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Jornal De Fato

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LÚCIA DE OLIVEIRA

Jornal de Fato

“A bancada federal do Rio Grande do Norte é irrelevante”

>> Kelps Lima, no Cafezinho com César Santos, faz duras críticas à bancada federal e defende mudança a partir das eleições de 4 de outubro.

Investigação contra

Allyson tem parecer favorável à quebra de sigilo bancário

MP Eleitoral é a favor de quebra de sigilo bancário e de uma perícia contábil em agências de publicidade da Prefeitura.

Principal 5

POLÍTICA CIDADE JUNINA CONEXÃO SAÚDE

MCJ 2026 terá Xand, Alok, Pablo, Cláudia Leitte, João Gomes e outras atrações

Pingo da Mei Dia abrirá a programação no dia 6 de junho com Nattan, Bel Marques, Banda Grafith e Dan Ventura.

Mossoró 1

Morre Oscar Schmidt, a lenda do basquete brasileiro

NOSSOS CADERNOS

Trajetória de Titina Medeiros ganha Memorial em Acari

Veja as mudanças na saúde dos astronautas que foram à Lua

Mossoró

ESPAÇO JORNALISTA MARTINS DE VASCONCELOS

DO 202 À SERRA DE TORMES: O REGRESSO DE JACINTO

VERA LÚCIA DE OLIVEIRA

Escritora, membro da Academia de Letras do Brasil. (Brasília-DF) veraluciaoliveira@hotmail.com

Nenhuma expressão se aplica tão bem ao romance A cidade e as serras (São Paulo: FTD, 1995), de Eça de Queiroz (1845-1990), como “ridendo castigat mores”, ou seja, rindo castigam-se os costumes. Publicado postumamente em 1901, esse último romance traz sob a capa do humor uma crítica ácida à sociedade da época. É um livro político e sobre amor e amizade. Na história divertida dos amigos Jacinto e Zé Fernandes está toda a graça da história. Um representa a cidade, o outro, o campo. E que cidade! A capital do mundo, Paris, com seus luxos, inovações tecnológicas, conforto de todo tipo, impensável na bucólica região de Tormes, em Portugal, propriedade de Jacinto, onde viveram seus ancestrais.

O enredo é simples: Zé Fernandes vai a Paris visitar o amigo, “o príncipe” Jacinto, que, para seu espanto, vive cercado das mais excêntricas modernidades. Mas o que o alegre Zé Fernandes percebe é que o amigo está profundamente entediado. Daí o desenvolvimento da narrativa, que está centrada no 202. O 202 dos Campos Elísios é o suprassumo do luxo parisiense. É o endereço dos aristocratas. E é nessa redoma que vive Jacinto, herdeiro de família portuguesa, no seu dolce far niente – mas como um passarinho transido de frio numa gaiola de ouro, diga-se.

O entediado Jacinto, para espanto do amigo Zé Fernandes, não se agrada de nada. “Sofre de fartura”, como bem diagnosticou o criado Grilo. (Disse Eduardo Agualusa que o tédio é um luxo dos povos contentes...) Nada o deixa feliz porque o seu vazio é interior. É uma falta, algo sem nome. Um buraco na alma. Mulheres, carruagens, festas, livros, jantares suntuosos, todo tipo de conforto e excentricidades, nada preenche essa lacuna interior. Nem a biblioteca de trinta mil volumes, nem a leitura dos filósofos, nenhum gozo lhe dava prazer. Regredido ao

Cintinho que fora, “menino amarelinho, molezinho, coberto de caroços e leicenços” (p. 17), no seu tédio, para distrair-se, cortava papel com a tesoura, elaborando talvez, inconscientemente, uma saída, quem sabe...

E para divertir o leitor, Eça faz rir com passagens hilariantes como a do famoso peixe que engastalha no elevador da cozinha e frustra o Grão-Duque que o pescara longe, em águas especiais, e que seria a pièce de résistance do banquete de Jacinto. (Parece que o peixe tem vontade própria e quer vingar-se daquela gente toda). Em outra passagem, a perda das malas obriga o chic Jacinto a dormir como um penitente, numa enxerga, com as roupas toscas da caseira, para divertimento do fiel escudeiro Zé Fernandes; os livros desviados na Espanha e as sete caveiras “e meia” desencontradas dos ancestrais provocam o riso. O humor perpassa o romance.

Tanto a fartura quanto a privação causam sofrimento. A privação do rico Jacinto quando da chegada a Tormes não se compara ao que viu no inverno parisiense. Eça nos comove com seu olhar agudo sobre as diferenças sociais. Quando os amigos observam na bela Paris:

A neve que cai, muda e branca na treva: as criancinhas gelam nos seus trapos: e a polícia, em torno, ronda atenta para que não seja perturbado o tépido sono daqueles que amam a neve, para patinar nos lagos do Bosque de Bolonha com peliças de três mil francos. (p. 99).

Não se trata de romance reacionário contra o progresso da civilização; mas do muito para poucos, que os distanciam da realidade da vida. Não foi por outro motivo que, ao visitar o lado pobre de Paris, no passeio a Montmartre, Jacinto pôde

Organização: Clauder Arcanjo clauderarcanjo@gmail.com

ver algo que começou a falar a seu coração: a vida simples, as casas humildes dos que lutavam pelo pão. E numa belíssima digressão, o narrador nos mostra a frivolidade dos ricos, a sua “generosidade” ao doar aos pobres o que não lhes interessa mais para aplacar-lhes a consciência.

À medida que o tédio de Jacinto e Zé Fernandes aumenta, este também decepcionado com a viagem a países encantadores da bela Europa, Eça prepara o leitor para uma possível mudança. É o que acontece quando as lembranças do pequeno e fraterno Portugal começam a surgir, e os amigos precisam retornar. Partem os dois com bagagem mons-

truosa, ou seja, levando Paris nas costas – um modo de não abandonar a “civilização”. Bastou, no entanto, a beleza da paisagem, a vida bucólica e verdadeira da serra para tudo mudar e devolver a Jacinto o prazer de viver. Sentiu o chamado do sangue, da força telúrica e atávica, do dever, do respeito à memória dos ancestrais que datam de 1410. Memória filogenética: “E o meu príncipe, na verdade, parecia saciar uma velhíssima fome e uma longa saudade da abundância(...)” (p. 159). Memória evidenciada no saboroso e simples jantar na casa centenária onde, mais que as iguarias e o excelente vinho, Jacinto “comia” lembranças. É, portanto, preciso salvar

o forte tronco dos Jacintos, prestes a findar com o magricela “Jacintículo”, como disse o divertido Zé Fernandes.

Essa volta à casa paterna foi um renascimento. Jacinto fincou o pé na terra dos seus antepassados, viveu como viveram, recuperou sua alma; leu, encantado, Homero e, principalmente, deixou-se levar pela vida, sem desejos ou ansiedade. O vazio interior foi preenchido com o trabalho dos dias, com a leitura dos poetas da natureza, com os prazeres simples e o novo amor da terra:

(...) Jacinto lançara raízes, e rijas, e amorosas raízes na sua rude terra. Era realmente como se o tivessem plantado de estaca naquele antiquíssimo chão, de onde brotara a sua raça, e o antiquíssimo húmus refluísse e o penetrasse todo, e o andasse transformando num Jacinto rural, quase vegetal, tão do chão, e preso ao chão, como as árvores que ele tanto amava. (pp. 191, 192).

Jacinto renasceu. Cresceu como ser humano quando se inteirou da chaga oculta em sua propriedade, a miséria daquela gente abandonada à própria sorte. Profundamente sensibilizado, socialista, realizou benfeitorias, e seu bom coração tornou-o quase um santo para os trabalhadores, um digno remanescente de sua estirpe, admirado em toda a região de Tormes. Deu sentido à sua vida. Tornou-se um homem!

CAFEZINHO COM CÉSAR SANTOS

KELPS LIMA

“Hoje, a bancada federal do Rio Grande do Norte é irrelevante”

O Rio Grande do Norte não tem deputados federais relevantes. A crítica parte do ex-deputado estadual Kelps Lima ao apontar, segundo ele, a incapacidade da bancada federal potiguar de lutar por interesses coletivos do estado e a falta de representatividade nacional. Em entrevista ao “Cafezinho com César Santos”, Kelps disse que os atuais deputados estão pensando em si mesmo e só utilizam as emendas parlamentares que lhes garantem votos e permanência no poder. Ele defende mudanças. Sem mandato desde janeiro de 2023, quando concluiu o terceiro mandato na Assembleia Legislativa, Kelps Lima lançou o seu nome à Câmara dos Deputados, cargo que ele

Kelps, lá em janeiro de 2023, quando o senhor concluiu o mandato, afirmou que não pretendia mais ser candidato. O senhor disse: “agora vou ser pitaqueiro nos bastidores”. O que o fez mudar de ideia e colocar novamente seu nome à Câmara dos Deputados?

Naquele momento, eu tinha certeza de que não seria candidato. E esse sentimento não ficou restrito a janeiro de 2023; ele se prolongou. Hoje mesmo, tomando café com uma amiga, comentei que, se alguém me perguntasse em 2023 ou 2024 se eu seria candidato, eu apostaria

Minha vida estava organizada, tranquila, e eu acreditava que havia cumprido minha missão

concorreu em 2022, sem sucesso. Com atuação política e base nos quatro maiores colégios eleitorais do RN, ele acredita que será um dos oito eleitos em 4 de outubro, inclusive, garante que vai desbancar um dos deputados da federação União Progressista, pela qual concorrerá às eleições deste ano. Kelps Lima é advogado e político, cumpriu mandato de deputado estadual entre 13 de dezembro de 2010 a janeiro de 2023. Ele passou 15 anos no Solidariedade e, neste ano, transferiu-se para a federação União Progressista, justamente para ter maior possibilidade de conquistar um mandato de deputado federal. Confira a entrevista:

que não. Achei que tinha cumprido meu ciclo, que precisava de um tempo para a família. Minha vida estava organizada, tranquila, e eu acreditava que havia cumprido minha missão. Além disso, era muito difícil voltar ao cenário com uma candidatura a deputado federal. Basta ver que Garibaldi Alves, Beto Rosado e Rafael Motta, que já foram deputados federais, não conseguiram fazer essa reconstrução. Por outro lado, o nosso grupo político permaneceu unido, o que é raro. Cristiane Dantas e Luís Eduar-

do seguiram até o fim no Solidariedade e na oposição, sem aderir ao governo, e são meus parceiros nesta eleição. Também vencemos a eleição em Parnamirim, o que teve um peso significativo. Quando começou essa movimentação após a eleição de Nilda, liguei para todo o nosso time, e 90% disse que topava. Diante desse cenário, pedi um tempo em dezembro de 2024 para avaliar pessoalmente, conversar com minha esposa e meu sócio (escritório de advocatício). Voltei ao escritório, reorganizei a vida e, à

Ney Lopes

nl@neylopes.com.br

medida que 2025 foi avançando, percebi que havia um ambiente favorável, um apelo e, no fundo, também aquele desejo que todo político tem de voltar. Mas havia uma condição básica: ter chance de vitória. Eu não podia colocar novamente essas pessoas no sacrifício de uma candidatura sem perspectiva, deixando-as sem representação federal no próximo quadriênio. Se não houvesse chance real, era melhor não disputar.

EPor que a Finlândia é o país mais feliz do mundo

nquanto o mundo ocidental assiste ao colapso da saúde mental e ao avanço da desigualdade, a Finlândia permanece, pelo nono ano consecutivo, como um farol de esperança no topo do World Happiness Report (Relatório Mundial da Felicidade) da ONU. Mas não se engane: a felicidade finlandesa não é fruto de uma sorte geográfica ou de um otimismo ingênuo. Ela é o resultado de uma escolha política deliberada: a construção de um Estado de Bem-Estar Social, que se recusa a tratar direitos básicos como mercadoria.

DESCONSTRUÇÃO DA ANSIEDADE

A grande inovação finlandesa não está no PIB, mas na erradicação do medo existencial. Em sociedades hipercompetitivas, o cidadão vive sob a sombra constante da ruína: o medo de ficar doente e não poder pagar o hospital; o medo do desemprego e do despejo; o medo de que o filho não tenha uma educação de qualidade por falta de recursos. Na Finlândia, esse estresse básico foi deletado do sistema. Ao garantir segurança total, o governo permite que o indivíduo deixe de lutar pela sobrevivência para focar na sua plena realização pessoal. É a prova de que a liberdade real só existe quando a necessidade básica é suprida.

SOLIDARIEDADE TRIBUTÁRIA

Para sustentar essa estrutura, o preço é a partilha. Em 2026, a carga tributária finlandesa alcança os 42,5% do PIB, com alíquotas que punem a concentração excessiva de riqueza. A “mordida do Leão” chega a 57% para os mais ricos. Para uma visão social, isso não é “mordida”, mas investimento humano. Ao contrário do modelo brasileiro, onde o consumo é pesadamente tributado, penalizando os pobres, o sistema finlandês foca na renda. Quem ganha pouco, paga zero. Quem ganha muito, financia a paz social de todos.

EDUCAÇÃO GRATUITA

Essa arrecadação financia um sistema educacional que é o pesadelo da meritocracia hereditária. Na Finlândia, quase todas as escolas são públicas e mantêm o mesmo padrão de excelência. O resultado é que o CEP onde uma criança nasce, não define onde ela vai chegar.

FIM DA OSTENTAÇÃO

A coesão social é tamanha que a transparência e a confiança se tornaram instituições nacionais. O Estado devolve ao cidadão cada centavo em serviços de alta qualidade. Essa segurança gera um fenômeno raro: o fim da necessidade de ostentar. No país mais feliz do mundo, o sucesso não é medido por marcas de luxo, mas por uma vida funcional e tempo livre. O ditado local “Quem tem felicidade, deve escondê-la” reflete uma sociedade que valoriza o equilíbrio e a discrição, combatendo a cultura da comparação tóxica alimentada pelas redes sociais.

ECOLOGIA COMO BEM COMUM

Por fim, a Finlândia entende que o ser humano é indissociável do seu meio. Com 90% do território coberto por florestas e águas, o “Direito de Acesso à Natureza” garante que o meio ambiente seja de todos, não apenas de quem possui a escritura da terra. Esse contato diário com o natural, somado à tradição das saunas como espaços democráticos de relaxamento. A Finlândia nos ensina que a felicidade não é uma busca individual e solitária. É um pacto coletivo. É a prova viva de que, quando o Estado cuida das pessoas, as pessoas se sentem livres para serem felizes.

CURTINHAS

FILME

“Um sonho de liberdade” – NETFLIX ou Max - Frequentemente classificado como o melhor filme de todos os tempos. Um jovem e bem-sucedido banqueiro, tem a sua vida radicalmente modificada ao ser condenado à prisão perpétua por um crime que nunca cometeu, o homicídio de sua esposa e do amante dela.

TRUMP IRRITADO (I)

Trump se irritou com o primeiro-ministro de Israel, pelo fato de Netanyahu dificultar um “acordo histórico”, que envolveria não apenas o Líbano, mas também estrutura de paz mais ampla com o Irã. Os EUA “proibiram” Israel de realizar novos ataques ao Líbano, declarando “já chega!”.

ALÍVIO DAS TENSÕES

A concordância do Irã com a reabertura total do Estreito de Ormuz para a navegação comercial trouxe um alívio imediato às tensões globais e ao mercado de energia. O preço do petróleo despencou mais de 10%, com o barril neste sábado, 18, já próximo de U$ 80 dólares (antes eram U$ 100 dólares). US$ 25 bilhões é o valor da infraestrutura de petróleo e gás destruída no Golfo, desde o início da guerra no Irã.

www.blogdoneylopes.com.br Leia o “blog do Ney Lopes” – informação e opinião

Jornal de Fato

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“As emendas são fragmentadas para atender interesses eleitorais”

O senhor fala em condição de vitória e se filiou a um partido da Federação União Progressista, que já conta com três deputados federais. É improvável que a chapa eleja quatro. Ou seja, sua disputa é interna. De onde vem a confiança de que o senhor será um dos eleitos?

Na eleição passada, dentro do nosso grupo político, eu já teria superado os três, porque tive 80 mil votos, enquanto João Maia foi o segundo, com 104 mil — uma diferença de 24 mil votos. Mas na nossa estratégia, Allyson apoiou Lawrence, e minhas bases no Oeste foram direcionadas a ele. Lançamos candidatos que votariam em mim, como o presidente da Câmara de Assú e Bárbara Dantas, em Carnaúba dos Dantas; quase toda a chapa votava em mim, mas houve divisão. Com isso, eu teria ultrapassado facilmente os 110 ou 115 mil votos. Agora, com a recomposição do grupo, praticamente completo, houve ampliação dos apoios. Tive um prefeito me apoiando na eleição passada; agora serão onze, um número inédito para nós. Tenho apoio claro da terceira maior cidade do estado (Parnamirim) com a prefeita Nilda. Em São Gonçalo do Amarante, há uma parceria forte com o prefeito Jaime Calado. Em Natal, existe um espaço a ser ocupado, diante da redução de candidaturas locais. E, em Mossoró, devo crescer muito, já que praticamente não atuei aqui na eleição passada. Portanto, estamos mais fortes do que antes. Claro que eleição se decide nas urnas, e não existe vitória antecipada, mas, numa análise objetiva, estamos em melhor posição do que na eleição anterior.

O senhor tem reiterado críticas à atual bancada federal do Rio Grande do Norte, afirmando que o estado não tem hoje um deputado que represente seus interesses. No entanto, três dos oito parlamentares atuais estão na federação à qual o senhor se filiou, e sua votação pode contribuir para a

reeleição de alguns deles. Não há incoerência nesse discurso?

Há algo de que nunca abri mão na política: criticar aquilo com que não concordo. Talvez por isso eu tenha sido oposição a três governadores e a três prefeitos de Natal. E não se trata de crítica pessoal — alguns desses deputados são meus amigos —, mas sou um agente político e não posso me omitir. Caso contrário, aí, sim, seria incoerente com toda a minha trajetória. Hoje, a bancada federal do Rio Grande do Norte é irrelevante. Nenhum deputado preside comissão importante, nenhum é chamado a opinar sobre grandes temas nacionais em veículos de alcance nacional. Não há notícia de projetos de grande repercussão, nem atuação em iniciativas estruturantes para o estado. Nenhum ocupa cargo na Mesa Diretora, nem foi cogitado para ministério, algo que o Rio Grande do Norte historicamente teve. Como cidadão, e também como agente político, tenho o dever de dizer que a bancada vive um momento ruim. A representação atual não é boa. E me sinto à vontade para afirmar isso, inclusive dentro

do partido ao qual me filiei. Em nenhum momento me foi pedido para silenciar críticas, e, se fosse, eu também não aceitaria.

Há algo de que nunca abri mão na política: criticar aquilo com que não concordo. Talvez por isso eu tenha sido oposição a três governadores e a três prefeitos de Natal

Outra observação recorrente é a falta de uma liderança interna capaz de conduzir pautas de interesse do estado. O líder da bancada é o deputado Robson Faria, também da sua federação. Essa crítica reflete algum descontentamento interno?

Que eu saiba, não. Robson, João Maia e Benes Leocádio são políticos experientes e sabem que a crítica faz parte do processo democrático. Quem não quer ser criticado não deve atuar na vida pública. Toda figura pública está sujeita a críticas, e elas ajudam. Ao levantar esse debate, será que não provocamos uma reação positiva? Dou um exem -

plo: quando assumi como deputado estadual, em 13 de dezembro de 2012, na última sessão do ano, já no início de 2013 apresentei um pacote de projetos. Um deles propunha o fim da residência oficial do governador. A proposta foi rejeitada, mas o debate foi suficiente para que, desde então, nenhum governador voltasse a utilizá-la. Ou seja, nem sempre é preciso aprovar uma lei; o debate, por si só, já transforma práticas. Hoje, a bancada federal não atua como antes. Antigamente, uma parte significativa das emendas era destinada a projetos estruturantes, com participação de universidades, prefeituras e entidades como a Fiern. Hoje, as emendas são fragmentadas para atender interesses eleitorais. Defendo que voltem a ser direcio -

mente no Oeste e no Vale do Açu. Se a bancada direcionasse emendas para melhorar a infraestrutura dessas regiões, beneficiaria diversas cidades e dinamizaria a economia. Ao não fazer isso, o prejuízo é grande: afeta a economia, a segurança e a qualidade de vida. Falta uma visão estratégica de desenvolvimento.

A Federação União Progressista ainda não tem a nominata completa para deputado federal. Há dificuldades para fechar a chapa. O senhor tem participado dessas articulações?

Eu me afastei da função de dirigente partidário para me concentrar na minha eleição, na de Allyson e na de Zenaide. Não estou participando dessas articulações. Já fiz isso em 2018 e 2022. Tanto o PP quanto o União Brasil são partidos grandes, com presença em várias cidades, e há tempo até julho para concluir essa construção. A base da chapa já está formada: João Maia, Benes, Robson, eu, Leila Maia e Mateus Faustino. Existem outros nomes sendo discutidos, mas não participo dessas conversas.

nadas a projetos estruturantes, independentemente de quem esteja à frente das prefeituras.

Até que ponto o estado é prejudicado por esse uso das emendas com foco eleitoral?

As emendas têm dois efeitos. Um positivo: muitos municípios, especialmente no Nordeste, não têm capacidade de investimento, e os recursos federais não são distribuídos de forma justa historicamente. Nesse sentido, as emendas ajudam. Por outro lado, perde-se a oportunidade de investir em projetos estruturantes. Isso gera um prejuízo enorme. Há setores econômicos que dependem de boas estradas para reduzir custos, atrair investimentos e gerar emprego. O Rio Grande do Norte tem força na produção de sal, petróleo e frutas, especial-

Quem não quer ser criticado não deve atuar na vida pública. Toda figura pública está sujeita a críticas, e elas ajudam. Ao levantar esse debate, será que não provocamos uma reação positiva?

Jornal de Fato

Investigação contra Allyson tem parecer favorável à quebra de sigilo bancário

AÇÃO JUDICIAL / MP Eleitoral também é a favor de uma perícia contábil em agências de publicidade que prestaram serviços à Prefeitura de Mossoró

da r edaçãO

AProcuradoria Regional Eleitoral no Rio Grande do Norte (PRE/RN) emitiu parecer favorável à quebra de sigilo bancário e à realização de perícia contábil em agências de publicidade que prestaram serviços à Prefeitura de Mossoró e à campanha eleitoral de 2024.

A notícia foi dada em primeira mão pelo jornalista Bruno Barreto, em seu blog. A reportagem atesta que o parecer da procuradora Clarisier Azevedo Cavalcante de Morais, assinado nesta sexta-feira, 16, ocorre no âmbito de um Mandado de Segurança que tramita no Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RN).

A reportagem de Bruno Barreto discorre que “a investigação principal (AIJE nº 0600126-95.2024.6. 20.0033) apura suposto abuso de poder econômico e político, além do uso indevido dos meios de comunicação por parte do ex-prefeito Allyson Bezerra e seu vice, Marcos Antônio Medeiros, que assumiu o comando do município no fim de março.

Os impetrantes da ação, Lawrence Amorim, Genivan Vale e Irmã Ceição, alegam que recursos da publicidade institucional do município foram desviados para financiar uma rede de apoio digital e influenciadores durante o pleito de 2024.

Um dos pontos centrais que motivou o posicionamento do Ministério Público foi um relatório técnico do Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN). Segundo o órgão de contas, foram identificadas “possíveis inconsistências” nos registros financeiros da prefeitura.

Embora houvesse contratos vigentes para os anos de 2022, 2024 e 2025, o TCE apontou ausência de execução orçamentária correspondente nesses períodos nos sistemas de controle, registrando pagamentos apenas no exercício de 2021, que somaram mais de R$ 3,2 milhões.

