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30 anos de devoção ao jornalismo
té meus 15 anos não imaginava o jornalismo em minha vida. Sonhava ser jogador de futebol. Profissional. Naquela época, finalzinho dos anos 70, corria nos campos de barro, campeonatos amadores, sempre nos finais de semana. Até escalei degraus, chegando ao “topo” com a participação no 1.º Torneio Norte/Nordeste de Juvenil, realizado no Machadão e no velho Juvenal Lamartine, em Natal, vestindo a camisa alvirrubra do Potiguar, apesar de ser tricolor do Baraúnas desde criancinha. O estilo volante clássico, que desarmava o adversário sem fazer falta e saía para o jogo com bom passe, não foi suficiente para transformar em realidade o sonho de menino; nem resistiu à paixão avassaladora que tomou de assalto o coração adolescente: o jornalismo. Coube ao jornalista-publicitário Phabiano Santos, meu irmão, fazer a apresentação do conquistado ao conquistador: “César, este é o jornalismo; jornalismo, este é César.” Era 5 de junho de 1985, na redação do centenário O Mossoroense, que estava reabrindo depois do período imerso pelas águas do rio Mossoró, consequência da última enchente. Phabiano era o editor-chefe da nova fase do jornal de Jeremias da Rocha. Antes, havia passado pelas rádios AM Difusora de Mossoró (secretário do programa J. Belmont Comunica Show) e Libertadora (repórter esportivo, depois de economia). Entre os anos de 1982/1984. Nada, porém, se comparando ao primeiro dia na redação do jornal O Mossoroense. Foi amor à primeira vista, que percorreu todo o ritual dos grandes e eternos amores: a primeira reportagem, o primeiro texto (em máquina de datilografia), o primeiro “furo”, a primeira editoria, até o casamento, De Fato, para sempre. E como em todo casamento bem sucedido se constrói uma família, com base na lealdade e no companheirismo, eu ganhei a minha. Jovens sonhadores da geração de 1985, formados na redação de O Mossoroense, que imaginavam um dia gerar para o mundo um jornal com linha gráficoeditorial diferente dos que já circulavam no mercado local e estadual. Eu acabara de sair do jornal Gazeta do Oeste, interrompendo uma relação de 12 anos. Era finalzinho de abril do ano 2000. Abriu-se, aí, a cortina do horizonte para sonhos acalentados, porém com a certeza de que havia chegado a hora para torná-los realidade. Decidi: Mossoró e o Rio Grande do Norte ganharão um novo jornal. Tive a parceria do jornalista Carlos Santos, pinçado daquela geração 80,
Marcos Garcia
“
...ainda me sinto um aprendiz, iniciante, ávido pela reportagem que constrói a notícia, como todo jornalista que encontra na profissão o seu projeto de vida."
e que teve papel de fundamental importância para a materialização do projeto. Deu a sua importante parcela de contribuição, para depois seguir seu caminho livre do ritmo “alucinado” das redações. E, finalmente, no dia 28 de agosto de 2000, numa noite
de segunda-feira memorável, nascia o JORNAL DE FATO. Com cara do novo jornalismo, proposta fincada em linha editorial diferenciada, atendendo não apenas à geração de jovens jornalistas sonhadores, mas também o apelo do leitor que reclamava a falta do Jornalismo de Verdade. O JORNAL DE FATO alcança hoje seus 15 anos de existência, com enorme sucesso, alicerçado pela qualidade e credibilidade, atestado nas conquistas como o Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo (duas vezes entre as cinco melhores publicações do País, em 2005 e 2007), Prêmio Fiern de Jornalismo, Prêmio Petrobras de Jornalismo, Prêmio Banco do Nordeste de Jornalismo, Prêmio Dorian Jorge Freire de Jornalismo, dentre tantos outros não menos importantes. E com a certeza de que ainda tem muito a oferecer e a conquistar. Ao mesmo tempo, 30 anos depois do primeiro passo na redação de jornal e de ter percorrido um caminho de dedicação e lealdade à cartilha do jornalismo, ainda me sinto um aprendiz, iniciante, ávido pela reportagem que constrói a notícia, como todo jornalista que encontra na profissão o seu projeto de vida. Vamos continuar sonhando o sonho de quem, como nós, tem no jornalismo a sua religião.
IMAGENS DE TRÊS DÉCADAS
)) 1985 - Entrevistando o padre Sátiro Cavalcanti então
reitor da Uern, ao lado de José Geraldo (in-memorian)
CIANO MAGNTA AMARELO PRETO
)) 1991 - Na redação da Gazeta do Oeste, na época trabalhando com máquina de datilografia
)) 2006 - Fazendo a abertura do Seminário de Marketing Político e Eleitoral promoviudo pelo Jornal de Fato
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Carreira começou no rádio mossoroense, na década de 80 O
jornalista César Santos, antes de conhecer a redação de jornal impresso, atuou no rádio mossoroense. Com 18 anos de idade, em 1982, entrou na Rádio Difusora de Mossoró AM (1.170 kHz), como secretário do programa “J. Belmont Comunica Show”, que era apresentado de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h. Naquele ano, J. Belmont era eleito deputado estadual. Transferindo-se para Natal, onde passava a semana cumprindo a sua missão parlamentar, Belmont escalou os irmãos Paulo Wagner (ex-deputado federal) e George Wagner para a bancada do programa. “Foi um aprendizado”, afirma César Santos. “Ao lado de Paulo e George, tivemos a oportunidade de conhecer um lado importante da imprensa mossoroense, através do rádio”, justifica. Antes de estrear no programa, César Santos cobriu as eleições de 1982, quando foram eleitos governador, senador, deputados, prefeitos e vereadores. “Fui escalado para fazer a cobertura no município de Janduís, na região do Médio Oeste, vencida pelo prefeito Salomão Gurgel. Naquela época, apesar das condições precárias de trabalho, a missão me abriu as portas.” Voltando para o J. Bel-
Arquivo pessoal
Reprodução
)) Carteira de imprensa assinada pela Rádio Difusora em 1982 Reprodução
)) Nos microfones da Rádio Libertadora em 1984
)) Carteira da Associação de Profissionais de Imprensa de Mossoró
mont Comunica Show, César Santos recorda que preparava a grade do programa, inserindo quadros interessantes, como forma de interagir com os ouvintes. “O programa abria espaço para
grama, César saiu para ocupar a condição de repórter. Foi outra fase importante. “Belmont trouxe de São Paulo o quadro Repórter Econômico, que tinha o objetivo de auxiliar a dona de casa na
todos os segmentos da sociedade, além, claro, de levar entretenimento”, comenta. REPÓRTER ECONÔMICO Dos bastidores do pro-
hora de fazer as suas compras. Naquela época, as pessoas faziam feira diariamente nos mercados públicos e o Repórter Econômico ajudava com orientação, indicando onde os produtos es-
Fátima Santos
)) Em 1996, no estádio Maracanã comentando para a Rádio Difusora de Mossoró a final do Campeonato Carioca, Fluminense 3 x 2 Flamengo
tavam mais baratos.” Como repórter econômico, César Santos acabou convidado para apresentar o mesmo quadro na concorrente Rádio Libertadora (1.430 kHz), na época dirigida pelo médico Milton Marques de Medeiros, hoje diretor-presidente da TV a Cabo Mossoró/ FM 95/Rádio Princesa do Vale (1.480 kHz). “Já era o ano de 1984, quando a Libertadora ameaçava a audiência da Rádio Difusora. Aceitei o convite de Milton Marques e assumi o quadro de Repórter Econômico, ampliando a missão de auxiliar as donas de casa na hora das compras. Esse período foi importante, de crescimento profissional dentro da imprensa mossoroense.”
!
Em 1982 César Santos estreou no rádio mossoroense como integrante da equipe do Programa J. Belmont Comunica Show, na Rádio Difusora de Mossoró
Raimundo Nunes (in-memorian)
)) Em 1988 no gramado do velho Castelão/Machadão, em Natal, na abertura do jogo América x Baraúnas. Na foto, Joãozinho Problema, jogadores Doca e Baltazar e o trio de arbitragem
Rádio esportivo foi aprendizado importante
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inda no rádio mossoroense, César Santos atuou no setor esportivo. Primeiro, na Rádio Libertadora (1.430 kHz), em 1984, participando da equipe comandada pelo radialista e ex-bancário Patrício Oliveira. César cobria plantão esportivo e setores de clubes amadores da cidade. Essa missão ele cumpriu ao lado do radialista J. Nobre, que CIANO MAGNTA AMARELO PRETO
hoje comanda o horário matutino da Rádio Difusora (1.170 kHz). Conseguindo desenvolver o seu talento no rádio esportivo, César Santos foi elevado à condição de comentarista esportivo, tendo participado de várias equipes nas rádios Difusora, Libertadora, FM 105 MHz (Santa Clara) e Rede Potiguar de Comunicação – RPC (1.060 kHz). “Como tenho paixão pelo futebol, ficou
fácil desenvolver a atividade no rádio esportivo”, diz. César Santos recorda bons momentos ao lado de nomes importantes do rádio. “O narrador Evaristo Nogueira, hoje atuando no rádio cearense, indiscutivelmente um dos melhores de todo o Nordeste, me permitiu conhecer melhor a profissão. Nós trabalhamos juntos em 1995, na equipe de esporte da Rádio Difusora, que eu comandava. Fizemos
jogos importantes, cobrindo até a Seleção Brasileira, e isso nos permitiu uma experiência e tanto”, diz. A atividade no rádio continua, sendo no setor de esporte ou de política. No primeiro semestre de 2015, César Santos foi comentarista na RPC durante o Campeonato Estadual. Também atendeu vários convites para comentar política em diferentes emissoras de rádio.
Reprodução
Reprodução
)) Carteira da Associação dos
)) Carteira da As. Brasileira
Cronistas Esportivos do RN
dos Cronistas Esportivos
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Sexta-feira, 28 de agosto de 2015
Da redação de O Mossoroense à fundação do Jornal de Fato 5
de junho de 1985. Esta é data marcante. César Santos entrava pela primeira vez na redação de um jornal impresso. Foi no centenário O Mossoroense, que estava reabrindo as suas portas depois de um ano fechado por conta da cheia do rio Mossoró, que invadiu a sede do impresso. O jornal foi reaberto pelas mãos do ex-deputado federal Laíre Rosado. Ele convidou o jornalista-publicitário Phabiano Santos para comandar a redação. Santos decidiu formar uma equipe jovem, como forma de introduzir novo perfil no jornalismo local. A redação daquela fase importante tinha, além de César Santos, os jornalistas Carlos Santos, Gutemberg Moura, Isaías Oliveira e talentosos na diagramação, como Sales Júnior, Augusto Paiva, entre outros. Esse quadro, que na época era bem diferente do que existia na cidade, foi importante para a formação profissional de César Santos. “Aprendi muito. Não apenas a questão da redação em si, mas de forma geral sobre a profissão e como conduzir uma redação ou um jornal numa região tão carente de leitura como a nossa”, diz César. O jornalista ficou na redação de O Mossoroense até o segundo semestre de 1986, tendo ocupado várias funções, como editor de esporte, repórter de gerais, cidades e política. Daí, transferiu-se para o jornal Gazeta do Oeste, juntamente com a geração formada pelo jornal de Jeremias da Rocha. Na Gazeta, César Santos percorreu praticamente todas as funções de redação até assumir o cargo de editor-chefe e, depois, de diretor de redação. A sua passagem foi longa, tendo sido encerrada em abril de 2000. “Foi importante porque fortaleceu a nossa experiência, o nosso nome, a nossa credibilidade. Daí, seguimos um novo caminho, para escrever nova história.” Em agosto de 2000, César Santos e Carlos Santos inauguravam o JORNAL DE FATO, realizando o sonho da geração da década de 80. O jornal nasceu grande, com proposta inovadora e o caminho aberto para o seu crescimento. “Assim se passaram 15 anos. Muita luta, muita garra, muita determinação. O JORNAL DE FATO me permitiu não apenas a consolidação de jornalista, mas a experiência de administrar um jornal numa região tão carente de leitura. Chegamos até aqui com uma marca indiscutível da credibilidade e do bom jornalismo, porque não abrimos mão de nossas convicções como jornalista. A notícia, aqui, é do tamanho da sua verdade. E a credibilidade, inegociável.”
