OPINIÃO VERA LÚCIA DE OLIVEIRA
NEY LOPES DE SOUZA
CÉSAR SANTOS
Augusto Matraga
que definirão o futuro do RN
sonhou ser prefeita de Mossoró
>> As sete vidas de
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>> Cadu venceu. As escolhas
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MARCOS SANTOS
>> Clubes precisam de vida além do Campeonato Estadual
>> Larissa Rosado sempre
MOSSORÓ (RN), SÁBADO, 31 DE OUTUBRO DE 2026 – EDIÇÃO 7.574 – ANO XXVI – R$ 2,50
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Jornal de Fato NESTA EDIÇÃO: 48 PÁGINAS
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OPINIÃO P2 | POLÍTICA P3 | NACIONAL/OPINIÃO P4 | COLUNA CÉSAR SANTOS P5 | SEGURANÇA P6 | ESPORTE P7 E 8 | CADERNO MOSSORÓ/ESTADO P1 A 4
Cadu precisará da maioria na ALRN para encaminhar governo >> Governador eleito conta hoje com 10 dos 24 deputadas e deputados estaduais eleitos no Rio Grande do Norte. A construção da maioria passa pela eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa. Principal 3 Reprodução
POLÍTICA
Washington de Jesus
SEMANA ASSUSTADORA PARA A MULHER POTIGUAR
Como o tamanho das bancadas dá o ritmo do Senado Federal Principal 4
NOSSOS CADERNOS
CAATINGA DECIFRADA
Mapeamento da área do bioma Caatinga no Rio Grande do Norte Principal 6
QUADRINHOS
Mossoroense conquista segundo Prêmio Jabuti com quadrinhos Quadrista Luckas Iohanathan venceu a edição 2026 com Histórias em Quadrinhos com Ouroboros. Mossoró 3
Quatro casos de tentativa de feminicídios e um concretizado ocorridos no intervalo de 48 horas
Mossoró 4
2 Opinião
Jornal de Fato
SÁBADO, 31 DE OUTUBRO DE 2026
ESPAÇO
Organização: Organização: Clauder Clauder Arcanjo Arcanjo
JORNALISTA MARTINS DE VASCONCELOS
clauderarcanjo@gmail.com clauderarcanjo@gmail.com
AS SETE VIDAS DE AUGUSTO MATRAGA VERA LÚCIA DE OLIVEIRA
Escritora, membro da Academia de Letras do Brasil. (Brasília-DF) veraluciaoliveira@hotmail.com
Nhô Augusto é um velho conhecido dos leitores brasileiros. O seu nome é Augusto Matraga. “Matraga não é Matraga, não é nada. Matraga é Esteves. Augusto Esteves, filho do Coronel Afonso Esteves, das Pindaíbas e do Saco-da-Embira. Ou Nhô Augusto (...)”. Assim começa a história do homem que aterrorizou a região em que morava, no norte de Minas. Esse conto “A hora e vez de Augusto Matraga” fecha o livro Sagarana (Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984), obra que marca a entrada de Guimarães Rosa na literatura brasileira e mundial. Publicado em 1946, o livro mostra que Rosa nasceu pronto: são nove histórias ou estórias – como o autor preferia chamá-las – em que a renovação e a experimentação linguísticas são a característica fundamental. Foram sete meses de trabalho burilando os textos, com o fecho de ouro, o conto de que nos ocuparemos aqui, “A hora e vez de Augusto Matraga”. Disse Mário de Andrade (em autoironia) que nome que começa com “Ma” é nome de má sina. É o que veremos na incrível estória do Matraga, homem-gato, com sete vidas. Matraga tem fôlego para aguentar o que ninguém aguentaria: desde os papéis trocados de agressor desalmado ao de agredido de modo inacreditável na primeira parte da narrativa, passando pela resiliência também inacreditável de quase morto na segunda, até o ressurgimento do novo homem no desfecho. O movimento alternado entre ação e repouso do
protagonista vai culminar, num crescendo, na apoteose épica da estória. Como se fosse uma peça musical, o início agitado é seguido de um movimento lento para finalizar em uma ação novamente agitada. Assim, temos o enredo do conto/novela marcado pelo forte ritmo associado à emoção do texto. Já na primeira cena o leitor é apresentado à brutalidade de Nhô Augusto quando sugere leiloar na festa da quermesse da igreja uma pobre “mulher à-toa”, chamada Tomázia, apelidada por ele ali mesmo de “Sariema”, devido às pernas e pescoço finos. Não contente com a humilhação pública imposta à moça, em seguida dispensou-a com um empurrão e um xingamento, o que a fez verter as lágrimas mais sentidas de sua vida. Esse primeiro episódio é índice do que se seguirá, como a expulsão de casa da mulher Dionóra, enviada com a pequena Mimita para outra fazenda, longe. Esse homem bruto, valentão e briguento, com mortes nas costas, era conhecido e temido na sua propriedade e na vizinhança. Diz o narrador: (...) Duro, doido e sem sentença, sempre fechado em si. Nem com a menina se importava. Dela, Dionóra, gostava, às vezes. Da sua boca, das suas carnes. Só. No mais, sempre com os capangas, com mulheres perdidas, com o que houvesse de pior. Na fazenda – no Saco-da-Embira,
nas Pindaíbas, ou no retiro do Morro Azul – ele tinha outros prazeres, outras mulheres, o jogo do truque e as caçadas. E sem efeito eram as orações e promessas, com que ela o pretendera trazer, pelo menos, até a meio caminho direito. Fora assim desde menino, uma meninice à louca e à larga, de filho único de pai pancrácio. E ela, Dionóra, tivera culpa, por haver contrariado e desafiado a família toda, para se casar. (p. 346). Poderíamos, se quiséssemos aprofundar a análise, atribuir algum trauma à infância do filho órfão, de pai negligente, criado pela avó que fazia o menino rezar porque o queria padre. Mas o seu crescimento desgovernado, seu comportamento sem freio talvez se deva, em se tratando do Rosa, a um destino a ser cumprido, algo no sentido das tragédias gregas, em que o herói não escapa a seu destino. Com a perda da família e dos bens, Nhô Augusto se vê na bancarrota, cheio de dívidas. Nesse ponto, a narrativa ganha agilidade ao mostrar a corrida de Nhô Augusto para ajustar contas com seu credor, Major Consilva. Correu, galopou, levantou poeira “as ferraduras tinham e deram fogo no lajedo” (p. 351). Mas Nhô Augusto tem recepção inesperada: (...) Os capangas pulavam de cada beirada, e eram só pernas e braços. – Frecha, povo! Desmancha! Já os porretes caíam em cima do cavaleiro,
que nem pinotes de matrinchãs na rede. Pauladas na cabeça, nos ombros, nas coxas. Nhô Augusto desdeu o corpo e caiu. Ainda se ajoelhou em terra, querendo firmar-se nas mãos, mas isso só lhe serviu para poder ver as caras horríveis dos seus próprios batepaus, e, no meio deles, o capiauzinho mongo que amava a mulher à-toa Sariema. (p. 351). Após ser cruel e covardemente espancado pelos jagunços sob o olhar vigilante do Major, Nhô Augusto foi puxado, arrastado na terra para longe: E, seguro por mãos e pés, torcido aos pulsos dos capangas, urrava e berrava, e estrebuchava tanto, que a roupa se estraçalhava, e o corpo parecia querer partir em dois, pela metade da barriga. (...). (pp. 351 e 352). Como se não bastasse, Nhô
De e Fato com
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AS CO LU NAS E MATÉ RIAS AS SI NA DAS SÃO DE RES PON SA BI LI DA DE DE SEUS AU TO RES
Augusto foi marcado a ferro em brasa com a marca do Major. Nesse momento de dor lancinante, com um berro medonho e um salto inesperado (pois era tido como morto), Nhô Augusto se atira numa ribanceira. Mais uma chance de vida para quem já escapara mil vezes da morte? Esse movimento eletrizante dará lugar ao repouso, à quietude, ao silêncio. Encontrado por um casal de pretos generosos, idosos e pobres, é resgatado. E dele vão cuidar com amor e dedicação. Começa aí um longo tempo de silêncio, de reflexão e de encontro com o sagrado. Tempo de renascimento de um novo homem pelo trabalho misterioso da vida que, como disse o autor, não fica quieta... Foi uma nova chance para que morresse o homem mau e nascesse o homem bom, humano – como a fruta podre que ao morrer faz nascer a nova planta. Tempo de rezar, lembrando-se talvez do menino que rezava com a avó, agora substituída pela boa mãe Quitéria. Esse movimento lento, como a segunda parte de uma sinfonia, é o ponto alto de “A hora e vez de Augusto Matraga”. Poderíamos acompanhá-lo com o belo e tristíssimo Adágio de Albinoni. Foi um longo percurso desde o choro que lavou a alma, da nova fé em Deus e do arrependimento pelos pecados, da terrível provação dessa ovelha desgarrada – só vista nos santos da Igreja –, do primeiro balbucio, como da criança aprendendo a falar e diz “– Mãe... Mãe...” (p.356); da promessa de trabalho e humildade até o momento em que ouviu do padre que “Cada um tem a sua hora e a sua vez: você há de ter a sua”. (p. 356). E, uma vez recuperado, Matraga estava pronto para cumprir o seu destino e assumir toda a responsabilidade moral pelos seus atos. Essa obra-prima é uma das centenas de estórias sertanejas do autor mineiro, que se orgulhava de ser sertanejo. Obra que fala da gente que ele conheceu menino em Cordisburgo; gente violenta e perigosa de fé cega e faca amolada; gente boa e de fé profunda; sobretudo, gente humilde e de honra dos rincões das Minas Gerais.
COMERCIAL/ASSINATURAS: (84) 99956-4810 - (84) 99485-3685
FI LIA DO À
Política
Jornal de Fato
SÁBADO, 31 DE OUTUBRO DE 2026
Cadu aposta no diálogo para ter maioria na Assembleia Legislativa GOVERNABILIDADE / Governador eleito conta hoje com 10 dos 24
deputadas e deputados estaduais eleitos no Rio Grande do Norte Reprodução
nl@neylopes.com.br www.blogdoneylopes.com.br
Cadu venceu. As escolhas que definirão o futuro do RN
S
uperada a disputa eleitoral, o principal desafio do governador eleito Cadu Xavier já não é vencer eleições, mas governar. Energia, fruticultura, logística e turismo estão entre os temas que podem definir os próximos anos de desenvolvimento do Rio Grande do Norte.
O RN é o maior produtor de energia eólica do país. A expansão do setor esbarra na falta de linhas de transmissão e subestações para escoar o volume produzido ao restante do país. Sem essa infraestrutura, usinas operam com restrição ou ficam ociosas, e o sistema é forçado a desperdiçar energia limpa. A expansão da rede é lenta e os investimentos em transmissão não acompanham o ritmo da geração. Enquanto essa questão não for resolvida, o potencial eólico do RN permanecerá parcialmente represado e a industrialização local continuará limitada.
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HIDROGÊNIO VERDE E FRUTICULTURA
Governador eleito Cadu Xavier com o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira
bancada governista durante o segundo governo de Fátima Bezerra (PT), embora tenham apoiado o candidato da oposição para governador Allyson Bezerra (União Brasil). Essa posição não afetou a relação com a governadora, inclusive, os deputados mantiveram os espaços que tinham no governo. Outros nomes que são de acesso ao diálogo vão debutar na Assembleia Legislativa em 2027: Bibiano Azevedo, ex-prefeito de Serra do Mel, eleito pelo MDB; e Júlio César, ex-prefeito de Ceará-Mirim, eleito pelo PP. Ambos conquistaram vitória nas urnas sem apoio da estrutura majoritária, nem de seus partidos, logo, estão à vontade para definir posição conforme o perfil de seus mandatos.
DIÁLOGO Cadu Xavier já deixou claro que vai imprimir um governo com a seu perfil, que é mais aberto ao diálogo em relação ao governo Fátima Bezerra. Ele afirma que vai buscar formar uma base política com os parlamentares que foram eleitos no seu palanque e com aqueles que se elegeram em palanques adversários. A abertura de diálogo entre o futuro governo e a Assembleia Legislativa terá o gabinete do atual presidente, Ezequiel Ferreira, como ponto importante. Nos dois governos de Fátima Bezerra, Ezequiel teve papel importante na aprovação de matérias de interesse do estado, mas também se manteve distante quando o diálogo não pros-
perou. Mesmo assim, a governadora manteve os espaços de Ezequiel no governo nos últimos oito anos. Ezequiel Ferreira apoiou Cadu Xavier no segundo turno e se mostrou um aliado comprometido. Essa aliança, porém, passará pela escolha da nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa. Ezequiel não pode ser candidato à reeleição, mas pretende eleger um nome alçado por ele. Se houver uma sintonia de Cadu com Ezequiel no processo de escolha do novo presidente da Assembleia Legislativa, provavelmente Cadu Xavier terá a maioria que precisa no Palácio José Augusto, sede do legislativo potiguar, para garantir governabilidade.
Deputados eleitos com Cadu Xavier
Deputados que devem fazer oposição
- Francisco (PT) - Isolda Dantas (PT) - Divaneide Basílio (PT) - Daniel Valença (PT) - Kaline Amorim (PV) - Eudiane Macedo (PV) - Ivanilson Oliveira (PV) - Ezequiel Ferreira (PSDB) - Cristiane Dantas (PSDB) - Dr. Gustavo Soares (PSDB)
- Coronel Azevedo (PL) - Gustavo Carvalho (PL) - Tomba Farias (PL) - Luiz Eduardo (PL) - Dr. Kerginaldo Jácome (PL) - Camila Araújo (PL) - Adjuto Dias (PL) - Cinthia Pinheiro (União Brasil) - Robson Carvalho (União Brasil) - Nelter Queiroz (PP)
Deputados que podem dialogar com Cadu - Kleber Rodrigues (PP) - Neilton Diógenes (PP)
Ney Lopes
IMPORTÂNCIA DA ENERGIA EÓLICA
DA REDAÇÃO autas importantes aguardam por Carlos Eduardo Xavier, o Cadu de Lula (PT), governador eleito do Rio Grande do Norte. A delicada situação financeira do estado se apresenta como o maior desafio do futuro governo. Cadu terá o desafio de adotar medidas urgentes, mesmo que amargas, antipopulares, para reequilibrar a saúde fiscal. Para isso, ele precisará de governabilidade, a partir da relação com a Assembleia Legislativa. Nas primeiras entrevistas pós-eleição, Cadu Xavier disse que tentará construir uma maioria saudável para aprovar os projetos necessários ao estado. Ele saiu das eleições com apoio de dez deputados estaduais eleitos e reeleitos, sendo sete da federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, e três do PSDB, partido do presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira de Souza. A partir da fala do governador eleito, os bastidores da política passaram a lupa para encontrar os parlamentares que foram eleitos pela oposição, mas que podem dialogar com o futuro governo. Dois deles são considerados viáveis: Kleber Rodrigues e Neilton Diógenes, reeleitos pelo Progressistas (PP). Eles fizeram parte da
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- Júlio César (PP) - Bibiano Azevedo (MDB)
O hidrogênio verde surge como uma nova fronteira econômica. Além de substituir fontes fósseis, como carvão, petróleo e gás natural, também pode servir de matéria-prima para a indústria química. Espera-se do governo transformar a liderança na geração de energia renovável em liderança industrial. Outra prioridade é a fruticultura irrigada. Responsável por milhares de empregos, principalmente na região Oeste, o setor colocou o RN entre os principais exportadores brasileiros de frutas frescas.
INFRAESTRUTURA E LOGÍSTICA Um dos maiores entraves ao desenvolvimento é a logística. O Porto de Natal enfrenta limitações de calado e aguarda obras de dragagem há anos. Isso, porém, não impede avanços. Experiências bem-sucedidas no Brasil e no exterior demonstram caminhos viáveis. A Portonave, em Santa Catarina, originouse da iniciativa privada e se tornou referência nacional. O mesmo ocorreu com o Porto de Tubarão, no Espírito Santo. Shenzhen e Xangai, na China, Jebel Ali, em Dubai, e a Zona Livre de Colón, no Panamá, devem grande parte de seu crescimento à atração de capitais privados para infraestrutura.
ÁREA DE LIVRE COMÉRCIO Esses exemplos fortalecem uma proposta ambiciosa: a criação de uma área de livre comércio no RN, voltada para armazenagem, importação, exportação e reexportação de mercadorias. A localização geográfica do “Grande Natal” favorece essa estratégia, por estar a, aproximadamente, 3 mil quilômetros de Dakar e a cerca de 5,6 mil quilômetros de Lisboa. Com o acordo Mercosul-União Europeia no horizonte e a crescente relevância econômica do continente africano o estado pode assumir papel estratégico na conexão entre três continentes.
LOGÍSTICA E TURISMO A integração entre um futuro porto de águas profundas em Caiçara do Norte e o Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante poderá transformar o RN em uma plataforma logística internacional. A exemplo dos incentivos da Sudene, um ambiente tributário favorável e competitivo atrairia empresas de outras regiões para investir e produzir no estado. É uma agenda que depende de Brasília, mas precisa começar com um governador disposto a levá-la à mesa do presidente da República. No interior, o Seridó abriga o Geoparque Mundial da UNESCO, patrimônio geológico, histórico e cultural de relevância internacional. A expectativa é transformar esse ativo em um polo turístico capaz de gerar emprego, renda e oportunidades para a região.
O FUTURO DO RN A pergunta que resta é como preparar o RN para os próximos vinte anos. A resposta exigirá visão estratégica, capacidade de articulação política e disposição para pensar além dos quatro anos de governo. O futuro dependerá menos do resultado das urnas e mais da capacidade de transformar potencial em desenvolvimento.
OPINIÃO COM INFORMAÇÃO Diariamente, no Instagram (@neylopesrn), acompanhe vídeos com comentários e opiniões sobre política e temas de interesse geral. Agradeço aos seguidores por nos ajudarem a ultrapassar a marca de 390 mil visualizações em apenas um mês.
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4 Gerais
Jornal de Fato
sábado, 31 de outubro DE 2026
Como o tamanho das bancadas dá o ritmo do Senado Arquivo - Câmara dos Deputados
Senador potiguar Rogério Marinho destaca força do PL nas eleições 2026
Presidência controla a pauta de votações e dita o ritmo dos trabalhos O tamanho das bancadas é influente na composição da Mesa do Senado. A Presidência é altamente estratégica porque o senador que comanda a Casa controla a pauta de votações e dita o ritmo dos trabalhos parlamentares. O presidente é, portanto, decisivo para que o Senado se dedique mais às pautas do governo ou às da oposição. Os demais cargos costumam ser preenchidos por acordo, e quanto maior o partido ou bloco de partidos, mais cargos ele pode ocupar e maior é o seu poder de escolha sobre quais serão esses cargos. Depois da Presidência, a 1ª Vice-Presidência e a 1ª Secretaria (principal cargo administrativo do Senado) são as funções mais cobiçadas, porque também integram a Mesa do Congresso Nacional. O maior partido do Senado ganha também o direito de presidir um número de comissões proporcional ao tamanho de sua bancada e de ser o primeiro a escolher quais delas deseja comandar. Vale ressaltar que essa dinâmica é uma praxe do
Parlamento e está sujeita a dinâmicas da política que podem levar a outra forma de decisão sobre esses cargos. À frente dessa fila informal, os partidos costumam optar pelas comissões de maior peso político e regimental, como a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Além de concentrarem a tramitação de projetos de grande impacto, essas comissões são o caminho por onde passam todas as indicações para cargos no Judiciário e no Banco Central. O impacto do comando das comissões na produção legislativa é direto. São os presidentes que decidem as propostas que irão à votação e que indicam os senadores que atuarão como relatores delas. Além disso, a composição partidária de cada comissão é, por determinação regimental, proporcional à composição do Senado como um todo. No ano que vem, portanto, o PL deterá 36% dos assentos de cada um dos 16 colegiados temáticos.
CORRELAÇÃO DE FORÇAS / PL passará a ostentar a maior
bancada de um único partido na história recente do Senado Por Ricardo Westin
Especial – Agência Senado
Q
uando os senadores recémeleitos tomarem posse, em fevereiro, o PL passará a ostentar a maior bancada de um único partido na história recente do Senado. Dos 81 parlamentares, 29 pertencerão ao partido — 36% da Casa. Desde a promulgação da Constituição de 1988, que definiu as regras eleitorais modernas, nenhum partido chegou ao início de uma legislatura (o período de quatro anos entre as eleições) com uma bancada de senadores tão numerosa. Para comparação, o PL terá quase o triplo de senadores do PT, que será a segunda maior bancada, com 10 parlamentares — 12,5%
do total. O tamanho e a correlação de forças entre as bancadas exercem influência decisiva em diversos procedimentos: - Definição da pauta legislativa (o que será votado e quando) - Aprovação e rejeição de projetos - Modificação de projetos em votação, por meio da apresentação de destaques - Eleição do presidente do Senado e dos demais membros da Mesa - Escolha dos presidentes das comissões - Indicação dos relatores nessas comissões - Formação e comando de blocos parlamentares - Aprovação e rejeição de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e outras autoridades indicadas pelo presidente da Re-
pública - Convocação de ministros do governo para prestar esclarecimentos - Criação e bloqueio de comissões parlamentares de inquérito (CPIs) - Impeachment de autoridades - Manutenção e derrubada de vetos presidenciais Embora tenha atingido uma dimensão que lhe confere peso importante nas atividades, o PL mesmo assim não chegará a responder pela maioria do Senado sem formar blocos ou costurar acordos com outras siglas. Para aprovar projetos de lei complementar ou indicações para cargos importantes — como o Supremo Tribunal Federal (STF) — são necessários pelo menos 41 votos favoráveis. No caso de propostas de emenda à Constituição (PECs),
são 49 votos. A última vez em que um partido iniciou a legislatura fazendo sozinho a maioria do Senado foi em 1987, quando o PMDB tinha 46 dos então 72 assentos que havia no Senado — quase 64%. Aquele ano também começou com apenas nove bancadas partidárias, e cinco delas tinham de um a dois senadores. De lá para cá, a trajetória foi de diluição da distribuição de senadores entre os partidos. Hoje, nenhum partido concentra tanto da composição do Senado: o PL, que já é a maior bancada, começou o ano com 15 parlamentares, e as maiores bancadas subsequentes tinham 13 (PSD), 10 (MDB), nove (PT) e oito (PP). O ano de 2027, assim, marca uma reversão na tendência moderna do Senado.
