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gUIA DO ESTADUAL

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Tyrone

2 Estadual 2026

JANEIRO DE 2026

Nova era: saFs marcam presença na elite do rN Quase um terço dos participantes segue um modelo moderno de gestão – algo histórico

O

Campeonato Estadual 2026 será uma edição marcante para o futebol potiguar. Entre os oito participantes, três clubes são Sociedade Anônima do Futebol (SAF): América, Clube Laguna e QFC. Isso significa que quase um terço da elite estadual segue um modelo moderno de gestão, algo histórico. O crescimento das SAFs, oficializado pelo Governo em agosto de 2021, vem transformando a realidade do futebol no país. No Rio Grande do Norte, o impacto já é visível, com clubes mais organizados, estruturados e profissionalizados. O América, tradicional da capital, busca manter competitividade e atrair

EDIÇÃO: Marcos Santos

QFC foi campeão da segundona, vencendo todos seus jogos novos investimentos. O Clube Laguna aposta na profissionalização como caminho para crescimento sustentável. Já o QFC, caçula da elite, aposta na base campeã da segundona e reforços pontuais para surpreender. Essa união de clubes SAFs cria um bloco que pode influenciar o cenário estadual nos próximos anos. O ABC já cogitou migrar para o modelo SAF, e o

Potiguar de Mossoró modernizou recentemente seu estatuto social, demonstrando interesse. A estrutura das SAFs permite um planejamento bem elaborado e contratações estratégicas. Por sua vez, os torcedores já sentem o impacto, entre expectativa de bons jogos e curiosidade sobre os investimentos.

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PROJETO GRÁFICO: Augusto Paiva COLABORAÇÃO: Marcos Trindade FOTOS DA CAPA: Ligia Xavier, Tyrone, Raphael Oliveira e reprodução Instagram dos clubes Encarte do Jornal de Fato; Não pode ser vendido separadamente

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Estadual 2026

JANEIRO DE 2026

Potiguar:

Divulgação – Potiguar

resistir para competir Obstáculos fora das quatro linhas seguem tão grandes quanto os do gramado

O

Potiguar inicia o Campeonato Estadual de 2026 movido mais pela resistência do que pelo conforto. Em meio a dificuldades estruturais que se arrastam há temporadas, o clube entra em campo com o objetivo de fazer uma boa campanha e garantir vaga em ao menos uma competição nacional para assegurar calendário para 2027. Em um cenário adverso, sobreviver competitivamente já é parte do desafio. Os obstáculos fora das quatro linhas seguem tão grandes quanto os do gramado. Desde 2024, o clube convive com o fechamento do Estádio Nogueirão, situação que obriga o Potiguar a mandar seus jogos fora de Mossoró, gerando custos adicionais e afastando o time de sua torcida. Segundo o clube, o problema é reflexo do descaso da gestão municipal e se agrava pela ausência de qualquer apoio ao futebol alvirrubro. Dentro de campo, a aposta está no conhecimento do ambiente. O técnico Emanoel Sacramento inicia sua sexta passagem pelo Potiguar, escolha sustentada pelo conhecimento da realidade do clube, pela capacidade de trabalho em campo e pela gestão de grupo — pontos considerados essenciais diante das limitações fi-

nanceiras e estruturais. O elenco de 2026 foi praticamente montado do zero. Do grupo conhecido do torcedor, apenas os goleiros Wadson Chapa e Diego Almeida, além do zagueiro Anderson Júnior. A reformulação trouxe também uma dose de ousadia, com a chegada de dois estrangeiros: o zagueiro argentino Damian Barraco e o atacante colombiano Andres Lerma. Grande parte dos reforços veio do futebol carioca, mercado conhecido de Sacramento. Chegaram os zagueiros Admilton, exAmericano, e Erick Landini, exBomsucesso; o lateral-esquerdo Wellington, ex-Artsul; o volante Jonathan Rato, ex-Rio de Janeiro FC; e os atacantes Cristiano Marlon, ex-Bangu, e Adriano Babi, ex-Artsul. O atacante Alexandre Talento, artilheiro do time em 2021, retorna tentando dar a volta por cima após iniciar a temporada sob desconfiança do torcedor por se apresentar acima do peso ideal. O elenco ainda conta com o lateral-direito João Antônio, exIguatu/CE; os volantes Vitor Garcia, ex-Frei Paulistano/SE, e Jean, emprestado pelo Mossoró EC; o meia Alex Mineiro, ex-4 de Julho/ PI; e os atacantes Pedro Furlan, ex-Bahrain FC, e Renan Santos, formado nas bases do Vasco/RJ. Um time-base começa a se desenhar: Wadson Chapa (Diego Almeida); João Antônio, Anderson Júnior (Admilton), Barraco (Landini) e Wellington; Vitor Garcia, Jean e Alex Mineiro; Furlan, Alexandre Talento (Babi) e Cristiano. Tec. Emanoel Sacramento.