O Parecer da Pr O curad O ria

Para o Ministério Público Eleitoral, a perícia contábil e a quebra do sigilo são “imprescindíveis ao deslinde da causa” e à “descober-

César Santos

cesar@defato.com

NÃO FEDE, NEM CHEIRA

Não é verdade que a senadora Zenaide Maia (PSD) tenta reatar a parceria política com o PT do Rio Grande do Norte, como também não existe processo de reaproximação com a governadora Fátima Bezerra. Não há clima para isso. O rompimento político, ocorrido em 2024, foi traumático para ambas as partes e envolveu a acirrada disputa pela Prefeitura de São Gonçalo do Amarante, a quarta mais importante do Rio Grande do Norte, onde o esposo de Zenaide, Jaime Calado (PSD), derrotou o então prefeito Eraldo Paiva, do PT. Esse é um ponto. Agora, é verdade que Zenaide se mobiliza para colar a sua imagem ao presidente Lula e, assim, ter o voto do eleitor do campo progressista, que o elegeu em 2018. Para isso, Zenaide usa a sua condição de vice-líder do governo no Senado, embora seja inexistente a sua relação política com o mandatário da nação. A necessidade de Zenaide é para ontem. As pesquisas eleitorais mostram claramente que o eleitor de Lula no RN já entendeu que o candidato dele ao Senado é a vereadora Samanda Alves, indicada pela governadora Fátima. Na última pesquisa divulgada, do Instituto Veritá, Samanda apareceu à frente de Zenaide. Outro ponto que preocupa o ambiente político de Zenaide é que quando o outro candidato ao senado do campo progressista for confirmado, a tendência natural é este nome absolver o segundo voto do eleitor lulista. Esse é um preço que Zenaide decidiu pagar quando se aliou ao ex-prefeito Allyson Bezerra (União Brasil), um crítico contumaz do governo do PT, em detrimento da aliança progressista que a levou ao Senado em 2018. Isso quer dizer que Zenaide está liquidada? Não. Mas parece bem claro que ela perdeu identidade política ao se posicionar em linha alternativa, e o eleitor não se identifica com quem não tem identidade ideológica. Zenaide Maia hoje, como diz sabedoria popular: não fede, nem cheira.

Zenaide não faz parte do time de Lula no Rio Grande do Norte”

cadu XaVier, Pré-candidato a governador do PT ao definir que a candidata de lula ao Senado é a petista Samanda Alves

CHECK-UP

ta da verdade real”. A procuradora destacou que:

- A medida é necessária para confrontar o fluxo financeiro real com as notas fiscais apresentadas.

- Existe suspeita de uma “triangulação de recursos”, onde verbas públicas seriam desviadas para blogs e influenciadores.

- O indeferimento dessas provas em primeira instância configuraria cerceamento de defesa e violação constitucional.

As empresas que devem ter o sigilo quebrado, caso o TRE siga o parecer, são: ART & C Comunicação Integrada, Dois A Publicidade, Executiva Agência de Comunicação e 2HC Criatividade e Produções. O período solicitado abrange de janeiro de 2021 a outubro de 2024.

A defesa dos investigados sustenta que as divergências encontradas são meras falhas administrativas decorrentes da descentralização orçamentária do município e que não configuram ilícito eleitoral. O processo agora aguarda o julgamento definitivo pelo plenário do TRE/RN, sob a relatoria do Juiz Federal Hallison Rego Bezerra.”

Álvaro Dias (Pl) suspende momentaneamente a agenda de pré-candidato a governador para cuidar da saúde. ele se submeterá à avaliação médica preventiva para checar se está tudo bem. Já os pré-candidatos Allyson Bezerra e Cadu Xavier vão concentrar as suas agendas no Agreste e região Oeste.

É notícia...

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EMPOLGADO

O ex-deputado Kelps lima aposta nos quatro maiores colégios eleitores do rN para chegar à Câmara Federal. ele tem apoios importantes em Natal, Mossoró, Parnamirim e São Gonçalo do Amarante. Kelps afirma que uma vaga da federação União Progressista será dele, projetando mais de 100 mil votos.

Os reservatórios do RN atingiram 45,47% da capacidade total nesta sextafeira, 17. Destaque para a barragem Armando Ribeiro Gonçalves, a maior do estado, que acumula 42,13% da sua capacidade. Dados do IGARN.

Hoje tem o Festival de Cinema de Mossoró no Memorial da Resistência, com apoio do BNB Cultural. Aberto ao público a partir das 19h.

Nesta data, em 1967, o prefeito Raimundo Soares de Souza assinava o decreto 3/67 criando a Escola Superior de Agricultura de Mossoró (ESAM). A instituição, hoje Ufersa, foi inaugurada no dia 22 de dezembro do mesmo ano.

Neste domingo, 19, completa 82 anos da inauguração da ponte Jerônimo Rosado sobre o rio Mossoró, interligando o centro ao bairro Ilha de Santa Luzia. Solenidade presidida pelo prefeito monsenhor Luís Ferreira da Mota Neto.

É RAFAEL

O ex-deputado federal rafael Motta será o segundo candidato ao Senado pela Federação Brasil da e sperança, indicado pelo PDT. e le ganhou a disputa interna com o exsenador Jean Paul Prates. está formada a chapa Cadu Xavier (PT), Samanda Alves (PT) e rafael Motta. Falta definir apenas o vice.

CAMAROTE

A ausência de Wesley Safadão no Mossoró Cidade Junina 2026 teve efeito cascata. Nenhum artista da Camarote Shows, escritório de Safadão, foi contratado, ficando fora atrações como rey Vaqueiro, Natanzinho l ima, Seu Desejo, Taty Girl e Walkyria Santos.

CAMAROTE II

Nos bastidores do MCJ, a versão é que o ex-prefeito Allyson Bezerra (União) determinou o cancelamento de Wesley Safadão, que havia sido acordado para o Pingo da Mei Dia, e, por gravidade, as estrelas da Camarote Shows. O prefeito de direito Marcos Bezerra ( republicanos) apenas balançou a cabeça.

CAMAROTE III

O público do forró e do piseiro está injuriado com o “desfalque” dos artistas do momento no MCJ 2026. r ey Vaqueiro, Seu Desejo e Natanzinho l ima são os shows mais concorridos para as festas juninas deste ano.

ex-prefeito allyson Bezerra é alvo de mais uma investigação no âmbito da justiça eleitoral
Divulgação

Trajetória de Titina Medeiros ganha Memorial na Cultura Popular

CULTURA / Memorial reúne figurinos, fotografias, objetos de cena e registros que atravessam diferentes momentos da trajetória da atriz potiguar

Osertão do Seridó passa a abrigar um novo espaço de memória dedicado a uma das artistas mais expressivas da cena potiguar, o Memorial Titina Medeiros – Território de Encantamentos, na Casa de Cultura Popular Palácio Titina Medeiros, em Acari-RN. Instalado em uma sala expositiva, o memorial reúne figurinos, fotografias, objetos de cena e registros que atravessam diferentes momentos da trajetória da atriz, que marcou o teatro, a televisão e o cinema brasileiro de forma singular e autêntica.

A exposição leva assina-

tura de João Marcelino, experiente e talentoso cenógrafo e diretor teatral, recentemente reconhecido pela Funarte como mestre das artes cênicas do Brasil. O espaço traduz a trajetória de Izabel Cristina, como Marcelino sempre chamou a atriz, que caminhou com ele a partir do espetáculo O Príncipe do Barro Branco, no início de sua trajetória profissional, em 1992. Reconhecida pela intensidade cênica e pela construção de personagens de forte identidade, a atriz potiguar partiu precocemente, no dia 11 janeiro de 2026. O Memorial Titina Medeiros é uma iniciativa do Governo do Estado do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult) e da Fundação José Augusto (FJA), à preserva-

ção da memória da atriz potiguar que deixou um legado imensurável.

A nova denominação da Casa de Cultura Popular e a instalação do Memorial no Palácio Titina Medeiros tem iniciativa da governadora Fátima Bezerra, que assinou o decreto no dia do sepulta-

Território de Encantamentos celebra a história e a memória da atriz

Para além de apresentar uma biografia, o memorial propõe um percurso no qual o público se relaciona com fragmentos, objetos e presenças que a potência de vida de Titina Medeiros desperta.

Esse é um modo e um meio de comemorar suas inestimáveis contribuições para a cultura, e também estimular novas e constantes realizações e trabalhos nas artes. Não há aqui a tentativa de explicar ou fechar sentidos, mas de abrir caminhos de conhecimento, reflexão e emoção. O espaço se organiza como um percurso, onde

o público percorre por fragmentos, objetos e presenças que ainda vibram. Com expografia assinada por João Marcelino e curadoria de Arlindo Bezerra, César Ferrario e do próprio Marcelino, a exposição se desdobra em três cenas: Arquiteturas das Personagens, Portais da Memória e Anjo da Coroação. Cada cena revela uma camada distinta: personagens que marcaram sua trajetória, a artista atravessada por memórias e a dimensão simbólica que sustenta sua imaginação e espiritualidade.

No centro da sala, o Anjo da Coroação se eleva sobre uma rocha, instaurando um campo de silêncio e contemplação. A instalação tem como base a obra A Xanana de Nossa Senhora de Lourdes, do artista plástico Ivan Simplício. Ao redor, figurinos originais, imagens e instalações conduzem o visitante por diferentes momentos de sua trajetória. Esta intervenção faz uma referência a uma foto emblemática da infância de Titina quando ela coroa Nossa Senhora de Lourdes em uma festividade da cidade.

mento da atriz, em 12 de janeiro, mudando o nome da Casa para Palácio Titina Medeiros. Na inauguração, em outubro de 2025, o equipamento levava o nome do político Tomaz de Araújo, patrono do prédio que agora integra a rede de Casas de Cultura Popular do RN.

O projeto do Memorial Titina Medeiros é financiado pelo Governo do RN, e foi construído e concebido sob a supervisão do coordenador estadual de teatros, Ronaldo Costa, que também tem uma longa trajetória ao lado da atriz como profissional de iluminação cênica. A

Sobre TiTina MedeiroS

Nascida em Currais Novos-RN e criada em Acari-RN, Titina Medeiros construiu uma carreira de mais de três décadas, tornando-se referência nacional nas artes cênicas. Atuou em grupos como Clowns de Shakespeare, Grupo Carmin e Casa de Zoé, além de ganhar projeção nacional ao interpretar Socorro, na novela Cheias de Charme, da Rede Globo. Seu percurso também passa pelo cinema e por

diversas produções televisivas, sempre marcado por uma presença singular e profundamente enraizada em suas origens. O Memorial se constrói a partir de muitas mãos e memórias. Reúne fragmentos de quem esteve ao lado de Titina e faz desse espaço um lugar onde ela continua acontecendo. “Este memorial não pretende contê-la. Não ousa fixá-la, nem a encer -

construção do Memorial também atende a uma reivindicação da família, representada nesse processo por sua irmã Sandra Medeiros, que reside em Acari. Ela tem acompanhado tudo de perto desde o início dos diálogos para a concepção do espaço.

rar em moldura alguma. O que aqui se oferece são apenas vestígios luminosos: lampejos, fragmentos, filetes de riso, de voz, de gesto, faíscas de uma existência vasta e inquieta demais para se caber inteira”, afirma o curador e companheiro César Ferrario. Para João Marcelino, que acompanha Titina desde quando a atriz ingressou no Grupo de Teatro Tambor, e que ao longo da vida assinou figurinos de diversos espetáculos em que ela atuou, o processo de criação da exposição se deu de forma muito próxima à própria construção da cena:

“Titina era uma atriz de escuta, de profundidade, de posicionamento. Vestir Titina era um processo de troca, de ir construindo junto. Cada forma, cada dobra ia surgindo com a personagem. Assinar essa expografia agora é um gesto muito simbólico, é como seguir tecendo esses fios que a gente começou lá atrás.”

Da Re Dação
Pablo Pinheiro
Brunno Martins
Brunno Martins
Titina Medeiros em Meu Seridó 2
Titina Medeiros nos Bastidores do Meu Seridó
Titina Medeiros em Sua Incelença Ricardo III

Normas garantem direitos a pessoas com TEA no serviço público

DIREITO / Servidores públicos com autismo têm proteção legal ampla no Brasil, mas ainda enfrentam discriminação silenciosa na carreira

Oreconhecimento do Transtorno do Espectro Autista (TEA) como deficiência para todos os efeitos legais representou um avanço significativo na legislação brasileira, ampliando a proteção jurídica de servidores públicos diagnosticados com o transtorno.

A Lei nº 12.764/2012, conhecida como Lei Berenice Piana, estabelece esse enquadramento e ativa a aplicação de um conjunto robusto de normas, incluindo a Lei nº 13.146/2015 (Lei Brasileira de Inclusão), a Lei nº 9.029/1995 e a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, incorporada ao ordenamento com status constitucional.

Na prática, esse arcabouço garante proteção contra discriminação em todas as etapas da vida funcional, abrangendo ingresso no serviço público, permanência no cargo, progressão na carreira, acesso a promoções e condições adequadas de trabalho.

Apesar disso, a realidade ainda revela um cenário de barreiras silenciosas.

Segundo a advogada Mylena Leite Ângelo, especialista em Direito do Servidor Público, a discriminação raramente se apresenta

de forma explícita. “Na maioria dos casos, não há uma negativa formal. O que ocorre é a ausência de adaptações, a exclusão de oportunidades e decisões administrativas que, na prática, limitam o desenvolvimento profissional”, afirma.

Esse tipo de situação pode resultar em estagnação na carreira, perda de competitividade em processos internos e isolamento no ambiente de trabalho. Servidores com TEA, muitas vezes, deixam de receber funções estratégicas, são preteridos em promoções ou enfrentam dificuldades para acessar condições adequadas de trabalho.

A legislação brasileira estabelece que a adaptação razoável é um dever da Administração Pública. Isso inclui ajustes no ambiente, na rotina e na forma de execução das atividades, sempre que necessário para garantir igualdade de con -

Sobre a especialista

dições no exercício da função.

Para Mylena Leite, o principal desafio está na efetividade desses direitos. “O reconhecimento legal já existe, mas a aplicação prática ainda é limitada. Muitos servidores sequer sabem que possuem essa proteção jurídica”, explica.

Além disso, práticas discriminatórias podem ser questionadas judicialmente, com possibilidade de responsabilização do ente público e indenização por danos morais, especialmente quando comprovado prejuízo à trajetória profissional.

O cenário evidencia um descompasso entre o avanço legislativo e a realidade administrativa, mantendo parte dos servidores com TEA em situação de vulnerabilidade funcional, mesmo diante de um dos mais completos conjuntos de proteção legal do ordenamento brasileiro.

dra. Mylena Leite Ângelo é advogada especialista em direito do Servidor Público e está à frente do escritório Mylena Leite advocacia. Fundado em 2012, o escritório atua em todo o brasil com sede no Rio Grande do Norte. Com mais de 40 colaboradores e mais de 15 mil clientes, já garantiu mais de R$ 100 milhões em direitos para servidores públicos e profissionais da saúde.

SA escolA que seus donos ensinAm

Antes de escolher uma escola, muitos pais se preocupam com estrutura, resultados, metodologia. Tudo isso é importante. Mas existe uma pergunta mais silenciosa, quase nunca feita em voz alta: quem está por trás de tudo isso? E, principalmente, quem acompanha de perto o dia a dia dos alunos?

No Colégio Simples, essa resposta aparece na rotina.

Hugo Gomes e Rafael Medeiros são os sócios-proprietários da instituição. Mas são, também, professores. Estão em sala de aula, acompanham atividades, observam comportamentos, escutam dúvidas e participam de perto de cada conquista dos alunos.

Na prática, isso significa que quem toma as decisões da escola conhece de perto a realidade que essas decisões impactam.

Não se trata apenas de administrar. Trata-se de estar presente.

Enquanto em muitos lugares a direção atua de forma mais distante, baseada em relatórios e indicadores, no Colégio Simples as percepções nascem da convivência.

De quem vê o aluno no início do dia, percebe mudanças, identifica dificuldades antes que se tornem maiores.

Essa proximidade influencia direta -

Amizades que também fazem parte do aprendizado

O dia 18 de abril é comemorado popularmente no brasil como o dia do amigo. embora o dia 20 de julho seja a data mais tradicional, a celebração de abril se consolidou de forma espontânea, sendo amplamente lembrada em escolas e nas redes sociais.

No Colégio Simples, a data encontra sentido no cotidiano. entre aulas, intervalos e conversas, são construídas relações que vão além do ambiente acadêmico. amizades que acompanham o crescimento, oferecem apoio nos momentos desafiadores e tornam a experiência escolar mais leve e significativa.

mente a forma como a escola decide, organiza e conduz cada processo.

Para os pais, isso se traduz em segurança.

Saber que a escola não é conduzida apenas por quem observa de longe, mas por quem está ali, todos os dias, acompanhando de perto. Saber que, por trás de cada escolha, existe alguém que conhece os alunos pelo nome, pela história, pelo caminho que estão construindo.

Quando quem dirige também ensina, a escola funciona de outra forma. E isso é percebido por quem vive essa rotina todos os dias.

Sob a sombra da árvore, alunos pensam o futuro

os alunos da 2ª série “a” participaram de uma aula especial ao ar livre, sob a sombra de uma árvore, com o professor Sandro Cocco. a atividade fez parte do “Projeto de Vida” e proporcionou um momento de diálogo, reflexão e troca de ideias. em um ambiente mais descontraído e acolhedor, os estudantes puderam compartilhar pensamentos sobre seus objetivos, sonhos e caminhos para o futuro. a proposta reforça a importância de criar espaços de escuta e conexão no processo de aprendizagem.

Mylena Leite Ângelo, advogada especialista em Direito do Servidor Público
reprodução

Mossoró

Jornal de Fato • SÁBADO, 18 DE ABRIL DE 2026

@jornaldefato /jornaldefatorn @defato_rn

MCJ 2026 terá Xand, Alok, Pablo, Cláudia Leitte e outras atrações

CIDADE JUNINA / Pingo da Mei Dia abrirá a programação no dia 6 de junho com Nattan, Bel Marques e Banda Grafith

Pablo, Alok, Xand Avião, Nattan, Bell Marques, Cláudia Leitte e Simone Mendes são algumas das atrações do Mossoró Cidade Junina 2026. A programação foi lançada pelo prefeito Marcos

Bezerra (Republicanos) na quinta-feira, 16, com atraso, uma vez que outras festas juninas que concorrem com Mossoró já haviam lançado suas programações desde fevereiro. Outro ponto que surpreendeu ao público foi a ausência na programação do cantor Wesley Safadão, que era tido como certo no Pingo da Mei Dia, bloco

Confira a programação:

Polo Pingo da Mei Dia - 6 de junho

- Nattan

- Bell Marques

- Grafith

- Dan Ventura

Polo Estação das Artes

Quinta, 11 de junho

- Calcinha Preta

- Iguinho e Lulinha

- João Gomes

Sexta, 12 de junho

- Mara Pavanelly

- Henry Freitas

- Zezo

Sábado, 13 de junho

- Márcia Fellipe

- Matheus e Kauan

- Flay

17 de junho

- Xand Avião

- Felipe Amorim

- Mano Walter

Quinta, 18 de junho

- Zé Vaqueiro

- Dorgival Dantas

- Pablo

Sexta, 19 de junho

- Solange Almeida

- Filho do Piseiro

- Simone Mendes

Sábado, 20 de junho

- Matheus Fernandes

- Marina Elali

- Lagosta Bronzeada

- Michele Andrade

Domingo, 21 de junho

- Kadu Martins

- Mumuzinho

- Sorriso Maroto

Quarta, 24 de junho

- Jonas Esticado

- Thiago Freitas

- Alok

Quinta, 25 de junho

- Vicente Nery

- Zé Cantor

- Tarcísio do Acordeon

Sexta, 26 de junho

- Zezé Di Camargo e Luciano

- Núzio Medeiros

- Jotave

Boca da Noite

Sábado, 27 de junho

- Chicabana

- Claudia Leitte

Arraiá do Povo

Domingo, 7 de junho

- Waldonys

- Forrozão Tropykália

- Batista Lima

Sábado, 13 de junho

- Amazan

- Arnaldinho Netto

- Eliane

Domingo, 14 de junho

- Banda Líbanos

- Raynel Guedes

- Toca do Vale

Sábado, 20 de junho

- Ferro na Boneca

- Bonde do Brasil

- Edyr Vaqueiro

Domingo, 21 de junho

- Brasas do Forró

- Bartô Galeno

- Circuito Musical

Polo Poeta Antônio

Francisco Quarta, 10 de junho

- Bráulio Bessa

Segunda, 22 de junho

- Zé Lezin

Polo Igreja São João

Segunda, 15 de junho

- Adriana Arydes

Sábado, 20 de junho

- William Sanfona

Terça, 23 de junho

- Thiago Brado

junino que abre oficialmente o MCJ no primeiro sábado de junho, 6. Para o seu lugar, a Prefeitura anunciou o cantor Nattan. O Pingo terá a volta do baiano Bell Marques, a estreia da Banda Grafith e o cantor Dan Ventura.

O Mossoró Cidade Junina 2026 terá 11 noites de festa no principal palco da festa, na Estação das Artes

Elizeu Ventania. Serão 34 atrações no polo, com três shows por noite.

Já o polo Arraiá do Povo, no tradicional “Mercado do Bode”, terá cinco dias de festas e 15 atrações como o sanfoneiro e cantor Waldonys, Batista Lima, Forrozão Tropykália e a rainha do forró Eliane.

O MCJ 2026 será encer-

AVISO DE CONTRATAÇÃO DIRETA Nº 041401/2026

CONTRATANTE: PREFEITURA MUNICIPAL DE RODOLFO FERNANDES

OBJETO: Contratação de empresa especializada para o fornecimento contínuo e parcelado de combustíveis (gasolina comum e óleo diesel), destinados ao abastecimento de veículos oficiais do Município, quando em deslocamento ou a serviço na cidade de Natal

PERIODO PARA ENVIO DE PROPOSTAS: 22/04/2026 até o dia 24/04/2026

LINK PARA ACESSO: https://www.rodolfofernandes.rn. gov.br/lei14133.php licitacoespmrf@gmail.com

rado com o Boca do Noite no dia 27 de junho, tendo como atrações a cantora Cláudia Leitte e a banda Chicabana, que farão o percurso em trios elétricos pelo Corredor Cultural de Mossoró – Avenida Rio Branco.

CULTURA

O São João de Mossoró vai além dos shows na Es-

tação das Artes. A programação conta com diversos polos com destaque para o espetáculo “Chuva de Bala no País de Mossoró”, que conta a saga do povo mossoroense que expulsou o bando de Lampião em 1927. Tem o tradicional Festival de Quadrilhas Juninas; o polo da Igreja São João Batista, entre outros.

ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE MUNICÍPIO DE UPANEMA PREFEITURA DE UPANEMA Rua João Francisco nº 90, Centro, Upanema - RN CNPJ (MF): 08.085.771/0001-30

AVISO DE LICITAÇÃO – PREGÃO ELETRÔNICO SRP Nº 010/2026 – PROCESSO ADMINISTRATIVO N° 08001.000026/2026

A Prefeitura Municipal de Upanema/RN, através do seu Agente de Contratação (Pregoeiro), nomeado pela Portaria Nº 055, de 15 de janeiro de 2025, torna público a quem interessar, que estará realizando Pregão Eletrônico SRP nº 010/2026, do tipo MENOR PREÇO POR ITEM, no modo de disputa ABERTO, dia 04/05/2026 às 09h:00, cujo objeto é o Registro de Preços visando a aquisição de novos equipamentos e acessórios de musculação para atender as demandas da Academia Municipal Carlos Gregório de Melo. O Edital com seus anexos encontram-se a disposição dos interessados nos sites https:// www.portaldecompraspublicas.com.br/processos/RN/Prefeitura-Municipal-de-Upanema-3330/RPE-10-2026-2026-473558 https://pncp. gov.br/app/editais/08085771000130/2026/11 ou através do E-mail: pregoes.upanema@gmail.com ou ainda junto ao Setor de Licitações da Prefeitura Municipal, sediada na Rua João Francisco, S/N, Centro, Upanema/RN. Informações: nos horários das 08h00min às 12h00min em dias úteis, no endereço supracitado. Upanema/RN, 17 de abril de 2026.

