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Quinta-feira, 14 de março de 2013
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@defato_rn
Novopapa
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Francisco,
o primeiro José de Paiva Rebouças Da Redação / Com informação da AE
O mundo foi surpreendido na tarde desta quartafeira, 13, horário de Brasília (DF), com uma mudança histórica nas decisões da Igreja Católica. Pela primeira vez, foi escolhido um papa latino-americano que, para fazer jus ao ineditismo, escolhe um nome que nunca foi usado: Francisco I. O argentino Jorge Mario Bergoglio, jesuíta de 76 anos, adotou o nome de Francisco, em homenagem a São Francisco de Assis, num sinal de renúncia ao poder e ao dinheiro. Cardeal desde 2001 e arcebispo deBuenosAiresdesde1998,onomedelenãofigurava entre os favoritos para suceder Bento XVI. Esta é a primeira vez, em 1.300 anos, que o papa não é da Europa. Muitas esperanças nascem nos corações dos latinos com a escolha dos cardeais, porém, embora seja um homem humilde de comportamento simples, Bergoglio ainda não representa renovação na Igreja Católica. Segundo John Allen Jr, um dos mais experientesvaticanistasdaatualidade,Bergoglio é um ortodoxo inflexível em matéria de moral sexual e convicto opositor do aborto, da união homossexual e da contracepção. Ao mesmo tempo, ele demonstra sempre profunda compaixão pelas vítimas da aids; em 2001, por exemplo, visitou um sanatório para lavar e beijar os pés de 12 pacientes soropositivos. Segundo o jornal Clarín, a idade avançada e alguns problemas recentes de saúde pesavam contra o cardeal nesta eleição. Sua entrada na Capela Sistina, porém, provocou aplausos entusiasmados dos presentes e deu um indício de sua força. O novo pontífice foi o segundo mais votado no conclave de 2005, no qual foi eleito o alemão Joseph Ratzinger – Bento XVI.
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Novopapa
Quinta-feira, 14 de março de 2013
Primeiro desafio de Bergoglio é a diplomacia
Além de tentar resolver problemas graves em países da Ásia e Oriente Médio, precisa conviver com críticas argentinas que o acusam de ter sido conivente com a ditatura
A
fumaça branca que saiu da chaminé instalada na Capela Sistina para anunciar ao mundo que os cardeais tinham eleito o sucessor de Bento XVI foi recebida com uma explosão de júbilo pela multidão que esperava sob chuva na Praça de São Pedro. Os 115 cardeais demoraram pouco mais de 25 horas para escolher o novo pontífice. A rapidez na eleição manteve a tônica das últimas décadas, nas quais nenhuma superou as 11 votações. O responsável pelo anúncio do escolhido foi o presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, cardeal protodiácono francês Jean-Louis Tauran, de 69 anos. Ao assumir o trono de São Pedro, o papa Francisco I encontrará em sua mesa dezenas de dossiês complicados. Documentos sigilosos de diversas embaixadas europeias e relatórios internos da diplomacia da Santa Sé obtidos pelo Estado revelam os desafios e prioridades da Igreja com as várias regiões do mundo. Há obstáculos a serem enfrentados na China, no Oriente Médio, na África, nos EUA. CHINA Um dos maiores entraves é a relação entre o Vaticano e a China - país com 12 milhões de católicos. O governo chinês quer controlar quem são os bispos chineses e, por isso, Pequim passou a ordenar bispos sem a autorização do Vaticano. ORIENTE MÉDIO A proteção dos cristãos que vivem no Oriente Médio é outra prioridade do novo papa, já que o cristianismo está seriamente ameaçado no local que lhe serviu de berço. A Santa Sé tem feito alertas aos governos de países árabes, mas admite que pode estar perdendo a batalha para o que chama de "radicalização do Islã". ÁFRICA Apesar do aumento exponencial no número de fiéis, seminaristas e das igrejas, o continente africano é onde a Igreja