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Revista de Domingo nº 676

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editorial ao leitor

Fotografia documental

F

otógrafo profissional, José Bezerra fala do trabalho que desenvolve, de como a fotografia entrou na sua vida e do segredo de uma boa foto. Em entrevista a DOMINGO, ele também fala sobre o mercado da fotografia em Mossoró e ainda sobre o coletivo Monxorós Fototribo, grupo que integra. Ainda nesta edição, um material especial sobre o ensino de robótica em escolas, através do projeto Inclusão Digital desenvolvido pela Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA). Também neste domingo, você fica sabendo um pouco mais sobre o botulismo, doença provocada principalmente pelo consumo de alimentos contaminados. Infectologista fala sobre as causas, sintomas e formas de tratamento. Boa leitura, Nara Andrade

Entrevista

Fotógrafo documental José Bezerra fala sobre sua carreira

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Robótica na escola Projeto da Ufersa promove aulas de robótica educacional em escolas

Botulismo Especialista alerta sobre o risco de consumir alimentos contaminados com bactéria que provoca doença

p12 Sua carreira

Rafael Demetrius: 10 sinais que você será demitido

Receita

Bolo de banana e maçã

• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – Wil­liam Rob­son • Editor – Nara Andrade • Dia­gra­ma­ção – Rick Waekmann • Projeto Gráfico – Augusto Paiva • Im­pres­são – Grá­fi­ca De Fa­to • Re­vi­são – Gilcileno Amorim e Stella Sâmia • Fotos – Carlos Costa, Marcos Garcia, Cezar Alves e Gildo Bento • In­fo­grá­fi­cos – Neto Silva Re­da­ção, pu­bli­ci­da­de e cor­res­pon­dên­cia Av. Rio Bran­co, 2203 – Mos­so­ró (RN) Fo­nes: (0xx84) 3323-8900/8909 Si­te: www.de­fa­to.com/do­min­go E-mail: re­da­cao@de­fa­to.com Do­min­go é uma pu­bli­ca­ção se­ma­nal do Jor­nal de Fa­to. Não po­de ser ven­di­da se­pa­ra­da­men­te.

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conto

josÉ NICoDemos*

A inconsistência do ser

P

(

Envie sugestões e críticas para o e-mail: aristida603@hotmail.com

)

assou os olhos tristes pelo resto das mercadorias. Já se acabando. Bodega pequena de vendas a retalho. Gente muito pobre. A conta com o fornecedor bem atrasada, Messias não tinha como renovar o sortimento. Os fregueses a quem abrira caderneta, por sua vez, atrasados no pagamento mensal. Vida de cão. Bem que poderia ter estudado pra ser gente na vida. Olhem aí o Dr. Fernando, seu amigo de infância, também menino muito pobre como ele, Messias. Entendeu de ser médico, e o conseguiu. Vida folgada. E ele, Messias, ali naquela bodeguinha de nada, dando muito mal pro sustento da família. Aperreio por cima de aperreio. Noites sem dormir. Não via como pagar ao fornecedor antes de acabar o resto das mercadorias. Sem ter mais o que vender, certamente os fregueses debandariam, E adeus contas por receber. E aquilo lhe remexendo dentro dos miolos. Se tivesse seguido o exemplo de Fernando, e hoje teria outra vida. Estaria

Revoltado consigo próprio, e sem encontrar uma saída pra situação de inadimplência em que se encontrava, Messias fechou a bodega, também não tinha mais quase nada que vender, e foi tomar umas cachaças por aí.

livre disso. Seria hoje médico, promotor, juiz, ou simplesmente um emprego administrativo na justiça, por exemplo. O caso de um outro amigo de infância, casa boa, carro novo, filhos estudando em colégio particular. Cumpria agora o seu destino de pequeno bodegueiro. Revoltado consigo próprio, e sem encontrar uma saída pra situação de inadimplência em que se encontrava, Messias fechou a bodega, também não tinha mais quase nada que vender, e foi tomar umas cachaças por aí. Não era o certo, até podia ser pior, mas era uma forma de esquecer. Ou correria doido. . Está certo que o Dr. Fernando sempre se lhe punha à disposição nos aperreios – não fizesse cerimônia, não. “Amigo é pra essas coisas” – reforçava. Messias,

porém, por questão de natureza, não se achava com coragem. Por que não seguira o exemplo de Fernando? À mesa do boteco, boteco no sentido mais completo da palavra, Messias quase de todo embriagado. Os olhos perdidos no fundo do copo. De vez em quando – “Mais outra, seu Manoel!” Uma em seguida da outra. Queria esquecer aquela vida de cão. Era o jeito. Nisto, o rádio do boteco, cortando a programação de música brega, anuncia, com certo sensacionalismo, o luto inesperado, e que abalava toda a cidade feito um tremor de terra: O Dr. Fernando acabava de morrer, aos 32 anos, enfarto fulminante, em seu consultório, enquanto atendia um cliente.