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O JORNAL DE FATO me permitiu não apenas a consolidação de jornalista, mas a experiência de administrar um jornal numa região tão carente de leitura"
CIANO MAGNTA AMARELO PRETO
Arquivo pessoal
)) 1985 - Na entrevista coletiva do bispo Dom José Freire,
ao lado dos repórteres Silveira Neto e José Maria Alves
Arquivo pessoal
)) 1989 - Reportagem de rua com a então prefeita Rosalba Ciarlini no bairro Planalto 13 de Maio
Arquivo pessoal
)) 1992 - Entrevistando o governador José Agripino Maia,
na sede da Prefeitura de Mossoró, Palácio da Resistência
Marcos Garcia
)) 2015 - No gabinete de trabalho, na sede do Jornal de Fato, recebendo o vice-prefeito Luiz Carlos Mendonça Martins
Arquivo/Jornal de Fato/Raimundo Nunes (in-memorian)
)) 28 de agosto de 2000 - Discurso de lançamento do Jornal de Fato, no auditório do Serviço Social da Indústria-SESI
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Sexta-feira, 28 de agosto de 2015
São 20 anos de colunista político, preservando a credibilidade da notícia A
coluna “César Santos” está completando 20 anos. Foi iniciada em 1995, na página 2 do jornal Gazeta do Oeste. Depois, em 2000, transferida para a página 5 do JORNAL DE FATO, no qual é publicada até hoje. Vários temas são tratados diariamente no espaço de quase uma página, tendo como destaque o fato político. Considerado um dos jornalistas políticos mais bem informados de Mossoró e do Rio Grande do Norte, César Santos transforma a sua coluna em um ambiente de notícias e debates, sempre respeitando a pluralidade das opiniões. Porém, ele não permite que a sua vontade pessoal se sobreponha à notícia. “Tenho as minhas convicções políticas, religiosas e esportivas, porém não permito que elas sejam colocadas acima da verdade e da credibilidade da notícia”, comenta. O jornalista sabe que não é fácil comentar política em um ambiente no qual existe o sentimento de parcialidade das pessoas que torcem por esse ou aquele partido ou candidato. No entanto, ressalta que o grande lance é saber se conduzir respeitando todas as opiniões. “Primeiro, o jornalista tem a obrigação do compromisso com a verdade. Esse é ponto inegociável. Segundo, é preciso ter boas condições, de confiança, para que a notícia possa ser publicada de forma mais cristalina possível”, ensina. Ao longo de 30 anos de profissão, o jornalista enfrentou situações delicadas, principalmente depois de fundar o próprio jornal. Foram vários momentos em que interesses de grupos políticos, ou não, tentaram interferir na linha editorial do jornal ou de sua coluna, mas todas as situações foram resolvidas, preservando o bom jornalismo. “Não é uma tarefa fácil, mas também não é impossível. O jornalista, seja dono de jornal ou não, tem como preservar a sua profissão e o seu maior patrimônio, que é a credibilidade, sem precisar brigar com o mundo”, destaca. GOL DE PLACA César Santos, antes de escrever coluna política e de variedades, assinou espaço comentando o futebol, uma de suas paixões. No jornal O Mossoroense, ainda na década de 80, o jornalista assinou a coluna “Gol de Placa”, que era publicada diariamente. Quando se transferiu para o jornal Gazeta do Oeste, levou a sua marca e passou a assinar a mesma coluna, só que em outro veículo. CIANO MAGNTA AMARELO PRETO
)) Formatos da coluna César Santos de 2015, 2004 e 2000 )) César Santos assina coluna diária revelando os bastidores da política
Reportagem marcante contou o ‘golpe branco do CTA da Esam’
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ma das coberturas mais longas feitas pelo jornalista César Santos se confunde com o momento mais delicado da Escola Superior de Agricultura de Mossoró (ESAM), hoje Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), que ficou conhecido como o “golpe branco do CTA”. Era início da década de 90. O professor Vingt-un Rosado, o maior nome da história da Esam, estava preparando o processo para concluir a sua missão como diretor da instituição. Rosado gostaria, porém, de se despedir com aprovação da comunidade esamiana. Daí, ele teve a ideia de criar eleições diretas para diretor e, assim, ter a oportunidade de eleger o seu escolhido, como o ápice de sua aprovação. O Conselho Técnico Administra-
tivo (CTA), numa assembleia convocada por Vingt-un, aprovou eleições diretas para diretor e o processo foi iniciado. O que Vingt-un não esperava é que o nome escolhido por ele, professor Benedito Vasconcelos, seria rejeitado nas urnas, que acabaram elegendo o candidato de oposição, professor José Torres (Chapa Alternativa). Vingt-un Rosado não aceitou o resultado das urnas. Fez convocação extraordinária do CTA e, a portas fechadas, anulou o pleito. Estava estabelecida a maior crise da história da Esam. “A instituição virou um campo de guerra, inclusive, tendo sido necessária a intervenção federal”, recorda César Santos. “Vingt-un não arredou pé da sala da direção, dia e noite, para mostrar, com mão de ferro, que
ali quem mandava era ele”, lembra. O jornalista, puxando pela memória, conta que um personagem ganhou destaque no movimento pela “expulsão” de Vingt-un Rosado da Esam. O jovem acadêmico de Agronomia Paulo Sidney, na condição de presidente do Centro Acadêmico (CA), comandou as manifestações que, em determinados momentos, chegaram a radicalizar, com agressões e insultos ao professor que doou a sua vida à Esam. Paulo Sidney, depois daí, seguiu o destino e por longo tempo caiu no esquecimento, até que reapareceu como superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária do Rio Grande do Norte (INCRA-RN) no segundo governo do presidente Lula (PT). E, por ironia
da vida, Sidney é hoje casado com a ex-deputada Larissa Rosado (PSB), sobrinha-neta de Vingt-un Rosado. O final do “golpe branco do CTA” não foi dos melhores para Vingt-un, muito embora tenha prevalecido a sua decisão de anular as eleições. É que o diretor nomeado pelo Ministério da Educação – indicado por ele –, professor Joaquim Amaro, quando assumiu o cargo, mandou desativar a maior paixão de Vingt-un dentro da Esam, a gráfica da Fundação Duque Guimarães. Uma dor que fez Vingt-un Rosado deixar a Esam e nunca mais colocar os seus pés de volta. “Essa foi uma cobertura que durou três meses, com notícias diárias, nunca repetitivas, porque a cada dia surgia um fato novo”, conta César Santos.
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Sexta-feira, 28 de agosto de 2015
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césar santos
TRÊS DÉCADAS DE PURO JORNALISMO O jornalista César Santos está completando 30 anos de profissão. Percorreu redações de emissoras de rádio e de jornais de Mossoró, até fundar o JORNAL DE FATO, junto com o jornalista Carlos Santos. Ambos da mesma geração dos anos 80 e companheiros das mesmas redações. Ele já está na história do jornalismo de Mossoró e do Rio Grande do Norte, mas não coloca essa condição na sua conta pessoal. Prefere assumir a posição de jornalista, na mais pura concepção do exercício, com uma história para contar ainda inacabada. César Santos, além de ter fundado o JORNAL DE FATO, criou o portal
de notícias defato.com e a revista Contexto, que teve a sua publicação interrompida temporariamente. Nesta entrevista, César Santos fala sobre os 15 anos do JORNAL DE FATO, comemorados neste dia 28 de agosto, e dos seus 30 anos de jornalismo completados no dia 5 de junho último. Conta como descobriu o amor pelo jornal impresso; passa pela ideia de fundar o próprio jornal; fala das armadilhas da profissão; e afirma que viu e ouviu muitas coisas, várias publicadas em reportagens ao longo de três décadas, outras guardadas em caixinha para, um dia, quem sabe, serem reveladas em livro.
Por: marcos santos Foto: MARCOS GARCIA DESCOBRIR o jornalismo e o empreendedorismo tem alguma explicação? SOU jornalista, formado na redação, na prática mesmo. Costumo dizer que o jornalismo está na veia e um dia você descobre. Assim foi comigo. Descobri a vocação e me apaixonei. O empreendedorismo veio por consequência, com a ideia de criar um novo jornal para Mossoró e o Rio Grande do Norte. Nasceram aí a Santos Editora de Jornais e o desafio de gerir uma empresa de comunicação. Chegamos há 15 anos, passamos no teste da primeira década. O desafio agora é estabelecer o papel do jornal impresso no contexto do novo leitor, que mostra-se cada vez mais aberto às novas tecnologias, e dentro desse universo, promover a leitura através das mais variadas plataformas. DESDE cedo, o senhor imaginava que um dia pudesse ser dono de jornal ou essa ideia foi construída com o passar do tempo? TALVEZ eu já respondo esta pergunta acima. A ideia de criar o JORNAL DE FATO veio do sonho de uma geração que nascera nos anos 80, na redação de O Mossoroense. Essa geração sonhava com um novo modelo de jornalismo, diferente do que era praticado em Mossoró e no Estado. Um jornalismo moderno, tanto do ponto de vista editorial quanto gráfico. Existia uma lacuna, ocupamos com essa nova mentalidade. O leitor entendeu e abraçou a causa. AQUI ou em qualquer outro lugar, as dificuldades são imensas para colocar um jornal. Quais foram as principais delas?
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Sou um jornalista, formado na redação, na prática mesmo. Costumo dizer que o jornalismo está na veia e um dia você descobre
CIANO MAGNTA AMARELO PRETO
EDITAR um jornal foi o mais fácil. É nossa profissão. Os jornalistas da primeira fase do JORNAL DE FATO já tinham larga experiência de redações de outros jornais. Agora, fazer jornal com uma estrutura tímida era o grande desafio. Contávamos com uma sede pequena, nossa redação se resumia a uma salinha e a gráfica contava apenas com uma impressora e uma gravadora de chapa. Por isso, tivemos que queimar etapas. A circulação era semanal (nas segundas-feiras). Mas, aos poucos, fomos investindo, passamos à circulação diária e implantar uma série de mudanças que serviram, inclusive, para os outros jornais.
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Editar um jornal foi o mais fácil. Os jornalistas da primeira fase do JORNAL DE FATO já tinham larga experiência de redações de outros jornais
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QUE mudanças foram essas? MUDANÇAS gráfico-editoriais. Passamos a valorizar editorias que até então não eram priorizadas, como economia, saúde, comportamento, sem esquecer as notícias de política, esporte e policial. Renunciamos o noticiário policialesco, evitando os manchetões. Passamos a valorizar mais a notícia que interessa o leitor assíduo de jornal. As inovações gráficas aconteceram com a policromia (fomos o primeiro jornal a trabalhar com cores), a infografia, além de quesitos que implantamos no jornalismo impresso local.
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Fazer jornal com uma estrutura tímida era o grande desafio. Contávamos com uma sede pequena, nossa redação se resumia a uma salinha...
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césar santos
AINDA TENHO MUITOS SONHOS A REALIZAR Ricardo Lopes
OS 15 anos de fundação mostram a aprovação do leitor pelo produto. Esse produto tem um segredo para o sucesso? O LEITOR aprovou o JORNAL DE FATO de imediato. Desde a primeira edição, naquele 28 de agosto de 2000. Para se ter ideia, é grande o número de assinantes que estão conosco desde o primeiro número. Não há segredo para explicar o sucesso. É fazer o bom jornalismo, oferecer ao leitor um jornal bem editado, com linhas gráfica e editorial bem produzidas e sempre respeitando o nosso maior patrimônio, que é o jornalismo de verdade.
EM 15 anos, o JORNAL DE FATO passou por cinco eleições municipais e quatro estaduais. Os interesses político-eleitorais, de alguma forma, influenciaram a linha editorial do jornal? NÃO. O Jornal de Fato não pertence a grupo político nem sofre essa dependên-
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cia. A linha editorial é única e não perece diante de interesses outros. Observe que, como colunista político que sou, emito a minha opinião e deixo claro as minhas opções, sejam elas políticas, religiosas ou esportivas. Mas essa condição não afeta a linha editorial do jornal por uma simples, porém, forte razão: sou jornalista por excelência, não me permito que a minha vontade se sobreponha à notícia. MAS é provável que o senhor, como diretor-presidente do jornal, tenha sofrido algum tipo de assédio. Ou isso não ocorre? JÁ OCORREU, mas posso garantir que hoje é bem menos. Esse tipo de assédio, com interesse de influenciar a notícia, ele não ocorre apenas com interesse político. Outros setores também se manifestam. Agora, a direção do Jornal de Fato nunca dobrou os joelhos diante de ataques ao bom jornalismo, porque nunca permitimos, nem deixamos margem para tal iniciativa. A marca do Jornalismo de Verdade permanece intacta e assim continuará em nome do bom jornalismo e de sua credibilidade.
A LINHA editorial de fazer o jornal para a família, sempre em defesa da sociedade, é um dos segredos? TEMOS essa visão. A parti daí, é possível oferecer um jornal que possa ser lido na mesa do café da manhã. As pessoas hoje estão mais interessadas em saber como anda a economia no País e no mundo, querem ler sobre saúde, educação, comportamento, esporte, lazer e, também, política e polícia. Pensamos assim. Por isso, costumamos dizer que editamos vários jornais dentro do jornal. São as editorias que cuidam de seus segmentos. A nossa edição do domingo, por exemplo, chega às mãos do leitor com os cadernos “Sua Vida Mulher”, “Drible”, “Estado”, “Mossoró” e as revistas “Domingo” e “Televisão”. O leitor sabe onde buscar a notícia que lhe interessa. INTERNET, celular, computador e outras ferramentas mudam o hábito de consumo da informação das pessoas. Como o JORNAL DE FATO está convivendo com esse novo momento? HÁ UM exagero de alguns quando preveem o fim dos jornais impressos. Fizeram isso quando surgiu a televisão em relação ao rádio. Os jornais terão vida longa, pode acreditar. Agora, erra quem desprezar as novas mídias. É preciso estabelecer uma convergência de todas as mídias. Os jornais impressos tiveram de se adaptar ao jornalismo virtual, saber conviver com o imediatismo e os novos apelos de mercado. Estamos permitindo essa integração, através do portal de notícias defato.com, para atender ao leitor cada vez mais exigente e ávido por novidades.
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Sexta-feira, 28 de agosto de 2015
COMO conduzir essa situação em ano eleitoral, por exemplo? DA MESMA forma que se conduz em qualquer momento. O assédio é maior ou menor de acordo com interesses de pessoas ou de grupos. No entanto, a postura séria, correta, reta, diminui as chances daqueles que tentam, de alguma forma, buscar algum interesse alheio ao bom jornalismo. É POSSÍVEL contar algum episódio que deixou o jornal em situação delicada? PASSAMOS por várias eleições e saímos de cada uma delas com a nossa linha editorial preservada. Agora, situações delicadas sempre existem. Não são exclusivas do Jornal de Fato. Imagine a pressão que sofrem os grupos detentores dos grandes jornais como O Globo, Folha, Estadão, entre outros. E, guardadas as devidas proporções, é o que acontece aqui. Cabe, a cada um, saber enfrentar as situações e decidir o que é melhor para o
seu veículo de comunicação. O SENHOR está comemorando 30 anos de profissão. Missão cumprida? NÃO. Ainda tenho muita estrada, sonhos a realizar, além, claro, do desejo ávido pela notícia. O jornalismo não sai do jornalista. Portanto, a missão estará incompleta, sempre. Enquanto o jornalista carregar a caneta no bolso e um bloquinho acompanhando, a sua aposentadoria estará retardada e a missão renovada. DIZEM que o jornalista não pode ter muitos amigos. A notícia X quem é notícia estabelece um fosso. É verdade? O JORNALISTA pode ter amigos, como qualquer outro ser humano. O jornalista não pode é ser influenciado por essa amizade para desviar dos conceitos básicos de sua profissão. Talvez, e provavelmente, se justifica aí a máxima de que jornalista não tem nem pode ter amigos. Fonte de notícia, por exemplo, não é amigo; é fonte e deve ser respeitada como tal. Agora, cabe a cada um de nós, jornalista ou não, construir e respeitar as suas amizades, que vão muito além do exercício profissional. E de interesses outros. O QUE o senhor viu e ouviu nesses 30 anos? MUITAS coisas. Assinamos reportagens importantes. Outras, nem tanto. Mas contamos história, de fatos verdades, somos testemunhas através da nobre profissão. E muitas coisas deixaram de ser contadas, se transformaram em segredo. Vimos e ouvimos muito; somos uma caixinha de fatos importantes. Segredos que talvez mudariam o rumo de algumas histórias. PODE contar agora? NÃO. Quem sabe, um dia. EM livro? QUEM sabe. PARA finalizar, um conselho aos novos jornalistas. SE UM dia você abrir o computador e não sentir a mesma emoção da primeira reportagem, feche a máquina e procure outra profissão.