Católica terá de enfrentar a aids, o envolvimento político de cardeais, a pobreza e a concorrência com os evangélicos. EUA Já nos Estados Unidos, a administração de Barack Obama vem sendo pressionada em reuniões privadas pelo Vaticano diante da decisão do presidente americano de introduzir na agenda política do país temas polêmicos, como o casamento homossexual, aborto, pesquisas com células-tronco e mesmo a situação dos imigrantes. Há 20 anos, 35% dos americanos se diziam católicos. Hoje, esse número já caiu para 25% e só não é menor graças aos imigrantes latino-americanos. REPERCUSSÃO NA ARGENTINA "Vocês devem saber que o dever do conclave era dar um bispo para Roma. E parece que os cardeais
foram encontrá-lo no fim do mundo. Obrigado pelas boas-vindas", disse o papa Francisco I em suas primeiras palavras. Não é à toa o tom de brincadeira; Francisco I é o primeiro latino-americano eleito para o pontifício em 1.300 anos de história. Na Argentina, cidade onde nasceu e atuava como arcebispo de Buenos Aires, as opiniões estão divididas. O jornal esportivo "Olé" comparou o novo papa aos seus maiores ídolos do futebol: Diego Maradona e Lionel Messi. "La Mano de Dios", dizia a manchete do site, numa alusão a um gol de Maradona na copa de 1986 em jogo contra a Inglaterra. "Maradona, Messi... e agora Jorge Mario Bergoglio, eleito novo papa". Segundo o jornal, Bergoglio já afirmou que não perdeu nenhum dos jogos do time na temporada de 1946. No jornal Clarín, os comentários abaixo da notícia da escolha do papa não eram nada agradáveis. Na maioria, criticas à Igreja Católica e a repercussão do tema. “Huy que bueno!! En que me afecta esto? Tenemos feriado?” questionou o leitor Carlos Piturrete Carp. O leitor Rodrigo Galderisi pediu respeito aos argentinos “ateus”, mas não foi atendido. Entre algumas respostas, o leitor Fabricio Osuna critica, dizendo que a “Igreja é um governo, sem contar que é uma das multinacionais maiores do mundo”.
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Argentina acusa novo papa de ligação com ditadura De acordo com o jornal La Jornada, Jorge Mario Bergoglio chegou ao sacerdócio aos 32 anos, quase uma década depois de perder um pulmão por um problema respiratório e de deixar seus estudos de química. Porém, apesar de seu ingresso tardio, em menos de quatro anos chegou a liderar a congregação jesuíta local, um cargo que exerceu de 1973 a 1979. Mas sua ascensão coincidiu com um dos períodos mais obscuros da Argentina, o que lhe rendeu muitas críticas: a ditadura militar que governou o país entre 1976 e 1982. A questão refere-se ao sequestro de dois jesuítas secretamente detidos pelo governo “de facto” por fazer um trabalho social em bairros de extrema pobreza. Segundo a acusação, Bergoglio tirou deles a proteção de sua ordem religiosa. Os pastores sobreviveram a cinco meses de prisão. A observação aparece no livro “O Silêncio” do jornalista Horacio Verbitsky, também presidente da entidade privada defensores dos Direitos Humanos (CELS). O trabalho é baseado no depoimento de Orlando Yorio, um dos jesuítas sequestrados que morreu de causas naturais em 2000.
Editoria de Arte: Neto Silva
Novopapa
Quinta-feira, 14 de março de 2013
Escolha de papa
Gildo Bento
# rápidas
))no brasil
latino reflete universalidade da igreja
Familiares esperavam vitória de arcebispo brasileiro Após momentos de tensão desde a emissão da fumaça branca no Vaticano, familiares de dom Odilo Scherer reagiram com resignação e tranquilidade à eleição do argentino Jorge Bergoglio como o novo papa. "Sabíamos que ia ser difícil. Colocamos isso desde o início. E foi dentro dessa expectativa", afirmou o professor universitário Flávio Scherer, 67, em meio à grande quantidade de repórteres que acompanharam a transmissão do conclave desde Toledo (PR), cidade em que d. Odilo passou a infância.
