SHOWS, POESIA, TEATRO E FESTIVAIS NO FIM DE SEMANA DO MCJ
Estação das Artes terá atrações como Mumuzinho, Sorriso Maroto, Michele Andrade e no Arraiá do Povo tem Bartô Galeno Principal 5
POLÍTICA
João Newton:
100 anos de história familiar entrelaçada com Mossoró
Ex-prefeito e ex-deputado, João Newton da Escóssia construiu sua trajetória pautada pela honestidade e pelo zelo com o patrimônio público.
Principal 4
OBRA IMPORTANTE
Duplicação da BR-304 avança com início do pavimento definitivo
Principal 7
COPA DO MUNDO
Alemanha encara Costa do Marfim e quer manter o ‘pé no acelerador’
A tetracampeã do mundo (1954, 1974, 1990 e 2014) mostrou sua reputação ao golear a estreante Curaçao por 7x1 no primeiro jogo do Grupo E da Copa 2026.
Mossoró 8
Jornal de Fato
Taxa de analfabetismo do RN cai para menos de 10% pela 1ª vez
>> Rio Grande do Norte registra avanços na escolarização, na alfabetização e na permanência dos estudantes na escola, segundo dados do IBGE. Principal 6
Escritora, membro da Academia de Letras do Brasil. (Brasília-DF) veraluciaoliveira@hotmail.com
Se fosse escolher uma pintura para representar o escritor Carlos Heitor Cony (1926-2018) essa seria “O grito”, de Münch. Por quê? A reposta é dada por ele mesmo na crônica “Autorretrato”, no livro Eu, aos pedaços (São Paulo: Leya, 2010), em que falando de si em terceira pessoa, diz que “sua primeira palavra foi um ‘grito’, dado aos cinco anos de idade, pois até então fora mudo”, como vemos em seu perfil escrito por Cícero Sandroni:
Eu fui mudo até os cinco anos de idade. Não dizia nada. Também não tinha nada para dizer. Era uma criança que vivia embaixo da mesa (...). Eu não tinha a necessidade de falar. (Sandroni, pp. 31, 32).
E esse grito ecoa ainda hoje no seu centenário de nascimento e perpassa-lhe toda a obra literária e jornalística. Esse grito foi dado quando levou um tremendo susto – que o paralisou –, ao ver, na praia de Niterói, “um monstro alado descendo em sua direção”, na verdade um hidroavião vermelho; foi esse grito, importantíssimo, que absolveu sua língua e o inseriu no mundo dos falantes. Grito primordial que permaneceu em sua atuação de jornalista indignado contra a força bruta que se instalou no país em 1964. Disse em O ato e o fato, de 2014:
Em nome da consciência moral, em nome de uma civilização cristã ocidental que colocou o Direito como fundamento do Estado, em nome de um insignificante indivíduo que se rebela contra a hipocrisia, a força e o medo, vou continuar gritando” (p.59).
Cony, em Eu, aos pedaços, livro autobiográfico, reunião de crônicas e artigos, exala sua amargura, desesperança e desgosto pela vida e pelo ser humano. Da vida, guarda rancor. Parece que da humanidade só tem amor pelas duas filhas, Regina Celi e Maria Verônica – do primeiro de seus seis casamentos –, nem pelo pai Ernesto Cony Filho, seu “personagem favorito”, de quem herdou a carreira jornalística, seu primeiro trabalho ainda como aprendiz. E a criatividade. Nesse livro deixa claro seu nega-
tivismo e ironia (a partir do título em que se vê estilhaçado, não inteiro), e humor rascante na entrevista concedida a uma revista quando afirma que seu personagem histórico preferido é Herodes, o rei que , como sabemos, mandou matar todas as criancinhas quando na verdade queria matar uma, o Menino Jesus; e, não satisfeito, disse que a qualidade preferida nos homens era a distância, o que talvez, de modo reflexo, se explique pelos anos que passou “trancado” no seminário dentro de uma batina, um quase padre; e, para mais escandalizar, disse que não apreciava flores, pássaros nem poesia. E que gostaria de não fazer nada, pois detestava trabalhar (o que também não era verdade), mas, curiosamente, não gostaria de morrer... Essa entrevista, real ou suposta, deixa um gosto amargo na boca do leitor, uma vez que, de um escritor talentoso e premiadíssimo, até na França, um jornalista combativo que lutou pela democracia – o primeiro a enfrentar o regime militar, pelo que pagou caro (foi preso seis vezes pela ditadura), espera-se muito mais que o pessimismo crônico, mordaz. Talvez esse pessimismo oculte um homem sentimental sob a pele de “um lobo solitário e individualista feroz”, como foi chamado por seu editor e amigo Ênio Silveira, ou ainda o “lobinho solitário”, aquele menino que vivia embaixo da mesa – seu lugar favorito na casa –, o que nos faz supor um sentimento de desamparo e, por outro lado, a plena consciência de sua individualidade em relação ao ambiente que o cercava. Cony foi marcado fortemente pela figura do pai onipresente, o fiel escudeiro, o otimista inveterado que toda noite, antes de dormir, dizia para si mesmo: “Amanhã farei grandes coisas!”, como vimos em Quase memória , livro de 1995, premiado com o Jabuti e que encantou o país; pai de sua admiração, cuja alegria tornava o amanhã não apenas uma esperança, mas uma promessa de felicidade. Contrariando, no entanto, o que disse sobre querer afastar-se dos homens, que talvez tenha sentido filosófico, era amigo dos colegas de trabalho, como o poeta Drummond, o jornalista e romancista Antônio Callado, e Glauber Rocha, cineasta e pensador da cultura, a quem tece rasgados elogios, companheiro de
prisão em 1977. Isso para citar apenas três dos grandes intelectuais com quem convivia, muito querido por todos.
Mas Cony se dizia tão somente um melancólico. Melancolia que o acompanhou desde os verdes anos, marcados fortemente pela sensibilidade de menino de alma delicada que, devido à má dicção, fora vítima de maustratos de colegas no colégio, refugiando-se na solidão. Por isso mesmo, ainda criança, manifestou o desejo de ir para o seminário. Diz em Quase memória:
Minha ideia de ir para o Seminário foi providencial. Tia Alzira entrara com o enxoval, ele [o pai] fez os cálculos e viu que com alguns meses poderia me colocar em condições de prestar os exames, os mesmos, por sinal, que habilitavam ao Colégio Militar e ao Pedro II, apenas com alguma coisa a mais relativa ao catecismo e à história cristã.
Até então eu não tivera escolaridade normal. Aprendera a ler e a escrever – e só. Fazia contas nos dedos – e geralmente erradas. Com nove para dez anos, já era um retardatário na vida. (p. 120).
Do menino sem voz que fora na primeira infância até o jornalista engajado e escritor premiado, houve, no entanto, uma longa caminhada que passou pela formação cultural como
seminarista. Aprendeu muito. Tornou-se homem culto, conhecedor de filosofia, idiomas e religiões. Essa bagagem o preparou para dominar, como poucos, a arte da escrita, despertada aos dezessete anos, como grande leitor de literatura, arte tão sedutora quanto atraente para os seus leitores de jornais e livros. Mas, como no espetacular ensaio sobre Charles Chaplin em que diz que o gênio do cinema foi obstinadamente fiel à infância pobre em seus filmes, Cony foi fiel ao menino que, sem voz, se expressava melhor pela palavra escrita, e a literatura entrou em sua vida como lugar de apoio e refúgio, como afirmou. Como jornalista político, escreveu durante décadas artigos espetaculares, afiados, e interessou-se especialmente pela história de vida e carreira política de Juscelino Kubitschek, com quem trabalhou na feitura de suas memórias. No livro JK, como nasce uma estrela (Rio de Janeiro: Record, 2002), dá-nos uma síntese completa da trajetória do grande presidente e estadista. Desde o nascimento e infância pobre de menino órfão de pai, em Diamantina, Minas Gerais, até o exílio e a morte no obscuro acidente na Via Dutra, em 1976. Livro encantador sobre o maior presidente do Brasil no século 20, por quem Cony teve grande carinho, mais que pelo próprio pai, como surpreendentemente revelou... Talvez tenha projetado, inconscientemente, no espírito alegre do presidente “Bossa Nova”, que gostava de música, a figura do pai divertido, até criticado pela mãe, Ju-
lieta, chamado de “palhaço”, como nos conta Cícero Sandroni em Carlos Heitor Cony – Perfis do Rio (Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2003). Ou ainda a identificação com o jovem seminarista JK que, assim como ele, Cony, honestamente, declinou do sacerdócio por falta da verdadeira vocação. A admiração do autor pelo biografado JK não omite, no entanto, os maus passos (poucos) ou equívocos, como foi quando confiou na promessa pública do Marechal Castelo Branco sobre manter as eleições presidenciais em 1965 e a Constituição – após o Ato Institucional n. 1, de 9/4/1964 – monstrengo moral e jurídico –, como o classificou Cony, que permitiu que o despreparadíssimo marechal continuasse a “cassar e caçar”. (O Ato e o fato, p. 113). E, posicionando-se como o lobo solitário que sempre foi, continuou gritando, como na crônica de 14/6/1964:
Se me perguntarem o que de pior aconteceu no Brasil em seus quatrocentos e tantos anos de vida, eu diria sem receio: o Ato Institucional assinado pelos ministros militares em abril de 1964. Pior pelo que realmente trouxe: a tirania, a supressão do Estado jurídico, a idiotice generalizada. Mas o pior, realmente, não chegou a ser isso. Nunca um governo usou de tanta força, manietou tanto um povo, avocou a si mesmo tanta responsabilidade. E para quê? Para promover reformas básicas? Para melhorar o nível econômico do país? Para libertar a nossa economia do jugo internacional? Para criar novas fontes de produção? Para alfabetizar o povo? Nada disso. Toda a força acumulada, toda a aberração jurídica foi perpetrada apenas para as caças, as perseguições, as mesquinharias, o saciar dos ódios. (pp. 128, 129).
Ainda na linha de repórter investigativo, Cony escreveu dois romances-reportagens, livros fundamentais na busca de esclarecimento sobre a morte de JK, Jango e Lacerda, ocorridas entre 1976 e 1977, em menos de nove meses: O beijo da morte (Rio de Janeiro: Objetiva, 2003), ganhador do Jabuti em 2004, e Operação Condor (Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2019), ambos com a coautoria da jornalista Anna Lee. Este último, publicação póstuma. E mais: Quem matou Vargas, de 2004, e JK e a ditadura , de 2012, apoiados em documentos e muita pesquisa histórica.
(continua)
Direção Geral: César Santos
Diretor de Redação: César Santos Gerente Aadministrativa: Ângela Karina
de Assinaturas: Alvanir Carlos
CAFEZINHO COM CÉSAR SANTOS
ENTREVISTA – EXPEDITO FERREIRA
“Pretendo servir ao Rio Grande do Norte e não ser servido pela política”
Por César Santos – Da Redação
O Dr. Expedito Ferreira de Souza, desembargador aposentado do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte e pré-candidato pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, tomou o Cafezinho com César Santos na sede do
Vamos começar o nosso bate-papo com uma avaliação da sua carreira na Magistratura do Rio Grande do Norte.
Vim de Alexandria, uma cidade pequena do Alto Oeste do Rio Grande do Norte. Tenho origem em família humilde. Cheguei a Mossoró aos nove anos de idade para estudar no Colégio Diocesano Santa Luzia, trazido pelo saudoso padre Sátiro Cavalcanti Dantas, onde concluí o 1º e o 2º graus. Depois fui para Natal ingressar na Polícia Militar, onde permaneci por dez anos. Desse período, passei oito anos em Pau dos Ferros, no 2º Batalhão. Retornei a Natal e concluí o curso de Direito, pois meu sonho sempre foi ser juiz. Temos referência na família Nunes, que tem origem na minha região, é uma das que possui o maior número de bacharéis e advogados do estado. Tivemos nomes como Licurgo Nunes e Israel Nunes, que atuaram como advogados na região. Licurgo Nunes, inclusive, foi desembargador e presidente do Tribunal de Justiça.
Como foi o seu início na Magistratura?
Fiz concurso para as comarcas de Upanema, Martins, Pau dos Ferros e Mossoró, onde tive a grata satisfação de atuar durante 18 anos como juiz de Direito. Foram dez anos na Polícia Militar e 44 anos na Magistratura, onde exerci cargos importantes como trabalho reconhecido pela população do meu estado. Fiz muitos amigos em Mossoró, servi à cidade e ao povo do Rio Grande do Norte. Quando me aposentei, há cerca de um ano, encontrei um novo desafio, pois ainda tenho muita vontade de trabalhar,
Jornal de Fato. Em longa conversa, Dr. Expedito avalia sua carreira na Magistratura, com extensa trajetória de serviços prestados ao povo do Rio Grande do Norte, iniciada em Mossoró, por onde se credencia a ser um representante da cidade no Legislativo Estadual. Nesta entrevista,
contribuir, ajudar e continuar servindo ao povo do meu estado. A minha pré-candidatura a deputado estadual nasce dessa disposição.
Foram quase duas décadas em Mossoró como juiz de Direito. O que Mossoró representa na sua carreira profissional?
Foi aqui em Mossoró que passei dezoito anos da minha trajetória e construí muitas amizades. A cidade representou muito na minha formação como magistrado e como pessoa. Sempre mantive meu gabinete aberto para todos que me procuravam, especialmente para a população mais carente. Conquistei amizades na política, na Magistratura, no comércio, na indústria e no setor salineiro. Conquistei muitos amigos em Mossoró.
Como surgiu esse projeto de entrar para a política
e disputar um cargo eletivo nas eleições deste ano?
Aposentei-me há um ano, após 44 anos de serviço. Recebi o convite do PSDB e encarei isso como um grande desafio, porque nunca fui político. Entendi que ainda tenho muito a contribuir depois de mais de quatro décadas servindo ao Rio Grande do Norte. Escolhi ser candidato a deputado estadual porque pretendo servir, e não ser servido pela política.
Esse propósito de continuar servindo à população do Rio Grande do Norte certamente envolve algumas prioridades. O senhor já definiu quais áreas nortearão um eventual mandato?
Primeiro, a segurança pública. Depois, saúde, educação e estradas. Passei 44 anos aplicando a lei e, por isso, conheço o funcionamento das instituições e sei onde as
fiscalizações devem ser realizadas. A segurança pública precisa ser tratada com prioridade e é isso que pretendo fazer caso seja eleito.
O seu partido ainda não definiu qual posição adotará nestas eleições nem qual candidato ao Governo do Estado apoiará. Como está essa discussão dentro do PSDB?
O presidente Ezequiel Ferreira, que também preside a Assembleia Legislativa, elevou o nome da Casa Legislativa do Rio Grande do Norte, que já recebeu diversos prêmios como uma das melhores do Brasil. Em conversa com os membros do partido, estamos avaliando os cenários. Ezequiel está conduzindo esse processo e sempre toma decisões acertadas. Acredito que o partido escolherá aquilo que for melhor para o Rio Grande do Norte.
ele responde sobre qual postulação ao Governo do Estado o seu partido apoiará nas eleições de 4 de outubro, o que o motiva a buscar um mandato de deputado estadual depois de mais de cinco décadas servindo ao Rio Grande do Norte, dentre outros temas. Confira:
Em entrevista recente, Ezequiel afirmou que o partido tomará uma posição conjunta após ouvir seus integrantes, mas que os candidatos poderão fazer escolhas individuais. O senhor seguirá a decisão partidária ou terá um projeto de palanque próprio?
Estou aguardando a definição do partido para avaliar o que será melhor para o Rio Grande do Norte.
Além da disputa pelo Governo do Estado, teremos eleições para deputado federal e duas vagas ao Senado. O senhor pretende caminhar alinhado com algum candidato a deputado federal? E quais nomes para o Senado defenderá?
Até o momento, o partido ainda não se definiu. O único candidato a deputado federal com quem me alinhei foi o Dr. Bernardo, em Alexandria, Parelhas e alguns outros municípios do estado. É possível que, em outras regiões, eu estabeleça parcerias com outros candidatos a deputado federal e ao Senado, porque meu projeto principal é ser deputado estadual e servir ao povo do Rio Grande do Norte.
Recentemente, o précandidato a deputado federal Kelps Lima passou a fazer duras críticas à atual bancada federal do Rio Grande do Norte e aos grupos políticos tradicionais do estado. Essa avaliação corresponde à realidade? Como o senhor analisa a Assembleia Legislativa e a bancada federal?
Coloquei meu nome como pré-candidato porque quero representar uma novidade na política, mas com a experiência de 44 anos
servindo à população do Rio Grande do Norte. Acredito que deve haver renovação, sem dúvida alguma, tanto na bancada federal quanto na estadual.
Mossoró, cidade com a qual o senhor possui forte identificação, conta hoje com apenas um representante na Assembleia Legislativa e não possui representação na Câmara dos Deputados. Como o senhor pretende ocupar esse espaço e se tornar um representante legítimo da cidade?
Desde 1959, vivo praticamente em Mossoró. Passei aqui dezoito anos como juiz de Direito. Depois fui para Natal, onde atuei por vinte anos como desembargador, e posteriormente retornei à cidade. Coloco meu nome como pré-candidato para ser um dos representantes de Mossoró e de toda a região Oeste. É para essa população que estou apresentando minha candidatura, para os amigos que visitarei e para as lideranças com quem dialogarei ao longo desse projeto para a Assembleia Legislativa.
Quais são as perspectivas que o senhor tem para esse novo projeto político? Estou colocando meu nome à disposição da população. Sou novo na política, mas já servi durante 44 anos ao povo do Rio Grande do Norte e construí muitas amizades ao longo desse período. Contribuí para importantes avanços no Tribunal de Justiça, onde fui vice-presidente, presidente do Tribunal Regional Eleitoral e diretor da Escola da Magistratura. Deixei uma extensa trajetória de serviços prestados ao Rio Grande do Norte.
Jornal de Fato
João Newton da Escóssia: 100 anos de história familiar entrelaçada com Mossoró
DEPUTADO ESTADUAL E PREFEITO / Ele construiu sua trajetória pautada pela honestidade e pelo zelo com o patrimônio público
EDUARDO MENDES
Especial
Na sexta-feira, 5, os descendentes de João Newton da Escóssia reuniram-se no restaurante Donna Salada, antiga residência do casal João Newton e Iraci Santos, para celebrar o centenário de nascimento de “Dandão", como era conhecido familiarmente o ex-prefeito de Mossoró.
Deputado estadual pelo Rio Grande do Norte em 1974 e prefeito de Mossoró entre 1977 e 1982, João Newton construiu sua trajetória pautada pela honestidade e pelo zelo com o patrimônio público.
Ao lado de Iraci Santos, formou uma família numerosa e unida, composta pelos filhos Jandyra, Aurora, Carlos, Silvana, Ricardo, Vera, Roberto, Júnior e Cláudio, além de netos, bisnetos e demais descendentes.
Falar de João Newton é também contar um pouco da história da própria família Escóssia, sobrenome ligado à formação social, cultural e política de Mossoró.
João Newton era filho do ex-prefeito Augusto da Escóssia, “Escossinha”, e de Alaíde da Escóssia. Era neto de João da Escóssia e Noemi da Escóssia e bisneto de Jeremias da Rocha Nogueira e Izabel Benigna. Jeremias, por sua vez, era filho de Anna Rodrigues Braga, conhecida como Anna Floriano, e de Floriano da Rocha Nogueira.
Em 27 de maio de 1873, nasceu João, filho de Jeremias e Izabel, personagem central de uma das histórias mais curiosas da genealogia mossoroense.
Naquela época, viviase uma forte tensão entre a Igreja Católica e a Maçonaria, conflito que também repercutia em Mossoró. O tema era frequentemente debatido nas páginas de O Mossoroense, jornal fundado por Jeremias da Rocha Nogueira, que mantinha divergên-
cias com o pároco local, o vigário Antônio Joaquim Rodrigues.
Conta a tradição familiar que, diante de dificuldades para realizar o batis-
mo do filho na Matriz de Santa Luzia, Jeremias levou a criança à Loja Maçônica 24 de Junho. Ali, em homenagem a São João da Escócia, patrono do Rito
Escocês Antigo e Aceito, o menino passou a ser identificado como João da Escóssia. Nascia, assim, um dos sobrenomes mais conhecidos da história local.
A Prole de João da Escóssia
João da Escóssia casouse com Noemi Dulcila de Souza. Desse casamento descendem diversos ramos familiares. Vieram os filhos Augusto, Joel, Maria Agar, Corália, Izabel, Jeremias Neto, Maria Escossizilda, Dulce, Lauro e Maria Escossilda.
Com o tempo, Joel, engenheiro da Companhia Vale do Rio Doce, precisou fixar residência em Vitória, no Espírito Santo, em razão do trabalho. Posteriormente, sua mãe, Noemi, e parte dos irmãos também passaram a viver na capital capixaba, onde constituíram famílias e preservaram os vínculos com suas origens mossoroenses. A família passou, então, a dividir-se entre Mossoró e Vitória.
Sem desmerecer os demais ramos da família, vale mencionar três deles que ajudam a compreender a trajetória dos Escóssia em Mossoró. De Lauro vieram Lauro Filho, Danilo, Maria da Conceição
“Concita”, Margarida “Badi”, João da Escóssia Neto, Carmem e Raimundo Augusto “Guga". De Augusto nasceram Maria Neuza, José Augusto, João Newton, Maria de Lourdes Bernadete “Lourdinha”, Jeremias, Jório, Maria da Conceição “Conchecita”, Maria Escossilda, Joel, Jaime e Juliano. De Dulce descendem Antônio Augusto, Maria Lúcia, Corália, Honorina, Terezinha, Laize “Laizinha”, Luiz Cavalcanti Filho, Luzinete e Marta Maria.