Ricardo Lopes
“ “ HÁ UM exagero de alguns quando preveem o fim dos jornais impressos. Os jornais terão vida longa, pode acreditar"
SE UM dia você abrir o computador e não sentir a mesma emoção da primeira reportagem, feche a máquina e procure outra profissão"
CIANO MAGNTA AMARELO PRETO
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Sexta-feira, 28 de agosto de 2015
)) 28 de agosto de 2000 no lançamento do Jornal de Fato: Vicente Rêgo (presidente da Câmara Municipal), deputado federal Laíre Rosado, deputada estadual Sandra Rosado, jornalista Carlos Santos, governador Garibaldi Filho, jornalista César Santos, prefeita Rosalba Ciarlini, juiz Cornélio Alves (presidente do Fórum Municipal) e o educador padre Sátiro Cavalcante Dantas
JORNAL DE FATO nasceu do sonho de uma geração de jornalistas O
JORNAL DE FATO nasceu do sonho de uma geração de jornalistas da década de 80, todos formados na redação de jornal impresso, sem diploma da academia, mas com o jornalismo na veia e no coração. Essa geração, que passou pela redação do centenário O Mossoroense, ganhou experiência em outras redações, mas sabia do espaço aberto para o surgimento de um jornal que viesse a estabelecer nova fase no jornalismo de Mossoró e do Rio Grande do Norte. O início da década de 2000 foi marcante, porque abriu caminho para a realização desse sonho, com a fundação da Santos Editora de Jornais Ltda., que deu vida ao JORNAL DE FATO. Coube aos jornalistas César Santos e Carlos Santos, que juntos iniciaram carreira no jornal O Mossoroense, em 1985, planejar e executar o projeto do novo jornal. César Santos tinha acabado de se despedir da redação da Gazeta do Oeste, na qual passou 12 anos de sua vida profissional e respondia pela direção de redação. Carlos Santos, que também foi editor-chefe da Gazeta do Oeste, já caminhava em carreira solo, com o seu informativo “Herzog Press”, distribuído para assinantes através de telefax. Daí, juntos, entenderam que havia chegado o momento de oferecer um novo veículo de comunicação impresso ao leitor. O 28 de agosto de 2000 foi a data memorável. Era lançada a primeira edição do JORNAL DE FATO, numa solenidade bastante concorrida no auditório do Sesiclube, com a presença de autoridades públicas e de leitoCIANO MAGNTA AMARELO PRETO
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)) Governador Garibaldi Filho recebe o primeiro exemplar do Jornal de Fato
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)) Prefeita Rosalba Ciarlini com a primeira edição do Jornal de Fato na mão
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)) Autoridades políticas e da sociedade civil superlotaram o auditório do Sesi res que esperavam pela boa-nova. O evento foi prestigiado pelo governador Garibaldi Alves Filho (PMDB), hoje senador da República; prefeita Rosalba Ciarlini; presidente do Fórum Municipal Silveira Martins, hoje desembargador Cornélio Alves; deputados federais Betinho Rosado e Sandra Rosado, além de tantas outras autoridades do mundo político, jurídico, empresarial e de vários segmentos da sociedade. Em suas falas, os jorna-
listas-fundadores afirmaram o compromisso de o DE FATO estabelecer uma nova forma de fazer jornalismo, sem abrir mão de princípios básicos como respeito à notícia, ao leitor, anunciantes e, acima de tudo, sem abrir da ética e da boa informação. “Esse é um projeto de uma geração que sonhou o sonho de fazer um jornalismo diferente, com linha editorial ampla, sem abrir mão dos fatos, mas sempre respeitando o leitor, com responsabilidade, ética e, aci-
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)) Deputados Laíre e Sandra Rosado conferindo a 1ª edição do Jornal de Fato
ma de tudo, aptidão pelo jornalismo de verdade”, disse César Santos, logo após a distribuição dos primeiros exemplares do jornal ao público presente. Carlos Santos reafirmou o compromisso, garantindo que o JORNAL DE FATO não abriria mão de suas convicções, porque seria conduzido por jornalistas de uma geração que sonhou com um projeto diferente dos impressos que já existiam. Carlos ressaltou que o DE FATO não estava nascendo
para eliminar os matutinos existentes, mas, sim, para somar o jornalismo potiguar com uma proposta inovadora. A convicção dos jornalistas-fundadores estava certa. O JORNAL DE FATO trilhou o caminho traçado por eles, e hoje chega aos 15 anos praticando o bom jornalismo. O jornal cresceu, ganhou novo formato gráfico, novas editorias, novos cadernos, ampliou a circulação, o número de assinantes, mas sem abrir mão do
compromisso único de fazer o Jornalismo de Verdade. “Essa proposta é inegociável. O JORNAL DE FATO assim continuará, praticando o jornalismo com responsabilidade e ética”, garante César Santos, que desde o segundo ano de fundação do jornal passou a conduzir a sua direção, com a saída de Carlos Santos para novos projetos pessoais. E assim, hoje, Mossoró e o Rio Grande do Norte comemoram os 15 anos do JORNAL DE FATO.
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Sexta-feira, 28 de agosto de 2015
A pluralidade da notícia fideliza o leitor Arquivo/De Fato
)) Jornalista Carlos Santos: "Vamos fazer jornalismo de verdade"
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O JORNAL DE FATO teve papel importante no processo de transformação do jornalismo impresso de Mossoró. Com a sua linha editorial, que contempla todas as editorias e formato gráfico, o jornal acabou influenciando os demais impressos da cidade. O ponto de partida, segundo o diretor-presidente César Santos, foi eliminar a ideia de que o fato policial deveria ser destacado diariamente, evitando a imagem policialesca do impresso. A editoria de Polícia, desde o primeiro número do JORNAL DE FATO, tem espaço de acordo com a importância da notícia, assim como as editorias de Política, Esporte, Comportamento, Cidades, Gerais, e assim sucessivamente. No lançamento do jornal, no dia 28 de agosto de 2000, o jornalista Carlos Santos afirmou que o novo impresso não abriria mão da fidelidade com o leitor, preservando a credibilidade da informação. "Vamos fazer jornalismo de verdade", assegurou. Jornalismo de Verdade, inclusive, é o slogan do JORNAL DE FATO nesse 15 anos. "Não vamos mudar, porque essa é a nova missão principal", garante César, sobre o papel do jornal. César Santos afirma que o JORNAL DE FATO, logo no primeiro ano de circulação, decidiu que evitaria manchetes de capa que não levariam bom sentimento ao
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)) Jornalista César Santos: "Estamos chegando com proposta inovadora"
leitor, principalmente de notícias policiais graves, como suicídio, por exemplo. Segundo ele, a manchete policial sensacionalista chama a atenção do leitor flutuante, mas nunca agrada o leitor diário, o assinante. “Quem toma café da manhã olhando um jornal com sangue na capa?”, questiona. Partindo desse princípio, o JORNAL DE FATO valoriza editorias como Comportamento, Saúde, Economia, Variedades. “O leitor está cada vez mais ávido por notícias de economia, porque essa área influencia diretamente na sua vida. As notícias de comportamento e saúde são tão interessantes quanto o fato político, por exemplo, já que atrai um segmento que costuma passar os olhos pela página de Política”, diz. A variedade de notícias do JORNAL DE FATO pode ser comprovada nas editorias e cadernos criados para diferentes segmentos: Política, Esporte, Gerais, Estado, Cultural (caderno Total), Classificados, Mulher e a revista Domingo. “O importante é que esses cadernos e a revista são preparados para atender a cada segmento, com notícias e informações que levam mais conhecimento ao leitor”, explica o editorchefe Edilson Damasceno. “As edições são construídas a partir das reuniões de pauta, em que toda a redação se envolve para levar o melhor ao leitor”, destaca.
No lançamento do jornal, no dia 28 de agosto de 2000, o jornalista Carlos Santos afirmou que o novo impresso não abriria mão da fidelidade com o leitor, preservando a credibilidade da informação
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)) Capa da primeira edição do Jornal de Fato
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Sexta-feira, 28 de agosto de 2015
JORNAL DE FATO foi o primeiro da cidade a colocar cores em suas páginas O formato do JORNAL DE FATO, sob o ponto de vista gráfico, é diferente de outros jornais. Não é estande nem tabloide, mas se aproxima das duas coisas. O formato foi pensado exatamente para transmitir ao leitor a ideia de um jornal diferente, de novo produto, que estava chegando ao mercado com uma proposta inovadora. O JORNAL DE FATO, a partir daí, decidiu inovar em todos os aspectos gráficos. Foi o primeiro jornal de Mossoró a aderir às cores (policromia) em suas páginas. Primeiro, começou com a capa, na edição de 2 de junho de 2002, depois com as páginas internas. “Além de seguir o processo de modernização dos jornais, procuramos valorizar os nossos anunciantes, oferecendo a publicidade em cores”, destaca a diretora administra-
tiva Ângela Karina. Segundo Ângela, para aderir ao formato moderno e inovador no jornalismo local, foi preciso fazer investimento em novas máquinas impressoras. “Foi ousadia, mas dentro de uma realidade que exigia a aposta da direção. O investimento foi feito e o JORNAL DE FATO acabou servindo de modelo para outros impressos seguirem”, diz. Nestes 15 anos, o JORNAL DE FATO implantou vários projetos gráficos, sempre acompanhado do diagramador Augusto Paiva. O atual projeto foi elaborado
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Para aderir ao formato moderno e inovador no jornalismo local, foi preciso fazer investimento em novas máquinas impressoras
# opiniãoartigo
))Ousar e conquistar EDILSON DAMASCENO Diretor de redação
R
icardo Noblat, jornalista, já escreveu sobre a arte de escrever um jornal diário. Li, de uma sentada, o livro. Na prática, tudo combina com a teoria. Ao menos nesta obra específica. E no JORNAL DE FATO não poderia ser diferente. Óbvio que existem as particularidades, as diferenças, encontros e desencontros. Uma pauta que cai e outra que entra. Tudo dentro do que se espera de uma Redação. Afinal, é preciso produzir. Escrever. Contar histórias, recontá-las e, ao mesmo tempo, tentar inovar. Renovar. Reencontrar. E tudo isso acontece quando se trabalha na mídia impressa e diária. De junho de 2004 – quando cheguei aqui – até agora, um pouco de tudo isso aconteceu. E algo mais. Mas o objetivo destas linhas não é para falar disso, e sim do acompanhamento, fechamento, edição, pautas, fotografias... Enfim, da produção do jornal como um todo. Tenho o hábito de chegar cedo à Redação. E assim o faço desde a experiência tida em um diário vespertino. “Deus ajuda quem cedo madruga”, já diz o ditado popular. E, assim sendo, o hábito de acompanhar outros jornais, ver o que foi publicado e comparar com o que saiu no DE FATO. Geralmente, após tal leitura, já surge uma espécie de desenho da edição do dia seguinte. E raramente tudo permanece como o que foi idealizado pela manhã, pois assim como a política, notícias surgem com a mesma rapidez com que as nuvens se dissipam. Mas é preciso priorizar as informações. Não que exista notícia mais importante que outra, mas não se pode distribuir o material jornalístico de forma aleatória. E, seguindo a lógica do idealizar a edição seguinte, praticamente ao meio-dia já surge algo que poderá se concretizar ao final da tarde. Mas somente quando repórteres chegam para produzir é que a ideia começa a tomar corpo. E, se pela manhã a calmaria é quase absoluta, à tarde os neurônios de todos ficam em ebulição. Escrever, reescrever. Editar. Escolher fotos e definir o layout das páginas e da capa. Um processo que pode ser louco. Mas é uma loucura viciante. Prazerosa. E o prazer de escrever, de reunir repórteres (jornalistas e fotógrafos) para conversar sobre a edição seguinte nos deixa compreender que tudo o que será publicado não é fruto de uma só pessoa. Apesar de se ter
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com a assessoria da Associação Nacional de Jornais (ANJ), durante o congresso em que Paiva participou. As mudanças nos traços gráficos foram orientadas por profissionais de grandes impressos do País e até do Clarín, maior jornal da Argentina, patrocinados pela ANJ. Atualmente, o JORNAL DE FATO circula de terçafeira a sábado com cinco cadernos (Principal, Mossoró, Estado, Total e Classificados), e na edição de domingo, são acrescidos os cadernos de Esporte, Mulher e a revista DOMINGO.