Desde 1945 Saiba mais sobre o clube em @potiguardemossoro

3

Sacramento e seus comandados terão grande desafio

Rua Pedro Velho, 339, Mossoró/RN WhatsApp: 99974/7973 – 98733-33991 @farmaformula.mossoro


4 Estadual 2026

JANEIRO DE 2026

ano de romper amÉrica O a barreira

2026:

Embora o Estadual seja prioridade imediata, o grande objetivo segue sendo o acesso à Série C

Desde 1915 Saiba mais sobre o clube em

@americafcnatal

Divulgação/América

C

lube de tradição e movido por ambições maiores, o América de Natal inicia a temporada 2026 com um discurso claro: dominar o cenário estadual e, enfim, romper a barreira nacional. O alvirrubro natalense entra no ano em busca do tetracampeonato potiguar, mas com atenção redobrada aos desafios da Série D, da Copa do Brasil e da Copa do Nordeste. Gerido no modelo SAF, o clube apostou na manutenção da espinha dorsal do elenco e trouxe o técnico Ranielle Ribeiro. Permaneceram os goleiros Renan Bragança e Lucão, os zagueiros Rafael Jansen e Guilherme Paraíba, o lateral-direito Ricardo Luz, os meias Alexandre Aruá e Souza, além dos atacantes Salatiel e Heliardo. No mercado, o América buscou reforços experientes, sobretudo pensando na Série D, competição marcada pelo equilíbrio. O principal nome é o volante Judson, repatriado após anos no futebol da MSL (Estados Unidos). Também chegaram os meias Copetti, ex-Itabaiana/SE, e Alisson Taddei, ex-Joinville/SC, além dos atacantes Iarley, ex-ASA/AL, Cassiano, CSKA 1948/BULG, e Ricardo Lopes, que retorna ao futebol brasileiro após passagens por China e Tailândia. Embora o Estadual seja prioridade imediata, o grande objetivo da temporada segue sendo o acesso à Série C, obsessão que acompanha o clube há vários anos. O time-base americano tem Renan Bragança no gol; o sistema defensivo com Ricardo Luz, Rafael Jansen, Guilherme Paraíba e Charles; o meio de campo com Judson, Alexandre Aruá e Souza; e a linha de frente formada por Cassiano, Iarley e Salatiel.

Experiente Sousa está entre os remanescentes


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Estadual 2026

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6 Estadual 2026

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laguNa

quer brilhar no Estadual

O time-base titular tem Guilherme no gol, Choco, João Vitor, Victor Jacaré e Emmanuel na defesa, com Mateus Quadrado consolidando o setor. No meio, JV e Erivelton formam a base, podendo ser complementados por Ferrugem ou Éverton Luiz. O ataque é comandado por Gustavinho, Kayke e Noninha, com Juan Xavier como opção ofensiva. Sob o comando do técnico Gustavo Nabinger, o Laguna aposta em uma equipe equilibrada, mesclando juventude, experiência e reforços pontuais.

ão

Equipe de Tibau do Sul aposta na base sólida de 2025, somando experiência e entrosamento ao elenco

Noninha foi destaque do time em 2025

Divulgaç

M

anter o nível competitivo da última temporada e brigar no topo da tabela é o objetivo do Laguna para o Campeonato Potiguar 2026. A equipe de Tibau do Sul aposta na base sólida de 2025, somando experiência e entrosamento ao elenco. Para reforçar a equipe, chegaram os zagueiros Victor Jacaré e Emmanuel; no meio-campo, Ferrugem, Everton Luiz e Juan Xavier chegam para dar criatividade e intensidade; e o atacante Kayke retorna ao clube após passagem pelo Botafogo/RJ.

saNta cruZ: competir, crescer e voltar ao mapa

Desde 2022 Saiba mais sobre o clube em @clubelaguna

O

Santa Cruz de Natal quer competir de igual para igual e sonha com uma vaga em competição nacional. O retorno ao calendário anual é tratado como prioridade no projeto do clube. O elenco foi montado com maioria de atletas jovens, apostando em intensidade e competitividade. A experiência fica por conta de no-

mes como o volante Ramon e o atacante Juninho Potiguar. Eles serão referências dentro e fora de campo. No comando técnico está Daniel Rocha, treinador jovem em busca de afirmação no futebol potiguar. A aposta é em organização tática e identidade coletiva. O ambiente é de reconstrução e confiança.