Pedro Henrique Lima Bezerra de Oliveira Pregoeiro

Nattan, Alok, Cláudia Leitte e Xand Avião estão confirmados no Mossoró Cidade Junina 2026

Gente De fato

MARILENE PAIVA

TAINÁ CANTA O MUNDO

marilene.paiva@gmail.com

Pauta internacional na Revista Domingo, que chega já neste sábado no Jornal de Fato. A cantora Tainá é o grande destaque da edição, em matéria assinada pelo jornalista Jean Custo, revelando a força de uma artista que atravessa territórios com delicadeza, cantando pertencimento e identidade. Vencedora do Prêmio Play da Música Portuguesa na categoria Lusofonia, Tainá transforma cada nota em narrativa, soma milhares de visualizações no YouTube e ecoa sua voz em grandes concertos ao lado de nomes consagrados, consolidando-se como um dos nomes mais promissores da música contemporânea — uma trajetória que não apenas se escuta, mas se sente.

UNS E OUTROS

> Hoje iremos rezar juntos na Igreja Matriz do Alto de São Manoel, às 17h, pelos dois anos de eternidade da amada Dona Ivone Lopes. Mãe de Walterlin, Walterlires e Perpétua.

> Chegar ao Hotel Thermas e encontrar uma recepção poliglota — com vozes que se cruzam em diferentes idiomas e até o japonês sendo ouvido entre visitantes vindos do outro lado do mundo — dá uma dimensão concreta de como a nossa cidade segue sendo um importante polo de encontro das mais diversas riquezas, culturais e humanas.

> Falando em Thermas, os hotéis da cidade comemoram o anúncio oficial do Mossoró Cidade Junina 2026. É sempre o pontapé de muitas reservas, e a certeza de acomodações 100% ocupadas em junho.

> Ah, e sobre as atrações, sempre haverá quem diga que gostou e outros que não gostaram, mas, sem dúvidas, o evento segue sucesso, do Pingo da Mei Dia aos polos culturais, passando pelo Chuva de Bala e Cidadela, até as atrações que se apresentam no palco da Estação das Artes.

> A coluna de hoje foi escrita com o auxílio de Rafaella Costa.

Todos os vivas para a queridíssima advogada Mytchelly Paiva que apaga velinhas hoje. Saúde, paz, sucesso e muitas felicidades!

Inessa Linhares passa o fim de semana celebrando a vida. Hoje é o seu aniversário e o seu amado Adauto Vasconcelos organiza os festejos. Vivas!

à aniversariante da semana, Raíza Leite, que celebrou mais um verão ontem. Tim-tim!

A médica ultrassonografista Indira Andressa, atualizando seu currículo, esteve recentemente na capital federal participando de Congresso voltado para sua área. Os pacientes agradecem.

CHAMPANHE NO GELO

Hoje é dia de enviar os parabéns para: Inessa da Mota Linhares. E, antecipamos os desejos de feliz aniversário para os aniversariantes de amanhã, 19: Rei Roberto Carlos, Valquíria Dantas, Lígia Lopes, Kaka Pasqually, Kaio Dias, Hildegard Mota, Rafael Júnior, Gefferson Dantas Oliveira, Priscila Gracielly, Mytchelly Paiva, Monny Moura, Allyson Rafael, Fernando Júnior, Fabrício De Araújo Costa, Débora Luane, Chaycyelen Dantas, Thiago Carlos Barbosa, Alberto Eiji Otani, Aldenor Oliveira Rocha, Maria das Graças Aquino e Silvana Duarte. Parabéns, meus amores!

QUINTA DO ENCANTO

A UFERSA foi palco, na noite de quintafeira passada, da abertura da Quinta do Encanto, iniciativa que promete fortalecer os vínculos entre cultura, universidade e comunidade. O lançamento contou com a aula-espetáculo de João Suassuna, que encantou o público ao entrelaçar história, memória e identidade nordestina. Neto de Ariano Suassuna, João trouxe ao palco não apenas erudição, mas também sensibilidade e pertencimento cultural. A proposta da Quinta do Encanto surge como um espaço de encontro entre saberes acadêmicos e expressões artísticas.

UNIVERSIDADE, CULTURA E SOCIEDADE

Mais do que um evento, a Quinta do Encanto da UFERSA se configura como um movimento de valorização das raízes e narrativas do Nordeste. A presença expressiva do público evidenciou o interesse por iniciativas que democratizam o acesso à cultura. O projeto conta com o apoio do Banco do Nordeste Cultural, reforçando a importância de parcerias institucionais. A noite de abertura foi marcada por emoção, reflexão e celebração da cultura popular. A expectativa é de que a programação siga promovendo experiências igualmente enriquecedoras. A Quinta do Encanto nasce, assim, como um convite contínuo ao encantamento e à construção coletiva do saber.

Fotos: Cedidas
Brindamos

Jean Rodrigues

i nstagram e Facebook @colunistajeanrodrigues

A empresária farmacêutica Edna Rebouças realiza hoje, na sua Farmácia Viva Bem, ação de saúde com verificação de pressão e glicose, além de sorteios de brindes aos clientes!

Determinação no que faz para ser o que é, o melhor corretor de imóveis. Ubiracy Seixas ganha destaque ao alcançar 10 milhões em VGV no Veneza Residencial, uma conquista de resultados que carrega histórias, confiança e decisões transformadas em vidas. Parabéns, amigo. Obrigado!!!

Lançada a programação do MCJ 2026 em noite de festa no Hotel Thermas pelo prefeito Marcos Bezerra e a primeira-dama Aline. Ao sucesso, Mossoró!

Atuante empresário do Sempre Mais Atacado, Medeiros Maia participou em Assú da Convenção da Associação dos Supermercados do RN. Pra distrair hoje o dia, o bacana promove aos amigos uma boa pescaria em alto-mar. Vamos!

Cesta Básica acumula

alta de 8% no primeiro trimestre no interior do RN

Monitora M ento / Em março, a variação mensal média foi de 1,5%, com Mossoró registrando o maior avanço e Caraúbas sendo a única cidade a apresentar recuo

raúbas sendo a única cidade a apresentar recuo (-1,4%).

Ocusto da Cesta Básica Essencial no primeiro trimestre de 2026 nas quatro cidades monitoradas pelo Laboratório de Engenharia Econômica (LECON), do Curso de graduação em Engenharia de Produção da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), apresentou trajetória de alta, com acumulado no trimestre de 8% e custo médio em torno de R$ 566,12.

O projeto mede o custo da cesta básica em Mossoró, Angicos, Caraúbas e Pau dos Ferros. Em março, a variação mensal média foi de 1,5%, com Mossoró registrando o maior avanço (3,6%) e Ca-

O avanço na Capital do Oeste foi puxado, sobretudo, pelo tomate (13,5%), pela banana (13%) e pelo feijão (10,6%). Na direção oposta, apenas carne, pão francês e açúcar recuaram no período. No acumulado do ano, a cesta já soma alta de 9,9%, com feijão e tomate liderando as variações positivas. Entre as zonas da cidade, a Centro registrou o menor custo médio (R$ 535,43), ao passo que a Sul concentrou os preços mais altos (R$ 591,96).

Os dois itens também foram os produtos de maior pressão inflacionária em todas as localidades, com o feijão acumulando variações superiores a 45% em 12 meses em algumas cidades. Por outro lado, açúcar, arroz e margarina atuaram como

fatores de contenção parcial, registrando deflação em parte dos municípios. O cenário indica que, apesar das oscilações pontuais entre as cidades, a tendência geral é de encarecimento progressivo da alimentação básica na região, impactando diretamente o orçamento das famílias de menor renda.

Em Angicos, a Cesta Básica Essencial ficou 1,4% mais cara em março, passando de R$ 551,85 para R$ 559,84, com acumulado anual de 7,3%. O tomate (7,3%), a banana (7,2%) e o feijão (6,6%) responderam pelas maiores pressões de alta — este último acumula variação de 45,1% nos últimos 12 meses. O impacto, porém, foi parcialmente contido pelas quedas expressivas da margarina (-15,7%), do arroz (-15,1%) e do açú-

Aplausos ao talentoso cantor de Rap Trap V. Motta. Ganhador em Natal da 23ª edição do Prêmio Hangar de Música Afroturismo, na categoria Artistas Linguagens Urbanas. Parabéns merecidos, meu filho Vinícius Rodrigues. O mérito é seu, o reconhecimento é de todos e o orgulho nosso! Mais um areia-branquense para o mundo. Amém, Senhor Jesus!

O valor total da cesta básica em Mossoró passou de R$ 553,97 para R$ 573,77

car (-13,9%), que funcionaram como contrapeso importante no orçamento das famílias.

Caraúbas foi na contramão em março: a cesta registrou queda mensal de 1,4%, recuando de R$ 584,52 para R$ 576,37. A deflação foi conduzida pela margarina (-35,2%), pelo arroz (-29,7%) e pelo açúcar (-17,2%), que mais do que compensaram as altas da farinha (14,6%), da banana (6,3%) e da carne (4,1%). Ainda assim, no acumulado anual o custo sobe 7,3%, com feijão e tomate mantendo pressões inflacionárias rele-

vantes no longo prazo — 47,6% e 8,8% em 12 meses, respectivamente.

Em Pau dos Ferros, o custo da cesta avançou 2,3% no mês, de R$ 542,16 para R$ 554,49, acumulando alta de 7,5% no ano. O feijão foi o principal responsável pela pressão de março (12,6%), seguido pelo tomate (4,6%), pela carne (3,5%) e pelo arroz (3,5%). Os recuos no açúcar (-8,6%), no leite (-2,7%) e no café (-2,4%) atenuaram parte do impacto, mas o horizonte de 12 meses ainda indica inflação acumulada de 5,5% para o conjunto dos alimentos.

Alta generalizada de preços na maioria das cidades monitoradas

Observando a cesta básica no Nordeste, o estudo destaca que é perceptível a alta generalizada de preços na maioria das cidades monitoradas, com as maiores elevações concentradas no interior baiano e nas capitais litorâneas. A única exceção foi Caraúbas/RN, única cidade das 18, que registrou queda nos preços. O cenário indica uma pressão inflacionária disseminada pela região, com variações desiguais que sugerem diferenças logísticas e de abastecimento entre os mercados locais. Em âmbito nacional, de acordo com o DIEESE, o feijão e o tomate subiram em todas as regiões monitoradas, pressionados por restrição de oferta, problemas na colheita e condições climáticas adversas. A carne bovina de primeira também registrou alta na maioria das capitais, impulsionada pela demanda aquecida e pelas exportações.

O leite integral subiu em boa parte das cidades devido à entressafra e maior demanda. Na contramão, o açúcar recuou na maioria dos municípios, beneficiado pela projeção de alta produção nacional e internacional.

Praeiro Restaurante convida hoje para tarde musical com A vontade Delas e Joan Cândido. Vamos ao Point à beira-mar do amigo Marcos Marques, o chef da culinária na praia de Upanema!
Fran Rodrigues realiza Forró Brega hoje à noite no Ivipanim Club, com o mestre da sanfona João Bandeira, A vontade Delas e Bota Pra Torar. Convidados do Só Brega Tony Costa!
Chuva de bênçãos à minha irmã e quase mãe Naire Rodrigues. Obrigado, Deus, por existir esse Ser de luz em nossas vidas. Nós amamos muito você. Feliz aniversário da sua família e amigos!
Reprodução da internet
edinaldo moreno Da redação

Campanha Uern Sangue Bom incentiva doações para Hemocentro de Mossoró

Solidariedade / Mobilização de docentes, técnicos, terceirizados e estudantes da Uern resultou em uma forte onda de solidariedade para repor o estoque de sangue

No início desta semana, o Hemocentro de Mossoró zerou o estoque de sangue do tipo O positivo (O+), considerado um dos mais utilizados em atendimentos médicos. A unidade precisou suspender o uso do estoque para cirurgias eletivas, destinando as bolsas disponíveis apenas para casos de urgência e emergência.

Diante da situação crítica do Hemocentro, a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), por meio da Pró-reitoria de Gestão de Pessoas (Pro -

gep), intensificou nesta semana ações da campanha Uern Sangue Bom, com o objetivo de incentivar a comunidade acadêmica e a população do estado a doar sangue.

A mobilização de docentes, técnicos, terceirizados e estudantes resultou em uma forte onda de solidariedade para repor o estoque de sangue. Em um único dia, cerca de 70 pessoas foram ao Hemocentro para doar sangue.

“Inicialmente, o apelo veio das mídias, mostrando profissionais de saúde convocando a sociedade para doar. A Universidade, que já realiza a campanha Sangue Bom em datas comemorativas específicas, decidiu intensificar a mo -

Uern

bilização, diante da urgência da situação”, compartilha Lúcia Dantas, chefe do setor de Qualidade de Vida da Progep/Uern.

“A Universidade se alegra em promover a campanha, pois busca desenvolver nos servidores, estudantes e na comunidade a consciência da responsabilidade de doar sangue. A doação é vista como uma oportunidade para o doador fazer um ‘check-upzinho’ de saúde, gerando um impacto positivo mesmo quando a intenção não é ganhar algo em troca”, fala Viviane Farias, chefe do setor de Aposentadoria e Pensionistas da Progep/ Uern.

As ações da Campanha Uern Sangue Bom acontecem, especialmente, nos meses de fevereiro, junho e dezembro, períodos em que historicamente as doações diminuem, em razão das celebrações do Carnaval, São João e festas de fim de ano, quando a demanda por sangue tende a aumentar.

A campanha Uern Sangue Bom é coordenada pela Pró-reitoria de Gestão de Pessoas (Progep) e envolve servidores, terceirizados e estudantes. “A ação faz parte de um esforço contínuo da Uern em promover ações de responsabilidade social e contribuir para o bem-estar da comunidade”, destaca a diretora de Desenvolvimento de Pessoas e Qualidade de Vida da Uern, Bianca Valente.

Uma doação pode salvar até quatro vidas

A doação de sangue é um ato voluntário e seguro, onde uma única bolsa pode salvar até 4 vidas. As doações de sangue pelo Uern Sangue Bom não se restringem apenas a Mossoró, sendo replicadas em outros campi da universidade. Esses outros campi também se mobilizam e ajudam nas doações de sangue em suas respectivas regiões. Para doar existem requisitos que precisam ser preenchidos: estar em

boas condições de saúde, apresentar documento de identificação oficial com foto, estar bem alimentado, ter entre 16 e 69 anos (sendo que menores de 18 anos devem estar acompanhados de um responsável legal) e pesar acima de 50 kg. A campanha também visa manter um cadastro de servidores disponíveis para doações emergenciais, como em casos de cirurgias de familiares.

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINARIA

Como representante legal deste Sindicato, abaixo assinados vem através do presente Edital convocar todos Associados e Associadas em pleno gozo dos seus direitos sindicais, a participar de uma Assembleia Geral Extraordinária, a ser realizada no dia 24 de abril de 2026, às 18:00 horas, no endereço a Rua Jerônimo Rosado, 313, 1º Andar - Centro (Sede do Sindicato), em primeira convocação caso não compareça o número legal na primeira, em segunda convocação às 18:30 horas, para o conhecimento e deliberação da seguinte ordem do dia: 1) Eleger a Comissão Eleitoral para gerir as Eleições deste Sindicato baseado no Artigo 40 estatuto social. Mossoró (RN), 18 de abril de 2026

JOSÉ RODRIGUES DE SOUSA PRESIDENTE

Iasm I n Cardoso Especial para o De Fato
m obilização lotou corredores do Hemocentro
a ção incentiva doação de sangue

Acusado de dirigir carro que vitimou

motociclista

em Mossoró vai a julgamento

Crime de trânsito / Decisão é do juiz Vagnos Kelly da 1ª Vara Criminal da Comarca de Mossoró e teve a Sentença de Pronúncia proferida nesta semana, pouco mais de um ano depois do ocorrido

Oacusado de dirigir um carro que vitimou um motociclista em Mossoró vai a julgamento. A decisão é do juiz Vagnos Kelly da 1ª Vara Criminal da Comarca de Mossoró e teve a Sentença de Pronúncia proferida na tarde desta quartafeira (15). O caso se trata de uma Ação Penal de competência do Júri em que Lucas Vinícius do Vale Lopes é acusado da prática do crime que vitimou José Martins Veras Neto, em 22 de março de 2025, por volta das 5h40min, na avenida Abel Coelho, no bairro Abolição, em Mossoró.

Narra a denúncia, com base em Inquérito Policial

!Condutor de moto morreu no local após ser atingido por um carro conduzido por jovem alegadamente ‘em alta velocidade’ e sinais visíveis de embriaguez

da Delegacia de Homicídios de Mossoró, que no dia mencionado, a vítima estava trafegando em uma motocicleta HONDA/XRE, de cor verde, quando o acusado, que estava conduzindo um veículo Citroen C3, de cor preta, colidiu com a traseira da moto na qual a vítima estava, sendo esta arremessada violentamente para o alto, caindo ao chão em seguida. O

condutor da moto morreu no local em razão dos graves ferimentos sofridos.

Ainda segundo a denúncia, após a colisão, o denunciado permaneceu no local aguardando o atendimento do SAMU, a chegada da Polícia Militar e dos Agentes de Trânsito Municipais. Ao chegarem ao local, os Agentes de Trânsito verificaram a ocorrência do acidente,

Defesa alega inexistência de laudo de embriaguez e argumenta que acidente foi causado por poça d’água

Por fim, ainda de acordo com a denúncia, o Sargento que atendeu a ocorrência, além de claramente descrever os sintomas de embriaguez, enfatizou a percepção que teve sobre o estado do denunciado: “parecia um zumbi”. A denún-

cia ressalta que, assim, entende-se que o acusado dirigia em velocidade muito superior à máxima permitida, estando, ainda, com a capacidade psicomotora alterada em razão do consumo de bebida alcoólica.

“Esses elementos evi -

denciam que o acusado adotou um comportamento que acentuou significativamente o potencial de dano, de forma que revelam, objetivamente, que ele assumiu o risco de causar o resultado fatal”, enfatiza a denúncia. A audiência de

efetuaram a prisão em flagrante do acusado e o encaminharam para a Delegacia de Plantão. Sobre a dinâmica do acidente, a denúncia afirma que é possível perceber, por meio do vídeo anexado ao processo, que o veículo conduzido pelo denunciado estava em alta velocidade.

Essa situação, conforme a denúncia, é incompatível com a via transitada e com as condições da pista, tendo em vista ser uma via urbana, a qual a velocidade máxima é, em regra, de 60 km/h, bem como pela presença de poças d’água. Nesse contexto, no Laudo de Exame Pericial em Audiovisual o perito registrou que o acusado, no momento da colisão, estava em uma velocidade média entre 103,9 km/h e 120,2 km/h.

instrução e julgamento ocorreu em 20 de fevereiro deste ano, ocasião em que foram ouvidas testemunhas e que foi realizado o interrogatório do réu. O Ministério Público e a assistência da acusação decidiram pela pronúncia do acusado para que seja levado a julgamento.

A defesa, por sua vez, requereu a desclassificação da imputação de homicídio doloso e que não seja aplicado o princípio ‘na dúvida, em favor da sociedade’. A

defesa argumenta que inexiste laudo pericial atestando a embriaguez e de que a colisão foi um acidente causado por uma poça d’água na pista. A denúncia assevera que o excesso de velocidade em pista molhada com os sinais de embriaguez constitui elementos suficientes para a tese de que o acusado pode ter assumido o risco, mas que não há motivos para a decretação da prisão preventiva neste momento.

Denúncia aponta sinais visíveis de embriaguez

A denúncia ressalta que no Laudo de Exame Pericial de Ocorrência de Tráfego ficou registrado que “a severidade dos danos em ambos os veículos é compatível com uma situação de alta velocidade relativa” e “que a velocidade do automóvel era muito superior à da motocicleta”; bem como que “as lesões encontradas na vítima são compatíveis com impacto de alta energia”, elementos que evidenciam a alta velocidade empregada pelo denunciado na via, fator determinante para a colisão.

A denúncia frisa também que constam informações e imagens dando conta de que, na noite anterior ao ocorrido, o denunciado esteve em um restaurante local, onde teriam sido servidas diversas bebidas alcoólicas na mesa onde ele estava acompanhado de outras pessoas.

“Sobre este último ponto, também é relevante mencionar que o Sr. Paulo Henrique Pereira Ricardo, vendedor em uma barraca de frutas que fica próxima ao local do crime, disse que ora acusado, após o acidente, foi até a barraca pedir uma quantidade considerável de água”, detalhou a denúncia, pontuando que um sargento que atendeu à ocorrência antes da chegada dos Agentes de Trânsito, relatou, em audiência extrajudicial ocorrida no Ministério Público, que o denunciado apresentava sinais visíveis de embriaguez, como sonolência, olhos vermelhos, hálito etílico e odor da transpiração.

Iara Nóbrega/Inter TV Costa Branca
Moto foi atingida por carro em via do bairro Abolição, em março de 2025

PRF reforça fiscalização no Rio Grande do Norte neste feriadão de Tiradentes

APolícia Rodoviária Federal (PRF) vai intensificar a fiscalização nas rodovias federais que cortam o Rio Grande do Norte durante o feriado de Tiradentes, celebrado na próxima terça-feira (21). Por conta da data, o expediente na segunda-feira (20), é suspenso em repartições públicas, aumentando o período de folga e maior probabilidade de aumento do tráfego nas estadas.

Com essa expectativa de aumento no fluxo de veículos, a PRF informou que concentrará esforços em trechos estratégicos do estado, especialmente nas BRs-101 e 304, principais corredores de deslocamento regional. As ações terão como foco a prevenção de sinistros de trânsito e o combate a condutas de risco, como dirigir sob efeito de álcool, excesso de velocidade, ultrapassagens em locais proibidos e o não uso do cinto de segurança.

De acordo com a PRF, a fiscalização será intensificada em pontos considerados críticos, com maior incidência de sinistros, além de trechos com maior volu-

me de tráfego durante o período. A operação teve início nesta sexta-feira (17) e seguirá até a terça-feira (21), contemplando também o retorno dos motoristas após o feriado. A mobilização faz parte do planejamento operacional da

PRF e antecede a “Operação Dia do Trabalho”, prevista para o início de maio.

A PRF orienta os motoristas a redobrarem a atenção ao volante, contribuindo para um trânsito mais seguro nas rodovias federais do estado. Entre as di -

Dois homicídios são registrados em Ipanguaçu e Frutuoso Gomes

As regiões do Vale do açu e Oeste no Rio Grande do Norte registraram dois homicídios na noite desta quinta-feira (16). Os crimes ocorreram nos municípios de Ipanguaçu e Frutuoso Gomes. Em Ipanguaçu, um homem foi

morto a tiros quando estava sentado na calçada da casa de um amigo e foi surpreendido por uma dupla armada em uma motocicleta.