Se os membros da família Rosado se tornaram conhecidos pela forte presença na política, os Escóssia também escreveram capítulos importantes da vida pública mossoroense. Augusto da Escóssia foi prefeito de Mossoró. Seu filho, João Newton, exerceu os cargos de prefeito e deputado estadual. Duas de suas netas chegaram à Prefeitura Municipal: Rosalba Ciarlini e Sandra Rosado.
Influência política
A influência política da família atravessou gerações. Em 1972, Lauro Filho disputou a Prefeitura de Mossoró. Em 1996, um fato curioso marcou a política local: três descendentes dos Escóssia concorreram ao Executivo municipal, Rosalba Ciarlini e Sandra Rosado, netas de Augusto, e Jorge Augusto de Castro, neto de Dulce. Também integraram essa trajetória João Newton da Escóssia Júnior, Lupércio Luiz e, mais recentemente, Vingt Rosado Neto, Lahyre Neto e Larissa Rosado, que ocuparam importantes espaços na vida pública do município e do estado.
De tempos em tempos acontece a “Convenção Escóssia”, quando parentes espalhados por diferentes lugares se reencontram para celebrar a história comum. Sua primeira edição ocorreu em Tibau-RN, em 1998, com duração de três dias, no
Club Álibe e no Hotel Dunas. Nesses encontros já houve de tudo: monólogos, apresentações, homenagens e até uma reunião realizada em um circo.
Segundo Valéria Escóssia, neta de Lauro, existe uma definição quase infalível para identificar um membro da família: “Se fala alto, é engraçado e gosta de bolo quente, é Escóssia”. Talvez seja essa a melhor síntese de uma família que atravessou gerações sem perder o sentimento de pertencimento. Ao completar cem anos do nascimento de João Newton da Escóssia, seus descendentes recordam não apenas a vida de um homem público, mas também a história de uma família que se entrelaça com a própria formação de Mossoró, deixando contribuições para a política, a cultura e a vida social da nossa cidade.
Fotos: Reprodução Internet
João Newton da Escóssia foi deputado estadual em 1974 e prefeito de Mossoró entre 1977 e 1982
Quadros de João Newton e a família Escóssia
João da Escóssia e Noemi tiveram dez filhos
Shows, poesia, teatro e festivais no fim de semana do MCJ
PROGRAMA / Estação das Artes terá atrações como Mumuzinho, Sorriso Maroto, Michele Andrade e no Arraiá do Povo, o consagrado Bartô Galeno
na Estação das Artes
Sábado e domingo de intensa programação do Mossoró Cidade Junina, reservados para shows com artistas nacionais, regionais e locais, música de todos os estilos e ritmos, festival de quadrilhas juninas, teatro, poesia e muita cultura ao longo do Corredor Cultural de Mossoró. No palco da Estação das
Mumuzinho vem com o samba do Rio de Janeiro
Artes Elizeu Ventania, destaque para o show da cantora Michele Andrade, que vem fazendo sucesso em todo o Nordeste. Ela se apresenta hoje. Já amanhã será a vez do samba do cantor Mumuzinho e do grupo Sorriso Maroto.
A música brega ocupará o Arraiá do Povo Poeta Zé Lima com show do consa -
Confira a programação
POLO ESTAÇÃO DAS ARTES
ELIZEU VENTANIA – 20h
HOJE
- André da Mata
- Matheus Fernandes
- Marina elali
- Lagosta Bronzeada
- Michele Andrade
- Dj Cecília Trixx
AMANHÃ
- Koisa nossa
- Kadu Martins
- Mumuzinho
- Sorriso Maroto
- Dj Ian Dantas
POLO CIDADELA – 21h
HOJE Palco 1 (ao lado da Igreja São Vicente)
- Deanzin Dantas
- Ana Paula Cantora
- Skema 2 Palco 2 (em frente ao Sebrae)
- Dani Rebouças Forró das Antigas
- Beth Freitas
- Renata Falcão
- Priscyla Arrazo
AMANHÃ Palco 1 (ao lado da Igreja São Vicente)
- Rubens Bruno
- nara Queiroz
Palco 2 (em frente ao Sebrae)
- ery Descolado
- Carlinhos nave
- Claudio Pegador
César Santos
cesar@defato.com
SE FOSSE HOJE...
Bartô Galeno é expoente da música brega
grado cantor Bartô Galeno. Mas também tem o forró de Zé Hilton do Acordeon e de tantas outras atrações.
A programação reserva mais uma noite do Espetáculo Chuva de Bala no País de Mossoró, Cidadela Junina, Polo Poeta Antônio Francisco e o Festival de Quadrilhas Juninas na Arena Deodete Dias.
- hoje e amanhã, apresentação de 19 grupos da Categoria Interestadual – Quadrilha estilizado Adulto
POLO ARRAIÁ DO POVO POETA ZÉ LIMA: A partir das 14h HOJE
- Forrozão Puxa Papai
- Kelly Marçal
- Ferro na Boneca
- Bonde do Brasil
- edyr Vaqueiro
AMANHÃ
- Zé hilton do Acordeon
- Dedim Gouveia jr.
- Brasas do Forró
- Bartô Galeno
- Circuito Musical
POLO POETA ANTÔNIO FRANCISCO – A partir das 19h
HOJE
– edy Lemos
– Orquestra Sanfônica de Mossoró
– nostalgic
AMANHÃ
– Aluízio Américo Show
– edmilson nascimento
– Victoria Fernandes
Osenador Rogério Marinho (PL) desistiu ser candidato a governador do Rio Grande do Norte para coordenar a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) à presidência da República. No anúncio, feito em março deste ano, Marinho disse que atendeu ao pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio, de quem foi ministro do Desenvolvimento Regional, o que lhe rendeu mandato de senador da República e a liderança da oposição no Senado. Naquele momento, discursou: “Hoje eu venho a vocês dividido. Por um lado, frustrado, pela mudança de rumos que a vida me leva a tomar. Eu não posso negar um pedido do presidente Bolsonaro. Eu estou abrindo mão do que pra mim é muito caro, muito importante.” Em seu lugar, o grupo político de oposição passou a apoiar o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (PL). Pouco mais de três meses da decisão, Rogério Marinho vê a pré-candidatura de Flávio se derretendo após a descoberta de sua relação suspeita com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso no escândalo do Banco Master. Não é possível afirmar que a candidatura do filho de Bolsonaro fracassou, no entanto, o cenário atual mostra que não será fácil para ele sair do atoleiro que se meteu. Dito isto, impossível não perguntar: se fosse hoje, Rogério Marinho abriria mão da candidatura a governador do Rio Grande do Norte? Ele, certamente, não admitiria, de público, o sentimento de arrependimento, mas, com certeza, pensaria duas vezes ao ver o cavalo passar selado. Um capítulo importante atual, que será melhor contado quando for para os anais da história política do Rio Grande do Norte.
Eu não posso negar um pedido do presidente Bolsonaro”
ROGÉRIO MARINHO
Senador quando desistiu de ser candidato a governador do Rn para coordenar a campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro
HIPÓTESE
Autoridades que investigam o atentado contra o vereador Cabo Deyvison e que matou o assessor Alyson Dyego não descartam nenhuma hipótese da motivação do crime. A princípio, porém, o foco está voltado para facção criminosa que atua em Mossoró. As diligências seguem em busca de resposta.
É notícia...
REDES SOCIAIS
Cabo Deyvison caminha para ser o político de Mossoró com maior número de seguidores no Instagram. A conta bateu a casa dos 312 mil seguidos por volta das 15h desta sexta-feira, 19. Para se ter ideia, o ex-prefeito Allyson, craque nas redes sociais, tem 396 mil seguidores. Disputa bem acirrada.
BRAVA
Mossoró receberá o Centro de Operações Integradas da Brava energia, marco relevante de integração, inovação e excelência operacional. O centro fica na base localizada ao lado do Complexo Viário Abolição, Km 46 – Alto do Sumaré. A inauguração, no dia 2 de julho, contará com Richard Kovacs, CeO da Brava.
MOVE BRASIL
A diretoria do Sinte-RN, reeleita pelo voto direto dos professores e professoras, toma posse hoje para mandato até 2030. A Coordenação Geral do sindicato será exercida por Arnaldo Bruno.
A Capela de Bom Jesus, em Mossoró, celebra hoje 72 anos. Foi inaugurada em 1954, quando o bairro Bom Jesus era comunidade rural. A primeira celebração foi feita pelo monsenhor Luís Ferreira Cunha da Mota.
Motoristas de aplicativos e mototaxistas já podem procurar a Caixa econômica Federal para cotar financiamento de veículo pelo “Move Brasil”. O novo programa do governo federal financiará veículos novos de até R$ 150 mil, com prazo de até 72 meses e carência de até 6 meses. Acesse a página do programa e confira detalhes.
NOSSO GRANEL
Para realizar serviços de Manutenção e Melhorias na rede elétrica, será necessário interromper, temporariamente, o fornecimento de energia na (s) seguinte (s) área (s):
23/06/2026 (Terça-feira)
Das 09h00min às 14h00min
Município: Apodi. Bairro: Zona Rural. Povoado Santa Rosa (31 Clientes)
24/06/2026 (Quarta-feira)
Das 14h00min às 17h00min Município: Marcelino Vieira. Bairro: Zona Rural. Povoado Pé de Serra (1 Clientes)
Aviso de Desligamento Programado para Ampliações e Melhorias na Rede Elétrica www.neoenergia.com
Importante: Sem prévio aviso, essas programações podem sofrer atrasos ou ser canceladas por impedimentos técnicos. Caso os trabalhos sejam concluídos antes do horário previsto, a rede será energizada sem qualquer outra comunicação.Aponte a câmera do seu celular para QR Code acompanhe a programação e saiba mais sobre Desligamento Programado.
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O cantor mossoroense Bartô Galeno, um dos maiores nomes da música brega do país, volta ao Mossoró Cidade Junina. Ele se apresentará no Polo Arraiá do Povo Poeta Zé Lima neste domingo, 21, às 15h.
O Polo Poeta Antônio Francisco recebe hoje o show do cantor Edy Lemos, uma das maiores vozes de Mossoró e do RN. Também terá apresentação da Orquestra Sanfônica de Mossoró e Nostalgic, no Memorial da Resistência, a partir das 19h.
A partir deste sábado, 20, Mossoró passará a contar com nosso Granel, uma das marcas que mais crescem no segmento de alimentação saudável na região nordeste. A loja, dirigida por Dra. Kerlen Forte, será inaugurada na Galeria Dom Gentil, na rua Dr. joão Marcelino, bloco 4, sala 3, a partir das 10h.
SEGUE
nosso Granel surgiu em Alagoas com objetivo principal de levar aos consumidores uma vasta linha de produtos a granel, suplementação, fitoterápicos e alimentação funcional, sem glúten e sem lactose. Ganha o mercado e agora em Mossoró.
Taxa de analfabetismo do RN cai para menos de 10% pela 1ª vez na série histórica
MELHORIA / Índice potiguar ficou em 9,3% no último ano. Em 2016, a taxa era de 13,9%. Em 2024, ficou em 10,5%
Pela primeira vez na série histórica, iniciada em 2016, a taxa de analfabetismo do Rio Grande do Norte ficou abaixo de 10% em 2025. É o que aponta o módulo sobre Educação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (19).
De acordo com o órgão federal, o indicador caiu para 9,3% no ano passado. Em 2016, a taxa era de 13,9%. Em 2024, ficou em 10,5%. O IBGE estima que havia 265 mil analfabetos no RN no último ano. Quase metade delas tinham 60 anos ou mais idade (139 mil). Quando considerada apenas essa faixa etária, a taxa ficou em 23,2% em 2025.
O IBGE estima que havia 265 mil analfabetos no RN no último ano. Quase metade delas tinham 60 anos ou mais idade (139 mil). Quando considerada apenas essa faixa etária, a taxa ficou em 23,2% em 2025. Conforme o levantamento, são consideradas analfabetas as pessoas que não conseguem ler e escrever um bilhete simples.
A pesquisa destaca ainda que, apesar da melhoria na taxa de analfabetismo do Rio Grande do Norte, o desempenho do estado ainda está abaixo da média nacional (4,9%). O analista da pesquisa, William Kratochwill, explica que o
analfabetismo no Brasil está concentrado entre os grupos etários mais velhos. “Quando retiramos as pessoas com 60 anos de idade ou mais do cálculo, a taxa de analfabetismo cai para 5,6% no Rio Grande do Norte. No Brasil, o número reduz para 2,6%”, aponta.
ESCOLARIZAÇÃO
O levantamento do IBGE mostra também que, em 2025, 528 mil crianças de 0 a 14 anos de idade
cursavam escola ou creche em todo o Rio Grande do Norte. No estado, a taxa de escolarização entre as crianças de 0 a 3 anos alcançou 36,6%, abaixo dos 50% previstos pela Meta 1 do Plano Nacional de Educação (PNE).
Já entre as crianças de 4 a 5 anos, a taxa de escolarização foi de 95,7%, abaixo da universalização preconizada na mesma Meta, que previa cobertura total até 2016. Na faixa etária de 6 a 14 anos de
idade, a escolarização atingiu 99,3%, mantendose praticamente estável desde 2018 (99,2%) e evidenciando a virtual universalização do acesso à escola nessa faixa.
ENSINO MÉDIO
O Ensino Médio foi o curso mais elevado de 41,4% dos moradores do Rio Grande do Norte em 2025. O número considera as pessoas de 15 anos ou mais de idade que já frequentaram a escola. O per-
centual também inclui pessoas que cursaram “EJA do Ensino Médio ou curso equivalente”.
No RN, o índice permanece estável na faixa dos 40% desde 2022, com uma redução de 1,2 p.p. em 2025 em relação a 2024. Outros 39,7% dos potiguares que frequentaram a escola cursaram até a “Classe de alfabetização, AJA, Ensino Fundamental, EJA do Ensino Fundamental ou curso equivalente”.
Por outro lado, o percentual de pessoas nessa faixa etária que tinha “Superior - graduação” como curso mais elevado avançou para 13,2% no estado, um aumento de 0,7 p.p. entre 2024 e 2025.
NÃO TRABALHAM E NEM ESTUDAM
Em 2025, 21,4% dos jovens de 15 a 29 anos de idade do Rio Grande do Norte não trabalhavam e nem estudavam no Rio Grande do Norte. O resultado traz uma redução de 2,5 p.p. em relação ao piso histórico alcançado em 2024 (23,9%).
Em números absolutos, o IBGE estima que 162 mil potiguares nessa faixa etária estavam “não ocupados e não frequentando escola, nem cursos pré-vestibular, técnico de nível médio, normal (magistério) ou qualificação profissional” no ano passado.
Os dados também mostram a redução na proporção de mulheres que não trabalhavam e nem estudavam, que caiu para 25,2% no RN (-5,2 p.p). Entre os homens, o índice ficou em 17,8%.
No RN, a maioria dos jovens de 15 a 29 anos trabalhavam, mas não estudavam (35,2%), grupo seguido de perto por aqueles que não trabalhavam, mas estudavam (31,3%). Por outro lado, apenas 12,1% dos jovens potiguares acumulavam trabalho e estudo no período.
Em 2025, o Rio Grande do Norte permaneceu pelo segundo ano seguido na liderança nordestina como o estado com a maior proporção de pessoas com ensino “Superior completo” (18,2%). Os números consideram as pessoas com 25 anos ou mais de idade, faixa etária adequada para conclusão do ensino superior.
É a terceira vez na série histórica que o RN fica com a liderança. A primeira vez ocorreu em 2019 (15,2%). O estado também ficou com o menor percentual de pessoas “Sem instrução” da região em 2025 (7,4%). Ao todo, 61,8% da população pesquisada concluiu ao menos o ensino básico
obrigatório no RN. No início da série, em 2016, o número era 51,9%. Apesar dos resultados, a maioria da população potiguar permaneceu concentrada nos níveis de instrução de “Ensino fundamental incompleto ou equivalente” (30,8%) e de “Ensino médio completo ou equivalente” (29,1%).
Em média, as mulheres acumulam 10 anos de estudo no Rio Grande do Norte, 0,6 ano a mais que a população masculina do estado (9,4 anos). O tempo de estudo médio da população feminina também é maior que a média geral do estado (9,7 anos). Os dados con-
sideram as pessoas de 15 anos ou mais de idade. Quando se considera apenas a população potiguar com 25 anos ou mais de idade, as mulheres acumulam 0,8 anos a mais de estudo. Apesar disso, o levantamento mostra que a diferença de anos de
estudo entre homens e mulheres do RN vem reduzindo ao longo do tempo. No início da série histórica, em 2016, as mulheres com 15 anos ou mais estudavam em média 0,9 anos a mais que os homens no RN. Atualmente, a diferença é de 0,6 anos.
O IBGE estima que havia 265 mil analfabetos no RN no último ano
Carmem Felix / Assecom-RN
Projeto apoia a proteção das aves limícolas migratórias no RN
REFÚGIO / Desenvolvido pela SAVE Brasil com apoio do Instituto Neoenergia, a iniciativa fortalece a conservação desses ecossistemas
Todos os anos, milhares de aves migratórias percorrem até 30 mil quilômetros entre o Ártico e a América do Sul.
Em suas jornadas, encontram no litoral do Rio Grande do Norte um dos pontos mais importantes para descanso e alimentação. Essas áreas costeiras, no entanto, estão cada vez mais ameaçadas pelo avanço do nível do mar, pela poluição e pelo aumento das temperaturas, fatores que já colocam em risco até metade desses habitats nas próximas décadas.
É nesse contexto que o Flyways Brasil atua há dez anos na bacia Potiguar, em municípios como Galinhos, Guamaré e Macau. Desenvolvido pela SAVE Brasil com apoio do Instituto Neoenergia, o projeto apoia a proteção das aves limícolas migratórias (espécies que dependem diretamente de manguezais, praias e estuários para sobreviver) e fortalece a conservação desses ecossistemas.
Além de monitorar aves que percorrem longas distâncias sem pausa, como o maçarico-de-papo-vermelho, o Flyways produz conhecimento científico e mobiliza comunidades locais. Já foram realizados mais de
130 censos, com o registro de cerca de 230 mil aves e mais de 20 espécies migratórias, muitas delas ameaçadas.
O Flyways integra um conjunto mais amplo de iniciativas apoiadas pelo Instituto Neoenergia no estado. Ao longo de quase 30 anos, já foram investidos mais de R$ 60 milhões em mais de 350 projetos socioculturais no Rio Grande do Norte, incluindo ações voltadas à conservação ambiental.
O reconhecimento internacional veio em 2024, com a inclusão de 8.500 hectares da região na Rede Hemisférica de Reservas para Aves Limícolas (WHSRN), reforçando o papel estratégico do litoral potiguar na conservação global.
O projeto também investe na formação de novas
gerações, envolvendo estudantes, educadores e comunidades em ações de educação ambiental e ciência cidadã.
Este esforço integra uma trajetória mais ampla de compromisso com o desenvolvimento sustentável. Por meio do Instituto Neoenergia e da Neoenergia Cosern, iniciativas socioambientais vêm contribuindo para a preservação dos ecossistemas, a valorização dos territórios e o fortalecimento das comunidades locais.
A experiência do Flyways Brasil mostra que conservar a natureza exige continuidade, conhecimento e parceria. Quando esses elementos caminham juntos, os impactos ultrapassam fronteiras e ajudam a proteger um patrimônio natural de importância global.
ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE MUNICÍPIO DE SÃO MIGUEL/RN sites: www.novobbmnet.com.br e www.saomiguel.rn.gov.br
Aviso de Pregão Eletrônico - 10/2026
Objeto: Contratação de empresa especializada para a prestação de serviços de roço e limpeza manual da vegetação das estradas vicinais e dos prédios públicos, conforme projeto básico. Sessão pública: 08:30 do dia 06/07/2026, na plataforma www.bbmnet. com.br. Informações: licitacao@saomiguel.rn.gov.br.
Antonio Marcos de Freitas Agente de Contratações
UM ESPAÇO PARA ESTUDAR COM MAIS TRANQUILIDADE
LAÍSE LIRA COMUNICAÇÃO COLÉGIO SIMPLES
Criar uma rotina de estudos eficiente é um dos principais desafios enfrentados por estudantes. Além da organização e da disciplina, o ambiente em que o estudo acontece também pode influenciar diretamente no rendimento, na concentração e na qualidade do aprendizado.
Pensando nessa necessidade, o Colégio Simples disponibiliza cabines de estudo para quem busca um local adequado para revisar conteúdos, resolver exercícios, preparar-se para avaliações ou dedicar algumas horas do dia aos estudos. O espaço conta com cabines individuais e ambiente climatizado.
A proposta é oferecer uma alternativa para estudantes que encontram dificuldades para estudar em casa ou que procuram um ambiente voltado exclusivamente para as atividades
acadêmicas. Em muitos casos, pequenas mudanças na rotina e no local de estudo podem contribuir para um melhor aproveitamento do tempo dedicado à aprendizagem.
As cabines estão disponíveis mediante locação. Informações sobre horários, disponibilidade e valores podem ser obtidas diretamente com o Colégio Simples pelo telefone (84) 99916-1013.