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)) Edição do dia 2 de junho de 2002 trouxe a primeira capa colorida
um editor, o trabalho é coletivo. Assim como o repórter deve ter o tino para saber qual assunto deverá ser a matéria principal, o editor deve, por consequência, saber qual material renderá a chamada principal, bem como a devida distribuição das chamadas secundárias. E, nessa dança para acomodar assuntos, outro profissional surge como imprescindível ao fechamento da edição: o diagramador (ou paginador, como alguns ainda chamam). Jornalista não sabe tudo. Pode até arriscar tirar uma foto. Pode até arriscar paginar alguma coisa. Mas quando se fala em jornal, é que nem aquela musiquinha: “... cada um no seu quadrado.” A produção do JORNAL DE FATO, como já disse, começa cedo, mas se concretiza à tarde. Em meio às conversas paralelas, ao estresse, à correria para cumprir o deadline, tudo acaba saindo conforme o que foi idealizado. Claro que com algumas alterações (envolvendo aquela história de que pautas caem e outras entram), mas nada que afete o produto final. Sim, jornal é um produto, e o DE FATO o elabora com toda cautela, qualidade e responsabilidade. Comandar uma equipe, apesar de ser, aparentemente, complicado, não é tão complexo assim. Cada repórter tem sua particularidade, e cabe ao editor identificá-la para obter melhor rendimento no produto final, que é a notícia. Antigamente, existiam repórteres setoriais. Algo que, na Academia, se chama de profissionais especialistas. Até certo tempo até que pode ter surtido efeito. Mas hoje, com a rapidez que as notícias surgem, todos os repórteres devem saber escrever de tudo um pouco. Obviamente que ninguém é obrigado a apresentar um texto primoroso sempre e existem exceções. A diferença do DE FATO é que todos podem escrever sobre tudo. Lógico que existem as editorias (Política, Mossoró, Estado, Cultura, Economia), nas quais repórteres específicos assumem a tarefa maior de dar corpo ao jornal com seus textos. Mas isso não quer dizer que não se possa alterar um pouco a ordem para continuar na ordem. E isso,
em se tratando de um jornal, é ofertar ao leitor algo diversificado e com o que se poderia esperar de todo e qualquer jornal: ética. E é nesse clima ético, do fazer a coisa certa, que o JORNAL DE FATO trabalha diariamente. A linha editorial segue esse mesmo princípio: de escrever sobre o que é justo, independente do fato ou de quem esteja envolvido. E é algo que está intrinsecamente ligado ao jornal desde a sua primeira edição. Por aqui já se escreveu de tudo: greves, corrupção, ordem, desordem, vida, morte, política, esporte e, como não deveria deixar de ser, sobre o principal elemento de todo e qualquer diário, que são as pessoas. Independentemente de quem seja, onde moram e o que fazem. Descobrir isso faz parte da produção jornalística, cujo objetivo maior (algo que se aprende desde os primeiros textos) é dar voz a quem não tem. Tudo isso acontece diariamente. Das primeiras horas úteis do dia às 19h, horário em que a edição é fechada para que o setor gráfico faça a sua parte e, depois disso, o exemplar chegue às bancas e às casas dos leitores. Apesar de ser uma rotina à primeira vista, a produção do DE FATO não segue a mesma base. É como ensina o filósofo Heráclito: quem fomos ontem, não o seremos amanhã. E assim é um jornal. Toda edição é única. Assim como cada matéria, apesar de ser uma continuidade de outra anterior, sempre terá uma conotação de algo novo. E é com esse sentimento, de apresentar algo novo todos os dias, que a equipe do DE FATO trabalha. Do editor ao fotógrafo. Do repórter ao diagramador. Todos com o mesmo objetivo, com o mesmo sentimento e com a mesma dedicação. Afinal, é preciso gostar do que se faz. Alguém não pode escrever se não gosta de ler. E alguém não vai ler se não gostar de rabiscar alguma coisa. O que surge aqui, nessa suposta (e concreta) dialética, é a mais pura constatação de que, apesar do estresse, todo repórter é feliz no que faz e com o que faz. Em um jornal, para se chegar ao que se quer, é preciso motivar. Faz-se necessário
que o editor seja aquela pessoa que incentive, oriente, corrija. Ao mesmo tempo, seja aquele profissional rígido e tolerante. Mandão e brincalhão. Que saiba ouvir e entender os motivos pelos quais uma pauta caiu e compreenda as razões de algum repórter ter modificado alguma ideia. Afinal, transformar é necessário. E não se concebe mais a figura ditatorial. O comandante de uma redação é editor; não ditador. Em algumas vezes, é preciso deixar a equipe à vontade. Obviamente que o objetivo é saber como cada repórter vai trabalhar seus materiais a partir da própria iniciativa. Sim, é preciso desta. E é assim, em meio a altos e baixos, a risos e choros, alegrias e tristezas – como os demais profissionais de outras áreas –, que nós trabalhamos. Uma Redação é como uma grande família. E como tal, existem brigas (divergência de opiniões), mas nada que possa afetar o todo. Afinal, o trabalho de um depende totalmente do resultado que o colega apresenta. E ninguém, em sã consciência, quer “puxar o tapete” de ninguém. Pois se um cai, o efeito dominó surge, já que todos os setores estão interligados. Por isso, e por todas as razões e emoções que uma Redação possui, para quem gosta de escrever, de contar histórias, ela é o melhor local para se trabalhar. A gente aprende tudo, mas escrever é um dom. O JORNAL DE FATO me possibilitou a continuidade dessas emoções. E agora, como seu editor, faço que a equipe toda (repórteres, fotógrafos e diagramadores) sinta o gosto da liberdade de dar vazão ao que possibilita o melhor de uma vida produtiva: fazer o que gosta. Incentivando, apoiando, orientando. E também com críticas. Pois algo sempre pode ser melhorado. Lógico que existem problemas, barreiras, obstáculos. Mas é preciso ser forte. Não desistir. Não recuar. Faz-se necessário seguir em frente. Ousar, avançar, conquistar. E, ao longo destes quinze anos, o JORNAL DE FATO ousou, avançou e conquistou. Fruto de um trabalho sério, ético. Sincero e verdadeiro.
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Sexta-feira, 28 de agosto de 2015
Reportagens premiadas comprovam qualidade do jornal de fato E
screver é um exercício diário de sabedoria. Antes mesmo de o jornal chegar até a mão do leitor, uma maratona de descobertas e inquietações perpassa a consciência do repórter na sua árdua tarefa de informar, sendo capaz de catalisar as informações e contálas com responsabilidade. Algumas dessas notícias que enchem as páginas do jornal, no dia seguinte, ficam velhas - fadadas ao mero papel de embrulho. Já, outras, vencem a barreira do tempo e se tornam especiais. Com um olhar mais apurado, mais analítico e tratamento gráfico personalizado, as séries de reportagens e matérias especiais sempre foram uma preocupação do JORNAL DE FATO. O sucesso dessas reportagens é comprovado pelos prêmios que a redação conquistou nesta trajetória de 15 anos. Por duas vezes, a revista DOMINGO ficou entre as cinco melhores do País, como semifinalista no Grande Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo, concorrendo com veículos de todo o Brasil, nos anos de 2004 e 2006, com matérias produzidas pela jornalista Janaína Holanda. A revista trouxe ainda o Prêmio de Jornalismo José Martins de Vasconcelos, concedido pela Uern (2005); Prêmio Mão Amiga sobre Meio Ambiente, da ONG DNA (2007); e o Prêmio Fa-
pern de Jornalismo Científico (2008), com reportagens produzidas pela jornalista Izaíra Thalita. Em 2008, o caderno especial “Novas Energias”, editado pelo jornalista Esdras Marchezan, recebeu os prêmios de jornalismo concedido pela Fiern e Petrobras. Em 2005, ele, juntamente com os repórteres Paulo Sérgio Freire, Edilson Damasceno e Janaína Holanda, foram destaque no Prêmio BNB de Jornalismo com uma reportagem que mostrou a agricultura familiar no Estado. As premiações do DE FATO comprovam o seu potencial no RN. Os profissionais do periódico também marcaram presença no Prêmio Dorian Jorge Freire de 2007, com o repórter e hoje editorchefe Edilson Damasceno, e em 2008, com o jornalista Higo Lima.
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A qualidade das reportagens é comprovada pelos prêmios que a redação conquistou nesta trajetória de 15 anos
)) Jornal se destaca em
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)) Fotógrafo Fred Veras recebe do ministro Tarso Genro a premiação do concurso fotográfico Leica-fotografe
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proposta, o periódico conta com um time de fotógrafos vencedores de inú-
)) Jornalista Esdras Marchezan com Jean Paul Prates, recebendo o Prêmio Petrobras de Jornalismo
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)) Jornalista Edílson Damasceno ganhou o Prêmio
Arquivo/De Fato
)) Jornalista Izaíra Thalita recebe do reitor Mílton
de Jornalismo do Banco do Nordeste
Marques o Prêmio de Jornalismo da Uern
Arquivo/De Fato
)) Jornalista Janaína Holanda, ao lado de Viviane Senna, na premiação do Ayrton Senna de Jornalismo
prêmios de fotojornalismo
O visual do DE FATO é o seu grande diferencial. Para conseguir êxito nessa
Arquivo/De Fato
meros prêmios de dimensão nacional. Em 2009, o repórter-
fotográfico Fred Veras foi o grande vencedor do Concurso Fotográfico Leica-Fotografe, um dos mais importantes do Brasil, com participantes do País e do exterior. Em 2008, mais uma vez, o fotógrafo venceu o
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)) Izaíra Thalita também venceu o Prêmio Fapern de Jornalismo, concedido pelo Governo do Estado do Rio Grande do Norte Prêmio Fiern de Jornalismo e obteve a segunda colocação do prêmio de fotografia da Secretaria Nacional Antidrogas, da Presidência da República. Naquele mesmo ano, o fotógrafo Marcos Garcia
ficou na final do Prêmio Idema de Jornalismo e foi agraciado com o Prêmio Dorian Jorge Freire de Jornalismo e, no ano passado, teve uma foto entre as 10 fotografias escolhidas na Maratona Cultural de Fotografia.
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As melhores primeiras páginas dos jornais brasileiros têm o De Fato 3
de abril de 2005. O JORNAL DE FATO circula com edição especial para noticiar a morte do papa João Paulo II. A notícia que comoveu o mundo religioso também alterou o ritmo da redação do jornal, com toda a equipe envolvida na confecção de um caderno que contaria o fato e a vida do papa mais popular da Igreja Católica. A capa da edição publicou a foto de João Paulo II, saindo da vida para a eternidade, com o título: “O adeus do Papa da Paz”. No texto da capa, o De Fato destacou: o papa João Paulo II, que conduziu a Igreja Católica por mais de um quarto de século, morreu aos 84 anos. O pontífice faleceu depois de sofrer insuficiência cardíaca e renal. O papa esteve internado em um hospital por duas vezes nos dois últimos meses. Veja, nesta edição, tudo sobre os últimos momentos do papa, os procedimentos do Vaticano para a sucessão e a repercussão em Mossoró e no mundo. Nas chamadas em segundo plano, a capa destacou: 1 – “O polonês que surpreendeu o mundo inteiro”; 2 – As viagens, as visitas ao Brasil e a história de todos os papas”; 3 – O perfil daqueles que têm mais chances de sucederem João Paulo II”. O trabalho da equipe, supervisionada pelo então editor-chefe William Robson, com direção de diagramação e arte de Augusto
Paiva, recebeu o reconhecimento da Associação Nacional de Jornais (ANJ), sendo escolhida para compor o livro “As melhores primeiras páginas dos jornais brasileiros”, organizado pela então presidente da entidade, jornalista Judith Brito, e pelo jornalista Ricardo Pedreira. Brito e Pedreira destacaram o trabalho e a importância das primeiras capas bem elaboradas. Eles escreveram: “Compor o mosaico de melhores páginas de mais de 100 associados para este livro significa, de alguma forma, ratificar a importância dessa defesa do papel dos jornais e da liberdade de imprensa ao longo da história brasileira.” E mais: “Cada empresa jornalística teve a difícil missão de escolher, entre tantas páginas importantes que integram suas trajetórias de tantas décadas – em certos casos, mais de um século –, aquela que considerasse a mais representa-
“
tiva. Alguns pinçaram episódios políticos de grande impacto no plano nacional ou na região de suas respectivas circulações; outros mostraram denúncias que resultaram em mudanças na administração pública. Outros, ainda, retratam fatos marcantes nos esportes, na economia e na vida cotidiana dos cidadãos eleitores. Houve, também, escolhas relacionadas à beleza e à competência do projeto gráfico. E definiram: “Mas o que todas as primeiras páginas reunidas neste livro têm em comum é o correto exercício dos jornais como testemunhas da História, como meio de informação dos cidadãos. A ANJ tem orgulho do cenário montado neste livro com as primeiras páginas de importantes jornais brasileiros. É um espelho da nossa missão diante da sociedade brasileira: contribuir com o jornalismo para a permanente construção da cidade.”
Compor o mosaico de melhores primeiras páginas significa, de alguma forma, ratificar a importância da defesa do papel dos jornais e da liberdade de imprensa ao longo da história brasileira.”
)) Edição envolveu toda a redação para contar tudo sobre o papa
O JORNAL DE FATO justificou o trabalho com texto do então editor-chefe William Robson, que está publicado na página 128 do livro da ANJ: “Em 2003, o JORNAL DE FATO entrou numa nova fase. Mudou o visual e aderiu às cores. Na verdade, o diário já vinha utilizando cores em seus cadernos especiais. Porém, partiu para um projeto mais audacioso. Uma das capas mais importantes publicadas no jornal foi a que noticiou a morte do papa João Pau-
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lo II, em 3 de abril de 2005. A situação do papa era grave e na quartafeira da mesma semana ele receberia a extremaunção. Seu estado de saúde abriu espaço para muitas especulações e no JORNAL DE FATO existia um cuidado com relação às informações que chegavam frequentemente. A notícia da morte do papa se concretizou mesmo no sábado à tarde, período que normalmente a edição dominical está fechada. Mas, nesse dia,
um novo sistema de plantão foi montado para garantir a publicação de informações mais atuais acerca do religioso. O JORNAL DE FATO teve de adaptar um caderno especial e buscar novas informações sobre a morte do papa, provável sucessor e as repercussões em torno do acontecimento. O departamento de diagramação do JORNAL DE FATO, em reunião com a direção de redação, propôs que a capa mostrasse não apenas a
importância do papa junto à sociedade mossoroense, mas também produzisse rapidamente o que aconteceu. Foi quando optou-se por uma foto produzida por Plínio Leppri, da Associated Presse, que manifestava todo o sentimento de luto daquele momento. Uma imagem de João Paulo II de costas, caminhando. O título ‘O Adeus do Papa da Paz’ dialogava com a foto, sugerindo a ideia de que sua missão havia sido cumprida.”
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ASSIM SE FAZ
CIDADANIA TRABALHANDO PARA CRESCER O
Pavimentação de diversas ruas
Festival de prêmios Dia das Mães: mais de 150 prêmios. Sorteios de 1 carro e 10 motos.
Diversas ruas foram asfaltadas, entre elas a Av. Gov. Tarcísio Maia
Construção e entrega de 40 casas populares: Jardim de Alicia
Construção de uma Biblioteca
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município de Tibau já tem uma verdadeira história administrativa para contar. Que nasce com uma administração voltada para o crescimento e desenvolvimento. Exemplo disso é o que não falta. São várias ruas asfaltadas, como por exemplo a Avenida Tereza Patrício, uma das maiores do município, completamente asfaltada e iluminada. Diversas ruas pavimentadas, escolas reformadas, casas populares construídas e entregues às famílias que não tinham qualquer perspectiva de deixar de pagar aluguel. É hospital ampliado, reformado, com novos equipamentos e medicamentos. Atualmente, a frota municipal que foi encontrada sucateada, contabiliza 24 veículos, sendo adquiridos através de convênios e também com recursos próprios. A administração do prefeito Josinaldo Marcos de Souza [PSD], “Naldinho”, resgatou a autoestima dos tibauenses, que vão do funcionalismo público que recebe dentro do mês trabalhado, bem como do comércio local que aquece suas vendas. São ações nas áreas de esporte, saúde, educação, cultura, lazer, melhorias nas estradas vicinais, campanhas educativas e do IPTU e ações nas comunidades rurais. “Venha conhecer Tibau. Hoje a cidade vive uma nova realidade: se desenvolve pensando no futuro e no melhor para a população”, ressalta Naldinho.