Padres mossoroenses explicam que a escolha representa a descentralização da Igreja Católica Nara Andrade Da Redação
A
escolha do cardeal argentino Jorge Mário Bergoglio, de 76 anos, que agora será chamado de papa Francisco I, repercutiu positivamente entre os religiosos mossoroenses. Segundo depoimentos de alguns padres da Diocese de Santa Luzia, a escolha de um papa fora do continente europeu representa a descentralização da Igreja Católica, que é universal. Os sacerdotes também elogiaram o nome escolhido pelo novo pontífice, por ser uma referência a São Francisco Assis. De acordo com o padre Sátiro Dantas, a escolha de um papa da América Latina pode ter repercussão interessante para a Igreja Católica. O religioso diz ter ficado surpreso com a escolha do cardeal argentino. Ele afirma que não chegou a conhecê-lo nem conhece nenhuma de suas obras, no entanto gostou de saber que o argentino tem uma postura de simplicidade e humildade. “A escolha de um papa da América Latina mostra a catolicidade da igreja, mostra
que a Igreja Católica está tomando o seu papel universal, deixando de ser muito presa a Roma”, frisa o padre Sátiro. O sacerdote acredita que o nome escolhido pelo novo papa é uma homenagem a São Francisco de Assis, e que isso é um recado para o mundo e, principalmente, para a Igreja Católica, mostrando sua característica de atenção aos pobres. Sobre os inúmeros escândalos envolvendo a Igreja Católica e o Vaticano, o padre Sátiro ressalta que um dos desafios do novo pontífice será entender a realidade para atravessar esse momento. O padre Walter Collini diz estar muito satisfeito com a escolha de um papa latinoamericano, e concorda que a escolha representa a descentralização da Igreja, o que para ele seria um sinal de avanço. Para o padre da Catedral de Santa Luzia, a escolha do pontífice pelo nome de Francisco também é um bom sinal e reflete sua sensibilidade em relação às causas sociais. “São Francisco de Assis era considerado o irmão do Universo e tinha uma sensibilidade social bastante aguçada”, comenta.
Católicos rezam por Francisco I
A
pós a fumaça branca indicar a escolha do novo papa, no segundo dia do Conclave, os sinos das Igrejas Católicas espalhadas ao redor do mundo ajudaram a propagar a notícia. Na Diocese de Santa Luzia não foi diferente, o ressoar dos sinos também anunciavam que o mundo já tinha um novo papa. Padre Sátiro explicou que isso é uma tradição da igreja e é um sinal de alegria. A escolha do cardeal argentino Jorge Mário Bergoglio, que a partir de agora será chamado de papa Francisco I, também foi
Gildo Bento
)) Padre Walter Collini celebrou missa na Catedral, em intenção do novo papa
))expectativa
Primeira viagem do novo papa pode ser para o Brasil
)) Padre Sátiro Dantas: escolha de papa latino pode trazer repercussão interessante para a igreja
Fiéis comemoram escolha do novo Papa
lembrada nas missas realizadas nessa quarta-feira. Na missa da Catedral de Santa Luzia, celebrada pelo Pe. Walter Collini, todas as orações foram feitas em intenção do papa Francisco I. Durante toda a missa, os fiéis pediram em oração pelo seu pontificado. Como o fim do Conclave coincidiu com o dia da Missão 13, realizada todo o dia 13 na Catedral de Santa Luzia, a igreja estava repleta de fiéis. Alguns deles fizeram questão de participar da missa para rezar pelo novo Papa.
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A
inda sem saber o nome do pontífice escolhido, os fiéis já dividiam opiniões sobre o perfil ideal para o sucessor de Bento XVI. Alguns membros da Igreja Católica que estavam reunidos na Catedral de Santa Luzia, falaram sobre os desafios do novo Pontífice. Depois de anunciada a escolha do cardeal argentino, Jorge Mário Bergoglio, como novo Pontífice, os religiosos mossoroenses comemoram o fato de ter sido escolhido um nome Latino, mesmo lamentando o fato de um dos brasileiros considerados favoritos não tendo conseguido votos suficientes para assumir o posto mais alto da Igreja Católica. Para a cozinheira Francisca Lindalva, está havendo uma mudança no rumo da Igreja e o ideal é que o comandante dos católicos tente barrar a diminuição no número de adeptos. “O papa precisa ser parecido com o antigo, com posições mais firmes”, afirma. Já o motorista, Francisco das Chagas, pensa exatamente o contrário. “A Igreja precisa acompanhar a modernidade. Não adianta ficar fechada, tem que discutir e aceitar as novidades”, diz. O motorista acrescenta que o maior desafio é tornar o católico fiel à bíblia. “Não adianta ter a bíblia em casa, é preciso que o novo papa incentive as pessoas que se dizem religiosas a conhecerem a palavra de Deus”, ressalta. Um dos fiéis que foram até a Catedral rezar pelo novo Papa, foi o estudante, Muhammed Araújo, de 20 anos, que é membro da Juventude Franciscana. O estudante afirma que esse é um momento especial para toda a Igreja Católica, por ser um Papa Latino Americano, e com um valor ainda mais especial por ser um papa voltado para os pobres. “Com certeza temos um motivo a mais para participar da Jornada Mundial da Juventude, tanto porque estamos com a expectativa de presenciar o início do pontificado de Francisco I, e pela simbologia do nome escolhido para as comunidades franciscanas”, frisa.