Desde 1965 Saiba mais sobre o clube em @santacruzdenatal


Estadual 2025

JANEIRO DE 2026

7

TABELA – ESTADUAL DO RN/2026 16h

1ª rodada

5ª rodada

Sábado, 10/01

Sábado, 31/01

América x Potyguar Seridoense – Arena América

Domingo, 11/01

15h

Laguna x Potiguar – Estádio Frasqueirão

16h

QFC x América – A definir local

15h

Globo x QFC – Estádio Barrettão

15h

Santa Cruz x Potiguar – Estádio Domição

15h

Globo x Santa Cruz – Estádio Barrettão

16h

ABC x Laguna – Estádio Frasqueirão

16h

Potyguar Seridoense x ABC – Estádio Bezerrão

Domingo, 01/02

2ª rodada

6ª rodada

Quarta-feira, 14/01

Quarta-feira, 04/02

15h

Laguna x QFC – Estádio Frasqueirão

15h

QFC x Potyguar Seridoense – Ninho das Águias

15h

Globo x América – Estádio Barrettão

15h

Santa Cruz x Laguna – A definir

19h30

Potyguar Seridoense x Santa Cruz – Estádio Bezerrão

20h

ABC x Globo – Estádio Frasqueirão

20h

Potiguar x ABC – Estádio Fião

20h

Potiguar x América – Estádio Fião

3ª rodada

7ª rodada

Sábado, 17/01

Sábado, 07/02

15h

QFC x Potiguar – Estádio Ninho das Águias

16h

ABC x Santa Cruz – Arena Frasqueirão

Domingo, 18/01

16h

ABC x QFC – Estádio Frasqueirão

Domingo, 08/02 15h

Laguna x Potyguar Seridoense – Estádio Frasqueirão

16h

América x Laguna – Arena América

16h

Potiguar x Globo – Estádio Fião

16h

Potyguar Seridoense x Globo – Estádio Bezerrão

16h

América x Santa Cruz – Estádio Arena América

4ª rodada Sábado, 24/01 15h

Santa Cruz x QFC – A definir

16h

América x ABC – Estádio Arena das Dunas

Domingo, 25/01 15h

Laguna x Globo – Estádio Frasqueirão

16h

Potiguar x Potyguar Seridoense – Estádio Fião

REGULAMENTO Os oito clubes se enfrentam em turno único na primeira fase. Ao término das sete rodadas, os dois primeiros se classificam diretamente para as semifinais, e as outras duas vagas das semifinais serão definidas em dois confrontos: 3º colocado x 6º colocado, e 4º colocado x 5º colocado, em jogos de ida e volta. Os dois últimos (7º e 8º lugares) caem para a segunda divisão.

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8 Estadual 2026

JANEIRO DE 2026

Nogueirão: Promessas, tinta azul e ruínas

P

or quase seis décadas, o Nogueirão foi mais do que concreto e arquibancada. Foi palco de clássicos, vitórias improváveis, sonhos juvenis e identidade esportiva de Mossoró. Mesmo sob a gestão limitada da antecessora Liga Desportiva Mossoroense (LDM), o estádio jamais ficou fora do Campeonato Estadual. Sempre havia dificuldade, sempre faltava recurso — mas nunca faltou futebol. Isso mudou radicalmente nos últimos anos. Pelo terceiro ano consecutivo, o Nogueirão está fora do mapa do Estadual de 2026. Um fato inédito e simbólico: nunca, em quase 60 anos de história, o principal estádio da cidade esteve tão ausente do futebol profissional. E essa ausência tem nome, sobrenome e responsabilidade política.