O Senado sempre foi um espaço de debate, negociação e construção de consensos
Rogério Marinho destaca a força do PL nas urnas O líder da oposição no Senado, senador Rogério Marinho (PL-RN), diz que foi “por desejo dos brasileiros” que seu partido será, na próxima legislatura, o maior tanto no Senado quanto na Câmara (onde terá 121 dos 513 deputados): — Essas marcas são expressivas e mostram a conexão que o PL tem com a sociedade brasileira. Isso também nos dá uma responsabilidade muito grande nas duas Casas. Do lado governista, o senador Paulo Paim (PTRS) defende que, inde-
pendentemente do tamanho das bancadas, o compromisso com o país deve se sobrepor às disputas ideológicas: — O Senado sempre foi um espaço de debate, negociação e construção de consensos. Independentemente das diferenças ideológicas, temos a responsabilidade de colocar os interesses da população acima das disputas partidárias, priorizando as políticas sociais e o desenvolvimento do Brasil.
Continua na 5
Jornal de Fato
SÁBADO, 31 de outubro DE 2026
Maiores partidos têm mais acesso aos destaques no Senado Carlos Moura - Agência Brtasil
Gerais/Opinião
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César Santos cesar@defato.com
VOZ DAS RUAS
É
natural que Larissa Rosado (PSB) seja colocada no tabuleiro da sucessão municipal 2028. Ela acaba de conquistar uma vitória histórica, sendo a primeira mulher eleita vice-governadora do Rio Grande do Norte e o primeiro nome de Mossoró a conquistar o cargo. Logo, o seu nome ganha força na mesa de debate e no imaginário natural do cidadão-eleitor. Isso ocorreu com o vereador Cabo Deyvison (PL), que recebeu mais de 100 mil votos a deputado federal, sendo quase 54 mil só em Mossoró. Embora não tenha conquistado o mandato, saiu grande das urnas e, no dia seguinte, seu nome foi “lançado” à Prefeitura de Mossoró. No caso de Larissa, o cenário tem outra dimensão por sua própria natureza. Ela tem a política na veia, herança transmitida do seu avó, líder político Vingt Rosado, para a sua mãe, ex-deputada federal Sandra Rosado, e que tem o sentido de completude de sua vida. Larissa faz política desde muito jovem, exerce a atividade com ou sem cargo eletivo, e vive a maturidade de quem soube construir uma carreira pública. Se hoje perguntar a ela sobre uma possível candidatura à prefeita de Mossoró, ela responderá que ainda é cedo para falar sobre isso. No entanto, a voz que ecoou nas ruas e nas urnas antecipa uma convocação como se hoje fosse 2028. E, vamos combinar, dois anos passam voando.
O meu sentimento da rua foi real” LARISSA ROSADO
Plenário do Senado Federal
Vice-governadora eleita sobre o acolhimento do eleitor mossoroense na campanha deste ano
FORÇA / PL ocupará no ano que vem tanto a
Liderança da Maioria (por ter o maior número de senadores) quanto a Liderança da Oposição
O
s maiores partidos também têm mais acesso aos chamados destaques no Senado. Um dos instrumentos mais valiosos de negociação, eles permitem separar um trecho específico de um projeto ou emenda e votálo à parte. Diferentemente dos destaques individuais dos senadores, que precisam do aval do Plenário e costumam ser rejeitados em bloco, os destaques partidários devem necessariamente ser votados. O número de destaques automáticos de cada partido é proporcional ao tamanho de sua bancada, o que dá às grandes legendas um elevado poder de barganha para negociar alterações nas propostas e influenciar a redação final. Sozinho ou num bloco parlamentar, o PL ocupará no ano que vem tanto a Liderança da Maioria (por ter o maior número de senadores) quanto a Liderança da Oposição (por ter o maior número de senadores adversários do governo). O consultor legislativo Gilberto Guerzoni Filho explica que essas duas lideranças dão a quem as ocupa vantagens institu-
cionais, administrativas e regimentais expressivas: — Quando um partido assume uma liderança, ganha muito mais que um cargo simbólico. Passa a contar com uma estrutura administrativa que inclui equipe, gabinete e recursos e amplia sua capacidade de atuação. Além disso, o líder dispõe de mais espaço e tempo de fala nos debates, pode orientar a posição da bancada nas votações e participa de forma mais ativa das negociações e deliberações. Tudo isso aumenta significativamente a influência política e institucional do partido no processo legislativo. O partido mais numeroso, sendo da oposição, terá maior poder de fiscalização sobre os atos do governo, seja na criação de CPIs, seja na convocação de ministros de Estado para prestar esclarecimentos. Também será capaz de, com mais facilidade, derrubar vetos presidenciais e rejeitar indicações do presidente da República para postos como os de embaixador, diretor de agência reguladora, procurador-geral da República, diretor do Banco Central e ministro do STF. — Um partido que con-
trola mais de um terço do Senado obriga o governo a negociar previamente os nomes para os tribunais superiores, o Ministério Público, o Banco Central e até as agências reguladoras. Se o governo não considerar a opinião dessa bancada oposicionista, correrá um risco político alto na votação no Plenário — avalia Guerzoni Filho. O diretor de documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Neuriberg Dias, lembra que, historicamente, os presidentes da República conseguiram formar com relativa facilidade, com a maioria dos partidos no Congresso, uma base de apoio e governabilidade. A situação agora será diferente, segundo ele: — A próxima legislatura deve ter uma oposição mais forte e organizada no Senado. Com o crescimento da bancada do PL e de aliados, esse grupo ganha mais capacidade de influenciar a elaboração das leis e fazer avançar as suas pautas. Não será apenas uma oposição de discurso, mas uma oposição com peso efetivo nas decisões da Casa.
SONHO
Larissa Rosado já disputou a Prefeitura de Mossoró quatro vezes em 2004, 2008, 2012 e 2014 (eleição suplementar), mas não logrou êxito, embora com boas votações. Ser prefeita de Mossoró é um sonho que estava adormecido, mas não enterrado. Certamente, ela não deixará o cavalo passar selado.
FALTA A UERN
O governador eleito Cadu Xavier (PT) ampliou equipe de transição para inserir representantes da CUT-RN (Irailson Nunes) e da FecomércioRN (Laumir Barreto). As entidades foram chamadas para colaborar com a transição de governo. A Uern, única universidade pública estadual, segue fora da lista.
É notícia...
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A cantora Vannick Belchior se apresenta hoje em Mossoró, com o show “Meu nome é cem”. Vai homenagear os 80 anos do pai Belchior. No Teatro Estadual Lauro Monte Filho, com janela do grupo mossoroense Choro Ingênuo a partir das 18h.
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A cantora Adna Santana é atração
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Há 25 anos, completados neste
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musical neste sábado, 31, na Feira de Mulheres Empreendedoras e Artesãs de Mossoró. Evento na Estação das Artes Elizeu Ventania, a partir das 19h.
domingo, 1º, Mossoró passava a contar com o primeiro posto de gás natural, empreendimento do empresário Sérgio Leite. O posto foi instalado à margem do Complexo Viário Abolição, no conjunto Abolição II.
Em razão do feriado do Dia de Finados, segunda-feira, 2, a redação do Jornal de Fato retoma as atividades na terça, 3. A cobertura jornalística segue em tempo real no defato.com
TRAIDOR
O deputado não reeleito Robinson Faria (PP) é um mar de decepção com Allyson Bezerra (União). Acha que o ex-prefeito e candidato a governador derrotado o traiu ao prometer grande votação em Mossoró, o que não ocorreu. Robinson obteve apenas 2.948 votos na cidade. Por 32 votos, ele perdeu a eleição.
RESSACA
A última edição do Diário Oficial do Município (DOM), dia 29, trouxe 11 exonerações de cargos comissionados na Prefeitura de Mossoró. Nomes que não corresponderam na campanha eleitoral recém-encerrada. É o início do desfile de malas na máquina pública municipal. As próximas edições do diário oficial são leitura obrigatória.
ENERGIA
O mês de novembro começa sem cobrança adicional da bandeira tarifária nas contas de energia elétrica. A Aneel decidiu manter a bandeira verde em vigor no mês de outubro. Mesmo assim, é importante o consumidor economizar o consumo para evitar desequilíbrio no orçamento.
RAÇA
UniCatólica do RN vai realizar a II Semana da Consciência Negra entre os dias 17 e 18 de novembro, em Mossoró. O evento vai debater direitos e relações étnico-raciais, com foco no empreendedorismo, vivências quilombolas e equidade de raça. Agende.
6 Gerais
Jornal de Fato
sábado, 31 de outubro de 2026
Mapeamento da área do bioma Caatinga no Rio Grande do Norte Washington de Jesus
CAATINGA DECIFRADA /
Método aperfeiçoa mapeamento por satélite e quantifica cobertura vegetal em 58% da área do bioma Caatinga no RN Por Paiva Rebouças
Especial – UFRN
D
o espaço, a Caatinga costuma pregar peças nos sensores orbitais mais avançados do planeta. Durante os meses secos de estiagem, a vegetação perde a folhagem verde e ganha um tom cinzento uniforme. Sem folhas nos galhos, os satélites confundem vegetação com solo exposto e afloramentos rochosos. Para solucionar essa confusão óptica, pesquisadoras da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) criaram uma estratégia pio-
Pesquisadora Alíbia Deysi Guedes da Silva lidera estudo que utiliza inteligência artificial
neira no monitoramento ambiental do semiárido brasileiro. A equipe ensinou algoritmos de inteligência artificial a cruzar imagens de satélite com dados de relevo, temperatura da superfície e estimativas de chuvas modeladas para o ano analisado. Publicado na revista científica Environmental Monitoring and Assessment, da Springer Nature, o trabalho foi desenvolvido pela
Mapeamento da Caatinga A acurácia global média atingiu 83%, com índice estatístico Kappa de 0,80, que indica a concordância entre a classificação e os dados de referência. O balanço revelou que cerca de 58% da área do bioma Caatinga no Rio Grande do Norte apresenta cobertura vegetal, o equivalente a quase três milhões de hectares. Os usos e as classes associados à influência humana correspondem a mais de 41% do mesmo território, com 1,77 milhão de hectares ocupados por pastagens e 135 mil hectares por lavouras agrícolas. A análise considerou diferenças ambientais e de uso da terra entre as regiões do estado. Nas bacias sedimentares de solo plano e profundo,
destacam-se lavouras irrigadas de frutas, projetos eólicos e salinas industriais. Já no embasamento cristalino da Depressão Sertaneja, como na região do Seridó, o solo raso e pedregoso abriga a agricultura familiar de subsistência, rebanhos leiteiros e a mineração de scheelita. Os autores identificaram que a altitude, a latitude, a longitude e as variáveis climáticas estiveram entre os dados de maior importância na classificação. Na comparação com o mapeamento por bacias hidrográficas inteiras, a divisão por domínios geomorfológicos permitiu representar melhor a distribuição de algumas classes, como as áreas agrícolas.
egressa do Programa de PósGraduação em Geografia (Geoceres) do Centro de Ensino Superior do Seridó (CERES/UFRN), Alíbia Deysi Guedes da Silva. A pesquisa teve a colaboração das pesquisadoras Sara Fernandes Flor de Souza e Rebecca Luna Lucena, integrantes do Geoceres/UFRN, além do pesquisador João Santiago Reis, vinculado à Universidade Federal Rural
de Pernambuco (UFRPE). A investigação, que analisou o bioma Caatinga no Rio Grande do Norte durante o ano de 2023, exigiu o poder computacional da plataforma Google Earth Engine (GEE), ambiente em nuvem capaz de analisar grandes volumes de dados planetários. No coração do sistema, operou o algoritmo Random Forest, expressão em inglês que significa flo-
resta aleatória. O método funciona como um comitê virtual de especialistas, no qual centenas de modelos matemáticos analisam diferentes aspectos da paisagem semiárida. Cada modelo dá sua opinião sobre o que existe em cada pedaço do terreno, e a resposta final é definida pelo voto da maioria, garantindo maior precisão no mapeamento. O objetivo central da
Dimensão social e territorial Reprodução
Mapa do estado do Rio Grande do Norte destacando as divisões da área de estudo
Para além do avanço científico e metodológico, os pesquisadores reforçam que o estudo apresen-
ta importante dimensão social e territorial. “Ao produzir informações mais detalhadas sobre a
distribuição da vegetação e dos diferentes usos da terra, a pesquisa pode subsidiar ações de planeja-
pesquisa foi mapear o uso e a cobertura da terra, tema conhecido no meio científico pela sigla LULC, originada do termo em inglês Land Use and Land Cover (Uso e Cobertura da Terra). Para obter um retrato mais fiel da paisagem, os cientistas dividiram a área em seis compartimentos distintos, cruzando bacias hidrográficas com domínios geomorfológicos, que correspondem a grandes unidades do relevo relacionadas à estrutura geológica. O modelo matemático combinou 153 camadas de dados. A lista reuniu imagens do satélite Landsat 8, frações de solo, vegetação e água estimadas a partir dessas imagens, índices espectrais, temperatura da superfície e estimativas de precipitação. As medições pluviométricas da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN) foram utilizadas para construir o modelo de precipitação. A altitude e a inclinação das encostas vieram de dados topográficos da missão SRTM, sigla em inglês para Shuttle Radar Topography Mission (Missão Topográfica de Radar Embarcado).
mento territorial e ambiental, gestão dos recursos naturais e tomada de decisão em diferentes escalas. Esse tipo de conhecimento é especialmente relevante para o semiárido potiguar, onde o uso do território envolve atividades como agricultura, pecuária, mineração, expansão urbana e de empreendimentos de energia renovável”, disse a pesquisadora Alíbia Deysi Guedes da Silva, mestre pelo Geoceres/UFRN. Ainda segundo Alíbia, os resultados podem contribuir para orientar políticas e ações voltadas ao uso mais adequado e sustentável do território. “Ao ampliar a compreensão sobre a relação entre relevo, clima, vegetação e ocupação da terra, o estudo também oferece informações que podem apoiar o ordenamento territorial e o planejamento de estratégias de gestão ambiental no Rio Grande do Norte”, completa.
Jornal de Fato
SÁBADO, 31 DE OUTUBRO DE 2026
Banco disponibiliza R$ 168 milhões para micro e pequenas empresas do RN
S
VENDAS DE FIM DE ANO / Recursos podem ser usados
ALUNAS DO COLÉGIO SIMPLES CONQUISTAM OURO E PRATA NA OLIMPÍADA NACIONAL DE CIÊNCIAS
para compra de estoque, capital de giro, organização de pontos de venda e inovação em produtos
Gerais
LAÍSE LIRA Comunicação Colégio Simples
MPEs aproveitam crédito para formar estoque e preparar lojas para vendas de fim de ano
DA REDAÇÃO
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Banco do Nordeste reservou R$ 168 milhões para atender as micro e pequenas empresas (MPEs) do Rio Grande do Norte para o período de vendas de fim do ano. Ao todo, a instituição financeira disponibiliza R$ 1,88 bilhão para empresas instaladas na área de sua atuação nos estados nordestinos e em partes de Minas Gerais e Espírito Santo. Os recursos podem ser usados para compra de estoque, capital de giro, organização de pontos de venda, inovação em produtos, serviços e processos, entre outras aplicações, incluindo aquisição de imóveis. De acordo com o superintendente de Micro e Pequenas Empresas e Pessoa Física do BNB, André Bernard, as operações são realizadas com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), o que permite oferecer condições diferenciadas aos empreendedores. “O FNE possibilita que trabalhemos com taxas competitivas e prazos adequados às necessidades das empresas. Na linha FNE Giro, por exemplo, o cliente pode contar com prazo de até 36 meses para pagamento e carência de até seis meses, proporcionando mais fôlego para organizar o fluxo de caixa e investir no crescimento do negócio. Além disso, contamos com
o apoio de fundos garantidores, como Pronampe, FGI PEAC e FAMPE, que ampliam o acesso ao crédito, especialmente para empresas que possuem limitações na apresentação de garantias”, destaca. O Banco do Nordeste atende mais de 230 mil clientes MPEs em sua área de atuação. De janeiro a setembro deste ano, foram financiados R$ 3,65 bilhões em cerca de 19 mil operações. No Rio Grande do Norte, o BNB já financiou R$ 306 milhões em mais de 1.900 operações, no mesmo período. Atualmente, a carteira de clientes do Banco no estado conta com 18.184 MPEs, sendo 9.963 micros. “O período natalino é o melhor do ano para o setor de comércio e serviços, que
concentra a maioria dos empreendimentos de porte MPE entre os clientes do Banco do Nordeste. Os consumidores certamente vão trocar presentes e comprar roupas novas para a virada do ano, com o décimo terceiro salário trazendo um alívio nas contas”, afirma o superintendente do BNB no Rio Grande do Norte, Jeová Lins. “Tem mais gente nos restaurantes, os turistas lotando hotéis. Tudo conspira a favor do aumento nas vendas, mas os comerciantes precisam estar preparados. O BNB está. Temos recursos para capital de giro com as melhores condições do mercado para reforçar estoques, para que os empreendedores possam aproveitar esse momento de economia aquecida”, conclui.
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uas estudantes do Colégio Simples conquistaram medalhas na Olimpíada Nacional de Ciências (ONC) 2026. Lanna Gabriella Rodrigues, aluna da 1ª série do Ensino Médio, recebeu a medalha de ouro, enquanto Deborah Medeiros de Carvalho Melo, da 3ª série, conquistou a medalha de prata. O resultado destaca o desempenho das estudantes na competição, que reúne alunos da educação básica de diferentes regiões do país. A Olimpíada Nacional de Ciências tem como objetivo estimular o interesse pela ciência e ampliar o contato dos estudantes com áreas como Física, Química, Biologia e Astronomia, entre outras. Por meio de desafios e questões que exigem raciocínio, interpretação e aplicação de conhecimentos, a competição incentiva os participantes a irem além dos conteúdos trabalhados
em sala de aula. A participação em olimpíadas científicas também contribui para o desenvolvimento de habilidades importantes na formação escolar, como pensamento crítico, resolução de problemas e autonomia nos estudos. Além de reconhecer o desempenho individual, essas iniciativas aproximam os estudantes da investigação científica e mostram como os conhecimentos adquiridos na escola podem ser utilizados para compreender diferentes fenômenos e situações do cotidiano. As medalhas de Lanna e Deborah representam o reconhecimento do empenho das alunas e marcam a participação do Colégio Simples em uma competição nacional voltada à valorização do conhecimento científico.
Alunos têm aula de Física no pátio do Colégio Simples Em uma aula de Física, estudantes do Colégio Simples utilizaram o pátio da escola como espaço de estudo. Reunidos ao redor de uma mesa, sob a sombra de uma árvore, os alunos acompanharam a atividade com livros e materiais didáticos. A aula fora da sala convencional proporcionou um momento diferente na rotina escolar, mantendo o foco no conteúdo e na participação dos estudantes. A atividade também mostrou como os espaços da escola podem ser aproveitados para
diversificar as experiências de aprendizagem.
AVISO DE PUBLICAÇÃO CHAMAMENTO PÚBLICO Nº 006/2026 – PROCESSO Nº 2810002/2026 O Município de Martins/RN, por meio da Secretaria Municipal de Turismo e Meio Ambiente, torna público o Credenciamento de profissionais pessoa física ou jurídica do setor artístico e musical, locais e regionais, de pequeno e médio porte, para apresentações nos eventos culturais promovidos ou apoiados pela Prefeitura. Fundamento legal: art. 74, inciso IV, c/c art. 79, inciso I, da Lei nº 14.133/2021, e Decreto Municipal nº 017/2025. Prazo de credenciamento: 12 (doze) meses, a contar da publicação no PNCP, podendo ser prorrogado por igual período. Participação: Plataforma BNC: www.bnc.org.br; ou E-mail: licitacaopmmartins@gmail.com, com o assunto: “CREDENCIAMENTO Nº 006/2026 – NOME DO PROPONENTE”. Edital e anexos disponíveis: PNCP: https://www.gov.br/pncp/pt-br Site da Prefeitura: https://martins.rn.gov.br/ BNC: www.bnc.org.br Setor de Licitações: Rua Dr. Joaquim Inácio, nº 102, Centro, Martins/RN, de 08h às 16h. Publicação: PNCP, Diário Oficial dos Municípios (FEMURN) e site oficial da Prefeitura. Martins/RN, 30 de outubro de 2026. Sara Janiara Carvalho Xavier Secretária Municipal de Turismo e Meio Ambiente
Criatividade marca o último trote da 3ª série do Colégio Simples Os estudantes da 3ª série do Colégio Simples participaram do último trote da turma, em um momento marcado por fantasias, caracterizações e descontração. A atividade reuniu os alunos em uma experiência coletiva que integra as lembranças da etapa final do Ensino Médio.
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8 Gerais erais
Jornal de Fato
sábado, 31 de outubro DE 2026
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Ilustrativa
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Mossoró Jornal de Fato •
@jornaldefato
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Sábado, 31 de outubro DE 2026
RN tem 25 municípios com teste molecular para detecção precoce do câncer do colo do útero
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@defato_rn
Ministério da Saúde confirmou a disponibilidade do teste molecular DNA-HPV em 25 municípios do Rio Grande do Norte pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A tecnologia permite detectar precocemente infecções associadas ao câncer do colo do útero. Em todo o Brasil, a estratégia já contabiliza 153 mil amostras coletadas em 2025 e 2026. Desse total, 93 mil foram processadas em 2026, ou seja, já passaram por análise laboratorial. Dessas, 9.904 apresentaram resultado positivo para HPV de alto risco. De acordo com o órgão federal, a coleta pode ser realizada em Afonso Bezerra, Bento Fernandes, Caiçara do Norte, Caiçara do Rio do Vento, Ceará-Mirim, Galinhos, Guamaré, Jandaíra, Jardim de Angicos, João Câmara, Lajes, Macau, Maxaranguape, Parazinho, Pedra Grande, Pedra Preta, Pedro Avelino, Poço Branco, Pureza, Riachuelo, Rio do Fogo, São Bento do Norte, São Miguel do Gostoso, Taipu e Touros. O Ministério da Saúde explica que essa tecnologia identifica o HPV antes do surgimento de lesões e, em caso de resultado negativo, permite ampliar para cinco anos o intervalo até a próxima coleta. O método tam-
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Sistema Único de Saúde /
Tecnologia identifica o HPV antes do surgimento de lesões e pode ampliar o intervalo entre rastreamentos para cinco anos Ministério da Saúde
bém reduz a ocorrência de amostras insatisfatórias e contribui para agilizar a liberação dos resultados. A implementação gradual já alcança 26 unidades da Federação. A coleta para o teste molecular é realizada por profissionais de saúde nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Em situações previstas pelo protocolo, também pode ser feita por autocoleta, após instrução de um profissional de saúde, ampliando as possibilidades de acesso das mulheres ao rastreamento. Todas as unidades da federação, com exceção do Espírito Santo, já receberam os materiais necessários e já iniciaram a realização dos exames em pelo menos um município. No estado do ES, o início da estratégia depende da conclusão das etapas de organização local, com previsão de envio de materiais ainda este ano. Os kits de coleta são produzidos pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP/Fiocruz). O Ministério da Saúde também avalia outras tecnologias que atendam aos padrões de qualidade exigidos pelo SUS para garantir o avanço da estratégia. Ainda segundo o MS, o teste molecular identifica a presença do papilomavírus humano (HPV), incluindo
A implementação gradual já alcança 26 unidades da Federação
os tipos 16 e 18, associados a maior risco de desenvolvimento da doença, permitindo o acompanhamento
adequado e o encaminhamento oportuno das pacientes para investigação e cuidado.