Terceirão vivencia experiência acadêmica durante visita técnica
Os alunos da 3ª série do Ensino Médio participaram de uma visita técnica voltada à ampliação dos conhecimentos sobre o universo acadêmico e profissional. A atividade permitiu que os estudantes tivessem contato com diferentes ambientes de aprendizagem, tecnologias e áreas de atuação, contribuindo para reflexões sobre seus projetos de vida e escolhas futuras.
Terceirão entra no clima da Copa em trote temático
A sexta-feira foi de muita criatividade para os alunos da 3ª série do Colégio Simples. Aproveitando o clima de jogo da Seleção Brasileira, o tradicional trote da turma teve como tema a Copa do Mundo, reunindo estudantes caracterizados com camisas do Brasil e elementos que remetem à paixão nacional pelo futebol.
RENATA CHAGAS
Diretora-presiden te do Instituto Neoenergia
Divulgação
Renata Chagas é diretora-presidente do Instituto Neoenergia
Mossoró
Jornal de Fato • SÁBADO, 20 DE JUNHO DE 2026
Memorial Diocesano preservará a história de Dom José Freire
MEMÓRIA / Ala reunirá paramentos, documentos e objetos pessoais que ajudam a contar a trajetória do quinto bispo de Mossoró
Este ano está completando 70 anos de ordenação sacerdotal de Dom
José Freire de Oliveira Ne-
to, o quinto bispo da Diocese Santa Luzia de Mossoró. Trata-se de um dos líderes mais importantes da Igreja Católica local. Foi o bispo que abriu as portas da Igreja para os leigos, criou as assembleias de pastoral, aplicou o planejamento participativo e reacendeu
as pastorais sociais.
A Diocese dará um passo importante na preservação de sua história e de sua memória eclesial com a inauguração da Ala Dom José Freire, no Memorial Diocesano, localizado nas dependências do Seminário Santa Teresinha. A solenidade
acontece neste sábado, 20, presidida pelo bispo Dom Francisco de Sales, às 9h.
A nova ala reunirá paramentos, documentos e objetos pessoais que ajudam a contar a trajetória de Dom José Freire e a preservar seu legado para as futuras gerações.
Entre as peças do acervo, doadas pela família do bispo, destacam-se o cálice utilizado em sua ordenação sacerdotal, em 1956, o anel episcopal, um terço recebido de São João Paulo II, além de medalhas, fotografias e outros objetos de valor histórico e afetivo.
O bispo Dom Francisco destaca que o novo espaço foi concebido para preservar e apresentar às futuras gerações parte da memória e do legado deixados pelo religioso, que dedicou décadas ao serviço da Igreja e da comunidade mossoroense.
Episcopado na Diocese de Santa Luzia durou 30 anos
Dom José Freire de Oliveira Neto nasceu em Apodi, cidade do Médio Oeste potiguar, no dia 9 de março de 1928, filho de José Freire de Oliveira Neto e Francisca Celsa de Oliveira.
Entre 1944 e 1949, cursou o ginásio no Seminário Santa Teresinha, em Mossoró. Posteriormente, estudou Filosofia no Seminário Central de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, e Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma.
Foi ordenado sacerdote em 22 de setembro de 1956, na capital italiana.
Em 1973, foi nomeado Bispo Auxiliar de Mossoró, recebendo a ordenação episcopal em Roma, no ano seguinte. Em 1979, foi nomeado bispo coadjutor e, em 1984, assumiu o governo da Diocese de Mossoró após a renúncia de Dom Gentil Diniz Barreto.
O seu episcopado na Diocese de Santa Luzia durou 30 anos, de 1974 a 2004. Seu lema episcopal era “Configuratus Mortis Eius” (“Semelhante a Ele na morte”), expressão que traduzia sua profunda espiritualidade e identificação com Cristo. Ao com-
pletar 75 anos, solicitou seu afastamento das funções episcopal e passou à condição de Bispo Emérito da Diocese de Santa Luzia, em março de 2003.
Em Mossoró, exerceu as funções de professor do Colégio Diocesano e da Escola Normal; foi capelão do Colégio Sagrado Coração de Maria, presidente do Instituto Amantino Câmara (Abrigo de Idoso), pároco da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, reitor do Seminário Santa Teresinha, diretor do Colégio Diocesano Santa Luzia, vigário
Episcopal das Religiosas, presidente do Centro Social Santa Maria Goretti, membro do Conselho Diocesano de Consultores, diretor espiritual do Colégio Pio Brasileiro de Roma.
Dom José Freire faleceu em 10 de janeiro de 2012, aos 83 anos, após complicações decorrentes de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Seus restos mortais repousam na Catedral de Santa Luzia, em Mossoró, onde continua presente na memória e nas orações do povo que pastoreou com dedicação e zelo.
“Sala de Visitas” abordará importância pastoral de Dom José Freire
O debate sobre o legado de Dom José Freire marcará a estreia do programa “Sala de Visitas” na nova Rádio Rural FM 101,9, que vai ao a partir de hoje, das 12h às 13h, com apresentação do padre Talvacy Chaves.
O programa propõe a ser um espaço de diálogo, reflexão, informação e conexão para os ouvintes. O projeto foi pensado para cumprir a missão de promover conversas que ajudem a compreender a realidade à luz dos valores humanos e cristãos. Com linguagem acessível e temas atuais, o “Sala de Visitas” pretende aproximar o público de as-
suntos que impactam o cotidiano da sociedade e da vida da Igreja. Para abordar a importância histórica e pastoral de Dom José Freire, o programa convidou o Padre Manoel Guimarães, profundo conhecedor da obra do quinto bispo diocesano de Mossoró. Padre Talvacy Chaves, apresentador do “Sala de Visitas”, é diretor de programação da Rádio Rural FM 101,9, vigário da Paróquia do Menino Jesus e professor da UniCatólica. Possui mestrado e doutorado em Ciências da Comunicação Social pela Universidade Pontifícia Salesiana de Roma.
Dom José Freire de Oliveira Neto liderou a Diocese de Mossoró por 30 anos
Gente De fato
MARILENE PAIVA
Gosto de gostar desses maravilhosos do Koisa Nossa, Marcilio Brapa, Evandro Segundo e Jackson Tavernard. Eles cantam para gente amanhã, domingo, na Estação das Artes, abrindo o show de Mumuzinho e Sorriso Maroto.
Do meu benquerer, o engenheiro Voltaire Silveira com a esposa Nayara e a filha Nicole, no show do Guns N’Roses, em Fortaleza.
marilene.paiva@gmail.com
Nossa querida Milena Lilian Paiva celebrou a defesa do seu Trabalho de Conclusão de Curso em Biologia, na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, conquistando nota máxima. O estudo trouxe análises desenvolvidas na área da bioinformática, evidenciando conhecimento, dedicação e olhar para a ciência e inovação. Uma conquista que enche nossa família de alegria e admiração. Parabéns, Milena! Que este seja apenas o início de uma trajetória brilhante.
ruas
da
estilo. Vivas!
a
Com o Gerente Paulo Monte e equipe de excelência da Nissan Mossoró. A nova Frontier 2027 vem linda e híbrida. Adorei a visita, o capuccino e o acolhimento. Voltaremos!
CHAMPANHE NO GELO
Apagam velinhas hoje: Sênio Vieira, João Marques, Janaide Costa, Jaedson Freitas, Mariana Lopes, Jorgiana Fernandes, Roberto Fialho Neto, Iris Oliveira, Silke Dantas, Valdênia Gomes, Patrice Costa, Meiriane Lima, Carlos Fernandes, Fábio Gleiber, Aline Dayane, Eric Carlos, Edielson Soares, Clarissa Queiroz, Simara Guimarães, Raimundo Braz dos Santos, Lana Débora Vieira Diniz, Almir Silva de Castro, Camila Amorim e Ângela Carlos. E, antecipamos os vivas aos aniversariantes de amanhã, 21: Yonara Sousa, Gabi Rebouças, Jackie Pereira, Olivete Barros, Camille Correia, Thiago Bruno, Tiago Oliveira, Higo Lima, Brenda Frota, Amália Barbalho, Beatriz Carlos, Paula Tavares e Clézio Lima de Azevedo. Parabéns!
O BOTICÁRIO É A MARCA PREFERIDA DO SÃO JOÃO
Até o dia 26 de junho, O BOTICÁRIO marca presença no Mossoró Cidade Junina como patrocinadora dos festejos e leva à Estação das Artes a Casa Boti, espaço que reúne uma programação especial com experiências gratuitas de beleza, interatividade e entretenimento. A ação reforça a conexão da marca com o público e promete deixar os dias de festa ainda mais cheios de encanto, cuidado e diversão.
Pelas
douradas
joia espanhola, Salamanca, Patrimônio da UNESCO, o casal David Leite e Vilani. Ele celebrando seus 60 anos em grande
Celebrando
aniversariante da semana Micheline Fontes, as amigas Roberta Rosado, Lívia Vieira, Rosanne Caminha, Sandrinha Rolim e Ivana Lisboa. Maravilhosas!
Deixando ainda mais belo o Camarote Mil927 da Estação, as lindinhas Marina Luiza, Bianca Freire, Anne Sophia, Kamila Morais, Luara e Carolina Rego.
O decano da UERN, Doutor Marcos Araújo com a filha Lorna Beatriz, aprovada em primeiro lugar para a docência UERN. DNA brilhante!
Duplicação da BR-304 avança com início do pavimento definitivo
RODOVIA FEDERAL / Obra contempla 57,6 quilômetros entre Assú e Mossoró, com investimento estimado de R$ 370 milhões
da redação
Uma das mais importantes obras de infraestrutura viária do Rio Grande do Norte avança em diferentes frentes e alcançou um novo marco nesta semana com o início da execução do pavimento rígido de concreto no trecho entre Mossoró e Assú (lote 1B).
A etapa corresponde à implantação da pista definitiva da rodovia, por onde os veículos irão circular após a conclusão das obras. Os investimentos integram três contratos já firmados para a duplicação da BR-304 e ultrapassam R$ 570 milhões, por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC).
As intervenções são executadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), em parceria com o Ministério dos Transportes e com o acompanhamento do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Infraestrutura (SIN).
Os investimentos contemplam três trechos estratégicos da BR-304. O primeiro corresponde ao segmento entre Mossoró e Assú (lote 1B), atualmente em execução. O segundo contempla a conclusão da duplicação da Reta Tabajara, em Macaíba, incluindo a construção do viaduto de acesso ao Aeroporto Internacional Governador
Aluízio Alves, em São Gon -
çalo do Amarante. O terceiro abrange o trecho entre a Reta Tabajara e Riachuelo (lote 2D), ampliando a capacidade de tráfego em um dos principais corredores rodoviários do estado.
O lote 2D contempla 38,1 quilômetros da BR304, entre os quilômetros 242 e 280,1, abrangendo o trecho entre a Reta Tabajara e Riachuelo. A obra contará com investimento de R$ 204,4 milhões e terá prazo contratual de 24 meses. O empreendimento prevê a duplicação da rodovia, ade-
quação da capacidade de tráfego e eliminação de pontos críticos, ampliando a segurança e a fluidez do trânsito.
Já o trecho da Reta Tabajara, em Macaíba, possui contrato assinado para execução das obras e encontrase em fase de licenciamento para emissão da Ordem de Serviço e início da execução. A intervenção contempla a conclusão da duplicação da Reta Tabajara e a construção do viaduto de acesso ao Aeroporto Internacional Governador Aluízio Alves, com investi-
Lei cria política de combate à intolerância religiosa no RN
A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte aprovou o projeto de lei, de autoria da deputada Isolda Dantas (PT), que cria a Política Estadual de Combate à Intolerância Religiosa. A nova legislação representa um marco na promoção da liberdade de crença, no enfrentamento ao racismo religioso e na garantia dos direitos fundamentais assegurados pela Constituição
Federal a todas as pessoas, independentemente de crença ou religião.
A Política Estadual de Combate à Intolerância Religiosa tem o objetivo de combater toda forma de discriminação motivada por religião, crença ou prática espiritual, protegendo coletivamente e individualmente a população do Rio Grande do Norte.
Entre as diretrizes da
lei, estão a garantia da liberdade de consciência, de culto e de expressão religiosa, a promoção do respeito à diversidade, o enfrentamento à intolerância em ambientes familiares, escolares, profissionais e institucionais e a realização de ações educativas voltadas à conscientização sobre o direito à liberdade religiosa.
A legislação também prevê campanhas de com -
mento de R$ 78 milhões.
No trecho entre Mossoró e Assú (lote 1B), as obras seguem em andamento em um segmento de 57,6 quilômetros, com investimento estimado em aproximadamente R$ 370 milhões.
Os serviços já alcançaram 22,22 quilômetros de limpeza da faixa de domínio, correspondendo a 38,58% do trecho. As obras de drenagem estão em execução em 14 quilômetros (24,30%), enquanto a terraplenagem já alcança 15,6 quilômetros (27,08%). Os serviços de macadame seco avançam
bate à intolerância religiosa, produção de materiais educativos, incentivo à pesquisa acadêmica sobre o tema e formação de profissionais da educação e da segurança pública voltada na atuação baseada no respeito aos direitos individuais.
Um dos pontos centrais da lei é a reafirmação do caráter laico do Estado. O texto estabelece que o poder público não poderá discriminar nem privilegiar qualquer religião em detrimento de outra, garantindo tratamento igualitário a todas as manifes -
por6,4quilômetros(11,11%) e a base em Concreto Compactado com Rolo (CCR) já soma 5 quilômetros executados (8,68%).
Outro marco importante da obra foi o início da execução do pavimento rígido de concreto, a camada definitiva da rodovia. A etapa marca a implantação da pista final sobre a qual ocorrerá a circulação dos veículos após a conclusão dos serviços, representando um dos avanços mais significativos do empreendimento desde o início das obras.
O secretário de Estado da
tações religiosas e também às pessoas sem religião. A norma protege o livre exercício dos cultos, impede interferências indevidas do Estado nas práticas religiosas e assegura o direito à manifestação de toda fé dentro dos limites constitucionais.
Infraestrutura, Gustavo Coelho, ressaltou a importância dos investimentos para o desenvolvimento econômico e a mobilidade do Rio Grande do Norte.
O trecho completo da duplicação terá cerca de 280 quilômetros de extensão e constitui o principal eixo rodoviário do Rio Grande do Norte. Além de conectar a capital aos principais polos econômicos do interior, a rodovia desempenha papel estratégico para o transporte de cargas, o desenvolvimento regional e a atividade turística.
"Foi uma lei construída a muitas mãos. Essa conquista pertence a cada um e cada uma que resistiram ao preconceito, denunciaram a violência e nunca abriram mão do direito de existir com dignidade[...] Não vamos tolerar nenhuma falta de respeito ao nosso povo", garantiu Isolda. A lei também cria mecanismos de responsabilização para casos de discriminação e intolerância religiosa, prevendo multas para condutas como impedir a realização de cultos, constranger pessoas por sua religião, negar acesso a serviços, estabelecimentos ou instituições de ensino por motivo de crença, além de práticas que promovam ou incentivem o preconceito religioso. A lei segue para a sanção da governadora, que também deverá regulamentá-la.
Homens trabalham na pavimentação definitiva da duplicação da Br-304
Jornal de Fato
Uern oferece educação, saúde e inclusão para pessoas idosas no RN
Por Anne Vieir A Especial para o De Fato
Com atividades que vão de inclusão digital a cuidados com a saúde, a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) oferece a pessoas com mais de 60 anos um novo espaço de convivência, aprendizado e pertencimento. Por meio do programa Uern 60+, por exemplo, a Instituição oferta cursos que possibilitam o acesso ao conhecimento e a melhoria da qualidade de vida para pessoas idosas.
A iniciativa está presente em quatro cidades do estado: Mossoró, Natal, Caicó e Pau dos Ferros. E somente no semestre 2026.1, cerca de 250 idosos concluíram os cursos de extensão do programa.
O programa funciona em ciclos de três meses, com carga horária de 60 horas. As turmas têm cerca de 40 vagas por curso e as inscrições são gratuitas.
O Uern 60+ promove ações de troca de saberes entre participantes e a comunidade acadêmica, além de atividades de saúde, esporte, cultura e lazer, desenvolvidas com as faculdades e em parceria com espaços comunitários locais nos municípios onde ocorrem os cursos. No semestre 2026.1, foram ofertados nove cursos multicampus, com o envolvimento direto de 15 professores, cinco técnicos administrativos, 10 bolsistas e mais de 90 voluntários.
O diferencial do Uern 60+ está na sua estrutura institucional. O programa conta com resolução própria, a Resolução nº 23/2024-Consuni, que define objetivos e atribuições para a atuação das instâncias universitárias junto ao público idoso. Além da extensão, a iniciativa também atua nos eixos de pesquisa e de ensino de graduação.
“É uma iniciativa que transcende a oferta de cur -
Uern 60 + / Ação universitária oferece atividades gratuitas em quatro campi para pessoas de 60 anos ou mais
sos para pessoas idosas. Ele constitui uma estratégia de transformação social que promove educação
ao longo da vida, inclusão, cidadania e envelhecimento ativo”, afirma Anne Duarte, chefe do setor execu -
tivo do Programa Uern 60+. Segundo ela, o programa também responde a uma mudança demográfi -
ca que o país já começa a enfrentar, o envelhecimento da população, ao mesmo tempo em que re -
força o papel da universidade como agente de desenvolvimento social.
Rozana Feitosa, de 67 anos, é uma das participantes do curso de Cidadania e Qualidade de Vida oferecido pelo Uern 60+, e avalia positivamente a iniciativa. “Foi um encontro maravilhoso. Nos sentimos valorizados, respeitados e encorajados a buscar mais conhecimento”, declara. Para ela, o programa trouxe uma mudança na forma como as pessoas idosas se veem e são vistas pela sociedade. “Trouxe para nós, idosos, a noção de que nós temos valor, sim. Temos a idade e as limitações, mas somos capazes de aprender coisas novas e fazer o que quisermos, na medida das nossas condições”, afirma.
Rozana destaca ainda a importância do programa para a inclusão digital. “A internet não é só para os jovens. Nós temos limitações, mas a gente pode aprender a usar o telefone, a escrever uma mensagem e a estar atento aos golpes que acontecem pela internet”, diz. Ela finaliza pedindo que a iniciativa continue. “Espero que não acabe tão cedo, porque ainda tem muitos idosos que precisam desta iniciativa. O programa, para nós, é um crescimento, um incentivo para fazermos mais coisas novas e sempre continuar aprendendo”, conclui.
Uern 60+ realiza solenidades de certificação
Para aqueles que já concluíram os cursos do Programa 60+ do semestre, a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) inicia as solenidades de certificação na próxima terçafeira, 23, em Pau dos Ferros. No dia 25, será a vez da entrega de certificação aos concluintes da turma de Natal.
Na Uern Caicó, a celebração da conclusão das turmas será no dia 9 de julho. E encerrando o calendário de entrega de
certificações, no dia 22 de julho terá a solenidade em Mossoró.
Para Anne Duarte, chefe do setor executivo do Programa Uern 60+, a conclusão de mais uma turma reforça o lugar que a iniciativa vem conquistando junto ao público idoso. “A Uern vem conquistando cada vez mais espaço e credibilidade junto às pessoas idosas em vários municípios potiguares em que a universidade está presente”, afirma.
Turmas têm cerca de 40 vagas por curso
MORTES NO TRÂNSITO
LEI sECa / Legislação que visa coibir e penalizar condutores que insistem em misturar álcool e direção completou 18 anos nesta sexta-feira (19)
FÁBIO VALE
Repórter
ALei Seca atingiu a maioridade nesta sexta-feira (19). A legislação que visa coibir e penalizar condutores que insistem em misturar álcool e direção completou 18 anos ontem. Um estudo nacional divulgado nesta sexta chamou a atenção para um alegado crescimento no país em mortes por embriaguez no trânsito.
A pesquisa do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA), organização não governamental criada em 2004 e qualificada como Organização da Sociedade Civil, aponta que o Tocantins lidera em todo o país o ranking de mortes por estados por uso de álcool no trânsito: taxa de 13,4.
O Rio Grande do Norte figura no ranking como o sexto estado brasileiro com a menor taxa de mortes por embriaguez no trânsito: 5,10. O menor
Estudo nacional divulgado ontem mostrou que o Rio Grande do Norte é o sexto estado do país com menor número de mortes no trânsito por embriaguez
índice ficou com o Rio de Janeiro: 2,6. No geral, 18 estados apresentaram taxa de mortes por 100 mil habitantes superior à média nacional.
Segundo o mapeamento, a população masculina é a principal vítima (86,7% dos casos) e responde por 81,8% das hospitalizações por álcool no trânsito.
RN registra mais de 1.500 infrações por embriaguez
no trânsito em 2024
PRF realiza no RN 176 infrações por alcoolemia em 2025
Segundo o levantamento, dentre as infrações mais frequentes sob jurisdição do DETRAN/RN no estado em 2024, dirigir sob a influência de álcool
O Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Norte (DETRAN-RN) registrou mais de 1.500 infrações por embriaguez no trânsito em 2024, período mais recente disponibilizado no site do órgão até o fechamento desta matéria.
figurou com a 16ª infração mais cometida neste período. Foram 1.549 registros, ou seja, 1,10% do total de mais de 136 mil infrações.
Somente na capital potiguar foram 968 registros de dirigir sob a influência de álcool. Transitar em velocidade superior à máxima permitida em até 20% liderou o ranking, com quase 53 mil casos, ou seja, quase 40% do total de notificações.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou no Rio Grande do Norte nesta sexta-feira (19) uma ação em alusão aos 18 anos da Lei Seca. A atividade aconteceu na Unidade Operacional (UOP) de São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal.