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Entrevista

José Bezerra

“A fotografia não se restringe apenas às áreas comumente exploradas” Por NARA ANDRADE Da Redação / naraandrade@gmail.com

M

ossoroense, José Bezerra Neto Segundo, de 33 anos, é formado em Tecnologia em Redes de Computadores e pósgraduado em Análise de Redes de Computadores. José Bezerra também é conhecido pelo trabalho que desenvolve como fotógrafo documental. Em entrevista a DOMINGO, o fotógrafo, que diz estar em um período de transição em sua vida profissional, fala sobre o trabalho que desenvolve no segmento da fotografia documental, suas referências e inspirações e o Coletivo Monxorós Fototribo, grupo que integra. Ele também avalia a repercussão da exposição “Liberdade” realizada pelo Coletivo em parceria com o Partage Shopping. Para ele, talvez o mercado da fotografia já esteja saturado em determinadas áreas, mas a fotografia vai além das áreas exploradas. A imagem que ilustra a capa desta publicação foi escolhida pelo próprio fotógrafo, por, segundo ele, sintetizar bem o seu trabalho.

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Entrevista

DOMINGO – Alguns dos seus trabalhos participaram da exposição Liberdade no Partage Shopping Mossoró, realizada entre os dias 15 e 30 de setembro pelo Coletivo Monxorós Fototribo. Como você avalia os resultados da exposição? JOSÉ BEZERRA – A exposição trouxe ao grupo respaldo importante na realização de atividades que envolvem o fomento às artes visuais, com ênfase a fotografia. Os 15 dias de visitação no Shopping Partage Mossoró renderam pelo menos 3 mil visitações, segundo o livro de assinaturas. De imediato, todos do coletivo avaliamos com muitos bons olhos este retorno da população em prestigiar evento que infelizmente não é tão comum quanto deveria. Esta exposição foi um indicador importante para darmos continuidade aos projetos do coletivo Monxorós. O QUE é o Coletivo Monxorós Fototribo e qual o objetivo do grupo? ESTE coletivo é um grupo de fotógrafos que, apesar de possuírem diferentes formas de enxergar nossa cultura, alimentam a proposta de usar esta linguagem visual como documento, cultura e arte. O nosso objetivo é produzir material fotográfico suficiente que sirva de documento histórico de nossa época, agregando também qualidades estéticas e artísticas a este processo de documentação. COMO surgiu a oportunidade de você fazer parte desse grupo de fotógrafos? NA REALIDADE, tive o privilégio de participar dos diálogos que culminaram na criação deste coletivo. Juntamente com Pacífico Medeiros e Márcio Barbosa, chegamos à conclusão que estava mais do que na hora de nos organizarmos para dar vazão ao material fotográfico que já estava sendo gerado informalmente. Marcos Melo foi convidado pelo coletivo pela qualidade e coerência de seu trabalho. Atualmente, o coletivo conta quatro membros, que tomam as decisões democraticamente, levando em consideração levar à população imagens que retratem nossa própria cultura. QUAL a importância da formação de grupos como esse? PRIMEIRO fator é, sem dúvida, a organização. Quando nos organizamos, geramos melhor representatividade e consequentemente temos

maior respaldo na proposição de iniciativas que fomentem as artes visuais por meio da fotografia. O coletivo Monxorós é apenas um de outros que deverão surgir. Esperamos que essa união entre fotógrafos possa servir de semente para o surgimento de outros grupos. Outro detalhe importante é a criação de coerência e direcionamento na produção fotográfica. Através de reuniões, o coletivo debate pautas, técnicas e diferentes olhares sobre o contexto. Isso nos permite um crescimento exponencial que dificilmente conseguiríamos se trilhássemos solitariamente esse caminho. Entretanto, isso não significa que os olhares serão idênticos. Cada fotógrafo possui um jeito particular de olhar o mundo a sua volta. E, por fim, um fator que consideramos deveras importante é a

“

Para mim a fotografia é uma viagem introspectiva trilhada pelo caminho de autoconhecimento".

captação de recursos para concretizar projetos. Através do coletivo, conseguimos viabilizar duas exposições em 2014. Para 2015, daremos continuidade com atividades que vão desde exposições a palestras e oficinas. Temos grande interesse em trabalhar com instituições de ensino e em cooperação com professores e produtores de conteúdo cultural. MOSSORÓ ainda é carente de espaços para exposição desse tipo de arte? PODE parecer estranho, mas acredito que não. Apesar de termos apenas um local específico, a sala Joseph Boulier no Memorial da Resistência, temos diversos outros espaços que podem ser utilizados para tal fim. Antes de expormos no shopping Partage Mossoró, realizamos exposição semelhante na Biblioteca Municipal Ney