Municipalização: da promessa ao retrocesso Em março de 2021, a municipalização do estádio foi anunciada com pompa pelo prefeito Allyson Bezerra, celebrada em redes sociais como um marco para o esporte local. Na prática, porém, o que se viu foi o oposto do prometido. Desde que passou para as mãos do município, o Nogueirão não recebeu obras estruturais relevantes. O “legado” concreto da nova gestão se resume a uma mão de tinta azul, a mesma cor usada na campanha do prefeito — um gesto mais simbólico de marketing do que de gestão pública. Enquanto o discurso oficial falava em modernização, o estádio que já apresenta sinais físicos críticos seguia se deteriorando em silêncio. O abandono ganhou contornos oficiais quando o Nogueirão foi interditado pela Justiça, por descumprimento de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). A razão foi clara: a gestão municipal ignorou exigências básicas de acessibilidade, um direito legal e inegociável. Pouco depois, a situação

Pelo terceiro ano consecutivo, o Nogueirão está fora do mapa do Campeonato Estadual Paparazzi

se agravou ainda mais: a marquise do estádio desabou após uma forte chuva, obrigando a Defesa Civil a interditar o equipamento. O episódio não foi um acidente isolado, mas consequência direta de anos sem manutenção adequada. Um estádio público, sob responsabilidade do município, entregue à própria sorte até que o concreto cedesse — literal e simbolicamente. O “novo Nogueirão” que nunca saiu do discurso Diante das críticas, Allyson Bezerra recorreu ao expediente já conhecido: promessas. Em entrevistas, postagens e veículos alinhados à comunicação oficial, falou reiteradas vezes em um “novo Nogueirão”. Fotos de maquetes, anúncios vagos e frases de efeito alimentaram a expectativa popular. Mas, passados cinco anos, não há obra, cronograma, licitação concreta ou sequer sinal de execução. O resultado é um sentimento generalizado de engano. Não por acaso, o prefeito passou a ser alvo de protestos das torcidas de Potiguar e Baraúnas, que o apelidaram de “coveiro do futebol mossoroense” — um rótulo duro, mas que nasce da frustração de quem viu o futebol local ser enterrado sob promessas não cumpridas. Prejuízo econômico e sonhos interrompidos

O abandono do Nogueirão não afeta apenas dirigentes e atletas profissionais. Ele gera prejuízos financeiros diretos aos clubes, obrigados a mandar seus jogos em outras cidades, arcando com aluguel de campos, logística e perda de receita. Afasta o time do torcedor, encarece o acesso aos jogos e esvazia arquibancadas. O impacto também chega ao comércio formal e informal que girava em torno dos dias de jogo: ambulantes, bares, transportes e pequenos negócios sentiram no caixa o silêncio das arquibancadas vazias. E há uma perda ainda mais difícil de mensurar: o sonho. O garoto da escolinha que cresceu ouvindo histórias do Nogueirão, que sonhava em pisar naquele gramado, hoje vê o portão fechado e o futuro suspenso. O estádio que inspirava virou ruína administrativa. O Nogueirão abandonado é mais do que um problema esportivo. É um retrato de uma gestão que prioriza anúncio em detrimento de ação, imagem acima de responsabilidade e marketing no lugar de política pública efetiva. Mossoró perdeu seu estádio, seu futebol e parte de sua identidade esportiva. Enquanto isso, o prefeito segue prometendo. O estádio segue interditado. E a cidade, sem futebol.


Estadual 2026

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Passaporte carimbado: os estrangeiros do Estadual

O

Campeonato Estadual 2026 também terá sotaque estrangeiro. Ao todo, quatro jogadores de fora do país integram os elencos das equipes potiguares nesta temporada. O Potiguar de Mossoró lidera a lista, com o zagueiro argentino Damián Barraco, ex-San Martín de Mendoza, e o atacante colombiano Andrés Lerma, formado na base da LDU, de Quito. O Globo FC aposta no zagueiro boliviano Villavicencio, ex-Always Ready, enquanto o Potyguar Seridoense trouxe o atacante africano Fechale Tchagnao, natural do Togo. A presença de estrangeiros no Estadual não é novidade e remonta à profissionalização do torneio, em 1974, quando nomes como o uruguaio Danilo Menezes marcaram época.

A seguir, o levantamento produzido pelo pesquisador Marcos Trindade, ajuda a contar essa história. 1974 a 1980 – Danilo Menezes (URU). Meia do ABC, o estrangeiro de maior destaque da história do futebol potiguar. Campeão estadual em 1976 e 1978, tornou-se referência técnica e histórica no clube.

2019 – Pepe Álvarez (URU). Meia do ABC. Boris Sagredo (CHI), meia do ABC. Passagens sem grande destaque. 2022 – Daniel Porozo (EQU). Atacante do ABC, marcou apenas um gol no Estadual.

2007 – Rodrigo Astudillo (ARG). Atacante do América, teve boa passagem, com dois gols marcados no Estadual.

2024 – Javier Parraguez (CHI). Atacante do ABC, atuou em alguns jogos, sem balançar as redes.