Os atiradores efetuaram diversos disparos contra o homem que ainda foi

resumão

Moto contra poste

Um motociclista se envolveu em um grave acidente de trânsito por volta das 6h da manhã desta sexta-feira (17), na avenida Presidente dutra, no bairro alto de são Manoel, em Mossoró. Uma câmera de segurança de um estabelecimento flagrou o momento em que ele trafegava pela via quando teria perdido o controle da moto, batido na calçada e o veículo atingido diretamente um poste de energia. a moto ficou presa ao poste e a vítima foi arremessada alguns metros. o motociclista foi socorrido para atendimento médico com suspeita de fratura de fêmur, cortes no tornozelo e trauma na região do abdômen.

socorrido, mas não resistiu e morreu. A autoria e motivação do crime não foram apontadas. Já em Frutuoso Gomes, a vítima foi identificada como o comerciante Bergson Augusto de Oliveira, de 42 anos. Ele foi assassinado em via públi -

cas de segurança no trânsito da corporação estão: fazer a revisão do veículo; descansar antes da viagem; verificar as condições da rodovia; acompanhar a previsão do tempo; e não consumir bebidas alcoólicas antes de dirigir.

ca, no Centro da cidade. O relato é de que ele estava em frente ao estabelecimento dele, um espetinho bastante movimentado, quando dois homens chegaram em uma motocicleta e efetuaram diversos disparos contra ele, que não resistiu aos ferimentos e morreu no local. A autoria e motivação do crime também não foram apontadas.

t rânsito / Corporação concentrará esforços em trechos estratégicos do estado, especialmente nas BRs-101 e 304, principais corredores de deslocamento regional

Policiais Penais do RN recebem capacitação sobre uso de câmeras corporais

Academia de Polícia

Penal (ACADEPPEN) promoveu mais uma capacitação voltada ao uso de câmeras corporais (bodycams) por policiais penais do Rio Grande do Norte. Desta vez, o treinamento foi direcionado a diretores de unidades prisionais e de grupos especializados, em parceria com a Motorola Solutions, fornecedora da tecnologia.

A instrução técnica sobre o uso dos equipamentos e do sistema foi conduzida pelo técnico da empresa, Ricardo Santos, que abordou aspectos como interface de operação, gestão de dados e integração com o Sistema Eletrônico de Informações (SEI), utilizado pelos servidores. As câmeras corporais contam com GPS, realizam gravações em alta definição e registram informações como tempo de uso e identificação do operador.

A ACADEPPEN explicou que todo o material é armazenado de forma criptografada, garantindo a segurança das informações, com prazo de acesso de até um ano a partir da data do registro. É possível ainda, se-

gundo o secretário de Administração Penitenciária, Helton Edi, realizar o acompanhamento de ocorrências em tempo real. A adoção da tecnologia fortalece a transparência e a proteção institucional, ao possibilitar o registro objetivo das ocorrências e reduzir o risco de acusações indevidas. O uso das bodycams também contribui para a segurança de servidores e internos, ao inibir conflitos e aprimorar a conduta durante as abordagens. Além disso, ainda conforme a ACADEPPEN, as gravações geram provas mais robustas para processos administrativos e judiciais, auxiliam no treinamento das equipes e incentivam o cumprimento dos protocolos operacionais. Experiências em outras instituições apontam ainda para a redução de denúncias e maior eficiência na gestão e no monitoramento das atividades. Novos momentos formativos com policiais penais e gestores estão previstos, organizados pela ACADEPPEN e pela Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (SEAP).

Protesto policial

o sindicato dos Policiais Penais do rN (sindppen-rN) anunciou nesta sexta-feira (17) uma convocação de toda a categoria para o ato público que será realizado na próxima quinta (23), a partir das 9h, em frente à Governadoria, em Natal. o sindppen-rN diz que a categoria enfrenta problemas como, criação de novos ordenamentos sem previsão legal; desrespeito à identidade funcional; e falta de garantia de pagamento do auxílio-alimentação referente ao serviço extraordinário do mês de março.

“Bart Simpson”

a Polícia Civil do rio Grande do Norte, em ação conjunta com a Polícia Civil do Ceará, deflagrou nesta sexta-feira (17), a operação “bart simpson”, que cumpriu um mandado de prisão contra um homem de 25 anos por latrocínio, ocorrido no município potiguar de assú. o crime aconteceu em março de 2025, quando três homens tentaram praticar um roubo em uma loja de telefonia. após diligências, o suspeito foi localizado e preso em Fortaleza (Ce). a polícia disse que ele possui atuação em grupo criminoso com presença na região de assú e que teria se deslocado ao Ceará para fortalecer a atuação criminosa na região de origem.

Operação teve início nesta sexta-feira (17) e seguirá até a terça-feira (21)

Adeus a Oscar Schmidt, o Mão Santa potiguar

luto / Oscar marcou o mundo do esporte como um dos grandes pontuadores da história; morte foi confirmada pela família pelas redes sociais: 'você está no hall da fama da vida'

Mão Santa é o caramba!", protestava Oscar Schmidt sempre que questionado sobre seu apelido. "É Mão Treinada! Acho que ninguém treinou tanto quanto eu treinei."

Um dos grandes cestinhas da história, com 49.737 pontos, Oscar foi obstinado pelo esporte desde que seu tio Alonso o convenceu, aos 13, a jogar. Tão persistente em quadra que bateu recorde atrás de recorde e fez de seu nome um dos maiores do basquete brasileiro.

Ele morreu nesta sextafeira, 17, aos 68 anos, em São Paulo. Estava internado no Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), em Santana do Parnaíba, em São Paulo.

Oscar praticava mais de 500 arremessos após os treinos, quando os colegas já tinham ido embora. "Só saía da quadra após acertar 20 cestas seguidas. Meus números e minha taxa de acerto foram fruto disso", contava.

Nem quando ficou 25 dias com a mão engessada ele parou de treinar. Em 1986, quando o filho, Felipe, estava para nascer, deixou a mulher, Cristina, no hospital, e voltou ao treino. O parto demoraria para acontecer, e ele tinha uma semifinal no dia seguinte.

Em casa, era Cristina quem lhe servia de gandula.

Como resultado de tanta dedicação, alcançou números expressivos: foi cestinha em três Jogos Olímpicos (1988, 1992 e 1996). Che-

gou a fazer 55 pontos em um jogo e ainda é o recordista de pontos no basquetebol das Olimpíadas, com 1.093 computados ao longo de cinco edições. Chegou a ostentar o título de maior cestinha da história antes de ser ultrapassado por LeBron James, em 2024. Em 1997, pelo Bandeirantes, fez 74 pontos contra o Corinthians, recorde em uma partida no Brasil. A torcida alvinegra já conhecia bem seu talento. No ano anterior, ele havia liderado o time da zona leste paulistana rumo ao título brasileiro. Oscar apontava que seu aproveitamento era fruto do esforço, mas nem por isso brincava com a sorte: só entrava em quadra com o pé direito e trocava de tênis apenas após uma derrota. Antes dos jogos, costumava rezar. De tanto treinar, especializou-se em bolas de três. Elas foram determinantes na vitória do Brasil no PanAmericano de 1987, em Indianápolis, nos EUA, marcante conquista do basquete brasileiro. Naquela partida, os norte-americanos foram melhores nos rebotes, nos lances livres e nas cestas de dois pontos. Quando o primeiro tempo acabou, a diferença era de 14 pontos para os donos da casa. Até que, na segunda etapa, a mão treinada de Oscar começou a funcionar: foram seis bolas convertidas da linha de três pontos.

"Oscar ganhou o jogo", resumiria o treinador dos Estados Unidos, Denny Crum. Com 46 pontos, o camisa 14 foi cestinha da final, na qual a seleção bateu os anfitriões por 120 a 115. Até então, ninguém havia vencido os EUA nem feito sobre eles mais de cem pontos em território norte-amaricano.

A equipe da casa era composta por atletas do basquete universitário, sendo o principal deles David Robinson, que seria estrela da NBA (a liga norte-americana de basquete).

Na seleção, Oscar ganhou também três títulos sul-americanos (1977, 1983 e 1985) e participou da campanha da medalha de bron-

ze no Mundial de 1978, nas Filipinas.

Seu talento foi reconhecido no Hall da Fama da Fiba (Federação Internacional de Basquetebol), em 2010. Em 2013, entrou para mais prestigiado Hall da Fama, o de Springfield, nos Estados Unidos, onde nasceu o esporte da bola laranja. Quem o apadrinhou foi o craque Larry Bird.

"Acho que agora paro, né?", disse o potiguar. "Este é o maior prêmio com que você pode sonhar, entrar no hall da fama do seu esporte. Tudo o que eu ganhar agora vai ser menor do que hoje."

C o M eÇ o

Mais velho de três irmãos, Oscar nasceu em Natal (RN), filho de um paulista farmacêutico da Marinha e de mãe potiguar que jogou vôlei na juventude. Até os 12 anos, nadava e competia. Mas, aos 13, já com 1,90 m de altura (chegaria a 2,04 m), foi aconselhado pelo tio a procurar, em Brasília, para onde se mudara com a família, o clube Unidade Vizinhança, para jogar basquete. Destacou-se na equipe da cidade e, aos 16 anos, partiu rumo a São Paulo para treinar no time infantojuvenil do Palmeiras. Três anos depois, aos 19, estreou na seleção principal do Brasil. Inicialmente um pivô, mudou de posição por decisão do técnico Ary Vidal. "Ficava na reserva do Marquinhos e do Ubiratan. Eu ia continuar no banco a vida toda. Aí o Ary me fez jogar de ala", recordou.

Em 1978, transferiu-se para o Sírio, time pelo qual conquistou, no ano seguinte, ao lado de Marquinhos e Marcel, um de seus títulos mais marcantes: o Mundial de Clubes, contra o Bosne (Iugoslávia). A dois segundos do final, converteu dois lances livres e empatou a partida, levando-a para a prorrogação.

Com a vitória à vista mesmo antes de o cronômetro zerar, já não conseguia segurar as lágrimas — muito emotivo, ganharia dos amigos o apelido de Bebê Chorão. A equipe paulista venceu por 100 a 98.

Oscar jogou mais três anos no Brasil. Em 1982, desistiu da faculdade de administração de empresas, no último ano, e se mudou para a Itália. Ele passou a maior parte da carreira na Europa.

Na Itália, ganhou a opinião de um menino chamado Kobe Bryant. Aquele que seria um dos gigantes da história do basquete passou parte da infância no país, onde seu pai, Joe "Jellybean" Bryant, jogava. "Ele jogava contra o meu pai, e era demais. Eu nem o conhecia por Oscar, sempre o chamei de La Bomba", disse Kobe, em visita ao Brasil, em 2013. Embora tenha feito cinco jogos amistosos pelo New Jersey Nets, em 1984, após os Jogos de Los Angeles, não atuou pela NBA. "Lá, você é uma simples mercadoria. A frieza é assustadora. A cobrança é incrível. Não me senti nada bem. O basquete italiano é tão emocionante quanto o profissional norteamericano", disse à Folha, em 1987.

Mas havia outro motivo para a rejeição aos Estados Unidos: a seleção. Até 1989, jogadores da NBA não podiam atuar pelas equipes nacionais, formadas por atletas "amadores". E Oscar queria defender o Brasil.

Na Itália, onde ficou por 11 anos, tirou o time do Caserta da segunda divisão e, em seu terceiro ano no país, foi escolhido o melhor jogador estrangeiro. Mas, de título expressivo mesmo, só uma Copa Itália, em 1988.

Teve ainda uma passagem, de 1993 a 1995, pela Espanha. Nessa época, anunciou que não jogaria mais pela seleção, o que não ocorreu. Disputou os Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996, sua quinta e última participação.

Ao voltar ao Brasil após 13 anos, Oscar passou a dividir as quadras com outras atividades: foi dirigente do Bandeirantes (em que jogava) e, em 1997, secretário de Esportes de São Paulo, na gestão do prefeito Celso Pitta.

Malufista de carteirinha — brincava ser filiado ao PDM (Partido do Maluf) —

decidiu concorrer em 1998, pelo PPB, ao Senado, defendendo questões relacionadas à juventude e ao combate às drogas.

Passou um mês e meio longe do basquete, em campanha. Nos comícios, atirava bolas para os eleitores. E faltou aos debates para não expor sua inexperiência, que ele mesmo admitia.

Apesar da derrota para Eduardo Suplicy (PT), recebeu 5.752.202 votos. "Ganhei inimigos e ainda hoje recebo emails com críticas. Minha mulher torceu contra a minha candidatura, e ainda bem que eu perdi", reconheceu posteriormente.

Seu habitat era mesmo a quadra, onde as coisas continuavam bem para ele. Foi o primeiro a superar mil pontos em um campeonato nacional e conquistou um paulista depois de 19 anos.

"Não sei fazer mais nada, só jogar basquete. Desde criança sonhei em viver disso", dizia. Assim, prolongou sua carreira até os 45 anos.

Em 2002, realizou o sonho de jogar profissionalmente com o filho, Felipe, pelo Flamengo, o que desejava fazer antes de parar. Naquele ano, pôde enfim anunciar a aposentadoria, mas não esperava que, no último jogo, tudo desse errado: temperamental, xingou o árbitro, foi expulso e vaiado pela torcida em Ribeirão Preto (SP), que o provocava com gritos de "aposentado".

Por isso, voltou atrás. "Sonhei com uma despedida digna, mas esse sonho virou pesadelo. Conversei com minha mulher e com o presidente [do time] e vou continuar sendo o capitão do Flamengo", disse, à época.

Seu último jogo ficou para maio de 2003. A despedida de Oscar foi com uma derrota do Flamengo para o Universo Minas, por 101 a 89.

Superado no esporte pela idade e decepcionado com a política, trabalhou como comentarista esportivo após ter deixado o basquete e se dedicou a dar palestras, apoiado em sua carreira vitoriosa.

A partir de 2011, seu adversário passou a ser um câncer no cérebro, que ele descobriu após um desmaio em uma sauna, em Orlando, nos Estados Unidos. Retirou um tumor de 7,5 cm da cabeça. Em 2013, com a volta da doença, foi submetido a uma nova operação e a sessões de radioterapia e quimioterapia. No começo de 2014, esteve 22 dias internado por causa de uma arritmia cardíaca.

Em entrevista, admitiu ter medo de morrer. "Mas qual o problema nisso? Vou me abalar? Minha vida foi muito bonita e extraordinária. Maior do que pensei que poderia ser", afirmou o jogador. Oscar deixa a mulher, Cristina, e os filhos Felipe e Stephanie.

Pressionado, Vasco encara o São Paulo para voltar a vencer no Brasileirão

FUTEBOL / Time carioca não ganha há cinco partidas e vê adversário paulista, 3º colocado, como desafio para retomada

Rio – O Vasco volta a campo neste sábado, 18, às 18h30, em São Januário, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro Série A, com a missão de encerrar uma sequência negativa que já dura cinco partidas. O adversário será o São Paulo, que também busca recuperação após tropeço recente.

A pressão aumentou sobre o técnico Renato Gaúcho após a derrota em casa, na última terça-feira, 14, para o Audax Italiano, pela Copa Sul-Americana. O resultado marcou o fim da sequência positiva inicial do treinador, que havia so-

mado três vitórias e um empate logo após assumir o time na lanterna do Brasileirão. Desde então, foram duas derrotas e três empates, fazendo o Vasco cair para a 13ª posição, com 13 pontos — apenas três acima do Cruzeiro, primeiro time dentro da zona de rebaixamento.

Para o duelo, o Vasco terá um desfalque importante na defesa: o zagueiro Saldívia cumpre suspensão. A tendência é que o colombiano Carlos Cuesta assuma a vaga entre os titulares. No meio-campo, Cauan Barros é dúvida após sentir lesão; caso não reúna condições, Hugo Moura

De Letra

deve começar jogando.

A provável escalação cruz-maltina será Léo Jardim; Paulo Henrique, Carlos Cuesta, Robert Renan e Cuiabano; Cauan Barros (Hugo Moura), Tchê Tchê, Thiago Mendes e Rojas; Andrés Gómez e David.

Do outro lado, o São Paulo chega em situação mais confortável na tabela, ocupando a terceira posição. A equipe comandada por Roger Machado vinha liderando a competição, mas perdeu para o Vitória na rodada passada, em Salvador.

Na Sul-Americana, porém, o tricolor mantém campanha perfeita e vem de vi-

msantos@defato.com

tória convincente sobre o O'Higgins, fora de casa. Para este sábado, Roger Machado terá problemas para escalar a equipe. O lateral-direito Lucas Ramon e

Efeito Waguinho Dias : ABC se recupera e lidera grupo da Copa NE

Acampanha do ABC na Copa do Nordeste mostra uma virada significativa após início irregular. O time não começou bem, acumulando dúvidas sobre seu desempenho dentro do grupo.

A goleada no clássico contra o América foi o grande divisor de águas.

Além do placar, o resultado trouxe confiança e mudou o ambiente interno do elenco. Na sequência, o ABC confirmou a reação ao vencer o Imperatriz por 3x1 fora de casa – antes, havia vencido Laguna por 4x0 na Série do Brasileiro.

O triunfo como visitante, lá no interior maranhense, reforça a evolução e a competitividade da equipe.

Com isso, o clube chegou aos 7 pontos e assumiu a liderança do grupo. Agora, depende apenas de si na última rodada para avançar de fase.

A chegada do técnico Waguinho Dias foi determinante nessa mudança. O treinador reorganizou o time e recuperou o rendimento de jogadores importantes.

Parou Por ciMa

Souza se aposentou do futebol profissional. e ntregou ao a mérica/ r N tudo e mais um pouco. Profissional de gabarito e que conquistou o respeito dos americanos com títulos estaduais, gols e assistências. o camisa 8 do alvirrubro se despediu do grupo nesta semana.

n os bastidor E s

Na entrevista coletiva desta sexta, 17, s ouza fez agradecimentos a todos que o apoiaram na caminhada pelo a mérica e afirmou que irá “seguir junto com o time” no objetivo do acesso. o u seja, vai continuar no clube trabalhando nos bastidores.

o utra P osição

o a mérica não irá trazer um jogador da mesma posição de s ouza para preencher a lacuna, isso porque tem dois meias armadores que podem substitui-lo – Allison Taddei e Galvan. e ntão, a procura da diretoria é por atacantes de beirada.

a rtilh E iro do b rasil a lex Choco começou o ano no surpreendente b ataguassu/M s e foi até a final do campeonato matogrossense. Perdeu para o o perário, que o contratou. Nesta quinta, o atacante fez três gols contra o Primavera pela Copa Verde, um CH o C o late de 4x1. Tem 24 anos e, até aqui é o

artilheiro do b rasil em 2026 com 19 gols em 18 jogos.

a diado

a Confederação b rasileira de Futebol (C b F) alterou a data e o horário do clássico entre a mérica e ab C pelo b rasileiro da s érie d i nicialmente marcado para domingo, 19, o confronto foi remarcado para a próxima quarta-feira (22), às 19h. o local da partida permanece o mesmo: a Arena das d unas, em Natal. d e acordo com a C b F, a alteração ocorreu após solicitação do clube mandante, o a mérica, devido à indisponibilidade do estádio na data originalmente prevista.

o zagueiro Rafael Toloi estão suspensos, enquanto o volante Marco Antônio está fora por lesão na coxa direita e pode desfalcar o time por até dois meses.

A provável formação do São Paulo é: Rafael; Cédric, Alan Franco, Sabino (Dória) e Enzo Díaz; Danielzinho e Bobadilla; Artur, Luciano e Lucca; Calleri.

Jogador é assaltado enquanto trabalhava como entregador de App

Natal – Sem clube após o término do Campeonato Potiguar, o lateral-esquerdo Pedro Maia foi assaltado, na noite desta quintafeira, 16, quando realizava entregas de bicicleta na zona Norte de Natal, como forma de complementar a renda em casa e ajudar a família. O jogador relatou que os criminosos levaram a bike, o celular, além de outros pertences, como a bolsa de transporte que utilizava no trabalho.

“Fui assaltado por dois seres humanos e levaram tudo. Levaram a bicicleta, levaram a bag que eu nem paguei ainda. Tinha pegado emprestado de um colega, nem tinha conseguido pagar ainda o cara. Levaram o outro celular também, levaram tudo”, disse

SÉRIE A

SÁBADO, 18

18h30 – Chape x Botafogo

18h30 – Vasco x São Paulo

20h – Vitória x Corinthians

20h30 – Cruzeiro x Grêmio

o jogador em vídeo publicado nas redes sociais. Na publicação, Pedro pediu o apoio de amigos e de seguidores para conseguir doações e comprar uma nova bicicleta. “Se alguém quiser ajudar, sentindo o coração e também quem não quiser, não está podendo, mas se quiser compartilhar, também vai estar ajudando demais”, contou. Pedro Maia disputou o último Estadual pelo Potyguar Seridoense. Ele chegou a começar a pré-temporada e atuou em uma partida pelo Globo, mas deixou a equipe para reforçar o time de Currais Novos na sequência da competição. Com passagem pela base do ABC, o lateral também atuou por Alecrim e Taquaritinga na carreira.

DOMINGO, 19

11h – Inter x Mirassol 16h – Coritiba x Atletico/MG

16h – Santos x Fluminense

18h30 – Palmeiras x Athletico/PR

18h30 – Bragantino x Remo

19h30 – Flamengo x Bahia

Colombiano Cuesta volta à titularidade na defesa vascaína
AGENDA JOGOS – BRASILEIRÃO
Marcos s antos

Mulher

Meu Prato tem História destaca tradições culinárias

Economia criativa / Mossoró

recebe série de reportagens sobre as tradições culinárias em comunidades quilombolas em Portalegre

Oprojeto Meu Prato tem História, realizado pela jornalista Daniele Silveira em parceria com a produtora Casamarela Economia Criativa e aprovado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), lança neste sábado, 18, em Mossoró, o primeiro episódio da série de reportagens sobre as tradições culinárias em comunidades quilombolas em Portalegre.

O evento aberto ao público acontecerá na sede da Casamarela, às 18h, e conta com apoio do Banco do Nordeste Cultural em Mossoró.

Técnicas tradicionais, pratos com forte ligação histórica com as comunidades, utilização de alimentos da agricultura familiar, como feijão, farinha de mandioca e banana, identidade e ancestralidade são pontos fortes que norteiam as histórias contadas e os

pratos compartilhados na série, por mulheres das comunidades quilombolas do Pêga, Sobrado e Arrojado, em Portalegre, Alto Oeste Potiguar. No primeiro episódio da Série Meu Prato tem História, Maria de Fátima Gomes, mais conhecida como Dona Daza, da comunidade quilombola do Sítio Sobrado, compartilha o preparo de um mingau de banana verde. Receita que vem passando de geração para geração e que ajudou a saciar a fome de crianças da comunidade. Um prato que tem história, ancestralidade, mostra a resistência do povo e seus hábitos alimentares baseados na agricultura de subsistência, com ingredientes e técnicas tradicionais que podem ajudar a segurança alimentar nas comunidades negras.

Além de Dona Daza, do Sobrado; Dona Branca, da Comunidade

Pêga; Fatinha e dona Didi, do Arrojado e Dona Elma do Sítio Sobrado; Elismar Bezerra, professor e Articulador Social do município de Portalegre e Ielândia Jacinto, professora e Coordenadora do grupo das Filomenas, compartilham seus relatos e vivências nas comunidades quilombolas e saberes tradicio-

nais da cultura negra potiguar.

O projeto Meu Prato tem História, que enfoca o jornalismo cultural gastronômico em quilombos do Alto Oeste Potiguar, é uma realização do Sistema Nacional de Cultura, da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) de fomento à cultura, do Governo Federal, por meio do Ministério

da Cultura. A série conta com apoio do Governo do Estado do RN, por meio da Secretaria de Cultura do RN e da Fundação José Augusto.

A produção executiva é da Casamarela Economia Criativa e o projeto foi aprovado no Edital de Apoio à Cultura Negra, na categoria Ações Culturais.