Brasil poderá registrar mais de 19 mil novos casos de câncer do colo do útero entre 2026 e 2028 Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil poderá registrar cerca de 19,3 mil novos casos de câncer do colo do útero por ano entre 2026 e
2028. Com o diagnóstico oportuno, as chances de cura são de 100%. A doença pode não apresentar sintomas no início. Mas alguns sinais merecem atenção e de-
A Saúde destaca ainda que o exame preventivo Papanicolau permanece disponível e segue sendo uma
ferramenta segura e eficaz de prevenção enquanto a nova tecnologia está sendo incorporada.
vem ser investigados por um profissional de saúde: sangramento durante ou após a relação sexual; sangramento entre as menstruações; sangramento depois da menopausa; dor durante a relação sexual; e corrimento vaginal com sangue ou com mau cheiro. Já nos casos mais avançados, podem aparecer outros sintomas, como:
dor na região da pelve ou na parte baixa das costas; cansaço intenso; problemas nos rins; e inchaço e dor nas pernas. Vale destacar também que o Brasil superou a média mundial de cobertura vacinal contra o HPV entre meninas e meninos de 9 a 14 anos, alcançando 87% de cobertura entre as meninas e 74% entre os meninos, em 2025.
2 Opinião
Jornal de Fato
SÁBADO, 31 DE OUTUBRO DE 2026
Gente De fato MARILENE PAIVA
O melhor lugar do mundo é dentro de um abraço. Os casantes de amanhã, dia 1º, Flavinho e Germana com os amados Flávio Vasconcelos e Mima Adour. Felicidades, meus queridos!
CHAMPANHE NO GELO
marilene.paiva@gmail.com
Dia de festa com a família Master Daqui para a Serra de Eventos e Requinte Buffet. O Martins, enviamos o nosso Executivo Eronildo Pereira celebra abraço carinhoso ao casal idade nova. Desejamos muita saúde, Aníbal e Lígia Oliveira, a alegrias e sucessos. No clique, odontologia da Serra em com a amiga Andréa Estevam excelentes mãos. Show! do Grupo Rebouças. Tim-tim!
FLÁVIO & GERMANA
O amor estará em festa! Flávio e Germana sobem ao altar amanhã, dia 1º, às 16h, na Igreja Coração de Jesus, em cerimônia celebrada pelo Padre Charles. Após a bênção matrimonial, os noivos receberão familiares e amigos no Hotel Thermas Hall, em uma celebração que promete ser marcada por emoção, alegria e muito amor.
FLÁVIO & GERMANA II
Ao lado do casal, Flavinho e Germana, testemunhando esse momento de amor e felicidade, estarão os padrinhos: Nayana e Marlus, Amanda e Kaike, Lisiane e Fabinho, Aline e Hermano, Camila e Sandro, Dayse e Cadu, Sarah Garcia e Gabriel Barreto, Ruiliane e David, Ana e João Vasconcelos, Natália e Josemar. Um time querido que compartilha com Flávio e Germana a alegria de celebrar o amor e brindar a essa caminhada. Felicidades aos noivos!
FLÁVIO & GERMANA III
Uma celebração de amor também se faz com talento, dedicação e muitos profissionais envolvidos em cada detalhe. A ficha técnica do casamento de Germana e Flávio reúne grandes nomes: assessoria e cerimonial de Anninha da Mata; identidade visual dos noivos; beleza assinada por Vanessa Marinho Beauty Studio; vestido da noiva do Ateliê Guilherme Estanislau; espaço e buffet Thermas Hall; decoração e iluminação CYM Eventos; fotografia Djow Pereira; filmagem By Victor Film. O bolo fica por conta de Doces Bellas, os doces com Dayanne e os bem-casados de Biscoitos da Lala. A cerimônia terá a voz de Dayanne Nunes, enquanto a recepção ganhará trilha sonora com Davson Davis, Forró dos 3, Carriel Music e Lucas Lima. Completam a produção Maroca Papelaria, Taty Sandálias e a experiência de relaxamento de Sealmafran Cunha. Uma verdadeira equipe de talentos para eternizar um dia inesquecível!
Encomendas:3062-2411
Meus queridos cardiologista Salismar Lopes Correia e a sua belíssima Alice, empresários da premiada Cachaçaria Serra de Martins com os excelentes Rum e Vinhos.
Apagam velinhas hoje: Eronildo Pereira, Nayara Gadelha, Juliana Escóssia, Washinton Souza, Carlos Augusto de Souza Rosado, Terezinha Brasil Pinto, Francisco de Assis Vieira de Araújo, Conceição Menezes. E antecipamos os festejos para os aniversariantes de amanhã, 1º: Carlos Santos, Patrícia Lira, Di Rocha, Júnior Ferreira, Gerson Lopes, Karol Vieira, Edson Duarte, Sílvio Mendes Júnior, Anne Henrique, Dulce Maia Barreto, Mayara Valéria, Brígida Lima Batista Félix, Erineide Maria Campos da Silva, Arthur Lucas e Amanda Cristina; para os queridos aniversariantes de segunda-feira, 2: Karla Danielly Melo, Sérgio Luiz Pedrosa Silva, Kátia Queiróz, Marta Rebouças, Manoel Galdino, Marle Queiroz, Luiz Gonzaga Costa Júnior, Carlos Roberto Teixeira; e também para os aniversariantes de terça-feira, dia 3: Sérgio Rodrigues Cabral, Karina Néo, Giselle Bastos, Francisco Duarte de Souza, Wolfgang Vieira, Lidiane Linhares Pinto, Cleônia Rebouças, Nelson de Almeida Chaves Filho, Jurandi Pereira Filho, Monalisa Escóssia Pereira, Débora Rodrigues, Franklin Rebouças. Parabéns!
PROGRAMA PRESENÇA
Em nossa temporada 2026, o programa Presença apresenta hoje, às 19h, entrevista com a jornalista Lúcia Rocha falando sobre o livro O Menino que queria ser Padre, no caso a história do amado Padre Sátiro e a matéria direto do Museu Histórico de Martins com Patita e Edileia Paiva. Fique ligado no nosso canal 10.
EM TIBAU
A Secretária Municipal de Cultura, Cleidimar Veríssimo, está organizando um grande evento artístico cultural e musical para a próxima semana, a III Exposição de Arte e Cultura. Neste evento, os artistas locais se apresentam para comemorar o Dia Nacional da Cultura, momento em que haverá a prestação de contas da Lei Aldir Blanc. Serão apresentadas produções artísticas como música, pintura, artesanato e desfile de crochê das crocheteiras de Tibau. Também haverá feira de arte com produtos artesanais. Vai ter uma roda de negócios, onde o público poderá encomendar peças artesanais e contratar artistas independentes, ou seja, é uma preparação para a temporada de verão 2027. Tudo isso vai acontecer no majestoso Mercado Público de Tibau, com praça de alimentação funcionando com comidas regionais, na quinta-feira, dia 5, a partir das 18 horas.
TRÂNSITO
Washington Olivetto solta essa: a crônica vai dá útil ao fútil, mas nunca no inútil. Obrigada, Aluísio Barros.
Gerais
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SÁBADO, 31 de outubro DE 2026
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Jean Rodrigues Instagram e Facebook @colunistajeanrodrigues
Vivas dia 4 à educadora física Lindarai Melo, a educadora física da moderna One Life Academia Fitness, do empresário da Super Net Cleidemberg Tavernard, que deseja os parabéns, amiga!
Parabéns ao aniversariante Cadu Xavier, novo governador do RN. Venceu as eleições de 2026. Boa sorte da sua amiga e da minha irmã Naire Rodrigues. Amém!
Festival Gela Mais na véspera de feriado, dia 1°, às 19h no Espaço Estilo com Koisa Nossa, À vontade Delas e Wander Souza. Erinaldo Rolim e Rafael Lopes nos convidam. Vamos!
Viva ao amor! Obrigado a Claudiana Carvalho pela homenagem ao nosso 1° ano conjugal, nossas Bodas de Papel. Aplausos ao cerimonial da EG Mensagem, de Elisângela Lemos!
Em festa, o casal Givonaldo e Núbia, oficial de Justiça - avós maternos da neta Helena, 1° aninho. Parabéns, amigos. Amém, Senhor!
Mutirão de Vagas de Grossos/RN, diretor da empresa Norsal, Olavo Pimenta, cliente e parceiro do Restaurante Fartot La Carte, de Areia Branca. Ao sucesso, Leomar!
Fêmea 2026, Feira de Mulheres Artesãs Empreendedoras de Mossoró, com exposição de marcas autorais femininas e mais de 130 estandes na Estação das Artes. Hoje tem show de Adna Santana e amanhã, de Renata Falcão, encerrando a festa. Entrada grátis!
O Sempre MaisAtacado, do empresário Medeiros Maia, promove Bingo Beneficente em prol da Associação ELO no domingo, 20 de dezembro, às 17h. São três chamadas: 1° prêmio, 1 fogão; 2° prêmio, 1 tanquinho; e 3° prêmio, 1 feirão. Cartela a RS 20. Vamos ajudar e boa sorte!
Mossoroense conquista segundo Prêmio Jabuti com HQ xédio / Quadrista Luckas Iohanathan venceu a edição
2026 com Histórias em Quadrinhos com Ouroboros
Reprodução - redes sociais
Por Gil Araújo
Saiba Mais
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quadrinista potiguar Luckas Iohanathan conquistou, pela segunda vez, o Prêmio Jabuti, uma das principais premiações literárias do Brasil. Natural de Mossoró, no Oeste do Rio Grande do Norte, o artista venceu a categoria Histórias em Quadrinhos em 2026 com Ouroboros, obra publicada pela editora Comix Zone. A conquista acontece dois anos depois de seu primeiro reconhecimento, em 2024, quando recebeu o prêmio por Como Pedra, consolidando uma trajetó-
Quadrinista mossoroense Luckas Iohanathan já havia vencido o Prêmio Jabuti em 2024
ria construída a partir da produção independente e de narrativas que investigam as relações humanas, a memória e as diferentes formas de violência. O novo trabalho acompanha Kesler, um policial que retorna à casa onde passou a infância depois de vivenciar um acontecimento traumático. O reencontro com o espaço familiar desencadeia uma aproximação com lembranças e conflitos que atravessam sua história, especialmente a relação com a mãe. Ao longo da narrativa, a HQ aborda temas como culpa, abandono, violência e os vínculos familiares, explorando as marcas que determinadas experiências deixam na vida das pessoas. O título faz referência ao ouroboros, símbolo antigo representado por uma serpente que morde a própria cauda, frequentemente associado à ideia de ciclos, repetição e renovação. A imagem dialoga com um dos principais interesses da obra: a maneira como experiências dolorosas podem atravessar gerações e se repetir nas relações familiares. Em entrevista publicada
em maio de 2026 pelo site Onomatopeia, Luckas contou que a inspiração para a história surgiu de uma notícia sobre uma jovem que deu à luz sozinha no banheiro de casa e jogou o bebê recém-nascido pela janela. A partir daquele episódio, começou a imaginar a trajetória daquela mulher e o que a criança poderia pensar, quando adulta, sobre ter sido abandonada pela própria mãe. A reflexão levou o quadrinista a desenvolver uma narrativa sobre a transmissão da violência e as contradições das relações familiares. Em sua construção, os personagens não são apresentados apenas a partir dos papéis de vítimas ou responsáveis por determinadas ações, mas como sujeitos atravessados por experiências que influenciam suas escolhas e seus comportamentos. A abordagem também aparece em outros trabalhos do artista. Ao falar sobre os temas que despertam seu interesse como autor, Luckas destacou a dimensão humana dos conflitos e a influência das relações na construção das experiências individuais.
4 Segurança
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SÁBADO, 31 DE OUTUBRO DE 2026
SEMANA ASSUSTADORA PARA A MULHER POTIGUAR VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER / Quatro casos de tentativa de
Ameaça - 2025: 4.227 - 2026: 4.463 - Variação: +5,6%
feminicídios e um concretizado ocorridos no intervalo de 48 horas
Marcelo Camargo - Agência Brasil
DA REDAÇÃO
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erça-feira, 27 de outubro de 2026. Jéssica Kalliane, de 32 anos, cumpria a sua rotina quando foi surpreendida ao chegar ao local de trabalho, um supermercado localizado no bairro Teimosos, na periferia de Mossoró. Um homem fez disparos contra ela, atingindo tórax e pernas. Em seguida, o agressor fugiu. Jéssica foi socorrida às pressas e escapou com vida. Esse foi o quarto caso de tentativa de feminicídio ocorrida na região de Mossoró essa semana, aumentando número de crimes de violência contra a mulher no Rio Grande do Norte. Dados consolidados pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SESED) apontam que, entre janeiro a setembro de 2026, os crimes contra mulheres aumentaram em 6% em comparação com o mesmo período do ano passado. De acordo com os dados, registrados até esta sextafeira, 30, o número de feminicídios é o mesmo do ano passado (17), mas o número de tentativa de feminicídios aumentou 11%. As forças de segurança têm afirmado que vêm fortalecendo o trabalho de
VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER NO RN ENTRE JANEIRO E SETEMBRO DESTE ANO:
Lesão Corporal - 2025: 2.586 - 2026: 2.726 -Variação: +5,4% Injúria - 2025: 2.418 - 2026: 2.606 - Variação: +7,8% Descumprimento de Medidas Protetivas de Urgência - 2025: 1.084 - 2026: 1.252 - Variação: +15,5% Vias de Fato - 2025: 1.009 - 2026: 1.026 - Variação: +1,7% Perseguição (Stalking) - 2025: 842 - 2026: 842 - Variação: 0,0%
proteção à mulher, aumentando os canais de atendimento e as ações de enfrentamento. No entanto, os números seguem preocupando. Conforme a Procuradoria da Mulher (PROMULHER) da Assembleia Legislativa, em 2026, foram registradas 8.772 ocorrências de violência contra a mulher no Rio Grande do Norte, com uma média mensal de 731 ocorrências. Com relação a feminicídios, haviam sido registrados, até o mês de junho, 47 casos consumados ou tentativa, sendo 36 tentativas e 11 feminicídios consumados, que agora
em outubro subiu para 17. Os casos registrados essa semana em Mossoró e região ocorreram no momento em que o Governo do Estado sancionou a lei de enfrentamento ao feminicídio. De iniciativa da deputada Isolda Dantas (PT), a Lei Estadual nº 12.833, de 10 de julho de 2026, cria o “Programa Nenhuma a Menos”, com objetivo de implementar ações voltadas à prevenção e combate ao feminicídio no âmbito do estado. “A implementação das ações previstas na legislação será fundamental para fortalecer a rede de proteção, ampliar a conscientiza-
ção e promover uma cultura de respeito aos direitos das mulheres, contribuindo para que nenhuma vida seja perdida em razão da violência de gênero”, destaca a parlamentar autora da lei. De acordo com a deputada, o aumento da violência impõe que sejam criadas medidas de enfrentamento efetivo à violência de gênero. “Uma mulher é assassinada a cada duas horas no Brasil, sendo 66% destas mulheres negras. O Brasil é o país que mais mata mulheres trans e travestis no mundo, sendo que 6 mulheres lésbicas são estupradas por dia”, afirma, para observar: “A violência
contra as mulheres com deficiência cresceu 67,9% durante a pandemia. A violência obstétrica, ou seja, todos os tipos de violências que ocorrem no pré-natal, parto, pós-parto e aborto - atinge uma em cada quatro mulheres no nosso país; dessas, 65,9% são negras.” A implementação das ações previstas na legislação será fundamental para fortalecer a rede de proteção, ampliar a conscientização e promover uma cultura de respeito aos direitos das mulheres, contribuindo para que nenhuma vida seja perdida em razão da violência de gênero.
VEJA OS QUATROS CASOS REGISTRADOS EM 48 HORAS JÉSSICA KALLIANE, DE 32 ANOS
Na segunda-feira, 26, no município de Umarizal, a jovem Clara Taís Silva Maia, de 18 anos, foi vítima de tentativa de feminicídio. O acusado, Eduardo Ronald de Souza Ferreira, também de 18 anos, que namorava com Clara, foi preso em flagrante. Clara sofreu golpes de faca na garganta. Foi socorrida às pressas e segue internada. Durante a audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva. O agressor segue preso e a vítima, internada se recuperando dos graves ferimentos.
YARITSA TAINARA, DE 20 ANOS
A jovem Yaritsa Tainara Valentim da Silva sofreu um tiro na cabeça no bairro São João, município de Areia Branca, na região da Costa Branca, fato ocorrido na segunda-feira, 26. Ela estava em sua residência quando foi surpreendida por atiradores. A vítima foi socorrida para um hospital da cidade e, depois, transferida para o Hospital Regional Tarcísio Maia, em Mossoró. A autoria e a motivação do crime ainda são desconhecidas e o caso é apurado pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte.
Dano - 2025: 660 - 2026: 688 - Variação: +4,2% Difamação - 2025: 395 - 2026: 383 - Variação: -3,0% Violação de Domicílio - 2025: 197 - 2026: 272 - Variação: +38,1% Estupro de Vulnerável - 2025: 229 - 2026: 193 - Variação: -15,7% Importunação Sexual - 2025: 111 - 2026: 148 - Variação: +33,3% Estupro - 2025: 117 - 2026: 102 - Variação: -12,8% Calúnia - 2025: 91 - 2026: 80 - Variação: -12,1%
CLARA TAÍS, DE 18 ANOS
Na terça-feira, 27, Jéssica Kalliane foi baleada com disparos de arma de fogo quando chegava ao local de trabalho. Ao estacionar a sua moto, a jovem foi surpreendida por um homem que chegou atirando contra ela. A operadora de caixa no supermercado Queiroz do Bairro Teimosos, zona leste de Mossoró, foi atingida no tórax e pernas. O suspeito é o excompanheiro da vítima, que não teve o nome revelado pela polícia. Ele segue foragido, mas a polícia apreendeu a arma e a motocicleta utilizados pelo criminoso.
Violência Psicológica contra a Mulher - 2025: 688 - 2026: 759 - Variação: +10,3%
Tentativa de Feminicídio - 2025: 51 - 2026: 57 - Variação: +11,8% Feminicídio - 2025: 17 - 2026: 17 - Variação: 0,0%
MARIA JOSÉ, DE 46 ANOS
Na segunda-feira, 26, Maria José Fernandes de Souza foi morta com golpes de machado na cidade de Goianinha, na Região Metropolitana de Natal. O companheiro, que não teve o nome divulgado, é suspeito do crime e fugiu após o caso. Vanessa Santos, prima da vítima, contou que o casal morava junto há cerca de seis meses e que o homem era ciumento e apresentava comportamento possessivo, o que ficava ainda mais claro quando ele consumia bebidas alcoólicas. Segundo a prima, o casal já possuía um histórico de conflitos.
Violência psicológica contra a mulher cometida mediante uso de inteligência artificial ou de qualquer outro recurso tecnológico que altere imagem ou som da vítima - 2025: 12 - 2026: 9 - Variação: -25,0% Total de ocorrências - 2025: 14.734 - 2026: 15.623 - Variação: +6,0%
Segurança
Jornal de Fato
SÁBADO, 31 DE OUTUBRO DE 2026
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QUASE 30 MILHÕES DE BRASILEIRAS SOFRERAM VIOLÊNCIA EM 12 MESES MAPA NACIONAL / Brasil havia registrado 848 vítimas de feminicídio entre janeiro e julho de 2026
E
Apenas 4% das brasileiras declaram abertamente ter sofrido violência doméstica ou familiar a cada 12 meses. No entanto, quando as entrevistadas são questionadas sobre situações específicas de violência, sem que o termo em si seja citado na pergunta, o percentual salta para 33% das brasileiras que relatam experiências compatíveis com a violência doméstica. O dado comprova que 29% da população femi-
nina do país vivenciou agressões sem identificá-las ou nomeá-las espontaneamente como violência. Já o Ministério da Justiça e Segurança Pública confirmou, em agosto deste ano, que o Brasil havia registrado 848 vítimas de feminicídio entre janeiro e julho de 2026, contra 876 no mesmo período de 2025. O resultado representa uma redução de 3,2%. Os dados do Sistema Nacional de Informações de
Pacto Nacional Brasil tos de Medidas Protetivas de Urgência (MPUs). Na pricontra o Feminicídio meira fase, foram 38.801
de 95 mil acompanhamen-
O enfrentamento à violência contra as mulheres também ganhou uma frente de articulação nacional com o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, acordo interinstitucional assinado pelos Três Poderes da República em fevereiro de 2026. O Pacto busca articular ações de prevenção à violência contra mulheres e meninas, proteção às vítimas e responsabilização dos agressores, reconhecendo que o enfrentamento ao feminicídio exige atuação conjunta de diferentes instituições e políticas públicas. No âmbito do Governo Federal, o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o Ministério das Mulheres atuam de forma articulada
nessa agenda, envolvendo ações de segurança pública, prevenção, proteção, produção e acompanhamento de dados e fortalecimento da rede de enfrentamento à violência contra as mulheres.
ATUAÇÃO INTEGRADA Na segurança pública, uma das frentes de atuação é a Operação Mulher Segura, coordenada nacionalmente pela Senasp em parceria com as forças de segurança das unidades da Federação. Consideradas as duas fases realizadas em 2026, a operação já contabiliza 34.400 prisões, entre flagrantes e cumprimento de mandados judiciais. As ações também somam mais de 150 mil atendimentos a vítimas e mais
vítimas atendidas e 30.388 MPUs acompanhadas. A operação reúne ações de prevenção, acompanhamento de mulheres com medidas protetivas, atendimento às vítimas, visitas preventivas, cumprimento de mandados e prisões em flagrante. A segunda fase permanece em andamento e os resultados seguem sendo atualizados pelas Secretarias de Segurança Pública dos estados e do Distrito Federal. A estratégia busca fortalecer uma atuação permanente e conjunta entre as forças de segurança, combinando prevenção, proteção às vítimas e responsabilização dos autores de violência, especialmente nos casos que apresentam risco de escalada para formas mais graves de violência contra a mulher.