2010 – Hamilton (COR). Atacante do Potyguar Seridoense, levado inicialmente pelo técnico Diá para o América, acabou dispensado e assinou com o Potyguar. Seu nome é Dong Hyuk Sin.

2025 – Bayron Saavedra (CHI). Lateral do Potiguar de Mossoró, autor de um gol histórico no clássico contra o Baraúnas. Oscar Aravena (CHI), meia do Potiguar. Atuou apenas uma partida. Wolffe (EUA), zagueiro do Potiguar. Andrés Lerma (COL), atacante do Potiguar. Os dois últimos não chegaram a atuar.

2016 – Echeverría (PAR). Atacante do ABC, campeão estadual, disputou oito jogos e marcou dois gols. 2017 – Echeverría (PAR). Atacante do ABC,

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bicampeão estadual, com quatro gols marcados.

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2025 – Feliciano Brizuela (PAR). Atacante do ABC, participou de três partidas, sem marcar gols.


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JANEIRO DE 2026

MELHORES E PIORES

Do apito ao gol: O Estadual 2025 em números

O

Guia do Estadual 2026 traz para o leitor e torcedor os principais números da edição 2025, em um convite à memória e à paixão pelo futebol. Quem ficou com o título? Quem foram os grandes artilheiros? Quais árbitros mais apitaram? E quais os clubes que levaram mais gente ao estádio? A produção é do colaborador Marcos Trindade, pesquisador, radialista e apaixonado por futebol. Confira!

PONTUAÇÃO E APROVEITAMENTO Posição

Clubes

PG

J

AP%

1º

América

23

11

69,70%

2ª

ABC

22

11

66,67%

3º

Laguna

18

11

54,55%

4º

Santa Cruz Natal

16

11

48,48%

5º

Potiguar Mos.

12

09

44,44%

6º

Globo FC

08

09

29,63%

7º

Baraúnas

04

07

19,05%

8º

Força e Luz

02

07

9,52%

RENDA BRUTA

PÚBLICO PAGANTE

Total de renda bruta:

Total de público: 69.213

R$ 1.709.114,00

Jogo

Público

4 vezes – 0x0 3 vezes – 3x0 2 vezes – 5x0

ÁRBITROS QUE MAIS APITARAM

CLUBES QUE MAIS LEVARAM PÚBLICO P

Total de jogos: 38 Gols marcados: 88 Média por jogo: 2,32 8 vezes – 2x0 7 vezes – 1x0 5 vezes – 2x1

Média por jogo: 1.871

Média por jogo: R$ 46.192,00

ESTATÍSTICA

PLACARES QUE MAIS SAÍRAM

Jogos computados: 37

Jogos computados: 37

Quem mais pontuou: América, com 23 pontos; Quem menos pontuou: Força & Luz, com 02 pontos; Quem mais venceu: América, 07 jogos; Quem mais empatou: Laguna, 06 jogos; Quem mais perdeu: Santa Cruz, Potiguar, Globo, Baraúnas e Força & Luz, 05 jogos cada um; Melhor ataque: América, 18 gols; Pior ataque: Força & Luz, 04 gols; Melhor defesa: ABC, 03 gols sofridos; Pior defesa: Santa Cruz e Força & Luz, 17 gols sofridos, cada um.

Jogos

Média

1º

ABC

30.928

06

5.155

2º

América

26.671

06

4.445

3º

Potiguar Mossoró

5.749

05

1.150

4º

Baraúnas

2.299

03

766

5º

Laguna

1.478

05

296

6º

Santa Cruz Natal

1.329

06

222

7º

Globo FC

500

03

167

8º

Força e Luz

259

03

86

7 jogos – Tarcísio Flores 6 jogos – Zandick Gondim 4 jogos – Moisés Estevão 4 jogos – Leonilson Fernandes 4 jogos – José Magno 3 jogos – Pablo Ramon 3 jogos – Alciney Santos 2 jogos – Mateus de Lima 2 jogos – Leandro de Sales 2 jogos – Diego Leonardo 1 jogo – Anderson Daronco (RS) PRINCIPAIS ARTILHEIROS

8 gols – Alisson Farias (Santa Cruz) 6 gols – Emanuel (ABC) 5 gols – Thiaguinho (América) 5 gols – Souza (América) 4 gols – Samuel Almeida (Potiguar)


Estadual 2026

JANEIRO DE 2026

abc O recomeço

Elefante aposta na reconstrução após um 2025 de impactos profundos

gram

/ABC

O time-base: Matheus Alves; Cayo Tenório, Fabão, Wellington Carvalho e Dudu Mandai; Edson, Clayton e Bruno Leite; João Diogo, Wallyson e Calazans. Tec. Marcelo Chamusca.