Fatinha e dona Didi, da Comunidade do Arrojado, em Portalegre ensinam preparo tradicional da comunidade - Série de Reportagens Meu Prato tem História

Jornal de Fato • sábado, 18 de abRIL de 2026
@jornaldefato /jornaldefatorn @defato_rn
Dona Daza ensinando como faz mingau de banana, na comunidade quilombola do Sítio Sobrado, em Portalegre
Daniele Silveira
Daniele Silveira

SÉRGIO CHAVES

Casal Inessa Linhares/Adauto Vasconcelos. Ela amanhece em idade nova neste sábado (18), e a coluna faz a festa. Parabéns!

O advogado Ewans Araújo comemora a vida na quarta (22), e a esposa Patrícia prepara os mimos. Felicidades!

Mara Lydiane é a aniversariante festejada da sexta (24), e o maridão Frank Felisardo pilota as comemorações. Vivas!

O Outono/ Inverno da Marluce Store

A empresária Marluce Bezerra recebeu, na quinta (8), clientes e influencers para apresentar a nova coleção Outono/Inverno da sua Marluce Store, com talk show do cast Tráfego Models. A nova coleção aposta em tons terrosos, xadrez, alfaiataria, couro e tweed. Tudo lindo!

Kátia/Dix-Sept Rosado

com

Dr. Erasmo Firmino, aniversariante da segunda (20), em recente viagem a Gramado com a esposa Lucimar, Erasmo Filho/ Monique e as netas Melina e Melissa. Parabéns!

A tragédia não é quando um homem morre. A tragédia é o que morre dentro de um homem quando ele está vivo.”

CIRCULANDO

@ Fim de semana passado estivemos n praia de Touros na Grande Natal. Foi lá, no Paraíso do brasil, que a prima Luciana Sivini Santos reuniu a família e poucos amigos para três dias de festa em comemoração aos seus 5.0. duas casas maravilhosas receberam convidados e a festa começou na sexta no deck das piscinas reunindo familiares de Recife, João Pessoa, Campina Grande, Fortaleza, Mossoró e Natal.

@ No sábado (11), a festa foi no restaurante do Paraíso do Brasil, com início ao meio-dia, com samba, petiscos e chopp gelado, além de uma saborosa feijoada. No domingo (12), um almoço de despedida fechou o período festivo. Tudo perfeito!

@ o arquiteto eduardo Falcão recebeu festa surpresa de um grupo de amigos na terça (14), no Buteco do Matuto, com bolo de Tereza Cristina Fernandes e a presença de muita gente querida. Por lá anotamos os casais alex Moacir/andréa Rosado, Jaime Júnior/ednê soares, eveline soares, Wanderlânia Lima, Jean Reis, Boanerges Perdigão, Socorro Paiva, Adolfo Fernandes, Tereza Cristina Fernandes, Íris Menezes, Nelsinho Filho, Mara Maia e o colunista. Noite ótima!

@ a 21ª Caminhada de santo expedito acontece na madrugada deste domingo (19), com concentração na Praça do Rotary, às 00h19. os participantes seguem em caminhada até a Capela de santo expedito na comunidade Vertentes, em baraúna. a organização está montando toda estrutura para dar suporte aos participantes desta que é uma das maiores manifestações religiosas da região.

@ as vendas para o Camarote La Goccia blu no Pingo da Mei dia estão de vento em popa. Forró do severo, Forró dos 3 e Renata Falcão já foram anunciados, faltando a quarta e última atração, que deve ser anunciada nos próximos dias. o melhor Camarote do Pingo chega com tudo e a certeza de um evento dos melhores. No La Goccia blu, Il Giardino, blu Point e no outGo. Vamos?! @ as denúncias de misoginia, violência ou discriminação contra mulheres aumentaram 224,9% em relação ao ano anterior. esse dado da Central Nacional de denúncias de Crimes Cibernéticos da ONG SaferNet materializa um medo feminino crescente: de ser exposta publicamente em imagens falsas criadas com inteligência artificial. Atento ao cenário, o Boticário criou o movimento Code Her, composto por ações que contemplam um bot que alerta sobre tentativas de modificação e sexualização de fotos por Ia, e a disponibilização de uma cartilha digital com as informações necessárias para denunciar e agir sobre possíveis implicações legais.

@ A iniciativa está alinhada ao posicionamento da marca de perfumaria feminina Her Code que, desde 2023, abre conversas e iniciativas para as mulheres sobre a temática do prazer feminino, pois ainda que tenha avançado em discussões, segue cercado por muitos tabus e, infelizmente, de violações graves contra o corpo feminino. “É importante destacar que a inteligência artificial trouxe inúmeras possibilidades positivas e que é a intenção humana por trás do prompt que pode torná-la uma ferramenta de exposição e vulnerabilização pública. a nossa iniciativa é para nos posicionarmos cada vez mais como aliados da mulher, avançando na construção de projetos que extrapolam o universo da beleza, promover discussões relevantes e propor soluções conectadas e construtivas”, afirma Carolina Carrasco, diretora de branding e Comunicação de o boticário e Quem disse, berenice?.

@ Os católicos de Mossoró passam a ter mais uma opção de horário de missa na Catedral de santa Luzia. desde a semana passada o horário de missas na Catedral aos domingos sofreu alterações, com missas às 6h, 9h, 11h, 17h e 19h.

@ A Azul linhas Aéreas confirmou esta semana o início dos voos Recife/Mossoró/Recife a partir de setembro. de início serão dois voos semanais, facilitando o acesso dos clientes a 32 destinos.

@ a Tressê recebeu clientes na quarta (15) para um Chá Inglês, às 15h. Um encontro pensado nos mínimos detalhes para apresentar as novidades da curadoria Fall Winter’26. Próxima semana traremos fotos do evento!

A empresária Marluce Bezerra recebendo a publicitária Lizana Lima.
A prima Luciana Sivini Santos com o filho José Wilton, celebrando seus 5.0 no FDS passado em Touros!
O arquiteto Eduardo Falcão recebeu festa surpresa na terça (14), no Buteco do Matuto, comemorando idade nova!
Casal
Sobrinho. Dr. Dix-Sept
idade nova na quarta (22). Saúde e paz!
Vivas para o amigo, professor Raniére Fernandes, aniversariante da quinta (23)!
A empresária Singride Rosado com idade nova na segunda (20), recebe os parabéns da coluna!
Um brinde à vida do advogado Tiago Carlos, folhinha do domingo (19). Tim-tim!
aLBErt ScHWEitZEr

Conexão saúde

conexaosaude.defato@outlook.com

NEY ROBSON VIEIRA ALENCAR

Veja as mudanças na saúde dos astronautas que foram à Lua

CURIOSIDADE / Estar na Lua, ou no ambiente espacial, provoca mudanças severas e imediatas no corpo humano

Ir à Lua e ao espaço profundo provoca mudanças significativas e duradouras na saúde dos astronautas, indo muito além do enjoo espacial momentâneo. Devido à exposição à microgravidade e altos níveis de radiação fora da proteção magnética da Terra, o corpo humano passa por adaptações fisiológicas profundas.

Estar na Lua, ou no ambiente espacial durante o trajeto, provoca mudanças severas e imediatas no corpo humano devido à baixa gravidade (apenas 1/6 da Terra), altíssima radiação e confinamento. O corpo humano, adaptado à gravidade terrestre, passa por um processo de adaptação forçada que afeta quase todos os sistemas orgânicos

Aqui estão as principais mudanças na saúde relatadas:

1 - Sistema Cardiovascular e Radiação (Longuíssimo Prazo)

O efeito mais grave a longo prazo, observado em estudos com astronautas da Apollo, foi o impacto no sistema cardiovascular.

- Doenças Cardíacas: Astronautas que foram à Lua apresentaram uma taxa de mortalidade por problemas cardiovasculares 4 a 5 vezes maior do que aqueles que ficaram apenas na órbita terrestre (próximo à Terra) ou que nunca voaram.

- Radiação Cósmica: Acreditase que a radiação do espaço profundo danifica o endotélio (camada interna dos vasos sanguíneos), causando endurecimento das artérias (arteriosclerose) mais rápido.

- Risco de Catarata: A exposição a raios cósmicos também está ligada ao desenvolvimento de cataratas mais cedo na vida.

2

- OSSOS E MÚSCULOS

A ausência de gravidade faz com que o corpo não precise sustentar o próprio peso, levando à atrofia.

- Perda Óssea: Astronautas podem perder cerca de 1,5% da densidade óssea por mês no espaço, um ritmo muito superior

Neil Armstrong, Michael Collins e Buzz Aldrin – tripulação da Apollo 11

ao da osteoporose na Terra.

- Atrofia Muscular: Músculos, especialmente os das pernas e costas, perdem massa e força rapidamente.

3 - REDISTRIBUIÇÃO DE FLUIDOS E VISÃO

Sem a gravidade “puxando” o sangue para baixo, os fluidos se movem para a parte superior do corpo.

- “Moon Face”: Os astronautas ficam com o rosto inchado e pernas mais finas.

- SANS (Síndrome Neuro-

MISSÃO À LUA

ocular Associada ao Voo Espacial): A pressão extra na cabeça pode achatar a parte posterior do olho e alterar a visão, frequentemente resultando em necessidade de óculos ou mudanças permanentes na acuidade visual.

4 - MUDANÇAS

NEUROLÓGICAS E PSICOLÓGICAS - FLASHES DE LUZ:

- Astronautas da Apollo relataram flashes de luz misteriosos mesmo com os olhos fechados, causados por raios cósmicos atin-

ao todo, 12 astronautas da Nasa caminharam sobre a superfície da Lua entre 1969 e 1972, durante o Programa apollo. além deles, dezenas de outros astronautas orbitaram a Lua sem pousar, e novas missões (artemis) começaram a retornar à órbita lunar em 2026.

Os 12 Homens que caminharam na Lua (1969-1972)

1 - Neil armstrong (apollo 11 - 1969) - Primeiro homem a pisar

2 - buzz aldrin (apollo 11 - 1969) - segundo homem a pisar

3 - Pete Conrad (apollo 12 - 1969)

4 - alan bean (apollo 12 - 1969)

5 - alan shepard (apollo 14 - 1971) - Mais velho a pisar (47 anos)

6 - edgar Mitchell (apollo 14 - 1971)

7 - david scott (apollo 15 - 1971)

8 - James Irwin (apollo 15 - 1971)

9 - John Young (apollo 16 - 1972)

10 - Charles duke (apollo 16 - 1972) - Mais novo a pisar (36 anos)

11 - eugene Cernan (apollo 17 - 1972) - Último homem a pisar

12 - Harrison schmitt (apollo 17 - 1972)

gindo a retina.

- Desorientação e Cognição:

A fadiga extrema é comum, além de relatos de lentidão cognitiva e desorientação espacial devido à falta de gravidade.

5 - SONO

A ausência de ciclo dia/noite natural e o ruído da espaçonave alteram o sono, tornando-o mais curto e menos profundo.

6 – POEIRA LUNAR:

- Riscos Respiratórios: A poeira lunar é extremamente fina,

Missões Recentes e Futuras (Programa Artemis) artemis II (abril de 2026): esta missão completou com sucesso um sobrevoo ao redor da Lua sem pousar, marcando o retorno humano ao satélite após 50 anos. os astronautas foram:

- Reid Wiseman (Nasa - Comandante)

- Victor Glover (Nasa)

- Christina Koch (Nasa)

- Jeremy Hansen (agência espacial Canadense)

- artemis III (Prevista para 2027-2028): esta missão tem o objetivo de pousar humanos, incluindo a primeira mulher, na superfície lunar.

- Quem ainda está vivo? dos 12 que caminharam na Lua, até abril de 2026, os que ainda estão vivos incluem buzz aldrin, david scott, Charles duke e Harrison Schmitt.

áspera e tóxica. A inalação ou contato com o traje pode causar problemas respiratórios, irritação ocular e dermatológica.

7 - RADIAÇÃO E SISTEMA IMUNOLÓGICO

- Risco de Câncer: A Lua não tem atmosfera nem campo magnético para proteger os humanos. A exposição constante à radiação cósmica aumenta o risco de câncer e doenças degenerativas.

- Imunidade Enfraquecida: O estresse do ambiente, a radiação e as alterações biológicas podem baixar a imunidade, tornando os astronautas mais suscetíveis a infecções.

8 - SAÚDE MENTAL E SONO

- Distúrbios do Sono: A falta de um ciclo natural de dia e noite (a “noite” na Lua dura duas semanas), confinamento e ruídos constantes dos equipamentos prejudicam o sono, exigindo frequentemente medicamentos.

- Impacto Psicológico: O isolamento extremo, a distância da Terra e a monotonia podem gerar estresse, depressão e sentimentos de isolamento.

9 - RISCOS DO AMBIENTE LUNAR

- Poeira Lunar Tóxica: A poeira lunar (regolito) é fina como pó, mas afiada como vidro. Se inalada, pode causar inflamação nos pulmões e problemas respiratórios sérios.

- Temperaturas Extremas: O ambiente varia durante o dia e à noite, tornando impossível a sobrevivência sem trajes especiais.

- Para mitigar esses efeitos, astronautas realizam exercícios físicos intensos diários usando equipamentos especiais que simulam a resistência da gravidade.

Em resumo

Embora a maioria dos astronautas da Apollo tenha vivido vidas longas, os dados mostram que viajar para a Lua acelera certos processos de envelhecimento, particularmente no coração e vasos sanguíneos, devido à radiação.

GEORGIANO AZEVEDO

NORDESTE NA MODA

Dentro da programação da nova edição do Festival Nordestesse, na Pinga Store, em São Paulo (SP), os convidados puderam conferir de pertinho a moda outonoinverno de seis marcas nordestinas + uma marca convidada: almacor, Pythia, eyde dantas, adriana Meira, MOA, George Azevedo Arte, e a goiana Jacobina. Todas em perfeita harmonia com acessórios da B.Design, Bia Machado e Palma, e óculos 084, marca potiguar exclusiva da Potiguar Laboratório Ótico.

JACOBINA (GO)

O foco em manualidades e a parceria com artistas locais são os trunfos da marca goiana (convidada do evento) que também faz um upcycling criativo e sofisticado com o uso de tecidos de coleções passadas e de materiais reciclados.

GEORGE AZEVEDO ARTE (RN)

Jaquetas, vestido, saias, calças e acessórios com pinceladas à mão trazem uma moda autoral e exclusiva na coleção “seGUNda PeLe” do estilista potiguar George azevedo.

PYTHIA (BA)

suas peças são criadas a partir do upcycling de sedas vintage - e toda a curadoria de tecidos é feita pessoalmente pela diretora criativa, Jasmim Reuther, na Índia.

EYDE DANTAS (BA)

Os bordados em ponto dão charme extra e originalidade às peças feitas em linho, viscolinho ou algodão.

ALMACOR (BA)

As Telas criadas por artistas neurodivergentes são transformadas em estampas e ganham vida em peças belíssimas!

Caftãs, jaquetas e vestidos com apliques de tecido formando santos, orixás e imagens abstratas da estilista baiana roubam a cena por onde passa.

especializada em manualidades como cestaria, macramê, tricô e crochê, faz um belo trabalho em peças nos tecidos como algodão e linho.

ADRIANA MEIRA (BA)
MOA (PE)
FOTOS: LUCAS FRANÇA

Tainá fez da música um território de realizações e identidade

Ahistória de Tainá, que nasceu no Pará, mas se considera mossoroense por laços familiares e por aqui ter vivido a maior parte da infância, ratifica que pertencimento não é geografia, é linguagem. No seu caso, uma linguagem que se traduz em música, feita de memória, afeto e identidade. De Mossoró ao cenário europeu, sua voz atravessa fronteiras enquanto preserva um Brasil íntimo, reconhecível, construído na experiência e na escuta.

A consagração em palcos e premiações revela um percurso consistente, sustentado pela fidelidade às próprias raízes. O que se impõe em sua caminhada é a coragem de sustentar quem se é, mesmo diante das exigências de adaptação. Há, nesse caminho, uma lição clara: crescer não significa romper com a origem, mas expandi-la. Ao transformar a música em espaço de encontro, Tainá reafirma que todo percurso verdadeiro carrega consigo a marca do retorno, ainda que simbólico, ao que nos constitui.

Balada do Impostor

tainá

De Mossoró a Lisboa, a travessia de uma voz que floresceu.

Gratidão ao jornalista Jean Custo pela valorosa colaboração na pauta e escrita da reportagem especial desta edição..

sábado, 18 de abril de 2026

Boa leitura! Ângela Karina

artista visual

Fábio Di Ojuara: umas tantas facetas de uma obra multiforme

artigo de opinião: Aonde vamos?

receita

• Edição – C&S Assessoria de Comunicação

• Diagramação – Augusto Paiva

• Projeto gráfico – Augusto Paiva

• Impressão – Gráfica De Fato

• Editora e Revisão – Ângela Karina Redação, publicidade e correspondência

Av. Rio Branco, 2203 – Mossoró (RN) Fones: (0xx84) 3323-8900/99836-5320

Site: www.defato.com/domingo E-mail: pautadefato@gmail.com

DomIngo é uma publicação semanal do Jornal de Fato. Não pode ser vendida separadamente.

BALADA DO IMPOSTOR

NordesTe, o levaNTe boreal

JOSÉ DE PAIVA REBOUÇAS

Jornalista

@paiva_reboucas

Há muitos indícios de que o Brasil nasceu de um equívoco geográfico e que o primeiro grito de terra à vista ecoou nas falésias de Touros antes de qualquer aceno em Porto Seguro. Se as correntes marítimas e o Monte da Serra Verde não mentem, a certidão de nascimento deste país foi lavrada sob o sol do Rio Grande do Norte. É um detalhe que altera pouco o mapa, mas muda todo o espírito da coisa. O Nordeste não é apenas o ponto de entrada de uma frota perdida, é o útero de uma ideia de nação que, desde 1500 e lá vai fumaça, aprendeu a resistir antes mesmo de saber o que era ser brasileiro.

Enquanto o eixo do dinheiro e do poder descia para o Sul, levando na bagagem o ouro, o café e os impostos, o Nordeste ficava aqui, olhando o mar, guardando a essência. Tornou-se um mártir por necessidade e um símbolo por insistência. Há uma mística curiosa nessa porção de terra onde o sujeito se diz nordestino antes de se dizer baiano ou cearense. É uma identidade que atravessa as fronteiras estaduais como se houvesse uma senha invisível, um reconhecimento de quem sabe o que é conviver com a seca e lutar contra o descaso de gabinetes refrigerados na Faria Lima ou em Brasília.

O texto da história é cíclico e volta a esse litoral para buscar fôlego. Novamente, o Brasil se olha no espelho e vê o fantasma de um retrocesso que flerta com o fascismo e com o entre -

guismo mais barato. É no Nordeste que a barreira se ergue com mais força. Não é apenas uma questão de urna eletrônica, mas de uma cultura humanista que sobreviveu a coronéis e a secas medonhas. Enquanto alguns pregam um liberalismo de fachada que só serve para vender o que é nosso a preço de banana, o povo que viu Cabral primeiro, no RN ou na Bahia, ouviu a voz da sobrevivência.

Tiradentes deu o pescoço por uma liberdade que o Nordeste pratica diariamente no seu jeito de ser e de votar. Aliás, a independência do Brasil não se concretizou no Ipiranga, em SP, como retratou o paraibano Pedro Américo. A independência do Brasil somente se consolidou na Bahia em 2 de julho de 1823 porque, diferentemente de outras regiões, a província baiana permaneceu ocupada por tropas portuguesas leais a Lisboa após o 7 de setembro de 1822. A resistência popular e batalhas sangrentas no Recôncavo baiano resultaram na expulsão definitiva dos portugueses, consolidando a ruptura e a independência da nação.

A resistência nordestina, portanto, não é um capricho eleitoral, mas um

esforço de autonomia contra a vilania daqueles que tentam transformar a política em milícia. No coração boreal da pátria, onde memória e promessa se entrelaçam, ergue-se uma força que não se curva. Se a pátria mater foi saqueada e esquecida por séculos, ela resolveu agora que não vai deixar o futuro ser sequestrado por quem odeia tanto a própria cultura que vive empunhando bandeiras estrangeiras. O Nordeste se torna, então, resistência boreal, muralha viva que guarda nos ventos alísios a lembrança e a certeza de que o Brasil não se renderá.

O Brasil que nasceu no RN ou na Bahia, tanto faz, permanece como mãe que entrega toda a seiva ao filho e depois almoça solitária quando ele já não precisa mais de seu colo. A esperança que sustenta o país sopra do alto, desce pela costa com a firmeza de quem atravessou tempestades e não se deixa seduzir por falsos messias que escondem ambição sob o tecido de uma pátria que lhe convém. O Nordeste é abrigo de consciência, porto da coragem, território onde o Brasil se reencontra sempre que ameaça perder o próprio rosto.

4 d omingo

TAL en TO

TaiNá De Mossoró a Lisboa, a travessia de uma

voz que floresceu

Consagrada com o Prêmio Play da Música Portuguesa ao palco do famoso Erlend Øye, Tainá fez da música um território de realizações e identidade

sábado, 18 de abril de 2026

Vencedora dos Prémios Play na categoria Melhor Artista lusófona - 2020

A voz como pertencimento na travessia

Há artistas que chegam ao público, e há aqueles que o acolhe. Tainá pertence a esse segundo gesto raro. Sua voz não invade, ela envolve com identidade. É como a brisa beija o mar suavemente; sua música emociona em cada nota do compasso.

Tainá constrói sua trajetória artística a partir de uma relação autêntica com o público, marcada por uma presença que acolhe e aproxima. Dona de uma voz suave e expressiva, a cantora desenvolve uma estética musical que valoriza a emoção e o pertencimento. Sua obra nasce de influências que atravessam a música brasileira e dialogam com experiências pessoais, transformando vivências em narrativa sonora. Em um cenário contemporâneo, muitas vezes acelerado no mundo das novas tecnologias, sua proposta artística se destaca pela delicadeza e profundidade. Esse posicionamento tem ampliado seu alcance, consolidando uma conexão real com diferentes públicos por toda a Europa. A canção “Sonhos” é um exemplo desse impacto, ao ultrapassar a marca de 360 mil visualizações no YouTube; para um país como Portugal, esse número é gigante. Mais do que números, o resultado reflete o acolhimento com o público, onde sua voz ecoa no universo, transformando música em vínculo, “ser” com a arte presente no tempo presente do verbo.

Quando o sonho encontra voz

Desde cedo, Tainá revelou uma inclinação natural para a música, construída em um ambiente onde os sons da MPB, forró, samba e bossa nova faziam parte do cotidiano

familiar, influenciada especialmente pelo avô Luiz de Benjamim, que lhe apresentou, quando menina, esse universo musical. Em Mossoró, ela lembra emocionada que seu primeiro palco aconteceu nas brincadeiras de criança, na casa da avó materna, Graça Mota, no bairro Doze Anos. Tainá transformava o cotidiano em criação; entre gestos simples e imaginação livre, a menina, com dez anos, encenava de forma inocente o que ainda não sabia, mas, de certa forma, já construía seu futuro no universo musical.

Na Escola Lions, onde iniciou sua vida estudantil, as brincadeiras de cantar com as amigas já revelavam mais do que diversão; eram os primeiros sinais de uma vocação. Assim, entre memórias afetivas e descobertas musicais, Tainá começou a construir uma trajetória com autenticidade na conexão com suas origens culturais do Norte e Nordeste do Brasil.

Com o passar do tempo, o que era brincadeira foi brotando em seu imaginário de criança como realidade. O ponto de virada veio de forma quase simbólica. Ao ver uma mulher tocando violão no programa de televisão Pedagogia da Gestão,

transmitido pela TCM, que a pequena Tainá assistia acompanhada da vovó Graça, fez uma pergunta que atravessa gerações: “mulher pode tocar violão?”. A resposta afirmativa da avó não apenas esclareceu, mas libertou o sonho da menina que desejava ser cantora.