Pontes Duarte, onde a receptividade foi ótima. Estou ciente que existem diversos locais, como restaurantes e cafés na cidade, que poderiam agregar valor aos seus espaços incluindo exposições fotográficas. O mossoroense não possui o costume de sair de sua casa para visitar exposições. Entretanto, percebemos algo importante. Se posicionarmos as exposições em locais que possuam grande fluxo de pessoas, estas irão parar por um instante para apreciar as fotografias. Foi assim na biblioteca e no shopping. Estamos cientes de que um local específico é algo valioso. Mas estamos numa fase de cultivar apreciadores e despertar nestes um interesse real por trabalhos fotográficos. Portanto, espaços públicos são muito mais eficazes nesse sentido. Não posso estipular o tempo em que isso vai acontecer. Todavia, estamos cientes de que a construção de um público é primordial. Com um público formado, todo o resto virá por consequência. E O que a fotografia significa para você? UMA viagem introspectiva trilhada pelo caminho de autoconhecimento. COMO essa arte entrou na sua vida? INICIEI a fotografia durante um momento em minha vida em que buscava uma linguagem de expressão. Comecei a fotografar em 2007, quando comprei um celular. Me dediquei a estudar formas e texturas em detalhes. Posteriormente, descobri que esse caminho já tinha nome. O miksang é uma técnica fotográfica derivada dos conhecimentos de meditação tibetana. Uma maneira de observar o microcosmo para somente, então, conectá-lo ao macrocosmo. Somente em 2012, comecei a centralizar o ser humano e seu cotidiano, algo que o fotógrafo Pacífico Medeiros teve um papel importante. A partir desse momento, passei a trilhar a fotografia documental. Não considero muito tempo, mas os estudos são muitos, intensos e diversos. Já perdi a conta de quantas madrugadas passei observando imagens de grandes fotógrafos, tentando destilar a essência dos bons trabalhos. Não se trata apenas de copiar, mas de adequar os detalhes a sua forma de comunicar-se. Analogamente, quando somos alfabetizados, todos passamos pelos mesmos processos educativos, mas alguns conseguem

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Entrevista se destacar pelos ideais que possuem para o uso das palavras. Não enxergo diferente no estudo da fotografia. Os bons fotógrafos conseguem sintetizar nas imagens aquilo que os escritores fazem artisticamente em seus textos. Isso requer, além dos estudos técnicos, uma conexão abstrata entre o fotógrafo e aquilo que deseja retratar. QUAL sua inspiração? POR ter hoje um compromisso com a fotografia documental dentro do nosso Estado, minha maior inspiração é na própria gente que nele vive. Costumes, tradições e principalmente o trabalho são as fontes em que busco a estética desses registros. Costumo conversar bastante com os fotografados. Rotineiramente, estou visitando comunidades rurais e costeiras, além das cidades, de modo a preservar imageticamente costumes que tendem a modificar-se com o passar das gerações. QUAIS as referências do seu trabalho? ESTE trabalho possui duas vertentes principais. A primeira é o lado humanístico, em que busquei referências nos trabalhos dos fotógrafos Sebastião Salgado e João Roberto Ripper. Esse trabalho fotográfico possui uma característica de captar, na espontaneidade, os registros. Por conta disso, a segunda vertente que norteia esse trabalho é o instante decisivo pregado por Henri Cartier-Bresson. Mas, gostaria de citar outros fotógrafos que têm sido importantes nesse processo de investigação fotográfica. São eles: Tadeu Vilani, Marcelo Buainain, Araquém Alcântara, Giovanni Sérgio, Jean Lopes, Pacífico Medeiros e Odilon Araújo. A FOTOGRAFIA é apenas um hobby ou sua profissão? Qual o trabalho que desenvolve como fotógrafo profissional? DIRIA que nenhum nem outro, pois ela já não é hobby, por haver compromisso com essa documentação. E não é ainda minha profissão principal, pois a maior parte de minha receita financeira é oriunda do trabalho como analista de redes. Entretanto, é possível que em pouco tempo a fotografia passe a ser minha profissão principal. Diria que estou hoje em um momento de transição. A fotografia documental não tem um apelo comercial, mas é possível captar recursos através de 6

editais, venda de fotografias para decoração de ambientes, publicação de livros, dentre outros serviços. ATUALMENTE, em Mossoró, existe muita gente trabalhando com fotografia. Pode-se dizer que o mercado já está saturado? TALVEZ, para determinadas áreas, sim. Mas a fotografia não se restringe apenas às áreas comumente exploradas. Apesar de a fotografia social (casamentos, aniversários, books, etc.) ser o caminho mais confiável hoje para se conseguir gerar receita, acredito que existam outros meios para se alcançar a tão sonhada sustentabilidade através da fotografia. Confesso que

“

O fotógrafo documentarista precisa, antes de tudo, conhecer bem aquilo que fotografa, sentir verdadeiramente aquilo que registra.

essa não é a minha seara. Não aprecio trabalhar com cenas posadas, onde as pessoas ensaiam momentos numa tentativa de representar aquilo que desejam, sob a orientação do fotógrafo. Assim como também não condeno quem as faz. Mas prefiro outra maneira de conseguir os registros. Vejo como uma questão de estilo, dentro de um universo de possibilidades. QUAL o segredo de uma boa foto e o que é preciso ter para ser um bom fotógrafo? ACREDITO que não há apenas uma resposta. E o que descreverei não deve ser tomado como regra, mas somente como uma experiência. Atualmente, estou imerso na temática humano-documental. E para trilhar por esse caminho mostrando um trabalho de qualidade, não me fiz valer somente dos conhecimentos técnicos. A técnica é deveras importante, sem dúvida. Mas somente ela não é