Insta

D

epois de um 2025 para ser esquecido, o ABC inicia a temporada 2026 apostando na reconstrução. O ano anterior foi duro para o torcedor alvinegro, marcado pelo tricampeonato estadual do rival América, pela eliminação precoce na Copa do Brasil e pelo rebaixamento à Série D do Campeonato Brasileiro. O impacto foi profundo dentro e fora de campo. Agora, o Elefante tenta virar a página com um recomeço planejado. O clube promoveu mudanças estruturais no futebol, reformulou quase todo o elenco e estabeleceu metas claras: recuperar a hegemonia no cenário estadual e buscar o acesso à Série C de 2027. Para comandar esse novo ciclo, a diretoria apostou em Marcelo Chamusca, treinador experiente e com histórico de trabalhos de reconstrução e acessos no futebol brasileiro. O técnico assume um projeto praticamente do zero, com poucos remanescentes do elenco anterior. Permaneceram jogadores considerados importantes para dar liderança ao grupo, como os meias Bruno Leite e Adeilson, além do atacante Wallyson, ídolo da torcida. Ao todo, 18 reforços chegaram para a temporada, fortalecendo todos os setores do time. Entre eles, destacam-se o goleiro Matheus Alves, ex-Aparecidense/GO, os laterais Cayo Tenório, ex-Vasco/RJ, e Dudu Mandai, ex-Tombense/MG; os zagueiros Fabão, ex-Ypiranga/RS, e Wellington Carvalho, ex-Aparecidense/ GO; o volante Edson, que retorna ao clube que o revelou, além dos atacantes João Diogo, ex-Botafogo/PB, e Marcos Calazans, ex-Fluminense/RJ. O meia Thiaquinho também está de volta após conquistar o acesso à Série C pelo Santa Cruz/PE.

Para comandar o novo ciclo, clube apostou em Marcelo Chamusca

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12 Estadual 2026

Como será disputada a competição

O

Campeonato Potiguar 2026 repetirá o formato adotado na temporada anterior, com pequenos ajustes que impactam diretamente as fases decisivas. A competição contará com oito clubes, que se enfrentam em jogos apenas de ida na primeira fase, totalizando sete rodadas. Ao fim da fase classificatória, os dois primeiros colocados garantem vaga direta nas semifinais. As outras duas vagas serão definidas por meio de confrontos olímpicos, em sistema mata-mata, com jogos de ida e volta: o terceiro colocado enfrenta o sexto, enquanto o quarto mede forças com o quinto. A luta também será intensa na parte de baixo da tabela. Os dois últimos colo-

JANEIRO DE 2026

Instagram/ Arena

cados serão rebaixados para a segunda divisão estadual. Uma das novidades está no cruzamento das semifinais. O líder da primeira fase enfrentará a equipe de pior índice técnico entre as classificadas no mata-mata, reforçando o prêmio ao melhor desempenho ao longo da competição. Tanto as semifinais quanto a decisão serão disputadas em jogos de ida e volta. A final terá palco definido: Arena das Dunas, em Natal, com as duas partidas realizadas no estádio e renda líquida dividida igualmente entre os finalistas.

VAGAS NACIONAIS O campeão e o vice-campeão do Estadual 2026 asseguram presença na Copa do Brasil, Copa do Nordeste e Série D do Campeonato Brasileiro de 2027. Em relação à Série D, existe uma cláusula importante: caso ABC, América ou Laguna conquistem acesso à Série C em 2026, a vaga será automaticamente repassada ao terceiro colocado na classificação geral do campeonato.

O palco da final será na Arena das Dunas, em Natal


Estadual 2026

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caÇula

PotYguar/cN A meta é ficar na elite

O

quer seguir fazendo história

Equipe foi criada há pouco tempo e já subiu de divisão

O

QFC chega ao Campeonato Estadual 2026 cercado de expectativa e confiança. Caçula da elite, o clube conquistou o acesso ao ser campeão invicto da segunda divisão em 2025. O feito recente elevou o patamar do projeto e mudou o olhar do futebol potiguar sobre a equipe. Para a nova temporada, o objetivo é claro: seguir fazendo história. A diretoria optou pela continuidade como principal trunfo. Parte importante da base campeã foi mantida no elenco: os zagueiros Pedro Jorge e Raphael Freitas, o meia Dieguinho, e o centroavante Paulinho e Diego Costa. Entre os reforços, estão os defensores Alessandro Maranhão e Victor Souza, ex-Mossoró EC, o meia Beto, ex-América/RN, e o atacante Igor Santos, que atuava no Metropolitano/SC. No comando técnico, João Paulo foi mantido e simboliza a estabilidade do projeto. Com organização e ambição, o QFC quer surpreender novamente em 2026. Daniel Santos