Naquele mesmo dia, pediu seu primeiro instrumento, um violão, dando início a um caminho que rapidamente se tornaria parte essencial de sua rotina. Pouco tempo depois, passou a dividir aulas com os primos, sob orientação do professor Eddy Anicezio, que ouviu pela primeira vez um comentário que marcaria sua trajetória: “que bela voz”, disse o professor. Mais do que um elogio, escutar essa frase foi, para a pequena Tainá, o reconhecimento que despertou confiança e fortaleceu o sonho. Nesse mesmo período, integrava o coral da igreja frequentada por sua tia Genoveva, espaço onde começou a se apresentar e desenvolver sua expressão vocal.

O sonho abraça a escolha com o preço da entrega

A mudança para São Paulo, aos 13 anos, ampliou horizontes com

Jornal de Fato
Tainá com o produtor e compositor Marcelo Camelo e o cantor Tiago Nacarato - 2025

6 d omingo

desafios. Foi estudar inglês e descobriu uma escola de música ao lado. Tainá decidiu fazer mais do que escolher: construir o próprio caminho, e começou a trabalhar como recepcionista na Escola de Música Instituto Alves, para custear os estudos. Ela estava determinada a investir em sua formação musical. Estudou técnica vocal, composição e performance, aprimorando suas habilidades em piano, guitarra e canto, desenvolvendo uma assinatura própria sob orientação do professor Fábio Alves, figura que descreve como pai na música. Mais tarde, ingressou na Faculdade de Metropolitanas Unidas-FMU, onde cursou licenciatura em Música; foi a certeza de que o sonho exigia mais do que talento, exigia aperfeiçoar o conhecimento.

PORTUgAl! RECOMEÇO E RECONhECIMENTO

Tudo vale a pena quando a alma não é pequena, já dizia

Fernando Pessoa, né?!

A travessia para Portugal marcou um novo capítulo. Como acontece com muitos artistas, o recomeço veio acompanhado de incertezas. Quando Tainá chegou a Portugal, com sua mãe, a mossoroense Maria Mota, e o padrasto Hélio Freire (português), ela não chegou apenas com repertório; chegou com história, e isso pesa. Pesa na voz e na maneira de ocupar o palco. Portugal não é apenas destino, é travessia simbólica, onde encontra um público atento e mais exigente. Um cenário musical rico, porém, estruturado. E, sobretudo, o desafio de existir artisticamente em outro idioma emocional, ainda que compartilhe a mesma língua. No início, Tainá foi trabalhar em um café, o que poderia tê-la afastado da música. Mas o acaso, ou destino, a levou novamente ao en-

Tainá e o cantor Dino Santiago no teatro de Famalicão - 2023

contro com o sonho. Ela ressalta que o sonho a escolheu, pois o café era ao lado de uma escola de música. E foi ali, nas aulas de composição com o renomado Mikael Solnado, que Tainá ouviu algo surpreendente: que já era também uma maravilhosa compositora e precisava assumir esse papel, disse Solnado. O reconhecimento se transformou em oportunidade e, em 2018, passou a integrar uma produtora como compositora, consolidando sua presença no cenário português.

Passeando pelas ruas de lisboa e o acaso: encontro com Erlend Øye

Em 2019, um episódio aparentemente simples se transformaria em divisor de águas. Em uma roda de músicos na Rua da Bica, em Lisboa, Tainá foi desafiada a cantar e escolheu “Corcovado”, de Tom Jobim. A escolha não foi apenas musical, foi identitária. Era o Brasil falando através da sua voz.

Entre os ouvintes estavam músicos internacionais da banda “La Comitiva”, do famoso norueguês Erlend Øye. Logo depois veio o con-

vite para assistir ao concerto da banda, que estava em turnê pela Europa, em Lisboa. Depois, para se apresentar com a banda na cidade de Guimarães. Diante de um público que não a conhecia, Tainá cantou “Deserto”, uma de suas composições mais íntimas. A música fala sobre aprender a estar só e, paradoxalmente, foi nesse momento que ela deixou de estar. A emoção atravessou a barreira da língua. E ali começou sua projeção internacional, onde a voz não tem idioma; ela é um idioma!

PRêMIO PlAy DA MúSICA PORTUgUESA

Quando o universo responde ao desejo de pertencimento.

O passo seguinte foi a consagração no Prêmio Play da Música Portuguesa, com a canção “Sonhos”. Em um cenário competitivo, ao lado de nomes como as famosas cantoras brasileiras Anitta e Ludmilla, Tainá venceu. A vitória com a música “Sonhos” não foi apenas técnica, foi simbólica. Uma artista brasileira conquistando um público diverso. “Sonhos”, aliás, a música de autoria da artista, tornou-se um marco tam-

sábado, 18 de abril de 2026

Jornal de Fato

bém no digital, ultrapassando 360 mil visualizações no YouTube, número que reflete não apenas alcance, mas conexão.

De idealizadora do festival on-line à yoga terapia

E talvez seja justamente nessa singularidade que reside a força de Tainá. Foi durante a pandemia quando o mundo desacelerou que Tainá escolheu aprofundar conhecimentos e conexões. Como idealizadora e produtora do festival on-line “Compor em Casa”, reuniu artistas em uma experiência coletiva, mesmo à distância. Seu trabalho com terapia sonora revela outra camada de sua arte. Para Tainá, a música não é apenas expressão estética, mas ferramenta de transformação que desbloqueia emoções, estimula a comunicação e promove equilíbrio emocional.

Presente e futuro, como expansão e retorno às origens

Em 2026, Tainá vive um momento de expansão. Com participação em eventos internacionais, como em Londres, e novos projetos em andamento, sua carreira entra em uma nova fase. O próximo single chega em pleno verão europeu, seguido por um EP com forte iden-

tidade brasileira. Há também na agenda apresentações em São Paulo, na renomada casa de espetáculos Bona, em outubro do corrente ano, e um desejo mais que especial de cantar em Mossoró.

Porque, no fim, toda travessia carrega um retorno

Pertencimento é a mensagem que permanece. Mais do que números, prêmios ou palcos, o que define Tainá é sua mensagem. Em um mundo que frequentemente exige adaptação, ela propõe o contrário: autenticidade é a palavrachave que reveste qualquer sonho, disse emocionada. A trajetória fala de coragem, não a coragem do espetáculo, do palco ou dos holofotes, mas a coragem silenciosa de ser quem se é, frisou a cantora. Tainá vem esculpindo o seu nome com delicadeza em uma trajetória que cresce com força no cenário musical, desde o impacto inicial de “Sonhos”, em 2019, single que lhe valeu distinção na categoria Lusofonia nos Prêmios Play da Música Portuguesa e abriu portas para palcos de peso, com sua participação em festivais de música renomados como MEO Sudoeste, MEO Marés Vivas e Super Bock em Stock, até a maturidade artís-

tica refletida nos videoclipes “Senti” (2020), “Peito Dividido” (2021), “Rio” (2022), “Menina da Praia” (2023) e a sequência intensa de 2024, com “Vaga-lumes”, “Âmbar” e “Caminhante”. Outro sucesso foi o vídeo clip “N´essa Rua” a convite do DJ-BranKo que vem causando com sua performance eclética.

O brilho no palco e playlist dos voos da TAP Internacional

A cantora dividiu palco com nomes de destaque nacional e internacional como: Ana Moura, Dino Santiago, Carolina Deslandes, Fernando Daniel, Tiago Nacarato, entre outros, e ainda abriu concertos para gigantes como Gal Costa, António Zambujo, Mayra Andrade e Erlend Øye. Não podemos esquecer a produção da música “Sol” no seu último trabalho em parceria com a cantora Roberta Campos. Lembramos que o documentário “Âmbar”, com direção de Nuno Dias, está na playlist dos voos da TAP Internacional, consolidandose como uma voz que atravessa fronteiras com sentimentos. “Quem carrega luz no peito nunca caminha no escuro”, destacou Tainá que segue firme, iluminando cada passo com a coragem de quem transforma música em destino.

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A RTISTA v IS uAL

Fábio di ojuara: umas tantas facetas de uma obra multiforme

máRCIo DE LIma Dantas

Uma noite, sentei a Beleza nos meus joelhos. – E acheia-a amarga. E injuriei-a.

Armei-me contra a justiça. Fugi. Ó feiticeiras, ó miséria, ó ódio, a vós é que meu tesouro foi confiado.

Fábio de Araújo, cujo nome artístico é Fabio de Ojuara (Natal, RN, 1958), reside em Ceará-Mirim. Sua formação como artista foi na Escola de Arte com Jaques Wagner, por volta de 1975. Quando retornou a Natal, foi acolhido pelo pintor Dorian Gray, que atuou como curador da sua primeira exposição, Brasil Abstrato, realizada na Galeria de Arte Câmara Cascudo (1987).

Devido a problemas com a Capitania da Arte, durante a seleção dos trabalhos participantes do XI Salão de Artes Visuais de Natal (2006), resolveu criar o Salão dos Excluídos, arregimentando mais de 200 artistas. Esse evento foi organizado pelo artista visual Vitor Serrão, pelo próprio Fábio Di Ojuara e pelo poeta Plínio Sanderson. A exposição foi acolhida pelo Palácio Potengi (2006). Na ocasião, Ojuara se destacou com uma instalação na qual fez uso de restos de lixo reciclado, chamando atenção pela maneira inusitada como concebia o fazer artístico e seus resultados estéticos.

Também participou de várias exposições pelo mundo afora, como a Exposição de Arte Erótica, em Paris (2005). Já nos anos de 1987, integrou o movimento de Mail Art, liderado por Falves Silva e J. Medeiros.

Recentemente, foi convidado a participar de um evento na Áustria. O Wassenckraft ocorre na cidade de Gmünd, mundialmente reputada como a cidade que realiza mais eventos relativos às artes. O convite partiu da Associação Áustria/ Brasil, prontamente aceito. Hoje em dia, encontra-se dividido entre

Ceará-Mirim e a Áustria, residindo na cidade de Spittal an der Drau. De outra parte, também se fez presente na 52ª Bienal de Veneza, por meio da apresentação de performances. Participou ainda da 3ª Biennale Arte Dolomiti, em 2022. Durante suas permanências na Áustria, trabalha em parceria com

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o escultor Reinhard Schell, produzindo juntos na mesma oficina (onde existe uma fundição).

Os convites partiram de pessoas que já tinham contato com o seu trabalho, qualificando-o como condizente com a arte contemporânea, no sentido de deter um forte pendor de originalidade e universalidade. Nada ficando a dever aos seus pares de vários países europeus presentes. O certo é que se sentiu inteiramente à vontade, na medida em que os trabalhos apresentados estavam não somente antenados com o Ar do Tempo, mas se revestiam de grande singularidade, despertando bastante atenção sobre o brasileiro.

De antemão, esclareço que faço uso de uma nomenclatura referendada pela tradição e pela História da Arte. Uso para efeito didático e de melhor compreensão, revestida de uma pedagogia que só tem efeito para este ensaio no qual empreendo uma análise e interpretação. De maneira nenhuma posso estender para a obra multifacetada de Fábio Di Ojuara categorias de quando a arte estava compartimentada nos limites do que ficou conhecido como pertencimento às artes como pintura ou escultura.

Conquanto, aqui estamos diante de uma obra em que quase nada se encontra em estado puro, detendo apenas ícones, sinais e emblemas concernentes a cada uma das chamadas “belas artes”. Estamos no século XXI: essa categorização dizia respeito a condições sociais da aristocracia e da Igreja Católica, com o intuito de marcar diferença, de afirmar sua superioridade, de falar de um pertencimento que não dizia respeito às classes dominadas.

O artista Fábio Di Ojuara é considerado escultor, mas acredito que

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isso diz pouco de sua obra multifacetada, centrada em uma determinação de superar o que outrora houvera, lançando seus vetores com vibrações estéticas subliminares para outras áreas, em uma tentativa de descobrir formas diferentes de arte. O convite para residir na Áustria, por alguns meses do ano, deve-se certamente a esse caráter experimental do temperamento e da obra do artista. Dito isso, faz-nos relembrar uma passagem de Morte e Vida Severina.

- Belo porque tem do novo a surpresa e a alegria.

- Belo como a coisa nova na prateleira até então vazia.

- Como qualquer coisa nova inaugurando o seu dia.

- Ou como caderno novo quando a gente o principia.

Cabral de Melo Neto

Assim sendo, o artista lida bem com qualquer sistema semiótico, sobretudo buscando, através de uma inquietação permanente, os domínios desconhecidos. Adentra por meio da experimentação, mesclando material reciclado, testando materiais para ver como ficam, inaugurando e incorporando à realidade outra proposta de dizer, ser, ver, fazer.

Como se fosse uma reeducação dos sentidos, reinventa e alarga as formas de contemplar, ampliando sem preconceitos novos objetos acrescentados à realidade, que irão questionar o existente, quedado inerte na concretude dos dias, imóvel. Essa realidade só se altera quando é conveniente aos donos do poder, que criam as leis e estabelecem a vigilância e a punição.

A realidade, o cotidiano, com

seus horários e relógios marcando as cobranças instituídas na ampulheta da hipocrisia, escorre como areia de um mundo dominado por discursos não condizentes com as formas nas quais enfrentamos as vicissitudes. Não se fala do abandono, das lacunas, chegadas como cartas que apenas ostentam nosso endereço. Não existe emissor nessas cartas sempre registradas.

Sua técnica de trabalho, contemplando todo e qualquer material já usado ou reciclado, desde a madeira, metais, papel, permite um trânsito e um câmbio por suportes vários. Refrata, ainda que não totalmente, a matéria-prima e seus suportes, detentores de convenções desde sempre integrantes dos movimentos da arte.

Há uma série de trabalhos tridimensionais, confeccionados em chapas de alumínio derramado por meio da fundição, plasmados em uma oficina da Áustria. O alumínio fundido é despejado sobre suportes negros, causando um efeito de rara beleza. A ausência de uma forma figurativa, baseada nos objetos do nosso entorno, torna-se impossível de encontrar no plano do real, quedando-se como obra de arte a questionar se o real concreto é mesmo um espaço com gramática fechada, normativa, não permitindo o acréscimo de outros elementos. A cor dourada é alcançada através de flambagem, ou seja, uma pintura que recebe uma queima, tornando-se diferente da cor prata do alumínio.

Sobre o suporte negro, formas verticais parecem exaltar uma busca impossível de modificar o que já está dado, pois não passam de alumínio fundido. Proclamam o que era líquido e veio a ser sólido, despejado aleatoriamente no ato de

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derramar sobre a placa negra.

Parece dizer que, diante dos nossos entraves com a realidade, via de regra não detemos o domínio da força das coisas. A verdade é que só podemos nos adaptar ou efetivar arrodeios, buscando outros caminhos que nos conduzam ao nosso foco, ao que desejamos realizar. É curioso que essas formas de alumínio ondulam, através de uma geometria em curvas, sugerindo o tempo em círculos, buscando um ponto no qual haja contato, feche um ciclo.

Ora, a menor distância entre dois pontos é uma reta. Mas todo mundo sabe que a vida não oferta nada de graça. As estradas são cheias de curvas, a poeira se ergue tapando nossa visão, obrigando a uma marcha sempre mais lenta, à medida em que Cronos vai atualizando nossa idade (depois dos 40, vem 50? Nunca! Pule logo para os 62). Só por uma percepção ilusória o tempo é mensurado de maneira linear (15h, 16h, 17h).

O filósofo francês Henri Bergson (1859–1941) dedicou parte de sua obra a repensar os elementos e categorias referentes ao tempo, ques-

tionando nossas percepções acerca de Cronos e sua pressa de chegar a um fim que todos sabemos onde vai dar. Para o filósofo, além de termos o chamado tempo físico, que pode ser submetido à ciência com seu aparelhamento, permitindo- nos calcular e analisar, esse tempo se configura como quantitativo, haja vista a alternância das estações presentes todo ano, com sua inevitabilidade.

Conquanto, essa forma do tempo pode ser submetida aos carrilhões nas paredes ou ao relógio de pulso (analógico ou digital). Para Bergson, há outra forma de sentir o tempo: através dos sentidos, da intuição, de mecanismos vários que mudam de pessoa para pessoa. Este tempo é o que nos imprime o viver, cognominado durée (duração). As horas físicas se submetem a como sentimos o passar. Desse modo, uma hora física pode durar cinco horas, a depender do estado emocional, do que aguardamos, da paciência ou impaciência. É difícil compreender, haja vista que ele é qualitativo.

Nossos caminhos, nossa trajetória de vida, não seguem um curso reto, mas estão plenos de meandros, hiatos, lacunas, passadiços, encruzilhadas. Isso é o que conhecemos como condição humana. Mais cedo ou mais tarde iremos sentir o que provou o jovem príncipe Sidarta Guatama: guardado pelo pai dentro do palácio para não conhecer a dor provocada pela realidade, um dia encontrou o portão aberto e se deparou com um velho (envelhecemos), um enfermo (adoecemos), um cortejo conduzindo um morto (morremos).

E se o que pertence à nossa trajetória de vida não for de necessidade utilitária ou funcional, mas diga respeito à busca de equilibrar sistemas do nosso âmago, de uma desarmonia consigo mesmo, de uma inimizade, de uma não aceitação do próprio corpo ou de pertencer às classes modestas, a cada um compete dar sua resposta. Acredito que aceitar nossas limitações através de atitudes resilientes parece mais sensato, pois não podemos fazer juízo de valor sobre nossos semelhantes (é sempre bom aparar a língua). Afinal,

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“cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é” (Gal Costa).

Enfim, em síntese, depois dessa digressão: o certo é que a forma no negro do suporte permanecerá estática, indiferente às nossas insistências. E, sobretudo, por se tratar de alumínio, sempre será sólido, pois é um metal abundante no planeta Terra, detentor de enorme resistência à corrosão. Nunca se encontra em estado puro, é extraído da bauxita. Acredito que essa série de três variações sobre o mesmo tema resguarda uma metáfora da condição humana e das suas inevitabilidades e impossibilidades de alterar um conjunto de coisas.

Ora, não é justamente esse o papel da arte? Proclamar uma possibilidade de haver outras formas de pensar, sentir e agir, bem como organizar materiais que não digam respeito ao chamado mundo real. Mesmo se tratando de um questionamento através da confecção de outros objetos destoantes do que fomos acostumados a usar como espécie de moeda de troca nas relações sociais e nos relacionamentos interpessoais, de natureza mais próxima, mais íntima.

Esses costumes se tornam hábitos que nos impelem e requerem, engendrando uma expectativa de que nos comportemos não de uma maneira, mas de outra mais condizente com aquilo que chamam de “normal”. Essas expectativas, por parte de quem educa, fundam uma pessoa, um homem, uma mulher. Enfim, ao vivenciar com formas que se vão gestando durante o processo de educação de uma criança.

Essas maneiras de perceber a realidade são repassadas pelo aprendizado da linguagem, que nunca é inocente. Na verdade, já traz no seu bojo, nas letras, nas sí-

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labas e nas palavras, discursos que passam inconscientemente, organizando determinadas formas de comportamento. O que ocorre são signos partilhados por todos, sobretudo os que dizem respeito às classes dominantes, com seu simulacro de inocência e hipocrisia.

Voltemos ao Fábio Di Ojuara escultor.

Em um parque de uma cidade austríaca há uma escultura sua, representando um cavalo-marinho. Chama atenção por sua beleza plástica, com uma elegância estética que o mantém ereto, como os cavalos-marinhos que nadam na vertical. Não se perdeu, na escultura, essa característica: nadar ereto, com paciência e persistência diante das vicissitudes, adaptandose às adversidades.

Por fim, vejamos o que se constitui como sintoma dessa recorrência do peixe e do cavalo-marinho no conjunto da obra de Fábio de Ojuara. Esses animais da água, no contexto do seu trabalho, são menos do que imagens a serem retratadas. Quero dizer: são estruturas antropológicas do Imaginário (Gilbert Durand), que chegam como imagens vindas do âmago do artista, das regiões mais profundas, do pelágico, onde as sombras resguardam o mais secreto da gente. Para o artista, o inconsciente, liberando as imagens, segue um devir de plasmar em arte, em peixes, em cavalos-marinhos.

Podemos atestar duas imagens recorrentes no conjunto da sua obra: o peixe e o cavalo-marinho. Com efeito, quando do uso da acrílica sobre tela, estão no centro da composição, projetados sobre diversos planos de fundo. Eis que surge um cavalo-marinho azul, com

finos fios que saem do seu corpo e terminam em círculos pintados de vermelho intenso. O resultado cromático, entre cores fortes, clama pela empatia de quem contempla. Os peixes podem aparecer inteiros ou fragmentados, alguns suspensos como se estivessem sobre uma vegetação do fundo do mar. Parece que o artista não se cansa de tratar o mesmo tema a partir de um leque de cores. A paleta é vasta, em contrastes que circundam as partes dos peixes, fragmentados ou inteiriços.

Podemos apontar a presença do peixe em diversas séries, sendo o referente (tema) que mais desponta nas suas telas. Desse modo, podemos falar em variações sobre o mesmo tema. A criatividade do artista, no manuseio de uma multiplicidade de cores, possibilita tratar desse desenho de um animal constituído apenas de dois arcos superpostos, resultando em um traço extremamente simples de lidar.

Em seguida, faz uso de uma paleta na qual todas as cores estão presentes. A coleção de cores é vasta, muitas vezes antípodas, em contrastes cromáticos que circundam o espaço no qual a figura é ressaltada, quer seja fragmentada ou inteira.

No que concerne à simbólica do peixe, foi um dos primeiros e principais ícones relacionados aos primórdios do Cristianismo, pois a palavra PEIXE (ICHTHYS (acrônimo cristão antigo); em grego: IΧΘΥΣ, deve ser lida usando a primeira letra: Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador.

I X Θ Y Σ

I CH TH Y S

O peixe resguarda a capacidade de mergulhar e navegar através de

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águas profundas, representativas do inconsciente, sendo o que nos confere humanidade. Nessas regiões abissais, não temos o mesmo acesso que o peixe detém como atributo de sua natureza. Com essa amplitude de atingir o invisível, às regiões cujos domínios pertencem ao imaginário, ao que concerne mais aos sentimentos, como a intuição e a sabedoria, o peixe nos convida a inquirir o lado oculto da psiqué. De outra parte, alguns peixes, como as carpas, efetuam seu nado contra a corrente, simbolizando a superação de obstáculos ou dissabores trazidos pelo estar no mundo. Conclama à perseverança e à necessidade de fechar ciclos e abrir outros.

Com relação ao cavalo-marinho, suas estações simbólicas parecem mais evidentes, já que seu próprio modus vivendi encontra-se vinculado à sua maneira de se locomover com calma e paciência. Por serem animais monogâmicos, representam fidelidade, lealdade e proteção ao seu par. Também, assim como o peixe, estão associados à calma e à perseverança quando em águas agitadas, permanecendo tranquilos e resguardando a insistência em seu objetivo. Ou seja, constituem-se como um temperamento perseverante.

Por fim, resta admitir minha admiração a um artista visual como Fábio de Ojuara que, através de uma rara simplicidade de meios, logrou êxito em modelar, com poucos elementos, uma obra de grande envergadura e beleza plástica. Não se pode esquecer de mencionar sua alquimia estética, detentora de uma frágua que queima com labaredas ardentes determinadas formas de ser e estar da sociedade contemporânea. Ou seja, é uma crítica, direta ou velada, ao nosso tempo marcado

pelo comportamento narcísico, eivado de simulacro, culto às aparências e infantilidade.

A parcimônia de formas e cores é bastante difícil de se atingir em objetos de arte. O nosso alquimistamaior filia-se a um minimalismo presente na arte contemporânea. Basta ver a arquitetura dos dias de hoje: com o uso de poucos meios, cimento armado, madeira e plantas, compõe-se um bloco uno em seu despojamento de ornamentos, mais de acordo com o Ar do Tempo (Espírito da Época). Os bons arquitetos modelam uma bela casa. Entendese como uma tendência antibarroca, procurando configurar formas representativas de um viver mais simples, sem dar muito trabalho e sem implicar grande emprego de

tempo na sua conservação.