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suficiente para transcender. Portanto, buscando justamente apresentar um olhar diferenciado tem sido na interação e intimidade com os fotografados o caminho mais eficaz para produzir boa fotografia. O fotógrafo documentarista precisa, antes de tudo, conhecer bem aquilo que fotografa, sentir verdadeiramente aquilo que registra. Penso hoje que o real envolvimento do fotógrafo com o contexto que se dispõe a captar seja um dos caminhos para ser um bom fotógrafo. Para se ter ideia prática do que descrevo, uso meu próprio exemplo. Essa interação e intimidade com os fotografados me fez desejar não só conviver, mas sentir por algum tempo parte da realidade que vivem. Costumo dormir e me alimentar exatamente como fazem. Procuro ouvir suas histórias, buscando sentir o impacto e importância de cada palavra. Faço leituras sobre comportamento e linguagem corporal, buscando identificar os reais sentimentos por trás daquelas palavras. Mas, tornar-se um bom fotógrafo não deve, jamais, ser o suficiente. Devemos transcender. Senão, corremos o risco de ser uma mera cópia daquilo que já foi feito por tantos outros bons fotógrafos. O mestre Cartier-Bresson sintetizou tudo numa frase: "Fotografar é colocar na mesma linha a cabeça, o olho e o coração". Finalizando, creio ser o equilíbrio dessas três variáveis um dos caminhos confiáveis para ser um bom fotógrafo. GOSTARIA de dizer mais alguma coisa? ALGUMAS pessoas interpretam erroneamente esse trabalho como uma documentação da pobreza. Gostaria de esclarecer que não tenho intenção de documentar a pobreza, mas a simplicidade. Algumas pessoas que fotografo carregam o fardo da pobreza, sim, mas nos registros que busco fazer tento trazer à tona um contexto humanizado de pessoas que possuem em seu cerne a simplicidade e os bons costumes. Essas pessoas que fotografo se entregam despretensiosamente e aceitam fazer parte de uma documentação fotográfica. Faço questão de explicar a elas qual o propósito desse trabalho. A maioria sente-se convidada a participar e assim o faz. Portanto, não alimento a pobreza para explorála esteticamente. Procuro contar histórias de pessoas simples, mas que para seus pares são vistas como heróis e principalmente pessoas de bem.


Educação

Robótica na escola

Disciplina faz parte do projeto Inclusão Digital promovido pela Ufersa

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Educação

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om o projeto Inclusão Digital usando a Robótica Educacional, a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) tem feito a diferença no processo de formação dos estudantes do ensino fundamental da rede pública de Mossoró. Cinco escolas do município recebem o projeto e, por meio dele, motivam seus alunos a dobrar a carga horária de estudos com a Matemática. A ciência dos números é apontada por muitos estudantes como a vilã da grade curricular. No entanto, com a chegada da Robótica, 20 jovens do segundo ciclo fundamental se dividem em cinco equipes – uma em cada escola – com um desafio ainda maior: aprender matemática para salvar vidas em tragédias. Para isso, os elementos giz e lousa versus lápis e papel tão comuns na rotina da sala de aula receberam também o incremento dos robôs. A nova missão desses estudantes no projeto Robótica Educacional é elaborar protótipos de máquinas capazes de ultrapassar obstáculos, desdobrarem-se entre destroços e suportarem todas as intempéries. Se antes a “dor de cabeça” era apenas a Matemática, agora eles têm de aplicála à parafernália de equipamentos e peças de lego com o objetivo de fazer os robôs funcionarem. “O robozinho tem um display que usa conhecimentos de Plano Cartesiano e agente tem que programar a máquina para achar o ponto exato do X e do Y no Plano”, explica Mizael Gomes. Esse ponto exato sobre o qual fala Mizael é, na simulação, o local onde estaria a vítima de uma possível tragédia. Lendo assim, parece a explicação de um Engenheiro, no entanto Mizael tem apenas 11 anos de idade e é aluno do 6º ano na Escola Municipal do Rotary. Para montar e fazer o robô funcionar, eles estudam também Programação, Pensamento Lógico, Física e Mecânica. Esses ensinamentos chegam às escolas por meio dos monitores dos cursos de Ciência e Tecnologia da Ufersa, todos orientados pelo professor Francisco Vidal, coordenador do projeto. Os estudantes da graduação recebem uma bolsa da Secretaria de Educação da Prefeitura de Mossoró e a Ufersa contribui ainda com o fornecimento dos kits para montar os robôs. Cada kit custa em média mil e quinhentos reais. Os protetores do robô Chegar às escolas levando o conhecimento adquirido na Universidade não é uma tarefa fácil. Que o diga a graduan8