Apoio e incentivo aos estudantes
Compra de livros para a Biblioteca
Atendimento nos PSFs
Asfalto e iluminação da Avenida Tereza Patrício
Aquisição de kits com mesa e cadeiras para escolas do município
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Revista Domingo, um projeto inovador e premiado U
m projeto inovador e pioneiro no jornalismo mossoroense e até no Rio Grande do Norte deu vida à revista Domingo. A proposta de um suplemento diferenciado, com conteúdo voltado aos principais acontecimentos da semana em reportagens elaboradas, estreou a edição em cores do JORNAL DE FATO no dia 2 de junho de 2002, no segundo ano do jornal. Com a participação de especialistas, colaboradores convidados e histórias de vida das pessoas, a revista sempre traz enfoques criativos para assuntos abordados na semana. Temas da História, Educação, Comportamento, Cultura, Saúde, Culinária, Literatura, Política e até Ciência são trabalhados de maneira a propor ao leitor a discussão com profundidade dos mais variados assuntos. As reportagens da revista destacam o uso de imagens, ilustrações e de infográficos feitos especialmente para o conteúdo jornalístico e que dão leveza e beleza ao material, além de ajudarem a compreensão dos assuntos tratados de uma maneira diferenciada. Nestes oito anos, a revista ganhou leitores fiéis que colecionam o material e percebem o seu crescimento.
)) Revista foi criada em 2002
Marcos Garcia
para explorar variedades
A revista DOMINGO teve como primeiras editoras as jornalistas Daiany Dantas e Afra Valle (2002). Na época, sob a supervisão do então editor-chefe William Robson. Desde 2003, a editoria da revista e a produção das matérias passaram pelas mãos de jornalistas como Izaíra Talita, Sandra Monteiro, Higo Lima, Paulo Sérgio, Magnos Alves, Nara Andrade, entre outros. A partir de reportagens publicadas na revista Do-
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mingo, Izaíra Thalita conquistou importantes prêmios para o JORNAL DE FATO: Prêmio de Jornalismo José Martins de Vasconcelos, concedido pela Uern (2005); Prêmio Mão Amiga sobre Meio Ambiente, da ONG DNA (2007); e Prêmio Fapern de Jornalismo Científico (2008). Outra importante conquista se deu através de série de reportagens escritas pela jornalista Janaína Holanda abordando a infância e a educação, fazen-
do que, por duas vezes, a revista Domingo ficasse entre as cinco melhores do País como semifinalista no Grande Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo, concorrendo com veículos de todo o Brasil nos anos de 2004 e 2006. Todos esses prêmios mostram a responsabilidade de que a equipe que produz a revista Domingo é comprometida com o jornalismo de qualidade e pensa no melhor para seus leitores.
)) Jornalista Nara Andrade é a atual editora da Revista Domingo
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Diocesano realiza o I Seminário Regional sobre Educação e Inclusão Escolar O Colégio Diocesano Santa Luzia realizará evento sobre educação inclusiva. O I Seminário Regional sobre Educação e Inclusão Escolar que ocorrerá no período de 5 a 7 de novembro, contempla os esforços do colégio em promover ações que contribuam para a inclusão escolar numa perspectiva de garantia do direito ao ensino de qualidade para todos e todas. O evento, que em sua primeira edição, discutirá o tema - A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar, intenciona propiciar um espaço de reflexão, difusão de conhecimento e troca de experiências a respeito da Educação Inclusiva, contribuindo para o aprimoramento profissional dos que se preocupam em oferecer condições iguais de acesso e permanência na escola de crianças e jovens das mais distintas especificidades. A programação contempla palestras, oficinas e debates de educadores que
lidam com a temática e que irão socializar suas experiências. Estão previstas ainda, conferências, mesas-redondas, apresentação de pôsteres, painéis, comunicação oral e apresentações culturais. A abertura acontecerá no dia 05/11, às 19h, no Garbos Hotel. O palestrante Professor José Pacheco ( Fundador da escola da Ponte de Portugal) falará sobre “ Inclusão escolar: o desafio da educação e do aprendizado para todos”. O Colégio Diocesano Santa Luzia entende que o desafio da inclusão deve ser um motivo que força o aprimoramento da capacitação profissional de modo que todos os envolvidos tomem para si a tarefa de pensar estas questões de forma reflexiva e coletiva. Segundo o padre Charles, vice-diretor da instituição e membro da comissão executiva do seminário, "Com o crescimento do número de alunos com necessidades educacionais especiais nas escolas, estas são desafiadas a construir saberes ca-
Joserley Carlos
Colégio Diocesano Santa Luzia sedia I Seminário Regional sobre Educação pazes de responder às demandas do cotidiano escolar relacionadas à convivência e aprendizagem na diversidade. Incluir nos impulsiona à remoção de todas as barreiras. Portanto, acreditamos
que o seminário, a partir da soma de esforços, dará uma importante contribuição na efetivação do direito e respeito ao princípio da diversidade e da inclusão", ressalta padre Charles.
PROGRAMAÇÃO DIA 05/11 - QUINTA-FEIRA Recepção dos participantes Local: Garbos Hotel 19h30 às 20h - Solenidade de abertura 20h às 21h40 – CONFERÊNCIA DE ABERTURA Temática: Educação Inclusiva: O desafio da educação para todos. Palestrante: Professor Me. José Pacheco – Fundador da Escola da Ponte DIA 06/11 – SEXTA-FEIRA Local: Colégio Diocesano Santa Luzia 7h30 às 8h – Acolhida – Apresentação Cultural 8h às 12h - OFICINA Temática: Tecnologia Assistiva como prática do
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AEE Ministrante: Rita Bersch 12 às 13h30 – Almoço 13h30 às 17h30 – Sessões de Comunicações Orais e Apresentação de Pôsteres GRUPOS DE TRABALHO DIA 07/11 – SÁBADO Local: Colégio Diocesano Santa Luzia 7h às 7h30 – Apresentação Cultural 7h30 às 9h30 - PALESTRA Temática: Direitos da pessoa com deficiência e a inclusão social Palestrante: Professor Dr. Fernando Gaburri de
Souza Lima 10h às 11h 30 - MESA REDONDA Coordenadora: Professora Dra. Ana Lúcia Oliveira Aguiar Escola e Famílias: uma parceria necessária para a inclusão. Coordenadora: Professora Dra. Ana Lúcia Oliveira Aguiar 11h30 às 13h- Almoço 13h- Sessões de Comunicações Orais Local: Salas de aula – Ensino Médio – Colégio Diocesano Santa Luzia 15h30 – Palestra: Autismo e Inclusão escolar Palestrantes: Profª Me Eliane Rodrigues Araújo e o seu filho Breno Davi Araújo
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A importância do premiado fotojornalismo voltado para )) Caderno o público feminino
)) Imagem do fotógrafo Marcos Garcia, premiada no Concurso do Auto da Liberdade
O
fotojornalismo é um meio de expressão que pode ser usado de variadas formas. No jornalismo impresso ampara a notícia, a deixa robusta. É uma linguagem que atrai o leitor. Nestes 15 anos do JORNAL DE FATO, o fotojornalismo é interpretado como um elemento essencial na transformação da informação em notícia, tornando-a de fácil leitura e compreensão. O JORNAL DE FATO vê a fotografia como um dos elementos imprescindíveis na construção da imagem do jornal. Na composição do layout das páginas, “a fotoCIANO MAGNTA AMARELO PRETO
grafia, de capa e nas páginas internas, é o que atrai o leitor em seu primeiro contato visual”, explica o diagramador Augusto Paiva. "É uma responsabilidade muito grande empunhar uma câmera e sair às ruas buscando um resultado capaz de facilitar a compreensão dos fatos narrados na reportagem”, diz o fotojornalista Carlos Costa. A fotografia nasce de acordo com a ocasião. E essa busca tem alcançado bons resultados, tanto para os leitores do DE FATO como para o profissional. O fotojornalista Fred Veras foi premiado várias vezes em concursos regionais
e nacional quando atuava no JORNAL DE FATO. Cada fotojornalista com sua especialidade. Carlos Costa explora as expressões de personagens da política e o cotidiano mossoroense. Já, o fotojornalista Marcos Garcia, outro premiado que compõe a equipe de Redação do DE FATO, volta seu olhar atento às ruas de Mossoró. “Procuro inovar retratando o inusitado, o interessante, o que atrai as pessoas”, diz Marcos Garcia. As imagens produzidas com zelo e responsabilidade social estão presentes nas páginas do DE FATO, da capa aos suplementos. Na re-
vista DOMINGO ocupa a capa inteira e espaços generosos nas páginas internas. A fotografia é o que causa impacto e é o que atrai o leitor para as páginas internas da revista. Seja para o caderno principal, secundário ou os suplementos de domingo, o fato é que a fotografia é produzida com a mesma recomendação, sempre com a proposta de proporcionar uma leitura leve e de fácil compreensão, sem descartar, em algumas ocasiões, que pela qualidade do assunto retratado, a fotografia termine por si só cumprindo a missão de informar ao leitor.
Ao longo de 15 anos de existência, o JORNAL DE FATO passou por várias transf orm aç ões. For am mudanças no projeto gráfi co, criação da revista Do mingo e, por último, o ca derno Sua Vida Mulher, que está no seu nono ano de existência. Implantar um caderno voltado ao público feminino e para a família era um pro jeto antigo do jornal, que ganhou força durante o cong ress o de Proj et os Gráficos do Século XXI, promovido pela Agência Nacional de Jornais (ANJ), em 2006. “Esse tipo de caderno é uma tendência do jornalis mo moderno e nós tínha mos que abs orv er ess a ideia. Durante o congresso em São Paulo, especialistas analisaram o DE FATO e su geriram a criação do cader no porque o jornal tinha muita opção para o público masculino e pouco para o feminino”, explicou o jornalista William Robson, que na época era o editor-chefe do jornal. E a proposta foi automa ticamente absorvida pela direção-geral do veículo e incorporada ao novo proje to gráfico do jornal, que es treou no dia 27 de agosto de 2006. “Foi tudo muito rápido. Em menos de um mês, o ca derno já estava circulando. Foi um desafio, mas acredi to que o resultado está agradando porque o cader no vem sendo acompanha do não só por mulheres, mas por homens também, que sugerem várias maté rias”, diz a jornalista Janaí na Holanda, a primeira edi tora do caderno. As pautas, o projeto gráfico e a forma como a proposta do caderno é con duzida têm colaborado pa ra a aceitação dos leitores.
“O Sua Vida Mulher tem linhas suaves, com predo minância do branco, que deixa a leitura mais leve e não cansa o leitor. A própria letra utilizada no caderno deixa de fora qualquer tipo de agressividade”, destaca o designer Augusto Paiva, que desenvolveu o projeto gráfico do caderno. A valorização de foto grafias, o colorido e os info gráficos são outro diferen cial do caderno. “Os infográficos exigem pesq uis a, uma riq uez a maior de detalhes, recorte de figuras, fotos e uma tex turização que deixam as imagens mais próximas do real”, explica Neto Silva, que era o editor de artes gráficas no lançamento do caderno, que chegou a ficar duas horas trabalhando em um único infográfico para o caderno. O Sua Vida Mulher tem uma proposta ousada: tra balhar temas de interesse do público feminino sem se limitar a assuntos de beleza e moda. Sem an alm ent e, são abordados temas como se xualidade, família, saúde feminina, comportamento, relacionamento, economia doméstica, entre outros. A jornalista Natália Rebouças, atual editora do caderno, reforça a linha editorial e a proposta inicial da publicação. Ela discute a pauta com o editor-chefe Edilson Damasceno, sugerindo temas bem atuais e que interessam diretamente ao público feminino. Todas as matérias são trabalhadas levando em consideração a opinião de especialistas para que o lei tor tenha uma opinião mais apurada do assunto. Várias dicas podem ser incorpora das no trabalho, no relacio namento conjugal, em casa ou com a família. Carlos Costa
)) Jornalista Natália Rebouças é a editora do Sua Vida Mulher
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Sexta-feira, 28 de agosto de 2015
A credibilidade fideliza o leitor do JORNAL DE FATO
O
jornalismo de verdade exercido pelo JORNAL DE FATO é lido e elogiado por todos os públicos. Idosos, mulheres, jovens, classes A ou D. Todos aprovam a forma como o impresso noticia os fatos, independente da faixa etária, sexo ou classe social. Para o editor-chefe Edilson Damasceno, essa aceitação é consequência da linha editorial que o jornal pratica desde a sua primeira edição. Damasceno diz que, ao longo dos 15 anos de existência, o JORNAL DE FATO não abriu mão de sua proposta inicial, o que foi decisivo para a fidelização do leitor. “O carro-chefe do jornal é a notícia verdade, o puro jornalismo, sem maquiagem, e isso tem sido compreendido por nossos leitores. Não abrimos mão de
nossa posição, porque praticar o bom jornalismo é a nossa obrigação”, comenta Damasceno. A prova da boa aceitação está no quadro de assinantes do JORNAL DE FATO, em que podem ser encontrados homens e mulheres de 20 a 80 anos, empresários, professores, políticos, bancários, servidores públicos. Esse universo, que reúne todas as classes e segmentos de leitores, é a prova de que o jornal é plural e atende as
expectativas do público. PRIMEIRO EXEMPLAR A edição dos 10 anos do JORNAL DE FATO, em 2010, ouviu o comerciante Luís Gonzaga Tavares, um dos primeiros assinantes do jornal. Ele destacou a qualidade do jornalismo praticado, lembrando que o DE FATO era o único que ele assinava. “Escolhi o DE FATO porque ele trata o jornalismo com veracidade”, declarou. “No início, eu pegava o jornal na
)) Circulação diária alcança
gráfica quando a edição ainda estava saindo do forno”, lembrou. Ao longo dos 15 anos, novos leitores foram incorporados ao Clube dos Assinantes, como o servidor público Antônio Almeida. Ele justifica a opção na variedade de suplementos que o jornal oferece. “Gosto da revista Domingo, na qual a gente pode encontrar um conteúdo de primeira qualidade e bem diversificada”, justifica.