A ação em forma de comando educativo temático visou conscientizar motoristas e passageiros sobre os riscos da combinação entre álcool e direção. A iniciativa integra a Operação Nacional de Segurança Viária. E isso se faz importante diante de números da PRF/RN que dão conta de que, somente em 2025, foram registradas 176 infrações por constatação de alcoolemia, quando o consumo de álcool foi comprovado por teste ou outros meios previstos na legislação.
No mesmo período, outras 979 autuações foram lavradas por recusa à realização do teste do etilômetro. Para a PRF, os dados demonstram que a condução sob influência de álcool ainda representa um importante fator de risco nas rodovias federais do estado.
LEI SECA
Instituída em 19 de junho de 2008, a Lei nº 11.705 endureceu as regras para quem insiste em dirigir após consumir bebida alcoólica, estabelecendo a política de tolerância zero para a combinação entre álcool e direção. Desde então, a legislação passou a prever multas mais severas, suspensão do direito de dirigir e responsabilização criminal nos casos previstos em lei.
RN registrou mais de 1.500 infrações por embriaguez no trânsito em 2024
Mulher é presa no RN por produzir e vender vídeos com tortura e morte de animais
Maus-tratos / Suspeita foi detida em município do Alto Oeste potiguar nesta quinta-feira (18) após maus-tratos contra animais
OMinistério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) atuou em conjunto com a Polícia Civil para apurar denúncias de crimes contra animais no município de Marcelino Vieira que resultou na prisão preventiva de uma mulher suspeita de praticar crimes ambientais de forma reiterada.
Segundo o MPRN, a investigada mantinha canais em plataformas digitais nos quais publicava vídeos na internet com situações da vida rural e utilizava áreas restritas a assinantes para veicular agressões explícitas. A apuração come -
çou após o órgão ministerial requisitar a instauração de uma investigação policial para verificar o caso.
O MPRN disse que foram identificados conteúdos que mostravam o abate cruel de aves por meio de torção de pescoço e pisoteamento; e que os materiais indicavam que os animais continuavam se debatendo com sinais de sofrimento após os atos. As condutas ilícitas envolviam também a tortura e morte de gatos, além de agressões a cães, preás e capivaras.
Ainda conforme o MPRN, a suspeita utilizava as redes sociais para comercializar os vídeos per -
Homem morre em confronto com a polícia em Mossoró e outro é assassinado em Caraúbas
Um homem morreu após ser baleado durante uma operação da Polícia Militar realizada no fim da noite desta quinta-feira (18), no bairro Belo Horizonte, em Mossoró. De acordo com informações, equipes da Polícia Militar realizavam diligências na área quando tentaram abordar um grupo de pessoas. Segundo a polícia, os suspeitos teriam reagido à ação policial efetuando disparos de arma de fogo contra as guarnições.
Os policiais revidaram e, durante o confronto, um dos suspeitos acabou sen-
do atingido. Ele foi socorrido pelos próprios militares para o Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), mas não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade hospitalar. Após a ocorrência, a Polícia Militar apresentou na Delegacia de Plantão da Polícia Civil uma pistola que estaria em posse do suspeito durante o confronto. Até o fechamento desta matéria, a identidade do suspeito ainda não tinha sido divulgada.
O ocorrido fez Mossoró somar 74 mortes violentas contra a vida neste ano. O
resumão
Casal com droga e arma
Um homem e uma mulher, ambos de 20 anos, foram presos em flagrante pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo. O suspeito exercia função de liderança operacional de uma organização criminosa com atuação na Praia de Pipa, litoral na Grande Natal. Ele é investigado por envolvimento em diversos homicídios registrados na região, além de ser apontado como um dos principais responsáveis pelo tráfico de drogas no distrito. Contra ele, também havia um mandado de prisão em aberto. Ele foi detido em Parnamirim, região metropolitana da capital potiguar.
sonalizados e de maior teor de crueldade de acordo com solicitações financeiras de seguidores. O público interessado pagava mensalidades para ob -
caso deverá ser investigado pela Polícia Civil, enquanto os procedimentos de perícia e identificação do homem ficarão sob responsabilidade da Polícia Científica do Rio Grande do Norte (PCIRN). Já em Caraúbas, também na noite desta quinta, um homem foi assassinado a tiros. A vítima foi identificada como Glenio Kauan de Oliveira Santos, de 20 anos, natural de Mossoró.
O relato é de que ele foi morto dentro do quarto de uma residência. O ataque teria sido praticado por dois homens que invadiram a casa após arrombar a porta da frente. Um tio do jovem estava no local no momento da ação criminosa, mas não foi atingido pelos tiros. O caso fez Caraúbas somar 16 homicídios neste ano.
Reprodução/MPRN
ter o acesso aos materiais violentos e sugerir as formas como os animais deveriam ser mortos.
A apuração do MPRN e da Polícia demonstrou que
a investigada tem satisfação durante a prática dos atos de violência contra os animais. Ela foi presa na tarde desta quinta-feira (18). A polícia apreendeu
Homem pego com arma e drogas em Mossoró após oferecer moto para livrar prisão
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte prendeu em flagrante, na tarde desta quinta-feira (18), um homem de 32 anos, suspeito da prática dos crimes de tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo e corrupção ativa. A ação ocorreu no bairro Ilha de Santa Luzia, em Mossoró. De acordo com as investigações, policiais civis realizavam o monitoramento da região após o recebimento de denúncias informando que o suspeito comercializava entorpecentes e realizava a distribuição de drogas na modalida-
de “delivery”. Durante o monitoramento, a equipe confirmou a atividade ilícita e realizou o cerco ao imóvel. O suspeito ainda tentou fugir, pulando o muro dos fundos da residência, mas foi prontamente contido pelos agentes.
Durante as buscas no imóvel, foram apreendidas porções de maconha e cocaína, uma balança de precisão, dinheiro em espécie, um caderno contendo anotações referentes à movimentação financeira do tráfico e um revólver calibre .38, carregado com nove munições intactas,
O Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE), por meio da Operação Zero Álcool, registrou, na noite desta quintafeira (18) e madrugada de sexta (19), oito prisões pela mistura de álcool e direção na Grande Natal. Em Macaíba, um homem de 18 anos, pilotando motocicleta sem o capacete, foi preso após o “bafômetro” apontar 0.52mg/l. Na cidade de São José de Mipibu, três condutores de 35, 36 e 54 anos, também foram encaminhados à Central de Flagrantes após os testes de alcoolemia apontarem valores superiores a 0.33mg/l. E em Extremoz outros quatro condutores também foram flagrados dirigindo em estado de embriaguez. Os infratores receberam multas no valor de R$2.934,70, suspensão do direito de dirigir e sofrerão as consequências criminais perante a justiça.
Lei Seca
aparelhos celulares e dispositivos de armazenamento para a obtenção das mídias originais.
O MPRN detalhou que vai participar da extração e análise dos dados armazenados nos aparelhos eletrônicos e em contas de redes sociais por meio do grupo especializado; e informou que as empresas responsáveis pelas plataformas na internet foram notificadas para fornecer os registros de acessos, postagens e dados de pagamentos.
que estava escondido no interior de um fogão. Após receber voz de prisão, o suspeito ofereceu uma motocicleta aos policiais em troca da própria liberação.
A proposta foi imediatamente recusada pela equipe, o que resultou em uma nova autuação em flagrante pelo crime de corrupção ativa. O homem, que já possui condenação anterior por roubo qualificado, foi conduzido à delegacia para a realização dos procedimentos legais e, em seguida, encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça. A ação integra a Operação NARCK 6, iniciativa nacional de combate ao tráfico de drogas coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Na noite desta quarta-feira (17) e madrugada desta quinta-feira (18), a Polícia Militar do Rio Grande do Norte, por meio da Seção de Operações Lei Seca, realizou uma blitz no centro de Assú, nas proximidades dos festejos juninos. A ação resultou em 45 autuações por condução sob influência de álcool, além de 38 notificações por outras infrações de trânsito, nove remoções de veículos e a realização de 351 testes de alcoolemia. A instituição lembrou que conduzir veículo sob influência de álcool é uma infração de natureza gravíssima, prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), sujeita à multa de R$ 2.934,70, além da suspensão do direito de dirigir por 12 meses. Mulher torcia pescoço de aves e pisoteava-as, além de torturar e matar gatos, e agredir cães, preás e capivaras
Vídeos com maus-tratos contra animais eram vendidos na internet pela suspeita
Fábio Oliveira
fabiowillard@hotmail.com
fabiowillard@hotmail.com
Além do horizonte Fábio Oliveira
Neymar: refém da esperança
ODepois de cinco anos distante da divisão de elite, o Baraúnas volta e já enche seu torcedor de esperanças, ao carimbar seu passaporte para a semifinal do primeiro turno do estadual. Creio que este é um feito que nem mesmo o mais otimista torcedor leonino esperava, pois ficou além dos investimentos do clube. Sem caixa, o Leão faz malabarismo financeiro para contratar e manter os compromissos. Não tem cota de nenhuma competição regional ou nacional para poder contabilizar, e sua longa ausência esfriou de certa forma o mercado de investidores. Sorte que a marca e a massa que a conduz ainda é forte e, portanto, relevante para investidores. É fato que a luta principal de quem está retornando nas condições descritas acima, é manter-se na elite. O que mais conseguir, acaba sendo lucro. Agora, mais que uma final de turno, o Baraúnas tenta distanciar-se de qualquer ameaça de rebaixamento como também beliscar uma vaga na Série D, situação perfeitamente possível. Os próximos dias dirão muito sobre o horizonte tricolor desta e da próxima temporada.
tempo passa e a esperança do brasileiro em contar com Neymar na seleção nesta Copa vai se esvaindo. Esse é um dos maiores dilemas da Seleção Brasileira na atualidade. Apontado como a principal referência técnica e criativa do elenco, o camisa 10 segue cercado de dúvidas físicas e sem garantia de condições ideais para atuar. A cada dia de recuperação cresce também a incerteza sobre o impacto real que poderá ter dentro de campo. Se é que vai conseguir entrar em campo, já indaga o torcedor mais cético. Ao mesmo tempo, o início do Brasil na Copa evidencia uma equipe sem inspiração, previsível e distante do futebol que se espera de uma candidata ao título. A carência de criatividade faz com que a dependência de Neymar pareça ainda maior. O problema é que a esperança está depositada em um jogador que sequer tem presença assegurada no gramado. Também é legítimo questionar se vale a pena reservar uma vaga para um atleta sem plenas condições de jogo, enquanto outro poderia estar contribuindo efetivamente em campo. Mas que outro, se somos hoje um poço de escassez de capacidade?! Em uma competição curta, cada espaço no elenco precisa ter utilidade prática, e não apenas valor simbólico ou emocional.
Imagem que marca
Imagem que marca
O TIME representava a AABB, mas reunia atletas de outras instituições, em torneio nos anos 90: Fábio Oliveira, Osnildo, Cleilton, Roosevelt e Lupércio Luiz (falecido); Marcos Cunha, Nilson, Zé Francisco e Toinho (falecido).
SELEÇÃO BRASILEIRA DE 2002. BATEU SAUDADES, TORCEDOR?
A semana na história
A semana na história
Neste domingo (21), o ex-jogador Luis Pereira completa 77 anos.
Tendo passado por diversos clubes brasileiros, destacou-se pelo Palmeiras, tendo disputado 575 jogos. Também esteve na seleção.
Quem aniversaria na próxima quinta-feira (15) é Neto Caraúbas, bom jogador de futsal. O caraubense tem história no esporte. Parabéns!
RIOMAR MENDES
ANTÔNIO RIVELINO
Mossoró
Torcedor do Flamengo
Torcedor do Flamengo
Se correr...
O empresário de Caio Paulista é “arredentário” do Tombense”
David Fontes, repórter da 93 FM
O Rafael (goleiro) tem conta a pagar com o TG. Ele vai no Tribunal de Justiça amanhã”
Por outro lado, abrir mão de Neymar significaria renunciar ao único jogador brasileiro (na atualidade) com capacidade comprovada de desequilibrar partidas em alto nível de forma constante.
J OÃO CA R LO S, zagueiro do Potiguar.
De mãos atadas
Contra rebaixamento
Na contagem geral, o Baraúnas está seis pontos à frente que o Potyguar Seridoense, com quem tem um confronto direito na casa do adversário no segundo turno. Pode chegar.
No fim das contas, a Seleção chegou a um cenário preocupante. A falta de alternativas transformou uma dúvida médica em questão estratégica. Diante do quadro atual, resta esperar.
Complicou
Certeza
Com seis pontos atrás do Santa Cruz, o Potiguar se complica na pretensão de garantir vaga na Série D de 2024. Com um time abaixo do montado ano passado, o alvirrubro frustra sua torcida e, creio, seus próprios dirigentes.
Complicou de novo
Pelo visto até aqui, de uma coisa não há dúvida. Abrimos mão de Pedro, melhor atacante da atualidade atuando em solo brasileiro. Se futebol é momento, talvez seja essa a maior contradição já vista.
Endrick esquecido
Pior que ver a vaga para a Série D distanciar-se, é enxergar no retrovisor clubes aproximarem-se em luta contra rebaixamento. A diferença de dois pontos para Força e Luz e Globo, e três para o Potyguar Seridoense, tira-se em uma rodada. É grave.
Paredão
A insistência em deixar Endrick fora da equipe titular chama atenção. O jovem demonstra personalidade, coragem e capacidade de decisão, características que têm faltado em momentos importantes aos veteranos.
Ousadia necessária
O goleiro Edson, do Baraúnas, ainda mostra estar em excelente forma. Foi fundamental na classificação leonina, pegando finalizações e um pênalti, no segundo tempo, quando o jogo ainda estava 0 a 0.
Cena que se repete
Ancelotti parece apostar na experiência, mas o futebol nem sempre premia a cautela. Em uma seleção que carece de intensidade e imprevisibilidade, Endrick pode oferecer exatamente o que está faltando. Os gritos não ecoam à toa.
Rejeitado pelo Potiguar, o atacante Wester vem se configurando no talismã leonino. Foi dele o golaço que abriu caminho para a vitória do Baraúnas, frente ao Força e Luz.
Gigantes nos clubes
Emocionados
É recorrente ver jogadores brilharem em seus clubes e renderem muito menos na Seleção Brasileira. A diferença de desempenho levanta questionamentos sobre o ambiente, o modelo de jogo e a adaptação dos atletas.
Alexandres Tavares e Djalma Júnior, presidente e vice, respectivamente, do Potiguar, provocaram o Baraúnas, durante entrevistas. Acabaram dando vestiário ao rival, que soube utilizar o desdém como combustível de superação no primeiro clássico e agora, contra o Força e Luz.
Caso Raphinha
Combustível
Raphinha é protagonista no Barcelona, mas ainda não conseguiu reproduzir o mesmo impacto com a camisa amarela. Quando o coletivo não funciona, até os talentos mais decisivos acabam parecendo comuns.
A dupla Alexandre/Djalma vem sendo bastante criticada. Teoricamente com mais dinheiro, o clube montou um elenco bem inferior ao que disputou a Série D, levando o alvirrubro a uma eliminação precoce, mas por si justificada.
De clube, não de seleção
Reconhecimento
Muitos e muitos outros vestiram esse perfil. Neto, do Corinthians, Marcelinho Carioca, Túlio Maravilha, entre outros, viram-se na condição inquestionável de não repetirem na seleção, nem de longe, o que foram nos clubes.
Além de pedir a saída de Alexandre e Djalma, a torcida tem utilizado as redes sociais para pedir a volta de Márcio Mossoró, como dirigente. O torcedor não esquece o bom trabalho de MM8, que projetou o Potiguar, ano passado, dando calendário e grana.
fabio willard de oliveira
Reprodução
fabio willard de oliveira
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América/RN inicia ‘mata-mata’ da Série D em confronto inédito
FUTEBOL / Com apenas uma derrota em 14 jogos, alvirrubro aposta na força de sua campanha e na solidez defensiva para buscar vantagem em Teresina
América e Fluminense do Piauí começam a definir neste sábado (data), às 16h, quem seguirá alimentando o sonho do acesso à Série C do Campeonato Brasileiro de 2026. O primeiro confronto entre as equipes acontece no Estádio Lindolfo Monteiro, em Teresina, capital do Piauí.
Sem jamais terem se enfrentado em competições oficiais, os clubes escreverão um capítulo inédito em suas histórias. O duelo, válido pela primeira fase do mata-mata da Série D, ganhou contornos de decisão para ambos os lados, já que apenas um seguirá vivo na luta pelo acesso.
Após uma campanha consistente na fase de gru-
pos, encerrada com apenas uma derrota em 14 partidas, o América chega ao momento mais decisivo da competição credenciado por uma das melhores campanhas do torneio. Para o técnico Ranielle Ribeiro, porém, os números construídos até aqui servem apenas como referência.
No entendimento do comandante alvirrubro, a realidade do mata-mata exige um nível ainda maior de concentração e eficiência, já que qualquer erro pode significar a eliminação. Nas últimas semanas, Ranielle tem reforçado a necessidade de a equipe aumentar o aproveitamento ofensivo. Apesar do volume de jogo apresentado em diversas partidas, o treinador reconhece que o time preci-
De Letra
MARCOS SANTOS
sa transformar mais oportunidades em gols. Contra o Central, por exemplo, o América finalizou 21 vezes, teve 10 escanteios a favor e venceu por apenas 1 a 0.
“Os números mostram que estamos criando bastante. O que precisamos é transformar essas oportunidades em gols. No mata-mata não existe margem para desperdiçar tantas chances, porque os adversários normalmente aproveitam as oportunidades que aparecem”, alertou o treinador.
A preocupação já havia sido externada antes da última rodada da fase de grupos, quando Ranielle destacou que a equipe não poderia relaxar mesmo com a classificação garantida. O discurso foi mantido durante a
msantos@defato.com
preparação para enfrentar o representante piauiense. Para ele, o equilíbrio passa a ser a principal característica da competição nesta fase, tornando o controle emocional tão importante quanto a qualidade técnica.
O Fluminense/PI chega fortalecido após uma campanha que surpreendeu muitos analistas na primeira fase. A equipe assegurou a classificação graças à regularidade demonstrada ao longo da competição e aposta na força de atuar diante de sua torcida para construir uma vantagem antes do confronto de volta, marcado para a Arena das Dunas.
No América, a confiança está respaldada pela evolução apresentada ao longo do campeonato. O goleiro Re-
SÉRIE D: América e ABC iniciam mata-mata sob olhar atento do Potiguar
Enquanto as atenções do futebol estão voltadas para a Copa do Mundo de Clubes, América e ABC começam neste fim de semana uma fase decisiva na Série D do Campeonato Brasileiro. O América enfrenta o Fluminense/PI neste sábado, 20, em Teresina, enquanto o ABC encara o Altos/PI, no domingo, também em solo piauiense.
Os confrontos marcam o início do mata-mata, etapa em que os erros custam caro e a margem para recuperação praticamente desaparece. Por isso, mais do que buscar a vitória, a missão dos clubes potiguares é evitar derrota que possa transformar os jogos de volta, em Natal, em cenário de pressão e desespero.
Um resultado positivo fora de casa representaria vantagem importante, mas até mesmo um empate pode ser considerado estratégico, deixando a decisão aberta para os duelos diante das torcidas americanas e abecedistas. Além da disputa por classificação, América e ABC carregam uma responsabilidade indireta. O Potiguar, aqui de Mossoró, acompanha a fase eliminatória com interesse especial. Caso um dos representantes do Estado avance pelo menos à terceira fase do torneio, o clube mossoroense poderá garantir vaga na Série D de 2027, ampliando seu calendário nacional, que já conta com presença assegurada na Copa do Brasil.
Por isso, o mata-mata da Série D interessa não apenas aos dois gigantes da capital, mas ao futebol potiguar como um todo. Os próximos 180 minutos podem definir muito mais do que simples classificação.
RENATO CAIU
Renato Gaúcho não é mais o técnico do Vasco. Segundo a nota oficial do clube, a decisão foi tomada em comum acordo entre as partes. Renato estava no comando do Vasco desde março deste ano. Em 22 jogos, obteve nove vitórias, seis empates e sete derrotas. Atualmente, a equipe cruzmaltina está na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, na 17ª colocação. O comunicado sobre o desligamento do treinador sobrecarregou o site do Vasco, que ficou fora do ar.
MUDANÇA
APÓS TUCHEL RECLAMAR
Thomas Tuchel, técnico da Inglaterra, disse que “momento especial foi arruinado” quando foi cercado por fotógrafos durante a cerimônia dos hinos na partida contra a Croácia. Ele afirmou que uma parede de 50 fotógrafos a meio metro de distância prejudicou sua experiência. Com isso, a Fifa mudou o posicionamento de fotógrafos, realocados para mais perto da linha do meio de campo.
BOA MÉDIA
Com apenas um zero a zero na primeira rodada, graças à brilhante atuação do goleiro Vozinha no jogo de Cabo Verde contra a Espanha, a Copa do Mundo de 2026 registrou média de 3,1 gols por jogo, a maior desde o Mundial de 1958 (3,6).
REALISTA
William Pottker, atacante da Ponte Preta, fez um desabafo. Em meio à crise financeira por que passa o clube paulista, ele foi realista. “Às vezes as pessoas ficam criando muita coisa, mas temos que entender que estamos aqui porque não tínhamos mercado. Se eu tivesse mercado na Série A, eu estaria na Série A. Se tivesse mercado na Arábia, estaria na Arábia. Então temos que entender onde estamos e lutar com o que temos”, disse. Vice-lanterna da Série B, com oito pontos, a Ponte não vence há sete rodadas.
nan Bragança destacou recentemente que o grupo alcançou o primeiro objetivo, que era garantir a classificação, mas deixou claro que ninguém considera a missão cumprida.
