioria das vezes, ao analisar friamente um problema você percebe que ele é menor do que realmente parece ser no momento em que você estava gritando os piores palavrões da língua portuguesa. Quando tudo parecer perdido, lembre-se que você não está soterrado a 700 metros de profundidade numa mina de carvão. Ache uma saída - Estar na pior é normal, ficar nela não. Por isso, você precisa pensar em formas criativas de sair dela. Ficar reclamando nunca levou ninguém a lugar nenhum, planejamento e ação, sim. Conclusão: Aprenda com os erros e siga em frente. Uma das frases mais sábias que já escutei foi: “Se for para errar, erre em algo inédito”. Ou seja, errar é humano, mas ficar repetindo o erro é muita burrice, né? Resumindo a solução - Se você ainda anda atraindo essas situações complicadas e não consegue livrarse delas, primeiro: olhe para a situação e dê atenção a ela; segundo: veja o quanto você foi prejudicado; terceiro: perceba que o fato nem foi tão desastroso assim, portanto não se culpe; quarto: tire o peso da culpa de dentro de você; quinto: veja que a situação pode ser resolvida; sexto: perceba que o universo é tão abundante que lhe fornecerá uma solução rápida, então não se vitimize; sétimo: confie que algo de muito bom recompensará a perda de energia que o fez ficar bravo ou irritado com a situação!


adoro comer adoro Receita comer

Peixada toda gostosa

INGreDIeNTes • 1 kg de postas de dourado ou o peixe de sua preferência • 3 tomates vermelhos • 1 cebola grande • 6 batatas médias • 3 cenouras grandes • 1 pimentão verde • 1 pimentão amarelo • 1 pimentão vermelho • 1 cabeça de alho (ou a gosto) • 100 ml de azeite extra virgem • Manjericão fresco a gosto • Alecrim fresco a gosto • Pimenta-do-reino a gosto • Sal a gosto • Fazer em panela de barro, ou se preferir faça em qualquer outra panela grande

MODO DE fAZer • Descasque as batatas e corte-as em cubos e separe • Descasque as cenouras e corte-as em rodelas e separe • Corte os tomates em rodelas e separe • Corte as cebolas em rodelas e separe • Pique o alecrim e separe • Abra apenas a tampa do pimentão e limpe-o por dentro, para que ao cortálo, eles fiquem em rodelas e separe • Corte o todo o alho e forre o fundo da panela com um pouco de azeite • Coloque uma camada de batatas e cenouras • Coloque a camada seguinte com as postas de peixe • Coloque uma camada de tomates e cebolas • Coloque uma camada de pimentão verde, pimentão amarelo, pimentão vermelho e cubra com um pouco de azeite, alecrim, pimenta-do-reino e sal • Coloque mais uma camada de batatas, cenouras, tomates, cebolas, pimentão verde, pimentão amarelo e pimentão vermelho • Cubra com o retante do azeite, o alecrim, pimenta-do-reino e sal • Tampe a panela e leve ao fogo baixo • Dependendo do peixe, não é necessário acrescentar água, já que além do tomate o próprio peixe libera água que fará o cozimento • Caso você opte, acrescente cerca de 200ml de água • Aguarde por aproximadamente 45 minutos a 1 hora, já que esse tempo pode variar de fogão para fogão, e veja se o peixe está bem cozido • Após desligar o fogo, coloque folhas de manjericão a gosto • O prato fica delicioso acompanhado de pirão, arroz branco e o vinho de sua preferência.

Jornal de Fato | DOMINGO, 14 de setembro de 2014

15


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
Revista de Domingo nº 673 by Jornal de Fato - Issuu