Dissemos isso acerca da arquitetura para melhor esclarecer em que tradição nosso artista inscreve sua rubrica, desenha seu nome e firma-se como um dos nossos mais importantes artistas visuais, com seu caráter pansemiótico, sua simplicidade de comportamento e sua projeção para outros países. Construiu uma obra de grande universalidade. O seu sucesso fala por si. Assim como o peixe, sua inquietude o conduziu a navegar pelos meandros do grande rio que é a vida. Como o cavalo-marinho, nadou em águas turbulentas, mas foi perseverante. O resultado de tudo isso foi levar fé no que fazia, acreditando e se garantindo como um assinalado da arte.

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ARTIgO De OPInIãO

AONDE VAMOS?

A RTUR lEITE

Expositor Espírita prea838998@gmail.com

“Não pode seguir-me agora aonde vou, mas me seguirás mais tarde.” Jesus (João; 13, 36).

Qual de nós que, nas horas de silêncio e recolhimento, já deixou de interrogar a natureza e o seu próprio coração, pedindo-lhes o segredo das coisas, o que somos, de onde viemos, para onde vamos, quais são os nossos destinos; o porquê da vida, a razão de ser do universo?

Na vida, temos dúvidas e incertezas com a morte do corpo físico, se tudo acabará no nada ou se a vida continuará pela imortalidade do Espírito. Por conseguinte, questionamos sobre o verdadeiro sentido da vida: Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? Por que sofremos? Qual o objetivo da nossa existência?

Ainda existe, por parte de algumas correntes religiosa ou filosófica, a visão acerca da vida terminar no nada, sem uma perspectiva futura; tal pensamento consiste no atraso para a evolução moral e Espiritual do Ser. Dominados pela doutrina do materialismo, singra sobre os mares da ilusão, levados pelos ventos da incredulidade. Afastando-se das aquisições de virtudes e atributos morais para o progresso dos seres humanos, quer individualmente ou sob o aspecto coletivo para o avanço da sociedade.

O Espírito, o Ser pensante do universo, que somos todos nós, em sua inquietude de saber, independente da religião que praticamos desejamos saber quem somos, de onde viemos, o que estamos fazendo aqui e para onde

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vamos. Cada religião, dentro da sua interpretação do Evangelho apresenta a sua versão para os questionamentos humanos em relação à vida na matéria e a vida após a morte. As religiões ainda que divergentes nos pontos filosóficos concordam que o único caminho para se conquistar a vida “eterna” é a prática efetiva dos ensinamentos de Jesus; mais do que isso, o entendimento daquilo que as suas palavras queriam dizer.

“Podem dividir-se em cinco partes as matérias contidas nos Evangelhos: os atos comuns da vida do Cristo; os milagres; as predições; as palavras que foram tomadas pela Igreja para fundamento de seus dogmas; e o ensino moral. As quatro primeiras têm sido objeto de controvérsias; a última, porém, conservou-se constantemente inatacável. Diante desse código divino, a própria incredulidade se curva. É terreno onde todos os cultos podem reunir-se, estandarte sob o qual podem todos colocar-se, quaisquer que sejam suas crenças, porquanto jamais ele constituiu matéria das disputas religiosas, que sempre e por toda a parte se originaram das questões dogmáticas. Aliás, se o discutissem, nele teriam as seitas encontrado sua própria condenação, visto que, na maioria, elas se agarram mais à parte mística do que à parte moral, que exige de cada um a reforma de si mesmo. Para os homens, em particular, constitui aquele código uma regra de proceder que abrange todas as circunstâncias da vida privada e da vida pública, o princípio básico de todas as relações sociais que se fundam na mais rigorosa justiça. É, finalmente e acima de tudo, o roteiro infalível para a felicidade vindoura, o levantamento de uma ponta do véu que nos oculta a vida futura. Essa parte é a que será objeto exclusivo desta obra.” (Introdução do Evangelho Se-

gundo Espiritismo).

Jesus, ao ser interpelado por um doutor da lei sobre o que era preciso para se alcançar a vida eterna, respondeu com outra pergunta. – “O que está escrito na Lei”? E acrescentou: como lês tu? (Lucas 25 a 27). Todos nós sabemos que uma lei pode ser interpretada de diversas maneiras. Daí a pergunta, como lês tu?

A Doutrina Espírita traz luz a questões existenciais à medida que esclarece sobre: Deus, sua Natureza, seus atributos e sua ação providencial; a criação do Universo, as leis e os princípios que o regem; o bem e o mal; a criação, a imortalidade e a progressão dos Espíritos; a crença na vida futura; a lei de causa e efeito; a lei do progresso; a lei do amor; a lei do trabalho; o objetivo da reencarnação; a pluralidade das existências; a compreensão dos sofrimentos e das dores e a busca da perfeição relativa à Humanidade; tendo Jesus como modelo e guia: o caminho da verdade e a fonte de vida eterna em direção ao Pai.

“O Espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos digo são Espírito e vida.” Jesus (João, 6: 63).

E, Jesus nos exorta: Na casa de Pai há muitas moradas (João; 14,2).

“Sob o domínio da crença de que tudo se acaba com a vida, a imensidade é o vácuo, o egoísmo reina soberano entre vós e a vossa palavra de ordem é: ‘Cada um por si’. Com a certeza do futuro, os espaços infinitos se povoam ao infinito, em parte alguma há o vazio e a solidão; a solidariedade liga todos os seres, aquém e além da tumba. É o reino da caridade, sob a divisa: ‘Um por todos e todos por um’. Enfim, ao termo da vida dizíeis eterno adeus aos que vos são caros; agora, simplesmente direis: ‘Até breve!’” (Allan Kardec. A Gênese. Cap. 1 Item 62.)

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Torta de morango

A torta de morango é daquelas receitas de sobremesa que impressionam visualmente, são deliciosas e, ao contrário do que parece, não são complicadas quando você entende o processo. Veja como fazer!

IngredIentes

Para a massa (base tipo podre)

2 xícaras de farinha de trigo

100 g de manteiga gelada em cubos

4 colheres de sopa de açúcar

1 ovo

1 pitada de sal

para o creme de confeIteIro

500 ml de leite

1 lata de leite condensado

2 gemas peneiradas

2 colheres de sopa de amido de milho

1 colher de chá de essência de baunilha

para a coBertura

2 caixas de morangos frescos

1 envelope de gelatina incolor sem sabor

5 colheres de sopa de água

2 colheres de sopa de açúcar

modo de preparo

Comece pela massa: misture a farinha, o açúcar e o sal em uma tigela

Adicione a manteiga gelada e misture com as pontas dos dedos até formar uma farofa

Acrescente o ovo e misture até formar uma massa homogênea

envolva a massa em plástico e leve à geladeira por 20 minutos

Abra a massa com um rolo e forre uma

forma de fundo removível

Fure o fundo com um garfo

Leve ao forno preaquecido a 180 °C por cerca de 20 minutos ou até dourar

retire do forno e deixe esfriar completamente

Para o creme, misture o leite, o leite condensado, as gemas e o amido ainda

com o fogo desligado

Leve ao fogo médio e mexa sem parar até engrossar

Adicione a baunilha e misture

Desligue o fogo e cubra com plástico em contato com o creme

Deixe esfriar completamente

Agora é hora da montagem: espalhe o creme frio sobre a massa já fria

Lave, seque e corte os morangos ao meio

Distribua os morangos sobre o creme com o lado cortado para baixo

Hidrate a gelatina com a água por 5 minutos

Leve ao micro-ondas por 10 segundos para dissolver

Misture o açúcar e mexa bem

Pincele a gelatina sobre os morangos leve à geladeira por pelo menos 2 horas antes de servir.

Fonte: Tudo Gostoso

Jornal de Fato • sábado, 18 de abril de 2026

>> Apresentador celebra longevidade do “Que História É Essa, Porchat?”

Ponto de Virada

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Seriais

Destaques das séries e conteúdo “on demand”

Mundo inédito

por Geraldo Bessa

Sucesso internacional

> O Globoplay apresenta a série “Matlock”, que virou fenômeno nos Estados Unidos. A primeira temporada conta com 19 episódios. Na trama, Kathy Bates vive Madeline “Matty” Matlock, uma advogada septuagenária que retorna ao mercado de trabalho e surpreende ao resolver casos complexos com inteligência, estratégia e um toque de irreverência. Mas por trás do talento nos tribunais, ela esconde uma missão pessoal: investigar uma possível rede de corrupção ligada à morte de sua filha.

Novela antiga (Globoplay, seg, dia 20)

Para fechar o mês, o Globoplay disponibiliza a novela “Vira l ata”. s tella (Glória Menezes), Helena ( a ndréa b eltrão) e l ênin (Humberto Martins) compõem os três eixos principais da produção, que fala de mães que abandonam os filhos e de filhos que abandonam os pais. e m estilo de melodrama e ritmo de comédia, a trama aborda pessoas solitárias que tentam recomeçar suas vidas. o elenco conta ainda com Marcello Novaes, l uciano Vianna, Mário Gomes, Vanessa l óes e Carolina d ieckmann.

Tempo bíblico (HBO Max, ter, dia 21) a s duas temporadas de “ o s d ez Mandamentos” chegam à H bo Max. o folhetim é uma adaptação de quatro livros que compõem a b íblia –Êxodo, levítico, Números e d euteronômio – narrando a história de Moisés desde o seu nascimento até sua morte, destacando as d ez pragas do e gito, a abertura do Mar Vermelho, a libertação do povo hebreu, a revelação dos d ez Mandamentos e a travessia de quarenta anos pelo deserto até a terra prometida. o elenco contou com participações de Guilherme Winter, s érgio Marone e Camila rodrigues.

Novos romances (Globoplay, qua, dia 22) s abrina s ato volta ao comando de “Minha Mãe com s eu Pai”. Com novos participantes, dinâmicas inéditas e ainda mais interferência dos filhos, o programa chega mais ousado, divertido e imprevisível. a o longo de 10 episódios, pais e mães solteiros entram em uma experiência única em busca de um novo amor — mas com um detalhe essencial: seus filhos acompanham tudo de perto e têm o poder de influenciar diretamente os rumos das relações. d esta vez, os participantes já entram no jogo conscientes de que estão sendo observados. a inda assim, surpresas, reviravoltas e novas dinâmicas prometem mexer com as emoções — e colocar à prova não apenas os romances, mas também os laços familiares.

Mulheres no topo (Netflix, qui, dia 23) a série “a d ona da b ola” estreia sua segunda temporada. d e olho na vitória, i sla precisa reunir toda sua determinação e administrar o caos

tanto no vestiário quanto na diretoria. a produção é estrelada por Kate Hudson e é inspirada na vida de Jeanie b uss, presidente do los a ngeles lakers e produtora executiva da série.

Temporada perdida (Netflix, sex, dia 24) o universo de “ s tranger Things” irá se ampliar. a Netflix estreia a animação “ s tranger Things: Histórias de 85”. a produção contará uma história inédita que é descrita como uma “temporada perdida”. d urante um inverno congelante, algo sinistro acorda e obriga a turma de Hawkins a combater novos monstros e resolver um mistério paranormal.

principal / Apresentador

celebra longevidade do “Que História É Essa, Porchat?”

Ponto de Virada

Mesmo depois de tantos relatos colecionados no “Que História é Essa, Porchat?” – programa que já soma mais de 200 episódios, mais de mil histórias contadas e mais de 10 mil pessoas na plateia ao longo de sete anos – há uma lembrança que insiste em permanecer como um marco na trajetória de Fábio Porchat: sua participação no “Programa do Jô”. Entre tantas narrativas que passaram por sua carreira, o encontro com Jô Soares se tornou uma espécie de referência constante. “Eu sempre penso na minha ida ao ‘Programa do Jô, quando eu era estudante de Administração, porque foi lá que tudo se abriu na minha cabeça e se eu tenho hoje um talk show, é por causa do Jô Soares”, valoriza.

A nova fase do “Que História Essa, Porchat?” chega embalada pela conexão já estabelecida com o público. Na temporada anterior, exibida de março a dezembro, o programa alcançou cerca de 13 milhões de pessoas no GNT e consolidou-se como o título mais assistido em ho-

ras no consumo simulcast (transmissão simultânea) e vídeo on demand (VOD) do canal, além de líder da categoria de variedades em VOD no Globoplay neste mesmo período. Já na Globo, os episódios foram acompanhados por mais de 55 milhões de pessoas, registrando média superior a 10 milhões de telespectadores por exibição. “É muito bom ver que o programa, depois de sete temporadas, continua forte não só pelo olhar do público, mas nos números. É muito gratificante saber que ele continua líder de audiência e visto por tanta gente”, celebra.

P – Ao longo das temporadas, você ouviu centenas de histórias inusitadas. Qual relato mais fez você repensar o poder da narrativa no cotidiano das pessoas?

R – Nessa oitava temporada teve uma história muito boa de uma menina que sobreviveu ao tsunami lá na Tailândia. E foi uma história muito bem contada, muito séria, sem humor, e a plateia ficou muda, ouvindo o relato da moça. E acho que faz a gente pensar bastante sobre a vida,

né? Sobre como tudo pode acontecer em um segundo e a gente nem se dá conta das coisas que estão acontecendo.

P – O programa nasceu quase como uma extensão da sua curiosidade natural, tornando-se um dos seus projetos de maior sucesso. Após o “Que História é Essa, Porchat?”, você sente que algo mudou na sua visão como artista?

R – Eu não sei se mudou alguma coisa, mas eu sei que reforçou a minha ideia de que todo mundo é interessante de alguma forma. Todo mundo tem uma história para contar. Era uma coisa que eu tinha certeza quando eu comecei o programa e que a cada temporada se reafirma. Então,

nesse sentido, o meu interesse pelas histórias das pessoas é sempre o mais profundo. Tento estar concentrado ali, olhando para aquela pessoa, porque aquela história que aquela pessoa viveu é interessante.

P – O programa conta majoritariamente com história leves e divertidas. Há alguma preocupação ou cuidado para não selecionar relatos mais dramáticos?

R – A gente seleciona histórias de todos os tipos. Claro que o programa é leve, divertido, então a gente sempre vai para um caminho um pouco mais das histórias engraçadas, mas tivemos histórias já difíceis, histórias duras, histórias assustadoras.

close / Cauã Reymond revive a força de Jorginho na reexibição de “Avenida Brasil”

Memória viva

Recentemente, a cabeça de Cauã Reymond tem sido imundada por memórias afetivas. O retorno de “Avenida Brasil”, que pode ser vista novamente no “Vale a Pena Ver de Novo”, transporta o ator para um momento de especial ascensão na carreira, quando viveu o ingênuo Jorginho. O ator confessa que ficou animado ao saber da reprise, lembrando que a faixa sempre ocupou um espaço de carinho em sua vida. “Fiquei empolgado ao saber da reprise, porque o ‘Vale a Pena Ver de Novo’ sempre teve um lugar de afeto para mim como espectador”, afirma.

Para Cauã, a reapresentação da novela não é apenas uma oportunidade de revisitar o passado, mas também de apresentar a trama a uma nova geração de telespectadores. Ele destaca que assistir novamente à obra permite enxergá-la sob outra perspectiva, ampliando o alcance de uma história que já conquistou milhões. “Mas não apenas isso: esse retorno à televisão permite apresentar a obra a um público novo e também assisti-la com outro olhar”, aponta.

O ator recorda ainda a dimensão internacional

que “Avenida Brasil” alcançou, citando um episódio marcante na Argentina. A exibição do último capítulo em Buenos Aires reuniu uma multidão em um estádio, revelando a força cultural da produção fora do Brasil. “Percebemos muito cedo que estávamos fazendo parte de um projeto especial, mas esse alcance se materializou quando fomos assistir à exibição do último capítulo em Buenos Aires, num estádio absolutamente lotado, com uma recepção que eu nunca tinha visto na vida. Foi inesquecível”, relembra.

Cauã reconhece que a novela se tornou um divisor de águas em sua trajetória e na de toda a equipe envolvida. Para ele, o impacto foi tão grande que chegou a paralisar o país durante sua exibição, consolidando “Avenida Brasil” como um marco da teledramaturgia nacional. “É um marco na minha carreira e na de todos da equipe. A novela realmente parou o Brasil. Não vou esquecer o dia em que estava indo assistir ao último capítulo da novela e não tinha ninguém nas ruas. O conjunto dessa obra enriqueceu todos os profissionais que trabalharam nela”, valoriza.

ponto de vista / Terceira temporada de “Os Outros” leva o inferno pessoal para o campo

O pior de cada um

Oinferno são os outros”. A frase foi celebrizada pelo filósofo existencialista Jean-Paul Sartre, em sua peça “Entre Quatro Paredes”, escrita em 1944. Na série “Os Outros”, do Globoplay, a mudança de ambiente e de época não alteram o sentido. No olhar de Sartre, a frase mostra como o julgamento dos outros interfere na autoimagem de cada um e o inferno é a total falta de controle sobre este julgamento.

Na recém-estreada terceira temporada, a história se desloca para fora da cidade. Ou seja: busca ampliar ainda mais o espaçamento entre os personagens. Na primeira temporada, eles estavam localizados em um gigantesco condomínio de classe média-baixa, na segunda em um condomínio de casas de classe médiaalta e agora na terceira vão para a zona rural. E o inferno os acompanha.

A princípio, o cenário é idílico, com muita natureza recheada de pessoas simples. A produção dá um tratamento bastante sofisticado, com acabamento e trilha musical que ajuda a amplificar as emoções de cada cena, com a direção artística de Luisa Lima. A história,

criada e roteirizada por Lucas Paraizo, traz diálogos naturalistas e convincentes, deixando que a história flua sem percalços.

Adriana Esteves, que faz a obcecada e neurastênica Cibele, continua conduzindo a trama. E dessa vez ganha o contraponto de Lázaro Ramos, no papel de Roberto. Essa estrutura é a mesma das outras duas temporadas, que trouxeram Milhem Cortaz na primeira temporada e Letícia Colin na segunda. Sem desprezar o restante do elenco, essas duplas talentosíssimas no centro da trama garantem

cenas de alto nível e a atenção do espectador.

A terceira temporada começa de maneira suave, com um aparente grito de libertação de Roberto, após ser demitido de forma que considerou traiçoeira. Ele ruma para o campo para fugir do estresse e de sua antiga vida. Em vez de encontrar paz, logo entra em conflito com os vizinhos e também com o antigo caseiro de sua propriedade.

Do outro lado, Cibele ruma com o filho para o campo para se esconder, após se apropriado de um dinheiro do miliciano Sérgio (Eduar-

do Sterblitch). Eles sofrem um acidente na mesma região e acabam sendo ajudados por Roberto. Mas quando ela decide se abrigar com o filho na pequena comunidade rural para escapar do bandido, Roberto começa a considerar que a presença dela na comunidade é ameaçadora para a paz que ele procura.

O julgamento de Roberto abre as portas do inferno para Cibele, que por sua vez não consegue ter controle sobre suas próprias emoções. E a hostilidade vai escalando conforme as ações e reações vão se desenrolando. A curva emocional da produção é talhada para criar apreensão e mostrar como é possível ter atitudes absolutamente desproporcionais diante de situações inesperadas. Ou seja: o inferno está dentro de cada um.

resumo das novelas

s egunda - o mar afirma a d umi que vingará a morte de seu pai. Kênia aceita ter um romance de conveniência com Mr. Jones, mas impõe condições. a lika e Niara revelam sua verdadeira identidade para leopoldo, a fim de reunir ajuda para b atanga. Virgínia desconfia da proximidade de Mirinho e a dalgisa. Januário se encanta com a na Maria. Casemiro aconselha Tonho a não desistir de l úcia/a lika. l úcia/a lika revela para Tonho que é casada.

Terça - l úcia/a lika explica para Tonho que seu marido é um homem mau, e que precisou fugir dele para se proteger. Mr. Jones confessa a Mr. Campbell que está preocupado com as aspirações grandiosas de Kênia. a kin e d umi afirmam que precisam impedir o casamento de Kênia e Mr. Jones. Virgínia sofre ao constatar que todos acham e ugênia mais bonita do que ela. Graça tem uma ideia para sabotar o concurso de beleza a favor de Virgínia. Mr. Jones oficializa seu pedido de casamento com Kênia a Jendal, e d umi se preocupa.

Quarta - Graça afirma que, depois de sabotar o vestido de e ugênia, Virgínia vencerá o concur so de beleza. Todos em b arro Preto se preparam para a vitória de Virgínia. o nildo sonda José sobre as origens de sua família. a lika comenta com resa que viu Graça e Virgínia deixarem o quarto de e ugênia. d umi reforça a importância de impe dir o casamento de Kênia e Mr. Jones. o mar rante que vingará a morte de s oliman. a na Maria diz a Januário que tem afeição por Vitalino. gênia descobre que seu vestido foi destruído, l úcia/a lika sugere saber quem a sabotou. e us

s egunda - alaor aceita que ronei represente alaorzinho na feira musical de são Paulo. eduarda canta na igreja a convite do pastor s amuel. Zilá rechaça Janete. alaorzinho desperta e pede para falar com Janete. Zilá se revolta. Clévis explica que, por conta do trauma, a memória de alaorzinho pode estar fixada em momentos do passado. Zilá pede ajuda a Cinara, que se nega a deixar ronei. alaorzinho confessa a alaor que não se lembra de ter casado com Zilá, e afirma que ainda ama Janete. Gael apoia Naiane. eduarda e agrado se estranham, e leandro intervém. João raul confidencia a luan que teme nunca esquecer agrado.

segunda - rogério ajuda Viviane a entrar no quarto de leonardo. leonardo e Viviane declaram amor mútuo. arminda não encontra o celular de edilberto que estava no cofre e a documentação que confere a propriedade das Três Graças a rogério. samira descobre que lena e Herculano voltaram para o brasil. Paulinho pressente que lena sabe onde está a neta de Gerluce. Zenilda informa a rogério que raul foi usado como laranja por Ferette. bagdá pega o dinheiro escondido nas Três Graças. Kasper não admite que tenha de devolver a escultura para rogério. leonardo recebe alta e vai para a casa de Viviane. lorena confronta Ferette.

Até o fechamento da edição, a emissora não divulgou o resumo do capítulo.

Terça - Palhares se chateia com o fato de alaorzinho ter chamado por Janete. ronei e Cinara fazem planos. agrado incentiva Janete em ver alaorzinho. Zilá se choca com a chegada da irmã no hospital. alaorzinho agradece a presença de Janete, e pede para conversar a sós com a ex. a pedido de alaorzinho, Janete relembra tudo o que viveram. eva apoia Zilá, que confessa temer o poder de Janete sobre seu marido. alaor decide voltar para o hospital. alaorzinho afirma que não se lembra de Jean Carlos e se abre para Janete.

Quarta - ronei e Cinara comemoram o sucesso de sua parceria. Zuzu questiona Malvino sobre as crenças em relação a Janete. alaor admira canto de Zuzu. alaorzinho tem alta do hospital. agrado comenta com Janete que sente falta de empresário mais robusto para sua dupla com e arda. Palhares pede um tempo no relacionamento com Janete. Cinara enfrenta Zilá. alaorzinho lem bra do episódio envolvendo Jean Carlos e vai encontro de Janete. Zilá confronta alaorzinho Janete.

Terça - Ferette é hostilizado pelos filhos. Paulinho conta a Gerluce que lena pode dar pistas sobre o paradeiro da neta da cuidadora. Chica diz a rivaldo que pedirá autorização da polícia para falar com Helga sobre a morte do marido. Viviane perdoa leo, e os dois reatam o namoro. lucélia descobre que pegaram o dinheiro que ela havia escondido. leonardo aceita morar com Viviane. Ferette reage ao saber por arminda que o celular de edilberto e o documento que comprova que a escultura é de rogério não foram encontrados. Gerluce comunica aos amigos que eles levarão as Três Graças de volta para a casa de rogério.