“A verdadeira competição começa agora”, resumiu ele o pensamento do elenco.
Com uma das defesas
mais sólidas da Série D e um elenco considerado equilibrado por Ranielle Ribeiro, o América acredita ter as credenciais necessárias para seguir sonhando com o acesso. A expectativa é conquistar um resultado positivo em Teresina para decidir a classificação diante da torcida, em Natal.
Alemanha encara Costa do Marfim e quer manter o ‘pé no acelerador’
A Alemanha busca manter o pé no acelerador diante de uma Costa do Marfim em alta neste sábado, 20, sábado em Toronto, em um duelo que premiará seu vencedor com uma classificação à segunda fase da Copa do Mundo de 2026, na América do Norte.
A tetracampeã do mundo (1954, 1974, 1990 e 2014) mostrou sua reputação ao golear a estreante Curaçao por 7x1 no primeiro jogo do Grupo E, mas o confronto da segunda rodada contra os africanos servirá de termômetro para medir seu nível real.
A 'Mannschaft' de Julian Nagelsmann, de 38 anos, tem na América do Norte a obrigação histórica de enterrar as humilhantes eliminações na fase de grupos sofridas na Rússia, em 2018, e no Catar, em 2022.
Seu treinador, o mais jovem do Mundial, concentra os holofotes enquanto tenta reconstruir o DNA da Alemanha.
Após estrear com uma goleada, Nagelsmann celebrou a "paciência" e a "in-
tensidade" demonstradas por sua equipe. Também advertiu que a Alemanha não vai "descansar sobre os louros" e vai dar tudo de si contra a Costa do Marfim e, no encerramento do Grupo E, contra o Equador, em 25 de junho, em East Rutherford, Nova Jersey. Para o capitão Joshua Kimmich, é fundamental manter os pés no chão e aceitar que a goleada da estreia foi obtida contra uma seleção que está fora do grupo de equipes de "alto nível". Ele também destacou o jogo físico da Costa do Marfim e seus "jogadores espetaculares no ataque".
AGENDA JOGOS – COPA
SÁBADO, 20 14h – Holanda x Suécia 17h – Alemanha x Costa do Marfim 21h – Equador x Curaçao DOMINGO, 21 1h – Tunísia x Japão 13h
Edmário Oliveira
América treinou forte durante semana para jogo importante no Piauí
Mulher
Beleza natural, sutil... e personalizada!
COMPORTAMENTO
Cresce entre as mulheres a busca por procedimentos estéticos discretos, capazes de rejuvenescer e harmonizar sem denunciar a intervenção. O fenômeno, conhecido como “quiet surgery”, reflete uma mudança na relação com os padrões de beleza
ANTES
Durante anos, a estética esteve associada à transformação visível.
Lábios volumosos, contornos marcados e mudanças radicais dominaram redes sociais, clínicas e referências de beleza. Agora, um movimento oposto começa a ganhar espaço. Em vez de chamar atenção para o procedimento, a nova tendência busca justamente o contrário: fazer com que ninguém perceba que algo foi feito.
Conhecido internacionalmente como “quiet surgery”, o fenômeno acompanha a ascensão do chamado “quiet beauty”, conceito que valoriza resultados naturais, sutis e personalizados. A proposta não é parecer mais jovem ou mais bonita de forma evidente, mas transmitir uma aparência descansada, saudável e harmoniosa. O objetivo é ouvir comentários como “você está ótima” e não “o que você fez?”.
A mudança representa uma ruptura com a era das intervenções padronizadas. Se antes a referência era reproduzir traços vistos em celebridades e influenciadores, hoje cresce a valorização da individuali-
dade. Procedimentos minimamente invasivos, pequenas correções cirúrgicas e tratamentos que preservam características naturais ganham espaço entre pacientes que desejam melhorar a aparência sem alterar a própria identidade.
Para a dermatologista Laís Rios, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), essa tendência reflete uma nova compreensão sobre a beleza. Segundo ela, o quiet beauty caracteriza-se por “uma abordagem mais sutil e natural da beleza, focada em realçar os traços de forma discreta e harmoniosa, sem procedimentos muito invasivos ou alterações drásticas”. A especialista ressalta ainda que a proposta é alcançar “um resultado que parece não feito”, valorizando a naturalidade e a singularidade de cada pessoa.
MENOS EXCESSO, MAIS IDENTIDADE
A tendência surge em um momento de revisão dos padrões estéticos. Nos últimos anos, especialistas passaram a alertar para os riscos da padronização facial promovida pela repetição de procedimentos e pela busca de características consideradas ideais. Como resposta, cresce o interesse por técnicas que respeitem propor-
DEPOIS
ções, expressões e características individuais.
O movimento acompanha uma mudança observada também pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). A entidade tem destacado que os pacientes estão cada vez menos interessados em transformações drásticas e mais conscientes sobre os limites, benefícios e possibilidades de cada técnica. O foco deixa de ser a mudança radical para priorizar resultados naturais, elegantes e compatíveis com a identidade de cada paciente.
Nos consultórios, essa nova percepção tem influenciado a procura por procedimentos capazes de promover melhorias discretas e progressivas. Entre as cirurgias mais associadas à tendência estão a blefaroplastia, que corrige o excesso de pele nas pálpebras; pequenas rinoplastias; lifting facial com resultados suaves; enxertos de gordura e técnicas regenerativas voltadas para o rejuvenescimento. Em comum, todas compartilham a proposta de refinamento, e não de transformação.
O PESO DAS REDES SOCIAIS
Paradoxalmente, embora a tendência privilegie a discrição, ela nasceu em uma sociedade marcada pela exposição per-
manente. A popularização dos filtros digitais e das imagens editadas elevou a pressão estética, mas também provocou uma espécie de cansaço diante de rostos cada vez mais semelhantes.
Nesse cenário, cresce o desejo por autenticidade. Muitas mulheres passaram a rejeitar características artificiais e a buscar intervenções que preservem suas expressões e traços pessoais. A beleza deixa de estar associada à mudança extrema e passa a ser compreendida como uma ferramenta para valorizar aquilo que já existe.
Especialistas observam que essa mudança tem relação direta com uma busca maior por equilíbrio e bem-estar. Em vez de perseguir padrões inalcançáveis, as pacientes procuram soluções alinhadas às próprias expectativas e ao processo natural de envelhecimento.
Mais do que esconder um procedimento, a quiet surgery parece representar uma transformação cultural. A beleza deixa de ser uma vitrine de intervenções para se tornar um exercício de refinamento silencioso. O novo luxo pode estar justamente na discrição. Afinal, para um número crescente de mulheres, o melhor resultado é aquele que ninguém consegue identificar exatamente onde começou.
Jornal de Fato • sÁBADO, 20 De junhO De 2026
@jornaldefato /jornaldefatorn
DA REDAÇÃO
Contexto
SÉRGIO CHAVES
O Aniversário de Karenine Fernandes
Festa
Talvez amar seja isso(...) Iluminar por um instante a vida de alguém – e descobrir, nesse clarão, que a nossa própria vida ainda estava acesa.”
Karenine Fernandes reuniu amigos e familiares no cair da tarde da quarta (10), no Hachi Rooftop, no Oitava Rosado Mall, para celebrar idade nova. Tarde/noite com os hits do DJ Balinha, bolo de Tereza Cristina Fernandes, delícias da casa e borbulhas para brindes. Perfeito! As fotos são de Eduardo Kennedy.
e Conceição
Casal De Fato, César Santos e Ângela Karina. Ela amanhece em idade nova neste sábado (20) e recebe os parabéns da coluna!
Jornalista Higo Lima, diretor de Comunicação da UFERSA, comemorando a vida no domingo (21). Vivas!
Festa em dose dupla para os queridos Jacqueline Amaral e Vicente Neto. Ele com idade nova no domingo (21), ela na segunda (22). Felicidades!
Álber Nóbrega faz festa para celebrar a idade nova da amada Fátima Moreira, na sexta (26). Saúde e paz!
de Sá,
Ednê Soares, Tanilda Gonçalves e Jarda Jacinta festejam a amiga Íris Menezes, folhinha da segunda (22)!
Aninha Fagundes em coro de vivas para a mãe, Zulailde Gadelha, com idade nova na sexta (26)!
Keoma Cavalcante é outra aniversariante festejada da segunda (22). Tim-tim!
Presidente da CDL/ Mossoró, Damásio Medeiros celebra idade nova no domingo (21). Parabéns!
hoje é dia de festa para o fisioterapeuta joão Paulo Marques, Carlos Rodrigues, a diretora-administrativa De Fato Ângela Karina Carlos, Mary Medeiros Carlos, edielson soares e Mariana Lopes. Amanhã (21), é dia de vivas para o jornalista higo Lima, Clézio Lima de Azevedo, o advogado vicente neto, taynara Martins, Reinaldo silva e o presidente da CDL/ Mossoró Damásio Medeiros. Para vocês paz, saúde, amor e alegrias. Parabéns!
MCJ
e o MCj continua. na programação de hoje temos na estação shows com Matheus Fernandes, Marina elali, Lagosta Bronzeada e Michelle Andrade. na Cidadela, Renata Falcão toca fogo no palco 2. no Arraiá do Povo hoje é dia de Forrozão Puxa Papai, Kelly Marçal, Ferro na Boneca, Bonde do Brasil e edyr vaqueiro.
Destaques
Os destaques da semana são Zé hilton do Acordeon, Dedim Gouveia júnior, Brasas do Forró, Bartô Galeno e Circuito Musical, no domingo (20), no Arraiá do Povo. Ainda no domingo (20), na estação, com início às 17h, shows com Koisa nossa, Kadu Martins, Mumuzinho e sorriso Maroto. na Cidadela tem Frequência 2 na sexta (26). na estação tem Alok (24), Zé Cantor (25) e Zezé di Camargo & Luciano (26). no Memorial tem Zé Lezin, na segunda (22). O Chuva de Bala começa às 21h, no adro da Capela de são vicente, logo após o Anima Chuva.
CIRCULANDO
@Lisboa Batista, colunista De Fato em Pau dos Ferros e amigo querido, anunciou essa semana que a sua Festa dos Destaques, evento maior do Alto Oeste, acontecerá no sábado, 8 de agosto na AABB local. O adiamento se deve por motivos técnicos. estaremos lá!
e já que estamos falando de Pau dos Ferros, a prefeita Marianna Almeida anunciou essa semana as atrações da FineCAP’26, que acontece de 10 a 13 de setembro, consolidando-se como a maior festa da região. Xand Avião, Rey vaqueiro, Léo Foguete, josé Augusto, Filho do Piseiro, Anderson neiff e Rafa & Pipo estão na grade de shows!
@na festa de Karenine Fernandes, foi agradável o encontro com Socorro Paiva, tereza Cristina, Betinha Rosado, Vera Mendonça, Gislayne Vale, Vaninha e Regina vale, Walterlin Lopes, Cláudia Izabela Fernandes, Renata Barbosa, samara Carlos, Fátima Carlos e Ana Luíza Gurgel.
@O Camarões Dubai Premium abriu suas portas na terça (16). O espaço, onde antes funcionou a boite hipe, no coração da nova Betânia, abre para almoço e jantar, prometendo o maior e melhor buffet de frutos do mar da cidade. Vale a visita!
@O atentado sofrido pelo vereador Cabo Deyvison, na segunda (15), enquanto fazia uma live em frente a uma uPA, e que ceifou a vida do assessor parlamentar Alyson Dyego, ganhou repercussão nacional. A ação das polícias do Rn e Ce foram fundamentais para o desfecho do caso.
Que todos os detalhes sejam esclarecidos.
@Toda a classe política prestou solidariedade ao vereador mossoroense, até os que não gostam muito dele, por motivos óbvios. em tempo de campanha, solidariedade, mesmo forçada, pode até render uns votinhos.
@De uma coisa tenham certeza, com o trágico ocorrido, o vereador Cabo Deyvison, que é candidato a Deputado Federal, vai deslanchar nas próximas pesquisas. Deyvison é um político independente, que tem sentado a lenha em muita gente, ferrenho adversário do ex-prefeito de Mossoró e das facções que tomam conta das periferias da cidade e que já vinha conquistando espaços. Fiquem de olho.
@O Camarote Mil927 é o point quando o assunto são os shows da estação das Artes. espaço bem decorado e com visão privilegiada do palco, com ações interessantes de patrocinadores, gente bonita, serviço a contento e a certeza de muita gente bonita. Os acessos estão à venda no hotel terra do sal, Buscapé e no OutGo. Vamos?
@Giullio e Érica Anzilotti já anunciam o Camarote La Goccia Blu para o Boca da noite, evento que encerra o Mossoró Cidade junina no sábado (27). Outro show!
@O Camarote La Goccia Blu no Pingo estava impecável. Open bar e open food que agradou a todos, shows excelentes e serviço impecável!
Karenine Fernandes com a filha Renata, a mãe Gorete e a mana Carol.
Betinha Rosado
Rodovalho.
Karenine com Raíssa Sobral, Vaninha e Regina Vale.
Renata Barbosa, Cláudia Izabela Fernandes e Ana Luzia Gurgel.
Singride Marcelino Rosado.
Karenine com Fátima e Melina Carlos.
NOAH VALE
Conexão saúde
conexaosaude.defato@outlook.com
Canetas emagrecedoras reacendem debate sobre saúde e exercício físico
Apopularização das chamadas canetas emagrecedoras no Brasil tem intensificado o debate sobre os impactos do emagrecimento acelerado na saúde.
O aumento expressivo no uso desses medicamentos chama a atenção para os efeitos no funcionamento do corpo, especialmente na perda de massa muscular e nas possíveis consequências para a saúde a longo prazo.
Em 2025, a importação desses medicamentos superou a de produtos como salmão, smartphones e azeite de oliva. O avanço foi expressivo: o uso cresceu 88% em relação a 2024, segundo dados do Conselho Fe-
deral de Farmácia.
Diante desse cenário, especialistas alertam que o uso desses medicamentos não substitui a prática de atividade física nem o acompanhamento profissional.
A ausência de exercícios ao longo do processo pode comprometer a musculatura e afetar diretamente a funcionalidade do organismo.
O treino orientado permanece como parte central da rotina.
O medicamento não substitui o acompanhamento profissional nem a atividade física. O treino orientado é fundamental para preservar a musculatura, manter a funcionalidade do corpo e promover a saúde de forma integral.
Orientações para treinar com mais segurança
- Treinos de força como base
A musculação contribui para preservar a estrutura muscular, estimular o metabolismo e manter o corpo ativo durante o processo de emagrecimento. exercícios que envolvem grandes grupos musculares, como pernas, costas e peitoral, devem compor a maior parte da rotina.
- Atividades aeróbicas com moderação
O trabalho cardiovascular segue importante para o condicionamento e a saúde do coração, desde que realizado de forma equilibrada. Caminhadas, bicicleta ou elíptico, em intensidade moderada, são alternativas eficazes sem prejudicar a recuperação muscular.
- Evolução progressiva
Quem está iniciando ou retornando aos treinos deve priorizar movimentos básicos e cargas leves, avançando gradualmente. essa estratégia reduz o risco de lesões e favorece a adaptação do corpo ao exercício.
- Regularidade como fator-chave
A constância nos treinos costuma gerar mais resultados do que esforços intensos e pontuais. uma frequência de duas a cinco sessões semanais já é suficiente para promover benefícios relevantes à saúde.
- Mobilidade e alongamento exercícios de mobilidade e alongamento auxiliam na qualidade dos movimentos, previnem lesões e contribuem para a recuperação muscular, especialmente em fases de redução de peso.
NEY ROBSON VIEIRA ALENCAR
Aumento expressivo no uso dessas canetas chama a atenção para os efeitos no funcionamento do corpo
Como funcionam no organismo
- Controle da fome: Agem no hipotálamo (centro da fome no cérebro), diminuindo o apetite.
- Saciedade: Retardam o esvaziamento gástrico, fazendo com que o alimento fique mais tempo no estômago.
- Ação metabólica: estimulam a produção de insulina e controlam os picos de açúcar no sangue.
Cuidados e riscos
- uso sob prescrição: Devido à regulação da Anvisa, a compra em farmácias exige a retenção de receita médica.
- efeitos colaterais: Os mais comuns são náuseas, vômitos, diarreia e constipação. Casos de pancreatite são raros, mas exigem atenção imediata.
- não são “milagrosos”: Para resultados
duradouros e para evitar o efeito rebote (ganho de peso após a interrupção), o tratamento deve ser combinado com mudanças no estilo de vida, como dieta equilibrada e exercícios físicos
Principais Medicamentos
- saxenda (Liraglutida): De uso diário, foi um dos pioneiros para perda de peso.
- Ozempic (semaglutida): De uso semanal, aprovado para diabetes, mas muito usado “fora da bula” para emagrecimento.
- Wegovy (semaglutida): também de uso semanal, mas com doses mais altas aprovadas especificamente para o tratamento da obesidade.
- Mounjaro (tirzepatida): Atua em dois receptores hormonais diferentes (GLP-1 e GiP), oferecendo resultados potentes na perda de peso
Geor G iano a zevedo
DFB FestivAL
Fortaleza respirou moda de 9 a 12 de junho. O Centro Cultural Dragão do Mar foi palco do DFB Festival 2026, maior encontro de moda autoral da América Latina, reunindo 48 marcas que traduzem a identidade criativa do Brasil. e ntre desfiles, talks e experiências, o festival celebrou a força do design independente. Do beachwear ao tailoring, do couro artesanal às alfaiatarias desconstruídas, a passarela virou vitrine da diversidade produtiva nordestina e nacional.
O DFB segue como termômetro do novo consumo: propósito, manualidade e narrativa local ganham protagonismo. Coleções com tingimento natural, upcycling, renda, bordado e matériaprima regional mostraram que o luxo hoje fala sotaque. n os corredores do Dragão, buyers, imprensa e formadores de opinião circularam entre showroom, salão de negócios e exposições. Mais que desfile, o DFB é ecossistema. Conecta estilistas ao mercado, tradição à inovação, e Fortaleza ao calendário de moda do país.
David Lee
Jô de Paula
Casa Aika
Melk Z Da
George Azevedo Arte
Lino Vilaventura
Lindeberg
Intuii | Mãos da Moda
Oco Club Almacor
2 Domingo
exposição celebra a cultura nordestina e reconhece os saberes tradicionais
Oartesanato vai muito além da produção de peças decorativas.
Este guarda memórias, preserva saberes e mantém viva uma identidade cultural construída por gerações de mulheres. Ao transformar lembranças afetivas em uma experiência imersiva, o projeto Casa de Vó, de iniciativa do Sebrae RN, reforça a força da economia criativa como instrumento de valorização da cultura potiguar e de fortalecimento do protagonismo feminino.
Com curadoria de Chrystian de Saboya, a exposição cria pontes entre tradição e mercado, ampliando oportunidades para artesãs que encontram no fazer manual uma fonte de renda e realização. Para além disso, a mostra resgata o valor do feito à mão, da história contada em cada trama e da herança cultural que faz do Rio Grande do Norte um território rico em criatividade, afeto e empreendedorismo. Prestigie.
BaLaDa Do Impostor
Casa de Vó
Projeto do Sebrae RN valoriza artesanato potiguar.
Boa leitura! Ângela Karina
artista
João Natal: para nascer, nascemos.
artigo de opinião: Mestre
receita
• edição – c&S assessoria de comunicação
• diagramação – augusto Paiva
• Projeto gráfico – augusto Paiva
• impressão – Gráfica de Fato
• editora e revisão – Ângela Karina redação, publicidade e correspondência
av. rio Branco, 2203 – Mossoró (rn) Fones: (0xx84) 3323-8900/99836-5320
do Min Go é uma publicação semanal do Jornal de Fato. não pode ser vendida separadamente.
BALADA DO IMPOSTOR
A sAbedoriA de ficAr
JOSÉ DE PAIVA REBOUÇAS
Jornalista
@paiva_reboucas
Elídio e Cristina são dois amigos especiais que tenho no Seridó.
São dos poucos amigos que, embora não aparentem, têm condições de dar a volta ao mundo e ainda comprar um apartamento nas cidades de que mais gostassem. Mesmo assim, nunca viajaram para o exterior. A viagem mais longa que conheço deve ter sido para São Paulo, porque Elídio não gosta de avião. O lugar que eles amam de verdade é Jardim de Piranhas.
Por essa cidade, abriram mão de expandir um império no ramo atacadista em Recife para ajudar seu povo e começar de novo perto de casa. Enquanto tanta gente sonha em partir, eles escolheram ficar. Enquanto muitos enxergam valor apenas naquilo que está distante, eles encontraram grandeza no lugar de onde vieram.
Eu, que gosto tanto de andar pelo mundo, depois de um dia ruim em Praga, na República Tcheca, lembreime desses amigos e entendi uma coisa extremamente relevante. Nenhum lugar do mundo é melhor do que a nossa casa. Nenhum país, por mais desenvolvido, rico ou instagramável que seja, é melhor do que o nosso lugar. Pode até ter mais dinheiro, mais monumentos e mais infraestrutura, mas dificilmente terá o calor humano, os afetos e o sentimento de pertencimento que encontramos onde estão nossas raízes.