Segurança Pública (SINESP), consolidados pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP), integram o monitoramento das ações desenvolvidas pelo Ministério da Justiça e Segurança e pelo Ministério das Mulheres, em articulação com os estados e demais órgãos envolvidos no enfrentamento à violência contra as mulheres. A média móvel de feminicídios atingiu seu maior
patamar recente em março, com 141,8 vítimas, e passou a apresentar redução nos quatro meses seguintes, chegando a 119,8 em julho. Na comparação com o pico registrado em março, a queda é de 15,5%. O resultado nacional também aparece na análise regional. Entre janeiro e julho, três das cinco regiões brasileiras registraram redução em relação ao mesmo período de 2025. A maior
queda ocorreu no Nordeste, que passou de 257 para 220 vítimas, uma redução de 14,4%. No Sudeste, os registros passaram de 317 para 302, queda de 4,7%. Já no Norte, houve redução de 85 para 84 vítimas, equivalente a 1,2%. No sentido contrário, o Sul passou de 121 para 139 vítimas, alta de 14,9%, enquanto o Centro-Oeste registrou aumento de 96 para 103, equivalente a 7,3%.
VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER É definida como qualquer conduta — ação ou omissão — baseada no gênero que cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual, psicológico, moral ou patrimonial à mulher, tanto no espaço público quanto no privado. No Brasil, a principal referência legal é a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), que categoriza a violência doméstica e familiar em cinco principais formas: 1 - Física: Qualquer conduta que ofenda a integridade ou a saúde corporal, como espancamento, socos, chutes, queimaduras, cortes ou uso de armas. 2 - Psicológica: Condutas que causem dano emocional, diminuição da autoestima, controle de comportamentos, isolamento, ameaças, perseguição (stalking) ou gaslighting. 3 - Sexual: Qualquer ato que force a mulher a presenciar, manter ou participar de relação sexual não desejada mediante força, coação, ameaça ou uso de drogas, além de impedir o uso de métodos contraceptivos ou forçar gravidez e aborto. 4 - Patrimonial: A retenção, subtração, destruição parcial ou total de objetos da vítima, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores ou controle de dinheiro. 5 - Moral: Condutas que configurem calúnia, difamação ou injúria, como xingar em público, emitir juízos de valor negativos ou expor a vida íntima.
Jorge Leão
m agosto deste ano, o Mapa Nacional da Violência de Gênero, plataforma mantida pelo Observatório da Mulher contra a Violência (OMV), do Senado Federal, apontou o retrato das unidades da Federação: 29 milhões de brasileiras sofreram violência doméstica ou familiar em 12 meses, no país. Desse total, 24,97 milhões, cerca de 87%, relataram situações concretas de violência sem declará-las ou nomeá-las espontaneamente como violência; 93,6% das vítimas, 26,84 milhões, estão na lacuna entre a violência vivenciada e a busca por proteção policial. Outras 1,87 milhão de mulheres, embora tenham declarado ter sofrido violência, informaram que optaram por não acionar uma delegacia, o Ligue 180 ou o 190. Os dados apontam o quanto essas mulheres ainda permanecem invisíveis para o Estado. A análise inédita evidencia o abismo entre as agressões sofridas no cotidiano e os registros oficiais. Também permite uma visão fragmentada do cenário nacional, trazendo dados específicos de cada uma das 27 unidades da Federação.
6 Mossoró
Jornal de Fato
sÁBADO, 31 de outubro DE 2026
Uern investe em ações de cuidado e valorização dos servidores Adriana Morais/Agecom
HISTÓRIA / a servidora Marileide
Couto, construiu uma trajetória de de amizades e boas experiências nos 50 anos trabalhando na UERN Anne Vieira
Especial para o De Fato
H
á 50 anos na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), a servidora Marileide Couto vem construindo uma trajetória marcada por vínculos profissionais, amizades e experiências. Para ela, mais do que a estabilidade assegurada pelo serviço público, a qualidade no ambiente de trabalho é fundamental para se manter motivada ano após ano para servir à população. Marileide Couto ingressou na Uern em agosto de 1976 e permanece em atividade até hoje. “Ingressei como datilógrafa, presen-
ciei muitas fases e conquistas. A Uern é minha casa e minha família, tenho orgulho de ter dois filhos trabalhando aqui também”, comenta. Ao longo de sua trajetória, ocupou diversas funções e desde 1997 é responsável pelo setor de Legislação, Encargos Sociais e Trabalhistas. Ela afirma que a Uern ocupa um lugar especial em sua vida, que vai muito além da carreira profissional. “Sinto-me profundamente grata e orgulhosa por ter meu trabalho reconhecido por essa instituição que tanto valorizo”, declara a servidora. Marileide Couto avalia que as ações voltadas para a valorização do servidor são de suma importância. “Na minha visão, a Uern desenvolver ações que pro-
Marileide Couto avalia como fundamentais as iniciativas de cuidado com o servidor
movam a qualidade de vida para quem trabalha nela é fundamental, pois o servidor passa grande parte da sua vida dentro da instituição”, afirma. Para além de ações de valorização, a Uern busca promover, por meio de diferentes iniciativas, um ambiente acolhedor, fazendo com que o servidor se sinta
parte da instituição. Esse sentimento de pertencimento também aparece na trajetória de quem está chegando agora, por exemplo, o professor Olavo Barreto, recém-empossado no campus de Assú. Para ele, é uma grande satisfação fazer parte da Uern depois de anos de preparação.
Ele veio de outra instituição de ensino superior e afirma que encontrou aqui um ambiente de acolhimento e de pertencimento. “Cheguei à Uern e vi as pessoas defendendo a Universidade, tendo orgulho de fazer parte desta instituição. É um sentimento de pertencimento que pouco se vê”, declara.
Arquivo Uern
Iniciativas voltadas para o bem-estar do servidor são realizadas ao longo do ano Com o objetivo de promover a qualidade de vida dos servidores, a Uern, por meio da PróReitoria de Gestão de Pessoas (Progep), promove ao longo do ano uma série de iniciativas voltadas à saúde, à prevenção, à integração e à valorização de seus trabalhadores ativos e aposentados. Entre as iniciativas está o Núcleo de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Nupics), que promove a saúde e a qualidade de vida por meio de atendimentos e práticas de cuidado integral. O núcleo desenvolve projetos por semestre, além de atividades de meditação e ações educativas. Outra ação é a Semana de Atenção à Saúde e Segurança no Trabalho (Seast), realizada em
parceria com a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Prae). A campanha reúne atividades de prevenção de acidentes e segurança no ambiente de trabalho, serviços de saúde e práticas integrativas, que neste ano contou com atendimentos como massoterapia, ventosaterapia e auriculoterapia, exames, além de atividades educativas e de convivência. A Progep também realiza mensalmente ações de conscientização e prevenção seguindo as campanhas de cuidado nacional, como o Outubro Rosa e o Setembro Amarelo, ampliando o acesso à informação e estimulando o autocuidado entre os integrantes da comunidade universitária. As iniciativas de valorização dos servidores
Olavo Barreto conta que já ouvia falar muito bem da Uern e isso o motivou a fazer o concurso para docente. “Passei mais de uma década ouvindo falar da Uern, enquanto me preparava para concursos. E hoje estou como docente. É uma alegria. Hoje ela é minha realidade”, diz o professor.
Progep promove mensalmente ações de orientação e cuidado
também contemplam os aposentados, cuja trajetória contribuiu para a construção da Universidade. Por meio do Programa Ciclos, a instituição desenvolve ações de preparação para a aposentadoria, com atividades voltadas ao planejamento da vida após
a carreira profissional e ao desenvolvimento de novas habilidades. Também são promovidos momentos de integração entre servidores ativos e aposentados, mantendo um vínculo com quem dedicou a trajetória à Universidade. Para a diretora Bianca
Valente da Diretoria de Desenvolvimento de Pessoas e Qualidade de Vida (DDPQV) da Uern, o cuidado com os servidores também repercute na qualidade dos serviços prestados. Um ambiente de trabalho saudável, que é marcado pelo respeito e
por boas relações, contribui para a motivação dos profissionais. “A gente sempre diz que pessoas felizes produzem mais e melhor. E a saúde do servidor ou do trabalhador contribui em várias questões”, finaliza.
Esportes
Jornal de Fato
sábado, 31 de outubro DE 2026
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Flamengo ou Palmeiras: Quem tem o caminho mais difícil na luta pelo título? brasileirão / Com confronto direto na 36ª rodada, times têm sequência parecida,
mas clube paulista faz três jogos a mais no ano e tem deslocamento 2.863km maior
A
cinco rodadas do término do Campeonato Brasileiro, Flamengo e Palmeiras estão separados por uma diferença de três pontos e de duas vitórias entre líder e vice-líder da competição. Mas quem terá o caminho mais difícil até o fim? Em uma disputa acirrada como esta, que na 33ª já ultrapassou a barreira dos 70 pontos, tudo pesa. E até por isso a citação da vantagem rubro-negra no número de vitórias, que interfere em um caso de os clubes estarem igualados na pontuação. Atualmente, o Flamengo tem 73 pontos contra 70 do Palmeiras. Destrinchamos, portanto, a sequência dos clubes pela frente.
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Reprodução/Instagram
Flamengo venceu clássico contra o Vasco e se manteve na liderança do campeonato
OS JOGOS NO BRASILEIRO
O Palmeiras recebe o Remo e visita o Cruzeiro, enquanto o Flamengo recebe Grêmio e Athletico no Maracanã. Dos quatro adversários, o Cruzeiro é o que vive melhor momento
Palmeiras e Flamengo têm o mesmo número de jogos pendentes: cinco, sendo três em casa, dois fora (e com viagens) e a última rodada como mandantes. Fazem ainda, na 36ª rodada, um confronto direto no Nubank Parque.
PELO QUE OS ADVERSÁRIOS BRIGAM Além do confronto direto, as equipes fazem as duas rodadas finais contra os mesmos adversários: o Coritiba e a Chapecoense. Há apenas dois rivais diferentes entre os clubes, justamente os das próximas duas rodadas: 34ª e 35ª.
O Palmeiras recebe o Remo e visita o Cruzeiro, enquanto o Flamengo recebe Grêmio e Athletico no Maracanã. Dos quatro adversários, o Cruzeiro é o que vive melhor momento, está em terceiro lugar e jogará no Mineirão. Antes da 35ª rodada, a Data Fifa ainda deve interferir com as convocações de jogadores antes dos confrontos do Palmeiras com o Cruzeiro e do Flamengo com o Athletico. A seleção brasileira não convocou atletas dos dois clubes, mas não há sinal de que outras confederações repetirão o gesto.
ADVERSÁRIOS DO PALMEIRAS Remo - 19º lugar, 29
Jogador do Vasco entrega passaporte sobre vínculo com membro de facção A defesa do jogador do Vasco da Gama David Corrêa entregou nesta sextafeira, 30, o passaporte do atleta à Polícia Civil do Rio de Janeiro. Uma investigação sobre tráfico de drogas e armas e lavagem de dinheiro, em andamento na Polícia Civil do Espírito Santo, apura suposta relação entre David com membros de uma facção que atua no estado. O jogador, conhecido como
DVD, nasceu e cresceu no município capixaba de Serra. A Polícia Civil do Espírito Santo havia pedido a prisão preventiva do atleta e o bloqueio de bens. A Promotoria ofereceu denúncia e pediu aplicação de medidas cautelares, como a entrega do passaporte. A Justiça capixaba negou os pedidos de prisão e bloqueio, mas determinou a entrega do passaporte.
A investigação é baseada em mensagens trocadas entre David e um homem que é réu em um processo por tentativa de homicídio. O advogado de David, Silmar Correa Junior, defende que a relação envolve um amigo de infância, mas que o jogador não tem envolvimento com facções criminosas ou tráfico de drogas. Em mensagem trocada com a reportagem, o advogado afirmou
pontos e 8 atrás do primeiro clube fora do Z-4 Cruzeiro - 2º lugar, 57 pontos e 13 atrás do vice Palmeiras. Chapecoense - Lanterna, com 21 pontos e 16 atrás do primeiro clube fora do Z-4. Está virtualmente rebaixada. Coritiba - 12º lugar, com 39 pontos e quatro atrás da zona de classificação à SulAmericana. Ainda briga por vaga.
54 pontos (igual ao Fluminense em 4º). Briga por vaga na Libertadores. Coritiba - 12º lugar, com 39 pontos e quatro atrás da zona de classificação à SulAmericana. Ainda briga por vaga. Chapecoense - Lanterna, com 21 pontos e 16 atrás do primeiro clube fora do Z-4. Está virtualmente rebaixada.
Grêmio - 15º lugar, com 37 pontos e dois a frente do Z-4. Briga contra o rebaixamento. Athletico - 5º lugar, com
Há diferenças fundamentais no caminho das duas equipes. Se o Flamengo tem a desvantagem de disputar o confronto direto fora de casa, o Palmeiras percorre mais quilômetros no Brasileiro e é o único
disputando três competições simultâneas, porque ainda faz as semifinais da Copa do Brasil contra o Vasco e a final da Conmebol Libertadores contra o Estudiantes. O Rubro-Negro já foi eliminado de ambas as competições e concentra esforços somente no Brasileiro. Considerando somente as partidas como visitante na Série A, o Palmeiras viajará 462km a mais. O Flamengo percorre cerca de 2.020km para ir até São Paulo e Curitiba, considerando distâncias entre aeroportos, e o Verdão faz cerca de 2.482 km para ir a Belo Horizonte e Chapecó.
que "nega integralmente as acusações desde o início das investigações". Na primeira fase da operação, batizada de "A Tropa", policiais fluminenses que atuam em parceria com a polícia capixaba cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao jogador, na Barra, e no centro de treinamento do Vasco. "David segue colaborando com a Justiça, como fez desde o início. Cumprirá as determinações judiciais e, ao final, restará demonstrada sua total inocência, com a consequente
absolvição", disse o advogado. David entrou no segundo tempo da derrota do Vasco por 4x1, nesta quinta-feira, 29, contra o Flamengo, no Nilton Santos, pelo Campeonato Brasileiro. Com o revés, o clube cruz-maltino terminou a 33ª rodada na 13ª posição, e viu seu rival rubro-negro disparar na liderança do campeonato nacional, com 73 pontos. O Vasco enfrenta o Palmeiras no próximo domingo, 1, em São Paulo, pelo jogo de ida da semifinal da Copa do Brasil.
A entrega do passaporte de David não afeta o calendário do atleta no Vasco, já que o clube carioca não tem nenhuma partida programada para fora do país. A última foi contra o Boca Juniors, na Argentina, pela semifinal da Copa SulAmericana. O Vasco venceu o primeiro jogo no estádio La Bombonera por 1x0, mas perdeu no Maracanã por 3x1 no jogo da volta. O Boca avançou à final da SulAmericana e enfrenta o Atlético-MG na decisão, dia 21 de novembro, em Barranquilla, na Colômbia.
ADVERSÁRIOS DO FLAMENGO
E AS VIAGENS?
8 Esporte
Jornal de Fato
SÁBADO, 31 DE OUTUBRO DE 2026
Futebol potiguar pode voltar a ter torneio fora do Estadual após 19 anos Reprodução
NOVIDADE / Proposta será discutida no Arbitral e
prevê competição com 10 clubes no segundo semestre, valendo vaga na Copa do Brasil de 2028 MARCOS SANTOS Da Redação
A
possibilidade de resgatar uma competição disputada fora do Campeonato Estadual voltará à pauta do futebol potiguar. A criação de um torneio em separado do Estadual será discutida no Arbitral de Clubes da próxima quintafeira, 5, e poderá marcar o retorno de uma disputa que não acontece desde 2008. Nos bastidores, a proposta é de uma competição com a participação de 10 clubes, prevista para o segundo semestre, após a realização do
campeonato estadual da segunda divisão, sendo oito clubes da primeira divisão e campeão e vice da “Segundona”. O campeão garantiria uma vaga na Copa do Brasil de 2028. O formato, o calendário e o próprio nome do torneio ainda serão discutidos pelos representantes dos clubes. A última competição realizada fora do Estadual foi a Copa RN, cuja última edição aconteceu em 2007. O torneio teve quatro edições, entre 2004 e 2007, com dois títulos do Baraúnas (2004 e 2007), um do ABC (2005) e um do América (2006). A partir de 2008, a Copa RN passou a integrar o calen-
dário do Campeonato Estadual, como uma das fases da competição. Ainda não está definido se a nova proposta resgatará oficialmente o nome Copa RN ou se terá outra denominação. A ideia será submetida à discussão e deliberação dos clubes no encontro da próxima semana.
ESTADUAL 2027 NA PAUTA Além da possível criação do novo torneio, o Arbitral tratará de assuntos inerentes ao Campeonato Potiguar de 2027. A tendência é de manutenção do modelo adotado nesta temporada, com a competição dividida em três
Além da possível criação do novo torneio, o Arbitral tratará de assuntos inerentes ao Estadual 2027
fases e um playoff para definir dois dos semifinalistas (3º x 6º e 4º x 5º).
De Letra MARCOS SANTOS
msantos@defato.com
A
possível volta de um torneio em separado do Campeonato Estadual precisa ser vista como algo além de mais uma competição no calendário. Seria uma oportunidade de dar continuidade aos projetos dos clubes, manter jogadores em atividade e fortalecer o futebol potiguar. Um dos principais ganhos estaria na formação de atletas. Com mais jogos oficiais, os clubes poderiam dar minutagem aos jogadores revelados na base, oferecendo experiência e maturidade. Jogador da casa precisa de competição forte para engrossar o pescoço. Esse processo também pode reduzir, no futuro, a dependência de contratações de fora e os custos com montagem de elenco. O torneio funcionaria como laboratório para testar jogadores e dar fôlego aos clubes que disputam apenas o Estadual e não conseguem calendário nacional, além de preparar base para o campeonato futuro. É terrível ver a maioria dos clubes fechar as portas após o Estadual, guardar as chuteiras e hibernar por até oito meses. Nesse intervalo, perdem contato com a torcida, afastam parceiros e interrompem seus projetos. Uma competição a mais não resolverá todos os problemas, mas pode representar um passo importante para mudar essa realidade. O futebol potiguar precisa de calendário, continuidade e condições para que seus clubes existam durante todo o ano.
O confronto contra o Visão Celeste, neste domingo, 1º, é decisivo para as pretensões do Baraúnas. O tricolor precisa vencer para seguir na briga pelo acesso. Qualquer outro resultado tornará ainda mais difícil a missão de alcançar Alecrim e Palmeira na classificação.
NO NINHO O jogo do Baraúnas será no Ninho do Carcará,às15h.Otricoloroptouporatuar em Mossoró para reduzir os custos com deslocamento, já que vinha mandando seus jogos em Serra do Mel.
COPA DO BRASIL A Copa do Brasil retoma neste fim de semana com os jogos de ida das semifinais entre Palmeiras x Vasco e Atlético/MG x Grêmio. Com isso, o Brasileirão dá uma pausa, abrindo espaço para o matamata nacional.
NA FRENTE Após o fim da rodada do meio de semana pelo Brasileirão, o Flamengo se beneficiou do empate sem gols entre Palmeiras e Santos para abrir vantagem na ponta da tabela. A cinco rodadas do fim da competição, três
gulamento e dos demais detalhes dependerá das deliberações do encontro.
Baraúnas joga por vaga no G-2, enquanto Mossoró EC desafia o líder
Clubes precisam de vida além do Campeonato Estadual
BARAÚNAS
O Estadual deverá começar na primeira quinzena de janeiro. A definição do re-
pontos separam líder e vice-líder. A equipe carioca soma 73, contra 70 da formação paulista.
PRÓXIMOS JOGOS Na reta final, o Flamengo terá pela frente Grêmio (casa), Athletico (casa), Palmeiras (fora), Coritiba (fora) e Chapecoense (casa). O Palmeiras tem duelos contra Remo (casa), Cruzeiro (fora), Flamengo (casa), Chapecoense (fora) e Coritiba (casa). Não há como cravar sobre quem levará a taça diante da sequência de adversários de nível semelhante e um confronto direto no meio da disputa.
O Campeonato Estadual da segunda divisão inicia a segunda fase neste fim de semana, com dois confrontos importantes na disputa pelo acesso à elite em 2027. O Baraúnas entra em campo pressionado por resultado, enquanto o líder Palmeira do Potengi tenta ampliar sua vantagem na classificação. Neste sábado, 31, o Palmeira recebe o Mossoró EC, às 15h30, no estádio Domição, em Elói de Souza. No primeiro encontro entre as equipes, o time palmeirense venceu por 2x0 e agora busca mais um resultado positivo para se aproximar do acesso. Líder com 10 pontos, poderá dar um passo importante rumo à primeira divisão em caso de novo triunfo. O Mossoró, por sua vez, ainda persegue a primeira vitória na competição. Sem vencer até aqui e sem chances teóricas de classificação, o Carcará terá
pela frente o desafio de superar o favoritismo do adversário. No domingo, 1º, será a vez do Baraúnas enfrentar o Visão Celeste, às 15h, no CT do Carcará. O tricolor mossoroense também venceu o primeiro confronto por 2x0, mas agora precisa repetir o resultado para voltar à zona de classificação. Com sete pontos, o Alecrim ocupa a segunda colocação e folga na rodada. Uma vitória levará o Baraúnas aos nove pontos, ultrapassando o concorrente direto e entrando na zona de acesso. Depois desta rodada, restarão mais três para o encerramento da competição. Os dois primeiros colocados garantirão vaga na primeira divisão do Campeonato Potiguar de 2027. A margem para erros diminui, e cada resultado passa a ter peso decisivo na corrida pelo acesso.