A presidente Dilma Rousseff divulgou nota oficial nesta quarta-feira (13) para parabenizar o Papa Francisco I, escolhido nesta tarde como novo líder da Igreja Católica. Ela disse que o Brasil, o maior país em número de católicos, "acompanhou com atenção o conclave e a escolha do primeiro papa latinoamericano" e lembrou da expectativa dos fiéis com a visita do pontífice ao Rio de Janeiro, prevista para julho. "Esta visita, em um período tão curto após a escolha do novo pontífice, fortalece as tradições religiosas brasileiras e reforça os laços que ligam o Brasil ao Vaticano", afirmou a presidente.
))discurso Veja trechos do discurso do papa Francisco “Vocês sabem que o dever do conclave era dar um bispo a Roma e parece que meus irmãos cardeais foram buscálo quase no fim do mundo. Aqui estamos. Agradeço pela acolhida à comunidade de Roma. Obrigado. E, antes de mais nada, gostaria de fazer uma oração pelo nosso bispo emérito, Bento XVI. Oremos todos juntos por ele, para que o Senhor o abençoe. E agora vamos iniciar este caminho juntos, bispo e povo, esse caminho da igreja de Roma, um caminho de fraternidade, de amor, de confiança mútua entre nós. Vamos rezar pelo mundo todo, para que haja uma grande fraternidade, desejo que este caminho de igreja, que hoje iniciamos, que seja frutuoso na evangelização desta belíssima cidade. Vamos fazer silêncio para fazer esta oração de vocês por mim.”
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Quinta-feira, 14 de março de 2013
Novopapa
Dom Jaime espera reconstrução da Igreja O arcebispo de Natal, dom Jaime Vieira Rocha, acredita que novo papa tem condições de salvar e reconstruir a Igreja Católica Gerson de Castro e Carlos Araújo Da Redação Natal
E
m entrevista concedida na Cúria, o arcebispo de Natal, dom Jaime Vieira Rocha, disse que o novo papa, Francisco I, demonstrou ser simples, humilde e ter vontade de servir. Para o arcebispo, o cardeal Jorge Mário Bergoglio reúne todas as características fundamentais para que possa salvar e reconstruir a Igreja Católica. Ao abrir a entrevista coletiva, dom Jaime, que assistiu em casa, pela televisão, à escolha do novo sumo pontífice, demonstrou alívio e alegria com o anúncio já no segundo dia do conclave para eleger o sucessor de Bento XVI: “Graças a Deus, habemus papam”, disse o religioso aos jornalistas presentes e ansiosos pelo seu pronunciamento. Dom Jaime revelou, inicialmente, a sua surpresa com a escolha do cardeal argentino. Lembrou que Bergoglio não aparecia entre os cotados, o que demonstra que a escolha é mesmo regida pelo Espírito Santo. O arcebispo disse não conhecer o novo
Frankie Marcone
papa, mas afirmou que sua imagem, na primeira aparição na Basílica de São Pedro, foi muito positiva, pois se mostrou um homem simples, humilde, sereno e que pediu orações. “Ele tem as características fundamentais para salvar e reconstruir a Igreja”, afirmou Dom Jaime. Outra feliz surpresa, segundo o arcebispo, foi a escolha do nome que o novo papa fez. Lembrou que a Igreja Católica vivia no século XIII uma grave crise e que São Francisco ajudou a salvá-la com sua simplicidade, doação e despojamento. Até na escolha do nome, na visão de dom Jaime, o novo papa foi feliz. O arcebispo destacou, ainda, que Bergoglio, agora Francisco I, é o primeiro papa nascido fora da Europa e que a América Latina tem muitos fiéis católicos e é um celeiro de vocações, diferentemente da situação vivida hoje no continente europeu. O arcebispo metropolitano disse ter ficado emocionado com a aparição e a escolha do novo papa, a quem espera encontrar e conhecer no Rio de Janeiro (RJ), durante a Jornada Mundial da Juventude, que acontecerá de 23 a 28 de julho. Lembrou, por fim, que os fiéis católicos não escolhem, mas devem acolher o sucessor de Pedro.