Até o fechamento da edição, a emissora não divulgou o resumo do capítulo.

Quarta - Juquinha e Jairo descobrem que samira chegou ao brasil. Ferette não atende samira. bagdá repreende Kasper por sofrer com a saída da escul tura da galeria, em vez de ir atrás de lucélia. Joa quim revela a Paulinho e Gerluce que foi arminda quem matou Célio. lucélia confessa seus crimes Maggye na presença de Júnior. Paulinho fica saben do por Júnior e Maggye que lucélia ameaçou a ma com uma arma, além de ter assumido o coman do do tráfico na Chacrinha. Kellen aceita o pedido de casamento de Zé Maria. Joélly escuta o choro filha. samira ameaça contar a raul que Ferette seu pai, caso o empresário lhe negue ajuda.

Até o fechamento da edição, a emissora divulgou o resumo do capítulo.

sabotar concurpreparam sobre com Tequarto impegaMaria e udestruído, e us

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Quinta - e ustáquio admira a confiança de l úcia/a lika ao afirmar que fará um novo vestido para e ugênia em tempo recorde. d iógenes e Marta repreendem a atitude de Virgínia e acreditam que Graça é uma má influência para a filha. e ugênia hesita em usar o vestido feito por l úcia/alika. Jendal anuncia a data de casamento de Kênia e Mr. Jones. Kênia firma seu acordo financeiro com Mr. Campbell. Virgínia e as demais candidatas se surpreendem quando e ugênia surge com o vestido feito por l úcia/alika. Viriato aconselha s alma a dar uma chance para o amor de Fuad.

Quinta - Zilá convence alaorzinho de que Janete deu o anel de sua avó para Jean Carlos. Janete expulsa alaorzinho e Zilá de sua casa. alaorzinho pede perdão a Zilá por ainda amar Janete. ronei apresenta bons resultados para o Grupo amaral, e alaorzinho e alaor reconhecem. Janete anuncia que criará um selo para apoiar novos artistas, e pede que agrado e eduarda permaneçam em bom retorno para ajudá-la. Zilá se decepciona com a falta de atenção de ronei. eduarda repreende agrado e leandro por deixarem o namoro influenciar no trabalho. irene pensa em mudar seu visual. Gael e Naiane se divertem.

s exta - Virgínia se enfurece com a vitória de e ugênia, e Marta tenta confortar a filha. o vestido de l úcia/a lika faz sucesso entre os jornalistas presentes no concurso. Casemiro descobre que Graça sabotou o vestido de eugênia e repreende a esposa. Virgínia e Graça juram vingança contra lúcia/alika. dumi parabeniza omar por seu esforço pela recuperação. salma não gosta do comportamento de Fuad em sua casa. Casemiro incentiva Tonho a lutar por lúcia/alika. Januário confessa a dona Menina seu amor por ana Maria. alika lamenta por não conseguir falar com Nilo Peçanha.

sexta - Zilá ameaça alaorzinho caso se separem. João raul fica frustrado com os novos rumos de sua carreira anunciados por ronei. Zilá afirma que não permitirá que alaorzinho peça a separação. Janete, agrado, eduarda, Zuzu, Palhares e Zeca selam sua parceria no selo para novos artistas. Zilá exige que Cinara permaneça com ronei, para afastá-lo dela. a laor observa Zuzu dançar com Malvino, e disfarça quando Marcela o chama. Palhares anuncia na rádio o novo selo de Janete, e alaorzinho se revolta. Marcela revela que deixará bom retorno, e alaor reage aliviado.

s ábado - l úcia/a lika revela a Tonho que sonha va com ele antes mesmo de o conhecer. Tonho pede a mão de lúcia/alika em namoro, e Niara faz a filha prometer que não revelará suas verdadeiras identidades ao rapaz. bartô recepciona Virgínia com uma festa, e todos se surpreendem ao descobrir que a moça não venceu o concurso no rio de Janeiro. Jendal desconfia de que omar esteja se recuperando, e Chinua despista o rei. Jendal anuncia uma nova recompensa para descobrir o paradeiro de alika. alika consegue entrar no hospital em que Nilo Peçanha está internado, e se revela para o ex-presidente.

sábado - Janete e Zuzu falam sobre o excesso de trabalho, pensando em outra pessoa para cuidar do Marias do Caturama. Zilá manipula Naiane sobre a crise em seu casamento. luan nota o incômodo de eduarda ao ver leandro e agrado juntos. Um homem acusa Palhares de envolvimento com sua mulher. leandro flagra um homem mexendo em seus pertences. leandro persegue o invasor pela rua. leandro encontra um microfone escondido em seu quarto.

amira agdá esculJoarminda crimes a sabenpricomanpedido choro da Ferette é

Quinta - samira pede uma grande quantia de dinheiro a Ferette, e arminda observa os dois sem reconhecer a mulher. samira ameaça Herculano. leonardo conta a Viviane que responderá ao processo sobre a Casa de Farinha em liberdade. Ferette comenta com Macedo que colocará s amira para trabalhar para ele. Por influência de bagdá, Kasper decide abandonar as Três Graças e ir atrás de João rubens. Chica desconfia de que, além de Helga, alguém tenha participado da morte de Célio. arminda flagra samira no carro com Ferette.

sexta - arminda se surpreende ao saber que Ferette é pai de raul. Xênica fica sabendo por Macedo que samira está no brasil e está chantageando Ferette. Zenilda conhece a família de Juquinha. Paulinho combina com raul a forma como ele falará com Herculano, para tentar tirar informações sobre o paradeiro da neta de Gerluce. angélico e leonardo se entendem. Ferette avisa a arminda que samira trabalhará para eles. Maggye sente medo das ameaças de lucélia e decide voltar para casa. Ferette propõe dar dinheiro a Samira, em troca de ela se livrar de Gerluce.

sábado - samira aceita a proposta de Ferette. arminda observa os dois juntos. rogério diz a Zenilda que ele e raul irão depor na delegacia. Ferette se surpreende com a presença de Zenilda, os filhos e um o ficial de Justiça com uma ordem de despejo. s amira manda uma denúncia anônima para a delegacia de Jairo. Helga confessa que matou edilberto para proteger arminda. Paulinho acompanha de longe a conversa entre raul e Herculano, que pede que Joélly não procure mais pela mulher. Gerluce ajuda lena com sua filha, sem saber que a bebê é sua própria neta.

não Até o fechamento da edição, a emissora não divulgou o resumo do capítulo.

Até o fechamento da edição, a emissora não divulgou o resumo do capítulo.

cinco

perGuntas

/ Ana Furtado estreia no “Fábrica de

Casamentos”

com emoção pela volta à tevê aberta

Diante do altar

Há estreias que soam como recomeço e até como a consagração de uma trajetória. No retorno à televisão aberta, Ana Furtado explora justamente esse ponto de encontro ao assumir a nova temporada do “Fábrica de Casamentos”. Após quase quatro anos longe desse formato semanal na tevê – ela se despediu do “É De Casa”, na Globo, em julho de 2022 –, a apresentadora retorna em um projeto que, segundo ela, dialoga diretamente com sua própria visão de vida e afeto. “Eu já era fã do ‘Fábrica de Casamentos’, mas me dá ainda mais orgulho estar aqui por ser um projeto criado por uma mulher e 100% nacional”, afirma.

A nova fase do programa, que estreou no último dia 1º de abril no SBT e no Disney+, marca também uma estreia pessoal: é o primeiro reality show de Ana em três décadas de carreira. Mais do que conduzir cerimônias e acompanhar a corrida contra o tempo para a realização dos casamentos, ela destaca a responsabilidade de assumir um formato já consolidado na televisão brasileira. “Eu preciso honrar esse legado”, resume, ressaltando que o de-

safio está em preservar a essência do programa ao mesmo tempo em que tenta imprimir um novo olhar à atração.

P – Como está sendo esse retorno à tevê aberta, agora no SBT, à frente do “Fábrica de Casamentos”?

R – Não tem como não se emocionar. Esse é um assunto muito caro, muito importante para mim. E esse retorno acontece com um projeto que eu quis muito apresentar. Um programa lindo, que fala de amor, de futuro, de união, de esperança, de histórias reais, enfim, que fala com a família.

P – Foi difícil lidar com a emoção ao longo das gravações?

R – Eu chorei praticamente em todos os episódios, em todos os momentos. E fiquei feliz também com a forma como fui recebida por todos.

Esse é um timaço de grandes craques e a gente se tornou uma grande família, apesar do pouco tempo que nós estamos juntos. Só posso dizer que estou muito feliz e não poderia ter escolhido um projeto melhor, mais especial para voltar à televisão brasileira.

P – Você traz sua bagagem pessoal de mulher casada há mais de 20 anos para o “Fábrica de Casamentos”?

R – Não tem como não misturar tudo. É claro que estou inteira aqui, não sou só a apresentadora ou jornalista, eu sou a Ana Beatriz Furtado Alves Ferreira. Sou pessoa física e pessoa jurídica, ou seja, é inevitável falar sobre as minhas experiências pessoais. Dia 21 de março, completei 26 anos de casada com o Boninho. São muitos anos de muita amizade, de muito companheiris-

mo, muito amor, muito tesão, muita vontade de acordar junto todo dia... E eu acho que o casamento é isso: começa com a paixão, com o amor, depois vai se transformando. Estar junto há 26 anos.

P – Você passou por programas emblemáticos na Globo. O que você acha que a Ana de hoje, do “Fábrica de Casamentos”, no SBT, falaria para a Ana que estreou como apresentadora no “Ponto a Ponto”, em 1996, na Globo?

R – “Acredita, garota, porque você vai longe”. Eu fui muito longe. E ainda vou mais, porque a gente não pode deixar de desejar, a gente não pode deixar de sonhar, a gente não pode fechar as portas e achar que já está tudo certo, que já está tudo pronto. Em 30 anos de carreira na televisão, estou fazendo o meu primeiro reality show. Ou seja, sempre há tempo para você recomeçar, para continuar sonhando e realizar. Aquela menina de 22 anos de idade, apresentando um programa aos domingos, antes do Faustão, sem saber direito a importância daquilo...

P – Você acha que ainda há tempo de buscar um momento como esses proporcionados pelo “Fábrica de Casamentos”?

R – Eu aprendi que a gente tem de viver o aqui e o agora, porque o amanhã é uma possibilidade, mas não é uma realidade, uma garantia. Então, por que deixar para amanhã o que você pode fazer agora? A vida é muito fugaz. E ela é um milagre, é muito especial.

r aio-x / Carla Guapyassú destaca a força da amizade em “Juntas & Separadas”

Sintonia leve

Éinegável que “Juntas & Separadas” é uma série que, apesar de trazer reflexões profundas e apostar em alguns dramas, tem boas pitadas de comédia. Mas Carla Guapyassú encontra um tipo de humor ali que se apoia bem mais na identificação afetiva com o público do que no exagero. Intérprete de Guacira na série do Globoplay, atualmente no Top 1 geral da plataforma, a atriz vê justamente nessa conexão emocional uma das forças da produção criada por Thalita Rebouças. “É muito fácil se identificar com aquela amizade das protagonistas. Todas nós temos aquele grupo de amigas que briga, fala a verdade, chora com você e, principalmente, ri junto”, aponta.

Com trajetória construída entre o teatro, a internet e a televisão, Carla acredita que sua experiência com a comédia ajudou a definir o tom da personagem. “Ela tem essa pegada de humor mais simples, ingênuo mesmo. Mas eu sempre me divirto fazendo humor”, pontua. A experiência no Globoplay, depois de trabalhos recentes em outras frentes do audiovisual, também veio acompanhada de uma sensação de recomeço que,

segundo ela, nunca desaparece completamente. “Foi divertido! Mesmo com anos de experiência, dá sempre um frio na barriga começar um novo trabalho”, conta.

Um dos principais desafios, porém, não esteve exatamente na composição de Guacira, mas no momento de entrada na rotina da produção. “Foi entrar no fim da série. Dá um certo receio chegar quando todo mundo já se conhece e tem um ritmo de trabalho. Mas fui bem acolhida e deu tudo certo”, afirma. Para Carla, o alcance atual de “Juntas & Separadas” reforça ainda mais o peso desse trabalho em sua trajetória. “A série tem variado entre o top 1 e o top 2 geral do Globoplay. Então, a visibilidade é maior e, além de favorecer mais oportunidades no audiovisual, é muito bom fazer parte de um projeto de sucesso. Ainda mais sendo da Thalita Rebouças, uma escritora que é referência”, valoriza.

Nome completo: Carla Guapyassú Meirelles do Nascimento.

Nascimento: 29 de agosto de 1975, no Rio de Janeiro/RJ.

Atuação inesquecível: No vídeo “Assombração” do canal do YouTube “Amigos da Luz”.

Interpretação memorável: Carolina Dieckmmann como Camila na novela “Laços de Família”, escrita por Manoel Carlos e exibida originalmente pela Globo entre 2000 e 2001.

Momento marcante na carreira: “Ter atuado com minha filha no teatro, na peça ‘Desconectadas’”.

O que falta na televisão: “Eu. Brincadeira! Programas sobre bastidores”.

O que sobra na televisão: “Histórias boas”.

Com quem gostaria de contracenar: Giovanna Antonelli.

Se não fosse atriz, seria: Professora de teatro.

Ator: Fabio Assunção.

Atriz: Adriana Esteves.

Novela: “Tieta”, livremente inspirada no romance

“Tieta do Agreste”, de Jorge Amado, adaptada por Aguinaldo Silva, Ricardo Linhares e Ana Maria Moretzsohn e exibida originalmente pela Globo entre 1989 e 1990.

Vilã marcante: Carminha, papel de Adriana Esteves na novela “Avenida Brasil”, atualmente em reprise no “Vale a Pena Ver de Novo”, da Globo.

Personagem mais difícil de compor: “Um vilão”.

Que novela gostaria que fosse reprisada: “Top Model”, escrita por Walther Negrão e Antônio Calmon e exibida originalmente pela Globo entre 1989 e 1990.

Que papel gostaria de representar: “Uma vilã”.

Filme: “O Auto da Compadecida”, dirigido por Guel Arraes e lançado em 2000.

inside / O humor espontâneo e os personagens populares de “Tô de Graça” chegam à oitava temporada

Graça viva

Aoitava temporada de “Tô de Graça”, que estreia no próximo dia 23 de abril no Multishow e Globoplay, chega à tela marcada pela conquista de um espaço árduo e raro na atual televisão brasileira: o de se manter viva e relevante ao longo dos anos. Estrelada por Rodrigo Sant’Anna, a produção de humor retorna ao ar com personagens conhecidos do grande público, criando uma linha de identificação. “Acho que a gente ainda consegue rir da gente mesmo, desses personagens, e isso é o que mantém a série viva. Um projeto como esse vive dessa liberdade, o improviso é permitido até para quem vem fazer participações. Quando a gente começa gravando com plateia, vale tudo”, afirma Rodrigo, que também assina a redação final do humorístico.

Os episódios inéditos focam na tentativa de Graça, papel de Rodrigo Sant’anna, de manter a relevância após uma passagem polêmica e rejeitada pelo “Big Brother Brasil”. Para fugir das dívidas e da queda de engajamento, a protagonista lança o “PodGraça” e utiliza seu crachá de ex-BBB para circular pelos

Estúdios Globo, interagindo com grandes nomes da emissora como Ana Maria Braga, Luciano Huck, Serginho Groisman e Marcos Mion. “A Graça é uma ex-BBB e agora conseguiu um crachá da Globo. Vira e mexe está pintando pelos Estúdios Globo. Ela vai aparecer em ‘Altas Horas’, na Ana Maria Braga, no ‘Encontro’. Vai zanzar pelos corredores, vai falar com Luciano Huck... Isso vai ser um diferencial, porque é a primeira temporada que a gente tem

esse cross com os programas da casa”, aponta Rodrigo. Logo no primeiro episódio da temporada, a produção contará com a participação de Xuxa Meneghel. A eterna Rainha dos Baixinhos aparece na comunidade para inaugurar a obra no túnel construído pela prefeitura, mas acaba sendo alvo das críticas ácidas de Graça. O embate ganha tons surreais quando a Graça e a Maria da Graça Xuxa Meneghel discutem sobre quem registrou o nome primeiro. “Eu fiquei feliz com essa participação. O Rodrigo não sabe, mas eu sou muito mais fã dele do que ele de mim. Eu sempre assisto ao programa. Adoro a Graça e todos os personagens. Estava louca para ser convidada para gravar, mas sempre fico muito nervosa quando tenho de atuar”, valoriza Xuxa.

O elenco também ganha reforços e retornos: Fafy Siqueira estreia como Sandra, enquanto Abigail, vivida por Flávia Garrafa, está de volta. Além disso, Gracyanne Barbosa também retorna ao programa. A temporada será dividida em duas partes: a primeira exibida entre abril e maio, e a segunda com estreia prevista para julho. “Podem esperar muitas gargalhadas e interpretações divertidíssimas, que trazem leveza e diversão para as telas do Multishow e do Globoplay. A Graça tenta se manter dentro da estrutura familiar e dentro dessa favela, que passa por uma mudança geográfica: a prefeitura resolveu abrir um túnel no meio da comunidade, o que causa milhões de confusões no dia a dia deles”, adianta o diretor Silvio Guindane.

Bastidores / Após repercutir

no streaming, “Guerreiros do Sol” chega à tevê aberta

Fora da gaveta

Achegada de “Guerreiros do Sol” à televisão aberta não é apenas uma reestreia da produção, mas uma mudança importante de visibilidade: o que antes estava restrito ao público do streaming agora se expande para parte da rotina de milhões de telespectadores. O folhetim assinado por George Moura e Sergio Goldenberg estreia no próximo dia 22, e será exibido de segunda a sexta, após “Três Graças”. “É uma reestreia com uma responsabilidade ainda maior. Na televisão aberta, ‘Guerreiros do Sol’ será visto por muito mais olhos. A nossa função como artista é ofertar novidades. A gente faz, acredita, mas isso não nos pertence. O que nos pertence é o nosso trabalho. Agora está na mão do grande público. Que seja lindo e que seja usufruído”, afirma George.

Com 39 capítulos, a mininovela se passa no Sertão das décadas de 1920 e 1930 e propõe uma releitura do universo do cangaço. Livremente inspirada em personagens históricos como Lampião e Maria Bonita, a trama acom-

panha Rosa e Josué, papéis de Isadora Cruz e Thomás Aquino, dois sertanejos que se transformam em um dos casais de cangaceiros mais conhecidos do país. Ao retratar o cangaço, a obra lança um olhar humano sobre as relações afetivas, os conflitos sociais e as tensões políticas da época, dialogando com temas contemporâneos como desigualdade, gênero, pertencimento e resistência. “A novela dialoga com a nossa história, paisagem, música e com a própria língua portuguesa. Para isso, revisitamos autores como Guimarães Rosa, Ariano Suassuna e João

Cabral de Melo Neto, construindo um repertório que se reflete nos diálogos dos personagens. Ao mesmo tempo, a obra aborda questões ainda muito presentes: o peso do patriarcado na formação das famílias, a violência, as desigualdades sociais, o patrimonialismo e a promiscuidade entre crime e poder público – elementos marcantes da história brasileira. Talvez por isso tenhamos escolhido uma mulher para narrar ‘Guerreiros do Sol’. É a partir do olhar de Rosa que compreendemos os efeitos brutais da guerra nas famílias e na sociedade, especialmente sobre as crianças. Esperamos que o público mergulhe nessa história e, a partir dela, reflita sobre o nosso presente”, explica Sergio. Além do casal protagonista, “Guerreiros do Sol” apresenta laços familiares marcantes e personagens centrais que impulsionam os conflitos da narrativa. O elenco reúne nomes como José de Abreu, Alexandre Nero, Alinne Moraes, Daniel de Oliveira e Na-

thalia Dill, ao lado de um expressivo grupo de atores nordestinos, entre eles Marcélia Cartaxo, Alice Carvalho, Luiz Carlos Vasconcelos, Augusta Ferraz e Irandhir Santos. “Eu agradeço a todo o elenco, e principalmente aos atores nordestinos – nós tivemos um elenco majoritariamente nordestino – que nos ajudou a criar a alma dessa novela, a entrar nesse universo, nessa energia. Eu espero que essa obra se perpetue”, valoriza o diretor artístico Rogério Gomes.

Terceira novela original do Globoplay, “Guerreiros do Sol” tem conquistado premiações pelo muno afora. A produção foi vencedora do Rose d’Or Awards na categoria Melhor Novela, eleita Melhor Novela no Prêmio APCA 2025, além de ter sido finalista do Venice TV Awards. Ainda soma indicações a premiações internacionais como o New York TV & Film Awards e o Cannesseries, cujos resultados ainda serão divulgados.

Zapping

Mundo inédito

por Caroline Bor G es

Casa nova

> Rodrigo Faro está de volta à Globo. O apresentador comandará o programa “Herança em Jogo”, novo original Globoplay. O “reality” psicológico criado pela Studio Lambert terá produção da Formata e traz Faro no papel de testamenteiro, responsável por conduzir um jogo em que inteligência e estratégia definem cada movimento. “Estou muito feliz com a minha chegada ao Globoplay em um reality que vai mexer com a cabeça de todo mundo! Em 'Herança em Jogo', a manipulação e a estratégia ditam as regras. Como testamenteiro, meu papel é garantir que cada linha do que foi documentado seja honrada, mas confesso: o que mais me intriga é ver até onde os participantes serão capazes de ir para conquistar esse jogo”, aponta Faro.

Horário da tarde

a ntonella b envenuti integra o elenco de “a Nobreza do a mor”. Na produção, ela vive a personagem aurelinda. além da novela das seis, a atriz de 10 anos também já participou de “Gênesis” e “a Vida de Jô”.

Time reunido

o Troféu i mprensa reunirá Chico b arney, s onia a brão, Hugo Gloss, José armando Vannucci, Fábia oliveira, Fabrício Pelegrino, Keila Jimenez e leo d ias na bancada de jurados. a premiação, que acontece no próximo dia 26, será apresentada por Patricia abravanel e Celso Portiolli.

Nome veterano

rosi Campos está de volta à Globo. e la está no elenco de “Quem ama Cuida”, próxima novela das nove. Na produção, ela viverá d iná, governanta da casa de arthur brandão, papel de antonio Fagundes. ela, porém, é secretamente apaixonada pelo patrão. o folhetim estreia em maio.

Novo trabalho

Marcello Novaes estará no elenco da série original Globoplay baseada no livro “Mansão Hedonê”, de s ue Hecker. o projeto ainda não tem data de estreia prevista.

Primeiras cenas

o Globoplay deu início às gravações da série o riginal “Tramas Cruzadas”. a produção promete mergulhar no universo competitivo da moda. a direção é de Maria de Médicis.

Gente que chega

Maitê Proença estará no elenco da sétima temporada de “ i mpuros”, original d isney+. a produção ainda não tem estreia prevista.

Tudo em cima e m “Três Graças”, s ophie Charlotte vive uma fase de intensa dedicação artística, marcada por múltiplas frentes de trabalho e uma rotina acelerada que, segundo ela, deve se manter até o fim da produção. apesar do ritmo corrido, a atriz celebra a recepção calorosa da novela, destacando o engajamento singular que a obra tem despertado no público. “É uma obra que tem gerado um engajamento diferente de tudo que eu já tinha vivido. além disso, o personagem tem um carisma especial, ocupa um lugar de afeto nas pessoas. Tudo isso tem me dado muita alegria e mostrado que tem valido a pena”, valoriza ela, que vive a protagonista Gerluce.

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