Mulher
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/jornaldefatorn
M
@defato_rn
Jornal de Fato • sÁBADO, 31 De OutuBrO De 2026
Teddy Bear Brown combina uma base castanha, geralmente em tons de chocolate ou avelã, com mechas delicadas em mel e caramelo
Marrom chocolate é indicado para quem prefere uma cor mais intensa e uniforme
Aposte no marrom CABELOS | Dos tons escuros aos
quentes, conheça opções para renovar o visual e saiba como cuidar dos fios para prolongar a beleza e a intensidade da cor DA REDAÇÃO
O
s cabelos castanhos estão entre as apostas da temporada para quem deseja renovar o visual sem abrir mão da elegância e da naturalidade. Em diferentes nuances, do marrom profundo aos reflexos de caramelo e mel, a coloração ganha espaço por sua versatilidade e pelas possibilidades de adaptação a diferentes estilos, cortes e tons de pele. A tendência valoriza a rique-
Espresso Brunette aposta em um castanho profundo, com pouca iluminação aparente e acabamento brilhante
za dos tons marrons e aposta em cores que conferem profundidade, brilho e movimento aos fios. Há opções para quem prefere uma mudança discreta, com uma tonalidade uniforme, e para quem deseja iluminar o cabelo com mechas e reflexos mais quentes. Um dos destaques é o Teddy Bear Brown, que combina uma base castanha, geralmente em tons de chocolate ou avelã, com mechas delicadas em mel e caramelo. O resultado é um cabelo iluminado, com diferentes nuances, mas sem o contraste acentu-
ado de uma coloração loira. É uma alternativa para quem deseja clarear suavemente os fios e preservar uma aparência natural. Já o marrom chocolate é indicado para quem prefere uma cor mais intensa e uniforme. Inspirado na tonalidade do chocolate, apresenta profundidade e pode variar entre reflexos quentes e neutros. Além de clássico, valoriza o brilho dos cabelos e funciona como uma boa base para quem pretende investir em iluminações futuramente. Para quem gosta de reflexos dourados, o marrom caramelo oferece uma proposta mais quente e luminosa. A combinação da base castanha com mechas douradas cria dimensão e movimento, especialmente quando aplicada em pontos estratégicos, como ao redor do rosto e no comprimento. A intensidade da iluminação pode ser ajustada de acordo com o resultado desejado. Entre as versões mais escuras está o Espresso Brunette, inspirado na cor intensa do café espresso. A tonalidade aposta em um castanho profundo, com pouca iluminação aparente e acabamento brilhante. É uma escolha para quem gosta de cabelos escuros, mas prefere fugir
do preto. O efeito ganha destaque quando os fios estão bem tratados e alinhados. Outra possibilidade é o marrom avelã, que apresenta uma combinação de castanho com reflexos suaves e quentes. A tonalidade proporciona luminosidade sem grandes contrastes e pode ser trabalhada em toda a extensão dos fios ou em mechas discretas. É uma opção para quem procura equilíbrio entre uma cor mais fechada e um visual iluminado.
A ESCOLHA DA TONALIDADE
Antes de mudar a cor dos cabelos, é importante considerar a tonalidade natural dos fios, o histórico de colorações e os cuidados necessários para alcançar o resultado desejado. A avaliação de um profissional ajuda a identificar quais nuances harmonizam com as características individuais e quais procedimentos são necessários. Também é preciso considerar que algumas técnicas de iluminação exigem descoloração, processo que pode comprometer a resistência dos fios quando realizado sem os cuidados adequados. Por isso, o diagnóstico capilar deve anteceder a transformação.
CUIDADOS PARA PROLONGAR A COR
Manter a beleza dos cabelos marrons depende de uma rotina de cuidados. A lavagem com produtos específicos para cabelos coloridos ajuda a reduzir o desbotamento, enquanto a hidratação regular contribui para preservar a maciez e o brilho. A proteção térmica também é indispensável antes do uso de secador, chapinha e modelador. O calor excessivo pode ressecar os fios e comprometer a aparência da coloração. Nos cabelos que passaram por descoloração, tratamentos de reconstrução e reparação podem ser necessários para recuperar a resistência e a elasticidade. Outro cuidado é evitar lavagens excessivas e água muito quente, que podem acelerar a perda dos pigmentos. A frequência dos retoques varia conforme a técnica utilizada, o crescimento da raiz e a presença de cabelos brancos. Com a escolha adequada da nuance e uma rotina de manutenção, os tons marrons oferecem diferentes possibilidades para renovar o visual, valorizando a cor, o movimento e o brilho dos cabelos.
2 Social
Jornal de Fato
sÁBADO, 31 De OutuBrO De 2026
É melhor, muito melhor, contentar-se com a realidade; se ela não é tão brilhante como os sonhos, tem pelo menos a vantagem de existir.”
Contexto
MACHADO DE ASSIS
SÉRGIO CHAVES www.sergiochaves.com | sergiodefato@gmail.com
Festa
Hoje é dia de vivas para a sra. terezinha Brasil Pinto, o ex-deputado Carlos Augusto rosado, Conceição Menezes, Francisco de Assis Vieira de Araújo, Arizete Menezes, Washington de souza, eronildo Pereira, Otávio Lopes, Nayara Gadelha e Hayanna Falcão. Amanhã (1º), é dia de festa para o deputado Vivaldo Costa, a sra. Dulce Barreto, o jornalista Carlos santos, sílvio Mendes Júnior, Karol Vieira Canário, o jornalista roberto Guedes, Anne Henrique reis, Poliana Amorim e Lulu sales. Para vocês paz, saúde, amor e alegrias. Parabéns!
O aniversário de Luciene Pedrosa Na sexta (23), Luciene Pedrosa reuniu familiares e amigos que fazem parte da sua história, no Zum Restaurante, para comemorar 6.0 de vida muito bem vividos. Noite de papos, reencontros, borbulhas, delícias da casa, bolo e doces e a alegria contagiante da aniversariante!
Luciene com os filhos Eduardo e Lucianne, a neta Helena e os genros Marcílio e Juan!
FICRO
A Feira Industrial e Comercial da região Oeste (FICrO) chega à sua 38ª edição, consolidando sua trajetória como um dos tradicionais eventos de negócios do rio Grande do Norte. A Feira acontece de 5 a 7 de novembro, das 16h às 22h, no thermas Hall, em Mossoró. O evento reúne empresas de diferentes segmentos e aproxima empresários, fornecedores, consumidores e empreendedores, criando oportunidades para novas parcerias, fortalecimento de marcas e geração de negócios. A programação inclui exposição de marcas e produtos, rodadas de negócios e atividades de gastronomia, cultura e qualificação.
Política
terminada as eleições 2026, a chapa composta por Cadu de Lula/Larissa rosado foi eleita, vencendo a chapa adversária, formada pelo ex-prefeito Allyson Bezerra/Hermano. Foram mais de 40 mil votos de maioria em uma disputa voto a voto. No Brasil, o presidente Lula derrotou o candidato Flávio Bolsonaro. sucesso aos eleitos!
Vera Rosado e Francisquinha Furtado em evento recente. Vera é a aniversariante festejada da quarta (4). Saúde e paz!
Daqui para Natal segue o abraço para o empresário/sommelier Guilherme Luz, comemorando a vida na segunda (2)!
Vivas para Nayara Gadelha, que amanhece em idade nova neste sábado (31)!
Casal Liane/Eronildo Pereira. Eronildo amanhece em idade nova neste sábado (31) e a coluna festeja. Tim-tim!
FÊMEA
A Feira de Mulheres empreendedoras – FeMeA começou ontem e segue até amanhã na estação das Artes elizeu Ventania, das 17h às 23h. shows confirmados com Adna santana e renata Falcão, moda, gastronomia e negócios em um só lugar. A entrada é gratuita. Vale a visita!
Semana
Larissa Rosado e Cadu de Lula, eleitos no último domingo (25), vice-governadora e governador do RN. Desejo sorte!
Vera, Lúcia, Eliane, Ednê, Lucimar, Paloma, Gislane e Irlanda. Grupo Amigas do Peito participando da campanha do Outubro Rosa.
Detinha e Valéria Reis comemoram o aniversário de Anne (1º) e Edmar Henrique (3). Parabéns duplo!
Casal Sílvio Mendes Júnior/ Lourdinha. Sílvio recebe os parabéns pela idade nova no domingo (1º)!
Amanhã (1º), é dia de festejar a fisioterapeuta Karol Vieira Canário. Parabéns!
Nelsinho Filho é o aniversariante festejado da segunda (2). Felicidades!
A 38ª. semana espírita de Mossoró teve início na quinta (29), e segue até amanhã (1º), no teatro Municipal Dix-Huit rosado. Com o tema “esperança Firme em tempos de transição”, a semana oferece palestras, mesas-redondas e bate-papos. Vamos prestigiar!
CDL
A CDL/Mossoró lançou na quinta (29), no Memorial da resistência, o Comprei, Ganhei, o programa de cashback que chega para alavancar as vendas do comércio local. Você compra nas lojas cadastradas, registra no app e ganha cashback na hora. Agradeço ao presidente Damásio Medeiros a gentileza do convite!
R. Antônio Vieira de Sá, 440 Tel.: 3317-4545 / 3316.0409
Saúde
Jornal de Fato
sÁBADO, 31 De OutuBrO De 2026
Conexão saúde
3
NEY ROBSON VIEIRA ALENCAR
conexaosaude.defato@outlook.com
MEDICINA OFTALMOLÓGICA COMO AS PESQUISAS que foram premiadas com Nobel de Medicina estão beneficiando os tratamentos da visão
A
s pesquisas premiadas com o Prêmio Nobel de Medicina podem representar avanços importantes no tratamento de doenças da visão, especialmente aquelas que provocam perda progressiva da capacidade de enxergar. O mais interessante é que a medicina está avançando em três direções: proteger as células da retina, recuperar funções visuais comprometidas e impedir que doenças oculares evoluam para a cegueira.
A medicina oftalmológica está entrando em uma fase muito interessante: além de corrigir problemas de visão, os pesquisadores estão desenvolvendo tecnologias para proteger células da retina, recuperar, impedir a progressão de doenças de situações já comprometidas, e impedir que doenças oculares evoluam para a cegueira. Entretanto, é importante diferenciar as descobertas científicas das terapias que já estão disponíveis para pacientes.
A revolução O avanço mais revolucionário é a possibilidade de recuperar funções visuais mesmo depois da morte de parte das células da retina. Isso abre uma perspectiva que antes parecia muito distante. O que já existe disponível de tratamentos para a retinopatia diabética, degeneração macular e perda de visão relacionada ao envelhecimento, separando o que já pode ser utilizado nos consultórios daquilo que ainda está em pesquisa. 1. Retinopatia diabética O diabetes pode lesar os pequenos vasos sanguíneos da retina, provocando hemorragias, edema macular, formação de vasos anormais e perda visual. Tratamentos já disponíveis: - Injeções intraoculares de anti-VEGF, como aflibercepte e ranibizumabe, especialmente para edema macular diabético. - Fotocoagulação a laser, principalmente em determinadas formas de retinopatia proliferativa. - Corticoides intraoculares em casos selecionados. - Vitrectomia quando existem complicações como hemorragia vítrea persistente ou descolamento tracional da retina. - Controle da glicemia, pressão arterial e colesterol, fundamental para preservar a visão. A principal vantagem esperada é diminuir a necessidade de injeções frequentes e preser-
var a função visual por mais tempo. 2. Degeneração macular relacionada à idade (DMRI) A mácula é a região da retina responsável pela visão central, utilizada para ler, reconhecer rostos e perceber detalhes. Existem duas formas principais da doença: - DMRI úmida: provoca crescimento de vasos anormais e vazamento de líquido. Já existem tratamentos capazes de estabilizar e, em muitos casos, melhorar a visão. - DMRI seca: evolui mais lentamente, mas pode chegar à atrofia geográfica, com perda permanente de células da retina. Tratamentos disponíveis: anti-VEGF para a forma úmida; suplementação AREDS2 para determinados pacientes; e, nos Estados Unidos, medicamentos como pegcetacoplana e avacincaptade pegol, que retardam a progressão da atrofia geográfica, mas não recuperam a visão perdida. A disponibilidade e as indicações no Brasil precisam ser verificadas. O avanço mais interessante do Nobel de 2026: pesquisadores estão investigando a terapia optogenética son-vec, que tenta tornar células sobreviventes da retina sensíveis à luz. Os resultados iniciais em doenças degenerativas hereditárias abriram caminho para estudos na atrofia geográfica. Ainda não é uma terapia aprovada para DMRI.
A descoberta que pode devolver parte da visão O prêmio deste ano foi concedido aos pesquisadores Karl Deisseroth, Peter Hegemann e Georg Nagel, por descobertas que deram origem à optogenética, uma tecnologia que permite controlar a atividade de células nervosas por meio da luz. Como essa tecnologia funciona? Imagine um paciente que
perdeu a visão porque as células da retina responsáveis por captar a luz morreram. A optogenética procura aproveitar outras células da retina que ainda estão vivas. O processo envolve três etapas: 1 - Uma terapia genética introduz nas células sobreviventes uma proteína sensível à luz.
2 - Essas células passam a responder aos estímulos luminosos. 3 - Os sinais produzidos podem chegar ao cérebro e permitir a recuperação de algumas funções visuais. É uma estratégia particularmente promissora porque não depende necessariamente de recuperar os fotorreceptores destruídos.
Perda de visão relacionada ao envelhecimento Nem toda perda visual após os 60 anos é causada pela retina Condição
tratamento atual
Pesquisa futura
Catarata
Cirurgia com lente intraocular
Lentes e técnicas cirúrgicas mais avançadas
Glaucoma
Presbiopia Degenerações retinianas
Colírios, laser e cirurgia para reduzir pressão ocular Óculos e lentes; cirurgia em casos selecionados tratamento conforme a doença
Neuroproteção e regeneração do nervo óptico
Novas abordagens ópticas e farmacológicas
Optogenética, terapia genética e células-tronco
4 Moda
Style
Jornal de Fato
sÁBADO, 31 de outubro DE 2026
Georgiano Azevedo
georgianoazevedo@gmail.com
FASHION SHOW NO MERCADO DA REDINHA Se a final do Tráfego Look 2026, realizada na tarde desta terça-feira, 27, no Mercado da Redinha, já estava DEMAIS com os novos talentos do RN, PB e DF na passarela, o momento Fashion Show foi o que elevou o evento ao nível de grande semana de moda nacional! A tarde começou com muito estilo com o desfile da marca VISBY que trouxe para a passarela toda a leveza, frescor e brasilidade do verão potiguar 2027. Looks fluidos, cores solares e muita atitude que arrancaram aplausos do público que lotou o Mercado, mostrando por que é uma das marcas masculinas mais comentadas do momento! Na sequência, o destaque foi para o Sebrae RN com o projeto POTI. Um desfile que é puro orgulho potiguar! O projeto POTI, que valoriza o artesanato, a moda autoral e o empreendedorismo criativo do nosso estado, mostrou peças exclusivas, com tramas, bordados e identidade nordestina repaginada com olhar contemporâneo das artesãs de Acari e Caicó. E para fechar com chave de ouro e deixar todo mundo de queixo caído, a passarela recebeu o mestre George Azevedo Arte com sua coleção Vento Forte. Um desfile emocionante, artístico e poderoso! George trouxe a força dos ventos do litoral, as cores do sertão e a leveza da mulher brasileira em looks esculturais, com muito movimento, texturas e a sua assinatura inconfundível de arte que vira roupa. O encerramento com todos os modelos juntos na passarela foi de arrepiar! Simplesmente DEMAIS! Fotos: Lucas França Modelos: Tráfego Models
VISBY
SABRAE RN com o projeto POTI
George Azevedo Arte
2 Domingo
Jornal de Fato
A cultura que resiste
Balada do Impostor
anter viva a cultura popular exige dedicação, reconhecimento e condições para que as tradições atravessem gerações. A trajetória do Macambirais, grupo de dança e cultura popular de Passa e Fica, no Agreste potiguar, mostra como a iniciativa de uma comunidade pode transformar vidas e preservar referências culturais. Em 25 anos, o que começou com crianças dançando tornou-se uma companhia que reúne manifestações tradicionais e promove um festival com grupos de diferentes regiões do Brasil e de outros países. Essa história, porém, não se resume às apresentações. Ela é feita de pessoas que investem tempo e recursos em uma atividade que nem sempre oferece retorno financeiro ou recebe a atenção que merece. É essa realidade que o documentário Brincantes, vidas em movimento procura revelar. Ao acompanhar integrantes do Macambirais, o filme registra as motivações de quem mantém a cultura popular em movimento, mesmo diante das dificuldades. A criação do grupo infantil Macambirinhas reforça essa continuidade, ao preparar novas gerações para assumir o legado dos mais velhos. Histórias como essa mostram que a tradição não sobrevive sozinha. Depende do compromisso dos brincantes, mas também de políticas públicas, oportunidades de apresentação e reconhecimento social. Quando a cultura popular fica à margem da imprensa e dos circuitos culturais, manifestações que expressam a diversidade brasileira perdem espaço e visibilidade. Contar a história do Macambirais é reconhecer o valor de quem preserva essa herança coletiva. Mais do que recordar o passado, o grupo demonstra que a cultura permanece viva quando encontra pessoas dispostas a transmiti-la e condições para que continue fazendo parte do futuro.
Brincantes, vidas em movimento
M
Boa leitura!
P3
Documentário revela a história do grupo folclórico Macambirais, de Passa e Fica .
P4 Artigo de Opinião:
Felipe Mendonça
Viver sem lamúria
Receita
P14 P15
• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Diagramação – Augusto Paiva • Projeto gráfico – Augusto Paiva • Impressão – Gráfica De Fato • Editora e Revisão – Ângela Karina Redação, publicidade e correspondência Av. Rio Branco, 2203 – Mossoró (RN) Fones: (0xx84) 3323-8900/99836-5320 Site: www.defato.com/domingo E-mail: pautadefato@gmail.com
Domingo é uma publicação sema nal do Jornal de Fato. Não pode ser vendida separadamente.
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Domingo 3
Jornal de Fato
BALADA DO IMPOSTOR
Nordeste profundo, artístico e ancestral JOSÉ DE PAIVA REBOUÇAS Jornalista @paiva_reboucas
E
xiste uma força silenciosa que costura o Nordeste antes mesmo que o mapa ganhe forma no papel. É uma matéria feita de poeira de praça, riso frouxo e pés que aprendem a dançar antes de aprenderem a andar. A gente descobre essa geografia pelos estalados de uma sanfona no fim da tarde, pelos estandartes coloridos balançando ao vento e pelas vozes que insistem em cantar juntas quando o sol avermelha o horizonte. Há qualquer coisa de profundamente humano na maneira como o cotidiano do sertão vira poesia sem pedir autorização a ninguém. É uma arte que nasce da terra, cresce nas conversas de calçada e ganha o mundo sem perder o cheiro do chão de onde veio. O movimento se anuncia quando um pano colorido se ergue na praça e figuras de madeira ganham alma sob a luz da tarde. Ali, no encontro do barro moldado pelas mãos das olarias e dos tecidos recortados com afeto, a comunidade se enxerga inteira no rosto de um boneco. Essa brincadeira secular, guardada no peito desde os tempos em que a alegria era a principal forma de resistência, transforma a modesta empanada em um tribunal poético. O palhaço brinca com a vida, a figura de autoridade perde a pose, o valente se
atrapalha e a multidão gargalha reunida ao redor da lona. Nas feiras livres, entre o aroma das ervas e o pregão cantante dos vendedores, a rotina ganha contornos de festa e o fantástico passeia tranquilamente no meio do povo. Em cada passo ritmado que corta o chão batido, a ancestralidade sopra segredos aos ouvidos dos brincantes. O boi reluz em mantos bordados com lantejoulas e pedrarias, a figura mítica do bicho surge na folia para afugentar os medos e reunir as crianças em um só abraço, enquanto as pastorinhas trazem fitas coloridas pendendo dos ombros para pastorear versos e desejos antigos. Há a pisada firme da dança cabocla atravessando mais de um século de história, o canto límpido da araruna no alto da serra e a batida ritmada do coco de roda que faz a terra tremer
suavemente sob pés descalços. É a alma dos povos originários e o pulso dos tambores africanos ressoando no balanço das saias rendadas e nos versos improvisados ao som da viola. Essa sabedoria navega no olhar fascinado da meninada que observa os mestres e as mães ajustando os trajes e os estandartes antes do espetáculo. Quando a mão miúda segura a fita multicolorida e ensaia os primeiros passos ainda desordenados no meio da praça, a história inteira de um povo ganha um capítulo novinho em folha. A tradição permanece forte na poeira dos terreiros, na beleza dos folguedos e na teimosia bonita de celebrar a própria existência. O Nordeste se reconhece e se refaz nessa ciranda sem fim, onde o passado estende a mão para a infância e garante que a arte de viver jamais deixará de dançar. sábado, 31 de outubro de 2026
4 domingo
Jornal de Fato
FOLCLORE Felipe Mendonça
Menina dança no lançamento do projeto Macambirinhas
ONDE O FuturO APrENDE A DANÇAr Do balanço da fita dos galantes surge o Macambirinhas, renovando a tradição do Macambirais em seus 25 anos de história sábado, 31 de outubro de 2026
Domingo 5
Jornal de Fato
Da redação
C
rianças atentas olham firmes para a plateia. É o passado que olha de volta, mas com a segurança de que o que se vislumbra e se planeja ali é o futuro. Pais, mães, autoridades políticas e religiosas, brincantes, coreógrafos e bailarinos aguardam os passos que viriam em seguida. Pouco mais de uma dezena de meninos e meninas de 10 ou 12 anos vestindo indumentárias de folguedo popular nordestino. Chapéus ornamentados com lantejoulas, fitas coloridas e bordados; camisas e túnicas coloridas; fitas multicoloridas pendendo dos ombros e das mangas; aplicações de brilho, pedrarias e enfeites típicos de manifestações populares. Tudo isso representa a força
do folclore nordestino que renasce nos passos do grupo de dança infantil Macambirinhas. O nome engraçado carrega uma força maior do que se imagina. Cada criança ali, na prontidão da dança, é filha ou filho de alguém que já dançou no grupo principal, o Macambirais. Se não dançou, teve algum parente que esteve nos palcos ou uma imensa vontade de estar ali, sob os olhos alegres de grandes plateias da pequena cidade de Passa e Fica, no Agreste potiguar, ou em uma das várias cidades do Brasil onde o grupo se apresentou. Quando a música soa nas caixas de som estridentes, os Macambirinhas pulam, giram e espalham suas cores. Falta organização, falta ainda ordenamento e ensaios, mas todos ali sabem que a meninada começou a dançar havia apenas 15 dias. E quem se importa com a coreografia se, no choro entalado na gargan-
ta ou no marejar dos olhos, há uma história enorme, iniciada há 25 anos, que agora ganha um novo capítulo? Diferente, mais emblemático e tão valioso quanto o Macambirais foi um dia. Lala Albino, coordenadora do grupo infantil, apenas sorri enquanto tenta organizar o sobe e desce ainda desordenado dos pequenos. É sua consciência como mediadora do saber folclórico que tranquiliza a plateia, embora não diminua a emoção do momento. As crianças representam a beleza das ruas e a esperança do futuro que se fortalece em cada esforço realizado pela comunidade. São também a certeza de que as raízes plantadas naquele chão não serão esquecidas. Como acontece nas sociedades mais desenvolvidas do mundo, o presente não apaga o passado, e o futuro só se torna possível para aqueles que preservam seus fundamentos.