Por isso, parece-me inacreditável ver tanta gente negando a pátria brasileira em favor de gringos que, muitas vezes, tratam-nos como quintal. Há
brasileiros que falam do exterior como quem descreve um paraíso e do próprio país como se fosse um castigo. Não consigo pensar assim. Viajar é muito bom, conhecer outros povos é enriquecedor, mas uma coisa não deveria exigir a humilhação da outra. No exterior, a comida nem sempre é melhor, a hospedagem nem sempre é melhor e, em muitos lugares, o povo está longe de ser mais acolhedor do que a nossa gente. Eu sei que há dias em que o brasileiro é impossível. Há dias em que nos irritamos com nossos defeitos, com nossas contradições e com nossos problemas. Ainda assim, continuo acreditando que existe uma generosidade cotidiana entre nós que é difícil de encontrar em muitos países considerados exemplares.
A própria Europa, tão idealizada por nós, vive uma contradição curiosa. Depende profundamente de imigrantes e turistas para movimentar setores inteiros de sua economia, mas não raramente faz esses mesmos imigrantes e turistas sentirem que não pertencem ao lugar. Nem sempre isso aparece de forma explícita. Às vezes está nos olhares, nos gestos, na frieza e na permanente sensação de que você é apenas alguém de passagem.
Não precisamos receber mal os estrangeiros. Pelo contrário, eles são bem-vindos e ajudam a fortalecer nossa economia, enriquecer nossas experiências e ampliar nossos horizontes. Mas também não são especiais por serem estrangeiros. Não existe qualquer virtude automática em nascer do outro lado do oceano.
Muitas das histórias que consumimos sobre o exterior são misturas de marketing, narrativa, idealização e arrogância. Compramos essas versões porque ainda carregamos uma men -
talidade colonizada, acostumada a imaginar que o melhor sempre vem de fora. Mas não deveria ser assim. Como disse Nego Bispo, não basta ser descolonial, é preciso ser contracolonial.
A Itália é linda, Praga é linda e a Espanha continua sendo um lugar que me cativa. Nada disso deixou de ser verdade. Mas hoje, caminhando longe de casa, senti inveja de Elídio e Cristina que, na sua sabedoria, nunca se encantaram completamente com esse delírio de que a felicidade mora no exterior.
Também senti saudade e, assim que chegar ao Brasil, vou mandar uma mensagem para saber se posso visitálos. Porque, depois de tantos quilômetros percorridos, cheguei à conclusão de que a casa deles e de que Jardim de Piranhas oferecem mais verdade e felicidade do que qualquer estrangeiro.
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Cu LT u RA E MPREE n DEDORA
casa de Vó valoriza artesanato potiguar
Projeto do Sebrae RN reúne artesãs de Mossoró e Assú em exposição que celebra a cultura nordestina, amplia oportunidades de mercado e promove o reconhecimento dos saberes tradicionais
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Jornal de Fato
Por Sandra Monteiro especial
Memórias, afeto, tradição e empreendedorismo são os elementos centrais de uma iniciativa que está transformando o artesanato potiguar em uma experiência imersiva e promovendo o fortalecimento da economia criativa no Rio Grande do Norte. Denominado de Casa de Vó, o projeto desenvolvido pelo Sebrae RN reúne 20 artesãs dos municípios de Assú e Mossoró e promove o reconhecimento de saberes tradicionais, ampliando oportunidades de mercado para mulheres que fazem
do artesanato uma fonte de renda e expressão cultural. A ação conta com a parcerias das prefeituras locais.
Em Mossoró, o projeto foi lançado na noite desta terça-feira (16), no Camarote Institucional da Prefeitura, no Corredor Cultural, onde permanece aberto à visitação até o dia 21 de junho.
Com curadoria e concepção assinadas por Chrystian de Saboya, a Casa de Vó transforma referências afetivas, memórias e tradições nordestinas em uma exposição que exalta a identidade cultural do Rio Grande do Norte. Inspirada no acolhimento e no afeto representados pela figura da avó, a iniciativa cria um ambiente que conecta tradição,
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identidade e oportunidades de negócios para o artesanato potiguar.
Em Mossoró, a exposição reúne peças produzidas por integrantes da Cooperativa de Mulheres Artesãs e Empreendedoras de Mossoró (Coomea) e de outras artesãs. A mostra destaca a tipologia de fios e linhas, apresentando trabalhos em crochê, macramê, costura, fuxico, palha e outras técnicas que traduzem a riqueza do fazer manual potiguar. A realização da mostra durante o Mossoró Cidade Junina amplia a visibilidade do artesanato local em um dos maiores eventos culturais do estado.
Segundo a gerente da Unidade de Desenvolvimento Setorial do Sebrae RN, Verônica Melo, o pro-
Eduardo Kennedy
Leilane (bolsa verde) ao lado de artesãs, curador Crysthian e equipe do SebraeRN.
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jeto nasceu com o propósito de fortalecer o artesanato do estado por meio da valorização da identidade cultural e do aperfeiçoamento técnico das artesãs.
“Valorizar o artesanato significa resgatar a nossa história, a nossa cultura e a nossa identidade. A Casa de Vó foi concebida para proporcionar esse olhar mais apurado sobre o design, as combinações de cores, as tipologias e a apresentação dos produtos, ampliando as oportunidades de mercado para essas mulheres. Ao mesmo tempo, o projeto convida o público a reviver memórias afetivas e a se reconectar com histórias que fazem parte da nossa trajetória”, destaca.
Para a artesã Leilane Lira, uma das expositoras da mostra, a participação representa uma oportunidade importante de visibilidade para quem vive do artesanato.
“Tem sido uma experiência incrível. É a minha primeira participação em uma exposição desse porte e isso traz uma visibilidade muito importante para nós, artesãs empreendedoras. Trouxe cerca de
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11 peças produzidas manualmente em macramê, todas inspiradas no afeto, no cuidado e na dedicação que a figura da avó representa”, afirma.
Responsável pela curadoria da exposição, Chrystian de Saboya
ressalta que o projeto vai além da apresentação dos produtos. Para ele, a iniciativa transforma o artesanato em uma narrativa sobre identidade, pertencimento e memória.
“Essa exposição é uma declara-
Jornal de Fato
ção de amor ao artesanato, à cultura nordestina e às mulheres que mantêm esses saberes vivos. Trabalhamos com diversas técnicas ligadas aos fios e às tramas, transformando elementos do cotidiano nordestino em peças que contam histórias e despertam emoções. É um projeto que reforça a importância da economia criativa e do trabalho desenvolvido pelo Sebrae junto aos artesãos do nosso estado”, ressalta.
Casa D e Vó em a ssú
Antes de ser lançado em Mossoró, o projeto Casa de Vó foi apresentado em Assú na segunda-feira, onde a exposição está aberta à visitação desde o dia 13 de junho, na Casa de Cultura Popular Sobrado da Baronesa. A mostra permanece no município até o próximo dia 24, integrando a programação dos festejos juninos e ampliando a visibilidade do artesanato regional em um dos principais polos culturais do interior potiguar.
Em Assú, a exposição reúne mais de 285 peças produzidas por artesãs locais, contemplando tipologias como fibra natural, macramê, produtos gourmet, cerâmica, costura criativa, pintura e trabalhos em
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madeira. A diversidade das peças evidencia a riqueza dos saberes tradicionais presentes no município e reforça o potencial do artesa-
nato como vetor de geração de renda, fortalecimento da identidade cultural e desenvolvimento da economia criativa.
Foto: Walmir Alves/SECOM-PMM
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ARTISTA
João Natal: para nascer, nascemos
Jornal de Fato
Márcio de Li Ma danta S especial
De sua formosura deixai-me que diga: é tão belo como um sim numa sala negativa.
João Cabral de Melo Neto
João Natal (Natal, RN, 1960) consegue imprimir em suas obras algo que parece carregar consigo uma espécie de princípio de nascimento permanente. Não o nascimento compreendido apenas como origem, como instante primeiro em que algo surge do nada, mas aquele movimento contínuo em que as
coisas, mesmo depois de existentes, conservam a possibilidade de uma nova aparição. A matéria, nesse estado de permanente devir, nunca se apresenta completamente encerrada em si mesma. Ela guarda uma espécie de silêncio interior, uma potência adormecida que aguarda o gesto capaz de revelá-la.
É nesse território de passagem que se situa a produção de João Natal. Sua obra parece nascer de uma escuta atenta daquilo que o mundo cotidiano frequentemente deixa escapar. O papel que todos veem como simples superfície pode conter a promessa do voo; a mala esquecida em algum canto pode carregar uma memória ainda não revelada; o brinquedo, apa -
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rentemente reduzido ao universo infantil, pode mostrar uma das mais antigas operações humanas: transformar a realidade através da imaginação.
João Natal não parece interessado em impor à matéria uma existência completamente estranha à sua natureza. Existe em sua produção uma negociação delicada entre aquilo que o objeto já é e aquilo que ele pode vir a ser. A forma não nasce de uma violência contra o material, mas de uma aproximação paciente, semelhante ao artesão que conhece as possibilidades ocultas da madeira, do barro ou do tecido porque aprendeu primeiro a observar suas resistências. Antes de transformar, é preciso escutar.
As séries e subséries presentes em sua trajetória parecem justamente uma espécie de experimentação contínua, uma investigação acerca dos limites e das possibilidades dos materiais. Não são apenas conjuntos organizados de trabalhos, mas caminhos de pesquisa através dos quais o artista procura compreender até onde uma determinada matéria pode ser conduzida, o quanto pode dobrar-se, curvarse, torcer-se, multiplicar-se em formas diversas sem abandonar completamente a lembrança daquilo que era.
As séries vêm de então demonstrar o quanto determinado material pode ser dúctil, pode se tornear, perfazendo uma infinidade de jeitos, maneiras, formas, ajuntando às cores uma variedade pictórica que reverbera beleza na dobradura da linha curva. Da linha que se organiza como arquétipo de um eterno feminino, lançando essa metade para que
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se complemente com os ângulos retos das figuras geométricas.
Há nessa relação entre curva e geometria uma das chaves para compreender sua poética. A linha curva parece guardar algo da própria natureza em movimento. Ela aproxima-se do corpo, das formas orgânicas, dos caminhos sinuosos das águas, das raízes que procuram espaço sob a terra, das conchas que crescem lentamente em torno de seu próprio centro. A curva possui memória de vida.
Entretanto, ela não aparece isolada. Ao seu lado surgem os ângulos retos, as estruturas geométricas, os limites organizadores do espaço. Não há uma disputa entre essas forças, pois o artista parece buscar mostrar justamente que elas podem não ser contrárias e passam a estabelecer uma convivência possível. Como se a natureza e a construção humana, o impulso e a ordem, o acaso e a medida, encon-
trassem uma forma de diálogo. Assim sendo, eis a harmonia possível de riscos entrecortados para que, através dessa metáfora, ouse haver as bodas de partes que integram o nosso entorno, o perímetro no qual habitamos em busca de um equilíbrio. Qual seja o que nos conforta, o que nos transmite conforto e sossego de espírito para enfrentar as atribulações dos dias, as rasgadas páginas de um calendário apressado, insistente em seu caminhar ligeiro nas calçadas que rasgam as ruas da existência. Essa busca pelo equilíbrio talvez seja uma das questões mais profundas da obra do artista. Não se trata daquele equilíbrio imóvel das coisas encerradas e definitivas, mas de uma harmonia sempre ameaçada pelo movimento. A vida permanece porque se ajusta continuamente, o corpo mantém-se de pé porque realiza pequenos deslocamentos invisíveis, a embarcação
permanece sobre as águas porque aprende a conversar com a instabilidade das ondas.
A arte de João Natal parece nascer dessa mesma compreensão. Nada permanece completamente fixo. Tudo carrega uma possibilidade de transformação.
O brinquedo, nesse contexto, ocupa uma posição singular. Observado superficialmente, poderia parecer apenas uma referência à infância, à memória de um tempo perdido ou à recuperação de imagens afetivas. Mas essa leitura reduziria o real significado de sua produção. O brinquedo, antes de ser objeto infantil, é uma das primeiras formas humanas de criação.
A criança que dobra uma folha de papel e transforma aquele fragmento simples em um avião realiza uma operação semelhante àquela do artista, percebe uma possibilidade escondida na matéria. O pa-
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pel continua sendo papel, mas já não é somente papel. Ele passa a conter uma promessa, pois existe nele uma espécie de ausência presente: o voo que nunca aconteceu, mas que se realiza no campo da imaginação.
Talvez seja justamente esse instante que interesse a João Natal. O momento anterior à cristalização das coisas. O instante em que o mundo ainda não foi completamente endurecido pelas suas funções práticas e permanece aberto ao espanto.
O artista parece retornar constantemente a esse estado inaugural, quando os objetos ainda conservam múltiplos destinos. Sua obra não fala apenas daquilo que as coisas são, mas daquilo que elas poderiam ser.
Essa operação aproxima sua produção de uma antiga sabedoria presente nas culturas populares: a capacidade de criar a partir do que está disponível. A inteli-
gência inventiva que nasce não da abundância, mas da necessidade. A transformação do simples em extraordinário.
A cultura popular nordestina sempre carregou consigo essa capacidade de reinvenção. O objeto cotidiano raramente permanece preso à sua função inicial. A madeira torna-se brinquedo. O barro torna-se figura. O tecido torna-se bandeira. O alimento torna-se celebração. O material comum tornase memória coletiva.
É dentro dessa lógica que surge a obra Mateus Misterioso — Bordadinhos para Cascudo. Trata-se de uma espécie de homenagem visual ao universo preservado por Luís da Câmara Cascudo, não como simples ilustração de um repertório folclórico, mas como reconhecimento de uma memória profunda do povo brasileiro.
O chapéu de couro, o bastão, o chocalho e a pequena cuia de barro não aparecem como objetos iso-
lados, são fragmentos de uma civilização sertaneja. O chapéu guarda a figura do vaqueiro, homem moldado pelo sol, pela distância e pela necessidade de dialogar com uma paisagem muitas vezes áspera. O chocalho, mesmo silencioso na obra, parece conservar dentro dele o som perdido do rebanho atravessando a caatinga.
A instalação transforma esses elementos em vestígios. O Sertão não aparece apenas como lugar geográfico, mas como território imaginário onde sobrevivem gestos, crenças e formas de convivência.
Os bastidores presentes nessa mesma pesquisa aproximam-se dos estandartes das festas populares. A coroa, o boi, o tambor, os personagens mascarados e os pequenos animais compõem uma espécie de teatro sagrado e profano. O boi que morre e retorna, o ritmo do tambor que convoca a comunidade, o Mateus que habita a fronteira entre o riso e a ce-
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rimônia: tudo participa de uma memória coletiva que insiste em permanecer.
O brinquedo ocupa lugar fundamental na poética de João Natal. Não como nostalgia de uma infância perdida, mas como lembrança de um estado original da imaginação. A criança que transforma um pedaço de papel em avião realiza uma operação semelhante à do artista: descobre dentro da matéria uma possibilidade escondida.
A pipa, o pião, a ciranda, a amarelinha e os jogos de rua aparecem como pequenas cosmologias. Antes de serem brincadeiras, são maneiras de organizar o mundo. A criança desenha caminhos no chão e, por alguns instantes, estabelece uma ordem própria dentro do caos da existência.
João Natal parece compreender profundamente essa lógica. Por isso seus elementos populares não
aparecem como ornamentos regionais ou como simples referências identitárias. Eles são tratados como formas de pensamento. Cada objeto carrega uma maneira de compreender o mundo.
O artista não parece perguntar apenas “o que é esse objeto?”, mas “que outras existências estão escondidas dentro dele?”.
É nesse ponto que surgem as malas utilizadas como suporte em algumas de suas obras. A escolha desse objeto possui uma força simbólica particular, porque a mala já chega ao campo artístico carregada de uma história anterior. Ela não é uma superfície neutra. Antes de receber a intervenção do artista, já tem uma narrativa impregnada a ela.
A mala é um objeto de passagem. Ela pertence ao universo das partidas e dos retornos, das distâncias percorridas e dos caminhos imaginados. Guarda roupas, docu-
mentos, pequenos vestígios de uma vida. É um recipiente de ausências e expectativas.
Quando João Natal transforma a mala em suporte, acontece uma mudança de destino. Aquilo que antes transportava objetos passa a transportar imagens. Aquilo que acompanhava deslocamentos físicos passa a carregar deslocamentos simbólicos. Ela guarda não aquilo que levamos conosco pelo mundo, mas aquilo que construímos para compreender o mundo.
Essa operação revela uma característica essencial de sua obra: a transformação nunca apaga completamente o passado da coisa transformada. Pelo contrário, conserva suas marcas. A mala continua sendo mala. O papel continua sendo papel. Mas todos esses elementos passam a habitar outra condição. A arte acontece justamente nesse intervalo. Entre o que per-
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manece e o que muda. Entre aquilo que a coisa era e aquilo que ela pode nascer para ser.
Assim, podemos afirmar — sem temer o elogio fácil diante da beleza que salta aos olhos das personagens, nos objetos e nas paisagens presentes na obra de João Natal — que o artista é um exímio senhor dos elementos que recebem essa sagração do fazer, de proporcionar, de dar vazão àquilo que pulsa em seu espírito. Tudo parece nascer com naturalidade, como se a matéria já trouxesse consigo a possibilidade da forma antes mesmo do processo de imaginar a obra. Visivelmente podemos atestar um traço pleno de domínio, mas também de liberdade. Um traço que não se limita a representar o mundo, mas antes procura descobrir nele aquilo que permanece oculto.
Considerando como uma permanente compulsão no traço do artista, somos conduzidos a buscar aquilo que essa recorrência quer dizer, aquilo que essa metáfora cerca ao longo de toda sua obra. Estamos falando da linha curva e da rarefeita linha reta. A linha curva aparece como uma espécie de pensamento constante, uma presença que retorna sem jamais se repetir ou cair na autoimitação.
João Natal parece perseguir as inúmeras possibilidades de contemplar a curva/o curvo, seja nos elementos do nosso entorno, seja nas formas encontradas na própria natureza, como se cada nova aparição fosse uma tentativa de revelar um segredo ainda não completamente alcançado.
Essa invariante que atravessa sua produção, ora explícita, ora subliminar, talvez busque ressaltar justamente o sentimento que
habita as curvas. Não apenas a forma em si, mas aquilo que ela desperta. É possível enxergar algo das linhas opulentas das igrejas barrocas, dos movimentos sinuosos dos ornamentos que parecem querer escapar da rigidez da pedra para alcançar a emoção, o sentimento do espectador. A curva, nesse sentido, não é somente desenho, é uma maneira de convocar o sensível, de aproximar a matéria da experiência interior.
O doce popular alfenins surge como pretexto privilegiado para essa deambulação pelos territórios onde a linha curva emerge com maior intensidade. A delicadeza da forma moldada no açúcar, sua aparência frágil e ao mesmo tempo carregada de memória, permite ao artista aproximar-se de uma tradição em que o fazer manual deixa de ser apenas uma escolha estética e passar a revelar uma espécie de
estado de espírito.
Ressaltar a linha curva, portanto, perfaz um olhar que seja encontrar, no exercício atento da contemplação, aquilo que pode emanar o sentimento adormecido no interior do artista. João Natal parece compreender que as formas não são silenciosas. Elas carregam histórias, afetos e lembranças. Sua obra nasce desse encontro entre matéria e imaginação, entre aquilo que os olhos reconhecem e aquilo que a sensibilidade pressente. Por fim, não esquecer que um ciclo pode ser compreendido como algo que se fecha, como um projeto jaz terminado, como espécie de serpente que engole o próprio rabo. Pode também ser algo alvissareiro, que findou, que encerrou uma etapa e iniciou uma nova. Assim é a gramática da condição humana, não fica ninguém impune. Valete Fratres
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ARTIgO DE OPInIãO
MESTRE
A R t UR L EI t E
Expositor Espírita prea838998@gmail.com
“Vós me chamais Mestre e Senhor e dizeis bem, porque eu o sou” Jesus. (João; 13, 13).
Mestre, segundo os dicionários, é aquele que ensina uma arte, uma ciência, ou uma pessoa de destaque, cuja obra serve de modelo para as gerações posteriores.
O único título que Jesus reclamou para si, ainda que fizesse jus às mais excelentes honrarias possíveis, foi o de Mestre. Esse é o título por Ele reivindicado, porque realmente Jesus é o mestre excelso, o educador incomparável. Usou de forma incomum propriedades pedagógicas para ensinar o Evangelho, reconhecidas por vários historiadores da educação como a Pedagogia Mãe da Pedagogia Cristã, permeada pelo amor de Deus. Para a nação cristã, ninguém se igualou a Ele. Sua pedagogia é atemporal em todos os segmentos humanos.
O Divino Mestre trouxe uma mensagem inclusiva: “fazei ao próximo tudo aquilo que quereis que ele vos faça”, desafiando os preconceitos e abrindo as portas para o diálogo, a reintegração social e espiritual entre todos. Podemos assim dizer que seu Evangelho é inclusivo.
Portanto, ciente das transformações sociais necessárias, para sua evolução intelecto moral, pelas quais o mundo deveria passar, Jesus, o Mestre dos Mestres, há mais de 2.000 anos, nas passagens pela Judeia, lançou as sementes do progresso humano nas relações sociais com forte apelo à inclusão, registrado na história da mulher samaritana na sociedade de então, em que o preconceito gerou a segregação, o gueto, a dificuldade de integração com os samaritanos rejeitados e expulsos do convívio social, traço ainda muito forte na sociedade
contemporânea em que o preconceito, o racismo estrutural e outras formas de exclusão provocam dor, sendo a negação do Amor de Deus na família universal.