Profecia de São Malaquias
aponta novo papa como último da Igreja Católica
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famosa profecia de São Malaquias aponta Francisco I, papa eleito nesta quarta-feira, 13, que substituirá Bento XVI à frente da Igreja Católica, como o último da história da humanidade. De acordo com os relatos do manuscrito, o novo pontífice deveria se chamar Petrus Romanus (Pedro Romano). De acordo com interpretações da profecia, Bento VXI seria o penúltimo papa da história da instituição; e no pontificado de Pedro Romano (último) a cidade de Roma seria destruída, com o fim da igreja e do mundo, simultaneamente. A "Profecia dos Papas" reúne 112 frases curtas em latim que indicariam o número de papas, considerada uma premonição atribuída a São Malaquias, bispo de Armagh, que viveu no século XII. A obra descreve as características mais marcantes de todos os papas a partir de Celestino II, eleito em 1143. O manuscrito ficou depositado nos arquivos do Vaticano até 1590, quando foi redescoberto. A profecia de São Malaquias é considerada uma farsa pela Igreja Católica e por muitos fiéis. As informações são do jornal O Povo.
)) O arcebispo afirmou que sua primeira aparição na Basílica de São Pedro foi muito positiva
# rápidas
))fiéis
Mundo tem 1,1 bilhão de católicos Em dois mil anos de história, o mapa-múndi do catolicismo sofreu mudanças radicais. Mas poucas foram tão dramáticas como a transformação dos últimos cem anos. Dados do projeto Pew Fórum sobre Religião e Vida Pública revelam que, se em 1910 a Europa tinha 70% dos católicos do mundo, hoje tem apenas 23%. Em números absolutos, a população de católicos no mundo quadruplicou em um século. Em 1910, eram 291 milhões. Hoje, são 1,1 bilhão. Mas nem em todas as partes do mundo os dados apontam uma expansão. A Europa, sede da Santa Sé, e a América do Norte abrigam hoje apenas 32% dos católicos do mundo – menos de um terço. A constatação é de que o catolicismo é menos eurocêntrico e mais global do que nunca.
))sem mudança
Novo papa não deve mudar visão da igreja A Igreja Católica está preparada para ter um papa latinoamericano, mas isso não significaria um direcionamento de suas políticas para a região, apesar de a América Latina abrigar a maior população católica do mundo, disseram especialistas e religiosos à Reuters. Para eles, a origem do novo pontífice será uma questão secundária no conclave de cardeais que elegerá o próximo papa, que deverá ter características firmes para enfrentar problemas administrativos, econômicos e éticos que envolvem toda a Igreja. “Alguém que vem da região, que tem uma compreensão maior dos problemas daqui, vai ter um olhar mais atento, mas vai ter que lidar com Europa, com África, com Ásia, não poderá ser absorvido pela agenda local ou regional”, disse o historiador José Oscar Beozzo
))política
Bergoglio ficou famoso por críticas ao governo O primeiro latino-americano e primeiro jesuíta a ocupar o mais alto cargo do pontificado é conhecido por levar uma vida austera e foi definido como “um teólogo conservador, preocupado com os pobres e com as violações dos direitos humanos.” O arcebispo de Buenos Aires, Bergoglio se tornou famoso por seus sermões com críticas ao governo Kirchner. Em 2004, no 25 de Maio, data da independência da Argentina, o então cardeal protestou contra “aqueles que se sentem tão clarividentes que não acreditam que ficaram cegos, e tão auto- suficientes na administração da lei que acabaram ficando injustos". A crítica sobre a falta de estratégia econômica do governo de Néstor Kirchner. Bergoglio completou dizendo que o povo precisava de “projetos claros e previsíveis”.