Músicas novas para uma arte centenária A apresentação das crianças não foi a única novidade na noite de 23 de outubro. Em plena Praça Dr. Luiz Amâncio Ramalho, a renovação do Macambirais, marcada pelo nascimento do grupo Macambirinhas, foi embalada por duas novas canções, “Pegar o Jaraguá” e “Pastorinhas em Passa e Fica”. As composições do jornalista e escritor José de Paiva Rebouças, natural de Mossoró, são uma tentativa de ligar o presente ao passado. Segundo o compositor, o Jaraguá, personagem historicamente ligado às manifestações de culto e às festividades populares, é considerado por muitos a “alma dos cavalos” ou um guardião de elementos míticos da festa. Na música, o “cavalo-zumbi” surge como representação dos medos e das angústias humanas que precisam ser afastados. Para isso, as crianças falam, gritam, dão as mãos para, juntas, afugentarem o bicho.
Felipe Mendonça
A pastorinha é outra perspectiva que reforça a presença feminina no folclore. “Trata-se de uma releitura do ‘Boi no Natal’, um dos atos do musical natalino ‘Baile do Menino Deus’. Na nossa música, no entanto, focamos numa pastorinha imaginária que pastoreia ali, nas lendas de Passa e Fica, uma cidade dividida entre dois estados, RN e PB, que tem um grande passado e um desejo enorme de
futuro”, disse Paiva. Mas o evento daquela noite, que comemorou os 25 anos do grupo principal, só terminou após a apresentação da música “Macambirais”, tema da companhia. A obra, também composta por Paiva Rebouças, foi executada para uma plateia que abandonou as cadeiras e caiu na dança, para a felicidade dos integrantes e a realização do compositor. sábado, 31 de outubro de 2026
6 Domingo
Jornal de Fato
MÚSICAS: Pegar o Jaraguá
Menino que anda com medo E não gosta de brincar Menina sempre assustada Tem medo de passear Se não fala Se não grita Tá chamando o Jaraguá Não enfrenta Só se esconde Tá chamando o Jaraguá Vem correndo Vem pulando Assustando o Jaraguá Vamos todos andar juntos Pra pegar o Jaraguá Todos juntos Todas Juntas Pra pegar o Jaraguá
Macambirais
Paiva Rebouças, diretor do documentário e compositor das músicas do Macambirais e Macambirinhas
Pastorinha em Passa e Fica
Aí vem a pastorinha Pastorinha Pastorar Vem lá a pastorinha Vem sozinha vem de lá
Lá vem o bicho que pega Lá vem o bicho pegar
Vem lá a pastorinha Querendo pastorear
Vamos todos andar juntos Pra pegar o Jaraguá Vamos todas andar juntas Pra pegar o jaraguá
Pastorinha, ô mana Vem pastorear
Pois o bicho só faz medo Se deixar ele passar. (Vai pra lá, Jaraguá!)
sábado, 31 de outubro de 2026
Passa lá em Passa e Fica Quando for pastorear Leva o laço Leva a fita Quando for em Passa e Fica O gado pastorear
Eu sou Macambirais Sou moreno e cabocla Sou a Pedra da Boca Sou a arte que grita Eu sou de Passa e Fica Visto Frivolité Sou aquele que dança Na vida que balança Sou igual a você Eu sou Macambirais Sou a ave que inflama Araruna que chama Sou o boi de vocês Sou o passo mais forte O festejo do Norte Calemba, Boi de Reis Eu sou Macambirais Das casas de Farinha Canto à Mãe Rainha Danço ao nosso Senhor Eu sou filho da terra A semente da serra Sou o trabalhador Eu sou Macambirais Viva o nosso Senhor! Eu sou Macambirais Este é o nosso louvor. Olha o coco, olha o coco, olha o coco Olha o coco, olha o coco de roda Olha o coco, olha o coco, olha o coco Olha o coco, o coco de roda Sou a lenda do Nordeste Cabra bom, cabra da peste Mulher forte, sim senhor Eu sou aquele que sobe A serra cantando Vai pra frente, vai marchando Pra provar o seu valor Eu sou Macambirais Viva o nosso Senhor! Eu sou Macambirais Este é o nosso louvor.
Domingo 7
Jornal de Fato
Brincantes, vidas em movimento A celebração dos 25 anos do grupo Macambirais, realizada na noite do dia 23 de outubro, começou com uma missa celebrada pelo padre João Pedro Acúrcio. A programação seguiu com a pré-estreia do documentário “Brincantes, vidas em movimento”, do jornalista José de Paiva Rebouças, com produção de Gatito Filmes, direção de fotografia de Jedaias Torres e assistência de direção de Jéssica Oliveira. O filme busca compreender as motivações para a continuidade de grupos folclóricos como o Macambirais, que operam sem retorno financeiro. A maioria dos integrantes custeia a atividade com recursos próprios ou depende de editais e verbas públicas para manter as apresentações. Com 35 minutos de duração, a produção acompanha a trajetória de três integrantes, que preferem ser chamados de brincantes. Lala Albino representa as novas gerações, responsáveis por expandir a manifestação popular para além das periferias. Mário Oliveira remete à ancestralidade, uma vez que seus antepassados já praticavam a dança tradicional. Jeferson Lima reúne elementos de ambas as perspectivas e projeta a expansão de sua carreira artística no exterior. O documentário retrata esses personagens a partir de suas múltiplas identidades: dançarinos, servidores públicos, brincantes e agentes culturais. Para além dos papéis sociais, os depoimentos revelam a dimensão humana e a complexidade de cada indivíduo, culminando na revelação de que eles também respondem pela coordenação de um festival folclórico internacional. Dentro das comemorações da emancipação política de Passa e Fica, o Festival de Cultura Popular, ideali-
Jedaias Torres
Cena do filme Brincantes Jedaias Torres
Mário, Lala e Jeferson em uma das cenas do documentário
zado por integrantes do grupo Macambirais e outros artistas da cidade e realizado pela Prefeitura, atrai, há 14 anos, grupos de dança folclórica de diversos estados brasileiros, do Nordeste ao Sul do país, além de representantes de outros países. Neste ano, estava prevista a participação de grupos da Colômbia e da Argentina, mas apenas o segundo conseguiu comparecer. Em edições anteriores, no entanto, o festival já recebeu paraguaios e argentinos, todos vestindo trajes tradicionais e dançando canções antigas de suas terras que, em alguma medida, aproximam-se das manifestações brasileiras, cada qual com suas particularidades. O Macambirais, que já percorreu diversas cidades do Brasil, também se
prepara para dar um novo passo. No primeiro semestre do próximo ano, o grupo deve dançar no Chile em sua primeira viagem internacional. Acesse o filme no canal do grupo Macambirais, no YouTube, ou neste QR Code:
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8 domingo
Jornal de Fato
Por que dança? Essa foi a pergunta norteadora do filme de José de Paiva rebouças. “Queríamos descobrir por que as pessoas insistem no folclore, mesmo sendo tão inviabilizadas pela cultura de massa, pela imprensa e até pelos circuitos culturais. Por que tanto esforço, tendo que custear do próprio bolso parte de tudo o que fazem? E as respostas foram mais que surpreendentes, foram lindas”, explicou o diretor. “Bailo, en mi caso, porque floto”, definiu Pablo Nieva, integrante da Compañía Parce Expresiones, de santiago del Estero, na Argentina. O jovem brincante afirma que flutua quando dança e que não consegue detalhar de outra forma a sensação que tem quando está no palco. “Não existe uma Gislainy que não esteja envolvida com a dança ou com a cultura”, reforçou Gislainy silva, do Ponto de Cultura Cangaceiros de Vila Bela, de serra talhada (PE). Vestida de cangaceira, a brincante projeta em suas feições a expressividade atribuída às mulheres dos bandos, característica que, para muitos, ajuda a compor a imagem da mulher nordestina. Kelvin Gabriel, do grupo tropeiros do litoral, de itapema (sC), manifestou preocupação com o futuro da representação folclórica e com o engajamento das novas gerações na manutenção da prática. “Esse é o único medo que tenho. será que um dia essa minha paixão pode acabar por falta de incentivo e de oportunidades para as crianças?”, questionou. O posicionamento converge com o relato do Mestre Bebé, coordenador d’Os Moleques de Bebé, de Major sales (rN), uma das atrações de destaque no festival de Passa e Fica. O represensábado, 31 de outubro de 2026
Felipe Mendonça; Jorge Matheus Pereira e Jhonatan Souza
Grupo Parce Expressões, da Argentina Felipe Mendonça; Jorge Matheus Pereira e Jhonatan Souza
Grupo tropeiros do Litoral, Santa Catarina
tante da dança cabocla afirma ter herdado a tradição do avô, que iniciou a atividade ainda no século 19. “É só a questão de continuar aquilo que meu avô deixou”, afirmou o mestre, atuante na área desde a década de 1960. Ao longo do filme, multiplicam-se os depoimentos que falam de transformação de vidas, desejos pessoais e da ideia de que a liberdade dos movimentos ajuda as pessoas a acreditarem na realização dos próprios sonhos. “A surpresa que tivemos e quere-
mos passar nessa produção é a da simplicidade que vira realização. um município pequeno como Passa e Fica abriga uma ideia tão original e rica que, durante três dias, reúne projetos culturais tão distintos e semelhantes ao mesmo tempo, com sotaques e idiomas diferentes, mas todos cantando e dançando a mesma língua, a língua da cultura popular que vem antes de qualquer colonização, aculturação e uniformização cultural”, concluiu Paiva rebouças.
Domingo 9
Jornal de Fato
Macambirais A Companhia de Dança e Cultura Popular Macambirais surgiu por acaso. Mas foi um acaso cuidadosamente construído. Quando o arquiteto, professor de dança e arte-educador Fabrício Lira foi convidado, pelo exprefeito Pepeu Lisboa, para fortalecer o turismo de Passa e Fica, em 2001, começou a pensar em formas de potencializar as riquezas culturais do município. Em agosto, enquanto ainda elaborava um diagnóstico da cena cultural local, foi convidado a assistir às apresentações da Semana de Cultura da cidade, promovida pela Secretaria de Educação. No palco, as escolas se revezavam em apresentações das crianças. Duas delas, Juliane e Geovani, chamaram a atenção ao dançar uma das músicas coreografadas do evento. O encantamento foi imediato. Fabrício os convidou para participar de aulas de dança. Pouco tempo depois, já con-
Felipe Mendonça; Jorge Matheus Pereira e Jhonatan Souza
Macambirais no palco
versava com pais e escolas para formar um grupo que viria a se transformar, dez meses mais tarde, na Com-
panhia de Dança e Cultura Popular Macambirais. Neto de agricultores católicos e Felipe Mendonça
Fabrício Lira, fundador do Macambirais sábado, 31 de outubro de 2026
10 domingo devotos, de uma mãe que cantava e de um pai que tocava violão, Fabrício enxergou naquelas crianças algo de sua própria infância. Quando menino, sonhava integrar o Grupo de Cultura Nativa tropeiros da Borborema, tradicional companhia de dança folclórica de Campina Grande, na Paraíba, cidade onde nasceu. O tropeiros foi fundado em 1982 pelos professores de educação física Josefa de lourdes lira Brito, tia de Fabrício, seu esposo Gerson de Oliveira Brito e Evandro do Carmo souza. Foi dessa experiência que surgiu a ideia de resgatar as danças tradicionais populares em Passa e Fica. Conhecedor do sertão e de suas manifestações culturais, lira desconfiava que o Agreste potiguar também guardava referências importantes aos folguedos populares. Descobriu que a comunidade Barra do Geraldo mantinha foliões antigos do Boi de reis e sabia que na cidade vivia Francisco Ferreira sobrinho, conhecido como Mestre Francisquinho.
Jornal de Fato
reconhecido como uma das principais referências do João redondo, tradicional teatro de mamulengos do Nordeste, Francisquinho participava ativamente dos encontros de mamulengueiros do estado e também mantinha ligação com as manifestações do Boi. Em outubro, dois meses depois daquele contato com as crianças, começaram os ensaios do grupo infantil de dança. Fabrício levou uma fita cassete com músicas do tropeiros da Borborema, reunindo algumas das principais canções folclóricas utilizadas pelo grupo ao longo dos anos. Para não afastar os jovens logo no primeiro contato com aquela cultura, decidiu mesclar, nos encontros, músicas populares que tocavam nas rádios com as danças tradicionais de sua fita cassete. Ao longo dos meses, complementou esse trabalho com ações educativas, exibindo vídeos de Antônio Nóbrega e de outros artistas para apresentar a profundidade e a riqueza daquela expressão cultural. segundo Fabrício, desde o início
ficou claro que o projeto não seria apenas um grupo de dança. A proposta era criar um instrumento de fortalecimento humano e comunitário. “O Macambirais não é apenas um grupo de dança. É um instrumento de transformação social por meio da arte e da cultura. A vida desses meninos e meninas foi transformada a partir do Macambirais”, destaca.
entenda O nome da Companhia de Danças e Cultura Popular Macambirais homenageia a macambira, bromélia típica do Nordeste e abundante no Agreste potiguar. Na botânica, o agrupamento dessa vegetação é chamado de “macambiral”, mas os fundadores adotaram o plural Macambirais. O neologismo humaniza o termo, indicando que o grupo de Passa e Fica (rN) não é um bloco estático, mas sim composto pela soma de seus brincantes, cada um atuando como uma força individual na preservação da cultura popular.
A loucura de dançar O começo do Macambirais tem algo de romântico. Na prática, porém, foi quase um pesadelo para algumas crianças. Na primeira apresentação em praça pública, ainda sem figurinos, os integrantes foram vaiados e alvo de deboche. “Eu tinha vontade de chorar e de não voltar mais”, disse uma ex-dançarina do grupo que preferiu não se identificar. Era o comportamento de uma comunidade pouco acostumada a ver a arte produzida pelos próprios moradores ganhar espaço. Os principais críticos eram outras crianças, mas também havia adultos rindo dos pequenos. Nada disso abalou Fabrício sábado, 31 de outubro de 2026
lira. Pelo contrário, o professor fortaleceu os meninos e meninas que, poucos anos depois, estariam levando sua dança para outras cidades da região e do país. A proposta inicial, quando começou a movimentar os meninos era criar um grupo capaz de recepcionar os turistas atraídos pelo planejamento de desenvolvimento turístico. Os ensaios aconteciam no ginásio da cidade, sempre embalados pelas mesmas músicas, mas Fabrício queria ir além. O trabalho de pesquisa continuou. Ao longo dos anos, passou a incorporar manifestações tradicionais do rio
Grande do Norte ao repertório do grupo, como Boi Calemba, Araruna, Coco de Zambé e Caboclinhos. Foi esse resgate que deu ao Macambirais a identidade que procurava e, ao mesmo tempo, fortaleceu a cultura dos povos tradicionais do estado. A ideia que nasceu por acaso, ganhou raízes mais fortes do que imaginava Fabrício. Em poucos anos, o grupo tornou-se companhia de dança e, depois, uma Organização da sociedade Civil de interesse Público (Oscip). Em 2003, transformou-se em instituto cultural e, em 2026, foi reconhecido como Ponto de Cultura, passando a integrar a Política Nacio-
domingo 11
Jornal de Fato
Felipe Mendonça
Formação mais recente do grupo Macambirais, com Fabrício ao centro, ao lado de Lala e Mário
nal de Cultura Viva. Há 14 anos, o município realizou o primeiro Festival de Cultura Popular voltado às apresentações de dança. Nessa época, o Macambirais já havia se tornado uma referência local. As vaias deram lugar aos aplausos e o que antes causava estranhamento passou a despertar orgulho. O movimento também incentivou o surgimento de outros grupos.
logo na primeira edição, o festival recebeu uma companhia da Paraíba. Nos anos seguintes, ampliou sua presença nos circuitos culturais, participou de eventos dentro e fora do estado e passou a receber grupos de diferentes regiões do país. três anos atrás, o grupo iniciou um diálogo com a Asociación internacional de Folclor latinoamericano (AiFl). A recepção de um grupo folclóri-
co do Paraguai marcou o início de uma nova fase para o festival, que passou a ter participação internacional. “A coisa foi tomando uma outra proporção que não estava nos meus planos inicialmente. A coisa foi naturalmente acontecendo”, comentou Fabrício lira, que deixou o comando do grupo desde 2007, embora tenha se mantido como uma espécie de presidente de honra.
Deus é artista No meio da homilia, o padre João Pedro Acúrcio, pároco da Paróquia de Nossa senhora de Fátima, em Passa e Fica, disse uma frase que pode ter soado estranha ou, para alguns, até reacionária: “Deus é artista”. Poucas definições pareciam traduzir tão bem o espírito da cele-
bração dos 25 anos do Macambirais. Para os presentes, a ideia fez todo sentido, afinal, como disse Gilberto Gil na canção “Esotérico”, “se eu sou algo incompreensível, meu Deus é mais”. As palavras do padre ganharam ainda mais significado pouco antes
da bênção final. sob aplausos e emoção, a plateia recebeu Mário Oliveira, presidente do instituto Macambirais. Artista, conhecido por sua performance cênica e humor irreverente, Mário subiu ao altar onde minutos antes o sacerdote havia celebrado a missa. Ao seu lado, imponente, estasábado, 31 de outubro de 2026
12 Domingo va a imagem de Nossa Senhora de Fátima, chamada pelos fiéis de “a imperatriz de Passa e Fica”. A cena dos dois lado a lado, o brincante e a santa, sintetizava a força da cultura popular. Ali estavam reunidos fé, arte e as múltiplas identidades que compõem a experiência humana. Homens e mulheres, jovens e idosos, pessoas com trajetórias distintas compartilhavam o mesmo espaço simbólico, unidos pela manifestação artística e pela devoção. “O Macambirais é mais que dança: é escola de vida. Ao acolher jovens, oferece disciplina, saúde e esperança. Ensina que o corpo, quando se move em harmonia, pode se afastar dos maus caminhos e se aproximar da beleza da fé. É um espaço onde a juventude encontra sentido, onde a arte se torna proteção e a tradição se torna futuro”, disse Mário. Lembrando as palavras de Fabrício Lira, Lala Albino destacou que, ao longo de sua trajetória, o grupo sempre manteve profundo respeito pelas tradições católicas, participando de festividades religiosas, celebrando santos e transformando cada espetáculo em uma expressão de devoção. “Sua missão é mostrar que cultura e fé caminham juntas, como duas faces da mesma verdade”, afirmou a brincante.