ESTRUTURA Outro aspecto importante é a pontualidade da entrega do exemplar nas mãos do leitor. A distribuição é feita por uma equipe experiente, que começa a trabalhar ainda na madrugada, quando a edição está saindo da gráfica. Os distribuídores fazem a entrega nos endereços dos assinantes, tanto em Mossoró como nas 82 cidades que recebem o JORNAL DE FATO diariamente. O
leitor toma o café da manhã com o jornal na mesa, recebendo as informações para começar o dia bem atualizado. Já os leitores que não são assinantes compram o exemplar do dia em vários pontos de distribuição, como os tradicionais Zé Maria e Ademar, que mantêm bancas de revistas e jornais no centro de Mossoró. Além, claro, dos jornaleiros que atuam nas avenidas mais movimentadas. Marcos Garcia
mais de 80 municípios do RN
A cidade de Pau dos Ferros, no Alto Oeste potiguar, recebe o JORNAL DE FATO logo cedo da manhã. É uma das 82 que estão no mapa de distribuição do jornal, espalhadas nas regiões do Médio e Alto Oeste, Salineira, Vale do Açu, Região Central e Natal. O JORNAL DE FATO é líder absoluto de circulação no interior do Rio Grande do Norte. “Essa liderança foi possível a partir de dois pontos importantes: primeiro, a boa qualidade do jornalismo; segundo, a distribuição eficaz, respeitando o leitor-assinante”, explica a diretora-administrativa Ângela Karina.
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A editoria de Estado é responsável pela cobertura das cidades interioranas. O material tem a responsabilidade do experiente jornalista Fabiano Souza. Ele discute a pauta com o editor-chefe Edilson Damasceno, sempre apresentando assuntos de interesse coletivo, com destaque para política, saúde, educação, comportamento, entre outras. Ao longo dos 15 anos, o JORNAL DE FATO foi responsável pela cobertura de grandes acontecimentos que tiveram influência na vida das pessoas que habitam os municípios da região. A cobertura das eleições municipais de 2000 a 2012 deu um
suporte a mais para a credibilidade do jornal. Segundo Ângela Karina, o JORNAL DE FATO atravessou quatro eleições municipais sem deixar que interesses individuais ou de grupos contaminassem a linha editorial do jornal. A notícia sempre foi preservada, por isso, a credibilidade construída desde o primeiro momento. “Essa fidelidade com o leitor é o nosso maior patrimônio e do qual não abrimos mão. Assim, o JORNAL DE FATO está preparado para cobrir novas e futuras eleições, sempre com a mesma determinação de respeitar o fato verdade, em nome do bom jornalismo”, afirma.
)) Jornalista Fabiano Souza é o editor do caderno de Estado
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Baraúna dá A volta por cima e obtém avanços Município administra dificuldades, melhora serviços e ainda faz investimentos
O
B ar aúna e s tá dando a volta por cima. Apesar da queda na arrecadação e de bloqueios na receita para pagar dívidas antigas, o Município administra dificuldades e avança em diversas áreas. Também superou instabilidade administrativa e consegue dar sequência a projetos de governo. O resultado é melhoria de serviços básicos e investimentos em obras, apesar da crise nacional. A gestão Luciana Oliveira (PMDB) recuperou setores sucateados, como a limpeza pública e assistência à cidadania, e constrói escolas e Unidades Básicas de Saúde (UBSs) na cidade e na zona rural. EDUCAÇÃO As escolas são construídas nos projetos de assentamento Tiradentes, Vitória, Vila Nova I, Vila Nova II, Angicos, Bonsucesso dos Militares, Poço Novo, Olho D’água da Escada, Canaã e Recreio.
) Números
R$ 3,33
milhões para 10 escolas
1.000
Alunos beneficiados
R$ 816
mil para 2 UBSs
20 mil
Assecom
)) Construção de unidade de saúde: reforço à atenção básica As obras já começaram em pelo menos seis localidades, e a liberação de recursos, garantida pelo Ministério da Educação, no último dia 18, permitirá continuidade e início de serviços em outros assentamentos. O projeto está orçado em R$ 3 milhões e 318 mil e beneficiará cerca de 1.000 alunos. “Mais escolas na zona rural significam mais opor-
))
Baraúna assiste a um verdadeiro mutirão de limpeza pública nas últimas semanas, com trabalhadores em diversos pontos da cidade, varrendo ruas, capinando canteiros, cuidando de logradouros na cidade e na zona rural. Além da educação ambiental e coleta de lixo, disciplinada em calendário, a Prefeitura está retirando matagal, garranchos e lixo em geral de localidades rurais, como em Campestre, Primavera, Vertente e Juremal.
)) Prefeita Luciana Oliveira: trabalho responsável em Baraúna
tunidades para jovens vencerem na vida”, destaca a prefeita Luciana.
Os NASFs ampliarão a oferta de saúde na rede de serviços, de forma integrada com as equipes de Saúde da Família (eSF), garantindo consultas médicas, acompanhamento de gestantes, vacinas, visitas domiciliares e outros serviços. As obras são executadas em parceria com o Ministério da Saúde e serão concluídas neste ano. “Vão reforçar prevenção e tratamento
SAÚDE As unidades de saúde são edificadas na zona urbana e na localidade Poço Novo. Cada uma está orçada em R$ 408 mil, e reforçarão atendimento através de novas ações, como os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF).
))
Atenção à cidade e à zona rural
Também está conservando espaços públicos, com limpeza e revitalização de praças, postos de saúde e abrigos para passageiros, além do trabalho permanente de conservação de estradas vicinais e recuperação de poços. O trabalho faz parte de um mutirão de limpeza pública em Baraúna, que abrangerá mais ações, nas próximas semanas, em outras áreas. A iniciativa é acompanhada diariamente pela prefeita Luciana Oliveira. Assecom
pessoas atendidas
) Outras ações – Defesa de direitos da infância e juventude. – Encaminhamento para concurso público.
)) Limpeza pública exemplifica cuidados com a zona urbana Assecom
– Estímulo ao aleitamento materno. – Modernização do Hospital Maternidade Francisco Bezerra Sobrinho
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“ Luciana Oliveira Prefeita
Com os pés no chão e muito trabalho, estamos resgatando a autoestima da população de Baraúna.”
de doenças, o que desafogará ainda mais o Hospital
)) Recuperação de estradas facilita escoamento de frutas
Francisco Bezerra Sobrinho”, frisa Luciana. Assecom
)) Prefeita Luciana na sanção do Plano de Cargos: apoio ao servidor
Planos de cargos valorizam servidor público municipal Pela primeira vez, em 24 anos, Baraúna contempla todos os servidores municipais com Plano Geral de Cargos, Carreira e Salários (PCCSS), sancionado no final de junho pela prefeita Luciana. A lei complementar 530/2015) valoriza o servidor e moderniza o regime do funcionalismo público da Prefeitura de Baraúna. Estabelece reajuste salarial automático (3%) em cada mudança de letra (progressão funcional) e adéqua a
estrutura de cargos à atual realidade. Oferece mais segurança jurídica ao servidor; disciplina vantagens (gratificações e adicionais) e exercício de funções (deveres e atribuições); garante revisões salariais anualmente para repor perdas da inflação; estimula a eficiência e a profissionalização do servidor. A lei tem efeitos financeiros para janeiro/2016. PROFESSOR BEM PAGO O Plano de Cargos, Car-
modelo )) Projeto construirá 30 casas
– Prevenção ao uso de álcool e drogas.
– Aquisição de aparelho de raios-X
Assecom
Baraúna ganhará novo conceito de habitação social. A Prefeitura encaminha construção de 30 moradias em sistema de bloco, com quatro moradias em cada bloco, sendo duas em
baixo e duas em cima. O projeto é conduzido pela Secretaria Municipal de Habitação Social, e será executado em parceria com o banco Economize e a Companhia Estadual de
reira e Salários do Magistério em Baraúna, sancionado pela prefeita Luciana Oliveira em novembro de 2014, aumentou o salário base dos professores em pelo menos 40%. Com a lei 525/14, o vencimento na rede municipal pode chegar a R$ 6.706,67. “Hoje, o professor da educação básica em Baraúna possui um dos melhores salários do Estado”, orgulha-se o secretário de Educação, Marcos Antônio.
Habitação e Desenvolvimento Urbano (CEHAB). “Já tivemos várias audiências na Cehab para tratar do assunto. E vamos agendar visita técnica a Baraúna para avaliar terrenos e outros aspectos para construir as casas modelo”, adianta o secretário Sandro Bezerra.
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Defato.com se consolida com notícias em tempo real
notícia em tempo real, sem se afastar do noticiário impresso. Essa é a missão do portal defato. com, o site do JORNAL DE FATO na rede mundial de computadores. A convergência das mídias dentro de um padrão aprovado pelo leitor, a partir do Jornalismo de Verdade, que é slogan desde a fundação do matutino. O defato.com está no ar há três anos, com um formato leve, de leitura direta, fazendo convergir todas as plataformas que acabem produzindo a edição impressa do dia seguinte. “É um novo momento, em que os jornalistas já estão devidamente adaptados às novas ferramentas, porém sempre resguardando a qualidade da notícia”, afirma o jornalista Edilson Damasceno, editor-chefe do JORNAL DE FATO. O site atualiza a notícia em tempo real, utilizando as mais variadas ferramentas, com textos, fotografias, imagem de vídeos e áudios. “A implantação do defato.com foi uma necessidade para acompanhar a velocidade da notícia, a partir da explosão do jornalismo on-line. A nossa missão é permitir que o leitor receba no computador, tablet ou celular a notícia em tempo real, mas que seja convidado a acompanhar a cobertura completa na edição impressa do jornal”, explica o diretor-presidente do JORNAL DE FATO, jornalista César Santos. Segundo César, a convergência das mídias deve ser feita com muito zelo, para que a verdade dos fatos não seja atropelada pela ansiedade. Quando o defato. com foi para o ar, em 2012, a redação tinha a pressa de colocar a notícia no ar, correndo o risco de perder detalhes importantes do fato. Foi preciso preparar a equipe para trabalhar essa fase, que
“ No jornalismo on line é preciso inibir a ansiedade para que os fatos sejam noticiados de forma limpa e transparente"
César Santos
Diretor-presidente do Jornal de Fato
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Sexta-feira, 28 de agosto de 2015
)) ‘Blog do César Santos’ é um dos mais acessados do Rio Grande do Norte
No portal defato.com existe o espaço para a publicação de várias colunas assinadas por jornalistas respeitados e de credibilidade confirmada em Mossoró e todo o Rio Grande do Norte. O leitor tem acesso às colunas de Marilene Paiva, Georgiano Azevedo, Edilson Damasceno, Crispiniano Neto, Magnos Alves, todos de Mossoró, além de Chrystyan de Saboya, de Natal; e Marcos Dantas, da região do Seridó. Esses colunistas têm seus próprios endereços, que são conectados ao defato.com. Mas um blog é exclusivo do defato.com. Trata-se do espaço on-line do jornalista César Santos, que assina uma coluna diária no impresso desde a sua fundação. No “Blog do César Santos”, o leitor tem a oportunidade de receber em tempo real as notícias dos bastidores da política. Geralmente, são notas que revelam os fatos em primeira mão, devido à experiência e às bem informadas fontes que o jornalista tem. “Procuro selecionar a
notícia, levando em conta a importância de cada uma. Tem notícia que é preciso ir logo para o blog, e outras que deixo para a edição impressa”, revela César Santos. “No blog, o leitor tem a primazia da notícia imediata, por isso, seleciono bem o que deve ir logo ao ar”, explica. Além das notas curtas e notícias em forma de reportagem, o Blog do César Santos também contempla o leitor com entrevistas na seção “Cafezinho com César Santos”. Políticos, empresários, autoridades, personalidades religiosas já tomaram o cafezinho e permitiram a produção de entrevistas importantes. O Blog do César Santos é um dos mais acessados no Rio Grande do Norte. Ele entende que o prestígio do leitor se justifica pelo tempo de jornalismo que tem e pela marca de credibilidade, da qual não abre mão. “Temos 30 anos de jornalismo, dos quais, são 20 anos assinando coluna, o que transmite segurança e confiança ao leitor”, define.
)) A notícia popular em tempo real
O site “O Câmera”, criado em Mossoró para contemplar a notícia policial em tempo real, também está alojado no defato.com. É o espaço popular no qual o leitor pode encontrar as notícias do setor policial produzidas por especialistas da área. O Câmera não perde nenhum lance policial. Está em cima da notícia, como se diz na gíria popular, graças ao trabalho obstinado do criador do site, Neto
Marcelino. Ele conta com uma equipe bem preparada e de fontes que não deixam passar nenhum fato policial sem o seu conhecimento. Os leitores procuram acessar O Câmera de forma permanente, o que garante um número de acesso bem acima dos outros sites de notícias policiais. Isso ocorre pela credibilidade do Câmera, construída através do trabalho sério de Marcelino e toda a sua equipe.
)) Defato.com no computador, no celular e no tablet era nova e que muitos não tinham o devido entendimento. “O jornalista, por natureza, tem essa coisa do furo de reportagem, de chegar primeiro etc.. No jornalismo on-line, essa condição aflora de forma muito agressiva, por isso, é preciso inibir a ansiedade para que os fatos sejam noticiados de forma limpa e transparente”, comenta. O defato.com é um site completo, com as plataformas modernas das notícias inseridas na página. “Trabalhamos o texto, imagem e áudios. A notícia chega ao conhecimento do leitor de forma ampla, completa”, afirma Damasceno. “Mas, sempre contornando de tal forma que chama o leitor para a edição impressa, em que é publicada a reporta-
gem ainda mais completa, com detalhes que não foram divulgados no on-line.” O site explora todas as editorias, com destaque para política, esporte, polícia, saúde, comportamento. Também conta com a parceria de agência de notícia que oferece toda a cobertura do noticiário nacional. “Os acontecimentos de Brasília, por exemplo, têm cobertura em tempo real, sem perder um lance”, destaca Damasceno. SUCESSO O sucesso do site não é por acaso. Ele acompanha a credibilidade do JORNAL DE FATO. Como se sabe, o jornalismo on-line, num ambiente em que a notícia é oferecida gratuitamente, faz que o leitor procure observar
a credibilidade do veículo. “A marca do JORNAL DE FATO permite a confiança do leitor, por isso, o site foi aceito de imediato”, explica César Santos. O jornalista ressalta que quando o produto é oferecido gratuitamente, o consumidor geralmente desconfia. Isso acontece também com a notícia. “Daí, a importância de um site de notícia ter por trás uma marca de sucesso, de credibilidade, como é o caso do defato. com”, diz. E o sucesso do defato. com é confirmado pelos números de pesquisa. O site alcança em pouco tempo a marca de segundo mais acessado do Rio Grande do Norte, sendo superado apenas pelo portal de notícias do jornal Tribuna do Norte.