Vivenciou tudo quanto ensinou, comportando-se como modelo imprescindível à lição que ministrava e educando para a renovação da humanidade. Com sua pedagogia, no início da era cristã, inspirou educadores que, só recentemente, no século XX, trouxeram o afeto como um dos aspectos centrais do desenvolvimento do ser desde sua tenra idade.
“A educação, convenientemente entendida, constitui a chave do progresso moral.” (Allan Kardec)
“Conhecereis a verdade e ela vos libertará”. Descortinando novos saberes à medida que o Ser evolui, entenderá melhor a Lei Divina, passará a viver em harmonia com essa Lei. Há melhor compreensão dos acontecimentos e, consequentemente, um novo olhar sobre as coisas e as pessoas. Quando isto ocorre, acontece a libertação do sofrimento, isto é, do medo, da angústia, da insegurança, de tudo o que o faz sofrer. Mas isto não ocorre de fora para dentro, com imposição. É preciso querer, empenhar-se nesse sentido. O educador facilita o trabalho do aprendiz, ajudando o seu despertamento por meio dos estímulos da palavra e do exemplo. Cada criatura é para Jesus um educando, matriculado na escola da Terra.
O ato de educar é uma ação primária, elementar e essencial à ação humana. Num dado momento da história, o homem percebeu que poderia transmitir os conhecimentos adquiridos aos seus pares. Nos estudos acerca da História da Educação, não existe uma precisão de data, mas lá nos primórdios da pré-história, as crianças começaram a aprender com os mais velhos sobre questões relacionadas à cultura, conduta moral e direcionamento da comunidade, sobrevivência...
A palavra educar tem origem no latim “educare, educere”, que significa literalmente “conduzir para fora” ou “direcionar para fora”. O significado do termo (direcionar para fora) era empregado no
sentido de preparar as pessoas para o mundo e viver em sociedade, ou seja, conduzi-las para fora de si mesmas, mostrando as diferenças que existem no mundo. (Dicionário Etimológico).
O conhecimento intelectual isolado não seria capaz de proporcionar a revolução interna necessária. Mesmo com todo aparato tecnológico dedicado às escolas hoje, é nítido o quanto as crianças e adolescentes gritam por afeto e atenção. A cultura da paz e a pedagogia do amor são fundamentos importantes na construção integral desse homem de bem já anunciado por Jesus. O amor pela educação transcende as fronteiras de qualquer religião constituída; é um farol a iluminar consciências, despertando a necessidade do progresso pessoal e a sede de conhecimento.
Na formação cristã, despertando para a religiosidade, as escolas doutrinárias, por meio de suas atividades de evangelização das crianças e da juventude, têm função imperiosa nesse processo educativo.
O ato de ensinar e de aprender conecta o homem com a espiritualidade de maneira profunda e especial, pois desperta, em seu âmago, a certeza da existência de um Ser superior, criador supremo, entendendo que o amor é a melhor ferramenta de transformação, talvez a única.
Todos nós, em qualquer área de atuação, passamos pelo banco escolar, tendo a sinfonia de nossa formação intelectual sob a batuta do Professor.
Nosso eterno preito a todos os mestres.
Comemorado oficialmente no Brasil em 15/10, por Decreto Federal desde 1963, o Dia do Professor homenageia essa figura ímpar na sociedade, indispensável mediador na construção e expansão do conhecimento em todas as áreas do saber. Nosso respeito e admiração a todos os que mourejam na seara da Pedagogia.
“Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina” (Cora Coralina)
Jornal de Fato
Jornal de Fato
15 Domingo
bolinho caipira de flocão de milho
A receita ensinada pelo cozinheiro Gabriel Freitas tem como base uma mistura de flocão de milho com milho em lata, que resulta em um petisco com gostinho típico das comidas de Festa junina. e para deixar tudo ainda mais gostoso, ele ainda leva calabresa e queijo coalho no recheio, o que faz toda a diferença no sabor.
IngreDIentes
1 e 1/2 xícara de (chá) de flocão de milho
150 ml de água
Sal a gosto
2 latas de milho sem o líquido da conserva
1 ovo inteiro
1 colher (sopa) de manteiga derretida
1 colher (chá) de fermento químico 1/2 cebola picada
Cheiro-verde a gosto 1 pitada de orégano
150 g de calabresa sem pele picada
200 g de queijo coalho em cubinhos Óleo para fritar
moDo De preparo
Comece hidratando o flocão de milho com a água em uma tigela. Tempere com um pouco de sal, misture bem e deixe descansar por 5 minutos.
No liquidificador, bata o milho com o ovo e a manteiga até formar um creme grosso (ele não deve ficar líquido).
Misture o creme de milho com o flocão hidratado, formando uma massa.
Neste ponto, adicione a cebola picada, o cheiro verde, o orégano, a calabresa e o queijo coalho. Mexa bem para incorporar.
Por último, acrescente o fermento e incorpore à massa.
Aqueça uma panela com óleo e, quando estiver quente, faça os bolinhos, usando duas colheres de sopa para moldar. Frite-os no óleo bem quente em imersão.
Vire os bolinhos para dourarem por igual e escorra em papel-toalha para tirar o excesso de óleo.
Pode servir com molhos variados, puro ou até como acompanhamento de uma refeição.
Fonte: Tudo Gostoso
Televisão
Jornal de Fato • sábado, 20 de junho de 2026
Olho no lance
>> Marcos Mion aposta em edições ao vivo do “Caldeirão” na Copa
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Seriais
Destaques das séries e conteúdo “on demand”
Mundo inédito
por Geraldo Bessa
Companheiras de vida
> O especial “Convocadas” lança luz sobre um ponto de vista das mulheres que acompanham de perto a trajetória dos jogadores da Seleção Brasileira. Apresentado por Luciele Di Camargo, casada com o comentarista Denilson, o material acompanha as esposas de atletas convocáveis, revelando histórias de apoio, rotina, expectativas e os bastidores da vida fora de campo em um momento decisivo da carreira de seus companheiros. Participam do especial as esposas Natalia Belloli (Raphinha); Carol Cabrino (Marquinhos); Duda Fournier (Lucas Paquetá); Ana Lídia Guimarães (Bruno Guimarães); e Tainá Castro (Éder Militão). A equipe da Globo começou a produzir este especial no fim do ano passado, na última Data FIFA de 2025, viajando por cidades como Londres e Newcastle, na Inglaterra; Madri e Barcelona, na Espanha; e Paris e Lille, na França, para registrar momentos marcantes e íntimos que ajudam a contar a história da Seleção Brasileira sob uma nova perspectiva, dentro da casa dos jogadores, que também participam desta produção.
Animação (Disney+, seg, dia 22) já estão disponíveis os 11 episódios da série de fantasia e esportes “dragon striker”. Combinando fantasia europeia com influências da animação japonesa, a série acompanha a jornada de um herói inesperado, que ganha vida através de batalhas épicas, ação visualmente impactante e uma rica mitologia. em um mundo onde o esporte e a magia se unem, o jovem garoto do campo Key descobre seu talento natural superpoderoso e que pode ser o lendário dragon striker. ambientada em Kal asterock, uma escola de elite para estudantes com habilidades extraordinárias, a história acompanha Key, que se junta à arqueira ssyelle em uma nova e feroz equipe para desafiar os campeões da escola. enquanto Key luta para domar o dragão dentro de si e ssyelle tenta manter a equipe unida, a dupla descobre segredos sombrios do passado e um mal ancestral.
Drama turco (HBO Max, ter, dia 23) a terceira temporada de “bahar” chega à hbo Max. nesta história dramática de renascimento e empoderamento, bahar, uma dona de casa e mãe que padece de uma doença grave, decide mudar sua vida e retoma a residência médica que teve de abandonar há 20 anos.
Amor clichê (Globoplay, qua, dia 24) amor, ambição e reviravoltas movimentam “então é amor?”, nova novelinha original Globoplay. Com capítulos curtos, ritmo acelerado e formato vertical, a trama acompanha a trajetória de Rosa (arianne botelho), uma jovem simples, feliz e determinada que precisa lutar para se redescobrir e proteger seu amor, enquanto enfrenta um jogo perigoso de poder e manipulação. o elenco ainda conta com Carla diaz e Micael borges.
Ficção na tela (Netflix, qui, dia 25) a segunda temporada de “avatar: o Último Mestre do ar” estreia na netflix. Para acabar com a guerra, aang precisa dominar a dobra de terra. Mas, no Reino da Terra, política, segredos e alianças ocultas são um campo de batalha à parte.
Para os pequenos (Netflix, sex, dia 26) a animação “Pokémon: horizontes” ganha novos episódios. Liko, Roy, dot e ult embarcam em uma aventura épica para aperfeiçoar suas habilidades e encarar uma batalha com os exploradores. Primeira parada: academia Mirtilo!
principal / Marcos Mion aposta em edições ao vivo do “Caldeirão” na Copa
Olho no lance
Em uma carreira construída diante das câmeras, poucos elementos despertam tanto entusiasmo em Marcos Mion quanto programas ao vivo. Para o apresentador, é nesse ambiente de improviso, emoção e resposta imediata do público que a comunicação encontra sua forma mais poderosa. Essa sensação volta com força durante a Copa do Mundo de 2026 à frente do “Caldeirão”. “A gente tem de estar ao vivo para acompanhar tudo o que acontece na Copa, unindo entretenimento e informação em um ambiente que faça o público se sentir em casa. A ideia é fazer um programa ao vivo que acompanhe a Copa em tempo real e faça quem está em casa se sentir parte desse grande churrasco brasileiro”, afirma.
Ao longo da Copa do Mundo, Mion comanda o “Churrascão do Mion” direto de uma cidade cenográfica nos Estúdios Globo. A produção traz o clima dos jogos, incluindo uma decoração festiva, convidados e música. “Como costumava dizer Romário, o Brasil tem milhões de técnicos espalhados pelo país. Em tempos de Copa do Mundo, essa paixão ganha ainda mais força, e o ‘Caldeirão’ quer ser uma
grande companhia para quem vive intensamente cada lance da competição”, aponta.
P – O que fazer “Caldeirão” ao vivo representa para você?
R – Representa a realização de uma vontade que eu carregava há muito tempo. Eu sou cria da tevê aberta e fui formado dentro da televisão ao vivo. Sentia falta dessa adrenalina e dessa conexão imediata com o público. Voltar a fazer um programa nesse formato é um prazer enorme.
P – Por que?
R – Acho que a televisão atinge o seu potencial máximo quando é feita ao vivo. Porque ela acontece de mãos dadas com quem está em casa. O público sabe que estamos vivendo aquele momento juntos, comentando os mesmos assuntos e compartilhando as mesmas emoções. Isso cria uma sensação de pertencimento muito forte e transforma a televisão em uma grande experiência coletiva.
P – Como funcionarão os ajustes do programa a uma competição tão dinâmica como a Copa do Mundo?
R – A grande vantagem do ao vivo é justamente essa flexibilidade. A gente vai
construir o programa semana a semana, acompanhando tudo o que acontecer na competição. É um formato quente, que reage aos acontecimentos e que pode mudar até poucas horas antes de entrar no ar.
P – Então os desdobramentos da Copa terão impacto direto no conteúdo de cada edição?
R – Completamente. Não faria sentido estar ao vivo sem aproveitar isso. Vamos observar o que aconteceu nos jogos, as histórias que movimentaram o público, os assuntos mais comentados e transformar tudo isso em pauta para o sábado seguinte.
P – Esse projeto pode servir como um teste para futuras edições ao vivo do “Caldeirão”?
R – Sem dúvida. A gente conversa bastante sobre as possibilidades que o ao vivo abre para o programa. Quando existem eventos que mobilizam o país inteiro, esse for-
mato faz muito sentido. Estamos atentos aos resultados e às oportunidades que podem surgir daqui para frente.
P – Você imagina o “Caldeirão” investindo mais em transmissões ao vivo após a Copa?
R – É uma possibilidade que existe. Não necessariamente de forma fixa, mas sempre que tivermos um evento, uma competição ou uma grande mobilização nacional que justifique essa dinâmica. O programa ao vivo tem um poder muito especial e queremos explorar isso quando fizer sentido.
P – O que mais empolga você nesse novo formato?
R – A sensação de que tudo pode acontecer. No ao vivo existe uma energia única. Todos precisam estar preparados, atentos e entregando o melhor de si. Isso é muito estimulante para quem faz televisão e também para quem está assistindo.
close / Helena Rizzo valoriza a espontaneidade da cozinha sem vícios do atual “MasterChef Brasil”
Pressão temperada
Depois de uma temporada dedicada exclusivamente a profissionais, Helena Rizzo vê na nova temporada do “MasterChef Brasil” uma atmosfera que, para ela, tem um charme muito particular: a imprevisibilidade dos cozinheiros amadores. Jurada do talent show culinário da Band, a chef identifica nos novos participantes uma combinação de espontaneidade, personalidade forte e competitividade crescente, capaz de transformar a cozinha do programa em um ambiente tão caótico quanto estimulante. “Essa turma é muito animada, competitiva, cheia de personalidade. Eles rebatem bastante e cozinham bem”, observa Helena, que garante estar se divertindo durante as gravações. “Estou me surpreendendo em vários sentidos”, completa.
Para a jurada, parte da força dessa fase do “MasterChef Brasil” está justamente no frescor de quem ainda não foi moldado completamente pelas exigências do mercado gastronômico. Helena compara os competido-
res a artistas em formação, descobrindo o próprio estilo enquanto enfrentam pressão constante. “A cozinha amadora tem uma coisa genuína, de espontaneidade, como uma banda que acaba de se formar”, define. Ao longo da temporada, no entanto, o improviso divide espaço com uma rotina intensa. “O ‘MasterChef’, quando a pessoa entra aqui, é todo dia. A gente grava todo dia e é uma rotina de cozinha com pressão. Mas o que vai saindo disso é muito interessante”, avalia.
Mesmo diante de participantes cada vez mais preparados e abastecidos de referências gastronômicas vindas da internet, Helena faz uma distinção clara entre consumir conteúdo e, de fato, dominar técnicas. Além disso, existe um risco crescente de excesso de confiança entre cozinheiros iniciantes. “Às vezes, quem consome conteúdo de culinária, mas não pratica, tem a falsa sensação de apropriação do conhecimento”, explica. Segundo a chef, a cozinha continua exigindo algo que não se aprende apenas assistin-
do: repetição, treino e domínio técnico. “Esta área demanda o exercício constante”, resume.
Na hora do julgamento, porém, Helena garante que existe um critério que costuma prevalecer sobre qualquer outro: o sabor. Embora apresentação, técnica e estética contem pontos, ela acredita que um prato realmente marcante dificilmente passa despercebido. “Quando a gente come uma coisa muito gostosa, não consegue esconder”, afirma. Para ela, é justamente essa reação espontânea que costuma indicar quando
um competidor realmente acertou a mão.
Quanto às provas, Helena admite que a rivalidade ajuda a movimentar o jogo. E não apenas pelas disputas naturais entre personalidades fortes. Algumas dinâmicas do programa, segundo ela, inevitavelmente elevam a tensão entre os competidores. “Tem o lado game, porque o ‘MasterChef’ é um jogo”, aponta, ao citar situações em que os participantes precisam salvar colegas, fazer escolhas difíceis ou atribuir adjetivos uns aos outros. “Tudo isso bota um fogo no parquinho”, diverte-se.
ponTo de visTa / Cobertura fragmentada da Copa abre espaço para novos e antigos personagens
Bola dividida
ACopa do Mundo 2026 foi fragmentada em três sedes, México, Estados Unidos e Canadá. E a cobertura no Brasil também. Com 48 seleções e 104 jogos – 40 a mais que a Copa 2022 –, o Grupo Globo abriu mão de adquirir os direitos de todas as partidas. E foi aí que entrou o SBT na tevê aberta, que se articulou com profissionais renomados. Caso de Galvão Bueno, que cobriu 11 Copas pela Globo, entre 1982 e 2022 – tempo mais que suficiente para fundir sua imagem com a da emissora.
Acontece que a Globo decidiu aposentar Galvão, mas Galvão não parou. Ele mambembou entre vários canais e ancorou no SBT – onde divide a narração do pacote de jogos da emissora com Tiago Leifert – e acabou levando com ele parte da antiga identidade do esporte da Globo. Resultado: no jogo Brasil x Marrocos, a Globo conseguiu 30 pontos de audiência, enquanto o SBT passou de 11 pontos.
Essa é a segunda vez que a Globo leva uma mordida de Galvão Bueno. Em 1992, o narrador se tornou Diretor de Esportes da extinta Rede OM e levou para lá a transmissão da Copa Libertadores da América, na época bem desvalorizada no Brasil.
anos, os programas esportivos da emissora seguiam a linha poética e um tanto piegas de Armando Nogueira –autor de versos infames como “Amar a Deus, Amar a bola, a Maradona”. E muitos profissionais do esporte – e também de outros setores – se sentiam como um Castro Alves de ocasião.
Acontece que a equipe do São Paulo treinada por Telê Santana cresceu na competição e chamou a audiência. Na disputa de pênaltis da final, contra os argentinos do Newell’s Old Boys, a pequena rede paranaense abocanhou 53 pontos de audiência de pico, contra menos de 15 pontos da Globo. Mas o final não foi feliz para Galvão.
A soma das audiências de Globo e SBT é menor que as obtidas pela Globo sozinha na Copa de 2022, em torno de 50 pontos. Esse buraco aritmético entre as coberturas gratuitas é de responsabilidade da CazéTV. O canal do youtuber Casimiro conseguiu conectar nada menos que
12,7 milhões de aparelhos, o que corresponde a algo entre 22 e 25 milhões de pessoas mobilizadas, enquanto a Globo atraiu 50 milhões de espectadores e o SBT, 26,2 milhões. Aliás, as 12,7 conexões obtidas pela CazéTV bateram de longe o antigo recorde mundial em transmissões ao vivo no YouTube, que era dos 8 milhões de espectadores que viram o pouso na Lua da nave indiana Chandrayaan-3, em 2023.
Acontece que a equipe do São 12,7 milhões de aparelhos, o
Com a saída de Armando Nogueira – não por acaso, logo após a famosa edição feita por seu imediato, Alberico Souza Cruz, para o debate entre Collor e Lula – o esporte da Globo entrou em uma fase mais brincalhona, bem-humorada – os cavalinhos de Tadeu Schmidt é um bom exemplo. Galvão, por outro lado, fazia um importante contraponto. Mesmo sendo acusado por muitos de chato, é reconhecidamente sério e extremamente profissional. Com sua saída da linha de frente, o que era apenas bom humor acabou descambando para a galhofa.
Apesar de ainda liderar esta corrida na Copa, a Globo vem sofrendo uma derrota moral. E não só pela redução de seu alcance, mas também pela perda de personalidade de seu esporte. Por muitos
O novo “Central da Copa” é um dos pontos altos (ou baixos) dessa nova fase da Globo. Nem mesmo as edições locais do “Globo Esporte”, normalmente conduzidas por comediantes frustrados, exibem um humor tão infantilizado. Tadeu Schmidt e Fábio Porchat levam de roldão a lateral esquerda do Corinthians, Tamires, e protagonizam uma festival diário de quintasserismo – providencialmente, no fim de noite. No final das contas, a Globo não está perdendo para a concorrência. Está perdendo para si mesma.
resumo das novelas
s egunda - Tonho desmaia, e a lika reza. b elarmino e seu bando deixam a cidade, levando Viriato e Geralda como reféns. d ona Menina descobre que Tonho está ferido. o nildo afirma que o estado de saúde de Tonho é grave. Viriato revela a Geralda que é irmão de Carrapato. b elarmino obriga Geralda a cozinhar para seu bando. b elmira confronta Carrapato, e Ritinha se assusta. a dônis pressiona d idi sobre o destino do bando de b elarmino. Virgínia comemora a destruição do ateliê. s ebastião cobra a promessa de Virgínia.
segunda - amelie prepara um jantar sofisticado para Zilá. Influenciado pela infusão de ervas dada por naiane, joão Raul se apresenta com sensualidade no palco, e agrado nota. j oão Raul vai atrás de agrado. Palhares e Cinara sabotam suas bebidas com as ervas do livro de nora, sem saber que tiveram a mesma ideia. naiane fica furiosa com a repercussão do show. alaorzinho afirma a janete que aguardará a amada. Zilá prejudica o orçamento da festa promovida por alaorzinho intencionalmente.
Terça - j endal desconfia de que Kênia está sendo influenciada por alguém contra ele. o nildo constata que a febre de Tonho cedeu. alika e niara disfarçam quando Caetana comenta sobre Tonho ter chamado o nome da princesa. Carrapato deixa barro Preto. salma se desespera com o estado de saúde de Tonho, e Fátima repreende a filha. Mirinho provoca Lúcia/alika. bartô procura Viriato com um pedido inusitado. Manoel beija ana Maria e afirma que a pedirá em namoro para sua família. jendal deduz que Kênia continua seu romance com dumi, e exige que Pascoal flagre a princesa.
Terça - Zilá se reafirma como presidente. naiane se incomoda com as publicidades que Ronei lhe destina. Palhares e Cinara sofrem os efeitos das ervas ingeridas. eduarda grava uma música com Leandro. ele se abre com ela. eduarda diz que precisa conversar com agrado. naiane e bará armam juntos, e joão Raul suspeita dos dois.
segunda - Zeni ameaça adriana. Pilar pensa em questionar a paternidade de Tiago através de ademir. brigitte esvazia os pneus do carro de Cléber. ademir pergunta a Pedro se o filho irá denunciá-lo. edvaldo e Rosa reclamam de d iná. Lyris elogia adriana. Carmita tenta convencer bruna a namorar Tiago. andré diz a Pedro que antecipará sua volta ao brasil para fazer uma surpresa a ademir.