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Felipe Mendonça
Abraço fraterno entre o padre João Acúrcio e Mário Oliveira
De Macambirinhas a Macambirais “Maria Isabelle entrou no Macambirinhas por influência da irmã (Vânia Bezerra), que também fez parte do Macambirais no início de sua trajetória. Foi ela quem despertou esse interesse e a incentivou a integrar um grupo tão importante sábado, 31 de outubro de 2026
para a nossa cultura”, conta Cleide Ângelo, mãe de Isabelle, de 8 anos. Para Cleide, a maior recompensa é acompanhar a felicidade da filha. “Maria Isabelle é uma menina que ama dançar e gosta de participar das atividades da escola e
de tudo aquilo que desperta seu interesse. Ver a felicidade dela ao dançar e viver essa experiência é um motivo de muito orgulho e alegria para mim”, afirma. Camila Albino é outra mãe que acompanha de perto a participação
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da filha, Isis Albino, de 7 anos, no novo projeto do Macambirais. “Era uma vontade dela dançar porque via minha irmã (Lala Albino) dançando. Quando Lala teve a ideia de montar o Macambirinhas, imaginou que a procura seria pequena no começo e chamou primeiro as crianças da família. Como tinha minha filha e também o filho dela, foram os primeiros convidados”, relembra. Um dos ensinamentos deixados por Fabrício Lira e que agora é colocado em prática por Lala Albino, coordenadora do Macambirinhas, é o compromisso com o grupo. Para ela, essa é uma lição importante na formação das crianças. Camila viu isso de perto. “Isis ficou chateada porque faltou a alguns ensaios e não
pôde dançar no lançamento do grupo. Mesmo assim, recebeu a responsabilidade de carregar o estandarte e já está confirmada para dançar em dezembro”, conta. Lala não se considera exigente. Prefere dizer que é cuidadosa, como qualquer professora deve ser com seus alunos, inclusive quando são da própria família. É o caso da sobrinha Isis e do filho Dioclécio, de 8 anos. Aliás, foi justamente por causa dele que surgiu, anos atrás, a ideia de criar um grupo mirim de dança. “Em 2017, quando Dioclécio ainda era bebê, eu estava vendo na internet as comemorações de ‘mesversário’ e percebi que não me identificava com nenhum tema. Então tive a ideia de mandar fazer uma roupa
de galante de Boi de Reis, igual à usada pelos dançarinos do Macambirais. Isso chamou muita atenção no estúdio porque ninguém tinha vestido os filhos daquela forma”, lembra Lala. Segundo a coordenadora, foi desse episódio que nasceu a ideia de criar um grupo infantil capaz de formar futuros artistas e dançarinos para dar continuidade ao legado do Macambirais. “O que nos motivou a criar o grupo agora foi a dificuldade que temos enfrentado para atrair novos dançarinos. Então, vamos formar essas crianças desde cedo. Hoje elas são Macambirinhas, mas daqui a sete, oito ou nove anos esperamos que sejam Macambirais”, completou Lala Albino. Felipe Mendonça
Registro histórico dos grupos Macambirais e Macambirinhas sábado, 31 de outubro de 2026
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Artigo de Opinião
VIVER SEM LAMÚRIA Artur Leite Expositor Espírita prea838998@gmail.com
“Não murmureis entre vós.” Jesus (João; 6, 43). constante lamúria constitui um vício; na maioria das vezes, alguém reclama por não conseguir algo que está distante, fora do seu alcance, esquecendo de agradecer pelo que possui e lhe favorece. Imaginemos a seguinte situação: um homem ilustre e respeitado, dono de grandes propriedades e pertencente a uma família nobre. Ainda assim, acha-se infeliz e reclama de aspectos nos quais a vida não o favoreceu na medida em que gostaria. Longe dos holofotes, em sua intimidade, à margem de tudo quanto tem, vê em torno de si apenas tristezas e frustrações. Reclama, lastima-se. Perante a sociedade materialista, é um ricaço. Refletindo sob o ponto de vista espiritual, ele o é? Outro ato de nossa hipotética situação: um “pobre” homem que, em toda sua vida, tem estado sobre uma humilde e desconfortável cama de paralítico. De seu leito “pobre” de enfermo, dedica-se, no entanto, a uma nobre atividade, sem grandes recursos materiais, mas com dedicação e zelo pelo que faz. O serviço que oferece ao público é essencial, pois corresponde a uma necessidade praticamente universal. Não faz da mendicância uma atividade — poderia até viver pedindo esmola —, mas presta exatamente um serviço de assistência, de ajuda e de amparo aos necessitados de diversos matizes, na maioria das vezes sem um sentido para a vida. O “pobre” homem é um catalisador de amor, de beneficência e humanitarismo. O “pobre” é sempre encontrado em um ponto da cidade, disposto a auxiliar a todos que o procura. Tal situ-
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ação há de deixar alguns um tanto confusos sobre o que é ser “rico” e ser “pobre”. O deficiente físico é pobre ou rico? O primeiro personagem é rico mesmo ou é mendigo? O que vem a ser pobreza? E riqueza? “Ninguém é mendigo pelo que não possui, e sim pelo que anda mendigando. Ninguém é rico pelo que tem, mas pela espontânea prodigalidade com que distribui.” O infeliz ainda mais infeliz se torna quando mendiga felicidade. O intranquilo aumenta sua inquietude por mendigar paz. O incompreendido torna-se inaceitável pelas reclamações que despeja sobre os outros. Ninguém pode ter admiração por alguém que anda à caça de falsos valores. Não é respeitado aquele cuja maior preocupação é fazer-se admirado. Quem se reconhece injustiçado e vive a pedir amor, dificilmente pode ser amado. Quem tem cometido o erro de reconhecer-se vazio de muitas coisas e, no sentido de preenchê-las, vive a se lamentar, dificilmente terá sucesso como ser humano. Aquele que, esquecendo-se das incompreensões de que tem sido vítima, passa a compreender melhor as dificuldades morais do semelhante, virá a vencer também neste aspecto da vida. Quem pede está vazio; quem oferta tem para dar; quem se lamenta atrai maiores razões para o lamento, o qual é sempre desnecessário. “Jesus ensinou a orar e vigiar, recomendou o amor e a bondade, pregou a humildade, mas jamais aconselhou a viver de orações e lamúrias, santidade fingida, disfarçada em vãs aparências de humildade, que são sempre desmentidas pelas ambições e pela arrogância incontroláveis do homem terreno...” (José Herculano Pires.) Chega, inevitavelmente, a hora de pensar em bem viver, tomar as rédeas da existência, administrar os próprios recursos e seguir com o pouco que possa ter,
na certeza da transitoriedade dos bens. Recusar-se a mendigar, a depender do que lhe concederem. Não por orgulho ou vaidade, mas por medida profilática, evitando afundar-se nos escuros domínios da indigência material, psíquica e espiritual. Lembre-se de que o “Reino de Deus” está dentro de si e é um tesouro de felicidade; então, não na condição de mendigo, mas de hábil e confiante garimpeiro, dele retirará aquilo de que necessita, moral e espiritualmente, para si e, ainda mais, para dar aos outros. Doará, sempre, porque encontrou um tesouro inesgotável. Os bens materiais podem diminuir na medida em que são esbanjados. Os bens espirituais, ao contrário, crescem na proporção com que se beneficia os outros. Assim, a lamúria, as queixas e o desânimo não farão mais sentido. Livra-se do velho e infrutífero hábito infeliz dos gestos de desânimo, do olhar indigente, dos gemidos e de comportar-se, mesmo que discretamente, como alguém que mendiga piedade, simpatia, palavras de caridade ou qualquer forma de ajuda. Sob um novo prisma assume o compromisso de evitar o comportamento de qualquer mendicância. Mesmo que as dores venham, haverá brilho em seu olhar e sorriso nos lábios. A Paz será a estrela de maior brilho na constelação do coração, porque sopra a suave brisa da confiança, da serenidade, da fé e da esperança da criatura no Criador, que jamais deixa seu filho desamparado. Todos os dias, o alvorecer é um convite a receber a brilhante luz do sol. Mas alguns preferem permanecer sem luz. Lamúria não cura feridas. Desespero não acalma a intimidade. Apatia jamais será capaz de fortalecer o ânimo. As lágrimas e a tristeza serão legítimas para demonstrar uma dor; não deverão ser, no entanto, demonstrações de desequilíbrio. Agir, refletir diante das circunstâncias e fazer escolhas saudáveis são conquistas inestimáveis dos seres racionais.
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Triângulos de queijo crocantes
A receita usa tortilhas de trigo, as mesmas do wrap caseiro, recheadas com queijo, presunto e creme azedo. Tudo vai para a frigideira, sem forno e sem preparar massa. Em vez de dobrar a tortilha ao meio, a ideia é fazer um único corte do centro até a borda e dobrar a massa em quatro partes. O resultado é um triângulo com várias camadas, que fica crocante por fora enquanto o queijo derrete e une o recheio por dentro.
Ingredientes A receita rende quatro triângulos. 4 tortilhas de trigo grandes; 160 g de queijo que derreta bem, como prato ou muçarela; 100 g de presunto; 2 colheres (sopa) de creme azedo; 1 colher (sopa) de óleo ou manteiga; pimenta-do-reino a gosto.
Modo de preparo Com os ingredientes separados, a montagem leva poucos minutos. Rale o queijo e corte o presunto em tirinhas. Coloque a tortilha sobre uma tábua e faça um corte do centro até a borda de baixo. Imagine a tortilha dividida em quatro partes iguais. Espalhe o creme azedo na primeira parte, o presunto na segunda, o queijo na terceira e um pouco de queijo e presunto na quarta. Começando por uma das partes ao lado do corte, dobre sobre a parte vizinha e continue dobrando até formar um triângulo. Repita com as outras tortilhas. Aqueça o óleo ou a manteiga em uma frigideira em fogo médio. Coloque os triângulos e pressione levemente com uma espátula. Doure por cerca de dois a três minutos de cada lado. Deixe descansar por meio minuto antes de servir. Fonte: Tudo Gostoso
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>> Isabel Teixeira explora as contradições em “Quem Ama Cuida”
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Seriais
Destaques das séries e conteúdo “on demand”
por Geraldo Bessa Mundo inédito
Humor com sentimento > Baseado em uma ideia original de Paulo Gustavo e Marcus Majella, “Agentes Muito Especiais” está disponível para assinantes Globoplay. Estrelada por Marcus Majella e Pedroca Monteiro, a comédia acompanha Jeff e Johnny, dois homens com personalidades completamente diferentes que acabam juntos em um treinamento para ingressar no COIP, o Centro de Operações de Inteligência da Polícia. O que começa com uma relação marcada por desentendimentos ganha novos contornos quando os dois recebem uma missão que exige que trabalhem lado a lado. Para desmantelar o Bando da Onça, quadrilha comandada por uma misteriosa criminosa vivida por Dira Paes, Jeff e Johnny precisam se infiltrar em uma penitenciária.
Dramas e vingança
(Globoplay, ter, dia 3)
A descoberta de uma dupla traição e um golpe implacável marcam o ponto de partida de “Herdeira por Direito, Milionária por Vingança”, nova novelinha Original Globoplay que estreia no dia 3 de novembro. Produzida pelos Estúdios Globo no formato de microdrama vertical, a trama acompanha a história de Luísa Tribiani (Pâmela Tomé), herdeira do império Flor de Seda e primeira-dama da cidade fictícia de Recanto, que vê sua vida ruir ao flagrar o marido, Olavo (Ricardo Vianna), em um caso com sua melhor amiga, Selma (Barbara França). A crise expõe uma engrenagem ainda mais sombria: manipulada pela sogra, Teodora Tribiani (Alexandra Richter), Luísa assina documentos fraudulentos e perde a empresa, o patrimônio e a reputação.
Para as crianças (Globoplay, qua, dia 4)
Os mistérios e aventuras de uma das franquias infantis de maior sucesso ganham espaço no Globoplay com a chegada de “D.P.A. 4: O Fantástico Reino de Ondion” ao catálogo para todos os assinantes da plataforma. Na trama, Mel (Emilly Puppim) e Zeca (Stéfano Agostini) encaram uma missão superperigosa em busca de Max (Samuel Minervino), que sumiu misteriosamente. Intrigados com o sumiço, os detetives atravessam um portal mágico e viajam pela primeira vez até o reino mágico de Ondion para procurá-lo. Enquanto isso, o reino – comandado pela Rainha Astúria (Erika Januza) e pelo Rei Norton (Érico Brás) – se prepara para celebrar o aniversário de 10 mil anos de Berta (Suely Franco), que vai até o castelo real com a família para uma festa espetaculosa. O que ninguém imagina é que todos correm perigo com a volta de Rumorum (Gabriel Braga Nunes), um bruxo poderoso que ficou séculos sob efeito de um feitiço que o transformou em uma peça de madeira e agora busca vingança.
Caminhos cruzados
Sucesso internacional
(Disney, qua, dia 4)
O Disney+ estreia a segunda temporada de “Tudo É Justo”, a comédia criminal de Ryan Murphy. As advogadas do Grant, Ronson & Greene estão de volta para mais uma temporada de escândalos, segredos e saltos altos. Com novas alianças se formando, amizades são colocadas à prova e uma revelação chocante ameaça a existência do escritório. A nova leva de episódios é estrelada por Kim Kardashian, Naomi Watts, Niecy Nash-Betts, Teyana Taylor, Matthew Noszka, Cauã Reymond, ao lado de Sarah Paulson e Glenn Close.
Na política
(Netflix, qui, dia 5)
A trama de “Black Doves” ganha uma segunda temporada. Na produção, Helen se ajusta à vida de esposa do primeiro-ministro, e Sam enfrenta um ultimato letal. Mas um ataque contra Reed coloca os dois em uma busca desesperada por respostas.
(Netflix, sex, dia 6)
A Netflix estreia o filme “Amor Possível”. Após ser demitido, um trabalhador e sua esposa cruzam o caminho de uma documentarista e o marido dela, encarando desejos ocultos.
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principal / Isabel Teixeira
explora as contradições de Pilar em “Quem Ama Cuida”
Sem concessões
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nterpretar uma personagem que desperta sentimentos tão antagônicos no público exige mais do que encontrar justificativas para suas atitudes. É preciso reconhecer suas contradições sem perder de vista aquilo que a torna capaz de atravessar limites. Em “Quem Ama Cuida”, de Walcyr Carrasco e Claudia Souto, Isabel Teixeira encontra esse desafio em Pilar, uma mulher que não parece disposta a questionar as próprias convicções, mesmo quando suas escolhas provocam conflitos. A atriz não tem dúvidas sobre a natureza da personagem, tampouco pretende suavizá-la para torná-la mais palatável. “Eu acho que a gente não deve romantizar a Pilar. Ela é ruim mesmo. Ela tem um desvio ético”, defende. O interesse de Isabel, no entanto, está justamente em não reduzir a vilã a uma sequência de maldades. Com uma trajetória ligada ao teatro, a atriz se interessa pelas camadas que aparecem no cotidiano, pelos momentos em que uma personagem revela outras facetas sem necessariamente mudar de natureza. Essa investigação
também passa pela relação com o público, que acompanha os acontecimentos, formula teorias e reage às atitudes de Pilar. Para Isabel, construir uma figura odiável é uma experiência que ultrapassa o trabalho individual e envolve quem está do outro lado da tela. “Eu acho muito legal construir com as pessoas uma personagem odiável, porque a gente constrói com o público”, afirma. P – Pilar é uma personagem que desperta reações fortes. Como você trabalha para construir uma vilã que não seja apenas uma sucessão de maldades? R – Acho que, até na construção de uma personagem como a Pilar, que é típica da teledramaturgia, existe uma modernidade quando ela não é chapada. Mesmo sendo uma personagem construída com essa função, ela tem dias em que está bem, dias em que está de bom humor. P – Você diz que não pretende romantizar a personagem. O que considera mais importante para entender a maneira como ela age?
R – Ela tem um desvio ético. O jeito como entende os acontecimentos e o mundo parte de um ponto de vista que não tem escuta, que não abre o olhar. Tenho certeza, na minha construção, de que, se alguém chegar para ela e disser: “Olha, eu sei que você está pensando desse jeito, mas olha o que aconteceu comigo”, ela não vai ouvir. É uma pessoa que está muito voltada para si mesma. P – A relação de Pilar com Brigitte envolve questões do passado e segredos que ainda precisam ser esclarecidos. Como é trabalhar com essas informações sem antecipar o que a novela reserva? R – É uma construção maravilhosa, porque a gente vai entendendo o que está acontecendo, mas também entende o que pode dar ao telespectador e o que não pode dar. Isso aprofunda muito a
relação. É como uma panela de pressão, porque vamos ter de resolver essas questões, entender o que está acontecendo e acompanhar como tudo vai se desenrolar. P – Você também destaca a importância do tempo da novela. O que essa experiência oferece ao público? R – A gente fica querendo que a novela se resolva rápido, porque também somos noveleiros. Mas acho que temos uma missão de passar para as novas gerações que a novela tem um tempo para acontecer. É muito legal acompanhar essa tensão, ficar pensando quando a personagem vai cair e se ela vai cair. E, quando cai, é uma delícia! Acho que a novela é muito diferente de uma série de streaming. Acredito que ela não vai morrer e que vai continuar sendo novela, cada vez mais sendo novela.
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close / Danielle Winits vive Regina,
uma psiquiatra suspeita em “Eu Não Era Louca, Era Casada”
Além do diagnóstico
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econhecer a violência psicológica pode ser ainda mais difícil quando quem deveria identificá-la também está submetido à manipulação. É essa contradição que Danielle Winits explora ao interpretar a psiquiatra Regina de “Eu Não Era Louca, Era Casada”, novelinha vertical do Globoplay. A médica inicialmente acredita na versão apresentada por Vítor, personagem de Ricardo Pereira, sobre a suposta instabilidade emocional de sua esposa, Beatriz, vivida por Fernanda Rodrigues. Aos poucos, porém, Regina percebe inconsistências e passa a questionar suas próprias decisões. Para Danielle, a vulnerabilidade da personagem vai além de um possível erro de avaliação profissional: Regina também teria sido influenciada pelo homem responsável pela conspiração. “Eu pude entender que essa personagem já sofria, de certa forma, algum tipo de gaslighting do personagem do Ricardo”, defende.
A percepção de Regina sobre os acontecimentos se transforma à medida que ela entra em contato com a situação de Beatriz, vítima de uma armação planejada pelo marido e pela amante dele, Lúcia, interpretada por Barbára Reis. O objetivo da dupla é fazer a galerista duvidar da própria sanidade para afastá-la e tomar sua fortuna. Ao construir a psiquiatra, Danielle procurou compreender como uma profissional experiente poderia ser envolvida nesse processo sem perceber imediatamente a violência em curso. A atriz também preferiu preservar certa ambiguidade sobre as intenções da médica, cuja participação na história não se revela por completo desde o início. “Sem dar spoiler, a personagem tem um viés, digamos, suspeito na história. Mas eu não vou falar a respeito do desfecho”, desconversa. A interpretação de Regina também exigiu escolhas específicas diante do formato vertical. Vista muitas vezes na pele de personagens
mais expansivos, Danielle encontrou na postura profissional da psiquiatra uma oportunidade de trabalhar com gestual mais contidos. Em vez de explorar movimentos corporais, concentrou sua atuação na maneira como a médica observa e escuta as pessoas ao redor. A opção dialoga com a proximidade da câmera e com a duração reduzida dos episódios, sem que a atriz tenha sentido dificuldades para se adaptar ao enquadramento. “Pela minha personagem ser uma psiquiatra, busquei estar mais focada no olhar do outro, na escuta ativa e não em estabelecer para a personagem gestuais que pudessem ficar maiores do que meu objetivo, que era simplesmente a escuta”, detalha. Para a atriz, o tema abordado pela obra é tão impor-
tante quanto o desafio artístico. Criada por Ecila Pedroso, a história trata do gaslighting, mecanismo de manipulação psicológica que leva uma pessoa a questionar a própria memória, percepção e capacidade de julgamento. Danielle acredita que a ficção pode tornar essas práticas mais reconhecíveis, sobretudo para quem não identifica determinados comportamentos como abusivos. E considera que a narrativa direta dos microdramas favorece a compreensão dos conflitos, podendo estimular a busca por ajuda. “Considero o microdrama ‘Eu Não Era Louca, Era Casada’ um serviço social”, afirma. “A manipulação psicológica que afeta milhões de mulheres é uma epidemia que se alastra secularmente e que precisa ser divulgada constantemente”, acrescenta.
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ponTo De VisTa / “Verônika com K” pode
apenas entreter, mas é melhor para refletir
Retratos em preto e branco
E
mbora no créditos apareça a inscrição “Original Globoplay”, não há dúvida de que “Verônika com K” tem a assinatura da produtora AfroReggae Audiovisual. Como muitas produções brasileiras nascidas após os fenômenos cinematográficos “Cidade de Deus” e “Tropa de Elite”, a trama explora um cenário visível, mas pouco aprofundado na sociedade carioca, e mostra um pouco o cotidiano dentro das comunidades. Exibe tanto o lado mais singelo, com vizinhos se cumprimentando ou meninos e meninas buscando manter atividades normais
de jovens, quanto a forma como os moradores são espremidos entre o tráfico e os achaques da polícia. Na trama, a poesia acaba quando uma bala encontra o peito do irmão da protagonista. A partir daí, ela e a mãe resolvem se mudar para o subúrbio carioca e descem o fictício Morro de São Jerônimo (na verdade, o Morro do Vidigal, berço do Grupo Nós do Morro). Do Nós do Morro, por exemplo, veio a protagonista Roberta Rodrigues e também Marcello Melo Jr, o Sargento Michael da série “Arcanjo Renegado”, da qual “Verônika com K” é um spin-off. O grupo liderado por Michael até inva-
de o morro em uma sequência para reforçar essa identidade entre as séries, ambas criadas e roteirizadas por José Júnior, do Afro Reggae. Na juventude, Verônika namora Rodriguinho, que na época era avião do tráfico (uma espécie de estafeta que transporta droga e dinheiro dentro do morro). Foi em um momento em que Rodriguinho está nesta labuta, o irmão da protagonista é baleado – e ela o culpa por isso. O tempo passa, e Verônika se torna uma advogada voluntariosa e vencedora, mas a quem é negada a condição de sócia do escritório de advocacia em que trabalha. Rodriguinho também cresce na carrei-
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ra e após 20 anos assume o posto de dono do morro, com o nome de Rod. Ao mesmo tempo, os dois começam a ter problemas. O principal advogado do escritório de Verônika é preso por compra de sentença (e aí há um buraco no roteiro, pois não aparece nenhum juiz vendedor), enquanto a polícia, que não consegue acusar Rod pelo tráfico, tenta lhe imputar a autoria de um assassinato, que obviamente ele não cometeu. E aí aparece o lado folhetinesco da série: nessa derrocada profissional, os dois se reencontram, num tom que mistura hostilidade e um certo saudosismo. Independentemente do lado novelesco de “Verônika com K”, importa aqui o pano de fundo. A tentativa da protagonista de esquecer a juventude no morro, mas perceber que tem mais laços com o passado do que gostaria, porque mesmo com a escassez de recursos, havia uma certa humanidade nas relações pessoais. Também mostra as dificuldades de uma profissional negra para conseguir ser vista de forma equânime em um universo predominantemente branco, deixando exposta a estrutura do racismo. Ao mesmo tempo, mostra como religião e crime convivem com arranjos bastante chocantes. De um lado, as religiões de matriz africana aparecem como um oásis ético dentro daquela realidade violenta, enquanto evangélicos demonizam tudo que não corresponde à leitura que fazem da Bíblia, ao mesmo tempo em que exigem obediência cega a essas interpretações.
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sábado, 31 de outubro de 2026
Globo – 18h15 Globo – 19h15 Globo – 21h15
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resUMo Das noVelas
ACESSE
segunda - Jendal garante a Menemi que alika será apresentada ao povo de Batanga como sua nova rainha. Niara se emociona ao chegar ao local em que Cayman foi assassinado. Chinua explica a Menemi que alika aceitou se casar com Jendal para salvar a vida de seu filho com tonho. Niara, José/Zambi, omar e tonho assistem ao pronunciamento de Jendal, que apresenta ao povo a rainha alika. Jendal localiza Niara, omar e tonho entre a população e ordena que Pascoal e Nuru os prendam. Menemi impede que Jendal atente contra alika. Jendal alerta Campbell e Mackenzie sobre a presença de Niara, omar e tonho.
terça - Jendal conclui que Menemi esteja apoiando os rebeldes e pede ajuda a Campbell e Mackenzie. Manoel avisa a diógenes que acredita que Fortunato tenha ido a recife atrás de Maria Helena e Murilo. Dôra anuncia a Bartô que o governador o destituiu do cargo de prefeito, nomeando Sebastião interinamente para cuidar da cidade. Graça se insinua para Mauro. Durante a festa-surpresa para ritinha, diógenes confessa à menina que é seu pai. aurelinda sofre e é amparada por Marta. ritinha pede a Viriato para deixar a casa de diógenes. Fuad pede a mão de belmira em namoro para Viriato.
Quarta - sob o comando de Jendal, Pasco os soldados batanguis e ingleses se prepar para lutar contra os rebeldes. Marta diz a Dióge que sente orgulho do marido e os dois se recon liam. Nuru avisa a Jendal que os rebeldes furar o bloqueio dos soldados batanguis e estão a minho do palácio. Chinua revela a alika que a talha por batanga começou. dona Menina pr a guerra em Batanga e conforta Caetana, que fre por tonho. Jendal e José/Zambi comand seus exércitos. Ladisa é ferida no combate e a se desespera. omar fere Jendal. Chinua e or reconhecem tonho.
Segunda - Vanessa ameaça o proprietário atual da casa de Juli. Giovana vê Guto e Kátia juntos. suelen e Josi Kéli reconhecem Vanessa na Vila Maravilha. Peixe confronta bela sobre o possível diagnóstico de Samuca. Leandra e Vanessa discutem. Pérola sofre com as atitudes de Vanessa. toy convida Lia para sair. bezão expõe para todos o vídeo de Ítalo dançando. Lucas acolhe Ítalo. Iara teme estar grávida. Junqueira cobra Zé pelo serviço de susto em Gabriel. Vanessa revela a Peixe que comprou a casa de Juli.
terça - Peixe agradece a Vanessa e afirma que devolverá o dinheiro da casa a ela. Bela pede novos exames a Iara. ricardo aconselha Vitor e Gabriel conforta Leandra. dalila repreende Peixe por ter aceitado a casa comprada por Vanessa. Bela revela o resultado da biópsia de Margô e a orienta sobre próximos passos. ricardo convida sílvia para sair. Bela se emociona ao dividir um momento especial com Glorinha. Bela vai a um encontro com Gabriel. Gabriel é atropelado.