)) Estudantes da Escola Municipal do Rotary conquistam 3.º lugar na OBR da Thais Araújo, do 6º período de CeT da Ufersa Mossoró. Há pouco mais de um ano, ela é responsável pelos estudantes da Escola do Rotary, onde ministra orientação três vezes por semana. A universitária fala com propriedade da evolução no processo de aprendizagem desses garotos. “A maior dificuldade que temos é com a Programação, justamente porque ela exige conhecimentos em matemática e pensamento lógico. Quando chegamos à escola, muitos até se aventuram, mas não são todos os que ficam. Há um interesse natural em alguns alunos e a gente percebe claramente uma evolução no rendimento escolar desses”, relata Thais Araújo. Gabriel Lucas tem 13 anos, cursa o 7º período e é testemunha do diagnóstico de Thais. “Eu já gostava de matemática, mas ela se tornou mais desafiadora depois do Projeto. É interessante porque a gente programa o robô para fazer uma coisa e ele, às vezes, vai e faz outra. A gente começa tudo novamente, sendo que agora temos que descobrir o erro e programar de novo”, detalha o estudante. A proposta da Robótica é interdisciplinar envolvendo também a formação humanística dos estudantes. “O objetivo é montar um robô, mas isso não é fácil porque exige muito conhecimento e para isso eles trabalham a criatividade por

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meio da observação e com experimentos práticos com a Robótica”, defende Paulo Henrique, estudante do 7º período de CeT da Ufersa. O projeto começou em meados de 2012 e de lá pra cá já treinou quase 90 monitores dos cursos de graduação em CeT da Ufersa de Mossoró e Caraúbas. O professor e coordenador Francisco Vidal antecipa que já há uma articulação com a Pró-reitoria de Extensão e Cultura (PROEC) para transformá-lo em um Programa Institucional e levá-lo também para as cidades de Pau dos Ferros e Angicos. Competição nacional A revolução no processo de ensinoaprendizagem desses estudantes também pode ser mensurada no desempenho trazido das competições de Robótica. Já são três anos de participação e o número de medalhas só aumenta. Somente na fase regional da Olimpíada Brasileira de Robótica – OBR realizada em agosto deste ano, na cidade de Natal, foram 4 medalhas, incluindo o terceiro lugar geral entre as 60 equipes inscritas na disputa. Veja na ilustração a lista de premiação por escolas. A próxima parada será na cidade de São Carlos, em São Paulo, entre os dias 19 a 22 de outubro, durante a fase nacional da OBR. “Eles terão que aprimorar


Educação

)) Thais Araújo e Paulo Henrique são alunos de CeT e monitores nas escolas os protótipos da simulação de Natal para disputar a fase nacional e treinar muito”, alerta o professor Vidal. Se depender da disposição da equipe, esforço não falta. “A gente precisa programar o robô para salvar uma vida. O protótipo já está pronto, o desafio agora é programar”, detalha Ronis Lima, 13 anos, que integra a equipe da Escola do Rotary. A OBR é uma das disputas científicas brasileiras apoiadas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que utiliza a temática da robótica para estimular os jovens às carreiras científico-tecnológicas. Reflexo no desempenho da Educação O último resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) alocou o Rio Grande do Norte na segunda pior colocação entre os 26 estados brasileiros, amargando o preocupante desempenho de 3.1 entre os anos finais do ensino fundamental. O resultado de Mossoró para essa mesma faixa avaliada é de 4.4. O bom indicador é que, das cinco escolas contempladas com o projeto Inclusão Digital usando a Robótica Educacional da Ufersa, quatro estão bem acima da média, inclusive, a média nacional de 4.2 no Ideb. No caso da Escola Rotary (6.4), o resultado é superior ao dobro do obtido

pela média do Estado. O Ideb é resultado da equação de “Aprendizagem”, “Não repetição de ano” e “Frequência escolar”. No primeiro caso, os dados são referentes à Provinha Brasil, que tem na Matriz de Referência as disciplinas de Português e a Matemática. Em entrevista ao Portal da Ufersa, o professor Francisco Vidal comenta no áudio abaixo o quanto a presença da Ro-

bótica torna o ambiente escolar mais motivador. Números 15 mil reais já foram investidos pela Ufersa na compra dos kits de robôs 30 mil reais são investidos pela PMM no pagamento das bolsas aos monitores. 200 alunos da rede pública já passaram pelo programa

)) Professor Francisco Vidal Jornal de Fato | DOMINGO, 5 de outubro de 2014

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Peppa Pig

Sensação entre as

crianças

Com traços e diálogos simples, o desenho animado virou sucesso entre as crianças de várias idades por todo o Brasil. Mas, afinal como explicar o sucesso da Peppa entre crianças e até mesmo entre os pais? 10

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Peppa Pig

A

personagem Peppa é uma porquinha de cinco anos que mora com seus pais e seu irmãozinho, George, de um ano e meio de idade, cujo brinquedo favorito dele é um dinossauro. A Peppa adora brincar de se fantasiar e passa o dia saltando entre as poças de lama ao redor de sua casa. A porquinha também se diverte com seus amigos na escola e com os avós. Suas aventuras sempre terminam com muitas gargalhadas. A animação galesa-britânica foi criada por Neville Astley e Mark Baker, distribuída pela E1Kids e começou a passar no Brasil em 2006, mas naquele ano não fez muito sucesso entre as crianças. Quando os episódios passaram a ser veiculados no canal da TV a Cabo Discovery Kids, Peppa Pig tornou-se um grande sucesso também no Brasil, a exemplo dos outros 180 países onde os episódios encantam as crianças. Hoje, os personagens estão em livros, brinquedos, roupas e uma série de produtos que atraem as crianças. Na internet, centenas de referências aos vídeos dos episódios ampliam o sucesso entre as crianças que não assistem ao canal Discovery. A doceira Alexsangia Cândido diz que seu filho de um ano adora o desenho da Peppa e não perde nenhum episódio. Para ela, o sucesso da personagem se deve principalmente por ter cores fortes que chamam atenção dos pequenos, além de ser um desenho bem alegre. “Outra coisa que faz o meu filho ficar atento é porque os personagens são animais”, comenta. A doceira conta que geralmente assiste ao desenho junto com o filho e gosta por ser bem educativo. “As histórias da Peppa retratam também a realidade da família, eles erram, mas juntos conseguem corrigir o erro e mostrar porque estavam errados. Além do que mesmo sendo para crianças eles falam corretamente”, ressalta. A Peppa está no auge e é adorada pe-