)) Site O Câmera pode ser acessado no defato.com
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Sexta-feira, 28 de agosto de 2015
coBERTURA DAS ELEIÇÕES DE 2000 A 2014
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2000: Rosalba )) RN elege a primeira governadora em 2002 conquista O 3º mandato na reeleição
gosto de 2000. O início da concretização de algo que vem há 15 anos ininterruptos. Informando aos leitores e trabalhando a notícia do jeito que deve ser: isento. E quando se fala em isenção, a política surge em primeiro plano. Na sua primeira edição, o JORNAL DE FATO trouxe em sua manchete principal uma pesquisa eleitoral que projetava vitória da então candidata à reeleição Rosalba Ciarlini. O resultado da eleição daquele ano não foi diferente do que apresentou o DE FATO: Rosalba foi
reeleita. A política mossoroense a renovar o mandato com o advento da reeleição. Ao longo de sua caminhada, o JORNAL DE FATO sempre pautou sua Redação na ética e coerência. Nas eleições de 2000, por exemplo, a pesquisa que foi a manchete da 1.ª página trouxe a informação de que Rosalba Ciarlini seria reeleita e projetou maioria de 32,37% sobre a segunda colocada, a então peemedebista Fafá Rosado, que apareceu com 23,45% dos votos. No mesmo material, a informação de que Rosalba e Fafá poderiam
O JORNAL DE FATO, embora tendo uma linha de abrangência estadual, noticiando fatos locais e os que tenham repercussão em todo o Rio Grande do Norte, não se prende a tal aspecto e acompanha as transformações políticas do Brasil. E tal constatação se percebe a partir das eleições de 2002. No âmbito estadual, pela primeira vez, uma mulher surgia com chances reais de assumir o Governo do Estado. No desenrolar da campanha nacional, o petista Luiz Inácio Lula da Silva, depois de três derrotas consecutivas, apareceu com bons rendimentos eleitorais. No primeiro turno das eleições presidenciais, Lula saiu na frenteeobteve39.455.233 votos, quase 20 milhões de votos a mais que o seu principal adversário, o tucano José Serra, que foi ao segundo turno por ter sido a opção de 19.705.445 eleitores. No segundo turno, o representante do Partido dos Trabalhadores conseguiu ampliar sua votação. Para obter esse resultado, Lula mudou radicalmente a postura e trouxe para compor sua chapa o empresário José Alencar, representante da chamada elite econômica brasileira. No cenário estadual, a professora Wilma de Faria (PSB), que era prefeita de Natal, saiu do Executivo natalense para disputar o
crescer no decorrer da campanha. E foi o que aconteceu com a peemedebista. O resultado da eleição mostrou Rosalba reeleita, com 51,81% dos votos válidos (57.369 votos) contra 38,41% de Fafá (42.530 votos). À época, o JORNAL DE FATO era semanal e suas pautas eram bem trabalhadas, visando se sobressair e ocupar espaço no mercado jornalístico do Rio Grande do Norte, aprofundando temas que não eram esmiuçados pelos jornais que estavam em circulação.
)
)) )) Capa da edição do dia 28 de outubro de 2002 Governo do Estado. Ela, antes, ganhou notoriedade estadual, ao criar a Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (FEMURN), tendo sido sua primeira presidente. Para compor sua chapa, Wilma convidou o então deputado estadual Antônio Jácome. Wilma disputou o Governo potiguar com o então governador Fernando Freire (PPB) – que era vice
de Garibaldi Filho (PMDB), que se desincompatibilizou do cargo para disputar uma vaga ao Senado Federal. No primeiro turno, Wilma saiu na frente, com pouco menos de 90 mil votos de maioria sobre Freire. No segundo turno, Wilma de Faria ampliou a vantagem sobre seu adversário e foi eleita a primeira governadora do Estado do Rio Grande do Norte.
Resultado para governador do RN 2002 1º TURNO
Wilma de Faria (psb)..................................................................... 492.756 Fernando Freire (pmdb).............................................................. 404.865 Fernando Bezerra (ptb) ............................................................. 261.225 Ruy Pereira (pt)............................................................................... 147.380 Sônia Godeiro (pstu)........................................................................ 2.392 Marconio Cruz (PRTB)..........................................................................1.498 Roberto Ronconi (PTC).......................................................................... 614 2º TURNO
Wilma de Faria (psb)..................................................................... Fernando Freire (pmdb) .............................................................
)) Capa da edição do dia 2 de outubro de 2000
)
Resultado das eleições de 2000
51.369 Fafá Rosado (PMDB)............................................................... 38.530 Socorro Batista (PT)................................................................. 4.447 Mário Rosado (PMN)........................................................................ 228 ROSALBA CIARLINI (PFL)...........................................................
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820.541 523.614
Resultado para presidente do Brasil 2002 1º TURNO
Lula (PT).................................................................................... José Serra (PSDB).................................................................... 2º TURNO
Lula (PT).................................................................................... José Serra (PSDB)....................................................................
39.455.233 19.705.445 52.793.364 33.370.730
44) especial EDIÇÃO
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2004: Fafá, com o apoio de Rosalba, é eleita PREFEITA E m 2000, quando foi candidata à Prefeitura de Mossoró pelo PMDB, a enfermeira Fafá Rosado obteve 38,41% dos votos válidos (o que representou 42.530 votos). Ficou na segunda colocação. O bastante para se projetar às eleições de 2004. Como consequência de seu bom desempenho em 2000, quando estreou na política, Fafá Rosado foi con-
)
vidada a se filiar ao partido da então prefeita Rosalba Ciarlini (PFL, hoje DEM). E assim ela fez. O resultado daquela eleição foi previsível: Fafá foi eleita e derrotou a então deputada estadual Larissa Rosado, filha da então deputada federal Sandra Rosado. À época, a chapa a ser apoiada por Rosalba Ciarlini poderia ser encabeçada por dois nomes: Fafá Rosado e Cláudia Regina. Ambas do
Democratas. As duas passaram meses em uma disputa interna e externa. Ao final, a presidência local do DEM optou por lançar Fafá Rosado à Prefeitura, tendo como vice Cláudia Regina. A chapa caiu no gosto popular. Com o apoio de Rosalba Ciarlini, Fafá obteve 57.743 votos, correspondendo a 49%. Sua adversária, Larissa Rosado, ficou na segunda posição, com 34.668 votos (29%).
Resultado para prefeito de Mossoró em 2004 Fafá Rosado (PFL) ........................................................................ 57.743 Larissa Rosado (Pmdb)....................................................................34.668 Francisco José (PMN)...................................................................... 21.210 Crispiniano Neto (PT) ...................................................................... 4.083 )) )) Capa da edição do dia 4 de outubro de 2004
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2006: rn elege a 1ª senadora U
ma política que havia saído de uma Prefeitura do interior do Rio Grande do Norte, onde tinha sido a primeira mulher a assumir o Executivo municipal, foi eleita primeira senadora da República. A médica Rosalba Ciarlini começou a campanha desacreditada politicamente e acabou derrotando o favoritismo do empresário Fernando Bezerra, que tinha o objetivo de retornar ao Senado em 2006, depois de uma campanha fracassada ao Governo do Estado em 2002. A aliança envolvendo o PFL (hoje DEM) com o PMDB, PP e PTN acabou benefician-
)) )) Capa da edição do
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do Rosalba Ciarlini. Apenas uma vaga ao Senado Federal estava em disputa com oito candidatos. Ao final da eleição, Rosalba foi eleita, com 645.869 votos. Na disputa ao Governo do Estado, a então governadora Wilma de Faria tentava se manter no cargo e enfrentou o favoritismo do então senador Garibaldi Filho, que havia sido governador por duas vezes. A disputa acirrada levou a decisão ao segundo turno, com vantagem pe-
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quena pró-Wilma. Na corrida presidencial, o petista Luiz Inácio Lula da Silva buscava renovar seu mandato e enfrentou o exgovernador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB). A votação de Lula caiu. Comparando-se com o pleito de 2002, aumentou. Mas não evitou o segundo turno. É que o tucano Alckmin obteve melhor resultado que o também tucano José Serra, que disputou a presidência da República em 2012. Apesar disso, o
)45 petista ficou com quase sete milhões de votos de maioria no primeiro turno. A disputa ao Governo do Estado no segundo turno acabou projetando algo, até então, inédito para Garibaldi Filho: a primeira derrota. Com uma diferença de pouco mais de 100 mil votos, Wilma de Faria foi reeleita governadora. Na disputa presidencial, o petista Luiz Inácio Lula da Silva fez valer seu favoritismo e derrotou o tucano Alckmin.
Resultado para governador em 2006 1º TURNO
Wilma de Faria (PSB)..................................................................... 764.016 Garibaldi Filho (PMDB)............................................................... 749.003 Sandro Pimentel (PSOL).................................................................. 14.172 Geraldo Forte (PSL)............................................................................5.907 Humberto Maurício (PTC)............................................................... 5.582 2º TURNO
Wilma de Faria (psb)..................................................................... GARIBALDI FILHO (pmdb) .............................................................
824.101 749.172
dia 30 de outubro de 2006
)
Resultado para o Senado em 2006 645.869 634.738 Fernando BEZERRA (PMDB).............................................................. Geraldo Melo (PSDB).................................................................... 155.608 Joanilson Rego (PSDC)....................................................................... 9.021 Simone Dutra (PSTU).......................................................................... 6.008 Augusto Maranhão (PTC).............................................................. 4.603 Antonio Sotero (PSL) ........................................................................ 4.013 Edgar Caldas (PCB)............................................................................ 1.912 Rosalba Ciarlini (PFL)................................................................
CIANO MAGNTA AMARELO PRETO
Resultado para presidente do Brasil 2006 ) 1º TURNO
Lula (PT).................................................................................... 46.662.365 GERALDO ALCKMIN (PSDB)........................................................ 39.968.369 2º TURNO
Lula (PT).................................................................................... 58.295.042 GERALDO ALCKMIN (PSDB)........................................................ 37.543.178
46)especial EDIÇÃO
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o ano da mulher: Rosalba 2008: Fafá supera)) 2010, no governo e Dilma na presidência Larissa e renova mandato A pós a derrota de 2004, quando disputou pela primeira vez a Prefeitura de Mossoró, a deputada estadual Larissa Rosado (PSB) foi ao embate eleitoral mais uma vez. Seu companheiro de chapa foi o petista Tércio Pereira. Do lado governista, a prefeita Fafá Rosado (DEM) tentava renovar o mandato, tendo como candidata a vice a ex-deputada estadual Ruth Ciarlini (DEM), irmã da senadora Rosalba Ciarlini (DEM). A companheira de chapa de Fafá nas eleições de 2004, Cláudia Regina (DEM) resolveu disputar uma vaga à Câmara Municipal. O resultado da eleição daquele ano foi o esperado: Fafá Rosado derrotou Laris-
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sa pela segunda vez. Cláudia Regina foi eleita com a maior votação à Câmara Municipal. A diferença é que os números daquela eleição iriam influenciar, direta men te, o pleito de 2012. Em 2004, Fafá obteve 57.743 votos, contra 34.668 de Larissa Rosado. Em 2008, a votação das duas aumentou. A prefeita reeleita foi a opção de 65.329 eleitores, enquanto que sua principal adversária ficou com 46.129 votos.
O ano de 2010, politicamente, deu prosseguimento à aliança iniciada em 2006, quando o RN elegeu sua primeira senadora. DEM e PMDB comprovaram, nas urnas, que se tratava de uma união política forte e que renovou o mandato dos senadores Garibaldi Filho (PMDB) e José Agripino Maia (DEM). Juntos, eles obtiveram quase dois milhões de votos. Wilma de Faria (PSB), que tinha saído do Governo do Estado em abril daquele ano para tentar chegar ao Senado,
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da República apresentou, mais uma vez, a briga eleitoral envolvendo PT e PSDB. O então presidente Lula indicou a ex-ministra das Minas e Energia Dilma Rousseff como candidata. Ela passou ao segundo turno, assim como o tucano José Serra, que já havia sido derrotado por Lula em 2002. Ao final das apurações, a vantagem de Dilma sobre Serra foi de mais de 14 milhões de votos. No segundo turno, Dilma foi eleita com maioria superior a 12 milhões de votos.
Resultado para governador em 2010 1º TURNO
Rosalba Ciarlini (DEM)...................................................................813.813 Iberê Ferreira (PSB) ...................................................................... 562.256 Carlos Eduardo (PDT) ...................................................................160.828 Sandro Pimentel (PSOL) ................................................................. 10.520 José Walter Xavier (PSTU) ................................................................ 2.078
)) Capa da edição do dia 6 de outubro de 2008
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Resultado para prefeito de Mossoró em 2008 Fafá Rosado (pfl)......................................................................... 65.329 Larissa Rosado (PSB) ...................................................................... 46.129 Renato Fernandes (PR)................................................................... 11.306 Heronildes Bezerra (PSDC)................................................................ 464
CIANO MAGNTA AMARELO PRETO
não obteve sucesso e foi a opção de 651.358 eleitores. Uma votação boa, mas não lhe garantiu o sucesso esperado. A disputa ao Governo do Estado teve cinco candidatos. A senadora Rosalba Ciarlini (DEM), que havia se projetado no ano anterior às eleições estaduais, foi eleita governadora do Rio Grande do Norte ainda no primeiro turno. Ela derrotou o então governador Iberê Ferreira de Souza (PSB). A disputa à presidência
Resultado para o Senado em 2010 Garibaldi Filho (PMDB)............................................................. 1.042.272 José Agripino (DEM).........................................................................958.891
)
Resultado para a Presidência em 2010 Dilma Rousseff (PT)................................................................. 55.752.520 José Serra (PSDB)...................................................................... 43.711.388
EDIÇÃO
especial
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2012: Cláudia ganha, mas não leva N as eleições de 2008, a então vice-prefeita Cláudia Regina (DEM) foi eleita a vereadora mais votada. O resultado, praticamente, a credenciou para voos mais elevados politicamente. E esse ditado popular se concretizou em 2012, quando tudo levava a crer que ela não encabeçaria a chapa governista. É que as apostas recaíam sobre a então vice-prefeita Ruth Ciarlini (DEM). Como a aliança com o PMDB estava em alta, e depois de várias pesquisas, Cláudia foi anunciada candidata, tendo como candidato a vice o advogado
Wellington Filho (PMDB). Em uma campanha acirrada, em meio a pesquisas para todos os gostos, a democrata Cláudia Regina conseguiu dar sequência a um projeto que vinha desde 1996, com vitórias consecutivas. A abertura das urnas confirmou a vitória da democrata. A diferença, contudo, sobre a segunda colocada, a deputada estadual Larissa Rosado, foi a menor entre todas as campanhas das quais a coligação Força do Povo participou. Cláudia foi a opção de 68.604 eleitores, contra 63.609 votos em prol de Larissa.