Quarta - Bela socorre Gabriel. Sílvia se irri conta a Vanessa que Gabriel combinou de sair c bela. Zé informa a Junqueira que cumpriu o aco dos dois. ricardo avisa a Vanessa sobre o acid te de seu ex-marido. Leandra se desespera saber sobre o acidente do pai. bela pede que Pe cuide de seus irmãos e o menino fica aflito ao sa de Gabriel. Gabriel é operado e permanece em ma. Junqueira repreende Zé. o mecânico come sobre Gabriel com Juarez e o feirante descon Vanessa expulsa bela do quarto de Gabriel.
segunda - Pedro e adriana cercam Zeni e ela afirma que Pilar encomendou a tesourada que a fisioterapeuta levou na prisão. Otoniel fica desconcertado quando Heitor diz que ele pode ser suspeito da morte de arthur. Fábia convida ademir para ir até sua casa. otoniel sugere que enéas lhe peça permissão para namorar elisa. elenice vai ao aulão de dança dos anos 80 com Mau Mau. Iuri observa Pilar com tom e avisa a adriana. Fernando sente o golpe ao saber que Felipe está com Mau Mau. Pilar pede a tom que consiga uma arma para ela.
terça - Pilar ameaça tom. Felipe conta a Mau Mau que falou para Fernando sobre o relacionamento dos dois. Pedro e Adriana planejam uma armadilha para Pilar. tom se compromete a conseguir uma arma para Pilar. Carmita sugere que Bruna se aproxime de Heitor. Pedro conta a Cléber que tom tem um caso com Pilar. brigitte e Lyris encontram um documento com o nome de Brigitte entre as coisas de arthur. Zeni se alia a adriana.
Quarta - Adriana confessa a Mau Mau que confia em Zeni, mas admite que precisa se ali ela para desmascarar Pilar. Lyris aconselha Brig a levar o documento que encontraram para Pe dafne fica feliz ao ver elenice interagindo com C ber. Nicolau deixa claro a ulisses que se preoc com a relação dele com Lyris. elenice diz a Clé que está decidida a se separar de tom. rafael gere a Heitor que existem motivos para diná considerada suspeita da morte de Arthur. Oto proíbe Fernando de procurar Mau Mau. Pedro re la a Brigitte que Pilar roubou a fortuna que seu lhe deixou de herança. brigitte confronta Pilar.
oal e ram enes nciram a caa barevê e sodam akin ruka
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Quinta - resumo não será divulgado.
sexta - resumo não será divulgado.
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sábado - reprise do último capítulo.
ta e com ordo dena ao eixe aber m coenta nfia.
Quinta - Leandra autoriza que Bela visite Gabriel. ricardo estranha a atitude de Junqueira em relação ao estado de Gabriel. toy conforta Leandra. Vanessa ofende Manoel e ele a confronta. Maike alerta toy sobre os sentimentos de Lia. dalila encontra Peixe na antiga casa de Juli e aceita ser sua amiga enquanto a relação amorosa está abalada e os dois conversam. Giovana entrega a Vanessa as cópias dos contratos feitos por Junqueira. bela sofre preocupada com Gabriel. Ítalo se impressiona com a história pessoal de Lucas. Zé é humilhado por Junqueira. Lucas encontra a instalação de sabugo e tom-tom na escola. Zé procura Vanessa.
sexta - Zé insinua a Vanessa que sabe mais sobre o acidente do Gabriel. Lucas oferece apoio a sabugo e tom-tom. Margô se declara para Lucas e o diretor admite ainda ter sentimentos por Bela. Juarez desconfia do envolvimento de Zé com o acidente de Gabriel. Vanessa descobre que Junqueira encomendou o atentado contra Gabriel. Lucas tenta se reaproximar de bela. Junqueira ameaça Vanessa. o delegado apura com bela, ricardo e Vanessa as condições do acidente de Gabriel. Vanessa contrata Zé. bela visita Gabriel.
sábado - Vanessa orienta Zé a pegar o celular de Junqueira e apagar todos os dados. sílvia e Margô conversam sobre seus interesses amorosos. Kátia demonstra interesse em Guto e Giovana seduz o segurança. Leandra agradece o apoio de toy e Maike novamente alerta o amigo em relação à Lia. Juarez descobre que Zé está envolvido no acidente de Gabriel e o mecânico o ameaça. Passamse alguns dias. Zé arquiteta um assalto a Junqueira. Vanessa reúne provas contra Junqueira.
não iar a gitte edro. Clécupa éber l suá ser oniel eveu pai .
Quinta - Brigitte enfrenta Pilar e avisa que Pedro está a seu lado. Pedro aceita o plano de Adriana de simular a separação dos dois. tom agride elenice quando ela conta do desejo de se separar e vai embora. rosa e elisa apoiam elenice, que decide ir à delegacia denunciar tom. bruna pensa que Heitor poderá fazê-la esquecer Pedro. Fábia avisa a bartira que a presença de ademir em sua casa é segredo absoluto. adriana propõe a tiago que os dois unam forças para tirar Ingrid da presidência da joalheria. Pilar surpreende adriana e tiago ao flagrálos juntos.
sexta - Pilar reage quando tiago e adriana concordam em tirar Ingrid da presidência. bia procura Otoniel, demonstrando interesse em conhecer melhor o espiritismo. tiago pede ajuda a Nancy para estreitar sua relação com Adriana. Pedro avisa a César que o pai do médico foi inocentado. Fernando conta a Mau Mau que Otoniel o procurou a fim de afastar os dois. rafael e Ingrid procuram brigitte para oferecer mesada à irmã. andré comunica a Adriana e Pedro que uma parte do dinheiro desviado da joalheria foi depositada em uma conta em nome de Felipe. tom pede ajuda a Pilar.
Sábado - Diná escuta a conversa entre Pilar e tom. andré, Pedro e adriana descobrem que ulisses usou o nome de Felipe para desviar dinheiro da joalheria. Brigitte não aceita a mesada dos irmãos e deixa claro que lutará pelo dinheiro que foi deixado por seu pai. adriana conta a Nancy e Lyris que ulisses pode ser preso. Mau Mau afirma a Otoniel que não vai se afastar de Fernando. ulisses revela a Pilar, Ingrid, silvana e tiago que foi ele quem desviou dinheiro da joalheria. Para não prejudicar Felipe, ulisses implora a adriana que não denuncie sua fraude.
ACESSE
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cinco perGUnTas / Sérgio Malheiros explora
novas camadas de Victor em “Amor da Minha Vida”
Amor maduro
O
amor costuma ganhar contornos diferentes quando deixa de ser apenas uma possibilidade e passa a dividir espaço com as escolhas da vida adulta. É nesse território, em que o sentimento precisa conviver com planos, inseguranças e diferenças, que Victor, personagem de Sérgio Malheiros em “Amor da Minha Vida”, se encontra na segunda temporada da série do Disney+. Na primeira leva de episódios, a trama acompanhou a descoberta do relacionamento com Bia. Agora o desafio é entender como esse vínculo se sustenta diante das transformações individuais. Para o ator, a nova fase preserva o humor e a leveza da produção, mas acrescenta complexidade a um personagem que também precisa descobrir o que deseja para si. “O Victor amadurece bastante nesta temporada. Ele continua sendo esse cara sensível, romântico, nerd, apaixonado, mas começa a se deparar com questões mais complexas da vida adulta e do relacionamento. Acho que o grande desafio para mim foi justamente mostrar essas camadas sem perder aquilo que o público já conhece e gosta nele”, afirma. Além das questões amorosas, a série abre espaço para uma reflexão sobre as mu-
danças que atravessaram a geração retratada na história. Malheiros destaca a experiência de ter crescido em um mundo que se transformou rapidamente com a expansão da internet e das redes sociais, alterando também as expectativas em relação à vida. P – A segunda temporada acompanha Victor e Bia em uma nova etapa do relacionamento. O que muda para o personagem e quais foram os principais desafios de interpretá-lo nessa fase? R – O Victor amadurece bastante nesta temporada. Ele continua sendo esse cara sensível, romântico, nerd, apaixonado, mas começa a se deparar com questões mais complexas da vida adulta e do relacionamento. Acho que o grande desafio para mim foi justamente mostrar essas camadas sem
perder aquilo que o público já conhece e gosta nele. P–Vocêcomeçouatrabalhar muito cedo e construiu uma trajetória longa na televisão. Quando atuar deixou de ser apenas parte da sua rotina e se tornou uma escolha consciente? R – Acho que foi acontecendo aos poucos. Eu comecei muito cedo, então, durante uma parte da infância e da adolescência, atuar era simplesmente o meu universo, era o trabalho que eu conhecia e que fazia parte da minha rotina. P – Você já transitou por diferentes formatos e gêneros. O que pesa mais na hora de aceitar um projeto? R – O que mais me faz interessar por um projeto hoje sem dúvida é a história que a gente vai contar, a narrativa, como aquela história pode im-
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pactar as pessoas que vão assistir. E é claro que as pessoas envolvidas também têm um peso muito grande, porque tem pessoas que eu gostaria muito de trabalhar. Então quando chega algum projeto com alguém que eu admiro, muitas vezes isso já é uma indicação de que esse projeto vai ser legal. Porque a gente nunca sabe quais projetos vão ser bons ou não. Porque a gente não vê o projeto inteiro, a gente vê o roteiro e o roteiro é um guia. P – A série aborda os relacionamentos de uma geração que viu o mundo se transformar rapidamente com a internet e as redes sociais. O que mais interessa você nesse retrato? R – O que mais me interessa nesse universo é conseguir fazer um recorte fiel e engraçado desta geração que a gente mostra na série. Uma geração que começou a vida sem ter internet tão forte e, no meio da adolescência, na juventude, viu o crescimento das redes sociais e o mundo se transformar. P – A expansão do streaming mudou o mercado audiovisual desde o começo da sua carreira. Como esse cenário influencia suas escolhas profissionais hoje? R – Mudou muito e acho que a principal mudança foi a ampliação das possibilidades. Hoje existem mais formatos, mais plataformas e, consequentemente, mais oportunidades de contar histórias diferentes e alcançar públicos diversos através de novos canais, como o streaming – algo que não tínhamos antes.
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raio-x / Karina Ramil valoriza
a liberdade na composição de Camila, do “D.P.A.”
Afeto espontâneo
E
m meio aos feitiços, mistérios e aventuras de “D.P.A. – Detetives do Prédio Azul”, a professora de ioga Camila representa uma forma de diversidade que não precisa de grandes explicações para fazer parte da história. A personagem de Karina Ramil é companheira de Layla, papel de Júlia Tavares, mãe de Zeca, vivido por Stéfano Agostini, e integra o primeiro casal formado por duas mulheres na série infantil do Gloob. Para a atriz, a maneira como essa relação é apresentada permite que diferentes configurações familiares encontrem espaço no universo da produção. “Eles fazem isso de uma maneira muito delicada e afetuosa”, observa Karina. A experiência no programa ainda aproximou Karina de uma linguagem que permite explorar o humor e a fantasia, sem abandonar o cuidado com o público mirim. Com passagem pelo teatro infantil, ela encontrou espaço para brincar com a interpretação, respeitando os limites do audiovisual e a sensibilidade desses espectadores. “O
fato de ser infantil dá mais liberdade para brincadeiras, para mexer com o lúdico e não levar aquilo tão à risca, dentro de um realismo adulto”, compara. A repercussão ultrapassou as telas: acostumada ao reconhecimento dos adultos por trabalhos como o “Porta dos Fundos”, Karina passou a receber abordagens espontâneas de crianças, que a surpreenderam pelo entusiasmo e pelo conhecimento da série. O humor e a fantasia também marcam “Overman”, filme inspirado nas tirinhas de Laerte Coutinho, em que Karina contracena com Caco Ciocler. A comédia apresenta um super-herói às voltas com problemas cotidianos e exigiu da atriz uma experiência inédita com efeitos especiais. Entre cenas de voo e movimentos que só ganhariam sentido depois da finalização, ela descobriu outra maneira de explorar o absurdo, desta vez em uma produção voltada ao público adulto. “Antes, você está chutando o ar, pulando de um lado para o outro, fingindo que está voando. E o resultado ficou incrível”, diverte-se.
Nome: Karina Ramil. Nascimento: 18 de novembro de 1989, no RJ. A que assiste: “Estou revendo ‘Pablo & Luisão’ e terminei ‘Widow’s Bay’” A que não assiste: “Leilão de gado”. Cantores: “Vou puxar o saco da família: Kleiton & Kledir. E Liniker”. Ator: Rafael Bacelar. Atriz: Andrea Beltrão e Marília Pêra. Primeiro trabalho na tevê: “Uma participação em ‘A Favorita’”. Interpretação memorável: Adriana Esteves em “O Cravo e a Rosa” e Andrea Beltrão em “Som & Fúria”. Momento marcante: “Quando entrei no ‘Porta dos Fundos’”. O que falta na tevê: “Comédias ácidas”.
O que sobra na tevê: “Programas sensacionalistas”. Se não fosse atriz, seria: Psicóloga. Humorista: Dercy Gonçalves e Suzy Brasil. Cena inesquecível da tevê: “Fernanda Torres ganhando o Globo de Ouro”. Abertura de novela: “A Indomada”. Bordão inesquecível: “Eu sou chique, benhê”, de Márcia, papel de Drica Moraes em “Chocolate com Pimenta”. Programa de humor: “Os Normais”. Personagem que gostaria de interpretar: Catarina de “O Cravo e a Rosa”. Par romântico inesquecível: Babalu e Raí, de Leticia Spiller e Marcello Novaes em “Quatro por Quatro”. Mania: “De me estalar toda”.
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insiDe / Giulia Benite vive jovem com o
passado em xeque em “Lá na Minha Terra”
Novas certezas
H
á descobertas capazes de mudar não apenas o que alguém sabe sobre a própria história, mas também o lugar que acredita ocupar no mundo. Em “Lá na Minha Terra”, novela das seis que estreia em 9 de novembro, Giulia Benite interpreta Alice, filha de Cesário (Daniel de Oliveira) com Ismália (Camila Camargo), que cresceu cercada de privilégios e aprendeu a enxergar a vida a partir das certezas construídas em seu núcleo familiar. Determinada como a mãe, ela verá esse universo ruir ao descobrir que a história de sua família foi sustentada por uma mentira. A revelação da verdadeira identidade de Cesário colocará em xeque suas referências e a obrigará a rever tudo o que acreditava saber sobre si mesma. “Acho muito bonito que, mesmo com tudo o que acontece, a Alice consegue ter um equilíbrio entre a razão e a emoção”, afirma. A capacidade de manter a serenidade diante de uma revelação tão profunda é uma das características que mais chamam a atenção da atriz na construção da per-
sonagem. Embora tenha crescido em uma realidade privilegiada, Alice precisará lidar com questões que vão além das condições materiais e das certezas que sempre teve. A maturidade será importante para atravessar esse momento sem perder de vista o que deseja para o futuro. “Ela tem uma maturidade que, às vezes, até surpreende”, aponta. A descoberta também desperta em Alice o desejo de se aproximar dos irmãos, pessoas que passam a integrar sua história de uma maneira inesperada. Para além de compreender o passado da família, a jovem precisará encontrar espaço para construir novos vínculos e descobrir se será acolhida nessa outra realidade. O sentimento de pertencimento passa a ocupar um lugar central em sua trajetória, abrindo a possibilidade de estabelecer relações que até então não faziam parte de sua vida. “O maior sonho dela depois da descoberta será conhecer os seus irmãos, que eles gostem dela, e quem sabe se sentir pertencente a essa nova família”, ressalta.
Conhecida por interpretar Mônica nos filmes “liveaction” e na série da “Turma da Mônica”, do Globoplay, Giulia vive uma nova etapa profissional ao integrar o elenco de uma novela. A mudança de formato exige adaptação, especialmente pelo ritmo de gravações e pela quantidade de cenas realizadas diariamente. Se, na série, o processo acontecia com mais tempo, a rotina
atual permite que a atriz experimente outra dinâmica de trabalho e amplie seu repertório. “Eram menos cenas por dia na época da séri, era tudo com muita calma. Agora é completamente diferente e acho que está me enriquecendo muito, é muito gostoso poder me desafiar de uma forma diferente e, ao mesmo tempo, realizar mais um sonho dentro da minha profissão”, vibra.
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BasTiDores / SBT reúne artistas
em maratona de 24 horas na 29ª edição do “Teleton”
Corrente solidária
A
solidariedade ganha diferentes formas quando uma causa consegue reunir histórias de vida, artistas e espectadores em torno de um objetivo comum. Nos dias 6 e 7 de novembro, o “Teleton” volta à programação do SBT para sua 29ª edição, com uma maratona que começa às 22h30 de sexta e segue ininterruptamente até o fim do sábado. Neste ano, a campanha da AACD tem como tema “O que te move?” e pretende arrecadar R$ 30 milhões, valor equivalente a 230 mil atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a pessoas com deficiência física e mobilidade reduzida. “O que move a gente é a solidariedade, poder fazer algo para alguém”, afirma Celso Portiolli, apresentador e padrinho da iniciativa. Mais do que mobilizar doações durante a transmissão, a campanha busca aproximar o público da realidade das pessoas atendidas pela instituição e mostrar como as contribuições ajudam a manter os serviços. Os recursos arrecadados também são destinados a investimentos em estrutura, profissionais e tecnolo-
gia, fundamentais para a continuidade do trabalho da AACD. A edição terá como pacientes-símbolo Camila Vitória Nunes, de 12 anos, Emily Nathieli, de 23, e Jurcelei Tozzatti, de 74, que representam diferentes gerações e trajetórias de reabilitação. Para Silvia Alves Paz, superintendente de Marketing e Relações Institucionais da AACD, a mobilização tem impacto direto na assistência oferecida. “Cada doação contribui diretamente para a realização de consultas,
cirurgias, sessões de terapias, melhoria da infraestrutura, produção de produtos ortopédicos e investimento em tecnologia”, explica. A programação reunirá artistas da televisão e da música brasileira, com nomes como Xuxa, Angélica, João Guilherme, Tiago Abravanel, Dedé Santana, Diego Hypólito, Ana Castela, Daniel, Gustavo Mioto, Luiza Possi, Manu Bahtidão, Matheus & Kauan, Melody, Mumuzinho e Péricles, entre outros. Eliana e Maisa, que atualmente estão contratadas pela Globo, serão madrinhas da campanha, enquanto Celso Portiolli e Daniel atuarão como padrinhos e a influenciadora Virginia Fonseca será a embaixadora. A família Abravanel também marcará presença ao longo da transmissão. Para Íris Abravanel, a iniciativa mantém um vínculo afetivo com a história do SBT. “Nasceu na sala de
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casa e no coração de toda a família”, relembra. Além da maratona televisiva, o Teleton investe em formatos digitais para ampliar o engajamento e levar as discussões sobre inclusão a novos públicos. Entre as novidades estão o Missão Teleton, desafio que coloca dois times de influenciadores em uma mobilização coletiva por doações, e o Teleton Cast, série de podcasts apresentada pela jornalista Flavia Travassos, com conversas sobre capacitismo, envelhecimento e esporte adaptado. A proposta é manter a causa em evidência para além das horas de transmissão e estimular a participação de diferentes comunidades. “Há décadas o SBT caminha ao lado da AACD. O que nos move é ver, ano após ano, artistas e todo o Brasil se unindo para transformar vidas”, destaca Marcelo Kestenbaum, diretor do programa Teleton.
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Zapping por Caroline Borges Mundo inédito
Momento de despedida > Ao se despedir de Alika em “A Nobreza do Amor”, Duda Santos leva consigo uma personagem que considera um presente, construída com propósito e uma trajetória bem definida. A paixão por Tonho (Ronald Sotto) representa uma grande virada na vida da protagonista, que passa a enxergar o amor para além do campo dos sonhos e a rever tudo aquilo em que acreditava. Mais do que um romance, esse sentimento transforma Alika e se torna uma espécie de salvação para ela. “Alika é um presente. É uma personagem com desenho, com propósito claro. Essa paixão pelo Tonho é a grande virada na vida da Alika. O amor era algo muito no lugar do sonho, e ela muda totalmente o que pensa, muda o que ela é. É a salvação dela”, afirma.
Mais séries Prime Vídeo deu inícios as gravações de “Obsessão”, nova série original. Com um suspense instigante ambientado nos bastidores da indústria de conteúdo adulto, a produção explora os perigos e segredos de um universo que desperta tanta curiosidade quanto controvérsia. O projeto conta com Marina Ruy Barbosa no elenco.
Pela manhã O SBT prepara novidades para sua programação em 2027. A emissora terá uma nova revista eletrônica na faixa da manhã.
Aos astros Atualmente no ar em “Por Você”, Giovanna Grigio poderá ser vista na série “Os 12 Signos de Valentina”, original Netflix. A produção estreia dia 18 de novembro.
Dilemas reais Thati Lopes está no elenco da série original Disney+ protagonizada por Camila Queiroz. Com estreia para o ano que vem, a produção está em fase de gravações.
No elenco Felipe Ricca, que esteve no elenco de “Vale Tudo”, fará a série “Virando o Jogo”, original Disney+. Protagonizada por Glória Pires, Carolina Dieckmmann e Gabz, a produção acompanha três mulheres que desafiam uma estrutura historicamente dominada por homens e se unem para conquistar espaço em um dos mais tradicionais e violentos impérios da contravenção carioca.
Cara e coragem Em “Herdeira por Direito, Milionária por Vingança”, nova novelinha Original Globoplay que estreia em 3 de novembro, Pâmela Tomé interpreta Luísa Tribiani, uma mulher que precisa reconstruir a própria vida depois de ser vítima de uma dupla traição e perder tudo o que conquistou. Herdeira do império Flor de Seda, a personagem vê a realidade desmoronar ao descobrir o envolvimento do marido com sua melhor amiga e cair em uma armação da sogra, Teodora (Alexandra Richter). Diante das injustiças, Luísa deixa a posição de vítima para assumir o controle da própria história, chegando a se disfarçar para investigar os crimes cometidos dentro de seu antigo império.