!

Organizadores frisam que entrada no show da Peppa Pig não será cobrada, mas sugerem a doação de um brinquedo novo como acesso

)) Doceira, Alexsangia Candido, diz que o desenho da Peppa é bem educativo la maioria das crianças, mas outros personagens há bem pouco tempo também fizeram alegria dos pequenos, como os palhaços Patati e Patata, e a Galinha Pintadinha, ambos ainda são apreciados, principalmente, pelos mais novinhos por serem musicais. Espetáculo no shopping Em Mossoró, o Partage Shopping Mossoró, percebendo o sucesso da personagem, decidiu trazer um espetáculo com Peppa Pig e sua Turma, no dia 12 de outubro, Dia das Crianças, e percebeu no primeiro dia de divulgação nas redes sociais, o quanto a personagem é querida. Em menos de quatro horas já haviam mais de cem compartilhamentos no facebook, da tag que anunciava o show do dia das crianças. O espetáculo será realizado a partir das 17h na área do estacionamento do shopping, com assentos limitados, cuja entrada de cada criança se dará a partir da doação de um brinquedo novo ou usado, que posteriormente serão entregues às instituições infantis da cidade de Mossoró. O espetáculo Peppa Pig e sua turma reúne teatro e musical e contará com cenário e iluminação realizado pela Cia Mix da Alegria (Fortaleza – CE), com várias músicas coreografadas sendo inter-

caladas com um lindo texto direcionado a toda a família. Ao todo, são seis personagens no palco, Peppa, George, Mamãe Pig, Papai Pig e amigos. Em um dia de chuva, a família precisa se divertir em casa e, por isso, transformam o sofá da sala em navio, em um jogo de imaginação que conduzirá as crianças a uma aventura no mar, com direito a encontrar o tesouro. Durante todo o show, os personagens interagem com o público infantil e a história consegue passar importantes mensagens educativas para pais e crianças, sobre a importância de estar com a família e com as pessoas que se ama.

Outros personagens dos episódios da Peppa Pig na TV: Peppa

Emily, a elefante

George

Zoe, a zebra

Papai Pig

Juan, o touro

Mamãe Pig

Vovô e vovó Pig

Chloe, ovelha

Fred raposo

Danny, o cão

Delphine Asno

Rebecca, a coelha

Kilie Canguru

Pedro, o pônei

Wendy Lobo

Candy, a gata

Madame Gazela

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Alerta )) Doença geralmente é causada por consumo de alimentos em conserva contaminados

Botulismo Alimentos artesanais ou em conserva são ambientes prediletos para bactéria que provoca doença

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oença rara, não contagiosa e potencialmente fatal, o Botulismo é causado pela bactéria Clostridium botulinum, presente no solo e em alimentos contaminados e mal conservados que produz uma das mais potentes toxinas encontradas até hoje. Se ingerida, pode ocasionar intoxicação 12

alimentar grave caracterizada pela paralisia muscular e insuficiência respiratória. A doença pode ser causada de diferentes formas, podendo ser produzida através de machucados ou pela ingestão de alimentos contaminados: na maioria dos casos, alimentos em conserva ou

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feitos em casa, como os vegetais, especialmente o palmito, os embutidos, os peixes e os frutos do mar preparados sem respeitar as regras básicas de esterilização. Quando as toxinas da bactéria são absorvidas pelo aparelho digestivo, entram na corrente sanguínea, atingem o sistema nervoso e interferem na comu-