Em 2013, já na função para a qual se elegeu, Cláudia Regina foi afastada da Prefeitura de Mossoró sob a acusação de que teria se beneficiado da máquina estadual, com a participação constante da então governadora Rosalba Ciarlini. Entre idas e vindas, Cláudia Regina teve o mandato cassado e os direitos políticos suspensos. O último afastamento dela da Prefeitura de Mossoró foi em novembro de 2013. Atualmente, o processo eleitoral que questiona a eleição de Cláudia tramita no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Resultado para prefeito de Mossoró em 2012
)
Cláudia Regina (DEM)..................................................................... 68.604 Larissa Rosado (PSB)..................................................................... 63.609 Josué Moreira (PSDC)........................................................................ 1.932 Cinquentinha (PSOL)............................................................................ 948
)) Silveira se elege nas
eleições suplementares
Com o afastamento de Cláudia Regina da Prefeitura de Mossoró, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) determinou que novas eleições fossem realizadas, e estas aconteceram em 4 de maio de 2014. O presidente da Câmara Municipal, vereador Francisco José Júnior (PSD), e que estava prefeito interino, disputou o Palácio da Resistência com mais quatro candidatos: Larissa Rosado (PSB), Gutemberg Dias (PC do B), Josué Moreira (PSDC) e Cinquentinha (Psol). À época, Larissa foi às ruas com uma candidatura sub judice, já que seu registro não havia sido homologado pela Justiça Eleitoral em consequência de ter sido cassada por abuso de poder econômico. Ela só foi liberada após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter anulado os processos de origem. Mas o estrago político e eleitoral já tinha acontecido. Tanto que o Tribunal Regional, até hoje, não contabilizou os votos obtidos por ela nas eleições suplementares. O certo é que, em meio às incertezas jurídicas que rondavam a candidatura de Larissa Rosado, ela )) Capa da edição do dia 5 de maio de 2014 acabou sendo derrotada pelo prefeito interino. Ele foi eleito com 68.915 votos, enquanto que Larissa obteve 37.053.
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2014: robinson, de azarão a eleito P ela primeira vez, um governante não teve o direito de disputar a reeleição. A então governadora Rosalba Ciarlini (DEM) não pôde tentar renovar seu mandato depois que o seu partido a impediu de levar seu nome à convenção, já que a ala do Democratas ligada diretamente ao presidente da sigla, senador José Agripino Maia, impôs distanciamento de Rosalba das eleições. O resultado foi aliança com o PMDB, que apresentou a postulação do então presidente da Câmara Federal, deputado Henrique Eduardo Alves, que disputou o Governo do Estado com mais quatro candidatos: o então vice-governador Robinson Faria (PSD), Robério Paulino (PSOL), Simone Dutra (PSTU) e Araken Farias (PSL). No desenrolar da campanha, os candidatos com maior projeção política – Robinson e Henrique – passaram o tempo todo na crítica mútua. Henrique esperava ser eleito com facilidade, mas o resultado da eleição não foi agradável. É que o peemedebista obteve 702.196 votos contra 623.614 de Robinson Faria. O pleito foi, então, ao segundo turno. E aconteceu o que Henrique Alves não esperava: Robinson Faria virou o jogo e acabou sendo eleito governador do Rio Grande do Norte no segundo turno. O candidato que iniciou a campanha desacreditado e que foi ao segundo turno obteve 877.268 votos, enquanto que o presidente da Câmara Federal ficou com 734.801. Na disputa ao Senado Federal, a qual tinha apenas uma vaga, a então deputada federal Fátima Bezerra (PT) derrotou a ex-governadora e atual vice-prefeita de Natal, Wilma de Faria (PSB). A petista foi eleita com 808.055, en-
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Larissa Rosado (PSB)........................................................................37.053 Cinquentinha (PSOL)........................................................................ 3.825 Josué Moreira (PSDC)........................................................................ 3.025 Gutemberg Dias (PC do B)................................................................... 2.265
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)) Capa da edição do dia 27 de outubro de 2014 quanto que sua adversária obteve 636.896 votos. No âmbito nacional, a morte do presidenciável Eduardo Campos (PSB) alterou o quadro sucessório. A ex-ministra Marina Silva acabou sendo indicada pelo PSB à disputa pelo comando do Brasil. Ela foi ao embate contra a então presidente Dilma Rousseff (PT), o senador Aécio Neves (PSDB) e mais oito postulantes. O resultado da eleição mostrou que o brasileiro não queria reeleger Dilma logo no primeiro turno. Ela obteve 43.267.668 votos contra 34.897.211 de Aécio Neves. Marina ficou na terceira colo-
cação, com 22.176.619 votos. No segundo turno, Dilma e Aécio intensificaram os ataques. A campanha se acirrou e, em alguns momentos, pesquisas indicavam que o tucano Aécio Neves derrotaria a presidente. As urnas, contudo, expuseram reeleição da petista, que obteve 54.501.118 votos, enquanto que Aécio Neves foi a opção de 51.041.155 eleitores. Aécio foi o candidato do PSDB que apresentou maior possibilidade de vitória e sua derrota foi atribuída ao desempenho negativo que ele obteve em Minas Gerais, onde foi governador.
Resultado para governador em 2014 2º TURNO
Robinson Faria (PSD)................................................................... Henrique Alves (PMDB)...............................................................
)
877.268 734.801
Resultado para o Senado em 2014 808.055 Wilma de Faria (PSD).................................................................... 636.896 Lailson de Almeida (Psol)............................................................. 15.164 Ana Célia (PSTU)................................................................................ 13.253 Fátima Bezerra (PT).....................................................................
Resultado para prefeito de Mossoró em 2014 Francisco José Júnior (PSD)...........................................................68.915
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Resultado para a Presidência em 2014 2º TURNO
54.501.118 Aécio Neves (psdb)................................................................... 51.041.155 Dilma Rousseff (pt).................................................................
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Contexto circula com uma proposta inovadora A
Santos Editora, responsável pela publicação do JORNAL DE FATO, também colocou em circulação a Contexto, revista de variedades direcionada ao leitor que busca um produto capaz de oferecer uma leitura mais leve, diferente do convencional, mas sem perder de vista a notícia e a boa informação. O projeto nasceu em 2011, quando o diretor-presidente da Santos Editora, jornalista César Santos, reuniu uma equipe de jovens jornalistas para pensar uma revista capaz de unir a notícia importante com o fato interessante, além de proporcionar ao leitor a oportunidade de fazer uma viagem em temas como cultura, comportamento, ciência, história, tecnologia, saúde, entre outros. Além das reportagens criteriosamente selecionadas em reuniões de pautas, somando a opiniões e sugestões da equipe, a revista Contexto chegava ao leitor com um time de articulistas e colunistas de primeira linha, cada um explorando o seu segmento. A primeira edição da Contexto chegou às bancas em junho de 2011, editada pelo jornalista Paulo Sérgio, hoje atuando no jornalismo do Estado do Ceará. A publicação fez o maior sucesso, atraindo o público para uma leitura diferente do que era oferecido pelos impressos diários. A Contexto chegava às bancas com novas edições a cada três meses. A revista circulou em sete edições, por quase dois anos. Depois, suspendeu as publicações, por reforma do reordenamento de projetos jornalísticos da Santos Editora. No entanto, a revista não morreu para sempre, devendo voltar a ser editada no futuro próximo. “Não podemos aceitar o fim da Contexto, até porque esse não foi o propósito quando suspendemos a sua circulação. Temos projeto para a revista, que voltará às bancas no momento certo”, garante César Santos.
) Números
7
É o número de edições da revista CONTEXTO que circulou entre 2011 e 2012
CIANO MAGNTA AMARELO PRETO
)) Capas da revista CONTEXTO mostram a variedade de reportagens sobre temas como comportamento, política, religião, natureza e aspectos sociais
)) Ariano Suassuna nas páginas da Contexto “O que Câmara Cascudo fez e o que ela cita não se acabou não. Podem vir trezentas mil coisas modernas aí, o que ele fez está lá.” A afirmação é de Ariano Suassuna, em uma de suas últimas entrevistas, concedida ao jornalista Jotta Paiva, e que ilustrou as páginas da terceira edição da revista Contexto, em novembro de 2011. Paiva conversou com o escritor e dramaturgo paraibano criador do Auto da Compadecida, quando ele esteve em Pau dos Ferros para aula inaugural do Instituto Técnico Federal do RN (IFRN). Foi um momento único, em que Ariano
Suassuna falou de cultura, educação, arte e outros temas relevantes, registrado para a história nas páginas da Contexto. A Contexto também fez entrevista com o jornalista e escritor Lira Neto, que havia acabado de lançar a biografia de Padre Cícero, na 8.ª edição da Feira do Livro de Mossoró. Considerado um dos principais biógrafos do País, o cearense de Fortaleza falou como ele nasceu no jornalismo e embrenhou para a literatura. Na entrevista ao jornalista Jotta Paiva, Lira Neto antecipou detalhes da trilogia sobre a história de Getúlio Vargas que ele estava editando.
)) )) Entrevista com Ariano Suassuna, na 3ª edição da CONTEXTO
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EDIÇÃO
especial
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Reportagens debateRAM sobre diversos temas e tabus U A reportagem de capa da primeira edição da revista Contexto, em junho de 2011, propôs à sociedade o debate sobre a nova família constituída por casais gays, com casas, trabalho e filhos. Um tema ousado para a época, mas que precisava quebrar tabus e incentivar o olhar para um ambiente que desafiava a família tradicional. Com o título “Família – Todos são iguais perante o amor”, a reportagem assinada pelo jornalista destacou que, aos poucos, os tradicionais álbuns de família têm evidenciado uma modificação significativa no conceito moderno da instituição familiar. O material jornalístico ressaltou a história do casal Francisco das Chagas/ Francisco Bezerra, na época residindo no município de Serra do Mel. Eles se juntaram pelo laço do amor e adotaram a menina Fernanda
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Almeida como filha. No segundo número da Contexto, a reportagem especial abordou a resistência no sertão, assinada pelo jornalista Jotta Paiva. Material bem elaborado na localidade quilombola de Arrojado, encravada no sertão potiguar e que vivia em meio à pobreza e esquecimento do poder público. O texto, com entrevistas, documentos e fotos, mostrou o exemplo de quilombo que tenta manter suas origens históricas através da manutenção de laços familiares e preservação de sua cultura afro-brasileira. Outra reportagem interessante ilustrou a capa da terceira edição, com o jornalista Luís Augusto Falcão revelando o surgimento dos Alves, tradicional família política do Rio Grande do Norte que estava renascendo depois da morte do grande líder, governador Aluízio
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Alves. Na quarta edição, a Contexto destacou as belezas e os perigos das cavernas. Na quinta edição, retratou o holocausto nordestino – uma história de miséria e morte escondida no interior do Ceará. A sexta edição trouxe na capa a prática do exorcismo, relatando que um padre em Natal mantém viva a tradição medieval da luta contra o demônio. Essas foram algumas das importantes e interessantes reportagens levadas ao leitor pela revista Contexto, em quase dois anos de circulação. )) Capa da 1ª edição da revista CONTEXTO
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fatos históricos nas capas do JORNAL DE FATO N
os 10 anos do JORNAL DE FATO, completados no dia 28 de agosto de 2010, uma edição especial retratava a história de uma década de circulação do impresso, mostrando os fatos, através da reprodução de capas que marcaram a vida das pessoas para sempre. O trabalho de pesquisa por uma equipe de jornalistas da redação do jornal resgatou os principais acontecimentos na política, religião, comportamento, social, esporte, polícia, ciência, tecnologia, educação, entre outros. Na política, o JORNAL DE FATO noticiou e registrou para a história, ao longo desses anos, mais de uma dezena de eleições municipais, estaduais e gerais. Fatos importantes, como a eleição das primeiras mulheres governadora e senadora do Rio Grande do Norte – Wilma de Faria, em 2002, e Rosalba Ciarlini, em 2006. Da primeira mulher presidente da República do Brasil – Dilma Rousseff, em 2010. A eleição do primeiro presidente de origem política na luta dos trabalhadores, Luís Inácio Lula da Silva, também ganhou destaque no JORNAL DE FATO, em 2002; e depois em 2006, quando Lula conquistou a reeleição. O JORNAL DE FATO registrou, em 15 anos de existência, a sucessão de dois papas – Bento XVI e Francisco, depois da morte do João Paulo II. No esporte, o pentacampeonato mundial da Seleção Brasileira em 2002 está nas páginas do jornal, assim como os títulos inéditos de campeão estadual de futebol conquistados pelos dois clubes de Mossoró – Potiguar (2004) e Baraúnas (2005). A decisão do presidente Lula de transformar a Escola Superior de Agricultura de Mossoró (ESAM) em Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) está registrada nos arquivos do JORNAL DE FATO. As páginas do JORNAL DE FATO registraram momentos difíceis, tristes, mas que marcaram a vida das pessoas, como a emboscada ao prefeito de Caraúbas, Agnaldo Pereira, em que ele morreu ao lado da primeira-dama Nieta e de três seguranças. A morte de Dr. Carneiro, o líder da tradicional família de Caraúbas, que se tornou famoso em todo o Nordeste, através das páginas policiais. Muitos fatos relevantes em Mossoró, no Rio Grande do Norte, no Brasil e no mundo, todos contados com fidelidade à notícia nas páginas do JORNAL DE FATO. CIANO MAGNTA AMARELO PRETO
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