Terça - silvana deixa bem claro a ademir que Tiago não fará exame de dna . Zeni ameaça adriana novamente. Carolina fica sem graça quando Felipe diz que notou a forma como ela olha para andré. adriana pede a Cléber que ajude Pedro a esquecêla. silvana tira satisfações com Pilar sobre o pedido de dna para Tiago e briga com a cunhada. Tom pressiona elenice sobre ter mexido em seu celular. ademir fica surpreso ao ver andré. n ancy defende adriana de Zeni.
Quarta - não haverá exibição.
Até o fechamento da edição, a emissora não divulgou o resumo do capítulo.
Até o fechamento da edição, a emissora não divulgou o resumo do capítulo.
Quarta - adriana agradece a defesa de nancy. nancy conta a adriana o motivo pelo qual foi presa. andré diz ao tio que voltou ao brasil para trabalhar com ele. Pedro conta a elisa que ademir subornou Tom. o toniel conversa com Francesca sobre a tuação de adriana. o toniel convida Francesca para almoçar com sua família. ademir recebe uma mação para explicar os depósitos feitos na conta de Tom, e se nega a dar explicações a Pedro. d procura Tiago para ceder uma peça da joalheria como prêmio do concurso que pensa em promover na sua escola de dança. Pilar pensa em atentar contra a vida de adriana.
Até o fechamento da edição, a emissora divulgou o resumo do capítulo.
Quarta - n ão haverá exibição.
ancy. presa. trabalhar subornou a sipara inticonta dora joalheria promover atentar
Quinta - Lúcia/a lika nota o comportamento de Mirinho. Marta repreende os ciúmes de Virgínia. a na Maria comenta com Graça sobre seu namoro com Manoel. Manoel questiona Fortunato sobre a forma como trata Maria h elena. Fortunato alerta Manoel sobre seu namoro com a na Maria. b elmira insinua a Viriato que acredita que Geralda esteja apaixonada por Carrapato. Mirinho discute com Virgínia por conta de Lúcia/a lika. Tonho apresenta uma piora, e o nildo dobra a dose do remédio, sem saber que foi sabotado por Mirinho.
Quinta - não haverá exibição.
Quinta - nívea passa uma missão para Zeni contra adriana. nancy alerta adriana para ter cuidado com Zeni. silvana deixa claro a ademir que ninguém mexerá na herança de seu filho. ulisses diz a Pilar que sua empresa precisa de dinheiro. otoniel briga com Tom ao saber que ele aceitou o suborno de ademir para depor contra sua neta. nancy diz a adriana que as colegas do presídio estão encantadas com o trabalho da fisioterapeuta. Tom proíbe elenice de visitar adriana. Pedro nega a bruna uma segunda chance, afirmando que ama adriana. Carolina nota a tensão de ulisses. Francesca beija otoniel. ulisses pede dinheiro emprestado para um agiota.
não Até o fechamento da edição, a emissora não divulgou o resumo do capítulo.
s exta - o nildo revela que o remédio de Tonho foi sabotado, e Lúcia/a lika e Caetana se desesperam. Virgínia insinua a Teresa que seria bom levar o ateliê para fora de b arro Preto. Viriato sofre ao carregar o segredo de confissão de s ebastião, e pensa em alertar Lúcia/a lika sobre as verdadeiras intenções de Virgínia. Kênia reclama com Chinua por ter se tornado refém de j endal. n iara comenta com Teresa e j osé sua preocupação com o fato de Tonho ter chamado o nome verdadeiro de a lika na frente de Caetana. Maria h elena pensa em Murilo.
sexta - joão Raul confronta naiane e bara. Palhares anuncia sua volta à rádio. eduarda não consegue falar com agrado, e desabafa com Zuzu sobre Leandro. Walmir pede perdão a agrado, e afirma que a moça é o grande amor da vida de joão Raul. n aiane arma um plano para retornar a sua casa, e Gael comemora. Zilá recruta o smar para sabotar janete e Zuzu. ela explica como proceder para interceptar a entrega das Marias do Caturama. Gael e n aiane se aproximam. o smar consegue sabotar o trabalho de janete e Zuzu. eduarda decide se afastar de agrado e Leandro por um tempo.
sexta - Zeni foge sem que ninguém a veja. adriana é levada ao ambulatório. nancy e Lyris apostam que foi Zeni quem agrediu adriana. bruna garante a Gilda que reconquistará Pedro. andré avisa a Pedro que adriana sofreu um ataque na prisão. brigitte diz a edvaldo que também não acha que adriana seja a culpada pela morte de arthur. Pilar se irrita com Rosa porque a funcionária não se mostra disponível para dar informações sobre a família de adriana. Pilar pede para ademir colocá-la como inventariante de arthur no lugar de Tiago. o médico avisa que adriana não corre mais risco. dora se surpreende ao ver andré na escola de dança.
Até o fechamento da edição, a emissora não divulgou o resumo do capítulo.
s ábado - n ão haverá exibição.
sábado - não haverá exibição.
sábado - não haverá exibição.
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perGunTas / Elisa Lucinda valoriza a autonomia de Zuzu em “Coração Acelerado”
Força singela
Elisa Lucinda não disfarça o orgulho ao falar da destemida Zuzu, sua personagem em “Coração Acelerado”. Suas palavras e empolgação deixam claro que a força feminina presente na novela das sete da Globo é algo instigante para a atriz e poetisa. Independente, irreverente e dona de uma trajetória construída à margem dos padrões esperados para muitas mulheres de sua geração, a madrinha de Agrado, mocinha vivida por Isadora Cruz, se tornou uma figura que representa firmeza e liberdade na fictícia Bom Retorno. “Zuzu faz parte da classe feminina da novela que eu tenho a pretensão de achar que é alter ego das autoras. Porque são duas mulheres escrevendo. E essa é uma novela onde os personagens masculinos não são tão interessantes quanto os femininos”, afirma a atriz.
Na trama criada por Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento, Zuzu também tem papel decisivo nos movimentos de Janete, heroína interpretada por Leticia Spiller. E ganha uma nova camada ao se envolver amorosamente com o abastado Alaor, personagem de Marcos Caruso. Para Elisa, aos 68 anos, a personagem ainda dialoga
com discussões atuais sobre autonomia, desejo e violência contra a mulher – especialmente quando vistas a partir de gerações que cresceram sem identificar muitos abusos por esse nome. “A minha geração cansou disso! O pessoal passava a mão no nosso cabelo direto, sem nenhuma cerimônia. E na bunda! E a gente não pensava ‘vou na polícia’. A gente não pensava em um tipo de resposta assim, pela lei”, recorda.
P – Como tem sido a repercussão a respeito de Zuzu em “Coração Acelerado”?
R – Eu tenho ouvido muito as pessoas dizerem que gostariam de ter uma amiga como a Zuzu. E isso é muito interessante, porque eu estou gostan-
do muito de Zuzu. Acho que ela foi, devagarzinho, se construindo para o público e se consolidando nesse lugar. Acho que ela tem uma certa graça, uma graciosidade, mas é firme.
P – Qual a diferença da Zuzu nesse aspecto?
R – Eu acho que a Zuzu consegue agir diferente, valorizando a força do feminino. E eu queria muito isso. Quando a gente começou a falar da personagem, falei que não queria ela caminhoneira. Porque, se não, ficam achando que a mulher que é forte, independente, tem de ser masculina. E não precisa. Existe a força singela.
P – E a relação dela com Alaor?
R – Havia uma torcida imensa para isso rolar. Nós somos os mais veteranos da novela, o (Marcos) Caruso e eu. E tem sido uma delícia gravar com ele, porque ele também é o rei do improviso. É interessante que o amor de duas pessoas mais maduras seja mostrado. Acho que a gente é muito tímido, que o audiovisual ainda é muito atrasado em relação à vida das pessoas mais velhas hoje em dia. A gente se apaixona. Quando eu era criança, ninguém falava “o namorado da vovó”. Ou “o namorado do vovô”. Eis um novo tempo.
P – Você tem alguma afilhada como a Zuzu é com a Agrado?
R – Tenho. Algumas. Eu sou boa madrinha, gosto de ser madrinha. Eu quis ter filhos, mas só tive um. Então, eu sou daquelas madrinhas que se mete na vida, sabe? Cuido dos estudos, participo e acompanho real, sabe? Aquela madrinha que é como uma segunda mãe. Tem um afilhado que está comigo no palco, o Gabriel (Demarchi), que atua em “O Princípio do Mundo”.
P – E como tem sido essa relação com a Isadora Cruz? R – Eu estava sonhando em contracenar com a Isadora Cruz. Eu tinha visto “Guerreiros do Sol” e fiquei apaixonada. Não conhecia ela nem como garota do “Fantástico”, só fui ver no Globoplay. E fiquei louca! Com ela e com o Thomás Aquino. Agora, estou aqui! Queria contracenar com os dois e vim fazer “Coração Acelerado”.
r aio-x / João Fernandes aposta em um romance tardio para o Fuad, de “A Nobreza do Amor”
Entre tradições
Antes mesmo de viver uma grande paixão, Fuad, papel de João Fernandes em “A Nobreza do Amor”, precisa compreender o que isso significa. Filho de uma tradicional família de comerciantes libaneses de Barro Preto, o rapaz surge como o pretendente ideal para a desiludida Salma, personagem de Rayssa Bratillieri. Mas, para o ator, a riqueza dessa trajetória está justamente na transformação do jovem ao longo da novela das seis da Globo. “Fuad não sabe direito o que é o amor romântico. E sinto que essa descoberta ocidental é o mais interessante da caminhada dele”, afirma.
Essa construção exigiu um mergulho em aspectos culturais, indo além da interpretação convencional. João conta que a preparação passou pela prosódia, por costumes da comunidade libanesa retratada na novela e por reflexões sobre a forma como aquelas tradições moldam sentimentos e comportamentos. “Eles não são personagens simples e têm cultura e vida diferentes”, explica. Na trama, Fuad aceita o casamento arranjado com Sal-
ma, enquanto a jovem tenta conciliar os próprios desejos com as expectativas da família após um susto de saúde vivido pela mãe.
Para o ator, o cuidado empregado em todas as etapas da novela ajuda a explicar a recepção de “A Nobreza do Amor”. João destaca que a grandiosidade do projeto chamou sua atenção desde os primeiros contatos com o material de divulgação interno, antes mesmo das gravações. “São inúmeros diferenciais. Começa no texto, que é encabeçado por três dos maiores (autores) que o Brasil já teve, e ultrapassa direção, elenco e o próprio carinho com que a Globo trata o projeto e a equipe”, elogia. “É uma novela realmente diferenciada”, completa.
Enquanto vive Fuad na televisão aberta, João também aguarda o retorno de um personagem que considera decisivo em sua trajetória. Intérprete de Binho na série “O Jogo que Mudou a História”, do Globoplay, ele já se prepara para a segunda temporada da série inspirada na origem das facções criminosas no Rio de Janeiro. O trabalho, inclusive, aparece en-
tre os mais importantes de sua carreira. “Em ‘1 Contra Todos’ e ‘O Jogo que Mudou a História’, encontrei diretores que me provaram que eu sabia correr e que deveria confiar nisso”, valoriza.
Nome completo: João Fernandes dos Santos Nunes.
Nascimento: 5 de abril de 1999, no Rio de Janeiro.
Atuação inesquecível: Téo, na série “1 Contra Todos”, da Fox.
Interpretação memorável: Humberto Carrão como Humberto no filme “Marighella”, dirigido por Wagner Moura.
Momento marcante na carreira: “Quando fui aprovado pela primeira vez, para ‘Caminho das Índias’”.
O que falta na tv: “Às vezes, carinho com o ofício”.
O que sobra na televisão: “Oportunidades de se comunicar com a massa, com o coletivo”.
Com quem gostaria de contracenar: Marjorie Estiano.
Ator: Julio Andrade.
Atriz: Marjorie Estiano. Vilão marcante: Olavo em “Paraíso Tropical”.
Personagem mais difícil de compor: Binho, de “O Jogo que Mudou a História”, do Globoplay.
Que papel gostaria de representar: “Algo como o Olavinho, de ‘Paraíso Tropical’. Um cara bem safado. Tem algo carioca nele com que me identifico”.
Filme: “Tropa de Elite 2.
inside / Com 15 anos de carreira,
Marcelo Alvim estreia na tevê como Ananias, em “Ben-Hur”
Rosto novo
Depois de construir uma carreira sólida nos palcos, especialmente no teatro musical, Marcelo Alvim vive um dos momentos mais simbólicos de sua trajetória artística. Aos 15 anos de profissão, o ator faz a estreia na televisão em “BenHur”, supersérie bíblica do Univer Video, que posteriormente também será exibida pela Record. Marcelo vai interpretar o Sumo Sacerdote Ananias, que transita diretamente nos conflitos de poder na Judeia. Nos filmes, inspirados no romance de Lew Wallace, o personagem não é citado, mas aparece no “Livro dos Apóstolos” do Novo Testamento.
Historicamente, trata-se de um sujeito arrogante e violento que persegue do Apóstolo Paulo. Marcelo encara esta chegada ao audiovisual como consequência natural de um caminho construído ao longo dos anos. “É um território novo, mas, ao mesmo tempo, sinto que toda minha trajetória até aqui me preparou, de alguma forma, para esse momento”, afirma.
A experiência nos estúdios trouxe desafios diferentes daqueles enfrenta dos no palco. Acostumado ao longo
processo de ensaios característico do teatro, Marcelo precisou se adaptar ao ritmo acelerado das gravações. “Na tevê, tudo acontece de forma muito rápida”, resume. Para ele, a principal diferença está na própria dinâmica. “No audiovisual, você precisa chegar muito preparado e disponível para resolver as cenas naquele momento”, explica.
Mesmo diante dessa nova linguagem, Marcelo acredita que o repertório adquirido ao longo da carreira foi determinante para encarar essa fase de estreia com segurança. Formado pela tradicional Escola Técnica Estadual de Teatro Martins Penna e bacharel em Teatro pela CAL (Casa das Artes de Laranjeiras), o ator, nascido em Niterói, vê a experiência acumulada em musicais como um importante alicerce. “O teatro cria repertório para o ator, tanto técnico quanto emocional”, avalia. “Toda a minha vivência nos palcos contribuiu para que eu chegasse mais seguro e preparado nesse processo”, completa.
A boa impressão deixada durante as gravações abriu espaço para um novo trabalho antes mesmo da estreia de “Ben-Hur”. Marcelo já tem participação confirmada em
“Amor em Ruínas”, embora o personagem não tenha sido revelado. Esta nova série bíblica da Univer Video, baseada no “Livro de Oséias”, da Bíblia, é ambientada em um cenário de conflitos familiares e fé, em torno do casamento entre Oséias e Gômer (papéis de Murilo César e Letícia Laranja). “Um trabalho acaba abrindo portas para o outro. Existe também uma relação de confiança que vai sendo construída ao longo do processo”, analisa também sem revelar detalhes sobre quem interpreta.
Enquanto aguarda a estreia na televisão, Marcelo segue dividido entre diferentes frentes artísticas. Recen-
temente, integrou o elenco do musical “Chatô e os Diários Associados – 100 Anos de uma Paixão” e “Cartas para Gonzaguinha”, espetáculo em cartaz desde 2019 e já visto por mais de 25 mil pessoas. Paralelamente, também atua na formação de novos artistas, como professor e diretor cênico do programa Aprendiz Musical, desenvolvido nas escolas municipais de Niterói. “Construir uma carreira artística no Brasil exige muita persistência, estudo e resistência emocional. Quero continuar fazendo trabalhos que me desafiem e viver da arte de uma forma significativa”, defende.
temente, integrou o elenco
BasTidores
/ Com inspirações
históricas, figurino de “A Nobreza do Amor” teve construção quase do zero
Trabalho histórico
Muito além de vestir personagens, o figurino de “A Nobreza do Amor” se tornou uma poderosa ferramenta de narrativa, ajudando a construir a identidade visual de uma trama que valoriza diferentes culturas, tradições e referências históricas. Com peças elaboradas, ricos detalhes artesanais e um cuidadoso trabalho de pesquisa, a atual novela das seis chama atenção pelos figurinos exuberantes e nobres. A grandiosidade desse trabalho foi conduzida pela figurinista Marie Salles. A profissional destaca que o projeto mobilizou uma grande equipe ao longo de seis meses, reforçando o caráter original das criações. “São roupas extremamente complexas, que levaram de 15 a 20 dias para serem confeccionadas. Alguns acessórios, como a cabeça do Rei Cayman, personagem de Welket Bungué, a coroa do Benin, demoraram até três meses para ficar prontos. Começamos a produzir essa novela há seis meses, então é muito significativo apresentar um desfile com roupas que não são vendá-
veis, que não são moda no sentido comercial. Não é prêtà-porter”, afirma Marie.
A figurinista também ressalta a estrutura dos Estúdios Globo, que possibilita a criação de peças sofisticadas por meio de processos como tingimento, pintura, estamparia, produção de joias e bordados. “É muito importante também mostrar que, no Brasil, é possível produzir peças desse nível dentro de um estúdio de televisão. Os Estúdios Globo contam com uma fábrica de beneficiamento onde é possível tingir, pintar e estampar tecidos por diversos processos. Fazemos joias,
bordados e contamos com uma costura de excelência. É um estúdio de altíssima qualidade. O público vê isso na tela, mas passar essas roupas pela passarela é um verdadeiro deleite. As pessoas vão poder observar de perto peças super bem-feitas e bem-acabadas”, valoriza.
Outro diferencial de “A Nobreza do Amor” é o trabalho com foscos e brilhos nas peles e cabelos dos personagens africanos, reforçando as cores avermelhadas do reino sob sol intenso e poeira no ar. Para Batanga e arredores, a caracterização inclui pinturas corporais, escarificações em forma de queloides e alargadores de orelhas. Esses elementos valorizam a diversidade e a ancestralidade do continente africano. “Existe um universo muito maior do que aquele que estamos acostumados a ver. Nossa ideia é trazer essa riqueza visual de lá para cá, a fim de contar um pouco mais sobre uma história apagada por muito tem-
po”, afirma Auri Mota, que encabeça a equipe de caracterização da novela.
Para a concepção de Batanga, a inspiração vem de um mosaico de referências dos povos Iorubá, Bantu e Masai, por exemplo. A perucaria, aliás, é inédita para a faixa das seis. Apenas uma peça já usada em produções anteriores foi reaproveitada, com todo o restante construído do zero ou garimpado com artistas independentes em viagens pelo país. Em São Paulo, por exemplo, foram encontradas perucas nigerianas originais. No acervo da novela, entre peças adquiridas e produzidas nos Estúdios Globo, há quase 200 perucas, em sua maioria modulares, que permitem em torno de 300 combinações diferentes. “Mesmo se tratando de uma fábula, existe uma grande responsabilidade em contar a história de um povo, especialmente quando isso envolve ancestralidade, cultura e simbolismos reais”, destaca Marie.
Zapping
Mundo inédito
por Caroline Bor G es Maternidade em foco
> Após um período dedicado integralmente à maternidade, Lucy Ramos retorna às novelas em “Por Você” com uma personagem que carrega temas universais e profundamente humanos. Na próxima trama das sete, a atriz interpreta Juli, uma mãe solo que enfrenta os desafios da vida com coragem, afeto e dedicação aos filhos, papel que despertou uma identificação especial por remeter à trajetória de sua própria família. “Interpretar essa mulher é representar tantas brasileiras que batalham diariamente e fazem de tudo pelos seus filhos”, afirma.
Equipe reunida
dino Cantelli e juliana Peres são os criadores de “Por Você”, próxima novela das sete. além disso, a equipe de colaboradores contará com Cleissa Martins, Fausto Galvão, Mario Viana, Michel Carvalho e nathalia sambrini, e supervisão de texto de Glória barreto.
Longa estrelado
a netflix estreia, no dia 7 de agosto, o filme “a Última Casa”. estrelado por Wagner Moura e Greta Lee, o thriller de ficção científica acompanha uma família de quatro pessoas que de repente se vê presa dentro de casa e precisa se unir para sobreviver à falta de alimentos e à ameaça misteriosa que está à espreita.
Amor moderno
alexandre Machado está à frente da criação de uma comédia sobre casamento aberto para a netflix. a produção terá direção de josé alvarenga jr.
Estreia em breve
a segunda temporada de “amor da Minha Vida” chega em outubro no disney+. a produção é estrelada por bruna Marquezine e sérgio Malheiros.
No elenco
babu santana estará no elenco de “Fúria”, original netflix. a produção estreia dia 29 de julho.
Papo na mesa
angélica comandará uma segunda temporada do “angélica ao Vivo”, do GnT. o programa retorna ao ar no segundo semestre.
Trabalho antigo
Protagonista de “Quem ama Cuida”, Letícia Colin poderá ser vista na série “jogada de Risco”, do Globoplay. a produção criada por Cauã Reymond estreia em julho.
Herdeiro com dilemas
e m “ e ntão é a mor?”, Micael b orges dá vida a Vicente, herdeiro de uma família influente que retorna ao b rasil após anos vivendo no exterior. d eterminado a ajudar nos negócios da família, o personagem se vê diante de desafios muito maiores do que imaginava, especialmente ao reencontrar Rosa, papel de a rianne b otelho, e revisitar sentimentos do passado. “ o Vicente é um cara leve, mas tem as suas questões internas com a família e, principalmente, com o pai. e le volta para resolver uma questão e acaba tendo que resolver várias outras”, explica.