Alerta nicação entre as células nervosas, resultando em enfraquecimento das funções vitais e paralisia muscular. O botulismo por feridas tem como causa lesões traumáticas ou cirúrgicas infectadas pela bactéria, ou ainda uso de drogas injetáveis, e devido às lesões necróticas assume o estado vegetativo. Por isso, deve-se sempre fazer a limpeza de lesões, a esterilização material, curativos e tomar cuidados recomendados no pósoperatório. Entre os sintomas estão náuseas, vômito, paralisia flácida, dores abdominais, visão dupla e embaçada, aversão à luz, pálpebras caídas, tonturas, boca seca, intestino preso, dificuldade para urinar e até o comprometimento da fala. Em crianças, a doença pode se manifestar através de fraqueza, constipação, alimentação deficiente, angústia respiratória, choro fraco e baba em excesso. Segundo a infectologista Normangela Barreto, do Hapvida Saúde, “o diagnóstico clínico e laboratorial de detecção do botulismo é feito por meio de bioensaio em camundongos e amostras bromatológicas”. O que se leva em conta inicialmente são os sinais e sintomas, a resposta ao exame neurológico, o resultado da pesquisa sobre os alimentos ingeridos e a ocorrência de casos de intoxicação em pessoas próximas, que possam ter consumido os mesmos alimentos contaminados. No processo do bioensaio, os camundongos inoculados são observados por até 72 horas, para verificar possíveis alterações em seu comportamento e estado físico. Os inoculados com a porção da amostra não tratada podem ou não morrer. Caso morram, significa que a toxina ativa estava presente. Caso ocorram mortes nos animais que só receberam a porção tripsinizada (re-hidratada), significa que a pré-toxina estava presente na amostra e que, para tipificação da toxina, é necessário tripsinizar o restante do material extraído. A sobrevivência dos camundongos que receberam a porção fervida confirma a termolabilidade da toxina. Os animais não devem apresentar nenhum sinal da doença e nem ir a óbito. A toxina, se presente, já foi tripsinizada pelo metabolismo do paciente. “A doença tem cura se detectada precocemente. Paciente com botulismo exige tratamento rápido e imediato, internação hospitalar com suporte de UTI para terapia de suporte e controle das complicações, devido aos quadros respiratórios, que podem ser letais.”, diz a médica. O processo de recuperação é lento e depende de como o sistema imunológico reage para eliminar a toxina.

)) Peixes e frutos do mar também podem causar botulismo Quanto ao uso de medicamentos, antibióticos não são eficazes para reverter o quadro, mas a aplicação de soro antibotulínico pode evitar que a toxina circulante no sangue alcance o sistema nervoso. Para evitar a doença, é preciso tomar alguns cuidados. Deve-se prestar atenção às feridas abertas (principalmente os dietéticos), e obedecer medidas de higiene rigorosas. Toda atenção é pouca quando se trata de alimentos artesanais e enlatados, em vidros ou embalados a vácuo, porque a bactéria tem predileção por ambientes sem oxigênio. Não se deve consumir se notado qualquer irregularidade na embalagem, como lata enferrujada ou estufada ou água turva dentro dos vidros. Ferver esses alimentos, especialmente palmito, ou as conservas antes do consumo, é uma boa dica para destruir toxinas liberadas pela bactéria, que pode ser encontrada também em conservas vegetais artesanais,

produtos cárneos cozidos, curados e defumados de forma artesanal, queijos e pastas de queijos. O mel sem procedência também pode se tornar reservatório para os agentes da doença. O botulismo pode-se manifestar nos primeiros meses de vida em lactantes, em decorrência do consumo de estruturas resistentes da bactéria, denominadas esporos, que proliferam no solo ou nos alimentos e liberam toxinas no intestino da criança devido à baixa na autoproteção do organismo. Nesse caso, a gravidade vai desde problemas gastrintestinais contornáveis até episódios de síndrome da morte súbita. Por ser uma doença de alta morbidade e letal, caso a contaminação ocorra por conta da ingestão de alimento em conserva, além de uma notificação compulsória, recomenda-se ser realizada uma investigação obrigatória. “É uma emergência de saúde pública”, alerta Normangela.

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sua carreira

RAfAeL DemeTrIUs

10 sinais que você será demitido

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á aconteceu com você? Ir até a sala do seu chefe para uma reunião e, ao chegar, descobrir o advogado da empresa ou o diretor de RH junto com ele. Você já sabe, a próxima frase será: "Nós não precisamos mais dos seus serviços". A primeira vez que isso acontece pode ser um completo x choque. Mas existem grandes possibilidades de que alguns sinais apontavam para esse desfecho – dicas que você não percebeu. Para te ajudar a decifrar esses sinais, nós compilamos uma extensa lista de acontecimentos que podem indicar que as coisas não estão boas para o seu lado. Com eles, você pode conseguir tomar medidas para reverter a situação antes que a única saída seja a porta da rua. 1. Sua empresa foi vendida. Se sua companhia ou seu departamento foi vendido, você tem de ter consciência de que seu trabalho pode ser afetado, independente do nível em que você está. * O que fazer – Sempre tenha por perto material que mostre o seu valor para companhia. O erro de muitos profissionais é esperar a reunião agendada com o novo gestor para mostrar seu próprio case. Os profissionais têm de entender o quanto é importante fazer uma boa primeira impressão. 2. Sua empresa não está indo bem financeiramente. Se a companhia não é lucrativa, é muito provável que demissões, reorganizações e adoção de uma nova estratégia de negócios aconteçam. De qualquer forma, você deve estar ciente de que seu trabalho pode estar em risco. * O que fazer – Preste bastante atenção em como o seu departamento é visto dentro da corporação. Se sua função é vista como commodity, o board pode decidir terceirizar toda a área ou substituir a liderança por alguém mais barato. De qualquer forma, comece a procurar um novo emprego. 3. Sua companhia adotou uma estratégia que você não apoia. Se a empresa em que você trabalha decide centralizar ou descentralizar, crescer por meio de aquisições ou diversificar os negócios e você não concorda com esse movimento, você será visto como alguém que não veste a camisa ou, pior, como alguém que não tem as habilidades necessárias para levar a companhia para essa direção. * O que fazer – Comece a fazer uma lista de companhias que poderiam gostar de sua experiência e agende entrevistas com elas. 4. A abrangência do seu controle foi reduzida. Qualquer reorganização na qual você deixa de ter o controle que tinha [antes da reestruturação] é sinal de que você está correndo riscos. Se seu chefe diz que está repassando algumas de suas responsabilidades para outro executivo para reduzir a sua carga de trabalho, não acredite. É apenas uma forma diplomática de dizer que não acredita que você seja capaz de cumprir a função. * O que fazer – Faça o melhor que puder nas tarefas que lhe restaram e comece a procurar um novo emprego.