QFC venceu todos os jogos da segunda divisão em 2025

Desde 2023

Saiba mais sobre o clube em @qfcfutebol

13

Potyguar Seridoense retorna à elite do futebol potiguar em 2026, após ser vice-campeão da segunda divisão. O objetivo inicial é se manter na primeira divisão, com planos de buscar algo maior conforme os resultados forem aparecendo. O caminho até a confirmação da vaga não foi fácil: problemas financeiros quase levaram à desistência. No entanto, a Prefeitura de Currais Novos sinalizou apoio financeiro, garantindo a participação do Leão Seridoense. O time será comandado por Anderson Lima, técnico que conquistou o vice-campeonato da segundona com a equipe. A pré-temporada tem sido marcada por ajustes táticos e integração de novos jogadores.

Desde 1960

Saiba mais sobre o clube em @potyguaroficial

globo Fc

inicia sob desconfiança

O

Globo FC começa o Campeonato Estadual 2026 cercado de desconfiança do torcedor. A equipe se apresentou tarde para a pré-temporada e não realizou grandes investimentos, ao contrário de temporadas anteriores. O clube coleciona boas lembranças, com campanhas surpreendentes, como a que ficou marcada pelo título estadual de 2021. Agora, o cenário é bem diferente. O grupo é composto majoritariamente por atletas da região, representado pelos meias Bebeto e Kaká, e centroavante Madson. O pernambucano Roberto Neves será responsável por ajustar a equipe e transmitir confiança.

Desde 2012

Saiba mais sobre o clube em @oficialglobofc


14 Estadual 2026

JANEIRO DE 2026

Você sabia Quem foi o maior artilheiro de uma única edição? Qual clube venceu mais vezes em um mesmo campeonato? Quem marcou mais gols em apenas um jogo? Os médicos mais longevos? Qual foi a proeza do técnico Ferdinando Teixeira? Ao longo de décadas, o Campeonato Potiguar construiu uma coleção de marcas improváveis, recordes curiosos e feitos que ajudam a explicar por que a competição carrega tanta identidade.

1 – O maior artilheiro de todos os tempos em uma edição é Silva, do ABC, que em 1983 marcou impressionantes 32 gols, um recorde que atravessa gerações. Já o menor número de gols para ser artilheiro aconteceu duas vezes: em 1990, com Romero, do Baraúnas, e em 2018, com Wallyson, do ABC — ambos com apenas sete gols.

mes

Augusto Go

5 – O América também tem sua marca

singular: é o único vice-campeão invicto do Estadual. Em 1978, o alvirrubro disputou 21 jogos, venceu 14 e empatou sete — e ainda assim não levantou a taça.

6 – Nos últimos 20 anos, o interior

mostrou força ofensiva. Nove vezes o artilheiro veio de clubes interioranos, com destaque para o Santa Cruz do Inharé, que revelou três goleadores consecutivos entre 2011 e 2013 (Quirino com 10 gols, Zé Paulo com 10, e Alvinho com 9). O Potiguar de Mossoró fez dois artilheiros: Canindezinho em 2004 com 14 gols, e Jefinho, em 2019 com 13 gols. Coríntians de Caicó, Baraúnas, Potyguar de Currais Novos e Globo, completam a lista.

o

2 – Falando em Wallyson, o macaibense também é o maior goleador de decisões do Estadual, com oito gols em finais: cinco em 2007, dois em 2022 e um em 2025.

3 – Mas o recorde de gols em um único

completamente do comum. Em 1996, o técnico Ferdinando Teixeira protagonizou uma proeza rara: foi campeão dos dois turnos por clubes diferentes. Venceu o primeiro pelo ABC, foi demitido, assumiu o América, ganhou o segundo turno e ainda derrotou o próprio ABC na final.

9 – O campeonato também guarda polêmicos como a exclusão episódios polêmicos, do Potiguar de Mossoró em 1990, após se recusar a enfrentar o América na data marcada. O caso foi parar no TJD/RN, que eliminou o clube da competição. O presidente do Potiguar era Phabiano Santos.

jogo pertence a Chiquinho das Araras, do Riachuelo, que marcou seis gols na goleada por 8x1 sobre o Atlético, em 28 de fevereiro de 1988, no Machadão.

4 – Entre os clubes, o ABC aparece em

extremos curiosos. Foi campeão em 1994 mesmo tendo a defesa mais vazada do campeonato, sofrendo 49 gols em 42 jogos. Em contraste, também detém o recorde de melhor defesa de uma edição, ao sofrer apenas três gols em 11 jogos, em 2025. Já o pior desempenho defensivo pertence ao Atlético, que em 1984 sofreu 61 gols em 21 partidas.

8 – Alguns feitos fogem

Klênio Galvã

7 – O maior artilheiro do interior

em uma edição foi Ricardo Lopes, do Globo, com 16 gols em 2014. O último campeão fora da capital também veio do interior: o Globo, em 2021.

10 – Fora das quatro linhas, a

longevidade também chama atenção. Maeterlinck Rêgo, pelo América, e Roberto Vital, com passagens por Alecrim e ABC, são os médicos mais longevos do Estadual, em atividade desde a década de 1970.


Estadual 2026

JANEIRO DE 2026

15

eNtre a lÓgica e o soNHo:

O Estadual do RN em cena MARCOS SANTOS Editor de Esportes do Jornal de Fato

O

Campeonato Estadual do Rio Grande do Norte dá a largada neste sábado, dia 10, reunindo oito clubes em mais uma edição que mistura tradição, sobrevivência e, sobretudo, desigualdade estrutural. Um retrato fiel do futebol local e, por que não, nacional. Como quase sempre acontece, ABC e América (ou América e ABC, a depender do gosto do freguês) largam puxando o pelotão dos favoritos. A condição não é fruto apenas da camisa pesada ou da história vencedora. Ela se sustenta em pilares bem definidos: os maiores patrocinadores, as parcerias mais sólidas, quadros de conselheiros e abnegados que participam ativamente da vida do clube, além de um calendário que mantém o torcedor conectado e presente. No futebol, ainda que o acaso exis-

ta, estrutura segue sendo diferencial competitivo. É claro que dificuldades fazem parte da realidade de todos — dos pequenos aos grandes, dos emergentes aos tradicionais. Mas a lógica costuma prevalecer: quem tem mais organização, mais recursos e mais ambiente, chega mais longe. O futebol pode ser apaixonante justamente por permitir exceções, mas raramente perdoa quem desafia suas regras básicas sem ferramentas suficientes. Tentando contrariar esse roteiro previsível, surge o chamado segundo pelotão. Nele aparecem as SAFs Laguna e QFC, projetos que buscam afirmação; o Santa Cruz de Natal, que se destaca pela organização; e o sempre intrigante Potiguar de Mossoró, o atrevido alvirrubro. Atrevido, sim — e resiliente também. Se a caminhada já era dura, ficou ainda mais árdua após o clube ser praticamente expulso de sua própria cidade, vítima do descaso da gestão municipal, que decidiu fechar o Estádio Nogueirão como se ele fosse um detalhe irrelevante, sem qualquer valor simbólico ou esportivo. Um destrato histórico, aceito de forma passiva, à espera de uma “boa vontade” que nunca se materializa. A promessa de solução, feita no processo de municipalização, já completa cinco

anos — e segue sendo apenas promessa. Nesse cenário adverso, o Potiguar entra em campo remando contra a maré, obrigado a atuar longe de seu torcedor, privado de sua casa e de sua identidade. O clube é, hoje, o possível dentro do possível. Ninguém de sã consciência projeta algo grandioso diante da montanha que precisa escalar. Ainda assim, atletas, comissão técnica e diretoria sonham. Sonham com um final improvável, digno de roteiro hollywoodiano. E sonhar, afinal, ainda é de graça. Fechando o quadro aparecem Globo FC e Potyguar de Currais Novos. A apresentação tardia, os rumores de desistência e a preparação comprometida fazem com que entrem no campeonato cercados de piranhas famintas. Para ambos, escapar do rebaixamento e manter-se na elite já seria cumprir o papel principal. Qualquer cenário além desse representaria uma surpresa considerável. Assim, o Estadual 2026 começa com um desenho conhecido: favoritos bem definidos, perseguidores tentando reduzir a distância e outros apenas lutando para sobreviver. A bola, como sempre, até pode desafiar a lógica — mas ela costuma respeitar quem está melhor preparado para fazê-la obedecer.


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