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Jornal de Fato | DOMINGO, 5 de outubro de 2014

5. Você foi excluído de reuniões e decisões importantes. Se você for uma pessoa respeitada na área de TI, sua opinião será pedida. Então, quando você, de repente, não é mais consultado para mudanças no budget, na equipe ou nos processos, isso pode significar muitas coisas: que a sua empresa não vê TI como algo estratégico, que seus pares não te vêem como estratégico, que seus colegas do C-level não têm mais confiança em você ou que você se tornou uma barreira para que as coisas aconteçam. * O que fazer – Comece a retornar as ligações de recrutadores e reconstrua sua rede de relacionamento. 6. Você não está tendo aceitação. Não conseguir aprovação para sua estratégia, projetos individuais ou orçamento pode indicar que seus colegas já não te apoiam. Pode indicar também que suas propostas não estão alinhadas ao negócio. De qualquer forma, mostra que você não está em sintonia com as necessidades dos colegas ou da corporação. * O que fazer – Um dos conselhos é conversar com os executivos que não estão te dando o apoio necessário. É importante você mostrar que está percebendo o que está acontecendo e que você se importa com a opinião desses executivos. Mas esteja pronto para uma discussão. 7. Você tem de lutar com unhas e dentes para que as coisas aconteçam. Se você está sempre argumentando com os colegas em reuniões e eles parecem não ouvir ou aceitar suas ideias, me parece que seus objetivos não são os mesmos da companhia. * O que fazer – Assine aquele serviço de recrutamento em que você pensa, mas vem adiando há algum tempo. 8. Você tem um novo chefe. Qualquer novo chefe na equipe deve servir automaticamente como um aviso de que podem acontecer mudanças de pessoal. Por quê? Porque eles gostam de montar seus próprios times. Profissionais devem entender que os novos chefes irão julgar sua performance de acordo com outros critérios – isto é, as métricas dele e não do chefe antigo. E se algum novo executivo começar a falar sobre um velho amigo com quem costumava trabalhar e que tinha uma posição como a sua, este é um sinal claro de que você está prestes a perder seu emprego. * O que fazer – Ter um novo chefe é como ter um novo emprego. Um dos principais erros é continuar trabalhando da mesma forma quando chega um novo gestor e pensar que é ele que deve se acostumar com a cultura da equipe. O novo chefe é quem dá as ordens e se você não está alinhado, você está perdido. 9. Você fez uma grande bobagem. Se você não está conseguindo entregar seus projetos, seja você CIO ou apenas gerente, seu chefe provavelmente irá contratar alguém que consiga. E se o projeto que está sob sua responsabilidade tem causado prejuízo à companhia, pode esperar pela demissão. * O que fazer – Dê um jeito de fazer com que sua falha não pareça tão séria quando você for fazer uma entrevista para o próximo emprego. 10. Você se envolveu em uma atividade antiética. Se você fez algo ilícito, pode estar certo de que será demitido. E com razão. A maior parte das empresas instituiu uma atitude de não tolerar comportamento antiético após os escândalos corporativos. * O que fazer – Leia atentamente o regulamento de sua companhia em relação ao comportamento ético. Se não há tal documento, pense sobre o que você está fazendo e se você quer ler sobre isso no jornal de amanhã.


adoro comer adoro Receita comer

Bolo de banana e maçã

INGreDIeNTes • 2 bananas caturras maduras • 1 maçã (pode ser com casca) • 1 xícara de açúcar mascavo • 1 xícara de farinha de trigo • 2 ovos • 1/4 xícara de óleo (qualquer tipo) • 1/4 xícara de leite de soja (ou o leite preferido) • 1 colher sopa fermento em pó • Canela em pó

MODO DE fAZer • Na vasilha onde o bolo será misturado, amassar as bananas, até que fiquem com a forma de uma pasta • Adicionar, nesta ordem: o açúcar mascavo, os ovos, o óleo, o leite, o fermento e a farinha, sempre mexendo • Mas atenção: não é para jogar tudo na vasilha e mexer depois, mas sim adicionar o próximo ingrediente somente quando a mistura atual estiver homogênea • Transferir a mistura para uma forma untada (com manteiga e farinha), picar a maçã e distribuir os pedaços em cima da massa • Salpicar a canela em pó e levar ao forno por 50 minutos.

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Revista de Domingo nº 676 by Jornal de Fato - Issuu